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Uma proposta de formação em serviço de professores em interculturalidade para acompanhar estudantes imigrantes

González Monteagudo, José; Matos de Souza, Rodrigo; Rodrigues, María dos Remédios; Villafañe Fernández, Tulio

Abstract

O quadro teórico desta contribuição baseia-se em estudos de migrações, no paradigma das novas mobilidades, nos contributos da educação intercultural crítica e do multiculturalismo, e na aprendizagem colaborativa. Este texto discute o aumento da migração e da diversidade cultural e consequente o desenvolvimento da educação intercultural no contexto espanhol. Esta situação representa o grande desafio da formação de professores para a promoção de uma educação intercultural inclusiva e crítica. O texto está estruturado em torno das contribuições do projeto europeu Quammelot, que desenvolveu pesquisa, intervenção, formação e boas práticas sobre inclusão educacional e social de estudantes imigrantes e Menores Estrangeiros Desacompanhados, com um foco específico no sistema educacional, na faixa etária de 12 a 18 anos, e nas relações entre escolas, população imigrante e território. O artigo oferece uma revisão da literatura sobre a inclusão de estudantes imigrantes e menores imigrantes nas escolas secundárias. Posteriormente, é apresentada a metodologia inovadora do projeto, descrevendo o curso online destinado aos professores do ensino médio. Finalmente, são comentadas as contribuições do projeto sobre cooperação transnacional, inovação na educação formal, melhoria da formação de professores e visibilidade das necessidades dos atores educacionais sobre inclusão e diversidade.

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A EDUCAÇÃO E OS DESAFIOS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: CONTRIBUTOS DA INVESTIGAÇÃO _____________________________________________________________________________ 280 UMA PROPOSTA DE FORMAÇÃO EM SERVIÇO DE PROFESSORES EM INTERCULTURALIDADE PARA ACOMPANHAR ESTUDANTES IMIGRANTES José González-MONTEAGUDO P o esso na Uni e sidade de Se ilha-US mon [email protected] Rod igo Ma os-de-SOUZA P o esso na Uni e sidade de B asília-UnB od igoma [email protected] Ma ia-dos-Remédios RODRIGUES Dou o anda na Uni e sidade de Se ilha-US ma ia [email protected] Túlio Villa añe-FERNANDEZ Dou o ando na Uni e sidade de Se ilha ulio illa [email protected] Resumo: O quad o eó ico des a con ibuição baseia-se em es udos de mig ações, no pa adigma das no as mobilidades, nos con ibu os da educação in e cul u al c í ica e do mul icul u alismo, e na ap endizagem colabo a i a. Es e ex o discu e o aumen o da mig ação e da di e sidade cul u al e consequen e o desen ol imen o da educação in e cul u al no con ex o espanhol. Es a si uação ep esen a o g ande desa io da o mação de p o esso es pa a a p omoção de uma educação in e cul u al inclusi a e c í ica. O ex o es á es u u ado em o no das con ibuições do p oje o eu opeu Quammelo , que desen ol eu pesquisa, in e enção, o mação e boas p á icas sob e inclusão educacional e social de es udan es imig an es e Meno es Es angei os Desacompanhados, com um oco especí ico no sis ema educacional, na aixa e á ia de 12 a 18 anos, e nas elações en e escolas, população imig an e e e i ó io. O a igo o e ece uma e isão da li e a u a sob e a inclusão de es udan es imig an es e meno es imig an es nas escolas secundá ias. Pos e io men e, é ap esen ada a me odologia ino ado a do p oje o, desc e endo o cu so online des inado aos p o esso es do ensino médio. Finalmen e, são comen adas as con ibuições do p oje o sob e coope ação ansnacional, ino ação na educação o mal, melho ia da o mação de p o esso es e isibilidade das necessidades dos a o es educacionais sob e inclusão e di e sidade. Pala as-cha e: mig ações, educação in e cul u al c í ica, o mação de p o esso es em se iço, educação secundá ia, es udan es imig an es. MIGRAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL Mig an es, iajan es e es udan es in e nacionais es ão dando o igem a no as o mas de in e dependência ao desen ol imen o de co po ações ansnacionais, ao aumen o da di e sidade cul u al e a o mas ecen es de coope ação bila e al, egional e global, que es ão a o ecendo uma c ise ainda maio do Es ado-nação. Em 2007, as Nações Unidas es ima am que exis em 200 milhões de mig an es in e nacionais, de inidos como pessoas que i e am po pelo menos um ano o a do país de nascimen o. Is o é ap oximadamen e 3% das 6,5 bilhões de pessoas do mundo (Cas les & Mille , 2009, p. 2-7). É comum di e encia ês pe spe i as eó icas e p á icas sob e a di e sidade cul u al: assimila ismo, mul icul u alismo e in e cul u alismo (Besalú, 2002, p. 64-66). O assimila ismo conside a a di e sidade cul u al como um p oblema e um obs áculo, que se en a esol e anulando as di e enças. Es a pe spe i a concebe a di e ença cul u al como um dé ici . O mul icul u alismo é de inido com base na p io idade dada ao g upo de pe encimen o, a espacialização das di e enças, o econhecimen o do ela i ismo cul u al e a exp essão das di e enças no espaço público (Abdallah-P e ceille, 1999, p. 26-28). Le ado a seu ex emo, o mul icul u alismo le a à agmen ação social e educacional. XXIX Colóquio da AFIRSE Po ugal 2022 ____________________________________________________________________________________ 281 O in e cul u alismo, po ou o lado, é baseado no espei o, igualdade e ole ância; em como obje i os "o econhecimen o do plu alismo cul u al e o espei o pela iden idade de cada cul u a; e a cons ução de uma sociedade plu al, mas coesa e democ á ica" (Besalú, 2002, p. 65). O in e cul u alismo assume os alo es da democ acia e da au onomia indi idual, busca a con e gência en e libe dade pessoal e lealdade g upal, p omo e um mínimo de coesão polí ica e cul u al e a o ece os p ocessos de mediação cul u al (in e p e ação linguís ica, in e p e ação e adução cul u al, assesso ia a p o issionais e usuá ios) (Deme io & Fa a o, 2004; Gimeno, 2001). Essas ês pe spe i as êm concei os di e en es de iden idade e mudanças de iden idade. Nós de endemos um concei o de iden idade de i ado da pe spe i a in e cul u al (Abdallah-P e ceille, 1999; Gimeno, 2001). À medida que as cul u as se o nam mais he e ogêneas, poli ônicas e a iadas, as iden idades se o nam, consequen emen e, mais híb idas. As iden idades híb idas su gem da mis u a, do diálogo e do con li o en e cul u as. A expe iência do p ocesso de mig ação de abalhado es, es udan es e iajan es implica uma maio au oconsciência da p óp ia iden idade. An es da iagem, ha ia menos exigências pa a ques iona a iden idade de alguém. A mig ação o ça o sujei o a e le i , ques iona e negocia . A pe da dos quad os de e e ência da ida co idiana, ime sa na cul u a ap endida ao longo dos anos, impõe uma acuidade especial pa a cap u a as di e enças de alo es, es ilos de ida e hábi os en e as sociedades de o igem e as sociedades hospedei as. Es e p ocesso é desen ol ido em á ias e apas: consciência, consciência do g au de alidade da cul u a de o igem e negociações in e nas pa a busca um no o equilíb io (sín ese das duas cul u as, iden idade e e i o de ensi o na cul u a de o igem, adap ação e assimilação es a égica da cul u a an i iã, expe iência con li an e da di e sidade cul u al e di iculdade em in eg a as duas cul u as) (Ochoa, 2011). ALUNOS IMIGRANTES E MENORES ESTRANGEIROS DESACOMPANHADOS (MENAS) Os mo imen os mig a ó ios p o oca am impo an es ans o mações sociais, às quais o sis ema educacional ob iamen e não em sido imune. Após es e p ocesso mig a ó io, a sociedade passou po á ias mudanças. Uma das mais signi ica i as é a inco po ação de um g ande núme o de es udan es de di e en es nacionalidades nas salas de aula. Como des acado em á ios es udos, "a en ada de es udan es imig an es nas escolas de espanhol nas úl imas décadas, longe do que se ac edi a, p opo ciona um alo ag egado e uma opo unidade de in e agi com mais di e sidade de opiniões e isões de nosso ambien e" (Sampé-Comp é, A andia & Elboj, 2012:13). A adminis ação es a al desen ol e p og amas, p oje os e polí icas educacionais pa a a ende às necessidades dos es udan es imig an es, apos ando na di e sidade como um en iquecimen o pa a odos. T ês e apas podem se dis inguidas em espos a à di e sidade nas escolas: seg egação (a é 1960/1970), in eg ação (de 1960/1970 a 1990) e inclusão (a pa i de 1990) (La Liga Española de Educación, 2017). A pa i de 1990, com a chegada da p imei a onda maciça de es udan es imig an es, não hou e ações signi ica i as ou p og amas in eg ados, mas as necessidades dos es udan es imig an es o am a endidas a a és da educação compensa ó ia e os p o esso es o am esponsá eis po o e ece uma adap ação quase indi idualizada (Goenechea, Ga cía- Fe nández & Jiménez-Gámez, 2011). O aumen o do núme o de es udan es imig an es no sis ema educacional espanhol le ou ao desen ol imen o de medidas e p og amas pa a o imiza o p ocesso de in eg ação (Ma ínez-Usa alde, Llo e - Ca alá & Céspedes-Rico, 2016). Po ol a do ano 2000, as chamadas "salas de aula de idiomas" su gi am na maio ia das egiões, nas quais o espanhol oi ensinado aos es udan es imig an es (Goenechea, Ga cía- A EDUCAÇÃO E OS DESAFIOS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: CONTRIBUTOS DA INVESTIGAÇÃO _____________________________________________________________________________ 282 Fe nández & Jiménez-Gámez, 2011). A pa i de 2005, as egiões começa am a especi ica medidas educacionais pa a a ende aos es udan es imig an es, seguindo di e izes semelhan es, já que as egiões êm que espei a os p incípios educacionais básicos, es abelecidos nas leis p omulgadas pelo go e no cen al. Com o aumen o da imig ação, os con li os às ezes podem aumen a , especialmen e se a di e sidade cul u al o is a como um p oblema. Pa a isso, a pa i dos cen os educacionais, a di e sidade cul u al de e se abo dada como um alo que p opo ciona bene ícios an o pa a os es udan es na i os quan o pa a os imig an es: coexis ência de cul u as di e en es, empa ia e espei o pelo que é di e en e (Gómez-Ja abo, 2015). Es a si uação exige um sis ema educacional de qualidade que de e p omo e a igualdade de opo unidades pa a odos os es udan es. Os p o esso es, como adul os de e e ência no cen o educacional, de em c ia uma boa a mos e a de acolhida e in eg ação na sala de aula. En e an o, como os es udos sociológicos apon am, os p o esso es mui as ezes desen ol em a i udes de disc iminação e o ulagem social, conside ando que os imig an es são um p oblema na sala de aula, pois al e am o clima e di icul am o abalho, de e io ando a qualidade do ensino (Ál a ez-So omayo , 2015). Es a a i mação não pa ece co e a, uma ez que a imig ação não cons i ui, po si só, um p oblema escola . A ansição do ensino p imá io pa a o secundá io é um momen o di ícil de ido à mudança das escolas, ao aumen o do núme o de p o esso es e às maio es exigências acadêmicas. No caso dos es udan es imig an es, jun amen e com odos esses a o es, de emos le a em con a a impo ância do so imen o mig a ó io que eles es ão i enciando (Cano-Hila, Sánchez-Ma í & Masso -La ón, 2016). As associações es ão azendo um ó imo abalho, apoiando as ins i uições públicas pa a o na a igualdade de opo unidades na sala de aula uma ealidade. O PROJETO EUROPEU QUAMMELOT: RUMO A UMA EDUCAÇÃO INTERCULTURAL PARA PROFESSORES E ESTUDANTES Quammelo (Quali ica ion o Mino Mig an s Educa ion and Lea ning Open access - Online Teache - aining) é um p oje o eu opeu E asmus+, den o do se o escola . O p incipal obje i o des e p oje o é abalha pela inclusão educacional e social dos es udan es imig an es en e 12 e 18 anos de idade, incluindo os meno es de idade não acompanhados (UMM) como oco especial. A es a égia conc e a escolhida pa a a ingi es e obje i o consis e em concebe , implemen a , a alia e p opo de o ma sus en á el um cu so online di igido aos p o esso es do ensino médio que a endam es udan es de 12 a 18 anos, pa a o ma p o esso es como educado es e u o es de alunos imig an es, incluindo meno es imig an es desacompanhados, odos nos qua o países pa cei os. O p oje o oi desen ol ido en e janei o de 2018 e agos o de 2020. Seis pa cei os acadêmicos e não acadêmicos de qua o países eu opeus (I ália, G écia, Espanha e Dinama ca) pa icipa am no p oje o: Uni e sidade de Flo ença (coo denação), I ália; Au o idade Educacional Regional da Toscana, I ália; P o incia di Li o no S iluppo, I ália; Au o idade Educacional da Região da Á ica, G écia; Uni e sidade de Se ilha, Espanha; Videnscen e o In eg a ion, Vejle Ci y, Dinama ca. Nos úl imos anos, a chegada de jo ens imig an es à UE, an o com suas amílias como meno es desacompanhados, é um enômeno social impo an e, especialmen e nos países medi e âneos. Es es alunos são ago a um a o es u u al nas escolas dos países de chegada no sul da Eu opa, onde pe manecem po mui o empo an es de pode em iaja pa a ou os des inos. Eles es ão pa icula men e concen ados no ensino secundá io, com 29% deles com menos de 18 anos (Eu os a ). XXIX Colóquio da AFIRSE Po ugal 2022 ____________________________________________________________________________________ 283 Os p o esso es acham di ícil p omo e sua pa icipação na ida escola , ap endizado e elacionamen os, esul ando em a aso no ap endizado, acasso escola e abandono escola p ecoce. De a o, o abandono escola p ecoce é gene alizado en e as c ianças de o igem imig an e, pois o núme o de jo ens que abandonam a escola p ecocemen e é ap oximadamen e duas ezes maio do que o das c ianças na i as (Bayonne & And eu, 2018). Nes e con ex o de mudança, pa ece que os p o esso es não es ão p epa ados pa a en en a e adminis a es es p ocessos e, po an o, p ecisam de o mação me odológica pa a implemen a es a égias de ap endizagem ap op iadas. Os obje i os especí icos do p oje o são: ▪ Fomen a a in eg ação social de es udan es imig an es e MENA a a és de p á icas de educação escola inclusi a. ▪ Facili a aos p o esso es e amen as a ualizadas e e icazes pa a p omo e o ensino e o desen ol imen o in elec ual de alunos imig an es e meno es de idade nas escolas secundá ias. ▪ C ia um cu so de o mação on-line pa a "Tu o ia e inclusão de meno es es angei os e MENAS nas escolas secundá ias", de 240 ho as, pa a p o esso es. ▪ Fa o ece as elações com a ede de ins i uições e p o issionais pa a o acolhimen o e apoio aos imig an es (educado es, mediado es, amílias, amílias ado i as e la es amilia es pa a MENAS), a a és de euniões e g upos de discussão. ▪ De ini mé odos ope acionais pa a o acolhimen o de es udan es, pa a a p omoção da cidadania a i a e do conhecimen o, pa a es a égias elacionais e pa a disciplinas básicas (língua es angei a, ma emá ica, in o má ica), a a és de p á icas de ap endizagem en e pa es nos países pa cei os ▪ Desen ol e o cu so online, com a pa icipação de pelo menos 80 p o esso es do ensino médio, no âmbi o dos qua o países pa cei os ▪ Dissemina o cu so pa a escolas secundá ias nos qua o países pa cei os. ▪ Melho a os esul ados da ap endizagem e eduzi o abandono escola p ecoce dos es udan es imig an es. ▪ Supo a e o alece as polí icas de in eg ação pa a os imig an es esiden es na União Eu opeia. O cu so online é baseado em boas p á icas, mé odos e e amen as compa ilhadas en e os países pa cei os, pa a ga an i a pa icipação de imig an es nos países an i iões eu opeus. A pa icipação social a i a eduz a ma ginalização e os con li os sociais. A igu a do "Tu o pa a a eceção e inclusão de meno es es angei os e MENA nas escolas secundá ias" o alece á o pe il p o issional dos p o esso es e e á unções de apoio aos meno es es angei os e colegas p o esso es em di iculdade. Assim, p o esso es einados se o nam um apoio pa a p oblemas elacionados à inclusão de meno es es angei os, mé odos de ap endizagem ap op iados e es a égias pa a eduzi o abandono escola p ecoce. METODOLOGIA DO PROJETO QUAMMELOT: CURSO ONLINE PARA PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO Quammelo p epa a os p o esso es do ensino médio pa a desen ol e uma educação adap ada às necessidades educacionais dos es udan es imig an es. A base do p oje o é, po an o, a o mação con ínua de A EDUCAÇÃO E OS DESAFIOS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: CONTRIBUTOS DA INVESTIGAÇÃO _____________________________________________________________________________ 284 p o esso es, que é conside ada um pon o-cha e pa a ga an i e o na e e i o o acesso ao es udo e à in eg ação de es angei os. A o mação de p o esso es do ensino médio é uma necessidade sen ida pelos p óp ios p o esso es, que nes e p oje o é desen ol ida a a és do ap endizado on-line. Is o pe mi e o desen ol imen o de compe ências ans e sais e a aplicação de no as me odologias e es a égias de ap endizagem pa a as disciplinas básicas: língua es angei a, ma emá ica e ciências da compu ação. A o mação dos p o esso es en a esponde à di iculdade de es abelece um bom elacionamen o com as amílias dos meno es e, no caso de meno es desacompanhados, com os educado es dos cen os pa a meno es ou es u u as simila es. As me odologias aplicadas a es e p oje o são ca ac e izadas po es as ca ac e ís icas: ▪ In e a i idade, pois pe mi e o ensino à dis ância po p o esso es que são einados a a és do uso das TIC. ▪ Ap endizagem coope a i a, po que a a és do ó um os p o esso es êm a opo unidade de discu i expe iências à dis ância desen ol idas em ou os con ex os e de coope a na solução de p oblemas en en ados po ou os p o esso es em ou os países eu opeus. ▪ Tu o ia, pois a o mação de p o esso es é ealizada sob a supe isão de um coo denado de módulo, que es a á p esen e em cada e apa do p ocesso de o mação. ▪ Ação-pesquisa, po que os p o esso es insc i os no cu so são ob igados a coloca em p á ica em suas salas de aula o ap endizado que é conside ado essencial den o de cada módulo. ▪ Ino ado , sup anacional e compa ado, pois é o p imei o cu so g a ui o de ensino à dis ância aduzido em seis idiomas, pa a p o esso es do mesmo ní el escola , que é ealizado simul aneamen e em qua o países eu opeus, com oco em c ianças e es udan es es angei os. ▪ Finalmen e, é compa a i o, pois a cons ução de cada módulo é ealizada em coope ação en e os especialis as dos qua o países pa icipan es do p oje o. O cu so online segue uma abo dagem de ensino à dis ância e is o p omo e a conciliação do empo disponí el pa a os p óp ios p o esso es. Além disso: ▪ pe mi e que odos os p o esso es sejam einados, não apenas os p o esso es de línguas es angei as ▪ pe mi e o acesso a ídeo aulas minis adas po p o esso es uni e si á ios e aduzidas pa a i aliano, ancês, g ego, inglês, espanhol e dinama quês ▪ o na possí el obse a simulações e aplicações de eo ias ap esen adas a a és de u o iais, demons ações e ídeos de si uações eais ▪ pe mi e ap ende como esol e p oblemas em sala de aula e casos indi iduais ▪ pe mi e a alia si uações de classe e egis á-las. Os módulos de o mação o am p oje ados seguindo os esul ados de pesquisa e análise de boas p á icas, bem como os esul ados de g upos de discussão desen ol idos com p o esso es e equipes de ges ão de escolas secundá ias nos qua o países pa cei os. Os pa cei os desen ol e am os oi o módulos de o mação, de 30 ho as cada um, com uma du ação o al de 240 ho as. O cu so es a á disponí el em inglês, i aliano, g ego, espanhol e dinama quês. Os pa icipan es do cu so se ão a aliados e a ap o ação do cu so le a á a um ce i icado o icial. XXIX Colóquio da AFIRSE Po ugal 2022 ____________________________________________________________________________________ 285 Os módulos o am coo denados pelos di e en es pa cei os, de aco do com o seguin e plano Módulo 1: Legisla i o (Uni e sidade de Flo ença, I ália). Módulo 2: P imei a eceção e in eg ação inicial (Uni e sidade de Flo ença, I ália). Módulo 3: Comunicação e Relações In e pessoais (Uni e sidade de Se ilha, Espanha). Módulo 4: Ap endizagem de segunda língua, com base na me odologia CLIL, que de ende a manu enção da língua na i a (Au o idade Educacional Regional da Á ica, G écia) Módulo 5: Cidadania a i a (Uni e sidade de Se ilha, Espanha). Módulo 6: Ma emá ica (Au o idade Educacional Regional da Á ica, G écia). Módulo 7: Tecnologia da In o mação (Au o idade Educacional Regional da Á ica, G écia). Módulo 8: A i idades p á icas, a ís icas, es é icas e exp essi as (Uni e sidade de Flo ença) Os pa cei os do p oje o di ulga am a p opos a do cu so o e ecido pelo p oje o. Os p o esso es o am selecionados com base em seu cu ículo e em suas quali icações acadêmicas. Em cada país, 20 pa icipan es o am selecionados pa a o p imei o ano de expe imen ação. Fo am ealizadas sessões in odu ó ias com os pa icipan es, mos ando o p ocesso e o supo e u o ial disponí el. O cu so oi conduzido on-line, a aliando a pa icipação e os esul ados com base em es es e exe cícios. Após o cu so, os p o esso es o am enco ajados a coloca em p á ica o ap endizado desen ol ido. Pa a es e im, oi elabo ado um ques ioná io pa a documen a as habilidades adqui idas e a o ma como elas são colocadas em p á ica na a i idade educacional com os es udan es. Também oi aplicado um ques ioná io aos mediado es, educado es sociais e ou os p o issionais do se o social, pa a a alia o impac o do cu so em elação à iden idade, ap endizagem da língua do país an i ião, elações sociais, pa icipação e mo i ação pa a a ap endizagem. No inal do p ocesso, os p o esso es pa icipan es do cu so esc e e am um b e e ela ó io sob e os esul ados do cu so e seu impac o na p á ica educacional e nos alunos. CONCLUSÕES Nes a seção ap esen amos algumas con ibuições impo an es do p oje o Quammelo , na pe spe i a de o imiza a inclusão social e educacional dos es udan es imig an es e suge indo o mas conc e as de melho a a capacidade das escolas de p omo e e ge encia a di e sidade in e cul u al, udo isso em um con ex o de edes ansnacionais. Não nos e e imos aos esul ados conc e os da o mação on-line ealizada po que o p ocessamen o dos ques ioná ios e ou as e amen as aplicadas pa a a alia o impac o da o mação ainda não o am ealizadas. Coope ação ansnacional A Quammelo p ocu ou esponde ao obje i o da UE de apoia a inclusão educacional de alunos mig an es e meno es es angei os não acompanhados, desen ol endo ínculos e elações de abalho en e pa cei os acadêmicos e não acadêmicos, ais como uni e sidades, au o idades educacionais egionais, municipalidades e associações. A Quammelo abalhou com o obje i o especí ico de desen ol e p á icas ino ado as no campo da educação no ní el secundá io (12-18 anos de idade), bem como a ans e ência de ais p á icas en e os países pa icipan es. Nes a linha, o p oje o isa desen ol e me odologias e e amen as ino ado as que possam se aplicadas e adap adas em oda a União Eu opeia. Es e p oje o em mos ado uma manei a bem-sucedida de abalha em conjun o em uma Eu opa eno ada, abo dando a mig ação e a di e sidade a pa i de uma pe spe i a inclusi a e coope a i a. É cla o, de um pon o de is a mais ge al, que a A EDUCAÇÃO E OS DESAFIOS DA SOCIEDADE CONTEMPORÂNEA: CONTRIBUTOS DA INVESTIGAÇÃO _____________________________________________________________________________ 286 educação se o na á mais in e nacional, colabo a i a e in e dependen e nos p óximos anos. Nossas ins i uições de em ap o unda es a dimensão se que em se a o es cha e no desen ol imen o econômico e no conhecimen o ino ado necessá io pa a p opo ciona melho es condições a odos os cidadãos, an o na Eu opa como o a dela. Além disso, es e p oje o em implicações globais e ans e sais, an o pa a a Eu opa quan o pa a ou as á eas geog á icas do mundo, pois mos a um modelo de p oje o in e nacional sus en á el, que se á di ulgado e aplicado, uma ez concluído, além dos con ex os o iginais em que oi p oje ado e desen ol ido. Ino ação na educação o mal O p oje o desen ol eu me odologias e e amen as pa a capaci a as ins i uições de ensino secundá io a esponde em de o ma mais lexí el às necessidades especí icas de ensino e ap endizagem dos es udan es imig an es. Po ou o lado, nosso oco na o mação online de p o esso es ep esen a uma con ibuição o iginal pa a desen ol e um campo de o mação e apoio acadêmico que não es á mui o bem desen ol ido. Es e p oje o desen ol e pesquisa e o mação ino ado es no campo da educação secundá ia, o que es á ab indo no as o mas de ap o unda no u u o no as abo dagens pa a apoia as necessidades pessoais e acadêmicas das c ianças e es udan es imig an es, p omo endo a con inuidade e a conclusão dos es udos. To na isí eis e le a em con a as ozes e expe iências dos a o es educacionais Ac edi amos que polí icas e p á icas educacionais ino ado as e ão mais chances de unciona se os a o es educacionais que es ão en ol idos no co idiano das comunidades e escolas locais o em ou idos, p es ando a enção às suas expe iências, expec a i as e necessidades. Em nosso p oje o, isso en ol eu o desen ol imen o de g upos ocais com di e en es a o es educacionais, incluindo p o esso es, ge en es, p o issionais de abalho social e de mediação, amílias de imig an es e associações. Abo dagem na a i a e expe iencial As abo dagens na a i as es ão azendo con ibuições in e essan es pa a a cons ução de uma eo ia educacional e cul u al eno ada, que es á se o nando mais cul u alis a, con ex ual e dialógica do que as pe spe i as educacionais adicionais. Es e no o cená io in elec ual, de pesquisa e acadêmico, no qual o pa adigma na a i o es á me ecidamen e ganhando e eno, es á bem ep esen ado na Quammelo . O uso de me odologias na a i as, a ís icas e mul imodais oi cen al pa a nossa o mação de p o esso es do ensino médio, que aplica am es as abo dagens com seus alunos. Essas me odologias se o na am uma e amen a cha e pa a que ins i uições, p og amas e ge en es c iem, p omo am, legi imem e comuniquem p ocessos elacionados à ino ação, pesquisa e o mação, an o em con ex os educacionais o mais como comuni á ios. Ques ionamen o epis emológico P ecisamos ques iona o ipo de conhecimen o e in e enção que se á desen ol ido na Eu opa sob e mig ação, di e sidade e in e cul u alidade. A c í ica polí ica, ideológica e epis emológica do conhecimen o é um desa io que en en amos quando ealizamos pesquisas e in e enções em ques ões sociais, que êm uma o e ca ga ideológica e polí ica. Nosso p oje o abo dou c i icamen e alguns desses desa ios, enquan o en a a se ú il pa a melho a as polí icas educacionais eu opeias e con ibui pa a aumen a as opo unidades de ap endizagem. XXIX Colóquio da AFIRSE Po ugal 2022 ____________________________________________________________________________________ 287 REFERÊNCIAS Abdallah-P e ceille, M. (1999). L’éduca ion in e cul u elle. Pa is: PUF. Ál a ez-So omayo , A. (2015). El papel del o igen nacional y del iempo de esidencia en los e ique ados p o eso ales de los hijos de inmig an es en secunda ia. Re is a de la Asociación de Sociología de la Educación (RASE), ol. 8, 3, 380-395. Besalú, X. (2002). Di e sidad cul u al y educación. Mad id: Sín esis. Cas les, S., Mille , M. J. (2009). The Age o Mig a ion. London: Palg a e. De la Po illa, A., Se a, A., González-Mon eagudo, J. (2007). De lo isible a lo in isible. Análisis de los p ocesos de inse ción labo al y las p ác icas educa i as con meno es y jó enes de o igen inmig an e. Se illa: Fundación Se illa Acoge. Deme io, D., Fa a o, G. (2004). Dida ica in e cul u ale. Milano: F ancoAngeli. Gimeno, J. (2001). Educa y con i i en la cul u a global. Mad id: Mo a a. 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