Momentos de la formación de la ciudad
Abstract
This paper addresses the city of Paraty, Rio de Janeiro, and describes the course of its development within Brazilian historical context. It analyses the fluxes and areas of influence of the city, in order to understand its development in terms of urban morphology. The analysis is based on historical research and is supported by graphic diagrams.
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205 DESARROLLO URBANO/ URBAN DEVELOPMENT 204 Keywords: graphic diagrams, urban formation. 1. Resumo O presente trabalho apresenta a cidade de Paraty - RJ, traçando sua trajetória de desenvolvimento situando-a no contexto histórico do desenvolvimento brasileiro. São analisados os fluxos e áreas de influência que permitem melhor entender o desenvolvimento da cidade em sua morfologia. A análise se baseia em pesquisa histórica sendo apresentada com a incorporação de análise gráfica. 2. Introdução Este trabalho é resultado do uso de análise gráfica como forma de melhorar o entendimento de determinada situação que para algumas profissões torna-se muito importante fazendo parte do proje- to de pesquisa que está sendo desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Programa de Pós Graduação em Geografia, tendo como um de seus objetivos o estudo da morfologia urbana. Consiste em descrição do momento histórico brasileiro e suas conseqüências para a cidade de Paraty - RJ, que se dá através de verificação de fluxos e áreas de influência atuantes na cidade, assim como, por ela são influenciadas. Desta maneira este trabalho apresenta os fluxos e áreas de influência que levaram à configuração atual da cidade onde condicionantes geográficos, econômicos e sociais interferiram em sua configuração. A cidade é tombada pelo Governo Federal e seu Bairro Histórico, o inicial da cidade, através de seus habitantes, está inscrito para se tornar Patrimônio da Humanidade. Aprofundar o conhecimento sobre a cidade é a idéia principal deste trabalho. 3. Objetivo O objetivo deste artigo é apresentar o desenho utilizando programas computacionais de desenho onde os mapas elaborados complementam o texto como uma análise gráfica. Este artigo é parte do projeto de pesquisa que está sendo desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Programa de Pós Graduação em Geografia, tendo como um de seus objetivos o estudo da morfologia urbana com estudo de caso na cidade de Paraty - Rio de Janeiro. 4. Metodologia Para a confecção do trabalho, foi feita pesquisa bibliográfica e iconográfica sobre o município e a cidade de Paraty, perante o IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a biblioteca Nacional além de levantamento no próprio sítio. Salienta-se que a história do desenvolvimento de Paraty, está intimamente ligada às fases marcantes da história do Brasil. Sobre a justaposição de mapas geográficos de diferentes datas foi marcada a evolução histórica da cidade e do país, nos desenhos ora apresentados, ou seja, sobre base cartográfica do século XVIII e XIX, cujas imagens foram digitalizadas, foram incorporados dados sobre fluxos e área de influência nos respectivos séculos. Desta forma a representação da cidade pode ser vista como a efetiva ocupação, conseqüência de forças atuantes em vários períodos históricos, forças essas representadas por sua economia, política, religião, aspectos culturais e sociais, entre outros. As imagens cartográficas foram primeiro escaneadas e no programa CorelDRAW colocadas em escala e redesenhadas Siva Alves Bianchi, MSc; [email protected], Paulo César da Costa Gomes, Ph.D. [email protected] Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade Gama Filho - Brasil; Universidade Federal do Rio de Janeiro Brasil. Abstract This paper addresses the city of Paraty, Rio de Janeiro, and describes the course of its development within Brazilian historical context. It analyses the fluxes and areas of influence of the city, in order to understand its development in terms of urban morphology. The analysis is based on historical research and is supported by graphic diagrams. Momentos de la Formación de la Ciudad MOMENTS OF URBAN FORMATION OF PARATY. • Ordnance Survey (2002) Master- Map(tm) Data, http://www.ordnancesurvey.co.uk/osmastermap • Snyder, K. (2002) Tools for Community Design and Decision Making, in S. Geertman, and J. Stillwell (Eds.) Planning Support Systems in Practice, Springer, Berlin. • Telecities (2002) About Telecities, http://eurocities.poptel.org.uk/telecities/aboutTC/content.htm 1Hudson-Smith, Research Fellow, CASA, UCL web http://www.onlineplanning.org.uk email: [email protected] 2Evans, Research Fellow, CASA, UCL email [email protected] 3Batty, Director, CASA, UCL email [email protected] LIBRO 05/10/05 12:31 Page 204
207 DESARROLLO URBANO/ URBAN DEVELOPMENT 206 Com a descoberta e comércio do ouro a cidade de Paraty volta a ter um grande desenvolvimento com um processo migratório, principalmente externo. Dados sobre a emigração portuguesa1 mostram que significativa parcela desta população teve entrada no Brasil por Paraty, tendo como via de penetração o caminho chamado por “caminho dos guainás”, que levava diretamente ao novo Eldorado. No século XIX a função exportadora se transfere para a cidade do Rio de Janeiro, com a vinda da família e da corte Real Portuguesa, em 1808. Nesta época, a exploração do ouro entra em declínio e a economia brasileira volta a ser integrada ao cenário internacional pelo cultivo de café, que em seu início é cultivado no litoral. A precária situação dos caminhos, próprios para a fiscalização do ouro, não mais é favorável à exportação de café. Paraty que teve sua estrutura enriquecida no período anterior, sente agora o declínio de sua atividade como porto exportador. São criadas ferrovias e algumas rodovias que passam a transportar a mercadoria para o Rio de Janeiro e São Paulo. Na fig. 4 é vista a pouca área de influência da cidade, se comparada com a do século anterior e cujo foco não é mais a zona urbana. Sem atividade econômica de porte, a população rural e urbana se reduz, e a cidade fica isolada. Fig. 4, Paraty não influencia mais seu entorno, pelo autor 7. A complexidade da cidade A modificação dos assentamentos humanos pela sociedade é um ato complexo, dotado de vários motivos, muitas das vezes inexplicáveis, que se pode ser contado através do conhecimento das cidades pela história ou pela própria maneira de ocupação do solo. De maneira geral, entretanto, o crescimento dos assentamentos está ligado a fatos históricos, onde o homem altera o meio físico, a paisagem. Há uma corrente de pensamento que diz que as cidades não são apenas indicadoras, mas também fatores de progresso, uma vez que o ambiente urbano é propicio às inovações, embora o entendimento conceitual da palavra cidade, aparentemente definido, seja ambíguo. Pode ser concebida como abrigo e defesa, mas ao mesmo tempo remete a competição, luta e poder. Existem diversas maneiras de leitura das cidades, que é expresso nas suas diversas fases. As cidades vivas misturam os símbolos e significados do passado e do presente construindo uma rede complexa. A arquitetura da cidade, tanto cada edificação como seu conjun- to “é ao mesmo tempo continente e registro da vida social. É esta dimensão que permite que o próprio espaço da cidade se encarregue de contar a sua história.” (ROLNIK, 1995). Vidal de la Blache2 diz que “a natureza prepara o sítio e o homem o organiza de tal maneira que satisfaça suas necessidades e desejos”. Pode-se considerar a cidade como um espaço artificial e cômodo para a vida humana, moldada como produto único de uma sociedade e sua cultura. 8. Conclusão O presente artigo mostra como o desenho pode ser uma ferramenta poderosa no entendimento da situação ao representar, através de seus símbolos situação dinâmicas de entendimento de um passado histórico. Pela representação gráfica, soma-se conhecimento ao se agregar ao desenho de um mapa geográfico informações sobre fluxos, áreas de influência que permitem melhor entendimento da dinâmica de ocupação do solo. Referências Bibliográficas - Rolnik, Raquel; “O que é Cidade”, Editora Brasiliense, São Paulo, 1995. eliminando-se o que não havia interesse em apresentar. No mesmo programa com a incorporação de layers foram elaborados os esquemas gráficos que analisam os fluxos percorridos pela população, resultantes dessas forças que se alteram de acordo com decisões políticas, crises econômicas, mitos etc. Sobre as mesmas bases foram posteriormente incorporadas as áreas de influência naquele período. Esta análise conjunta ajuda a pensar o desenvolvimento da cidade e seu entendimento. 5. Os percursos da cidade A interação de política, economia, cultura, religião formam a cidade e sua zona de influência, que norteiam, inconscientemente sua forma e condições de existência e desenvolvimento. As cidades brasileiras tiveram sua origem no pensamento português, cujo progresso do conhecimento geográfico e a introdução de instrumentos de navegação trouxeram grandes resultados, com a possibilidade de colonização de outras terras. Privilegiando sua vocação marítima, suas cidades costeiras eram a porta de entrada e comunicação com o mundo. Enquanto a Europa passava pela substituição do regime feudal para o capitalista, Portugal já conhecia a economia monetária ao ter estabelecido um dinâmico regime de operações comerciais com fins lucrativos. Por sua vocação desbravadora, Portugal tinha na guerra um elemento permanente na sua constituição desde a Idade Média. As primeiras décadas após a chegada de Cabral ao Brasil foram caracterizadas por atividades extrativistas na costa, com ajuda de grupos indígenas. No caso em estudo, a cidade de Paraty foi criada pelo governo Português por sua condição de porto seguro, localizada em fundo de baía e praticamente a salvo de piratas ou mesmo invasões, com imensa malha fluvial navegável e protegida pela Serra do Mar. No séc. XVI, o Brasil inicia sua fase de ‘grande empresa agrícola’, com a produção de cana de açúcar quando os portugueses têm no índio sua mão de obra. A captura dos indígenas torna-se, então, uma atividade importante e passa a ser feita em terras paratienses que ofereciam excelentes condições à vida humana ao possuir extensa rede de canais navegáveis, que permitiam fácil locomoção, água doce, fartura de caça, frutas, lenha, peixe tanto de água doce como salgada. Desta época são encontradas diversas trilhas que subiam a Serra do Mar em direção ao interior onde se localizavam as plantações. Outras trilhas iam em direção ao Rio de Janeiro. Paraty, como pode ser observado na fig. 1, é o ponto de distribuição de mercadorias para o interior e o Rio de Janeiro, seguindo as trilhas usadas pelos indígenas. As linhas e setas mostram o fluxo entre Paraty e as cidades vizinhas. De seu porto eram negociadas as mercadorias tanto para o interior como para exportação, em caminhos trilhados em lombo de burros ou por via fluvial, em canoas, com ajuda dos índios Guaianás, tribo nômade, que conhecia muito bem o lugar ou por mar, até o Rio de Janeiro. Fig. 1, fluxos partindo de Paraty, pelo autor. (1 Fonte: Plano de Desenvolvimento Integrado e Proteção do Bairro Histórico do Município de Parati, Vol 1, CNPI, 1972.) No século XIX, com a chegada da família real Portuguesa e a abertura dos portos, Rio de Janeiro e Santos passam a ser os portos mais importantes. A abertura de caminho ferroviário e posteriormente rodoviário entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo, sem passar por Paraty leva a cidade ao esvaziamen- to econômico e populacional ficando como que paralisada no tempo. Como é apresentado na fig. 2 o “novo” fluxo tendo como ponto principal a estrada de ligação entre Rio e São Paulo, cuja rótula não é mais a cidade de Paraty. Fig. 2, Período onde o fluxo principal não é Paraty, pelo autor 6. As zonas de influência Com a progressiva desorganização da produção agrícola no século XVII, a exploração de metais preciosos acaba sendo estimulada com a promessa de prêmios e honrarias a quem descobrisse minerais preciosos. Assim os paulistas, nos século XVIII, formam grupos que, através das primitivas trilhas indígenas que cortavam a Serra do Mar, adentram o território a procura desses minerais. Essa circunstância reforçou a posição de Paraty como intermediária também da região das Minas Gerais. A fig. 3, mostra a zona de influência da cidade de Paraty, em área mais escura do desenho, uma vez que com a finalidade de fiscalizar a comercialização dos minerais, principalmente o ouro, a Coroa Portuguesa não permite a livre circulação das mercadorias, concentrando assim, nestas áreas, as poucas vias oficiais de circulação do ouro. Fig. 3, zona de influência de Paraty quando esta era a porta de acesso, pelo autor LIBRO 05/10/05 12:31 Page 206
207 DESARROLLO URBANO/ URBAN DEVELOPMENT 206 Com a descoberta e comércio do ouro a cidade de Paraty volta a ter um grande desenvolvimento com um processo migratório, principalmente externo. Dados sobre a emigração portuguesa1 mostram que significativa parcela desta população teve entrada no Brasil por Paraty, tendo como via de penetração o caminho chamado por “caminho dos guainás”, que levava diretamente ao novo Eldorado. No século XIX a função exportadora se transfere para a cidade do Rio de Janeiro, com a vinda da família e da corte Real Portuguesa, em 1808. Nesta época, a exploração do ouro entra em declínio e a economia brasileira volta a ser integrada ao cenário internacional pelo cultivo de café, que em seu início é cultivado no litoral. A precária situação dos caminhos, próprios para a fiscalização do ouro, não mais é favorável à exportação de café. Paraty que teve sua estrutura enriquecida no período anterior, sente agora o declínio de sua atividade como porto exportador. São criadas ferrovias e algumas rodovias que passam a transportar a mercadoria para o Rio de Janeiro e São Paulo. Na fig. 4 é vista a pouca área de influência da cidade, se comparada com a do século anterior e cujo foco não é mais a zona urbana. Sem atividade econômica de porte, a população rural e urbana se reduz, e a cidade fica isolada. Fig. 4, Paraty não influencia mais seu entorno, pelo autor 7. A complexidade da cidade A modificação dos assentamentos humanos pela sociedade é um ato complexo, dotado de vários motivos, muitas das vezes inexplicáveis, que se pode ser contado através do conhecimento das cidades pela história ou pela própria maneira de ocupação do solo. De maneira geral, entretanto, o crescimento dos assentamentos está ligado a fatos históricos, onde o homem altera o meio físico, a paisagem. Há uma corrente de pensamento que diz que as cidades não são apenas indicadoras, mas também fatores de progresso, uma vez que o ambiente urbano é propicio às inovações, embora o entendimento conceitual da palavra cidade, aparentemente definido, seja ambíguo. Pode ser concebida como abrigo e defesa, mas ao mesmo tempo remete a competição, luta e poder. Existem diversas maneiras de leitura das cidades, que é expresso nas suas diversas fases. As cidades vivas misturam os símbolos e significados do passado e do presente construindo uma rede complexa. A arquitetura da cidade, tanto cada edificação como seu conjun- to “é ao mesmo tempo continente e registro da vida social. É esta dimensão que permite que o próprio espaço da cidade se encarregue de contar a sua história.” (ROLNIK, 1995). Vidal de la Blache2 diz que “a natureza prepara o sítio e o homem o organiza de tal maneira que satisfaça suas necessidades e desejos”. Pode-se considerar a cidade como um espaço artificial e cômodo para a vida humana, moldada como produto único de uma sociedade e sua cultura. 8. Conclusão O presente artigo mostra como o desenho pode ser uma ferramenta poderosa no entendimento da situação ao representar, através de seus símbolos situação dinâmicas de entendimento de um passado histórico. Pela representação gráfica, soma-se conhecimento ao se agregar ao desenho de um mapa geográfico informações sobre fluxos, áreas de influência que permitem melhor entendimento da dinâmica de ocupação do solo. Referências Bibliográficas - Rolnik, Raquel; “O que é Cidade”, Editora Brasiliense, São Paulo, 1995. eliminando-se o que não havia interesse em apresentar. No mesmo programa com a incorporação de layers foram elaborados os esquemas gráficos que analisam os fluxos percorridos pela população, resultantes dessas forças que se alteram de acordo com decisões políticas, crises econômicas, mitos etc. Sobre as mesmas bases foram posteriormente incorporadas as áreas de influência naquele período. Esta análise conjunta ajuda a pensar o desenvolvimento da cidade e seu entendimento. 5. Os percursos da cidade A interação de política, economia, cultura, religião formam a cidade e sua zona de influência, que norteiam, inconscientemente sua forma e condições de existência e desenvolvimento. As cidades brasileiras tiveram sua origem no pensamento português, cujo progresso do conhecimento geográfico e a introdução de instrumentos de navegação trouxeram grandes resultados, com a possibilidade de colonização de outras terras. Privilegiando sua vocação marítima, suas cidades costeiras eram a porta de entrada e comunicação com o mundo. Enquanto a Europa passava pela substituição do regime feudal para o capitalista, Portugal já conhecia a economia monetária ao ter estabelecido um dinâmico regime de operações comerciais com fins lucrativos. Por sua vocação desbravadora, Portugal tinha na guerra um elemento permanente na sua constituição desde a Idade Média. As primeiras décadas após a chegada de Cabral ao Brasil foram caracterizadas por atividades extrativistas na costa, com ajuda de grupos indígenas. No caso em estudo, a cidade de Paraty foi criada pelo governo Português por sua condição de porto seguro, localizada em fundo de baía e praticamente a salvo de piratas ou mesmo invasões, com imensa malha fluvial navegável e protegida pela Serra do Mar. No séc. XVI, o Brasil inicia sua fase de ‘grande empresa agrícola’, com a produção de cana de açúcar quando os portugueses têm no índio sua mão de obra. A captura dos indígenas torna-se, então, uma atividade importante e passa a ser feita em terras paratienses que ofereciam excelentes condições à vida humana ao possuir extensa rede de canais navegáveis, que permitiam fácil locomoção, água doce, fartura de caça, frutas, lenha, peixe tanto de água doce como salgada. Desta época são encontradas diversas trilhas que subiam a Serra do Mar em direção ao interior onde se localizavam as plantações. Outras trilhas iam em direção ao Rio de Janeiro. Paraty, como pode ser observado na fig. 1, é o ponto de distribuição de mercadorias para o interior e o Rio de Janeiro, seguindo as trilhas usadas pelos indígenas. As linhas e setas mostram o fluxo entre Paraty e as cidades vizinhas. De seu porto eram negociadas as mercadorias tanto para o interior como para exportação, em caminhos trilhados em lombo de burros ou por via fluvial, em canoas, com ajuda dos índios Guaianás, tribo nômade, que conhecia muito bem o lugar ou por mar, até o Rio de Janeiro. Fig. 1, fluxos partindo de Paraty, pelo autor. (1 Fonte: Plano de Desenvolvimento Integrado e Proteção do Bairro Histórico do Município de Parati, Vol 1, CNPI, 1972.) No século XIX, com a chegada da família real Portuguesa e a abertura dos portos, Rio de Janeiro e Santos passam a ser os portos mais importantes. A abertura de caminho ferroviário e posteriormente rodoviário entre as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo, sem passar por Paraty leva a cidade ao esvaziamen- to econômico e populacional ficando como que paralisada no tempo. Como é apresentado na fig. 2 o “novo” fluxo tendo como ponto principal a estrada de ligação entre Rio e São Paulo, cuja rótula não é mais a cidade de Paraty. Fig. 2, Período onde o fluxo principal não é Paraty, pelo autor 6. As zonas de influência Com a progressiva desorganização da produção agrícola no século XVII, a exploração de metais preciosos acaba sendo estimulada com a promessa de prêmios e honrarias a quem descobrisse minerais preciosos. Assim os paulistas, nos século XVIII, formam grupos que, através das primitivas trilhas indígenas que cortavam a Serra do Mar, adentram o território a procura desses minerais. Essa circunstância reforçou a posição de Paraty como intermediária também da região das Minas Gerais. A fig. 3, mostra a zona de influência da cidade de Paraty, em área mais escura do desenho, uma vez que com a finalidade de fiscalizar a comercialização dos minerais, principalmente o ouro, a Coroa Portuguesa não permite a livre circulação das mercadorias, concentrando assim, nestas áreas, as poucas vias oficiais de circulação do ouro. Fig. 3, zona de influência de Paraty quando esta era a porta de acesso, pelo autor LIBRO 05/10/05 12:31 Page 206