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Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não
Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa
Gisele Dua e
NºAluno: 48916
Tese de Mes ado em Ecologia Humana e P oblemas Sociais
Con empo âneos
Ou ub o de 2017
Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa FCSH - UNL
Decla ações
Decla o que es a Tese é o esul ado da minha in es igação pessoal e independen e.
O seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão de idamen e mencionadas
no ex o, nas no as e na bibliog a ia.
O candida o,
Lisboa, de Junho de 2017
Decla o que es a Tese se encon a em condições de se ap eciada pelo jú i a
designa .
A o ien ado a,
Lisboa, de Junho de 2017
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Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa FCSH - UNL
Tese ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do G au de
Mes e em Ecologia Humana e P oblemas Sociais Con empo âneos, ealizada sob a
o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a I a Mi anda Pi es.
UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA MESTRADO EM ECOLOGIA
HUMANA E PROBLEMAS SOCIAIS CONTEMPORÂNEOS
Lisboa
2017
Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa FCSH - UNL
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Dedica ó ia
Ao meu pai, Ronaldo Césa Dua e;
A minha mãe, A ilda da Rosa Dua e;
Aos meus i mãos;
Aos meus amigos, Le ícia Cobbs e Higo Hen ique Mou o;
E a odos que con ibuí am ao longo da his ó ia e da e olução humana, incumbi am-se
em di undi , a a és de abalhos, di ulgação e pesquisas, os bene ícios das plan as
alimen ícias não con encionais, espécies que podem e de em se u ilizadas na
alimen ação.
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RESUMO
Mui as espécies de plan as são denominadas in aso as ou simplesmen e e as daninhas, sendo
menosp ezadas pela maio ia da população, que desconhece o seu alo nu icional, ecológico e
econômico. Visando in oduzi-las na die a alimen a humana, amplia e di e si ica a alimen ação, o
p esen e es udo ealizou um le an amen o de di e en es espécies de plan as alimen ícias não
con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o-Lisboa. Fo am iden i icadas 32 espécies de plan as
alimen ícias não con encionais dis ibuídas em 23 amílias. No que diz espei o ao ca á e
mo og onômico, ou seja, o hábi o de c escimen o das plan as, encon ou-se de o ma p edominan e
em o dem sequencial o a bó eo, seguido pelas he báceas. As olhas são as pa es mais usadas (13
espécies), u os (10 espécies), caules (10 espécies), aízes (3 espécies) e semen es (1 espécie) e algumas
espécies ap esen a am mais do que uma pa e comes í el. As olhas, ubé culos e aízes de algumas
espécies não con encionais podem se emp egadas como al e na i a de sobe ania alimen a , com o
in ui o de ap o ei amen o in eg al dos alimen os. Fo am le ados em con a consul as aos he bá ios da
egião, análises b oma ológicas e e isões bibliog á icas no que se diz espei o à ege ação e aspec o
lo ís ico do Pa que Flo es al de Monsan o-Lisboa. O es udo ealizado obje i ou con ibui pa a a
busca de maio au onomia no que hoje se em o alecendo como o concei o de sobe ania alimen a
e segu ança alimen a .
Pala as-cha es: Plan as Alimen ícias Não Con encionais; Sobe ania Alimen a ; Segu ança
Alimen a ; Pa que Flo es al de Monsan o.
Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa FCSH - UNL
[ABSTRACT]
Many plan species a e called in asi e, o simply weeds, being o e looked by he majo i y o he
popula ion, who a e unawa e o hei nu i ional, ecological and economic alue. In o de o in oduce
hem in o he human die , o expand and di e si y ood, he p esen s udy ca ied ou a su ey o
di e en species o uncon en ional ood plan s o he Monsan o-Lisbon Fo es Pa k. Thi y wo species
o uncon en ional ood plan s, dis ibu ed among 23 amilies we e iden i ied. Rega ding he
mo phog onomic cha ac e , ha is, he g ow h habi o he plan s, i was p edominan ly ound he
a bo eal, ollowed by he he baceous. The mos used (13 species), ui (10 species), s em (10 species),
oo (3 species) and seed (1 species) and some species p esen ed mo e han one edible pa . The lea es,
ube s, and oo s o some uncon en ional species can be used as an al e na i e o ood so e eign y,
aiming a he ull use o he ood. Consul a ions we e ca ied ou on he he ba ia o he egion,
b oma ological analyses and bibliog aphical e isions ega ding he ege a ion, and he lo is ic aspec
o he Monsan o-Lisbon Fo es Pa k. The s udy aimed o con ibu e o he ques o g ea e au onomy
o wha is now being consolida ed as ood secu i y.
Keywo ds: Uncon en ional Food Plan s; Food So e eign y; Food Secu i y; Monsan o Fo es Pa k.
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Índice
ÍNDICE DE FIGURA ...........................................................................................................................16
ÍNDICE DE TABELA ..........................................................................................................................17
ÍNDICE DE FOTOGRAFIA ................................................................................................................18
INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................20
CAPÍTULO 1 - Plan as Alimen ícias não Con encionais - da Pala a ao Concei o. ...........................24
1.1 Como alimen a a c escen e população global? ....................................................................25
1.2 O que são Plan as Alimen ícias não Con encionais .............................................................27
1.3 Sobe ania Alimen a .............................................................................................................29
1.4 Segu ança Alimen a como di ei o à alimen ação ................................................................31
1.5 O emp ego das Plan as Alimen ícias não Con encionais com o in ui o de p omo e a
sobe ania e segu ança Alimen a ......................................................................................................33
CAPÍTULO 2 - MATERIAL E MÉTODO ..........................................................................................37
2.1 Á ea de es udo: Localização e desc ição da ege ação como ma e ial de es udo .......................38
2.2 Me odologia ................................................................................................................................40
2.3 Iden i icação bo ânica e comes ibilidade ................................................................................42
CAPÍTULO 3: RESULTADO E DISCUSSÃO ...................................................................................43
3.1 Le an amen os e nobo ânicos .....................................................................................................44
3.2 Espécies de Plan as Alimen ícias Não Con encionais Iden i icadas na Á ea de Es udo ............47
3.3 Di e en es o mas de p epa o das plan as alimen ícias não con encionais encon adas no PFM
......................................................................................................................................................... 78
CONCLUSÃO ......................................................................................................................................85
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ÍNDICE DE FIGURA
Fig. 1: Makeup o o al ood was e in de eloped and de eloping coun ies. Re ail, ood se ice,
home and municipal ca ego ies a e lumped oge he o de eloping coun ies. 26 Fig. 2: As
qua o dimensões de Segu ança Alimen a .................................................................................33
Fig. 3: F eguesias do conselho de Lisboa que ab angem pa es do PFM .................................38
Fig. 4: Vege ação na u al po encial de Monsan o .......................................................................39
Fig. 5: Pa que Flo es al de Monsan o ..........................................................................................41
Fig. 6: Pe cu so do caminhamen o. ..............................................................................................41
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ÍNDICE DE TABELA
Tabela 1: Lis a de Espécies Exis en es no Pa que Flo es al de Monsan o po o dem de nome
cien í ico .......................................................................................................................................... 46
Tabela 2: Tabela compa a i a dos pode es nu icionais da al ace e den e-de-
leão .................................................................................................................................................. 51
Tabela 3: Valo es nu icionais da baga de sabuguei o (po 100 g / %DDR) ........................... 59
Tabela 4: Valo Nu icional – Fa inha de al a oba 100g ........................................................ 64
Tabela 5. Di e en es o mas de p epa o das plan as alimen ícias não con encionais
encon adas no PFM ..................................................................................................................... 84
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ÍNDICE DE FOTOGRAFIA
Fo og a ia 1: A oei a Pis acia len iscus L. ................................................................................. 48
Fo og a ia 2: Chicó ia-do-Ca é Cicho ium in ybus L. ............................................................... 49
Fo og a ia 3: Ca do Scolymus hispanicus ................................................................................... 50
Fo og a ia 4: Den e-de-leão Ta axacum o icinale .................................................................... 52
Fo og a ia 5: Se alha Sonchus ole aceus L. ............................................................................. 53
Fo og a ia 6: Cebolinho Allium schoenop asum L. .................................................................. 54
Fo og a ia 7: Aipo-dos-ca alos Smy nium olusa um L. ........................................................... 55
Fo og a ia 8: Bolsa-de-pas o Capsella bu sa-pas o is L. . ........................................................ 56
Fo og a ia 9: Cac o Opun ia iscus-indica ................................................................................... 57
Fo og a ia 10: Mo ugem S ella ia Media sp .............................................................................. 58
Fo og a ia 11: Sabuguei o Sambucus nig a L............................................................................ 60
Fo og a ia 12: Med onhei o A bus us unedo .............................................................................. 61
Fo og a ia 13: Ca alho-po uguês Que cus aginea ................................................................. 61
Fo og a ia 14: Sob ei o Que cus Sube ....................................................................................... 62
Fo og a ia 15 Azinhei a Que cus o undi ólia ............................................................................. 63
Fo og a ia 16: Al a obei a Ce a onia siliqua L. ........................................................................ 64
Fo og a ia 17: Al a a Medicago Sa i a ........................................................................................ 65
Fo og a ia 18: Espa go-Sel agem Aspa agus albus .................................................................... 66
Fo og a ia 19: Mu a My us communis ..................................................................................... 67
Fo og a ia 20: Azedinha Oxalis ace osella L. ............................................................................. 68
Fo og a ia 21: B inco-de-p incesa Fuchsia magellanicase ........................................................ 69
Fo og a ia 22: Oli ei a-B a a Olea eu opaea L. ........................................................................ 70
Fo og a ia 23: Azeda Rumex ace osa ........................................................................................... 71
Fo og a ia 24: Beld oega Po ulaca ole acea L. ........................................................................ 72
Fo og a ia 25: Cimbalá ia-dos-mu os Cymbala ia mu alis L. .................................................. 72
Fo og a ia 26: Ab unhei o-B a o P unus spinosa L. ................................................................73
Fo og a ia 27: Pil i ei o C a aegus monogyna L. ...................................................................... 74
Fo og a ia 28: Capuchinha T opaeolum majus L. .......................................................................75
Fo og a ia 29: Ulmei o Ulmus mino L. ...................................................................................... 75
Fo og a ia 30: Lodão-Bas a do Cel is aus alis L. ....................................................................... 76
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Fo og a ia 31: U iga U ica u ens L. ......................................................................................... 77
Fo og a ia: 32 Pa ie á ia Pa ie a ia sp ....................................................................................... 78
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INTRODUÇÃO
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Mui as plan as são denominadas in aso as ou simplesmen e e as daninhas, sendo assim
menosp ezadas po g ande pa e da população, que desconhece os alo es nu icionais, ecológicos e
econômicos de ais plan as. Es as plan as, podem se acilmen e encon adas na na u eza, azendo
des a o ma biodi e sidade ao consumo humano. Apesa de se em comuns como di o an e io men e,
seus alo es nu icionais são econhecidos po poucos, explicando a al a de conhecimen o e es udo
dessas. No que diz espei o à his ó ia da alimen ação humana, nem semp e oi des a o ma,
conside ando que á ias plan as alimen ícias não con encionais, e am consumidas pelas ge ações
an e io es. Logo, a sua eliminação deu-se pelo a as amen o do homem em ace à ag icul u a
con encional que limi ou a die a con empo ânea a poucas espécies.
Embo a dis an e da die a da maio ia da população, as plan as, são elemen os p imo diais em
qualque ecossis ema e ep esen am 80% da alimen ação humana. Apesa da ele ada di e sidade de
plan as exis en es no plane a, apenas um núme o mui o eduzido az pa e da die a humana. Ainda
assim, há cen enas de espécies de plan as comes í eis pouco conhecidas, possuindo ele ado alo
nu icional e com p op iedades únicas. Recen emen e os ecu sos alimen a es sil es es êm a aído
o in e esse do consumido pelo alo nu icional que lhes é econhecido, pela sua impo ância na
iden idade gas onômica local, bem como pela necessidade de di e si ica a alimen ação e descob i
alimen os com no as co es, palada es e ex u as (Romano e Gonçal es, 2015).
Em elação aos alimen os e o seu acesso na con empo aneidade, a aça humana, depa a-se
com o desa io de como alimen a milhões de pessoas e ga an i segu ança alimen a e sobe ania
alimen a . No en an o, os alimen os são p oduzidos em g andes quan idades, e su icien e pa a
a ende a população mundial e o comba e à ome. Po ém a p oblemá ica não é a quan idade e sim,
sob e udo, a qualidade e o acesso aos alimen os. O aumen o d ás ico do p eço dos alimen os, as
ca ás o es ambien ais, a desigual dis ibuição de enda, c ises econômicas e polí icas, o despe dício
de alimen os em países desen ol idos e a al a deles em países em desen ol imen o, êm con ibuido
pa a ag a a a p oblemá ica. Em adição a isso, a ag icul u a é esponsá el pelo despe dício e
poluição das águas, desma amen o, e osão e pe da da biodi e sidade. Ela é esponsá el po um
pe cen ual signi ica i o de emissão de gases que ge am o e ei o es u a con ibuindo assim pa a as
al e ações climá icas.
Segundo a FAO, a é o ano de 2050 a população mundial se á de 9.1 bilhões de pessoas.
Espe a-se que a é a me ade desse século a p odução alimen ícia enha que aumen a 70% pa a da
espos a ao p e isí el aumen o da p ocu a. No en an o, segundo o ela ó io, o aumen o da p odução
alimen ícia não se á su icien e pa a à segu ança alimen a caso não haja ou as
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No sen ido do esga e da uncionalidade sis êmica, as PANC’s, adap adas aos di e en es
ambien es, nascendo espon aneamen e, buscam sua einse ção na u al na e omada dos p ocessos
dos sis emas i os (biop ocessos). As PANC’s, p opo cionam au onomia pa a o se humano que
deseja busca - po suas p óp ias mãos - os nu ien es que necessi a e os sabo es que mais lhe
ag adam. Em conjun o, in eg adas com as comunidades humanas, cul u as biodi e sas, es a
au onomia é ambém a o de au oa i mação e emancipação. É impo an e des aca o papel das
PANC’s, como alimen os uncionais em nosso o ganismo (mic ossis ema) po meio de i aminas
essenciais, an ioxidan es, ib as, sais mine ais, que nem semp e são encon adas em ou os alimen os
(Kellen e al 2015).
As plan as alimen ícias não con encionais, exe cem g ande in luência na alimen ação e na
cul u a de populações adicionais. O alo nu icional dessas plan as não con encionais, con o me
a espécie, es á elacionado a eo es signi ica i os de sais mine ais, i aminas, ib as, ca boid a os e
p o eínas, além do econhecido e ei o uncional. Seu esga e e alo ização na alimen ação,
ep esen am ganhos impo an es do pon o de is a cul u al, econômico, social e nu icional,
conside ando a adição no cul i o, po á ias comunidades, e sua con ibuição em e mos de
nu ição. T a a-se de uma ques ão de segu ança e de sobe ania alimen a , es imula a p odução e o
consumo das plan as alimen ícias não con encionais, em is a de suas ca ac e ís icas nu acêu icas
e da sua us icidade de cul i o (MAPA, 2010).
Mas qual a ele ância desse conhecimen o pa a a nossa sociedade? O que a biodi e sidade
das plan as alimen ícias não con encionais em a ag ega ao nosso dia a dia? A ques ão é que,
acompanhando essa iqueza, p a icamen e indissociá el, es á a di e sidade cul u al de populações
humanas que con i em com essas plan as e com elas ap eendem mui os ensinamen os: desde o
econhecimen o de sua impo ância ecossis êmica ao ap o ei amen o como on e de alimen os,
emédios, ib as, co an es, ab igo e an as ou as uncionalidades (Kohle e B ack 2016).
Logo o emp ego das plan as alimen ícias não con encionais na alimen ação humana,
a o ece a di e sidade alimen a . En e an o o desa io é o le an amen o e o ien ações sob e
econhecimen o bo ânico, usos culiná ios e medicinais das plan as alimen ícias não con encionais
(Kellen e al 2015).
As plan as que encon amos no me cado, em g ande pa e não na i as, se epe em. Po se em
espon âneas e b o a em acilmen e nos quin ais e e enos baldios, as PANC’s, caso es udadas e
ca alogadas, podem con ibui pa a en iquece o ca dápio das amílias (Machado e al. 2015).
Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa FCSH - UNL
Em ge al, a inse ção de plan as e alimen os exó icos em nossa cul u a, oi ão massi a que
chegamos ao pon o de e di iculdade de econhece o que são e quais são as plan as na i as,
enômeno que C osby (2011) denominou de impe ialismo ecológico. Tal a o se o na ca ica o ao
e mos u as na i as se em chamadas de exó icas, em me cados ou publicidades, enquan o as u as
conside adas con encionais são aquelas pad onizadas e encon adas em p a icamen e odos os
me cados do mundo. Não po acaso, nes e a igo e em ou as p oposições, as u as na i as são
conside adas plan as alimen ícias não con encionais, pois, em sua maio ia, passam despe cebidas
ou são desconhecidas po g ande pa e da população, especialmen e a u bana, o nando-se necessá io
ap esen á-las e ala de seus usos, ca ac e ís icas e po enciais (Kohle e B ack 2016).
Po exemplo na Amé ica do Sul e Cen al e Po ugal( Eu opa), encon amos espécies como
o B edo ou Beld o manso, Ama an hus Li idus.L. da amília das Ama an aceas, que su ge
espon aneamen e em ho as e campos e que pode e u ilização na culiná ia, na o ma de sopa. Na
Eu opa, p ecisamen e em Po ugal, no Al o Dou o, encon amos o espa go-b a o, Aspa agus
acu i olius L. da amília das Liliácias, espon âneos das egiões medi e âneas, que podem se
cozinhados, como os espa gos cul i ados, em sopas, em omele es, em aço das. Na Amé ica La ina
as Espadanas. Thypha La i olia, L., Plan a aquá ica, cujas espigas podem se u ilizadas como
o namen ais e os izomas são comes í eis (Ribei o, 2003).
1.3
Sobe ania Alimen a
O concei o de sobe ania alimen a oi ap esen ado pela Via Campesina, du an e a
Con e ência Mundial sob e a Alimen ação (em comemo ação aos 50 anos da FAO), em Roma, em
1996, com o in ui o de desa ia a concen ação de pode do sis ema ag oalimen a e p io izando a
au ode e minação polí ica dos po os (B uno e al 2008).
Sobe ania alimen a pode se concei ualizada ao di ei o eal ao alimen o, e à p odução do
alimen o, o que signi ica, que odos êm o di ei o a alimen o segu o, nu i i o e saudá el, assim
adap adas à sua cul u a e a possibilidade de sus en a -se. Esse concei o, des aca a signi icância da
au onomia alimen a , p essupondo a p ese ação da cul u a e os hábi os alimen a es de cada cidadão
de de ini a sua cul u a alimen a , ga an indo a biodi e sidade. Na comp eensão da Via Campesina,
ela indica pa a além do concei o de sobe ania alimen a , uma di e sidade de p incípios. Assim a
decla ação inal do Fo úm Mundial sob e Sobe ania Alimen a , ealizado em em Ha ana – Cuba, no
ano de 2001, a Via Campesina decla a:
Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa FCSH - UNL
“A sobe ania alimen a é o di ei o dos po os de de ini suas p óp ias polí icas e es a égias sus en á eis de
p odução, dis ibuição e consumo de alimen os que ga an am o di ei o à alimen ação pa a oda a população,
com base na pequena e média p odução, espei ando as p óp ias cul u as e a di e sidade de modos
camponeses, pesquei os e indígenas de p odução ag opecuá ia, de come cialização e de ges ão dos espaços
u ais, nos quais a mulhe desempenha um papel undamen al. A sobe ania alimen a é econhece uma
ag icul u a com camponeses, indígenas e comunidades pesquei as, inculadas ao e i ó io, p io i a iamen e
o ien ada à sa is ação das necessidades dos me cados locais e nacionais.” (San os 2016, pg.180 -181).
En e an o p e ende-se a cons ução de um no o pa adigma alimen a , undamen ado no
di ei o à biodi e sidade da alimen ação, na au onomia do acesso aos ecu sos, com in ui o de p opo
uma no a e amen a pa a a esolução da p oblemá ica alimen a (Soglio e Kubo, 2009).
O di ei o à alimen ação adequada, co esponde a uma alimen ação capaz de a ende as
necessidades sociais do indi íduo, conside ando a quan idade, a qualidade, a di e sidade bem como
a segu ança mic obiológica. Essa ques ão diz a espei o ao concei o de sobe ania alimen a como o
di ei o dos po os decidi em seu p óp io sis ema alimen a , pau ado em alimen os saudá eis
(Ce a o-Mancuso e al 2015).
A sobe ania alimen a é alice çada na ga an ia do di ei o humano ao acesso à alimen ação
adequada e da segu ança alimen a e nu icional. O di ei o da au ossu iciência dos po os de decidi
sob e o que se p oduz e consome. A al a de sobe ania alimen a causa e ei os nega i os, a as ando
cada ez mais as populações de sua cul u a e hábi os alimen a es, esul ando na pe da da iden idade
e di e sidade cul u al. O oligopólio da cadeia de p odução de alimen os, de e mina o que pode se
p oduzido e consumido. No en an o, nas p a elei as dos supe me cados são expos os di e en es
ma cas e p odu os alimen ícios, que cada ez se pa ecem menos com aquilo que nossos a ós
denomina am de alimen o. A base alimen a é limi ada a uma meno di e sidade de ing edien es
p esen es em quase odos os p odu os, que não e le em nossos hábi os alimen a es adicionais.
Além da diminuição da di e sidade e con o midade cul u al, es es no os hábi os alimen a es êm
ocasionado danos à saúde. Assim sendo, as populações u banas necessi am ambém se despe adas
pa a a noção de sobe ania e biodi e sidade alimen a , bem como pa a no os hábi os alimen a es
(ANA, 2011).
Busca no os hábi os alimen a es, no as al e na i as ecológicas que isam a p ese ação do
ambien e na u al, é nessa pe spec i a que as plan as alimen ícias não con encionais podem ge a
au onomia pa a o se humano que deseja busca - po suas p óp ias mãos - os nu ien es que necessi a
e os sabo es que mais lhe ag adam. Em conjun o, in eg adas com as comunidades humanas, cul u as
biodi e sas, es a au onomia é ambém a o de au oa i mação e emancipação, no que se pode chama
de sobe ania alimen a e ecológica ( Kelen e al 2015).
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1.4
Segu ança Alimen a como di ei o à alimen ação
O acesso aos alimen os é um g ande desa io in e nacional. O di ei o à alimen ação, ainda
assim econhecido em aco dos in e nacionais al como exp esso a igo XXV da Decla ação
Uni e sal dos Di ei os Humanos das Nações Unidas decla a que:
“Todo se humano em di ei o a um pad ão de ida capaz de assegu a -
lhe, e a sua amília, saúde e bem-es a , inclusi e alimen ação, es uá io,
habi ação, cuidados médicos e os se iços sociais indispensá eis, e di ei o
à segu ança em caso de desemp ego, doença, in alidez, iu ez, elhice ou
ou os casos de pe da dos meios de subsis ência em ci cuns âncias o a de
seu con ole.” (UNIC, 2009 – pág. 13)
Es a decla ação oi publicada em 10 de dezemb o de 1948, não azendo dis inção na si uação
econômica ou polí ica de cada país, o nando assim um di ei o Uni e sal sem di e enciação.
Em 1948, na Decla ação Uni e sal dos Di ei os Humanos, o di ei o ao acesso à alimen ação
é decla ado como uni e sal, ou seja, absolu o e ab angen e. Um di ei o essencial in ínseco à
sob e i ência humana, igu ando como um di ei o social e que p og essi amen e em sendo
discu ido em con enções e aco dos a ní el in e nacional. A de inição de segu ança alimen a , oi
inco po ada em 13 de no emb o de 1996, na P imei a Cimei a Mundial da alimen ação, oco ida em
Roma (I ália). O ganizada pela FAO (O ganização pa a Alimen ação e Ag icul u a), nes a Cimei a,
oi deba ido um dos maio es emas - a e adicação da ome- ema eco en e na con empo aneidade,
como uma p oblemá ica mundial a se abalhada. Nela de iniu- se segu ança alimen a como:
“Food secu i y exis s when all people, a all imes, ha e physical and
economic access o su icien , sa e and nu i ious ood ha mee s hei die a y
needs and ood p e e ences o an ac i e and heal hy li e”. (FAO, 2006 - pag. 1).
A segu ança alimen a undamen a-se em qua o dimensões, nas quais des aca-se a
disponibilidade; a acessibilidade; a u ilização e a es abilidade aos alimen os o alecendo assim a sua
conce ualização:
Le an amen o e Ca ac e ização das Plan as Alimen ícias Não Con encionais do Pa que Flo es al de Monsan o - Lisboa FCSH - UNL
“Food a ailabili y: The a ailabili y o su icien quan i ies o ood o
app op ia e quali y, supplied h ough domes ic p oduc ion o impo s (including ood aid).
Food access: Access by indi iduals o adequa e esou ces (en i lemen s) o acqui ing
app op ia e oods o a nu i ious die . En i lemen s a e de ined as he se o all commodi y
bundles o e which a pe son can es ablish command gi en he legal, poli ical, economic
and social a angemen s o he communi y in which hey li e (including adi ional igh s
such as access o common esou ces). U iliza ion: U iliza ion o ood h ough adequa e
die , clean wa e , sani a ion and heal h ca e o each a s a e o nu i ional well-being whe e
all physiological needs a e me . This b ings ou he impo ance o non- ood inpu s in ood
secu i y. S abili y: To be ood secu e, a popula ion, household o indi idual mus ha e
access o adequa e ood a all imes. They should no isk losing access o ood as a
consequence o sudden shocks (e.g. an economic o clima ic c isis) o cyclical e en s (e.g.
seasonal ood insecu i y). The concep o s abili y can he e o e e e o bo h he
a ailabili y and access dimensions o ood secu i y.” (FAO, 2006 – pág. 1)
Na ob a “Segu ança alimen a e nu icional: pe spe i a, ap endizados e desa ios pa a as
polí icas públicas” de Rocha e al (2013), os e e idos au o es azem uma e lexão sob e ques ões
pe inen es pa a a segu ança alimen a . Segu ança alimen a não é um e mo monolí ico, an es
in eg a nume osas dimensões do p ocesso de alimen ação e nu ição. Des espei o ao acesso de
alimen o e e a dignidade do se humano. Essa concepção abo da um aspec o polí ico à sobe ania
alimen a , sendo o di ei o de po os e países pode em de e mina polí icas p óp ias que ge am
au onomia na sua p odução e consumo de alimen o espei o à his ó ia e cul u a de cada localidade.
O concei o su ge no pós-gue a, ligado à c ise de abas ecimen o, o alimen o, o nou-se uma a ma de
ex ema impo ância pa a sobe ania de um país, icando e iden e a p eocupação com a p odução de
alimen os. Em con apon o, na con empo aneidade nunca p oduzimos an os alimen os à escala
mundial, po ém a ques ão da ome e da insegu ança alimen a ainda é uma g ande p oblemá ica. Ou
seja, não bas a apenas p oduzi em g ande escala mas assegu a a dis ibuição iguali á ia dos
alimen os.
Assegu a o di ei o humano à alimen ação, de qualidade, saudá el e que enha em con a as
di e enças cul u ais de cada população e a p ese ação da biodi e sidade é o que espei a o concei o
de segu ança alimen a . No en an o as g andes emp esas ao comp a do ag icul o , menosp ezam o
alo dos p odu os e aumen am o p eço pa a o consumido inal. Nessa pe spe i a a e e i ação da
ag icul u a amilia , o supo e aos ag icul o es é de ex ema impo ância pa a p odução de alimen os
saudá eis (Kepple, 2014).
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Disponibilidade
Acesso
U ilização
ESTABILIDADE
Fig. 2: As qua o dimensões de Segu ança Alimen a
Fon e: Kepple, 2014 – pág. 17
O mundo encon a-se em um cená io de c ise alimen a a ní el global, logo o aumen o em
g ande escala dos p eços e ou os a o es que ge am a al a de acesso aos alimen os, em g ande
in luência na pob eza a ní el global e bloqueia a segu ança alimen a . Com o aumen o da população
mundial, pa a p oduzi alimen os de qualidade, em que se incen i a os pequenos ag icul o es e
ealiza a e o ma ag á ia, um cump imen o social da unção da e a. Po ou o lado milha es de
alimen os são despe diçados, alimen os esses, que podem nu i milha es de pessoas. Em egiões
desen ol idas, com p esença de in aes u u a há uma g ande quan idade de alimen o despe diçado
pelos consumido es, logo em localidades onde há ausência dessa in aes u u a, os alimen os não
chegam ao consumido . A busca pelo alimen o de qualidade e á que se es abelecida, com um solo
a á el, com ausência de ag o óxicos e emissões de gases que possam p o oca al e ações climá icas
e pe da da p odu i idade, ou seja, p oduzindo mais com menos. É nes e enquad amen o que podemos
u iliza no os concei os alimen a es in oduzindo as plan as alimen ícias não con encionais como
uma al e na i a de no os hábi os alimen a es (ANA, 2011).
1.5
O emp ego das Plan as Alimen ícias não Con encionais com o in ui o de
p omo e a sobe ania e segu ança Alimen a .
As chamadas plan as “daninhas” ( ude ais) ou “plan as do ma o” (sil es es), podem se
on es complemen a es de alimen os in e essan es pa a assen amen os humanos de po e pequeno a
médio e nas g andes cidades, as populações da pe i e ia e dos a edo es, ambém podem aze uso
des as plan as espon âneas comes í eis. A conse ação da di e sidade de espécies de plan as
comes í eis, é cha e pa a o abas ecimen o de alimen os, especialmen e pa a populações mais pob es
e com menos e a (Kinnup, 2007).
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Segundo as O ganizações das Nações Unidas pa a Ag icul u a e Alimen ação (FAO), apenas
15 espécies cul i adas espondem a ualmen e po 90% da alimen ação mundial, com apenas ês
delas (a oz, milho e igo) ep esen ando dois e ços do o al. O sis ema de pode co po a i o,
esponsá el pela pe da da sobe ania alimen a , pelo empob ecimen o gene alizado das die as e pela
acele ada pe da de ag obiodi e sidade, p ocu a se coloca dian e dessa ca ás o e de dimensões
ci iliza ó ias como seu p incipal bene iciá io. Logo, a p omoção das PANC’s podem se is as como
uma on e de alimen ação em empo de ome, como algo acessí el a odos e p on amen e disponí el
pa a nu i a população (Kohle e B ack 2016).
Há poucos abalhos acadêmicos e li e á ios publicados sob e plan as alimen ícias não
con encionais e sua uncionalidade, com in ui o de di ulga , conhece e iden i ica seus con ibu os
e alo es nu icionais. No en an o den e as e e ências sob e essa emá ica, uma ob a impo an e a
se ci ada é a de MAPA (2010), onde encon am-se desc i as e iden i icadas espécies de plan as
alimen ícias não con encionais. Essa ob a incen i a o consumo das ho aliças bem como ás ao
público o econhecimen o e iden i icação dessas plan as desc e endo assim algumas ecei as das
espécies comes í eis.
Não há uma lis a isolada ou uma base de dados que ap esen a odas as espécies de plan as
alimen ícias não con encionais exis en es no mundo, po isso a di iculdade de encon á-las a ní el
bibliog á ico. Po ém, o p o esso de bo ânica, in es igado e esc i o cien í ico Kunkel (1984), em
sua ob a Plan s o Human Consump ion, ap esen a uma lis agem, um pouco mais comple a. Nela
es ão lis adas ap oximadamen e 12.5 mil espécies, que ap esen am um ele ado pode alimen ício,
possuindo pa es comes í eis, e a ando uma iqueza alimen a , em po encial nas plan as
alimen ícias não con encionais que são conside ados e as daninhas.
No li o Di e sidade da Vida de Wilson (1994), o biólogo ame icano, enomado po
ap esen a es udos no campo da ecologia, ela a no seu li o os p ocessos de adap ação enca egados
pelo su gimen o de no as espécies e o declínio da consciência ecológica. Segundo ele, ce ca de 30
mil espécies de plan as alimen ícias não con encionais, ap esen am alguma pa e pa a inalidade
alimen a , acen uando assim uma iqueza ecológica.
Em es udos ecen es o p o esso e biólogo Kinnup (2007) em sua ese de dou o amen o sob e
Plan as alimen ícias não con encionais da egião me opoli ana de Po o Aleg e, localizado no Rio
G ande do Sul – B asil, le an ou e analisou ap oximadamen e 1.5 mil espécies na i as. Dessas
espécies iden i icadas na á ea de es udo, 311 ap esen a am po encial comes í el. Um es udo
exaus i o, po ém deno ou um o e con ibu o pa a o econhecimen o e iden i icação de inúme as
PANC`s.
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A ca ilha publicada po Kelen e al (2015), p omo e o econhecimen o e di ulgação das
PANC`s. A ca ilha ap esen a ap oximadamen e 20 espécies de plan as alimen ícias não
con encionais, bem como sua desc ição bo ânica, p op iedades nu icionais e pa es comes í eis
dessas plan as, u ilizadas na alimen ação. A o a-p o-nobis Pe eskia aculea a, ege al da amília da
Cac aceae, na i a da Amé ica do Sul, ap esen a ele ado pode nu i i o, suas olhas ap esen am
quan idade signi ica i a de p o eínas po isso é denominada “ca ne dos pob es”. Nela udo é
ap o ei ado, lo es, u os e olhas podendo se p epa ados salada, e ogados, sopas, omele es ou
o as.
Em Po ugal, a quan idade e qualidade de PANC`s que de e iam se pesquisadas como
ac éscimo no con ibu o alimen a é signi ica i a. Uma ob a que az e e ência sob e esses alimen os
é de Venade (2010), em sua ob a: O icinas de Plan as Sil es es Comes í eis e Medicinais, ap esen a
uma di e sidade de espécies exis en es no e i ó io po uguês. En e as plan as alimen ícias não
con encionais, encon a-se a B une a P unella ulga e L., pe encen e à amília da Labia ae, uma
plan a de ácil econhecimen o, e que possui alo es exp essi os de i amina C, podendo se
emp egada em saladas. A se alha Sonchus ole aceus, ambém des aca-se em sua ob a, sendo
u ilizadas suas olhas na p epa ação de saladas, bem como a u ilização da u iga U iga dioica L.,
pa a sopas, pois ap esen a ele adas quan idades de i amina C, ácidos g axos e sais mine ais, en e
ou os alo es nu icionais. Ou o ege al ácil de se iden i icado e pouco conhecido pela sua
composição nu icional é a E a-cou inha Chenopodium álbum L., da amília Quenopodiáceas, do
seu caule e olha podem se p epa ado sopas, saladas e pu és, além de se on e de p o eínas e
i aminas C e A. Além do mais, es ão desc i as nessa ob a, ecei as e modos de p epa o de espécies
comes í eis po uguesas.
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CAPÍTULO 2 - MATERIAL E MÉTODO
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3.1
Le an amen os e nobo ânicos
Do abalho de campo, esul ou o le an amen o de 85 espécies de plan as encon adas
no PFM :
Nome Cien í ico
Família
Acácia melanoxylon
Fabaceae
Acan hus mollis
Acan haceae
Ace campes is
Sapindaceae
Ace negundus
Sapindaceae
Ace pla anoides "C imson King"
Ace aceae
Ace pseudopla anus
Sapindaceae
Allium schoenop asum
Alliaceae
Alnus glu inosa
Be ulaceae
Aspa gus albus
Lilaceaes
A bu us unedo
E icaceae
Casua ina equise i olia
Casua inaceae
Capsella bu sa-pas o is L.
B assicaceae
Cel is aus alis
Cannabaceae
Ce a onia silique
Fabaceae
Ce cis siliquas um
Fabaceae
Cicho ium in ybus
As e aceae
Cis us populi olius
Cis aceae
C a aegus monogyna
Rosaceae
C yp ome ia japonica
Cup essaceae
Cup essus a izonica
Cup essaceae
Cup essus lusi anica
Cup essaceae
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Cup essus mac oca pa
Cup essaceae
Cup essus sempe i ens
Cup essaceae
Cyna a ca dunculus
As e aceae
Cymbala ia mu alis
Plan aginaceae
Eucalyp us camaldulensis
My aceae
Eucalyp us globulus
My aceae
Eucalyp us saligna
My aceae
F axinus angus i olia
Oleaceae
Fuchsia magellanicase
Onag aceae
Gledi sia iacan hos
Fabaceae
Ilex aqui olium
Aqui oliaceae
Jaca anda o ali olia
Bignoniaceae
Junipe us phoenicea
Cup essaceae
Lau us nobilis
Lau aceae
Liquidamba s y aci lua
Al ingiaceae
Magnolia soulangeana
Magnoliaceae
Medicago Sa i a
Leguminosae
My us communis
My aceae
Olea eu opaea a . Sil es is
Oleaceae
Opun ia iscus-indica
Cac aceae
Oxalis ace osella L.
Oxalidaceae
Philly ea la i olia
Oleaceae
Phoenix dac yli e a
A ecaceae
Pinus cana iensis
Pinaceae
Pinus halepensis
Pinaceae
Pinus pinea
Pinaceae
Pis acia len iscus L.
Anaca diaceae
Pi ospo um undula um
Pi ospo aceae
Pa ie a ia sp
U icaceae
Pla anus o ien alis
Pla anaceae
Populus alba
Flacou iaceae
Populus nig a
Flacou iaceae
Po ulaca ole acea L.
Po ulacaceas
P unus amigdalus L.
Rosaceae
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P unus ce asi e a a . Pissa dii
Rosaceae
P unus dulcis
Rosaceae
P unus lusi anica
Rosaceae
P unus spinose
Rosaceae
Pseudo suga menziezii
Pinaceae
Que cus cana iensis
Fagaceae
Que cus ce is
Fagaceae
Que cus cocci e a
Fagaceae
Que cus aginea
Fagaceae
Que cus ilex
Fagaceae
Que cus obu
Fagaceae
Que cus o undi olia
Fagaceae
Que cus ub a
Fagaceae
Que cus sube L.
Fagaceae
Rhamus ala emus L.
Rhamnaceae
Sambucus nig a L.
Cap i oliáceas
Sequoia sempe i ens
Cup essaceae
Sequoidend on gigan eum
Cup essaceae
Sonchus ole aceus
As e aceae
Spa ium junceum
Fabaceae
Smy nium olusa um L
Apiaceae
S ella ia Media sp
Ca yophyllaceae
Ta axacum o icinale
As e aceae
Tilia co da a
Mal aceae
T opaeolum majus
T opaeolaceae
Ulmus glab a
Ulmaceae
Ulmus mino
Ulmaceae
U ica spp
U icaceae
Vibu num inus
Adoxaceae
Washing onia obus a
A ecaceae
Tabela 1: Lis a de Espécies Exis en es no Pa que Flo es al de Monsan o po o dem de nome
cien í ico.
Fon e: CML, 2010 a ualizado pela Au o a
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Das 85 espécies encon adas na á ea de es udo, e depois de pesquisada a bibliog a ia
e en e ao ema, o am iden i icadas 32 espécies de plan as alimen ícias não con encionais
(PANC`s), dis ibuídas em 23 amílias. As amílias bo ânicas que ap esen a am ele ada
ep esen ação e maio iqueza de espécies o am: As e aceae, (4 espécies), Fagaceae (3 espécies),
Rosaceae (2 espécies), Leguminosae (2), U icaceae (2), Ulmaceae (2), Anaca diaceae, Alliaceae,
Apiaceae, B assicaceae, Cac aceae, Ca yophyllaceae, Cap i oliáceas, E icaceas, Liláceas,
My aceae, Oxalidaceae, Onag aceae, Oleaceae, Polygonaceae, Po ulacaceae, Plan aginaceae e
T opaeolaceae (1 espécie cada). Ambas ap esen a am po encial comes í el. Em elação às
espécies cole adas no Pa que Flo es al de Monsan o, ela i amen e ao ca á e mo og onômico,
ou seja, o hábi o de c escimen o das plan as, encon am-se de o ma p edominan e o a bó eo,
seguido pelas he báceas.
As olhas são as pa es mais u ilizadas (13 espécies), seguido do u o (10 espécie), do
caule (10 espécies), da aíz (3 espécies) e da semen e (1 espécie), algumas espécies ap esen a am
mais de uma pa e comes í el. En e an o, é p á ica desp eza as olhas, u os, aízes, caules, alos
de algumas plan as que podem con e eo es conside á eis com al o pode nu icional, e isso dá-
se pelo a o do desconhecimen o dos bene ícios e das unções de ais plan as. Logo as olhas,
ubé culos e aízes de algumas espécies não con encionais, podem se emp egadas na
alimen ação, com a inalidade de ap o ei amen o in eg al dos alimen os. Com o in ui o de
emp egá-las como al e na i a de no os hábi os alimen a es, de ido a sua espon aneidade de
c escimen o, baixo cus o, al o pode nu icional bem como seu con ibu o pa a biodi e sidade, oi
ap o undada a in o mação das espécies iden i icadas, con ibuindo pa a a in o mação, p opagação
e conhecimen o dessas plan as.
3.2
Espécies de Plan as Alimen ícias Não Con encionais Iden i icadas
na Á ea de Es udo.
Ap esen am-se nes e pon o, in o mações e e en es às plan as alimen ícias não
con encionais iden i icadas no Pa que Flo es al de Monsan o. Incluindo in o mações bo ânicas,
o mas de ap o ei amen o e ecomendações pa a es udos u u os. Semp e que possí el, ambém
se á ap esen ada a composição e os eo es de mine ais das espécies ap esen adas. As espécies de
plan as alimen ícias não con encionais, iden i icadas no Pa que Flo es al de Monsan o seguem
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espec i amen e a o dem al abé ica de amília, nome popula e cien í ico. São acilmen e
inluidas o og a ias pa a melho iden i icação isual das e e idas plan as.
Anaca diaceae
A oei a Pis acia len iscus L.
A a oei a, pe encen e à amília da Anaca diaceae, o iginá ia da egião medi e ânea e
Maca onésia, que oscila en e a colo ação osa e e melho, possui u o de sabo ag idoce,
podendo se emp egado na culiná ia na o ma de sopa, saladas en e ou as uncionalidades. No
que diz espei o à medicina popula , é excelen e pa a o a amen o de eb es, e imen os e
euma ismos. O óleo essencial ex aído do u o, em ação an imic obiana con a á ios ipos de
bac é ias, ungos e í us, além de a i idade epelen e. O óleo, ambém pode se u ilizado na o ma
de loções, géis e sabone es (Luciane Kawa, 2015).
O u o pode se u ilizado pa a en iquece di e sas ecei as, ais como molhos, sopas,
pães, c emes salgados, doces, saladas, ca nes b ancas e peixes ganham pon os com p esença da
semen e de a oei a, que é u ilizada como pimen a. Azei es empe ados com pimen a osa, são
ideais pa a acompanha queijos de á ios ipos. A a oei a ambém pode se emp egada na
ab icação de so e es, geléias e chocola es (Cos a, 2012).
Fo og a ia 1: A oei a Pis acia len iscus L.
Fon e: Flo a.on
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As e aceae
Chicó ia-do-Ca é Cicho ium in ybus L.
Pe encen e à amília da As e aceae, o iginá ia da India, Eu opa e Egi o, popula men e
conhecida como Chicó ia-do-Ca é, possui lo es azuis, que lo escem en e o pe íodo de Julho a
Se emb o. As aízes dessa plan a após a e u a, são u lizadas como subs i u o da man eiga, além
de se em o adas e ap o ei adas pa a na p epa ação de chá ou ca é. Exis em á ios p incípios
a i os exis en es na Chicó ia-do-Ca é, ais como o cálcio, e o, ós o o, sais mine ais e i aminas
A, C, B (B1, B2, B3). Na culiná ia, em-se o hábi o de consumi-la cozida, in na u a, em saladas
ou e ogados (Romano e Gonçal es, 2015).
Fo og a ia 2: Chicó ia-do-Ca é Cicho ium in ybus
Fon e: Au o a
Ca do Scolymus hispanicus
O iginá io dos países da bacia medi e ânea, o ca do, assemelha-se à alcacho a pela
colo ação e de-cla o. No passado, o ca do e a colhido nos campos pa a au oconsumo po
ap esen a um sabo sua e e um pouco adocicado. Con ém g ande quan idade de i aminas e
ca boid a os, que ap esen am 3% da sua composição o al, o ní el de go du a é de 0,1% e as
p o eínas de 0,7% . No que diz espei o aos mine ais, des acam-se o po ássio, o magnésio, o cálcio,
o e o, o sódio, o zinco e ós o o bem como i aminas ( A, B1, C, B2 e B6) e niacina.
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Na culiná ia pode se adicionado à saladas, sopas, cozidos, assados ou consumidos in na u a
(Bonduelle,2013).
O ca do possui lo es ama elas, que são semelhan es ao den e-de-leão. Di e en emen e do
den e-de-leão, o ca do em um caule e guido, e uma apa ência mais espinhosa. É uma plan a
espon ânea, qualque luga é ambien e p opício pa a sua p opagação. Conside ado o almen e
comes í el, o ca do, possui sabo ag idoce, pode se u ilizado na p epa ação de salada (S e en,
2010).
Segundo Romano e Gonçal es (2015), o ca do pode se acilmen e emp egado na
culiná ia, as suas olhas são comes í eis, os eben os ap esen am gos o simila ao aipo e as aízes
podem se inge idas in na u a.
Fo og a ia 3: Ca do Scolymus hispanicus
Fon e: Au o a
Den e-de-leão Ta axacum o icinale
Popula men e conhecida como Den e-de-leão, da amília da As e aceae, e o iginá io da
Eu opa, p incipalmen e Po ugal, o ca do, possui em sua cons i uição aiz g ossa e olhas
inclinadas, as lo es possuem colo ação ama ela, o u o é um aquênio, sendo dissipados pelo
en o com acilidade. É uma plan a não con encional in aso a de ho a e de ja dim, pois é de
ácil p opagação e adap ação, encon adas em campos, ales úmidos e somb ios. U ilizando
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suas olhas en as, o den e-de-leão, pode se adicionado à salada, sopa e espa egado (Romano e
Gonçal es, 2015).
O den e-de-leão é um exemplo de plan a alimen ícia não con encional que supe a os
alo es nu icionais das plan as comuns. Na compa ação en e o den e-de-leão e a al ace ( alo es
de 100g de peso seco), a a és das análises ealizadas, o am ob idos os seguin es alo es
nu icionais:
Al ace
Den e de Leão
P op iedades Nu icionais
0,04g
0,19g
Cálcio
2,1g
8,8g
Ca boid a os
0,75mg
3mg
Fe o
13,89mg
70mg
Fós o o
0,13g
0,71g
Lipídios
0,84g
2,7g
P o eínas
0,13mg
0,84mg
Niacina (B3)
0,06mg
0,14mg
Ribo la ina (B2)
0,03g
0,19mg
Tiamina (B1)
1115 UI*
13662 UI*
Vi amina A
12,57mg
35,94mg
Vi amina C
UI* unidades in e nacionais
Tabela 2: Tabela compa a i a dos pode es nu icionais da al ace e den e de leão.
(Fon e: Kelen e al, 2015 – pág. 25 adap ado pela Au o a.)
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Fo og a ia 4: Den e-de-leão Ta axacum o icinale
Fon e: Au o a
Se alha Sonchus ole aceus L.
Plan a o iginá ia do No e da Á ica, Eu opa e Ásia, pe encen e à amília bo ânica das
As e áceas, ambém conhecida como chicó ia-b a a, a se alha, possui poucos amos e lo es
ama elas. Desen ol e-se em condições de clima ameno e empe a u as baixas, enquan o à
e ilidade do solo, é uma plan a que não é mui o exigen e (MAPA, 2010).
En e as inúme as p op iedades nu icionais da se alha, des acam-se as i aminas A, B e
C, cálcio e o e o. Pode se u ilizada como an i-in lama ó io e diu é ico, logo, oda plan a é
comes í el ( olhas, alos en os e lo es bem jo ens). As olhas, podem se consumidas in na u a,
ou adicionada à salada, assemelhando-se ao gos o do espina e, as lo es e bo ões, podem se
ei os à milanesa ou à do ê e os caules ( alos) podem se u ilizados pa a conse as assim como o
aspa go (Kelen e al, 2015).
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Fo og a ia 5: Se alha Sonchus ole aceus L.
Fon e: Au o a
Alliaceae
Cebolinho Allium schoenop asum L.
He bácea anual, de olhas longas e cilínd icas e lo es osa ou lilás, o cebolinho, a inge
ce ca de 30 cen íme os de al u a. Suas pa es comes í eis são as olhas, as lo es e as aízes, na
culiná ia ap esen a sabo semelhan e à cebola, po ém mui o mais le e. Pode se adicionado a
molhos, queijos, sopas quen es ou ias, saladas, omele es, scones ou na deco ação de p a os
(Ja dins e Bo elho, 2016).
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Fo og a ia 11: Sabuguei o Sambucus nig a L.
Fon e: Flo a.on
E icaceae
Med onhei o A bu us unedo
Segundo Romano e Gonçal es (2015), o med onho, u o do med onhei o, pode se
consumido esco ou ap eciado na con ei a ia, embo a seja mui o u ilizado pa a ob enção de
agua den e. O med onho, possui sabo ag adá el, quando encon ado em sua época de ma u ação.
Na medicina popula pode se emp egado como ads ingen e e, os u os, podem se u ilizados
pa a p epa ação de inag e e doces.
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Fagaceae
Fo og a ia 12: Med onhei o A bus us unedo
Fon e: Au o a
Ca alho-po uguês Que cus aginea
O ca alho-po uguês, ap esen a uma copa abobadada e ala, olhas simples, e de-
escu as, os oncos possuem casca acinzen ada ou pa do-acinzen ada, o seu u o, a bolo a, é
cilínd ica, cuja co é cas anho-cla o, comes í el e u ilizada an igamen e na culiná ia medie al
(CML, 2010).
Fo og a ia 13: Ca alho-po uguês Que cus aginea
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62
Fon e: Au o a
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Sob ei o Que cus Sube
Rela i amen e à alimen ação medie al, pa a ga an i a sobe ania alimen a , o alimen o
mais consumido e a a bolo a, u o dos sob ei os, ca alhos e azinhei as. As bolo as, e am
apanhadas no ou ono (quando caem das á o es) e selecionadas em seguida pa a p odução de
a inha, que se ia de alimen o pa a o pão de bolo a (pão lusi ano). Sua a inha é ex emamen e
saudá el, pois não possui glú en (Pe ei a, 2016).
Fo og a ia 14: Sob ei o Que cus Sube
Fon e: Flo a.on
Azinhei a Que cus o undi ólia
Tal como o sob ei o, a azinhei a, exis e em g ande núcleo nas p incipais ma as e pa ques
da cidade, po ém abundan e no Pa que Flo es al de Monsan o. O Dec e o-Lei n.° 155/ 2004
p o ege a azinhei a, po que em si uações de al a empe a u a e seca ex ema, associada a ou os
a bus os, o ma um ma agal, cons i ui a única p o eção do solo (CML, 2010).
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Fo og a ia 15 Azinhei a Que cus o undi ólia
Fon e: Flo a.on
Leguminosae
Al a obei a Ce a onia siliqua L.
Pe encen e à amília das Leguminosae, a al a oba, em como habi a zonas secas e
ochosas, os u os são u ilizados na alimen ação humana (a sua agem o igina uma a inha, que
pode se u ilizada como subs i u o do cacau pa a ab icação de chocola e), ab icação de
agua den e, xa opes e p odu os a macêu icos (laxa i os no es ado e de e an idia eicos no
es ado madu o).
Da semen e ex ai-se uma goma alimen a usadas em bolos, pudins, cosmé icos en e ou os
p odu os (Romano e Gonçal es, 2015).
A al a oba, é uma leguminosa medi e ânica que desen ol e-se em luga es secos, as suas
agens após secas, i u adas e o adas dão o igem ao pó ou a inha de al a oba, que possui co
e a oma simila es ao cacau. A a inha ex aída da al a oba é ica em ib as (pec ina) que auxiliam
na mo ilidade in es inal, possuindo baixo eo de go du as (0,7%). Além dessas p op iedades, não
possui po encial ale gênico e pode se consumida em g ande quan idade. U ilizada em
p epa ações de mingaus, bolos e o as (Be olucci, 2017).
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Calo ias
220 kcal
Ca boid a os
48 g
Go du as
0,6 g
P o eínas
4,5 g
Tabela 4: Valo Nu icional – Fa inha de al a oba 100g
Fon e: Pa ícia Be olucci, 2017.
Fo og a ia 16: Al a obei a Ce a onia siliqua L.
Fon e: Au o a
Al a a Medicago Sa i a
O iginá ia do cen o-sul da Ásia, a al a a, é uma plan a ica em iso la onas, es e óis,
i aminas, sais mine ais, aninos den e ou os cons i uin es e, con ém inúme os nu ien es,
especialmen e e o e po ássio, podendo se adicionada à saladas, sucos, sob emesas, ce eais,
gelados e bebida (Cunha e al, 2013).
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Fo og a ia 17: Al a a Medicago Sa i a
Fon e: Flo a.on
Liliaceae
Espa go-Sel agem Aspa agus albus
Pe encen e à amília das Liliaceae, o iginá io do Sul da Eu opa, Oes e da Ásia e No e
da Á ica e espon âneo em oda a bacia medi e ânia, o espa go-sel agem, pode se u ilizado na
culiná ia, o seu eben o é a pa e mais ap eciada, são en os, ca nudos e comes í eis, podendo se
emp egado em omele es, sopas e saladas (Romano e Gonçal es, 2015).
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Fo og a ia 18: Espa go-Sel agem Aspa agus albus
Fon e: Au o a
My aceae
Mu a My us communis
Pe encen e a amília das My aceae, a mu a, é um a bus o que pode a ingi a é 5 me os
de al u a, possui lo es b ancas e com odo ag adá el. Pa a além de o namen al, a mu a, pode se
emp egada na alimen ação humana, seus caules, u os e olhas são ap o ei ados pa a salada,
sopas en e ou os p epa os (Romano e Gonçal es, 2015).
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Fo og a ia 19: Mu a My us communis
Fon e: Fo a.on
Oxalidaceae
Azedinha Oxalis ace osella L.
Pe encen e à amília das Oxalidaceaes, o iunda da Á ica do Sul, a azedinha, possui
p incípios a i os e nu ien es ais como ácido ascó bico, mucilagem, oxala os (ácido oxálico e
oxala o ácido de po ássio). Na culiná ia, a olha esca, pode se adicionada à salada, con e indo-
lhes um ag adá el sabo ácido. Pa a en iquece o sabo pode se adicionada em molhos, ou em
e eição quen e, na p epa ação de sopa de legumes. Como ape i i o, os bulbos, podem se o ados
e consumidos (Romano e Gonçal es, 2015).
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Fo og a ia 20: Azedinha Oxalis ace osella L.
Fon e: Flo a.on
Onag aceae
B inco de p incesa Fuchsia magellanicase
Pe encen e à amília das Onag aceae e, conhecido como b inco de p incesa, o seu u o,
baga p e o-a oxeada, é conside ado comes í el, possuindo uma polpa suculen a de sabo
adocicada. É essencialmen e o namen al, podendo se u ilizado de di e sas o mas, pois é de ácil
cul i o, u ilizado ambém na alimen ação em o ma de salada (Lo enzi e Souza, 2004).
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Ulmaceae
Fo og a ia 28: Capuchinha T opaeolum majus L.
Fon e: Au o a
Ulmei o Ulmus mino L.
Pe ence à amília das Ulmaceae e, o iginá io do no e e oes e da Ásia, Eu opa e no e da
Amé ica, o ulmei o, é uma á o e g ande de copa ampla, suas lo es encon am-se ag upadas, sua
lo ação oco e en e os meses de ma ço a ab il. A sua olha pode se inge ida c ua ou cozida,
sendo uma boa opção de adição à salada e o u o é comes í el, possuindo um sabo in ulga ,
a omá ico e esco (Flo es a , 2017).
Fo og a ia 29: Ulmei o Ulmus mino L.
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Fon e: Flo a.on
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Lódão Cel is aus alis L.
O iginá io do oes e da Ásia, no e de Á ica, sul da Eu opa, o lódão, possui o u o
comes í el, adocicado e pode se emp egado na culiná ia na p epa ação de doces, geleias e
compos as. Pelo a o de o seu u o se pa ecido com a ginja, o lódão é ambém conhecimen o
popula men e como ginjinha-do- ei (Flo es a , 2017).
Fo og a ia 30: Lodão-Bas a do Cel is aus alis L.
Fon e: Au o a
U icaceae
U iga U ica u ens L.
He bácea anual, com pelos u ican es, sendo cons i uída de ácido ó mico (apenas na
plan a esca). Na culiná ia, os b o os en os jo ens são comes í eis, cozidos como legume,
cozinhado ao apo ou em sopas (Romano e Gonçal es, 2015).
Des aca-se po se uma espécie au óc one, he bácea pe ene com pelos u ican es. As
pa es comes í eis es ão incluídas olhas, lo es, semen es e aiz. Na culiná ia, pode se
emp egada na ab icação de pão, sopa, panqueca, omele e e e esco. A olha é ica em i amina
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A, B1, B5, C e K, ácido ólico, e o, cálcio, e c. Na cosmé ica pode se u ilizada como ónico
capila (Ja dins e Bo elho, 2016).
Fo og a ia 31: U iga U ica u ens L.
Fon e: Flo a.on
Pa ie á ia Pa ie a ia sp
Pe encen e à amília das U icaceae, a pa ie á ia, ap esen a sabo ligei amen e salgado,
e os b o os en os êm sabo e escan e. Em sua composição química, ap esen a sali e, azo ado
de po ássio, mucilagem e enxo e. Na culiná ia pode se emp egada na p epa ação de sopa e
adicionada à salada (Si he c, 2010).
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Fo og a ia: 32 Pa ie á ia Pa ie a ia sp
Fon e: Au o a
3.3
Di e en es o mas de p epa o das plan as alimen ícias não
con encionais encon adas no PFM
As espécies encon adas na á ea de es udo, ap esen am múl iplos usos podendo se
p epa adas de di e en es o mas ( Tabela 6 ).
Nome Popula
Pa e U ilizada
Fo mas de Uso
Ab unhei o
F u os
Compo a
Ing edien es: 1 pau-de-canela; 1casca de limão; 700g de açúca e 1,5 kg de ab unhos.
P epa o: La a os ab unhos e e i a o ca oço, adiciona açúca , canela e aspa de limão. Deixa epousa a é a dilui o
açúca . Fe e sob e o ogo baixo, mexe a é ica espesso. Quando a compo a es i e quase p on a, coloque-as em ascos.
Coloca o doce nos ascos e echa imedia amen e. A quan idade é su icien e pa a enche 2 ascos.
Aipo-dos-ca alos
Caule e aíz
Vinag e e
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Ing edien es: 4 colhe es de sopa de azei e; 4 1/2 colhe es de chá de inag e de inho com alho; 1 den e de alho
esmagado; 2 colhe es de chá de mel líquido; e 1 colhe de sopa de aipo-dos-ca alos picado.
P epa o: Mis u a o azei e, o inag e de inho, o alho, o mel e o aipo-dos-ca alos. Mexe bem e si a.
Al a a B o os Salada
Ing edien es: 4 be e abas cozidas e co adas; 2 alos de aipo co ados em odelas; 75 g de eben os de al a a e 100 g de
espina es jo ens.
P epa o: Coloca os espina es e os eben os de al a a em uma saladei a e mis u e-os, adiciona o aipo e a be e aba e
mexe .
Al a obei a Vagem Ta e
Ing edien es: 1 paco e de massa queb ada; 6 o os; 100g de açúca ama elo; 100g de amêndoa moída; 50g de a inha de
al a oba ( i u a e o a a polpa da agem) e aspa da casca de 1 limão.
P epa o: Fo a a a ei a com a massa queb ada, pica o undo com um ga o e ese a . Ba e as gemas com o açúca e a
aspa de limão, a é ica em o as. Jun a a amêndoa e a a inha de al a oba e mis u a bem. À pa e ba e as cla as em ne e
bem i me e jun a ao c eme an e io , mis u a sua emen e. Coloca o p epa o na o ma e le a pa a cozinha , em o no
aquecido a 180º, du an e 30 minu os. Re i a do o no, deixa es ia e pol ilha com açúca em pó.
A oei a F u o Molho
Ing edien es: 2 colhe es (sopa) de azei e; 1 cebola média co ada em cubinhos; 1 colhe (sob emesa) de a oei a; 1/2 xíca a
(ca é) de inho b anco; 1 caixinha de c eme de lei e; 1/2 colhe (sopa) de mos a da; 1 colhe (sopa) de cebolinha picada;
sal e pimen a-do- eino-b anca a gos o.
Ing edien es: Coloca o azei e e a cebola e i a a é dou a . Ac escen a a a oei a e mis u a bem. Adiciona o inho b anco
e deixa e apo a po 3 minu os. Jun a o c eme de lei e, a mos a da e a cebolinha. Po im, empe a com o sal e a pimen a
b anca. Cozinha em ogo baixo a é ob e um molho c emoso. Se i o molho com os legumes de sua p e e ência (já cozidos)
ou com saladas ias.
Azedinha Folhas e alos Sopa
Ing edien es: 1 gema; 1/2 kg de ba a as; 2 colhe es de sopa de man eiga; 250 g de azedinha; sal e pimen a a gos o.
P epa o: Re oga a azedinha na me ade da man eiga e adiciona 2 li os d'água ia e as ba a as co adas em pedaços
pequenos. Cozinha em ogo len o du an e 1 ho a e 30 minu os ap oximadamen e. Passa pela penei a, le a ao ogo pa a
esquen a . Mis u a a gema com uma concha da sopa, coloca no undo da sopei a, jun amen e com a man eiga.
Despeja po cima a sopa a e e e se i .
Azinhei a F u o Fa inha
Ing edien es: 1 kg Bolo as e 1li o de água.
P epa o: La a e seca as bolo as. Coloca as bolo as no o no po 15 minu os à 2000 C.. Descasca e i u á-las no
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p ocessado .
Beld oega Folhas Salada
Ing edien es: 80g de queijo; 1 po e de iogu e na u al; 2 colhe es de sopa de óleo de oli a; 1 den e pequeno de alho
amassado; 1 pé de al ace pequeno (ou ou a ho aliça) e 500g olhas de beld oega, la adas e esco idas.
P epa o: Rala o alho e o queijo; mis u a com o iogu e, azei e e sal. Despeja a mis u a sob e as olhas de al ace e
beld oega. Adiciona a manga e as semen es de gi assol.
Bolsa-de-Pas o Folhas e alos Salada
Ing edien es: 100g de bolsa-pas o olhas e alos; 60g de pepinos ; 60g de oma es; 40g de na as azedas; 1 o o e sal.
P epa o: La a as olhas de bolsa-pas o e co á-las mui o ina. Em seguida, adiciona oma e e o pepino p e iamen e
co ados. Na saladei a mis u a odos os ing edien es e se i
B inco-de-p incesa Flo es Fa alle
Ing edien es: 40ml de azei e;
50g de bacon co ado em cubinhos; 6 den es de alho picados; sal a gos o; 5 unidades oma es sem semen es picados em
pedaços g andes; salsa e cebolinha picadas a gos o; pimen a-do- eino a gos o; 500g de a alle ou maca ão "g a a inha" e
lo es de b inco de p incesa a gos o.
P epa o: Fe a bas an e água em uma panela g ande, ponha sal a gos o e cozinhe o a alle. Enquan o isso, aquece o azei e
em uma igidei a e i a o bacon em ogo baixo. Ac escen a o alho, mexe a é dou a . Rese a . Esco e o maca ão e
ans i a pa a uma a essa. Jun a à massa a mis u a da igidei a, os oma es, a salsinha e a cebolinha. Tempe a com mais
sal se deseja e pol ilha com pimen a-do- eino. Mis u a udo mui o bem. En ei a com as lo es de b inco-de-p incesa e
si a.
Cac o Folhas Ensopado
Ing edien e: olhas de palma; oma e; pimen ão; coen o e cebolinho co ados e adicionados a gos o.
P epa o: Limpa , pica e a e en ada a palma com sal. Esco e a água. Adiciona a palma picadinha oma e, pimen ão,
coen o e cebolinho, ambos picados. Em uma panela, e oga com o óleo e a cebola e ac escen a a palma os ou os empe os
e des e o caldo de ca ne, com um pouco de água e sal agos o e deixa no o no po 10 minu os ou a é que ica com pouco
caldo. Se i quen e.
Capuchinha Folhas Pa ê
Ing edien es: 100g de olhas de capuchinha; 50g de g ão-de-bico; azei e, limão e o égano a gos o.
P epa o: No liquidi icado , adiciona as olhas da capuchinha com o g ão-de-bico, azei e, limão, o égano e sal a gos o. O
g ão-de-bico pode se subs i uído po ba a as ou ico a.
Ca do Folhas e alos Sopa
Ing edien es: 500g de eijão man eiga; azei e; 1 cebola; 2 den es de alho; olhas e alos do ca dos;1 olha de lou o e sal.
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P epa o: Cozinha p e iamen e o eijão. Faze um e ogado com o azei e, a cebola, o alho e o lou o. Ac escen a o eijão.
Coloca os ca dos la ados e co ados às i as e en ol ê-los bem. Tempe a com sal. Adiciona água su icien e pa a a sopa
e deixa cozinha .
Cebolinho Talos C epe
Ing edien es: 100 g amas de a inha; uma pi ada de sal ino; 1 o o; 250 ml de lei e; cebolinho esco picado e óleo pa a
un a .
P epa o: Pa a a massa:
Mis u a bem odos os ing edien es a é que ique uma massa líquida e sem g umos, e se possí el, deixa a massa epousa
na geladei a du an e 30 minu os.
P epa ação dos C epes: Numa igela pequena coloca um pouco de óleo e ese a , esse óleo ai se usado pa a un a a
igidei a. Molha um gua danapo no óleo e passa o gua danapo na igidei a an es de coloca a massa. Liga o ogão,
un a e deixa aquece bem, quando es i e bem quen e dei a-se a massa na igidei a, oda a igidei a de modo a deixa
o undo comple amen e cobe o com massa, deixa coze e depois i a o c epe com ajuda da espá ula e deixa coze do
ou o lado. Ti a o c epe e aze o mesmo p ocedimen o com os seguin es. Semp e un a a o ma an es de dei a a massa
na igidei a.
Cimbalá ia-dos-mu os Folhas e alos Salada
Ing edien es: Folhas e alos de Cimbalá ia; 1 den e de alho; azei e.
P epa o: Disponha as olhas e alos em uma saladei a, adicione o den e de alho e azei e. Assim, como suges ão, pode-se
aze algum molho com mel e molho shoyu.
Chicó ia-do-Ca é Folhas, aízes e alos Re ogado
Ing edien es: 1 pé de chicó ia; 2 den es de alho amassados; 3 colhe es de azei e; 1 colhe de pimen a calab esa; 1 sachê
de empe o pa a saladas e sal a gos o.
P epa o: Coloca o azei e e o alho na panela, i a po alguns segundos sem deixa o alho queima . Coloca a chicó ia, o
sal, o empe o pa a salada e a pimen a calab esa. Cozinha po pelo menos 7 minu os mis u ando semp e.
Den e-de-leão Raízes Re ogado
Ing edien es: 2 colhe es (sopa) de óleo; 3 colhe es (sopa de óleo de ge gelim; 2 colhe es (sopa) de molho de soja (shoyu);
50g de aízes de den e-de-leão e água pa a cozinha .
P epa o: Co a as aízes em odelas de mais ou menos meio cen íme o de espessu a e e oga na mis u a dos dois óleos,
a é ica em dou adas. Jun a água e en e e cozinha po 10 minu os. Ac escen a o shoyu e deixa cozinha a é amolece .
Se i com a oz.
Espa go-Sel agem Talos Migas
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Ing edien es: 400g de espa gos-sel agens; 80g de azei e; 2 den es de alhos; 50g de bacon em cubos; 4 o os; 100g de b oa
de milho; pimen a e sal a gos o.
P epa o: La a , elimina as pon as ib osas dos espa gos e co a o es an e em de 2 cen íme os de espessu a. De e e o
azei e e un a os den es de alho e o bacon em cubos. Deixa sal ea um pouco, e jun a os espa gos. Tapa e deixa em ogo
b ando ce ca de 10 minu os. Ba e os o os com uma a a de a ames, empe a com sal e pimen a. Es a ela mui o bem a
b oa, jun a aos espa gos e mis u a bem. Adiciona os o os ba idos e deixa cozinha , mexe com uma colhe de pau a é
os o os coagula em. Não cozinha demasiado pa a os o os não ica em secos.
Lódão-bas a do F u o Lico
Ing edien es: 1kg de lódão-bas a do; 1li o de agua den e e 750g de açúca .
P epa o: la a o u o do lódão-bas a do, coloca num asco ou ga a a de boca la ga. Mis u a a agua den e e o açúca e
e e o p epa ado sob e o lódão. Tapa e conse a em um local escu o du an e 3 a 6 meses.
Med onhei o F u o Bolo
Ing edien es: 250 g de açúca ; 150 g de a inha com e men o; 50 g de maisena; 150 g de man eiga amolecida; 5 o os e
40 med onhos.
P epa o: Un a e pol ilha de a inha 5 o mas pequenas ou 1 g ande. Ba e a man eiga com o açúca a é a ingi a
consis ência de um c eme liso.
Jun a as gemas e con inua a ba e . Mis u a a a inha penei ada com a maisena e po im às cla as em ne e. Dei a uma
camada de massa, espalha os med onhos e cob i com mais massa. Cozinha
ce ca de 30 minu os nas o mas pequenas e 50 minu os na o ma g ande.
Mo ugem Folhas e alos Salada
Ing edien es: olhas e alos de mo ugem a gos o; azei e; inho b anco e inag e pa a empe a .
P epa o: Seleciona e la a as olhas e alos e empe á-las à gos o com azei e, inho b anco e inag e. Adiciona aspas
de limão.
Mu a F u o Geleia
Ing edien es: 1 kg de açúca e inado; 1 li o de água il ada; 1 kg de mu a (madu a e com cascas p e as).
P epa o: Esp eme a mu a num passado pa a i a peles e semen e. Coloca a polpa na panela, adiciona 2 /3 do seu peso
no açúca e e e po 30 minu os. Coloca em id os, deixa es ia po 2 dias, echa e espe a um mês an es de se i .
Pa ie a ia Folhas e alos Salada
Ing edien es: Folhas e alos de Pa ie á ia; 1 oma e; 1 cebola e azei e à gos o.
P epa o: Coloca numa aça os alos mais en os das pa ie á ias e em seguida ac escen a as suas olhas. Co a o oma e
em cubos, pica a cebola e jun a às pa ie á ias. Tempe a com lo de sal e se i .
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Pil i ei o F u o Doce
Ing edien es:
1 kg de
pi li os;
suco de um limão; 1/5 li o de água e
açuca .
P epa o: Coloca as bagas do pil i o numa panela com a água e o suco de limão, e e em ogo b ando du an e 45
minu os. Re i a do lume e deixa a coa du an e a noi e, no dia seguin e e i a a polpa, pesa o líquido e calcula 450
g amas de açúca pa a cada 1/5 li o de suco, le a no amen e ao ogo e deixa e e a é a ingi uma consis ência
sólida que depois se e e á em ecipien es que ao es ia e ão a consis ência da ma melada.
Sabuguei o Flo Bebida: Espuman e
Ing edien es: 475ml de água quen e; 750g de açúca e inado; 2 amos de lo es de sabuguei o; 2 colhe es de sopa de
inag e de inho b anco; suco e casca de 1 limão e 4 li os de água.
P epa o: Mis u a o açúca com a água quen e. Coloca a mis u a num ecipien e g ande de id o ou plás ico. Adiciona o
es an e dos ing edien es. Mexe bem, cob i e deixa mace a du an e 5 dias. Passa o líquido pa a ga a as es e ilizadas
com ampa de en osca . Deixa epousa du an e mais uma semana, ap oximadamen e. Se i mui o io com i as inas de
casca de limão.
Se alha Folhas Pa ê
Ing edien es: 3 inhames; 3 xíca as de olha de se alha; 1den e de alho; suco de ½ limão; 3 colhe es de sopa de água;
salsa, cebolinha, aça ão, en e ou as e as empe os a gos o e 3 colhe es de azei e.
P epa o: Adiciona os ing edien es no liquidi icado a e o ma consis ência.
Sob ei o F u o Pão
Ing edien es: 250g de a inha de bolo a (o u o “bolo a” de e se o ado e i u ado); 30g de e men o pa a pão; 375 ml
de agua mo na; 3 colhe es de mel; 50ml de azei e.
P epa o: Amassa odos os ing edien es, deixa le eda cob indo com um pano du an e 8 ho as. Re o na a amassa
usando uma pi ada de a inha de cen eio pa a sol a a massa e coloca no o no.
Ulmei o Folhas Sopa
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