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O trabalho infantil nos Estados Unidos pelas lentes de Lewis Hine

Santos Júnior, José Pacheco dos,Matias, Kamilla Dantas,Pereira, Rita de Cássia Mendes

Abstract

A partir da produção fotográfica do estadunidense Lewis Wickes Hine, este trabalho vislumbra discutir a potencialidade do uso da iconografia fotográfica para a elucidação de aspectos da história do trabalho infantil nos Estados Unidos. Entre 1908 e 1924, a serviço do National Child Labor Committee, Lewis Hine registrou e denunciou através de sua câmera, as inúmeras faces do trabalho de crianças nos EUA e deu uma contribuição decisiva para o debate sobre o emprego do trabalho infantil no mundo contemporâneo.

Full text

123 O abalho in an il nos Es ados Unidos pelas len es de Lewis Hine José Pacheco dos San os Júnio Kamilla Dan as Ma ias Ri a de Cássia Mendes Pe ei a DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 A igo ecebido em: 12/07/2012 A igo ap o ado em: 28/12/2012 124 Resumo: A pa i da p odução o og á ica do es adunidense Lewis Wickes Hine, es e abalho islumb a discu i a po encialidade do uso da iconog a ia o og á ica pa a a elucidação de aspec os da his ó ia do abalho in an il nos Es ados Unidos. En e 1908 e 1924, a se iço do Na ional Child Labo Commi ee, Lewis Hine egis ou e denunciou a a és de sua câme a, as inúme as aces do abalho de c ianças nos EUA e deu uma con ibuição decisi a pa a o deba e sob e o emp ego do abalho in an il no mundo con empo âneo. Pala as-cha e: Fo og a ia de denúncia social. T abalho in an il nos Es ados Unidos. Lewis Hine. Abs ac : F om he pho og aphic p oduc ion o Lewis Wickes Hine, his pape aims o discuss he use o pho og aphic iconog aphy o elucida ing aspec s o he his o y o child labo in he Uni ed S a es. Be ween 1908 and 1924, se ing he Na ional Child Labo Commi ee, Lewis Hine eco ded and epo ed, h ough his came a, many aces o child labo in he USA and made a decisi e con ibu ion o he deba e on he use o child labo in he con empo a y wo ld. Keywo ds: Pho og aphy o social denuncia ion. Child labo in he Uni ed S a es. Lewis Hine. José Pacheco dos San os Júnio * Kamilla Dan as Ma ias ** Ri a de Cássia Mendes Pe ei a *** O abalho in an il nos Es ados Unidos pelas len es de Lewis Hine The child labo in he Uni ed S a es by Lewis Hine’s lens * Mes ando em His ó ia Econômica na Uni e sidade de São Paulo (USP). E-mail: [email p o ec ed] ** Mes anda em His ó ia na Uni e sidade de Coimb a (UC) – Po ugal. E-mail: [email p o ec ed] *** Dou o a em His ó ia Social pela Uni e sidade de São Paulo (USP). P o esso a i ula do Depa amen o de His ó ia da Uni e sidade Es adual do Sudoes e da Bahia (UESB). Coo denado a do Labo a ó io de His ó ia Social do T abalho (LHIST/UESB). E-mail: [email p o ec ed] discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 125 In odução Os Es ados Unidos despon a am, no século XX, como uma g ande po ência econômica e a demanda c escen e de mão-de-ob a, deco en e, sob e udo, do desen ol imen o indus ial, oi a endida pelo a luxo de mig an es eu opeus que, desde as úl imas décadas do século XIX, se desloca am em busca de no as o mas de ida e abalho. En e os milha es de imig an es que ocupa am pos os de emp ego na cidade e no campo, des acam-se as mulhe es e as c ianças que, ecebendo salá ios in e io es aos dos homens, aumen a am as possibilidades de luc os dos capi alis as. De aco do com Pu dy (2008, p.177): Mui as emp esas emp ega am p e e encialmen e mulhe es e c ianças, cujos salá ios e am bem meno es que os pagos aos homens. A é 1920, mulhe es cons i uí am 20% de mão-de-ob a indus ial. Sem di ei os polí icos e sociais, mulhe es ambém inham que lida com ‘o a do duplo’ de cuida da casa e dos ilhos além de abalha . Em 1900, pelo menos 1,7 milhão de c ianças meno es de 16 anos de idade abalha am em áb icas e no campo. Es o ços pa a bani o abalho in an il i e am pouco impac o a é a P imei a Gue a Mundial. As décadas em o no de 1900 assis i am ao auge do abalho in an il nos Es ados Unidos em e mos es a ís icos. Em 1890, ce ca de um milhão de c ianças en e 10 e 15 anos abalha am (12% do o al), e em 1910 soma am quase dois milhões, ou 18% do o al, e isso não incluía o abalho nas azendas. (STEARNS, 2006, p.147). No cená io mundial, sob e udo a pa i da gênese do p ocesso indus ial, enquan o os discu sos dos capi alis as de endiam o abalho p ecoce como uma al e na i a à ida ociosa e mise á el, as lu as ope á ias pau a am-se, cada ez mais, po denúncias das más condições de abalho e demanda am a p o eção de mulhe es e c ianças, p e e encialmen e ec u adas pelos indus iais a cus o de baixos salá ios em um con ex o de subo dinação eminina e de ausência de egulamen ação pa a o abalho discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 126 in an il. Sob e a ealidade dos Es ados Unidos no al o ece do século XX, S ea ns (2006, p.148) escla ece que “in e esses emp esa iais e da ag icul u a em ge al de endiam o abalho in an il. Ci a am os bene ícios pa a as amílias, o einamen o e a p o eção das p óp ias c ianças con a os pe igos da ociosidade”. Inicia i as ol adas a egulamen a o abalho in an il nos Es ados Unidos começa am a apa ece no século XIX, desde 1840, p ecisamen e, quando á ios es ados da egião no des e do país passa am a olha ju idicamen e pa a as c ianças no mundo do abalho. Con udo, a ine iciência do Es ado em coibi a explo ação des e ipo de mão-de-ob a esul ou na “pouca ou nenhuma aplicação” (HEYWOOD, 2004, p.182) dos disposi i os legais e e en es à p o eção do abalho in an il. Em 1890, a lu a con a o abalho in an il ap esen ou-se em escala in e nacional, em uma con e ência diplomá ica celeb ada em Be lim. A P imei a Gue a Mundial ocasionou a suspensão de ais es o ços e a discussão só eio a oma no o impulso com ealização da P imei a Con e ência In e nacional do T abalho, em 1919, com su gimen o da O ganização In e nacional do T abalho (OIT). Des inada a discu i e es abelece no mas pa a as condições de abalho, a OIT, desde a sua c iação, es abeleceu con enções e ecomendações isando a e adicação do abalho in an il e a egulamen ação do abalho ju enil. Os ep esen an es dos 39 países que pa icipa am da con e ência de undação da OIT conco da am em ixa os 14 anos como a idade mínima de admissão ao emp ego na indús ia. Em 1920, es a idade mínima oi ado ada ambém pa a o abalho no ma e, em 1921, pa a a ag icul u a.1 De aco do com Heywood (2004, p.181), “o ecenseamen o nos Es ados Unidos não con a a os abalhado es in an is a é o inal do século XIX. Em 1890, concluiu-se que 18% das c ianças en e 10 e 1 Fija los é minos del deba e sob e el abajo in an il. T abajo: la e is a de la OIT, n.69, p.2, agos o/2010. discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 127 14 anos inham emp egos emune ados”. F en e a es a ealidade, oi undado em 1904 o Na ional Child Labo Commi ee – NCLC, o ganização p i ada, sem ins luc a i os, cen ada no desen ol imen o de polí icas e no es ímulo à adoção de uma legislação especí ica de p o eção à in ância e ju en ude e de comba e ao abalho in an il. Den e as ações desen ol idas pelo NCLC des aca-se a con a ação de Lewis Wickes Hine, em 1908, com o p opósi o de documen a , po meio da o og a ia, as di e sas aces do abalho in an il no e i ó io dos Es ados Unidos. Hine, que enunciou ao o ício de p o esso pa a desempenha a a e a que lhe oi designada, ez e que, ao assumi es a no a a i idade, es a ia “simplesmen e ocando seus es o ços educacionais a pa i sala de aula, pa a o mundo”. (BECK, 2009, p.494). DelRosso (2009, p.489) indica que as o og a ias de Hine “i iam coloca um os o sob e o abalho in an il que e a impossí el os Es ados Unidos igno a ”. A o og a ia como documen o Nas úl imas décadas, os documen os o og á icos êm despe ado mui o in e esse no ambien e acadêmico, de ido às e lexões e possibilidades de in es igação que p opicia. Pa a Le Go , a pala a “documen o” não pode ica es i a ao documen o esc i o, mas oma um aspec o mais amplo, englobando ambém o documen o “ilus ado, ansmi ido pelo som, a imagem, ou de qualque ou a manei a”. (LE GOFF, 2010, p.99). A ep esen ação da ealidade a pa i da imagem o og á ica se ans o mou em mais um meio de in es igação his ó ica e cons ução da memó ia de uma sociedade. Segundo Le Go (2010, p.460), a o og a ia “ e oluciona a memó ia: mul iplica-a e democ a iza- a, dá-lhe uma p ecisão e uma e dade isuais nunca an es a ingidas, pe mi indo, assim, gua da a memó ia do empo e da e olução c onológica”. discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 128 Cos umes, monumen os, a os sociais e polí icos passa am a se documen ados pela câme a. Es as imagens cons i uem uma “memó ia isual de inúme os agmen os do mundo, dos seus cená ios e pe sonagens, de seus e en os con ínuos, de suas ans o mações inin e up as”. (KOSSOY, 2001, p.27). Ela, a o og a ia, é um documen o isual que é ao mesmo empo e elado de dados e p o ocado de sen imen os, que pode o e ece uma gama de in o mações pa a a melho comp eensão do passado. Pa a o sociólogo, c í ico li e á io e ilóso o ancês Roland Ba hes (1984, p.98), as o og a ias his ó icas são de suma impo ância, pois “a his ó ia é his é ica: ela só se cons i ui se a olha mos – e pa a olhá-la é p eciso es a excluído dela”. Não só os planos do documen o o og á ico ajudam em uma possí el in e p e ação do documen o, como ambém islumb a pe cebe a p óp ia ealidade do obse ado . Assim, a lei u a ealizada é elabo ada em con o midade com o con ex o social, cul u al e ideológico que egem o sujei o da in e p e ação. Não exis em, po an o, in e p e ações “neu as”. A ama o og á ica, segundo Kossoy (2001), se desen ola no sen ido de o e ece ealidades e icções ao seu obse ado . A análise das on es plás icas o nece ao his o iado , em especial, uma econs i uição de um de e minado ema do passado, mas, pa a isso, é p eciso uma sucessão de cons uções imaginá ias. Nessa pe spec i a, os documen os imagé icos pa ecem ca ega o mi o de se em “sinônimos” da ealidade. En e an o, eles são ep esen ações es é ico/cul u ais e não podem se comp eendidos se des inculados do seu p ocesso de cons ução. Desse modo, só é possí el a deci ação de uma imagem se de ol e mos a ela sua anima, se econs i ui mos, ainda que po um ins an e, imagina i amen e, aquilo que se oi. Tal “ econs i uição” semp e implica á em um “p ocesso de c iação de ealidades”, pois, mesmo ei a po his o iado es, é desen ol ida a pa i de imagens men ais dos p óp ios indi íduos. As imagens o og á icas cons i uem-se, assim, em on es insubs i uí eis pa a a ecupe ação his ó ica das memó ias, an o indi iduais como cole i as, dos cená ios, dos a os passados, caso sejam iden i icadas e analisadas obje i a e sis ema icamen e. discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 129 Os ângulos da denúncia: o abalho in an il nos EUA pelas len es de Lewis Hine Jun amen e com as o og a ias p oduzidas po Hine es a am indicados: a da a do egis o o og á ico, o nome da c iança, sua idade e local de abalho e, em alguns casos, salá ios e depoimen os. Isso pode se no ado em uma o og a ia de 1917 (Figu a 1), em que ele especi icou os nomes, ende eço e as idades das c ianças, além de e egis ado o ela o de uma delas, o do ga o o Onem, de 12 anos, que alegou que nunca es e e na escola, mas a i ma a possui “ o mação mui o boa, endendo jo nais”. Con udo, na legenda dessa o og a ia, Hine des acou que os meninos lag ados o am o og a ados abalhando du an e o ho á io escola . Figu a 1 - Jack Ryan, de 6 anos, Jesse Ryan, 10 anos de idade e Onem Smi h, 12 anos [...]. Onem disse: “Eu nunca es i e numa escola na minha ida, mas enho uma o mação mui o boa, endendo jo nais. Vendo aqui há 6 meses. [...].” Esses meninos o am o og a ados du an e o ho á io escola Fo og a ia: Lewis Wickes Hine (Oklahoma Ci y, Oklahoma, USA, 14 de ma ço de 1917) Fon e: Lib a y o Cong ess, P in s & Pho og aphs Di ision, Na ional Child Labo Commi ee Collec ion ( LC-DIG-nclc-04023) discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 130 As c ianças abalhado as aba cadas pelas o og a ias de Hine in eg am um uni e so mul i ace ado, onde o labo delineia e me amo oseia essas c ianças em pequenos adul os. Longe da in ância idealizada pelos omân icos, onde o la e a escola de e iam se seus domínios, as c ianças que as len es de Hine oca am inham como seus lócus, em sua ampla maio ia, as uas, as plan ações, as minas e as áb icas, com condições de abalho ad e sas, nas quais e mui as ezes, a isca a p óp ia ida ealizando a i idades inap op iadas, como ope a máquinas desp opo cionais em elação às suas al u as e habilidades e a a o ina cons an e de mui os pequenos ope á ios, como nas indús ias êx eis que não exigiam um sabe écnico ão ele ado, como a igu a 2 e idencia eloquen emen e. Figu a 2 - [...] alguns meninos e am ão pequenos que i e am de subi no quad o de gi o pa a emenda os ios queb ados e colocá-los de ol a às bobinas azias Fo og a ia: Lewis Wickes Hine (Macon, Geó gia, USA, 19 de janei o de 1909) Fon e: Lib a y o Cong ess, P in s & Pho og aphs Di ision, Na ional Child Labo Commi ee Collec ion (LC-DIG-nclc-01581) discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 131 Nas obse ações das legendas das o og a ias, Hine deixa a po esc i o suas pe cepções e imp essões das ealidades que isualiza a, como é caso do pequeno “Jo” (Figu a 3), um menino de seis anos de idade, o og a ado em uma plan ação de be e abas no es ado do Colo ado, em 1915, que o o óg a o, sensibilizado, comen ou na legenda: “Es e é um abalho mui o pesado pa a esses pequeninos, mas mui os azem isso.” Nesse pe íodo, g ande pa e da eli e e de seus de enso es in elec uais de endiam a dou ina do da winismo social, segundo a qual o pode polí ico e econômico e le ia o sucesso na u al dos mais ap os da sociedade. Nessa pe spec i a, “a explo ação exace bada dos abalhado es – incluindo mulhe es e c ianças – e a ap esen ada como um es ado na u al da sociedade”. (PURDY, 2008, p.175). T abalhando desde a mais en a idade pa a anga ia alguma enda pa a complemen a o o çamen o amilia , ou mo i adas po alo es cul u ais p opulso es do Figu a 3 - Jo, 6 anos, puxando be e abas pa a seus pais em uma azenda pe o de S e ling, Colo ado. Es e é um abalho mui o pesado pa a esses pequeninos, mas mui os azem isso Fo og a ia: Lewis Wickes Hine (S e ling, Colo ado, USA, 21 de ou ub o de 1915) Fon e: Lib a y o Cong ess, P in s & Pho og aphs Di ision, Na ional Child Labo Commi ee Collec ion (LC-DIG-nclc-00328) discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 138 O ace o de Lewis Hine – compos o po mais de 7.000 imagens – é, na opinião de Beck (2009, p.495), “o maio egis o o og á ico conhecido sob e o abalho in an il”. Essas imagens, disponí eis pa a consul a na Lib a y o Cong ess (www.loc.go ), na coleção do Na ional Child Labo Commi ee2, se cons i uem em impo an e ma e ial pa a a pesquisa sob e a in ância e o abalho in an il no século XX. Ac escidas de in o mações, depoimen os e em conjun o com ou as imagens e e nizadas pelas len es de Hine, as o og a ias p opiciam a lei u a das ealidades i enciadas pelas c ianças no mundo do abalho, mas ambém pe mi em e idencia as angús ias, as p eocupações, os anseios de odos aqueles en ol idos com o p ocesso de p odução e di ulgação das imagens: os pa ocinado es, o au o , os eículos de comunicação e, em úl ima ins ância, a p óp ia sociedade. O uso da o og a ia como on e de in es igação his ó ica pe mi e elucida a his ó ia e a memó ia dos pequenos abalhado es, bem como as ep esen ações sob e o abalho in an il, à época em que os Es ados Unidos e igiam-se como po ência mundial. Re e ências BARTHES, Roland. A câma a cla a: no a sob e a o og a ia. Rio de Janei o: No a F on ei a, 1984. BECK, Tom. Lewis Wickes Hine. In: HINDMAN, Hugh D. (O g.). The wo ld o child labo : an his o ical and egional su ey. New Yo k: M.E. Sha pe, 2009. p.494-495. 2 Em 1954, as o og a ias de Lewis Wickes Hine, jun amen e com os egis os do Na ional Child Labo Commi ee, o am ap esen ados à Lib a y o Cong ess (Biblio eca do Cong esso). A Di isão de Imp essos e Fo og a ias da Biblio eca ca alogou e o ganizou o ma e ial com base no assun o. (HOBBS; MCKECHNIE; LAVALETTE, 1999, p.114). discu sos o og á icos, Lond ina, .9, n.14, p.123-140, jan./jun. 2013 | DOI 10.5433/1984-7939.2013 9n14p123 139 DELROSSO, James. Na ional Child Labo Commi ee. In: HINDMAN, Hugh D. (O g.). The wo ld o child labo : an his o ical and egional su ey. New Yo k: M.E. Sha pe, 2009. p.489-490. DIMOCK, Geo ge. Visual ep esen a ions o child labo in he Wes . In: HINDMAN, Hugh D. (O g.). The wo ld o child labo : an his o ical and egional su ey. New Yo k: M.E. Sha pe, 2009. p.72-77. 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