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IPOS em Portugal

Calado, Fernando José; Teixeira, Silva Nunes

Abstract

Studies into the long run performance of initial public offerings (IPOs) have in general found that IPOs underperform both the market as a whole and portfolios of existing companies in the long-run. Rather than finding in Almeida and Duque (2000) the results show that the first winner tends to be the furure loser.

Full text

393 IPOS EM PORTUGAL Fe nando José Calado Sil a Nunes Teixei a ABSTRACT S udies in o he long un pe o mance o ini ial public o e ings (IPOs) ha e in gene al ound ha IPOs unde pe o m bo h he ma ke as a whole and po olios o exis ing companies in he long- un. Ra he han inding in Almeida and Duque (2000) he esul s show ha he i s winne ends o be he u u e lose . KEYWORDS: Ini ial Public O e ings; A e ma ke Pe o mance; Unde p icing. 1 - INTRODUÇÃO Um IPO pode ma ca um pon o de i agem na ida duma emp esa. Com apenas es e acon ecimen o, a emp esa pode acele a o seu c escimen o, lança no os p odu os, en a em no os me cados e a ai emp egados com excelen es quali icações. Mui os conside am um IPO como uma ope ação inancei a de cu o p azo, con udo, nada es á mais e ado, um IPO é o início de um elacionamen o a longo p azo com odos os in e enien es no me cado. De aco do com a eo ia da e iciência dos me cados, em me cados compe i i os, com in o mação simé ica e sem a i os, ais como os cus os de ansacção, as únicas a iações nos e o nos em di e en es ac i os inancei os dependem dos dis in os ní eis de isco. Toda a in o mação que es á ao dispo dos in es ido es se á e lec ida nos p eços dos í ulos e nenhum in es ido pode ob e maio es e o nos a não se a a és de uma maio exposição ao isco. Po exemplo, no modelo CAPM, são apenas as di e enças en e os be as, que p o ocam as di e enças nos e o nos. Os ele ados e o nos encon ados nos IPOs o am du an e mui os anos um dos maio es desa ios à e iciência dos me cados de capi ais. Nesse sen ido mui os es udos o am execu ados com o objec i o de explica esse enómeno. O objec i o p incipal des e es udo é en a e i ica se o enómeno do unde p icing se es ende ao me cado po uguês pa a o pe íodo em causa. Há que e e i ainda que as conclusões e i adas são mui o sensí eis à me odologia u ilizada, al como no es udo de Ri e (1991). No p esen e es udo a amos a comp eende 21 IPOs e ec uados en e 1 de Janei o de 1993 e 31 de Dezemb o de 2000, no me cado de co ações o iciais da BVLP. Nes a pesquisa, p ocu a-se esponde às seguin es pe gun as: 1. O unde p icing inicial man êm-se ou não no longo p azo? 2. Quais são as azões pa a o ní el de unde p icing encon ado na BVLP? 3. Qual a impo ância das ca ac e ís icas de inidas pa a o desempenho dos IPOs? Especi icamen e, es a-se se o modelo de Ri e (1991) pode se usado pa a explica o ní el de unde p icing nas no as o e as na BVLP. U ilizam-se as co ações de cada uma das acções e nos p eços de echo do Índice PSI Ge al. Tal como no es udo de Almeida e Duque (2000) em Po ugal o am usados 2 benchma ks – pesos iguais e CITIES IN COMPETITION 394 pesos di e en es - pa a cada um dos IPOs in e enien es na amos a, endo como objec i o comp o a os esul ados ap esen ados que no es udo an e io que no de Ri e (1991), segundo os quais o benchma k u ilizado é undamen al na ap eciação dos esul ados. Nes e es udo e i icou-se uma elação nega i a en e os e o nos iniciais e os e o nos no a e ma ke , uma ez que o benchma k que ap esen a o melho esul ado no cu o p azo é aquele que em o pio desempenho no longo p azo. 2 - MODELOS TEÓRICOS DE IPOS Welch (1992) p opo ciona um in e essan e modelo dinâmico de IPOs que en e modelos de unde p icing suge e a na u eza sequencial da endas de acções. Enquan o odos os modelos an e io es assumem que as comp as de acções oco em num mesmo pe íodo, Welch a gumen a que os úl imos in es ido es po enciais a en a no me cado podem ap ende analisando o compo amen o dos p imei os. Noção coaduná el com o compo amen o inicial de alguns IPOs que podem p opo ciona uma explicação pa a o unde p icing. No modelo de Welch (1992) os in es ido es ob êm sinais p i ados sob e o alo ou qualidade das acções o e ecidas. Os in es ido es são abo dados com o e as sucessi as de acções, si uação obse ada po in es ido es pos e io es. Is o pode e ela alguma in o mação que possam possui . Comp as execu adas po in es ido es iniciais podem mesmo le a ao in es imen o no me cado de ou os in es ido es quando a in o mação é desenco ajado a. Des e modo, a o dem de en ada no me cado é impo an e e pode de e mina o sucesso da o e a. Quando a p imei a ac i idade de enda le a a que in es ido es igno em a sua p óp ia in o mação, es á ga an ida uma eacção em cadeia, denominada de Cascade, po Welch (1992). Es es esul ados não dependem da in o mação in e na possuída pelo emisso : es e pode ecebe ambém in o mação p i ada. O modelo de Welch (1992) explica o unde p icing mesmo quando o emisso es á isen o de isco. Po causa da possibilidade de uma Cascade, os emisso es são induzidos a eduzi os p eços iniciais. Emisso es de boas acções podem ainda ixa o p eço ão al o que a o e a pode alha . A o e a pode, apidamen e, se bem ou mal sucedida, e os emisso es podem e um incen i o pa a p ocu a limi a a comunicação en e in es ido es ou al ez, pe suadi a seu a o po enciais in es ido es iniciais. D ake e Ve suypens (1993), colocam em causa a polí ica de p icing das emissões, como sendo um meio de p e enção pa a p ocessos u u os. Examina am 93 emp esas que o am p ocessadas após a colocação dos seus IPOs. Es as es a am ão unde p iced como os ou os IPOs e suge em que o unde p icing de uma emissão não e i a comple amen e p ocessos u u os. Além disso, a indemnização média ep esen a apenas 15% dos luc os, ou ap oximadamen e igual ao mon an e médio de unde p icing. Do pon o de is a da emp esa emisso a, não é jus i icação su icien e pa a unde p icing uma emissão em 15% a en a i a de diminui as hipó eses dum p ocesso u u o (assumindo que al acon ece). Con udo, enquan o a emp esa subsc i o a possa se objec o do p ocesso, con inua á a e um incen i o pa a o unde p icing da emissão. Pa a a alia a eo ia das modas passagei as, Agga wal e Ri oli (1990) examina am as endibilidades de a e ma ke pa a um ano (250 dias de ansacção) após a emissão. Se o me cado é imedia amen e e icien e na a aliação de emissões no as, como é no malmen e assumido, en ão os e o nos pa a os in es ido es que comp am os í ulos ao im do p imei o dia de ansacção ap oxima -se-ão dos e o nos do índice de me cado. De no o, a suposição implíci a é que o isco sis emá ico dos IPOs é ap oximadamen e igual ao do índice de me cado. Espe a am-se e o nos posi i os ajus ados ao me cado, baseados na eo ia do CAPM e ambém nas descobe as de Ibbo son (1975) de que os be as dos IPOs diminuem ao longo do empo mas pe manecem acima de 1 du an e o ano após a o e a. FINANCE MANAGEMENT CHALLENGES 395 Ri e (1991) demons ou que a es a égia de in es i em IPOs no é mino do p imei o dia de ansação pública e man endo-os du an e 3 anos, e ia deixado os in es ido es com apenas 83 cên imos ela i amen e a cada dóla in es ido num g upo de emp esas equi alen es lis adas no AMEX ou no NYSE. Emp esas mais jo ens e emp esas que o am in oduzidas em bolsa em anos de olume o e ainda es ão pio es que a média. A e idência ap esen ada aqui é amplamen e consis en e com a noção que mui as emp esas são in oduzidas na bolsa pe o do cume de “modas passagei as” de indús ias especí icas. 3 - DADOS E METODOLOGIA A amos a comp eende 21 IPOs e ec uados en e 1 de Janei o de 1993 e 31 de Dezemb o de 2000, no me cado de co ações o iciais da BVLP. A me odologia adop ada segue o modelo de Ri e (1991). P imei o analisam-se os e o nos iniciais e os e o nos no a e ma ke . U iliza am-se á ias análises c oss-sec ional e de sé ies empo ais, numa en a i a de explo a os ac o es que de e minam o desempenho dos IPOs. Usa am-se dois e o nos de me cado como benchma k: pesos iguais - Equally Weigh ed - e pesos di e en es - Value-Weigh ed - pa a cada uma das emp esas da amos a. No caso do Equally Weigh ed o peso de cada acção é de inido da seguin e o ma: n EW no Peso 1 = (19) onde, n = Núme o de emp esas incluídas na amos a No caso do Value-Weigh ed o peso de cada acção é de inido da seguin e o ma: ∑ = × × =n i ii ii NP NP VW no Peso 1 (20) onde, Pi = p eço inal no p imei o dia de ansacção e Ni = Núme o de acções no IPO Os e o nos são calculados pa a dois in e alos: o pe íodo de e o no inicial que é de inido como o pe íodo que ai desde o dia da o e a a é ao echo do p imei o dia de ansacção e os e o nos no a e ma ke , pe íodo de inido como um ano após o IPO, excluindo o pe íodo de e o no inicial. (1) Re o nos Iniciais. O e o no inicial é de inido como a pe cen agem de mudança do p eço da acção, desde o p eço de subsc ição a é ao p eço inal no p imei o dia de ansacção. Pode se esc i o como: 1−= i i iS P onde Pi = p eço inal no p imei o dia de ansacção do IPOi e Si = p eço de subsc ição do IPOi. CITIES IN COMPETITION 396 (2) Re o nos no a e ma ke . Segundo Ri e (1991), o desempenho dos IPOs é calculado eco endo aos e o nos ajus ados acumulados (CARs) com po olios mensais compa á eis. ∑ = =n ARCARs 0 Onde AR = e o no médio ajus ado do me cado du an e mês num po olio de acções n 4 - RESULTADOS Es e es udo o e ece 4 con ibuições impo an es: A p imei a con ibuição é e -se comp o ado que o compo amen o dos IPOs, que no cu o que no longo p azo, é semelhan e aos es udos in e nacionais e ec uados. A segunda con ibuição em a e com o desempenho a longo p azo dos IPOs. Os IPOs po ugueses êm um pio desempenho no a e ma ke do que inicialmen e. Po exemplo, desde o p imei o dia a é ao im do p imei o ano, o e o no médio o al é de 6,69% (20,03% no cu o p azo) - pesos iguais - , enquan o que com pesos di e en es pa a o mesmo pe íodo é de -3,65% (27,99% no cu o p azo). A e cei a con ibuição ep esen a uma possí el jus i icação pa a o unde p icing inicial. Es e de e-se a um excesso de op imismo po pa e dos in es ido es e pela moda no sec o da no a economia e nas elecomunicações. Es as modas passagei as in luencia am o compo amen o dos in es ido es o nando-os excessi amen e op imis as em elação a de e minadas acções. Es e excesso de op imismo, consequen emen e p o ocou compo amen os i acionais, que enquan o a moda du ou pe mi iu a es as emissões e em e o nos bas an e posi i os. No en an o esse op imismo acabou po des anece - se – quedas o es do NASDAQ – e dessa o ma p o ocou o es quedas nessas acções. As acções da elha economia acaba am ambém po so e com es e pessimismo, mas nes e caso, o desempenho nega i o oi mui o menos acen uado. Po im ap esen a-se e idência adicional no que se e e e à compa ação en e os desempenhos a cu o e longo p azo, segundo de e minadas ca ac e ís icas. Aqui há que e e i que Almeida e Duque (2000) já es uda am es e assun o no caso das p i a izações e sus emp esas p i adas. 5 - CONCLUSÕES Um la go olume de pesquisa demons ou que os in es ido es que comp am IPOs na o e a inicial ganham e o nos ano mais posi i os no cu o p azo. Há duas explicações possí eis pa a es e enómeno. A p imei a explicação é que os subsc i o es de alo es ixam o p eço dos IPOs sis ema icamen e abaixo do seu alo in ínseco; a segunda possibilidade é que os IPOs são sujei os a uma excessi a alo ização, nomeadamen e po e ei o de moda nos p imei os pe íodos de ansacção. Nes e es udo há e idência no sen ido des as duas hipó eses, uma ez que há de e minados sec o es que êm e oluções mui o posi i as das suas co ações no p imei o dia e nos p imei os se e meses, as quais acabam po e nos pe íodos imedia amen e a segui maus desempenhos – ex: No a Economia. Os IPOs são in es imen os luc a i os no cu o p azo, mas a segui êm um desempenho aco no longo p azo.Nes e es udo encon ou-se um mau desempenho no longo p azo pa a uma amos a de 21 IPOs in oduzidos na BVLP en e Janei o de 1993 e Dezemb o de 2000. Es e mau desempenho é consis en e com a e idência in e nacional ap esen ada po Agga wal e Ri oli (1990), Ri e (1991), Lough an (1993) e Lough an e Ri e FINANCE MANAGEMENT CHALLENGES 397 (1995) pa a os EUA, Le is (1993) pa a o UK, Agga wal, Leal e He nandez (1993) pa a a Amé ica La ina e Keloha ju (1993) pa a a Finlândia. Na e dade o desempenho ap esen ado pelos IPOs no longo p azo é posi i o, no caso de pesos iguais, consubs anciando-se num alo de 6,69%, e nega i o no caso de pesos di e en es, ep esen ando um alo de – 3,65%. Aqui al ez seja o local adequado pa a aze uma cons a ação: al ez se de a da maio impo ância ao alo ap esen ado nes e úl imo caso, uma ez que os índices po ugueses – nomeadamen e o PSI Ge al u ilizado na nossa análise – são índices em que a ep esen a i idade das acções depende da sua capi alização bolsis a, logo índices que e lec em pesos di e en es pa a cada uma das acções. A lógica dos pesos iguais aduz uma es a égia de in es imen o segundo a qual um in es ido comp a exclusi amen e IPOs e despende a mesma quan ia em cada um deles. BIBLIOGRAFIA Agga wal, R. and P. Ri oli (1990), “Fads in he Ini ial Public O e ing Ma ke ?”, Financial Managemen 19, 45-57; Agga wal, R., Leal, R. and F. He nandez (1993), “The A e ma ke Pe o mance o Ini ial Public O e ings in La in Ame ica”, Financial Managemen 22, 42-53; Almeida, M. (2000), “A Venda de Acções em Bolsa pelas En idades Emi en es Po uguesas. 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