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Os valores humanos e o comprometimento organizacional na Academia da Força Aérea

Brito, João

Abstract

O presente estudo tem como objetivo medir o impacto que a antiguidade na Academia da Força Aérea tem nos valores humanos e no comprometimento organizacional com a Força Aérea. Procurou-se simultaneamente, averiguar se os valores influenciam o comprometimento, e quais estão associados ao mesmo. A amostra é composta por 153 militares da Academia da Força Aérea, dos quais 135 são alunos (ETM, 1ºano, 2ºano, 3ºano, 4ºano e 5ºano), do ano letivo 2018/2019, e 18 são oficiais. Foi utilizada uma metodologia quantitativa de recolha e análise de dados, sendo utilizado como instrumento de pesquisa um questionário constituído por três partes. A primeira parte visa caracterizar e identificar a amostra investigada. A segunda parte, desenvolvida com recurso ao Inventário de valores humanos de Schwartz (2003), procura indicar os valores, e a última parte, baseada no “Modelo da três Componentes” de Meyer e Allen (1997), pretende averiguar os aspetos relativos ao comprometimento organizacional. O seguinte estudo conseguiu demonstrar que a antiguidade tem uma influência significativa no comprometimento organizacional. No entanto, a mesma situação não foi verificada para os valores humanos, uma vez que apenas os valores de estimulação apresentavam diferenças significativas com a antiguidade. Não foi igualmente possível comprovar a existência de uma relação direta entre os valores humanos e o comprometimento organizacional.

Full text

ACADEMIA DA FORÇA AÉREA Os Valo es Humanos e o Comp ome imen o O ganizacional na Academia da Fo ça Aé ea João Ca los Ga cia Cid Teles B i o Aspi an e a O icial Aluno/Pilo o A iado 138966-B Disse ação pa a ob enção do G au de Mes e em Ae onáu ica Mili a , na Especialidade de Pilo o A iado Jú i P esiden e: BGEN/ENGAER/082273-G José Manuel F ei as San iago O ien ado : P o . Dou o José Luís Rocha Pe ei a do Nascimen o Vogal: MAJ/PSI/120630-J C is ina Paula de Almeida Fachada Sin a, junho de 2019 ii Es e abalho oi elabo ado com inalidade essencialmen e escola , du an e a equência do cu so de Pilo agem Ae onáu ica cumula i amen e com a a i idade escola no mal. As opiniões do au o , exp essas com o al libe dade académica, epo am-se ao pe íodo em que o am esc i as, mas podem não ep esen a a dou ina sus en ada pela Academia Da Fo ça Aé ea. iii Ag adecimen os De o ma simples e b e e que o ag adece pela con ibuição à minha amília, P o esso Dou o José Luís Nascimen o, à S . Capi ão Ana Gomes, à S a. Sa gen o Ajudan e Dulce Ma ia, aos Hu akans e à Academia da Fo ça Aé ea. À minha amília, pela educação e alo es que me acul a am. Sem o seu con ibu o não se ia o que sou. Ao meu o ien ado , P o esso Dou o José Luís Nascimen o, pela o ien ação, disponibilidade e pelos conselhos que pe mi i am a ealização des a disse ação, pois sem o seu con ibu o a mesma não pode ia oma a o ma que ap esen a hoje. À S a. Capi ão Ana Gomes, pela disponibilidade, dedicação, ajuda e p eocupação. O seu apoio pe mi iu que a ealização des a disse ação osse mais acessí el assim como a sua qualidade inal osse melho . À S a. Sa gen o Ajudan e Dulce Ma ia, pela g ande ajuda e disponibilidade no o necimen o de a igos e li o pa a a ealiza es a disse ação. Ao meu cu so, os 15 “Hu akans”, pelos cinco anos que passamos e i emos na academia. O maio sucesso pa a odos ós. À Academia da Fo ça Aé ea, pelas boas e más expe iências assim como pelos bons e maus exemplos que con ibuí am posi i amen e pa a a minha o mação como mili a e indi íduo. Ob igado a odos, que enha co espondido e que co esponda semp e com as ossas expec a i as. i Resumo O p esen e es udo em como obje i o medi o impac o que a an iguidade na Academia da Fo ça Aé ea em nos alo es humanos e no comp ome imen o o ganizacional com a Fo ça Aé ea. P ocu ou-se simul aneamen e, a e igua se os alo es in luenciam o comp ome imen o, e quais es ão associados ao mesmo. A amos a é compos a po 153 mili a es da Academia da Fo ça Aé ea, dos quais 135 são alunos (ETM, 1ºano, 2ºano, 3ºano, 4ºano e 5ºano), do ano le i o 2018/2019, e 18 são o iciais. Foi u ilizada uma me odologia quan i a i a de ecolha e análise de dados, sendo u ilizado como ins umen o de pesquisa um ques ioná io cons i uído po ês pa es. A p imei a pa e isa ca ac e iza e iden i ica a amos a in es igada. A segunda pa e, desen ol ida com ecu so ao In en á io de alo es humanos de Schwa z (2003), p ocu a indica os alo es, e a úl ima pa e, baseada no “Modelo da ês Componen es” de Meye e Allen (1997), p e ende a e igua os aspe os ela i os ao comp ome imen o o ganizacional. O seguin e es udo conseguiu demons a que a an iguidade em uma in luência signi ica i a no comp ome imen o o ganizacional. No en an o, a mesma si uação não oi e i icada pa a os alo es humanos, uma ez que apenas os alo es de es imulação ap esen a am di e enças signi ica i as com a an iguidade. Não oi igualmen e possí el comp o a a exis ência de uma elação di e a en e os alo es humanos e o comp ome imen o o ganizacional. Pala as-cha e: An iguidade, Valo es Humanos, Comp ome imen o O ganizacional, Academia da Fo ça Aé ea Abs ac The main objec i e o his s udy is o measu e he impac o senio i y wi h he human alues and he o ganiza ional commi men in he Po uguese Ai Fo ce Academy. The second objec i e was, simul aneously, o know i alues in luence he commi men , and which ype o alues associa e wi h he same. The s udy sample consis s o 153 mili a ies o Po uguese Ai Fo ce Academy, which hose 135 a e s uden (ETM, 1s yea , 2nd yea , 3 d yea , 4 h yea and 5 h yea ), in he academic yea 2018/2019, and 18 a e o ice s. A quan i a i e me hodology was used o da a ga he ing and analysis and he esea ch ins umen was a ques ionnai e ha consis s in h ee pa s. The aim o he i s pa was o iden i y and cha ac e ize he sample in s udy. The second pa , which was de eloped based on he Schwa z Value Su ey (2003), p e ended o iden i y he human alues, and he las pa based on Meye and Allen’s ‘Th ee-Componen Model o Commi men ’ (1997) aims o know he o ganiza ional commi men o he sample. The p esen s udy was able o p o e a signi ica i e in luence o senio i y in o ganiza ional commi men . Howe e , he same si ua ion was no p o en o he human alues, since jus s imula ion alues show signi ica i e esul s wi h senio i y. I was also impossible o e i y a di ec ela ionship be ween human alues and o ganiza ional commi men . Keywo ds: Senio i y, Human Values, O ganiza ional Commi men , Ai Fo ce Academy. i Índice Ag adecimen os ....................................................................................................... iii Resumo ..................................................................................................................... i Abs ac ...................................................................................................................... Índice ......................................................................................................................... i Índice de Figu as .................................................................................................... iii Índice de Tabelas ..................................................................................................... ii Lis a de Ab e ia u as e Siglas ............................................................................... iii 1. In odução .......................................................................................................... 1 1.1 Obje i os do es udo .................................................................................... 3 2. Re isão da Li e a u a ........................................................................................... 4 2.1 Valo es ............................................................................................................. 4 2.1.1 Teo ia de Rokeach ........................................................................................... 5 2.1.2 A eo ia de Schwa z ....................................................................................... 8 2.2 Comp ome imen o O ganizacional ................................................................. 13 2.2.1 Comp ome imen o A i udinal e Compo amen al ...................................... 15 2.2.2 Modelo de Meye e Allen ............................................................................... 16 2.2.3. As causas, consequências e os co ela os do comp ome imen o o ganizacional ........................................................................................................ 18 2.3 Relação en e Valo es Humanos e Comp ome imen o O ganizacional ....... 22 2.4 Hipó eses .......................................................................................................... 23 3. Me odologia ........................................................................................................ 26 3.1 População e Amos a ....................................................................................... 26 3.2. Ques ioná io .................................................................................................... 28 3.2.1. Escala de Valo es Humanos de Schwa z .................................................. 28 3.2.2 Modelo do Comp ome imen o O ganizacional de Meye e Allen .............. 29 3.3. Opções no a amen o de dados .................................................................... 30 ii 4. Análise dos esul ados ...................................................................................... 32 4.1. Validação ace à amos a ................................................................................ 32 4.1.1. Modelo de Medida dos Valo es Humanos ................................................. 32 4.1.2. Comp ome imen o O ganizacional ............................................................. 37 4.2. Re o mulação das Hipó eses ......................................................................... 40 4.3 Es ima i a do Modelo p opos o e Tes e das Hipó eses Re o muladas ....... 42 4.4 Es a ís ica desc i i a ........................................................................................ 47 4.5 Análise das Di e enças e E ei os Mode ado es ............................................. 48 4.5.1 Mul ig upos .................................................................................................... 48 4.6 Tes e das Hipó eses ......................................................................................... 53 5. Discussão dos Resul ados ................................................................................ 55 6. Conclusões ......................................................................................................... 60 6.1 Limi ações do Es udo ...................................................................................... 62 6.2 Di eções pa a u u as pesquisas .................................................................... 63 7. Re e ências Bibliog á icas ................................................................................ 64 8. Anexos ................................................................................................................. 70 iii Índice de Figu as Figu a 1 - Es u u a dos Valo es Humanos .............................................................. 11 Figu a 2 - Dinâmicas da es u u a dos alo es uni e sais ........................................ 13 Figu a 3 - Modelo das ês Componen es do Comp ome imen o O ganizacional, an eceden es, co ela os e consequências .............................................................. 21 Figu a 4 - Modelo Concep ual .................................................................................. 25 Figu a 5 - Modelo da AFC pa a os Valo es de Au o anscendência ......................... 35 Figu a 6 - Modelo da AFC pa a os Valo es de Au op omoção ................................. 36 Figu a 7 - Modelo da AFC pa a o COAFE ................................................................ 39 Figu a 8 - Modelo da AFC pa a o CONOR ............................................................... 39 Figu a 9 - Modelo da AFC pa a o COCAL ................................................................ 40 Figu a 10 - Modelo P opos o com base na Hipó eses Re o muladas ....................... 41 Figu a 11 - Modelo 3 (M3) ........................................................................................ 43 Figu a 12 - Modelo 2 (M2) ........................................................................................ 43 Figu a 13 - Modelo Final ........................................................................................... 44 ii Índice de Tabelas Tabela 1 - Valo es Ins umen ais e Te minais ............................................................ 7 Tabela 2 - Tipos de Comp ome imen o .................................................................... 18 Tabela 3 - An eceden es, co ela os e consequen es do comp ome imen o o ganizacional .......................................................................................................... 19 Tabela 4 - Dis ibuição po ca ego ia ........................................................................ 27 Tabela 5 - Dis ibuição po sexo ............................................................................... 27 Tabela 6 - Análise Fa o ial Explo a ó ia dos Valo es ................................................ 33 Tabela 7 -Análise Fa o ial Explo a ó ia do Comp ome imen o O ganizacional......... 38 Tabela 8 - Tes e das Hipó eses Re o muladas ......................................................... 45 Tabela 9 - Coe icien e de de e minação ................................................................... 47 Tabela 10 - Média, Des io Pad ão, e coe icien e de co elação en e os Valo es Humanos e o Comp ome imen o O ganizacional ..................................................... 47 Tabela 11 - Análise mul ig upos: Mode ação da a iá el an iguidade ...................... 49 Tabela 12 - Média e Des io Pad ão dos Alunos e O iciais da AFA (pos -hoc HSD de Tukey) ...................................................................................................................... 50 Tabela 13 - Valo de p- alue e ácio das médias dos quad ados (ANOVA) ............ 52 6 III. Os alo es es ão dispos os em sis emas de alo es; IV. A cul u a, as sociedades, as ins i uições e a pe sonalidade azem pa e dos an eceden es dos alo es; V. As consequências dos alo es humanos endem a mani es a -se em odos os enómenos de es udo das ciências sociais. Pa a Rokeack (1973) os alo es são adqui idos de o ma absolu a, pois os compo amen os ou es ados- inais são ensinados semp e de manei a desejá el. Ninguém é ensinado a “se um pouco hones o ou lógico ou p ospe a só po um pouco de sal ação ou paz” (Rokeack, 1973, p. 6). Apesa de Rokeack (1973), conside a os alo es es á eis, es es podem so e al e ações, de ido à ma u idade e às expe iências adqui idas pelo indi íduo ao longo do empo. São essas i ências e expe iências i idas pelo sujei o que ão con ibui pa a a hie a quização dos alo es. A ap endizagem indi idual não az com que as pessoas sejam desp o idas de alo es, no en an o os indi íduos possuem-na, mas em pequeno núme o, sendo possí el a sua quan i icação. Ap esen am duas dimensões: a dimensão dos alo es e minais e a dos alo es ins umen ais (Rokeach, 1973). Os alo es e minais de inem-se como es ados- inais de exis ência que a pessoa p ocu a a ingi du an e a sua ida. Es es di idem-se em alo es pessoais e alo es sociais. Po sua ez, os alo es ins umen ais são p e e ências compo amen ais, decompondo-se em alo es mo ais, que desencadeiam no indi íduo sen imen os de culpa quando in ingidos, e alo es de compe ência, sendo es es in apessoais, êm uma componen e lógica que azem com que a pessoa se sin a en e gonhada quando os ansg ide. O sujei o pa a a ingi as me as p e endidas, is o é, os alo es e minais, e á de cump i com os alo es ins umen ais (Rokeach, 1973). Pe an e a disposição dos alo es em e minais e ins umen ais, oi elabo ado uma lis a de 18 alo es de ambos. Apesa de inicialmen e se compos a po 24 alo es, Rokeach (1973) conside ou e omi ido alo es impo an es ampliando 7 pos e io men e pa a 36 alo es. Essa lis a az pa e da “Rokeach Value Su ey” elabo ada pa a analisa os alo es humanos. Tabela 1 - Valo es Ins umen ais e Te minais Valo es Ins umen ais Valo es Te minais Ambição Uma ida p óspe a Espí i o Abe o Uma ida exci an e Compe ência Um sen ido de ealização Aleg ia Um mundo de paz Pu eza Um mundo de beleza Co agem Igualdade Pe dão Segu ança amilia Auxílio aos ou os Libe dade Hones idade Felicidade Imaginação Ha monia in e io Independência Amo In eligência Segu ança Nacional Racionalidade P aze A e i idade Sal ação Obediência Au o-es ima Simpa ia Reconhecimen o social Responsabilidade Amizade Au o-con olo Sabedo ia Fon e: Adap ado Rokeach (1973, p. 28) A lis a de alo es elabo ada po Rokeach (1973), ( abela 1), ap esen a uma limi ação, econhecida pelo au o , quan o à sua uni e salidade. Os alo es suge idos po Rokeach (1973) ep esen a am a sociedade no e-ame icana, o que po sua ez limi a a a aplicação em di e en es países e cul u as, apesa da adequação e legi imidade que e e baseado em in es igações pos e io es em di e en es países (Almeida, 2010). Como já oi e e ido nes e es udo, Rokeach (1973) ambém di ide os alo es em ês componen es: 8 I. Cogni i a – são as ideias e conhecimen o que o indi íduo possui sob e as o mas de agi co e amen e ou os obje i os inais que p e ende a ingi ; II. A e i a – é a pa e sen imen al e emocional que es á associado aos alo es do indi íduo. Es e ap o a os alo es que demons am compo amen os posi i os e desap o a aqueles que demons am compo amen os nega i os; III. Compo amen al – é o modo que desencadeia a ação do indi íduo, de agi de uma melho manei a em ez de ou a. Independen emen e das limi ações que os seus es udos ap esen a am, Rokeach (1973) pe mi iu, acima de udo, a es imulação do es udo sob e os alo es. A emá ica da axiologia não oi a mesma após os es udos pionei os de Rokeach endo pos e io men e, Schwa z e Bilskey (1987) o mulado uma no a eo ia dos alo es. Shalom Schwa z p opõem mais a de uma no a eo ia sob e os alo es humanos que i á a o na -se num dos es udos mais e e enciados e ado ados pelo mundo in ei o. 2.1.2 A eo ia de Schwa z Shalom Schwa z é um psicólogo que desen ol eu a eo ia dos alo es humanos básicos, uma das mais econhecidas eo ias axiológicas em odo o mundo. A sua eo ia, jun amen e com a es u u a que elabo ou ao longo de dez anos, ela i amen e aos alo es, es á con i mada com base em 233 amos as e 68 países (Schwa z, 2006). Segundo o au o , a uni e salidade dos alo es de e- se ao ac o de es es e em como o igem a sa is ação de um ou mais dos ês equisi os básicos da exis ência humana. Esses equisi os são a necessidade biológica, a necessidade de in e ação social coo denada e a necessidade do bem-es a cole i o (Schwa z, 1992) Schwa z (1992) de ine alo como um obje i o p e endido com uma impo ância e sá il que em como esul ado o ien a a ida das pessoas. De aco do com o au o , os alo es são c enças es ando es as ligadas às emoções despole ando sen imen os posi i os ou nega i os quando eque idos. Têm igualmen e um ca ác e mo i acional, ou seja, são me as p e endidas que os indi íduos p ocu am a ingi . 9 Os alo es ambém são ans-si uacionais, usados como c i é io de a aliação ou seleção assim como êm uma impo ância subje i a. P imei o po se em obje i os abs a os, os alo es dis inguem-se das no mas e a i udes, po es es se em no malmen e ações e si uações especí icas. Segundo, po que a a aliação de pessoas, ações, polí icas, en e ou as, é baseado no sis ema de alo es de cada indi íduo. Po úl imo, a sua impo ância é ela i a po que cada pessoa (ou cul u a) hie a quiza os alo es po o dem de p io idades (Schwa z, 1992, 1994) Fez-se an e io men e e e ência às ca ac e ís icas de odos os alo es. Pa a Schwa z (2012), o que az dis ingui um alo de ou o é o ipo de obje i o ou mo i ação que es e exp essa ace ao indi íduo. Com uma uni e salidade cul u al, uma ez que oi aplicada em 20 países, a escala “Schwa z Values Su ey” (SVS) con ibuiu pa a um a anço nos es udos axiológicos. A escala “Schwa z Values Su ey” con ibuiu pa a a iden i icação dez ipos de alo es mo i acionais comuns à g ande pa e das amos as ecolhidas. Como e e ido an e io men e, es a es u u a e eo ia dos alo es inha como base 210 amos as de 67 países, como espos as de 64271 pessoas (Schwa z, 2005) endo em 2006 sido aplicado em 68 países com base em 233 amos as (Schwa z, 2006). Ap esen ados numa disposição ci cula ( igu a 1), os dez alo es mo i acionais (Schwa z, 1994; Schwa z, Melech, Lehmann, Bu gess e Ha is, 2001) são comuns em qualque con ex o cul u al e apenas di e em no g au de impo ância que cada indi íduo lhe a ibui. Podem se ca ac e izadas desc e endo as suas mo i ações cen ais sendo elas: I. Realização – sucesso pessoal a a és da demons ação de compe ências de aco do com c i é ios socias; II. Pode – o p es ígio e o s a us social, con olo e o domínio sob e as pessoas e ecu sos; III. Segu ança – ha monia e a es abilidade na sociedade, nas elações e com o p óp io indi iduo; 10 IV. Con o midade – es ição de ações, inclinações e impulsos que possam magoa ou p ejudica ou os e iola expec a i as sociais ou no mas; V. T adição – espei o, comp ome imen o e a acei ação dos cos umes e ideias que se encon am cul u almen e es abelecidas; VI. Bene olência – p ese a e p omo e o bem-es a daqueles com quem nos encon amos equen emen e; VII. Uni e salismo – comp eende , ap ecia , ole a e p o ege o bem- es a de odos os indi íduos e da na u eza; VIII. Au ode e minação - independência de pensamen os e de ação, escolhe , c ia e explo a ; IX. Es imulação – exci ação, no idade e desa ios da ida; X. Hedonismo – p aze e g a i icação consigo mesmo. Segundo a eo ia ap esen ado po Schwa z (1992, 1994, 2005), os alo es enunciados an e io men e, con e em en e si uma elação dinâmica. Po exemplo, uma pessoa que p ocu e a ingi alo es de ealização pode en a em con li o com alo es de bene olência, uma ez que a busca de sucesso pessoal pode en a em con li o com ações que p ocu em aze o bem-es a de ou o. Da mesma o ma, o alo de ealização po pa e de um indi íduo compa ibiliza com o alo de pode , pois a p ocu a po sucesso pessoal pode e o ça ações de au o idade e posição social pe an e os ou os. Es a elação de cong uência ou con li o en e os alo es, é bem isí el a a és da o ganização dos alo es mo i acionais numa es u u a ci cula . Quan o mais jun os dois alo es se encon a em na es u u a ci cula , em qualque di eção, mais simila se ão as mo i ações subjacen es. Da mesma o ma, quan o mais dis an es es ão dois alo es, mais an agónicas se ão as mo i ações subjacen es. A es u u a elabo ada po Schwa z (1992) dispõe os alo es mo i acionais que es abelece uma oposição e p oximidade en e eles, possibili a ag upa os mesmos em duas dimensões bipola es de o dem supe io . Esses dois eixos opõem a Abe u a à Mudança à Conse ação e a Au op omoção à Au o anscendência. 11 Fon e: Adap ado de Schwa z, (2012, p. 9) No eixo Abe u a à Mudança e sus Conse ação dispõe os alo es au ode e minação, hedonismo e es imulação em unção de pensamen os e ações que con ibuam pa a mudança, assim como a abe u a a no as expe iências. Po ou o lado, a Conse ação a que pe encem os alo es segu ança, con o midade e adição, en a iza a esis ência à mudança, a es abilidade e a p ese ação das adições. No eixo Au o anscendência e sus Au op omoção os alo es de bene olência e uni e salismo con ibuem pa a a p ospe idade, in e esse e bem- es a do cole i o, enquan o os alo es de hedonismos, ealização e pode , enquad ados com o polo Au op omoção, es ão o ien ados pa a mo i ações egoís as cen adas no bem-es a pessoal. O alo hedonismo pa ilha ca ac e ís icas mo i acionais an o pa a a dimensão Au op omoção como pa a a dimensão Abe u a à Mudança. Figu a 1 - Es u u a dos Valo es Humanos 12 A cong uência e con li o en e alo es na omada de decisões não é a única dinâmica na o ganização da es u u a de alo es. Em abalhos de e isão da Teo ia dos Valo es Humanos, Schwa z (2012) e e e mais dois p incípios dinâmicos: a egulação dos in e esses indi iduais e cole i os pelos alo es; e a elação que os alo es êm com a ansiedade. Valo es de pode , ealização, hedonismo, es imulação e au ode e minação egulam a o ma como os indi íduos exp essam as suas ca ac e ís icas e os seus in e esses pessoais. Já a manei a como as pessoas se elacionam socialmen e com ou os indi íduos e in luenciam os seus in e esses é egulado p ima iamen e pelos alo es de uni e salismo, bene olência, con o midade, adição e segu ança. Os alo es uni e salismo e segu ança êm um papel singula de ido à p op iedade de se em “ alo es on ei iços”, pois apesa de se em de componen e al uís a, os seus obje i os egulam igualmen e in e esses pessoais (Schwa z, 2012). A p ocu a dos alo es de Au op omoção, (pode e ealização), e de Conse ação (con o mismo, adição e segu ança) ajudam a en en a a ansiedade, de ido à ince eza ísica e social exis en e no mundo. Designam-se es es alo es como au o p o e i os. Valo es de con o mismo di icul am a exis ência de con li os, pode p omo e a i amen e no con olo de ameaças enquan o que a adição e segu ança man êm a o dem. Po sua ez os alo es de hedonismo, es imulação, au ode e minação, uni e salismo e bene olência con ibuem pa a a inexis ência de ansiedade uma ez que mo i a obje i os que colabo em dessa o ma. Ca ac e izam-se como alo es que p ocu am o desen ol imen o e expansão do se humano. Pa a Schwa z (2012), a elação que os alo es êm com os in e esses e ansiedade ajudam a p e e e en ende o papel que os alo es êm em di e en es a i udes e compo amen os. A igu a 2 pe mi e uma isualização aquilo que an e io men e oi explicado. A g ande acei ação po pa e po pa e da comunidade cien í ica, ace aos esul ados das amos as ap esen adas pelos es udos de Schwa z, azem da sua eo ia uma das mais c edí eis. Independen emen e disso, o es udo dos alo es 13 con inua a se ei o, ha endo ainda um longo caminho na in es igação dos mesmos. Fon e: Adap ado de Schwa z, (2006, p.12) 2.2 Comp ome imen o O ganizacional O comp ome imen o o ganizacional, ao longo dos úl imos anos, em indo a se p o undamen e es udado de ido às elações posi i as que es abelece com as o ganizações, no que conce ne à p odu i idade e e icácia, assim como a edução do absen ismo e um inc emen o no desempenho. A ualmen e o es udo do comp ome imen o o ganizacional encon a-se bas an e desen ol ido, apesa de nos p imó dios a pala a comp ome imen o se a ada como uma pala a que não eque ia de inição (Becke , 1960). A g ande di e sidade de in es igações, que exis e disponí el a é aos dias de hoje, p ocu a en ende e de ini o concei o de comp ome imen o. No en an o Figu a 2 - Dinâmicas da es u u a dos alo es uni e sais 14 ainda não há uma unanimidade en e os es udiosos nes a á ea (Cas o, 2013). Independen emen e da al a de conco dância que pode exis i en e pesquisado es, en ende-se compo amen o o ganizacional como o ínculo ou ligação que o indi iduo es abelece com a o ganização a que pe ence e p ocu a pe manece . Os p imó dios do es udo do comp ome imen o en ol e am di e sos au o es ais como Becke (1960) que se concen ou na lealdade dos abalhado es, p ocu ando es uda os mecanismos que desencadea am o comp ome imen o. E zioni, em 1961, desen ol eu uma ipologia de en ol imen o baseando-se no con olo o ganizacional e o papel do pode pa a con ola os abalhado es. Pa a o au o , o comp ome imen o ep esen a a a in e io ização po pa e do indi íduo dos obje i os e alo es da o ganização. Es a de inição ia o comp ome imen o como unidimensional. Pa a Buchanan (1974) as pessoas que se comp ome em com uma de e minada ins i uição endencialmen e iden i icam-se com as me as e alo es p opos os pela mesma. Des a manei a, os indi íduos es abelecem uma ligação com a ins i uição. Ma sh e Manna i (1977) de ende am que um colabo ado comp ome ido com a sua emp esa em o de e mo al de pe manece nes a, independen emen e daquilo que a emp esa lhe possa acul a ao longo do empo. Mowday, Po e e S ee s (1979) i am o comp ome imen o como uma elação a i a en e indi iduo e o ganização, na qual o colabo ado p ocu a con ibui posi i amen e pa a a o ganização. Pa a os au o es (1982), o comp ome imen o se ia uma o ça de iden i icação e de en ol imen o que o indi íduo e ia com uma de e minada o ganização. Segundo Lincoln e Kallebe g (1990) o comp ome imen o o ganizacional ep esen a a a o ma como os indi íduos se e iam na o ganização assim como a conco dância com os seus alo es e obje i os. Pa a os au o es, colabo ado es que demons em um ele ado comp ome imen o com a o ganização, ap esen am um maio empenho na ealização do seu abalho e no cump imen o dos obje i os es ipulados pela o ganização. 15 Meye e Allen (1991), de ini am o comp ome imen o como um es ado psicológico que pe mi e ca ac e iza a elação que o colabo ado em com a o ganização, assim como as implicações pa a a decisão de con inua a pe ence à mesma. Segundo os au o es, o comp ome imen o o ganizacional em uma componen e mul idimensional e não unidimensional como Becke (1960) ap esen a a na sua concep ualização. Sil a (2016, p. 16) e e iu-se ao compo amen o o ganizacional como uma “ o e c ença de acei ação dos alo es e obje i os o ganizacionais, na p on idão pa a exe ce um es o ço conside á el em bene ício da o ganização e num o e desejo de se man e na o ganização”. Apesa das inúme as de inições de comp ome imen o o ganizacional, que di e em na o ma como a ligação do indi íduo é es abelecida com a o ganização, êm como pon o comum, em conc e o, a exis ência de um ínculo en e colabo ado e ins i uição. Es udos em meados dos anos 80 con ibuí am o emen e pa a a comp eensão do comp ome imen o em di e sas á eas. Des a o ma, os concei os unidimensionais de am luga aos mul idimensionais, ala gando assim ao longo dos anos o aumen o de li e a u a ela i a ao comp ome imen o. 2.2.1 Comp ome imen o A i udinal e Compo amen al Como e e ido an e io men e, nas úl imas décadas, o es udo pa a cla i ica o concei o de comp ome imen o o ganizacional em indo a se e o çado, con ibuindo pa a dois caminhos conside a elmen e díspa es: o comp ome imen o a i udinal e o comp ome imen o compo amen al. Enquan o que a p imei a expõe a a iação da elação en e o indi íduo e uma o ganização, a segunda dis ingue de en e as o ganizações aquela a que le a o colabo ado a ica comp ome ido (Meye e Allen, 1997). Buchanan (1974) de inia o compo amen o o ganizacional como a ligação a e i a que o indi íduo inha com os obje i os e alo es de que a o ganização pa ilha a. Pa a o au o , que pa ilha a uma isão a i udinal, o comp ome imen o o ganizacional consis ia em ês componen es: (1) Iden i icação, que consis ia na assimilação dos alo es e me as da o ganização como se ossem seus; (2) 22 2.3 Relação en e Valo es Humanos e Comp ome imen o O ganizacional Os alo es humanos e o comp ome imen o o ganizacional êm um g ande con ibu o pa a as o ganizações. Po um lado, os alo es ep esen am compo amen os desejá eis po pa e dos indi íduos. Ce os alo es po enciam a mo i ação, supe ação da ansiedade e desen ol imen o pessoal (Schwa z e al., 2012). As o ganizações podem e in e esse em que os seus colabo ado es enham ais ca ac e ís icas. Po ou o lado, o comp ome imen o o ganizacional ca ac e iza-se pelo ínculo que o indi íduo es abelece com a o ganização. Em di e sas in es igações (Meye e Allen, 1997; Meye e al., 2002), o comp ome imen o demons ou uma elação posi i a com o desempenho e a diminuição do absen ismo e do u no e . Cas o (2013) concluiu a a és do seu es udo aplicado à Ma inha e Escola Na al que an o os alo es humanos como o comp ome imen o o ganizacional e am in luenciados pela an iguidade. Segundo o au o , não oi possí el es abelece uma elação di e a en e os alo es e o comp ome imen o. A elação en e os alo es humanos e o comp ome imen o o ganizacional em indo a se in es igada nas úl imas duas décadas. Num es udo ealizado, a Abe u a à Mudança ap esen a-se como um p ognós ico nega i o da componen e a e i a do comp ome imen o o ganizacional, enquan o que nenhum dos alo es humanos ep esen a a elação signi ica i a com a componen e calcula i a (Glaze , Daniel e Sho , 2004) A ciniega e González (2006) concluí am no seu es udo sob e os alo es no abalho e comp ome imen o o ganizacional, que a Au o anscendência e a Abe u a à Mudança e am p edi o es da componen e a e i a, a Abe u a à Mudança e a p edi o da componen e no ma i a e a Conse ação da componen e calcula i a. Cohen (2010) desen ol eu um es udo sob e os alo es e o comp ome imen o, chegando à conclusão de que alo es de bene olência e de con o midade se elaciona am posi i amen e com o comp ome imen o o ganizacional. Segundo a in es igação, ealizada pelo au o , e elou que a 23 segu ança, que pe ence ao polo Conse ação, em uma elação posi i a com a componen e a e i a do comp ome imen o o ganizacional. Um es udo de Tamayo e al. (2001), aplicado a duas emp esas es a ais b asilei as, inha igualmen e expos o a elação posi i a que a Conse ação ap esen a a como p edi o do comp ome imen o a e i o. 2.4 Hipó eses Vá ios es udos na á ea dos alo es indicam que a idade ep esen a uma a iá el que in luencia os alo es humanos (Lyons, 2006; Schwa z 2006, 2012). Segundo Van De Wal, De G aa e Las huizen (2008) a idade assim como o empo que se encon a emp egado in luencia os alo es dos colabo ados. Pa a Schwa z (2006, 2012) a idade é um a o a conside a na a aliação dos alo es. O au o enuncia que com o aumen o da idade, os alo es conse a i os endem a aumen a e os alo es de abe u a à mudança ap esen am uma diminuição. Ou o es udo que e i ica uma mudança dos alo es ao longo do empo, é a in es igação ei a po Cas o (2013) a o iciais e alunos da Ma inha, no qual e i icou a ap oximação dos alo es dos alunos mais an igos com os alo es dos o iciais. Pe an e o que an e io men e oi mencionado, elabo a am-se as seguin es hipó eses: H1: Os alo es dos alunos, ao longo dos anos, ão se uni o mizando com os alo es dos o iciais do QP da AFA. Es á es abelecido que que a idade como a an iguidade, ou seja, o empo que um indi íduo pe manece na o ganização, em um papel como an eceden es do comp ome imen o o ganizacional (Ma hieu e Zajac, 1990; Meye e Allen, 1997; Meye e al., 2002). Um es udo sob e o comp ome imen o o ganizacional nas Fo ças A madas Po uguesas, elabo ado po Sil a (2016), concluiu que odas as componen es ap esen a am alo es acima do pon o médio da escala, sendo que a componen e a e i a ap esen a a os esul ados mais al os, seguindo-se a componen e calcula i a. Po úl imo, apesa de se em alo es acima da média, a componen e no ma i a ap esen ou os alo es mais baixos. Cas o (2013) expõe no seu es udo que nos alunos da Escola Na al, o comp ome imen o 24 o ganizacional é in luenciado pela an iguidade. Pa a o au o , o comp ome imen o a e i o ap esen a os alo es mais al os ace ao no ma i o e calcula i o, pela espe i a o dem. No en an o a componen e calcula i a ep esen a igualmen e como uma o ça incula i a à o ganização, apesa de ap esen a alo es in e io es ace às es an es componen es. Fachada (2015) in es igou a in enção em pe manece na o ganização po pa e dos pilo os a iado es na Fo ça Aé ea. Segundo a au o a, o comp ome imen o po pa e dos o icias da especialidade pilo o a iado associa a-se posi i amen e com a idade/an iguidade. As hipó eses seguin es baseiam-se naquilo que oi e e ido acima. H2a: Os alunos da AFA desen ol em, ao longo do empo, um comp ome imen o o ganizacional a e i o com a FA. H2b: Os alunos da AFA desen ol em, ao longo do empo, um comp ome imen o o ganizacional no ma i o com a FA. H2c: Os alunos da AFA desen ol em, ao longo do empo, um comp ome imen o o ganizacional calcula i o com a FA. O es udo de Cas o (2013), aplicado à Ma inha e Escola Na al oi inconclusi o quan o à elação en e os alo es e o comp ome imen o. Meye e al. (2013) co elaciona am na sua in es igação, aplicada ao meio mili a , que indi íduos com pe is em que a componen e calcula i a e a dominan e, ap esen a am alo es mais ele ados de ansiedade. Segundo Schwa z (2012) os alo es de Conse ação e Au op omoção são baseados em ansiedade, pois ajudam a en en á-la. Di e sos au o es e e em que o alo Conse ação es abelece uma elação posi i a como p edi o do comp ome imen o a e i o (Cohen, 2010; Tamayo e al., 2001). O es udo de A ciniega e González (2006), os alo es de Abe u a à Mudança e a Au o anscendência e am apon ados como p edi o es do comp ome imen o a e i o. No en an o, Glaze , Daniel e Sho (2004) indica am 25 que a Abe u a à Mudança e a um alo que se elaciona a nega i amen e com a componen e a e i a. Baseado no que an e io men e oi e e ido, o mula am-se as seguin es hipó eses: H3a: O alo de Conse ação de e mina posi i amen e o comp ome imen o a e i o. H3b: Os alo es de Conse ação e Au op omoção de e mina posi i amen e o comp ome imen o calcula i o. H3c: O alo de Au o anscendência de e minam posi i amen e o comp ome imen o a e i o. A igu a 4 ep esen a o modelo p opos o pa a o p esen e es udo. Valo es Humanos Comp ome imen o O ganizacional Figu a 4 - Modelo Concep ual, elabo ado pelo au o An iguidade 26 3. Me odologia O p esen e es udo p ocu ou, a a és da Re isão da Li e a u a, desen ol e um enquad amen o eó ico pe inen e pa a a ealização des a in es igação, desde a elabo ação das suas hipó eses a é às conclusões enunciadas na mesma. Nes e capí ulo se ão ap esen ados os mé odos de in es igação u ilizados, os ins umen os de ecolha de dados e os auxílios in o má icos u ilizados pa a o p ocessamen o e análise dos dados. Tendo em con a a na u eza da in es igação, op ou-se po uma me odologia com ca ac e ís icas quan i a i as. 3.1 População e Amos a A população é cons i uída po 153 indi íduos, sendo odos alunos e o iciais da Academia da Fo ça Aé ea o que co esponde aos alunos e o iciais da AFA du an e o ano le i o de 2018/2019. Na AFA são lecionados dois ipos de cu sos: o Cu so de Mes ado em Ae onáu ica Mili a (CMAM) e o Es ágio Técnico Mili a (ETM). As especialidades de Pilo o A iado (PILAV), Medicina (MED), Engenha ia Ae onáu ica (ENGAER), Engenha ia Ele o écnica (ENGEL), Engenha ia de Ae ód omos (ENGAED) e Adminis ação Ae onáu ica (ADMAER), azem pa e do Cu so de Mes ado em Ae onáu ica Mili a (CMAM), e isam o ing esso no Quad o Pe manen e dos u u os o iciais da Fo ça Aé ea. O ETM, isa a in eg ação de o icias do egime de con a o com pelo menos ês anos de se iço no Quad o Pe manen e da Fo ça Aé ea, em di e en es especialidades que a AFA não o ma ab ini io. A amos a é de con eniência sendo cons i uída po 135 sujei os que co espondem a alunos da AFA e a 18 o iciais. A exclusão dos alunos do 6ºano de e-se a es es se encon a em no Ti ocínio, azendo com que a amos a des e ano osse pouco ep esen a i a des a ca ego ia ( abela 4). 27 Tabela 4 - Dis ibuição po ca ego ia F equência Pe cen agem 1ºano 34 11,8% 2ºano 30 12,4% 3ºano 21 22,2% 4ºano 17 19,6% 5ºano 14 13,7% ETM 19 11,1% O iciais 18 9,2% To al 153 100% (Elabo ação p óp ia) Maio i a iamen e a amos a é cons i uída po sujei os do sexo masculino ( abela 5). Tabela 5 - Dis ibuição po sexo F equência Pe cen agem Feminino 28 18,3% Masculino 125 81,7% To al 153 100% (Elabo ação p óp ia) De ido à eduzida dimensão da população decidiu-se não inclui mais a iá eis desc i i as de ca ac e ização da amos a. 28 3.2. Ques ioná io O ques ioná io elabo ado pa a es e es udo é cons i uído po ês pa es. A p imei a pa e em como obje i o iden i ica o pe il da amos a a se es udada, sendo a única pa e que di e e en e o ques ioná io aplicado aos o iciais e o ques ioná io aplicado aos alunos. A segunda pa e p ocu a iden i ica os alo es humanos da amos a, a a és da escala de alo es humanos de Schwa z (2003). A úl ima pa e é es u u ada em ol a do modelo do comp ome imen o o ganizacional de Meye e Allen (1997), adap ada ao con ex o po uguês, de o ma a analisa os aços do comp ome imen o o ganizacional da amos a em es udo. No en an o, hou e a necessidade de subs i ui a pala a “emp esa” po “Fo ça Aé ea”, com o obje i o de adap a o ques ioná io ao meio mili a . O ques ioná io encon e-se nos anexos A1 e A2. O ins umen o de pesquisa, após au o ização p é ia po pa e da Academia da Fo ça Aé ea, consis iu na disponibilização do ques ioná io online, especi icamen e, Google o ms, sendo es e aplicado aos alunos e o icias da AFA do ano le i o 2018/2019, du an e o mês de janei o de 2019. 3.2.1. Escala de Valo es Humanos de Schwa z A Escala de Valo es Humanos de Schwa z (2003), u ilizada nes a pesquisa, consis e em 21 i ens baseados nos 10 alo es mo i acionais de Schwa z. A escala a ia de 1 a 6, co espondendo espe i amen e a: “não em nada a e comigo” (1); “não é pa ecido comigo” (2); “é pouco pa ecido comigo” (3); “é mais ou menos pa ecido comigo” (4); “é pa ecido comigo” (5) e “é exa amen e como eu” (6). Baseado em amos as ep esen a i as de 20 países, Schwa z (2006) ap esen a, quan o à iabilidade da escala de alo es humanos, consis ência in e na em média de α=0,56, com alo es a a ia en e α=0,36 ( adição) e α=0,70 ( ealização). Os alo es de alpha de c onbach pa a es e es udo encon am-se en e os alo es de α=0,05 e α=0,781, con e indo-lhe uma média de α=0,543. Apesa de 29 não cump i com os equisi os do c i é io de Nunnally (1978), os alo es são p óximos dos ob idos po Schwa z (2006). 3.2.2 Modelo do Comp ome imen o O ganizacional de Meye e Allen A Escala de Comp ome imen o O ganizacional de Meye e Allen (1997), adap ado pa a a con ex o po uguês po Nascimen o, Lopes e Salguei o (2008), oi u ilizada pa a a medi o comp ome imen o o ganizacional nes e es udo, endo exis ido al e ações de o ma a se mais pe ce í el pa a a população da amos a. Conside ando o comp ome imen o o ganizacional como um cons uc o mul idimensional, as componen es a e i a, calcula i a e no ma i a, o am, cada uma, medidas com ecu so de uma escala especí ica: Escala de Comp ome imen o A ec i o (“A ec i e Commi men Scale”), Escala de Comp ome imen o Calcula i o (“Con inuance Commi men Scale”) e Escala de Comp ome imen o No ma i o (“No ma i e Commi men Scale”). Cada escala é cons i uída po a i mações ep esen a i as que es á a se medida. A Escala de Comp ome imen o O ganizacional de Meye e Allen (1997) é compos a po 19 i ens, é espondida po pa e dos indi íduos solici ando aos mesmos que assinalem a opção que melho ep esen a as a i udes e sen imen os que mani es am em elação à sua o ganização, sendo nes e caso a Fo ça Aé ea, com ecu so a uma escala do ipo Like de 7 pon os, que a ia en e “disco do o almen e” (1) a “conco do o almen e” (7). A Escala de Comp ome imen o O ganizacional de Meye e Allen, e e a sua p imei a e são em 1990, na qual as ês escalas e am compos as po 8 i ens cada, pe azendo um o al de 24 i ens, sendo que ap esen a a uma consis ência in e na, medida pelo coe icien e de alpha de c onbach, pa a as componen es a e i a, calcula i a e no ma i a, de, espe i amen e, α=0,87, α=0,75, e α=0,79. Na e são mais ecen e da Escala do Comp ome imen o O ganizacional (Meye e Allen, 1997), as escalas são e is as sendo que a componen e a e i a passa a se cons i uída po 6 i ens, dos quais 3 são in e sos, a componen e calcula i a com 7 e a no ma i a com 6, sendo que 1 de e se in e ido. Os 30 alo es do coe icien e de alpha de c onbach pa a a escala a e i a co espondem a α=0,85, α=0,79 pa a a escala calcula i a e α=0,73 pa a a escala no ma i a, podendo-se a i ma que a consis ência in e na das ês subescalas é acei á el, cump indo o c i é io de Nunnally (1978). Os alo es de consis ência in e na ap esen ados po Nascimen o, Lopes e Salguei o (2008) o am supe io es ace aos ob idos po Meye e Allen (1997) e Meye e al. (2002), endo como alo es de alpha de c onbach, pa a as componen es a e i a, calcula i a e no ma i a, de, espe i amen e, α=0,91, α=0,91, e α=0,84. No es udo de Sil a (2016), aplicado ao con ex o mili a , os alo es do comp ome imen o o ganizacional pa a as componen es a e i a, calcula i a e no ma i a o am de, espe i amen e, α=0,845, α=0,772, e α=0,828. Num ou o es udo aplicado à AFA (Al es, 2016), os alo es o am de α=0,76 pa a o comp ome imen o a e i o, α=0,665 pa a o comp ome imen o calcula i o e de α=0,895 pa a o comp ome imen o no ma i o. Es a in es igação ap esen a como alo es de alpha de c onbach pa a as componen es a e i a, calcula i a e no ma i a, de, espe i amen e, α=0,758, α=0,596, e α=0,787. Es es alo es cump em com o c i é io de Nunnally (1978), com exceção da subescala calcula i a. 3.3. Opções no a amen o de dados Pa a a ealização des e es udo eco eu-se ao so wa e “S a is ical Package o he Social Sciences – SPSS”, ao LISREL “Linea S uc u al Rela ions”. Numa p imei a ase oi ealizada uma alidação ace à amos a dos dois modelos de medida, a a és da iabilidade e da es u u a a o ial. A iabilidade, nes a in es igação, oi de e minada a a és do alo do coe icien e do alpha de c onbach, sendo ideal um alo igual ou supe io a 0,7 e acei á el um alo supe io a 0,6 (Ma ôco, 2007). 31 Pa a a ealização des e es udo o am u ilizados dois ipos de análises a o iais: uma análise a o ial explo a ó ia, seguida de uma análise a o ial con i ma ó ia. A análise a o ial oi aplicada às a iá eis dos alo es humanos e comp ome imen o o ganizacional. A análise a o ial explo a ó ia (AFE), eco eu ao es e de Kaise Meye - Olkin (KMO), no qual se conside am os alo es iguais ou supe io es a 0,7 (Hai , Black, Babin e Ande son, 2010). O mé odo de ex ação é o de maximum likelihood com o ação P omax. Os i ens com ac o loadings in e io es a 0,5 conside am-se insa is a ó ios pa a a medição de cons uc os la en es (Hai e al., 2010) e, consequen emen e eliminados. Te e-se em con a ambém o alo dos índices de modi icação, endo-se op ado pela eliminação dos i ens com maio núme o e alo es mais ele ados dos índices de modi icação. Es a opção pela eliminação de i ens do modelo de medida de cada cons u o e e po base o ac o da eduzida dimensão da amos a, co espondendo a mesma à população. Cu ado, Teles e Ma ôco (2013, p. 154), e e em que pa a uma análise de equações es u u ais, de e se man ido “(…) um núme o mínimo de dez a quinze obse ações po a iá el no modelo”. Face ao núme o da amos a, N=153, nes e es udo hou e a necessidade de ans o ma as a iá eis la en es em a iá eis mani es as (Co man e MacCallum, 2005; Li le, Cunningham, Shaha e Widaman, 2002), a a és da média de ês i ens ponde ada pelo ac o loading de cada um dos ês i ens, endo-se u ilizado a equação 1. 𝑀é𝑑𝑖𝑎 𝑃𝑜𝑛𝑑𝑒𝑟𝑎𝑑𝑎 = [(𝐼1∗𝐹𝐿1)+ (𝐼𝑛∗𝐹𝐿𝑛)] 𝑛 (1) Pos e io men e ao p ocesso de alidação ace à amos a dos dois modelos de medida, a sabe dos alo es humanos e do comp ome imen o o ganizacional, o am c iados os índices co esponden es a cada uma das a iá eis la en es. Foi com base nes es i ens que se e e uou a es imação do modelo p opos o e as análises subsequen e no sen ido de es a as hipó eses (Co man e MacCallum, 2005; Li le e al., 2002). 38 Todos os modelos de medida do comp ome imen o o ganizacional, (COAFE, CONOR e COCAL) na AFC, não ap esen a am g aus de libe dade su icien es pa a a de e minação dos indicado es de bondade e ajus amen o. Pa a o modelo de medida COAFE ( igu a 7), na análise a o ial con i ma ó ia, o am eliminados com base nos índices de modi icação mais ele ados, os i ens COA e6, COA e7_I e COA e9. O modelo de medida do Tabela 7 -Análise Fa o ial Explo a ó ia do Comp ome imen o O ganizacional 39 Figu a 7 - Modelo da AFC pa a o COAFE COAFE é compos o pelos i ens COA e2_I, COA e11 e COA e15_I, ap esen ando uma a iância ex e no de 0,48 e uma iabilidade do cons u o de 0,93. O modelo de medida CONOR, ( igu a 8), é compos o pelos i ens CONo 5_I, CONo 8 e CONo 12 com uma a iância ex e na de 0,48 e uma iabilidade de cons u o de 0,94. Os i ens eliminados de ido aos índices de modi icação mais ele ados o am os CONo 18 e CONo 4. O i em CONo 10 oi eliminado de ido ao baixo alo de ac o loading. Pa a o modelo de medida COCAL ( igu a 9), a eliminação dos i ens baseou-se nos índices de modi icação mais ele ados. Os i ens eliminados o am: COCal16, COCal13, COCal19 e COCal1. Es e a o é compos o pelos i ens Figu a 8 - Modelo da AFC pa a o CONOR 40 COCal3, COCal14 e COCal17 e ap esen a uma a iância ex e na de 0,4 e uma iabilidade de cons u o de 0,89. Figu a 9 - Modelo da AFC pa a o COCAL 4.2. Re o mulação das Hipó eses Com base nos esul ados ob idos no p ocesso de alidação ace à amos a dos dois ques ioná ios, as hipó eses iniciais i e am de se e o muladas. As hipó eses H1 e H2 não o am al e adas. Já a H3 oi e o mulada da seguin e o ma: H3a: Os alo es de Au o anscendência (VAT) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE). H3b: Os alo es de Au o anscendência (VAT) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional no ma i o (CONOR). H3c: Os alo es de Au o anscendência (VAT) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o (COCAL). H3d: Os alo es de Au op omoção (VAP) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE). H3e: Os alo es de Au op omoção (VAP) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional no ma i o (CONOR). 41 H3 : Os alo es de Au op omoção (VAP) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o (COCAL). H3g: Os alo es de Es imulação (VE) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE). H3h: Os alo es de Es imulação (VE) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional no ma i o (CONOR). H3i: Os alo es de Es imulação (VE) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o (COCAL). Com ecu so aos esul ados ob idos na alidação ace à amos a e supo ado pelas hipó eses e o muladas, oi p opos o um modelo es u u al, ep esen ado na igu a 10. H3a H3b H3c H3d H3e H3 H3g H3h H3i Figu a 10 - Modelo P opos o com base na Hipó eses Re o muladas, elabo ado pelo au o 42 4.3 Es ima i a do Modelo p opos o e Tes e das Hipó eses Re o muladas De ido à eduzida dimensão da amos a, con o me oi e e ido an e io men e, o modelo p opos o oi es imado a a és dos indicado es de cada a iá el, endo sido u ilizado o mé odo maximum likelihood. A signi icância das elações es u u ais oi de e minada pelo alo do T- alue, que de e á se supe io a 1,96 e pa a p- alue igual ou supe io a 0,05. O modelo p opos o ap esen ou uma bondade de ajus amen o acei á el, uma ez que o modelo es a a sa u ado. No en an o, e i ica am-se elações es u u ais que não e am es a is icamen e signi ica i as. Assim, es e esul ado pe mi iu ejei a as hipó eses H3d (es ima i a=0,03; - alue=0,24), H3e (es ima i a=0,04; - alue=0,23) e H3 (es ima i a=-0,01; - alue=-0,06). O segundo modelo ( igu a 11) ap esen ou ambém uma bondade de ajus amen o conside ada acei á el (𝑋2=0,11; d =3; RMSEA=0,000; GFI=1,000; CFI=1,000; AGFI=0,998; 𝑋2/d =0,037). Es e modelo ap esen ou duas elações es u u ais es a is icamen e não signi ica i as, em conc e o, a in luência do VAT sob e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o (es ima i a=0,10; - alue=0,68) e a in luência do VE sob e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (es ima i a=-0,11; - alue=-1,72). Decidiu-se es ão eespeci ica o modelo eliminando a elação dos alo es de Au o anscendência sob e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o, ejei ando a hipó ese H3c. 43 O no o modelo eespeci icado ( igu a 12), ap esen a uma bondade de ajus amen e acei á el (𝑋2=0,58; d =4; RMSEA=0,000; GFI=0,999; CFI=1,000; AGFI=0,993; 𝑋2/d =0,145) e man em a elação dos alo es de Es imulação (VE) sob e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE) es a is icamen e não signi ica i o (es ima i a=-0,11; - alue=-1,71). Des a o ma a hipó ese H3g oi ejei ada. Figu a 12 - Modelo 2 (M2) Figu a 11 - Modelo 3 (M3) 44 O modelo 4, ep esen ado na igu a 13, não ap esen a nenhuma elação es u u al com alo es de - alue signi ica i os pa a se em eliminados, ep esen ando assim o modelo inal. Chegou-se, assim, ao modelo p opos o inal ( igu a 13) o qual ap esen a elações de an ecedência dos alo es sob e o comp ome imen o es a is icamen e signi ica i os e uma bondade de ajus amen o ambém signi ica i a (𝑋2=0,47; d =5; RMSEA=0,000; GFI=0,993; CFI=1,000; AGFI=0,969; 𝑋2/d =0,094). Nes e modelo inal, oi possí el e i ica que os alo es de Au o anscendência (VAT) elacionam-se posi i amen e com as componen es a e i a (COAFE) e no ma i a (CONOR) assim como os alo es de Es imulação (VE) êm uma elação posi i a com o comp ome imen o a e i o (COAFE) e calcula i o (COAFE). Des a o ma, as hipó eses H3a, H3b, H3h e H3i não o am ejei adas. No modelo inal, os alo es de Au op omoção (VAP) não ap esen am uma in luência es a is icamen e signi ica i a sob e qualque uma das ês componen es do comp ome imen o o ganizacional. Re e e-se ainda que a elação en e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE) e o calcula i o (COCAL) não é es a is icamen e signi ica i o (es ima i a=0,05; - alue=1,23) o que es á de aco do com o quad o eó ico es abelecido (po exemplo: Meye e Allen, 1997; Meye e al., 2002). Figu a 13 - Modelo Final 45 Te minado o p ocesso a es imação do modelo p opos o, ap esen a-se na abela 8 o esumo do es e das hipó eses e o muladas que o supo a am. Tabela 8 - Tes e das Hipó eses Re o muladas HIPÓTESES ESTIMATIVA T-VALUE CONCLUSÃO H3A: Os alo es de au o anscendência (VAT) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE). 0.55 4.94 Não ejei ada H3B: Os alo es de au o anscendência (VAT) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional no ma i o (CONOR). 0.32 2.24 Não ejei ada H3C: Os alo es de au o anscendência (VAT) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o (COCAL). 0.10 0.68 Rejei ada H3D: Os alo es de au op omoção (VAP) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE) 0.03 0.24 Rejei ada H3E: Os alo es de au op omoção (VAP) de e minam posi i amen e 0.04 0.22 Rejei ada 46 o comp ome imen o o ganizacional no ma i o (CONOR). H3F: Os alo es de au op omoção (VAP) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o (COCAL). -0.01 -0.06 Rejei ada H3G: Os alo es de es imulação (VE) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional a e i o (COAFE) -0.11 -1.71 Rejei ada H3H: Os alo es de es imulação (VE) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional no ma i o (CONOR). 0.30 3.69 Não ejei ada H3I: Os alo es de es imulação (VE) de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o (COCAL). 0.19 2.41 Não ejei ada (Elabo ação P óp ia) É possí el a e i , com base na análise dos dados ob idos, que a capacidade explica i a dos alo es de Au o anscendência, Au op omoção e Es imulação sob e o comp ome imen o o ganizacional não é es a is icamen e signi ica i a, uma ez que os coe icien es de de e minação (R2) são 47 conside a elmen e baixos ( abela 9). Segundo Hai e al. (2010), os alo es des e coe icien e de em se iguais ou supe io es a 0,40. Tabela 9 - Coe icien e de de e minação COAFE CONOR COCAL 0,136 0,114 0,036 (Elabo ação P óp ia) 4.4 Es a ís ica desc i i a Ul e io men e à análise a o ial, de ido a exis i em nos a o es i ens que ao se em e i ados aumen a am a sua consis ência in e na, p opôs-se os a o es COAFE (COA e5_I, COA e11 e COA e15_I), CONOR (CONo 5_I, CONo 8 e CONo 12), COCAL (COCal3, COCal14 e COCal17), VAT ( VU8, VT9, VB12 e VB18), VAP (VR13, VH10 e VH21) e VE (VE6 e VE15). Tabela 10 - Média, Des io Pad ão, e coe icien e de co elação en e o COAFE, CONOR, COCAL, VAT, VAP e VE. Ap esen a-se en e pa ên esis o alo do alpha de c onbach (Elabo ação p óp ia) Com base nos esul ados ob idos ( abela 10), é possí el a e i que os inqui idos conside am quan o ao comp ome imen o o ganizacional, a Média D.P. COAFE CONOR COCAL VAT VAP VE COAFE 3,940 0,666 (0,646) CONOR 3,348 0,899 0,339 (0,691) COCAL 2,806 0,814 0,099 0,436 (0,577) VAT 3,437 0,444 0,373 0,232 0,087 (0,731) VAP 3,466 0,514 0,131 0,191 0,090 0,430 (0,708) VE 3,553 0,806 -0,054 0,261 0,177 0,192 0,422 (0,781) 54 Os alo es de Conse ação, ou seja, o con o mismo, a adição e a segu ança não ap esen a am i ens com ac o loadings supe io a 0,5 na análise a o ial, endo sido eliminados. Des a o ma, po não se em ele an es em e mos es a ís icos, não se co eu no modelo os alo es de Conse ação. Com base no que an e io men e oi e e ido, a hipó ese H3a oi ejei ada. H3b: Os alo es de Conse ação e Au op omoção de e mina posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional calcula i o. A hipó ese H3b oi ejei ada uma ez que os i ens co esponden es aos alo es de Conse ação o am eliminados, assim como, nos alo es de Au op omoção a elação es u u al com o comp ome imen o calcula i o não e a es a is icamen e signi ica i a (es ima i a=-0,01; - alue=-0,06). H3c: O alo de Au o anscendência de e minam posi i amen e o comp ome imen o o ganizacional a e i o. A p esen e hipó ese não é ejei ada uma ez que os esul ados ob idos na análise do modelo inal p opos o ( igu a 13, página 44) ap esen a a alo es de - alue=4,94. A hipó ese H3c não se ejei a uma ez que a Au o anscendência es abelece uma elação es u u al com o comp ome imen o a e i o. 55 5. Discussão dos Resul ados Nes e capí ulo se ão discu idos os esul ados ob idos na p esen e in es igação. Pa a al é essencial se ei o um pa alelismo en e os esul ados ob idos e a e isão de li e a u a e de ou os es udos semelhan es. Se ão igualmen e ap esen adas explicações ela i amen e à ejeição e não ejeição das hipó eses elabo adas nes e es udo. A a és da análise dos dados ex aídos nes a in es igação, os esul ados indicam que com a an iguidade os alo es humanos dos alunos não se iam uni o mizando como os dos o iciais, e u ando a hipó ese H1. No en an o, os esul ados que se ob i e am na análise desc i i a e nos es es pa amé icos pa a os alo es de Au o anscendência, Au op omoção e Es imulação, ao longo dos anos, são ele an es pois podem pe mi i desc e e os in e esses indi iduais, cole i os ou ambos nos di e en es anos escola es. Os alo es de Au o anscendência ca ac e izam-se pela p omoção da igualdade e do bem-es a cole i o, ou seja, são mo i ações al uís as po pa e do indi íduo. Os alo es de Au op omoção ep esen am as mo i ações em unção de in e esses pessoais, na demanda po sucesso e na exe ção de in luência e domínio sob e os ou os. Po úl imo, os alo es de Es imulação co espondem a uma ida desa ian e, com no as expe iências e a p ocu a da mudança. Os esul ados, ela i os aos alo es de Au o anscendência, indicam que o 1ºano, 2ºano, ETM e o iciais são os g upos que os alo es al uís as são mais ele ados. No en an o, ainda que pouco signi ica i o, após o 2ºano há uma deg adação nos alo es elacionados com o bem-es a cole i o, diminuindo a é ao 5ºano. Tais esul ados podem e le i um possí el desgas e nas elações en e indi íduos ao longo dos anos, uma ez que com o passa do empo as p eocupações com os ou os pode á ende a se mais sele i a. O egime de in e na o, ca ac e ís ico da o mação mili a , pode es a elacionado com es a si uação, uma ez que implica uma elação diá ia de 24 ho as com as mesmas pessoas. No en an o, a Au o anscendência ol a a aumen a nos o iciais. À semelhança des a in es igação, o es udo elabo ado po Cas o (2013) sob e os 56 alo es humanos e o comp ome imen o o ganizacional na Escola Na al concluiu que os o iciais da ma inha es a iam igualmen e mais di ecionados pa a a p omoção do bem-es a cole i o. Os alo es de Au op omoção são mais p edominan es no g upo mais mode nos, compos o pelo 1ºano, 2ºano e 3ºano, do que no g upo do mais an igos. Apesa da di e ença não se signi ica i a, e i ica-se que os alo es ela i os aos in e esses p óp ios e ao domínio sob e os ou os, dos alunos do CMAM com a an iguidade endem-se a ap oxima com os alo es dos o iciais, sendo as médias do 4ºano e 5ºano iguais à dos o iciais (M=3,30). Ao longo dos anos, é con e ida mais esponsabilidade aos alunos mais an igos assim como o núme o de mili a es subo dinados que es es êm é maio . A esponsabilidade associada a um maio núme o de in e io es hie á quicos pode con ibui pa a a ma u idade dos alunos mais an igos, pondo es es de pa e os in e esses pessoais e a necessidade de domínio sob e ou as pessoas, con ibuindo assim pa a uma diminuição nos alo es de Au op omoção. Da mesma o ma, pode ha e uma p ocu a de sucesso e de a i mação, baseada em in e esses indi iduais, po pa e dos anos mais mode nos. Os esul ados dos alo es de Es imulação e elam que exis em di e enças signi ica i as do 1ºano pa a os o iciais. É bem isí el, que a an iguidade em um impac o ele an e nos alo es ca ac e izados pela mudança e no idade. As médias dos p imei os ês anos são as mais al as, indicando ca ac e ís icas mais audaciosas e de uma ida a iada po pa e dos alunos mais mode nos. Os p imei os anos são ep esen ados po anos de in eg ação ao meio mili a assim como de conhecimen o da o ganização, em especial pa a os alunos do 1ºano em que a maio ia e a ci il. Es as ci cuns âncias podem po encia os alo es de Es imulação con as ando com os anos mais an igos. A diminuição dos alo es de Es imulação com a an iguidade pode aduzi a a e são ao isco e à mudança, po pa e dos alunos mais an igos e o iciais, e de uma acomodação às edes sociais esul ando numa possí el es abilidade pa a o mili a . Segundo Cas o (2013, p. 64), os alunos “são mais abe os à mudança e alo izam menos a es abilidade do que os o iciais”. Face ao es udo do au o an e io men e mencionado, a p esen e in es igação ap esen a conclusões idên icas. 57 As ês hipó eses da hipó ese H2 p ocu a am de e mina se, ao longo do empo, as componen es do comp ome imen o o ganizacional iam aumen ando, melho ando assim a ligação que os alunos e iam com a ins i uição. A exis ência de uma associação posi i a en e a an iguidade e o comp ome imen o é apon ada pela li e a u a (Lei e, 2006). Fachada (2015) es abeleceu uma elação posi i a en e a an iguidade e o comp ome imen o o ganizacional no meio mili a . Indi íduos que se encon am há mais empo na o ganização, endencialmen e êm ní eis mais ele ados de comp ome imen o a e i o, uma ez que o ínculo emocional com a ins i uição é maio (Po e , S ee s, Mowday e Boulain, 1974; Ma hieu e Zajac 1990), apon ando pa a uma elação conco dan e en e a an iguidade e a componen e a e i a. Os esul ados e elam alguma i egula idade nos ní eis de comp ome imen o a e i o ao longo dos anos académicos a é aos o iciais, ejei ando a hipó ese H2a. Ve i ica-se um aumen o do 1ºano pa a o 2ºano e pos e io men e um dec éscimo do 2ºano pa a o 3ºano. A diminuição pode es a elacionada com o aumen o da exigência e solici ação mili a e académica eque ida ao 3ºano. En e o 3º e o 5ºano o comp ome imen o a e i o ol a a aumen a , a ingindo uma média supe io a 4 pa a os o iciais nes e cons u o. Es a si uação pode e le i , ainda que com pouca signi icância, as análises da li e a u a, na qual é enunciado que a an iguidade é posi i amen e elacionada com a ligação a e i a c iada com a o ganização mili a ao longo do empo. Os alunos do ETM ep esen am os mili a es do egime de con a o com mais de 3 anos de se iço mili a , que olun a iamen e quise am ing essa nos QP. O ele ado alo do comp ome imen o a e i o pode ep esen a o seu desejo e on ade em que e pe manece na ins i uição mili a . A li e a u a igen e e e e que o p ocesso de socialização o ganizacional con ibui pa a um dos an eceden es mais impo an es na componen e no ma i a, uma ez que pode despe a nos colabo ado es sen imen os de de e em lealdade à ins i uição (Meye e Allen, 1997). Segundo Ka asch (2003), es e cons u o do comp ome imen o apa en a e uma g ande alidade nas o ças a madas. No en an o, os esul ados des a in es igação não ão de encon o ao que a li e a u a e e e, ap esen ado um dec éscimo signi ica i o com a an iguidade, ejei ando-se des a o ma a hipó ese H2b. Nos es udos de Al es (2016) e de Cas o (2013) os esul ados o am semelhan es. O ínculo de 58 ob igação pa a pe manece na ins i uição ap esen a as médias mais al as nos p imei os 3 anos de academia. Tal si uação pode es a associada aos p ocessos de socialização, oco idos após o ing esso dos alunos na Academia da Fo ça Aé ea. Com o passa do empo, o p ocesso de socialização é menos eque ido, diminuindo assim o comp ome imen o no ma i o. Os esul ados do comp ome imen o calcula i o e elam que, no ge al, é a componen e com a média mais baixa, indicam que os alunos e o iciais da Academia da Fo ça Aé ea não sen em que pe manece na o ganização seja uma ob igação. Na análise en e anos, os alunos do 2ºano encon am-se com os alo es mais al os de comp ome imen o calcula i o. Há uma diminuição des a componen e do 2ºano a é ao 4ºano, e i icando-se pos e io men e um aumen o nos alunos do 5ºano, epe indo-se de no o uma descida pa a os alunos do ETM e nos o iciais. O aumen o do comp ome imen o calcula i o no 5ºano pode signi ica um aumen o dos cus os associados a uma mudança uma ez que se encon am quase no é mino do cu so. Os o iciais são o g upo em que a a iá el calcula i a ap esen a alo es mais baixos. Es e cons u o é ca ac e izado pela ligação ins umen al que o indi íduo em com a sua ins i uição, associado à emune ação, manu enção do emp ego e en e ou os, que e le em cus os ele ados pa a abandona o emp ego (Meye e Allen, 1997). Os esul ados podem ep esen a que as possí eis mo i ações dos o iciais da academia em con inua na mesma, não sejam esul ado dos salá ios, p omoções ou ausência de al e na i as. A oscilações das médias não pe mi i am a não ejeição da hipó ese H2c. Na análise dos esul ados do comp ome imen o o ganizacional des aca- se o inc emen o nes e cons u o do 1ºano pa a o 2ºano, com especial en ase na subescala a e i a e calcula i a. No es udo desen ol ido po Al es (2016), in i ulado “Comp ome imen o O ganizacional e a sua e olução na Academia da Fo ça Aé ea”, ob i e am-se esul ados semelhan es no que conce ne ao comp ome imen o o ganizacional no 2ºano, uma ez que é nes e ano em que os alo es das médias são dos mais al os. Ve i ica-se igualmen e um aumen o do 1ºano pa a o 2ºano, ha endo um de e io amen o ao longo dos anos. Es a si uação es á exp essa na componen e a e i a, calcula i a e no ma i a. No p esen e es udo, o 2ºano ap esen a igualmen e os alo es mais ele ados, no 59 que diz espei o ao comp ome imen o nas ês di e en es subescalas pa a os alunos do CMAM e o iciais. O sal o e i icado na in es igação de Al es (2016), en e o 1ºano pa a o 2ºano nas ês componen es do comp ome imen o o ganizacional é igualmen e eplicado nes e es udo. A é ao início do 2ºano le i o, os alunos podem decidi abandona a academia sem se em associados cus os mone á ios, não se e i icando a mesma si uação nos es an es anos. Da mesma o ma, du an e o p ocesso de in eg ação de uma ida ci il pa a uma ida mili a a que os alunos do 1ºano são sujei os, pode con ibui pa a que os indi íduos que desejam ica e pe manece na ins i uição sejam aqueles que enham um ínculo a e i o com a mesma. Pe an e es es dois cená ios, é possí el que o aumen o do comp ome imen o a e i o e calcula i o associe-se à ansição en e o 1ºano e o 2ºano. As hipó eses H3a, H3b e H3c p ocu a am a e igua as elações es abelecidas en e as a iá eis do comp ome imen o o ganizacional e os alo es humanos. Os esul ados não ap esen a am, no ge al, elações su icien emen e obus as. O es udo de Cas o (2013), ob e e esul ados simila es no que conce ne a co elação en e es es dois cons uc os. As hipó eses e o muladas pe mi i am apenas es abelece qua o elações de in luência en e os alo es e o comp ome imen o, sendo as elações da Au op omoção com as subescalas do comp ome imen o odas ejei adas. Foi igualmen e possí el e i ica co elações en e o cons u o Au o anscendência e as componen es a e i a e no ma i a, assim como os alo es de Es imulação com o comp ome imen o no ma i o e calcula i o. No en an o, a capacidade explica i a das elações dos ês alo es sob e as componen es do comp ome imen o o ganizacional ca ecem de signi icado es a ís ico, uma ez que os coe icien es de de e minação das ês componen es do comp ome imen o o ganizacional encon am-se mui o abaixo do que é e e enciado na li e a u a como alo es c edí eis (igual ou supe io a 0.4, co espondendo a uma a iância explicada de 40%). 60 6. Conclusões O p esen e es udo e e com obje i o p incipal in es iga se a an iguidade in luencia a os alo es e o comp ome imen o de o ma a esponde à ques ão de pa ida “Em que medida a an iguidade in luencia os alo es e o comp ome imen o dos cade es e o iciais da Academia da Fo ça Aé ea com a p óp ia Fo ça Aé ea?”. O impac o da an iguidade nos alo es pode se conside ado pouco ele an e, uma ez que apenas os alo es de Es imulação ap esen am di e enças signi ica i as en e alunos e o iciais. Concluiu-se que, no ge al, os alunos mais mode nos p i ilegiam os alo es de bem-es a indi iduais ace ao cole i o, sendo que nos o iciais a si uação é e e ida. É possí el a i ma , ainda que os esul ados não sejam signi ica i os, a exis ência de uma deg adação dos alo es al uís as ao longo da o mação na AFA, mais p ecisamen e do 2ºano a é ao 5ºano. Concluiu-se igualmen e que os alo es de Es imulação, associados à mudança e a uma ida desa ian e, ap esen am uma elação nega i a com an iguidade, uma ez que os esul ados indicam uma diminuição signi ica i a ao longo dos anos de ca ei a mili a . Ve i icou-se que o comp ome imen o é ambém in luenciado pela an iguidade, ace às di e enças signi ica i as ob idas nos es es pa amé icos. Todas as subescalas ap esen a am esul ados es a is icamen e ele an es en e os di e en es anos. No en an o, apenas o comp ome imen o no ma i o é o que ap esen a os esul ados mais linea es ace às es an es componen es, es abelecendo uma elação nega i a com a an iguidade. Foi possí el conclui , nes a in es igação, que os alunos e o iciais, em eg a, sen em um desejo de pe ence à Fo ça Aé ea, ou seja, êm um comp ome imen o a e i o supe io ace ao no ma i o, baseado no de e mo al em ica na o ganização, e o calcula i o, baseado nos cus os da saída. Os obje i os secundá ios de a e igua se os alo es humanos in luenciam o comp ome imen o o ganizacional, assim como iden i ica os alo es 61 associados a ní eis maio es de comp ome imen o, os esul ados ob idos são bas an e dis in os nos di e en es g upos, não pe mi indo es abelece uma elação di e a signi ica i amen e obus a en e os dois cons uc os. Nes e es udo oi possí el ainda es abelece co elações en e os alo es de Au o anscendência e de Es imulação com, espe i amen e, as componen es a e i a e no ma i a, e no ma i a e calcula i a. No en an o, os esul ados pa a es as elações es u u ais são es a is icamen e modes os, sendo comp eensí el, uma ez que o comp ome imen o o ganizacional encon a-se elacionado com uma g ande di e sidade de a iá eis. Realça-se ainda, apesa de não ep esen a um obje i o des a in es igação, os esul ados es abelecem uma elação posi i a da componen e no ma i a an o com a a e i a como com a calcula i a, algo que não é p e is o pa a o con ex o po uguês do “Modelo das ês Componen es” de Meye e Allen (1997) (Nascimen o, Lopes e Salguei o, 2008). 62 6.1 Limi ações do Es udo Ve i icou-se que na ealização des e es udo algumas limi ações que i e am um papel in luenciado na elabo ação e análise dos esul ados ob idos. Uma limi ação p ende-se com a escassez de es udos que en ol em os alo es humanos e o comp ome imen o o ganizacional no meio mili a , em especial nas academias. O es udo de Cas o (2013), é dos poucos elabo ados no meio mili a , no en an o não en ol e nem a Fo ça Aé ea assim como a sua academia. Ou a das limi ações des a in es igação oi a dimensão da amos a (N=153), po es a se pequena. Apesa da amos a ep esen a o uni e so da população es udada, conside a-se que o eduzido o amanho da amos a, enha in luenciado a análise dos dados, em especial na análise a o ial con i ma ó ia e a es imação do modelo p opos o. A ecolha dos dados em janei o limi ou igualmen e a ob enção de dados dos alunos do 6ºano, pois a amos a se ia demasiado pequena uma ez que a maio ia dos alunos des e ano já inham iniciado o i ocínio. A não a aliação da mesma amos a ao longo dos anos de o mação na academia ep esen a ou a limi ação. É ques ionada se a e olução dos alo es e do comp ome imen o dos alunos, en e o 1ºano e o é mino do cu so, se ia semelhan e pa a a mesma população. 63 6.2 Di eções pa a u u as pesquisas Conside ando as limi ações do es udo elabo ado, se ia in e essan e a ealização de uma in es igação aplicada longi udinalmen e à mesma população, desde o p imei o dia de ing esso na AFA. A aplicação de um u u o es udo na Fo ça Aé ea, nas di e en es ca ego ias (Sa gen os e P aças), assim como nos es an es amos, se ia p o ícuo. A ealização dos modelos u ilizados sob e os alo es e o comp ome imen o de em, numa u u a in es igação, se eplicados em di e sos con ex os, de o ma a ap o unda a análise do papel que os alo es humanos êm com os di e sos ipos de comp ome imen o, ou seja, ínculos/ligações que os colabo ado es êm com as suas ins i uições. Ressal a-se igualmen e, a impo ância de se in es iga , no âmbi o dos Valo es Humanos e do Comp ome imen o O ganizacional, a possí el elação que ambos podem e com a Lide ança, em especial no meio mili a . 70 8. Anexos Anexo A1 – Ques ioná io Valo es Humanos e Comp ome imen o O ganizacional (Cabeçalho pa a Alunos AFA) Anexo A2 – Cabeçalho do Ques ioná io Valo es Humanos e Comp ome imen o O ganizacional pa a O iciais AFA Anexo B – Tabela do Tes e de No malidade (Tes e de Kolmag o - Smi no ) Anexo C – Tabela do Tes e de Homogeneidade (Tes e de Le ene) Anexo D – Tabelas dos Tes es Não Pa amé icos Anexo E – Quad os das Médias dos Valo es Humanos Anexo F – Quad os das Médias do Comp ome imen o O ganizacional A1-1 Anexo A1 - Ques ioná io Valo es Humanos e Comp ome imen o O ganizacional (Alunos AFA) O p esen e ques ioná io oi elabo ado no âmbi o da disse ação de mes ado do Aspi an e-Aluno João B i o - a equen a o Cu so de Mes ado de Ae onáu ica Mili a , especialidade de Pilo o A iado , na Academia da Fo ça Aé ea -, e em po obje i o es uda os alo es humanos e o comp ome imen o o ganizacional jun o dos Alunos da Academia da Fo ça Aé ea. O p eenchimen o é comple amen e anónimo e as suas espos as se ão o almen e con idenciais, des inando-se unicamen e à ealização de uma análise es a ís ica. A sua opinião é mui o impo an e, pelo que se solici a que esponda com since idade a odas as ques ões. Es ima-se que o ques ioná io demo e ap oximadamen e 10 minu os a se espondido. Ob igado pela sua colabo ação. 1. Géne o: Feminino ___ Masculino ___ 2. Ano escola ETM___ 1ºano___ 2ºano___ 3ºano___ 4ºano___ 5ºano___ 6ºano___ 3. Qual é a sua especialidade? (esc e a em le as maiúsculas) _____________________________________ A1-2 Tendo em con a o que sen e pessoalmen e em elação Fo ça Aé ea, indique o g au com que conco da ou disco da com cada uma das seguin es a i mações, assinalando com um X uma das se e possí eis al e na i as. 1 Disco do To almen e 2 Disco do Mode adamen e 3 Disco do Ligei amen e 4 Não conco do, Nem Disco do 5 Conco do Ligei amen e 6 Conco do Mode adamen e 7 Conco do To almen e Disco do To almen e Disco do Mode adamen e Disco do Ligei amen e Não conco do, Nem Disco do Conco do Ligei amen e Conco do Mode adamen e Conco do To almen e 1. Ac edi o que há mui o poucas al e na i as pa a pode pensa em sai da Fo ça Aé ea 1 2 3 4 5 6 7 2. Não me sin o “emocionalmen e ligado” à Fo ça Aé ea 1 2 3 4 5 6 7 3. Se ia ma e ialmen e mui o penalizado pa a mim, nes e momen o, sai da Fo ça Aé ea, mesmo que o pudesse aze 1 2 3 4 5 6 7 4. Eu não i ia deixa a Fo ça Aé ea nes e momen o po que sin o que enho uma ob igação pessoal pa a com as pessoas que abalham aqui 1 2 3 4 5 6 7 5. Sin o que não enho qualque de e mo al em pe manece à Fo ça Aé ea 1 2 3 4 5 6 7 6. A Fo ça Aé ea em um g ande signi icado pessoal pa a mim 1 2 3 4 5 6 7 7. Não me sin o como “ azendo pa e da amília” na Fo ça Aé ea 1 2 3 4 5 6 7 8. Mesmo que osse uma an agem pa a mim, sin o que não se ia co ec o deixa a Fo ça Aé ea no p esen e momen o 1 2 3 4 5 6 7 9. Na ealidade sin o os p oblemas da Fo ça Aé ea como se ossem meus 1 2 3 4 5 6 7 10. A Fo ça Aé ea me ece a minha lealdade 1 2 3 4 5 6 7 11. Fica ia mui o eliz em passa o es o da minha ca ei a na Fo ça Aé ea 1 2 3 4 5 6 7 12. Sen i -me-ia culpado se deixasse a Fo ça Aé ea ago a 1 2 3 4 5 6 7 A1-2 Disco do To almen e Disco do Mode adamen e Disco do Ligei amen e Não conco do, Nem Disco do Conco do Ligei amen e Conco do Mode adamen e Conco do To almen e 13. Uma das p incipais azões pa a eu con inua a abalha pa a a Fo ça Aé ea é que a saída i ia eque e um conside á el sac i ício pessoal, po que uma ou a o ganização pode á não cob i a o alidade de bene ícios que enho aqui 1 2 3 4 5 6 7 14. Nes e momen o, man e -me na Fo ça Aé ea é an o uma ques ão de necessidade ma e ial quan o de on ade pessoal 1 2 3 4 5 6 7 15. Não me sin o como azendo pa e da Fo ça Aé ea 1 2 3 4 5 6 7 16. Uma das consequências nega i as pa a mim se saísse da Fo ça Aé ea esul a da escassez de al e na i as de emp ego que e ia disponí eis 1 2 3 4 5 6 7 17. Mui o da minha ida i ia se a ec ada se decidisse que e sai da Fo ça Aé ea nes e momen o 1 2 3 4 5 6 7 18. Sin o que enho um g ande de e pa a com a Fo ça Aé ea 1 2 3 4 5 6 7 19. Como já dei an o à Fo ça Aé ea, não conside o ac ualmen e a possibilidade de abalha numa ou a o ganização 1 2 3 4 5 6 7 A1-2 Pa a cada uma das seguin es a i mações pede-se que assinale de que o ma um(a) homem/mulhe se iden i ica consigo, eco endo à escala que se segue: 1. Não em nada a e comigo 2. Não é pa ecido comigo 3. É pouco pa ecido comigo 4. É mais ou menos pa ecido comigo 5. É pa ecido comigo 6. É exa amen e como eu 1 2 3 4 5 6 1. Um homem/mulhe que dá impo ância a e no as ideias e se c ia i o/a. Gos a de aze as coisas à sua manei a 2. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e se ico/a. Que e mui o dinhei o e coisas ca as. 3. Um homem/mulhe que acha impo an e que odas as pessoas no mundo sejam a adas igualmen e. Ac edi a que odos de em e as mesmas opo unidades na ida. 4. Um homem/mulhe que dá mui a impo ância a pode mos a as suas capacidades. Que que as pessoas admi em o que az. 5. Um homem/mulhe que dá mui a impo ância a i e num sí io onde se sin a segu o/a. E i a udo o que possa po a sua segu ança em isco. 6. Um homem/mulhe que gos a de su p esas e es á semp e à p ocu a de coisas no as pa a aze . Acha que é impo an e aze mui as coisas di e en es na ida. 7. Um homem/mulhe que acha que as pessoas de em aze o que lhes mandam. Acha que as pessoas de em cump i semp e as eg as mesmo quando ninguém es á a e . 8. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e ou i pessoas di e en es de si. Mesmo quando disco da de alguém con inua a que e comp eende essa pessoa. 9. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e se humilde e modes o/a. Ten a não chama as a enções sob e si. 10. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e passa bons momen os. Gos a de a a bem de si. 11. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e oma as suas p óp ias decisões sob e o que az. Gos a de se li e e não es a dependen e dos ou os. 12. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e ajuda os que o/a odeiam. P eocupa-se com o bem-es a dos ou os. 13. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e e sucesso. Gos a de ecebe o econhecimen o dos ou os. A1-2 1 2 3 4 5 6 14. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e que o Go e no ga an a a sua segu ança, con a odas as ameaças. Que que o es ado seja o e, de modo a pode de ende os cidadãos. 15. Um homem/mulhe que p ocu a a a en u a e gos a de co e iscos. Que e uma ida emocionan e. 16. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e po a -se semp e como de e se . E i a aze coisas que os ou os digam que é e ado. 17. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e que os ou os lhe enham espei o. Que que as pessoas açam o que ele/ela diz. 18. Um homem/mulhe pa a quem é impo an e se leal com os amigos. Dedica-se às pessoas que lhe são p óximas. 19. Um homem/mulhe que ac edi a se iamen e que as pessoas de em p o ege a na u eza. P o ege o ambien e é impo an e pa a ele/ela. 20. Um homem/mulhe que dá impo ância à adição. Faz udo o que pode pa a agi de aco do com a sua eligião e a sua amília. 21. Um homem/mulhe que p ocu a ap o ei a odas as opo unidades pa a se di e i . É impo an e pa a ele/ela aze coisas que lhe dão p aze . A2-1 Anexo A2 - Cabeçalho do Ques ioná io Valo es Humanos e Comp ome imen o O ganizacional pa a O iciais AFA O p esen e ques ioná io oi elabo ado no âmbi o da disse ação de mes ado do Aspi an e-Aluno João B i o - a equen a o Cu so de Mes ado de Ae onáu ica Mili a , especialidade de Pilo o A iado , na Academia da Fo ça Aé ea -, e em po obje i o es uda os alo es humanos e o comp ome imen o o ganizacional jun o dos O iciais e Alunos da Academia da Fo ça Aé ea. O p eenchimen o é comple amen e anónimo e as suas espos as se ão o almen e con idenciais, des inando-se unicamen e à ealização de uma análise es a ís ica. A sua opinião é mui o impo an e, pelo que se solici a que esponda com since idade a odas as ques ões. Es ima-se que o ques ioná io demo e ap oximadamen e 10 minu os a se espondido. Ob igado pela sua colabo ação. 1. Géne o: Feminino ___ Masculino ___ 2. Pos o: O icial Subal e no___ O icial Supe io ___ B-1 Anexo B – Tabela do Tes e de No malidade (Tes e de Kolmag o - Smi no ) C-1 Anexo C – Tabela do Tes e de Homogeneidade (Tes e de Le ene) Baseado em: Es a ís ica de Le ene Ní el de signi icância COA e Média 2,572 0,021 Mediana 1,662 0,134 Mediana com d ajus ado 1,662 0,137 Média ajus ada 2,271 0,040 CONo Média 1,991 0,070 Mediana 1,674 0,131 Mediana com d ajus ado 1,674 0,132 Média ajus ada 2,003 0,069 COCal Média 1,022 0,413 Mediana 1,202 0,309 Mediana com d ajus ado 1,202 0,309 Média ajus ada 1,092 0,370 C-2 VAT Média 1,750 0,113 Mediana 1,549 0,166 Mediana com d ajus ado 1,549 0,169 Média ajus ada 1,696 0,126 VAP Média 1,482 0,188 Mediana 1,176 0,322 Mediana com d ajus ado 1,176 0,327 Média ajus ada 1,328 0,248 VE Média 0,429 0,859 Mediana 0,347 0,911 Mediana com d ajus ado 0,347 0,910 Média ajus ada 0,384 0,889 D-7 E-1 Anexo E – Quad os das Médias dos Valo es Humanos E-2 F-1 Anexo F – Quad os das Médias do Comp ome imen o O ganizacional F-2