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A resposta logística às alterações no ambiente das empresas

Azevedo, Susana Garrido

Abstract

As constantes alterações que se têm feito sentir no ambiente que rodeia as empresas têm-nas obrigado a uma procura, também ela constante, por novas formas de resposta. Nesta árdua tarefa, e porque cada vez mais as empresas se preocupam em colocar “o produto certo, no local certo e no momento certo”, a logística tem vindo a conquistar um lugar de destaque ao permitir dar uma resposta mais eficiente em direcção a uma maior optimização de fluxos e de processos. Assim sendo, com este trabalho, de índole teórico, pretende-se basicamente despertar ou reforçar o interesse da comunidade científica para esta nova área do saber, que por ser ainda algo nova, principalmente na Península Ibérica, merece por isso uma atenção especial.

Full text

1 A RESPOSTA LOGÍSTICA ÀS ALTERAÇÕES NO AMBIENTE DAS EMPRESAS Susana Ga ido Aze edo RESUMO As cons an es al e ações que se êm ei o sen i no ambien e que odeia as emp esas êm-nas ob igado a uma p ocu a, ambém ela cons an e, po no as o mas de espos a. Nes a á dua a e a, e po que cada ez mais as emp esas se p eocupam em coloca “o p odu o ce o, no local ce o e no momen o ce o”, a logís ica em indo a conquis a um luga de des aque ao pe mi i da uma espos a mais e icien e em di ecção a uma maio op imização de luxos e de p ocessos. Assim sendo, com es e abalho, de índole eó ico, p e ende-se basicamen e despe a ou e o ça o in e esse da comunidade cien í ica pa a es a no a á ea do sabe , que po se ainda algo no a, p incipalmen e na Península Ibé ica, me ece po isso uma a enção especial. ABSTRACT The nume ous changes ha i ms a e acing in hei en i onmen a e o cing hem o new answe s. In his ha d mission and because mo e han e e he cus ome s demands o he igh p oduc , in he igh place and in he igh ime he logis ics has been eaching an impo an place inside i ms. Th ough logis ics i ms can each a g ea op imiza ion o he lows and he p ocesses ha h ough pu he supply chain. In his con ex he main objec i e o his a icle is o call o and ein o ce he impo ance o logis ics. PALAVRAS CHAVE: Re isão de li e a u a, Logís ica, ambien e emp esa ial. 1 – INTRODUÇÃO As inúme as al e ações que se êm ei o sen i , não apenas no ambien e que odeia as emp esas, mas ambém nas suas p io idades compe i i as êm-nas despe ado pa a a necessidade de op imização dos di e sos luxos e p ocessos que a a essam oda a cadeia de abas ecimen o à qual pe encem. É nes e con ex o que a logís ica assume um papel undamen al ao pe mi i que as emp esas en en em mais acilmen e os desa ios p esen es e u u os e se posicionem es a egicamen e ela i amen e aos seus conco en es. 2 – CONCEPTUALIZAÇÃO An es de se a ança impo a que se a enda ao concei o de logís ica p op iamen e di o já que a logís ica em passado po um p ocesso de e olução, ma cado po uma sé ie de acon ecimen os que êm a ec ado o meio en ol en e das emp esas e que êm p o ocado ambém mudanças, que em e mos e minológicos, que concep uais. CITIES IN COMPETITION 2 Uma análise um pouco mais a en a à componen e e minológica, pe mi i á cons a a que, ao longo dos empos, mui os êm sido os e mos usados pa a designa , o objec o - logís ica. Algumas dessas denominações usadas, passam po : logís ica dos negócios, ges ão de ma e iais, abas ecimen o ísico, logís ica da dis ibuição, ma ke ing logís ico, dis ibuição o al (Bowe sox, 1978), engenha ia da dis ibuição, (Johnson e Wood, 1993), logís ica indus ial, sis emas de espos a ápida (Lambe e S ocks, 1999). A pa da e olução e minológica, ambém em e mos concep uais, a logís ica em sido al o de um p ocesso de mudança. Nes e âmbi o, e p imei amen e, az-se um le an amen o das di e en es abo dagens que êm sido ei as à logís ica. De seguida, elabo a-se uma análise diac ónica às di e en es concep ualizações de logís ica que podem se encon adas na li e a u a, ag upando-as no en an o segundo os seguin es c i é ios: ac i idades desen ol idas pela logís ica, incidência, ab angência e objec i os. Numa das abo dagens concep uais ei as à logís ica, es a é is a como um conjun o de ac i idades, que ão desde a aquisição, a mo imen ação, a a mazenagem e ambém a en ega dos di e sos p odu os e ma e iais ao longo da cadeia de abas ecimen o1 (Ra li e Nul y, 1996). Es a mesma de inição é u ilizada po Wong, Mahe , Nicholson e Gue ney (1990) que ac escen am, no en an o, a es as ac i idades a ges ão de exis ências e da documen ação. O Council o Logis ics Managemen , em 1976, (Bowe sox, 1978), conside a a, pa a além des as ac i idades, o se iço ao clien e, a p e isão da p ocu a, o p ocessamen o das encomendas, a selecção das ins alações de ab icação e a mazenagem, as comp as, a embalagem, o a amen o dado aos bens com p oblemas de qualidade e ao lixo. Uma ou a abo dagem, p econizada po Ross (1998, ci ado em Robles, 2000), é a que conside a a logís ica como uma e amen a de ges ão da cadeia de abas ecimen o. Segundo es a abo dagem, a logís ica ep esen a uma e amen a de ges ão da cadeia de abas ecimen o, que pe mi e a usão en e o Ma ke ing a P odução e a Dis ibuição, endo como p incipal objec i o possibili a à emp esa a ob enção de no as on es de an agens compe i i as, a a és da o e a de se iços di e enciados aos seus clien es (Bowe sox, 1990). Ainda uma ou a abo dagem é a que enca a a logís ica como ge ado a de u ilidade2. De ac o, No ack, Rineha e Wells (1992) ap esen am a logís ica como ge ado a de u ilidade e com is a à sa is ação do clien e. Mais conc e amen e, nes a concep ualização a logís ica é de inida como uma disciplina que en ol e a c iação de u ilidade de empo3, luga 4, quan idade, o ma5 e posse6, den o e en e as emp esas. Nes a de inição é p eciso no en an o, escla ece que pa a es es au o es, a u ilidade de empo, luga , quan idade e o ma são ob idas di ec amen e a a és da logís ica, mas a u ilidade de posse é a ibuída às unções Ma ke ing e Comp as, unções es as conside adas, po es es au o es, como azendo ambém pa e da logís ica. Nes a mesma linha de pensamen o, Lambe e S ock (1999), Bowe sox (1978) e Ha en (1995), de inem a Logís ica como uma disciplina que adiciona u ilidade, mas apenas u ilidade de empo e luga . Pa a os p imei os au o es, a u ilidade de 1 Cadeia de abas ecimen o - alinhamen o de emp esas que êm como p incipal missão aze chega os p odu os ao me cado (Lambe , S ock e Ell am, 1998) 2 Em ez de u ilidade, alguns au o es (Ca alho e Dias, 2000) op am pela designação de a ibu o. 3 U ilidade de Tempo – é o alo c iado po o na qualque coisa disponí el no empo ce o (Lambe e S ock , 1999). 4 U ilidade de luga – é o alo c iado ou adicionado ao p odu o po o o na disponí el pa a comp a ou consumo no luga ce o. A Logís ica é di ec amen e esponsá el po adiciona u ilidade de luga aos p odu os ao mo e de uma o ma e icien e ma é ias-p imas, s ocks em ias- de- ab ico e bens inais do pon o de o igem ao pon o de consumo (Lambe e S ock, 1999). 5 U ilidade de o ma – é o alo de o na os ma e iais disponí eis num es ado comple o (Lambe e S ock, 1999) 6 U ilidade de posse – é o alo adicionado ao p odu o ao pe mi i que o consumido se o ne p op ie á io do bem. Es a u ilidade é ob ida pela o e a de c édi os, descon os de quan idade, pagamen os a p es ações, e c. (Lambe e S ock, 1999). INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 3 o ma não se encon a no âmbi o da logís ica mas sim no da unção P odução e a u ilidade de posse7 no âmbi o do Ma ke ing, unções idas como independen es da logís ica. Na pe spec i a de Bowe sox (1978) a a és da u ilidade de empo e luga a logís ica consegue, po um lado, ealça a capacidade das ansacções e po ou o lado, assegu a que as emp esas o neçam ele ados ní eis de sa is ação aos seus clien es. Exis em ou os au o es e o ganizações que abo dam a logís ica segundo uma óp ica p ocessual. Po exemplo o Council o Logis ics Managemen (Mea s-Young e Jackson, 1997) de ine a logís ica como o p ocesso de planeamen o, implemen ação e con olo da e iciência e cus o e ec i o dos luxos, incluindo o a mazenamen o de ma é ias-p imas, exis ências em ias-de- ab ico, bens inais e in o mação, desde o pon o de o igem a é ao pon o de consumo, com o objec i o de i ao encon o das necessidades dos clien es, p opo cionando-lhes a máxima sa is ação. Também Coyle, Ba di e Langley (1996) de inem a logís ica como um p ocesso que o nece uma e amen a pa a as omadas de decisão sob e, algumas ac i idades no âmbi o da logís ica, como sejam: o anspo e, a a mazenagem, o manuseamen o de ma e iais e a embalagem. Igualmen e Ca alho (1995), de ende a óp ica p ocessual da logís ica, uma ez que pa a es e au o , se a logís ica o o ganizada em e mos depa amen ais, ou seja se o adop ada uma óp ica uncional, su gem mais acilmen e p oblemas de coo denação global das ac i idades, des i uando, des e modo, o seu ca ác e in eg ado . Juedes e Webs e (1996), po ou o lado, op am po adop a uma abo dagem em que a Logís ica é conside ada como a a e e a ciência da coo denação, e ao mesmo empo, como uma unção de ges ão de luxos. Na p imei a pe spec i a, es e conside a que a logís ica se baseia não na acionalização de ac i idades uncionais indi iduais, mas sim na coo denação e in eg ação da in e ace en e ais ac i idades. Po an o, pa ilha em ce a medida ambém da óp ica p ocessual. Na segunda pe spec i a, em que a logís ica su ge como uma unção de ges ão de luxos, es e de ende que cabe à logís ica elabo a a con igu ação das edes de ecu sos, e desen ol e a p og amação de luxos e p ocessos. Uma ez ei o o le an amen o de algumas das abo dagens à logís ica, encon adas na li e a u a, ai-se de seguida aze uma análise às di e en es concep ualizações, conside ando pa a isso, os seguin es c i é ios: unções, incidência, ab angência e objec i os da logís ica. Começando pela análise às unções a ibuídas à logís ica e que cons am na li e a u a analisada e i ica-se que, es as são mui o a iadas. Assim, na de inição dada em 1976, pela “Na ional Council o Physical Dis ibu ion Managemen ”, ac ualmen e “Council o Logís ics Managemen ”, a p incipal unção a ibuída à logís ica é a in eg ação de duas ou mais ac i idades (Ken e Flin , 1997). Adop ando sensi elmen e a mesma pe spec i a, Juedes e Webs e (1996) conside a que a logís ica, sendo uma au ên ica a e, ap esen a como p incipais unções a in eg ação e a coo denação das di e sas elações que se es abelecem en e as di e en es ac i idades logís icas. Es a de inição aduz uma isão ala gada da logís ica, e lec indo, igualmen e, o no o pa adigma de mudança em que a ên ase passa da ges ão uncional pa a a ges ão p ocessual (Fawce e Fawce , 1995). Já nes e século, o Council o Logís ics Managemen , num es o ço de adap ação a no as ealidade, adop ou uma no a de inição de logís ica, na qual conside a que as unções da logís ica são o planeamen o, a implemen ação e CITIES IN COMPETITION 4 o con olo. Es as mesmas unções o am encon adas na de inição de logís ica de Coyle, Ba di e Langley (1996), de Young e Jackson (1997) e ambém de Ca alho (1995). Pa a além des as unções, mais a de em 1989, na de inição de logís ica dada pelo Ne em-Wo kg oup encon amos ambém a o ganização. Uma pe spec i a di e en e é p econizada po No ack, Rineha e Weels (1992), ao conside a em que a p incipal unção da logís ica é p opo ciona a máxima c iação dos a ibu os empo, luga , quan idade, o ma e posse, den o e en e as emp esas e os indi íduos. Adop ando uma pe spec i a mais es i a e com o in ui o de liga a logís ica à dis ibuição ísica, Johnson e Wood (1993) conside am que a p incipal unção da logís ica é assegu a a mo imen ação comple a dos ma e iais e p odu os. Depois de ei o o le an amen o de algumas das unções que êm indo a se a ibuídas à logís ica, pensa-se que odas elas podem se aduzidas numa única, a coo denação. A coo denação de ac i idades, de p ocessos e de pessoas. De seguida, ai-se analisa o âmbi o de incidência da logís ica, ou seja, os objec os sob e os quais es a desempenha as suas unções. Nes e con ex o, e mais uma ez, endo como e e ência as de inições de logís ica encon adas na li e a u a, cons a a-se que um dos objec os sob e os quais a logís ica exe ce as suas unções é o p odu o inal (Wong, Mahe , Nicholson e Gue ney, 1990). Es a abo dagem, e lec e uma isão pa icionada da logís ica, con emplando apenas uma pa e da logís ica, nes e caso, a logís ica ou bound ou logís ica pa a lá da p odução. Uma isão um pouco mais ala gada, pode se encon ada numa das p imei as de inições dadas pela Na ional Council o Physical Dis ibu ion Managemen (Ken e Flin , 1997), na qual se conside a como objec os da logís ica o luxo de p odu os inais e em alguns casos das ma é ias-p imas. Po an o, aqui a logís ica desempenha as suas unções sob e luxos de p odu os, que a mon an e que a jusan e. Mais a de, em 1976, a mesma o ganização, ala gando o âmbi o de ac uação da logís ica, conside a pa a além des es luxos, os elacionados com os p odu os em- ias-de- ab ico (Ken e Flin , 1997). Uma ou a o ma de enca a a logís ica, e mais conc e amen e o seu âmbi o de ac uação, é a encon ada no abalho desen ol ido pelo Ne em-Wo kg oup (1989). Nes e abalho, conside a-se que a logís ica exe ce as suas unções sob e de e minadas ac i idades que, po se em p eocupação da logís ica, são conside adas ac i idades logís icas. Essas ac i idades, em núme o mui o es i o, são: a aquisição, o anspo e e a a mazenagem. A incidência da logís ica sob e ma e iais e p odu os, pode se encon ada ambém em Johnson e Wood (1993). Es a isão, no en an o, é um pouco limi ada uma ez que con empla apenas uma pequena po ção dos ecu sos exis en es den o de uma emp esa e com necessidades logís icas. Uma isão bem mais ala gada é a adop ada po Coyle, Ba di e Langley (1996), ao conside a em que a logís ica exe ce as suas unções sob e os luxos de ma é ias-p imas, s ocks em- ias-de- ab ico, bens inais, se iços e in o mação. Es a mesma abo dagem pode se encon ada na de inição dada pelo Council o Logis ics Managemen , a é inal do úl imo século. Is o po que, sensi elmen e a pa i de 2001, a mesma o ganização, na sua de inição o icial, e como espos a à p eocupação, que com a escassez de ecu sos, que com a, p eocupação INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 5 ambien al, passou a conside a , como objec o da logís ica, pa a além dos luxos ísicos e in o macionais a mon an e e a jusan e, ambém os luxos in e sos. Es a mesma abo dagem pode se encon ada em Ca alho e Dias (2000). Assim, do le an amen o ei o a alguns dos objec os sob e os quais a logís ica ac ua, salien em-se os luxos de ma é ias-p imas, de ma e iais de p odu os e de in o mação. Rela i amen e à ab angência da logís ica, ou seja, sob e que pon o ou pon os da cadeia logís ica 8 es a exe ce de ac o as suas unções, e i ica-se, após a análise de alguns abalhos, que exis e algum consenso nas de inições encon adas. Assim a maio pa e dos abalhos analisados, e e em que a logís ica incide basicamen e desde o pon o de o igem das ma é ias-p imas a é ao consumo dos p odu os inais, is o é, desde os o necedo es a é aos clien es (Council o Logís ics Managemen , Ken e Flin , 1997; Johnson e Wood, 1993; Ca alho e Dias, 2000; Ne em-Wo kg oup, 1989 e Young Jackson, 1997). No en an o, uma pe spec i a mais es i a, pode se encon ada em Wong, Mahe , Nicholson e Gue ney (1990), ao conside a em, que a logís ica exe ce as suas unções a mon an e, acompanhando apenas os p odu os inais da emp esa a é ao consumido inal. No que diz espei o aos objec i os da logís ica, apesa de ha e uma ce a p edominância de de inições de logís ica que ap esen am maio i a iamen e como objec i o a sa is ação dos clien es (Council o Logis ics Managemen ; Ken e Flin , 1997; No ack, Rineha e Weels, 1992), ou as podem se encon ados, que indi ec amen e con ibuem pa a a di a sa is ação dos clien es, e que são: o i ao encon o das necessidades dos consumido es (Coyle, Ba di e Langley, 1996; Bowe sox, Closs e S ank, 1999), a op imização dos luxos (Juedes e Webs e , 1996), e o se i de o ma global os públicos pe encen es aos á ios me cados (Ca alho e Dias, 2000). Como se pode cons a a pelo expos o, apesa de exis i em algumas di e enças nas de inições de logís ica encon adas na li e a u a, exis em no en an o alguns elemen os concep uais comuns, como po exemplo: (1) p ocesso de planeamen o e con olo; (2) incidência sob e o luxo de ma é ia-p ima, ma e iais, p odu os acabados e in o mações; (3) ab angência desde o pon o de o igem a é ao pon o de des ino e; (4) sa is ação das necessidades e p e e ências dos clien es. 3– A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA A impo ância da logís ica, em sido ealçada po mui os au o es, den o e o a da logís ica, que a êm conside ado como uma no a a ma compe i i a ao se iço das emp esas (Walle , 1998), como uma on e de an agem compe i i a sus en ada9 (Ola a ie a e Ellinge , 1997) e ambém como o sus en áculo da es a égia de qualque emp esa (Heske , 1977). 8A cadeia Logís ica é uma ede de in e mediá ios que êm a seu ca go as unções de ans e i , a mazena , manusea e comunica , e que con ibuem pa a um luxo e icien e dos bens (Coyle, Ba di e Langley, 1996). 9 Na li e a u a, podemos encon a á ias o mas de conside a as an agens compe i i as sus en adas. Uma, p econizada po Jacobsen (1988) e ambém po Po e (1985), em que as an agens compe i i as são idas como sus en adas quando se man êm du an e um longo pe íodo de empo. Ou a, ap esen ada po Lippman e Rumel (1982), segundo a qual uma an agem compe i i a é conside ada sus en ada quando con inua a exis i , mesmo após su gi em es o ços, po pa e da conco ência, pa a a sua duplicação. Uma e cei a a ibuída a Day (1994), De Geus (1997) e a Sla e e Na e (1995) que ealça o papel da ap endizagem con ínua como a única on e de an agem compe i i a sus en ada. CITIES IN COMPETITION 6 A impo ância da logís ica é bem ilus ada po Bowe sox e Closs (1996:3) quando e e em que: “ a logís ica acon ece em odo o mundo, in e e qua o ho as po dia, se e dias po semana e cinquen a e duas semanas po ano”. Ou, po Ch is ophe (1998) quando e e e ambém que a logís ica p opo ciona a ede que supo a a ida do dia-a-dia. Resumindo, a logís ica es á p esen e em quase udo que azemos. A logís ica es á p esen e quando se en a numa supe ície come cial e se adqui e um p odu o, quando se encomenda um li o pela in e ne , quando se jan a num local de comida ápida, quando nos deslocamos a uma a mácia e p e endemos um medicamen o com u gência, quando abas ecemos o nosso au omó el de combus í el. Também em e mos emp esa iais a logís ica assume eno me impo ância. De ac o ela pe mi e que, a pa do p odu o, os clien es enham ambém acesso a um conjun o de se iços de alo ac escen ado, que passam mui as ezes po opções de en ega pe sonalizadas, pa icipação em p og amas in eg ados de planeamen o e p e isão e acesso elec ónico às encomendas (Keeble , Man od , Du sche e Ledya d, 1999). De uma o ma mais sis ema izada, a impo ância da logís ica ad ém ambém do ac o de es a ag ega ao p odu o alo de luga , de empo (Ha en, 1995), de qualidade, de in o mação (No aes, 2001) e de o ma (Lambe e S ock, 1999). O alo de luga su ge associado à deslocação de ma é ias-p imas e p odu os acabados en e pon os geog á icos dis in os. O alo de empo encon a-se elacionado com a en ega dos p odu os den o dos p azos ixados O alo de qualidade é ob ido semp e que se consegue aze chega o p odu o ce o nas condições p e iamen e aco dadas. E, inalmen e o alo de in o mação que mui as ezes se encon a ag egado ao p odu o su ge pela disponibilização de de e minado ipo de in o mações di ec amen e elacionadas com a encomenda. A es as qua o ca ego ias de alo , Lambe e S ock (1999) ac escen am o alo da o ma, ou seja, a capacidade de a logís ica o na os ma e iais disponí eis num es ado comple o. O ac o empo, em sido um dos p incipais esponsá eis pela c escen e impo ância que em sido a ibuída à logís ica. Na ealidade, a apidez em ca ac e izado, desde semp e, o cená io emp esa ial, po exemplo no ciclo de ida dos p odu os cada ez mais cu os (Sha man, 1984), na apos a em pa adigmas de sucesso que de endem uma maximização de alo , ao meno cus o possí el e no meno espaço de empo possí el e ambém no su gimen o de uma conco ência en e as emp esas baseada no empo (S alk, 1998). Ac ualmen e, a impo ância da logís ica ad ém ambém da possibilidade que dá às emp esas de elimina em udo o que não ac escen a alo . Com a escassez de ecu sos que se az sen i e a necessidade de ha e uma melho a ec ação dos mesmos, a logís ica pe mi e, de ac o, uma op imização na u ilização dos ecu sos. A a és dela, e azendo jus iça à posição que ocupa na cadeia de alo , consegue-se elimina do p ocesso udo o que não ac escen a alo pa a o clien e, como seja, cus os, pe das de empo, não qualidade, e c (No aes, 2001). A sua impo ância, passa ambém pelo papel de supo e na implemen ação e coo denação das es a égias de p odução globais. Quando as emp esas op am po dispe sa as suas unidades de p odução, é impo an e que haja uma g ande coo denação e con olo de odas as ac i idades de planeamen o e p odução, pa a que se c iem sine gias e se aumen e a e iciência dos p ocessos. Nes e con ex o, a logís ica su ge como o mecanismo que pe mi e às emp esas alcança essa coo denação e consequen emen e o sucesso (Fawce e Closs, 1993). Como acon ece equen emen e, só se econhece a impo ância das coisas quando elas al am, ou quando es ão a unciona mal. É pois ambém in e essan e e i ica a impo ância da logís ica pelo lado da sua não exis ência, ou mau uncionamen o. Es a pe spec i a, oi a seguida pela emp esa de consul o ia A. T. Kea ney (Lehmus aa a e Huiskonen, 1998) que ez um le an amen o dos p incipais p oblemas que podem su gi nes as si uações, ou seja, quando a logís ica ainda não ocupa qualque luga den o das emp esas, ou quando, apesa de já exis i , es á INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 7 no en an o a unciona mal. Es es p oblemas o am classi icados em qua o ca ego ias. Na p imei a ca ego ia, designada po al a ou negligência no seguimen o de eg as ope acionais, os p incipais p oblemas encon ados o am: p odu os es agados em a mazém, ma é ias-p imas en egues nos locais e ados, aca qualidade nas en egas, inco ec a especi icação dos p odu os, enda de um no o p odu o sem o es e de p odução es a comple o, p odu os dani icados du an e a desca ga. Na segunda ca ego ia, denominada al a de con olo do sis ema ísico, os p incipais p oblemas que su gi am o am: des ios en e as endas planeadas e as e ec i as, baixa axa de p odução de p odu os endidos com baixas ma gens e ambém a subu ilização da capacidade p odu i a. Den o da e cei a ca ego ia de p oblemas, designada po con li os o ganizacionais, encon a am a u ilização de on es de abas ecimen o dis an es quando exis iam ou as mais p óximas, al a de sin onia en e os objec i os a se em alcançados pelas unções ma ke ing, p odução e endas e, a u ilização de modos de anspo e pa a escoamen o de p odu os menos iá eis pa a as emp esas. Um dos indícios da impo ância que a logís ica em indo a conquis a no seio da comunidade cien í ica pode se ambém encon ado no núme o de uni e sidades com p og amas de dou o amen o ou de mes ado nes a á ea. Nes a linha de aciocínio, e com o objec i o de aze o le an amen o do “es ado da a e” da logís ica a ní el da comunidade cien í ica, S ock e Luh sen (1993) ize am uma compilação de eses de Dou o amen o, em á eas elacionadas com a logís ica, e publicadas pela UMI (Uni e si y Mic o ilms In e nacional), du an e o pe íodo 1987-1991 e nas á ias ins i uições de Ensino supe io dos EUA. Com es a compilação e i ica am que é conside á el o núme o de uni e sidades (21 uni e sidades) onde a logís ica em despe ado o in e esse dos in es igado es. No e-se no en an o que, a uni e sidade que ap esen a maio núme o de eses nes a á ea é a de Washing on (65 eses), seguindo-se-lhe, a g ande dis ância a Ohio S a e Uni e si y (19 eses) e em e cei o luga a de Pensil ânia (14 eses). Fazendo ago a uma análise ao es udo da logís ica a ní el eu opeu, cons a a-se que es a es á a e ambém alguma dinâmica, pe cep í el pelo le an amen o dos p og amas de Mes ado em Logís ica, em á ios países eu opeus, e ei o pela Eu opean Logis ics Associa ion (ELA, 2000). Segundo es e le an amen o, me ece de ac o des aque a Ingla e a, que pelo núme o de mes ados, que pelo núme o de uni e sidades a oca em es a emá ica e consequen emen e a impulsiona a in es igação nes a á ea. No que oca ao nosso país, a ealidade é mui o di e en e. Só em meados da década de 90 é que se começa am a da os p imei os passos em di ecção a um maio ap o undamen o do es udo sob e a logís ica. Assim, azendo um le an amen o das eses de mes ado e dou o amen o de endidas em Ins i uições de Ensino Supe io , a é ao ano 2000, só no Ins i u o Supe io de Ciências do T abalho e Emp esa iais (ISCTE) é que, num uni e so de 848 eses, oi possí el encon a duas di ec amen e elacionadas com a Logís ica, uma de dou o amen o (Ca alho, 1995) e ou a de mes ado (Dias, 1999). A ou a ins i uição onde o am encon adas eses elacionadas com a logís ica oi no Ins i u o Supe io de Economia e Ges ão (ISEG). Aqui, num uni e so de 600 eses exis em em e mos de mes ado, ês sob e dis ibuição e uma sob e logís ica, es a úl ima associada à manu enção p e en i a. Das 484 eses de dou o amen o, exis em duas sob e os anspo es e uma sob e a dis ibuição. Po an o, como se pode cons a a , a Logís ica é em Po ugal uma á ea ainda a explo a . 4– A LOGÍSTICA COMO RESPOSTA ÀS ALTERAÇÕES NO AMBIENTE DAS EMPRESAS As inúme as al e ações que se êm ei o sen i no ambien e das emp esas, êm le ado a que es as sin am cada ez mais necessidade de se adap a em, que in e na, que ex e namen e. Nesse p ocesso de adap ação, a logís ica em CITIES IN COMPETITION 8 desempenhado um papel essencial ao se e ela uma e dadei a a ma compe i i a ao se iço das emp esas (Walle , 1998), ao pe mi i um melho luxo de ma e iais, uma edução dos lead imes e dos ní eis de exis ências (Ti one, 1996), ao pe mi i ambém a c iação de economias de cus os e o aumen o da e iciência das emp esas (Remmel, 1991). Algumas dessas al e ações que se êm ei o sen i no ambien e que odeia as emp esas, e que êm exigido des as uma espos a logís ica u gen e, são as seguin es: (1) o ala gamen o do seu espaço de ac uação, mo i ado, que pela globalização dos negócios, que pelo c escimen o do comé cio in e nacional; (2) a aplicação de no as ecnologias de in o mação/comunicação nas ansacções com os pa cei os de negócio; (3) a exis ência de consumido es cada ez mais exigen es; (4) a aplicação de no as iloso ias de p odução e; (5) a al e ação nas p io idades compe i i as das emp esas. Analisando suma iamen e cada uma dessas al e ações e começando pelo ala gamen o do espaço de ac uação das emp esas, es e em sido mo i ado p incipalmen e pela p ocu a, que po on es de abas ecimen o, que po no os me cados pa a escoamen o dos p odu os inais (Boyson e ou os, 1995), o que em le ado à pe da de impo ância an o das dis âncias geog á icas como das on ei as nacionais (Al nes e S andhagen, 2000). O ala gamen o do espaço geog á ico, mo i ado pela p ocu a po on es de abas ecimen o, em como p incipal objec i o ealça a posição compe i i a da emp esa no me cado, a a és da aquisição e u ilização de um mix de ecu sos mundialmen e disponí eis ao mais baixo p eço e de melho qualidade. O ala gamen o do espaço, endo em is a o escoamen o dos p odu os, assen a sob e udo numa maio apos a em me cados es angei os cha e, onde seja possí el desen ol e uma p esença local mais o e e ul apassa p á icas p o eccionis as, e i icadas em alguns países (Fawce e Closs, 1993). Se à dispe são geog á ica das on es de abas ecimen o e dos me cados, se associa ambém a dispe são das linhas de mon agem ou de p odução, es á-se en ão pe an e o enómeno da globalização dos negócios (Ch is ophe , 1998). A globalização, que objec i amen e pode se aduzida pela quo a de me cado do comé cio mundial de me cado ias (WTO, 2000), em sido bas an e signi ica i a, p incipalmen e na década de 90, onde se assis iu ao seu apogeu (E ans, 2000). Segundo as es a ís icas da O ganização Mundial do Comé cio, e e en es ao ano de 1999, o seu alo onda a, os 4 186 bilhões de dóla es (WTO, 2000). Es e alo só é possí el po que, nas úl imas décadas, se em indo a assis i a um ce o c escimen o económico (Bowe sox e Closs, 1996) e à queda das ba ei as come ciais, pa icula men e en e os países pe encen es à União Eu opeia, à NAFTA (No h Ame ican F ee T ade Ag eemen ) e, à EFTA (Eu opean F ee T ade Associa ion) (Demkes e Ta asszy, 2000). A queda das ba ei as come ciais en e países isolados ou o ganizados em blocos económicos, em sido um dos p incipais ac o es dinamizado es da globalização ao pe mi i : a emoção de cons angimen os; a edução de cus os (HIDC, 1998); uma melho alocação de ecu sos; uma maio libe dade de escolha pa a o consumido ; uma mais equi a i a dis ibuição da iqueza (Ch is ophe , 1998); o su gimen o de no as e melho es ecnologias de comunicação/ in o mação; o apa ecimen o de ma cas e cul u as globais; o aumen o da es abilidade polí ica (Walle , 1998) e ambém; uma no a pe spec i a de enca a a cadeia de abas ecimen o (Bowe sox e Closs, 1996). Es a endência em di ecção à globalização, em impos o uma no a o ma aos pad ões do comé cio mundial e consequen emen e ao luxo ísico do mesmo, já que o mundo se o nou o objec i o pa a g ande pa e das emp esas que p ocu am e dis ibuem p odu os a uma escala mundial (Bagchi e Vi um, 1998). No en an o, é p eciso não esquece que a globalização ap esen a igualmen e alguns desa ios pa a as emp esas, que sob a o ma de opo unidades, que sob a o ma de cus os (Keeble , Man od , Du sche e Ledya d, 1999). Assim sendo, e segundo Walle (1998), os p incipais desa ios da globalização, sob a o ma de opo unidades, INNOVATIONS AND TECHNOLOGY PROJECTS AND OPERATIONS MANAGEMENT IN THE CITY DEVELOPMENT 9 são: o po encial de se i me cados ala gados com as mesmas ou no as in a-es u u as; uma maio o ação de s ocks com mais alcance de clien es e; al e ação nos pad ões da conco ência, já que es a se passa a aze sen i mais acen uadamen e en e cadeias de abas ecimen o e não an o en e emp esas (Fawce e Clin on, 1996; Keeble , Man od , Du sche e Ledya d, 1999). Pensando em e mos de cus os, os p incipais desa ios associados com a globalização são: a cus omização dos p odu os, p o ocada pela al a de homogeneidade dos me cados mundiais; a edução dos cus os de p odução pelas no as localizações das unidades ab is e; a complexidade logís ica10 associada à ges ão de uma cadeia de abas ecimen o global (Ch is ophe , 1998). Tan o o ala gamen o do espaço de ac uação das emp esas como a p óp ia globalização, êm ei o com que mui as ac i idades c esçam do campo nacional pa a o in e nacional, se desen ol am maio es on es de o necimen o globais com pa cei os geog a icamen e dispe sos e ambém, com que as edes de anspo e se o nem mais complexas e ex ensas. Es a ealidade em exigi das emp esas uma maio apos a na ges ão da cadeia de abas ecimen o, a o mação de pa ce ias es a égicas com pa cei os de negócio, a c iação de emp esas i uais, uma maio apos a no e-business (Skjoe -La sen, 2000) e a in eg ação ope acional e egional, a a és de um sis ema logís ico comum (Bowe sox e Closs, 1996). Ou seja, em exigi das emp esas sob e udo uma espos a logís ica ambém ela global (Lambe e S ock, 1999), como o ma de consegui em en a mais acilmen e em no os me cados, melho a a sua posição compe i i a e mesmo aumen a o luc o (Gooley, 1994). Mi (2000) ap esen a no en an o uma opinião menos p agmá ica. Pa a es e au o , o desa io da globalização é expo a mais e melho , cabendo não apenas à Logís ica mas ambém ao Ma ke ing encon a em soluções pa a al desa io. Assim, na pe sapec i a des e au o , as emp esas pa a expo a em mais, de em analisa e ep og ama as es a égias de ma ke ing; pa a expo a melho , de em op imiza a ges ão logís ica. Ainda nes a linha de pensamen o, Cook (1998) de ende que, as emp esas que se lançam na globalização, de em apos a , como ga an ia de sucesso, no Ma ke ing c ia i o, na economia de cus os, na u ilização de ecu sos cha e e como não podia deixa de se , na logís ica. Um ou o ac o que em em mui o con ibuído pa a al e a o ambien e das emp esas é o su gimen o de no as ecnologias de comunicação/in o mação. Es as, com des aque pa a a In e ne , êm con ibuído pa a al e a os pad ões de negócio, acili ando a pa ilha de in o mação e a in eg ação, sendo a o ma mais conhecida o e- business, ou seja a “in eg ação de um conjun o de p ocessos, ecnologias e es a égias de negócio, com base em ecnologias e aplicações, que esul am essencialmen e do po encial o necido pela In e ne ” (Almeida, 2000:68). G aças às no as ecnologias de in o mação/comunicação, os consumido es, em odo o mundo, podem aze as suas comp as con o a elmen e à escala mundial, a a és de meios elec ónicos (B adley, 1998). A aplicação des as no as ecnologias de in o mação/comunicação em ido um c escimen o su p eenden e desde inais da úl ima década. Segundo uma p e isão da e olução mundial do e-business, ei a pela emp esa de consul o ia Ga ne G oup, o seu c escimen o se á ainda mais acen uado a é 2004 (Ma ins, 2000). Es a e olução a o á el do e-business e i ica-se an o ao ní el do business- o-business (B2B), ou seja, en e as ac i idades de comé cio que en ol em á ias emp esas, a a és de uma In e ne , In ane , Ex ane , ans e ência elec ónica de dados (EDI, XML, en e ou os) (Samei o, 2000), como ambém ao ní el do business- o-consume (B2C), ou seja, en e as ac i idades de comé cio que se desen ol em en e a emp esa e o consumido (Be na dou e T emblay, 2000). 10 A complexidade logís ica é in luenciada pelos seguin es ac o es: leque de p odu os, du ação do ciclo de ida dos p odu os, c escimen o do me cado e núme o de canais de abas ecimen o/me cados (Ch is ophe , 1998).