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Medicina geral e familiar e atitudes relativas a problemas ligados ao álcool: a importância da formação no âmbito da Escola de Medicina Geral e Familiar (Primavera 2016)

Oliveira, Vânia Maria Novais de; Rosário, Frederico; Ribeiro, Cristina

Abstract

Objetivos: Os cuidados de saúde primários (CSP) são o terreno ideal para rastreio e tratamento de doentes com Problemas Ligados ao Álcool (PLA). Este estudo pretendeu avaliar as atitudes dos participantes da Escola de Medicina Geral e Familiar (Primavera 2016) relativas a PLA e comparar as atitudes dos participantes do curso de Alcoologia com os dos restantes cursos. Métodos: Foram avaliadas as atitudes dos participantes através do Short Alcohol and Alcohol Problems Perception Questionnaire (SAAPPQ). Foram investigadas as associações entre sexo, idade e local de trabalho e ainda com os resultados do SAAPPQ. Resultados: Obtiveram-se 250 questionários elegíveis. A idade média foi de 28,1 ± 2,2 anos; 86,2% eram do sexo feminino. A Administração Regional de Saúde (ARS) mais representada foi a de Lisboa e Vale do Tejo. Pré-curso, as atitudes dos participantes dos dois grupos foram semelhantes, exceto na Adequação e Segurança. Os participantes do curso de Alcoologia sentem-se seguros ao trabalharem com estes doentes. Contudo, apenas 65% destes pontuaram acima do ponto médio no Compromisso Terapêutico. Pós-curso objetivaram-se valores significativamente superiores em todas as subescalas para os participantes do curso de Alcoologia, tendo a totalidade pontuado acima do ponto médio na Segurança e Compromisso Terapêutico. Conclusões: As atitudes dos participantes do curso de Alcoologia perante doentes com PLA melhoraram significativamente após a formação em todas as subescalas. Cursos que tenham em conta não só conhecimento e capacidade técnica, como outras atitudes, poderão melhorar o rastreio e tratamento de doentes com PLA. Poderá ser necessária uma atenção curricular específica nos domínios da Autoestima e Satisfação para melhorar resultados futuros.

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1. Médica In e na de Medicina Ge al e Familia . USF São Nicolau, ACeS do Al o A e. 2. Memb o dos Co pos Sociais da Associação Po uguesa de Medicina da Adição. 3. Médico Assis en e de Medicina Ge al e Familia . USF Tondela, ACeS Dão La ões. 4. Coo denado da Equipa P oje o In es igação. ACeS Dão La ões. 5. Coo denado da Comissão Execu i a pa a a á ea de Missão In es igação em P o- blemas Ligados ao Álcool. Cen o Académico Clínico das Bei as. 6. Consul o não pe manen e da O ganização Mundial da Saúde pa a a o mação e in es igação em P oblemas Ligados ao Álcool. 7. P o esso a Auxilia . Faculdade de Medicina, Uni e sidade de Lisboa. 8. P esiden e da Associação Po uguesa de Medicina da Adição. INTRODUÇÃO Oconsumo de álcool ocupa a ualmen e uma posição ele an e, não só como a o de is- co de mais de 200 pa ologias, mas ambém como impo an e in e enien e em aci- den es de iação e de abalho, iolência domés ica, c iminalidade, a eção de elações conjugais, en e ou- os.1-3 Na União Eu opeia, ≈14% de odas as mo es em homens e 8% em mulhe es en e os 15 e os 64 anos es- ão elacionadas com o álcool,2cons i uindo um dos Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 470 Vânia de Oli ei a,1-2 F ede ico Rosá io,3-6 C is ina Ribei o7-8 Medicina ge al e amilia e a i udes ela i as a p oblemas ligados ao álcool: a impo ância da o mação no âmbi o da ESCOLA DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR (PRIMAVERA 2016) RESUMO Obje i os: Os cuidados de saúde p imá ios (CSP) são o e eno ideal pa a as eio e a amen o de doen es com P oblemas Ligados ao Álcool (PLA). Es e es udo p e endeu a alia as a i udes dos pa icipan es da ESCOLA DEMEDICINA GERAL E FAMILIAR (PRIMAVERA 2016) ela i as a PLA e compa a as a i udes dos pa icipan es do cu so de Alcoologia com os dos es an es cu sos. Mé odos: Fo am a aliadas as a i udes dos pa icipan es a a és do Sho Alcohol and Alcohol P oblems Pe cep ion Ques ion- nai e (SAAPPQ). Fo am in es igadas as associações en e sexo, idade e local de abalho e ainda com os esul ados do SAAPPQ. Resul ados: Ob i e am-se 250 ques ioná ios elegí eis. A idade média oi de 28,1 ± 2,2 anos; 86,2% e am do sexo eminino. A Adminis ação Regional de Saúde (ARS) mais ep esen ada oi a de Lisboa e Vale do Tejo. P é-cu so, as a i udes dos pa icipan- es dos dois g upos o am semelhan es, exce o na Adequação e Segu ança. Os pa icipan es do cu so de Alcoologia sen em-se segu os ao abalha em com es es doen es. Con udo, apenas 65% des es pon ua am acima do pon o médio no Comp omisso Te apêu ico. Pós-cu so obje i a am-se alo es signi ica i amen e supe io es em odas as subescalas pa a os pa icipan es do cu so de Alcoologia, endo a o alidade pon uado acima do pon o médio na Segu ança e Comp omisso Te apêu ico. Conclusões: As a i udes dos pa icipan es do cu so de Alcoologia pe an e doen es com PLA melho a am signi ica i amen e após a o mação em odas as subescalas. Cu sos que enham em con a não só conhecimen o e capacidade écnica, como ou- as a i udes, pode ão melho a o as eio e a amen o de doen es com PLA. Pode á se necessá ia uma a enção cu icula es- pecí ica nos domínios da Au oes ima e Sa is ação pa a melho a esul ados u u os. Pala as-cha e: Álcool; A i udes; Medicina ge al e amilia ; SAAPPQ; Fo mação. cinco p incipais a o es de isco de doença, incapaci- dade e mo e no mundo.1T aduz-se, po an o, num es udoso iginais DOI: 10.32385/ pmg . 36i6.12758 Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 471 es udoso iginais peso conside á el em despesas de saúde e anos po en- ciais de ida pe didos.1-2,4 Os cuidados de saúde p imá ios (CSP) e elam-se o e eno ideal pa a o co e o as eio e a amen o des- es doen es, na medida em que englobam uma impo - an e pa cela da comunidade e cons i uem um p imei- o ní el de abo dagem em e mos de saúde.5-7 No con ex o dos CSP, as écnicas de de eção e in e - enções b e es consis em num conjun o de in e en- ções psicossociais que êm como obje i o ajuda os doen es com p oblemas ligados ao álcool (PLA) não só a econhece em o p oblema, como ainda mo i á-los e apoiá-los a ende eçá-lo.8Em e mos de du ação das sessões, es as são in encionalmen e b e es e limi adas, po o dem a maximiza a sua iabilidade enquan o in- e enção a se u ilizada ao ní el dos CSP,9podendo a- ia desde mui o b e es (cinco minu os) a é sessões um pouco mais du adou as (15-30 minu os).10 Podem se suma izadas a a és dos cinco A’s do aconselhamen o compo ame al: a alia o consumo de álcool com uma das e amen as de as eio, como sejam o AUDIT, ISCA e CAGE;11-13 aconselha ao doen e pa a que eduza os ní- eis de consumo pa a ní eis mode ados; a alia a ase do es adio de mudança em que o doen e se encon a; ajuda o doen e com a aquisição de mo i ações, écni- cas de au oajuda ou apoios necessá ios pa a a mudan- ça compo amen al; e acompanha o doen e ao longo do p ocesso de mudança.10 Os seus e ei os podem du- a a é ce ca de 48 meses.14 No âmbi o dos CSP es ão já comp o adas a e icácia e o cus o-e e i idade de écnicas de De eção e In e - enções B e es pa a o consumo excessi o de álcool (Núme o Necessá io T a a = 8),7,14-20 baseado em e i- dência ob ida a pa i de es udos con olados alea o i- zados conduzidos em á ios países.21-22 Con udo, alguns au o es ques ionam o bene ício des as écnicas a ní el populacional, bem como o seu impac o inal ao ní el da saúde pública, e idenciando alhas con empladas em es udos que demons am a sua e e i idade e suge- indo a necessidade de en ol e es es doen es num con ex o de cuidados longi udinais e epe idos.9,23 Ain- da assim, es as écnicas con inuam a se ecomenda- das po en idades como a O ganização Mundial da Saú- de e a Di eção-Ge al da Saúde,1,15,24 apesa de a maio ia dos médicos de amília (MF) não as inclui na sua p á- ica clínica.2,5-6,25-26 Vá ios au o es apon am ba ei as iden i icadas à u i- lização das écnicas de De eção e In e enções B e es. Algumas associadas a cons angimen os ambien ais, nomeadamen e a al a de empo, a al a de ma e ial de aconselhamen o e a al a de apoio; ou as associadas a cons angimen os do médico – medo em an agoniza o doen e, bem como as p óp ias a i udes do médico pa a com o doen e com PLA.5,26-31 Em elação a es e úl- imo aspe o, alguns au o es demons am que uma me- lho a i ude dos médicos em elação aos doen es com PLA es á associada a um meno núme o de ba ei as em abalha com es es doen es,32 podendo mesmo in- luencia o núme o de as eios e a diminuição do con- sumo de álcool po pa e des es doen es.5,28,33 O es udo de Ribei o mos a ambém que a maio ia dos médicos em posição pa a ealiza in e enções nes e âm- bi o e e e a al a de o mação como uma das p incipais ba ei as, esul ados consis en es com os ob idos nou os países.2,5-6,25-26 Pa alelamen e, ainda que em Po ugal se- jam escassos os es udos e e en es à in luência da o ma- ção nas a i udes dos MF, o es udo de Família, San os e Ro- sá io epo a que, du an e o p ocesso de especialização, as a i udes dos in e nos de MGF pa a com os doen es com consumo excessi o de álcool man êm-se inal e adas.6 Coloca-se, assim, em causa a ele ância da inclusão de módulos de eino du an e o in e na o capazes de melho a as a i udes dos in e nos de MGF pa a com doen es com PLA. O p esen e es udo p e ende e i ica qual o impac o da o mação em Alcoologia da ESCOLA DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR (PRIMAVERA 2016) ela i amen e às a i udes dos in e nos pa icipan es pe an e PLA, com- pa ando o g upo de pa icipan es do cu so di ecionado pa a es a emá ica com o g upo dos pa icipan es dos es an es cu sos, an es e após a ealização dos mesmos. P e ende-se a alia as seguin es hipó eses: 1. Di e ença, p é-cu so, en e as a i udes dos in e nos pa icipan es do cu so de Alcoologia e sus ou os cu sos. É expec á el que as a i udes dos in e nos pa - icipan es do cu so de Alcoologia sejam melho es do que os es an es, endo à pa ida um maio in e es- se em elação a doen es com PLA. 2. Di e ença, p é e sus pós-cu so, en e as a i udes dos in e nos pa icipan es do cu so de Alcoologia e sus in e nos dos ou os cu sos. Espe a-se que, no inal dos cu sos, os in e nos do cu so de Alcoologia e- nham a i udes signi ica i amen e melho es do que os Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 472 es udoso iginais dos es an es cu sos po , nos p imei os, se minis- ado um p og ama de o mação com esse in ui o. MÉTODOS População e amos a A amos a des e es udo é cons i uída pelos in e nos pa icipan es da ESCOLA DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR (PRIMAVERA 2016)que, po sua inicia i a, se insc e e am nos cu sos minis ados no e en o. Todos os cu sos de- co e am em simul âneo, com a mesma ca ga ho á ia – ce ca de 33 ho as. Excluí am-se os especialis as pa icipan es da ESCO- LA DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR (PRIMAVERA 2016)pa a ga- an i que possí eis di e enças nas a i udes ela i as a PLA não es i essem elacionadas com um maio nú- me o de anos de p á ica clínica. Excluí am-se ambém os ques ioná ios p eenchidos po pa icipan es apenas no úl imo dia do e en o. Ca ac e ís icas da o mação O cu so de Alcoologia oi cons i uído po uma com- ponen e eó ica e eó ico-p á ica, incidindo em alguns emas cha e – con ex ualização dos PLA nos CSP, epide- miologia, ní eis de isco, ques ioná ios de de eção, ases de mudança, in e enções b e es, álcool e g a idez, ál- cool e jo ens, abo dagem amilia , a amen o e e e en- ciação. Todos os emas o am seguidos po um pe íodo de discussão abe a aos pa icipan es e po di e en es o ma os de exe cícios p á icos – aplicação de ques io- ná ios de de eção, ole-playing, casos clínicos, e c. Os es an es pa icipan es i e am o mação nos se- guin es cu sos: aconselhamen o em CSP, a ualização e eino em doenças espi a ó ias, cuidados palia i os, saúde dos adolescen es, a ualização em diabe es. Tipo de es udo Es udo longi udinal obse acional con olado. Colhei a de dados O ques ioná io oi dis ibuído no p imei o dia da ESCO- LA DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR (PRIMAVERA 2016)a odos os pa icipan es, em o ma o papel. Es e oi au op eenchido an es do início dos cu sos, sendo ecolhido no mesmo dia. No inal do úl imo dia do e en o, o ques ioná io oi no amen e dis ibuído a odos os pa icipan es. Da mesma o ma, a ecolha oi ei a no mesmo dia. Ins umen os de medição Va iá eis sociodemog á icas Fo am a aliadas as seguin es a iá eis sociodemo- g á icas: sexo; idade; ca ego ia p o issional; local de a- balho (cidade/localidade onde abalha) que, pa a e ei- os de es a ís ica, oi ag upado po Adminis ação Re- gional de Saúde (ARS). Medição das a i udes Fo am a aliadas as a i udes a a és da espos a ao ques ioná io Sho Alcohol and Alcohol P oblems Pe cep- ion Ques ionnai e (SAAPPQ). O SAAPPQ é um ins u- men o alidado, como demons a a li e a u a.5,28,34 U iliza uma escala de Like de se e ní eis, de inidos desde «Dis- co do plenamen e» a «Conco do plenamen e», po o ma a co a 10 ques ões. As espos as são pos e io men e so- madas duas a duas, po o ma a c ia cinco domínios (Ta- bela 1): Adequação, a qual a alia a é que pon o o médico ac edi a possui conhecimen o e habilidades su icien es pa a lida com doen es com PLA; Legi imidade, a qual a e e a é que pon o o médico conside a de e minados as- pe os do seu abalho como sendo sua esponsabilidade; Mo i ação, que de e mina a é que pon o o médico que abalha com doen es com PLA; Au oes ima, que a alia a é que pon o o médico en ende a sua au ocon iança pe- an e doen es com PLA; Sa is ação, a qual de e mina a é que pon o o médico se sen e ecompensado quando a- balha com doen es com PLA. O a o la en e ‘Segu ança’ é ob ido pela soma da Adequação e Legi imidade; a soma da Mo i ação, Au oes ima e Sa is ação pe mi e ob e o a- o la en e ‘Comp omisso Te apêu ico’. As pe gun as e e- en es à Au oes ima e a segunda pe gun a e e en e à Mo- i ação são o muladas pela nega i a, pelo que as suas pon uações o am in e idas an es da análise dos dados. Consen imen o in o mado O ques ioná io con ém uma á ea de acei ação de pa icipação no es udo, bem como de au o ização pa a u ilização e di ulgação de dados. Con idencialidade Foi ga an ida a con idencialidade e anonima o aos pa icipan es a a és da u ilização de um código de iden i icação – p imei a e segunda le a do nome da mãe, p imei a e segunda le a do nome do pai, ês úl- imos dígi os do seu núme o do CC/BI. Ap o ações é icas O p o ocolo do es udo oi ap o ado pela Comissão de É ica do Cen o Académico de Medicina de Lisboa. Análise de dados Após a ecolha dos ques ioná ios em o ma o ísico oi c iada uma base de dados in o má ica em S a is i- cal Package o he Social Sciences (SPSS), a pa i da qual oi ei a a ca ac e ização dos indi íduos es udados, a aliando a idade média com os espe i os des ios-pa- d ão, dis ibuição de equência do sexo e Adminis a- ção Regional de Saúde (ARS) na qual abalha. As espos as ao SAAPPQ o am a adas de modo a a alia as cinco dimensões – Adequação, Legi imidade, Mo i ação, Au oes ima, Sa is ação –, assim como os a- o es la en es ‘Segu ança’ e ‘Comp omisso Te apêu ico’ na população o al. Es as a iá eis o am desc i as p é e pós-cu so pa a cada um dos g upos conside ados: pa - icipan es do cu so de Alcoologia e dos es an es cu sos. A associação en e as a iá eis nominais oi es ada eco endo ao es e exac o de Fishe . Di e enças en e a idade de aco do com o sexo o am es adas com o es- e de S uden pa a amos as independen es. Associa- ções en e a i udes e sexo o am es adas com o es e Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 473 es udoso iginais de Mann-Whi ney. As a i udes en e o g upo dos pa i- cipan es do cu so de Alcoologia e o g upo dos es an- es cu sos o am compa adas p é e pós-cu so com o es- e de Mann-Whi ney. Um alo P< 0,05 oi usado como pon o de co e pa a ní el de signi icância. RESULTADOS Ca ac e ís icas da amos a A axa de espos a oi de 83,5%. Fo am ob idos 272 ques- ioná ios no o al dos dois dias, dos quais se exclui am 22 (8,1%) po cump i em c i é ios de exclusão – 10 po se em p eenchidos po especialis as e 12 po se em p eenchidos apenas no úl imo dia do e en o. Dos 250 ques ioná ios ele- gí eis, 18 co esponde am a pa icipan es que não es- ponde am ao ques ioná io pós- o mação (Figu a 1). A amos a inal (n=116) inha uma idade média de 28,1 ± 2,2 anos, com uma idade mínima de 25 anos e máxima de 38 anos. A maio ia dos pa icipan es e a do sexo eminino (86,2%). As ARS mais ep esen adas o- am Lisboa e Vale do Tejo (36,5%), seguida po No e (28,7%) e Cen o (27,0%). Não o am encon adas di e- enças signi ica i as en e os pa icipan es do cu so de Alcoologia e os dos ou os cu sos quan o ao sexo, ida- de e ARS (Tabela 2). Fa o La en e Domínio Pe gun a Segu ança Adequação Sin o que sei o su icien e ace ca das causas dos p oblemas ligados ao álcool pa a desempenha o meu papel quando lido com consumido es de bebidas alcoólicas p oblemá icos Sin o que consigo aconselha ap op iadamen e os meus doen es ace ca do consumo de ácool e dos seus e ei os Legi imidade Sin o que não enho mui os mo i os de o gulho quando lido com consumido es de bebidas alcoólicas Tendo udo em conside ação, sin o-me inclinado a sen i insucesso quando lido com consumido es de bebidas alcoólicas Comp omisso Mo i ação Que o abalha com consumido es de bebidas alcoólicas Te apêu ico Pessimismo é a a i ude mais ealis a a ado a pe an e consumido es de bebidas alcoólicas p oblemá icos Au oes ima Sin o que enho o di ei o de ques iona os doen es ace ca dos seus hábi os alcoólicos, quando necessá io Sin o que os meus doen es ac edi am que enho o di ei o de os ques iona sob e os seus hábi os alcoólicos quando necessá io Sa is ação Em ge al, é g a i ican e abalha com consumido es de bebidas alcoólicas Em ge al, gos o de abalha com consumido es de bebidas alcoólicas p oblemá icos TABELA 1. Sho Alcohol and Alcohol P oblems Pe cep ion Ques ionnai e Alcoologia. A o alidade dos in e nos do cu so de Alcoologia pon uou aci- ma do pon o médio na Segu ança, e elando sen i em como pa e do seu abalho a ges ão de doen es com PLA, pa a além de c e em e co- nhecimen o e capacida- de pa a al. É ambém e iden e uma melho ia no Comp omisso Te a- pêu ico, em pa icula no que conce ne à sua on ade em abalha com es es doen es. DISCUSSÃO Es e es udo pe mi e a e i que, na baseline, as a i udes dos pa icipan es dos dois g upos (cu so de Alcoologia e sus es an es cu - sos) são semelhan es em odas as subescalas a aliadas, com exceção da Adequação e do a o la en e Segu an- ça; após ecebe em a o mação, os pa icipan es do cu - so de Alcoologia melho a am signi ica i amen e as suas a i udes em odas as subescalas a aliadas no SAAPPQ. Na baseline as a i udes dos in e nos de ambos os g upos e ela am-se semelhan es em odas as subes- calas, exce o na Adequação e a o la en e Segu ança. Tendo em con a que os pa icipan es op a am olun- a iamen e pelos cu sos equen ados, se ia expec á el que aqueles que escolhe am o cu so de Alcoologia i- essem um maio in e esse em elação à emá ica do ál- cool e, consequen emen e, a i udes mais posi i as. Uma possí el jus i icação pa a al não oco e , em pa - icula ao ní el da Adequação, pode á p ende -se com o ac o dos pa icipan es do cu so de Alcoologia e em apos ado nes a o mação po sen i em necessidade de melho a os seus conhecimen os e capacidades em li- da com doen es com PLA. Po ou o lado, é possí el que a au ope ceção dos pa icipan es dos es an es cu - sos não co esponda aos seus conhecimen os eais, na medida em que os médicos pode ão mos a elu ân- cia em admi i ou iden i ica a sua p óp ia alha nes as ci cuns âncias, podendo e sob es imado es es A i udes dos médicos de amília ela i amen e a doen es com P oblemas Ligados ao Álcool Resul ados p é-cu so Exce uando-se a subescala Adequação e, conse- quen emen e, o a o la en e Segu ança, as a i udes dos pa icipan es de ambos os g upos o am semelhan es (Tabela 3). Os in e nos do cu so de Alcoologia conside a am se sua esponsabilidade lida com doen es com PLA, bem como e o conhecimen o e capacidade necessá ios pa a al, com 80,0% a ap esen a em alo es acima do pon o médio. Apesa de mo i ados pa a es a a e a, es es p o is- sionais exp essa am neu alidade quan o à sua au oes i- ma em abalha em com doen es com PLA, bem como no sen imen o de ecompensa quando o azem. Ainda as- sim, a maio ia dos in e nos (65%) pon ou acima do pon- o médio na subescala Comp omisso Te apêu ico. Pa alelamen e, os pa icipan es dos es an es cu sos e elam sen i em-se mais ap os no aconselhamen o des es doen es, o que se aduz numa maio Segu an- ça no desempenho das suas a e as. Resul ados pós-cu so Pós-cu so obje i am-se alo es signi ica i amen e supe io es em odas as subescalas a aliá eis pelo SAAPPQ pa a o g upo dos pa icipan es do cu so de Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 474 es udoso iginais Amos a o al Cu so Alcoologia Ou os cu sos (n=116) (n=17) (n=99) Valo p Sexo Masculino 16 3 13 NS*** Feminino 100 14 86 Idade Média 28,1 27,3 28,2 NS**** DP** 2,2 1,8 2,2 ARS* No e 33 2 31 NS*** Cen o 31 7 24 Lisboa e Vale do Tejo 42 6 36 Ou o 918 Não esponde am 110 TABELA 2. Desc ição ge al das a iá eis sócio-demog á icas, po g upo * ARS = Adminis ação Regional de Saúde ** DP = Des io-pad ão *** Tes e exac o de Fishe ; NS = Não signi ica i o **** Tes e de S uden pa a amos as independen es; NS = Não signi ica i o alo es.35 Ainda na baseline, a on ade em abalha com doen es com PLA e o sen imen o de e- compensa ob ido pe- los pa icipan es do cu so de Alcoologia pa ecem não acom- panha a segu ança mani es ada no de- sempenho das suas unções. Es es esul- ados são consis en- es com os ob idos em es udos an e io- es,5-6,26-27 sendo co- mum os MF não só ac edi a em e co- nhecimen o pa a al, como conside a em se sua esponsabili- dade lida em com es- es doen es, ainda que e elem pouca au oes ima e sa is a- ção. Quan o ao pós- cu so, es e es udo pe mi e conclui que os pa icipan es do cu so de Alcoologia melho a am signi i- ca i amen e as suas a i udes em odas as subescalas a aliadas. Es es esul- ados enquad am-se com o expec á el, endo em con- a que se p e ê que a aquisição de conhecimen os no con ex o de p og amas de o mação com as ca a e ís- icas des e po encie melho ias signi ica i as nas a i u- des dos MF pa a com doen es com consumos de isco ou noci os de álcool. A Adequação oi a subescala cujo esul ado e oluiu de uma o ma mais posi i a, sendo que a o alidade dos in e nos pon uou acima do pon o médio após a o mação. Es es esul ados demons am que, a a és da aquisição das compe ências ansmi idas po cu sos Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 475 es udoso iginais como es e, os in e nos se sen em su icien emen e ca- pazes e com conhecimen o pa a lida em com doen es com PLA. Da mesma o ma, odos os in e nos pon ua- am acima do pon o médio na subescala Legi imidade, e elando sen i em-se esponsá eis pela ges ão des es doen es. Es as subescalas pe mi em a e i uma melho- ia signi ica i a da Segu ança dos pa icipan es, esul- ados consis en es com os ob idos nou os es udos,5,28 o que ei e a a impo ância da ins ução na cons ução do p o issional. Também no Comp omisso Te apêu i- co o am ob idos esul ados e olu i os a o á eis, com uma melho ia mais signi ica i a na subescala SAAPPQ* P é-cu so Pós-cu so Alcoologia Ou os Alcoologia Ou os Adequação Média + (DP) 7,5 (1,8) 9,0 (2,0) 11,0 (1,3) 8,7 (2,0) % acima do pon o médio** 35,0 61,4 100,0 54,5 Valo p0,001*** 0,000**** 0,015**** Au oes ima Média + (DP) 7,7 (1,8) 8,3 (2,0) 8,9 (1,6) 8,6 (2,2) % acima do pon o médio** 30,0 41,2 64,7 50,5 Valo pNS*** 0,012**** NS**** Mo i ação Média + (DP) 10,0 (1,7) 9,8 (2,0) 11,6 (1,3) 9,5 (1,7) % acima do pon o médio** 80,0 74,1 100,0 78,8 Valo pNS*** 0,002**** NS**** Legi imidade Média + (DP) 11,2 (1,8) 11,4 (1,7) 12,1 (1,5) 10,7 (1,8) % acima do pon o médio** 95,0 93,9 100,0 89,9 Valo pNS*** 0,026**** 0,000**** Sa is ação Média + (DP) 7,8 (2,2) 7,1 (2,0) 8,9 (1,0) 7,3 (1,8) % acima do pon o médio** 25,0 18,4 64,7 19,4 Valo pNS*** 0,004**** 0,022**** Segu ança Média + (DP) 18,7 (2,6) 20,4 (2,8) 23,2 (1,9) 19,4 (2,9) % acima do pon o médio** 80,0 52,6 100,0 83,8 Valo p0,007*** 0,000**** 0,000**** Comp omisso Média + (DP) 25,5 (4,5) 25,3 (4,6) 29,5 (3,0) 25,4 (4,2) Te apêu ico % acima do pon o médio** 65,0 56,2 100,0 57,1 Valo pNSc 0,001 d NS TABELA 3. Valo es do SAAPPQ po cu so equen ado, p é e pós-cu so * SAAPPQ = Sho Alcohol and Alcohol P oblem Pe cep ion Ques ionnai e ** Os pon os médios são os seguin es: Adequação, Au oes ima, Mo i ação, Legi imidade = 8; Segu ança = 16; Comp omisso Te apêu ico = 24 *** Tes e U de Mann-Whi ney de amos as independen es, dis ibuição en e os 2 g upos; NS = não signi ica i o **** Tes e de Wilcoxon de amos as elacionadas, di e ença p é e sus pós-cu so den o de cada g upo; NS = não sig- ni ica i o Au oes ima. Obje i am-se p o issionais mais con ian- es nas suas capacidades e com mais mo i ação após a o mação, o que é co obo ado po ou os es udos.5,28 Vá ios au o es e idenciam que a al a de eino dos p o issionais cons i ui uma impo an e ba ei a no com- ba e ao álcool,2,5-6 o que se aduz não só numa ine icaz iden i icação des es doen es como ambém numa insu- icien e in e enção.5-6 São lag an es alguns obs áculos e limi ações à abo dagem des a p oblemá ica po pa e des es p o issionais,2,5-6 de al o ma que as a i udes dos in e nos pe an e doen es com PLA man êm-se inal e a- das ao longo do in e na o.6Assim, de aco do com os e- sul ados ob idos nes e es udo, coloca-se como hipó ese que uma o mação que enha em con a não só o conhe- cimen o e capacidade écnica, como ambém as a i udes dos MF, seja passí el de aumen a a Segu ança e Com- p omisso Te apêu ico pa a com doen es com PLA.5-6,18 Na componen e ‘conhecimen o’, pa ece ele an e a abo dagem da in o mação exis en e ace ca dos a ia- dos mecanismos e danos p o ocados pelo álcool, nas di e en es es e as do doen e – pa ologias, a eção da componen e elacional, p o issional, e c. –, bem como em casos especí icos – adolescência, g a idez, e c. Os MF de em ainda se in o mados quan o à e idência exis en e ace ca de p og amas de p e enção, as eio e a amen o de doen es com PLA. Quan o à ‘capacidade écnica’ de e ão indica -se ins- umen os de iagem de consumos de álcool alidados, como o AUDIT,11 ISCA12 e CAGE.13 É ainda ú il a abo - dagem de écnicas de De eção e In e enções B e es, cuja e icácia e cus o-e e i idade se ap esen a já com- p o ada (Núme o Necessá io T a a = 8).2,14-15 Es as éc- nicas êm uma du ação ap oximada de 15 minu os e são acompanhadas po ma e ial esc i o pa a o doen e, sen- do que os seus e ei os podem du a a é 48 meses.14 Pa- alelamen e, os MF de em se capazes de iden i ica si- uações que necessi em de e e enciação pa a ou os ní eis de abo dagem e apêu ica. Po im, as ‘a i udes’ pa a com doen es com PLA po- dem se abo dadas a a és de écnicas de ole-playing que simulem si uações eais da p á ica clínica e que pe mi am abalha as di e en es es e as da pos u a do MF pe an e doen es com PLA. A u ilização de ques io- ná ios como o SAAPPQ pode á se ú il na au oa alia- ção dos p o issionais pa a com es a emá ica, pe mi- indo comp eende quais os aspe os cuja abo dagem se ia mais bené ica. De aco do com os esul ados pós- -cu so ob idos nes e es udo, os MF ap esen am maio Segu ança do que Comp omisso Te apêu ico pa a li- da em com doen es com PLA, pa icula men e nos do- mínios da Au oes ima e Sa is ação. Em o mações u- u as, pode á se necessá ia uma a enção cu icula es- pecí ica nes as á eas a im de ob e esul ados mais po- si i os na p á ica clínica. Pa a que as axas de de eção e a amen o de doen es com PLA a injam ní eis cada ez mais sa is a ó ios se ia impo an e abo da as a i udes dos MF,5-6 a im de au- men a a sua segu ança, empenho e dedicação, o nan- do es a a e a mais g a i ican e e sa is a ó ia pa a ambas as pa es. Como demons ado a a és do cu so de Alcoo- logia da ESCOLA DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR PRIMAVERA 2016, al o mação é passí el de se lecionada em ce ca de 33 ho as. Es udos adicionais são necessá ios pa a com- p eende a elação en e o co en e eino médico em Al- coologia o necido du an e o in e na o e as a i udes dos MF, bem como pa a a e i qual o melho enquad amen- o empo al des a o mação no a ual cu ículo médico. Iden i icam-se algumas limi ações p esen es nes e es udo. A amos a u ilizada pode á não se ep esen a- i a de odos os in e nos de MGF do país, endo em con- a que os pa icipan es des e e en o ep esen am in e - nos com in e esse em adqui i mais conhecimen os e compe ências e com disponibilidade inancei a pa a o consegui . Po ou o lado, es e es udo não oi baseado numa amos a alea o izada, uma ez que os pa ici- pan es o am dis ibuídos pelos cu sos de aco do com as suas escolhas pessoais. Con udo, à exceção da esca- la Adequação, os pa icipan es e ela am-se homogé- neos em odas as a iá eis es udadas. Não o am ainda a e idas as escolas médicas equen adas po odos os pa icipan es e espe i os cu ículos, sendo necessá ios es udos adicionais pa a i a conclusões quan o à ela- ção en e di e en es p og amas de o mação e as a i u- des dos MF pa a com doen es com PLA. Admi e-se am- bém que o p óp io p eenchimen o des e ques ioná io enha in luenciado as opiniões dos pa icipan es. CONCLUSÕES As a i udes dos pa icipan es do cu so especí ico de Alcoologia pe an e doen es com PLA melho a am sig- ni ica i amen e após a o mação em odas as subesca- las a aliá eis pelo SAAPPQ. Cu sos que enham em Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 476 es udoso iginais con a não só o conhecimen o e capacidade écnica, como ambém as es an es a i udes dos MF, pode ão se impo an es pa a melho a o as eio e a amen o de doen es com consumos de isco e noci os de álcool. Em o mações u u as, pode á se necessá ia uma a enção cu icula especí ica nos domínios da Au oes ima e Sa- is ação a im de ob e esul ados mais posi i os. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Poznyak V, Rek e D, edi o s. Global s a us epo on alcohol and heal h 2014. Gene a: Wo ld Heal h O ganiza ion; 2014. ISBN 9789241564755 2. Ande son P, Wojna M, Jakubczyk A, Gual A, Reynolds J, Segu a L, e al. Managing alcohol p oblems in gene al p ac ice in Eu ope: esul s om he Eu opean ODHIN su ey o gene al p ac i ione s. Alcohol Alcohol. 2014;49(5):531-9. 3. Balsa C, Vi al C, U bano C. III Inqué i o ao consumo de subs âncias psi- coa i as na população ge al: Po ugal 2012. Lisboa: Se iço de In e - enção nos Compo amen os Adi i os e nas Dependências; 2014. ISBN 9789729345876 4. Se iço de In e enção nos Compo amen os Adi i os e nas Depen- dências. Rela ó io anual 2014: a si uação do país em ma é ia de álcool. Lisboa: SICAD; 2015. 5. Ribei o C. 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ENDEREÇO PARA CORRESPONDÊNCIA Vânia de Oli ei a E-mail: ania.oli ei [email p o ec ed] h ps://o cid.o g/0000-0002-4992-0583 Recebido em 16-11-2019 Acei e pa a publicação em 05-10-2020 Re Po Med Ge al Fam 2020;36:470-78 478 es udoso iginais ABSTRACT GENERAL PRACTICE AND ATTITUDES TOWARDS PATIENTS WITH ALCOHOL-RELATED PROBLEMS: THE IMPORTANCE OF TRAINING WITHIN THE SCOPE OF SPRING 2016 GENERAL PRACTICE SCHOOL In oduc ion: P ima y heal h ca e ep esen s he ideal se ing o sc eening and ea men o pa ien s wi h Alcohol-Rela ed P oblems. This s udy aims o assess he a i udes o he pa icipan s o he SCHOOL OFGENERAL PRACTICE (GP) SPRING 2016 con- ce ning ARP and compa e he a i udes o he pa icipan s o he Alcohology cou se wi h pa icipan s om o he cou ses. Ma e ial and Me hods:We assessed he a i udes o he pa icipan s using he Sho Alcohol and Alcohol P oblems Pe cep ion Ques ionnai e (SAAPPQ). We in es iga ed associa ions be ween sex, age, and wo kplace, and wi h esul s om SAAPPQ. Resul s:Two hund ed and i y eligible ques ionnai es we e ob ained. The a e age age was 28.1 ± 2.2 yea s old and 86.2% we e emale. The mos ep esen ed wo kplace was Lisbon and Vale do Tejo. P e-cou se, GPs’ a i udes o bo h g oups we e homoge- neous excep on Adequacy and Role Secu i y. The pa icipan s o he Alcohology cou se eel mo e secu e in wo king wi h he- se pa ien s. Howe e , only 65% sco ed abo e midpoin in The apeu ic Commi men . Pos -cou se, he e we e signi ican ly hig- he alues in all subscales o pa icipan s o he Alcohology cou se, wi h all sco ing abo e midpoin in Sa e y and The apeu ic Commi men . Discussion: The a i udes o he pa icipan s o he Alcohology cou se owa ds pa ien s wi h ARP signi ican ly imp o ed a e aining in all e alua ed subscales. Conclusions: Cou ses ha ake in o accoun no only GP’s knowledge and skills, bu also o he a i udes, may be impo an o imp o e sc eening and ea men o pa ien s wi h ARP. Explici cu icula a en ion o Sel -es eem and Sa is ac ion may be e- qui ed o imp o e u he esul s. Keywo ds: Alcohol; A i udes; Gene al p ac ice; SAAPPQ; T aining.