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ODAM – A construção do moderno em Portugal: entre o universal e o singular

Figueiredo e Rosa, Edite Maria

Abstract

A ODAM explicita a inserção no espirito moderno de vertente universal e associativo, não apenas pela criação de um coletivo mas, pelo carácter abrangente do seu espaço de intervenção enquanto defensor de uma arquitetura moderna em Portugal. Desde o âmbito associativo, ao ensino, à prática profissional, até ao seu intercâmbio internacional, como testemunha a participação dos seus membros nos congressos CIAM a partir de 1951, o grupo ODAM afirma–se no debate à reivindicação dos ideais modernos em Portugal. Mas o mais significativo da produção moderna do grupo (manifestos, projetos, exposições coletivas e obras paradigmáticas) situa–se mais que no seu ideal, conforme aos grandes grupos de referência, à consciência do necessário ajuste à circunstância específica local, pobre e periférico, o que se traduziu em ensaios compartilhados, de mais–valia diferenciadora. Esta análise retrospetiva e crítica da ODAM enquanto parte do quadro mais alargado que caracteriza as “Arquitecturas em común” do moderno, para além de (re)afirmar o seu carácter universal, compreendido atualmente cada vez mais pelos seus discursos diversos, atesta a revisão crítica dos dogmas arquitetónicos modernos, presentes à data, nas arquiteturas do pós–guerra, emergentes no contexto europeu. De uma leitura, mais implícita que explicita, ressalta ainda a importância do debate, pensamentos e sobretudo da produção arquitetónica do grupo ODAM como génese da atual arquitetura portuense.

Full text

- ● EDITORIAL ● UN FUTURO COMÚN / A FUTURE IN COMMON. Juan José López de la C uz ● ARTÍCULOS ● ¿EXISTE UN URBANISMO DEL GATCPAC SIN LE CORBUSIER? / CAN WE TALK ABOUT A GATCPAC URBANISM WITHOUT LE CORBUSIER’S INFLUENCE?. Roge Joan Sauque Llonch ● ODAM – A CONSTRUÇÃO DO MODERNO EM PORTUGAL: ENTRE O UNIVERSAL E O SINGULAR / ODAM – THE CONSTRUCTION OF THE MODERN IN POR- TUGAL: BETWEEN UNIVERSAL AND SINGULAR. Edi e Ma ia Figuei edo e Rosa ● LA SILLA DEL GATEPAC: UN VIAJE COLECTIVO DE IDA Y VUELTA / THE GATEPAC CHAIR: A COLLECTIVE JOURNEY THERE AND BACK AGAIN. Ma ía Villanue a Fe nández; Héc- o Ga cía–Diego Villa ías ● EL ESPACIO INTERMEDIO Y LOS ORÍGENES DEL TEAM X / The Space Be ween and he o igins o Team X. An onio Juá ez Chico e; Fe nando Rod íguez Ramí ez ● PENSAMIENTOS COMPARTIDOS. ALDO VAN EYCK, EL GRUPO COBRA Y EL ARTE / SHARED THOUGHTS. ALDO VAN EYCK, THE COBRA GROUP, AND ART. Es he Mayo al Campa ● CLAUDE PARENT EN NUEVA FORMA: LA RECEPCIÓN DE ARCHITECTURE PRINCIPE EN ESPAÑA / CLAUDE PARENT AT NUEVA FORMA: THE REA- DING OF ARCHITECTURE PRINCIPE IN SPAIN. Lucía C. Pé ez Mo eno ● CONSTRUYENDO UNA UTOPIE AUTRE [AMAZING ARCHI- GRAM! – 50 AÑOS DE ZOOM!/ ZZZZRRTT!/ THUD!/ BLAAM!] / BUILDING A UTOPIE AUTRE [AMAZING ARCHIGRAM! – 50 YEARS OF ZOOM!/ ZZZZRRTT!/ THUD!/ BLAAM!]. Luis Miguel Lus A ana ● TAN CERCA, TAN LEJOS: ALDO ROSSI Y EL GRUPO 2C. AR- QUITECTURA, IDEOLOGÍA Y DISIDENCIAS EN LA BARCELONA DE LOS 70 / SO CLOSE, SO FAR: ALDO ROSSI AND THE 2C GROUP. ARCHITECTURE, IDEOLOGY AND DISSENTS IN THE BARCELONA OF THE 70S. Ca olina Bea iz Ga cía Es é ez ● RESEÑAS BIBLIO- GRÁFICAS ● G. ASPLUND, W. GAHN, S. MARKELIUS, G. PAULSSON, E. SUNDAHL, U. ÅHRÉN: ACCEPTERA. Pablo López San ana 11 PUBLICACIONES DE LA UNIVERSIDAD DE SEVILLA AÑO 2014. ISSN 2171–6897 – ISSNe 2173–1616 / DOI h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa REVISTA PROYECTOPROGRESOARQUITECTURA AÑO V a qui ec u as en común 20 14 N11 G I HUM-632 UNIVERSIDAD DE SEVILLA ARQUITECTURAS EN COMÚN 11 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA. N11, NOVIEMBRE 2014 (AÑO V) a qui ec u as en común edi o ial UN FUTURO COMÚN / A FUTURE IN COMMON Juan José López de la C uz 12 a ículos ¿EXISTE UN URBANISMO DEL GATCPAC SIN LE CORBUSIER? / CAN WE TALK ABOUT A GATCPAC URBANISM WITHOUT LE CORBUSIER’S INFLUENCE? Roge Joan Sauque Llonch – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.01) 16 ODAM – A CONSTRUÇÃO DO MODERNO EM PORTUGAL: ENTRE O UNIVERSAL E O SINGULAR / ODAM – THE CONSTRUCTION OF THE MODERN IN PORTUGAL: BETWEEN UNIVERSAL AND SINGULAR Edi e Ma ia Figuei edo e Rosa – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02) 26 LA SILLA DEL GATEPAC: UN VIAJE COLECTIVO DE IDA Y VUELTA / THE GATEPAC CHAIR: A COLLECTIVE JOURNEY THERE AND BACK AGAIN Ma ía Villanue a Fe nández; Héc o Ga cía–Diego Villa ías. – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.03) 40 EL ESPACIO INTERMEDIO Y LOS ORÍGENES DEL TEAM X / THE SPACE BETWEEN AND THE ORIGINS OF TEAM X An onio Juá ez Chico e; Fe nando Rod íguez Ramí ez – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.04) 52 PENSAMIENTOS COMPARTIDOS. ALDO VAN EYCK, EL GRUPO COBRA Y EL ARTE / SHARED THOUGHTS. ALDO VAN EYCK, THE COBRA GROUP, AND ART Es he Mayo al Campa – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.05) 64 CLAUDE PARENT EN NUEVA FORMA: LA RECEPCIÓN DE ARCHITECTURE PRINCIPE EN ESPAÑA / CLAUDE PARENT AT NUEVA FORMA: THE READING OF ARCHITECTURE PRINCIPE IN SPAIN Lucía C. Pé ez Mo eno – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.06) 76 CONSTRUYENDO UNA UTOPIE AUTRE [AMAZING ARCHIGRAM! – 50 AÑOS DE ZOOM!/ ZZZZRRTT!/ THUD!/ BLAAM!] / BUILDING A UTOPIE AUTRE [AMAZING ARCHIGRAM! – 50 YEARS OF ZOOM!/ ZZZZRRTT!/ THUD!/ BLAAM!] Luis Miguel Lus A ana – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.07) 90 TAN CERCA, TAN LEJOS: ALDO ROSSI Y EL GRUPO 2C. ARQUITECTURA, IDEOLOGÍA Y DISIDENCIAS EN LA BARCELONA DE LOS 70 / SO CLOSE, SO FAR: ALDO ROSSI AND THE 2C GROUP. ARCHITECTURE, IDEOLOGY AND DISSENTS IN THE BARCELONA OF THE 70S Ca olina Bea iz Ga cía Es é ez – (DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.08) 104 eseña bibliog á ica TEXTOS VIVOS G. ASPLUND, W. GAHN, S. MARKELIUS, G. PAULSSON, E. SUNDAHL, U. ÅHRÉN: ACCEPTERA Pablo López San ana 120 índice 27 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 26 N11_ ARQUITECTURAS EN COMÚN E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. P oyec o, P og eso, A qui ec u a. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 APRESENTAÇÃO AO COLETIVO ODAM No âmbi o do ema “A qui ec u as em común”, es e a igo que se ap esen a, p e ende da a conhece a a qui e u a de um cole i o nascido a pa i dos ideais das angua das mode nas mas pe i- é ico aos g andes cen os de di usão, o g upo po uen- se ODAM, sigla u ilizada com dupla lei u a, O ganização Dos A qui ec os Mode nos ou O ganização em De esa de uma A qui ec u a Mode na. Nes a ap esen ação, a gumen a-se que a p odução do g upo (mani es os, exposições, p oje os e ob as pa adig- má icas) explica, não só, a a inidade com os seus g upos de e e ência mas o en endimen o do seu con eúdo es- pecí ico. Fac o que se econhece na seleção de e e ên- cias da ODAM mui o cen ada nos CIAM lide ados po Le Co busie , ou nos exemplos de expansão la ina (G upo 7, GATEPAC, Escola Mode na B asilei a, e c.) como mais adian e se explica á. Em Po ugal o Es ado No o e e, a é ao pós-gue a, o e ei o de a asa a mode nização do País, aspe o que con igu a ia a especi icidade ao g upo ODAM. Po um lado, a necessá ia a ualização a uma ci ilização uni e sal ODAM – A CONSTRUÇÃO DO MODERNO EM PORTUGAL: ENTRE O UNIVERSAL E O SINGULAR ODAM – THE CONSTRUCTION OF THE MODERN IN PORTUGAL: BETWEEN UNIVERSAL AND SINGULAR Edi e Ma ia Figuei edo e Rosa RESUMEN A ODAM explici a a inse ção no espi i o mode no de e en e uni e sal e associa i o, não apenas pela c iação de um cole i o mas, pelo ca ác e ab angen e do seu espaço de in e enção enquan o de enso de uma a qui e u a mode na em Po ugal. Desde o âmbi o associa i o, ao ensino, à p á ica p o issional, a é ao seu in e câmbio in e nacional, como es emunha a pa ici- pação dos seus memb os nos cong essos CIAM a pa i de 1951, o g upo ODAM a i ma–se no deba e à ei indicação dos ideais mode nos em Po ugal. Mas o mais signi ica i o da p odução mode na do g upo (mani es os, p oje os, exposições cole i as e ob as pa adigmá icas) si ua–se mais que no seu ideal, con o me aos g andes g upos de e e ência, à consciência do necessá io ajus e à ci cuns ância especí ica local, pob e e pe i é ico, o que se aduziu em ensaios compa ilhados, de mais– alia di e enciado a. Es a análise e ospe i a e c í ica da ODAM enquan o pa e do quad o mais ala gado que ca ac e iza as “A qui ec u as em común” do mode no, pa a além de ( e)a i ma o seu ca ác e uni e sal, comp eendido a ualmen e cada ez mais pelos seus discu sos di e sos, a es a a e isão c í ica dos dogmas a qui e ónicos mode nos, p esen es à da a, nas a qui e u as do pós–gue a, eme gen es no con ex o eu opeu. De uma lei u a, mais implíci a que explici a, essal a ainda a impo ância do deba e, pensamen os e sob e udo da p odução a qui e ónica do g upo ODAM como génese da a ual a qui e u a po uense. PALABRAS CLAVE ODAM, Mo imen o Mode no, CIAM, A qui e u a Po uense. SUMMARY ODAM makes clea he inse ion in a mode n spi i wi h a uni e sal and associa i e ace, no only by c ea ing a collec- i e, bu o he wide cha ac e o i s in e en ion space while ad oca e o a mode n a chi ec u e in Po ugal. F om he associa i e scope, he eaching, he p o essional p ac ice o i s in e na ional exchange, as wi nesses he pa icipa ion o i s membe s in CIAM cong esses since 1951, ODAM g oup makes i s s a emen h ough deba ing he coun e claiming o mode n ideals in Po ugal. Howe e , he mos meaning ul o his g oup mode n p oduc ion (mani es os, p ojec s, collec i e exhibi ions and pa adigma ic wo ks) is placed mo e han in i s ideal, as pe o he g ea e e ence g oups, in he awa eness o he adjus men o he local speci ic ci cum- s ance, poo and pe iphe al, which acknowledged sha ed essays o unique added alue. This e ospec i e analysis and c i ique o ODAM, while pa o he wide pic u e ha cha ac e izes he “A qui ec u as en común” o he mode n, besides ( e)s a ing i s o iginal uni e sal cha ac e , in ou days comp ehended mo e and mo e by i s di e se speeches, ouches he c i ical e ision o he mode n a chi ec u al dogmas, a he ime, p esen in he pos –wa a chi ec u es eme ging in he Eu opean con ex . O a mo e implici han explici eading, s ands ou he impo ance o deba es, hough s and mos o all o ODAM’s a chi ec u al p oduc ion as genesis o oday’s Opo o a chi ec u e. KEY WORDS ODAM; Mode n Mo emen , CIAM, Opo o A chi ec u e Pe sona de con ac o/Co esponding au o : edi [email p o ec ed]. Uni e sidade Lusó ona do Po o – FCAATI Nmode na assen a ia pa a o g upo na ob iga ó ia a enção aos pa cos ecu sos locais, po ou o, o despe a a dio do espí i o mode no em Po ugal e á colocado es es a - qui e os no eal conhecimen o dos ideais mode nos qua- se em simul âneo com o p oblema iza dos seus dogmas no con ex o in e nacional. O b e e pe íodo, no pós-gue a, de consciência da queda de egimes o ali á ios na Eu opa co esponde a uma momen ânea p ocu a da libe dade de exp essão no País com odos os sec o es cul u ais e in elec uais a c i i- ca o quad o de c ise social, cul u al e económico igen e. Su gem, assim, a ní el nacional duas o ganizações liga- das ao deba e a ís ico, como e e e Ana Tos ões1, o ICAT e a ODAM. O ICAT (Inicia i as Cul u ais A es e Técnicas), undado em Lisboa, em 1946, é cons i uído po a qui e os e a is as e a ODAM, no Po o, undado em 1947, cons- i uído apenas po a qui e os e es udan es o iundos da Escola de Belas A es do Po o (EBAP). O g upo ODAM2 jun ou, assim, 36 a qui e os ligados à EBAP empenhados na eno ação disciplina da A qui e u a e cons i uiu-se como um momen o de i agem na p odução a qui e óni- ca em Po ugal3 ( igu a 1). 1. Memb os da ODAM. Fo og a ia de alguns elemen- os do g upo na abe u a da Exposição no A eneu Come cial do Po o a 14 de Junho de 1951. 1 P oyec o, P og eso, A qui ec u a. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 / 21–02–2014 ecepción–acep ación 12–09–2014. DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 1. Tos ões, Ana: Os Ve des anos da a qui ec u a po uguesa dos anos 50. Po o: FAUP publicações, 1994. 2. Ba bosa, Cassiano (Comp.): ODAM: O ganização dos A qui ec os Mode nos do Po o, 1947-1952. Po o: Edições ASA, 1972. 3. Rosa, Edi e. ODAM: Valo es mode nos e a con on ação com a ealidade p odu i a. Di ec o : Te esa Ro i a LLobe a. UPC, Depa amen o de P oyec os A qui- ec ónicos - ETSAB, 2006. Consó cio de Biblio ecas da Ca alunha, TDX, 2010. ISBN 9788469312476. 29 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 28 N11_ ARQUITECTURAS EN COMÚN E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. P oyec o, P og eso, A qui ec u a. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 O g upo, cons i uído po pe sonalidades mui o he e- ogéneas do pon o de is a polí ico, cul u al e ge acio- nal, em a jus i ica o en endimen o comum, pela al a gene alizada de libe dade e de au onomia disciplina , pelo seu posicionamen o mode no e ainda pela ap en- dizagem ine en e à o mação académica da EBAP, cen o o ganizado de e úlias incadas en e a escola e a p á ica p o issional p omo idas pelos mes es e seus a elie s. O g upo ODAM ag ega á ês ge ações escola es sucessi as de p o issionais, p o esso es e es udan es de a qui e u a. A p imei a ge ação, o mada en e 1935 e 1940, cons i uída pelas igu as u ela es, a qui e os que exe ciam plenamen e a sua a i idade p o issional, como A ménio Losa, Cassiano Ba bosa, A u de And ade, Via- na de Lima e Del im Amo im. A segunda, o mada en e 1940 e 1945, cons i uída pelos g andes impulsionado- es do g upo, a qui e os ecém- o mados, a maio pa e exe cendo sem o CODA4 (Concu so pa a a ob enção do Diploma de A qui ec o) e alguns dos no os p o esso es da EBAP. A e cei a ge ação, o mada en e 1945 e 1950, cons i uída pelos memb os es udan es, u u os p o ago- nis as da expansão do mode no, nos anos 50, no e i ó- io po uguês. O CARÁCTER ASSOCIATIVO E O PAPEL SOCIAL DO ARQUITETO As p opos as da ODAM c i icam e acen uam o posicio- namen o e óg ado do egime, assen e em a qué ipos de ca ác e imagé ico e iconog á ico de es ilos passados, monumen ais ou egionalis as5. P oblemá ica an ecipada em 1945, po um u u o memb o do ODAM, Fe nando Tá o a, no ex o “O P oblema da Casa Po uguesa”6, assumindo-se como a p imei a posição pública con a as in e p e ações iciadas do egime e do denominado po uguês sua e, p opondo o seu deba e a a és de uma a ualização a alo es a qui e ónicos mode nos. A consciência de que a b e e expe iência mode nis a dos anos 20, em Po ugal, inha alhado nos seus p incí- pios pela obscu a coni ência com o pode , apesa de se e em p oduzido algumas ob as de econhecido in e es- se o mal (ex: Ins i u o Supe io Técnico, 1925-37, de Pa - dal Mon ei o)7, le ou a que o g upo e omassem, como pon o de pa ida, o exemplo he oico do mo imen o mo- de no. E e i amen e no pós-gue a, o g upo econheceu um pad ão de condições socioeconómicas em Po ugal, semelhan es às da Eu opa na al o ada das angua das mode nas iden i icando-se com os seus ideais. A ODAM assen a, assim, numa isão de u opia social iden i icada com as p emissas ideológicas das angua das mode - nas e numa on ade pa en e de aze a ein e p e ação da linguagem uncional e iguali á ia cen o eu opeia dos anos 20 e 30 (ex: as expe iências p opos as pelo GATE- PAC e a casa BLOC, ou as di e sas siedlungen, e c.). A ODAM in eg a á, des e modo, um p oje o uni e sa- lis a que, apos ado nos no os conhecimen os cien í icos e ecnológicos, em p ol de condições dignas de habi a pa a odos, imbuía a a qui e u a de uma a i ude demo- c á ica, a ibuindo um no o papel social ao a qui e o, ope ando um sal o quali a i o no discu so a qui e ónico. O ca ac e associa i o da ODAM e ela-se nas suas múl- iplas a i idades, na pa icipação no Sindica o Nacional dos A qui ec os, da Secção Dis i al do No e, na Re is a A qui ec u a, na o mação escola , em e en os nacionais e como e emos na pa icipação em e en os in e nacio- nais. AS MÚLTIPLAS VALÊNCIAS DA ODAM A impo ância nacional da ODAM é ea i mada a a és da isi a dos a qui e os de Lisboa ao Po o em 1947, publi- cada na Re is a A qui ec u a designada como “Inspi ada lição de a qui ec u a con empo ânea”8, a es ando o ca- ác e ino ado das suas ob as. Es e in e câmbio p o is- sional se á decisi o pa a um acon ecimen o impo an e, “(…) a in e enção da ODAM como elemen o aglu inado da on ade dos A qui ec os do No e no sen ido da ea- lização do 1º Cong esso Nacional de A qui ec u a, e e- uado em Lisboa em 1948”9. Cong esso que po sua ez incen i ou os a qui e os do g upo a a i ma po esc i o os seus ideais, endo ap esen ado eze eses indi iduais e uma ese cole i a onde abo dam ques ões ine en es à cons ução no país, desde as polí icas habi acionais, aos meios que in e êm no p ocesso de cons ução e exe- cução, à indus ialização, es anda dização, p omoção de no os ma e iais e inclusi e à de inição de es a égias de o mação dos no os a qui e os. Do encon o no Po o a Comissão Execu i a az no ícia de que os a qui e os dessa cidade e ão em p epa ação doze eses. No inal se ão ca o ze com exceção da ese “Onde se ala da A - qui ec u a no plano nacional e do p oblema po uguês da habi ação – 5000 casas de habi ação no Po o – O Ins i- u o Po uguês da Habi ação” a única assinada no Con- g esso cole i amen e. Tese dis ibuída pelos p óp ios no Cong esso, po isso, não incluída no li o de conclusões, sin e iza c í icas à si uação em igo e apon a espos as ao p oblema da habi ação10. São ainda ei indicadas as ans e ências da p á ica de uma a qui e u a mode na à exigência de um ensino mode no, po pa e dos memb os da ODAM, no ó ia, “(…) na expec a i a de uma iminen e saída da egula- men ação, o di e o Joaquim Lopes e o p o esso Ca los Ramos, decidem inicia a implemen ação da Re o ma o iciosamen e, con idando assis en es pa a a cadei a de A qui e u a e c iando o Cen o de Es udos de A qui ec u- a e U banismo. Com es e obje i o são con idados, sem con a o, um conjun o de a qui ec os que inham p omo- endo uma ac i idade associa i a, cul u al e ideológica a a és da ODAM: Má io Boni o, José Lou ei o, Fe nando Tá o a e Del im Amo im, es e úl imo subs i uído em 1951 po Agos inho Ricca. O g upo de assis en es, coo dena- do po Ca los Ramos, e oluciona as disciplinas do Cu so Especial, abandonando os es udos analí icos e os p ojec- os ealizados de aco do com os p incípios clássicos da A qui ec u a”11. A impo ância nacional da ODAM é pos e io men e ea i mada in e nacionalmen e pela pa icipação de ele- men os do g upo na c iação do g upo CIAM-Po ugal o - mado em 1951, “Viana de Lima desloca-se a Hoddesdon com Fe nando Tá o a e, na eunião do Conselho do CIAM ealizada no dia 11 de Julho, em 1951, ica o malizada a cons i uição do g upo CIAM-Po ugal”12, com a pos e io pa icipação em g upos de abalho em 1952 e no CIAM X em 1956, bem como ou as pa icipações como po exemplo, o VI Cong esso Luso-Espanhol de U banismo y de la Vi ienda, em 1951 e nas p opos a de memb os do ODAM pa a o T oisième Cong ès de l’Union In e na ionale des A chi ec es, (UIA) em 195313. A a i idade da ODAM di ulgada no Cong esso de 1948, é ea i mada in ensamen e na exposição e ciclo de con e ências ealizada no A eneu Come cial do Po o, em 16 de Junho 1951, apogeu da consciência c í ica sob e a impo ância da a qui e u a mode na na cons ução de uma no a sociedade po uguesa. O uso de um exce - o de um ex o do MoMA de 1937 “Os nossos edi ícios são di e en es do passado po que i emos num Mundo Di e en e”14 lei -mo i da abe u a da exposição do g u- po, no A eneu Come cial do Po o e le e, a adesão à isão in e nacional que se iden i ica com as p emissas 4. CODA. Concu so pa a a Ob enção do Diploma de A qui ec o, exame inal do cu so. 5. Fe nandez, Sé gio: Pe cu so: A qui ec u a po uguesa 1930/1974. Po o: FAUP publicações, 1985. 6. Tá o a, Fe nando, “O P oblema da Casa Po uguesa”. ALÉO (Semaná io). No emb o 1945. Po o: s.e.. 1945. Pos e io men e ampliado pa a 16 páginas, nos Cade nos de A qui ec u a 1947. Po o: s.e. 1947., dado o in e esse que despe ou na classe. 7. Almeida, Ped o Viei a de: A a qui ec u a do es ado no o, uma lei u a c í ica. Lisboa: Ho izon e, 2002. 8. “In e câmbio P o issional”. Em A qui ec u a. Re is a de A e e Cons ução, 2.ª sé ie, ano XXII. Janei o 1948, Nº 19. Lisboa: s.e.. 1948. p. 5. 9. Ba bosa, Cassiano (Comp): op. ci ., sup a no a 2, p. 16. 10. A onso, João: “A ODAM, no Deba e da P o issão”. Tex os p oduzidos no âmbi o do Colóquio ‘ODAM, Colec i o e Singula ’, dia 18 de Junho de 2011, no A eneu Come cial do Po o. Inse ida na inicia i a ‘ODAM, 60 anos depois | E ocação da Exposição de 1951’, o ganizada pela OASRN, comissa iada po Edi e Rosa. 11. Moniz, Gonçalo: “O Ensino Mode no da A qui e u a”. Tex os p oduzidos no âmbi o do Colóquio ‘ODAM, Colec i o e Singula ’, dia 18 de Junho de 2011, no A eneu Come cial do Po o. Inse ida na inicia i a ‘ODAM, 60 anos depois | E ocação da Exposição de 1951’, o ganizada pela OASRN, comissa iada po Edi e Rosa. 12. Mo a, Nelson: “Da ODAM pa a os CIAM: Diálogos en e a Ci ilização Uni e sal e a Cul u a Local”. Tex os p oduzidos no âmbi o do Colóquio ‘ODAM, Colec i o e Singula ’, dia 18 de Junho de 2011, no A eneu Come cial do Po o. Inse ida na inicia i a ‘ODAM, 60 anos depois | E ocação da Exposição de 1951’, o gani- zada pela OASRN, comissa iada po Edi e Rosa. 13. And esen, João: “Besoins d’une Famille en Ma iè e de Logemen ”. Em UIA, T oisième Cong ès de l’Union In e na ionale des A chi ec es – Rappo Final. Lisboa: Lib ai ie Po ugal, 1953. pp. 313-319. 14. Ba bosa, Cassiano (Comp.): op. ci ., sup a no a 2, p. 134. 31 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 30 N11_ ARQUITECTURAS EN COMÚN E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. P oyec o, P og eso, A qui ec u a. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 p opos as pelos p imei os CIAM, lide ados po Le Co bu- sie , nos seus esc i os e na Ca a de A enas e a sua apli- cação à a qui e u a po uguesa. A adoção de uma me o- dologia na ODAM de di ulgação da a qui e u a mode na, à semelhança das angua das a qui e ónicas, a a és de mani es os cole i os, a i idades públicas, esc i os, des- enhos e expe iências p oje i as, a p omo e o deba e e o conhecimen o a qui e ónico, são labo ados no incen i- o de amplia o espaço expe imen al, social, ecnológico e o mal da a qui e u a, al como se exp essa nos seus p incípios esc i os: “A O ganização Dos A qui ec os Mode nos (ODAM) em como objec i o di ulga os p incípios em que de e assen a a A qui ec u a Mode na, p ocu ando a i ma a a- és da p óp ia ob a dos seus componen es como de e se o mada a consciência p o issional e como c ia o necessá io en endimen o en e os a qui ec os e demais écnicos e a is as. Assim, a ODAM p ocu a di ulga a A - qui ec u a Mode na a a és de exposições, con e ências, publicações, e c. As bases sob e as quais assen a o seu labo p o issional são: - Con ibui pa a a alo ização do indi íduo e da socie- dade po uguesa. Es imula os écnicos e os leigos, a qui- ec os o mados ou em o mação, engenhei os e cons u- o es, no sen ido de um e icien e e e ec i o labo em p ol do p og esso do País; - Obs a que o amado ismo ag essi o, pe igoso e de- sones o, alas e e lance a a qui ec u a no caos”15. OS ESCRITOS DA ODAM E e i amen e as eses da ODAM, eap esen adas na ex- posição de 1951 p omo em um discu so de uma a qui- e u a pa a massas que exigiam uma ma iz maquinis a num país o emen e u al. Um discu so e olucioná io de ideologia mode na, co esponden e a um o imismo socialis a que se apoia em esc i os modela es como: Quand les Ca héd ales é aien blanches, de 1937, Les ois é ablissemen s humaines, ex o do ASCORAL (As- semblée de Cons uc eu s pou une Réno a ion A chi- ec u ale) de 1945, La maison des hommes, ou ainda À p opos de l’humanisme, ex os sob e udo deco en es da p odução de Le Co busie . No en an o, com meno inci- dência e p o agonismo, são ambém dados a conhece as ideias e os modos de a uação de ou os mes es da época como G opius, Mies, B eue e inclusi amen e o jo em Aal o e elando da pa e des es a qui e os, uma a ualidade a qui e ónica num meio de acos ecu sos co- munica i os com o ex e io . Os ex os, esc i os pelos memb os da ODAM, ap e- sen am, ês ní eis de ap oximação. O p imei o conjun o de ende um modo de a uação assen e num discu so cul u al em que se p ocu a, a de i- nição ilosó ica da a qui e u a mode na. Esc i os de Vi al Lobão, Oli ei a Ma ins, Del im Amo im e Má io Boni o, in ocam uma cul u a a qui e ónica ab angen e e di e si i- cada e a u gência de um es udo da a qui e u a mode na ci cuns anciado às necessidades eais do país. Apela-se à ino ação écnica e ma e ial mas, simul aneamen e, ao conhecimen o da ealidade p odu i a po uguesa, no uso dos ecu sos disponí eis. In oduz-se po es a ia uma indecisão en e a mode nidade e a adição in ínseca ao g upo. No pe seguimen o des a ideia, ou o elemen o da ODAM, Ma os Veloso enuncia p incípios de me odologia p oje ual de a uação comum ao g upo assen es na azão como única o ma possí el de ul apassa es a p oblemá- ica dico ómica16. O segundo conjun o de ex os, mais di igidos à de e- sa de soluções desenhadas, de Viana de Lima, A ménio Losa e Ma os Veloso, es emunham a on ade gene ali- zada do uso uni e sal da Ca a de A enas, na apologia exp essa da o ma adiosa das cidades, do desenho da cidade linea indus ial e da es é ica da a qui e u a ma- quinis a do espí i o no o, mas e elam, no en an o, uma sensibilidade con ex ual à sua aplicabilidade17. O e cei o conjun o de ex o, de A ménio Losa e Má io Boni o, clamam pelo p og esso do país pelo incen i o às á eas p odu i as e ab is e aos meios que in e e em nos p ocessos de cons ução, num apelo à indús ia que é omada pela execução e p omoção de no os ma e iais e p ocessos de es anda dização18. A pa i da p odução eó ica, do conjun o de esc i os, dos memb os do g upo e da sua p á ica p oje ual, nomea- damen e nos seus p oje os pa adigmá icos, alguns expos- os na exposição de 1951, eme ge a cons ução da o ma mode na, da ODAM que se dis ingue sin e icamen e em ês momen os de ap endizagem dos undamen os mode nos19. NOVO ESPÍRITO E IMAGÉTICA TRADICIONALISTA A é à o mação do g upo, em 1947, p edomina uma p é- o ma mode na que se ca ac e iza pelo uso, em si- mul âneo de ci ações adicionalis as e do no o espí i o. A dico omia en e as o mas de compo mode nas e a cul u a p odu i a da adição se á in ínseca à génese a qui e ónica da ODAM e pa adigma icamen e exp essa nos dois p oje os di e en es, um em ma e iais adicionais e ou o em ma e iais no os, no CODA de Del im Amo im, em 1947 ( igu a 2). Indica um início em que os memb os da ODAM i ão es a imagens e soluções uncionais nas quais es á pa en e a on ade de aze a seleção dos mo- delos mode nos ex e io es, mas comp ome ida à ealida- de do meio em que in e êm. A he e ogeneidade é o de- nominado comum nas e e ências e modelos u ilizados po es es a qui e os, que se epe cu em em ob as p i i- legiando a acionalidade dos esquemas uncionais mas num comp omisso simul âneo com a ep esen a i idade ideológica do egime e os ma e iais adicionais como, na ob a do Edi ício da Ca alhosa, de A ménio Losa e Cassiano Ba bosa ( igu a 3). Pode emos esumi , nes e início, uma p e e ência a modelos impo ados p óximos ao mode no i aliano, do G upo 7, embo a a maio pa - e das ezes se cons i uam mais pela o malização da exp essão dos a e ac os a pesa mais do que os seus con eúdos mode nos. A dialé ica discu si a da ODAM, en e a apologia do no o e sus elho a ança á pa a a impo ação sele i a dos modelos in e nacionais ajus ados à ealidade social e p odu i a local. Uma “me odologia da azão uni e sal”20, pela ap oximação ao uni e so co busiano que co ige a alea o iedade composi i a da eclé ica o mação acadé- mica, num discu so simul âneo de eno ação dos mode- los do mode no e da e dade da a qui e u a adicional, como con apon o à a qui e u a pseudo- adicionalis a do egime. A especi icidade in ínseca à génese a qui e óni- ca da ODAM se á, des e modo, isí el no des asamen o en e o a aso écnico e social do país, e le ida na p o- dução do g upo, numa dico omia ela i amen e à adoção es é ica en e as o mas de compo mode nas e as dos alo es pe manen es da cul u a p odu i a adicional. 2. Amo im, Del im, CODA “A minha casa”, 1947, Po - o, Po ugal. 3. Losa, A ménio e Ba bosa, Cassiano, “Edi ício da Ca alhosa”, 1946, Po o, Po ugal. 2 3 15. Ibid, p. 19. 16. Vi al, An ónio Lobão: “A casa, o homem e a a qui ec u a”. pp. 33-47; Ma ins, Luís José de Oli ei a: “A A qui ec u a de hoje e as suas elações com o u - banismo”. pp. 81-96 e “De alguns ac o es que in e êm na limi ação do desen ol imen o p og essi o da a qui ec u a e do u banismo”. pp. 75-79 e Veloso, An ónio: “Habi ação u al e u banismo”. pp. 49-56. Em Ba bosa, Cassiano (Comp.): op. ci ., sup a no a 2. 17. Lima, Viana de: “O p oblema po uguês da habi ação”. Em Ba bosa, Cassiano (Comp.): op. ci ., sup a no a 2, pp. 25-31. 18. Losa, A ménio: “Indús ia e cons ução”. pp. 71-74; Boni o, Má io: “Regionalismo e adição”. pp. 97-107 e “Ta e as do a qui ec o”. pp. 109-118. Em Ba - bosa, Cassiano (Comp.): op. ci ., sup a no a 2. 19. Rosa, Edi e: op. ci ., sup a no a 3. 20. Vi al, An ónio Lobão: op. ci ., sup a no a 16, pp. 33-47. 33 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 32 N11_ ARQUITECTURAS EN COMÚN E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. P oyec o, P og eso, A qui ec u a. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 APOGEU DO MANIFESTO MODERNO O pe íodo de 1947 a 1952 co esponde à p odução mais in eg al e uni o me do mani es o comum. Época de maio in ensidade de a i idade com abalhos de di ulgação de ca ác e concep ual, que a inge o seu auge de adicali- zação mode na no ano de 1950 numa en a ização da ex- p essi idade das no as écnicas e ma e iais como a es- é ica ideal a consegui po odos os a qui e os da ODAM. A “habi ação no a do espí i o da ci ilização maquinis a”21 como desc e e Viana de Lima, põe o acen o p oje ual na con inuidade dos obje i os uni e sais de acionalização, es anda dização, cla a o ganização uncional, p ocu a do domínio (da linguagem) absolu o das ecnologias a ança- das, na en a ização da exp essi idade da imagem do no o (ma e iais, écnicas, e c.) em de imen o da adição. Pa a es a isionomia mode na a ODAM seleciona á o be ão a mado como no o ma e ial de eleição. Es a se- leção undamen a-se em á ios mo i os, como a ausên- cia de ou as indús ias de p odução (como o aço ou a madei a), po se um ma e ial pa cialmen e u ilizado na edi icação co en e e p óximo da cons ução monolí ica con encional e po in luência dos es udos expe imen ais do LNEC (Labo a ó io Nacional de Engenha ia Ci il) das g andes in aes u u as em cu so. Mas, o mo i o p inci- pal e e encia-se à exp essão da máquina de habi a que eme e a con eúdos mais plás icos do que es i amen e écnicos. A seleção da es é ica pu is a jus i ica-se, assim pa a a ODAM po , apesa de p opagandea o be ão a - mado como mo i ado da sua o ma, a sua exp essão se independen e da écnica iden i ica i a do no o ma e ial cons u i o. A componen e mecanicis a de discu so in e - nacional se á, assim, mediada a pa i da p opos a de Le Co busie , onde o no o uni e so ecnológico es á inco - po ado na mani es ação a qui e ónica mas não cons i ui a sua inalidade úl ima. No en an o, es a mo ologia abs a a, aplicada ao no o sis ema e ma e ial é sujei a pela ODAM a uma exp essi- idade ma é ica densi icada, alice çadas nos emas da “Unidade, Função, Es u u a e Fo ma”, de o mação clás- sica da EBAP e ansc i os pa a os cinco pon os da ODAM, con o me esc i o po Oli ei a Ma ins.22 Con e e-se uma enção à espessu a da o ma mode na da ODAM, mais eal que o ima e ial obje o a qui e ónico pu is a em que se en a iza a exp essi idade da imagem das no as écni- cas e ma e iais, como se econhece no exemplo pa adig- má ico do CODA de Oli ei a Ma ins, de 1950 ( igu a 4). O desejo de eno ação exp esso nas ob as da ODAM e i ica-se, assim, mais do que no de e minismo écnico ou na es anda dização o al, em p essupos os de acionalização, numa epe ição modula do espaço de in e enção e em no as pesquisas p og amá icas, que à escala do obje o, que à escala da cidade. Na escala do obje o, a di e enciação da ODAM dos modelos do cen o eu opeu, sob e udo após as expo- sições de 1951 e 1952, des aca-se no ge al nas ob as do g upo po o mas menos ígidas, maio a iedade de ma e iais, menos es i amen e uncionalis a, mais libe as e na p ocu a de desenho in eg ado de boa a esania, como se e i ica no Edi ício de Cos a Cab al, de Viana de Lima ( igu a 5), mas con inuam in insecamen e de ma iz uni e salis a baseadas na es u u ação modula , simplici- dade mo ológica de espaço único, li e, luído e pensa- do desde o in e io . A mo ologia inal é ca ac e izada po uma maio adap abilidade ao meio com os mo i os e as ideias cul u ais do local, po ezes, inspi ando-se o mal- men e na exube ância e c ia i idade de adap ação me a- mo oseada da a qui e u a mode na b asilei a. E idencia-se o epe ó io mode no pela exp essão di e enciado a do p og ama e o ac escen o de alências a qui e ónicas subs an i as, numa apologia a imagem ecnicamen e a ançada e uma p e e ência, de mui os elemen os do g upo, po uma es é ica ab il. Es é ica indus ial, no en an o, p oduzida engenhosamen e a a- és do uso de elemen os udimen a es, maio i a iamen- e a esanais (os ipados, os queb a-luz em enezianas de madei a, e c.) u ilizados epe idamen e, em ex u as o mais complexas, num cla o domínio do léxico co bu- siano, com um ele ado ní el écnico de execução como na achada do Edi ício de Ceu a de A ménio Losa e Cas- siano Ba bosa, ( igu a 6). Os es udos de p o eção so- la ealizados nos ãos da achada Sul que pe mi i am posiciona co e amen e a pala e a dimensão do caixil- ho jun amen e com os balanços da a anda em g elha, pa ecem con a numa só achada a e olução dos ele- men os ipo co busianos, desde as palas, à lógia, ao b ise-soleil, num sis ema de desenho in eg ado. Es a no a conceção assen a, num cuidado não especi ica- men e no no o ma e ial, ou em ecnologia ino ado a, mas sob e udo da o ma que esul a da sua aplicação. O apu amen o do de alhe igu a-se como elemen o e e- lado da coe ência es é ica do odo, en e ideia e a sua ma e ialidade, e undamen al pa a a exp essão plás ica do p oje o. A obsessão pela co e a a esania do po me- no cons i ui-se como uma cons an e da ODAM le ando à p ocu a do desenho o al mode no em odas as escalas de p oje o. Na escala da cidade ap eendida numa p eocupação de sol, espaço e e du a, a es a égia da ODAM assen a na subs i uição da Cidade ja dim de desígnio u al impos- a pelo egime, pela Cidade Pa que da u banidade pa a odos23. No en endimen o da o ganização populacional espon ânea do e i ó io nacional, ao longo das ias p in- cipais, es es a qui e os selecionam a es u u ação da ci- dade uncional linea , assen e num zooning p og amá ico e de c escimen o ilimi ado de modo a esol e odos os p oblemas ela i os à o e exp essão de u alidade do país e ambém os conges ionamen os da cidade indus- ial po uense. P opõem a in odução no país da u bani- dade da cidade máquina, dando p imazia ao au omó el e o ganizando-a segundo as 5 ca ego ias de u banidade 4. Ma ins, Oli ei a, CODA, “Habi ação pa a uma a- mília de classe média”, 1950, Po o. 5. Viana de Lima, Al edo, Edi ício de Cos a Cab al, 1953, Po o, Po ugal. 6. Losa, A ménio e Ba bosa, Cassiano, Edi ício de Ceu a, 1950, Po o, Po ugal. 4 56 21. Lima, Viana de: op. ci ., sup a no a 17, pp. 25-31. 22. Ma ins, Luís José de Oli ei a: op. ci ., sup a no a 16, pp. 81-96. 23. Rosa, Edi e: op. ci ., sup a no a 3. 35 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 34 N11_ ARQUITECTURAS EN COMÚN E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. P oyec o, P og eso, A qui ec u a. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 p incipais: Mo adia, Laze , T abalho, T anspo e e Edi ícios His ó icos, mas com os p aze es das condições na u- ais e higienis as de um Pa que o al. A plani icação e- i o ial pa a o g upo apoia-se, assim, como se con i ma nos seus discu sos, na o malização da Cidade Radiosa e dos T ês es abelecimen os humanos de Le Co busie . A lógica de de esa dos p incípios enunciados na Ca a de A enas que apelam aos modelos da u banís ica mo- de na, no que se e e e, que à o ien ação sola , que ao uso do espaço li e, são econhecí eis nos esquissos e desenho de p oje o do Edi ício de Cos a Cab al ( igu– a 5).No en an o, a di iculdade de in e enção no e i ó io ci cuns ancia á a in e enção u bana da ODAM ao bloco au ónomo de habi ação cole i a, que enquan o unidade modula , cons u o a da cidade densi icada da me ópole mode na, que enquan o p o ó ipo expe imen al conden- sado social, pa icula men e em no as o mas de aloja- men os de unidade habi acional. Rep esen a i o des e espí i o cole i is a de i ência mode na, o p og ama de ca ác e social no Edi ício do Ou o de Má io Boni o, igu- a-se numa p imei a lei u a como obje o u bano que ap o- ei a as capacidades écnicas e plás icas do no o sis- ema cons u i o (o be ão), na cons ução da habi ação social cole i a pa a os uncioná ios da emp esa Ou o. Mas, a esolução do piso de con ac o com a ua, ei indi- ca, em simul âneo, as mais- alias do bloco au ónomo da Cidade Mode na de mãos-dadas com as p é-exis ências u banas oi ocen is as ( igu a 7). Es a pesquisa ipo-p og amá ico-mo ológica de con- densado social se á isí el igualmen e no Edi ício da P aça D. A onso V, de Pe ei a da Cos a, ( igu as 8 e 9) ou no, já e e ido, Edi ício de Cos a Cab al. Es e úl imo não p ocu a a sua angua da pela ino ação ipológica do ogo, mas na ag egação das á ias ipologias di e encia- das numa mo ologia de eg a mode na, pa adoxalmen- e, com c i é ios de desenho de p incípios classicis as, uma aspi ação de desenho, de uni o midade mode na e de composição clássica, na qual eside a ambiguidade e mais- alia des e p oje o. Con igu a-se, em sín ese, es e pe íodo o mal ideolo- gicamen e inspi ado em Le Co busie do Esp i Nou eau e na u banís ica da Ca a de A enas numa adesão à di- usão mode na in e nacional, maio i a iamen e pela ap o- ximação o mal à a qui e u a b asilei a e mino i a iamen e à a qui e u a ame icana de B eue ou Neu a. 7. Boni o, Má io e Pimen el, Rui, Edi ício do Ou o, 1951, Po o, Po ugal. 8. Cos a, Pe ei a, Edi ício da P aça D. A onso V, 1953, Po o, Po ugal. 9. A ipologia em duplex do Edi ício da P aça D. A on- so V, 1953, Po o, Po ugal 10. Ande sen, João, Casa Lino Gaspa , 1956, Cas- cais, Po ugal. 7 8 9 10 A LIÇÃO MODERNA NA ACEITAÇÃO DE UMA IDENTIDADE A pa i de 2ª exposição do ODAM em A ei o, em 1952, inicia-se um pe íodo de acei ação e i ência da iden i- dade singula po uense onde anspa ece uma au ono- mia na con iança da expe iência mode na adqui ida. À pu eza abs a a da o ma associa-se a iden idade local mais humanizada e a p ocu a de alências an e io men e elegadas, a memó ia e o ins in o. Os a qui e os pe en- cen es à ODAM põem, ago a, em p á ica uma u opia do possí el, onde “a uma a qui e u a global que, indepen- den emen e da si uação e do con ex o, se esol esse com p essupos os es é icos uni e salis as, assen e numa isão ans o mado a de um homem ideal se p ocu a ago- a esponde simplesmen e às necessidades e ânsias do homem comum”24. A pa i dos an e io es alo es uni e sais, cien í icos e mensu á eis, in e p e ados com uma isão c í ica (não mensu á el) eminiscen e nas ap endizagens escola es, da boa a e de cons ui , a ibui-se um no o alo à me- mó ia, à his ó ia e ao cuidado na inse ção da en ol en e exis en e, pe mi indo-se o uso do no o ou do elho ma- e ial. Man endo a linguagem dependen e da exp essi i- dade dos no os ma e iais, su ge, no en an o, uma no a p emissa, a cobe u a plana e as supe ícies b ancas como limi ado as das possibilidades c iado as do a qui- e o. Apa ecem o mas mais exp essi as, abalhando sob e udo a en ol en e do edi ício e em especial as co- be u as. A sua culminação se ão os g andes conjun os de edi ícios baseados em o mas mais exp essi as ou ec ónicas em be ão a mado, como cons i ui o exemplo do p oje o pa a as Ins alações balnea es, ou da casa Lino Gaspa de João And esen ( igu a 10). 24. Rosa, Edi e: op. ci ., sup a no a 3, p. 262. 37 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 36 N11_ ARQUITECTURAS EN COMÚN E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. P oyec o, P og eso, A qui ec u a. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 Di e en emen e da eleição de 1950 en a izada apenas na exp essi idade da no a écnica e do no o ma e ial, a ODAM apos a, ago a, na no a he ança mode na a a és da esolução do con li o exis en e na co elação de opos- os en e o ca ác e mode no e o adicional. P ocu am e- cupe a as pe manências e não apenas o no o (ma e ial, écnico, usos, e c.) como dados humanizado es e a in o- dução de no os epe ó ios o mais (o gânicos e locais) que colocam a a qui e u a em ha monia com a ida eal. En a izando an o as ap endizagens mode nas como as escola es e ão a endência pa a uma isão mais cuida- da do con ex o e aspi ações do u en e comum, como ex- p essa ão no abalho ap esen ado no CIAM X. Se á pe inen e e o ça que es e con li o dico ómico da ODAM coincide no con ex o in e nacional do pós- gue a ao cong esso CIAM em que eme gia uma no a ge ação c í ica das u opias desen ol idas no pe íodo en e gue as, mais in e essada em cen aliza o deba e, na ealidade do quo idiano. A acei ação p og essi a da consciência indi idual das condições e do con ex o e- gional da p odução a qui e ónica e a pa icipação do g u- po nas p oblemá icas das es u u as do habi a humano, p opos os no CIAM X em Dub o nik, em1956, onde e- p esen an es da ODAM ap esen am o seu abalho sob e uma comunidade u al, p enuncia á um p ocesso u u o que in e e a cen alidade do deba e pa a a singula idade especí ica do meio cul u al ( igu as 11 e 12). No con ex o da cidade su ge, nas p opos as da ODAM, uma no a p oblemá ica iden i icá el na manei a de a icula de modo lexí el e abe o os no os obje os p opos os com o edi icado en ol en e, como se pode e i ica na o malização do Edi ício Pa naso, de José Lou ei o. As azões composi i as, num igo concep ual acionalis a, são de au onomia o mal ela i amen e ao local mas, a a és da sua agmen ação, ap oximam-se à o dem u bana adicional (mo ologicamen e e p og a- ma icamen e) ( igu as 13 e 14). Es e e o no ao uso do elho a -se-á a a és da ein- e p e ação não es ilis a da adição, es udando as suas azões uncionais, écnicas, i enciais, clima é icas, cul- u ais, no ecu so às e dadei as necessidades de cada p oje o especí ico numa combinação da ap endizagem de azão mode na in oduzida em ino ação composi i a. Salien a-se que a no a p e e ência pelos ma e iais e sis- emas cons u i os locais se á o malmen e neu alizada pelos ensinamen os mode nos, o que con igu a á à ex- p essi idade dos ma e iais adicionais uma plás ica mo- de na, ansição que se á pa adigmá ica sin e izada na Casa de O i , de Fe nando Tá o a ( igu a 15). CONCLUSÃO A ODAM, a en a às expe iências a qui e ónicas em cu so na econs ução eu opeia e à e isão dos dogmas a qui- e ónicos mode nos p esen es nas a qui e u as eme - gen es o ien a-se p og essi amen e, da ei indicação de c i é ios mode nos uni o mes ao desen ol imen o da di e sidade e, simul aneamen e, de uma isão global e mais axiomá ica a uma ó ica es i amen e p o issional e u u amen e mais indi idual. Des e modo, a p odução a - qui e ónica da ODAM mani es a não a aição ao espí i o mode no, ao en a copia -lhe (inicialmen e) a solução em e são po uguesa, mas e ela, com mais p oeminência, a p óp ia c ise da a qui e u a mode na eu opeia. A pa i do deba e a qui e ónico ins au ado pela ODAM começa- se a esol e es a c ise, conjun amen e com a a ualização a qui e ónica na ( e)in enção de um mode no mais o gâ- nico, mais di e si icado e mais empenhado no con eúdo e signi icado do cons uído. 11. CIAM X, G oupe CIAM Po o – Habi a Ru al, Nou- elle Communau e Ag icole, Painel 2. 12. CIAM X, G oupe CIAM Po o – Habi a Ru al, Nou- elle Communau e Ag icole, Painel 3. 13. Lou ei o, José Ca los, Edi ício Pa naso, esquisso, 1954, Po o, Po ugal. 14. Lou ei o, José Ca los, Edi ício Pa naso, 1954, Po o, Po ugal. 11 12 13 14 39 PROYECTO, PROGRESO, ARQUITECTURA 38 N11_ ARQUITECTURAS EN COMÚN E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. P oyec o, P og eso, A qui ec u a. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 E. FIGUEIREDO: “ODAM - A cons ução do mode no em Po ugal: en e o uni e sal e o singula ”. N11 “A qui ec u as en común”. No iemb e 2014. Uni e sidad de Se illa. ISSN 2171–6897 / ISSNe 2173–1616 DOI: h p://dx.doi.o g/10.12795/ppa.2014.i11.02 Edi e Ma ia Figuei edo e Rosa (Oli ei a do Bai o, 1964) é a qui ec a pela Uni e sidade do Po o (FAUP, 1991), DEA pela Es- cuela Técnica Supe io de A qui ec u a de Ba celona (ETSAB, 2000). Dou o a em A qui ec u a pela UPC, com a ese “Odam: Valo es Mode no e a con on ação com a ealidade p odu i a” (ETSAB, 2006). En e ou os p émios e dis inções, oi-lhe concedida uma bolsa de in es igação de dou o amen o (Fundação pa a a Ciência e Tecnologia, 2000-2004). Publicações em jo nais, e is as e li os da especialidade; con e ências e seminá ios em di e sas uni e sidades e ins i uições: Seoul, Helsínquia, Ba celona, Valência, San iago de Compos ela, Pamplona, Coimb a e Po o. P o esso a na Uni e sidade Lusíada (1994-2012). P o esso a Associada da Uni e sidade Lusó ona do Po o, FCAATI (desde 2012). In es igado a I&D do CITAD, (2007-2011), de CEAU-FAUP (desde 2010) e LABART (desde 2011). Colabo a com Ál a o Siza, como coo denado a de p ojec os e ob as, públicas e p i adas (desde 1991). Co- undado a do esc i- ó io de a qui ec u a, e ja a qui ec os (1997). Bibliog a ía: ALÉO (Semaná io). No emb o 1945. Po o: s.e.. 1945. Almeida, Ped o Viei a de: A a qui ec u a do es ado no o, uma lei u a c í ica. Lisboa: Ho izon e, 2002. A qui ec u a: Re is a A e e Cons ução, 2.ª sé ie, ano XX. N.º 19 Lisboa: s.e., 1947-1960. Ba bosa, Cassiano (Com.): ODAM: O ganização dos A qui ec os Mode nos do Po o, 1947-1952. Po o: Edições ASA, 1972. Edi e Rosa (comissá ia): ODAM, 60 anos depois | E ocação da Exposição de 1951. Po o: O ganização OASRN 2011. Fe nandez, Sé gio: Pe cu so: A qui ec u a po uguesa 1930/1974. Po o: FAUP publicações, 1985. Rosa, Edi e. ODAM: Valo es mode nos e a con on ação com a ealidade p odu i a. Di ec o : Te esa Ro i a LLobe a. UPC, Depa amen o de P oyec os A qui ec ónicos - ETSAB, 2006. Consó cio de Biblio ecas da Ca alunha, TDX, 2010. ISBN 9788469312476. Tos ões, Ana: Os Ve des anos da a qui ec u a po uguesa dos anos 50. Po o: FAUP publicações, 1994. Union In e na ionale des A chi ec es (UIA): T oisième Cong ès de l’Union In e na ional des A chi ec es – Rappo Final. Lisboa: Lib ai ie Po ugal, 1953. Num pano ama mui o di e si icado de azões, o mais impo an e pa a a lei u a da p odução a qui e ónica do g upo, seus obje i os, ideias e esul ados, essal a a on- ade de ajus a um no o con eúdo o mal a qui e ónico a ealidades di e sas. Pode-se ca ac e iza a cons ução da o ma mode na, da ODAM, como uma a qui e u a de apa en e esis ência à ino ação, po ci cuns ância e o - mação, mas que in eg a as alências da acionalidade mode na na ob enção de e ei os e icazes, ge idos po uma ins umen alização igo osa na p ocu a de uma un- cionalidade ajus ada a i ências especí icas. A no a consciência da ODAM de que o mode no não é um es ilo mas um no o modo de a uação e conceção da o ma a qui e ónica co esponden e a uma no a ne- cessidade, da ci cuns ância da p óp ia cul u a local, e á ób ias consequências na me odologia de p oje o des e g upo, no en endimen o da a iculação en e os aspe os exp essi os, ep esen a i os e on ológicos da p o issão e ajuda á a es abelece o e dadei o pad ão de di e ença no pensamen o des es a qui e os. Con a iamen e ao que se passa a no es o da eu- opa a a qui e u a p oduzida pela ODAM e a menos de- penden e das no as conceções eó icas, incluindo as de ep esen ação e menos apoiada na indús ia e no os ma e iais, pelo que, o ecu so às manei as adicionais do aze , imbuídas de uma azão mode na in e p e a i a e le e-se no con ole exp essi o e p eciso do desenho do p oje o como componen e o mal de con eúdos. Es e no o mé odo de concebe e pensa o p oje o e- sul a simul aneamen e da dico omia en e a ealidade u al do País e a ei indicação de uma cul u a u bana de me ópole que incu e o ca ác e humanizado da ODAM na maquinização mode na, epe cu indo-se num con- eúdo disciplina de plás ica mode na ( écnica e ciên- cia), apoiada pela, adição humanis a (da e dade, mo- alidade e da essência) eminiscen e da o mação de Belas A es. A ca ac e ís ica de esis ência à u u a, da ODAM não deixa que o e o acionalidade go e ne isoladamen e aliando-se ao humanismo. O acional e o humano o - nam-se indissociá eis, p ocu ando em simul âneo o uni- e sal e a condição singula no con ex o de a uação. Es e p ocesso que se unda na ODAM, assen ou na sín ese me odológica, numa manei a de concebe o p oje o que se apoia, no con olo dos con eúdos espaciais mode nos e na ap endizagem da EBAP, nos seus ins umen os de abalho e ensino e ca ac e iza á uma didá ica u u a. O desenho como p ocesso me odológico pesquisado de con eúdos, a é ao seu esgo amen o, aplicado à disse- cação quase obsessi a do p oje o cons i ui uma ca ac- e ís ica que se pode á econhece como esilien e na p á ica da a qui e u a po uguesa con empo ânea. 15. Tá o a, Fe nando, Casa de O i , esquisso e alça- do, 1956, O i , Po ugal. 15