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Concerto para violino e orquestra Op.61 L. V. Beethoven

Pereira, José João Fernandes

Abstract

Após a maravilhosa e enriquecedora experiência de interpretar a solo o Concerto para violino e orquestra de Beethoven com a Orquestra Metropolitana de Lisboa que senti a necessidade de abrir os meus horizontes para o contexto pedagógico e pertinência desta obra. Neste trabalho, propus-me enquadrar este concerto no âmbito do repertório do ensino superior, recorrendo a uma breve analise factual de composições da época e através da recolha de alguma informação sobre interpretações de violinistas contemporâneos de Beethoven. De certa forma, tento afastar-me do mito da complexidade da obra, fundamentando com factos e exemplos que poderão encontrar ao longo do trabalho e ainda tentando encontrar uma forma mais holística de a interpretar e ensinar.

Full text

P o as públicas pa a ob enção do Tí ulo de Especialis a Conce o pa a iolino e o ques a Op.61 L. V. Bee ho en José João Fe nandes Pe ei a Julho de 2021 1 Índice In odução………………………….………………………………………….………..2 Ludwig an Bee ho en…………………………………….………………………….3 L. . Bee ho en, Conce o pa a iolino e o ques a Op.61 - b e e con ex ualização………………………..………………………………………..….…5 Bee ho en enquan o iolinis a…………………………………………..…..……….8 Bee ho en e iolinis as con empo âneos da Escola F ancesa……………….…10 Enquad amen o didác ico-pedagógico do conce o pa a iolino de Bee ho en…………………………………………………………………………….12 Conclusão……………………..………………………………………………………19 Bibliog a ia…………………….………………………………………………………20 Anexos………………….……………………………………………………………..21 Pa i u a……………………………………………………………………….21 G a ação Vídeo Conce o pa a iolino e o ques a de L. . Bee ho en ! 2 In odução Foi após a ma a ilhosa e en iquecedo a expe iência de in e p e a a solo o Conce o pa a iolino e o ques a de Bee ho en com a O ques a Me opoli ana de Lisboa que sen i a necessidade de ab i os meus ho izon es pa a o con ex o pedagógico e pe inência des a ob a. Nes e abalho, p opus-me enquad a es e conce o no âmbi o do epe ó io do ensino supe io , eco endo a uma b e e analise ac ual de composições da época e a a és da ecolha de alguma in o mação sob e in e p e ações de iolinis as con empo âneos de Bee ho en. De ce a o ma, en o a as a -me do mi o da complexidade da ob a, undamen ando com ac os e exemplos que pode ão encon a ao longo do abalho e ainda en ando encon a uma o ma mais holís ica de a in e p e a e ensina . 3 Ludwig an Bee ho en ! Descenden e de uma amília de músicos da co e (o seu a ô Louis an Bee ho en oi Kapellmeis e em Bona, Alemanha), Bee ho en nasceu em Bona a 17 de dezemb o de 1770. O “génio” alemão c esceu com uma educação musical p esen e desde en a idade. O pai, Johann an Bee ho en, ambém ele músico, ma cou a in ância de Ludwig pelo modo aus e o com que ob iga a o ilho a passa ho as ao piano, espe ando que se o nasse um génio semelhan e a Moza , ao que se ac escen a a os excessos compo amen ais que ad inham do consumo de álcool. Aos doze anos, oi assis en e do o ganis a Ch is ian Go lob Nee e, de quem oi aluno. Nessa idade compôs a sua p imei a ob a, 9 Va iações pa a piano, esc i a em dó meno . Cedo chegam os p imei os conce os públicos, que da am de 1778 em Colónia, onde, pa a além do piano, ambém domina a o c a o e o iolino. Colabo ou e ensaiou com o ques as e can o es em á ios ea os de ópe a onde e e con ac o com o abalho de a is as hoje mui o consag ados, pode-se da o exemplo de W. Shakespea e. Em 1787, iajou pa a Viena mas eg essou a Bona quase imedia amen e de ido a doença súbi a da mãe, que acaba ia po alece com ube culose nesse mesmo ano. Já em 1792, mudou-se pa a Viena a a és do conde Fe dinand Walds ein que lhe concedeu uma licença pa a e aulas com F anz Joseph Haydn, al u a em que compôs os T ios de co das Op.1 e as Sona as pa a piano Op.2. A amizade com o P íncipe Lichnowsky ouxe-lhe an agens como, aumen o dos conce os públicos e p i ados, nos quais ganha a cada ez mais ama enquan o composi o e in é p e e i uoso. Mais a de, pe o dos 30 anos, começa am os p oblemas de saúde, o desespe o pe an e o diagnós ico da su dez le ou-o quase ao suicídio, al como icou egis ado no Tes amen o de Heiligens ad (1802)1. 1 Emily&Ande son,&ed.&The&le e s&o &Bee ho en&&227. 4 Em plena ma u idade, po ol a de 1803, conclui a colossal S in onia n.3 - He óica, nes a no a ase incluem-se ob as como as Sona as pa a piano Walds ein e Appassiona a , des acando-se a Ópe a Fidelio . Su giu pela úl ima ez em público, como solis a, a 22 de dezemb o de 1808 com o 4º Conce o pa a piano e a Fan asia Co al, onde ambém o am execu adas as 5ª e 6ª Sin onias. Bee ho en dedica ao A quiduque Rudolph uma sé ie de ob as como o ma de ag adecimen o do impo an e apoio inancei o que es e ep esen a pa a Bee ho en. São exemplo o Conce o pa a piano n.5 Impe ado e o T io pa a piano Op.97 - A quiduque. Es e úl imo ez pa e do p og ama com o qual Bee ho en se “despediu do público” num eci al no ano de 1814. Desde en ão, apesa de se e isolado quase o almen e da sociedade, con inuou a compo música o almen e di e en e, abs a a e in e io izada. Nes a ase es a a comple amen e su do e desolado. A gigan esca Hamme kla ie apa ece em 1818 como um eju enescimen o, bem como odas as ob as subsequen es. A música de câma a, especialmen e os qua e os de co das, mos am uma no a linguagem que i á ab i as po as pa a o Roman ismo. A sua in luência sob e oda a música do séc. XIX oi a assalado a. Na úl ima ase da ida, com o ag a amen o dos p oblemas de saúde e a espe ança énue de con ai ma imónio, Bee ho en en a numa espi al de desespe o. Nes a al u a, descob e a iloso ia o ien al e es a acaba po in luencia a sua espi i ualidade. Mo eu de doença no ígado a 26 de Ma ço de 1827, menos de ês anos deco idos desde a es eia da 9º Sin onia. É p o á el que Viena in ei a enha compa ecido na sua despedida. ! 5 L. an Bee ho en: Conce o pa a iolino e o ques a Op.61 - b e e con ex ualização Em 1794, Bee ho en conheceu o jo em iolinis a F anz Clemen quando es e inha apenas eze anos. Nessa al u a, ende eçou-lhe uma ca a onde esc e e: “Ca o Clemen e: Con inuai o caminho que a é ago a pe co eis de o ma ão bela, ão magní ica. A na u eza e a a e compe em en e si pa a aze de si um g ande a is a. Sigam ambos e, alcança ão o g ande - o maio - objec i o possí el pa a um a is a aqui na e a. Todos os o os de elicidade, que ida ju en ude, e de eg esso em b e e, pa a que possa ou i de no o a sua magní ica peça.” 2 Bee ho en seguiu de pe o a ca ei a des e jo em e con iou nele a es eia do Conce o.! !A 23 de dezemb o de 1806, num ea o de Viena, F anz Clemen , conhecido po " oca g aciosamen e, es ilo ela i amen e pequeno, mas exp essi o, e pu eza in alí el em posições agudas e en adas expos as... delicadeza indesc i í el, limpeza e elegância", ap esen ou o Conce o pa a iolino de Bee ho en. Todas as ca ac e ís icas especí icas des e conce o o am ei as à medida das suas qualidades pessoais, o conce o oi-lhe dedicado. No en an o, o desempenho não oi o melho po á ios mo i os. Clemen ecebe a a pa i u a esc i a à mão apenas dois dias an es dos músicos, o jo em de 26 anos p o a elmen e es a ia a le à p imei a is a a maio pa e do empo. Bee ho en não inha esc i o cadência, en ão en e o 1º e o 2º andamen os, o ego 2&R.&Haas,&“The&Viennese &Violinis &F anz&Clemen ”&22&& T adução&do&au o &a&pa i &do&o iginal:&Go& o h&on& he&way&which&you&hi he o&ha e& a eled&so& beau i ully,&so&magni icen ly.&Na u e &and&a & ie&wi h&each&o he &in&making&you&a&g ea &a is .&Follow& bo h&and,&you&will& each & he&g ea - he&g ea es -goal&possible& o&an&a is &he e&on&ea h.&& All&wishes& o &you &happiness,&dea &you h,&and& e u n&soon,& ha &I&may&again&hea &you &magni icen & playing 6 de Clemen eme giu e sol ou composições de sua au o ia. O p óp io conce o acabou po se “ma ginalizado“ pelo público e pelos in é p e es. Após a pe o mance , Clemen aconselhou que a ob a osse eesc i a pa a piano solo, o que Bee ho en ez em 1808. Pa a o público daquela época, o Conce o pa a iolino não e a de odo um conce o empolgan e, como Bee ho en nos habi ua a nos conce os pa a piano. Po exemplo, a abe u a começa com uma longa in odução de ês minu os a é a en ada do solis a, as cinco no as iniciais nos ímpanos pa eciam (na época) es anhas, a con inuidade en e o segundo e o e cei o andamen o e a incomum, o inal b usco conside ado chocan e, a inexis ência do i uosismo ípico da época oi decepcionan e e a ex ensão do Conce o pa ecia excessi a. O c í ico Johann Nepomuk Mose comen ou no Thea e zei ung : “As mui as belezas do conce o de em se concedidas, mas... as epe ições in ini as de ce as passagens podem acilmen e o na -se en edian es…” ( Yenn-Chwen, 1997, s.p). No Ha monicon , William Ay on esc e e: “Bee ho en não b ilhou com seu Conce o pa a iolino. É apenas iolino e mais iolino, e podia e sido esc i o po qualque composi o de e cei a ou qua a ca ego ia.” Depois des a es eia nada auspiciosa, o Conce o demo ou mui os anos a é ganha popula idade. Em 1844, o jo em iolinis a Joseph Joachim com apenas eze anos, ocou o conce o em Lond es sob a di eção de Felix Mendelssohn-Ba holdy, oi nes e p eciso momen o que o conce o começou a p ospe a . A eação do público inalmen e oi posi i a e Joachim con inuou a oca o Conce o mui as ezes semp e com g ande aclamação. Es e supo e oi undamen al pa a que o Conce o seja hoje uma eno me ob a de a e. O p imei o andamen o, Alleg o ma non oppo , inicia com cinco no as epe idas dos ímpanos (mo i o que ai uni ica oda a ob a) seguido po um p imei o ema calmo e delicadamen e esculpido e can ado pelos oboés, cla ine es e ago es. Os iolinos ecoam o mo i o dos ímpanos an es das madei as e a ompa ap esen em o belíssimo segundo ema. Após essa ex ensa in odução, que aumen a a expec a i a e a ensão, o solis a inalmen e en a com uma passagem ousada em oi a as, de uma 7 di iculdade ex ema no que oca à a inação, po es a assen e na dominan e da onalidade o iginal, ocando de o ma quase imp o isada an es de ap esen a o p imei o ema. Ap esen ado o segundo ema, as duas o ças elabo am as ideias em es ei a colabo ação du an e o eno me desen ol imen o, concluindo com uma secção anquila can ada pelo solis a. A eexposição é anunciada com a e e ência í mica dos ímpanos na abe u a inicial. Os emas da exposição essu gem com comen á ios deco a i os a é chega a cadência, (an es da cadência de K eisle , a maio ia dos solis as c ia a sua p óp ia cadência), e é com uma ci ação do segundo ema que e mina o andamen o. O segundo andamen o, La ghe o, o e ece um ema majes oso ap esen ado p imei o pelas co das, com a co ín ima da su dina, que é depois epe ido pelo cla ine e e ago e. À medida que a melodia passa pa a uma unção secundá ia, o solis a assume um papel de deco ação com o namen os ex ensos e num egis o ex emamen e agudo, lu uando com a abescos g aciosos à base de ilos, apogia u as e ou os o namen os. Es e compo amen o con igu a imedia amen e um o ma o de a iação. G adualmen e, o solis a assume mais do que um papel deco a i o e inicia um ema secundá io que o conduz ao ema inicial, des a ez com as co das em pizzica o e o solis a oca numa dinâmica ão piano que pa ece “es a em pon as dos pés”. Uma pequena cadência le a o conce o di e amen e pa a o andamen o inal. Po im, o e cei o andamen o, Rondó: Alleg o, lui pe ei amen e com o solis a a ap esen a o ema na co da sol, epe indo-se ês ezes em egis os di e en es. O esul ado é calo oso e olcló ico e a o ques a jun a-se epe idamen e à olia in o mal, à medida que o Rondó se desen ol e. Secções con as an es, que o e ecem mudanças de co e de humo , são a cha e numa esc i a ousada e segu a. Há uma ampla opo unidade pa a di e são i uosís ica ( ambém inclui espaço pa a uma cadência) e as ompas suge em paisagens pas o ais. No inal somos ab açados po um adeus e um dis ancia sono o mas de o ma quase súbi a somos su p eendidos po dois cu os aco des inais em o íssimo. ! 8 Bee ho en enquan o iolinis a Bee ho en e e as suas p imei as aulas de piano e iolino do seu pai Johann an Bee ho en, que e a su icien emen e do ado nes es ins umen os pa a ganha a ida com o ensino. Johann pa ecia e pe cebido o alen o do ilho pa a a música e ê-lo es uda longas ho as em en a idade. Bee ho en demons a a al acilidade que se ap esen ou em público aos se e anos de idade com ou os es udan es do seu pai. Po ol a de 1779, um jo em músico da co e, F anz Geo g Ro an ini, mudou-se pa a a casa da amília Bee ho en. Ro an ini e a mui o p ocu ado como p o esso de co das e desde en ão começou a da aulas de iolino e iola a Bee ho en. Con udo, es as aulas não du a am mui o po que Ro an ini mo eu em 1781, com a idade de in e e qua o anos. A a és do amigo, F anz Ge ha d Wegele , que Bee ho en conheceu em 1782, Bee ho en oi ap esen ado a uma amília onde o pensamen o in elec ual e a ís ico e a p edominan e, os B euning. Desde logo, Bee ho en oi con a ado como p o esso de piano pa a as duas c ianças pequenas dos B euning e passou a aze pa e da amília. Ele conheceu de pe o odas as c ianças B euning, especialmen e S ephan, que se o nou um dos seus amigos de oda a ida. Ambos i e am aulas de iolino com F anz Ries, o di ec o musical da Capela Elei o al em Bona. Na al u a, Bee ho en oca a num iolino da egião de Schwa zwald, que o e eceu a S ephan como lemb ança alguns anos mais a de. Apesa de nunca e sido mui o habilidoso com o iolino e a iola, en e 1788 e 1792, Bee ho en ocou iola no Tea o de Ópe a de Bona onde e e a opo unidade de abalha mui as ob as-p imas de Moza e Gluck, en e ou os, a a és das quais acumulou uma iqueza de conhecimen os e expe iências musicais que de ou a o ma não e ia eunido. Em 1792, Bee ho en mudou-se pa a Viena onde apa en emen e con inuou a e aulas de iolino ago a com Ignaz Schuppanzigh e de con apon o com Alb ech sbe ge . No en an o, alguns musicólogos con a iam es a eo ia. Bee ho en, e a ce ca de seis anos mais elho do que Schuppanzigh, à da a um me o iolinis a de 18 anos. Embo a seja in ei amen e possí el que assim osse, 15 u ilização das oi a as p ecedidas ou seguidas de uma escala c omá ica ascenden e. EXEMPLO 3 Figu a 6 L. . Bee ho en: Conce o em Ré maio (1806) - 1º andamen o Figu a 7 R. K eu ze : Conce o n.4 em Dó maio (s.d.) - 1º andamen o ! Uma ez mais encon amos semelhanças en e as igu as, an o na u ilização das e cinas como na o ma composicional do mo i o ascenden e, em e cei as e sex as as pa alelas. EXEMPLO 4 Figu a 8 L. . Bee ho en: Conce o em Ré maio (1806) - 1º andamen o Figu a 9 R. K eu ze : Conce o n.16 em Mi meno (s.d.) – 1º andamen o Nes e no o exemplo, apesa de es a em numa onalidade di e en e, a sequência ha mónica e o i mo es ão cla amen e compos os da mesma o ma. ! ! ! 16 EXEMPLO 5 Figu a 10 - L. . Bee ho en: Conce o em Ré maio (1806) - 1º andamen o ! ! ! Figu a 11 - G. Vio i: Conce o n.22 em Lá meno (1793-97) - 1º andamen o Figu a 12 - R. K eu ze : Conce o n.19 em Ré meno (s.d.) - 1º andamen o Não ão e iden es, mas igualmen e impo an es, os exce os acima mos am como Bee ho en explo ou a mis u a de a cadas u ilizadas na música ancesa pa a iolino, ão ípicas no início do século XIX. ! ! ! EXEMPLO 6 Figu a 13 - L. . Bee ho en: Conce o em Ré maio (1806) - 2º andamen o 17 Figu a 14 - R. K eu ze : Conce o n.19 em Ré meno (s.d.) - 2º andamen o No segundo andamen o do conce o, Bee ho en eco e a uma esc i a mais cadencial, mais li e, al como sucedia nos andamen os len os da música F ancesa pa a iolino na época, eco endo a lo eados e o namen os à base de ápidas escalas e ilos. EXEMPLO 7 Figu a 15 L. . Bee ho en: Conce o em Ré maio (1806) - 3º andamen o ! Figu a 16 G. Vio i: Conce o n.1 em Dó maio (1782) - 1º andamen o Embo a com uma mé ica di e en e, es e ambém é um exemplo cla o das in luências que an es e e i, as passagens i uosas em co das dob adas semp e al e nadas com uma co da sol a. 18 EXEMPLO 8 ! ! ! Figu a 17 - L. . Bee ho en: Conce o em Ré maio (1806) - 3º andamen o ! ! ! Figu a 18 - G. Vio i: Conce o n. 6 em Mi maio (1782) - 3º andamen o Nes e úl imo exemplo, apesa de pa ece pouco e iden e a olho nu, podemos encon a dois elemen os ex emamen e impo an es pelos quais Bee ho en oi in luenciado, a esc i a em o ma Rondo e iden e nas duas igu as, e ainda o modo como al e na o ema en e as co das agudas e a aco da sol. ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! 19 Conclusão! ! !Nes e abalho, p oponho i de encon o à a ual necessidade dos músicos, enquan o pe o me s, in es iga em as ob as que in e p e am, con ibuindo pa a a sua pe o mance e no p ocesso de es udo das u u as ge ações de músicos. Após uma b e e con ex ualização his ó ica e a ís ica em edo da ida de L. V. Bee ho en, p ocu o desmis i ica a di iculdade que em sendo a ibuída ao seu conce o pa a iolino e o ques a. Du an e o p ocesso de in es igação, p opus-me iden i ica , de que o ma L. V. Bee ho en oi in luenciado ao compo o seu conce o pa a iolino, eco endo a compa ações de á ios exemplos musicais de iolinis as e composi o es seus con empo âneos. Com a ealização des e abalho, a í ulo pessoal c eio que encon ei uma pon e en e a minha isão enquan o docen e e pe o me . Tais p ocessos de in es igação no epe ó io em que es amos a abalha são essenciais na o mação de um pensamen o c í ico pe an e qualque ob a a se es udada e consequen emen e ocada em público. ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! ! 20 Bibliog a ia! ! ! Sche ing, A. (1905). Geschich e de Ins umen alkonze s. Leipzig: ci ado em Schwa z, “Bee ho en,” 433. Ande son, E. (1961). The Le e s o Bee ho en. New Yo k: S Ma in’s P ess Inc. B ei kop & Ha el. (1805). Allgemeine Musikalische Zei ung. Leipzig. Haas, R. (1948). “The Viennese Violinis F anz Clemen .” The Musical Qua e ly XXXIV. Ox o d. Schwa z, B. (1966). “Violinmusik.” In Musik in Geschich e und Gegenwa , ed. Ba en ei e . Kassel S owell, R. (2005). Bee ho en: Violin Conce o (Camb idge Music Handbooks). Camb idge Uni e si y P ess. Camb idge. Williams, M. D. (1981). “Rudolphe K eu ze s Bee ho en and Be lioz.” Pend agon P ess. New Yo k. !!!