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Expôr-mediar: concepção da exposição “Arquitetura Moderna no Arquivo Teófilo Rego “

AZEVEDO, Inês; MATEUS, Joana

Abstract

Ao identificar inúmeras fotografias de Teófilo Rego referentes às Exposições Magnas nas caixas de acondicionamento das “Belas Artes” e, sendo este o contexto primordialmente identificado de relação entre o fotógrafo e os arquitectos, o Serviço Educativo da Casa da Imagem investigou sobre o contexto destas exposições. É conhecendo e estabelecendo um paralelismo entre as propostas pedagógicas defendidas e promovidas pelo Arquitecto Carlos Ramos - Professor e posteriormente Director da Escola Superior de Belas Artes do Porto (ESBAP) –, tornadas visíveis nas Exposições Magnas, e a exposição final do projecto de investigação FAMEP, também ele resultante de um contexto académico, que se recuperam alguns objectos de exposição originais visíveis em fotografia de arquitectura trabalhados no projecto. Estabeleceu-se, a partir desta investigação que, na exposição Arquitectura Moderna no Arquivo Teófilo Rego, o suporte expositivo tomado como dispositivo de visualização realizaria a função de configurar uma natureza artificial, propícia ao encontro da imagem fotográfica com o público.

Full text

17 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego Expo -media : concepção da exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego” Inês Aze edo & Joana Ma eus 18 Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es. 19 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego O Se iço Educa i o do Museu Casa da Imagem - MCI, enquan o pa icipan e do p ojec o de in es igação FAMEP – “Fo og a ia, A qui ec u a Mode na e a ‘Escola do Po o’: in e p e ações em o no do A qui o Teó ilo Rego”, concebeu, em a iculação es ei a com os ou os in es igado es do p ojec o, a exposição inal do mesmo in i ulada “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”. Conside ou-se, logo num p imei o momen o da in es igação, a “necessidade de ge i , concilia e a icula as expe a i as de uma dinamização cul u al do obje o da in es igação com os obje i os do se iço educa i o do Museu da Casa da Imagem, em unção dos obse ado es mais a iados e dis in os que cons i ui ão o público do ace o o og á ico” (Aze edo, Ma eus, Pes ana, 2013, p. 29). E ec i amen e, as linhas que o ien am o Se iço Educa i o (SE) e se em os obje i os do Museu implicam que, a a és da sua ac i idade, se cons ua uma elação especí ica com o público, que seja de encon o, pa icipação e ap oximação. Assim, ao longo p oje o e na exposição, a p incipal unção do Se iço Educa i o oi a de p oduzi p opos as de mediação en e a in es igação e o público. O SE coloca-se como mediado , ope ando a adução dos conhecimen os da in es igação numa imagem exposi i a ao dispo do público; ao mesmo empo que conside a a imagem o og á ica, em si mesma, mediação: ela o na-se o luga de encon o do sujei o com o espaço de ep esen ação e consigo p óp io enquan o obse ado pa icipan e. A esc i a de um a gumen o exposi i o a pa i da in es igação no a qui o Pa a concebe a exposição inal do p ojec o FAMEP o Se iço Educa i o do MCI elabo a um a gumen o exposi i o a pa i das imagens o og á icas selecionadas pelos in es igado es, das e lexões p oduzidas sob e as o og a ias do undo o og á ico e dos escassos egis os esc i os do o óg a o. Os in es igado es, den o dos objec os de abalho es ipulados no p ojec o, o am analisando e e lec indo sob e as possí eis ap oximações ao undo o og á ico; es abelece am elações en e as o og a ias do a qui o e a o og a ia de a qui ec u a mode na, azendo-o consoan e as suas a inidades e os p óp ios campos cien í icos. A esc i a do a gumen o exposi i o ez-se, assim, da comunhão en e as especi icidades azidas à in es igação po cada um dos seus p o agonis as, em diálogo com o que se iden i icou como sendo singula ao o óg a o e p óp io do ema que baliza o p ojec o: a A qui ec u a Mode na. Logo na cons i uição do p ojec o, es ando as o og a ias ainda no seu acondicionamen o inicial (caixas, en elopes ou emb ulhos), sob supo e de nega i o em película ou id o, o am econhecidas e iden i icadas imagens cujas ob as ep esen adas pe enciam a alguns dos a qui ec os da chamada “Escola do Po o”1. O p imei o a qui ec o a susci a 20 o in e esse po pa e dos in es igado es des e p ojec o oi o A qui ec o Ma ques da Sil a cuja ob a comple a, e isi ada na exposição de 1953 ei a em sua homenagem, oi o og a ada e ampliada po Teó ilo Rego. Suben ende-se, pelo desen ola da in es igação, que esse p imei o abalho e á sido impulsionado do es an e abalho do o óg a o com os a qui ec os da “Escola do Po o”. Conside a-se que a esponsabilidade en egue a es e o óg a o no início da sua ca ei a como o óg a o come cial, con ibuiu pa a que mui os ou os a qui ec os (ce ca de ês dezenas) encomendassem egis os o og á icos a Teó ilo Rego, en e os quais se encon am João And esen, Januá io Godinho, Rogé io de Aze edo, o colec i o A.R.S ou José Ca los Lou ei o. A p og essi a in en a iação do Fundo Fo og á ico Teó ilo Rego esul ou num ajus e das expec a i as ge adas sob e o olume de o og a ias de a qui ec u a exis en e no mesmo Fundo, inicialmen e undadas pela quan idade de ob as egis adas de Ma ques da Sil a, de João And esen e da Hid oeléc ica do Cá ado (HICA). E ec i amen e, associado à maio pa e dos a qui ec os não há an a a iedade nem quan idade de abalho o og á ico ealizado. Ve i icou-se, ainda, que a iden i icação ex e io das caixas de acondicionamen o o iginal, ealizada po Teó ilo Rego, nem semp e co espondeu com os egis os o og á icos no seu in e io . De aco do com a e lexão do in es igado Miguel Mo ei a Pinho, a pa i da pesquisa e ec uada no a qui o, o egis o das ob as de João And esen des aca-se que pela quan idade e di e sidade de ma e ial o og á ico, que pela quan idade e di e sidade de p ojec os. No Fundo Fo og á ico encon am-se o og a adas di e sas ob as2 des e a qui ec o ealizadas en e os anos 50 e 60 do séc. XX, á ios mapas, g á icos, igu as ou o og a ias e i adas de li os ( al ez no âmbi o da p epa ação pa a a docência da disciplina de U banismo, na ESBAP) e ainda o og a ias de amília. A elação ap oximada en e Teó ilo Rego e João And esen pa ece se excepcional e não e á sido eplicada pelo o óg a o com os ou os a qui ec os com quem abalhou. Es e ac o acaba po e e idência na exposição pelo maio núme o de egis os de ob as da a qui ec u a de And esen aí ep esen adas. A dispa idade e di e ença da quan idade de egis os o og á icos encon ados nas caixas de 1 Uma dessas imagens es á p esen e na sala de en ada da exposição, dedicada à Escola Supe io de Belas A es. Ve pág. 109. 2 Fo am o og a ados po Teó ilo Rego, em 1960, o Palácio da Jus iça de Lisboa, o Edi ício do BES em S. João da Madei a 1959/62, os no os Paços do Concelho e Viana do Cas elo, as p opos as pa a Anco agem No e da Pon e sob e o Tejo, 1962; o Plano Tu ís ico da Ma inha – Sec o da Guia, Cascais, 1961; o An eplano de U banização do Cen o de Tu ismo Reis Magos, na Madei a, 1964; en e ou as. 21 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego acondicionamen o iden i icadas com o nome dos a qui ec os, ez com que odas as caixas, en elopes e emb ulhos (que não as caixas das o og a ias de e a o, co esponden es a ce ca de 1/3 do undo) ossem isi adas pelos in es igado es do p ojec o. Assim, as caixas de emp esas de cons ução, de câma as municipais, de emp esas cujos edi ícios o am p ojec ados po a qui ec os, bem como as caixas onde Teó ilo Rego coloca a as o og a ias que ealiza a o a do âmbi o da sua emp esa “Fo o- Come cial Teó ilo Rego”, passa am a se objec o de esc u ínio no deco e da in es igação. Es e p ocesso de isualização das o og a ias e econhecimen o da ob a dos a qui ec os a pa i do Fundo Fo og á ico Teó ilo Rego, acabou po não se su icien e pa a a c iação de uma na a i a que seguisse um io condu o cla o e consequen e sob e o abalho p o issional do o óg a o no âmbi o da a qui ec u a, nem pe mi iu o comple o escla ecimen o da sua elação com os a qui ec os. Consequen emen e, no as e inespe adas linhas de in es igação acaba am po se conside adas pa a es udo, ab indo caminho pa a ocos de abo dagem mais especí icos, como o ema das Exposições Magnas da Escola Supe io de Belas A es do Po o, as o og a ias noc u nas ou as o omon agens. Como a in es igação acabou po cla i ica , o a qui o de Teó ilo Rego não é um supo e passi o e es á ico a pa i do qual uma his ó ia consensual e linea possa se con ada: “é como um limia em que o di o e não di o se in e pene am, em que eles são con ingen es um sob o ou o”3 (Eme ling, 2012, p. 122). Assim sendo, oi-se delineando um a gumen o compos o po di e sas na a i as agmen adas mas con e gen es em o no de dois pon os inicialmen e de inidos: a ma é ia – a o og a ia de a qui ec u a mode na ealizada po Teó ilo Rego, e a sua exposição – momen o que medeia a in es igação ealizada sob e a o og a ia de a qui ec u a. A ma é ia exposi i a Inicialmen e, a exposição cons i ui-se a a és do abalho que o Se iço Educa i o do MCI ealiza de iden i ica , desc e e e comp eende um campo de in es igação, ago a anspos o pa a o campo o mal exposi i o. No deco e do p ojec o os in es igado es o am iden i icando conco dâncias ac uais e his ó icas que lhes pe mi i am consolida algumas conclusões: em p imei o luga , a p emissa de que a c escen e pa icipação dos A qui ec os do Po o em publicações, concu sos e exposições, 3 “i is mo e like a h eshold whe ein said and unsaid in e pene a e, whe ein hey a e con ingen upon one o he .” 22 Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es. 23 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es. 24 p omo eu a exis ência de uma elação p o issional com Teó ilo Rego (Maia, T e isan, 2015, p.17), sendo que a encomenda ao o óg a o só é ei a após a p opos a de publicação de uma ob a. Te á sido assim com a Casa Lino Gaspa , na Figuei a da Foz, 1960, a Casa Richa d Wall, Po o, 1958/60 e o Bai o da FCP-HE, em Vila No a de Gaia, 1957/60 (Pin o, 2015, p.25), comp o ando a a i mação da o og a ia no pe íodo de a qui ec u a mode na como eículo de comunicação da ob a em publicações, compe ições e exposições. E ec i amen e, mui as das o og a ias de a qui ec u a econhecidas no p oje o o am ealizadas com o p opósi o da sua publicação em e is as, mas ambém da a aliação em concu sos, ou do egis o da e iciência écnica dos engenhei os e do alo a ís ico dos a qui ec os implicados na cons ução dos edi ícios do p og esso ecnológico – são dis o exemplo os o oli os com g á icos e desenhos, ealizados po Teó ilo Rego, pa a se em u ilizados pela HICA na ep odução em sé ie das á ias monog a ias e ca álogos lançados pela emp esa.4 Segundo Da id Campany, oi a a és do mode nismo que a a qui ec u a se o nou p o undamen e cúmplice da imagem o og á ica (2014: 30) e os a qui ec os o am inco po ando os alo es es é icos e cul u ais da o og a ia no seu abalho. O o óg a o, al como o a qui ec o, es á cien e do pode da o og a ia na ans o mação do desenho e das cons uções a qui ec ónicas em imagens p omocionais e de p opaganda. A o og a ia de a qui ec u a é um objec o de mediação po excelência, que di ulga ao público a ob a cons uída, pa a além de se cons i ui semp e como egis o documen al e imagem abe a à in e p e ação, pa a os a qui ec os e demais agen es que u ilizam p o issionalmen e a imagem o og á ica (académicos, clien es, publici á ios e ou os). Pa a além des e aspec o uncional associado à o og a ia de a qui ec u a, que é ans e sal a odas as o og a ias da exposição, a segunda conclusão pa ilhada pelos in es igado es do p ojec o é a de que a o og a ia de a qui ec u a mode na no a qui o Teó ilo Rego coloca em e idência a p óp ia mode nidade. Segundo Bea iz Colomina (Maia, T e isan, 2015, p.20), a A qui ec u a Mode na ambém oi c iada den o dos espaços das o og a ias. Como dizem as au o as, sendo a o og a ia um meio na u almen e bidimensional, coube ao o óg a o e ao a qui ec o a en a i a de cons ui encenações que p omo essem a a i mação da na u al idimensionalidade da a qui ec u a, incen i ando uma noção mode na de espaço e empo, onde nenhum objec o podia se comp eendido de um único pon o de is a, sendo necessá io se i ido, manipulado e obse ado de di e en es ângulos, em pe manen e mo imen o. Es a p ocu a de uma múl ipla ep esen ação do objec o pode se encon ada nas 4 Na exposição, es es objec os encon am-se ep esen ados numa caixa de luz e em p ojeções. Ve pág. 10, 34 e 38 25 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego o og a ias que se e e em a p ojec os a subme e a concu sos, como o Monumen o ao In an e D. Hen ique, Sag es, 1954/56, de João And esen; ou o p ojec o do Monumen o a Auschwi z, de João And esen; ou o p ojec o “A T a elling Thea e” de He mínio Bea o de Oli ei a, 1961, no âmbi o da Union In e na ionale des A chi ec s (UIA), na In e na ional Compe i ion A T a elling Thea e o A chi ec u e S uden s. Nes es p ojec os, odos eles maque as (uma das emá icas p esen es na exposição), a ap esen ação de di e en es pe spec i as do monumen o – imagens pano âmicas, ap oximadas, de de alhe, ap esen ando di e en es ângulos, com luz de es údio, no ex e io , com luz na u al, ou simulando iluminação noc u na – demons am a p ocu a de um e ei o cenog á ico e de um es o ço de ea alidade co esponden e à en a i a de combina ealidade e icção. A a iedade de egis os, p óp ios da isão mode nis a, ambém é isí el na o og a ia de Teó ilo Rego sob e a cidade do Po o. A P aça D. João I é um des es exemplos: o og a ada de dia e de noi e, a ibuindo ealce aos di e en es ambien es lumínicos e à iluminação pública. Segundo o in es igado Jo ge Pimen el há, em Teó ilo Rego, uma p eocupação em documen a o espaço u bano, o og a ando o espaço público e a sua i ência, a es a uá ia e a a qui ec u a. No en an o, segundo o mesmo in es igado , se compa adas o og a ias do mesmo edi ício – Jo nal “O Comé cio do Po o” e Ho el In an e Sag es – ealizadas po Teó ilo Rego e pela Casa Al ão, em Teó ilo Rego econhece- se que a p eocupação de documen ação do espaço u bano des anece a a o do edi ício ( ac o de encomenda e, po an o, a ado enquan o elemen o p incipal), enquan o que a Casa Al ão p ocu a uma o og a ia que in eg e o edi ício no espaço que a ci cunda e na i ência quo idiana. A capacidade que Teó ilo Rego em de se adap a enquan o o óg a o pa a esponde às exigências do abalho solici ado é ou o dos elemen os de ealce da iden i icação da sua ob a o og á ica. Ao mesmo empo que a espos a a uma encomenda come cial demons a a sua apu ada capacidade de sín ese no egis o do elemen o a comunica , p essupõe-se que o abalho de o og a ia de a qui ec u a que p oduziu em conjun o com os a qui ec os enha in luenciado a di e sidade de enquad amen os e de ambien es da o og a ia pessoal, que se mani es a na p ocu a da di e sidade. Teó ilo Rego, nos momen os li es da “Fo o-Come cial”, pa ilha a on ade mode na de i e a cidade e de a egis a , al como os a qui ec os mode nas aziam con ic os da necessidade de documen a a u be como habi a humano po excelência. Finalmen e, os in es igado es pa ilham o econhecimen o da mes ia de Teó ilo Rego na manipulação e ab icação das imagens o og á icas. Compa a i amen e a o óg a os que o p ecede am, como a Casa Al ão e Ma ques de Ab eu – pe encen es a uma co en e na u alis a que de endia o espei o absolu o pelos o iginais – Teó ilo Rego dis ingue-se o nando-se pe i o na a e da manipulação. 32 Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es. 33 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego 34 Es a p opos a encon a-se e o mulada num obje o exposi i o da exposição inal, um dio ama de a qui ec u a, e é exempla da dupla ap oximação à imagem de a qui ec u a p opos a pelo SE. Po um lado, o médium da o og a ia p es a-se de o ma única à possibilidade de se documen a e, ao mesmo empo, in e p e a a ealidade (Campany, 2014, p. 28). Po ou o lado, sabemos que a imagem é uma es u u a abe a à in e p e ação complexa que o ”obse ado con empo âneo, que pa icipa na cons i uição da ob a de a e pelo des io de pon o de is a e da dis o ção (…) é capaz de concebe ela i amen e ao con ex o de p odução, dis ibuição e consumo das imagens” (Aze edo, Ma eus, Pes ana, 2013, p.31). Finalmen e, a imagem o og á ica, nos aspec os da sua deg adação e sinais da sua pe enidade, “implica o obse ado no jogo das o mas que p i ilegia os p ocessos e as elações idas na expe iência isual” (2013:32), num p ocesso sensí el que ompe com o campo ep esen a i o da imagem pa a in oduzi o que Didi- Hube man designa como duplo egime da imagem. Na exposição, o dio ama de a qui ec u a icou con ido numa caixa neg a, he dei a da câma a escu a e das caixas óp icas onde se ecolhem e e elam na a i as compos as pelo público a a és de igu as da o og a ia de a qui ec u a do p ojec o. A boca de cena do dio ama, bem como os mo imen os de colocação das igu as no dio ama pelo pa icipan e, p ojec am-se em empo eal, a a és de um ci cui o de ideo echado, num ec ã na pa ede on al5. P e endeu-se uma al e ação da posição do obse ado ace à exposição que, mais do que pe an e uma ap esen ação de objec os, se ê no ce ne de uma expe iência de p odução de imagens, ans o mando-se, ele p óp io, em mediado da elação que es abelece com as imagens. En endido como um p ojec o con empo âneo, a exposição concebida pelo SE p e endeu, não só ap oxima -se às imagens como e idências do passado com um enquad amen o his ó ico e disciplina de inido, mas ambém pe mi i que o ma e ial de a qui o – espécies o og á icas, supo es exposi i os, ma e iais e disposi i os o og á icos – osse econ igu ado no p esen e. Ao epu a os supo es exposi i os e a pa icipação do público como objec os e p ocessos de mediação, o SE p e endeu ap esen a uma exposição que p omo esse uma elação mais comp ome ida e ni elada en e p odu o es e obse ado es. 5 Ve pág. 37 35 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es. 36 Exposição “A qui ec u a Mode na no A qui o Teó ilo Rego”, Casa da Imagem, Vila No a de Gaia, 2015. Fo og a ia de An ónio Al es. 37 A qui ec u a Mode na no a qui o Teó ilo Rego Re e ências Bibliog á icas Aze edo, I. & Ma eus, J. & Pes ana, A. (2013) “Lacunas and hei in e p e a ions: a con empo a y look a he pho og aphic wo k o Teó ilo Rego” in Con empho o’13 - Con empo a y Pho og aphy Con e ence — Visualisa ion & U ban His o y in Con empo a y Pho og aphy, ed. E e Duyan, Özgü A ak, 28-35. Is anbul: Dakam Publishing. Aze edo, I. & Ma eus, J. 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