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Somos todos desiguais? Peregrinar em si e encontrar o outro como estrangeiro, revelar segredos, notícias, recriar a memória do mundo

LONDERO, Elen de Fatima

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13 SOMOS TODOS DESIGUAIS? PEREGRINAR EM SI E ENCONTRAR O OUTRO COMO ESTRANGEIRO, REVELAR SEGREDOS, NOTÍCIAS, RECRIAR A MEMÓRIA DO MUNDO ELEN DE FATIMA LONDERO T a amos na educação ques ões pa adoxais ela i as à igualdade e cons ução de sabe es emancipa ó ios do sujei o. Como se a en u a em uma sala de aula e não se impac a comumen e com a con igu ação di e si icada de alunos e ap endizes que, com suas his ó ias e expe iências indi iduais de ida, ao mesmo empo em que se dispõe ao ap endizado compa ilham elemen os cul u ais, es u u ais e sociais capazes de acusa as desigualdades sociais, a di e sidade de gêne o, e le a de o ma apaixonada a elação en e p o esso es e alunos na pe eg inação umo à abe u a e in e esse pelo conhecimen o? O ilóso o ancês Jacques Ranciè e, em sua ob a O Mes e Igno an e (2011), ap esen a-nos a na a i a de Joco o , um e olucioná io ancês que se encon a com uma u ma de alunos pa a o ensino de sua língua ma e na, sendo que os es udan es alam somen e o holandês e ele, apenas o ancês. Na si uação ap esen ada, o seu luga de p o esso que explica, apa en emen e se coloca em xeque sem a luidez de uma comunicação di e a, ou seja, aquela de ácil in e ação en e aquele que ansmi e a mensagem e aquele que a ecebe. No en an o, o que podemos ex ai des e caso é que o a o de ensina sem o apoio de uma linguagem comum a ambas as pa es, ao in és de a as a aluno e p o esso ez com que a igno ância que os a a essa a os colocasse em deslocamen o e lhes demandasse 14 ELEN DE FATIMA LONDERO uma pos u a de imp o iso: a on ei a en e o mes e que sabe e o aluno que igno a são ompidas inaugu ando assim, um p incípio de igualdade en e eles. Ampa ados pela edição bilíngue da ob a As A en u as de Telêmaco, de F ançois Fénelon, a en u a am-se na expe iência da ap endizagem, assim como a c iança que ap ende a pa i da língua ma e na, sem a necessidade de um mes e, mas a pa i da on ade e necessidade de exp essão. Assim, segundo Ranciè e, es abelece-se inicialmen e en e p o esso e aluno uma elação de igualdade e a iniciação oma o luga da explicação a pa i da expe iência. Quem es abelece a igualdade como obje i o a se a ingido, a pa i da si uação de desigualdade, de a o a pos e ga a é o in ini o. A igualdade jamais em após, como esul ado a se a ingido. Ela de e semp e se colocada an es. (Ranciè e, 2002, p.11) A pa i des e caso, ap endemos que a expe iência de se encon a com uma si uação dis in a e apa en emen e in ansponí el pode e oluciona um ideá io pedagógico p edominan e do mes e explicado que ensina e do aluno que igno a, pois, mais do que discu i mé odos educacionais e pedagógicos, com es e ensinamen o Ranciè e suge e econhece inicialmen e uma condição polí ica p é-es abelecida em que igualdade e desigualdade es ão en elaçadas em ações ope an es de um discu so hegemônico e dominan e na qual es amos inse idos his o icamen e. Desen ol endo o concei o de pe eg inação, sendo es a uma iagem ao desconhecido capaz de p opo ciona ine i a elmen e o encon o com o ou o, aqui en endido como es angei o (de si), no a o pedagógico aquele em que se encon a na si uação desigual, é necessá io no a o pedagógico desmobiliza -se cons an emen e de si mesmo. A on ade de po ência, o de i , elabo a um es ado “igno an e” no sen ido p opos o po Rancìe e pa a pe segui uma elação de igualdade como obje i o e, consequen emen e, de libe dade na cons i uição emancipa ó ia do conhecimen o. Nes e sen ido, mais do que um mé odo de 15 SOMOS TODOS DESIGUAIS? ensino, pa a Ranciè e a ação se o na uma con icção polí ica. Pa indo des es ensinamen os, emos que se a educação oi dada como luga genuíno de mani es ação da libe dade nas sociedades con empo âneas e como um espaço possí el de se equaciona os p i ilégios e as desigualdades do mundo, ac edi amos que é nela que de emos cen a nossos es o ços pa a que não seja uma ex ensão de um mecanismo op esso e epe ido de o mas colonizado as do pensamen o hegemônico na sociedade, mas de emancipação. Pa a an o, se a ação é a on e mobilizado a, en endemos ambém que é p eciso e le i sob e a subje i idade do sujei o a a és da ação e do discu so, uma ez que jun os são o que nos colocam em uma condição humana uni e sal, o que nos o na singula es na plu alidade. Pa a Hanna A end é na ação e no discu so que os homens mos am quem são, po an o, desse pon o de is a podemos conclui que a adição cul u al e a pala a alada é o que nos az se es polí icos. Sem o discu so, a ação deixa ia de se ação, pois não ha e ia a o ; e o a o , o agen e do a o, só é possí el se o , ao mesmo empo, o au o das pala as. A ação que ele inicia é humanamen e e elada a a és de pala as; e embo a o a o possa se pe cebido em sua mani es ação b u a, sem acompanhamen o e bal, só se o na ele an e a a és da pala a alada na qual o au o se iden i ica, anuncia o que ez, az ou p e ende aze . (A end , 2007, p.191) Do pon o de is a conjun u al, i emos a ualmen e em uma sociedade que é impac ada po acon ecimen os deco en es do p ocesso de globalização, como a c ise econômica expe imen ada pela economia mundial a pa i de 2008, as econ igu ações dos Es ados nacionais em suas es u u as polí icas e sociais, c ises ambien ais, en e ou os. No B asil, is o em se ap esen ado como um cená io de ins abilidade, po exemplo, nas di e izes educacionais e nos caminhos u u os que a educação pode i a se pau a den o de um p og ama go e namen al nacional que a ualmen e em desp ezado o pensamen o c í ico e demonizado 16 p á icas pedagógicas conside adas libe á ias1. Es as si uações nos azem conside a os ensinamen os de Mil on San os (1994), onde nos explica que a globalização a ende a dimensão do me cado, ou seja, a um sis ema de elações hie á quicas cons uído pa a pe pe ua um subsis ema de dominação sob e ou os subsis emas, em bene ício de poucos. Pa a ele, a globalização a ende a lógica da compe ição, e não da coope ação e co ompe, alsi ica, desequilib a e des ói. No en an o, o en en amen o des a lógica se ope acionaliza na dimensão do “luga ”, onde eúne pessoas po suas semelhanças, pela coope ação na di e ença, e onde se descob e no conjun o que não se es á sozinho. (...) o luga o na-se o mundo do e az e da espe ança, e o global, media izado po uma o ganização pe e sa, o luga da alsidade e do engodo. Se o luga nos engana, é po con a do mundo. Nessas condições o que globaliza sepa a; é o local que pe mi e a união. De ina-se o luga como a ex ensão do acon ece homogêneo ou do acon ece solidá io e que se ca ac e iza po dois gêne os de cons i uição: uma é a p óp ia con igu ação e i o ial; a ou a é a no ma, a o ganização os egimes de egulação. O luga , a egião não são mais o u o de uma solida iedade o gânica, mas de uma solida iedade egulada ou o ganizacional. Não impo a que es a seja e ême a (...). É pelo luga que e emos o mundo e ajus amos a nossa in e p e ação, pois nele o ecôndi o, o pe manen e, o eal iun am. (San os, 1994, p.20) Con e gindo com o pensamen o de San os, Canclini (1997) a i ma que o me cado ao eo ganiza a p odução e o consumo pa a ob e maio es luc os e concen á-los ende a con e e a eunião de di e enças nacionais em 1 Nes e sen ido, No a K awcyk em “A Educação F en e à Pandemia e o Du o Fascismo: Du os Comba es nos Agua dam” nos ale a sob e o mo imen o de desigualdade que ul apassa 200 anos de his ó ia, nunca es e e ão e iden e nas ins i uições públicas, com a polí ica decla adamen e ascis a em que nos encon amos. A nec opolí ica na base o ma i a do exe cício democ á ico e de cidadania. ELEN DE FATIMA LONDERO 17 desigualdades. E, subme e a polí ica às eg as do comé cio e da publicidade, do espe áculo e da co upção. Assim, pa a Canclini, uma al e na i a a es a imposição capi alis a se ia pensa mos sob e o núcleo daquilo que na polí ica é elação social: o exe cício da cidadania – e sem des inculá-la das elações de consumo, uma ez que (...) se cidadão não em a e apenas com os di ei os econhecidos pelos apa elhos es a ais pa a os que nasce am em um e i ó io, mas ambém com as p á icas sociais e cul u ais que dão sen ido de pe encimen o. (Canclini , 1997, p.22) Depa ámo-nos em um aspec o c ucial pa a chega mos a es a noção de pe encimen o como cí culo de po ência. Como se iden i ica e pe ence a um espaço que é ma cado pela colonização e seus p ocessos iolen os de aniquilamen o cul u al? Em Pode o Subal e no Fala ? (2014), a au o a Gaya i Spi ak, escanca a a o ça op esso a do pensamen o hegemônico e nos ap esen a a noção de uma decolonização da ação polí ica e in elec ual, com elação aos es udos subal e nos, ao luga de ala e de ep esen ação do ‘Ou o’ – o sujei o igno ado, explici ado pelos po os colonizados, em sua maio ia do Te cei o Mundo. C i ica a noção de ep esen ação no âmbi o polí ico em que se ‘ ala po ’ e a e-p esen ação no sen ido ilosó ico e a ís ico, de ep esen ação de alguém. Nos dois exemplos, a igu a do subal e no ou do ou o é desquali icada e silenciada, pois no sen ido de ep esen ação e ala, quem ala em ca egado de mul iplicidade. A pa i do momen o em que se escolhe a ep esen ação no luga do Ou o, es a se encon a sob a égide do Sobe ano em de imen o do op imido. A au o a az ainda, uma di e enciação en e op imido e explo ado e c i ica eemen e o luga do in es igado in elec ual na igu a dos ilóso os que e o çam suas pe spec i as ociden ais e da sobe ania eu opeia colonizado a. Assim, e omamos a na a i a inicial, em que somen e a pa i do inusi ado encon o que iden i ica ba ei as undadas nas di e enças en e in e locu o SOMOS TODOS DESIGUAIS? 18 e ecep o e que a incapacidade de comp eensão do discu so en e mes e e es udan e, p o ocou o deslocamen o, como no caso de Ranciè e, onde o p o esso Joco o a pa i do seu luga de explicado - que pode se ap oxima da igu a do colonizado no con ex o das elações hegemônicas his o icamen e p é- es abelecidas - omen ado do emb u ecimen o cogni i o de seus alunos pa a, imbuídos de uma expe iência c ia i a e i ica o p incípio de igualdade como pon o de pa ida. Olha pa a nossa ealidade his ó ica, colonizada e explo ada, a pa i da educação como uma possibilidade de ompe on ei as é mais do que u gen e no p ocesso emancipa ó io do conhecimen o, pois a educação a elada a um p incípio de igualdade, não se con igu a á um p ocesso de di e enciação dos es udan es a pa i da in eligência e a e ição da mesma, mas da on ade, como p incípio iniciado de no os pe cu sos. Des aca-se aqui a expe iência ea al a pa i do eco e da pe o ma i idade como um possí el agen e p o ocado nos p ocessos educacionais, na en a i a de es abelece um acesso, de o ma elacional, dialógico e a e i o com p o esso es e es udan es. Nes a análise, le amos em conside ação a expe iência pedagógica elabo ada pela SP Escola de Tea o, localizada na cidade de São Paulo (B asil), que oi c iada a a és dos pa adigmas “a is as que o mam a is as” e “ap ende-se ao aze ”. Com uma es u u a pedagógica que se ap esen a em um modelo modula e não hie á quico, a SP Escola de Tea o es á a ualmen e di ecionada em qua o eixos: Pe sonagem e Con li o; Na a i idade; Pe o ma i idade e Au onomia. Es a p opos a de ensino, segundo nos explica I am Cab al (2016, p.11), possui um ca á e maleá el do sis ema, o que p opo ciona a possibilidade de compa ilhamen o pa a qualque ins i uição (...) uma ez que a a de um mé odo undamen ado po meio de p oje os, o que pe mi e o es udo simul âneo de componen es o iundos dos mais di e sos campos do conhecimen o. ELEN DE FATIMA LONDERO 19 A pe o ma i idade na medida em que abalha com a sensibilidade c í ica do mundo dialoga ambém com a pedagogia ensinada po Paulo F ei e (2011), pa a o qual é a a és da educação que educado e educando ans o mam-se em sujei os eais da cons ução do sabe (...) é p opicia as condições em que os educandos em suas elações uns com os ou os e odos com o p o esso ensaiam a expe iência p o unda de assumi se... Assumi -se como sujei o po que capaz de econhece -se como obje o... É a ou edade do “não eu”, ou do u, que me az assumi a adicalidade do meu eu. (F ei e, 2011, p.42) Is o nos e ela que pa a F ei e, o ensinamen o exige não apenas a e lexão c í ica sob e a p á ica, mas o econhecimen o pelos educandos enquan o sujei os sociais, his ó icos, pensan es, ans o mado es, c iado es e capazes de muda o mundo. A expe iência adical e c í ica da educação p opos a po F ei e nos ale a, o abalho da educação ou a pedagogia nunca são neu as: ou elas libe am o homem ou o domes icam. Ampa ados pela linguagem pe o ma i a, que pode se lida pela noção de acon ecimen o, colocamos os sujei os em cena em posição de igualdade onde a o dem do discu so explicado e emb u ecedo se dissipa em con apon o en e o dize e o aze em uma ensão en e discu so, co po alidade e compo amen o. Encon amos no es udo de Jose e Fé al (2009) que o ea o pe o ma i o eme ge do c uzamen o dos dois eixos de concepções de pe o mance desen ol ido a pa i da década de 80 po Richa d Schechne e And eas Huyssen, pelo qual pa a o p imei o a pe o mance dizia espei o an o aos espaços quan o às di e sões popula es e, em seu sen ido mais amplo, a pe o mance e a é nica e in e cul u al, his ó ica e a-his ó ica, es é ica e i ualís ica, ou seja, ele amplia a a noção pa a odos os domínios da cul u a e oda o ma de mani es ação do co idiano. Já pa a o segundo, a pe o mance ca ega ia um sen ido pu amen e a ís ico, e não sociológico ou an opológico, ou seja, ele a ou a pe o mance SOMOS TODOS DESIGUAIS? 20 numa isão essencialmen e es é ica. Es a in o mação é impo an e pa a comp eende mos que oi a pa i des es dois eixos de concepções pos os em e lexão e deba e (pe o mance como expe iência e compe ência e pe o mance como a e) que eó icos como o alemão Hans Thies Lehmann es uda am a co en e es é ica conhecida po Tea o Pós-d amá ico, que em uma de suas p incipais ca ac e ís icas que o a o ea al se con igu a enquan o um acon ecimen o, ou seja, a si uação ea al se cons i ui du an e a imedia a p esença en e a is as e seu público, ques ionando o impac o da a e na ida e da ida na a e. Pa a Lehmann, po an o, o (...) ea o signi ica empo de ida em comum que a o es e espec ado es passam jun o no a que espi am jun o daquele espaço em que a peça ea al e os espec ado es se encon am en e a en e. (Lehmann, 2007, p.18) Ainda, ale menciona que no es udo de Fé al encon amos que é a a és do ea o pe o ma i o que o ea o se dis ancia da ep esen ação e aspi a a p oduzi e en o, acon ecimen o, eencon ando o p esen e, mesmo que es e não possa se a ingido (Fé al, 2009). Ace ca dis o, encon amos na ala de Bo iaud (2009, p.113) que “a a e em po inalidade eduzi a pa e mecânica em nós...”, is o signi ica dize que a a e pode es abelece um espaço de negociação en e as ealidades daquele que az e daquele que ecebe e pe cebe a ob a. Po an o, uma dinâmica de ap oximação, o ganização e mo i ação pa a o encon o en e p o esso es e alunos e de mobilidade pe an e os modelos que endem a se c is aliza . Se no ea o, especi icamen e na pe o ma i idade, os a o es en ol idos, agen es da ação e na p odução de acon ecimen os, se conec am com sua exp essão – discu so e ação no p ocesso de emancipação e pe encimen o de si e do con ex o sociopolí ico, po que não se con amina dessa expe iência em p ocessos educacionais? Na cidade de São Paulo, a SP Escola de Tea o, a pa i do p oje o Es ação SP, ELEN DE FATIMA LONDERO 21 na qual a linguagem ea al oi le ada em p ocessos o ma i os de p o esso es às Escolas Técnicas do Es ado de São Paulo (E ec), em uma aplicação do modelo de p oje o polí ico pedagógico da ins i uição, como mul iplicado de expe iências a ís icas em escolas de ensino básico, a expe iência oi colocada em p á ica em 15 (quinze) polos de E ec, a endendo 216 (duzen as e dezesseis) cidades do in e io paulis a em uma capaci ação pa a 600 (seiscen os) p o esso es. A inicia i a se inco po ou em um espaço educacional onde as a es hipo e icamen e não igu a am como uma á ea p io i á ia de o mação dos es udan es e, consequen emen e, como possibilidade de esidi no ensino do ea o uma al e na i a de ans o mação social2. Nas ações oi possí el a e i que o cons an e deslocamen o p opo cionado pela mani es ação a ís ica como elemen o p o ocado da ação pedagógica, c iou expe iências, espaços de libe dade, in e esse e ap oximação en e p o esso es e es udan es, uma ez que, do pon o de is a da o mação in elec ual e c í ica daqueles alunos, p o esso es e ou as pessoas e en ualmen e en ol idas pode iam a ua como em um p ocesso de despe a de suas espec i as sensibilidades pa a um p ocesso de consciência indi idual pe an e acon ecimen os eais de seu empo, espaço e cená ios em que i em. A expe iência p opos a oi ealizada com p o esso es de odas as á eas: a es, economia, sec e a iado, engenha ia, ma emá ica, jun amen e com seus es udan es. Todas as ações o am elabo adas le ando em conside ação o Eixo Pe o ma i o como linguagem, o Ope ado a pa i da ob a de Michel Foucaul , sob e “O Cuidado de Si e dos Ou os”, como e e encial es é ico, que nos pe mi iu abo da a his ó ia dos es udan es, p o esso es e da ida em seu en o no, bem como, exe ci a a o pensamen o c í ico, além das pala as esc i as e aladas, 2 Nes e sen ido, as Escolas Técnicas de São Paulo o e ecem os cu sos de ensino médio, ensino écnico in eg ado ao médio em adminis ação, desen ol imen o de sis emas, desenho de cons ução ci il, e en os, in o má ica, meio ambien e, anspo e me o iá io, u ismo ecep i o e ensino écnico de ele ônica. Embo a enham po missão o ma cidadãos com amplos conhecimen os humanís icos, cien í icos e ecnológicos, elas le am em conside ação as condições do me cado de abalho e ainda o e ecem cu sos majo i a iamen e egula es nas á eas di e sas das humanas, po exemplo. Vide: www.e ecsaopaulo.com.b . SOMOS TODOS DESIGUAIS? 28 ELEN DE FATIMA LONDERO desigualdades e das dis inções en e uns e ou os. Sendo, po an o, a igualdade um obje i o emancipa ó io a se pe co ido du an e o p ocesso de ap endizagem e não buscado du an e o p ocesso de ensino como um esul ado- im. Também, e ela na ação e no discu so uma condição humana uni e sal que nos o na únicos den o da plu alidade. P oje os como o Pon o Fi me no B asil e as ações ealizadas pela di e o a ea al Luísa Pin o em Po ugal nos eme em a es a ideia, pois os abalhos o iginados e pensados po a is as com pessoas em condições de libe dades es ingidas po si só e simbolicamen e já os dis inguiam, no en an o, es as ba ei as o am des ei as e supe adas nos p óp ios p ocessos de con o mação en e a is a e ap endiz que o am ambém indispensá eis pa a os esul ados a ingidos. Nes e sen ido, en endemos que o sis ema pedagógico c iado e ope acionalizado pela SP Escola de Tea o po meio de ações como o p oje o Es ação SP, é impo an e de se es uda em um con ex o de ans o mações sociais e de c ises do capi alismo que êm a ingido as sociedades e as elações humanas. Consolida o mas pedagógicas emancipa ó ias que supe em modelos hegemônicos e a caicos da educação, onde as elações en e alunos e p o esso es comumen e se es abelecem hie a quicamen e, com p og amas p é-de inidos, ins umen ais e igno am as di e enças como a o undamen al pa a o es ímulo ao pensamen o c í ico e a cons ução de uma sociedade mais plu al, mais li e e mais democ á ica, onde as pessoas possam se sen i sujei os au ônomos e pa icipan es dos p ocessos em que es ão inse idas, a uando c i icamen e pa a as ans o mações sociais. 29 SOMOS TODOS DESIGUAIS? Re e ências bibliog á icas ARENDT, Hannah (2007). A Condição Humana. 10ª ed. Rio de Janei o: Fo ense Uni e si á ia. BOURRIAUD, Nicolas (2009). 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