Full text
17 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
Expo -media :
concepção da exposição
“A qui ec u a Mode na
no A qui o Teó ilo Rego”
Inês Aze edo & Joana Ma eus
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Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es.
19 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
O Se iço Educa i o do Museu Casa da Imagem - MCI,
enquan o pa icipan e do p ojec o de in es igação
FAMEP – “Fo og a ia, A qui ec u a Mode na e a
‘Escola do Po o’: in e p e ações em o no do A qui o
Teó ilo Rego”, concebeu, em a iculação es ei a com
os ou os in es igado es do p ojec o, a exposição
inal do mesmo in i ulada “A qui ec u a Mode na
no A qui o Teó ilo Rego”. Conside ou-se, logo num
p imei o momen o da in es igação, a “necessidade
de ge i , concilia e a icula as expe a i as de uma
dinamização cul u al do obje o da in es igação
com os obje i os do se iço educa i o do Museu
da Casa da Imagem, em unção dos obse ado es
mais a iados e dis in os que cons i ui ão o público
do ace o o og á ico” (Aze edo, Ma eus, Pes ana,
2013, p. 29). E ec i amen e, as linhas que o ien am o
Se iço Educa i o (SE) e se em os obje i os do Museu
implicam que, a a és da sua ac i idade, se cons ua
uma elação especí ica com o público, que seja de
encon o, pa icipação e ap oximação. Assim, ao
longo p oje o e na exposição, a p incipal unção
do Se iço Educa i o oi a de p oduzi p opos as de
mediação en e a in es igação e o público. O SE
coloca-se como mediado , ope ando a adução
dos conhecimen os da in es igação numa imagem
exposi i a ao dispo do público; ao mesmo empo
que conside a a imagem o og á ica, em si mesma,
mediação: ela o na-se o luga de encon o do
sujei o com o espaço de ep esen ação e consigo
p óp io enquan o obse ado pa icipan e.
A esc i a de um a gumen o exposi i o
a pa i da in es igação no a qui o
Pa a concebe a exposição inal do p ojec o FAMEP
o Se iço Educa i o do MCI elabo a um a gumen o
exposi i o a pa i das imagens o og á icas
selecionadas pelos in es igado es, das e lexões
p oduzidas sob e as o og a ias do undo o og á ico
e dos escassos egis os esc i os do o óg a o.
Os in es igado es, den o dos objec os de abalho
es ipulados no p ojec o, o am analisando e e lec indo
sob e as possí eis ap oximações ao undo o og á ico;
es abelece am elações en e as o og a ias do a qui o
e a o og a ia de a qui ec u a mode na, azendo-o
consoan e as suas a inidades e os p óp ios campos
cien í icos. A esc i a do a gumen o exposi i o ez-se,
assim, da comunhão en e as especi icidades azidas
à in es igação po cada um dos seus p o agonis as,
em diálogo com o que se iden i icou como sendo
singula ao o óg a o e p óp io do ema que
baliza o p ojec o: a A qui ec u a Mode na.
Logo na cons i uição do p ojec o, es ando as
o og a ias ainda no seu acondicionamen o inicial
(caixas, en elopes ou emb ulhos), sob supo e de
nega i o em película ou id o, o am econhecidas
e iden i icadas imagens cujas ob as ep esen adas
pe enciam a alguns dos a qui ec os da chamada
“Escola do Po o”1. O p imei o a qui ec o a susci a
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o in e esse po pa e dos in es igado es des e
p ojec o oi o A qui ec o Ma ques da Sil a cuja ob a
comple a, e isi ada na exposição de 1953 ei a em
sua homenagem, oi o og a ada e ampliada po
Teó ilo Rego. Suben ende-se, pelo desen ola da
in es igação, que esse p imei o abalho e á sido
impulsionado do es an e abalho do o óg a o
com os a qui ec os da “Escola do Po o”.
Conside a-se que a esponsabilidade en egue a es e
o óg a o no início da sua ca ei a como o óg a o
come cial, con ibuiu pa a que mui os ou os
a qui ec os (ce ca de ês dezenas) encomendassem
egis os o og á icos a Teó ilo Rego, en e os quais se
encon am João And esen, Januá io Godinho, Rogé io
de Aze edo, o colec i o A.R.S ou José Ca los Lou ei o.
A p og essi a in en a iação do Fundo Fo og á ico
Teó ilo Rego esul ou num ajus e das expec a i as
ge adas sob e o olume de o og a ias de a qui ec u a
exis en e no mesmo Fundo, inicialmen e undadas
pela quan idade de ob as egis adas de Ma ques
da Sil a, de João And esen e da Hid oeléc ica do
Cá ado (HICA). E ec i amen e, associado à maio
pa e dos a qui ec os não há an a a iedade nem
quan idade de abalho o og á ico ealizado.
Ve i icou-se, ainda, que a iden i icação ex e io das
caixas de acondicionamen o o iginal, ealizada
po Teó ilo Rego, nem semp e co espondeu com os
egis os o og á icos no seu in e io . De aco do com a
e lexão do in es igado Miguel Mo ei a Pinho, a pa i
da pesquisa e ec uada no a qui o, o egis o das ob as
de João And esen des aca-se que pela quan idade
e di e sidade de ma e ial o og á ico, que pela
quan idade e di e sidade de p ojec os. No Fundo
Fo og á ico encon am-se o og a adas di e sas ob as2
des e a qui ec o ealizadas en e os anos 50 e 60 do
séc. XX, á ios mapas, g á icos, igu as ou o og a ias
e i adas de li os ( al ez no âmbi o da p epa ação
pa a a docência da disciplina de U banismo, na ESBAP)
e ainda o og a ias de amília. A elação ap oximada
en e Teó ilo Rego e João And esen pa ece se
excepcional e não e á sido eplicada pelo o óg a o
com os ou os a qui ec os com quem abalhou. Es e
ac o acaba po e e idência na exposição pelo
maio núme o de egis os de ob as da a qui ec u a de
And esen aí ep esen adas.
A dispa idade e di e ença da quan idade de
egis os o og á icos encon ados nas caixas de
1 Uma dessas imagens es á p esen e na sala de en ada
da exposição, dedicada à Escola Supe io de Belas A es.
Ve pág. 109.
2 Fo am o og a ados po Teó ilo Rego, em 1960, o Palácio
da Jus iça de Lisboa, o Edi ício do BES em S. João da
Madei a 1959/62, os no os Paços do Concelho e Viana do
Cas elo, as p opos as pa a Anco agem No e da Pon e
sob e o Tejo, 1962; o Plano Tu ís ico da Ma inha – Sec o
da Guia, Cascais, 1961; o An eplano de U banização do
Cen o de Tu ismo Reis Magos, na Madei a, 1964; en e
ou as.
21 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
acondicionamen o iden i icadas com o nome dos
a qui ec os, ez com que odas as caixas, en elopes
e emb ulhos (que não as caixas das o og a ias de
e a o, co esponden es a ce ca de 1/3 do undo)
ossem isi adas pelos in es igado es do p ojec o.
Assim, as caixas de emp esas de cons ução, de
câma as municipais, de emp esas cujos edi ícios
o am p ojec ados po a qui ec os, bem como as
caixas onde Teó ilo Rego coloca a as o og a ias
que ealiza a o a do âmbi o da sua emp esa “Fo o-
Come cial Teó ilo Rego”, passa am a se objec o de
esc u ínio no deco e da in es igação. Es e p ocesso
de isualização das o og a ias e econhecimen o
da ob a dos a qui ec os a pa i do Fundo Fo og á ico
Teó ilo Rego, acabou po não se su icien e pa a
a c iação de uma na a i a que seguisse um io
condu o cla o e consequen e sob e o abalho
p o issional do o óg a o no âmbi o da a qui ec u a,
nem pe mi iu o comple o escla ecimen o da sua
elação com os a qui ec os. Consequen emen e,
no as e inespe adas linhas de in es igação acaba am
po se conside adas pa a es udo, ab indo caminho
pa a ocos de abo dagem mais especí icos, como
o ema das Exposições Magnas da Escola Supe io
de Belas A es do Po o, as o og a ias noc u nas
ou as o omon agens.
Como a in es igação acabou po cla i ica , o a qui o
de Teó ilo Rego não é um supo e passi o e es á ico
a pa i do qual uma his ó ia consensual e linea
possa se con ada: “é como um limia em que o
di o e não di o se in e pene am, em que eles são
con ingen es um sob o ou o”3 (Eme ling, 2012, p.
122). Assim sendo, oi-se delineando um a gumen o
compos o po di e sas na a i as agmen adas mas
con e gen es em o no de dois pon os inicialmen e
de inidos: a ma é ia – a o og a ia de a qui ec u a
mode na ealizada po Teó ilo Rego, e a sua
exposição – momen o que medeia a in es igação
ealizada sob e a o og a ia de a qui ec u a.
A ma é ia exposi i a
Inicialmen e, a exposição cons i ui-se a a és do
abalho que o Se iço Educa i o do MCI ealiza de
iden i ica , desc e e e comp eende um campo
de in es igação, ago a anspos o pa a o campo
o mal exposi i o. No deco e do p ojec o os
in es igado es o am iden i icando conco dâncias
ac uais e his ó icas que lhes pe mi i am consolida
algumas conclusões: em p imei o luga , a p emissa
de que a c escen e pa icipação dos A qui ec os
do Po o em publicações, concu sos e exposições,
3 “i is mo e like a h eshold whe ein said and unsaid
in e pene a e, whe ein hey a e con ingen upon one
o he .”
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Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es.
23 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es.
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p omo eu a exis ência de uma elação p o issional com
Teó ilo Rego (Maia, T e isan, 2015, p.17), sendo que a
encomenda ao o óg a o só é ei a após a p opos a de
publicação de uma ob a. Te á sido assim com a Casa
Lino Gaspa , na Figuei a da Foz, 1960, a Casa Richa d
Wall, Po o, 1958/60 e o Bai o da FCP-HE, em Vila No a
de Gaia, 1957/60 (Pin o, 2015, p.25), comp o ando a
a i mação da o og a ia no pe íodo de a qui ec u a
mode na como eículo de comunicação da ob a em
publicações, compe ições e exposições. E ec i amen e,
mui as das o og a ias de a qui ec u a econhecidas
no p oje o o am ealizadas com o p opósi o da sua
publicação em e is as, mas ambém da a aliação
em concu sos, ou do egis o da e iciência écnica
dos engenhei os e do alo a ís ico dos a qui ec os
implicados na cons ução dos edi ícios do p og esso
ecnológico – são dis o exemplo os o oli os com g á icos
e desenhos, ealizados po Teó ilo Rego, pa a se em
u ilizados pela HICA na ep odução em sé ie das á ias
monog a ias e ca álogos lançados pela emp esa.4
Segundo Da id Campany, oi a a és do mode nismo
que a a qui ec u a se o nou p o undamen e cúmplice
da imagem o og á ica (2014: 30) e os a qui ec os
o am inco po ando os alo es es é icos e cul u ais da
o og a ia no seu abalho. O o óg a o, al como o
a qui ec o, es á cien e do pode da o og a ia na
ans o mação do desenho e das cons uções
a qui ec ónicas em imagens p omocionais
e de p opaganda.
A o og a ia de a qui ec u a é um objec o de
mediação po excelência, que di ulga ao público a
ob a cons uída, pa a além de se cons i ui semp e
como egis o documen al e imagem abe a à
in e p e ação, pa a os a qui ec os e demais agen es
que u ilizam p o issionalmen e a imagem o og á ica
(académicos, clien es, publici á ios e ou os).
Pa a além des e aspec o uncional associado à
o og a ia de a qui ec u a, que é ans e sal a odas
as o og a ias da exposição, a segunda conclusão
pa ilhada pelos in es igado es do p ojec o é a de que
a o og a ia de a qui ec u a mode na no a qui o Teó ilo
Rego coloca em e idência a p óp ia mode nidade.
Segundo Bea iz Colomina (Maia, T e isan, 2015, p.20),
a A qui ec u a Mode na ambém oi c iada den o dos
espaços das o og a ias. Como dizem as au o as, sendo
a o og a ia um meio na u almen e bidimensional,
coube ao o óg a o e ao a qui ec o a en a i a de
cons ui encenações que p omo essem a a i mação
da na u al idimensionalidade da a qui ec u a,
incen i ando uma noção mode na de espaço e empo,
onde nenhum objec o podia se comp eendido de
um único pon o de is a, sendo necessá io se i ido,
manipulado e obse ado de di e en es ângulos, em
pe manen e mo imen o. Es a p ocu a de uma múl ipla
ep esen ação do objec o pode se encon ada nas
4 Na exposição, es es objec os encon am-se ep esen ados
numa caixa de luz e em p ojeções. Ve pág. 10, 34 e 38
25 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
o og a ias que se e e em a p ojec os a subme e a
concu sos, como o Monumen o ao In an e D. Hen ique,
Sag es, 1954/56, de João And esen; ou o p ojec o
do Monumen o a Auschwi z, de João And esen; ou
o p ojec o “A T a elling Thea e” de He mínio Bea o
de Oli ei a, 1961, no âmbi o da Union In e na ionale
des A chi ec s (UIA), na In e na ional Compe i ion A
T a elling Thea e o A chi ec u e S uden s. Nes es
p ojec os, odos eles maque as (uma das emá icas
p esen es na exposição), a ap esen ação de di e en es
pe spec i as do monumen o – imagens pano âmicas,
ap oximadas, de de alhe, ap esen ando di e en es
ângulos, com luz de es údio, no ex e io , com luz na u al,
ou simulando iluminação noc u na – demons am a
p ocu a de um e ei o cenog á ico e de um es o ço
de ea alidade co esponden e à en a i a de
combina ealidade e icção. A a iedade de egis os,
p óp ios da isão mode nis a, ambém é isí el na
o og a ia de Teó ilo Rego sob e a cidade do Po o.
A P aça D. João I é um des es exemplos: o og a ada
de dia e de noi e, a ibuindo ealce aos di e en es
ambien es lumínicos e à iluminação pública.
Segundo o in es igado Jo ge Pimen el há, em Teó ilo
Rego, uma p eocupação em documen a o espaço
u bano, o og a ando o espaço público e a sua
i ência, a es a uá ia e a a qui ec u a. No en an o,
segundo o mesmo in es igado , se compa adas
o og a ias do mesmo edi ício – Jo nal “O Comé cio do
Po o” e Ho el In an e Sag es – ealizadas po Teó ilo
Rego e pela Casa Al ão, em Teó ilo Rego econhece-
se que a p eocupação de documen ação do espaço
u bano des anece a a o do edi ício ( ac o de
encomenda e, po an o, a ado enquan o elemen o
p incipal), enquan o que a Casa Al ão p ocu a uma
o og a ia que in eg e o edi ício no espaço que a
ci cunda e na i ência quo idiana. A capacidade que
Teó ilo Rego em de se adap a enquan o o óg a o
pa a esponde às exigências do abalho solici ado
é ou o dos elemen os de ealce da iden i icação
da sua ob a o og á ica. Ao mesmo empo que a
espos a a uma encomenda come cial demons a
a sua apu ada capacidade de sín ese no egis o do
elemen o a comunica , p essupõe-se que o abalho de
o og a ia de a qui ec u a que p oduziu em conjun o
com os a qui ec os enha in luenciado a di e sidade
de enquad amen os e de ambien es da o og a ia
pessoal, que se mani es a na p ocu a da di e sidade.
Teó ilo Rego, nos momen os li es da “Fo o-Come cial”,
pa ilha a on ade mode na de i e a cidade e
de a egis a , al como os a qui ec os mode nas
aziam con ic os da necessidade de documen a
a u be como habi a humano po excelência.
Finalmen e, os in es igado es pa ilham o
econhecimen o da mes ia de Teó ilo Rego na
manipulação e ab icação das imagens o og á icas.
Compa a i amen e a o óg a os que o p ecede am,
como a Casa Al ão e Ma ques de Ab eu – pe encen es
a uma co en e na u alis a que de endia o espei o
absolu o pelos o iginais – Teó ilo Rego dis ingue-se
o nando-se pe i o na a e da manipulação.
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Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015.
Fo og a ia de An ónio Al es.
33 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
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Es a p opos a encon a-se e o mulada num obje o
exposi i o da exposição inal, um dio ama de
a qui ec u a, e é exempla da dupla ap oximação
à imagem de a qui ec u a p opos a pelo SE. Po um
lado, o médium da o og a ia p es a-se de o ma
única à possibilidade de se documen a e, ao
mesmo empo, in e p e a a ealidade (Campany,
2014, p. 28). Po ou o lado, sabemos que a imagem
é uma es u u a abe a à in e p e ação complexa
que o ”obse ado con empo âneo, que pa icipa
na cons i uição da ob a de a e pelo des io de
pon o de is a e da dis o ção (…) é capaz de
concebe ela i amen e ao con ex o de p odução,
dis ibuição e consumo das imagens” (Aze edo,
Ma eus, Pes ana, 2013, p.31). Finalmen e, a imagem
o og á ica, nos aspec os da sua deg adação e
sinais da sua pe enidade, “implica o obse ado
no jogo das o mas que p i ilegia os p ocessos e
as elações idas na expe iência isual” (2013:32),
num p ocesso sensí el que ompe com o campo
ep esen a i o da imagem pa a in oduzi o que Didi-
Hube man designa como duplo egime da imagem.
Na exposição, o dio ama de a qui ec u a icou
con ido numa caixa neg a, he dei a da câma a
escu a e das caixas óp icas onde se ecolhem e
e elam na a i as compos as pelo público a a és
de igu as da o og a ia de a qui ec u a do p ojec o.
A boca de cena do dio ama, bem como os
mo imen os de colocação das igu as no dio ama
pelo pa icipan e, p ojec am-se em empo eal,
a a és de um ci cui o de ideo echado, num ec ã
na pa ede on al5. P e endeu-se uma al e ação da
posição do obse ado ace à exposição que, mais
do que pe an e uma ap esen ação de objec os, se
ê no ce ne de uma expe iência de p odução de
imagens, ans o mando-se, ele p óp io, em mediado
da elação que es abelece com as imagens.
En endido como um p ojec o con empo âneo,
a exposição concebida pelo SE p e endeu, não
só ap oxima -se às imagens como e idências
do passado com um enquad amen o his ó ico
e disciplina de inido, mas ambém pe mi i que
o ma e ial de a qui o – espécies o og á icas,
supo es exposi i os, ma e iais e disposi i os
o og á icos – osse econ igu ado no p esen e.
Ao epu a os supo es exposi i os e a pa icipação
do público como objec os e p ocessos de mediação,
o SE p e endeu ap esen a uma exposição que
p omo esse uma elação mais comp ome ida
e ni elada en e p odu o es e obse ado es.
5 Ve pág. 37
35 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015.
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Fo og a ia de An ónio Al es.
37 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego
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