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Relatório de Estágio e Monografia intitulada “Tratamento da Peritonite Infeciosa Felina: Opções Atuais e Inovações em Estudo”.

Neves, Cátia Filipa Gameiro

Abstract

Relatório de Estágio do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas apresentado à Faculdade de Farmácia

Full text

Rela ó io de Es ágio e Monog a ia in i ulada “T a amen o da Pe i oni e In eciosa Felina: Opções A uais e Ino ações em Es udo”, e e en es à Unidade Cu icula “Es ágio Cu icula ”, sob o ien ação do D . Luís Co eia e do Mes e João Luís Sousa Janela, ap esen ados à Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade de Coimb a pa a ap eciação na p es ação de p o as públicas de Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas. Cá ia Filipa Gamei o Ne es Se emb o de 2022 & & & & & Cá ia Filipa Gamei o Ne es Rela ó io de Es ágio e Monog a ia in i ulada “T a amen o da Pe i oni e In eciosa Felina: Opções A uais e Ino ações em Es udo”, e e en es à Unidade Cu icula “Es ágio Cu icula ”, sob o ien ação do D . Luís Co eia e do Mes e João Luís Sousa Janela, ap esen ados à Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade de Coimb a pa a ap eciação na p es ação de p o as públicas de Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas. Se emb o de 2022 Ag adecimen os Ao longo des es úl imos anos, em que equen ei o cu so do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas, con ei com a disponibilidade e apoio de di e sas pessoas que con ibuí am pa a que a sua conc e ização osse possí el. Em p imei o luga , que o ag adece à minha amília, que acei ou a minha decisão e me apoiou, apesa de odos os sac i ícios e do empo abdicado da sua p esença. Ag adeço po oda a paciência e pela o ça que semp e me de am. Deixo ambém um ag adecimen o aos meus ga os, F eeza e Loli o, pela companhia nas ho as de es udo e da inspi ação pa a a escolha do ema da monog a ia. Ag adeço aos meus colegas de abalho dos úl imos qua o anos, pelo es o ço e o ganização, de modo a possibili a em-me concilia os es udos com a ida p o issional, assim como o apoio mo al nos momen os de maio exaus ão. Que o ambém ag adece ao D . Luís Co eia e à es an e equipa da Fa mácia San a Ma ia pela opo unidade e oda a ajuda p es ada ao longo do es ágio. Ag adeço ambém aos meus amigos que me acompanha am ao longo des e cu so, o nando es e pe cu so mais ácil e animado, assim como aos p o esso es e uncioná ios des a ins i uição, po oda a disponibilidade p es ada, salien ado o apoio do Mes e João Janela, pela o ien ação da p esen e monog a ia. A odos, mui o ob igada! 4 ÍNDICE Resumo ......................................................................................................................................................... 6 Abs ac ........................................................................................................................................................ 7 Capí ulo I – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia .................................. 8 Ab e ia u as ................................................................................................................................................ 9 1. In odução ........................................................................................................................................ 10 2. Análise SWOT ................................................................................................................................. 10 2.1. Pon os Fo es .......................................................................................................................................... 11 2.1.1. Localização e ho á io de uncionamen o da a mácia ........................................................... 11 2.1.2. Recu sos humanos ........................................................................................................................ 12 2.1.3. Filoso ia Kaizen ............................................................................................................................... 12 2.1.4. Acompanhamen o de si uações clínicas dos u en es ............................................................ 12 2.1.5. Se iços disponibilizados pela a mácia .................................................................................... 13 2.1.6. Venda de medicamen os de uso e e iná io ........................................................................... 14 2.2. Pon os F acos .......................................................................................................................................... 15 2.2.1. P epa ação de Medicamen os Manipulados ............................................................................ 15 2.2.2. Fal a de conhecimen os que pe mi am diagnos ica di e sas pa ologias ......................... 15 2.2.3. A ualização do Si a ma 2000® ..................................................................................................... 15 2.3. Opo unidades......................................................................................................................................... 16 2.3.1. Fo mações ....................................................................................................................................... 16 2.3.2. Dispensa de medicamen os hospi ala es nas a mácias comuni á ias ............................... 16 2.4. Ameaças .................................................................................................................................................... 17 2.4.1. Conco ência .................................................................................................................................. 17 2.4.2. Fal a de s ock de medicamen os ................................................................................................. 18 3. Casos Clínicos.................................................................................................................................. 18 4. Conclusão ......................................................................................................................................... 21 Bibliog a ia .................................................................................................................................................. 23 Capí ulo II – Monog a ia “T a amen o da Pe i oni e In eciosa Felina: Opções A uais e Ino ações em Es udo” ................................................................. 24 Ab e ia u as .............................................................................................................................................. 25 1. In odução ........................................................................................................................................ 26 2. Co ona í us ...................................................................................................................................... 26 2.1. Co ona í us Felino ................................................................................................................................. 28 3. Pe i oni e In eciosa Felina.............................................................................................................. 30 3.1. Con ex ualização his ó ica ................................................................................................................... 30 3.2. Ca ac e ização e epidemiologia .......................................................................................................... 30 3.3. Sinais Clínicos .......................................................................................................................................... 31 3.4. Diagnós ico ............................................................................................................................................... 31 4. T a amen o e p e enção ............................................................................................................... 32 4.1. Vacina ......................................................................................................................................................... 33 4.2. Te apêu ica u ilizada a ualmen e ......................................................................................................... 34 4.2.1. P ednisolona ................................................................................................................................... 34 4.2.2. In e e ão ómega elino ................................................................................................................ 34 4.2.3. Ciclospo ina A ................................................................................................................................ 35 4.2.4. I aconazol ....................................................................................................................................... 35 5 4.3. Te apêu icas em es udo ........................................................................................................................ 36 4.3.1. GC376 .............................................................................................................................................. 37 4.3.1.1. Mecanismo de ação .................................................................................................................. 37 4.3.1.2. E icácia e Segu ança ................................................................................................................. 37 4.3.2. GS-441524 ....................................................................................................................................... 39 4.3.2.1. Mecanismo de ação .................................................................................................................. 40 4.3.2.2. E icácia e Segu ança ................................................................................................................. 41 4.3.2.3. Combinação de á macos ....................................................................................................... 43 4.3.2.4. Come cialização ....................................................................................................................... 43 5. Conclusão ......................................................................................................................................... 46 Bibliog a ia .................................................................................................................................................. 49 Anexos ........................................................................................................................................................ 54 6 Resumo Es e documen o con ém um ela ó io do es ágio cu icula em a mácia comuni á ia, ealizado na Fa mácia San a Ma ia, desc i o a a és de uma análise SWOT. De seguida, ap esen o a monog a ia sob e “T a amen o da pe i oni e in eciosa elina: opções a uais e ino ações em es udo”, uma doença mo al causada pelo co ona í us elino, que de ido a mu ações no í us combinadas com uma espos a imune inadequada pode á a e a di e sos ó gãos dos ga os. A a és de uma e isão bibliog á ica se ão ap esen ados os p incipais a amen os a uais pa a a PIF, assim como os medicamen os em es udo. A ualmen e, o a amen o incide sob e a edução da espos a in lama ó ia, eduzindo os sin omas da doença, con udo não cu ando a in eção. No en an o, es ão a se desen ol idos dois an i i ais com esul ados p omisso es, o GS-441524 e o GC376. Pala as-cha e: Rela ó io de Es ágio; Fa mácia Comuni á ia; Co ona í us Felino; Pe i oni e In eciosa Felina; Te apêu ica; T a amen o. 7 Abs ac This documen con ains a epo o he cu icula in e nship in communi y pha macy, ca ied ou a Pha macy San a Ma ia, desc ibed h ough a SWOT analysis. Then, p esen he monog aph on “T ea men o eline in ec ious pe i oni is: cu en op ions and inno a ions unde s udy”, a deadly disease caused by he eline co ona i us, which due o mu a ions in he i us combined wi h an inadequa e immune esponse can a ec se e al o gans o ca s. Th ough a li e a u e e iew, he main cu en ea men s o FIP will be p esen ed, as well as he d ugs unde s udy. Cu en ly, ea men ocuses on educing he in lamma o y esponse, educing he symp oms o he disease, bu no cu ing he in ec ion. Howe e , wo an i i als a e being de eloped wi h p omising esul s, GS-441524 and GC376. & Keywo ds: In e nship Repo ; Communi y Pha macy; Feline Co ona i us; Feline In ec ious Pe i oni is; The apeu ic; T ea men . ! Capí ulo I – Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia FARMÁCIA SANTA MARIA ! ! ! ! ! ! 15 2.2. Pon os F acos 2.2.1. P epa ação de Medicamen os Manipulados Na Fa mácia San a Ma ia, de ido às suas limi ações ísicas e aos poucos pedidos des e ipo de medicação que esul a ia em despe dício de ma é ias-p imas, po no ma não há p epa ação de medicamen os manipulados e, nos casos em que são necessá ios, são encomendados a ou a a mácia. Es e oi um pon o aco do meu es ágio, po que apesa de já e ido a opo unidade de p epa a alguns medicamen os manipulados em a mácias onde exe ci como écnica de a mácia, é uma á ea que gos a a de e p a icado. 2.2.2. Fal a de conhecimen os que pe mi am diagnos ica di e sas pa ologias O ac o de os a macêu icos se em p ocu ados pa a p es a aconselhamen o em di e sas si uações ob iga-os a es a p epa ados em di e en es á eas, ha endo casos em que é possí el esol ê-las e ou as em que é necessá io encaminha pa a o médico. Uma das á eas em que o a macêu ico é bas an e p ocu ado a p es a aconselhamen o é a de ma ologia, desde in eções i ais, bac e ianas ou úngicas, ale gias, á ios ipos de de ma i es, en e ou os p oblemas que a e am a pele. An es de se di igi em ao médico, ape cebi-me que os u en es êm po no ma di igi -se à a mácia, pelo que se ia an ajoso no nosso cu so ap o unda ainda mais o diagnós ico de algumas das a eções de ma ológicas, que mui as ezes são di íceis de di e encia e indica o melho aconselhamen o. Ou a á ea em que sen i que é amos igualmen e solici ados oi na enda de p odu os o opédicos e em p oblemas o almológicos, o nando-se mais complicado ape cebe mo-nos quais os casos mais g a es e que necessi am de um ápido aconselhamen o médico, pelo que penso que a nossa o mação nes as á eas não é su icien e e que ambém de e iam se abo dadas no MICF. No en an o, comp eendo que o cu so ab ange mui as á eas e é impossí el consegui -se ap o unda odas, cabendo ao a macêu ico uma a ualização au ónoma con ínua e expe iência p o issional que o ensina a lida melho com as si uações. 2.2.3. A ualização do Si a ma 2000® O sis ema in o má ico implemen ado na a mácia é o Si a ma 2000®, uma e amen a mui o impo an e que auxilia nas a e as elacionadas com ges ão e a endimen o. Com es e sis ema, oi possí el ealiza encomendas baseando-me nos his ó icos de comp as e endas dos p odu os, da en ada das encomendas, imp imi e ique as de p eços, aze de oluções e 16 egula izá-las, imp imi lis agens de con olos de p azos de alidade, assim como as a iadas a e as ine en es ao a endimen o. No en an o, o sis ema encon a-se em a ualização e abalhamos em dois p og amas di e en es de ido ao mais ecen e e mui as lacunas, o que po ezes di icul a e a asa a ealização das a e as. Du an e as aulas eó ico-p á icas de O ganização e Ges ão Fa macêu ica pudemos con ac a com a e são an iga do Si a ma 2000®, pelo que penso se an ajoso ap ende as uncionalidades do no o sis ema. Também penso que o Si a ma 2000® em uncionalidades que não u ilizamos, po desconhecimen o ou al a de opo unidade, pelo que conside o se um pon o aco do meu es ágio. 2.3. Opo unidades 2.3.1. Fo mações O a macêu ico eque uma cons an e a ualização de conhecimen os e o mação con ínua. Com um público cada ez mais exigen e e in o mado é necessá io es a mos a ualizados ace ca dos no os p odu os, de modo a sa is aze os pedidos e dú idas dos u en es. O es ágio pe mi iu-me assis i a o mações online e p esenciais, des acando-se as de de mo a mácia e cosmé ica, p omo idas pelas ma cas a im de conhece mos os p odu os e expe imen á-los, de modo a consegui mos aze um melho a endimen o, pe mi indo ambém consolida con eúdos ap endidos na unidade cu icula de De mo a mácia e Cosmé ica. Os delegados de in o mação médica ambém se deslocam com equência à a mácia, a im de explica alguns p odu os e esponde às nossas ques ões, que sejam MSRM, MNSRM, suplemen os alimen a es, en e ou os. 2.3.2. Dispensa de medicamen os hospi ala es nas a mácias comuni á ias A si uação pandémica exigiu uma sé ie de adap ações e as a mácias comuni á ias i e am um papel a i o no apoio à população. A pa icipação da a mácia no P og ama de En ega de Medicamen os de P oximidade pe mi iu a acessibilidade da medicação hospi ala aos doen es com a edução de cus os na sua deslocação, con ibuindo pa a uma melho adesão e apêu ica. A diminuição do luxo de doen es que se deslocam aos hospi ais pa a a adqui i ambém oi uma an agem, não sob eca egando es as es u u as, acili ando as medidas impos as pa a o con olo da pandemia. Na minha opinião, es a pa ce ia, assim como a ealização dos es es ápidos de an igénio (TRAg) de uso p o issional, eio e idencia a capacidade das a mácias e que es as pode iam se mais ap o ei adas em p o ocolos com o SNS, agilizando ce os p ocessos, con ibuindo pa a uma maio e icácia do obje i o comum, o bem-es a e saúde da população. 17 Es a expe iência pe mi iu-me e um con ac o com ou o ipo de medicação e ap ende as uncionalidades do Si a ma Clínico, onde ha ia uma sé ie de equisi os a p eenche pelo a macêu ico no egis o da dispensa e na cedência da medicação. 2.4. Ameaças 2.4.1. Conco ência Com a au o ização da dispensa de MNSRM em locais o a das a mácias, como as pa a a mácias, associada à libe alização dos p eços desses medicamen os, hou e uma necessidade de as a mácias se adap a em a es a no a ealidade. Algumas emp esas conseguem p eços compe i i os, po e em á ios es abelecimen os e um maio olume de comp as, conseguindo aplica um p eço mais baixo. De o ma a ganha em o ça e aumen a a en abilidade da a mácia, como oi lecionado nas aulas de O ganização e Ges ão Fa macêu ica, algumas a mácias uni am-se, com a o mação de g upos, em que nes e caso, a Fa mácia San a Ma ia encon a-se ligada ao g upo Rede P emium Pha ma, em que não só ap esen am an agem sob e descon os, como ambém com ações dinamizado as. Ou a es a égia u ilizada oi o Ca ão Saúda, de modo a ideliza clien es. As a mácias ade en es ao p og ama das Fa mácias Po uguesas ocam pon os acumulados de endas po p odu os ou descon os. No en an o, aca e a alguns cus os e po ezes a é p ejuízo pa a a a mácia. Nes e es ágio ape cebi-me que os u en es pediam aconselhamen o e in o mações sob e p odu os, assim como os seus p eços, compa ando de seguida os seus alo es em si es da in e ne , chegando a desculpa em-se e a a i ma que depois comp a am o p odu o, a meno cus o nou o es abelecimen o. Com os a anços das ecnologias, a comp a de p odu os a a és da in e ne ambém aumen ou es a conco ência, sendo ácil compa a p eços com apidez e ealiza encomendas. Dada es a compe ição, a a mácia em de coloca em p á ica es a égias de ma ke ing e me chandising, que ap endemos mais uma ez em O ganização e Ges ão Fa macêu ica e que pude expe iencia ao longo do es ágio, en ando c ia es a égias, como po exemplo a disposição dos p odu os na a mácia, chamando a a enção dos u en es pa a p odu os que lhes in e essem e que eles podiam não e em men e. Es a enda de MNSRM e p odu os de saúde nou os locais ambém o igina a p oblemá ica da au omedicação, ao adqui i-los sem o ien ação de um p o issional de saúde quali icado, p ejudicando po ezes a sua saúde. 18 De modo a comba e es as ameaças, de emos des aca -nos pelo aconselhamen o p es ado e pa ilha do conhecimen o que emos, ganhando a con iança e idelização do u en e. 2.4.2. Fal a de s ock de medicamen os Um dos p oblemas que de e ei oi a al a de alguns medicamen os, que po se encon a em esgo ados a ní el nacional, que po não aze em pa e dos s ocks habi uais da a mácia, azendo com que se pe cam endas e em úl imo caso u en es. Quan o às u u as de s ock, quando não conseguimos ob e os medicamen os nos o necedo es, nem di e amen e do labo a ó io, aconselhamos o u en e a p ocu a nou a a mácia, ajudando mui as ezes nes a p ocu a pa a não ica sem o a amen o e, em úl imo caso, con ac a-se o médico pa a p ocede a uma possí el oca. De modo a e i a es as si uações, é necessá ia uma boa ges ão de s ocks, endo uma pe ceção de quando os medicamen os es ão a esgo a , de ido a alhas em alguns o necedo es, op ando en ão po ou os que ainda enham os p odu os, e aze uma análise da quan idade de endas, acili ada em a mácias com uma g ande quan idade de clien es idelizados, como é o caso da Fa mácia San a Ma ia po se localiza numa aldeia. Quan o à al a de medicamen os que não se encon am esgo ados, mas que, no en an o, não azem pa e dos s ocks habi uais da a mácia, é possí el encomendá-los e chegam no p óp io dia ou no dia seguin e. Con udo, em si uações mais u gen es, ou no caso de u en es que não são u en es habi uais da a mácia, o que acon ece com equência quando a a mácia se encon a de se iço no ho á io ala gado, os u en es p ocu am adqui i o medicamen o nou o lado, c iando algum incómodo e insa is ação pa a o u en e. A ges ão de s ocks é uma das a e as, a meu e , mais complicada numa a mácia. Se po um lado, ao comp a demasiados p odu os acabamos po in es i em s ock que pode á não se endido, acabando po passa o p azo de alidade, ou a é ha e al e ação de p eços, caindo em p ejuízo pa a a a mácia, po ou o lado, pode emos não e os p odu os pa a enda e sa is aze as necessidades dos u en es na ho a, desc edibilizando a a mácia. É assim necessá ia uma boa análise e ponde ação na ges ão dos s ocks da a mácia. 3. Casos Clínicos Caso Clínico 1 U en e do sexo eminino, de 33 anos, chega à a mácia com p esc ição médica do den is a de um an ibió ico, amoxicilina 875 mg + ácido cla ulânico 125 mg. Após explica a posologia de 1 comp imido de 12/12h du an e 8 dias, ale o pa a a ealização do a amen o a é ao im da embalagem, mesmo após melho ias de sin omas e das ad e ências pa a o não consumo de 19 bebidas alcoólicas e de que o an ibió ico pode á in e e i com a oma de con ace i os o ais, endo de concilia com ou as medidas p e en i as. Ao e e i que a oma de an ibió icos pode á al e a a lo a in es inal e aginal e causa alguns e ei os ad e sos, como al e ações gas oin es inais e a é in eções úngicas aginais, a u en e a i mou que já e e esses sin omas, já endo dia eia e candidíase quando uma ez omou um an ibió ico, mas que inha sido há algum empo e após a amen o já se encon a a bem. P opus-lhe a oma de um p obió ico, de modo a p e eni essas e en uais al e ações na lo a do o ganismo desencadeadas pelo an ibió ico ao qual ela acei ou. Indiquei-lhe assim o A y lo ®, um suplemen o alimen a em saque as, que além de bac é ias bené icas ambém con ém u ooligossaca ídeos e que de e se omada uma saque a po dia du an e ou depois das e eições, dissol endo o con eúdo em água, lei e ou sumo. Vis o que é ecomendado sepa a pelo menos 2 ho as da oma de an ibió icos aconselhei-a a oma ao almoço, enquan o o an ibió ico o oma a ao pequeno- almoço e jan a . Caso Clínico 2 U en e do sexo masculino, 40 anos, di igiu-se à a mácia pedindo Fak u® com queixas de hemo óidas e e e indo que e a mo o is a e es a a com mui a di iculdade em sen a -se, assim como em de eca , com as ezes demasiado du as. Além do Fak u® 6, um MNSRM, uma pomada ec al com 10 mg/g de clo id a o de cinchocaína e 50 mg/g de polic esuleno aplicada com ajuda do aplicado 2-3 ezes po dia, após higiene cuidada com umas oalhi as húmidas Hemo a ma®, ei as à base de ex a os ege ais de hamamélis e ex a o de semen e de cas anha da Índia. Indiquei-lhe ambém a oma de Da lon®1000 mg 7, um MNSRM cons i uído po bio la onóides (90% de diosmina e 10% de la onóides exp essos em hespe idina), sendo um eno ópico pa a o a amen o sin omá ico da c ise hemo oidá ia, com a posologia de 1 comp imido 3 ezes ao dia nos 4 p imei os dias, 1 comp imido 2 ezes ao dia nos 3 dias seguin es e 1 comp imido po dia de manu enção. Pa a o ajuda quan o à obs ipação e de modo a o na as ezes mais moles indiquei-lhe o Duphalac® 810 g /15 ml, um MNSRM em que a subs ância a i a é a lac ulose (667 mg/ml), um laxan e osmó ico. Suge i-lhe em saque as pa a se mais ácil pa a ele anspo a nas iagens. Recomendei uma dose inicial de 1 a 3 saque as po dia e uma dose de manu enção de 1 a 2 saque as dia iamen e. Recomendei-lhe medidas não a macológicas, como a inges ão de pelo menos 1,5 li os de água po dia, uma alimen ação adequada ica em ib as pa a comba e a obs ipação, e i a comida pican e de ido à conges ão enosa e en a p a ica a i idade ísica com egula idade. Além do Fak u®, Hemo a ma® e Da lon® o u en e ambém le ou um coxim, 20 de modo a eduzi o descon o o quando es á sen ado. Em caso de não se su icien e e os sin omas não passa em, aconselhei-o a p ocu a ajuda médica. Caso Clínico 3 U en e do sexo eminino p e ende adqui i uma pomada pa a o seu bebé de 9 meses, dizendo que a pomada que usa pa a o e i ema da alda não em sido su icien e. Mos ou uma o og a ia das lesões que pa eciam se uma de ma i e da alda já com in eção úngica. Aconselhei-a a la a a zona com água mo na e u iliza comp essas em ecido não ecido e seca semp e mui o bem, p incipalmen e nas p egas, mas com cuidado e pequenos oques pa a não i i a a zona. Recomendei-lhe ambém que nas ocasiões em que p ecise de usa oalhi as que use sem álcool, sem pe ume e à base de água, mos ando-lhe algumas ma cas. Aconselhei uma pomada epa ado a pa a a muda de aldas, a Nu aisdin® AF, que con ém óxido zinco e ni a o de miconazol, aplicando sob e a pele limpa e seca a cada muda de alda du an e 7 dias. Após uma semana a c iança ap esen ou melho ias, pelo que depois a u en e le ou uma pomada egene ado a com óxido zinco, o Nu aisdin® Zn40 pa a aplica em cada muda de alda. Caso Clínico 4 U en e do sexo masculino, 50 anos, p e endia adqui i Colchicine® (colquicina) sem ecei a médica, a i mando que inha o o nozelo inchado e com do há 2 dias, o qual pedi pa a obse a . Pe gun ei-lhe se já inha omado o medicamen o alguma ez e quem o aconselhou, is o que é um MSRM e não lhe podia ende sem p esc ição. Também o ques ionei se e a cos ume e os alo es do ácido ú ico ele ados e se oma algum ipo de medicação pa a o e ei o. Ele espondeu-me que já inha omado uma ez Colchicine® du an e uma c ise, ecei ado pelo médico, que não em ei o análises e que já omou alopu inol, mas que já inha sido há uns anos e que de momen o não oma nenhum ipo de medicação. Suge i-lhe que e e uasse o es e pa a a medição do acido ú ico, um se iço que dispomos na a mácia, o qual ele acei ou. Pe gun ei-lhe há quan o empo inha comido e, enquan o ealiza a o es e e espe a a pelo esul ado ui con e sando com o u en e de modo a pe cebe dos seus ecen es hábi os alimen a es e consumo de bebidas e ui dando algumas ecomendações, iden i icando os alimen os mais icos em pu inas, aconselhando a diminuição da inges ão de bebidas alcoólicas, e a inges ão diá ia da quan idade adequada de água. No en an o, o alo que ap esen ou (6,7 mg/dl) encon a a-se den o dos alo es no mais espe ados nos homens (3,5 – 7,2 mg/dl). Após ques ioná-lo se inha algum p oblema de saúde, como asma ou doenças ca dio ascula es e me e con i mado que não, indiquei-lhe assim um AINE não sujei o a ecei a médica, o ibup o eno 400 mg, com a posologia de 1 comp imido de 8/8h após 21 e eições, du an e 4/5 dias, podendo in e cala com pa ace amol caso necessá io ou um gel ópico analgésico e an i-in lama ó io. Ele p e e iu le a p imei amen e só o ibup o eno e que pa a já não i ia le a o gel, indiquei-lhe en ão que aplicasse gelo. Aconselhei-o ambém a p ocu a um médico caso as do es pe sis issem ou pio assem. Caso Clínico 5 U en e do sexo masculino, 72 anos, di igiu-se à a mácia com o in ui o de adqui i um xa ope ou pas ilhas pa a a osse seca, a i mando que já a inha há algum empo e que já e a o e cei o xa ope que ia comp a . Ao con i ma o his ó ico de comp as e comp o a que de ac o já inha omado D ill® Tosse Seca (b omid a o de dex ome o ano 1 mg/ml), Bissol ussin® Tosse seca (b omid a o de dex ome o ano 2 mg/ml) e pas ilhas an i-in lama ó ias Maci en® (8,75 mg de lu bip o eno), depa ei-me que o u en e oma a pe indop il 4 mg, pa a o a amen o da hipe ensão, um inibido da enzima de con e são da angio ensina, sendo a osse uma das eações ad e sas equen es. Aconselhei-o a comunica a si uação ao médico e indiquei-lhe umas pas ilhas com ing edien es na u ais (Camomila, Sal a, Tomilho, Al eia, Ho elã Pimen a e Vi amina C), PanaTosse Na u a®, uma a cada 3 a 4 ho as, a é um máximo de 4 pas ilhas po dia, de modo a da -lhe algum con o o a é consegui indicação médica. Mais a de, o u en e eio à a mácia a ia uma ecei a, o médico al e ou-lhe o an i-hipe enso , ecei ou-lhe losa an 50 mg, um an agonis a dos ece o es da angio ensina II, sendo que o u en e não ol ou a necessi a de medicação pa a a osse. 4. Conclusão Concluindo o es ágio, sin o que desen ol i no as capacidades, consolidei e adqui i no os conhecimen os, aumen ando as minhas compe ências p o issionais, ganhando ambém mais con iança pa a es a no a e apa, a de me o na a macêu ica. Apesa de já e alguma expe iência em a mácia comuni á ia, es a á ea ap esen a cons an es al e ações, à qual nos emos de adap a cons an emen e, no as eg as, no os sis emas in o má icos, no os p odu os, no os se iços, pa a não ala da he e ogeneidade de u en es, pelo que emos semp e algo no o a ap ende . É assim necessá io a ualiza mo-nos, in es i mos na nossa o mação, e o cu so do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas co espondeu às minhas expec a i as, em que es e es ágio me pe mi iu aplica os conhecimen os adqui idos ao longo do cu so nas mais a iadas unidades cu icula es. No que diz espei o às pe spe i as p o issionais, apesa da c ise económica que nes e momen o a e a es a á ea, penso que i ei op a po exe ce em Fa mácia Comuni á ia, pelo 22 gos o do a endimen o ao público na p es ação de cuidados de saúde, que conside o bas an e g a i ican e. Quan o à análise SWOT, os pon os o es supe a am os pon os acos, as opo unidades o na am-se bas an e en iquecedo as nes e es ágio e, em elação às ameaças de e adas é necessá io en a mos supe á-las. Po im, ag adeço ao D . Luís Co eia pela opo unidade que me concedeu em es agia na Fa mácia San a Ma ia e à es an e equipa pela apoio e empo que dispuse am em ajuda -me. 23 Bibliog a ia 1. ORDEM DOS FARMACE"UTICOS - Fa mácia Comuni á ia. [Acedido a 6 de junho de 2022]. Disponí el na In e ne : h ps://www.o dem a maceu icos.p /p /a eas-p o issionais / a macia-comuni a ia/ 2. TEOLI, D., SANVICTORES, T., AN, J. SWOT Analysis. (2022) PMID: 30725987. 3. GOYAL, Sim an; LAW, Elizabe h - An in oduc ion o Kaizen in heal h ca e. B i ish Jou nal o Hospi al Medicine. ISSN 0028-4793. 80:3 (2019) 168–169. 4. ORDEM DOS FARMACE"UTICOS - No ma Ge al - PIM. [Acedido a 11 de junho de 2022]. Disponí el na In e ne : h ps://www.o dem a maceu icos.p / o os/qualidadeno ma _pim_ inal_30_nge_00_010_02_1834827175b 58d479434 .pd 5. UAH - Tecnologias de Moni o ização Ambula ó ia. [Acedido a 15 de junho de 2022]. Disponí el na In e ne : h ps://www.uah.p /mapa48h.php 6. Takeda - Fa macêu icos Po ugal, Lda. - Resumo das ca ac e ís icas do medicamen o Fak u. 2017. [Acedido a 18 de junho de 2022]. Disponí el na In e ne : h ps://ex ane . in a med.p /INFOMED- o/de alhes-medicamen o.xh ml 7. Se ie Po ugal - Especialidades Fa macêu icas, Lda. - Resumo das ca ac e ís icas do medicamen o Da lon. 2020. [Acedido a 18 de junho de 2022]. Disponí el na In e ne : h ps://ex ane .in a med.p /INFOMED- o/de alhes-medicamen o.xh ml 8. BGP P oduc s, Unipessoal Lda. - Resumo das ca ac e ís icas do medicamen o Duphalac. 2020. [Acedido a 18 de junho de 2022]. Disponí el na In e ne : h ps://ex ane .in a med.p /INFOMED- o/de alhes-medicamen o.xh ml ! Capí ulo II – Monog a ia “TRATAMENTO DA PERITONITE INFECIOSA FELINA OPÇÕES ATUAIS E INOVAÇÕES EM ESTUDO” 31 A doença a e a ga os que ap esen am o sis ema imuni á io debili ado, que enham sido subme idos a si uações de s ess ecen emen e e que i am em ambien es com á ios ga os, p opo cionando o con ágio. 6, 8 3.3. Sinais Clínicos Como já oi an e io men e e e ido, após uma in eção pelo FECV, seguido de uma mu ação espon ânea des e que o igina al e ações nas p o eínas Spike, na p o eína acessó ia 3c e na p o eína acessó ia 7b, esul a en ão o FIPV. 12 Os ga os p oduzem an ico pos desencadeando uma espos a às p o eínas Spike, o mando imunocomplexos, que so em endoci ose pelos monóci os e mac ó agos que se acumulam em o no dos asos sanguíneos, desencadeando uma sé ie de sin omas clínicos. No caso de se em deposi ados na se osa, pode ão causa pleu i e ou pe i oni e e glome ulone i e caso a e e os glomé ulos dos ins. 4 A in eção pode-se mani es a de di e en es o mas: o ma húmida (ou e usi a) e a o ma seca (ou não e usi a). 6 Na o ma húmida exis e uma dis ensão abdominal p og essi a, com acumulação de um líquido ama elo, espesso e de ele ada iscosidade na ca idade pe i oneal. 6 (ANEXO 1) Es e ansuda o no malmen e é ico em células, p o eínas e ib ina. 13 Nes es casos, a doença p og ide mui o apidamen e e, sem a amen o, o animal mo e den o de semanas a meses. Quan o à o ma seca, já não ap esen a o exsudado pe i oneal, ou ap esen a apenas em eduzida quan idade. Nes e caso a doença desen ol e-se mais len amen e. 6 No en an o, ambas as o mas ap esen am sinais clínicos em comum, como ano exia, pe da de peso, mal-es a , eb e c ónica e piog anulomas in lama ó ios em á ios ó gãos, que são nódulos cons i uídos po ag egados de mac ó agos e ou as células in lama ó ias. Nalguns casos ambém pode ão oco e mani es ações ocula es e neu ológicas (como a axia, emo es e con ulsões). 6, 14 3.4. Diagnós ico A PIF é uma doença di ícil de diagnos ica , os sinais clínicos e as al e ações labo a o iais não são mui o especí icas e em alguns mé odos de diagnós ico não é possí el dis ingui en e o pa ó ipo i ulen o do í us (FIPV), do FECV. De modo a ob e um diagnós ico de ini i o em casos de suspei a de PIF de e-se e em conside ação um conjun o de di e sos a o es: o his ó ico do animal, nomeadamen e a sua 32 idade e o ambien e em que i e, e a a aliação dos sinais clínicos, embo a em ga os sem e usão da ca idade co po al os sin omas se o nem mui o agos. 9 As análises clínicas pe mi em iden i ica algumas al e ações associadas à doença, a a és de pa âme os hema ológicos e bioquímicos, nomeadamen e: hipe globulinémia e hipoalbuminémia (em que a azão albumina/globulina in e io a 0,5 é um indicado de ele ada suspei a de PIF), anemia, mic oci ose, lin openia, neu o ilia, omboci openia, hipe p o einémia, azo émia, hipe bili ubinémia e aumen o da a i idade das enzimas hepá icas.9 Nos casos dos ga os que ap esen em de ame, que pode se abdominal ou pleu al, a análise ao líquido pe mi e exclui ou os diagnós icos di e enciais, como lin oma ou pe i oni e sép ica.9 O es e de Ri al a não é ca o e é ela i amen e ápido de ealiza . 9 Pa a o execu a mis u a- se uma go a de ácido acé ico a 98% (pode-se u iliza inag e) com 8 ml de água des ilada, colocando-se uma go a da e usão a analisa na supe ície do líquido. O es e ap esen a um esul ado nega i o se a go a desapa ece , pe manecendo a solução límpida. Caso a go a da e usão ique suspensa na supe ície do líquido, sem al e ação da o ma, ou lu uando len amen e a é ao undo, o esul ado é conside ado posi i o. 15 Um esul ado posi i o não é especí ico de PIF, no en an o, um alo nega i o exclui assim, a doença do diagnós ico. 9 Ou o mé odo de diagnós ico u ilizado é a so ologia, sendo u ilizados es es de imuno luo escência indi e a, ensaios imunoenzimá icos (ELISA) ou neu alização i al. 9 No en an o, não são indicado es especí icos pa a PIF. Os es es de de eção de an ico pos não di e enciam an ico pos con a FECV e FIPV, pelo que ao não di e encia o co ona í us que so eu mu ação, do co ona í us no mal, es e úl imo com g ande p e alência en e ga os, acabam po não e g ande signi icado no diagnós ico quando u ilizados isoladamen e. 9 O exame de PCR ambém pode se u ilizado, con udo o diagnós ico não pode se igualmen e dado apenas com o esul ado des e es e. 9 A his opa ologia e imunohis oquímica em amos as de ecido acabam po se mais e icazes de modo a alcança um diagnós ico de ini i o. 9 4. T a amen o e p e enção Dado que, na ausência de a amen o com no os á macos an i i ais, a PIF acaba po causa a mo e em p a icamen e odos os elinos que so em des a doença, no malmen e os médicos 33 e e iná ios op am po adminis a medicamen os já u ilizados em ga os, de modo a melho a os sin omas do animal e ali ia o seu so imen o. Das e apêu icas u ilizadas a ualmen e des acam-se a p ednisolona, o in e e ão ómega elino, a ciclospo ina A e o i aconazol. No en an o, exis e uma necessidade de c ia an i i ais e icazes, disponí eis e acessí eis pa a u iliza no a amen o de ga os in e ados com a doença. Quan o aos no os á macos an i i ais em es udo, salien am-se os esul ados p omisso es do GS-441524 e do GC376. Na Figu a 2 es ão ep esen ados os mecanismos de ação de alguns medicamen os u ilizados no a amen o da PIF. 4.1. Vacina Na PIF, os an ico pos, em ez de p o ege em o o ganismo da in eção, aumen am a sua g a idade, pelo que o desen ol imen o de acinas con encionais oi ine icaz. 4 Es e p oblema esul a p o a elmen e dos an ico pos induzidos pela acina não consegui em neu aliza o í us, de ido à sua concen ação ou pouca a inidade. A o mação de imunocomplexos e a ligação des es às células acili a a en ada i al, mediada pelo ece o Fc, le ando a um aumen o Figu a 2 - Ciclo de ida do FCoV e mecanismos de ação de an i i ais FIPV. As le as ep esen am as p incipais e apas da eplicação de FIPV: (A) Adso ção à célula e endoci ose. (B) Libe ação do ibonucleocápside após usão de memb anas i ais e celula es e descapsidação. (C) T ansc ição de RNAs i ais e c iação de Complexo de Replicação/T ansc ição. (D) T adução das p o eínas es u u ais i ais. (E) Mon agem do i ião no e ículo endoplasmá ico ou complexo de Golgi. (F) Exoci ose. Adap ado de 12 Figu a 5 - Ciclo de ida do FCoV e mecanismos de ação de an i i ais FIPV. As le as ep esen am as p incipais e apas da eplicação de FIPV: (A) Adso ção à célula e endoci ose. (B) Libe ação do ibonucleocápside após usão de memb anas i ais e celula es e descapsidação. (C) T ansc ição de RNAs i ais e c iação de Complexo de Replicação/T ansc ição. (D) T adução das p o eínas es u u ais i ais. (E) Mon agem do i ião no e ículo endoplasmá ico ou complexo de Golgi. (F) Exoci ose. (Adap ado de 1213) Figu a 6 - Ciclo de ida do FCoV e mecanismos de ação de an i i ais FIPV. As le as ep esen am as p incipais e apas da eplicação de FIPV: (A) Adso ção à célula e endoci ose. (B) Libe ação do ibonucleocápside após usão de memb anas i ais e celula es e descapsidação. (C) T ansc ição de RNAs i ais e c iação de Complexo de Replicação/T ansc ição. (D) T adução das p o eínas es u u ais i ais. (E) Mon agem do i ião no e ículo endoplasmá ico ou complexo de Golgi. (F) Exoci ose. (Adap ado de 1213) 34 da eplicação i al. A o mação dos complexos í us-an ico po que se deposi am nos ecidos a i am as ias de complemen o associadas à in lamação, sendo que a a i ação de mac ó agos e ci ocinas in lama ó ias desencadeiam um aumen o dos sin omas clínicos da PIF. 16 No en an o, exis e uma acina, a Felocell® FIP dos labo a ó ios Zoe is, adminis ada po ia in anasal e disponí el nos EUA pa a a p e enção da doença. A acina a enuada con ém uma e são mu an e do í us e que é sensí el à empe a u a, pelo que é necessá io o seu a mazenamen o no igo í ico. Essa e são mu an e do í us é en ão eplicada no a o espi a ó io supe io e es imula uma espos a local de IgA na mucosa, que e i a a in asão do FCoV na o o a inge, sem a p odução de ní eis ele ados de an ico pos, con e indo alguma p o eção. Des e modo, a acina só ap esen a alguma e icácia se adminis ada an es da exposição ao FCoV, pelo que a acinação às 16 semanas, como é aconselhada, pode á se demasiado a dia, de ido à ele ada p e alência do í us nas populações elinas. 4 4.2. Te apêu ica u ilizada a ualmen e 4.2.1. P ednisolona De modo a eduzi a espos a in lama ó ia do o ganismo que acon ece nos casos de PIF, são u ilizados di e sos an i-in lama ó ios, co icos e óides e imunossup esso es. 17 A p ednisolona é um glucoco icóide bas an e u ilizado na medicina e e iná ia de ido às suas p op iedades an i-in lama ó ias e imunossup esso as ap esen ando, no en an o, alguns e ei os ad e sos, como é o caso da hipe glicémia e das in eções bac e ianas secundá ias de ido à edução da a i idade do sis ema imunológico. 18, 19 Na PIF, após a a i ação de monóci os induzida pela in eção e a adesão às células endo eliais ascula es a a és do aumen o da exp essão de ci ocinas in lama ó ias, incluindo o a o de nec ose umo al (TNF)-α, le a a uma asculi e imunomediada, oco endo assim e usão com acumulação de líquido. No caso da p ednisolona, o seu papel no a amen o da doença deco e dessa inibição da asculi e e não da eplicação do í us. 14 4.2.2. In e e ão ómega elino O in e e ão ómega ecombinan e de o igem elina ambém é u ilizado na doença PIF e usado em combinação com ou os medicamen os pode melho a o es ado clínico dos ga os. 19, 20 Os in e e ões são ci ocinas, p o eínas sec e adas pelas células em espos a à in eção i al impo an es na a uação da espos a imune. 21, 22 35 O medicamen o Vi bagen Omega® é p oduzido po engenha ia gené ica e come cializado pela Vi bac. 21 É p oduzido po ecnologia ecombinan e, em que uma célula ecebeu o gene capaz de p oduzi o in e e ão ómega, que ai a ua da mesma o ma que o in e e ão ómega p oduzido na u almen e no o ganismo. 23, 24 A sua ia de adminis ação em ga os é subcu ânea e o seu mecanismo de ação não é o almen e conhecido, no en an o de e á es a elacionado com o aumen o das de esas imuni á ias do o ganismo, não a uando di e amen e sob e o í us.24 A u ilização de imunoes imulan es, aumen ando a espos a imuni á ia de modo a eduzi a ca ga i al, acaba po se con adi ó io is o que ambém se u ilizam imunossup esso es. 17 4.2.3. Ciclospo ina A A ciclospo ina A oi legalizada pa a uso em ga os nos EUA e na Eu opa em 2011, sendo u ilizada em di e sas doenças imunomediadas. 25 Es e á maco é um imunossup esso e unciona como inibido da ciclo ilina, ligando-se a ela e inibindo a calcineu ina, bloqueando a anslocação do a o nuclea das células T a i adas do ci osol pa a o núcleo, impossibili ando a ansc ição de genes que codi icam ci ocinas. Apesa de não se conhece bem o mecanismo quan o à egulação da eplicação do í us, es e medicamen o em esul ados a o á eis, sendo que em es udos in i o obse ou-se que a inibição da ciclo ilina eduz a eplicação de FCoV. 26 Pensa-se que a ciclo ilina seja imp escindí el nos ciclos de ida dos co ona í us, esul ando daí a sua e icácia.12 4.2.4. I aconazol O i aconazol é um an i úngico azólico, sendo ap o ada a sua u ilização na medicina e e iná ia pa a a amen o de in eções úngicas em cães e ga os. Apesa des e medicamen o não cu a a PIF, ajuda na melho ia dos sin omas. 12, 27. Conside a-se que o coles e ol da memb ana celula es á elacionado com a in eção de FCoV ipo I, e que es e í us necessi a de coles e ol pa a a sua eplicação. Assim, um inibido do anspo e de coles e ol pode á unciona como an i i al. 14, 28 Foi en ão suge ido que o i aconazol liga-se à p o eína Niemann-Pick C e inibe o anspo e de coles e ol, sendo que ambém inibe a enzima es e ol-14-α-desme ilase, p ejudicando a biossín ese do e gos e ol da memb ana plasmá ica, con ibuindo pa a a inibição da eplicação do í us. 14, 29 36 Um es udo ealizado em células mediu a a i idade an i i al do i aconazol con a a in eção po FIPV ipo I, con i mando que a conseguia inibi , o que não acon ece com o FIPV ipo II, sendo necessá io, no en an o, in es iga a sua combinação em simul âneo com ou os á macos pa a o a amen o da PIF. 27 Num caso de es udo, 10 mg/kg a cada 12 ho as de i aconazol&exe ceu pa cialmen e um e ei o bené ico no ga o com PIF, usado em simul âneo com a adminis ação de 1 mg/kg a cada 24 ho as de p ednisolona, esul ando no aumen o da elação A/G e na diminuição do líquido pleu al, assim como a edução empo á ia de ní eis FCoV nas ezes. Con udo, o animal acabou po se eu anasiado mais a de de ido a mani es ações neu ológicas, possi elmen e de ido à alha da inibição e eplicação do í us no cé eb o pela apidez do e luxo do á maco ia glicop o eína-P. 14 Um dos e ei os no malmen e associado a es e medicamen o é a sua hepa oxicidade, no en an o, apesa da doença po si já egis a um aumen o das enzimas hepá icas, num es udo ealizado, os ma cado es que aumen a am du an e o a amen o e o na am pa a alo es no mais, sendo a adminis ação do i aconazol conside ada segu a. 14, 30 Ou a associação u ilizada é o i aconazol com adalimumab, um an ico po monoclonal humano an i-TNF-α (ADA). 30 O TNF-α é p oduzido em g ande quan idade pelos mac ó agos in e ados, endo ambém um papel impo an e na lin openia e no aumen o dos ní eis do ece o celula APN do í us, con ibuindo pa a a exace bação da sin oma ologia da doença. 30 Num es udo onde oi inoculado o FIPV ipo I a ga os, que mais a de desen ol e am PIF, oi adminis ada po ia in a enosa 10 mg de ADA duas ezes ao dia e 50 mg de i aconazol uma ez ao dia po ia o al. Nes e es udo e i icou-se inicialmen e a a i idade neu alizan e do adalimumab con a o TNF- α em células, seguindo-se a a aliação do e ei o na e apêu ica em ga os, a a és de análises bioquímicas ao sangue e na obse ação da melho ia dos sinais clínicos. O ADA ao sup imi a a i idade do TNF-α, em combinação com o i aconazol, que ajuda na edução a p oli e ação de FIPV, conseguem diminui a p og essão da doença. 30 4.3. Te apêu icas em es udo Segundo um es udo, que analisou in i o quan o à e icácia e ci o oxicidade 90 compos os an i i ais con a o FIPV, o am iden i icados 26 compos os com a i idade e e i a con a o í us (ANEXO 2), si uando-se o inibido de p o ease GC376 e o análogo de nucleósido GS-441524 en e os que ap esen a am melho es esul ados. 3 (ANEXO 3) 37 4.3.1. GC376 GC376, desen ol ido pela Ani i e Li esciences Inc., é um inibido de p o ease do ipo 3C, uma p o ease esponsá el pela eplicação e ansc ição i al. 3, 31 4.3.1.1. Mecanismo de ação A nsp3 e a nsp5 são duas p o eases i ais que pa icipam na ma u ação pós- aducional de p o eínas não es u u ais i ais. A nsp3 pe mi e a libe ação de nsp1, nsp2 e nsp3, enquan o que a nsp5, uma p o ease do ipo 3-quimo ipsina ambém designada po 3C-like p o einase (3CLp o), é esponsá el pela libe ação das es an es 13 nsps. 12, 31 A enzima 3CLp o consis e num homodíme o e az cli agem p o eolí ica, queb ando as ligações pep ídicas en e os aminoácidos de p o eínas não es u u ais undamen ais pa a a eplicação i al e consequen e disseminação i al. 31, 32 Ao o ma uma ligação co alen e com um esíduo de cis eína da p o ease, o GC376 (con e ido em uma o ma de aldeído) inibe assim a 3CLP o. 12 4.3.1.2. E icácia e Segu ança Um es udo ealizado com 20 ga os que ap esen a am á ias o mas de PIF oi e e uado com a inalidade de analisa a e icácia e segu ança do GC376. 33 A ia de adminis ação u ilizada oi a subcu ânea na dose de 15 mg/kg de 12/12 ho as. Após 2 semanas de a amen o, 19 ga os ecupe a am, no en an o com ecaídas após 1 a 7 semanas, sendo necessá io e oma o a amen o de pelo menos 12 semanas. A moni o ização da espos a ao a amen o oi a aliada a a és de sinais clínicos e labo a o iais, eco endo à medição da empe a u a e al, pulsação, espi ação, ape i e, a i idade, isualização do olume Figu a 3 - Es u u a química do (2S)-2-((S)-2-(((benziloxi)ca bonil)amino)-4-me ilpen anamido)-1-hid oxi-3-(2- oxopi olidin-3-il)p opano-1-sul ona o de sódio, ambém conhecido po GC376. 48, 49 Figu a 8 - Es u u a química do Sódio (2S)-2-((S)-2-(((benziloxi)ca bonil)amino)-4-me hilpen anamido)-1- hid oxi-3-(2-oxopi olidin-3-il)p opano-1-sul ona o, ambém conhecido po GC376. 3648, 56 49 Figu a 9 - Es u u a química do Sódio (2S)-2-((S)-2-(((benziloxi)ca bonil)amino)-4-me hilpen anamido)-1- hid oxi-3-(2-oxopi olidin-3-il)p opano-1-sul ona o, ambém conhecido po GC376. 3648, 56 49 Figu a 10 - Es u u a química do Sódio (2S)-2-((S)-2-(((benziloxi)ca bonil)amino)-4-me hilpen anamido)-1- hid oxi-3-(2-oxopi olidin-3-il)p opano-1-sul ona o, ambém conhecido po GC376. 3648, 56 49 38 e consis ência das ezes e u ina, assim como análises pe iódicas ao sangue e medição a a és de PCR dos ní eis de RNA do í us no líquido abdominal ecolhido po pa acen ese. Na al u a da publicação do es udo 7 ga os es a am em emissão da doença. A oco ência de doença neu ológica, p o a elmen e de ido à disseminação de mac ó agos in e ados a a és de pequenos asos sanguíneos nas meninges e no epêndima e que assim alcança am o cé eb o, é um dos g andes p oblemas na alha do a amen o. A concen ação de á maco no cé eb o é apenas de 3% em elação às concen ações plasmá icas, pelo que um ga o que desen ol eu sin omas neu ológicos e e de aumen a a dose pa a 50 mg/kg de 12/12h, melho ando signi ica i amen e, no en an o após in e upção do a amen o os sin omas ol a am no amen e. Nes e es udo ambém oi possí el comp o a que a doença em ga os de oco ência na u al é mais di ícil de a a do que em PIF induzida expe imen almen e. 33 Quan o aos e ei os secundá ios do a amen o, o am essencialmen e na zona da adminis ação da injeção, como pe da de pêlo, a do , inchaço, ib ose subcu ânea e a oco ência de um caso onde hou e uma o mação de úlce a. Nos ga os mais no os, a ados com menos de 16 a 18 semanas de idade, hou e um a aso na o mação, c escimen o e e upção da den ição. 33 O GC376 oi e icaz na diminuição da eplicação do í us e, apesa de nem odos os ga os sob e i e em a es e a amen o de ido à incidência de doença neu ológica ou à exis ência de lesões abdominais, es es ob i e am bons esul ados e melho ia do es ado de saúde, nem que osse po algumas semanas ou meses. 33 No que diz espei o à esis ência do FIPV, não pa ece susci a a mesma p eocupação ine en e aos medicamen os an i i ais em elação a ou os í us, dado que es e a amen e é ansmi ido en e ga os, pelo que uma esis ência ao medicamen o e a p oblemá ica apenas pa a o ga o que a ap esen a a. 33 39 4.3.2. GS-441524 Nos úl imos anos, a molécula GS-441524 em indo a se es udada pa a o a amen o da PIF, é um análogo de nucleó ido de adenosina e oi egis ada a sua pa en e em 2009. 34 O GS-441524, ao se uma molécula de pequenas dimensões, com ce ca de 1 nm de amanho e menos de 900 dal ons de peso, pe mi e-lhe en a com acilidade nas células de modo a in e agi com as moléculas al o. 1 O GS-441524 é um me aboli o do Remdesi i , sendo a é mais ácil de sin e iza que es e, podendo o na -se uma al e na i a a meno es cus os. O Remdesi i , come cializado pela Gilead Sciences, Inc. e ambém conhecido po GS-5734, é um an i i al que inicialmen e oi desen ol ido pa a o a amen o do Ébola, mas que acabou po se u ilizado pa a o a amen o da COVID-19, com uma au o ização de uso eme gencial, sendo assim o p imei o inibido de RdRp do SARS-CoV-2 ap o ado pela FDA dos EUA. 17, 35, 36 No en an o, ainda não se sabe se o emdesi i , is o que já se encon a licenciado pa a uso humano, pode ia se e icaz e u ilizado pa a o a amen o de PIF em ga os. 37 Figu a 4 - Es u u a química do (2R,3R,4S,5R)-2-(4-aminopi olo[2,1- ][1,2,4] iazin-7-il)-3,4-di- hid oxi-5-(hid oxime il)oxolano-2-ca boni ilo, ambém conhecido po GS-441524. 34 Figu a 11 - Es u u a química do (2R,3R,4S,5R)-2-(4-aminopi olo[2,1- ][1,2,4] iazin-7-il)-3,4- dihid oxi-5-(hid oxime il)oxolano-2-ca boni ilo, ambém conhecido po GS-441524. . 3428 Figu a 12 - Es u u a química do (2R,3R,4S,5R)-2-(4-aminopi olo[2,1- ][1,2,4] iazin-7-il)-3,4- dihid oxi-5-(hid oxime il)oxolano-2-ca boni ilo, ambém conhecido po GS-441524. . 3428 Figu a 13 - Es u u a química do (2R,3R,4S,5R)-2-(4-aminopi olo[2,1- ][1,2,4] iazin-7-il)-3,4- dihid oxi-5-(hid oxime il)oxolano-2-ca boni ilo, ambém conhecido po GS-441524. . 3428 40 4.3.2.1. Mecanismo de ação Ao analisa -se o me abolismo do Remdesi i , pode-se e i ica que ao se hid olisado a GS- 441524 mono os a o e seguido da des os o ilação, ob ém-se o nucleósido GS-441524. 38, 39, 40 Os análogos de nucleósidos, po se em moléculas al amen e ca egadas e não pe meá eis às células, não podem se adminis ados di e amen e na o ma a i a de i os a o, sendo adminis ado como p o- á maco que, ao en a na célula, é depois os o ilada de modo a se econhecida pela polime ase. 41 Quan o ao GS-441524, es e eque os o ilação in acelula ia quinases celula es, o mando- se um mono os a o de nucleósido. Ao se os o ilado ês ezes, o ma-se assim o nucleósido i os a o a i o. 2, 34 De aco do com um es udo oi possí el demons a que o GS-441524 é in e nalizado po células elinas e que é os o ilado den o das células pa a a sua o ma a i a. 2 Na eplicação e ansc ição do seu RNA, os co ona í us u ilizam a RdRp, o nando-se es a enzima um al o e apêu ico ele an e pa a o desen ol imen o no comba e des es í us. 36, 41 Os análogos de nucleósidos são semelhan es aos nucleósidos na u ais, no en an o as di e enças ão induzi dis in os pa es de bases quando usados pa a sin e iza o DNA/RNA e inibi a eplicação i al adicional. 12 Nes e caso, as RdRp passam a inco po a o nucleó ido, que compe e com o i os a o de adenosina (ATP), o nucleó ido na u al no malmen e usado nesse p ocesso, bloqueando assim a sín ese de RNA, ob endo um e ei o an i i al. 42, 43 Ao Figu a 5 - GS-441524 e Remdesi i na inibição de RdRp. Adap ado de 39 Figu a 14 - GS-441524 e Remdesi i na inibição de RdRp. (Adap ado de 39 21 Figu a 15 - GS-441524 e Remdesi i na inibição de RdRp. (Adap ado de 39 21 Figu a 16 - GS-441524 e Remdesi i na inibição de RdRp. (Adap ado de 39 21 47 ele ados cus os sem qualque segu ança e con olo de qualidade, sendo ambém injus o pa a os in es igado es que despende am anos de es udos nas moléculas p omisso as e ainda não come cializadas. O emdesi i , dado que é come cializado pa a uso humano, mas pa a a COVID-19, pode ia se es ado no a amen o pa a a PIF, podendo se uma possí el opção enquan o o GS-441524 não se encon a au o izado pa a come cialização. Na Tabela 2 encon a-se um esumo das e apêu icas u ilizadas a ualmen e e das ino ações em es udo no a amen o da PIF. 48 Tabela 2 - Resumo das e apêu icas u ilizadas e em es udo no a amen o da PIF. Fá macos Classi icação Fa maco e apêu ica Mecanismo de ação Resul ados Te apêu ica U ilizada A ualmen e P ednisolona Glucoco icóide Redução da eação in lama ó ia, da exp essão de ci ocinas in lama ó ias, inibindo a asculi e. 14 Não cu a a doença, apenas ali ia os sin omas. 14 In e e ão ómega elino In e e ão Não é o almen e conhecido, conside a-se que es eja elacionado com o aumen o das de esas imuni á ias do o ganismo. 24 Não cu a a doença. A sua u ilização é con adi ó ia, dado que aumen a a espos a imuni á ia de modo a eduzi a ca ga i al. 17 Ciclospo ina A Imunomodulado Inibido da ciclo ilina, mas o mecanismo subjacen e à egulação da eplicação do í us é desconhecido. 26 Es udos in i o indicam que a inibição de ciclo ilina eduz a eplicação de FCoV. 26 I aconazol An i úngico Liga-se à p o eína Niemann-Pick C e inibe o anspo e de coles e ol, necessá io pa a a eplicação do í us. 14, 28, 29 Não cu a a doença, ajuda na melho ia dos sin omas. Um es udo ealizado em células mediu a a i idade an i i al e hou e edução do FIPV ipo I. 12, 14, 27 Te apêu icas em Es udo GC376 An i i al Inibido de p o ease do ipo 3C, uma p o ease esponsá el pela eplicação e ansc ição i al. 3, 31 Es udos ealizados em ga os mos a e icácia na diminuição da eplicação do í us. 33, 44 GS-441524 An i i al Análogo de adenosina que inibe a RdRp, bloqueando a sín ese de RNA. 42, 43 Es udos ealizados em ga os e in i o êm ap esen ado esul ados p omisso es na inibição do FIPV. 1, 2, 44, 45, 46 49 Bibliog a ia 1. PEDERSEN, Niels C. e al. - E icacy and sa e y o he nucleoside analog GS-441524 o ea men o ca s wi h na u ally occu ing eline in ec ious pe i oni is. Jou nal o Feline Medicine and Su ge y. ISSN 15322750. 21:4 (2019) 271–281. 2. MURPHY, B. G. e al. - The nucleoside analog GS-441524 s ongly inhibi s eline in ec ious pe i oni is (FIP) i us in issue cul u e and expe imen al ca in ec ion s udies. Ve e ina y Mic obiology. ISSN 18732542. 219 (2018) 226–233. 3. 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Re i ado de 3. 55 Anexo 3 – U ilização de compos os an i i ais na diminuição do núme o de cópias de RNA do FIPV. Re i ado de 3.