scieee Open visual document viewer

As empresas born global: ruptura ou adaptação do modelo de internacionalização por etapas?

Brito, Carlos; Moutinho, Raquel Meneses

Abstract

O processo de internacionalização tem merecido a atenção de muitos investigadores ao longo das últimas três décadas. Johanson e Valhne (1977) construíram um modelo dinâmico no qual a internacionalização é vista como um processo gradual semelhante à evolução dos “anéis de água”. As empresas começam por operar apenas no mercado doméstico, que será o seu mercado base, e a partir daí começam a gradualmente aumentar o comprometimento e os recursos empregues nos mercados externos. Contudo, estudos empíricos e teóricos têm vindo a testemunhar a existência de um novo tipo de empresas, designadas por born global, que exportam desde o seu aparecimento. Estas empresas, não se desenvolvem através de estágios graduais. Começam a internacionalização logo desde o seu nascimento e, por vezes, em mercados muito distantes. Alguns autores defendem que o modelo de Uppsala está morto, e que é necessário um novo paradigma. O objectivo deste artigo é saber até que ponto este modelo pode ser adaptado às novas circunstâncias.

Full text

37 AS EMPRESAS BORN GLOBAL: RUPTURA OU ADAPTAÇÃO DO MODELO DE INTERNACIONALIZAÇÃO POR ETAPAS? Ca los B i o Raquel Meneses Mou inho RESUMO O p ocesso de in e nacionalização em me ecido a a enção de mui os in es igado es ao longo das úl imas ês décadas. Johanson e Valhne (1977) cons uí am um modelo dinâmico no qual a in e nacionalização é is a como um p ocesso g adual semelhan e à e olução dos “anéis de água”. As emp esas começam po ope a apenas no me cado domés ico, que se á o seu me cado base, e a pa i daí começam a g adualmen e aumen a o comp ome imen o e os ecu sos emp egues nos me cados ex e nos. Con udo, es udos empí icos e eó icos êm indo a es emunha a exis ência de um no o ipo de emp esas, designadas po bo n global, que expo am desde o seu apa ecimen o. Es as emp esas, não se desen ol em a a és de es ágios g aduais. Começam a in e nacionalização logo desde o seu nascimen o e, po ezes, em me cados mui o dis an es. Alguns au o es de endem que o modelo de Uppsala es á mo o, e que é necessá io um no o pa adigma. O objec i o des e a igo é sabe a é que pon o es e modelo pode se adap ado às no as ci cuns âncias. PALAVRAS-CHAVE: in e nacionalização, emp esas bo n global, edes de emp esas, emp eendo ismo ABSTRACT The in e na ionaliza ion p ocess has been he opic o a lo o esea ches du ing he pas h ee decades. Johanson and Valhne (1977) ha e made a dynamic model, which con ends ha he in e na ionaliza ion p ocess is g adual, such as “ ings in wa e ”. Fi ms begin ope a ing only in domes ic-ma ke inasmuch as his is hei home base, and hen hey g adually hey imp o e commi men s and esou ces in he o eign ma ke s. Howe e , empi ical and heo e ical s udies epo a new kind o i ms, he so-called bo n global i ms, which s a expo ing since he bi h. They don’ de elop in inc emen al s ages ela ed o he in e na ionaliza ion ac i i ies. They begin he in e na ionaliza ion igh om he bi h in e y dis an ma ke s. Some au ho s a gue ha he Uppsala Model was dead, and ha a new pa adigm is necessa y. The pu pose o his a icle is o know i he Uppsala model can be adap ed and i i can be use ul. KEY-WORDS: in e na ionaliza ion, bo n global i ms, in e o ganizacional ne wo ks, en ep eneu ialship. 1. INTRODUÇÃO A in e nacionalização, como o p ocesso a pa i do qual a emp esa deixa de ope a apenas no me cado domés ico e passa ambém pa a o me cado in e nacional em sido la gamen e es udada nas úl imas ês décadas. O modelo CITIES IN COMPETITION 38 da in e nacionalização po e apas de Uppsala oi acei e du an e mui o empo pois o nece uma base concep ual sólida e ade en e à ealidade de mui as emp esas. Con udo, a pa i da década de 90 começam a apa ece es udos que ela am a exis ência de emp esas que já nascem com uma ocação in e nacional. Es e enómeno es á p esen e em mui os países, incluindo Po ugal. Vá ias emp esas, na sua maio ia spin o s uni e si á ios lide adas po undado es al amen e quali icados e cosmopoli as, pa ecem con a ia a ideia de que a in e nacionalização só se dá após o amadu ecimen o do me cado nacional. Enquad ado num p ojec o de dou o amen o no âmbi o da in e nacionalização dos negócios, es a comunicação em po objec i o o nece um quad o concep ual adequado aos no os modelos de negócio que pa ecem es a em up u a com o modelo de Uppsala. A comunicação es u u a-se em ês secções p incipais. A p imei a, começando po uma b e e ca ac e ização da eo ia da in e nacionalização po e apas, in oduz o concei o de bo n global. A secção seguin e ap esen a uma sé ie de casos po ugueses que ilus am es e no o ipo de emp esas. Finalmen e, na e cei a secção discu e-se o papel dos undado es no p ocesso de in e nacionalização e em que medida a sua inclusão na análise pe mi e uma ex ensão do âmbi o do modelo de Uppsala. 2. DA INTERNACIONALIZAÇÃO POR ETAPAS ÀS BORN GLOBAL A pa i dos anos 60, o ema da in e nacionalização oi la gamen e es udado, apa ecendo um g ande núme o de publicações eó icas e de es udos empí icos. Em 1977, Johanson e Vahlne ap esen am um modelo dinâmico, no malmen e conhecido como modelo de Uppsala, em que o en ol imen o de uma emp esa num me cado ex e no se desen ol e seguindo um p ocesso g adual, que em e mos de comp ome imen o que em e mos de núme o de me cados. Como e e e Lemai e (1997, p.137), “o sequenciamen o po ases aduzi ia, pois, um en ol imen o c escen e, associado a uma maio expe iência nos me cados”. Como as emp esas es angei as êm pouco ou nenhum conhecimen o das condições locais, en en am uma des an agem em elação às emp esas au óc ones. Embo a haja o conhecimen o objec i o que pode se ob ido ( ia es udos económicos, sociológicos e cul u ais), o conhecimen o expe imen al ob iga à p esença e ec i a da emp esa no país em causa. Assim, as emp esas de e iam começa pelos países que lhe es ão mais p óximos em e mos de dis ância psicológica. Es a dis ância, como e e e Cas o (2000, p.26), “se ia medida po ac o es como as di e enças em e mos cul u ais, dos sis emas polí icos, do ní el educacional e do ní el de desen ol imen o indus ial de cada um dos me cados possí eis.” Con o me se ai adqui indo maio en ol imen o em cada um dos me cados, ai-se encu ando a dis ância que se em em elação aos me cados “ izinhos” dos me cados em que a emp esa já se es abeleceu, o que pe mi i ia uma expansão p og essi amen e mais dis an e. Nes a abo dagem, segundo Rasmussen (2002, p.3), o desen ol imen o se ia g adual, “dependendo das pe cepções, expec a i as, expe iência, capacidade de ges ão.” Assim, o p ocesso de in e nacionalização se ia um p ocesso inc emen al, semelhan e aos “anéis na água”, em que a aquisição de conhecimen o expe imen al unciona ia como um ca alisado do comp ome imen o e do aumen o de ecu sos. O me cado domés ico é o me cado-base e só a pa i do seu amadu ecimen o, espondendo a es ímulos ex e nos (Luos a inen, 1979), é que o p ocesso de in e nacionalização começa len amen e e de o ma eac i a. Ainda há mui as emp esas que enca am o amadu ecimen o no me cado nacional como algo undamen al pa a se lança em no desa io da in e nacionalização. Começam po me cados menos a iscados, com uma dis ância psicológica meno , que alam a mesma língua, com cul u as semelhan es e com sis emas polí icos análogos. No NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION 39 início, apenas expo am, não c iando pon os de enda nem unidades p odu i as, e só com o passa do empo ão g adualmen e, e apa po e apa, aumen ando o seu en ol imen o nou os me cados. Con udo, êm su gido emp esas que não espe a am po e uma e dadei a home base pa a en a em no me cado in e nacional, e que quando começa am não op a am necessa iamen e pelos países psicologicamen e mais p óximos. Como e e em Rasmussen e Madsen (2002), desde a década de 1980 que é ei a e e ência à exis ência de emp esas o ien adas in e nacionalmen e desde o seu nascimen o, não espe ando po um amadu ecimen o no me cado nacional. Assim, po exemplo, Johanson e Ma sson (1988) no am a exis ência de emp esas que não seguem o pad ão adicional de in e nacionalização, sal ando algumas e apas do modelo de “anéis na água”. Es e no o ipo de emp esas que, como e e e Felici as (2004) “consis em em pequenas e médias emp esas com p odu os de ele ado alo ac escen ado. (...) que começa am a expo a imedia amen e, em média dois anos após se e em es abelecido”, são as chamadas emp esas Bo n Global (Rennie, 1993; Ca usgil, 1994). O concei o su giu em 1993, na Aus ália, e em sido amplamen e u ilizado conjun amen e com concei os simila es: In e na ional New Ven u e (McDougall e al., 1994), Ins an In e na ional (P eece e al., 1999) ou ainda as Global S a -ups (Mamis, 1989; Jolly e al., 1992). McDougall e al. (1994) e O ia e McDougall (1994) iden i ica am as In e na ional New Ven u e como o ganizações que desde a sua o mação e i a am an agem compe i i a pelo uso de ecu sos e pela enda dos seus p odu os em di e sos países. Pa a Knigh e Ca usgil (1996, p.11), uma emp esa bo n global é uma emp esa “ ... pequena, [no malmen e] ecnologicamen e o ien ada que ope a no me cado in e nacional desde os p imei os dias da sua o mação”. Es e enómeno em a aído a a enção de inúme os in es igado es. P imei o, po que a exis ência des e ipo de emp esas é cada ez mais signi ica i a em países como a Aus ália, o Canadá, a No uega, a F ança e a Dinama ca (E angelis a, 2004). Po exemplo, Moen (2001) conclui que das 405 emp esas no ueguesas e ancesas es udadas mais de me ade pode iam se classi icadas como bo n global se o c i é io osse expo a em mais de 25% das suas endas com dois anos de exis ência. Em segundo luga po que, como e e e Bell (1995), es e ipo de emp esas desa ia a eo ia da in e nacionalização po es ágios. Finalmen e, po que es e no o ipo de emp esas é mui o impo an e em e mos de ino ação (Au io, 1994; Ha mon e al., 1997) desen ol endo economias mui o compe i i as (Hawkin, 1993). Todas es as al e ações na o ma como as emp esas se in e nacionalizam são um g ande desa io à eo ia da in e nacionalização po e apas. Conc e amen e, há ês aspec os undamen ais em que aquela eo ia pa ece desajus ada. O p imei o p ende-se com a o ma como o p ocesso se dá. O modelo de Uppsala p e ê que a in e nacionalização se dê de o ma inc emen al, desen ol endo-se como “anéis na água”. O segundo elaciona- se com a idade das emp esas. Na eo ia adicional, a in e nacionalização só se dá depois das emp esas e em pe manecido du an e algum empo no me cado domés ico. Es e se ia o me cado base a pa i do qual, mais a de, se da ia a in e nacionalização. Des a o ma se ia p eciso bas an e empo pa a a emp esa se sen i e dadei amen e à- on ade pa a, espondendo a es ímulos ex e nos, e depois de e acumulado ecu sos e conhecimen os, se a en u a na in e nacionalização. O e cei o aspec o p ende-se com a ideia de dis ância psicológica que, como e e e Axinn (2002, p.443), “ em sido usada pa a explica po que é que as emp esas começam po p ocu a clien es em me cados simila es ao seu e só depois in adem me cados mais dis an es.” CITIES IN COMPETITION 40 3. CASOS DE BORN GLOBAL PORTUGUESAS Também em Po ugal êm su gido emp esas que não espe a am po e uma e dadei a home base pa a en a em no me cado in e nacional, e que quando começa am não op a am necessa iamen e pelos países psicologicamen e mais p óximos, onde se ala po uguês ou onde exis e uma o e p esença de emig an es nacionais. São emp esas com o es ligações aos seus líde es, que su gi am com uma isão mundial do me cado (não só ao ní el de clien es, o necedo es e pa cei os, mas ambém ao ní el do conhecimen o), com uma polí ica de ec u amen o de sabe es mui o ag essi a e que o e ecem um p odu o ou negócio ino ado ocacionado pa a um nicho de me cado global mui o especí ico. Segue-se uma b e e ca ac e ização de algumas bo n global po uguesas. Mul iwa e Ne wo ks A Mul iwa e Ne wo ks em sede em Sunny ale e os labo a ó ios de desen ol imen o e de p odução de p o ó ipos na Maia. A Mul iwa e su giu a pa i do conhecimen o e dos con ac os de José Salcedo. Depois de se e o mado em engenha ia elec o écnica na Faculdade de Engenha ia do Po o, José Salcedo ez o dou o amen o e o pós-dou o amen o na Cali ó nia. Ainda nos Es ados Unidos, abalhou nos anos 70 e nos anos 80, nos Labo a ó ios Bell. Es a sua es ada oi mui o impo an e pois es abeleceu con ac os que i iam a apoiá-lo na c iação da Mul iwa e. Em Fe e ei o de 2001 Salcedo e ês ex-alunos deslocam-se a Den e pa a ou i um g upo de especialis as que conhece a quando se dou o ou. Com o apoio des e g upo de especialis as oi mais ácil a anja inanciamen o. Assim, nasce a Mul iwa e com capi ais de isco no e ame icanos (Vangua d Ven u es, Dyna und Ven u es, El Do ado Ven u es e a Wol Ven u es) e po ugueses (BCP, In e -Risco, Change Pa ne s e a Co ina). A Mul iwa e é uma emp esa com ecnologia de up u a pois os seus lase são in eg almen e cons uídos em ecnologia de ib a óp ica (e não de semicondu o es). Chi on A Chi on nasceu como espos a a um pedido da NASA. João Ribei o da Cos a e Hen ique de Jesus pe enciam ao g upo de in es igação de Análise de Sis emas da Unino a que colabo ou com a Nasa. Como co eu bem a Nasa pediu algo maio , mas pa a isso e a necessá io c ia uma emp esa, que iniciou a sua ac i idade em 1996. A Chi on en e an o ganha isibilidade como especialis a em a qui ec u a e cons ução de sis emas in eg ados de in o mação endo pa icipado em á ios p ojec os an o a ní el nacional como ao ní el in e nacional. A excelência écnica da equipa, a ín ima ligação aos meios uni e si á ios e os hábi os adqui idos em mui os anos de in es igação dá-lhe a capacidade de se di e en e e de in oduzi ino ação em cada p ojec o. A sua selecção como emp esa EUREKA em Ab il de 1998 e a sua pa icipação em p ojec os de in es igação nacionais e in e nacionais são o esul ado di ec o des a polí ica. A emp esa pa icipa ou pa icipou nos p ojec os MUTATE, A-TEAM, IQEM, SIAM e DEMETER. Além disso, es abeleceu pa ce ias com emp esas como a O acle, a Es i, a Sun e a Mic oso a a és das quais consegue uma elação p i ilegiada com as mais ecen es endências e ino ações. Bio ecnol A Bio ecnol é uma s a -up undada po Ped o Pissa a, com sede no TagusPa k e com os espaços labo a o iais no Ins i u o de Biologia Expe imen al e Tecnológica. Ped o Pissa a, dou o ou-se no Kings College, onde conheceu And ew Kelly que se eio a o na seu sócio. A Bio ecnol en endeu concen a a sua ac i idade nas suas compe ências cen ais e coloca em ou sou cing udo o es o da cadeia de alo dos p ojec os. Uma o íssima colabo ação com ins i uições académicas a ní el labo a o ial (nomeadamen e com o Cen o de Engenha ia Biológica e Química do Ins i u o Supe io Técnico de Lisboa e com o Depa amen o de Engenha ia Biológica e NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION 41 Química da Uni e sidade do Minho) e alguma subcon a ação de ope ações no es angei o o am o modelo pos o em p á ica. Todo es e modelo se baseia numa lógica de inse i a emp esa nas edes in e nacionais, mais pa icula men e nas eu opeias. C i ical So wa e Saída dos labo a ó ios da Uni e sidade de Coimb a, a C i ical So wa e, oi incubada em 1998 no Ins i u o Ped o Nunes e con a en e os undado es com dois dou o ados e um mes e em ciências da compu ação. Na e dade nasceu como consequência de uns pape s e a igos que João Ca ei a, especialis a em so wa e ul a c í ico, publicou em e is as in e nacionais, na sequência do seu dou o amen o e do abalho de in es igação que, com ou os colegas, em desen ol ido no Depa amen o de Engenha ia In o má ica da Uni e sidade de Coimb a. A C i ical So wa e é a p imei a emp esa po uguesa das ecnologias de in o mação a es a ce i icada segundo a no ma in e nacional 9001: 2000 Tick-i , especí ica de sis emas de qualidade no so wa e. O nicho de so wa e c í ico em que unciona aleu-lhe se escolhida pa a o consó cio eu opeu “Ambien Ne wo ks” que ai es uda a ede do u u o em ambien e sem ios pós-3ª ge ação de elecomunicações. É a única PME escolhida, dos 34 pa cei os en e ab ican e, ope ado es, uni e sidades e ins i uições de in es igação da Eu opa, do Canadá, do Japão e da Aus ália. No seu his o ial igu am o Je P opulsion Labo a o y da Nasa, a Cisco e a Agência Eu opeia. Sedeada no Sillicom Valley encon a-se a C i ical So wa e Inc, onde êm, em pe manência uma equipa de quad os que ão dando e e ências em e mos ecnológicos e de ma ke ing. Es e ano (2004) de e á a ingi 5 milhões de eu os de ac u ação. YD eam O jogo que em indo a apaixona os anceses chama-se “Unde co e ” e pe mi e aos jogado es “mó eis” usa locais ísicos eais – cen os come ciais ou cadeias de comida ápida, po exemplo. A emp esa esponsá el po es e jogo pa a elemó el que usa a geo- e e enciação pa a en e enimen o ia SMS en e os pa icipan es é po uguesa. A YD eams é um spin o da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade No a de Lisboa, lide ada po An ónio Câma a, e que em como undado es á ios dou o ados. A Yd eams desen ol e soluções pionei as no mundo dos negócios e en e enimen o nas pla a o mas mó eis. Os seus engenhei os êm uma sólida expe iência em so wa e que desen ol em pa a emp esas bem conhecidas, como a In el, a Ande sen Consul ing, a Quan um e a Compu e Associa es, e ainda pa a algumas p oduções de Hollywood al como a Hollow Man, o Ba man e o X-men. F equen emen e publicam a igos e pape s em jo nais de enome (Simula ion, ACM Mul imedia, ACM/CHI) e edi a am e o am au o es de li os da Uni e sidade de Ox o d, da John Wiley, Taylo & F ancis. Em 1993 a YD eams iniciou o p imei o labo a ó io de ealidade i ual es ando desde en ão associada a ins i uições de in es igação (MIT, Co nell e Vi ginia Tech). Calzeus Aos 20 anos, a meio do cu so de economia, José Ne es, decide abandona a aculdade pa a ajuda os pais a ees u u a a Calzeus, que ab ica calçado em Felguei as. Em 1995/96 depois de ao longo de um ano e em abalho “ma ca b anca”, de o ma a bem es uda em oda a cadeia de alo e o design jun o de i alianos e espanhóis, a Calzeus decide lança uma ma ca p óp ia – a Swea . A cadeia de alo oi di idida icando com a amília apenas as compe ências mais c í icas – o design e a concepção (que é ei o em Lond es), os p o ó ipos, a mon agem inal dos sapa os e o con olo de qualidade, a cen al de comp as e de dis ibuição e uma “an ena” pa a os clien es a pa i de uma loja do g upo em Co en Ga den. Em Felguei as em dez emp esas a abalha em pa a a Calzeus e, quando há necessidade, encomendam na Co eia do Sul e no Vie name. As bo as de solas al as, co es i as e o mas o iginais azem u o em odo o mundo da cul u a “al e na i a” desde Lond es a Tóquio, de Hong Kong a Mosco o de Alexand ia a Joanesbu go. Es ão p esen es em 49 países. Calça am as Spice Gi ls e os REM e mais ecen emen e as pe sonagens do úl imo ilme da saga da “Gue a das Es elas”. São endidas em CITIES IN COMPETITION 42 odo o mundo a a és de lojas mul ima ca (em 35 países) ou de lojas anchisadas (nos ou os 14) que são au ên icos locais de cul o, espondendo a uma p ocu a mui o especí ica que discu e as suas ideias num si e c iado p oposi adamen e pa a os ãs des e ipo de a i ude. Chipidea Em 1997, José Epi ânio da F anca, João Vi al e Ca los Aze edo Leme, odos p o esso es do Ins i u o Supe io Técnico de Lisboa, c iam a Chipidea, sedeada no Taguspa k. Es a emp esa é a única em Po ugal que de ém compe ências no design de mic o-elec ónica a ançada, pa icula men e em á eas analógicas e de sinal mis o pa a ci cui os in eg ados, es ando a ope a no me cado global de semicondu o es. Ac ualmen e emp ega 151 pessoas sendo uma emp esa de capi ais mis os. Es á p esen e a a és da Chipidea Mik oelek onika na Polónia, a a és da Chipidea Mic oelec onic L d em Macau e da Chipidea Suzhou na República Popula da China, endo ainda esc i ó ios pa a a egião do Texas, da Cos a Les e dos EUA, da Eu opa e Is ael, da Ásia-Pací ico. En e os seus clien es con am-se a Mo o ola, a Philips semicondu o es e a Toshiba. A descen alização geog á ica é assumida, ec u ando o conhecimen o onde ele exis e, endo cen os de engenha ia em á ios países. Lusop el A Lusop el é uma emp esa sedeada em Pa edes que se dedica ao desen ol imen o e come cialização de sis emas op oelec ónicos e de elecomunicações. Luís Filipe Ribei o, o undado é o mado em Engenha ia Elec ónica e de Telecomunicações pela Uni e sidade de A ei o, endo-se dou o ado nes a á ea, ac ualmen e é p o esso na Uni e sidade do Minho. A Lusop el nasceu como esul ado da acumulação dos seus conhecimen os endo como missão desen ol e soluções pa a p oblemas eais en ol endo aquelas ecnologias e o e ecê-las no me cado in e nacional as ac i idades de I&D são conduzidas in e namen e em egime au ónomo ou em consó cio, sendo mui os dos esul ados pa en eados. Assim, a Lusop el é um spin o uni e si á io que nos úl imos anos se em dedicado ao desen ol imen o de um sis ema de de ecção elec ónica de incêndios lo es ais de baixo cus o – o VIGÍLIA. Pa a o desen ol imen o des e sis ema a Lusop el con ou com o apoio da CNEF e da FCT e com suges ões de sil icul o es, bombei os, igilan es lo es ais e es es e a iado es, endo ainda pa icipado em consó cios de I&D em conjun o com di e sas uni e sidades, ins i u os de I&D e emp esas nacionais e es angei as. Des as me ecem especial e e ência a Uni e sidade do Minho, a a és do Depa amen o de Elec ónica Indus ial, o Ins i u o de Telecomunicações – Pólo de A ei o e o labo a ó io da UNIPHASE em Eindho en (ex-Philips Op oelec onics Cen e). Es e sis ema em sido adop ado em di e sos locais p incipalmen e po inicia i a de au a quias, associações de desen ol imen o u al/ lo es al e Pa ques Na u ais em Po ugal e no B asil. Al i ude So wa e Em 1987, Ca los Quin as, que já inha abalhado em á ias emp esas ecnológicas de compu ado es, c ia a Easyphone. Em 1993, a subsidiá ia po uguesa da Alca el encomenda de e minado ipo de so wa e, que i ia a se u ilizado em Po ugal e no B asil. A IBM passa a se ambém clien e. Em 1997, a e is a ame icana Compu e Telephony elege um dos seus paco es como o p odu o do ano. A emp esa ap o ei ou es a opo unidade pa a se e o ça inancei amen e e ala anca os seus conhecimen os ecnológicos. Em 1999, muda o nome pa a Al i ude, po se uma pala a com signi icados mui o p óximos em á ias línguas. A emp esa já ins alou so wa e em mais de ês cen enas de si es e desen ol eu uma es u u a que ab ange uma holding na Holanda, onze emp esas em qua o egiões do mundo (Amé ica do No e, Amé ica La ina, Eu opa e Médio O ien e e Ásia e Pací ico), uma emp esa o -sho e na Madei a e ou a emp esa come cial na Holanda. Ac ualmen e es á p esen e em 37 países, en e os quais os Es ados Unidos, o Canadá, o Japão e a Aus ália. Pa a coo dena a es a égia de ma ke ing c iou uma subsidiá ia em Sillicon Valley. Con udo, os seus 110 quad os de desen ol imen o de sis emas es ão adicados em Po ugal. NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION 43 Todas es as emp esas êm em comum o ac o de se em lide adas po pessoas al amen e quali icadas (a maio pa e com o dou o amen o), pe encen es à ge ação sub-40, mui as das quais podem se apelidadas de “es angei adas” na medida em que passa am mui o empo nos Es ados Unidos ou na Eu opa a abalha ou a es uda e que, po isso, êm uma isão global do mundo7. A maio pa e o e ece um p odu o al amen e ecnológico e são spin o s uni e si á ios. Todas elas se di igem a p ocu as al amen e especializadas, es ando ocalizadas em nichos globais. 4. O PAPEL DOS FUNDADORES Se se analisa com mais a enção as á ias de inições possí eis de bo n global o que chama a a enção é o ac o de odas elas aze em e e ência ao “nascimen o” des as emp esas e p a icamen e deixa em de lado a e olução. Hashai e al. (2003) salien am a exis ência de inúme os es udos que mos am que as bo n global en am no me cado ex e no logo a segui (ou quase) ao seu nascimen o, mas que nada e e em a pa i daí. Con udo, de endem, que após o p imei o passo a e olução passa a se g adual que ao ní el do commi men que ao ní el de núme o de me cados em que es á p esen e. Da mesma o ma, P eece e al. (1998) de endem que há pequenas emp esas ecnológicas que são ins an in e na ional mas em que os p óximos passos – ap o undamen o e di e si icação – exigem mais empo e ecu sos. Es a análise le a a conside a que o que e dadei amen e di e encia es as emp esas das expo ado as adicionais é o seu nascimen o. Quan o à jus i icação do po quê des e nascimen o, na maio pa e das ezes em-se ei o e e ência à especi icidade do con ex o em que as emp esas se o mam. Em inúme os es udos é ei a e e ência à globalização, à diminuição dos cus os de anspo es, ao apa ecimen o da sociedade da in o mação e a é à maio libe alização económica em que o mundo ope a. Pa a Ca usgil (1994, p.19) são qua o as p incipais azões pa a o des e enómeno. A p imei a é o desen ol imen o de nichos esul an e de uma p ocu a mais especializada e de p odu os mais adap ados. A segunda p ende-se com o desen ol imen o ecnológico ao ní el do con olo numé ico e elec ónico. Es as ecnologias le am a que seja mais ácil con ola os negócios mesmo a a és das on ei as. Os luxos acili ados em e mos de in o mação são a e cei a azão, enquan o que a qua a es á ligada às an agens ine en es às pequenas emp esas – espos a mais ápida e maio lexibilidade. A in es igação que es á na base des a comunicação pe mi e a i ma que es as emp esas êm nascimen os di e en es po que êm “pais” di e en es, o que es á de aco do com o ac o de nes es casos os undado es e em um g ande comp ome imen o com a in e nacionalização (McKinsey & Co., 1993). E angelis a (2004), após um es udo quali a i o de emp esas bo n global aus alianas, conclui que são emp esas “... undadas po pessoas com expe iência in e nacional e indus ial an e io , com ligações aos me cados ou aos ecu sos ecnicamen e e oluídas ...”. No pano ama po uguês as emp esas bo n global são, essencialmen e, spin o s uni e si á ios, undadas po quad os al amen e quali icados com la ga expe iência in e nacional. Po ou o lado, como são emp esas mui o pequenas, a sua e olução con unde-se com a e olução do p óp io undado . Assim, o seu es udo não de e á se ei o a pa i da o mação da emp esa, mas sim a pa i da o mação do(s) seu(s) undado (es). Com a in odução des a ideia ul apassa -se-iam as duas p imei as limi ações colocadas ao modelo de Uppsala. Res a, ainda, o p oblema da dis ância psicológica. Es a é, no malmen e, um dos maio es en a es que se colocam à expansão pa a o ex e io de uma emp esa. Es a dis ância psicológica es á in imamen e ligada às di e enças cul u ais, que se podem ca ac e iza (Fo d, 1984, p.102) como sendo “ a ex ensão das di e enças de no mas e 7 A única excepção é o caso da Calzeus, que não é uma e dadei a Bo n global, mas sim uma Bo n-again-Global. CITIES IN COMPETITION 44 alo es en e duas emp esas que esul am das di e enças en e os dois países”. Con udo, Hállen e Wiede sheim- Paul (1984) suge em que há ês elemen os undamen ais na dis ância psicológica: um elemen o nacional (que depende do g au de a inidade cul u al en e os países), um elemen o o ganizacional (que depende do g au de con iança en e as emp esas) e um elemen o indi idual (que depende da expe iência de cada um). Es a dis ância não de e á, pois, se medida apenas em elação aos dois países (país sede da emp esa e país pa a o qual se in e nacionaliza), nem ão pouco em elação à emp esa. Es a dis ância psicológica de e á se medida em elação ao undado da emp esa. Se a dis ância o assim medida a emp esa ai começa , semp e, pelos me cados que lhe es ão psicologicamen e mais p óximos. Se, po hipó ese, uma emp esa po uguesa começa po expo a pa a os Es ados Unidos da Amé ica, se a dis ância psicológica o a aliada a a és da dis ância cul u al en e os dois países, pode á pa ece es anha al escolha. Con udo, se o seu p incipal undado i e nascido, es udado ou i ido nos Es ados Unidos, imedia amen e es a dis ância ica encu ada. Po ou o lado, se um dos undado es i e expe iência em mo imen a -se em á ios países, a dis ância psicológica ica encu ada mesmo em elação a países nos quais nunca es e e po que uns são p óximos dos ou os. Nos casos po ugueses, a maio pa e da in e nacionalização dos undado es deu-se a a és do dou o amen o ha endo, a pa i daí, um c escendo g adual da sua isão global. Assim, se em ez do es udo começa com a o mação da emp esa começa com a o mação do undado já se i á encon a uma e olução po e apas, que, a pa i de ce o pon o se iden i ica com a e olução da p óp ia emp esa. Com es e ipo de ap oximação, a a i mação de Pen ose (1959) de que o c escimen o de uma emp esa esul a da sua habilidade pa a usa , combina e desen ol e ecu sos, passa ia pa a: o c escimen o de uma emp esa esul a da habilidade do undado pa a usa , combina e desen ol e os seus ecu sos, en endendo-se os ecu sos essencialmen e como conhecimen o. Em odos os casos os undado es são pessoas al amen e quali icadas com mui o conhecimen o ace ca dos ou os países. Repa e-se que Johanson e Vahlne (1977) de endiam que a in e nacionalização se da a a a és de um p ocesso dinâmico de desen ol imen o do conhecimen o e do comp ome imen o e em que a in e nacionalização das emp esas dependia o emen e de quan o as emp esas e am in e nacionalizadas. Todas es as emp esas são emp esas baseadas no conhecimen o que é de ido pelo seu undado e, po isso mesmo, pode a i ma -se que a sua in e nacionalização depende de quan o o undado é in e nacionalizado. Wied esheim-Paul e al. (1978) já e e iam que a expe iência e os con ac os es abelecidos pelo deciso podem mos a -se mui o ele an es no econhecimen o das opo unidades de expo a em pa a ou o me cado. Assim, “alguém com um ele ado g au de o ien ação in e nacional e á uma maio p obabilidade que de es a expos o aos a en ion-e oking ac o s que de os econhece ”, sendo es es os ac o es que le am a conside a a possibilidade de expo a . Como nes es casos a es ada no ex e io oi an e io à undação da emp esa, o apa ecimen o dos a en ion-e oking ac o s ambém e á sido an e io , o que em e o ça a ideia de que o es udo da emp esa de a começa an es do seu nascimen o. Madsen e Se ais (1997) de endem que o es udo das emp esas de e ecua a é an es do seu nascimen o, a é ao es udo dos seus genes, aos con ac os, conhecimen os e expe iências passados dos seus undado es. Repa e-se que po ezes es es con ac os e expe iências não es ão di ec amen e ligados com es e negócio sendo con ac os pessoais e académicos. Nou os casos, os con ac os já o am es abelecidos nes e negócio e a é nes a emp esa, pois nem semp e o nascimen o legal da emp esa é simul âneo ao seu e dadei o nascimen o. De aco do com es a ideia, Jones (1999) chama a es as emp esas as in e na ional en ep eneu s e pa a Madsen e Se ais (1997) o me cado domés ico não é o me cado sede da emp esa, mas sim o me cado em que o undado se sen e con o á el. No modelo de Uppsala a his ó ia da emp esa, decisões, expe iências, compe ências e con ac os, é mui o impo an e. Na análise das emp esas bo n global ans e e-se pa e da impo ância da his ó ia da emp esa pa a a his ó ia do(s) undado (es). NOTES ON STRATEGY, PLANNING AND INTERNATIONALIZATION 45 5. CONCLUSÃO Nos úl imos in a anos o mundo so eu o es al e ações. Também a o ma como as emp esas se in e nacionalizam se al e ou. Há cada ez mais emp esas que já nascem com ocação in e nacional, o que pa ece con a ia o modelo adicional de in e nacionalização po e apas. Con udo se se passa da análise da unidade económica pa a a análise do seu undado , o modelo ganha ac ualidade. Assim a sua in e nacionalização desen ol e-se, no malmen e, po e apas não ha endo no início do p ocesso g ande comp ome imen o com o ex e io . Con o me ai acumulando conhecimen os (que écnicos que em e mos dos ou os países) o po encial undado ai es abelecendo con ac os. Depois des es con ac os es abelecidos e de e acumulado conhecimen os, o undado comp ome e-se comple amen e ao unda a emp esa. A emp esa já não pa e do pon o ze o, pa e do pon o em que o undado se encon a. O ipo de in e nacionalização da emp esa depende, pois, do ní el de in e nacionalização do undado . Nes e con ex o, a dis ância psicológica de e se medida a pa i do undado e o me cado base é, não o me cado domés ico, mas sim o me cado em que o undado se sen e mais con o á el. Nes e domínio a in es igação si ua-se na on ei a en e emp eendo ismo e in e nacionalização. Is o le an a um no o desa io em e mos de ges ão, sob e udo no que espei a à ges ão de pequenas emp esas. Quando se de ine qual o caminho a segui po uma emp esa, em que se comp eende quais as compe ências e con ac os dessa emp esa, incluindo-se nes a análise as compe ências e con ac os (mesmo que pessoais) do seu undado . REFERÊNCIAS: Axinn, Ca he ine N. e Paul Ma hyssens (2002): “Limi s o In e na ionaliza ion heo ies in an unlimi ed wo ld”, In e na ional Ma ke ing Re iew, ol. 19, nº 5, pp. 436-449. Au io, E. (1994): “New, echnology-based i ms as agen s o R&D and inno a ion: an empi ical s udy”, Techno a ion, ol.14,nº 4, pp. 259- 273. Bell, Jim, Rod McNaugh on e S ephen Young (2001), “‘Bo n-again global’ i ms An Ex ension o he ‘bo n global’ phenomenon”, Jou nal o In e na ional Managemen , ol.7, pp.173-189. Bell, J. (1995): “The In e na ionaliza ion o small compu e so wa e i ms”, Eu opean Jou nal o Ma ke ing, 29 (8), pp. 60-75. Cas o, F ancisco B. (2000): Fo eign Di ec In es men in Eu opean Pe iphe y – The Compe i i eness o Po ugal, PhD Thesis, Leeds Uni e si y Business School. Ca usgil., S. Tame (1994): “A Qui e Re olu ion in Aus alian Expo e s”, Ma ke ing News, ol. 28, p.18. Fo d, D.(1984), “Buye /Selle ela ionships in indus ial ma ke s”, Indus ial Ma ke ing Managemen , 13, 2, pp. 101-13. Hallén, L. e Wiede sheim-Paul, F. (1984): The e olu ion o psychic dis ance in in e na ional business ela ionships, in Hagg, I., Wiede sheim-Paul, F., Be ween Ma ke and Hie a chy, Uni e si y o Uppsala (Depa men o Business Adminis a ion), Uppsala, pp. 15-27. Ha mon, B., A. A dish ili , R. Ca dozo , T. Elde , J. Leu hold , J. Pa shall , M. Raghian and D. Smi h (1997): “Mapping he uni e si y echnology ans e p ocess”, Jou nal o Business Ven u ing, ol.12, nº6, pp. 423-434. Hashai, Ni on e Tama Almo (2003): “G adually in e na ionalizing ‘bo n global’ i ms: an oxymo on?”, In e na ional Business Re iew, Volume 13, Issue 4, Augus 2004, pp. 465-483. Johanson, J e L-G Ma sson (1988) : In e na ionaliza ion in Indus ial Sys ems – A Ne wo k App oach, in N. Hood (Ed.), S a egies o Global Compe i ion. London: C oom Helm. ohanson, J. E. Vahlne, J-E. (1977): “The In e na ionaliza ion P ocess o he Fi m – a Model o Knowledge De elopmen and Inc easing Fo eign Ma ke Commi men s”, Jou nal o In e na ional Business S udies, ol. 8, nº 1, pp.23-32. Johanson, J. E. Vahlne, J-E. (1990). “The Mechanism o In e na ionaliza ion”, In e na ional Ma ke ing Re iew, ol. 7, nº 4, pp 11-24. Jolly, Vijay K., Ma i Alahuh a e Jean-Pie e Jeanne (1992): “Challenging he incumben s: how high echnology s a -ups compe e globally”, Jou nal o S a egic Change, ol. 1, 71-82. Jones, Ma ian (1999): “The in e na ionaliza ion o small high echnology i ms”, Jou nal o In e na ional Ma ke ing, 7 (4), pp. 15-41. Knigh , Ga y a. e S. T. Ca usgil (1996): “The Bo n Global i m: A challenge o adi ional in e na ionaliza ion heo y”, Ad ances in In e na ional Ma ke ing, ol.8, pp.11-26. Lemai e, Jean-Paul (1997): Es a égias de In e nacionalização, Ins i u o Piage , Economia e Polí ica. Luos a inen, Reijo (1979): In e na ionaliza ion o he i m, Helsinki School o Economics, Helsinki. MacDougall, Pa icia O., Sco Shene e Benjamin O ia (1994): “Explaining he o ma ion o in e na ional new en u es: The limi s o heo ies om in e na ional business esea ch”, Jou nal o Business Ven u ing, ol.9, pp.469-487.