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#Pinkporn - artes performativas depois da Internet

Chéu, Sara Daniela Lucas

Abstract

O projecto de trabalho #PINKPORN, é um projecto artístico sobretudo com uma componente prática que reflecte o excesso de informação e de visibilidade de imagens e como os new media são uma realidade do artista contemporâneo. O dispositivo internet não só muda os conteúdos abordados pelo artista, pois para ter acesso a informação basta aceder ao google entre outros dispositivos, como em termos de convenção de linguagem. O que na era da Bauhaus, se chamaria a “forma segue a função” , na era do computador, aparece como a “forma segue a diversão”. Estas questões começaram a ser reflectidas em dois projectos artísticos precedentes. Um primeiro intitulado de Gravediggers Dream (Armas Ruidatis, Luís Fernandes, Marija Baranauskaite & Sara Chéu, 2015) que se deparou com a “linguagem da internet, e numa segunda fase no projecto Thanks God I’m Not An Artist (Giedrė Malūkaitė, Marija Baranauskaitė & Sara Chéu - 2015) há um bloqueio que relaciona a mesma linguagem e a mesma questão com uma era em que o excesso de informação se impõe na vida corrente. Na fase actual o projecto tem como foco principal o ecrã: o ecrã como centro da investigação teórica e prática explorando o espaço real e virtual, tanto online como offline e onde fica este local intermediário que é aquele onde nos encontramos. No fundo, todas estas questões e fases têm como principal motor uma questão levantada por Lev Manovich que se relacionada com esta linguagem e comunicação através da internet. Este interface deveremos aceitá-lo como puro e duro ou desejamos uma profundidade, complexidade e poesia nos new media?

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#PINKPORN A es Pe o ma i as Depois da In e ne Sa a Daniela Lucas Chéu T abalho de P oje o de Mes ado em A es Cénicas Ma ço de 2017 #PINKPORN A es Pe o ma i as Depois da In e ne Sa a Daniela Lucas Chéu T abalho de P ojec o ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em A es Cénicas ealizado sob a o ien ação cien í ica de Síl ia Pin o Coelho. #PINKPORN A es pe o ma i as depois da in e ne Sa a Chéu O p ojec o de abalho #PINKPORN, é um p ojec o a ís ico sob e udo com uma componen e p á ica que e lec e o excesso de in o mação e de isibilidade de imagens e como os new media são uma ealidade do a is a con empo âneo. O disposi i o in e ne não só muda os con eúdos abo dados pelo a is a, pois pa a e acesso a in o mação bas a acede ao google en e ou os disposi i os, como em e mos de con enção de linguagem. O que na e a da Bauhaus, se chama ia a “ o ma segue a unção” , na e a do compu ado , apa ece como a “ o ma segue a di e são”. Es as ques ões começa am a se e lec idas em dois p ojec os a ís icos p eceden es. Um p imei o in i ulado de G a edigge s D eam (A mas Ruida is, Luís Fe nandes, Ma ija Ba anauskai e & Sa a Chéu, 2015) que se depa ou com a “linguagem da in e ne , e numa segunda ase no p ojec o Thanks God I’m No An A is (Gied ė Malūkai ė, Ma ija Ba anauskai ė & Sa a Chéu - 2015) há um bloqueio que elaciona a mesma linguagem e a mesma ques ão com uma e a em que o excesso de in o mação se impõe na ida co en e. Na ase ac ual o p ojec o em como oco p incipal o ec ã: o ec ã como cen o da in es igação eó ica e p á ica explo ando o espaço eal e i ual, an o online como o line e onde ica es e local in e mediá io que é aquele onde nos encon amos. No undo, odas es as ques ões e ases êm como p incipal mo o uma ques ão le an ada po Le Mano ich que se elacionada com es a linguagem e comunicação a a és da in e ne . Es e in e ace de e emos acei á-lo como pu o e du o ou desejamos uma p o undidade, complexidade e poesia nos new media? Pala as-cha e: pos -in e ne , in o mação, i ual, media, Le Mano ich ABSTRACT The #PINKPORN wo k p ojec is an a is ic p ojec wi h a p ac ical componen ha e lec s he excess o in o ma ion and isibili y o images and how he new media a e a eali y o he con empo a y a is . The in e ne de ice no only changes he con en co e ed by he a is , because o ha e access o in o ma ion you jus ha e o google i among o o he de ices, as in e ms o language con en ion. Wha in he Bauhaus e a, we would call " o m ollows unc ion", in he compu e age, appea s as he " o m ollows un". These issues began o be e lec ed in wo p e ious a is ic p ojec s. A i s i led G a edigge s D eam (A mas Ruida is, Luís Fe nandes, Ma ija Ba anauskai e & Sa a Chéu, 2015) ha came ac oss he "language o he in e ne ”, and a second phase in he p ojec Thanks God I'm No An A is (Gied ė Malūkai ė, Ma ija Ba anauskai ė & Sa a Chéu - 2015) he e is a blockage ha ela es he same language and he same ques ion o an e a which excessi e in o ma ion is imposed in e e yday li e. In he cu en phase, he main ocus o he p ojec is he sc een: he sc een as he cen e o heo e ical and p ac ical esea ch explo ing eal and i ual space, bo h online and o line, and whe e his in e media e place is whe e we a e. Basically, all hese issues and phases ha e as hei main engine an issue aised by Le Mano ich ha ela es o his language and communica ion o e he in e ne . Should we accep in e ace as pu e ha d me al o do we wan dep h, complexi y and poe y in he new media? Keywo ds: pos -in e ne , in o ma ion, i ual, media, Le Mano ich No as In odu ó ias Es e abalho de p oje o oi edigido sem a u ilização do No o Aco do O og á ico da Língua Po uguesa (2012). ÍNDICE In odução ........................................................................................................................ 1 Capí ulo 1: pos -in e ne ................................................................................................... 3 1.1 In o-es é ica .......................................................................................................... 6 1.2 Fo m ollows unc ion s o m ollows un ........................................................... 9 Capí ulo 2 : Espec ado es (emancipados) ..................................................................... 17 2.1 Ap op iação .............................................................................................................. 17 2.2 Relação com o espec ado (emancipado) .......................................................... 22 Capí ulo 3: p ojec o #pinkpo n....................................................................................... 26 3.1 Sinopse e Ficha A ís ica ........................................................................................... 26 3.2 Inspi ações e conexões a ís icas ............................................................................. 27 Conclusão........................................................................................................................ 29 Bibliog a ia e Si og a ia................................................................................................... 31 Anexos ............................................................................................................................ 33 Anexo 1 – Fo os e ídeos Di y Smiles ........................................................................ 33 Anexo 2 – Fo og a ias Thanks God I’m No An A is ................................................. 33 Anexo 3 – Fo og a ias #PINKPORN ............................................................................. 34 Anexo 4 – Ma isa Olson na en e is a online sob e pos -in e ne ............................. 36 1 INTRODUÇÃO A a e depois da in e ne é algo que ainda es á acon ece . Comecei es a in es igação de o ma mais p á ica do que eó ica em 2013. Eu conside o-me uma das a is as a ec adas pela in e ne e que se depa ou com os seus e ei os. Cheguei ao pon o em que es ou conscien e que o meu p ojec o #PINKPORN e os p eceden es p ojec os com as pe o me s Ma ija Ba anauskai ė e Gied ė Malūkai ė es a iam a ec ados pela no a “linguagem da in e ne ”. No pe cu so es as pe o me s e o co eóg a o Må en Spångbe g i e am uma o e in luência no meu abalho e ize am-me chega ao pon o em que me encon o ago a. Pon o esse que se elaciona com con enções, con eúdos, linguagem e o mas que o a is a do empo deco en e abo da. Foi necessá io in es iga o que é es a “linguagem da in e ne ”, de que é ei a a a qui ec u a da in e ne ? Faço uma pequena compa ação do século XX com os empos de hoje, Bauhaus s e a do compu ado . P ocu o in es iga que elemen os no os az es a linguagem e de que são ei os. A in e ne é ei a des e pa adoxo de uma p ocu a cons an e pelo ealismo quando a sua linguagem ainda assim é i ual. Um dos elemen os pe inen es nes e p ocesso é que a a qui ec u a da in e ne ege- se pela “ o ma segue a di e são”, enquan o que no século XX se ia “a o ma segue a unção”. E as a es pe o ma i as, ob iamen e, a ec adas po es e no o slogan. Pa a in es iga es a “linguagem” sen i a necessidade de passa pela In o-Es é ica que é uma ideia que Le Mano ich p ocu a es abelece ace a um excesso de in o mação. O au o põe uma ques ão pe inen e pa a es a in es igação: se a mudança do mode nismo pa a “In o macionalismo” oi acompanhada po uma mudança da o ma pa a in o mação se á que podemos eduzi a in o mação em o mas signi ica i as pa a um se humano? Como consequência do excesso de in o mação abo do a ques ão da ap op iação e a posição que desen ol i em elação ao espec ado (emancipado). O p ojec o #PINKPORN é um p ojec o que e lec e odas es as ques ões. Foi impo an e ambém o mani es o pos -in e ne , “The Image Objec Pos -In e ne ” de A ie Vie kan , des acando a a is a Ma isa Olson uma das undado as des e e mo como uma componen e impo an e pa a analisa o meu abalho. 2 Mano ich pe gun a: De emos acei a os new media como pu o in e ace me al du o ou desejamos complexidade, poesia e p o undidade? Foi com base nes a pe gun a que desen ol i es e p ojec o de abalho. 3 CAPÍTULO 1: POST-INTERNET É udo mais con o á el a ás de um ec ã, e a a és des e quad ado, ou qualque o ma delimi ada az con o o e con olo. Fac o que es a á elacionado com a passi idade do espec ado . “Olha é o con á io de agi ” (Ranciè e 2000, 19). As coisas muda am d as icamen e desde que os compu ado es e as ele isões chega am. As imagens a a és dum ec ã, com limi e, o na a imagem mais legí el. G adualmen e habi uámo-nos às imagens a a és de um ec ã. Nas a es udo é mais con uso e ambíguo. A pe o mance #PINKPORN é p opos a pa a um luga algu es en e o “a ás do ec ã”, o “ o a do ec ã”, o Online e o o line. Filmagens em empo eal, ilmagens p é- g a adas. No meu abalho a ís ico comecei a explo a o luga in e médio en e o i ual e o eal e oi com es e jogo que ui p oduzindo ma e ial. A le iandade de cada imagem, cada ichei o na mesma pla a o ma online. Não há de ini i o, inacessí el e p ecioso, há um colapso do mi o e do quo idiano. Os p incípios são mais es é icos do que concep uais ou ideológicos. Es a ideia sob e a o ma como emos as imagens oi discu ida no mani es o pos -in e ne e es á eo izada pelo no a- io quino A ie Vie kan em “The Image Objec Pos -In e ne ” (A ie Vie kan 2010, C .), onde ele p óp io lançou as bases da sua p á ica. Es e oi um e mo que eme giu das discussões sob e a e e in e ne com Ma isa Olson, Gene McHigh e o p óp io A ie Vie kan . Es e e mo e e e-se aos e ei os da in e ne sob e a es é ica, cul u a e sociedade. O mani es o não e ela a in e ne como uma ino ação mágica di o ciada de udo o que eio an es mas como uma componen e undamen al da ida. A in e ne habi a no nosso quo idiano, os sma phones são ex ensões de nós p óp ios 1 (Mi anda 2015, seminá io “O Co po e o Espaço nas A es Con empo âneas”, i ado dos meus apon amen os). Ainda e e en e ao mani es o pos -in e ne , segundo Olson azão pela qual usamos os ec ãs é ão impo an e como os ec ãs em si: le li os, aze e ecebe chamadas, na ega na in e ne , escolhe episódios e sé ies no ne ix, p oduzi e e a e. Já em 1 José B agança de Mi anda, di o du an e o seminá io “O Co po e o Espaço nas A es Con empo âneas”, 2015, FCSH, UNL, Lisboa. 10 odos os sonhos são possí eis, odas as ideias jus google i 7 (Spångbe g 2015). De aco do com o ensaio de Bo is G oys 8 , o ex ao diná io é ago a ambém o o diná io – o mi o é ambém o dia-a-dia. Ha ia oda uma con usão de ideias como num sonho. No seu ensaio On he New, Bo is G oys conside a que: (...) a a e pode ( o na -se incomum, su p eenden e, e c.) apenas a a és do acesso às adições clássicas, mi ológicas e eligiosas e ompe a sua conexão com a banalidade da expe iência quo idiana. A bem sucedida e me ecidamen e p odução de imagens cul u ais em massa, da nossa época p eocupa-se com a aques alienígenas, mi os de apocalipse e edenção, he óis do ados de pode es sob e-humanos, e assim po dian e. Tudo isso é ce amen e ascinan e e ins u i o. De ez em quando, po ém, alguém gos a ia de se capaz de con empla e des u a de algo no mal, algo comum, algo banal ambém. Na ida, po ou o lado, apenas o ex ao diná io é ap esen ado a nós como um possí el obje o de nossa admi ação. O imp essionan e nas imagens deixa de se o con eúdo mas a sua disponibilidade e o con ex o em que são ecebidas. (G oys 2010, C .) A esidência a ís ica na Alemanha e minou um mês depois e cada um ol ou pa a o seu país. Na u almen e, ha ia qualque coisa que eu e a Ma ija ínhamos pa a comunica da mesma o ma. Um dos ac o es impo an es, no deco e do nosso abalho es á elacionado com excesso de in o mação, como enho indo a desen ol e a é aqui, o que nos azia sen i que ao mesmo empo podíamos escolhe udo, ou aze nada se ia o mesmo. Um es ado que oi mais desen ol ido no p ojec o 7 Es e comen á io oi ei o du an e o p ocesso de abalho Thanks God I’m No An A is , eedback em con e sa, 2015 no PAF – Pe o ming A s Fo um. 8 A ie Vie kan, 2010, página. (“The Image Objec Pos -In e ne ”, 2010) 11 Thanks God I´m No An A is 9 (Ba anauskai ė, Chéu e Malūkai ė 2015, A s P in ing House) que desen ol e ei pos e io men e. Numa segunda ase des e p ojec o começámos a aze pequenas pe o mances en e nós, ia Skype, e pa ilhando ídeos casei os, que e am publicados na nossa página do Facebook - G a edigge s D eam. Es a é uma ase mui o impo an e pois é e elado um no o disposi i o a que o a is a em acesso. Nós es á amos a c ia pe o mances po uma no a ia, po um no o disposi i o. O que inicialmen e oi um meio pa a soluciona a dis ância que exis ia en e os dois pe o me s, passa a se o con eúdo em si do abalho ( oi des a o ma que cheguei aos ec ãs no #PINKPORN). As possibilidades do ídeo enquan o meio de abalho e a po ência desencadeada pela ca ac e ís ica de e udo a a és de uma janela, um espaço delimi ado, e o modo de comunica a a és de um ec ã começou a in e essa -nos. Nes a ase do p ocesso de abalho, es es ídeos unciona am em cadeia, ha ia semp e uma p opos a que su gia como consequência da p opos a do ídeo an e io . E a um ac escen a ao que a pe o mance an e io inha p opos o. Nes e jogo ambém e a álido copia , exage a . Es e jogo desen ol eu-se po meses en e sessões skype online, cha s, ídeos p é-g a ados e ídeos ans o mados/edi ados, pa ilha de imagens, e c., oi nes e espaço en e online e o line que se desen ol e am es as p opos as. Du an e o p ocesso nós usámos bas an e a pala a ake e p e ending. O p ocesso iniciou-se com a ideia de abo da mos es es emas, o que ao longo da in es igação se oi pe dendo e concluí que se iam pala as menos p óp ias pa a desc e e o que se es a a a passa connosco. O que nós sen íamos como ake a a és do ec ã e a simplesmen e o ac o de na in e ne apa ece uma linguagem di e en e, uma no a comunicação. O que acon ece é que é uma linguagem i ual. De aco do com Mano ich no seu ex o The Pa adoxes o Digi al Pho og aphy: 9 “Thanks God I’m No An A is ” oi uma pe o mance que e e como men o o co eóg a o Må en Spångbe g. O p ocesso de abalho desen ol eu-se em 2015, começando no “PAF – Pe o ming A s Fo um” e con inuando na “A s P in ing House” onde oi ambém a es eia 12 A azão pela qual nós pensamos que os g á icos de compu ado consegui am alsi ica a ealidade é po que nós ao longo dos úl imos cen o e cinquen a anos, emos indo a acei a a imagem da o og a ia e do cinema como ealidade. (Mano ich 1995, C .) O in e ace que ap oxima -se mais e mais de uma linguagem ealis a e humanizada? A in e ne , o so wa e, o in e ace p ocu am uma linguagem que nos azia es anheza. E que linguagem é es a? E de que o ma é que is o nos es a a a a ec a enquan o pe o me s/c iado es? A a qui ec u a da in e ne baseia-se num a anjo de linguagem, som e imagens. As o mas ep esen a i as êm como me a ap oxima -se do mundo ex e io , ealidade. A ino ação ecnológica ende a que e p o a mais ealismo e de alhe com o a ança do empo. Pa a aseando M. Do a M. Guennes Ta a es de Lima (Lima 2005, 8). )A al a ecnologia é angua da mas o es ilo é uma componen e mui o impo an e, o es ilo não pode se pad onizado e o que p e alece é o gos o de cada a is a. O slogan mudou, o que, com a Bauhaus, e a Fo m Follows Func ion, na e a do compu ado o nou-se Fo m Follows Fun (Mano i ch apud Lima 2005, 8). 10 Pa a explica es e Fo m Follows Fun, emos como exemplo a emp esa A chi ec u e Is Fun, undada em 1994 pa a se concen a no design de ambien es ino ado es, acessí eis e signi ica i os pa a ap ende e joga /b inca . Os p ojec os ab angem a qui ec u a, design de in e io es e design de exposições. Facili am expe iências in e p e a i as, c iando luga es pa a o ipo de colabo ação e pa icipação que eles econhecem como indispensá eis pa a o c escimen o e desen ol imen o c ia i o. As mo i ações po de ás da c iação da Bauhaus ica am no século XIX, em ansiedades sob e a al a de alma da manu a u a e seus p odu os, e nos emo es sob e a pe da da inalidade da a e na sociedade. C ia i idade e ab icação es a am-se a a as a , e a Bauhaus p e endia 10 M. Do a M. Guennes Ta a es de Lima, sob e a “In o Es é ica” de Le Mano ich 13 uni-los no amen e, eju enescendo o design pa a a ida quo idiana. (Bo eh s.d., C .) Segundo Júlia Guima ães (2015), no inal dos anos 1910, a escola Bauhaus e seus undado es p e endiam combina com essas no as di ec izes a a e e a es é ica que eles conside a am e pe dido g adualmen e pela p odução em massa. Na Bauhaus a c iação de um no o p odu o o nou-se uma ques ão de expe imen ação e esolução de p oblemas. No en an o, os p incípios desen ol idos na Bauhaus ainda se basea am e en a iza am o uncionalismo e a ma e ialidade, isando a acilidade de ep odução (Guima ães 2005, C .). 11 E de aco do com Donald No man, es es p incípios man i e am-se a é ao inal do século XX, no as pesquisas cien í icas e descobe as sob e a unção ce eb al do se humano e espos as emocionais e compo amen ais êm causado p o undas mudanças undamen ais sob e como a in e acção humana com objec os oi comp eendida. A pa i desse momen o, os designe s começa am a le a em conside ação aspec os que nunca o am pensados an es: di e imen o, p aze e emoção. (No man 2004, C .). Em “The design o e e yday hings” é e elado um no o concei o con o e so, a que Don No man chamou Use -cen e ed Design, onde a i mou que os obje os de em se concebidos pa a a ende às expec a i as do usuá io. Além e acima de udo isso, eles de em se p ojec ados pa a que os usuá ios des u em da expe iência ao in e agi com eles. (No man 1998, 8). O designe em de pensa em di e en es ac o es ais como a p ac icidade e o mé odo de ab icação, a o ma como o p odu o é come cializado, mas uma das ques ões mais impo an es é a componen e emocional pa a a o ma como os p odu os são p ojec ados e colocados em uso (ibid., 4-5) A ideia de que os usuá ios de em des u a da expe iência ambém não é no a. É uma ideia que em pelo menos da al u a da ele isão TV. 11 Exce o do ensaio “A , Technology and he Fun The o y – o how a is s a e combinig a and design o elec onics o make people ha e un” de Julia Guima ães, 2005, s.d. in h ps://medium.com/cimpl- labs/a - echnology-and- he- un- heo y-dbe228 be00 #. h3m qxh . Nes e ensaio ala-se do design como pe o mance. 14 A ele isão ame icana com os seus 83 canais é a enca nação i a do lúdico: já não se pode aze nada além de b inca /joga (play) - muda canais, mis u a p og amas e c ia a p óp ia mon agem (...). Toda a combina ó a é uma on e de ascínio. Já não se pode ala numa es e a de encan amen o ou sedução; em ez disso uma e a de ascíno es á a começa . (Baud illa d 1979, 158) A e a do lúdico e do ascínio já em, po an o, desde a e a da ele isão. Os new media são mais um ‘ e o ço’ e uma e olução dos old media, a base é a mesma: 1. A angua da dos an igos media dos anos 20 in en ou no as o mas, no as manei as de ep esen a a ealidade e no os modos de olha o mundo. A angua da dos new media p ende-se com no as o mas de acede e de manipula a in o mação. As suas écnicas são hype media, as bases de dados, os mo o es de busca, a ex acção de dados, o p ocessamen o da imagem, a isualização, a simulação; 2. A no a angua da já não es á p eocupada em descob i no as manei as de olha e ep esen a o mundo mas sim com no as o mas de acesso e de u ilização dos meios acumulados an e io men e. A es e espei o, os no os media são pósmedia ou me a-media, uma ez que usam os old media como ma e ial de base. (Mano i ch 2000, 434) 12 Ao que pa ece os new media apenas ac escen am um ape eiçoamen o da écnica man endo o mesmo objec i o, o objec i o de e lec i o mundo ex e io al como as a es pe o ma i as. Media e a e azem pa e do mesmo p ojec o 13 . Vol ando ao nosso p ojec o, depois dos ídeos Skype pensámos i pa a Pa is dança debaixo da To e Ei el mesmo sem qualque ipo de apoio inancei o o mal, iajámos pa a Pa is com dois colegas, com expe iência de cap ação de imagem ídeo (dois came amen), que con idámos pa a colabo a connosco. Des a o ma su giu um 12 Síl ia Pin o Coelho, 2015, página 44 13 Ibid.44 15 ou o p ojec o ambém em o ma o de ilme, em Pa is. P ojec o Di y Smiles, um í ulo que apa eceu ao longo dos ídeos, pois ha ia uma imagem eco en e no nosso p ocesso an e io ( ídeos Skype) de so i com os den es sujos. O so iso e a ep esen ado em locais u ís icos com o objec i o de se egis ado. O egis o da emoção de aze uma pe o mance em Pa is, e a impo an e g a a o so iso que simbolizasse melho o ac o de se inc í el es a mos a dança em Pa is. Quando es á amos nes e p ocesso não e a cla o o que es á amos a aze ainda, es á amos a azê-lo ambém inconscien emen e, mas de uma o ma lúdica, ha ia mui a i onia e comicidade. Não es á amos à p ocu a de pu o en e enimen o, embo a conside e a nossa o ma de c ia uma consequência da o ma como comunicamos a a és da in e ne que se depa a com es e ca ác e de di e imen o. O con li o que sen íamos e a exac amen e es e de ep oduzi uma emoção a a és dum ec ã, a o ma de chega ao espec ado a ás do ec ã. O ídeo e, ou a o og a ia êm es e ca ác e de pode se epe ido e de pode mos escolhe qual a melho imagem, qual o melho ângulo pa a ep esen a o que que emos ansmi i . No ensaio A , Technology and The Fun heo y (Guima ães 2015, C ), ala-se do design com uma no a isão conec ada com os concei os da pe o mance, pe o ma i idade e a e pe o ma i a. Em “Wha is Pe o mance?’ Schechne de ine que pe o mances ma cam iden idades, dob am o empo, emodelam e ado nam o co po e con am his ó ias (...) são compo amen os com compo amen o duplo, acções es au adas, acções que as pessoas einam e ensaiam. (Schechne apud Guima ães 2015, C .) 14 Pa a aseando Bo is G oys, es e ca ác e de in e acção e lúdico a ec a ambém os museus. Os museus não são apenas pa a e ob as de a e es á icas, nos museus de a e con empo ânea é mui o comum, hoje em dia, e mos pe o mance, conce os, e c. O museu passa a se um local onde coisas acon ecem. Hoje em dia ala-se de uma ea alização do museu. No nosso empo as pessoas ão a inaugu ações de exposições da mesma manei a que o am a es eias de ópe a e ea o no passado. Es a ea alização do museu é 14 Ci ação de Schechne , “Wha is Pe o mance?”. Pe o mance S udies: An In oduc ion, 2006 ci ado em “A , echnology and he Fun Theo y”, Júlia Guima ães, 2005 16 mui as ezes c i icada po que ende a se is a como um sinal de en ol imen o do museu na indús ia do en e enimen o con empo âneo. (G oys s.d., 9) Em e mos de linguagem podemos equipa a um pouco es a ap oximação lúdica do nosso abalho, que a isco a a i ma que é uma das ca ac e ís icas bas an e acen uadas nas a es pe o ma i as, dos dias de hoje, ao abalho da companhia Fo ced En e ainemen . O abalho Comple e wo ks: able op Shakespea e (Kaai hea e , Ma ço 2017) ap esen a o abalho comple o de Shakespea e em 6 dias, em e sões cu as de 36 minu os. O elenco é compos o po objec os domés icos, e o palco é uma mesa de um me o de comp imen o. Es a pa ece-me uma abo dagem bas an e le e das ob as de Shakeaspe e. Es es objec os ep esen am pe sonagens e emoções, há aqui um g ande ní el de comicidade ao e mos King Lea a se ep esen ado po um objec o domés ico. Is o não se ap oxima a con udo de uma pa ódia, mas equipa o es e exemplo dos Fo ced En e ainmen à nossa o ma de ep esen a emoções e a es a ap oximação simples, di e ida e le e. Que e a o que sen íamos com a dis ância do ec ã. O abalho dos Fo ced En e ainmen , segundo os p óp ios: (...) explo a o que o ea o e pe o mance podem signi ica na ida con empo ânea e é semp e uma espécie de con e sa ou negociação (...). Es ão in e essados em aze ap esen ações que en usiasmam, desa iam, ques ionam e di e em ou as pessoas. In e essados em con usão e isos. (Fo ced En e ainmen s.d., C ) Em Vi e l'a mée da companhia Supe amas (Kaai hea e Jan 17) pude obse a um espec áculo que az uma ap oximação a es a ideia ambém. A pe o mance abo da a emá ica da gue a, de o ma lúdica, a gue a é ap esen ada em o ma o de passa ela. Na abe u a do espec áculo pa ecemos es a den o de um p og ama de TV que, po sua ez, ap esen a es a passe ela da gue a. 17 Em épocas de decla ações de gue a, o enascimen o do pensamen o nacionalis a e um excesso de soluções ex emas e simplis as, o colec i o de ea o anco-aus íaco Supe amas o e ece no os pon os de is a. Vi e l'A mée! É uma e lexão sob e a gue a, a iolência, a p opaganda e o nacionalismo. Com base na conhecida ecei a de Supe amas, emos uma mis u a con inuamen e in e ligada de his ó ias aduzidas em ex o, imagens e música. #bignames #socie y 15 (Supe amas 2016, C ) Ao longo do seu abalho a companhia em indo a u iliza bas an e ídeo, ilme, écnicas de co e que são implemen adas no seu abalho a ís ico. Reconhecido não só no ea o mas ambém na dança. CAPÍTULO 2 : ESPECTADORES (EMANCIPADOS) 2.1 APROPRIAÇÃO En e o meu p ocesso de abalho G a edigge s D eam e #PINKPORN desen ol eu- se o p ojec o Thanks God I’m No An A is em que e i o sob e udo uma elação com o público que su giu dos e ei os da e a de excesso de in o mação. Ma ija Ba anauskai ė e Gied ė Malūkai ė (pe o me que começou a abalha com a Ma ija em Vilnius) começa am a abalha em pe o mances em que não se passa a absolu amen e nada, o p ocesso iniciou-se com mui o dos abalhos de ídeo que ínhamos p oduzido an e io men e no G a edigge s D eam. Es a explo ação de nada signi ica po exemplo pe manece em en e ao público sem qualque ipo de acção po um pe íodo de empo que desa ia o espec ado . Ob iamen e es a é uma acção que p o oca ex emamen e o público e dalguma o ma es a ques ão de coloca o público em di e en es posições ambém nos in e essa a mas a p incipal ques ão e a: p oduzi mais nes e mundo já cheio de udo 15 Es a desc ição pode á se melho comp eendida ao isualiza o ease do espec áculo em: h ps:// imeo.com/199143601 18 em excesso e em éplica ou não? O que aze daqui pa a a en e? O excesso de in o mação não nos es a a a aze agi mas a pa a . Equipa o um pouco es as expe iências à pe o mance do Xa ie Le Roy (Sans Ti e 2015, Tea o Ma ia Ma os), em que o co eóg a o chega à boca de cena e se di ige ao público decla ando que se esqueceu da p imei a pa e da pe o mance. A si uação começa po se eng açada, mas o p olonga da cena o na o momen o cons angedo e o público é impelido pa a a acção. A deixa o espaço, a pe gun a , e c. “Os isi an es são con idados a en a no espaço a qualque momen o e a ica o empo que deseja em pa a expe imen a a len a ans o mação do abalho e a sua pe cepção” Es a ques ão dos espec ado es que agem começou a in e essa -nos ambém, uma ideia que es á ambém, in imimamen e ligada ao abalho do co eóg a o Må en Spångbe g, que oi o mo o pa a a nossa co-c iação. Po sua ez, o abalho de Spångbe g es á elacionado com o de Jacques Ranciè e, al como é mencionado no li o O espec ado emancipado (Ranciè e 2004, 7). In e ne (Spångbe g 2015) é uma pe o mance de quase qua o ho as de du ação. O abalho incluiu música pop, dança, mundanças de igu inos e um se que inco po a elemen os esculp ó icos em que o público é incen i ado a se mo imen a , assis i , desapa ece , e-pa icipa , aze uma ses a ou des u a da con e sa com um amigo. Pa a e um pouco des es elemen os consul a o link: h ps://www.you ube.com/wa ch? =nlTmaT13iRo Se espec ado é um mal; po duas azões. Em p imei o luga , olha é o con á io de conhece . O espec ado pe manece ace a uma apa ência, igno ando o p ocesso de p odução dessa apa ência ou a ealidade que a apa ência encob e. Em segundo luga , olha é o con á io de agi . (Ranciè e 2010, 8) Ainda Ranciè e ala do ea o como uma “máquina da igno ância, a máquina óp ica que o ma os olha es pa a a ilusão e a passi idade”(ibid.) 19 Na in e ne há um dea h o he au ho e um bi h o he eade 16 , is o é, a cul u a e a linguagem, undamen almen e mudadas pela habilidade de qualque um ganha acesso g a ui o às mesmas e amen as usadas pelos media, u ilização das mesmas, ou melho , es u u as pa a p opaga es as imagens e ganha acesso g a ui o à maio ia dos cânones da esc i a e concei os o e ecidos po ins i uições de ensino. “I you don’ know wha o do jus google i ”, disse Må en Spångbe g no PAF 17 a p opósi o dos p ocessos c ia i os. Is o signi ica um dea h o he au ho e um bi h o he eade . Roland Ba hes le an a es a ques ão (Ba hes 1967, 2) – a cul u a da in e ne é ei a de lei o es-au o es que de e e oda a po ência cul u al como uma ideia de wo k in p og ess disponí el pa a se ap op iado ou con inuado po qualque lei o -obse ado e pa ilhado: Sha ed. Sha ing, how many imes do I ha e o hea i ? [A ques ion ma k in he i s sen ence, no a good hing.] The impo ance o sha ing, new o ms o sha ing, sha ed esou ces, knowledge sha ing, web pages o sha ing, ile sha ing, sha ing uckin’ e e y hing (Spångbe g 2013, C .) O acompanhamen o d ama ú gico que Spångbe g ez do nosso abalho baseou-se sob e udo em con e sas. A ce a al u a ele incen i ou-nos a i pa a es údio mas não oi um in e enien e di ec o, oi an es alguém que nos se iu de mo o de abalho. Nós es á amos a e abalho de Spångbe g com ele e a ala com o p óp io. En ão há mui os elemen os, nomeadamen e es é icos da nossa pe o mance e a é mesmo do #PINKPORN que bebe am o almen e do abalho do co eóg a o. Nes a ideia de que es á amos a sen i um excesso de in o mação e a impo an e não p oduzi mais nada de no o mas adop a e adap a al como es a ideia de imagens da in e ne em que as imagens são mul iplicadas adop adas e adap adas. 16 Ci ado em Vie kan, “The Image Objec Pos -In e ne ”, 2010 17 h p://www.pa- .ne / PERFORMING ARTS FORM – esidência a ís ica onde iniciámos a p imei a ase do p ocesso de abalho e onde conheci Ma en Spangbe g que oi men o do p ojec o “Thanks God I’m No An A is ” 26 CAPÍTULO 3: PROJECTO #PINKPORN 3.1 SINOPSE E FICHA ARTÍSTICA We alk be e online. This is specially o you: Pa apapapaa I am lo in’i . Think di e en . Because you’ e wo h i . Impossible is no hing. Jus do i . Solu ions o a sma plane . Make belie e. Thing big. Challenge e e y hing. Enjoy. Connec ing people. I ’s s yle! I ’s ee and always will be. (Sa a Chéu 2015) 19 A sinopse do p ojec o #PINKPORN é uma ap op iação de slogans e uma en a i a de seduzi o lei o , di igindo es a ap op iação de ases de o ma a azê-lo pensa que a esc e i exclusi amen e pa a ele. Sob e o í ulo escolhi po que: Hash ag # - (em si es de media social) uma pala a, ou ase p ecedida po uma ma ca de hash (#), usada em mensagens pa a iden i ica uma pala a-cha e ou um ema de in e esse e acili a a pesquisa dessa mesma pala a, ou ema. Co -de- osa - uma co que a ia do ca mesim cla o ao oxo a e melhado pálido. (Quando comecei a ensaia #PINKPORN es a a a se a ec ada pelo abalho do c ea i o Honey Long e P ue S en que são duas a is as que u lilizam mui o es a co , é uma co que es á associada à sedução. O abalho des as a is as mis u a o og a ia, pe o mance, ins alação e escul u a. Ope ando de o ma espôn anea e lúdia, o esul ado é mui as ezes inespe ado e aciden al). Po n - às ezes, po no | paw -noh | Po nog a ia; Vídeos sexualmen e explíci os, o og a ias, esc i os ou simila es, p oduzidos pa a p o oca exci ação sexual ( equen emen e usados a ibu i amen e): p esos po ende po nog a ia; uma es ela po n; ilmes po n. P og amas de ele isão; a igos, o og a ias, e c., pensados pa a a ende a um desejo excessi o, i esis í el in e esse em algo: uma e is a cheia de a aen e po n ood; um ício pelo eal s a e po n. 19 A sinopse do p ojec o é uma “b incadei a” com slogans de publicidade esc i a po mim 27 Es as o am algumas das de inições encon adas online pa a es as ês pala as, es as pala as ie am do desejo imenso de que e mais e mais, de se bomba deado po imagens, de “come com os olhos”. É um ício pelo eal-es a e po n. Na p imei a ase do p ocesso des a pe o mance, a minha ca a se ia is a semp e a a és dum ec ã. Es e ec ã p oduzia ídeos que consis iam em ac os pe o ma i os com comida, uma me á o a pa a o consumo em excesso. In e essa a-me ambém que es es alimen os ossem a ac i os, com co es que os olhos comem, um po n ood, daí o pink ambém uma co que se des aca e em um ca ác e de sedução. Basicamen e uma o ma le e, di e ida e a ac i a de expo a ideia. A p imei íssima ap esen ação des e abalho oi ei a no con ex o do seminá io de “Espaços Pe o ma i os”, leccionado po An ónio Jo ge Gonçal es em 2015. A essa ap esen ação seguiu-se o con i e da “Ge ado ” pa a o seu p imei o e en o de inicia i as cul u ais “T ampolim” (2015, p íncipe eal) pa a pa icipa na p imei a Ignição (2015, p íncipe eal), um e en o que ab e po as e dá libe dade aos a is as pa a p opô o seu abalho. Nes a al u a começa am a esboça -se con enções e con eúdos que me in e essa am, no meu abalho. 3.2 INSPIRAÇÕES E CONEXÕES ARTÍSTICAS O meu p ocesso de abalho #PINKPORN, a ní el de cap ação de imagem e es é ica oi desen ol ido com um designe de moda. Eu p e endia colabo a com o And é Mo ei a p ecisamen e po que ele inha es a isão mais ampla de e a imagem e que pode ia ac escen a algo ao ní el da es é ica do pon o is a a ís ico. Eu já conhecia o abalho de Mo ei a desde 2013 e o seu es ilo, as e amen as que usa como meio exp essi o, in e essa am-me, po que es á elacionada com a no a a qui ecu a da in e ne , “a o ma segue o di e imen o”, azia sen ido na minha p ocu a es a es é ica da in e ne . Uma ez que o p ojec o usou bas an e ec ãs como objec os, o iPad oi uma e amen a essencial do p ocesso. E a um jogo en e a imagem g a ada do meu co po, com o meu co po ao i o, en e a imagem ilmada e a acção, ou p esença em empo eal. O público, po exemplo, e a ilmado à en ada pelo iPad e a sua imagem de en ada e a dada a e quase no inal. Pos e io men e encon ei uma pe o mance com uma o ma de abo da a ques ão mui o semelhan e. 28 Fo ecas ing 20 (Giuseppe Chico & Ba ba a Ma ije ic 2015, Tea o Municipal Ma ia Ma os), pa e de uma colecção de ídeos amado es ecolhidos no YouTube. A pe o mance u iliza es e ma e ial pa a desencadea uma icção, que nasce do encon o do mundo i ual com a expe iência eal. No palco, uma pe o me manipula um compu ado po á il no ec ã de p ojecção, onde se mos am ídeos seleccionados, de o ma a i em ao encon o da escala humana. Des e simples ac o su ge um conjun o de deslocamen os espaciais e empo ais. O ec ã ( ela de p ojecção) ans o ma-se no luga de in e secção do co po do pe o me , com o mundo bidimensional das imagens que ep esen am ou as pessoas, ou os luga es. O esul ado é uma expe iência híb ida e iginosa, uma zona inde e minada in o mada pela p óp ia na u eza dos ídeos, que ai da banalidade dos mo imen os, dos obje os e das si uações quo idianas, à possibilidade da sua ans o mação em no as e amen as na a i as. A g ande di e ença des a pe o mance pa a o #PINKPORN é que os ídeos não o am e i ados do YouTube, é ma e ial p oduzido po mim e pelo o And é Mo ei a, p é- g a ado, ou a acon ece em empo eal, ali e. E o objec o não é um compu ado po á il mas um iPad. Ambos os p ojec os, no en an o, dão uso ao ma e ial ecnológico bem como abo dam a in o mação que o a is a con empo âneo em ao seu dispo . 20 Tease de Fo ecas ing publicado em: < h ps://www.you ube.com/wa ch? =7SQgndgzQok> nes e ídeo é possí el obse a o ípo de abalho que p oduzimos (Fo ecas ing e #PINKPORN), consul ado em Dezemb o 2015 29 CONCLUSÃO É impo an e pe cebe -se que assumi o e mo pos -in e ne da mesma o ma que Ma isa Olson começou a u iliza o e mo. O a is a pos -in e ne se á odo aquele que dalguma o ma es á a ec ado pela e a do compu ado e não necessa iamen e a u iliza um no seu abalho. New media pode aze pa e ou não, pos -in e ne pode se o line/não-digi al ou digi al. Toda a cul u a mode na con lui na sua p óp ia deso ganização. O a is a pos -in e ne e lec e es a deso ganização e lec indo um abalho compos o de emixes, copy- pas e, ap op iação en e ou os ac o es. A in e ne oi uma g ande mudança pa a as nossas idas, azendo mais um e cei o elemen o de in e ac i idade mas man endo e e o çando o ca ác e lúdico e di e ido da TV, como po exemplo emos os emo icons que se em pa a exp essa as nossas emoções nos cha s. Encon amo-nos algu es no meio des a deso ganização de in o mação e c uzamen os híb idos que esul am nes e luga in e médio onde es amos, en e o online e o o line ou o i ual e o eal, embo a como a a is a Ma isa Olson a i mou que o concei o “go o line” mudou com algumas pessoas que dizem que não o “podem” aze . Vol ando à pe gun a inicial de Mano ich “De emos acei a os new media como pu o in e ace me al du o ou desejamos complexidade, poesia e p o undidade?”, pe gun o- me se es e pa adoxo do compu ado à p ocu a de uma linguagem humanizada, e ainda assim não deixa de se i ual, não es a á já a desen ol e um ou o ipo de complexidade, poesia e p o undidade? A qui ec os e a is as podem da o p óximo passo pa a conside a o espaço in isí el dos luxos de dados elec ónicos como subs ância e não apenas como um azio - algo que p ecisa de uma es u u a, uma polí ica e uma poé ica (Le Mano ich apud Lima) No p ojec o #PINKPORN enho em con a a explo ação des a ideia de que i emos algu es num luga in e mediá io en e o i ual e o eal. P e endo c ia objec os a ís icos exclusi amen e online. P ocu o i ao encon o da es é ica da in e ne nos meus abalhos pe o ma i os desen ol endo um luga que o na o espec ado au o - 30 lei o . Concluindo, explo a es a no a es é ica, poé ica e linguagem ainda a se desen ol ida pela in e ne . 31 BIBLIOGRAFIA E SITOGRAFIA Aidan O’Conno . MoMA Fo m Follows Fun . 2012. h ps://www.moma.o g/explo e/inside_ou /2012/08/23/ o m- ollows- un/ (acedido em 2017 ). Baud illa d, Jean. Seduc ion. New Wo ld Pespec i es , 1990 . Chéu, Ma ija Ba anauskai e & Sa a. Facebook. 2015. h ps://www. acebook.com/g a edigge sd eam eam (acedido em 2015 ). Edua do Na as, Owen Gallaghe . The Rou ledge Companion o Remix S udies. Rou ledge, 2015. Fa ago, Jason. BBC - cul u e . 24 Ma ço 2014. h p://www.bbc.com/cul u e/s o y/20140326-how-has- he-in e ne -changed-a (acedido em Fe e ei o 2017 ). Fo ced En e ainmen . s.d. h p://www. o ceden e ainmen .com/ (acedido em 2017 ). Fu u elab, Klaus Obe maie & A s Elec onica. YouTube . s.d. h ps://www.you ube.com/wa ch? =-wVq41Bi2yE (acedido em 2017 ). Ge ado . 2015 . h p://ge ado .eu/ignicao-ge ado -3/ (acedido em ). G oys, Bo is. A beyond Spec a o ship. Boza , s.d. 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