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Nº 65 | VERANO 2024
ISSN: 1139-1979 | E-ISSN: 1988-5733
10.12795/Ambi os.2024.i65.04
P o ó ipo de o icina de capaci ação em
acessibilidade isual em mídias sociais digi ais
P o o ype o a wo kshop on isual accessibili y in digi al social media
Tainá Be na des Es e es Mo ei a
Uni e sidade Es adual Paulis a (Unesp) | A enida Engenhei o Luís Edmundo Ca o Coube, 14-01 - Va gem Limpa, Bau u | B asil
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Guilhe me Fe ei a de Oli ei a
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Suely Maciel
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Recepción 28/02/2024 · Acep ación 22/05/2024 · Publicación 15/07/2024
Resumo
Com a e olução da ecnologia no úl imo século o ambien e digi al em cada ez mais se consolidando como espaço
de pa icipação e oca en e indi íduos, de manei a que as dinâmicas desen ol idas online chegam a di a o i mo
em que a p óp ia sociedade se desen ola. As Relações Públicas, ca ac e izadas como agen es sociais esponsá eis
pela manu enção da es e a pública, encon am no ambien e digi al um campo essencial pa a sua a uação e de em
abalha em p ol da p omoção dessa pa icipação online, a i idade que é di e amen e ameaçada pelas ba ei as
de acesso que impedem alguns públicos de pa icipa desse local, como é o caso das pessoas com de iciência
isual. Assim, conside ando a e en e educa i a das Relações Públicas e u ilizando-se de uma pesquisa quali a i a
de ca á e explo a ó io-desc i i o e pesquisa bibliog á ica de e isão na a i a, p opõe-se um modelo de o icina
o ma i a sob e acessibilidade isual em mídias sociais digi ais, obje i ando en en a as ba ei as de acesso nas
pla a o mas (Ins ag am, Facebook, X e LinkedIn) a pa i da di usão do conhecimen o de écnicas e di e izes de
p odução de con eúdo acessí el. Após aplicação e alidação, o modelo de o icina se mos a e e i o pa a a di usão
do conhecimen o an o eó ico quan o p á ico sob e acessibilidade em mídias sociais digi ais e o econhecimen o
de suas impo âncias nas o inas de p oduções de p o issionais de comunicação, o ganizações e usuá ios em ge al.
Pala as-cha e: acessibilidade, elações públicas, inclusão, de iciência isual, mídias sociais digi ais.
Abs ac
Wi h he e olu ion o echnology in he las cen u y, he digi al en i onmen has been inc easingly consolida ing
i sel as a space o pa icipa ion and exchange among indi iduals, o he poin ha he dynamics de eloped online
o en dic a e he pace a which socie y i sel un olds. Public Rela ions, cha ac e ized as social agen s esponsible o
main aining he public sphe e, ind in he digi al en i onmen an essen ial ield o hei ac ions and mus wo k owa ds
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p omo ing his online pa icipa ion, an ac i i y ha is di ec ly h ea ened by access ba ie s ha p e en some
audiences om pa icipa ing in his space, such as people wi h isual impai men s. Thus, conside ing he educa ional
aspec o Public Rela ions and using a quali a i e explo a o y-desc ip i e esea ch app oach and na a i e li e a u e
e iew, a model o o ma i e wo kshop on isual accessibili y in digi al social media is p oposed, aiming o ackle access
ba ie s on pla o ms (Ins ag am, Facebook, X, and LinkedIn) h ough he dissemina ion o knowledge on echniques
and guidelines o p oducing accessible con en . A e he applica ion and e alua ion, he wo kshop model p o es o
be e ec i e o he dissemina ion o bo h heo e ical and p ac ical knowledge abou accessibili y on social ne wo ks
and he ecogni ion o i s impo ance in he ou ines o communica ion p o essionals, o ganiza ions, and social media
use s in gene al.
Keywo ds: accessibili y, public ela ions, inclusion, isual impai men , social media.
1. In odução
Embo a no p incípio a in e ne enha sido idealizada como algo uni e sal (Be ne s-Lee, 1997), com
a ampliação dos websi es, das mídias sociais digi ais e das o mas de p odução (seja de p og amação
de websi es ou de con eúdos), um alo basila da p odução digi al e em ede se ans o mou em uma
ecomendação de boas p á icas. Mui as ezes a impo ância de se conside a as condições de acesso
o am deixadas em segundo plano, anspo ando as ba ei as de acesso do mundo analógico pa a o
i ual (Ellis & Ken , 2011), inclusi e na concepção de p ocessos comunicacionais que não conside am
as de iciências (Magalhães & Maciel, 2021) e a di e sidade de o mas de acesso.
Pa a assegu a o pleno acesso de odos ao meio digi al, e, consequen emen e, possibili a que as
pessoas pa icipem desse espaço, é necessá io abalha no en en amen o das ba ei as de acesso
exis en es na sociedade conec ada (Dec e o nº 6.949, 2009). Uma manei a de se en en a algumas
dessas ba ei as é a conside ação de ecu sos e pa âme os de acessibilidade na p odução de con eúdo.
Já exis em di e sos manuais e di e izes (Ál a ez-Pe éz e al., 2013; W3C, 2018; Peñas & He nández,
2019; Fe az, 2020; Pe ei a, 2021), que indicam o mas de se aplica esses pa âme os em con eúdos,
além de leis que ga an em o di ei o de acesso (Lei nº 13.146, 2015), po ém, é possí el pe cebe uma lacuna
na di usão desse conhecimen o e na aplicação dessas écnicas no dia a dia (Lei e & Lu izo o, 2017).
Conside a-se o ambien e digi al das mídias sociais como um espaço impo an e de a uação das
Relações Públicas (Te a, 2019), po se essa uma á ea esponsá el pela c iação e ges ão de um espaço
de pa icipação pública (Van-Rule & Ve čič, 2003). Ainda, conside a-se que as Relações Públicas
desempenham um papel educa i o, an o den o das o ganizações (Van-Rule & Ve čič, 2003),
quan o ambém na sociedade como um odo. Somado a isso já se encon am pe spec i as na á ea
sob e a exis ência de um escopo de a uação ol ada pa a a conside ação dos ecu sos de acessibilidade
nos p odu os comunicacionais desen ol idos pelos p o issionais de Relações Públicas (Oli ei a e al.,
2023), o que po encializa seu espaço de pa icipação den o da emá ica e jus i ica o desen ol imen o
de um ma e ial sob e assun o, uma ez que não oi encon ado den o do campo de pesquisa da á ea
ma e ial ins ucional com oco em di usão do conhecimen o.
Assim, pensando na ampliação da o mação da população e das o ganizações, obse a-se a
opo unidade de c iação de um modelo especí ico e ins ucional que compile de o ma didá ica os
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p incipais pon os pa a a aplicação dessas e amen as, com oco em ecu sos ol ados pa a pessoas
com de iciência isual. Dessa o ma, esse abalho obje i a ap esen a o p ocesso de desen ol imen o
do modelo de o icina pa a capaci ação de acessibilidade isual em mídias sociais digi ais, a pa i
da exposição dos p incipais undamen os e de aplicações co idianas de ecu sos de acessibilidade e
de pa âme os de p odução de con eúdo. Além disso, busca-se comp eende o papel educa i o das
Relações Públicas no que ange a o mação de seus públicos, em especial, p odu o es de con eúdo pa a
mídias sociais digi ais; e ambém di undi e aloca o conhecimen o eó ico e écnico de acessibilidade
isual em mídias sociais nas o inas de p odução de con eúdo.
Assim, a segui se ão discu idas as elações públicas, seu papel educa i o, e sua in e secção com
a comunicação digi al e a acessibilidade nesse meio, explo ando ambém os concei os de acesso
à in o mação po pessoas com de iciência na in e ne . Na sequência, se á ap esen ado o pe cu so
me odológico açado pa a o desen ol imen o da o icina, e en ão expos o os esul ados, com
ap o undamen o em cada pa e do p odu o inal. Po im, se ão des inchados os esul ados da
a aliação do p odu o, le ando às conclusões e possibilidades que nascem a pa i dessa pesquisa.
2. Relações Públicas e seu po encial o ma i o
A de inição e a delimi ação dos campos de es udo e a uação das Relações Públicas êm sido um deba e
cons an e desde a o mulação da á ea no século XX (Kunsch, 2022). Apesa de odo o a anço na
pesquisa e da consolidação da disciplina, ainda exis e g ande disc epância de opiniões e e en es
a p odução e ep odução de conhecimen o, p incipalmen e se conside a mos di e en es pon os
geog á icos (Lemos, 2018). Po mui o empo, de aco do com Kunsch (2022),
no B asil, as elações públicas o am amplamen e in luenciadas pelo pa adigma no e-
ame icano, mo men e a é a década de 1980. Pa a ala sob e a his ó ia das elações públicas no
país, o pon o de pa ida pa a as na a i as eco en es e a, semp e, desc e e o que oco eu
nos Es ados Unidos. (p. 18)
Ge almen e cen ada em uma pe spec i a p agmá ica e uncionalis a, a li e a u a b asilei a sob e
Relações Públicas se deb uça a p incipalmen e sob e a p eocupação de como se ia o elacionamen os
das emp esas com seus espec i os públicos, em p ol de melho a a imagem das o ganizações, sem
conside a uma isão mais ampla do con ex o sociocul u al (Kunsch, 2022). A pa i de ações de
assesso ia de imp ensa, ges ão de imagem e epu ação, ges ão de elacionamen os, ges ão de c ise,
p odução de comunicações di igidas e ges ão de e en os, as Relações Públicas se moldam den o
desse con ex o emp esa ial, e a maio pa e das linhas de pesquisa e de a uação se ol am pa a essa
en e, em uma pa ce ia cul u al e socioes u u al com o campo da Comunicação O ganizacional
(Lemos, 2018).
A sociedade, po ém, en en a p oblemas cada ez mais complexos e ao se ol a apenas pa a o âmbi o
o ganizacional as Relações Públicas pa ecem exace ba a si uação em ez de melho a esse cená io,
al ando p epa ação do campo pa a lida com esses no os desa ios (S oekle & Adi, 2023). Lemos
(2018) apon a que ao comp eende as o ganizações como “espaços de mediação social e ins i ucional
e, p incipalmen e, como agen es do p ocesso comunica i o” (p. 184), já é possí el en ende o po quê
que as Relações Públicas, mesmo que p incipalmen e ol adas pa a o campo emp esa ial, já de e iam
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conside a esse cená io ex e no. En e an o, a á ea acaba po se limi a quando não abalha com
essa isão mais mac o do cená io ge al. De aco do com S oekle e Adi (2023),
as Relações Públicas são incapazes de comp eende , e mui o menos esponde adequadamen e,
a ais desa ios. Seu alinhamen o com o desempenho co po a i o e o já mencionado ‘ oco em
me as e obje i os ou ges ão po obje i os’ não consegue cap a a ampli ude e a p o undidade
das ques ões abo dadas. (p. 90)
Dessa o ma, apesa da pesquisa es a concen ada nessa á ea, ê-se necessá ia a explo ação de
ou as isões sob e Relações Públicas. Foi apenas após a i ada dos anos 1980 que começou a se
explo a um pensamen o au ônomo em Relações Públicas no B asil, com o desen ol imen o de
uma linha de pesquisa com iés social e comuni á io, alinhado à ampliação das discussões sob e
comunicação pública e polí ica (Lemos, 2018). Po ém, em ou as pa es do globo, o en endimen o
social das Relações Públicas já inha sendo discu ido, como é o caso da Eu opa. As pesquisas eu opeias
se baseiam na pe spec i a de que as Relações Públicas são esponsá eis pela c iação de uma base pa a
o deba e público (Van-Rule & Ve čič, 2003).
Essa pe spec i a não que dize que o aze das Relações Públicas es á o almen e desconec ado das
o ganizações, uma ez que, majo i a iamen e, é nesse ambien e que se desen ol em as a i idades.
Po ém, segundo Van-Rule e Ve čič (2003) enxe ga-se a á ea como algo que não é “[...] um enômeno
pa a se desc i o e de inido e nem uma unção p o issional adminis a i a” (p. 168). Na isão des es
au o es, as Relações Públicas de e iam se is as como um p ocesso es a égico de enxe ga uma
o ganização desde um olha ex e no e social.
Dessa o ma, iden i icam-se qua o eixos nas Relações Públicas eu opeias: ge encial, ope acional,
e lexi o e educacional (Van-Rule & Ve čič, 2003). Den e esses, o e lexi o e o educacional se
des acam po se em exclusi os dessa e en e: ambos conside am a isão ex e na às o ganizações,
de manei a que az-se a sociedade pa a o co idiano do p o issional, e suge e a i idades o ma i as
den o da o ganização. A educacional, especialmen e, segundo Van-Rule e Ve čič (2003), coloca no
escopo das Relações Públicas o de e de “ajuda odos os memb os da o ganização a se o na em
compe en es comunicacionalmen e, com o obje i o de esponde melho às mudanças das demandas
da sociedade” (p. 163), o que pode i a se um p imei o passo pa a a supe ação do desp epa o da á ea
en e aos no os g andes desa ios da sociedade (S oekle & Adi, 2023).
A pa i da noção des e papel das Relações Públicas, como á ea esponsá el pela cons ução de
p oje os de educação jun o aos públicos in e nos das o ganizações, p omo endo compe ências
comunicacionais (And elo, 2016), en ende-se que as a i idades o ma i as podem se expandi pa a
uma a uação ol ada à o mação de ou os públicos que não somen e o in e no. Ainda, pa a o campo
da comunicação, na a ualidade, não se pode desconside a a ampla in luência da comunicação digi al
nos p ocessos comunicacionais e de o mação da opinião pública (Saad-Co êa, 2020).
A a uação do elações-públicas ai além da simples p esença online: de e engloba es a égias pa a
cons ução e manu enção de elacionamen os, ge enciamen o de c ises de epu ação e omen o da
pa icipação signi ica i a dos mais di e sos públicos de in e esse. O p o issional de Relações Públicas
desempenha um papel undamen al na cons ução dos sen idos do que são as o ganizações, seus
alo es e seus p incipais a ibu os signi ica i os pa a os públicos em um cená io digi al dinâmico
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e in luen e, e de e se adap a a im de sabe lida com esse cená io. D eye (2017) explica que os
elações-públicas de em en ende a comunicação digi al como “elemen o ans e sal no p ocesso
de comunicação, e não como ou o campo cien í ico” (p. 83).
É impo an e essal a o ca á e in e a i o que as mídias sociais digi ais possuem, empode ando
no as ozes a é en ão silenciadas, assim ge ando uma ein enção das Relações Públicas (D eye ,
2017). Esse espaço pe mi e a oca de in o mações e signi icados en e os públicos de manei a
simul ânea, ans o mando o usuá io em consumido e p odu o de con eúdo ao mesmo empo e
impulsionando as a i idades das Relações Públicas Digi ais (Te a, 2019). Assim, o p o issional
p ecisa se adap a pa a comp eende e abalha o po encial dessas no as ozes, alinhados com os
in e esses das o ganizações e ambém em p ol da es e a pública c iada no ambien e digi al.
Pa a que essa adap ação seja possí el, no en an o, é necessá io en ende como abalha com seus
públicos de in e esse den o dessa no a es e a: iden i ica quem são esses públicos e como eles agem
den o desse ambien e, le ando em conside ação a o ma como consomem con eúdo e como se dá
o acesso e a uição à in o mação. Logo, pe cebe-se os desa ios em elação a isso, pois nem odos
os públicos es ão a i amen e pa icipando do deba e online de ido às ba ei as de acesso que as
impedem de pa icipa , como é o caso das pessoas com de iciência (Ellis & Ken , 2011). Já despon am
na li e a u a da á ea algumas possibilidades de a uação de Relações Públicas em p ol da inclusão
das pessoas com de iciência nos p ocessos comunicacionais digi ais a pa i da conside ação da
acessibilidade (Oli ei a e al., 2023), que se po encializam ao se ap op ia em do eixo educa i o
ap esen ado pela e en e eu opeia das Relações Públicas.
3. Acesso à in o mação e à comunicação po pessoas com de iciência isual
A de iciência é conside ada um concei o em e olução, de aco do com a Con enção sob e os Di ei os
da Pessoa com De iciência e seu P o ocolo Facul a i o (Dec e o nº 6.949, 2009). Aqui pa imos do
modelo biopsicossocial: Gesse e al. (2012) explicam que “essa pe spec i a p opõe o ompimen o
de concepções sob e a de iciência que eduzem a comp eensão do enômeno às lesões e aos
impedimen os do co po e obje i a uma i ada concei ual ao inco po a ques ões sociais e polí icas
em sua análise” (p. 559).
A de iciência passa a se comp eendida como um enômeno que oco e quando em in e ação com
a sociedade, a qual se o ganiza de o mas a cons ui ba ei as de acesso que impedem a plena
pa icipação das pessoas com de iciência (Ellis & Ken , 2011). Tal concepção é co obo ada pela Lei
B asilei a de Inclusão (LBI) ( ambém conhecida como Es a u o da Pessoa com De iciência) (Lei nº
13.146, 2015), que de ine a pessoa com de iciência como “aquela que em impedimen o de longo
p azo de na u eza ísica, men al, in elec ual ou senso ial, o qual, em in e ação com uma ou mais
ba ei as, pode obs ui sua pa icipação plena e e e i a na sociedade em igualdade de condições com
as demais pessoas.”
As ba ei as de acesso se ap esen am em di e en es dimensões, podendo se essas a qui e ônicas,
comunicacionais, me odológicas, ins umen ais, p og amá icas e a i udinais (Sassaki, 2009). Ao nos
ol a mos especi icamen e pa a a dimensão comunicacional, encon amos di e en es ba ei as no
p ocesso de acesso à in o mação, em especial pela não conside ação da di e sidade senso ial.
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Di e sas são as o mas de acesso à in o mação: a pa i da audição, em mídias como música, ádio,
podcas s, audioli os; a pa i da isão, em ob as audio isuais como ilmes e sé ies, imagens,
o og a ias, ob as de a e e c; e a pa i do a o, com ma e iais em b aille, maque es á eis e supe ícies
e p odu os com di e en es ex u as. Assim, podemos iden i ica a opo unidade de comba e essas
ba ei as com a disponibilização de um mesmo con eúdo em mais de um o ma o (Ellis & Ken ,
2011; Maciel, 2022), pe mi indo que uma pessoa com de iciência senso ial acesse a in o mação de
di e en es manei as.
No ambien e digi al, as ba ei as que se desen ol e am no mundo analógico o am anspassadas
pa a o digi al e pe pe uam-se na c iação de con eúdo, que na maio ia das ezes não conside a
pa âme os de acessibilidade (Ellis & Ken , 2011; Magalhães & Maciel, 2021). Po se a a de um
ambien e que possibili a a mul imidialidade, exis em algumas dimensões a se em conside adas no
acesso aos con eúdos ( igu a 1). De ce a o ma, essa mul imidialidade pode se en endida como
uma opo unidade pa a a di e sidade e a ampliação de acesso ao conhecimen o em uma pe spec i a
inclusionis a, con o me explica O e o (2022).
Figu a 1
Dimensões da acessibilidade mul imidiá ica
Fon e. O e o (2022).
As ês p imei as dimensões es ão além do escopo de a uação do usuá io, no malmen e, e são
di ecionadas pa a o ganizações e desen ol edo es e na conside ação da disponibilização e uso de
Tecnologias Assis i as (TA). A Lei B asilei a de Inclusão de ine TAs como “p odu os, equipamen os,
disposi i os, ecu sos, me odologias, es a égias, p á icas e se iços que obje i em p omo e a
uncionalidade, elacionada à a i idade e à pa icipação da pessoa com de iciência” (Lei nº 13.146,
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2015), e as Tecnologias Assis i as se di e em de ecnologias de eabili ação (Be sch, 2017) e de
in o mação e comunicação (Sa denbe g & Maia, 2021), no ge al po es a em ol adas p incipalmen e
ao papel de amplia e p omo e a pa icipação das pessoas com de iciência com au onomia e
independência.
Já o cen o do diag ama de O e o (2022) se e e e à acessibilidade no con eúdo mul imídia, que es á
di e amen e ligada à a uação do usuá io na mídia social digi al. Aqui conside am-se pa âme os de
acessibilidade a se em seguidos pelo p óp io c iado em seu con eúdo, os quais podem se u ilizados
no dia a dia pa a ga an i o acesso: inclusão de audiodesc ição nos p odu os audio isuais, de legendas
(em seus mais a iados ipos) e c... Po an o, como o ma de en en amen o das ba ei as de acesso
no ambien e digi al, é de ex ema impo ância que o usuá io ap enda a segui esses pa âme os e
di e izes de p odução no co idiano, a im de caminha cada ez mais em di eção a uma sociedade
digi al ealmen e pa icipa i a e inclusi a.
Mui o do que oi ap esen ado a é en ão, em elação ao acesso à in o mação no ambien e digi al,
es á di e amen e elacionado à di e sidade senso ial, en oque des e abalho. Den e as de iciências
senso iais se encon a a de iciência isual, compos a pela ceguei a o al ou baixa isão, que impossibili a
ou di icul a o usuá io de acessa a in o mação po meio de es ímulos isuais. Assim, di e sas são as
ecnologias assis i as ol adas pa a esse público, pensando an o na adap ação como na disponibilização
das in o mações em mul i o ma os: lei o es de ela, desc ições de imagens, ampliado es de ela e
adap ado es de co es, displays de B aille e audiodesc ição (Magalhães & Maciel, 2021).
Além desses, ambém de em se conside ados ou os ecu sos pelos p óp ios usuá ios na elabo ação
de seus p odu os/publicações digi ais: ques ões de escolha ipog á ica (Scudele , 2013; Sal on e
al., 2017), con as e e uso de co es (W3C, 2018), den e ou os da sea a da acessibilidade c omá ica
(Pe ei a, 2021).
Reconhece-se o papel dos usuá ios (sejam pessoas, cole i os ou o ganizações de qualque se o
da sociedade) na cons ução de uma web mais inclusi a e pa icipa i a a pa i da conside ação
dos pa âme os de acessibilidade na comunicação digi al, como na disponibilização de o ma os
acessí eis (Lu izo o & Magalhães, 2023).
E, conside ando a a uação das Relações Públicas no ambien e digi al (D eye , 2017; Te a, 2019) e seu
papel educa i o (Van-Rule & Ve čič, 2003), o leque de ecu sos e pa âme os de acessibilidade podem
inco po a o g ande escopo de habilidades comunicacionais e p o issionais des a á ea. O a amen o
da ques ão da acessibilidade no campo das Relações Públicas é uma possibilidade já iden i icada
po Oli ei a e al. (2023), p incipalmen e “à espei o do uso de ecu sos de acessibilidade po
o ganizações em suas páginas em edes sociais e/ou websi es pa a ga an i o acesso aos con eúdos”
(p. 106). Mas, pa a isso, p ecisa-se de um en endimen o po pa e dos p o issionais da á ea do “como
ealiza isso”. Oli ei a e al. (2023) iden i icam que um passo u u o pa a a ampliação da in e secção
en e ambas á eas (Relações Públicas e Acessibilidade) é a “sis ema ização de e amen as e écnicas
es a égicas que possibili am a inclusão” (p. 107).
Assim, pa a que odos os pa âme os de acessibilidade possam se u ilizados de manei a adequada e
e e i a, é imp escindí el que o usuá io (os comunicado es e Relações Públicas inclusos) se capaci e
e es ude essas di e izes pa a que possam se aplicadas no co idiano, abalhando di e amen e no
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en en amen o das ba ei as de acesso e, dessa o ma, como apon am Lu izzo o e Magalhães (2023)
“adap em os ambien es de in e ação e econ igu em lógicas dominan es e excluden es” (p. 114).
4. Pe cu so me odológico
Pa a o desen ol imen o desse p oje o oi ealizada uma pesquisa de abo dagem quali a i a, de ca á e
explo a ó io-desc i i o. Foi u ilizado o mé odo de pesquisa bibliog á ica, pa indo de uma e isão
na a i a de li e a u a (Ro he , 2007). A e isão na a i a é mais ab angen e, e busca desc e e e
discu i o desen ol imen o ou o ‘es ado a e’ de um de e minado assun o, a pa i da cole a sele i a
e in encional de quais ma e iais bibliog á icos i ão in eg a a pesquisa (Ro he , 2007). Aqui, busca-
se elenca ex os, manuais e di e izes a im de comp eende os p incipais ópicos e écnicas pa a se
desen ol e a o icina.
Uma o icina, enquan o modelo de ensino-ap endizagem (Aguia & Sil a, 2021), pode se
comp eendida como uma a i idade p á ica e cole i a que p omo e um momen o de in e ação em
g upo que desen ol e di e en es habilidades e conhecimen os, baseados em um ema. Aqui, o diálogo
é um disposi i o undamen al pa a a me odologia, que se baseia nessa oca de expe iências en e
os pa icipan es. Ainda, esse modelo de o mação complemen a se az necessá io, is o a lacuna
exis en e no ensino sob e a acessibilidade e p odução acessí el pa a pessoas com de iciência no
cu ículo egula da uni e sidade, que pode se pe cebida no campo do jo nalismo (Be ni, 2022) e se
desdob a no campo da comunicação, como é o caso das Relações Públicas.
A pa i da pesquisa bibliog á ica, oi desen ol ido um “emb ião” do que i ia a se a o icina de
acessibilidade isual em mídias sociais. Pa a en ende o pe cu so me odológico ilhado pa a a
elabo ação des e p odu o é necessá io con ex ualiza onde ele oi p imei amen e desen ol ido.
A o icina “Acessibilidade Visual em Redes Sociais” oi c iada em 2019 como uma a i idade da equipe
de Comunicação Ex e na do Labo a ó io de Ensino, Pesquisa e Ex ensão em Mídia e Acessibilidade
“Biblio eca Falada”. O Biblio eca Falada, em a uação desde 2004, é um labo a ó io da Faculdade de
A qui e u a, A es, Comunicação e Design (FAAC) da Unesp Bau u, que em o obje i o de amplia
o epe ó io in o ma i o, educa i o e cul u al das pessoas com de iciência isual, além de se uma
espaço pa a ealização de pesquisa e di ulgação cien í ica sob e acessibilidade e inclusão e ambém
a i idades de ensino, em especial a capaci ação de p o issionais ex e nos e dos p óp ios in eg an es
do Labo a ó io, sob e acessibilidade midiá ica, cul u al e educacional.
A demanda po uma o icina de acessibilidade isual em mídias sociais digi ais su giu da solici ação
da Comissão O ganizado a do 20º Encon o In e designe s, que busca a o icinas sob e acessibilidade
e inclusão pa a compo sua p og amação. A equipe de Comunicação Ex e na, esponsá el pela
ges ão das mídias sociais do labo a ó io, já p oduzia con eúdo seguindo pa âme os e di e izes de
acessibilidade, e encon ou nesse con i e a opo unidade de di undi esse conhecimen o. Assim,
sis ema iza am o conhecimen o p á ico que já inham, po con a do abalho co idiano e pesquisas
ealizados no p oje o com base em duas iniciações cien í icas de ex-memb os da equipe (San ana,
2021; Magalhães & Maciel, 2021), e elabo a am uma p imei a e são da o icina, com um oco maio
no iés do design na p odução de con eúdo.
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Após a p imei a edição, a busca pela o icina c esceu, chamando a a enção de ou os p oje os e
cole i os uni e si á ios. Os memb os da equipe de Comunicação Ex e na en ão busca am ap o unda
os conhecimen os sob e Acessibilidade, Design Uni e sal e Tecnologias Assis i as a pa i da pesquisa
bibliog á ica sob e o ema, a im de ap imo a cada ez mais o con eúdo eó ico da o icina.
A cada edição que e a minis ada os memb os cole a am os eedbacks dos pa icipan es u ilizando
ques ioná ios e a alia am o modelo, em busca de adap ações con o me a necessidade de cada
público. Fo am minis adas ês edições em 2019 de manei a p esencial e após o início da pandemia e
a adap ação do o ma o pa a o modelo emo o, oco e am oi o edições em 2020 e oi o em 2021, pa a
di e en es p oje os de ex ensão, ins i uições, o ganizações e O ganizações Não-Go e namen ais
(ONGs), de den o e o a de Bau u. O modelo de o icina com empo de du ação en e 90 e 120 minu os.
Com o e o no das a i idades p esenciais e e o mulação da equipe no pe íodo pós-pandêmico, a
o icina oi descon inuada em 2022, e e omada somen e na ocasião des e abalho: ela oi e o mulada
ap esen ada no amen e ao público como pa e do II Ciclo de A i idades sob e Acessibilidade na
Comunicação e na Cul u a, e en o p omo ido pelo Biblio eca Falada.
A e o mulação oi ei a pelos ex- esponsá eis pela p imei a elabo ação da o icina, au o es des e
abalho, que a pa i da e isão bibliog á ica na a i a sup aci ada, e isi a am odos os ópicos,
complemen ando a base eó ica e a ualizando in o mações que es a am de asadas de ido ao empo
que a o icina icou sem ecebe al e ações. Fo am selecionados abalhos ecen es - ap esen ados no
e e encial eó ico acima - pa a en iquece o ma e ial com pe spec i as a uais sob e acessibilidade.
Dessa o ma, chega am ao modelo inal, ap esen ado e es ado no Ciclo em 31 de ou ub o de 2023.
Pa a essa p imei a aplicação- es e pós- e o mulação oi elabo ado um ques ioná io es u u ado pa a
a a aliação da a i idade. O ques ioná io con a com pe gun as abe as e echadas (No elli, 2005) e oi
disponibilizado de manei a digi al, na pla a o ma Google Fo ms, no inal da o icina. O p incipal obje i o
dessa a aliação oi en ende a e icácia do no o o ma o, a ele ância dos no os emas a ados após
a e o mulação e a pe cepção do público sob e a a i idade e seu papel na di usão da acessibilidade,
possibili ando a alidação dos obje i os do modelo e ab indo possibilidades de melho ia.
5. Resul ados e ap esen ação do p odu o
5.1. Obje i o da o icina
Di undi o conhecimen o eó ico e écnico de acessibilidade isual em mídias sociais digi ais, a pa i
de exposição dos p incipais undamen os e de aplicações co idianas de ecu sos de acessibilidade e de
pa âme os de p odução de con eúdo.
5.2. Público
O público de in e esse dessa o icina é compos o po qualque pessoa que use as mídias sociais digi ais,
pessoal ou p o issionalmen e, e enha in e esse em ap ende a aplica pa âme os de acessibilidade em
sua c iação de con eúdo. Também se encaixam aqui as o ganizações, de qualque um dos ês se o es,
que p ocu am amplia o alcance de seu con eúdo digi al po meio da ampliação de públicos, possí el
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Decla ación sob e la con ibución especí ica de cada una de las au o ías, según la
axonomía C ediT
• Concep ualización– Au o a 1, Au o 2 y Au o a 3.
• Cu ación de da os– Au o a 1.
• In es igación– Au o a 1, Au o 2 y Au o a 3.
• Me odología– Au o a 1.
• Adminis ación del p oyec o– Au o a 1.
• Recu sos– Au o 2.
• Supe isión– Au o a 3.
• Validación– Au o a 3.
• Visualización– Au o a 1.
• Redacción– bo ado o iginal– Au o a 1.
• Redacción– e isión y edición– Au o 2.
* Los i ems de la axonomia c edi que no cons an es po que no han sido lle ados a cabo en es e
es udio.
Semblanza de los au o es
Tain Be na des Es e es Mo ei a. G aduada em Relações Públicas pela Faculdade de A qui e u a,
A es, Comunicação e Design (FAAC) da Uni e sidade Es adual Paulis a (Unesp) Campus de Bau u.
Colabo ado a do Labo a ó io de Ensino, Pesquisa e Ex ensão em Mídia e Acessibilidade “Biblio eca
Falada”. Realiza pesquisas nas á eas de Relações Públicas e Mídias Sociais, Comunicação e
Acessibilidade, Mídia e De iciência e Media Accessibili y.
Guilhe me Fe ei a de Oli ei a. Mes ando no P og ama de Pós-G aduação em Mídia e Tecnologia
(PPGMiT) da Faculdade de A qui e u a, A es, Comunicação e Design (FAAC) da Uni e sidade Es adual
Paulis a (Unesp) Campus de Bau u. G aduado em Relações Públicas pela mesma uni e sidade.
Memb o do Labo a ó io de Ensino, Pesquisa e Ex ensão em Mídia e Acessibilidade “Biblio eca
Falada” e dos G upos de Pesquisa “Linguagem e Mídia Acessí el” (Gelima/CNPq), e “Relações
Públicas e Comunicação: Opinião Pública, Educação e In e cul u alidade”. Realiza pesquisas nas
á eas de Comunicação O ganizacional, Comunicação e Acessibilidade, Mídia e De iciência e Media
Accessibili y.
Suely Maciel. Docen e dos cu sos de Jo nalismo e Relações Públicas e do P og ama de Pós-G aduação
em Mídia e Tecnologia (PPGMiT) da Faculdade de A qui e u a, A es, Comunicação e Design (FAAC)
da Uni e sidade Es adual Paulis a (Unesp) Campus de Bau u. Coo denado a do Labo a ó io de
Ensino, Pesquisa e Ex ensão em Mídia e Acessibilidade “Biblio eca Falada” e Líde do G upo de
Pesquisa “Linguagem e Mídia Acessí el” (Gelima/CNPq). Realiza pesquisas nas á eas de Jo nalismo
de Viagens, Comunicação e Acessibilidade, Mídia e De iciência e Media Accessibili y.
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