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C ea i e Commons A ibuição-UsoNãoCome cial-Ob asDe i adasP oibidas 3.0 Unpo ed.
Desc ição de uma o ma au ossômica dominan e de sínd ome de Kabuki
po mu ação no gene MLL2
Desc ip ion o an au osomal dominan o m o Kabuki synd ome by mu a ion
in MLL2 gene
Ma ia Inês San os1, Ana Beleza-Mei eles2, Susana Lou ei o3, Ma ga ida Fonseca4, Cláudia F. Reis2,
Fidjy Rod igues5, Fabiana Ramos6, Lina Ramos6, Elisa Ca doso7, Jo ge Sa ai a8
1 In e na Complemen a de Pedia ia. Se iço de Pedia ia, Hospi al de São Teo ónio – Cen o Hospi ala Tondela-Viseu, Viseu, Po ugal.
2 In e na Complemen a de Gené ica Médica. Se iço de Gené ica Médica, Hospi al Pediá ico Ca mona da Mo a – Cen o Hospi ala e
Uni e si á io de Coimb a, Coimb a, Po ugal.
3 Especialis a em Pedia ia. Assis en e Hospi ala , Se iço de Pedia ia, Hospi al de São Teo ónio – Cen o Hospi ala Tondela-Viseu, Viseu, Po ugal.
4 Especialis a em Pedia ia. Assis en e Hospi ala , Se iço de Pedia ia, Ma e nidade Bissaya Ba e o, Cen o Hospi ala e
Uni e si á io de Coimb a, Coimb a, Po ugal.
5 Psicóloga. Mes e em Aconselhamen o Gené ico. Se iço de Gené ica Médica, Hospi al Pediá ico Ca mona da Mo a – Cen o Hospi ala e
Uni e si á io de Coimb a, Coimb a, Po ugal.
6 Especialis a em Pedia ia e Gené ica Médica. Assis en e Hospi ala , Se iço de Gené ica Médica, Hospi al Pediá ico Ca mona da Mo a – Cen o Hospi ala e
Uni e si á io de Coimb a, Coimb a, Po ugal.
7 Especialis a em Pedia ia. Coo denado a da Unidade de Desen ol imen o, Se iço de Pedia ia, Hospi al de São Teo ónio – Cen o Hospi ala Tondela-Viseu,
Viseu, Po ugal.
8 Especialis a em Pedia ia e Gené ica Médica. Di e o do Se iço de Gené ica Médica, Hospi al Pediá ico Ca mona da Mo a – Cen o Hospi ala e
Uni e si á io de Coimb a. P o esso da Faculdade de Medicina da Uni e sidade de Coimb a, Coimb a, Po ugal.
RESUMO
Obje i os: Apesa de exis i em mais de 400 casos de sínd ome de Kabuki desc i os na li e a u a, pensa-se que a
sínd ome seja subdiagnos icada. A maio ia dos casos oco e de o ma espo ádica, mas são desc i os alguns casos de
ansmissão amilia au ossômica dominan e. Desc e em-se aqui ês casos iden i icados na mesma amília.
Desc ição dos casos: Uma amília (mãe e dois ilhos) oi diagnos icada com sínd ome de Kabuki. Os ês pacien es
ap esen am as ca ac e ís icas ípicas (apa ência acial ca ac e ís ica, anomalias musculoesquelé icas, dé ici cogni i o,
a aso de c escimen o pós-na al e pad ão de ma oglí ico peculia ) associadas a ou as anomalias desc i as na sínd ome
(ca diopa ia congêni a e susce ibilidade aumen ada pa a in ecções). O es udo gené ico e elou a mu ação nonsense
c.14710 C > T (p.A g4904X) no gene MLL2 nos ês memb os da amília.
Conclusões: Com a desc ição de mais um caso amilia de sínd ome de Kabuki, os au o es p e endem ilus a a
he edi a iedade au ossômica dominan e com exp essi idade a iá el p esen e nes a si uação e ale a pa a a necessidade
de uma igo osa a aliação clínica e molecula dos amilia es do a e ado, pe mi indo um aconselhamen o gené ico
adequado.
DESCRITORES: SÍNDROME DE KABUKI; MUTAÇÃO; TESTES GENÉTICOS
ABSTRACT
Aims: Al hough he e a e mo e han 400 cases o Kabuki synd ome desc ibed in he li e a u e, i is belie ed ha
his synd ome is unde -diagnosed. Mos cases occu spo adically, despi e cases wi h au osomal dominan amilial
ansmission being desc ibed. He e we desc ibe h ee cases iden i ied in he same amily.
Cases desc ip ion: A amily (mo he and wo child en) was diagnosed wi h Kabuki synd ome. The h ee pa ien s
show he ypical cha ac e is ics ( acial appea ance, musculoskele al abno mali ies, cogni i e impai men , g ow h
e a da ion and peculia de ma oglyphic pa e n) associa ed wi h o he anomalies desc ibed in he synd ome (congeni al
hea disease and inc eased suscep ibili y o in ec ions). Gene ic s udies e ealed a nonsense mu a ion c.14710 C > T
(p.A g4904X) in he MLL2 gene in he h ee membe s o he amily.
Conclusions: Wi h he desc ip ion o ano he case o amilial Kabuki synd ome, he au ho s wish o illus a e he
au osomal dominan inhe i ance wi h a iable exp essi i y, which a e p esen in his si ua ion, and o ale o he
need o a igo ous clinical and molecula e alua ion o he a ec ed pa ien ’s ela i es, allowing app op ia e gene ic
counseling.
KEY WORDS: KABUKI SYNDROME; MUTATION; GENETIC TESTING
Recebido em 04/09/2012; acei o em 20/01/2013.
Scien ia Medica (Po o Aleg e) 2013; olume 23, núme o 1, p. 47-51
Rela o de Caso / Case Repo
Ende eço pa a co espondência/Co esponding Au ho :
Ma ia inês san os
Se iço de Pedia ia do Hospi al de São Teo ónio
Cen o Hospi ala Tondela-Viseu, E.P.E.
3504-509 A . Rei D. Dua e, Viseu, Po ugal
E-mail: [email p o ec ed]
48 Sci Med. 2013;23(1):46-51
San os MI e al. – Desc ição de uma o ma au ossômica dominan e de sínd ome de Kabuki ...
INTRODUÇÃO
A sínd ome de Kabuki (SK) oi inicialmen e
desc i a em 1981 po Ku oki e al.
1
e Niikawa e al.
2
em publicações simul âneas e independen es. Kabuki
make-up synd ome oi a nomencla u a inicialmen e
p opos a po Niikawa e al.
2
de ido às semelhanças
aciais en e indi íduos com essa sínd ome e a
elabo ada maquilagem dos a o es do ea o de Kabuki,
como endas palpeb ais longas, ec ópio do e ço
ex e no da pálpeb a in e io , sob ancelhas a queadas
com a e acção pilosa do seu e ço ex e no, pes anas
longas e cu as, pon e nasal la ga e pon a do na iz
la ga e dep imida.
1-6
A SK inclui cinco ca ac e ís icas undamen ais,
cons i uindo a Pên ade de Niikawa: dismo ismos
aciais, anomalias musculoesquelé icas, dé ici
cogni i o, a aso de c escimen o pós-na al e pad ão
de ma oglí ico peculia .
3-5, 7
Ou os achados incluem
ca diopa ias congêni as, anomalias geni ou iná ias,
enda lábio-al éolo-pala ina, anomalias gas o-
in es inais, ocula es e den á ias, susce ibilidade
aumen ada pa a in ecções e doenças au oimunes,
con ulsões, p oblemas endóc inos e su dez.
8
Exis em mais de 400 casos de SK publicados na
li e a u a, sendo que a p e alência desc i a a ia en e
1:86.000 e 1:32.000 nascimen os,
6
p o a elmen e
subes imada.
3, 5, 6
Exis em casos desc i os em ambos
os sexos e em odas as aças.
6
É habi ualmen e
espo ádica, apesa de es a em desc i os 17 casos
com ansmissão amilia au ossômica dominan e.
3,5,6,9
Após dados iniciais con o e sos que associa am a
sínd ome a ea anjos c omossômicos,
10
a iden i icação
da mu ação no gene MLL2 pe mi iu a descobe a da
causa da SK em 56 a 76% dos indi íduos a e ados.
6,8,10
Mais ecen emen e, um g upo de pesquisa belga
descob iu o en ol imen o do gene KDM6A num
pequeno g upo sem mu ação no MLL2.
11
Esse gene
egula a a i idade gené ica de MLL2 nos p ocessos
de con ole epigené icos e pode se esposá el po
casos de SK mesmo na ausência de mu ações no
MLL2.
11
No p esen e a igo, desc e emos uma amília
(mãe e dois ilhos) na qual oi ei o o diagnós ico
clínico de SK, pos e io men e con i mado a a és
de es udo gené ico. A esponsá el legal pelas c ianças
e a mãe das c ianças, após e em sido de ida-
men e in o madas, assina am um e mo de consen-
imen o au o izando a publicação dos ela os e das
o og a ias dos pacien es em e is a cien í ica.
Fo am obse ados odos os p ecei os é icos con idos
na Resolução 196 do Conselho Nacional da Saúde
do B asil, que es abelece as di e izes e no mas
egulamen ado as de pesquisas en ol endo se es
humanos.
RELATO DOS CASOS
Caso 1
Um menino, a ualmen e com 10 anos de idade,
oi u o de uma p imei a g a idez igiada e sem
in e co ências de pais jo ens e não consanguíneos.
A mãe inha um dé ici cogni i o mode ado, sem
diagnós ico e iológico. O pa o oi eu ócico, com 39
semanas de ges ação, com pa âme os soma omé icos
no mais (peso e comp imen o en e os pe cen is 10 e
25 e pe íme o ce álico no pe cen il 50).
No pe íodo neona al ap esen ou sop o ca díaco,
sendo diagnos icada uma comunicação in e en icula
sub-aó ica. Po ap esen a má p og essão ponde al,
oi subme ido a co eção ci ú gica da ca diopa ia aos
dois meses de idade. Man e e, po ém, má e olução
pondoes a u al ac escida de mic oce alia (peso, es a u a
e pe íme o ce álico e am in e io es ao pe cen il 5 pa a
idade e sexo), além de a aso do neu odesen ol imen o,
hipo onia e hipe laxidão ligamen a . Há e e ência a
di iculdades alimen a es desde os ês meses de ida. O
seu pe il de desen ol imen o, a aliado pela Escala de
Desen ol imen o Men al de Ru h G i i hs, aos 8 anos
e 11 meses, e elou um Quocien e de Desen ol imen o
Global de 66 com dé ici em odas as á eas mas mais
e iden es nas escalas linguagem (Quocien e de
Desen ol imen o 59) e aciocínio p á ico (Quocien e
de Desen ol imen o 63).
Du an e os p imei os dois anos de ida e e
in ecções espi a ó ias e gas oin es inais de epe ição,
que man ém apesa de menos equen emen e, endo
sido excluída imunode iciência. Ao longo desse
pe íodo oi ealizada uma a aliação complemen a
ex ensa, incluindo es udos de imagem, me abólicos
e gené icos, que oi inconclusi a. Com o c escimen o
o am-se o nando e iden es alguns dismo ismos
ca ac e ís icos (Figu a 1): on e p oeminen e, endas
palpeb ais longas com ec ópio do e ço ex e no
da pálpeb a in e io , sob ancelhas a queadas com
a e ação pilosa do e ço ex e no, pes anas longas e
cu as, pon e e pon a do na iz la gas, il o e columela
cu os, lábios inos com e e são do lábio in e io , baixa
implan ação do cabelo, pa ilhões au icula es g andes,
p oeminen es e com implan ação baixa, b aquidac ilia
com hipoplasia das unhas, pad ão de ma oglí ico e al
e camp odac ilia dos segundos dedos dos pés. F en e a
esses achados clínicos, oi ei o o diagnós ico clínico
de SK na a aliação em Clínica de Gené ica aos dois
anos de idade.
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San os MI e al. – Desc ição de uma o ma au ossômica dominan e de sínd ome de Kabuki ...
Caso 2
I mã do menino desc i o como caso 1, ês anos
mais moça, ilha dos mesmos pais, oi u o de uma
g a idez igiada e sem in e co ências, com pa o
dis ócico auxiliado po ácuo-ex a o . Nasceu
com pa âme os soma omé icos no mais (peso e
pe íme o ce álico no pe cen il 25 e comp imen o
no pe cen il 50). Luxação congêni a de quad il
bila e al, de ec ada no pe íodo neona al. Ap esen ou
má e olução pondoes a u al desde os p imei os meses
de ida, mic oce alia, a aso do desen ol imen o
neu omo o , as igma ismo e in ecções de epe ição
(dia eias in ecciosas, uma pneumonia complicada
com de ame pleu al e uma pielone i e aguda).
Po ol a dos 18 meses e i icou-se ecupe ação
ponde al, encon ando-se ac ualmen e no pe cen il 50
pa a sexo e idade. No en an o, man e e semp e baixa
es a u a e mic oce alia (ambos os pa âme o abaixo do
pe cen il 5). O Quocien e de Desen ol imen o Global
oi de 78 a aliado pela Escala de Desen ol imen o
Men al de Ru h G i i hs, aos 5 anos e 8 meses, sendo
a ealização a sua á ea mais aca (Quocien e de
Desen ol imen o 74), seguida da mo o a, linguagem
e coo denação olho-mão (Quocien e de Desen ol-
imen o 76).
Ap esen a dismo ismos semelhan es aos do
i mão, associando-se e ogna ismo e escle as azuladas
(Figu a 2). Não o am de ec adas anomalias ca díacas
ou enais. Aos qua o anos de idade oi e e enciada
à Clínica de Gené ica, endo sido ei o o mesmo
diagnós ico do i mão.
Caso 3
Mãe das duas c ianças, esidia numa ins i uição
de apoio a doen es com dé ici cogni i o mode ado a
g a e. Habi ualmen e não acompanha a as c ianças às
consul as hospi ala es, papel que e a desempenhado
pela a ó pa e na, u o a legal.
Após o diagnós ico dos dois ilhos, solici ou-se
a a aliação da mãe (Figu a 3). Ap esen a a, além
de dé ici in elec ual, luxação eco en e das ó ulas,
baixa es a u a e dismo ismos aciais ípicos, mas
menos exube an es que os das c ianças, pelo que
se ez o diagnós ico clínico de SK. Não o am en-
con adas ou as anomalias concomi an es além das
mani es ações desc i as.
Em 2011 oi ealizado o es udo do gene MLL2
que e elou a mu ação nonsense c.14710 C>T
(p.A g4904X), con i mando o diagnós ico nos ês
memb os da amília.
Figu a 3. Caso 3 – Mãe das c ianças dos casos 1 e 2. Te e
o diagnós ico da sínd ome de Kabuki con i mado após a
iden i icação da sínd ome em seus ilhos. Dismo ismos
aciais ípicos, mas menos exube an es que os das c ianças.
Ap esen a a ambém dé ici in elec ual, luxação eco en e das
ó ulas e baixa es a u a. O es udo gené ico mos ou mu ação
c.14710 C>T (p.A g4904X) do gene MLL2 nos ês memb os
da amília.
Figu a 1. Caso 1 – Dismo ismos aciais ípicos de sínd ome
de Kabuki em menino de 10 anos de idade. F on e p oeminen e,
baixa implan ação do cabelo, endas palpeb ais longas com
ec ópio do e ço ex e no da pálpeb a in e io , sob ancelhas
a queadas com a e ação pilosa do e ço ex e no, pes anas
longas e cu as, pa ilhões au icula es g andes e p oeminen es,
pon e e pon a do na iz la gas, il o e columela cu os.
Figu a 2. Caso 2 – Menina de 7 anos de idade, i mã do
menino do caso 1. Dismo ismos semelhan es aos do i mão,
associando-se escle as azuladas. Além dos dismo i mos aciais
isí eis nas o os, essas c ianças ap esen a am ou as anomalias
ca ac e ís icas da sínd ome de Kabuki, incluindo e ogna ismo,
lábios inos com e e são do lábio in e io , anomalias musculo-
esquelé icas, dé ici cogni i o, a aso de c escimen o pós-na al,
pad ão de ma oglí ico peculia , suscep ibilidade aumen ada pa a
in ecções e ou as mal o mações congêni as.
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San os MI e al. – Desc ição de uma o ma au ossômica dominan e de sínd ome de Kabuki ...
DISCUSSÃO
Apesa da maio ia dos casos conhecidos de SK
se em espo ádicos,
4
os casos p esen es ca ac e izam a
oco ência amilia da sínd ome. Nes a amília, uma
mãe com dé ici in elec ual e um pai saudá el i e am
dois ilhos a e ados, o que supo a a ansmissão
au ossômica dominan e já desc i a.
3,7,8
A p incipal ca ac e ís ica dos indi íduos com SK é
a p esença dos dismo ismos aciais ca ac e ís icos,
3,6
al como obse ado nos ês casos desc i os nes e a igo.
Apesa de a iden i icação do gene MLL2 em doen es
com SK se ecen e, alguns es udos suge em que
mu ações nesse gene associam-se mais equen emen e
a ca ac e ís icas aciais clássicas da sínd ome,
8, 12
bem
como a uma maio incidência de baixa es a u a,
13
de
di iculdades alimen a es e de luxações a icula es,
14
achados ambém p esen es nos casos desc i os. Pe an e
essa mu ação, es ão ambém desc i as equências
signi ica i amen e supe io es de anomalias enais,
12
endas labio-al éolo-pala inas e ela ca p ecoce.
14
Além des es achados, as c ianças com SK podem
ap esen a má e olução pondoes a u al pós-na al (35-
81%) com ou sem mic oce alia,
8
in ecções eco en es,
4
ca diopa ia congêni a (40-50%),
8,15
hipo onia neona al
(25-89%) e anomalias ocula es,
8
que oco e am nos
casos aqui ap esen ados. Alguns au o es suge em que
a p esença de a aso do neu odesen ol imen o não
é ob iga ó ia pa a o diagnós ico.
6
Não es á desc i o
um pe il cogni i o ípico, no en an o exis e alguma
e idência de que algumas á eas, como a linguagem
exp essi a, a cons ução g ama ical e a pe cepção
isuo-espacial, sejam pa icula men e a e adas nesses
doen es.
8
Ambos os i mãos ap esen a am maio es
di iculdades na á ea da linguagem.
No sis ema musculoesquelé ico, além das luxações
a icula es, es ão desc i as á ias ou as anomalias,
como escoliose, mal o mações da coluna e eb al
e cos elas, a aso da ma u ação óssea, hipoplasia da
segunda alange do quin o dedo, encu amen o dos
me aca pos, b aquidac ilia, clinodac ilia e hipe laxidão
ligamen a .
4,5,8
Es ão ainda desc i as mal o mações
geni ou iná ias (25%), anomalias den á ias, e luxo
gas oeso ágico, con ulsões, hipoacúsia (40%) e
doenças au oimunes.
8
Essas ca ac e ís icas não o am
encon adas nes a amília.
Encon a-se publicada uma no ma de o ien ação
clínica pa a o acompanhamen o de doen es com SK,
16
baseada nas possí eis complicações que são p e isí eis
nas di e en es idades. Na in ância p ecoce é impo an e
ealiza a aliações pa a pesquisa a p esença de
mal o mações associadas. De e ainda p ocede -se
à a aliação egula da e olução pondoes a u al, do
neu odesen ol imen o, da isão e audição e de
e en uais p oblemas endoc inológicos, pelo que é
essencial uma abo dagem mul idisciplina .
Apesa do diagnós ico se p ima iamen e ba-
seado em achados clínicos, a ualmen e é possí el
a con i mação a a és do es udo do gene MLL2
(sequenciação) em ce ca de 75% dos doen es,
8,15
sendo p e isí el uma g ande he e ogeneidade alélica.
A maio ia das mu ações são nonsense e ameshi .
8
De
aco do com o conhecimen o a ual, a pene ância pa ece
se comple a.
8
A p o eína MLL2 é um memb o da Mixed
Lineage Leukemia (MLL) en ol ida na emb iogênese
e desen ol imen o, po exemplo, a a és da egu-
lação da exp essão dos genes HOX e da sua in e ação
com ecep o es nuclea es.
15
O es udo molecula e a
iden i icação de uma mu ação pa ogênica pe mi e
não só a con i mação do diagnós ico, mas ambém
o diagnós ico p é-na al e mesmo p é-implan ação.
Também êm sido desc i as mu ações no gene KDM6A
(300128) no c omossoma Xp11.3 em alguns casos.
11
O diagnós ico p ecoce da SK é essencial, já
que pe mi e não só o aconselhamen o gené ico
especí ico à amília, mas ambém uma abo dagem
mul idisciplina e e icaz na de ecção e o ien ação dos
p oblemas encon ados, conduzindo a uma melho ia no
p ognós ico e na qualidade de ida. Apesa do c escen e
conhecimen o de casos com mu ações no gene MLL2,
es udos de casos amilia es pode ão complemen a o
es udo da exp essi idade eno ípica da sínd ome em
indi íduos com a mesma mu ação. Com a desc ição
des es casos amilia es, que ilus am a he edi a iedade
au ossômica dominan e com exp essi idade a iá el
des a sínd ome, p e endemos ale a os p o issionais
de saúde in an il pa a a necessidade de uma igo osa
a aliação clínica e molecula (nos casos com mu ação
iden i icada) dos amilia es do indi íduo a e ado, no
sen ido de iden i ica casos amilia es, pe mi indo um
aconselhamen o gené ico adequado e o o e ecimen o
de diagnós ico molecula p é-na al e p é-implan ação.
AGRADECIMENTOS
Os au o es ag adecem à D a. Gab iela La anjo, à
D a. Ca a ina Resende e ao D . Ped o Fe nandes pela
con ibuição na a aliação clínica e acompanhamen o
das c ianças.
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