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NORMAS ORIENTAÇÃO
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Re is a Cien í ica da O dem dos Médicos www.ac amedicapo uguesa.com
RESUMO
A demência com co pos de Lewy é uma causa comum de demência, p o ocando a pe da p og essi a de unções cogni i as e capa-
cidades mo o as, al e ações compo amen ais, e pe da de au onomia, com comp omisso da qualidade de ida dos doen es e seus
amilia es. Apesa de se a segunda causa mais equen e de demência neu odegene a i a, o diagnós ico man ém-se um desa io,
de ido à sua ap esen ação clínica he e ogénea, sob e udo nas ases iniciais da doença. Po conseguin e, a demência com co pos de
Lewy é equen emen e mal diagnos icada e clinicamen e ge ida de o ma insu icien e. A al a de acuidade diagnós ica em implicações
signi ica i as pa a os doen es, dada a maio susce ibilidade aos e ei os ad e sos de de e minados á macos, ais como os an ipsicó i-
cos, que podem ag a a alguns sin omas associados à demência com co pos de Lewy. Po conseguin e, um consenso de especialis-
as, baseado na análise da li e a u a mais a ual e ele an e, e na expe iência clínica, é ú il pa a odos os p o issionais en ol idos no
cuidado des es doen es. O obje i o des e abalho é in o ma e ge a ecomendações ace ca das melho es abo dagens diagnós ica
e e apêu ica da demência com co pos de Lewy em Po ugal. Além disso, suge imos es a égias pa a aumen a a sensibilização dos
médicos, dos deciso es polí icos e da sociedade em ge al em elação a es a doença.
Pala as-cha e: Consenso; Demência/diagnós ico; Demência/ a amen o; Doença de Co pos de Lewy/diagnós ico; Doença de Co -
pos de Lewy/ a amen o; Po ugal
Consenso Po uguês pa a o Diagnós ico e Ges ão
Clínica da Demência com Co pos de Lewy (PORTUCALE)
Po uguese Consensus on he Diagnosis and
Managemen o Lewy Body Demen ia (PORTUCALE)
1. Se iço de Neu ologia. Hospi al Ped o Hispano. Unidade Local de Saúde de Ma osinhos. Ma osinhos. Po ugal.
2. Depa amen o de Neu ociências Clínicas e Saúde Men al. Faculdade de Medicina. Uni e sidade do Po o. Po o. Po ugal.
3. Se iço de Neu ologia. Cen o Hospi ala de T ás-os-Mon es e Al o Dou o. Vila Real. Po ugal.
4. Se iço de Neu ologia. Hospi al de B aga. B aga. Po ugal.
5. Se iço de Medicina Nuclea . Cen o Hospi ala Uni e si á io de São João. Po o. Po ugal.
6. Se iço de Neu ologia. Depa amen o Neu ociências. Cen o Hospi ala Uni e si á io Lisboa No e. Lisboa. Po ugal.
7. Unidade de Diagnós ico e In e enção. Cen o Hospi ala Psiquiá ico de Lisboa. Lisboa. Po ugal.
8. Cogni ion, Demen ia and Memo y Clinic. Campus Neu ológico Sénio . To es Ved as. Po ugal.
9. Unidade de Medicina de Sono. Hospi al Cu Descobe as. Lisboa. Po ugal.
10. Ins i u o de Fa macologia e Neu ociências. Faculdade de Medicina, Uni e sidade de Lisboa. Lisboa. Po ugal.
11. Se iço de Neu ologia. Hospi al Bea iz Ângelo. Lou es. Po ugal.
12. Faculdade de Medicina. Uni e sidade de Coimb a. Coimb a. Po ugal.
13. Se iço de Neu ologia. Cen o Hospi ala de En e Dou o e Vouga. San a Ma ia da Fei a. Po ugal.
14. Depa amen o de Ciências da Saúde Pública e Fo enses e Educação Médica. Faculdade de Medicina. Uni e sidade do Po o. Po o. Po ugal.
15. Unidade de In es igação em Epidemiologia (EPIUni ). Ins i u o de Saúde Pública. Uni e sidade do Po o. Po o. Po ugal.
16. Se iço de Neu ologia. Hospi al da Senho a da Oli ei a. Guima ães. Po ugal.
17. Se iço de Neu ologia. Hospi al Ga cia de O a. Almada. Po ugal.
18. Cen o de In es igação In e disciplina Egas Moniz. Mon e da Capa ica. Po ugal.
19. Se iço de Neu ologia. Cen o Hospi ala e Uni e si á io de Coimb a. Coimb a. Po ugal.
20. Unidade de Neu opa ologia, Depa amen o de Neu ociências. Cen o Hospi ala Uni e si á io do Po o. Po o. Po ugal.
21. Se iço de Neu ologia. Cen o Hospi ala Uni e si á io de São João. Po o. Po ugal.
Au o co esponden e: João Massano. [email p o ec ed]
Recebido: 07 de ma ço de 2020 - Acei e: 06 de julho de 2020 | Copy igh © O dem dos Médicos 2020
Ana MONTEIRO1,2, Ana G aça VELON3, Ana Ma ga ida RODRIGUES4, Ana OLIVEIRA5, Anabela VALADAS6,
Camila NÓBREGA7,8, Ca a ina CRUTO1, Dulce NEUTEL9, F ede ico SIMÕES DO COUTO10, Joana MORGADO8,11,
Joaquim CEREJEIRA12, Luís RUANO13,14,15, Miguel GAGO16, Miguel GRUNHO17,18, Miguel TÁBUAS-PEREIRA19,
Rica do TAIPA20, Ri a MOIRON SIMÕES8,11, Rui ARAÚJO2,21, Rui BARRETO6, So ia ROCHA4, João MASSANO2,21
Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854 ▪ h ps://doi.o g/10.20344/amp.13696
ABSTRACT
Lewy body demen ia is a common cause o demen ia leading o he p og essi e de e io a ion o cogni i e unc ion and mo o skills,
beha io al changes, and loss o au onomy, impai ing he quali y o li e o pa ien s and hei amilies. E en hough i is he second lead-
ing cause o neu odegene a i e demen ia, diagnosis is s ill challenging, due o i s he e ogenous clinical p esen a ion, especially in he
ea ly s ages o he disease. Acco dingly, Lewy body demen ia is o en misdiagnosed and clinically mismanaged. The lack o diagnos ic
accu acy has impo an implica ions o pa ien s, gi en hei inc eased suscep ibili y o he ad e se e ec s o ce ain d ugs, such as
an ipsycho ics, which may wo sen some symp oms associa ed wi h Lewy body demen ia. The e o e, a specialis consensus based on
he analysis o he mos upda ed and ele an li e a u e, and on clinical expe ience, is use ul o all p o essionals in ol ed in he ca e o
hese pa ien s. This wo k aims o in o m and p o ide ecommenda ions abou he bes diagnos ic and he apeu ic app oaches in Lewy
body demen ia in Po ugal. Mo eo e , we sugges some s a egies in o de o aise he awa eness o physicians, policy make s, and
he socie y a la ge ega ding his disease.
Keywo ds: Consensus; Demen ia/diagnosis; Demen ia/ he apy; Lewy Body Disease/diagnosis; Lewy Body Disease/ he apy; Po ugal
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Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
INTRODUÇÃO
A demência ep esen a um eno me lagelo na socie-
dade a ual e u u a. Foi a quin a p incipal causa de mo e
a ní el global em 2016, causando 2,4 milhões de mo es
e a e ando 43,8 milhões de pessoas em odo o mundo.1
Em Po ugal, a p e alência de demência e dé ice cogni i o
ligei o em pessoas com mais de 55 anos oi es imada en-
e 5,5% - 7,7% em es udos de base populacional.2-4 A de-
mência com co pos de Lewy (DCLewy) é a segunda causa
mais comum de demência de e iologia neu odegene a i a
acima dos 65 anos, le ando à pe da p og essi a das ca-
pacidades cogni i as e da au onomia, e à diminuição da
qualidade de ida dos doen es e seus amilia es.5-9 O nome
da doença ad ém da obse ação de ag egados da p o eí-
na α-sinucleína, que se acumulam no cé eb o (co pos e
neu i es de Lewy) e se acompanham de pe da neu onal.5,10
As doenças com deposição de α-sinucleína, ou sinucleino-
pa ias, incluem a DCLewy, a doença de Pa kinson (DP),
com e en ual desen ol imen o subsequen e de demência
(demência da doença de Pa kinson, DDP) e a a o ia de
múl iplos sis emas (AMS).5,10 A dis inção clínica e neu opa-
ológica en e DCLewy e DDP é um desa io e on e de longa
con o é sia.11,12
Uma e isão sis emá ica mos ou uma p e alência mé-
dia da DCLewy de 0,36% na população com mais de 65
anos e de 4,2% na população com demência.6 Con udo,
es es au o es es ima am uma p e alência clínica de 7,5%
na população com demência em cuidados de saúde se-
cundá ios.6 No Reino Unido, em cuidados de saúde secun-
dá ios, oi es imada uma p e alência de DCLewy de 4,6%
de odos os casos de demência, e nos Es ados Unidos o
diagnós ico oi iden i icado em 5,4% das pessoas ≥ 65 anos
que con a a am segu os de saúde en e 2011 e 2013.7,13
Rela i amen e à incidência da DCLewy, Vann Jones e
O’B ien es ima am uma incidência anual de 3,8% na po-
pulação ge al, den o dos no os casos de demência.6 Em
Po ugal, a p e alência da DCLewy oi es imada ecen e-
men e em 7,0%, incluindo as o mas mis as (concomi ância
com doença de Alzheime ).3 A li e a u a a ual suge e que a
DCLewy pode á es a subdiagnos icada.7
Alguns es udos indicam que a DCLewy ap esen a uma
maio axa de declínio cogni i o, maio p obabilidade de
ins i ucionalização e sob e ida meno em compa ação com
a doença de Alzheime (DA).8,14-20 Foi ambém associada
a axas mais al as de admissão hospi ala e in e namen-
os de maio du ação em elação à DA.21 Pa a além dis-
so, pa ece ha e maio sob eca ga e ní eis mais al os de
s ess nos cuidado es de doen es com DCLewy, com isco
aumen ado pa a o desen ol imen o de pe u bações psi-
quiá icas.22 O qua o consenso do Consó cio da DCLewy
(Fou h Consensus Repo o he DLB Conso ium) es a-
beleceu ecomendações pa a o diagnós ico clínico e pa o-
lógico da DCLewy.9 O diagnós ico a empado das doenças
neu odegene a i as é impo an e, pois pe mi e p opo cio-
na um aconselhamen o mais adequado ace ca da doença,
bem como ge i mais e icazmen e a medicação sin omá ica
e a e e enciação pa a ensaios clínicos. No en an o, o diag-
nós ico da DCLewy é di ícil, sob e udo nas ases iniciais
da doença, is o que pode e uma ap esen ação clínica
he e ogénea, e se acilmen e con undida com ou as doen-
ças, incluindo DA e DP.5,10,23 Apesa dos es o ços pa a o
aumen o da sensibilidade dos c i é ios de diagnós ico, ce -
ca de 20% dos doen es com DCLewy são e oneamen e
diagnos icados.24,25
OBJETIVOS DO CONSENSO
Es ando de inidos in e nacionalmen e os c i é ios de
diagnós ico pa a a DCLewy não az sen ido p opo no os
c i é ios, e iden emen e. Toda ia, a aplicabilidade p á ica à
ealidade po uguesa desses c i é ios, publicados em e is-
as cien í icas di igidas a públicos especí icos, o nam e-
le an e a c iação de um consenso de especialis as, endo
em con a as di iculdades que obse amos na nossa p á ica
clínica e o p o á el subdiagnós ico da doença. Es e con-
senso, baseado na análise da li e a u a mais a ual, e na
pa ilha de expe iências, oi c iado no sen ido de in o ma e
ge a ecomendações ace ca da melho abo dagem diag-
nós ica e e apêu ica da DCLewy em Po ugal.
Os obje i os des e consenso são, à luz da ealidade
po uguesa:
1) ale a e in o ma os p o issionais de saúde, em pa -
icula os médicos, sob e as ca ac e ís icas clínicas
da DCLewy, de o ma a melho a a sua iden i icação
p ecoce e a ges ão clínica;
2) aconselha sob e os meios complemen a es de
diagnós ico mais ú eis;
3) o nece ecomendações especí icas sob e o a a-
men o;
4) indica es a égias pa a aumen a a consciencializa-
ção em elação à DCLewy.
MATERIAL E MÉTODOS
Es e documen o esul a de um encon o mul idisciplina
ealizado a 13 de ab il de 2019, em Mon e Real (Po ugal),
que con ou com a pa icipação de médicos especialis as de
Medicina Nuclea , Neu ologia e Psiquia ia com in e esse
especí ico e a i idade clínica e/ou académica na á ea das
demências e/ou pa kinsonismo.
O plano de abalhos incluiu duas ases p incipais:
a eunião de consenso e a elabo ação do a igo. Na p i-
mei a p ocedeu-se à abo dagem do es ado da a e sob e
a DCLewy em e mos de c i é ios de diagnós ico, bioma -
cado es e desa ios a uais no diagnós ico da doença. De
modo a enquad a e es u u a a discussão p esencial,
o am p e iamen e en iadas aos pa icipan es algumas
ques ões abo dando ópicos p á icos ace ca do diagnós ico
e da ges ão clínica da DCLewy, bem como sob e a pe ce-
ção dos especialis as ace ca do conhecimen o des a doen-
ça en e os p o issionais de saúde em Po ugal. A p imei a
pa e da eunião oi dedicada à discussão global dos á-
ios ópicos p opos os p e iamen e, a que se adiciona am
ou os que os pa icipan es conside a am pe inen es. Na
segunda pa e da eunião c ia am-se g upos de abalho
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pa a discu i á ias emá icas: pe ceção dos especialis as
ela i amen e ao conhecimen o da comunidade médica e
da sociedade em ge al ace ca da DCLewy em Po ugal; di-
e enciação na ealização do diagnós ico po p o issionais
adequadamen e p epa ados; ges ão clínica dos doen es
com DCLewy; p oblemas equen es de segu ança clíni-
ca; e u ilização de meios complemen a es de diagnós ico
adequados, bem como desa ios p á icos no acesso a es es
exames. As conclusões o am depois discu idas pela o a-
lidade do g upo de especialis as, alcançando-se consenso
sob e os ópicos a abo da no ex o do a igo.
A pesquisa de li e a u a oi e e uada pelos coau o es
Ana Mon ei o e João Massano. Foi ei a uma pesquisa na
PubMed de aco do com o algo i mo (demen ia wi h lewy bo-
dies OR lewy body demen ia) AND ( ea men OR he apy
OR he apeu ics OR diagnosis OR p ognosis OR nonpha -
macologic OR exe cise). Fo am lidos os esumos de odos
os a igos publicados em Inglês a pa i de 1998, uma ez
que a maio ia dos a igos disponí eis sob e es e ópico
o am publicados a pa i dessa da a. Os dois coau o es
chega am a um consenso sob e as e e ências a u iliza na
p imei a e são do a igo. Nas sucessi as ondas de e i-
são os ou os coau o es suge i am e e ências adicionais
que conside a am pe inen es.
RESULTADOS DE CONSENSO E ORIENTAÇÕES
Ca ac e ís icas clínicas da DCLewy
Tal como de inido no Fou h Consensus Repo o he
DLB Conso ium,9 a p esença de demência é essencial
pa a o diagnós ico da DCLewy, de inida como declínio cog-
ni i o p og essi o de g a idade su icien e pa a in e e i nas
unções ocupacionais ou sociais no mais, ou nas a i idades
diá ias habi uais.9 As al e ações cogni i as ípicas incluem
de ei os de a enção, unções execu i as e p ocessamen o
isual, mesmo em ases iniciais da doença.9,26
As ca ac e ís icas clínicas nuclea es da DCLewy são o
pa kinsonismo p imá io (i.e., não de ido a medicamen os
ou lesões es u u ais ce eb ais, como po exemplo ascu-
la es), as alucinações isuais eco en es e p ecoces, a
pe u bação do compo amen o no sono REM (PCSREM),
e as lu uações cogni i as e da igília (Tabela 1), bas ando
duas des as ca ac e ís icas (em adição à demência) pa a o
diagnós ico de DCLewy p o á el.9
O pa kinsonismo p imá io, p esen e em 85% ou mais
dos doen es com DCLewy, pode inclui b adicinesia, igidez
e emo de epouso, sin omas que são comuns à DCLewy
e à DP.9,11,27 Na DCLewy conside a-se que exis e pa kin-
sonismo se pelo menos uma das ês ca ac e ís icas es-
i e p esen e, ao con á io do que sucede na DP, em que
é p eciso exis i b adicinesia e pelo menos um dos ou os
sin omas.28 De aco do com as ecomendações do Fou h
Consensus, de e se diagnos icada DCLewy quando a de-
mência oco e an es ou simul aneamen e com o pa kinso-
nismo, e DDP quando a demência su ge num con ex o de
DP já es abelecida clinicamen e.9
As alucinações isuais eco en es e complexas são
mui o equen es, podendo su gi em a é 80% dos doen-
es.9 São bem o madas, de alhadas e colo idas, ge almen-
e pessoas adul as, c ianças ou animais, podendo ainda
exis i alucinações ‘de passagem’ (b e es e na pe i e ia do
campo isual), sensação de ‘p esença’ e ilusões isuais.9 A
combinação de alucinações isuais com dis unção isuo-
-espacial ajuda a dis ingui DCLewy de DA.11
A PCSREM ca ac e iza-se po pe da da no mal a o-
nia do sono REM e p esença de compo amen os mo o-
es du an e es a ase de sono que aduzem o con eúdo
dos sonhos (i.e. d eam enac men ).29 O seu diagnós ico
az-se com es udo polissonog á ico em labo a ó io.29 Es a
pe u bação pode oco e em ap oximadamen e 80% dos
doen es com DCLewy e pode p ecede ou as ca ac e ís-
icas da doença em anos ou décadas.29-32 Uma p opo ção
impo an e das pessoas com PCSREM desen ol e uma
das sinucleinopa ias (e.g. DCLewy, DP, a o ia de múl i-
plos sis emas), podendo sinaliza um es ado p od ómico
des as doenças.32-34 A dis unção cogni i a no momen o do
diagnós ico da PCSREM sinaliza maio isco de desen ol-
imen o de DCLewy.35
As lu uações cogni i as e da a enção na DCLewy po-
dem oco e espon aneamen e ao longo do mesmo dia.9 As
ca ac e ís icas que suge em lu uações diu nas na DCLewy
incluem: 1) episódios de le a gia e sonolência á ias e-
zes po dia apesa de sono su icien e na noi e an e io ; 2)
ses as du an e o dia de duas ou mais ho as; 3) episódios
de olha pa ado po longos pe íodos; e 4) episódios de dis-
cu so deso ganizado, incomp eensí el ou sem lógica.36 As
lu uações podem igualmen e es a p esen es nou os ipos
de demências em ases a ançadas, pelo que o alo p edi-
i o pa a DCLewy é supe io quando su gem p ecocemen-
e.9
Adicionalmen e às ca ac e ís icas nuclea es da
DCLewy, exis em ambém ca ac e ís icas clínicas de supo -
e pa a o diagnós ico des a doença: ma cada sensibilidade
aos an ipsicó icos; ins abilidade pos u al; quedas equen-
es; síncope ou ou os episódios ansi ó ios de al e ação
da consciência; hipe sónia; hiposmia; alucinações nou as
modalidades senso iais; ilusões isuais; apa ia; ansiedade;
Tabela 1 – Ca ac e ís icas nuclea es e sinais de ale a da DCLewy
Em doen es com demência
Um ou mais dos sin omas ca dinais de pa kinsonismo p imá io (i.e., não causado po medicamen os ou lesões es u u ais do cé eb o).
Alucinações isuais eco en es e p ecoces no pe cu so da doença, espon âneas e complexas (bem o madas, colo idas).
PCSREM, que pode á p ecede o declínio cogni i o.
Flu uações cogni i as com a iações p onunciadas na a enção e igília no mesmo dia.
Adap ado de McKei h e al,9 Jellinge .24
DCLewy, demência com co pos de Lewy; PCSREM, pe u bação do compo amen o no sono REM.
Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
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Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
dep essão; e disau onomia (incluindo sin omas de hipo en-
são o os á ica, aquica dia, incon inência u iná ia e obs i-
pação).9
Recomendações - abo dagem inicial
O p imei o passo pa a o diagnós ico da DCLewy é a
colhei a da his ó ia clínica, ob ida com o doen e e amília/
cuidado , e do exame obje i o, que de e inclui a aliação
neu ológica e do es ado men al.37 Uma ez que á ias con-
dições clínicas podem explica os sin omas de demência,
ecomendamos que sejam apidamen e excluídas (i.e. a
ní el dos cuidados de saúde p imá ios) possí eis causas
a á eis.
Uma ez que mui os doen es com DCLewy êm am-
bém doença ascula ce eb al, que con ibui pa a os dé i-
ces cogni i os, ecomendamos a a aliação da p esença de
a o es de isco ascula es (FRV) modi icá eis e sua ade-
quada ges ão, de aco do com as ecomendações a uais.
É ambém ecomendada a pesquisa de hipo ensão o os-
á ica na a aliação inicial e ao longo do seguimen o, dado
a sua equência na DCLewy, consequências po enciais
(e.g., quedas, ag a amen o das lu uações cogni i as) e
impac o na ges ão medicamen osa.
Recomenda-se a ealização de es udo analí ico e de
imagem, incluindo:37
• Hemog ama comple o, pa a exclui anemia.
• P o eína C ea i a (PCR).
• Glicemia em jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e
pe il lipídico.
• P o as de unção hepá ica e enal, ionog ama e gli-
cose sé icos.
• P o as de unção i oidea (e.g. TSH e T4 li e).
• Vi amina B12 e ola o sé icos.
• Tes e de as eio de in eção po T eponema pallidum
(sí ilis), como po exemplo T eponema pallidum pa -
icle agglu ina ion assay (TPPA).
• Análise sumá ia de u ina, pa a exclui in eção do a-
o u iná io como causa de deli ium.
• Ras eio de d ogas de abuso na u ina (apenas se
clinicamen e ele an e).
• Tes e de as eio do VIH, pa a exclui a in eção como
causado a ou acili ado a de dis unção cogni i a.
• Ele oca diog ama (ECG), po se ecomendá el
pa a a escolha da medicação nes es doen es.
• Tomog a ia compu ado izada (TC) c ânio-ence álica
pa a exclui lesões es u u ais (ex. umo es), sinais
suges i os de hid oce alia de p essão no mal, he-
ma oma subdu al e doença ascula ce eb al de e-
le o.
• Em cuidados de saúde secundá ios/ e ciá ios: es-
sonância magné ica (RM) ce eb al, se hou e al e-
ações em TC ce eb al a me ece escla ecimen o,
ou suspei a de pa ologia não diagnos icá el po es e
mé odo ou de demência ascula (quando se jus i-
ique a alia lesões ascula es com maio acuida-
de), ou se a disponibilidade local da RM o ele ada
(como al e na i a p imá ia à TC).
É undamen al ob e um his o ial comple o do uso de
á macos e suspende quaisque medicamen os que pos-
sam po encialmen e causa al e ações cogni i as, ais
como an agonis as da dopamina, dopaminé gicos (a a a-
lia pelo Neu ologis a assis en e), an icoliné gicos, benzo-
diazepinas, alguns bloqueado es de canais de cálcio (e.g.
luna izina, cina izina) e an i-his amínicos de p imei a ge a-
ção (e.g., hid oxizina).37
Recomendamos que os médicos a aliem a p esença
das ca ac e ís icas nuclea es da DCLewy que es ão lis a-
das na Tabela 1, de aco do com as ecomendações p esen-
es no Fou h Consensus Repo o he DLB Conso ium.9
Mé odos complemen a es de diagnós ico
Têm sido es udados mé odos complemen a es de diag-
nós ico (MCD) ú eis na DCLewy.29,38
É ecomendada a ealização de uma a aliação neu op-
sicológica po pessoas idóneas e de idamen e einadas,
se localmen e disponí el. Es a a aliação pode demons a
de ei o de a enção, das unções execu i as e isuo-pe cep-
i as mesmo em ases iniciais da doença.26 O exame de
imagem es u u al (TC ou RM) pode demons a uma ela i-
a p ese ação da egião mesial do lobo empo al, embo a
a p esença de a o ia nes a egião não exclua DCLewy.39
O Fou h Consensus Repo o he DLB Conso ium de-
iniu os seguin es bioma cado es indica i os de DCLewy9:
• edução, no co po es iado, da cap ação de adio á -
maco po anspo ado es de dopamina p é-sináp i-
cos (DaT), eco endo a omog a ia compu o izada
po emissão de o ão único (single pho on emission
compu ed omog aphy, SPECT) ou omog a ia po
emissão de posi ões (posi on emission omog a-
phy, PET);
• edução da cap ação ca díaca de iodo-123 (123I)-
-me aiodobenzilguanidina (MIBG) obse ada na cin-
ig a ia; e
• sono REM sem a onia con i mado po polissonog a-
ia (PSG).9
A imagiologia dos DaT pe mi e a alia a in eg idade do
sis ema nig oes iado in i o a a és de SPECT ou PET.40
Apesa de a PET o e ece melho esolução de imagem,
a SPECT é menos dispendiosa e es á mais amplamen e
disponí el.40 O adio á maco [123I]-N-(3- luo op opilo)-2β-
ca bome oxi-3β -(4-iodo enil) no opano (123I-FP-CIT) es á
come cialmen e disponí el pa a ins de diagnós ico (DaTS-
CAN).40, 41 Segundo uma e isão sis emá ica po B igo e
al, a écnica 123I-FP-CIT SPECT demons ou sensibilidade
e especi icidade supe io es a 80% na di e enciação en e
DCLewy e demências não-DCLewy, embo a não enha sido
ealizada con i mação neu opa ológica.42 Em es udos com
dados neu opa ológicos, o 123I-FP-CIT SPECT demons ou
al a sensibilidade no diagnós ico de DCLewy, com baixa
pe cen agem de alsos nega i os, suge indo pode se um
mé odo ú il na exclusão de DCLewy em casos de suspei a
clínica des a pa ologia.42,43
NORMAS ORIENTAÇÃO
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Re is a Cien í ica da O dem dos Médicos www.ac amedicapo uguesa.com
A cin ig a ia com 123I-MIBG pe mi e o es udo da in eg i-
dade da ine ação simpá ica pós-gangliona ca díaca que,
ao con á io do SPECT de DaT, não es á al e ada nou os
ipos de demência pa a além da DCLewy e DDP.38 Apesa
de e sido de e ada uma sensibilidade simila en e 123I-FP-
-CIT SPECT e a cin ig a ia miocá dica com 123I-MIBG na de-
eção de DCLewy, a cin ig a ia miocá dica pode á se mais
especí ica pa a a exclusão de ou os ipos de demência,
e en ualmen e com alo supe io na di e enciação en e
DCLewy e DA compa a i amen e com a SPECT e RM ce e-
b al.38,44-46 A combinação da cin ig a ia miocá dica 123I-MIBG
e da 123I-FP-CIT SPECT aumen a a especi icidade e a sen-
sibilidade no diagnós ico di e encial en e DCLewy e DA,
compa a i amen e à u ilização de um só mé odo.47
A cin ig a ia miocá dica ap esen a algumas des an a-
gens, ais como a g ande p e alência, na população, de
doenças que pode ão in e e i com a cap ação de 123I-
-MIBG (e.g. en a e do miocá dio, ca diomiopa ia dila ada,
diabe es melli us).38,48 Pa a além disso, á ios á macos po-
dem in e e i com a cap ação de 123I-FP-CIT e 123I-MIBG,
mas os á macos que in e e em com a segunda são de uso
mais gene alizado.38 Adicionalmen e, es e mé odo eque
mui o empo de análise, embo a enha sido epo ado que
as imagens da ase inicial de cap ação de 123I-MIBG podem
se su icien es pa a o diagnós ico di e encial en e doenças
elacionadas com co pos de Lewy e ou as causas de pa-
kinsonismo, e en e DCLewy e DA.45,49
A suspei a clínica de PCSREM de e se con i mada po
polisssonog a ia (PSG) de ní el I e eque a exis ência de
sono REM sem a onia e a p esença de mo imen os du-
an e o sono REM, e que os dis ú bios do sono não sejam
explicá eis po ou as condições médicas.29 A PSG de ní-
el I inclui ele oence alog ama (EEG), ele o-oculog ama,
ECG, ele omiog ama, medição do luxo o o-nasal e do
es o ço espi a ó io, moni o ização da posição co po al e
oxime ia de pulso.50 É ealizada em labo a ó io de sono e
em supe isão cons an e po um écnico, mas a acessibili-
dade a es e exame é equen emen e di ícil em Po ugal.50
Recen emen e, Fe nández-A cos e al e i ica am que a
PSG com egis o de ídeo sinc onizado (V-PSG) é impo -
an e pa a diagnos ica a PCSREM e pa a a exclusão de
condições mime izado as em doen es com DCLewy com
demência ligei a.51 Os au o es e i ica am ainda mani es a-
ções compo amen ais ano mais não apenas no sono REM
mas ambém du an e a igília, na ansição da igília pa a
sono, no sono non- apid eye mo emen (NREM) e no des-
pe a .51
Quando não é possí el ealiza a PSG, o diagnós ico de
PCSREM p o á el pode se ei o a a és de ques ioná ios,
alguns dos quais já mos a am sensibilidade e especi icida-
de compa á eis à PSG.29 Con udo, es es ques ioná ios não
conseguem dis ingui com p ecisão a PCSREM de ou as
condições mime izado as, como e en os mo o es du an e
o sono REM associados a e en os espi a ó ios como a
sínd ome de apneia obs u i a do sono em REM, pa assó-
nias do sono NREM ou con usão no u na em doen es com
demência, e não es ão alidados pa a a população po u-
guesa.29
É impo an e e e i que a PCSREM é equen emen e
sub-diagnos icada de ido à al a de conhecimen o sob e
es a si uação, an o po pa e dos doen es como po pa e
dos clínicos.33,52,53 Cu iosamen e, um es udo mos ou que a
123I-FP-CIT SPECT pode á se u ilizada pa a iden i ica um
isco aumen ado de desen ol imen o de sinucleinopa ias
clínicas a cu o p azo em doen es com PCSREM idiopá i-
ca.54
Em de e minadas condições, pode á ponde a -se o e-
cu so a bioma cado es o inei amen e usados no diagnós i-
co da DA. Há es udos que êm suge ido que bioma cado es
p esen es no líquido cé alo- aquidiano (LCR) pode ão se
ú eis no diagnós ico di e encial en e DCLewy e DA, es-
pecialmen e a p o eína au o al e a p o eína os o- au181,
que mos a am uma g ande capacidade de disc iminação
des as doenças, independen emen e do seu es ádio.55 A
a aliação da α-sinucleína o al e oligomé ica p esen es no
LCR pode á se ambém ú il pa a o diagnós ico di e encial
sob e udo en e a DCLewy e DA.56 Adicionalmen e, oi am-
bém suge ido que um meno up ake do compos o B de Pi -
sbu gh ma cado com ca bono-11 (PiB) e a aliado po PET
(PiB-PET) é capaz de dis ingui doen es com DCLewy de
doen es com DA com uma p ecisão de 93%.57 Es es bio-
ma cado es de em se u ilizados apenas po p o issionais
al amen e di e enciados e amilia izados com a in e p e a-
ção dos esul ados.
O diagnós ico p é-clínico das sinucleinopa ias e es e-
-se de g ande complexidade e de sé ias implicações é icas,
dadas as ince ezas diagnós icas e a inexis ência de es a-
égias pa a p e eni o apa ecimen o e a p og essão des as
doenças, pelo que es es es udos es ão apenas indicados
no con ex o de in es igação clínica especí ica, não sendo
de uso o inei o na p á ica clínica co en e. Caso su jam
al e ações das unções cogni i as e/ou mo o as em doen-
es com PCSREM con i mado po PSG de ní el I, es es
de e ão se o ien ados pa a obse ação em consul a de
especialidade, pelo isco ele ado de exis i uma sinucleino-
pa ia.34
Recomendações - diagnós ico da DCLewy
• De e se diagnos icada DCLewy ‘p o á el’ quando
duas ou mais ca ac e ís icas nuclea es es ão p e-
sen es num doen e com demência, com ou sem a
p esença de bioma cado es indica i os; ou se ape-
nas uma ca ac e ís ica nuclea es á p esen e, asso-
ciada a um ou mais bioma cado es indica i os, não
de endo a doença se diagnos icada exclusi amen-
e com base em bioma cado es.9
• De e se diagnos icada DCLewy ‘possí el’ se ape-
nas uma ca ac e ís ica nuclea da DCLewy es á
p esen e num doen e com demência, sem e idência
de bioma cado es indica i os; ou se um ou mais bio-
ma cado es indica i os es ão p esen es sem ca ac-
e ís icas nuclea es da DCLewy.9
• Os MCD de em se u ilizados de aco do com as e-
comendações do Fou h Consensus Repo o he
Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
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Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
DLB Conso ium, semp e que haja indicação clínica
e de o ma a empada no pe cu so diagnós ico.9
Ges ão clínica da DCLewy
A ges ão clínica da DCLewy é complexa, eque endo
uma abo dagem mul idisciplina e a combinação de in e -
enções a macológicas e não a macológicas.9 A ualmen e
não exis e cu a nem a amen os modi icado es do cu so da
doença, sendo o a amen o ocado nos sin omas cogni i-
os, neu opsiquiá icos, mo o es e ou os sin omas.9,11 Uma
ez que as lu uações dos ní eis de a enção na DCLewy
são pa icula men e di íceis de dis ingui de episódios de
deli ium, é impo an e iden i ica e en uais in e co ências
sis émicas (e.g. in eções u iná ias) semp e que su jam lu-
uações cogni i as/compo amen ais de no o.
Não exis e nenhuma medicação o malmen e ap o a-
da em Po ugal pa a a DCLewy, pelo que o uso de á ma-
cos é o label. A e idência a ual suge e que os inibido es
da ace ilcolines e ase (IAchE) são ú eis no a amen o da
DCLewy. Um ensaio alea o izado mos ou que o donepe-
zilo (5 - 10 mg/dia) p oduz melho ias cogni i as e globais
signi ica i as, sendo bem ole ado e clinicamen e segu o,
bene ícios con i mados numa me a-análise ecen e.58,59 A
i as igmina (6 - 12 mg/dia) mos ou bene ícios signi ica i-
os na unção cogni i a em doen es com DCLewy, sendo
ambém bem ole ada e ge almen e segu a.60 A i as igmi-
na ansdé mica (4,6 a 13,3 mg/dia) pode á se uma boa
al e na i a em doen es com di iculdade de deglu ição ou
com in ole ância aos IAchE po ia o al, endo sido e i i-
cado que, em doen es com PDD, a i as igmina ansdé -
mica causa menos e en os ad e sos compa a i amen e à
i as igmina o al.61 Os IAchE não de em se u ilizados em
doen es com b adica dia ou bloqueio au ículo- en icula ,
e após o seu início de e se igiada a equência ca díaca
e in e alo PR e QT em ECG.62 Os IAchE pode ão eduzi
subs ancialmen e os sin omas neu opsiquiá icos (incluin-
do alucinações isuais e delí ios).58,60 Es udos p elimina es
apon a am pa a possí eis bene ícios clínicos da meman-
ina (an agonis a do ece o N-me il D-aspa a o [NMDA])
em doen es com DCLewy e DDP.63 Con udo, a e idência
dos bene ícios clínicos des e á maco é ainda baixa nes es
doen es, suge indo apenas um pequeno bene ício na im-
p essão clínica global, compo amen o e humo .64
A p esc ição de an ipsicó icos só de e se ei a se es-
i amen e necessá ia e com ex ema p ecaução, dado o
isco eal de ag a amen o de á ios sin omas, como o pa-
kinsonismo (com isco de mo e po insu iciência en ila-
ó ia de ido a igidez ia ogénica dos músculos o ácicos),
lu uações cogni i as e disau onomia.11 A p imei a ge ação
de an ipsicó icos (e.g. halope idol, clo op omazina) es á
con aindicada nes es doen es.11 A que iapina em doses
baixas pa ece segu a do pon o de is a mo o , mas uma
e isão sis emá ica não demons ou e icácia compa a i a-
men e ao placebo.9,65,66 A olanzapina es á desaconselhada
pelo isco de exace bação do pa kinsonismo.67,68 Apesa de
algum e ei o an icoliné gico e da necessidade de equen-
e moni o ização po isco de ag anuloci ose, a clozapina
pode se conside ada na ausência de e ei o de ou os á -
macos (e.g. que iapina e IAchE), não exis indo es udos de
e icácia ou segu ança na DCLewy.67,68 A pima anse ina po-
de á i a se uma al e na i a, mas não há ensaios clínicos
na DCLewy nem es á disponí el em Po ugal.69 O uso de
an ipsicó icos ob iga à moni o ização po ECG pelo isco
de aumen o do in e alo QT, p incipalmen e quando em uso
concomi an e com IAchE.
Pa a a a a dep essão, comum na DCLewy, podem se
u ilizados inibido es sele i os da ecap ação de se o onina
(ISRS), inibido es da ecap ação de se o onina-no ad ena-
lina (ISRSN) e mi azapina, de aco do com a ole abilidade
e espos a clínica.9 Es es á macos podem aze bene í-
cios no con olo do compo amen o e na a enção, mas a
e idência disponí el nes e âmbi o é de baixa qualidade.70-75
Se o pa kinsonismo causa incapacidade de e se a-
ado apenas com le odopa. Os agonis as dopaminé gicos,
os inibido es da monoaminoxidase B (IMAO-B), os an ico-
liné gicos e a aman adina não de em se u ilizados, pois
há um isco signi ica i o de ag a amen o das alucinações,
con usão e psicose.11
A mela onina e o clonazepam são ú eis no a amen o
da PCSREM.29 No en an o, o clonazepam pode á ag a a
os sin omas cogni i os.9 A mela onina é a opção com me-
lho pe il de segu ança, mas o seu uso es á limi ado pelo
ele ado cus o. A azodona em e ei o na sup essão do
sono REM e pode se ú il na ges ão da insónia in e média
e na al e ação do ciclo sono- igília.76,77 No en an o, a a-
zodona em como po encial e ei o secundá io hipo ensão
o os á ica, podendo le a ao ag a amen o des e sin oma.
Os an idep essi os se o oniné gicos (ex. ISRS), podem
ag a a a PCSREM.
É c ucial desen ol e e alida es a égias e apêu icas
não a macológicas em doen es com DCLewy.9 Em 2018
o am publicadas duas e isões sis emá icas ace ca dos
bene ícios des as es a égias. Segundo Mo in e al, apesa
de alguns es udos supo a em os bene ícios de in e en-
ções não a macológicas em doen es com DCLewy (in-
cluindo e apia elec ocon ulsi a, es imulação magné ica
ansc aniana epe i i a, es imulação ansc aniana po co -
en e con ínua e exe cício ísico), não há e idência obus a
que supo e a sua u ilização nes es doen es.78 Conno s e
al. epo a am conclusões semelhan es.79
Recomendações - in e enções e apêu icas
Recomendamos as o ien ações ap esen adas nas Ta-
belas 2 e 3:
• De e se e is a oda a medicação do doen e, e
cessada a p esc ição de á macos desnecessá ios
ou sem indicação clínica sólida. Aplica-se o mesmo
p incípio a p epa ações ‘na u ais’, de ‘e aná ia’,
p odu os homeopá icos e ou os que não es ão su-
jei os a igo oso con olo e ap o ação pelo In a med
ou pela Agência Eu opeia do Medicamen o.
• Os IAchE são a p imei a linha no a amen o da
de e io ação cogni i a e das al e ações de com-
po amen o, lu uações cogni i as e alucinações na
NORMAS ORIENTAÇÃO
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DCLewy.
• Os sin omas de dep essão e ansiedade c ónica de-
em se a ados com ISRS ou ISRSN em p imei a
linha.
• De em se igiados sin omas de PCSREM, que
podem se ag a ados pelo uso de an idep essi os
se o oniné gicos.
• O uso de an ipsicó icos de e se e i ado. O mais
segu o, mas sem e idência obus a de e icácia, é
a que iapina, que de e á se u ilizada na dose mais
baixa e apenas du an e o empo mínimo necessá io
pa a a edução de sin omas psicó icos incomoda i-
os pa a o doen e/ amília, e que não enham cedido
com o uso de IAchE; os an ipsicó icos não es ão in-
dicados pa a o a amen o da insónia.
• De em se e i ados ou os á macos com po encial
an idopaminé gico, como me oclop amida e clebo-
p ida, po exemplo.
• O pa kinsonismo de e se a ado se causa incapa-
cidade e hou e pe ceção de elação isco-bene ício
a o á el da e apêu ica. Pa a es e e ei o ecomen-
da-se apenas le odopa, iniciada em dose baixa e
subindo len amen e de aco do com a espos a clíni-
ca (i.e., s a low, go slow).
• As alucinações e ilusões não ca ecem de a amen-
o a macológico se não o em incomoda i as pa a
o doen e/ amília; caso sejam pe u bado as da qua-
lidade de ida do doen e e dos seus cuidado es, e
após exclusão de in e co ências agudas, de e ão
se a adas em p imei a linha com IAchE; se o em
ine icazes ou su gi em sin omas g a es que não
pe mi am agua da pelo e ei o IAchE, pode á se
associada que iapina na dose e icaz mais baixa e
du an e o meno empo possí el.
• A PCSREM de e se a ada se incomoda i a pa a
o doen e/ amília, de endo se conside ados os is-
cos de queda e auma ismo do p óp io ou do/a
companhei o/a que do me com o doen e. De e se
Tabela 2 – Ges ão clínica da DCLewy: o ien ações pa a clínicos
O ien ações pa a clínicos
• Exclui causas a á eis de demência
• Exclui in e co ências/ia ogenia
• Re e oda a medicação do doen e:
o E i a o uso de an ipsicó icos.
o E i a á macos com po encial an idopaminé gico (e.g. me oclop amida).
o Re e an i-hipe enso es e ou os á macos que po encialmen e possam desencadea e/ou ag a a hipo ensão o os á ica.
• Ge i sin omas cogni i os e neu opsiquiá icos:
◦ 1ª linha: IAchE.
◦ 2ª linha: meman ina.
◦ Ansiedade e dep essão: ISRS/ISRSN.
◦ Escolha e ges ão de an ipsicó icos: usa na meno dose possí el e o meno empo possí el, p e e i que iapina.
• T a a pa kinsonismo:
o Le odopa.
• Ge i al e ação do sono (PCSREM, insónia, al e ação do ciclo sono- igília):
◦ Mela onina.
◦ Clonazepam.
◦ T azodona.
• T a amen o da hipo ensão o os á ica:
◦ Medidas não a macológicas: aconselhamen o, hid a ação abundan e, le an e p og essi o, e i a longos pe íodos de pé,
meias de comp essão elás ica a é cin u a ou coxa, e i a locais aquecidos, e i a e eições copiosas, die a sem es ição de
sal (se sem con aindicação médica).
◦ Re isão da e apêu ica em cu so.
◦ Medidas a macológicas: midod ina, lud oco isona.
• T a amen o da dis unção u iná ia:
◦ Medidas não a macológicas: e i a inges ão abundan e de líquidos a pa i das 18 ho as.
◦ Medidas a macológicas: e i a á macos com e ei os an icoliné gicos (e.g. clo e o de óspio, oxibu inina). P e e i á macos
com mecanismos ad ené gicos.
• Con olo de a o es de isco ascula e ou as como bilidades, como a do .
• Es imula p á ica egula de exe cício ísico mode ado.
• Es imula a equência de a i idades de es imulação cogni i a, socialização e es abelecimen o de o inas.
• Melho a a abo dagem no Se iço de U gência e no in e namen o:
◦ E i a an ipsicó icos e me oclop amida.
◦ Man e os IAchE du an e a es adia no in e namen o, exce o se indicação clínica pa a in e ompe .
DCLewy: demência com co pos de Lewy; IachE: inibido es da ace ilcolines e ase; ISRS_ inibido es sele i os da ecap ação da se o onina; ISRSN: inibido es da ecap ação da se o-
onina e no ad enalina; PCSREM: pe u bação do compo amen o no sono REM
Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
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Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
usada a mela onina (3 - 12 mg ao dei a ) ou o clo-
nazepam (0,25 - 1,0 mg ao dei a ) na dose mínima
e icaz. A azodona (50 - 150 mg ao dei a ) pode á
se u ilizada pa a a amen o da PCSREM e pa a o
con olo da insónia inicial e in e média, e na des e-
gulação do ciclo sono- igília.
• A hipo ensão o os á ica de e se a ada e e i ada
com medidas não a macológicas, incluindo hid a a-
ção o al, egime de e eições poli acionadas e i an-
do e eições copiosas, le an e p og essi o da posi-
ção de sen ado ou dei ado, e icção de longos pe ío-
dos de pé, e uso de meias de comp essão elás ica.
Pode á se necessá io e e a e apêu ica em cu so
e eduzi /suspende a dose de an i-hipe enso .
• De e se es imulada a p á ica egula de exe cício
ísico mode ado (e.g. caminhada), du an e 30 a 60
minu os diá ios, pelo menos ês a cinco ezes po
semana.
• De em se incen i adas a i idades que p omo am
a manu enção da uncionalidade, socialização e o
es abelecimen o de o inas. As casas de em se
ajus adas às di iculdades da pessoa com demência,
de endo es a bem iluminadas, e i ando obje os
susce í eis de limi a a locomoção ou aumen a o
isco de queda, en e ou as medidas.
• De em se c iadas es u u as ap op iadas na comu-
nidade pa a pessoas com demência e seus cuida-
do es, incluindo: 1) a i idades de socialização, es i-
mulação cogni i a e manu enção da uncionalidade
adap adas ao es ádio da doença; 2) apoio aos cui-
dado es a a és de g upos de supo e e apoio psi-
cológico; 3) a i idades de o mação pa a cuidado es
o mais e in o mais; e 4) apoio à in es igação.
• Se hou e ag a amen o ab up o dos sin omas da
doença, de e á se conside ada e excluída uma
causa a á el (e.g. in eção u iná ia, ia ogenia).
• Em caso de necessidade de in e namen o po doen-
ça aguda, de em se man idos os á macos usados
no con olo dos sin omas da doença, como os IAchE
e inibido es selec i os da ecap ação da se o onina
(ISRS), sal o se con aindicação o mal pela doença
aguda, espe ando-se que possam limi a o desen-
ol imen o de deli ium (apesa da pouca e idência
nesse sen ido) e a u ilização consequen e de an ip-
sicó icos ou ou os á macos que possam causa
e ei os ad e sos.
• A capacidade de condução es á equen emen e
a e ada na DCLewy, mesmo nas ases iniciais da
doença, e de e se a aliada, de aco do com as dis-
posições legais em igo , nomeadamen e o Dec e-
o-Lei n.º 40/2016 (Diá io da República, Sé ie I, de
29/Julho).80
Consciencialização ace ca da DCLewy
Tal como e e ido an e io men e, o diagnós ico da
DCLewy é di ícil, exis indo ainda em Po ugal uma al a de
conhecimen o ace ca des a doença, que de e se colma a-
da, não só nos cuidados de saúde, mas ambém na socie-
dade em ge al. Pa a além da impo ância da di e enciação
dos se iços de Neu ologia e Psiquia ia na demência, é
de salien a que os cuidados de saúde p imá ios e os cui-
dados con inuados na comunidade ão e um papel cada
ez mais impo an e na DCLewy, al como nou as doenças
neu odegene a i as elacionadas com o en elhecimen o.
Os doen es com suspei a ou diagnós ico de DCLewy p o-
á el ou possí el de em se encaminhados pa a se iços
com especialização em demência, de aco do com os ecu -
sos de saúde disponí eis, pa a con i mação do diagnós ico
e de inição di e enciada da es a égia e apêu ica.
Recomendações - consciencialização pa a a doença
A di ulgação da DCLewy de e aumen a , não só nos
di e sos con ex os clínicos, mas ambém na sociedade em
ge al. Es e papel de e se desempenhado po p o issionais
de saúde especializados nes a á ea, sociedades cien í icas
ele an es, en idades go e namen ais (e.g. Di eção-Ge al
da Saúde) e associações de doen es, p e e encialmen e
de o ma conce ada e sis emá ica. In e enções como as
de Susan Williams, que desc e e o imp essionan e caso
do b ilhan e ac o e comedian e no e-ame icano Robin Wi-
lliams, seu ma ido, con ibuem ex ao dina iamen e pa a a
consciencialização ace ca da DCLewy.83
A o mação médica especializada em demências e
doenças do mo imen o (sob e udo pa kinsonismo) de e
se e o çada jun o das especialidades médicas que, pa a
além da Neu ologia e Psiquia ia, e ão po encialmen e
con ac o com doen es com DCLewy, em pa icula a Medi-
cina Ge al e Familia , Medicina In e na, Medicina Palia i a,
e Pneumologia.
A o e a da o mação pós-g aduada em pe u bações
do sono e PCSREM de e se aumen ada, di ecionada a
médicos in e nos e especialis as. Es a de e se omen ada
pela academia, sociedades cien í icas ele an es, O dem
dos Médicos e se iços clínicos com idoneidade o ma i a.
Os doen es e amilia es de em se es imulados a c ia-
em as suas associações, que de em se aca inhadas e
ou idas pelas en idades ele an es.
Com o obje i o de aumen a o conhecimen o sob e a
DCLewy jun o dos cuidado es in o mais e da sociedade
em ge al, p opomos duas abo dagens: 1) a c iação de en-
con os sob e demência, di igidos à população ge al, po
en idades idóneas; e 2) a ins i uição do Dia Nacional da
Pessoa com Demência. Es e Dia de e á e um logo ipo
Tabela 3 – Ges ão clínica da DCLewy: o ien ações a abo da com
doen es e amília
O ien ações pa a doen es e amília
Cessa condução
Educação à amília e cuidado es
Vigia dep essão/ isco de suicídio
Es imula con ac o com associações de doen es
Abo da Regime Ju ídico do Maio Acompanhado.a
a Lei nº 49/2018, de 14 de agos o.82
NORMAS ORIENTAÇÃO
852
Re is a Cien í ica da O dem dos Médicos www.ac amedicapo uguesa.com
Mon ei o A, e al. Consenso po uguês pa a a demência com co pos de Lewy, Ac a Med Po 2020 Dec;33(12):844-854
associado, uma da a anual ixa, e uma mensagem cla a.
Os au o es des e a igo i ão de ini uma es a égia pa a en-
de eça o malmen e es as p eocupações e p opos as às
en idades o iciais com pode legisla i o e de decisão polí i-
ca nes a ma é ia. Se á ú il que ou os in e essados enham
ambém in e enções nes e sen ido (e.g. associações de
doen es, sociedades cien í icas).
Ou as ecomendações
Vá ias ques ões undamen ais de e ão se u u amen e
abo dadas de o ma consis en e em Po ugal, ais como as
espos as sociais exis en es pa a os doen es com demên-
cia, incluindo a DCLewy. Os doen es de em e acompa-
nhamen o adequado na comunidade, bem como cuidados
palia i os e de im de ida especí icos, com o es p eo-
cupações humanis as e de aco do com sólidos p incípios
bioé icos. É undamen al c ia es u u as de apoio na co-
munidade pa a os cuidado es, de modo a p omo e o seu
bem-es a . Pa a além disso, é impo an e omen a a e le-
xão e discussão ace ca do egis o do es amen o i al jun o
de doen es com DCLewy. Assim, o doen e pode á exp es-
sa a empadamen e a sua on ade ace ca dos cuidados
de saúde que deseja ou não ecebe quando se encon a
incapaz de o aze .81
Po im, de modo a melho a a in es igação e os pa-
d ões de cuidado clínico dos doen es com DCLewy em Po -
ugal, é necessá io sensibiliza os médicos, os doen es e
as suas amílias pa a a impo ância da doação de cé eb os
pa a o Banco Po uguês de Cé eb os (h p://www.banco-
dece eb os.chpo o.p /). Es a es u u a pe mi e a ecolha e
análise dos cé eb os dos doen es, sendo c ucial pa a a a-
lidação do diagnós ico clínico. De e se dado conhecimen-
o às amílias e aos doen es ace ca do Banco Po uguês de
Cé eb os, explicando a impo ância des e conhecimen o e
pe mi indo que os doen es e as suas amílias omem deci-
sões a empadas ace ca des a possibilidade.
AGRADECIMENTOS
Os au o es ag adecem a Ana Mo gado e So ia Nunes
da Scien i ic ToolBox Consul ing (Lisboa, Po ugal) pela
p es ação de se iços de medical w i ing, inanciados pela
GE Heal hca e Espanha.
CONFLITOS DE INTERESSE
Camila Nób ega exe ceu a i idade de consul o ia pa a
a Tecni a , A al Cipan e Baldacci; oi pales an e pa a as
emp esas Tecni a e No a is; oi pa ocinada pa a a deslo-
cação e insc ição em euniões cien í icas pela Bial.
Luís Ruano exe ceu a i idade de consul o ia pa a as
emp esas Roche, Biogen e Sano i; ecebeu bolsa de in es-
igação pa a p oje o cien í ico da emp esa Biogen; ecebeu
undos pa a a deslocação a euniões cien í icas de No a -
is, Biogen, Sano i e Roche.
Miguel Gago, no úl imo ano, ecebeu undos pa a a des-
locação a euniões cien í icas de Bial.
Miguel G unho exe ceu a i idade de consul o ia pa a
as emp esas Abb ie, Me ck, No a is e Zambon; oi pales-
an e pa a as emp esas Bial, No a is, Sano i Genzyme
e Zambon; ecebeu undos pa a a deslocação a euniões
cien í icas de Bial, Biogen, Me ck, No a is, Sano i Genzy-
me e Zambon.
Ri a Moi on Simões, no úl imo ano, exe ceu a i idade
de consul o ia pa a as emp esas Abb ie, Zambon e Bial;
oi pales an e pa a as emp esas Bial e Zambon; ecebeu
undos pa a a deslocação a euniões cien í icas de Bial e
Zambon.
João Massano exe ceu a i idade de consul o ia pa a as
emp esas Abb ie, Bial, Me ck Sha p & Dohme e Zambon;
oi pales an e pa a as emp esas Bial, Bos on Scien i ic, GE
Heal hca e e No a is; ecebeu undos pa a a deslocação
a euniões cien í icas de Bial, Bos on Scien i ic, Med onic,
No a is e Roche.
Ana Mon ei o, Ana G aça Velon, Ana Ma ga ida Rod i-
gues, Ana Oli ei a, Anabela Valadas, Ca a ina C u o, Dulce
Neu el, F ede ico Simões do Cou o, Joana Mo gado, Joa-
quim Ce ejei a, Miguel Tábuas Pe ei a, Rica do Taipa, Rui
A aújo, Rui Ba e o e So ia Rocha não êm con li os de in e-
esse a decla a .
FONTES DE FINANCIAMENTO
Es e abalho oi pa cialmen e inanciado pela GE Heal-
hca e Espanha pa a apoio à logís ica da ealização da eu-
nião de consenso e pa a apoio de medical w i ing no âm-
bi o da p epa ação des e a igo. A GE Heal hca e Espanha
não e e qualque papel no desenho do consenso, ecolha,
análise e in e p e ação de li e a u a, edação do manusc i-
o, nem na decisão de subme e o a igo pa a publicação.
As opiniões exp essas no a igo são da esponsabilidade
dos au o es e não são necessa iamen e as da GE Heal h-
ca e Espanha.
REFERÊNCIAS
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