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Regenerar o Quarteirão das Artes de Montemor-o-Velho: Ativar a Felicidade através da Arquitetura

Martins, Filipa Oriana Faria

Abstract

Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitetura apresentada à Faculdade de Ciências e Tecnologia

Full text

Disse ação no âmbi o do Mes ado In eg ado em A qui e u a, o ien ada pelo P o esso Dou o João Paulo Ve guei o de Sá Ca dielos e ap esen ada ao Depa amen o de A qui e u a da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade de Coimb a. Dezemb o de 2022 Filipa O iana Fa ia Ma ins REGENERAR O QUARTEIRÃO DAS ARTES DE MONTEMOR-O-VELHO ATIVAR A FELICIDADE ATRAVÉS DA ARQUITETURA Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho A i a a elicidade a a és da a qui e u a I AGRADECIMENTOS Ao p o esso João Paulo Ca dielos, à Sa a e ao g upo Mon emo -o-Fixe, pela con iança, apoio cons an e, e po mui as ezes, ac edi a em mais do que eu nes e p oje o; À Ri a e à Inês, po odas as ho as pa ilhadas; À Ana e à Ma ga ida, pelo exemplo; À Família de Casa e aos Amigos do Da q po me guia em nos úl imos 5 anos; Em especial, ao Da id e aos meus Pais, po me pe mi i em se eliz nes e sonho o nado ago a ealidade! III RESUMO Como é que a p ocu a da elicidade se elaciona com a a qui e u a? Vi emos ocados na acele ação, a sociedade moldou-nos assim. Somos a ci ilização que mais ecu sos em ao dispo , mas ambém, p o a elmen e, a mais is e de semp e. Somos condicionados a de ini e conc e iza obje i os pessoais pa a que a elicidade eine no nosso u u o. Mas, se á que é no u u o que p ecisamos des a elicidade p ome ida? Hoje, nes a condição con empo ânea ão singula , encon amos um Baixo Mondego des alo izado, e ém de soluções do século XIX, da adas, que já não co espondem às necessidades do p esen e. É uma egião ca ac e izada pelos cos umes e adições u ais que, pela ascensão da e a da máquina, se o nou equí oca e se deixou cai no esquecimen o. É impe iosamen e necessá ia a mon agem de uma es a égia ocada no c uzamen o da p ese ação de uma cul u a ances al, conse ado a, com os no os pa adigmas e necessidades do u u o. Mon emo -o-Velho é o epicen o pa a a de inição des a es a égia, con emplando possí eis ligações, p ese ando os alo es p odu i os, a a i os e, p incipalmen e, os humanos. Su giu assim a de inição de uma ede de luga es, cole i amen e esboçada, capazes de a i a c uzamen os de ge ações, de alo es e de quo idianos dis in os. Numa maio ap oximação ao núcleo his ó ico da cidade, o nou-se bem e iden e a necessidade de p omo e in e enções com is a à sua eabili ação. A egene ação do espaço público e a ecupe ação do imenso edi icado de olu o e a uinado, podem acilmen e po encia a p ocu a de uma condição de con o o e qualidade de ida que es imulem no os modelos de au o o ganização da sociedade e de pa ilha en e a comunidade. Ao a ua segundo os p opósi os de um modo de habi a colabo a i o, associado ao desenho adicional dos espaços, p ocu ou- se p omo e condições de segu ança e bem-es a , capazes de es imula di e sos e eno ados modos de ida. C ia opo unidades de c uzamen o, pa a que se o ne e iden e e ine i á el a in e ação en e isi an es e mo ado es locais. É impo an e agi sob e os modos de ida dos esiden es emanescen es, mas, sob e udo, a ai V no os esiden es ao luga . Os equipamen os e os espaços públicos de em ajus a - se, pa a complemen a em as qualidades espaciais, que hoje azem do bu go elho um luga ão a a i o quan o desca ac e izado e abandonado. A escala do luga , o seu alo his ó ico e a sua condição ambien al, que a p oximidade e en ol ência do cen o adminis a i o an igo e o çam, são alo es que u ge po encia . A descobe a do ‘Qua ei ão das A es’, um elho p oje o municipal en e an o abandonado, e elou uma ealidade em pe da. Impo ou-nos pe cebê-lo bem, e escala a sua ambição pa a a po encia . Também, in eg á-lo numa ideia mais ampla de egene ação u bana que seja capaz de con oca os es ímulos pa a um eabi a do bu go an igo, em consonância com a sua essência e pode de a a i idade in ínsecos, que a e olução u banís ica ecen e em endencialmen e des alo izado. Mon emo -o-Velho é, sem dú ida, um luga ideal pa a conjuga i mos de ida. A a és da p omoção da inclusão e equidade, ambicionamos c ia condições a o á eis à e olução dos modelos de elicidade indi iduais e cole i os. O p incipal desa io p ende-se com a capacidade de ansposição das mo i ações eó icas pa a alguns p oje os obje i os, conc e izá eis nos mais simples espaços ísicos. Pala as-Cha e: Mon emo -o-Velho, Bu go His ó ico, Qua ei ão das A es, Cidade In e ge acional, Felicidade pela A qui e u a Imagem 1: Diag ama dos p incipais aglome ados u banos no Baixo Mondego Coimb a Figuei a da Foz Mon emo -o-Velho 0 5 km 1 INTRODUÇÃO O Baixo Mondego é local e obje o de es udo pa a onde se desen ol eu e desenhou, a a és de p oje os de a qui e u a, uma es a égia que enca a o Te i ó io e a Paisagem como desa ios de a iculação com a Na u eza. Es e é um exe cício que em como obje i o comp eende os pon os de desequilíb io e i o iais, e apon a as ma cas que eles deixam no quo idiano de cada cidadão. Po se a a de um p oje o de in e enção p á ica, o nou-se undamen al econhece o e i ó io, iden i ica as p oblemá icas, ameaças e desa ios ine en es ao mesmo. Iden i ica am- se um conjun o de luga es singula es que pe mi i am ge a uma ede de pon os que se i am de pi ôs pa a a c iação e po enciação de no as dinâmicas u banas. O p óp io nome da egião indica-nos o Rio Mondego como pon o cha e des e e i ó io e, po isso, são as zonas que o lanqueiam que az sen ido analisa . Uma paisagem o e, onde con as a o ale com o io e odos os seus a luen es, enquan o a o es únicos que semp e ca ac e iza am es e luga . Em p imei a ins ância, são as cidades de Coimb a e Figuei a da Foz que se des acam e ma cam dis in i amen e a p esença na zona Cen o de Po ugal. Acolhendo mais de 75 po cen o da população da egião do Baixo Mondego, es as duas cidades conseguem o e ece um bem-es a ela i o aos seus esiden es, po possuí em um conjun o de a a i os espaciais, ísicos e sociocul u ais que acabam po es imula as i ências, a a i idade e pe manência dos seus habi an es. O mesmo já não acon ece nas pequenas ilas e aldeias dis ibuídas pelos quase 45km de ex ensão que sepa am es es dois g andes núcleos u banos. Apesa do ambém ele ado alo cul u al, his ó ico, na u al e paisagís ico, ou despo i o, que os municípios de Mon emo -o-Velho, Condeixa e Sou e ap esen am, con inua a se signi ica i a a pe da de população, de ano pa a ano, na gene alidade dos seus núcleos his ó icos. Po ou o lado, mesmo nos poucos sí ios onde a acilidade de anspo e — nomeadamen e, na ma gem esque da, de ido ao caminho-de- e o — pe mi iu a ins alação de subú bios esidenciais da cidade de Coimb a, não se conseguiu a a o abandono do pa imónio edi icado mais an igo, con ibuindo pa a a imagem desequilib ada e empob ecida das aldeias e luga es. São a iados os a o es que con ibuem pa a es a ealidade, mas o que é ac o é que, nos úl imos 10 3 anos, o am mais de 3500 as pessoas que, só em Mon emo -o-Velho, escolhe am a pe i e ia u bana pa a se ixa e começa uma no a ida. Es a é uma ealidade ácil de le quando, ao olha os dados ap esen ados pelo Ins i u o Nacional de Es a ís ica de 2021, se des aca o aumen o em 10% da população idosa e a pe da de mais de 20% dos habi an es en e os 25 e 64 anos de idade, nes a localidade. As pessoas não es ão con en es com o meio onde i em, ob igando-se a i à p ocu a de ambien es mais con o á eis pa a aí pe manece . Ce amen e, nem odos os habi an es es ão alhados pa a odos os ambien es u banos, mas, segu amen e, nenhum es a á ocacionado pa a habi a os luga es do abandono ou desmazelo u banos. Como é que a a qui e u a pode po encia qualidades pa a ga an i a pe manência ou o e o no a uma condição de ida mais eliz? Es a é a ques ão-cha e que, desde semp e, no eou es a p opos a enquan o desa io de in es igação. Assim, o p imei o passo implicou pe cebe quais os mo i os que le am a população de Mon emo -o-Velho a deixa o seu cen o, e a é, a pa i pa a as cidades izinhas — a iden i icação p ecisa do p oblema, a a és da ca ac e ização do e i ó io e dos seus luga es de eleição. A me odologia des e abalho di idiu-se em ês momen os p incipais. O p imei o, que se desen ol eu in eg almen e em g upo, cen ou-se na análise e econhecimen o in eg al do e i ó io do Baixo Mondego. Es uda am-se emas especí icos como a demog a ia, a his ó ia e o pa imónio cons uído, as ca ac e ís icas geo ísicas – hid og a ia, opog a ia e ca ac e ís icas dos solos –, analisa am-se as edes iá ia e e o iá ia, e as demais in aes u u as, bem como o es ado de conse ação e ocupação do edi icado, e os p incipais equipamen os cons uídos. Já sob a pe ceção de um olha sob e o e i ó io bas an e comp ome edo , comple ou- se uma análise SWOT, pa a cla i ica o ças e aquezas, opo unidades e ameaças. Impunha-se comp eende , en ende com igo pa a esboça de modo sus en ado os desa ios e p opos as pa a o u u o. Na segunda e apa, o obje i o oi p ocu a cla i ica a de inição de elicidade pa a o mundo da a qui e u a. O concei o de elicidade é mui o as o e, desde semp e, mui os eó icos, ilóso os ou sociólogos, nos ap esen a am di e en es de inições pa a aquilo que en endem que é o ‘se eliz’. Nes e capí ulo, a espos a ao que se en ende 5 po elicidade pa e da isão de um a qui e o, e ai-se em busca de uma elicidade que es á in imamen e elacionada com as expe iências espaciais. P e ende-se comp eende a ambiência de um luga e o modo como ele pe mi e es imula a expe iência de elicidade, ou de sa is ação. “[…] p ecisamos de locais onde os alo es ex e io es e o cem as aspi ações que acalen amos.” (Bo on, 2006, p. 118) Admi amos ou achamos belo um edi ício po que lhe iden i icamos qualidades que alo izamos nas nossas idas. Alain de Bo on, na sua ob a A qui e u a da Felicidade, expõe em que medida é que um edi ício é capaz de comunica connosco e idenciando di e en es es ados de espí i o ou sensações. Es e ipo de expe iências, mui as ezes, passa despe cebido aos olhos dos di e en es u ilizado es, mas al como esse au o e e encial, ac edi amos que, na conceção de um espaço, isso pode ans o ma -se em algo absolu amen e undamen al. O cuidado com a qualidade de ida que os nossos edi ícios o e ecem aos seus habi an es não é uma ideia o almen e no a. Jan Gehl, a qui e o e u banis a dinama quês, abalhou semp e nas ques ões do planeamen o u bano com es a p eocupação ine en e e oco nas pessoas. A e olução ab up a da ecnologia e da comunicação, com a e olução indus ial, ob igou o mundo a c esce ao mesmo i mo. As cidades e o seu planeamen o não o am exceção. O se humano deixou de se uma p io idade na ges ão des a equação, e passa am-se a alo iza soluções “ áceis” pa a as necessidades que se acha a se em undamen ais, pe dendo-se assim os alo es humanis as, como a simples p oximidade nas elações quo idianas. Assim, usa ecu sos com base na sua sus en abilidade, in oduzi no as dinâmicas em á eas u banas que alo izam os espaços públicos, e que dão espaço pa a as exp essões indi idual e cole i a, são ques ões que Gehl ap o undou na sua ob a Cidades Pa a Pessoas. “(...) as nossas cidades podem se melho es se o em pensadas pa a aqueles que as c ia am: as pessoas”. (Gehl, 2010, p. XII) A po oação de Mon emo -o-Velho não é nada indi e en e a es a ealidade. Localizada en e dois g andes núcleos u banos é hoje um local mui o a i icializado, po e so ido amplas al e ações expe imen adas ao longo dos séculos XIX e XX. As 7 pessoas abdica am da qualidade dos espaços, das escalas mui o humanas das suas paisagens de p oximidade e e i ó ios, e abandona am os núcleos mais pequenos, icando e éns das ci cuns âncias e modos de ida “mode nos” que nunca lhes o am cen ais ou in ínsecos. Em Mon emo -o-Velho, é no núcleo his ó ico que exis e maio decadência e pe da de população, e pe deu-se o espí i o de izinhança, es ando aí o almen e esquecidos, ou ado mecidos, os alo es cul u ais e de pa ilha den o da comunidade. Pe an e a consciencialização ace a es a ealidade, oi imedia a a nossa decisão de ixa aqui o desen ol imen o da p opos a indi idual. Encon ámos aqui um cen o his ó ico no qual se apos ou em in aes u u as de qualidade, mas que não as em sabido alo iza . Conside amos, po isso, u gen e e necessá io agi pa a en a eju enesce o espí i o des e bai o p og essi amen e esquecido du an e a con empo aneidade. Depois, na e cei a e apa, desenhou-se uma p opos a que esboça uma solução u banís ica e u bana, e que ein en a alguns dos sis emas e opo unidades a uais, inco po ando conhecimen o, c ia i idade e ecnologia, p opondo p og amas cons uídos e eco endo aos meios disponí eis pa a a ai massa-c í ica jo em à egião. Pa a isso, concei os como Happy Ci y e C ea i e Ci y o na am-se undamen ais pa a a cons ução e modelação de um es ei a das elações en e mo ado es, no os esiden es e isi an es, que conjun amen e podem a i a uma condição de ida mais eliz nes e luga . Cen al, a p opos a pa a a eno ação do Qua ei ão das A es es á apoiada no sen ido de pa ilha, de pa icipação e de inspi ação jun o de ou as ge ações, e desenhou um espaço híb ido e cen al pensado pa a odos. Singelo, mas e sá il pa a a p omoção de a i idades ma cadas pela cul u a, a pedagogia e a in e ação social, em ambien e in e ge acional e mul icul u al. Um espaço onde di e en es a i idades possam acon ece em simul âneo, cu sando pessoas, c uzando expe iências e sabe es en e di e en es ge ações de a i is as e a is as, e públicos di e sos en e múl iplos agen es. A condição de ida genuína oi-se banalizando no p ocesso da cons ução mode na da cidade. Mas há, ainda, impo an es alo es locais e sabe es esiduais dispe sos que u ge con oca . É po isso, ago a, impo an e c uza o desenho e o planeamen o u banos pa a po encia es a eme gen e e u gen e p ocu a da elicidade. 9 O que es abelece hoje, com i meza, a sa is ação das pessoas, é o sen ido de comunidade e das in e ações que se es abelecem den o dela. É necessá io ga an i espaços u banos con o á eis e adequados pa a as complemen a idades de uma ida domés ica com qualidade. No os espaços públicos, bem como as condições adminis a i as e o çamen ais, pa a a i a as dinâmicas que lhes de em da ida — po en u a, o “calcanha de Aquiles” da p imei a en a i a local de um qua ei ão pa a as a es. A a qui e u a p omo e a elicidade quando nos e emos na qualidade do espaço ou do ambien e que ele é capaz de p opo ciona . Quando is o acon ece, ao ní el de um edi ício, se em-se as pessoas que o ocupam, mas quando o e ei o é conseguido ao ní el de um bai o, ou de um espaço público u bano, se e se em absolu o oda a comunidade, a i ando-se izinhanças, cumplicidades e ou as qualidades genuínas, que a o nam ape ecí el e que ida, ambicionada e, acima de udo, a a i a. Imagem 5 : Pon e Açude de Coimb a 17 Ao longo do século XX, a ges ão das consequências das cheias e a mui o complicada a e ando oda a ag icul u a que se en a a ixa nas ma gens do io. Em al e na i a, começou a apos a -se nas plan as com ciclos ege a i os meno es, nas cul u as do a oz e do milho, ans o mando a egião num dos mais o es p odu o es de ce eais do país. Foi em 1966, com o anunciado “Plano Ge al de Ap o ei amen o Hid áulico da Bacia do Mondego”, elabo ado pela Di eção Ge al dos Se iços Hid áulicos, que assen a a na cons ução das Ba agens da Aguiei a e de F onhas, e ainda do Açude de Coimb a, que se p e endeu que o conjun o das in aes u u as assegu assem o obje i o de con ola o caudal, ga an i o a mazenamen o de água e as egas pa a as cul u as ex ensi as — a ins ala num segundo no o o denamen o e cadas o ag ícola —, e ainda, a p odução de ene gia hid oelé ica. No caso do Açude, o obje i o e a ambém p o ege a ‘baixinha da cidade’, ao c ia um espelho de água na en e u bana ibei inha, capaz de assegu a uma co a e olume de água su icien es pa a o uncionamen o do canal. Es e desen ol imen o oi concluído apenas em 1981, e al e ou, ambém, as condições hid o é micas e geoclimá icas da cidade. As sucessi as ans o mações do Baixo Mondego o nam bem e iden e a inge ência da ação humana no uncionamen o dos equilíb ios na u ais que compunham es e e i ó io, e, sob e udo, na sua paisagem, causando eno me impac e nos sis emas na u ais que o ca ac e iza am — o io, o ale ex emamen e é il e odos os ecossis emas ine en es. Tal como o mapeamen o suge e, odas as á eas si uadas em co as baixas são inundá eis e acilmen e acumulam bas an e água, que, po sua ez, se con inua a e ela um enómeno pouco con olado, malg ado odos os es o ços e in es imen os e e uados. O e ei o cíclico das águas, em epe idos picos de plu iosidade mui o in ensos, man ém-se. E isso é de as ado pa a as populações locais, especialmen e depois de odas as medidas de p e enção e con enção ensaiadas pa a egula iza e es abiliza o seu cu so. Também, o p óp io sis ema u bano não se em conseguido a ualiza , encon ando o mas de soluciona es a ques ão, le ando as populações a a as a -se, p ocu ando ixa -se nou as á eas, em co as mais segu as e p óximas das semp e eno adas in aes u u as de mobilidade. Imagem 6 : F en e Ribei inha de Mon emo -o-Velho 19 A elação ibei inha da cidade de Mon emo -o-Velho com o io al e ou-se imenso ao longo do empo. Se ele já pe co eu a sua en e u bana e a na egação anima a as suas ma gens, en ol endo pa cialmen e a mu alha do elho Bu go, hoje co e aqui apenas um canal secundá io, associado ao Rio Velho, que em empos luiu ao longo des a ma gem di ei a do ale. Também es e é, hoje, um a o de des alo ização u bana que impo a econside a . Se, po um lado, pa e da ma gem u bana é ulne á el, po ou o, ela pode cons i ui -se como um pode oso a o de p e e ência e quali icação u bana. Imagem 7 : Linha de De esa do Mondego 21 1.2. HISTÓRIA E PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO Um e i ó io não é, de modo algum, comple amen e es á ico. As in e enções do homem, e as do lui dos empos, moldam a paisagem de um e i ó io em á ias di eções. Na egião do Baixo Mondego encon am-se es ígios de ocupação desde o pe íodo Neolí ico a é à Idade Média, com especial en oque logo na época do Fe o, du an e século VIII-VII a. C. A na egabilidade do io não e á sido indi e en e a es as ocupações, pelas opo unidades de comé cio p opo cionadas. A chegada do impé io omano à Península Ibé ica coincidiu com um dos maio es pe íodos de gue as púnicas (en e Roma e Ca ago) que i e am luga en e 264 e 146 a. C. Assim, os omanos só se e ão es abelecido na egião do Baixo Mondego nos p imei os séculos an es de C is o, p ocedendo a uma ocupação ex ensi a, dando con inuidade à ocupação já es abelecida pelos “po os” p é omanos. Des acam se, nes e pe íodo, duas g andes cidades: a de Conímb iga (jun o a Condeixa), conside ada ainda hoje como uma das mais impo an es nas o as omanas da península; e a cidade de Aeminium, que co esponde à a ual Coimb a. Nes a época, o io e a ainda bas an e ala gado e p o undo, e po isso o á ego ma í imo inha uma g ande p edominância. A qualidade dos solos angen es ao io e a ambém de uma eno me qualidade, pelo que chega am pa a abas ece as p incipais cidades da zona bem como os exé ci os omanos que lu a am a no e. O pe íodo sob domínio muçulmano, a pa i de 714, oi mui o con u bado, dando o igem a á ias dispu as e con li os de pode in e nos. A cidade oi conquis ada po He menegildo Gu e es que subme eu oda a egião do Baixo Mondego ao seu pode . A pa i de 1034 e a é 1064 aumen a am as ensões na egião. Du an e es e pe íodo os saques e a ins abilidades ol am a eina e sucedem-se as campanhas de azias. Após a conquis a de Coimb a, oda a egião icou sob a adminis ação de D. Sesnando (moçá abe) que p omo eu campanhas de eo ganização do e i ó io, incen i ou a c iação de no as aldeias e o ganizou as de esas da egião. Nes a época, o io azia a on ei a en e o no e c is ão e o sul á abe, endo sido cons uída uma linha de o i icações que incluía os cas elos de A ô, no io Al a, Penaco a, Lousã, Coimb a, Penela, Sou e e Mon emo . Imagem 8 : Aglome ados U banos no Baixo Mondego 23 Du an e odo es e pe íodo e a é à cidade es a sob posse de D. A onso Hen iques, a egião do Baixo Mondego oi “ í ima” de de as ações cons an es, o a po in asões indas de sul, o a indas de no e. Só em 1064 é que Fe nando Magno conseguiu conquis a de ini i amen e Coimb a e a linha do Mondego. No Baixo Mondego, du an e o século XII, as pessoas ão-se ixando nas pe i e ias dos cen os u banos, p incipalmen e de Coimb a e Mon emo . Nos séculos seguin es egis ou-se um g ande c escimen o de pequenas po oações, e com elas, mais a o eamen os e á eas pa a a ag icul u a. As salinas i e am ambém um papel impo an e no desen ol imen o local, pois o sal e a essencial pa a a conse ação dos alimen os, al como o pescado. Es es p odu os ansi a am po ia lu ial, e pelos di e sos po os do io, passando po Mon emo , Coimb a e chegando mesmo a é Penaco a. Do cu so médio inha a lenha e as madei as da lo es a cen al. O desen ol imen o da ila de Mon emo es e e, nes a época, in insecamen e ligado ao desen ol imen o de Coimb a, que e a o núcleo u bano mais impo an e do Baixo Mondego. Na egião os ecu sos p imá ios e a p odução ag ícola e am undamen ais pa a a dinamização local do comé cio. A paisagem e a, nes e e i ó io, ma cada p incipalmen e pelas di e sas cul u as ag ícolas: os poma es, os campos de ce eal, os inhedos, os p odu os ho ícolas, en e ou os. Toda ia, com a chegada da pes e Neg a e a mo andade po ela p o ocada, ins alou-se uma c ise e os campos o am abandonados, sucedendo se um malsucedido êxodo pa a as cidades. O desen ol imen o do concelho alice çou-se en ão em ês núcleos populacionais: Mon emo -o-Velho, Pe ei a e Ten úgal. Nos seus campos p oduzia se, pa a além do milho, o linho e o igo, c ia a-se gado bo ino e ca ala , cons uí am-se sola es, emodela am-se ig ejas e con en os. Des e pe íodo des acam-se as igu as de Diogo de Azambuja, Fe não Mendes Pin o e Jo ge de Mon emo . A decadência pa ece e começado nos inícios do século XVII e con inuado no século seguin e; Em 1771, a Figuei a da Foz oi ele ada a ila e, consequen emen e, o e mo de Mon emo icou diminuído. Unidade e i o ial 1900 1950 1960 1970 1981 1991 2001 2011 2021 Po ugal 5.446.760 8.510.240 8.889.392 8.663.252 9.833.014 9.867.147 10.356.117 10.562.178 10.344.802 Baixo Mondego 202764 296052 305481 298755 329957 328858 340309 332326 317787 Coimb a 54711 98027 106404 110160 138930 139052 148443 143396 140838 Condeixa-a-No a 11602 14020 13555 17865 13257 13027 15340 17078 16735 Figuei a da Foz 42500 56862 57631 53525 58559 61555 62601 62125 58962 Mon emo o Velho 21967 27978 27925 26410 27274 26375 25478 26171 24547 Sou e 20144 26176 26575 22025 22570 21704 20940 19245 17261 Imagem 9 : Va iação da População en e 1900 e 2021 25 1.3. DEMOGRAFIA As pessoas são, sem dú ida, o elemen o p imo dial pa a a de inição de qualque luga , egião ou país. O bem-es a social e o desen ol imen o de qualque comunidade i á semp e depende das condições ísicas que um luga pode o e ece . Po isso, o na-se undamen al iden i ica não só o núme o de pessoas, como ambém os ipos de alojamen o onde i em, pa a se pe cebe as suas condições de habi abilidade. Des a o ma, o ecenseamen o da população o na-se undamen al pa a a adminis ação de qualque comunidade. A pa i da undação da nacionalidade po uguesa, são á ios os documen os que ap esen am esul ados dos p imei os dados populacionais pa a o e i ó io po uguês. Po ém, só a pa i de 1864 é que se e e i ou o p imei o Recenseamen o Ge al da População Po uguesa. Es e ecenseamen o ap esen ou um núme o limi ado de ca ac e ís icas, apu ando apenas a população po dis i os, concelhos e eguesias, segundo o sexo, idade e es ado ci il, indicando ambém o núme o de ogos. Apu ou ambém o núme o global da população de di ei o ou legal, cujo esul ado se apon ou pa a: 4 286 995 habi an es. Com a exceção da década de 1960, quase cem anos depois, a ealidade do c escimen o populacional em Po ugal, ainda que em di e en es i mos, em sido posi i a. São á ios os a o es que in luenciam o c escimen o populacional, como a mobilidade espacial, in e na ou ex e na, as axas de ecundidade ou mo alidade, o p og essi o en elhecimen o demog á ico bem como o aumen o da espe ança média de ida. O pe íodo salaza is a jus i icou, em g ande pa e, a queda populacional dessa al u a, ob igando as pessoas a sai em busca de melho es endimen os pa a sus en a as suas amílias. A implan ação da democ acia, com a Re olução dos C a os, em 1974, eio aze alguma es abilidade e desen ol imen o ao país, omen ando algum eg esso de emig an es e a es abilização, de no o, dos alo es populacionais. As condições de ida melho am, a axa de mo alidade diminui e a espe ança média de ida aumen ou. Assim, é en e os anos se en a e oi en a que acon ece a maio axa de subida dos indicado es populacionais em Po ugal, numa única década, chegando aos 15%. - Poluição das águas - Despo oamen o a a és de mig ação pa a ou os concelhos - Acessibilidades de ligação a ou os e i ó ios ine icien es - Al e ações climá icas - Po encial Tu ís ico em á ias e en es (ag ícola, u al, na u eza, pa imónio) - In eg ação e e i alização dos espaços na u ais com á eas ci cundan es - Localização cen al en e dois g andes pólos (Coimb a e Figuei a da Foz) - P esença cons an e do elemen o Água (Rio) - Vas as á eas de Ag icul u a - P esença de Solos Fé eis - Di e sidade de Pa imónio - P esença de espaços des inados ao despo o (Cen o Náu ico) - Biodi e sidade - P esença de Espaços Na u ais p ese ados - Clima Ameno - Es ado de deg adação do edi icado - Acessibilidades in e nas ine icien es - Con li o na elação Humana com o meio na u al - Ag icul u a insus en á el (monocul u a e uso de p odu os químicos ag essi os ao solo) - Água (inundações) OPORTUNIDADES FRAQUEZASFORÇAS AMEAÇAS Imagem 12 : Análise SWOT concebida pela u ma de A elie de P oje o ID 33 1.4. ANÁLISE SWOT Com o obje i o de alcança um conhecimen o mais ap o undado sob e o Baixo Mondego, oi ealizada ainda uma análise SWOT (S eng hs, Weaknesses, Oppo uni ies, Th ea s) com o in ui o de iden i ica as Fo ças, F aquezas, Opo unidades e Ameaças nes e e i ó io. Es a análise su ge como uma e amen a auxilia ao desen ol imen o de uma es a égia cuidada, que isa inicia e da con inuidade a p oje os de esolução dos p oblemas e desa ios exis en es, explo ando ao máximo as opo unidades de melho ia e alo ização do município de Mon emo - o-Velho, e suas elações com os e i ó ios limí o es. Tan o os a o es in e nos ao e i ó io ( o ças e aquezas), como os a o es ex e nos ao mesmo (opo unidades e ameaças), ap esen a am-se de o ma ambígua, e a ando an agens, mas ambém des an agens. Com es a análise SWOT su ge a opo unidade de iden i ica e equilib a es as duas e en es con á ias. A zona do Baixo Mondego ap esen a um g ande po encial ísico na u al, com ca ac e ís icas que alo izam a egião. Os ecossis emas únicos exis en es se em de ab igo pa a algumas espécies na i as, que i em apenas em á eas especí icas, assim como pa a uma di e sidade de ou as espécies p esen es nos espaços na u ais que compõem esse e i ó io. Os ales o nam-se local de encon o des as á eas di e si icadas, onde os espaços se chocam e se diluem, a iando as a i idades humanas que ão acon ecendo, que de g ande ou de pequena escala, al e ando comple amen e os ecu sos e as paisagens. Todos es es aspe os, an o os na u ais como os humanos, êm um g ande impac o na o ma de i e e desen ol e das di e en es localidades da egião, e de em se idos em conside ação ao es uda as o ças e aquezas da á ea, pois podem se um a o p opulsionado no aumen o da iqueza e qualidade de ida da egião. Es e é, ambém, um e i ó io de ligação equilib ada en e as a i idades humanas e os espaços na u ais, p opiciando a egene ação da na u eza e auna locais, sem comp ome e as necessidades humanas. Além dos ecu sos na u ais, no e i ó io do Baixo Mondego, nomeadamen e, no pe i é ico a Mon emo -o-Velho, exis e um as o pa imónio his ó ico-cul u al. Impo a alo iza es e pa imónio, mui o igno ado nos aspe os de conse ação e ele ância pa a a cons ução de uma iden idade local, associando-o a p og amas de in es igação do pa imónio, u ismo cul u al, e en os múl iplos, en e ou os. Imagem 13 : P incipais Eixos de Expansão do Aglome ado U bano 35 O mau es ado de conse ação de uma pa e signi ica i a do edi icado de Mon emo é, segu amen e, uma eno me aqueza iden i icada nes a análise. É possí el di idi o ambien e cons uídos em 3 núcleos. O p imei o co esponde à pa e cen al e his ó ica da ila. A pa i da co a mais al a, onde se si ua o cas elo que em empos e á alojado a ila, expande-se po oda a colina en ol en e, onde encon amos um co ação esidencial concen ado de edi ícios an igos. Mui os deles, hoje, es ão o ados ao abandono e à uína, que oi acon ecendo ao longo do empo. Aqui eme ge a p imei a on ade de in e enção, a necessidade de eju enesce es e bai o su ge como p incipal p emissa nes a in e enção. Es e se ia um p ocesso que, desde logo, bene icia ia não só a população local como o na ia Mon emo bem mais e a a i o. O segundo núcleo, ainda em expansão embo a mui o pouco cons uído, si ua-se na co a mais baixa e es ende-se desde o núcleo his ó ico em di eção ao Rio Mondego, que, en e an o, se a as ou, me cê das ans o mações do século passado. Desenha se a pa i do me cado e é ca ac e izado po uma ampla zona e de que se es ende a é e ao longo do Rio Velho, e alonga-se a é ao Cen o de Al o Rendimen o. O e cei o núcleo co esponde à expansão ecen e e pode osa de Mon emo pa a Nascen e-No e, ao longo do no o desenho da EN-111, onde se encon am os edi ícios e condomínios esidenciais mais ecen es, bem como alguns edi ícios um pouco mais an igos, mas bem conse ados, onde o am ixados ou acolhidos inúme os p og amas públicos elacionados com a saúde, a segu ança pública, os se iços de educação da comunidade, en e ou os. A localização de Mon emo -o-Velho é uma opo unidade ideal pa a explo a e i a p o ei o da dico omia en e cidade e campo, e as an agens que cada ambien e em pa a o e ece . Es e e i ó io encon a-se en e dois núcleos u banos bas an e p óspe os, Figuei a da Foz e Coimb a, e as possibilidades de elações e p og amas, como po exemplo, a ede de cas elos do Mondego, ou a biodi e sidade dos pauis, o na a sua localização uma opo unidade a in es iga ambém. Olhando pa a a localização e elação en e zonas mais u banizadas e a a i as, é impo an e pensa nas suas ligações. A o e a e ipologia das ias exis en es de e se a aliada, que as ex e nas, da ede nacional ou egional, que as in e nas, de Imagem 14 : Campos Ag ícolas de Mon emo -o-Velho 37 ní el municipal ou in e municipal. As necessidades a uais da população e de quem se p e ende a ai pa a es e e i ó io não es ão a se de idamen e espondidas. No que diz espei o às p incipais ias de comunicação e mobilidades pesadas, exis e uma boa o e a, com ede de au oes adas, i ine á ios p incipais e complemen a es, e linha e o iá ia, que pa ecem sup i as necessidades imedia as das ligações nacionais. Também sup em as necessidades no eixo de Coimb a à Figuei a da Foz; con udo, as mesmas não a o ecem ligações ans e sais ao co edo lu ial do Baixo Mondego. Na e dade, a ba ei a ísica e on ei a an iga que o io es abeleceu, na u almen e, con inua p esen e e nada pa ece desenha -se no sen ido de mi iga esse cons angimen o. As ma gens es ão dis an es po ausência de co edo es adequados e ligações áceis. A es ei a p oximidade geog á ica é cla amen e con a iada pela condição in aes u u al, omissa ou desquali icada. Assim, podemos conclui que, al como acon ece com as ligações ex e nas, onde se e i ica que as conexões locais aos co edo es ans e sais odo iá ios, de g ande elocidade, não se em adequadamen e a egião, ambém nas ligações in e nas podemos a i ma que não e oluí am no sen ido de ap oxima as ma gens e es ei a cumplicidades en e populações p óximas, esiden es a cu a dis ância, mas dis an es ace aos se iços de mobilidade e anspo e disponí eis. Quan o às ligações em mobilidade sua e, en ando aqui as ciclo ias e ias pa a pedes es, podemos a i ma que são inexis en es, ou me os p oje os uncados e inacabados. A água do Rio Mondego, da qual Mon emo usu ui pa a os egadios dos campos e pa a acolhe aquele que é o maio cen o despo i o náu ico do país, é a mesma água que p o oca cons angimen os nos pe íodos mais chu osos. En ende- se que essa elação ambígua que o e i ó io em com o io, con e e o ça e aqueza, simul aneamen e, e de e se de idamen e analisada e ans o mada pa a uma elação esilien e, de equilíb io en e se humano e na u eza, a a és de p og amas di e sos que podem se de o o u ís ico, cul u al, despo i o, en e mui os ou os. Nes e mesmo sen ido de análise, su ge o ema da ag icul u a que pode se mais bem desen ol ida ao ein en a -se e apos a nou as colhei as ou o mas de p odução mais ecológicas. Assim, es a a i idade deixa ia de con e i aqueza ao e i ó io pa a se uma en e de o ça e iden idade egional, com espelho nes a localidade. Imagem 15 : Vida Quo idiana em Mon emo -o-Velho 39 Mon emo -o-Velho é uma ila cheia de po encial pa a a ai e albe ga no os esiden es e pa a sa is aze di e en es necessidades dos seus habi an es, isi an es e demais públicos ocasionais. O que al a, nes e momen o, é um econhecimen o e alo ização adequados do e i ó io, e um en endimen o das opo unidades de c escimen o em equilíb io, que a paisagem a o a elmen e po encia, azendo en e aos obje i os do desen ol imen o sus en á el p econizados pela ONU. Imagem 16 : Cabana Rep esen a i a da In ância 41 2. A FELICIDADE NA ARQUITETURA 2.1. COMO ME OCORREU INVESTIGAR A FELICIDADE? Desde que me lemb o que a i mo se eliz! Mesmo ainda sem consciência da aceção da pala a, epe ia ezes sem con a que eu sim, se ia a pessoa mais eliz do mundo. Hoje, ques iono-me po que o a ia, e encon o a espos a al ez nos encon os anuais de oda a amília no e ão. Nas a des passadas na lo es a com os p imos a aze compe ições da melho cabana cons uída. Os eucalip os maio es se iam pa a a es u u a, os oncos mais secos e am u ilizados pa a e gue as pa edes, des ia am-se as olhas de espadanei a pa a consegui ixa udo e acabá amos com os galhos pe didos pa a a cobe u a e os ape es de musgo pa a o e es imen o do chão. Embo a os idiomas alados não ossem os mesmos, e a ali que sen ia a elicidade plena. Tal ez ali enha começado o sonho de pe segui a a qui e u a, que já en ão inocen emen e esboça a, e a on ade de pode anspo a es e sen imen o pa a os ou os e pa a o espaço cons uído. Nos p imei os anos da licencia u a ui ap endendo como ealmen e se e guiam as pa edes ou se mon a am as es u u as, e a cada ideia que esul a a nas longas con e sas com os p o esso es, sen ia-me com oi o anos no amen e. Numa isi a ao Pa ilhão de Ba celona, p oje ado o iginalmen e pelo a qui e o Mies Van De Rohe, sen i o e dadei o pode que a a qui e u a pode e . O a o de c ia espaços com uma simples conjugação de planos, ascinou-me. A escolha apa en emen e simples dos ma e iais e o igo da cons ução é algo ão na u al que nos az pe de no empo enquan o o obse amos. Esqueci-me da complexidade do mundo, enquan o ap ecia a a junção do a e ino com os panos de id o. Se ena, deixei de sen i as ba ei as das di isões e icais en e o que é espaço in e io e ex e io . Es a a eliz. Mies Van De Rohe conseguiu ansmi i -me elicidade na o ma mais pu a e simples da geome ia que ali desenhou. Du an e o empo de con inamen o, no início do ano le i o de 2021-22, o Núcleo de Es udan es do Depa amen o de A qui e u a (NUDA) o ganizou umas pales as com di e en es a qui e os conhecidos. Num p imei o momen o de descobe a, e já mui o empolgada com o ema, i e a opo unidade de con e sa com alguns deles e Imagem 19 : Capa do li o “Cidades pa a Pessoas” do Jan Gehl 49 2.2. COMO DESENHAR A FELICIDADE? São já mui os os mes es, os ilóso os e psicanalis as que es uda am e es udam o concei o de Felicidade. De Epicu o a E ich F omm, são inúme as as de inições des a pala a. Indi idual ou cole i amen e, cons an e ou momen ânea, com mais ou menos so imen o ou p aze , a elicidade nunca ai pode se en endida de uma só o ma. Es a se á semp e a p imei a p emissa que se de e en ende e acei a . Ao en ende a pe spe i a dos a qui e os de e e ência p óximos sob e o como aduzi a elicidade na p o issão, e elou-se o passo seguin e: a a a-se de i à p ocu a dos mes es que já abalha am es a ques ão do bem-es a social ou do con o o indi idual, pa a consegui comp eende alguns concei os e pa i pa a uma p opos a sus en ada. Se eliz é, al ez, o desejo que mais se ambiciona pa a o u u o. É a ac edi a que um dia se emos elizes que abalhamos dia iamen e, po ém, é sob e uma cons an e acele ação que emos i ido. P oduzi mais e melho é o obje i o pa a o qual a ‘E a da Máquina’ nos condicionou a habi ua . Não e empo e ica ho as p esos no ânsi o, ou deixa pa a mais a de pois ...“ago a não dá mui o jei o”, são desculpas cons an es que in ocamos na ges ão das nossas idas, a é que acabamos po nos esquece do desejo inicial. Se eliz! O mesmo acabou po acon ece com a ges ão dos nossos e i ó ios. “Em sin onia com a lo escen e expansão u bana, o desen ol imen o da cidade ans e iu-se pa a p o issionais, os u banis as. Teo ias e ideologias começa am a subs i ui a adição como base pa a o desen ol imen o. O mode nismo e e eno me in luência, com sua isão de cidade como máquina e com suas pa es sepa adas po unção. Aos poucos, um no o g upo, o de [planeado es] de á ego, en ou em cena com suas ideias e eo ias de como ga an i as melho es condições – pa a o á ego de eículos.” (Gehl, 2010, p XIV) Jan Gehl já nos ale ou pa a a g a idade des e p oblema. Há décadas que a dimensão humana pa ece e sida deixada de lado quando se pensa no planeamen o u bano das cidades. Pe cebemos a dimensão do p oblema quando emos a Imagem 20 : Esquisso de Au omó eis na Al a de Coimb a 51 acomodação que o eículo au omó el em no nosso dia a dia. O úl imo século mos ou- nos o c escimen o exponencial, massi o e p a icamen e in ole á el da adesão que o au omó el em ido nas nossas idas. Cada um em o seu, e é inc í el como su ge semp e uma qualque jus i icação pa a o usa , ob igando à in asão dos espaços públicos, desmedidamen e. Na u almen e, são as p aças, os cen os his ó icos, as ladei as ou a é os passeios que acabam po so e uma mu ação uncional: deixam de se espaços públicos de qualidade e de ag egação e passam a se au ên icos pa ques de es acionamen o. “…pa a além de nos empu a em con a as pa edes das uas es ei as p ecisam ainda de espaço pa a es aciona , esul ando na u ilização inap op iada dos espaços públicos, indispensá eis pa a a ida em comunidade. Hoje, saio de casa em cima da ho a com a minha cápsula, conduzo-a a é à en e do edi ício onde abalho, e en o, à p essa, sem pisa a calçada – is o é, se o pa que já não es i e cheio. E mesmo que es eja ainda não ap endi a lição e amanhã ol o com o ca o. Não in e essa onde o a umo despois, qualque can o se e. […] ao subi as escadas monumen ais – que me lemb am po que é que p e e ia o ca o – sou p i ado da ecompensa que a subida p ome e. Sin o pena dos a qui e os do Es ado No o que asga am a Al a: ago a em ez de e a es á ua de D. Dinis e, no plano de undo, a Cab a, sou con on ado com uma mu alha de máquinas e um exe cício de agilidade, encolhendo a ba iga pa a pode passa po en e os espelhos dos ca os es acionados. Mas que impo a? Que in e essa pa a o meu quo idiano que o a qui e o enha ido o cuidado de desenha o espaço? Ao menos es acionei pe o da aculdade!” (Ca alho, 2019, p.32-33) Passa am-se a alo iza as soluções “ áceis” pa a as necessidades que pa ecem undamen ais, pe dendo-se assim ou os alo es, como a p oximidade das elações quo idianas. O se humano deixou de se uma p io idade. As pessoas echam-se em casa, nas escolas e nos esc i ó ios, eduzindo a cidade às deslocações mínimas en e os inúme os in e io es que habi amos. Con ibui á es a co ida diá ia pa a a nossa elicidade? Felizmen e, já se começa am a in oduzi alguns p incípios pa a a mode ação do á ego e ol ou a c esce o in e esse pela cons ução de á eas dinâmicas e de Imagem 21 : Cul u a da Bicicle a na Cidade de Copenhaga 53 uso mis o. As cidades c escem apidamen e e o c escimen o u bano ai con inua acele ado nos p óximos anos. De uma o ma ge al, e em odas as cidades e meios u banos, se ão necessá ias mudanças c uciais em elação aos p ossupos os de planeamen o e às suas p io idades. A isão de cidades i as, segu as, sus en á eis e saudá eis é hoje um desejo uni e sal, e é u gen e cump i-lo. A cidade sus en á el c esce quando g ande pa e do seu sis ema de anspo e passa a se ei o po meio da mobilidade sua e, ou seja, deslocando-nos a pé, de bicicle a ou em anspo es públicos. Reduzem-se os consumos, limi am-se as emissões óxicas, e os ní eis de uído ambém diminuem, acen uando-se assim bene ícios económicos e ambien ais.. “Re o ça-se o po encial pa a uma cidade segu a quando mais pessoas se mo imen am pela cidade e pe manecem nos espaços u banos” (Gehl, 2010, p. 6) Há décadas que a cidade de Copenhaga em ado ado es as p eocupações e em indo a es u u a , ano após ano, os seus espaços públicos e as edes iá ias. Os habi an es são con idados a pedala mais, emo e am-se aixas de odagem e á eas de es acionamen o pa a ins ala um conjun o de ciclo ias, al e ando cla amen e os pad ões de uso da cidade. Es e mo imen o aumen ou signi ica i amen e en e 1995 e 2005 e, em 2008, mais de 37% da população a i mou u iliza a bicicle a como meio quo idiano de anspo e pessoal. Assim, a cidade ai melho ando sis ema icamen e as condições de ida u bana, p omo endo a mo imen ação e a in ensi icação das elações in e pessoais. Ainda que as escalas das cidades não sejam idên icas, nem os i mos u banos p ecisem odos das mesmas medidas, é necessá io começa po e o ça alguns obje i os pa a que se consiga ga an i , não só aos mo ado es, mas ambém às pessoas que es ão de passagem, uma sensação de con o o e segu ança em con o midade com as suas a i idades diá ias. Os edi ícios cons uídos p ecisam de nos ga an i essa ealidade. É indispensá el o na a cidade i a, des aca as opo unidades sociais e cul u ais, o nando os espaços públicos a a i os e capazes de acolhe e ansmi i as opo unidades pa a uma imensa a iedade de unções u banas. Imagem 22 : Ca ed al de Wes mins e 55 Mas, pode um edi ício comunica es as on ades? A e dade é que ... “pode se es anho inicia uma con e sa sob e o que um edi ício es á a dize .” (Bo on, 2013, p.108) mas a espos a pode se posi i a. No undo, odos êm algo que nos que em dize ou uma ideia pa a ansmi i , bas a es a mos ece i os e a en os às his ó ias que eles nos que em con a . Tal ez enha sido a a qui e u a eligiosa a p imei a a a ibui impo ância ao papel que o ambien e cons uído em na de e minação da iden idade. O p óp io p incípio da a qui e u a eligiosa em, na sua o igem, a noção de que o luga onde es amos de e mina de o ma ma can e aquilo em que somos capazes de ac edi a . “Impelido pela chu a e pela cu iosidade, en ei no á io ca e noso, me gulhado numa escu idão p o unda na qual se des aca a um milha de elas o i as (…). Ha ia a oma de incenso e sons de o ações mu mu adas. No cen o da na e, pendia do e o um c uci ixo de dez me os de al u a, com Jesus de um lado e Sua mãe do ou o (…) odeado de anjos (…). O uído ú il do mundo ex e io de a luga ao espei o e ao silêncio. As c ianças man inham-se ao lado dos pais e olha am em edo com um a de con usa e e ência. (…) O anonima o da ua ica a ali subo dinado a um ipo especial de in imidade. Tudo o que e a sé io na na u eza humana pa ecia se azido á supe ície: pensamen os sob e limi es e in ini o, sob e aqueza e a sublimidade. (…) Ao im de 10 minu os na ca ed al, uma sé ie de ideias que e iam sido inconcebí eis lá o a começa am a assumi um aspe o de azoabilidade. Sob a in luência do má mo e, dos mosaicos, da escu idão e do incenso, pa ecia comple amen e p o á el que Jesus osse o ilho de Deus e que i esse caminhado sob e o ma da Galileia.” (Bo on, 2013, p, 121,122) O mesmo pode acon ece com os edi ícios comuns com os quais es amos habi uados a lida no dia a dia. Concei os que pa ecem impensá eis a uns qua en a me os de dis ância, podem, a a és de uma ob a a qui e ónica, o na -se bem eais. En ão, como é que encon amos a elicidade num edi ício? O sen ido de beleza e a pe spe i a ace ca de uma boa ida es ão in e ligados. Somos capazes de admi a uma pessoa e o seu compo amen o ou ap ecia obje os e de e minadas ações quando, no undo, lhes iden i icamos alo es que achamos Imagem 23 : C ia i idade no Ambien e U bano 57 lou á eis. No malmen e alo izamos a ibu os posi i os, como a amizade, a bondade, a sub ileza, a o ça ou a in eligência. O mesmo acon ece com os edi ícios que nos odeiam. Os ma e iais, as o mas e co es u ilizadas, udo nos acaba po ansmi i , semp e, uma qualque ideia ou con icção, da qual acabamos po gos a mais ou menos consoan e o alo que lhe iden i icamos. Assim como eco damos a in ância a a és do chei o de um de e gen e ou de uma chá ena de chá, podemos e oca em odas as a qui e u as uma cul u a ou his ó ia, simplesmen e ao epa a num de e minado angulo ou exp essi idade das suas linhas e as. S endhal, esc i o ancês, o e eceu-nos uma exp essão encan ado a sob e a ligação en e o gos o isual e os nossos alo es, quando esc e eu “a beleza é a p omessa da elicidade” (Bo on, 2013, p. 109). O amo pelo que achamos belo in e liga-se com as qualidades que necessi amos pa a p og edi mos enquan o se es humanos. Ao en ende que a humanidade nunca chega ia a um consenso no que diz espei o aos gos os isuais ou p e e ências é icas, sublinhou ainda: “há an os es ilos de beleza quan as as pe spe i as de elicidade” (Bo on, 2013, p. 109). De uma o ma indi e a, con amos que os edi ícios que nos odeiam nos eco dem os es ados de espí i o ou ideias que espei amos. P ocu amos associações de paz nos nossos qua os, me á o as de gene osidade e ha monia nas nossas cadei as e um a de hones idade e aqueza nas nossas o nei as. Mas, bas a ão es es de alhes pa a ga an i um ambien e eliz no espaço? “É necessá io c ia as condições ísicas p é ias ou uma pla a o ma a pa i das quais a base das a i idades ou a a mos e a de uma cidade se possam desen ol e . Um «ambien e c ia i o» é um luga que con em os equisi os necessá ios em e mos de in aes u u as pa a ge a um luxo de ideias e in enções. Um ambien e pode se um edi ício, uma ua ou um bai o (…)” (Land y 2017, p. 26) Se, po um lado, Alain de Bo on nos mos a como nos aliamos à elicidade indi idual nos espaços cons uídos, como nos sa is azem as linhas simples ou a complexidade do o namen o em cada edi ício, a ideia de Cidade C ia i a, que nos ap esen a Cha les Land y, é sem dú ida undamen al pa a a cons ução de a mos e as ideais pa a o con o o cole i o das comunidades. Imagem 27 : Fo omon agem Ilus a i a da Es a égia de Tu ma 65 Vamos em busca de uma simbiose, de uma no a men alidade, de um no o modelo espacial que assuma a esponsabilidade sob e o papel que em na ans o mação da paisagem e do e i ó io que ocupa, e que o aça de o ma mais conscien e e equilib ada, isando não só a egene ação da na u eza em udo o que ainda o possí el, mas ambém a p ese ação da p óp ia exis ência das comunidades e a sua qualidade de ida. Colocam-se, assim, as pessoas, os se es humanos enquan o espécie que é p incipal in e enien e, como cen o na es e a de ação. ESPAÇOS NATURAIS - ÁGUA Soluções baseadas na na u eza Zonas de ec eio Rena u alização Expansão Fil ação Cidade esponja ESPAÇOS NATURAIS VERDES Soluções baseadas na na u eza Pa ques Regene ação Biodi e sidade Ag icul u a Flo es a Pauis OCUPAÇÃO HUMANA Tu ismo Despo o Tecnologia Mobilidade Economia EQUILÍBRIO Ecologia Felicidade P ospe idade Sus en abilidade Iden idade Simbiose Imagem 28 : Diag ama de Co es e Concei os de Base pa a a Es a égia Te i o ial 67 3.2. DEFINIÇÃO DAS CORES P omo e di e amen e a p oximidade, a mobilidade sua e, a inclusão social e a de esa do pa imónio na u al, são in enções que ac edi amos se capazes de e desen ol idas com pequenas mudanças de a i ude, a pa i de pequenas in e enções, c iando um e en o em cadeia a é ge a g andes mudanças. De o ma a sin e iza e cla i ica a lei u a de oda a es a égia pensada pa a o e i ó io, oi c iado um sis ema de co es que o ganiza o pensamen o e ações de in e enção, no Baixo Mondego, de aco do com a essência dos espaços que a am. É equen e o c uzamen o dos di e sos emas, onde as in e enções englobam mais de uma co , o que e ela a simbiose indissociá el en e os á ios elemen os. Di idimos assim, as nossas in e enções em qua o e en es p incipais: o Ve de, o Azul, o Ve melho e o Ama elo, que exp essam a es a égia assen e sob e os dois pila es es u u an es: os espaços na u ais e os espaços u banizados. 3.2.1. VERDE – ESPAÇO NATURAL As cidades, enquan o habi a humano po excelência, cons i uem-se de di e en es o mas e o ganizações pelo mundo. A o ma como as cons uímos e o cuidado com a elação com o espaço na u al é que se em mos ado desajus ado, em odos os sen idos. Exis e uma explo ação in ensa como se as consequências não nos a e assem no u u o. No en an o, o seu imenso c escimen o, acompanhado de odos os seus des echos, e idencia am a necessidade de in eg ação a i a de espaços e des na cidade, ob igando a ado a es a égias de simbiose que capazes de conduzi elações u banas diá ias e in ensas com o meio na u al. Le Co busie oi um dos mes es da a qui e u a a pe cebe a eme gen e mudança de linguagem na o ma de pensa e cons ui as cidades e os seus edi ícios. Se a é meados dos anos in a e a de endida a ideia de que os edi ícios de iam se quase como en elopes, independen es, capazes de pe manece a uma empe a u a es á el de 18ºC, comple amen e au ónomos ela i amen e ao a ex e io , as empe a u as ex e io es e às a mos e as en ol en es, como é po exemplo o edi ício go e namen al Cen osoyuz Building con uído em Mosco o, na Rússia em 1933. É a pa i do início da década de cinquen a que se dá uma mudança adical de Imagem 29 : Po encial Ag ícola do Baixo Mondego 69 sensibilidade quan o aos con ex os climá icos. Co busie pe cebe a necessidade que a cidade em de unciona como um mecanismo que en ol e di e sos ó gãos e di e sas camadas e anspo a-a não só pa a os edi icios go e namen ais, como é o caso do Assembly Palace em Chandiga h, cons uído en e 1951-1962. “Espaço Ve de U bano” é a de inição mais di e a que emos des a necessidade de eap oximação do espaço u bano com o espaço na u al. No en an o, é necessá io pe cebe que es e concei o em de i alem da beleza associada a um pa que ou a um ja dim. Nes a es a égia, a ibuímos o Ve de a odas as á eas na u ais e de paisagem p imá ia exis en e: as ho as ou quin ais, as encos as e es idas, a ege ação de p o eção das ias, as zonas de p o eção ambien al, a ege ação das ma gens dos ios e lagos, as zonas ag ícolas e as zonas lo es ais, de p odução ou conse ação. Todos es es espaços são impo an es pa a o con olo e dinamização do clima, al como pa a melho ia da qualidade do a , do con o o é mico ou pa a a pe meabilização dos solos. Nes e e i ó io, são pa icula men e a aen es as comunidades biológicas que o ca ac e izam, cujo po encial de e se alo izado, egene ado e a é expandido, de modo a conec a em-se e a a o ece o e o ço dos co edo es ecológicos. A con ibuição que es es espaços podem e na p e enção e mi igação dos e ei os das al e ações climá icas é eno me e são conside ados, nes a es a égia, como ins umen os de planeamen o e i o ial e u bano que con ibuem pa a a sua sus en abilidade. O olha a en o sob e a ag icul u a o na-se undamen al na de inição des a es a égia, p incipalmen e pela escala que em na ocupação des e e i ó io. O uso abusi o da água, a cons an e e osão dos solos e a explo ação in ensi a em monocul u a, são p oblemas que espe amos e esol idos in oduzindo no os modelos e p a icas egene a i as. Os p oje os desen ol idos pelo And é Ma ins com a Comunidade Ag o-P odu i a Expe imen al e pela Ma ia Vicen e com as Piscinas Na u ais o ien am-se exa amen e nes as di e izes: di e si ica a p odução, po encia a egene ação dos solos em conjun o com a pecuá ia e a sil icul u a sus en á el, associando com a pa icipação das comunidades adjacen es. Es as medidas são baseadas nas ques ões e soluções ap esen adas no concei o de Cidade Imagem 30 : Dique em Mon emo -o-Velho 71 Esponja, que p ocu a ga an i uma maio abso ção de água pelos solos, o que é o p ocesso na u al, além do ap o ei amen o da água das chu as e a con i ência pací ica com o io. O obje i o passa po coloca es as p á icas à disposição da u banidade e do meio ambien e, pa a que si a, u u amen e, como exemplo e caso de es udo pa a a implan ação de mudança de pa adigmas nou os e i ó ios. 3.2.2. AZUL – ESPAÇO NATURAL É já longa a ba alha das ensões do pe cu so do io Mondego com as suas comunidades adjacen es. A sua a i icialização é al que hoje, es inge-se apenas aos seus usos écnicos. Não deixamos de pa e es a ealidade, e po isso, a ibuímos o Azul, às in e enções que se c uzam com o pe cu so des as águas, ap as de a ibui no as es a égias de con enção, sem o ep imi , mas sim de manei a a libe a -se. Iden i icamos algumas zonas ágeis, que esul am das cons an es cheias, e conside amos um dos pon os de pa ida essenciais. As in e ceções do io com os seus a luen es inci am uma súbi a mudança da di eção das águas, aumen ando e capacidade e elocidade no mal do caudal. Ao analisa ans e salmen e es as zonas, é ácil pe cebe que as soluções dos diques, po no ma, es ão a uma co a mais al a na ma gem sul, o que aca e a p oblemas g a es na ma gem opos a em época de cheias. Assim, sem que e insis i em soluções já usadas e sem g ande e iciência, pa imos pa a uma solução que cump a e espei e a on ade p óp ia da na u eza, aumen ando a la gu a do lei o do io, bem como a c iação de bacias de e enção nas in e seções dos á ios a luen es com os aje os p incipais. Is o pe mi i á um alí io e uma melho dis ibuição do caudal do Mondego e a luen es, eequilib ando des e modo, o con as e exis en e en e as duas ma gens - en e os ios elho e no o. Embo a não es ando em o al conco dância com algumas das soluções que já exis em ao longo do io mondego, desca á-las não se á opção. Agimos assim numa espécie de manipulação dos diques, po exemplo, pa a a cons ução de locais de uso sazonal ou egula ao longo de odo o ano, na en a i a de encon a uma simbiose quase na u al en e a água, as pessoas e o meio u bano en ol en e. Imagem 31 : Vila de Mon emo -o-Velho 73 O ciclo da água e a o ma como es e unciona e se elaciona com o meio u bano, é undamen al pa a a ingi mos a sus en abilidade necessá ia des e e i ó io, e como a isão que emos é holís ica, a conside ação de odos os espaços na u ais que o ca ac e izam e a sua elação com a u banidade são ambém al o de um es udo ap o undado pa a a ingi es a coesão. 3.2.3. VERMELHO – ESPAÇO E SISTEMA URBANO A ibuímos o Ve melho aos espaços e in e enções elacionados com a ocupação e posicionamen o da sociedade a ual. Com a ápida e olução cogni i a, o se humano oi-se libe ando da na u eza e dos ecu sos endógenos de que já oi, um dia, o almen e dependen e. Começou po explo a e domes ica o meio ambien e com o in ui o de explo a ecu sos, pa a depois ence a modos de p odução capazes de sa is aze ou as necessidades, que le a am à c iação de es a égias de ação cole i a, acabando po ge a , em massa, as no as sociedades. Es as são hoje mais in e dependen es, e e éns dos sis emas de dis ibuição e mobilidade, do que da condição e i o ial local. Po de inição, a nossa es a égia começa pela e lexão sob e o papel que os pequenos aglome ados, nomeadamen e, nes a egião especí ica, de em cump i na ixação de uma iden idade e a i mação da coesão e i o ial, e como se podem es abelece as ligações en e os á ios subsis emas que eles in eg am. Mon emo -o-Velho, como sabemos, es á no epicen o de uma geog a ia u bana di usa, de ca ác e subu bano, assumidamen e u al. No a ual modelo, em de omb ea com a a a i idade e isibilidade dos dois g andes polos u banos que ocupam os ex emos da egião, Coimb a e Figuei a da Foz. É um município que, como os da sua izinhança, coabi am numa egião ainda ligada a adições e cos umes u ais, o que nos pe mi e assumi o seu desen ol imen o de uma pe spe i a que não en ol e os habi uais cons angimen os ísicos que um g ande cen o u bano implica. Conside amos que a economia é um ema cen al e ans e sal a odos os emas que p opomos. Hoje, udo depende da espos a posi i a que se dá a es a ques ão, e embo a se p e enda muda es e es igma, assen e na ideia de c escimen o Imagem 34 : Paul do Taipal 81 e bem se idos pelas no as odo ias, nas pequenas cidades p óximas, acen ua um enómeno econhecí el nos espaços do elho bu go medie al e cen al de Mon emo . A equali icação u bana des e e i ó io pode passa pela eabili ação dos edi ícios que o pe mi am, e assim a ibui p og amas que dinamizem os p óp ios aglome ados. Nes e sen ido, su ge o p oje o Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o- Velho – A i a Modos de Vida Saudá eis e Felizes. 3.2.4. AMARELO – NOVO ANTROPOCENO Vi emos num sis ema complexo, numa época onde o nosso plane a se al e a d ama icamen e, e po isso, de emos e le i semp e na impo ância e no papel que ocupamos. Nes a nossa e a, de quase domínio o al sob e os ecossis emas, exis e a sensação de es a mos num pon o de cha nei a en e um passado e um u u o absolu amen e dis in os. As po as da ciência que emos à nossa en e p ome em e oluciona as aízes undamen ais que ge am e guiam os alice ces das p óximas sociedades, des a o ma, compe e-nos, enquan o se es humanos de ini que ipo de u u o ambicionamos. T abalhamos pa a um mundo dis ópico, ou de emos en a eequilib a mo- nos com os ecossis emas e biodi e sidade, e odo o po encial c ia i o da na u eza? A e dade é que os a uais pa adigmas que en en amos equisi am es abilidade, sus en abilidade e p ospe idade. E é sob e eles que se oca o nosso abalho. A ibuímos o Ama elo à consciência do impac o que emos no mundo. Como a qui e os, cons u o es e in e enien es no espaço, de emos p oje a o u u o que que emos i e . O g ande pode que emos em mãos de e se u ilizado de o ma g adual, e an es de pa i pa a g andes e oluções, de emos se capazes de induzi pad ões de bem-es a ge ais, seja a a és da cons ução do meio u bano ou da econs ução de espaços na u ais pa a a biodi e sidade, seja a a és de in e enções mais pequenas ou de maio escala. O mundo a a essa a ualmen e uma g a e c ise pandémica, que em sido impo an e pa a pensa . Pensa no e dadei o impac o que oda a ecnologia e e na nossa o ma de es a e de comp eende o mundo, pensa na men alidade consumis a que se em indo a implan a e pensa um sen ido mais comuni á io 83 pa a a ida das populações. Embo a ainda não dominemos o e dadei o impac o des e c escimen o ugaz, sen imos que é apenas do Homem que pode á su gi o p imei o passo, da consciencialização e comp eensão da o ma como cada nação é capaz de esponde , ou não, às necessidades de cada um. Assim, o Ama elo é a co cen al, comum a odas as in e enções p opos as, que em conjun o se p opõem ein en a o Baixo Mondego, pa a p opo ciona maio es e melho es opo unidades às suas populações, aumen ando a sua qualidade de ida e os limia es de elicidade que podem ambiciona expe imen a , nas ações do seu quo idiano. Imagem 35 : Bu go Mu alhado 85 3.3. O BURGO Como oi desc i o nos capí ulos an e io es, Mon emo -o-Velho é hoje uma cidade des alo izada. Podemos olhá-la como uma pequena po oação, cen al no Baixo Mondego, com odas as ca ac e ís icas pa a aí se pode usu ui de uma eno me qualidade de ida, ou pa a expe iências de excelência, mas que, no en an o, se deixou le a pela ascensão da e a da máquina, com odas as “ alsas ilusões” e comodidades que es a endencialmen e o e ece, caindo num declínio já inúme as ezes is o e e is o. O que amos apelida de Bu go desenha-se sob e a colina do cas elo, como um casa io modes o, dispe so e en eco ado po uas e caminhos es ei os. Cons i ui, no en an o, um co po con ínuo, con o nando as mu alhas his ó icas pelos quad an es nascen e, sul e poen e. Hoje, es á mui o eduzido à condição de uína e memó ia a queológica. Mui o ma cado pelo mu os e ba bacãs da elha mu alha emanescen e à co a al a, es ende-se a é à en e ibei inha a a és de uma malha en ol en e, de o igem híb ida, medie al e mode na, que se echa a na es ada nacional que co ia jun o ao io. O des io da an iga es ada nacional (EN-111) de ligação a Coimb a, que ou o a pe co ia a zona baixa da cidade en e ao io e seguia pa a nascen e, inda do li o al, es aziou mui as das dinâmicas u banas, a as ando-as pa a no e e poen e. os esiden es o am a aídos pela ilusão ácil da mobilidade e acessibilidade odo iá ias, pelos acessos desimpedidos e pela p og essi a ins alação de equipamen os e ou os se iços u banos. Es a plu alidade da o e a pu amen e uncional já oi, em empos, o p incipal a o de alo ização da escolha dos locais de esidência — e ainda o é pa a algumas amílias clássicas com ilhos em idade escola —, mas o pa adigma es á a muda , e as escolhas, hoje, assen am nou as qualidades u banís icas e u banas. Apa en emen e es u u an e, a no a ia de ci culação ez com que se con igu asse um no o u u o pa a aquele luga . Tudo se pe spe i a a pa a que a dispe são u bana acon ecesse, alheando-se do pequeno bai o his ó ico, qual “ elha senho a” ladeada po um “séqui o” de signi ica i os e inca ac e ís icos “do mi ó ios pe i é icos”, que se em sob e udo a cidade capi al egional, alojando os “esc a os” da comu ação quo idiana pa a Coimb a. Mis u a am-se po aí os se iços e indús ias, Imagem 36 : Acessos Mecânicos 87 os pequenos bai os ou no os qua ei ões esidenciais indi e enciados, sem his ó ia nem alo pa icula es. Esp aiou-se Mon emo , num p ocesso insensí el e ilusó io, onde quase se pe deu o elho bu go his ó ico que u ge ago a esga a ! Apesa de udo, ao longo dos anos, os execu i os municipais o am econhecendo algumas dessas agilidades que a po oação em acumulado, e a é a ança am com di e sas es a égias de eabili ação u bana. O município em iden i icados e dec e ados os ins umen os de eabili ação u bana, como as ARU, ORU e PERU, que delimi am as zonas mais sensí eis e deg adadas pelo empo, com al o p incipal no seu pa imónio cul u al e edi icado. De endem o seu cen o his ó ico ou as á eas na u ais p o egidas, com is a à cons ução de uma eno ada paisagem u bana consolidada. Há mesmo, inclusi e, já ins alados, alguns p og amas e espaços públicos eabili ados, e equipamen os especiais, que ão ao encon o desses obje i os p é es abelecidos. Os Acessos Mecânicos, que unem di e amen e a co a al a à co a baixa acili ando o acesso a odos os habi an es, ou as eabili ações do Tea o Es he de Ca alho e do palace e onde es á ins alada a ecen e Biblio eca Municipal, ou do Velho Me cado, al como a ins alação da Casa de Chá den o das mu alhas do Cas elo, são ob as exis en es que, melho ou pio , en a am e e elam a pe seguição de uma polí ica municipal capaz de impulsiona o p ocesso desejado de egene ação u bana, incen i ando no as ge ações a habi a e usu ui do seu cen o his ó ico. Também assim acon ece com os p og amas de e i alização do comé cio adicional e a cap ação de no as a i idades, e com o es ímulo às dinâmicas económicas e cul u ais locais. Di e en es obje i os, di e sas es a égias, mas semp e a ambição de habi a uma cidade eliz, acolhedo a e inclusi a, onde o papel de odos e de cada um pode se econhecido e alo izado, numa complemen a idade cole i a, cúmplice e comuni á ia. Pa imos, assim, num p imei o momen o, pa a uma es a égia que iden i ica o conjun o de polos mal ap o ei ados e abandonados, e que p opõe no os p og amas de inclusão. Com base na cul u a, o obje i o é, desde logo, o de c ia modos de ida sociais mais in e essan es pa a os mo ado es en elhecidos des e bai o, a aindo pa a aqui no os habi an es, p opo cionando-lhes uma melho qualidade de ida, numa incon o ná el cenog a ia ambien al desenhada à escala das pessoas, equilib ando a elicidade da comunidade como a elicidade pessoal de cada indi íduo. Edi icios Públicos Edi ícios De olu os com Po encial pa a P og amas de Reabili ação U bana Edi ícios De olu os com P opos a de Habi ação Colabo a i a 1. Mu alha 2. Pos o de u ismo 3. Ig eja de San a Ma ia da Alcáço a 4. Tea o Es he de Ca alho 5. No o Me cado 6. Jun a de F eguesia 7. Ig eja de Mise icó dia 8. Câma a Municipal 9. San a Casa da Mise icó dia 10. Ig eja de São Ma inho 11. Biblio eca Municipal Legenda: Imagem 37 : Plan a de localização dos edi ícios de olu os, escala 1:2000 Qua ei ão do A es 89 Pa a que udo isso acon eça, impo a ixa obje i os cla os, encon a os públicos ce os, con oca os meios e os ins umen os adequados. Es e meand o do elho bu go a poen e é uma bolsa especial. En e uelas que en ol em a Ig eja e o seu ad o, sob ancei o ao no o Pa que Laguna — p opos o e desenhado pela colega Ma ia Vicen e —, que se ixa na en e ibei inha, su gem, po en e mu os e uínas, pon os de is a únicos sob e o ale, essal ando as paisagens sublimes e o conjun o de opo unidades pa a o ec eio e o laze , ou despo o in o mal, que se i á de modo mui o posi i o os u u os esiden es. O p imei o passo é bas an e simples, a ibui p og ama ao conjun o edi icado e g andemen e de olu o, que se alonga pelo mais ele an e pe cu so, encu ado e ci cula , sublinhando a opog a ia. Ele pe co e o bai o seguindo pela ua Mendes Pinhei o a é à ua Di ei a do Cas elo. A decisão ecaiu sob e a possibilidade de, ace à cu a ex ensão e p oximidade, lhe ea ibui a elha unção de alojamen o, mas segundo no os p og amas de Habi ação Colabo a i a. Ao encon a alguns espaços pa a se iços comuns e es adias cole i as, pode a i a -se a independência indi idual de ou os idosos que, em conjun o e p oximidade, pode ão po encia os seus sabe es e expe iência, pa ilhando-os e bene iciando da en eajuda, e da pa ilha, de um modo na u al e inclusi o. Essas esidências, jun amen e com aquelas que ainda es ão hoje habi adas nes e bai o, passa ão a o e ece uma ambien e mais segu o e coeso pa a se coabi a , nes es no os ecidos u banos eabili ados. Em pa alelo, odos os ou os edi ícios com maio capacidade edi ica ó ia — pois na gene alidade o pa que é mui o diminu o —, pode ão acolhe no as amílias, de escalões e á ios a i os, pelo que a possibilidade de ala ga a in eg ação de um modo in e ge acional i á ce amen e oco e . Jo ens a i os e sem ilhos, ou com c ianças pequenas, podem bene icia mui o des e ambien e segu o e elaxado, sob e udo se o ele abalho, que se a izinha como u u o p omisso , se o na uma ealidade eco en e. Um p ocesso singelo como es e, de egene ação u bana c ia i a e ino ado a, des ina-se a g upos in e ligados de alojamen os que podem unciona , duplamen e: num egime de coabi ação (‘co-housing’); a iculado com um egime li e de a endamen o apoiado ou endas boni icadas. Podemos e es amos a ala de uma pa e da cidade, e de ogos, a i ados como escolhas conscien es, des inadas a simpli ica e o imiza a qualidade de ida de di e en es g upos e á ios, e i ando a uns, a ins i ucionalização e a pe da de independência, com a co esponden e pe da Imagem 41: Diag ama com a ma cação das en adas p incipais do Qua ei ão das A es 97 dos espaços domés icos podem se eencon adas. assim, ab em-se, a pa i de odos os quad an es des a in e enção possí eis ligações a um ja dim cen al, onde eside o co ação público des e p og ama múl iplo. A a és de pequenos asgos p é- exis en es, en e casas ou mu os, pe mi em-se ias de pene ação e c uzamen os que se in e se am nes e cen o do Qua ei ão das A es. E, sob e cada uma dessas pene ações, ab em-se di e en es con eúdos p og amá icos, que maio i a iamen e ap o ei am e in eg am as cons uções p eexis en es A pa i de um dos pa ama es dos acessos mecânicos ao cas elo, o Qua ei ão das A es ganha isibilidade e ab e-se, com acesso di e o ao espaço da gale ia de exposições. Es a se á apenas uma po a con i e, insinuan e, que nada o e ece de ób io, pois pene a po baixo o p og ama e só aos poucos ai e ela as inúme as possibilidades de explo ação. Rompe-se no imponen e mu o b anco que dá supo e ao úl imo lanço de escadas olan es, c iando es a po a nascen e, e ab indo um pe cu so in e io que e ela aos poucos mais su p esas. Inicialmen e é um espaço enso, que desenha um longo co edo com ce ca de dezasseis me os de ex ensão en e mu os, ambém de con enção de e as, que conduzem a uma gene osa sala de exposições e a i idades di idida em dois pa ama es. Po se a a de um espaço no o, que nes a co a baixa p ocu a es abelece a iculações espaciais, é o be ão à is a que essal a como e es imen o em con as e com a ped a de g ani o adicional, mui o usada em Mon emo -o-Velho. A gale ia pa a exposições, mui o in o mal, libe a-nos pa a dois pe cu sos al e na i os. O p imei o, seguindo uma ampa que conduz ao pa ama in e io da sala, onde se ai eduzindo a ensão c iada pela du eza do be ão e os mu os de con enção. O espaço o na-se mais cla o, ab em-se ês gene osas abe u as, de exp essão e ical, po onde pene a a luz de nascen e e sul. O pé-di ei o c esce e o ci cui o e mina numa no a en ada/saída, asgada na pa ede an iga da ua de con o no. Es a é ambém uma al e na i a e escapa ó ia de segu ança, que ajuda a desenha a pe meabilidade do qua ei ão. Mais uma ez, aqui, a cons ução no a de be ão asga o mu o adicional e ca ac e ís ico do luga , mas ago a, pelo lado sul do mesmo. Imagem 42: Esquisssos dos Espaços Mul iusos 99 O ou o pe cu so pe co e angencialmen e a gale ia e e mina com o acesso a uma caixa de escadas, onde incide luz inda de um piso supe io . A a és dela chegamos à co a 35.50, onde se insc e e o cen o ou co ação des e p oje o. Cons ói-se, sob e os an igos ab igos de apoio ag ícola, um no o co po que segue os pad ões adicionais locais, com desenho ec iado, que omen a a c ia i idade e poli alência num espaço mul iusos. Es e é, cla amen e, um espaço p incipal, que se concebe seguindo o alinhamen o do no o mu o que echa ago a o pe íme o do qua ei ão pelo lado no e. No seu in e io oi desenhado um amplo espaço, com painéis que o pe mi em compa imen a , adap ando-o às necessidades especí icas de cada wo kshop ou o mação que aí enha a deco e . Uma es u u a em madei a, e ocando as cons uções adicionais e popula es com a ped a exis en e, dialogam com os soalhos em pinho, em espaços in adidos pela luz na u al. As salas, poli alen es, ab em-se ou echam-se consoan e o ipo de a i idade que se p e ende implemen a . O mobiliá io, simples e adap á el, az pa e des e exe cício da c iação do espaço. As po adas em ipado de madei a, pelo ex e io , pe mi em o ensomb amen o e a p o eção da adiação excessi a, mas ambém pe mi em eduzi a pe meabilidade isual, semp e que o necessá io. É um espaço no o, que se liga a um co po exis en e a no e, e que se ab e comple amen e pa a o in e io do qua ei ão. P e ende-se que, a a és dos panos de id o e das po adas em ipado de madei a, que se ele am e es endem a cobe u a do pequeno alpend e, sob o bei ado da cobe u a, se deixe de sen i a ba ei a en e in e io e ex e io . Possibili a-se assim que, nos dias de sol, o ja dim uncione em o al con inuidade com a sala, aumen ando o espaço de abalho, e que deixe de se pe ce í el a eduzida á ea em me os quad ados, que e e i amen e de ine cada módulo da sala. Ainda sob e es e momen o, impo a e e i a insc ição, no ní el in e io e sob o olume exis en e no ga e o no e, de um pequeno audi ó io que ap o ei a o desní el do solo e ala ga o espec o de a i idades possí eis no qua ei ão. Descola am-se edi ícios exis en es, isolando olumes e p og amas, e ab iu-se uma passagem es ei a no lado poen e, que ap o ei ou o pe cu so pela ua/escada ia que ema a a Rua Imagem 43: Esquissos das Residências de A is as 101 Di ei a do Cas elo. Aqui o pequeno audi ó io é o p og ama de e e ência, associado a um pequeno módulo habi á el, des inado a acolhe con idados especiais. Quan o aos olumes exis en es, eabili a am-se semp e que possí el, e man êm-se as écnicas u ilizadas, is o é: pa edes es u u ais em ped a, po ezes com ebocos pin ados pelo ex e io , e gessos ca onados pelo in e io , pa a ocul a em as camadas de ma e ial isolan e é mico. P óximos des a esquina sul/poen e do Qua ei ão su gem, po an o, os p og amas do pequeno audi ó io e do alojamen o pa a con idados, que são comple ados ainda com a pequena loja pa a a ap esen ação e come cialização de p odu os de e e ência egionais. Na mesma linha de pensamen o que a do an igo p og ama municipal, não só se eabili a a esidência pa a a is as, como se c ia ou o adicional, no edi ício de ped a a is a que ema a o longo mu o de con o no, quando se ci cunda o qua ei ão de poen e pa a nascen e, à co a mais baixa, pelo lado sul. Es as esidências são pensadas como espaços pa a abalho e, ainda, pa a ações de pedagogia e pa ilha. Assim, no piso in e io ixa am-se as á eas habi á eis e, na co a supe io , os espaços de in e ação pon ual, ou de ap endizagem e expe imen ação. É impo an e lemb a que odas as a es são aqui possí eis, desde as Belas-A es, mais clássicas, às mais a iadas o mas de exp essão musical, à dança ou à esc i a c ia i a, ao ea o mas ambém às a es de ua, en e an as e an as ou as disciplinas que, hoje, colonizam e animam o mundo das o mas de exp essão c ia i as. As ligações en e as a es e o design, com as a es pe o ma i as popula es, ou as danças eginais, podem ambém se al o de e en os e ações dinâmicas, capazes de a i a populações, públicos di e sos e di e en es g upos e á ios. Com o espaço de habi a no és do chão e com um espaço de abalho ou exposição no piso supe io , es as habi ações pa a a is as são, ambém elas, espaços poli alen es e p epa ados de modo lexí el, pa a acolhe agen es a iados de á eas disciplina es mui o dis in as que a ão des e “Qua ei ão das A es” um “hub” pa a a c ia i idade, onde ai e ilha a dinâmica cul u al, que é o pila ce o — embo a ecen e (2009) e apenas o qua o —, pa a um desen ol imen o sus en á el que os espaços a qui e ónicos p e endem, ambém eles, p opo ciona e a i a . Imagem 44: Plan a de cobe u a da p opos a, escala 1:500 103 Fecha-se assim um ciclo que in e essa aos isi an es ocasionais ou u is as, al como a públicos mais especializados, in e essados nos campos das a es e ciências sociais. É possí el pensa que a a a i idade do conjun o se á i ualmen e in ini a, desde que se cump am, em pa alelo, as condições mínimas pa a a implemen ação dos p og amas de a i idade! Na e dade, a a qui e u a c ia apenas a in aes u u a espacial. Con udo, num p og ama de egene ação u bana, impo am ou as condições de pa ida. Quando há opo unidades as comunidades ap o ei am-nas, in a ia elmen e! E, depois de lançadas, elas endem a alcança pon os de equilíb io que pe mi em que se au o sus en em po mui o empo. T a a-se de imagina o p og ama e c ia as condições adequadas, pa a que os p ocessos sejam a i ados. À a qui e u a cump e pe cebe o po encial espacial e aze a sua explo ação, de modo sensí el e adequado, e assim, a i a a elicidade num odo! Imagem 45: Relação do Qua ei ão das A es com o Cas elo de Mon emo - -o-Vellho 105 CONSIDERAÇÕES FINAIS Como é que a a qui e u a po encia qualidades pa a ga an i a pe manência ou o e o no de uma condição de ida mais eliz? Pe cebe odas as es e as de ação que um g ande e i ó io como o Baixo Mondego, ou numa escala meno , como Mon emo -o-Velho, se nos e elam, pe mi e nos chega a um inequí oco pa ece posi i o, como espos a a es a ques ão undamen al. Apesa de indi idual, es e é um abalho que começou em equipa. Le an a am- se ques ões, p oblemá icas, en ende am se a i udes e, acima de udo, inci a am-se p opos as conscien es que ac edi amos, sem dú ida, que melho a iam a condição de ida não só dos habi an es, como ambém as de odos os ambien es i os em cada paisagem ca ac e izado a do luga . Con on a o ema da Felicidade com os discu sos de quem pensa o espaço, ou ge e um e i ó io, pode pa ece , em p imei a ins ância, um elemen o a des alo iza . Mas a incon o ná el e dade, é que os luga es só uncionam no seu odo se, neles, as pessoas se sen i am con o á eis e elizes, se hou e as dinâmicas ce as que es imulam as pessoas a in e i , a pa icipa . O Qua ei ão das A es é exemplo des a si uação. Apesa dos es o ços pa a a i a algumas unções, a ila e o cen o his ó ico o am caindo no esquecimen o, pe dendo as suas gen es e adições. E nada é mais is e do que assis i à decadência de odo um e i ó io, a as ando as po oações e os seus habi an es. A a qui e u a em um papel undamen al em odas es as ques ões, quando, ao ga an i a qualidade dos espaços, ga an e o con o o e es imula a pe manência e a i idades dos seus habi an es. A o ma como é possí el in luencia ou in e i no quo idiano de cada pessoa, ap oximando-nos delas, é algo que me ascina e que com es e abalho pude pe cebe mui o melho . Sen i o como, e o aquilo que de emos aze , azendo-o cada ez melho . 113 SUMÁRIO DE IMAGENS Imagem 1 : Diag ama de P incipais Aglome ados do Baixo Mondego (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 2 : Rio Mondego (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 3 : Cas elo de Mon emo -o-Velho (Fo og a ia de Ch is ophe Fe ei a) Imagem 4 : Ínsuas do Rio Mondego em Coimb a (Fo og a ia e i ada do seguin e link: h ps://www.pin e es .p /pin/448248969156177985/) Imagem 5 : Pon e Açude de Coimb a (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 6 : F en e Ribei inha de Mon emo -o-Velho (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 7 : Linha de De esa do Mondego (Ilus ação da u ma de A elie de P oje o ID) Imagem 8 : Aglome ados U banos no Baixo Mondego (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 9 : Va iação da População en e 1900 e 2021 (Au o ia da colega Sa a Almeida, baseado em INE - Censos 1900, 1950, 1960, 1970, 1981, 1991, 2011 e INE – Resul ados P o isó ios dos Censos de 2021) Imagem 10 : G upos E á ios nas Unidades Te i o iais em Es udo (INE –Censos de 2021) Imagem 11 : Ní el de Escola idade nas Unidades Te i o iais em Es udo (INE –Censos de 2021) Imagem 12 : Análise SWOT concebida pela u ma de A elie de P oje o ID (Ilus ação da u ma de A elie de P oje o ID) Imagem 13 : P incipais Eixos de Expansão do Aglome ado U bano (Ilus ação da colega Sa a Almeida) Imagem 14 : Campos Ag ícolas de Mon emo -o-Velho (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 15 : Vida Quo idiana em Mon emo -o-Velho (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 16 : Cabana Rep esen a i a da In ância (Fo og a ia da au o a) Imagem 17 : Au o a com o a qui e o Edua do Sou o de Mou a (Fo og a ia da au o a) Imagem 18 : A qui e o Ca los An unes na Visi a ao A elie do Co o (Fo og a ia da colega Ana G a e Ribei o) 115 Imagem 19 : Capa do li o “Cidades pa a Pessoas” do Jan Gehl (Fo og a ia da au o a) Imagem 20 : Esquisso de Au omó eis na Al a de Coimb a (Ilus ação de An ónio Ca alho in e is a Nu #45) Imagem 21 : Cul u a da Bicicle a na Cidade de Copenhaga (Fo og a ia in Cidades pa a Pessoas de Jan Gehl, p. 10) Imagem 22 : Ca ed al de Wes mins e (Fo og a ia in A qui e u a da Felicidade de Alain de Bo on) Imagem 23 : C ia i idade no Ambien e U bano (Fo og a ia in As O igens e os Fu u os da Cidade C ia i a de Cha les Land y, p. 18 ) Imagem 24 : Cul u a e Fu u o na Cidade (Fo og a ia in As O igens e os Fu u os da Cidade C ia i a de Cha les Land y, p. 43) Imagem 25 : Ma gens do Mondego (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 26 : P opos as desen ol idas pelos elemen os da u ma (Ilus ação da au o ia da u ma) Imagem 27 : Fo omon agem Ilus a i a da Es a égia de Tu ma (Ilus ação da au o ia da u ma) Imagem 28 : Diag ama de Co es e Concei os de Base pa a a Es a égia Te i o ial (Ilus ação da au o ia da u ma) Imagem 29 : Po encial Ag ícola do Baixo Mondego (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 30 : Dique em Mon emo -o-Velho (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 31 : Vila de Mon emo -o-Velho (Fo og a ia do Ch is ophe Fe ei a) Imagem 32 : Mapa da Rede Ciclá el p opos a pela colega Júlia Rod igues (Desenho da colega Júlia Rod igues) Imagem 33 : Cen o de Al o Rendimen o de Mon emo -o-Velho (Fo og a ia de Bea iz Calhei os) Imagem 34 : Paul do Taipal (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 35 : Bu go Mu alhado (Fo og a ia de Ch is ophe Fe ei a) Imagem 36 : Acessos Mecânicos (Fo og a ia da au o a) 117 Imagem 37: Plan a de localização dos edi ícios de olu os, escala 1:2000 (Au o ia p óp ia) Imagem 38 : An iga Casa de Chá, no Cas elo de Mon emo -o-Velho (a ual pos o de u ismo) (Fo og a ia da colega Sa a Almeida) Imagem 39: Esquissos do Qua ei ão das A es (Au o ia p óp ia) Imagem 40: Maque e do P oje o Casa da Cul u a, Ho bele (Dinama ca) , 2013 Fo og a ia e i ada do seguin e link: h ps://www.a chdaily.com.b /b /954916/casa-de-cul u a- ho bele -kul u ga d-we k) Imagem 41: Diag ama com a ma cação das en adas p incipais do Qua ei ão das A es (Au o ia p óp ia) Imagem 42: Esquissos dos Espaços Mul iusos (Au o ia p óp ia) Imagem 43: Esquissos das Residências A ís icas (Au o ia p óp ia) Imagem 44: Plan a de cobe u a da p opos a, escala 1:500 (Au o ia p óp ia) Imagem 45: Relação do Qua ei ão das A es com o Cas elo de Mon emo -o-Vellho (Fo og a ia pela au o a) 119 ANEXOS - En ega de A elie de P oje o I, 1º semes e - En ega de A elie de P oje o II, 1 º semes e - Fo os da maque es de abalho - Esquissos 121 129 131 Legenda: 1. Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho - Filipa O iana Ma ins 2. Co edo Despo i o e de Laze - Ka ina Telles Linhas de água exis en es In e enções nos cu sos de água Rede cicla el P opos as desen ol idas 567 43 1 2 89 Plan a COTA 12,00 m e 14,00 m 03 (Re) Habi a o Bai o A i a a Felicidade a a és da A qui e u a FCTUC . Depa amen o de A qui e u a . MIA Filipa O iana Fa ia Ma ins P opos a Escala 1:500 Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho: A i a a Felicidade a a és da A qui e u a FCTUC . Depa amen o de A qui e u a . MIA Filipa O iana Fa ia Ma ins Plan a Ge al de In e enções 01 P opos a: Escala 1:10 000 3. P og ama de Apoio ao Ciclis a - Júlia Rod igues 4. Piscinas Na u ais e Unidade de T a amen o i ossani á io de Águas Residuais - Ma ia Vicien e 5. Comunidade Ag o P odu i a expe imen al em E ei a - And é Ma ins 6. Pon e Pedonal da Quin a de A nes - Sa a Almeida 7. Cen o de Recupe ação Física e Men al associado ao u ismo de Saúde e Bem- Es a - Ca olina Ribei o 8. Cen o In e p e a i o das Águas do Mondego - Pablo San os 9. Po a Fe o iá ia do Baixo Mondego - Sa a Almeida Legenda: 1. Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho 2. Co edo Despo i o e de Laze (Ka ina Ma ins) 3. P og ama de Apoio ao Ciclis a (Júlia Rod igues) 4. Piscinas Na u ais e Unidade de T a amen o i ossani á io de Águas Residuais (Ma ia Vicen e) Linhas de água exis en es In e enções nos cu sos de água Rede ciclá el P opos as desen ol idas 4 3 2 1 Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho: A i a a Felicidade a a és da A qui e u a FCTUC . Depa amen o de A qui e u a . MIA Filipa O iana Fa ia Ma ins Plan a de In e enções Adjacen es 02 P opos a Escala 1:3000 Equipamen os Públicos N Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho: A i a a Felicidade a a és da A qui e u a FCTUC . Depa amen o de A qui e u a . MIA Filipa O iana Fa ia Ma ins Plan a Ge al do Edi icado 03 P opos a Escala 1:1000 Rua Fe não de Pina Rua Jo ge de Mon emo Rua Fe não Mendes Pin o Rua Di ei a Rua Conselhei o Mendes Pinhei o do Cas elo Legenda: Mu alha Pos o de Tu ismo Ig eja San a Ma ia de Alcáço a 11 10 9 8 75 4 6 3 2 1 P aça da República 1 2 3 Tea o Es he de Ca alho No o Me cado 4 5 6 Ig eja de Mise icó dia Câma a Municipal 7 8 9 Ig eja de São Ma inho Biblio eca Municipal 10 11 Jun a de F eguesia San a Casa da Mise icó dia Equipamen os Públicos Edi ícios De olu os com Po encial pa a P og amas de Reabili ação U bana Edi ícios De olu os com P opos a de Habi ação Colabo a i a N Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho Plan a de Cobe u as 04 Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho: A i a a Felicidade a a és da A qui e u a FCTUC . Depa amen o de A qui e u a . MIA Filipa O iana Fa ia Ma ins P opos a Escala 1:200 Q u a e i ã o d a s A e s 8 N Mu os Á eas Públicas Á eas de Se iço Luga de Encon o A a essamen os (En adas p incipais) Legenda 1. Espaço Mul iusos (a elie s) 2. Mini-Audi ó io 3. Ca e a ia 4. Es údio Con idados 5. Loja P odu os Regionais 1 3 2 4 56 7 8 8 9 10 6. Cama a as pa a Moni o es 7. Casa A is a 1 8. Gale ia de Exposições 9. Biblio eca / Sala Lei u a 10. Casa A is a 2 Espaço Mul iusos Ca e a ia Es údio Con idados A B C Casa A is a 1 Gale ia de Exposições D E F Casa A is a 2 Ja dim In e io G H Biblio eca / Sala de Lei u a A A B C DF E G H Legenda: En adas Possi eis pa a o Qua ei ão das A es Luga es de Encon os Plan a - Ve melhos e Ama elos 05 Regene a o Qua ei ão das A es de Mon emo -o-Velho: A i a a Felicidade a a és da A qui e u a FCTUC . Depa amen o de A qui e u a . MIA Filipa O iana Fa ia Ma ins P opos a Escala 1:100