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Impacto do EEG Ambulatório de 24 Horas na abordagem clínica a doentes com suspeita de Epilepsia

Batista, Carla; Borges, Daniel Filipe; Coelho, Paulo; Ferreira, Axel; Pereira, Telmo; Conde, Jorge

Abstract

Introdução: O eletroencefalograma constitui a técnica gold-standard para avaliar a atividade cortical epileptógenea. No entanto, a sua sensibilidade revela-se baixa nas modalidades de registo de curta duração, sendo que, neste contexto, a utilização do EEG Ambulatório de 24 horas (EEGa) veio permitir uma maior capacidade diagnóstica, enquanto registo prolongado, a custos controlados. Objetivo: Analisar o impacto do EEGa na avaliação de doentes com suspeita de epilepsia, através da sua sensibilidade e especificidade para esse diagnóstico clínico. Secundariamente, a) avaliar a sensibilidade em função da distância temporal à última crise, b) averiguar se existe relação entre a presença de atividade paroxística e lesão, c) avaliar o follow-up dos doentes e d) determinar possíveis fatores preditivos. Material e Métodos: Estudo observacional retrospetivo de uma amostra contínua dos pacientes com suspeita de epilepsia que realizaram EEGa entre maio de 2011 e maio de 2018 no Laboratório de Neurofisiologia da Unidade Local de Saúde de Matosinhos. Resultados: Amostra de 83 indivíduos, com idade média de 44.5 anos (79 adultos e 4 pediátricos). A sensibilidade foi de 97% e especificidade de 73% para o diagnóstico de epilepsia, com uma taxa de falsos positivos e falsos negativos de 5% e 7%, respetivamente. Conclusões: O EEGa deve ser um estudo neurofisiológico a considerar mais frequentemente na prática clínica, almejando um diagnóstico mais precoce de epilepsia ou contrariando este, designadamente nos casos em que os exames de primeira linha sejam normais e a convicção clínica permaneça. A brevidade obtida para o diagnóstico evita as expectáveis e demais consequências.

Full text

1 4 Resumos Cien í icos i mo de abalho.Ma e ial e Mé odos: A amos a é compos a po 30 indi íduos com idades comp eendidas en e os 22 e 66 anos que exe cem a sua a i idade num egime no u no pe manen e com ho á io de abalho comp eendido en e as 23h e as 7h. Foi u ilizada a écnica de mono o ização ambula ó ia da p essão a e ial que pe mi e ob e de o ma au omá ica múl iplas medições indi e as da p essão a e ial num pe íodo de 24 ho as. Resul ados: Rela i amen e aos pa âme os da p essão a e ial ob idos a a és do MAPA cons a ou-se que as médias ob idas du an e as 24h, no pe íodo diu no e no u no são comp eendidas en e os alo es de no malidade. O géne o eminino ap esen a alo es ligei amen e mais ele ados em elação ao géne o masculino. Conclusões: Nes a in es igação a a i idade no u na nos p o issionais que exe cem o seu abalho num egime no u no pe manen e não p o ocou g andes al e ações a ní el da p essão a e ial uma ez que exis e uma adap ação ao egime de abalho desempenhado. Pala as-cha e: P essão a e ial; Ri mo ci cadiano | Blood p essu e; Ci cadian hy hm. Impac o do EEG Ambula ó io de 24 Ho as na abo dagem clínica a doen es com suspei a de Epilepsia Impac o 24H Ambula o y EEG in he clinical app oach o pa ien s wi h suspec ed Epilepsy Ca la Ba is a1*, Daniel Filipe Bo ges1,2, Paulo Coelho2, Axel Fe ei a2, Telmo Pe ei a1, Jo ge Conde1 1Ins i u o Poli écnico de Coimb a, Escola Supe io de Tecnologia da Saúde, Coimb a, Po ugal 2Se iço de Neu ologia - Depa amen o de Medicina - Unidade Local de Saúde de Ma osinhos, Hospi al Ped o Hispano (ULSM-HPH), Ma osinhos, Po ugal Au o a pa a co espondência: Ca la Ba is a, Labo a ó io de Neu o isiologia, Se iço de Neu ologia, Piso 3, Unidade local de Saúde de Ma osinhos - Hospi al Ped o Hispano, Rua D . Edua do To es, 4464-513 Senho a da Ho a * [email p o ec ed].p Resumo In odução: O ele oence alog ama cons i ui a écnica gold-s anda d pa a a alia a a i idade co ical epilep ógenea. No en an o, a sua sensibilidade e ela-se baixa nas modalidades de egis o de cu a du ação, sendo que, nes e con ex o, a u ilização do EEG Ambula ó io de 24 ho as (EEGa) eio pe mi i uma maio capacidade diagnós ica, enquan o egis o p olongado, a cus os con olados. Obje i o: Analisa o impac o do EEGa na a aliação de doen es com suspei a de epilepsia, a a és da sua sensibilidade e especi icidade pa a esse diagnós ico clínico. Secunda iamen e, a) a alia a sensibilidade em unção da dis ância empo al à úl ima c ise, b) a e igua se exis e elação en e a p esença de a i idade pa oxís ica e lesão, c) a alia o ollow-up dos doen es e d) de e mina possí eis a o es p edi i os. Ma e ial e Mé odos: Es udo obse acional e ospe i o de uma amos a con ínua dos pacien es com suspei a de epilepsia que ealiza am EEGa en e maio de 2011 e maio de 2018 no Labo a ó io de Neu o isiologia da Unidade Local de Saúde de Ma osinhos. Resul ados: Amos a de 83 indi íduos, com idade média de 44.5 anos (79 adul os e 4 pediá icos). A sensibilidade oi de 97% e especi icidade de 73% pa a o diagnós ico de epilepsia, com uma axa de alsos posi i os e alsos nega i os de 5% e 7%, espe i amen e. Conclusões: O EEGa de e se um es udo neu o isiológico a conside a mais equen emen e na p á ica clínica, almejando um diagnós ico mais p ecoce de epilepsia ou con a iando es e, designadamen e nos casos em que os exames de p imei a linha sejam no mais e a con icção clínica pe maneça. A b e idade ob ida pa a o diagnós ico e i a as expec á eis e demais consequências. Pala as-cha e: Ele oence alog ama, Epilepsia, Diagnós ico, Sensibilidade. | Elec oencephalog am, Epilepsy, Diagnosis, Sensibili y.