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Sermão do acto da fee celebrado em Coimbra, na quarta dominga da quaresma, doze de março de 1673 sendo inquisidores os muito illustres Senhores, Manoel de Moura Manuel, [et] Pedro de Attaide de Castro

Bento de S. Thomás, O.P.

Full text

7£^3- s#3 £#3‘ 33 £33 £3* £33- 12* £3* ã& £35 533 £=35 £33 £51 -£3-: -£í .*#! sT £33."Jj (se mão* DO &?! ACTO DA FEE 1 Jg CELEBRADO EM COIMBRA, NA QVARTA | Dominga da qua c ma, doze deMaiço de i673. 1 >g SENDO INQVIS1DORES I Os mui o illu ícs Senhe esi MU N0ELDE MOVRU MUEIVEI, | :&PEDRO DE UTTAlDE DE CASTRO, g g PREGOVO OP. F . BENTO DE S. THOMAS, g da O dem dos P egado es, Qeali icado § do San o C Kcio. $ 4»*?* $Com odas as licenças necejja ias. § jEM COIMBRA § |Na O Ecina dc Manoel Dias Imp e o da Vniuc i-|j Idado Anno de M.DC<LXXHI. í'"£ Imm**' <hn«hi»&< ** 1 LICENC.ÂS DEmandado dos Senho es Inquizido es li e e e - maõ, que omui o Rcue endo Pad e Me e F . Ben- o dc S. Thomas p egou no Ado da ee, que na qua a dominga da qua e ma de e p e en e anno e cele- b ou na p aça de a Cidade de Coimb a: oqual e maõ, ja quando ouui, oeauia cau ado g ande go o; &ago a, que oli, ac eceo e he que podia e , no meu ag ado; pois e- do nece a io pe a a o malidade dei es ais e moens eco - e as e e i u as, eui ando eloquências, po quan o e as ulga men e e uem de con undi , oque aquellas In en- am con u a ; comilTo e à, que omui o Reue endo P. Me j e am dou amen e combinou huma ,&ou a couza, que oal!egado& a ido das e e i u as pode da i a amaio ce- guei a ,quando na inc edulidade nam quei a e eimo a, &oeloquen e das ezoés, &odi e e o das palau as pode àos en idos ca holicos e ui de maio delicia , uaui an- dolhe deíha ce a i meza. En im pe a ilidade comua do mundo elhedeue da licença pe a íe imp e o, e e he o- meu pa eí e . Ne e Collegio da San i ima T indade de Coimb a aos 15. de Ab il dc 1673. I . Z/ín enio Com* PORo dem dos Illu i inios Senho es Inquiíido es i e e Sc maõ que no Àc o da Fee del a Cidade p e- gou oMui o Reue endo Pad e F ei Ben o de San o Thomas Quali icado do- San o O icio len e de P ima, & Regen e dos e udos no eu Coiegio. Todos os Se moés de e íngula alen o con em agg ados, &mais a íomb os; oas com pa icula e am ae e (po e daFee ^Ihe aõ de- uidos os c édi os; & e oAu ho os nam bu ea po (e lau a e i ada, he ju o, que os log e como e ella am lu- L1CE NC, AS zid.3,que endo a ee ih in ecameme e e ua, elle ap opos am cla a, que e aNaçam Heb ea em alg u couía de aci- onal, que com e e Se mam ique ainda obi inada, nam íe pode liu a de conuencida; po que a gumen os am dou- os, am e icazes, & am euidê es e como Rayos e e dos co- açoens adu e a, como luzes necei i am do en endimen o os dic ames; pelloque lie dignií imo de le imp imi oSe mam. & e ul a am delle aos lei o es in e eí es, ao P egado applau- os, âEee iun as. I o mepa ece. Coimb a Collegio de Sana Hie onymo iS de Ab il de 1673. F ey Luís dn Fu i icaçam Vida ain o maçam pode e imp imi eíle Se maõ que p egou oPad e Me e F ei Ben o de San o Tho- mas Quali icado do San o O icio no A£ o da Fee que e celeb ou ne a Cidade em 12 de Ma ço de 1673 Ede- pois de imp e o o na a ae a Me a pe a e con e i com o eu o iginal, epe a eda licença pe a co e , em iiíò naõ co a. Coimb a em Meia 19 de Ab il de 1673. LMamei de Mou * J lznud. Ped o de A d de de Cajl o, POdc c imp imi e e Se maõ Coimb a 4dc Maio dc 1673. F . Al a o Bi/pi Conde . Pupule meus ,ejui e bea um dicun ipji e d(cipiuni iam g e uum u um di sipan , Izj i. 3. CHAR aa licçaõ alen o que aaíiuie pode e e ei o da o una ;que o oe mo aliuio a augmeme he omaio empenho da de g aça: naõ podia encon alla menos apo ada húa culpa, que e p eza de eimoza; aíG con inua opouo Iudajco na culpa; apo ada cho a aíli e e naize- auel pouo ade g aça. Sábios em na appa encia, &he a Ci cun ancia mais damnoza de ua mize ia imaginallos na e dade abios ;pois al andolhe pa a e em Me es do ace o a ciencia, íob alhe pe a enloda em no e o amalí- cia. Me es em e e pouo {óde g aça! )que no alen o dis a çaõ oengano, que no abono alen aõ odelicio, que no epa o apad inhaô oe o. Eu naõ enho an o con ae es mize aueis.que deza inadamen e opeçaõ, quan o con a os cegos, que eimozamen e os a ujnaõ; naõ cei ando dc chama bemauen uiado ahum pouo, em que ainda naõ he omaio mal o iue cego, que e i o he ia enuelheeida pena, maio mal he con inua ainda dec epi a ià aculpa, Eu achey que pa a encaminha hum cego he o nais ace - ado i a lhcdc dian e o opeço; eaí omeu p incipal in- en o he da uosa conhece os o íos e ados Me es, que ob e e em oa imo que mais os Icua a opeça , he ua Adou ina 2SERMAM dou ina o aco, que mais os aiuda acai . Vendo e aua De- os po Izaias aceg uei a comque os o os Rabbinos hauen- do de gu a uos àemmenda, os e aua a ojando na culpa , &po os a alha oe o os daua ià oauizo: Popule meus, qui e bea um dieun , ip i e dicipiun : adue e pouo meu, que os que e chamaõ bemauemu ado, e enganaõ, & e de encaminhana: iam g ejíuum uo um di sipaa . in e p e ando aue iamen e os P ophe as, Scdis açando manhozamen e acla eza comquc no am e Ch i o lezu Deos, Sc homé o e dadei o Mií i- as; &de inando huna uaize auel pouo aimpe inen es clpe- lanças i naõ uacegei a a i ulo de benaauen u ança. Bemaue a u ados os chamaõ polia e pe ança, polia paci- ência, Sc polia con ancia; &dizem qa a os P ophe as ollo scon elhaõ, Sclouuaõ: e e he oengano: ip i e decipiun . mas e eis no dezengano qa o a e pe ança he ceguei a, qa o - a paciência he du eza, que a o a con ancia he eima; & mo a ei, qa íi os P ophe as ollo amoe am, &abominam. A o a e pe ança he ceguei a. Via Deos pa accm oMi - las e dadei o Ch i o lezus, o a ceguei a ,&quan o apòs íyai 42. de ou o h/a de encaminhaáa o a e pe ança, &di e pos Izaias: ducam ( ecos h iam qu im ne ciun :eu dezengana ej os çegos do que bu caõ, eu os encaminha e/ pa a oqigno am: 5cpo que namimagina eis.que e e cego e a opouo Gen íli- co, e decla a: quis cs c s ni i e uus meus? E / i dus ni/ ad quem nun ios meosmi i Nam cuideis que allo de ou em; po que quem he oçego enaõo meu e uo? Quem o u do enaõo aquê mandei os meos men agei os? Ou eiam os|P ophe as,q am cla amen e os di e a n quando hauia de i ; ou os iscai. 45. <l ue co n an os milag es osmo a am que iá in ine, c a in£io. Vedes como a o a e pe ança he ceguei a! Pois a o a paciência he du eza; que alhe aque o s, po que DOACTODAFEE po que a azam anana ence: Auàl e me du o co âe quilengé lis à ujli ia: dizia ome nao Izaias; ccmo e di ie a: cuidais que o que os pa ece paciência he mui o con o me â/u liça, pois oque imaginais nos abalhos ío imen o ai mui as léguas longe de e iu o.- longe e(Hs á ujlhia: eoque cuidais e ue o de animo o ido he e ei o de hum co açam du o: audi eme du o co de:a oi a paciência he du eza. A oíía con ancia he eima; que e pe e e a em os a- balhos que leuam ao aliuio he con íaneia, con inua em a- balhos que encon am o emedio he eima. Que eia eima o que os que os enganam chamam con ancia, di e ela amen- e Deos po Izaias, chamando calix de omno a e a uoíía cõ- í inuaçam no e o: ecce ullí de mam ua ci lieem opo is, undam calicis indignA wnis me<z non adijeias, bibas illum l a-, que e e omno eia eima, &nam co ancia e é cla amen e e n di- ze , que olío i ou da mam: oque nam ize a e oso .no eõ- que os de euidais de o lo emedio o a con ancia, qcomo acon ã ia he i ude, a i ude aninguc a i a Deos da maõ. Mais, chamalhe calix de ua indignaçam, &quando Deos in- dignado dezãpa a, mal pode oco ação ica cõ an e, ob ina- do íi. Einalmen e acon elha que e huma es aco da des naõ o neis mais ae le omno: logo e ie omno emque iueis e - quecidosdo emedio, que Deos os mandou em eu ilho, nam he con ancia que aDeos ag ade, eima he que Deos a ao ece. Vede as bemauen u anças, com que os o ibs Me - es os alen am, ede as glo ias que os c ibs Rabbinos os louuam. Ouui, ouui hum P ophe a San o, que diz que os enganam,ip i e deciphm . Pouo bemauen u ado chamam ainda ao pouo Iudaico o* eus Me es, undandolhe amen i oza glo ia na enganada e - pe ança•. qui e be um dieui i:mas adue e oP ophe a, que A2 os 4SER MAM os sng.in. n; ip i e ãeeipiua : po que na e dade e( a e pe- ança he ceguei a. A omb a daquella dou ina os moucm es azõis, ou pe a nailho dize cs enganos ae pe a ainda oMedias. Ap imci a he, que oMedias p ophe izado ha de- e Reyno, ha de unda impé io; eque de Hye uzale haõ de ai os dominado es das gen es ogei as en am a cu jugo, & egidas po eu goue no: bque ma! e pode e i ica em Iczus pob e, ilho de Pays pob es, acompanhado de pob es di ci- pulos. Se e la he a ezam po que e pe ais, cega íe e que he a oí a e pe ança. Quem nam io na inda de Ch i o Iezus e a e dade aluz do oi comp ida! Quem nam e a p ophe- cia aos olhos de odos execu ada! Iudeo e a Iezus, Iudeo Pe- d o, ludeos odos os mais di cipnlos; que annos pa a am que nam i em oílos an epa lados e es no angue ludeos do- minando as gen es Ia omaem e um exiui omms eo um, di ie Daiiià, &ia iaes o bis o a e ba eo um- oda a e a co eo us palau a, odo omundo encheo ua dou ina; a he aí cn a Ch i o Iezus aPed o na cadei a do P incipado Romano, &em íeus ucceí o es e à e e Reyno E e no. Que acce ado opouo de I aei endo as iilu es ic o i- a!s comque ámi a de Heb eos nada em a mas exe ci ados, encidos am bellicozos inimigos, e apo ou da e a de p o- naií am ez ab ados e a iu i icada con equencia: e uiemus i i Domino, quia ip e e Dem no e : á i a de Mona chia undada àmam de am p odigiozas ic o ias, à o ça de am cxce iuas ma auilhas, nam ha mais que e ui ae e enho , nam ha mais que econhece ae e Deos; ip e e e Deus no(h . Oh quan o mais gen e mo iuo pe a e e econhecimen o dà o e que Ch i o Iezus pob e, pa a pouco pode ozo, ludeu no angue pe a di icul ozamen e admi ido, mo o iolen amé e pa a alcilmen e de p ezadoj em mais oldados que DOACTOD AFEE i4*7 que 6s pob es di eipulos que e cclheo, azendo, àpeni en - cia hum pouo gen ílico odo en egado ádelicia, unda ie huma Mona chia comque domina e, oque he mais, ame - iaa Alma; em con a e e impé io pode em p eualece odas as a mas do mundo, em opode em a alha odas as o ças do in e no. Po que á i a de am expe imen ado a - omh o nam azeis ago a aquella con equencia Se u imus ig - u domino: e ui emos ae e Senho po que esn duuida quê aí i pode, equem a i ence he ono lo Decs: quia ip i cjl Deus nojlc e a Mo na chia Ch i ã, e a que he caminho pa a alegi ima e a de p omi iam, pe a aceíe ial Hyc uzalé, un- dada apode de an os milag es, qe es o á naquelles pob es homens os pode es, publica cla ame e, que a nam qaob ou he diu na: ip e e i Deus no/le . Veiamos a epo a, comq os o l os Rabbinos os enganaõ: dizem que acabeça da oona chia do Me ias hade e Hye- luzalém; que Hye uzalem hade e aco e; po que a i oa i ma Izaias desde ocappi ulo 52. aonde diz Rabhi Ss amam que começa oP ophe a acon ola opouo com as bonan- ças que ha de alcança na inda do Mi ias; oque (diz elle) cõ inua a he o im da P ophecia. Começa poiso P ophe a í-ds e es alen os: coju ge, co u ge,indue e o i udine ua Syon, in- due e zse iimcn is glo ia uzHyc uTglem-, leuan a e, leuan a e.cob a S on a ua o aleza, co na a e i Hye uzalem a ua gala. Re- ma a no i imo Capi ulo: (jusmodo i cm meu bhmdii u , i a ego (on olabe es, é in Bjelu alê ch slabimm . abes, pouo oeu, d:z Deos, como e hey de aliuia ?Hey de có ola omeu pouo co- mo aMay a aga o ilho; &e a con olaçam hade e em Hye- uzalé; &in ye u al m an olabimin . quê os nega a, qna in- da do Mi i s e hauia Hye uzalem de e em glo ia, e hauia dc e i de Gala; oue Deos ali hauia de mani e s oamo de A3May, 12.SERMA M c uci icado em hum madei o. Duuida eis ee á em oHeb eo aquella palau a (in ligno )po q ano la ulga a anam é; mas e os p egun a , aquê da eis mais c edi o, le aono o S.Hye- onimo, le aos e e . a &dous in epe es e colhidos en e os abiosda oílalei, que o anamo ace do e Eleaza o man- dou aP olomeo Philadelpho, 300, annos an es da inda de Ch i o, pa a aduzi ae e ip u a de Heb eo em G ego 1Ha- ueis em duuida de dize , que ae es da eis mais c edi o: pois e ies e e eue am: e h i a ua pendem an e ein ligno: e eis a oíía ida c uci icada dian e de òs em hum madei o. Ago- a os di ei eu a azam, que deu hum o o abio conue ido âlei de Iezus Ch i o, po que os e en a Heb eos acha am no Heb eo apala a (in ligno) &S. Hye onimo nam. Vi am os Rabbinos do empo de Iezus acla eza com que aquella palau a e emunhaua a e dade, & i ca aõna; a i o e e- munham mui os San os an igos. Vede, como edojade oí- as Almas, quem aíl os impedia ocaminho de o ias me- lho as. Pois eu os digo (he me Deos eílemunha, que mais dezeiozo do bem de o a Alma) que nam haueis de e Mi . ias, e nam quando obu ea es c uci icado: epo que acabeis de bu ea nelle os emedios, alj ollo a uó am cu ci icado di- an e dos olhos: e i i a uapendens an e e in ligno. A gúem ambém o os enganozos Me es aos Ch i iaos de dize em, que oMiílias, con o me os P ophe as, ainda que mo o em C uzhauia de e Deos. Oquem pude a pe ua- di aeíle mize a el pouo, pa a palea em ua p o emia, os de- lí ios em que dà i a ceguei a. Dizeime: quando Izaias, cha- ma ia pollo Mi ias, 3cdizia iun amen e, que deceííe do ceo l à. 45. como chuua, &b o a ie da e a como plan a: ma e cxli àe up , &nub s pluan )u b m, ape ia a e a, &ge minei alua- e em: que que ia dize , enam, que como Deos dece le da cele iaS DO ACT CD AFEE j JiL cele ial pa ia, 5c co no homem naceí e das e s has ce Ma ia. Nega algum de o os Rabbinos, que alaua Izaias do Mí ias quando p egaua, que e chamaiia, Decs, c e, Pay jza^^ do u u o eculoi p incepe da pas: d ocabhui admi abilis, cen- Jilia ius, Deus, o is, pa e u u iJkculi, p inccps pacisè Pcis a ci chama cla anaen è op o e a aoMí ias Deos. A i oa - nam Rabbi Moy es, Rabbi Auena à, oTa giam, 5c os e - eo a, que en udo omais eguis. Bem ei, que Rabbi Salamon, que mais, que odos os en- ganou, com ce a oca de pon os mudou apalau a, ( ehi ca , )em ( ahic a )o( ocabi u )em ( ocálii ) 5c leo aí i, ou ingio: Deos o e ,que he ,Pay do u uio eculo, chama á ao Mí ias P incepe da paz. O allacia nunca ouuida! Omaldade nunca a sàs abominada! <5 diabólica obe ba! acom que eíles homens cegos e a ojam aque- e de ui , 5c pe ue e , a he os dec e os diuinos: Di e- am os P ophe as ,que hauia oMí ias de i ico, 5c po- b e; glo ia lhe econhece am, paciência lhe a ibuj am: em- ouan o Deos ejo ico, 5c com glo ia, em quan o homem, pob e, 5ccom paciência. P aco e oedio de a, enaõ ouxe- a e diuinoi inemi auel oexemplo, e nam oma a, (e hu- mano. Con i mo e a e dade com dous luga es, que ni o - memen e en endem Ch iílàõs ,ôc Iudeos do Mi ias. l“gai. 33 Que oMí ias ha de e ga o de Deos, diz Izaias:?'» die ilU e i ge me» domini ,in magni icai h: que oMí ias ha de jjyeT(mi e ga o de Dauid, diz Hye emias: ccce Ses • enien , àici ^ Dominas, & u ci abo Dauid ge me» u ium: oga o he da e ma ub ancia com aa uo e, donde b o a jnam di eis, Eique 14 SER MAM que e encon am e es doas P ophe as, em dize hiím, que hà oMu ias de c ga a de Deos, &da me ma ub ancn cõ Deoss ou o, que ha dc íc ga o de Dauid, &da me ma ub - , áaciacom Dauid: logo nem e con adizem os Ch i aõs em dize em, que Ch i o Iezus he Deos, 6c home a, da me - ma ub ancia de Deos, po ilho do ae e no Pay, da me ma íub anciade Dauid, po ilho da pu i lãma Vi gem Ma ia, 5c de cenden e de Dauid, Ainda, que a am cla a luz os nam endeis, a am mani e - á e dade os nam ogei ais, compadecido Deos de olía naize ia os chama, endo amalícia, 5c aigno ância de oíTos Me es os auiza Pouo meu (o obe ano Pay, que ainda, quando mais o endido, nam pe de oeílillo de mize i- So diozo! )Pouo meu, os que á i a de ua e ada e pe ança e chamam bema en u ado, è que e enganam: popule meus, qui e bca u n àiciin , ip i e dicipiun : olha,q e de encaminham: iam g i íu m uo a n di sipan '. conhece, que e la ua e pe an- ça he ceguei a. Cbamaõ os os o i os Me es pouo bem auen u ado pel- ía paciência; 5c eu ejo cla amen e, que a o a paciência he du eza. Paciência mo a, oque padece, po que a em a- zam ope egue; mas du eza, oque o e, p oque a azam o nam ence: logo opouo ludaico padeçe po du o, 6c nam po o ido. Pa a p oua dei a e dade ham as azôis de e expe iencias. Mandou Deos aMoyzes, q obi e ao Mon e (inay; 5c po a da qua en a dias, com dezen oadas ozes, 5c comde eo- medidos b ados ob iga es aAa on aque os izeí e hum Ex â.yi, De-os no io: u ge, ac nobis Deos, quinospMcedan h<JMoy{ cnim b ik i o, qui ms eduxi de lena jEgip i, necKm s quid accidc i : di- zeime ago a Que azam hà pa a que qua en a dias de de en- ça IDO ÁCT OD/FEE *S +J-2- ça em Moyzes ba s iem pa a ado a es hum bcze oj & an os eculos de a dança do Mi ias, que e pe ais, Ba n ba - e pe a os ezoiue es, em econhece aquem ccm an os milag es p ouou e Mi ias e dadei o! Di eis, que eíTe oílo e pe a he paciência; pois e a expe iencia mo a, q he eima. Oce o he, que ome mo inimigo de o la al- ma, que en am os a oiou a am eno me e o, ago a os cega pe a nam e es am cla o de engano. Enganamuos e íes,que chamais abios, dizendouos, que enhais paciência, po que nella e unda oíla bemauen u- ança. Oe ado undamen o, comque os çegam, he, que os P ophe as os mandam epe idas ezes e pe a : Acuj o- ^ dia ma u ina que ad nociem pe e Is ael in Domino: e pe e ll a- el no Senho de de amanhã a he anoi e. A i con eíío, q os en ins am os P ophe as: mas dizeime, que p egado Ch i am ouui es, ou ie es, que nam pe uadi ie ae pe a oda a ida em Decs? Que i o he oque igni ica, de de ã manhã a he anoi e, &mais nam mandam po as e pe anças em algum Mi ias, que e pe em, mas em Ch i o Iczus, que econheçem. No me mo en ido, em que pe uadem osP e- gaáo es ao pouo Ch i am, mandauam os P ophe as e pe- a em Deos ao pouo Heb eo. Tempo houue em que os P ophe as os mandauam e pe a ao Mi ias, ainda que a - AÍac. í- da le: i moíam ece i expedia eam: dizia ,Habacuc; oas p e- uendo o o lo e o os. adue io, que nam hauia de a da : eni ns enie ,ç non a dabi : &pondo condicion3Ímen e ade ença: i mo am ece i : pós ab oiu amen e ap e la: eniens enie , &non a dabi : oP ophe a nam podia díze uos men- i a, & ós edes, que a da po expe iencia. Naquelle em- po eipe aoam o os an epa iados com paciência, mas de - pois de appa ece Ch i o Iezus. dezenganaiuos, que e pe- ais ais po eima; em du eza íe ocou a o Ta paciência. P egumâ a eu ao Pouo Heb eo, e de e mina nega , & pe egu e l:e eu Miílias, quando ie ? He ce o, que ia de dize , que nam: pois dahj in i o eu, que nam pode e e e o e dadei o Mi lias. Huma das mais cla as e dades, que c acha nos Pcopiie as he ,que aquelle pouo, aque Deos Hpe em.«hamaua eu, hauia de nega oMi lias e dadei o. Hye emias: $. neg ue um Dominam ,&áixe an . noa e lip c. nega am a íeu Senho &dií e a a, nam he e e. Os Rabbinos an igos explica a me e luga do Mi lias; &po expe íencia e abe, queaí i d! le am,& dizem ainda hoie os ludeos de Ch i o Iezus. Que o- eu pouo e hauia de leuan a con a elle, ác XÀ iche. &zí ellie inimigo, di le Deos po Micheas: popuus mea: 2'ia li e nnun coa u cxi : ede e haueis de nega , &pe egui e íe Mi lias, que e pe ais; ou eon e lai, que nam he o e da- dei o Mi lias e e, enam Ch i o Iezus, que ia nega es. & pe egui es: & e eis, que de ujndo le a li me ma e la o - a e pe ança he cla amen e du eza. Ponde os olhos em os me mos, &pondeos nos ami- gos de Cb i o Iezus, eaexpe iencia os mo a à, que a du eza ez o l a ade g aça, eoace o ez ua a en u a. 1z.ú. 9,Papaias, qai amlmUba ia eaebús (ii lgaias) idi lacem m gnam, bibiun ibas ia egioae ;nb a minis lux o ci e eis: opouo, que andaua as e cu as io huma luz g ande, na ceo huma luz g ande aos que mo auam na egiam da mo e. Que aqui alle oP ophe a do Mi lias, nenh i Rabbino onega, nem po- dem ambém nega , qou oP ophe a alou do pouo gen io, ou do Heb eo.- donde os a gumé o a li, &p oúue a aDeos, qe e a gumé o execu a a em o íos co acõis a o ça, q é. Diso P ophe a, que e e pouo andaua às e cu as, &achou luzj &que luz achou, habi ando à omb a da mo e : e ala do DO AC TO DAFEE 17 Ho pouo gen io, aque os ídolos a iam às c ícii as: logo o- que ,deixados e es ,achou no eu Mi ias oi luz g ande: qui ambuUba in eneb is idi lacem magnam, lux o ia e( eis: luz, &Luz g ande o apodiam acha em Mi ias e dadei o.* logo e dadei o Mi ias oi Ch i lo Ieí is. Se di e es, que aia do pouo Heb eo: logo, quando no Mi ias lhe ie e a luz, ha de achallos às e cu as ,&à omb a da mo e; pois a i odis de e pouo oP ophe a: pcpulus ,mi a n- buuba in eneb is, h bi an ibús in Begiene mk # menis: logo, e ainda oe pe ais âlomb a da'mo e iueis, &ás e eu as. Ode g açada du e a, que os nam deixa conhece o e mo, que expe imen ais: deixais os P ophe as San os, que am epe idamen e os aui am ,íeguis Me l es cegos que am de ea adamé e os engana, ip i c decipiun , & am de a inada- mé e os de écaminham, iam g c uum ue um dijdpan . De lâ o a du e a, ou paciência imaginada ia Ie imias oe ei o, &acau a, quando com as lag imas nos olhos di ia: g ex pe dicius achis ejl popuius meus: eíle he o ei o: ebanho pe dido e es omeu pouo: pajlo es ee um [iàuxi nn cos: e a he acau 3: os eus paílo es, os eus me l es os engana am. Se po expeiieneia és oe ei o, ó ebanho pe dido! po que nam ab es os olhos àcau a; que hé a a em e eus Me l es os di eu os, pa a da es am e ados os pa ios, iam g e snum uo um di sipan ,pajlo es eo um eduxe un eos. Alguns de os ou os condemnados po o a ce ma du e a à i ima oi e ia caminhais ape de a ida, po que no Uoíio concei o ià nam podeis e eapa da mo e. Ouede, e- de, de gue adas ouelhas, ede na expe iência, que he du- e a, oque imaginais paciência. Que alia em huma ida, q àmanham e hauia de pe de , cõ aalma, que nunca e ha de aeaba í Pc q nam podeis con e ua huma ida ligei a, naõ C epa ais Hje e n. 5» SERMAM IS epa ais na pe da de hu aa elicidade s e na. Di eis, que mo eis amigos de le uz, Sc a expe ieneia os mo a, &nos decla a, que naõ;5c enam, di ei, como podeis mo e de leza amigos , e pe deis a ida po auo eee aos eus con á ios? Ope ca e ,pe ca e mui embo a a ida >como cõ oamo de le uz e álue aalma. Oliiâi, que coai oamo de quem o s bu ea, g angea eis pa a emp e ida, &com oamo de que os co demna pe de eis pe a emp e aalma. Vede oque dis o o oRabbi Na an no capi ullo Elecb: emi es e msni ad en us Mi sie accepe un inem, & ís a úb l» dependei, ni npani en ia &benii »pe ib s nam podia eile olTo Me e de engaoa mais cla o: odos os e mos do empo da inda do Mi Eas, con o me os p ophe as, e am concluí- dos; já e e negocio nam depende de oais, qde peni encia, & boas ob as: oque oi e e i o pello empo da inda de Ch i o. Ià nam endes, que eípe a mais do que, median e apeni- encia, &boas ob as, bu ea es aCh i o le uz, que ali e à o- do odia, édoos b aços abe os, pa a a côuo ca de mi e i- eo dia ape a de oda e a du e a. Iá aíS omo aua Ka'ns: âU Tyài. die expandi manus meas adpopulií inc edulu. Delle pa icipa ab ã- du a aquelle San o ibunal, em que, pondo de pa e odu o, acha eis emp e omi e ico dio o. Mo euos am eppe ida expe ieneia, que os que os en inam, os enganam: ip/i ede- cipim , eos q os li onjea o, os de enca oinhã: & iam g e i i- wn uomm ài sipan . Vi es, como a o a paciência hé du e a. Ago a ede, como a o a con ancia hé eima: &os o os e ados Me es ,que co oo acon ian es os a ze o bemauen u ados, o a ò ace o iiu a uos de eimo- zos. Aos olhos os hei de mo a , que ape eue ança do pouo Heb eohé eima; ¶ i o mo a ei, que ama- io a am, que a os, &a o os Rabbinos ob iga, hé oodio a DO ACTO PA FEE aCh i o Iezus, &aos Ch i aõs, que üs cega. Dize na os P ophe as cla a oen e ,como ia mo ei, que oMií ias ha de e Deos: cone a e a cla eza dizem os Rabbincs, que naõ ha de e Deos; dizeime, que azam moue ae íes Me es a a ií na con a os P ophe as, que oMií ias nam ha de e Deos? Nam he e impoí iuel oma ca ne humana ahuma i ude in ini as nam he e indecen e ahuma bondade im- men a, ahuma mize ico dia in ini a, que pa a pode oma ua na u eza, ez Deos ohomê àlua íemclhança. Os Thal- mudi as de an es da inda de Ch i o nam onega am; & de pois Dauid Auena à ocon eííou; mas accozado, po e- cea olança iem o a da Synagoga e de di le, que ò eme- Ihan es e pei os moue am emp e aquellés Me es; pé que i am logo ao Mií ias e e c edi o? Nam é pode excogi a ou a azam, nem òs apodeis de eeb i , enam oodio aos Ch i aõs, po que con e laiw, que oíeu Mií ias Ch i o Iezus he Deos. Di e Izaias que oMií ias hauia de na ee de huma i gem: ccce x i go co ícèpÍ£ > &pd i ilium diíie RabDi Salama o, que e hauia de en ende e a P ophecia de huma dcnzella i - gem an es de concebe . Eu nam acho azam, que opo a o b iga : com mediana phylozophia e abe, que concebe , & pa i huma Vi gem, con e uada ain ei eza, he scil^in cc- uindo opode diuino. A azam di a, que ao na cim n o de hum homem diuino nam eonuinha pa o menos pu o, o P ophe a dauaaelRe Achaz bum inal p odigíezo; pa i huma mulhe , que oy donzella an es, he o diná io: ò pa- i icando Vi gem e a p odígio; so na ee de emelhan e pa o e a pa a oMiií ias c edi o; po que 3zam lhe neg«m lo- go os Rabbinos e e c edi o? Nam e a ou a, e nam o odio aos amigos de Ch i o Iezus, que con e lam e elle ilho de huma Vi gem. Cz Nam LO SERMAM Nam aze cazo do mundo hc amaio obe ania, de p e- za as iquezas delle a gue amaio nob eza. Di ie am os P o- phe as, que oMi íàas hauia de i pob e, Se con equen emé- e de p czado do mundo: os Thalmudiílas ocon e ia am: os p incipais de Hye uzale a o econhece am: a azam odie- a, em quem inha ada exemplo, em quem inha aconce- de emedio. E a bem, que, quem inha ali i a uos de pec- cados os ouxeíTe occaziam de opeços? Dais mui o em hum mundo âquelle, pa a quem mil mundos nam íam na- dai E endo e a e dade am eiliden e, dizem os o lbs Mcí- es, que oMiílàas ha de i ico: eu nam acho, que po am da ou a azam enam e indo Ch i io Iezus pob e, Sc íó po con adize em aos Ch iílaõs, zam de am euiden e em azam dezac edi ando aome mo Miílàas ,que e pe am. Fa eceuos, que os bu ea ia ob igado, Miílàas que an es de i endes ia am dezai ozo- em cazo, que houue a ainda al- gum Miílàas que os ie e a emedia ; que azam endes pe- a onam deixa e Beos? Que e de ou o modo os po- dia en iquece e a mize auel e a, ó endo Deos os pode emedia aAlma. Deixaio e ilho de huma i gem, que p3 a os he oc edi o, pois e ob ou no o i o angoe e e p odí- gio; deixajo e de p ezado do mundo, que e os nam alen- a com bens da e a huma pa agei a ida ,aííà os aíTegu- a melho huma e e nidade âAlma: Sc dezenganaiuos, que oMiílàas e nam ha de a a ao que o ia on ade cobiça; mas ao que ae e na abidu ia dec e a: e acilmen e opode a cha hum a ependimen o e dadei o, nam ope ca o o eimozo peccado. A an o os ob iga uam oyu zo, mas oodio, nam a azaõ, mas a eima; mas dezenganaiuos, que e hà paciência con ian- e, os Ch i aõs a zam pa a conuosco. Vos dezsiaís ( alo ea DOAC TO DA FE I em commum com o c o pouo ) os dezeiais ellcs e n idí; elies dezejám e uos com Ál .a. Que eis e e a e - dade aos olhos? En ànam nos es o cs Me es em hum lí- u o, que e chama, Tephilac, huma o açam em que adu- íida, palau a po pa!au a,do Heb eo, dizeis a i, alando com Deos: Pa a os bap izados nam haia e pe ança, odos os in- iéis (a i chamais aos Ch i aõs ) odos 1os in leis de epen- e pe eçam; odos cs inimigos de e o pouo de epen e eiam mo os; com oda ap e á endu ece;, queb an ai, 6ç ilhii oReino da maldade (a i chamam ao Reino dí Igie- ia Romana )declinai odos no os inimigos ligei amen e em no os dias: Bemauen u ado ois os Senho , que de - uis os inimigos, &humilhais os obe bos. Ouui ago a a o açam, que po os as aíg eia Romana odos os annós no oeímo dia, em que C ncinca es aCh i o lezus. Omni- po en e, epa a e sp e e e no Deos, que nem ade lealdade ludaíca de pedis de o a mize ico dia: ouui no os ogos qee os p ezen ames pollo emedio da çeguei a daquelle pouo, pa a que, conhecida aluz de o la e dade, que he Ch ií o, eiam i ados de uas euas. Con íde aí ago a, qual de ás o açoens ag ada á mais ahüm Deos, que e p eza de amigo da mize ico dia, &da ue dade; mi^e ice diam, & e i- g0 U eàilig Dem-, ahum Deos, que abominando ép e a ingan- ça, ío e p3ga da b andu a. Vos pedis aDecs, que nosma- e, nos pedimos aDeos, que os âlue; os dezeiai nos a he amo e menos pa a en i , que he ado co po, nos os ollici amos a he a ida mais pa a e ima ,que he ada Al- ma; os dezeiais e a Deos con a nos i ado; nos dêzeia- mos e aDeos pa a os mize ico dio o; nós os que emos liu es de euas, & os pedis aDeos, que nos deixe às e eu- as, Que mais cla amen e podeis mo a , que ois os du os' C3&os -'N) ü