scieee Open visual document viewer

Enfermagem em Medicina do Viajante - Que realidade? Que perspetivas?

MACHADO, Celina Moutinho

Abstract

A medicina do viajante pretende dotar o viajante sobre prevenção de doenças e alterações de saúde além de promover a saúde, o respeito pelas populações, culturas e ambiente das regiões a visitar. Os riscos associados aos viajantes prendem-se pelas caraterísticas individuais (idade, género, estado de saúde, personalidade, comportamento, cultura, estatuto social e educação) e pela viagem em si (destino, clima, altitude, luz solar, higiene, mosquitos, poluição, segurança, objetivo e duração da viagem, entre outros). As funções de educação para a saúde, inerentes a enfermagem, funcionam como ajuda a consciencializar que cada utente tem um papel importante na sua proteção e melhoria da sua saúde, o que passa pelo objetivo da medicina do viajante. Perante esta situação, realizou-se o estudo para identificar as funções de enfermagem desempenhadas na consulta de medicina do viajante na área metropolitana de Lisboa; compararam-se os resultados com dados internacionais; indagou-se que funções deveriam ter os enfermeiros, segundo os alunos do curso de medicina do viajante do Instituto de Higiene e Medicina Tropical (2015/2016). É um estudo descritivo exploratório, realizado na zona metropolitana de Lisboa. A população do estudo é composta por enfermeiros e médicos ligados à consulta de medicina do viajante e/ou centros de vacinação internacional e aos médicos a frequentar o curso de Medicina do Viajante no IHMT, ano letivo 2015-2016. Foi aplicada uma entrevista semiestruturada aos enfermeiros e médicos de oito consultas; feita uma revisão sistemática da literatura foi utilizada para a pesquisa do papel da Enfermagem noutros países e utilizada a metodologia de consenso, técnica Delphi aos médicos do curso. A vacinação foi a função referida por todos. Foram reconhecidas como funções mais importantes da equipa de enfermagem: ensino para a saúde (72.7%); aconselhamento em MV (27,3%,); vacinação (9%). 63.6% Consideraram a formação para a prática em MV no seu curso base como má/muito má. Fontes de informação utilizadas: internet (57.1%), reuniões de serviço (14.3%). Em relação à comparação internacional, nas funções confrontadas aproximamo-nos mais dos enfermeiros da Austrália e Reino Unido do que com os do Japão. Foram obtidas por consenso quatro funções associadas aos enfermeiros da consulta de MV: administração de vacinas (100% dos participantes); promoção da saúde-informação de hábitos saudáveis e seguros de saúde (15/17, 88.2%); registo das vacinas nos boletins e plataformas eletrónicas (15/17, 88.2%); aconselhamento e demonstração de cuidados sanitários-proteção anti-mosquito, proteção solar, prevenção da diarreia (15/17, 88.2%). Os enfermeiros ligados às consultas de MV/centros de vacinação internacional, sentem-se confiantes e poderão realizar funções de ensino e educação para a saúde, completando/reforçando o que é indicado em consulta médica, sendo importante ponderar a implementação da consulta de Enfermagem do viajante, devendo ir mais além da pressuposta prescrição de medicação. Todos os profissionais nesta área deveriam ter formação específica assim como encaram a consulta de enfermagem em medicina do viajante como importante.

Full text

Uni e sidade No a de Lisboa Ins i u o de Higiene e Medicina T opical En e magem em Medicina do Viajan e – Que ealidade? Que pe spe i as? Celine Machado DISSERTAÇÃO PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE FEVEREIRO, 2017 Uni e sidade No a de Lisboa Ins i u o de Higiene e Medicina T opical En e magem em Medicina do Viajan e – Que ealidade? Que pe spe i as? Au o : Celine Machado Licenciada em En e magem O ien ado : P o ª D ª Rosa Teodósio Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de mes e em Saúde T opical. iii Pensamen o Cada u is a é uma pa e do mo imen o mundial com pode de in luencia mudanças posi i as pa a o plane a e odas as pessoas. (Rela ó io anual de 2015 – O ganização Mundial do Tu ismo) i AGRADECIMENTOS Numa p imei a ins ância, ag adeço à P o esso a Dou o a Rosa Teodósio, pela disponibilidade e incansá el apoio em odos os momen os e nas o ien ações que o am undamen ais pa a o desen ol imen o e conclusão do p esen e abalho. Aos pa icipan es no es udo, nomeadamen e os En e mei os e os Médicos ligados à medicina do iajan e, pela inde e miná el on ade e sa is ação em colabo a nes e es udo. À minha amília de odos os dias, aos meus pais, à minha a ó, à minha i mã e ao meu cunhado, po e em sido os pila es da conc e ização des a e apa, ao ealça em as minhas compe ências e apoia em-me nos momen os di íceis. Ao Jack po odos os momen os de companhei ismo na esc i a e po comp eende os passeios mais cu os que demos. Aos meus amigos, Lau a Almeida, João Lei ão e Susana Calado, po nunca e em deixado de ac edi a e me man e em à ona, além da comp eensão pelas ausências. Resumo A medicina do iajan e p e ende do a o iajan e sob e p e enção de doenças e al e ações de saúde além de p omo e a saúde, o espei o pelas populações, cul u as e ambien e das egiões a isi a . Os iscos associados aos iajan es p endem-se pelas ca a e ís icas indi iduais (idade, géne o, es ado de saúde, pe sonalidade, compo amen o, cul u a, es a u o social e educação) e pela iagem em si (des ino, clima, al i ude, luz sola , higiene, mosqui os, poluição, segu ança, obje i o e du ação da iagem, en e ou os). As unções de educação pa a a saúde, ine en es a en e magem, uncionam como ajuda a consciencializa que cada u en e em um papel impo an e na sua p o eção e melho ia da sua saúde, o que passa pelo obje i o da medicina do iajan e. Pe an e es a si uação, ealizou-se o es udo pa a iden i ica as unções de en e magem desempenhadas na consul a de medicina do iajan e na á ea me opoli ana de Lisboa; compa a am-se os esul ados com dados in e nacionais; indagou-se que unções de e iam e os en e mei os, segundo os alunos do cu so de medicina do iajan e do Ins i u o de Higiene e Medicina T opical (2015/2016). É um es udo desc i i o explo a ó io, ealizado na zona me opoli ana de Lisboa. A população do es udo é compos a po en e mei os e médicos ligados à consul a de medicina do iajan e e/ou cen os de acinação in e nacional e aos médicos a equen a o cu so de Medicina do Viajan e no IHMT, ano le i o 2015-2016. Foi aplicada uma en e is a semies u u ada aos en e mei os e médicos de oi o consul as; ei a uma e isão sis emá ica da li e a u a oi u ilizada pa a a pesquisa do papel da En e magem nou os países e u ilizada a me odologia de consenso, écnica Delphi aos médicos do cu so. A acinação oi a unção e e ida po odos. Fo am econhecidas como unções mais impo an es da equipa de en e magem: ensino pa a a saúde (72.7%); aconselhamen o em MV (27,3%,); acinação (9%). 63.6% Conside a am a o mação pa a a p á ica em MV no seu cu so base como má/mui o má. Fon es de in o mação u ilizadas: in e ne (57.1%), euniões de se iço (14.3%). Em elação à compa ação in e nacional, nas unções con on adas ap oximamo-nos mais dos en e mei os da Aus ália e Reino Unido do que com os do Japão. Fo am ob idas po consenso qua o unções associadas aos en e mei os da consul a de MV: adminis ação de acinas (100% dos pa icipan es); p omoção da saúde-in o mação de hábi os saudá eis e segu os de saúde (15/17, 88.2%); egis o das acinas nos bole ins e pla a o mas ele ónicas (15/17, 88.2%); aconselhamen o e demons ação de cuidados sani á ios-p o eção an i-mosqui o, p o eção sola , p e enção da dia eia (15/17, 88.2%). Os en e mei os ligados às consul as de MV/cen os de acinação in e nacional, sen em- se con ian es e pode ão ealiza unções de ensino e educação pa a a saúde, comple ando/ e o çando o que é indicado em consul a médica, sendo impo an e ponde a a implemen ação da consul a de En e magem do iajan e, de endo i mais além da p essupos a p esc ição de medicação. Todos os p o issionais nes a á ea de e iam e o mação especí ica assim como enca am a consul a de en e magem em medicina do iajan e como impo an e. PALAVRAS – CHAVE: medicina do iajan e, o mação, consul a de en e magem, en e is a. i Abs ac T a ele ’s medicine aims o p o ide a ele s wi h p e en ion o diseases and heal h changes, as well as p omo ing heal h, espec o he popula ions, cul u es and en i onmen o he egions o isi . The isks associa ed wi h a ele s a e ela ed o indi idual cha ac e is ics (age, gende , s a e o heal h, pe sonali y, beha io , cul u e, social s a us and educa ion) and he ip i sel (des ina ion, clima e, al i ude, sunligh , hygiene, mosqui oes, pollu ion, sa e y, pu pose and du a ion o a el, among o he s). The unc ions o heal h educa ion, inhe en o nu sing, wo k as an aid o make awa e ha each use has an impo an ole in hei p o ec ion and imp o emen o hei heal h, which passes h ough he objec i e o a ele 's medicine. In iew o his condi ion, he s udy was ca ied ou o iden i y he nu sing unc ions pe o med in he a ele 's medicine consul a ion in he me opoli an a ea o Lisbon; esul s we e compa ed wi h in e na ional da a; i was asked wha unc ions nu ses should ha e, acco ding o he s uden s o he medical cou se o he a ele o he Ins i u e o Hygiene and T opical Medicine (2015/2016). I is an explo a o y desc ip i e s udy, ca ied ou in he me opoli an a ea o Lisbon. The s udy popula ion is comp ised o nu ses and doc o s linked o he a ele 's medical consul a ion and / o in e na ional accina ion cen e s and physicians a ending he T a ele 's Medicine cou se a IHMT 2015-2016. A semi-s uc u ed in e iew was applied o nu ses and doc o s om eigh consul a ions; a sys ema ic e iew o he li e a u e was used o in es iga e he ole o nu sing in o he coun ies and used he consensus me hodology, Delphi echnique o he doc o s in cou se. Vaccina ion was he unc ion epo ed by all. They we e ecognized as he mos impo an unc ions o he nu sing eam: heal h educa ion (72.7%); Counseling in MV (27.3%); Vaccina ion (9%). 63.6% conside ed he aining o p ac ice in MV in hei basic cou se as bad / e y bad. Sou ces o in o ma ion used: in e ne (57.1%), se ice mee ings (14.3%). Rega ding he in e na ional compa ison, in he unc ions con on ed, we a e close o he nu ses om Aus alia and he Uni ed Kingdom han o hose om Japan. Fou unc ions associa ed o nu ses om he MV consul a ion we e ob ained by consensus: adminis a ion o accines (100% o pa icipan s); Heal h p omo ion- in o ma ion on heal hy habi s and heal h insu ance (15/17, 88.2%); Regis a ion o accines in bulle ins and elec onic pla o ms (15/17, 88.2%); Counseling and demons a ion o heal h ca e-an i-mosqui o p o ec ion, sun p o ec ion, p e en ion o dia hea (15/17, 88.2%). Nu ses in ol ed in MV / in e na ional accina ion cen e s consul a ions eel con iden and able o pe o m eaching and heal h educa ion unc ions, comple ing / ein o cing wha is indica ed in a medical consul a ion, and i is impo an o conside he implemen a ion o he Nu sing Consul a ion. Should go beyond he p esumed p esc ip ion o medica ion. All he p o essionals in his a ea should ha e speci ic aining as well as he nu sing consul a ion in a ele 's medicine as impo an . KEY WORDS: a ele 's medicine, aining, nu sing consul a ion, in e iew. ii Índice 1. In odução 12 1.1. Viagens in e nacionais: dimensão do enómeno 13 1.2. Riscos dos iajan es 15 1.3. Medicina do Viajan e 19 1.3.1. Medicina do Viajan e em Po ugal 23 1.4. Papel da En e magem na medicina do iajan e 24 1.4.1. Papel da En e magem na medicina do iajan e em Po ugal 26 1.5. Consul a de medicina do iajan e 27 1.6. Papel das Sociedades de Medicina do Viajan e 30 1.7. Quali icação pa a exe ce medicina do iajan e 32 2. Obje i os 34 2.1. Obje i o especí ico 34 2.2. Obje i o especí ico 34 3. Ma e iais e mé odos 35 3.1. Tipo de es udo 35 3.2. Á ea de es udo 35 3.3. População do es udo 36 3.4. Mé odo, écnica e ins umen o da colhei a de dados 37 3.5. Implemen ação do ins umen o da colhei a de dados 38 3.5.1. P é- es e 39 3.6. T a amen o de dados 40 3.7. Conside ações é icas 42 4. Resul ados 44 4.1. Consul as de medicina do iajan e/cen os de acinação in e nacional 44 4.2. En e is as aos p o issionais de saúde 45 4.2.1. Ca ac e ização socio-demog á ica 46 4.2.2. Funções ealizadas pela equipa de En e magem na consul a do iajan e 51 4.2.3. Cu so base de licencia u a em En e magem com o mação na á ea de medicina do iajan e 52 iii 4.2.4. Ou as unções na consul a 53 4.2.5. Conhecimen os dos en e mei os sob e medicina do iajan e 54 4.2.6. Gos o/In e esse dos en e mei os ace à medicina do iajan e 55 4.2.7. Impo ância da consul a de En e magem em medicina do iajan e 56 4.2.8. Conhecimen os a ní el in e nacional da consul a de En e magem em medicina do iajan e 56 4.3. Análise de con eúdo das ques ões abe as 57 4.4. Compa ação das unções do en e mei o em consul as do iajan e em Po ugal e nou os países 61 4.5. Opinião dos médicos do cu so de medicina do iajan e sob e o papel do en e mei o 65 5. Discussão 67 6. Conclusões e Es a égias de In e enção 77 7. Bibliog a ia 81 Anexos 90 Anexo 1 – Lis agem de Sociedades de Medicina do Viajan e 91 Anexo 2 – Guião de en e is a En e mei o e Médico 96 Anexo 3 – Consen imen o in o mado 101 Anexo 4 – Au o ização Adminis ação Regional de Saúde- Lisboa e Vale do Tejo 104 Anexo 5 – Pa ece pedido à O dem dos En e mei os 106 Anexo 6 - Pa ece pedido à O dem dos Médicos 109 Indíce de igu as Figu a 1 – Pad ão a ual e p e isão a é 2030 do luxo de u is as in e nacionais 14 Figu a 2 – Incidência mensal da p e alência de p oblemas de saúde em iajan es pa a zonas opicais, em 2013 18 Índice de Quad os Quad o1: Ma iz de Ca ego ização e de Codi icação 42 ix Quad o 2: média de idades dos p o issionais de saúde en ol idos no es udo 45 Quad o 3:dis ibuição pe cen ual dos p o issionais de saúde das consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional de aco do com as aixas e á ias 45 Quad o 4: Na u alidade dos médicos que exe cem nas consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional pa icipan es no es udo 45 Quad o 5: Na u alidade dos en e mei os que exe cem nas consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional pa icipan es no es udo 46 Quad o 6: Es adias em países opicais dos pa icipan es no es udo que exe cem em consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional 46 Quad o 7: Mo i o de es adia em países opicais – en e mei os e médicos pa icipan es no es udo que exe cem em consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional 47 Quad o 8:g au académico ou especialidade médica dos médicos que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional 47 Quad o 9: habili ações li e á ias dos en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional 48 Quad o 10: Tempo de p á ica p o issional em anos - médicos e en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional 48 Quad o 11: empo de p á ica p o issional na medicina do iajan e – médicos e en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional 49 Quad o 12: Fo mação em medicina do iajan e – médicos que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional (n=14) 49 Quad o 13: Fo mação em medicina do iajan e – en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional (n=11) 50 16 o ganizações mundiais êm desen ol ido es o ços em elação ao con olo de su os com planos de con ingência locais, indicações e p o ocolos aos países com possí eis ece o es de população in e ada. Apesa disso, a ní el global ainda se az sen i o peso da pob eza e as ágeis condições de saúde con inuam p esen es, como o acesso a água po á el ainda se condicionado, o saneamen o não se acessí el a odas as populações mundiais, a má nu ição in an il nos países em desen ol imen o, a mo alidade in an il de ido à impossibilidade da u ilização de acinas, assim como o lagelo da p esença do VIH em c ianças a icanas. Todos es es sinais mos am alguns dos iscos que exis em po de ás de uma iagem que em como obje i o o laze , na sua maio ia (Dawood, 2005). Os iscos associados às iagens in e nacionais p endem-se, não só pelas ca a e ís icas indi iduais do iajan e (idade, géne o, es ado de saúde, pe sonalidade, compo amen o, cul u a, aça, es a u o social e educação), mas ambém pela iagem em si (local de des ino, clima, al i ude, luz sola , higiene, mosqui os, poluição, segu ança, obje i o da iagem e du ação da es adia). Embo a os p o issionais associados às iagens (de saúde ou da indús ia do u ismo) possam acul a e o nece in o mações e conselhos pa a as iagens in e nacionais, é esponsabilidade do iajan e a p ocu a de in o mação, a omada de consciência dos iscos ine en es à iagem em si e as p ecauções necessá ias à iagem, segundo a OMS. Os iscos a que os iajan es es ão expos os em elação ao des ino da iagem, dependem do ipo de iagem escolhido, desde o ní el de alojamen o, das condições de higiene, água e alimen os, das condições sani á ias e da assis ência médica – quan o mais ele ados o em as no mas de qualidade nesses aspe os, menos iscos es ão p esen es pa a a saúde do iajan e. A du ação da es adia, o compo amen o e o es ilo de ida do iajan e es ão in insecamen e ligados à possibilidade de exposição a agen es in eciosos ou si uações de isco, in luenciando a decisão ace à acinação e p o ilaxia a aze pa a a iagem. O obje i o de iagem em um papel c ucial pe an e os possí eis iscos. Uma iagem de negócios ou pa a uma es ância bem p epa ada, aca e a iscos mínimos, ao con á io de uma iagem num sen ido mais a en u ei o ou de ca á e humani á io e de explo ação de zonas menos isi adas, que se encon a odeada de mais iscos pa a a saúde, segundo a OMS. 17 Exis em iscos de saúde associados às iagens, si uações que pelo des ino, pelo es ado ge al do iajan e, po a o es associados aos cuidados de saúde ou à al a deles, podem aumen a a mo alidade dos u is as in e nacionais (Figu a 2), como po exemplo, aciden es, especialmen e de iação, ap os, a aques po animais, doenças in eciosas como malá ia, í us da in luenza, ai a, í us do Wes Nile, doenças não in eciosas como o isco de ombose, embolia pulmona , que podem se po encialmen e a ais. Relacionados com a mo bilidade, su ge a clássica dia eia do iajan e como o isco mais equen e em iajan es, a malá ia dependendo do des ino e da quimiop o ilaxia, ou as in eções que podem se p e enidas com a acinação in e nacional ou com a acinação dos planos nacionais de acinação, como as acinas con a a hepa i e A, eb e-ama ela, doença meningocócica, é ano-di e ia, poliomieli e, sa ampo, hepa i e B (Zimme , 2012). Alguns des inos êm especi icamen e acinação manda á ia além das acinas de o ina, como a acina con a a eb e-ama ela (mui os países ainda eque em o ce i icado de acinação an es da en ada no país de des ino) ou a acina an i- meningocócica e a acina con a a poliomieli e. Ou as acinas são ecomendadas como as acinas con a a eb e i óide, a ai a, a cóle a, a ence ali e japonesa e a ence ali e da ca aça - a ecomendação des as acinas são adequadas ao iajan e, à sua iagem e du ação da mesma e ao des ino, pela p esença da doença no país. Du an e o pe íodo de iagem, o isco ace a in eções sexualmen e ansmissí eis ambém é uma ealidade, pois as elações sexuais ocasionais sem uso de p ese a i o são p a icadas po ce ca 4-19% dos iajan es. Es a exposição pode aduzi -se em gono eia, clamídia, sí ilis e p incipalmen e VIH, segundo Keys one (2013). Exis em ou os iscos como in eções do a o espi a ó io, dengue, legionella, leishmaniose, schis osomose ou ipanossomos, embo a de o ma menos p onunciada que os iscos an e io es. Também ou as si uações não elacionadas com doenças podem se um p oblema ou isco pa a o iajan e, como os enjoos associados a iagens de ba co, ansiedade po se desloca de a ião, a aclima ização ao des ino, doença de al i ude aguda. Fe idas, lace ações e a u as são aciden es bas an e comuns possí eis de acon ece em em iagem. 18 Figu a 2 – Incidência mensal da p e alência de p oblemas de saúde em iajan es pa a zonas opicais, em 2013. (Fon e: h ps://www. a med.com/pages/heal h-guide-chap e - 1-o e iew-o - a ele s-heal h) Mesmo assim, segundo Dawood (2005), apesa de odos os a anços a ní el clínico pa a o comba e aos iscos de doença, a ualmen e o iajan e é ulne á el a di e sos pe igos de saúde pela p óp ia iagem. A iagem expõe o indi íduo a no as expe iências e a no os es ímulos cul u ais, psicológicos, ísicos, isiológicos, emocionais, ambien ais e a é mic obiológicos. A capacidade de adap ação do iajan e é pos a à p o a de o ma a en en a e sob e i e a es es desa ios que su gem com mais ou menos in ensidade. Es a ap idão pode se in luenciada pelo es ado p é io de saúde ge al, elacionada com o es ado ísico, men al e imunológico da pessoa. Mui os são os iajan es que associam p oblemas de saúde aos des inos especí icos de iagem, no en an o, os iscos são uma complexa equação en e o iajan e, pe igos/mic o ganismos e localização/ambien e. Ca aloga como sí ios de isco os países dos ópicos e sub ópicos acaba po se o na injus o, uma ez que delinea 19 geog a icamen e as in eções o na-se complexo, de ido às al e ações clima é icas, opog á icas, p esença ou não de saneamen o, desen ol imen o indus ial. Assim, quan o maio o con as e clima é ico e cul u al com o local de o igem, maio o isco (Dawood, 2005). As al e ações do es ado de saúde em iajan es são comuns, os iscos não es ão a diminui e odos es ão susce í eis, assim como os cuidados de saúde in e nacionais são ca os, iaja é dispendioso e o empo de laze é alioso, demons ando que a p e enção é a es a égia que não de e se negligenciada. 1.3. Medicina do iajan e A medicina do iajan e é uma medicina de p e enção, incluída nos cuidados de saúde p imá ios e os p o issionais en ol idos nes a á ea êm o de e de ajuda na p e enção de doenças não in eciosas e in eciosas, de o ma a con ibui em la ga escala pa a a diminuição da mo bilidade e mo alidade dos iajan es. Não são só os iajan es que es ão a muda a sua ipologia, mas ambém as doenças e in eções adqui idas (Keys one, 2013). A medicina do iajan e p e ende p omo e a saúde e o espei o pelas populações, cul u as e ambien e das egiões que ão se isi adas, além da p e enção de doenças e al e ações de saúde no iajan e in e nacional e nas populações locais (CATMAT, 2009). A medicina do iajan e é a ní el nacional e in e nacional uma á ea do conhecimen o pa icula men e impo an e, an o pelo aumen o do núme o de iajan es in e nacionais, como pelas iagens pa a no os des inos (mais emo os, menos explo ados e menos desen ol idos) e pelo u ismo cada ez mais acessí el a odos (Field, 2010). O ac o de algumas doenças opicais se em nes e momen o eme gen es e/ou e-eme gen es em alguns locais, só em da mais ele ância a es a á ea (Gau e , 2010). No en an o, o en ol imen o nes a emá ica é desigual, sendo que es á habi ualmen e ligada à In eciologia ou à Medicina T opical. Segundo Zoza sky e Keys one (2012), a medicina do iajan e é uma á ea mul idisciplina que não é ecen e, já exis indo e e ências a qua en enas po ol a do séc. XIV, dada a consciência das in eções impo adas pelos iajan es e consequen e ansmissão de doenças. As iagens e e uadas de ido a anspo e, necessidade, gue a ou laze , es i e am e es ão associadas à ansmissão de in eções. As explo ações a ní el ma í imo 20 com as suas expedições acili a am o anspo e de doenças pa a os indígenas, com a ansmissão de doenças au óc ones pa a os explo ado es. Es e ipo de anspo e, pela sua du ação, pe mi ia a de eção de doenças a bo do dado o empo de iagem pode se supe io ao pe íodo de incubação das in eções, o que sal agua da a e icazmen e a população do des ino (Schlagenhau , 2010). A ualmen e, o modo de iaja o nou-se mais céle e e mais comum, mui as ezes os p imei os sinais e sin omas ainda não se mani es a am quando o iajan e eg essa a casa. Assim, as al e ações na demog a ia, indús ia, ambien e e in aes u u a de saúde pública, indicam que a opo unidade pa a a adap ação mic obiológica e a di usão de epidemias globais nunca oi ão signi ica i a (Dawood, 2005). A medicina do iajan e o na-se mais complexa pelas mudanças signi ica i as a ní el da epidemiologia global das doenças in eciosas, pelo aumen o da esis ência a medicamen os e pelo aumen o do núme o de iajan es com doenças c ónicas. Também a dinâmica na u al das doenças, a disponibilidade de p o ilaxia, os a amen os exis en es, o ca ác e dos iajan es, a a iedade geog á ica dos des inos, o aumen o de acinas ecomendadas pa a as iagens in e nacionais adicionam complexidade nes a á ea (CATMAT, 2009). O impulso pa a a medicina do iajan e em um pon o ulc al com a medicina mili a /medicina opical, com o colonialismo e com a impo ação de doenças in eciosas. No en an o, al como é conhecida ago a, a medicina do iajan e como no a disciplina em alguns países desen ol idos em ce ca de duas décadas de exis ência. Exis em mui os países eu opeus com Ins i u os de Medicina T opical que são um legado do colonialismo, uns mais des acados do que ou os, embo a com a globalização a que es amos sujei os êm indo a ganha luga de des aque no amen e (Schlagenhau , 2010). Na década de 70 do século passado oco eu um “boom” di ecionado no in e esse da saúde e bem-es a dos iajan es com especial incidência na Eu opa e Amé ica do No e, especialmen e no Reino Unido, Escócia e Canadá, com consul as do iajan e a unciona . A ualmen e a OMS, mesmo que inicialmen e não conside asse a medicina do iajan e uma p imazia, es á a ualmen e ligada a es a á ea emi indo no mas e indicações em á ias publicações como “In e nacional T a el Heal h”, “In e nacional Hea lh Regula ions”, “Ai C a cabin heal h”, “Guide on sa e ood o a elle s” e “In e nacional Ce i ica e o Vaccina ion o P ophylaxis”, in o mação encon ada no si e da OMS. 21 A medicina do iajan e p ocu a da in o mação sob e os iscos de saúde elacionados com a iagem, isando semp e o aconselhamen o clínico o ien ado pa a as a i udes e p ecauções a e an es, du an e e após a iagem (Ca oll, 2008). É cada ez mais uma á ea do conhecimen o p ocu ada e impo an e pa a os iajan es, que êm consciência dos iscos e pe igos nas deslocações in e nacionais. A de inição de saúde do iajan e como suge e a OMS, es á elacionada com o p é- iagem, com conselhos de p e enção, adminis ação de imunizações, conselhos e p esc ição em elação a quimiop o ilaxia de malá ia, p o eção con a a picada de mosqui os, cuidados com a alimen ação de o ma a e i a a dia eia do iajan e, mal-es a associado a al i ude, in o mações sob e a aclima ização e adap ação a um ambien e hos il, além de ecomendações elacionadas com me gulho, p e enção de aciden es, ealização de segu o de iagem, en e ou os. Pa a os p a ican es nes a á ea é supos o de e em conhecimen o das zonas endémicas de doenças, das causas de mo bilidade e mo alidade em iajan es, dos melho es mé odos de p e enção, além de habili ações na iagem no eg esso da iagem. Em medicina do iajan e de e conside a -se a impo ância da saúde global e das doenças opicais, assim como inclui um cuidado con ínuo ao iajan e p é, du an e e pós iagem, aos mig an es que se encon am de passagem ou aos imig an es na sua chegada e a ualmen e aos e ugiados (Koza sky, 2016). A apos a de e es a em p o issionais de saúde dedicados e com o mação, pois es a á ea de a uação em indo a desen ol e -se de o ma complexa, con endo dados de epidemiologia de saúde global, iscos pa a os iajan es, acinação, p o ilaxia de malá ia e ou as doenças opicais (Koza sky, 2002). A medicina do iajan e em sido p a icada po médicos especialis as em ou as á eas, como a in eciologia, medicina opical, medicina in e na, medicina ge al e amilia , além de saúde pública e a é en e mei os, o que ainda se e i ica em g ande pa e dos países. Uma o mação especializada em medicina do iajan e é undamen al pa a a p á ica clínica. A ualmen e, a ní el mundial, exis em di e sos cu sos de medicina do iajan e ou saúde do iajan e, com as mais a iadas du ações desde poucos dias a é alguns anos, esul ando num cu so com diploma ou o g au de mes e (Plyaphanee, 2016). A medicina do iajan e é dis in a da p á ica de medicina opical, ocando-se essencialmen e na p omoção da saúde, manu enção da saúde e do bem-es a dos iajan es, 22 mas ambém da população indígena a se isi ada; a medicina opical es á elacionada com o diagnós ico e a amen o de doenças associadas às iagens pa a as zonas opicais (CATMAT, 2009). A medicina do iajan e é associada habi ualmen e à especialidade médica de Doenças In ecciosas ou Medicina T opical de ido à o mação especí ica des es médicos (Schlagenhau , 2010), além de es a in e ligada a Epidemiologia, Saúde Pública, Medicina In e na e a é Saúde Ocupacional. Assim, especialis as em Saúde Pública, Clínica Ge al ou Pedia ia êm, ambém, um impo an e papel na á ea da medicina do iajan e. Es a á ea em indo a ganha luga de des aque e desen ol imen o no nosso país e além- on ei as (onde nalguns países já se encon a com um g ande p og esso e em uma posição de ele ância) (Ig eja, 2003 e S ei , 2012). O de e des a p ocu a pela consul a de aconselhamen o é do iajan e. A esponsabilidade pela saúde no es angei o incide sob e uma só pessoa, o iajan e. Es a “ob igação” de e es a p esen e na o ganização da iagem, como o consul a a me eo ologia do local de des ino pa a aze a mala. Po mui o in o mada que a população iajan e conside e es a , a ob enção de conselhos idedignos e in o mação a ualizada sob e os iscos de saúde em iagem é de eminen e necessidade. Além dos iscos de doença, exis em ambém di e sos pe igos como aciden es de iação, cada ez mais em ele ado núme o, os cuidados de saúde p ecá ios, a exposição sola , o meio ambien e e os animais p esen es, pa a os quais o iajan e de e es a igilan e. A al e ação dos compo amen os dos iajan es i á con ibui pa a a edução dos p oblemas em iagem. As mensagens de educação uni e sal de saúde do iajan e ela i amen e a p e enção da picada de mosqui os, higiene pessoal, alimen ação cuidada, compo amen o sexual e uso de d ogas, de em e um e o ço con ínuo de o ma a causa impac o e assimilação (Dawood, 2005). A ualmen e, é ainda impensá el que odos os iajan es ou u is as sejam aconselhados indi idualmen e po um p o issional de saúde com as c edenciais necessá ias à p á ica de medicina do iajan e an es de i iaja , não só po limi ações económicas e p á icas do iajan e como pelo núme o de p o issionais necessá ios (Koza sky, 2016). 23 1.3.1. Medicina do iajan e em Po ugal A medicina do iajan e em Po ugal em es ado associada às especialidades médicas de in eciologia e medicina opical, não sendo uma especialidade dis in a. A c iação de uma no a compe ência em medicina do iajan e, pela O dem dos Médicos, encon a-se em cu so. É um amo do conhecimen o que se encon a semp e em desen ol imen o pa a o qual em de ha e uma a ualização cons an e de odas as in o mações. Exis em em Po ugal euniões cien í icas associadas ao ema, ealizando-se anualmen e o cu so de Medicina do Viajan e no Ins i u o de Higiene e Medicina T opical (IHMT) (h p://www.ihm .unl.p /ensino/medicina-do- iajan e) e na Uni e sidade do Po o. Também o mes ado de Saúde T opical no IHMT inclui essa disciplina no cu ículo e na mesma ins i uição, po ocasião da ealização bianual do Cong esso Nacional de Medicina T opical, é dado um luga de des aque a es a emá ica. No si e do Se iço Nacional de Saúde (SNS) exis e in o mação de alhada sob e odos os cen os de acinação in e nacional e as consul as do iajan e no con inen e e egiões au ónomas, desde o ho á io de uncionamen o, mo ada, con ac os ele ónicos ou ia in e ne , e documen os necessá ios pa a a consul a do iajan e (h ps://www.sns.go .p /home/consul a-de-saude- do- iajan e-2/). Em Po ugal, não exis e um p é- equisi o o mal pa a o exe cício de medicina do iajan e, apesa dos cu sos exis en es e de a In e nacional Socie y o T a el Medicine p opo ciona um ce i icado de o ma a c edi a os conhecimen os pa a a p á ica de medicina do iajan e, com cu sos de p epa ação cu a além de di e sos ex os e publicações. Oco e po pa e dos p o issionais de saúde alguma p ocu a e cu iosidade pa a a o mação, embo a o ca á e des a emá ica exija uma o mação con ínua (Flahe y, 2016). De o ma a es a mais in o mado e minimiza o isco da iagem, o iajan e pode á eco e a consul as de medicina do iajan e. A ualmen e, em Po ugal, exis em 39 consul as/cen os de acinação in e nacional localizados nos cuidados de saúde p imá ios (segundo o po al da saúde nacional) a unciona em nes e momen o (com consul a do iajan e ou acinação in e nacional), com um núme o de médicos e en e mei os a iá el. Es as consul as são um supo e impo an e em in o mações e ecomendações e e en es à p e enção das doenças, p esc ição de p o ilaxia medicamen osa e acinação in e nacional, de modo a que não acon eçam al e ações indesejá eis na saúde dos 24 iajan es, que possam p ejudica os p opósi os da iagem, quaisque que eles sejam (Cale, 2014). Con udo, mui os iajan es não p ocu am a consul a do iajan e, al ez pela não ob iga o iedade da ap esen ação de Ce i icado In e nacional de Vacinação no país de des ino, po não e em disponibilidade ou a é po não conside a em essa hipó ese, po al a de conhecimen o da consul a, minimização dos iscos no país pa a onde iajam ou desin e esse. A pouca p ocu a pode ambém es a elacionada com a cen alização da consul a nos meios u banos ou mui as ezes com o seu ho á io de uncionamen o. Num es udo ealizado (Teodósio, 2003) em iajan es po ugueses com des ino a países a icanos de exp essão po uguesa, apenas 47,8% inham ido algum ipo de aconselhamen o e des es um quin o inha sido aconselhado numa consul a especí ica. A ní el nacional, no Se iço Nacional de Saúde nenhuma das consul as de medicina do iajan e unciona se e dias po semana, assim como os demais cen os de acinação in e nacional, o que po si só ambém pode se um en a e. 1.4. Papel da En e magem na Medicina do iajan e O que é p a icado a ní el in e nacional di e e da ealidade nacional. Po exemplo, na Dinama ca a especialidade de En e magem do Viajan e é econhecida pela O dem dos En e mei os dinama quesa; no Reino Unido ambém exis e como especialização do exe cício na London School o Hygiene and T opical Medicine, além da egulamen ação nes a á ea pela Royal College o Nu sing ou pelo T a el Heal h Nu sing: ca ee and compe ence de elopmen , em que os en e mei os êm luga de des aque na medicina do iajan e desde a década de 90 (Chiodini, 2012). Exis em no Reino Unido, Es ados Unidos da Amé ica, Canadá e Dinama ca componen es académicas pa a p epa a os En e mei os pa a o exe cício na consul a do Viajan e, com du ações a iá eis en e si e com diploma de ce i icação em Saúde do Viajan e ou com o mação con ínua, bem como di e sas associações e escolas com esse ema de base. A ní el da ISTM, exis e um exame de ce i icação em medicina do iajan e, ealizado anualmen e em di e en es cidades a ní el mundial (em Lisboa, na 9ª con e ência de ISTM em 2005), que con e e um econhecimen o das habilidades, compe ências e 25 conhecimen os nes e campo da saúde. O exame é ealizado pa a os p o issionais elacionados com a saúde do iajan e sendo que médicos e en e mei os são in eg ados numa ca ego ia igual pa a a ealização do exame, que dá c edi ação idên ica às duas classes p o issionais pa a o exe cício da saúde do iajan e. Fa macêu icos e ou os p o issionais de saúde ligados à medicina do iajan e podem igualmen e p ocede ao exame. Nes a ins i uição, o ce i icado não é só pelo exame, é um p ocesso mui o en iquecedo a ní el de conhecimen os pois são disponibilizados p og amas e p odu os educacionais, edação, edição e e isão de publicações, ensino, pesquisa, abalho clínico pa a os que pa icipam. Desde 2011, há um p ocesso de manu enção ob iga ó ia a cada dez anos pa a man e o ce i icado a i o, dada a cons an e mudança e necessidade de a ualização de in o mação. A P esiden e do ISTM no pe íodo de 2011-2013, Fiona Genasi, é En e mei a de Saúde do Viajan e na Escócia. A ní el in e nacional, o papel da En e magem nas clínicas/consul as onde an o os médicos como os en e mei os p es am cuidados aos iajan es, pode es a assen e em dois modelos. Num dos modelos, o médico p ocede à consul a, ob endo o i ine á io, o obje i o e du ação da iagem, a his ó ia clínica do u en e e os seus egis os de imunização. Com base nes as e en es, o médico p ocede ao aconselhamen o em iagem, oma as decisões com o u en e e ecomenda as acinas e p o ilaxia. Os cuidados seguin es são da esponsabilidade da En e magem, baseando-se na adminis ação das acinas e seu egis o e no aconselhamen o em elação a possí eis e ei os secundá ios. No ou o modelo, a equipa de En e magem indica os cuidados p é- iagem de o ma comple a, desde a his ó ia de saúde e de iagens, o aconselhamen o em iagem, a adminis ação e egis o da acinação (Keys one, 2013). No Reino Unido, es e úl imo modelo é supo ado legalmen e a a és do Pa ien G oup Di ec ions (PGD), um p o ocolo esc i o de o ma cla a e de alhada, elabo ado pelos médicos, en e mei os e a macêu icos na clínica do iajan e onde abalham. Nesse documen o exis em indicações e di e sas si uações que a equipa de En e magem pode seleciona , p esc e e e adminis a p o ilaxia an i-malá ica e acinas, sem eco e ao médico. Pa a pode u iliza um PGD, o en e mei o em de es a de idamen e p epa ado a ní el académico, a ní el de a ualização de conhecimen os e de idamen e audi ado na sua p á ica p o issional (Chiodini, 2012). Nos Es ados Unidos da Amé ica, a equipa de 32 1.7. Quali icação pa a exe ce medicina do iajan e Todos os p o issionais de saúde en ol idos em medicina do iajan e de em e o mação na á ea e se licenciados em saúde, p e e encialmen e a exe ce em con ex o de saúde amilia , medicina in e na, saúde pública, in eciologia ou pedia ia. A medicina opical pode se uma mais- alia nes a á ea, embo a não seja uma imposição, pois ajuda no econhecimen o mais céle e dos sinais e sin omas de doenças (CATMAT, 2009). Apesa de exis i in e nacionalmen e o ce i icado po pa e da ISTM, que econhece o conhecimen o nes e âmbi o, não exis e nenhum eque imen o p o issional ou legal pa a a p á ica de medicina do iajan e, que enha essas quali icações ou econhecimen o. Es es p o issionais de em usa cien emen e e egula men e as guidelines da p á ica de medicina do iajan e na p omoção da saúde do iajan e, seguindo as indicações locais e e i o iais dos locais de iagem. Po exemplo, a ISTM, a In ec ious Diseases Socie y o Ame ica (IDSA) e a Canadian Commi ee o Ad ise on T opical Medicine and T a el (CATMAT), de ini am os elemen os impo an es a cons a na consul a de saúde do iajan e e as guidelines pa a a p á ica de medicina do iajan e. A publicação das guidelines da ISTM, o “Body o Knowlegde o he P ac ice o T a el Medicine” acon eceu em 2002 no Jou nal o T a el Medicine, endo sido e i icado em 2006 e no amen e em 2012, com base na expe iência e o mação dos seus 700 memb os, en e médicos, en e mei os e ou os p o issionais de saúde de medicina do iajan e. Es a publicação admi e que seja um guia pa a a o mação e desen ol imen o académico pa a médicos e en e mei os, pode se i ambém como es abelecimen o de possí eis c edenciais a se em necessá ias à p á ica, além de assis i como modelo de supo e ao conhecimen o da medicina do iajan e aos demais p o issionais de saúde associados. É supos o pe an e is o, que os componen es básicos de conhecimen o na medicina do iajan e passem po e em sabe es, eino e expe iência na á ea; conhecimen os em elação aos iscos de iaja ; habili ações pa a aconselhamen o ao iajan e sob e a p e enção e manu enção de saúde (doenças in eciosas ou não); adminis ação de acinas; e econhecimen os dos sin omas cha e no pós- iagem (Keys one, 2013 e G ie e, 2014). Com es as duas publicações da ISMT e da CATMAT, es ão lançadas as bases do conhecimen o necessá io pa a o exe cício da medicina do iajan e, com incidência em 33 emá icas como a epidemiologia global, imunologia e acinação ( ipo de acinas, imunizações), ecomendações pa a a consul a de p é- iagem (a aliação do iajan e, no ge al, pa a população especí ica e des inos especí icos, p e enção e a amen os, iscos de con a o) doenças con aídas em iagem e suas condições (doenças associadas a e o es, con a o in e pessoal, inges ão de água e comida, mo dedu as ou picadas de animais/inse os, meio ambien e), ou as condições clínicas (du an e ou logo após a iagem, condições ambien ais, segu ança pessoal, al e ações psicológicas), o ale a e ges ão na consul a pós- iagem (a aliação pós- iagem, diagnós ico) e p oblemas adminis a i os e ge ais na medicina do iajan e (cuidados médicos no es angei o, manu enção da consul a de medicina do iajan e, in o mações e ecu sos na medicina do iajan e) (ISMT,2012). De o ma a man e o conhecimen o necessá io, os p o issionais en ol idos de em assis i a con e ências, pa icipa em cu sos e le com equência os ale as de en idades in e nacionais de e e ência. A ISTM e a Ame ican T a el Heal h Nu ses Associa ion (ATHNA) di ulgam equen emen e da as com os seus cu sos e con e ências. O CDC o e ece cu sos online. O Royal College o Physicians and Su geons (em Glasgow) em um cu so de medicina do iajan e, assim como exis em á ios mes ados a ní el eu opeu. Além disso, a ISTM e a Ame ican Socie y o T a el Medicine and Hygiene (ASTMH) ge em ce i icados in e nacionais de conhecimen o de medicina do iajan e e medicina opical. Algumas sociedades ou g upos de es udos, como a IDSA, a ATHNA ou a ISTM, desen ol e am po esc i o as compe ências pa a a p á ica de saúde do iajan e. O Royal College o Nu sing desen ol eu as compe ências de saúde do iajan e pa a a En e magem. Es as indicações de em e podem se seguidas de o ma a exis i um io condu o na especialidade. A cons ução de uma ap endizagem con ínua em medicina do iajan e de e se o caminho a segui (Keys one, 2013). 34 2. Obje i os Es udo 1: 2.1. Obje i os especí icos - Desc e e as unções dos En e mei os nas consul as de medicina do iajan e/cen os de acinação in e nacional exis en es em ins i uições públicas de saúde ou ensino na zona me opoli ana de Lisboa. - Ca ac e iza a o mação, expe iência e in e esse em medicina do iajan e dos en e mei os que abalham nas consul as de medicina do iajan e/cen os de acinação in e nacional nas ins i uições públicas de saúde ou ensino na zona me opoli ana de Lisboa; - Iden i ica di iculdades o ma i as ou ou as sen idas, po es es en e mei os na ealização do seu abalho nas consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional em es udo; - Compa a as unções des es p o issionais com as unções do en e mei o em consul as do iajan e ealizadas nou os países. Es udo 2: 2.2. Obje i o especí ico - Desc e e que unções os en e mei os da consul a de medicina do iajan e de e iam e , segundo indicação dos médicos do cu so de medicina do iajan e do IHMT (ano le i o 2015/2016). 35 3. Ma e iais e mé odos 3.1. Tipo de es udo Median e os obje i os p opos os, op ou-se po u iliza um es udo quali a i o, uma ez que possibili a uma noção mais ealis a do obje o da in es igação. Es e es udo é ambém explo a ó io, na medida em que, den o da e isão bibliog á ica que oi possí el ealiza , ob e e-se pouca in o mação elacionada com a ques ão de pa ida. T a a-se de um es udo desc i i o simples. Segundo Fo in (1999), “o es udo desc i i o simples consis e em desc e e simplesmen e um enómeno ou um concei o ela i o a uma população, de manei a a es abelece as ca ac e ís icas des a população ou de uma amos a des a.” A abo dagem quali a i a oi o que pe mi iu a ingi os obje i os p e endidos, pois possibili ou a ansmissão da in o mação de uma o ma mais pessoal e a expe iência i enciada pelo En e mei o. Po conseguin e, quan o à dimensão empo al, conside a-se que o es udo é ans e sal, p e endendo-se conhece as unções da equipa de En e magem em consul as de medicina do iajan e/cen os de acinação in e nacional, num momen o p eciso. 3.2. Á ea de es udo Es udo 1 O es udo oi ealizado na zona me opoli ana de Lisboa em ins i uições públicas de saúde ou ensino, ou seja, Hospi ais, Cen os de Saúde e o Ins i u o de Higiene e Medicina T opical (IHMT), nos locais onde exis e a consul a do iajan e e/ou cen os de acinação in e nacional. Es udo 2 Foi ealizado du an e as aulas do cu so de medicina do iajan e no ano le i o 2015-2016 no IHMT, de modo a se em a ingidos os obje i os p opos os. 36 3.3. População do es udo Os c i é ios de inidos pa a o g upo de pa icipan es no es udo o am: no es udo 1, se p o issional de saúde (médico ou en e mei o), ligado à consul a de medicina do iajan e e/ou cen os de acinação in e nacional; no es udo 2, se médico a equen a o cu so de medicina do iajan e do IHMT no ano le i o 2015-2016. A população em es udo é cons i uída po En e mei os, Médicos do s a e Di e o es de consul as de Medicina do Viajan e/cen os de acinação in e nacional, exis en es em ins i uições públicas de saúde ou ensino da zona me opoli ana de Lisboa. Pa a o es udo oi u ilizada a amos agem não p obabilís ica, po que, al como nos diz Fo in (1999, p.208), “(…) cada elemen o da população não em uma p obabilidade igual de se escolhido pa a o ma a amos a”, sendo ambém uma amos a po seleção acional nes e caso eó ica, “(…) seleção de um ce o núme o de pa icipan es pa a ep esen a os emas de es udo” (Poli , Beck & Hungle , 2004, p.226), uma ez que ão pa icipa no es udo os p o issionais de saúde que in eg am os cen os de acinação in e nacional e a consul a do iajan e, da egião de Lisboa e Vale do Tejo. São ambém c i é ios de inclusão, o ala co e amen e po uguês e assina o consen imen o in o mado. Es udo 1 A lis agem das consul as de medicina do iajan e e dos cen os de acinação in e nacional oi ob ida no si e ele ónico do po al da saúde. Dessa lis a, ex aí am-se os con ac os de odas as ins i uições a p a ica medicina do iajan e e/ou acinação in e nacional da zona me opoli ana de Lisboa, e o am en iados emails pa a en a em con ac o com cada consul a, de o ma a agenda uma sessão de escla ecimen o sob e o ema de es udo. Das 13 ins i uições da egião de Lisboa, apenas 10 esponde am de o ma a i ma i a a es e p imei o con ac o. Após o agendamen o da sessão pa a os de idos pedidos de au o ização, apenas 9 ma ca am e e i amen e a eunião. A aplicação das en e is as ealizou-se somen e em 8 locais, com os en e mei os che es de cada unidade de saúde a p o idencia em o agendamen o exequí el pa a as duas pa es. Os pa icipan es o am iden i icados após o con ac o com o Di e o Clínico ou En e mei o Che e da Consul a. Pos e io men e, oi ei o um con ac o ele ónico pa a o se iço em 37 ques ão, alando-se di e amen e com a amos a do es udo pa a a di ulgação do mesmo e seus obje i os, e combinando-se o en io do p o ocolo, se osse do ag ado dos p o issionais, pa a depois se p ocede à ma cação da en e is a con o me a disponibilidade dos pa icipan es. Es udo 2 Os alunos do cu so de medicina do iajan e o am in o mados e con idados a pa icipa no es udo pelo coo denado esponsá el da o mação no IHMT. 3.4. Mé odo, écnica e ins umen o da colhei a de dados Es udo 1 De o ma a a ingi os obje i os especí icos, 2.2.1 e 2.2.2., o mé odo u ilizado oi o au o ela o, du an e o qual o am eunidas in o mações sob e as unções da equipa de En e magem na Consul a do Viajan e com in e pelação di e a dos indi íduos, ou seja, oi-lhes solici ado o ela o das unções p o issionais da equipa de En e magem, pela écnica da en e is a semies u u ada, usada “quando o pesquisado em uma lis a de ópicos que de em se cobe os” segundo Poli , Beck & Hungle (2004, p. 252). O ins umen o u ilizado pa a a ecolha de in o mação oi o guião de en e is a (Anexo II), pois pe mi iu um maio desen ol imen o de espos as e ga an iu que odas as ques ões colocadas ossem espondidas, assim como possibili ou uma maio abe u a de espos as, dado que o p e endido e a as unções e as di iculdades sen idas no seu exe cício, sendo es as pessoais e in ansmissí eis. Pa a alcança o obje i o especí ico 2.2.3., oi ei a uma pesquisa exaus i a sob e o papel da En e magem na medicina do iajan e nou os países (a ní el da Eu opa, Amé ica do No e e Aus ália). A me odologia u ilizada pa a a sua ealização oi a e isão sis emá ica de li e a u a com base no mé odo PI[C]O. Pa a al, o am consul adas á ias bases de dados ele ónicas (CINAHL, MEDLINE, Nu sing & Allied Hea lh Collec ion, e HEALTHY TECHNOLOGY), além de si es nacionais ou ins i ucionais (o dens de en e mei os, associações de medicina do iajan e/medicina opical, consul as de medicina do iajan e in e nacionais). 38 A ques ão de in es igação oi o mulada, endo po base o mé odo designado de PI[C]O. Es e ep esen a o ac ómio pa a População/Pacien e/P oblema (P), In e enção (I), Compa ação (C) e Resul ados (O). A População é e e en e aos pa icipan es que es ão a se es udados, a In e enção é ela i a à medicina do iajan e a ní el in e nacional e os Resul ados são o papel da En e magem. A Compa ação não se aplica nes e caso. Es udo 2 Pa a alcança o obje i o 2.3., oi ealizado um es udo com me odologia de consenso, a écnica Delphi ( ês e apas), aos alunos do cu so de medicina do iajan e do IHMT do ano le i o 2015/2016, po se em p o issionais de saúde com maio in e esse na á ea da saúde do iajan e e po desen ol e em ou i em a desen ol e a i idades elacionadas com a medicina do iajan e. 3.5. Implemen ação do ins umen o da colhei a de dados Es udo 1 An e io men e à aplicação do guião aos En e mei os e Médicos das consul as de medicina do iajan e, p ocedeu-se à en ega o mal do pedido de au o ização do es udo po esc i o à Di eção do se iço em causa, ao Di e o Clínico e à En e mei a Che e ou Di e o a de cada unidade es udada, ob endo o seu consen imen o po esc i o pa a a ealização do es udo p opos o. Os pa icipan es assina am o consen imen o in o mado, au o izando a g a ação áudio das en e is as, semp e com o comp omisso de man e a con idencialidade e o anonima o dos dados ecolhidos (Anexo 3). Pa a a ealização das en e is as, o guião oi elabo ado endo em con a o enquad amen o eó ico ealizado, a me odologia u ilizada e as a iá eis em es udo. Es e oi di idido em duas á eas, uma de ca ac e ização socio-demog á ica dos indi íduos e ou a compos a po no e ques ões abe as ou echadas. Pa a alcança o obje i o 2.2.3., euni am-se os a igos cien í icos mais ele an es pa a a emá ica de inida, em bases de dados ele ónicas, sendo elas, CINAHL, MEDLINE, 39 Nu sing&Allied Hea lh Collec ion e HEALTHY TECHNOLOGY ( ia EBSCO). As publicações o am limi adas ao pe íodo ecen e de dez anos, is o é, de 2006 a 2016, e com acesso de ull es , u ilizando como idioma p e e encial a língua inglesa pa a de ini os desc i o es da pesquisa. Es a pesquisa oi ealizada du an e o mês de se emb o de 2016. Os desc i o es pa a es a pesquisa o am delineados de aco do com a emá ica em es udo, sendo eles: a el heal h, a el medicine, nu se, p ac i ione nu se, ole nu se, a el clinic, in e nacional accina ion. Es udo 2 An es do início do exe cício Delphi, p ocedeu-se à en ega o mal do pedido de au o ização po esc i o à coo denação do cu so ealizado no IHMT, ob endo o seu consen imen o po esc i o pa a a ealização do es udo p opos o. Na p imei a ques ão colocada oi pedido aos pa icipan es que indicassem, endo como e e ência a sua expe iência p o issional e a ap eciação da ealidade das consul as de medicina do iajan e ou de consul as de ou as á eas, pelo menos duas unções que conside assem que o En e mei o de a e/ou pode desempenha na consul a de medicina do iajan e. Após e sido a ada es a p imei a ques ão com a elabo ação da lis a das unções assinaladas, oi pedido na segunda onda que assinalassem as ês unções mais impo an es, o denando- as de 1 a 3 (conside ando o alo 3 pa a a mais impo an e). Depois do a amen o dos dados ecebidos oi pedido que assinalassem apenas as cinco unções que conside assem mais impo an es, o denando-as de 1 a 5 (sendo o alo 5 pa a a mais impo an e). Conside ou-se como c i é io de consenso uma o ação de pelo menos 75% dos pa icipan es e uma pon uação média igual ou supe io a ês. 3.5.1. P é- es e Tendo po p opósi o a iden i icação de possí eis alhas no guião de en e is a, apu a a pe inência das ques ões, inqui i se a disposição e o encadeamen o das mesmas e a ap op iada, oi ealizado um p é- es e a um g upo de en e mei os e médicos com ca ac e ís icas semelhan es aos da amos a, que não abalham na zona me opoli ana de Lisboa. O ins umen o de colhei a de dados inco po a a as ca ac e ís icas p e endidas, não endo sido apon adas alhas ou necessidades de ape eiçoamen o pelos inqui idos. 40 3.6. T a amen o de dados Es udo 1 Pa a inicia o p ocesso de in e p e ação, p ocedeu-se à ansc ição in eg al das en e is as ealizadas, de o ma a acili a o apu amen o de conclusões. Op ando nes e es udo po uma abo dagem quali a i a, que implica po si só a ecolha de uma g ande quan idade de in o mação, op ou-se pela análise de con eúdo (Ba din, 1977) pa a a in e p e ação e a amen os de dados, especi icamen e nas pe gun as de espos a abe a, sendo a écnica mais indicada pa a a ingi os obje i os açados pa a o es udo. No en an o, ambém oi ealizada uma análise desc i i a e explo a ó ia dos dados. Os esul ados des a análise de dados, nas pe gun as com espos a echada, o am o ganizados em quad os pa a que osse possí el a sua in e p e ação e pos e io discussão; esses dados ecolhidos o am a ados es a is icamen e u ilizando o p og ama “S a is ics Package o he Social Sciences” (SPSS) ®, e são 18.0 e o p og ama Excel 2007. Na análise de con eúdo, ealizou-se uma cuidada in e p e ação dos dados das en e is as, sendo es a sis emá ica, igo osa e cla a, endo semp e em men e o p opósi o do es udo, pa a des a o ma alcança as conclusões eo icamen e undamen adas e álidas. Todo es e p ocesso é complexo e es abelecido po á ias ases, in insecamen e elacionadas, implicando um mé odo con ínuo na ealização des a análise. Segundo Ba din (1977), iniciou-se o a amen o dos dados com a ealização de uma “p é- análise” da in o mação ecolhida. Inicialmen e e e uou-se uma lei u a sis emá ica das en e is as, sem ha e p eocupação em o ganiza o con eúdo das mesmas. Na segunda lei u a es e e p esen e o espí i o de p ocu a de sen ido, nas exp essões dos indi íduos. Du an e a e cei a lei u a sis emá ica, p ocedeu-se a a ibuições de unidades de signi icância. Pos e io men e, oi iniciado um p ocesso de seleção das in o mações que iam de encon o aos obje i os do es udo, p ocedendo depois ao seu ag upamen o em unidades de signi icância, a ingindo assim a ase de “explo ação do ma e ial”, sendo es a a segunda e apa des e p ocesso. 41 Po úl imo, e e uou-se a ca ego ização das espe i as unidades, espei ando os p incípios da “exaus i idade”, onde “ (…) não se pode deixa de o a qualque um dos elemen os po es a ou aquela azão”, da “ ep esen a i idade”, que nos diz, “ (…) nem odo o ma e ial de análise é suscep í el de da luga a uma amos agem e, nes e caso, mais ale abs e mo- nos e eduzi o p óp io uni e so”, da “homogeneidade” das in o mações, que “ (…) de em obedece a c i é ios p ecisos de escolha e não ap esen a demasiada singula idade o a des es c i é ios de escolha” e da “pe inência”, indicando que “ os documen os e idos de em se adequados, enquan o on e de in o mação, de modo a co esponde em ao obje i o que susci a a análise”, segundo Ba din (1977). Des e modo, o ganiza am-se os con eúdos ecolhidos em unidades de signi icância e ca ego ias, como se encon a ap esen ado na seguin e ma iz: Quad o nº1 – Ma iz de Ca ego ização e de Codi icação Seguidamen e, e e uou-se a desc ição e in e p e ação das unidades de signi icância, a a és da sua con ex ualização, que conduziu à in e p e ação das conclusões do es udo, sendo es a apelidada po “ a amen o dos esul ados”, segundo a mesma au o a. Pa a compa a as unções dos en e mei os da zona me opoli ana de Lisboa com as unções em consul as do iajan e ealizadas nou os países, os a igos o am selecionados após uma igo osa análise, azendo uma lei u a comple a e in eg al dos es udos selecionados. Consequen emen e, o am analisados de uma o ma me ódica e exaus i a de modo a aze eme gi os dados ele an es que se ão ap esen ados median e o g au de Unidades de signi icância Ca ego ia A) Funções da equipa de En e magem na medicina do iajan e A1 – educação pa a a saúde A2 – acinação B) Conhecimen os de medicina do iajan e na equipa de En e magem B1 – o mação B2 – a ualização/ on e C) Di iculdades no desempenho da equipa de En e magem C1 – na ó ica dos en e mei os C2 – na ó ica dos médicos D) Papel da En e magem na Consul a de medicina do iajan e D1 – ealidade D2 – pe spe i as 48 Em elação aos en e mei os, exis e ambém dispa idade na o mação académica: só qua o dos 11 en e mei os êm habili ações mais di e enciadas, sendo que do o al de en e mei os, 33,3% em a especialidade de saúde comuni á ia (Quad o 9). Quad o 9: Habili ações li e á ias dos en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional Habili ações li e á ias F equência (n) Pe cen agem (%) Especialidade médico – ci ú gica – cuidados palia i os 1 16,7 Especialidade em saúde comuni á ia 2 33,3 Mes ado em saúde pública 1 16,7 Bacha ela o 2 33,3 No que espei a ao empo de p á ica p o issional dos médicos, a média é de 26,85 anos desde a conclusão do cu so (min= 8 anos, máx= 35 anos); quan o aos en e mei os, a média é de 21 anos após a conclusão do cu so (min= 6 anos, máx= 35 anos) (Quad o 10). Quad o 10: Tempo de p á ica p o issional em anos - médicos e en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional Médicos En e mei os Média de empo de p á ica de p o issional (anos) 26,85 21 Tempo de p á ica mínima (anos) 8 6 Tempo de p á ica máxima (anos) 35 35 O empo de p á ica p o issional em medicina do iajan e nos p o issionais Médicos em média é de 9,57 anos (min= 2 anos, máx= 30 anos), quan o aos En e mei os a média é de 7,81 anos (min= 2 anos, máx= 15 anos) (Quad o 11). 49 Quad o 11: Tempo de p á ica p o issional na medicina do iajan e – médicos e en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional Médicos En e mei os Média de empo p á ica p o issional (anos) 9,57 7,81 Tempo de p á ica mínima (anos) 2 2 Tempo de p á ica máxima (anos) 30 15 Quan o à p á ica semanal em consul as de medicina do iajan e/cen os de acinação in e nacional, nos p o issionais médicos a média de ho as de p á ica semanal é de 14,07 ho as (min= 4h, máx= 40h). Em elação aos en e mei os, a média é de 32,81 ho as de p á ica po semana (min= 12 ho as, máx= 40 ho as). Dos médicos em es udo, apenas 16,7% não possuem o mação especí ica em medicina do iajan e, sendo que 44,5% de êm o cu so de medicina do iajan e (Quad o 12). Quad o 12: Fo mação em medicina do iajan e – médicos que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional (n=14) Fo mação F equência (n) Pe cen agem (%) Sem o mação especí ica 3 16,7 Cu so de medicina do iajan e 8 44,5 Cong essos 2 11,1 Pós-g aduação em pa asi ologia 1 5,6 Cu so de clínica de doenças opicais 2 11,1 Pós-g aduação em Saúde In e nacional 1 5,6 Cu so de Mic obiologia 1 5,6 50 Dos en e mei os em es udo, apenas 15,4% possuem o mação especí ica em medicina do iajan e endo equen ado o cu so de medicina do iajan e, enquan o 61,5% não êm o mação especí ica na á ea (Quad o 13). Quad o 13: Fo mação em medicina do iajan e – en e mei os que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional (n=11) Fo mação F equência (n) Pe cen agem (%) Sem o mação especí ica 8 61,5 Cu so de medicina do iajan e 2 15,4 Cong essos 1 7,7 Reunião semanal 1 7,7 Fo mação ACES 1 7,7 Rela i amen e ao p incipal mo i o de exe cício na consul a de medicina do iajan e, 64,3% dos médicos azem-no po es a consul a es a inse ida no se iço onde abalham, ha endo 28,3% que o azem po gos o pessoal (Quad o 14). Em elação aos en e mei os, 63,6% abalham em consul a de medicina do iajan e po pe ence ao se iço onde exe cem unções, e 27,3% abalham nes a consul a po gos o pessoal (Quad o 14). Quad o 14: Mo i o de ing esso na consul a do iajan e – médicos que exe cem em consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional Médicos En e mei os F equência (n) Pe cen agem (%) F equência (n) Pe cen agem (%) Con i e 1 7,1 1 9,1 Ine en e ao se iço 9 64,3 7 63,6 Gos o pessoal 4 28,6 3 27,3 To al 14 100 11 100 51 O núme o de médicos associados a uma consul a de medicina do iajan e é em média de 6,2 médicos po consul a; em elação aos en e mei os a média é de 2 en e mei os po consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional. O núme o de u en es na consul a de medicina do iajan e po mês pa a os p o issionais médicos é en e 20 a 150 u en es po mês, con o me a capacidade de cada consul a. Pa a os en e mei os, dado que es ão associados não só a consul a do iajan e mas ambém a acinação in e nacional, o núme o médio ai de 65 a 800 u en es po mês, endo em con a a capacidade da consul a e os ho á ios p a icados. Os núme os ela i os aos u en es a iam consoan e algumas condicionan es, como po exemplo, o núme o de p o issionais de saúde po consul a e o ac o de ha e consul as que só uncionam alguns dias po semana, enquan o ou as uncionam dia iamen e. 4.2.2. Funções ealizadas pela equipa de En e magem na consul a do iajan e En e mei os Todos os esponden es e e i am a acinação como unção desempenhada. Foi-lhes pedido que e e i em a impo ância a ibuída as unções que cada um desempenha a. Assim e e em, o aconselhamen o, indicado po 27,27% (n=3), que segundo Lopes (2009), “A elação de aconselhamen o é, uma elação dinâmica que se ajus a, inin e up amen e, às necessidades do u en e e à sua e olução no sen ido da mudança po si desejada”, enquan o os ensinos pa a a saúde oi a mais e e ida pelos en e mei os (72,72%; n=8). As unções de educação pa a a saúde, cujo “… concei o ajuda a consciencializa que cada u en e em um papel impo an e na sua p o eção e melho ia da sua saúde (…) p e ende-se que cada pessoa, cada comunidade, conheça quais as dimensões en ol idas, quando se ala de saúde” (Ca alho, 2014), e a acinação, o am e e idas como menos impo an es (apenas 9,09%; n=1). Médicos Aos p o issionais médicos oi ques ionado se conheciam as unções desempenhadas pelos en e mei os: 92,9% (n=13) admi e que conhece as unções da equipa de En e magem na 52 consul a de medicina do iajan e, enquan o apenas 7,1% (n=1) não conhece as unções de En e magem. 4.2.3. Cu so base de licencia u a em En e magem com o mação na á ea de medicina do iajan e En e mei os Quan o à a aliação da o mação do cu so base pa a a p á ica da medicina do iajan e, 18,18% (n=2) dos en e mei os classi ica como mui o má, 45,45% (n=5) desc e e essa o mação como má, enquan o 18,18% (n=2) ela a como azoá el, e apenas 18,18% (n=2) quali ica a o mação como boa. De o ma a comple a a in o mação a se ecolhida nes a ques ão, caso a espos a osse nega i a, oi ques ionado que o mação conside am se necessá ia pa a a p á ica na consul a do iajan e. Todos o am unânimes em esponde se necessá io uma o mação especí ica na á ea e oi ei a e e ência a uma a ualização anual não só elacionada com a acinação (do plano nacional de acinação e das acinas in e nacionais), mas ambém ela i amen e aos su os de doenças que ão su gindo. A o mação con ínua, os ale as pe iódicos e a impo ância de exis i consenso na á ea, ambém o am salien ados. Médicos Aos p o issionais médicos oi ques ionado o conhecimen o sob e o cu ículo do cu so de licencia u a em en e magem: 92,9% (n=13) desconhecem o con eúdo do cu so, enquan o 7,1% (n=1) dizem e conhecimen o do eo do cu so de En e magem. Numa o ma de comple a a in o mação ecolhida nes a ques ão, caso a espos a osse nega i a, oi ques ionado que o mação conside am se necessá ia pa a a p á ica dos en e mei os na consul a do iajan e, uma ez que não conhecendo o cu so de licencia u a, e a pe inen e sabe a necessidade de o mação especí ica. Hou e con o midade nas espos as, pois indica am se undamen al uma o mação especí ica, como um cu so de medicina do iajan e ou pós-g aduação. Ainda hou e a e e ência de se impo an e essa o mação não só pa a a equipa de En e magem mas ambém pa a os médicos. 53 4.2.4. Ou as unções na consul a En e mei os Na ques ão colocada aos en e mei os se conside a am que de e iam e ou as unções na sua consul a, 63,63% (n=7) e e em que não de em e ou as unções, enquan o 36,36% (n=4) conside am que sim. De o ma a comple a a in o mação a se ecolhida nes a ques ão, no caso de a espos a se posi i a, oi in e ogado que ou as unções ponde a am. A espos a assen ou no ensino ao iajan e e na p epa ação da iagem (50% cada). Assim, o nou-se pe inen e ques iona se os en e mei os que ela a am o ac éscimo des as unções se conside a am p epa ados pa a as exe ce , sendo que 75% (n=3) dos en e mei os admi em es a bem p epa ados e 25% (n=1) esponde es a p epa ado pa a ealiza ou as unções na consul a. Médicos Apenas 28,57% (n=5) dos médicos inqui idos conside am que a equipa de En e magem de e e ou as unções na consul a onde abalham, sendo que as unções que desc e em baseiam-se no aconselhamen o ao u en e, ha endo uma boa a iculação com o abalho médico e de En e magem, além da educação pa a a saúde, e e ida como sendo da esponsabilidade da equipa de En e magem. 4.2.5. Conhecimen os dos en e mei os sob e medicina do iajan e En e mei os Todos os en e mei os que pa icipa am no es udo conside a am e os seus conhecimen os a ualizados em elação à medicina do iajan e. Rela i amen e às on es de conhecimen o u ilizadas, o am po ezes mencionadas mais do que uma on e, sendo a in e ne a mais mencionada com 57,14%, seguida do p og ama in o má ico T opimed com 14,28% (uma base de dados com a ualizações diá ias, uma e amen a in o má ica com in o mações p á icas com mapas, in o mações sob e acinação e medidas 54 p e en i as), assim como a eunião de se iço, ambém e e ida po 14,28% dos en e mei os (Quad o 15). Quad o 15: Fon es de conhecimen o u ilizadas na á ea da medicina do iajan e pelos en e mei os pa icipan es no es udo F equência (n) Pe cen agem (%) Reunião de se iço 2 14,28 Fo mação ex e na 1 7,14 In e ne 8 57,14 T opimed 2 14,28 Cen o de acinação in e nacional 1 7,14 Médicos Dos médicos que pa icipa am no es udo, 85,7% conside am que os conhecimen os dos en e mei os es ão a ualizados, ace aos 14,29% que não conseguem a alia essa ques ão (Quad o 16). Quad o 16: Opinião dos médicos sob e a a ualização dos conhecimen os dos en e mei os em medicina do iajan e F equência (n) Pe cen agem (%) Sim, êm conhecimen os a ualizados 12 85,7 Não consegue a alia 2 14,3 To al 14 100 Quando in e ogados onde podem adqui i esses conhecimen os, 22,2% e e em se na eunião semanal mul idisciplina de se iço e na in e ne , 38,9% usa o p og ama in o má ico T opimed, enquan o o cu so de medicina de iagens no IHMT é ci ado po 16,75% dos médicos (Quad o 17). 55 Quad o 17: Fon es de conhecimen o na á ea da medicina do iajan e – médicos que exe cem em consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional F equência (n) Pe cen agem (%) Cu so de medicina do iajan e IHMT 3 16,7 Reunião semanal mul idisciplina 4 22,2 In e ne 4 22,2 T opimed 7 38,9 4.2.6. Gos o/In e esse dos en e mei os ace à medicina do iajan e Foi colocada a ques ão aos en e mei os pa icipan es sob e o gos o pessoal nes a á ea. Cons a ou-se que 18,18% desc e e o seu gos o como “gos o mui íssimo”, 63,63% e e em “gos o mui o” e apenas 9,09% ela a am “gos o”, assim como “gos o pouco”. Quad o 18: Gos o demons ado pelos en e mei os em medicina do iajan e F equência (n) Pe cen agem (%) Gos o mui íssimo 2 18,18 Gos o mui o 7 63,63 Gos o 1 9,09 Gos o pouco 1 9,09 To al 11 100 Aos médicos oi pe gun ado qual o in e esse em medicina do iajan e demons ado pelos en e mei os da consul a: 64,3% conside am que os en e mei os “in e essam-se mui o” pela consul a do iajan e e 35,71% dizem que os en e mei os “in e essam-se” pela consul a do iajan e. 56 4.2.7. Impo ância da consul a de En e magem em medicina do iajan e En e mei os Quan o à impo ância da consul a de En e magem em medicina do iajan e, 54,54% dos en e mei os en e is ados e e em que a consul a é mui íssimo impo an e, enquan o 45,45% desc e em a consul a como mui o impo an e (Quad o 18). Médicos Da mesma o ma, os médicos o am ques ionados quan o à impo ância da consul a de En e magem em medicina do iajan e, sendo que 14,3% desc e e-a como mui íssimo impo an e e 85,7% ela a-a como mui o impo an e (Quad o 19). Quad o 19: Impo ância da consul a de en e magem em medicina do iajan e - opinião dos en e mei os e dos médicos que exe cem em consul as de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional En e mei os Médicos F equência (n) Pe cen agem (%) F equência (n) Pe cen agem (%) Mui o impo an e 5 45,45 12 85,7 Mui íssimo impo an e 6 54,54 2 14,3 To al 11 100 14 100 4.2.8. Conhecimen os a ní el in e nacional da consul a de En e magem em medicina do iajan e En e mei os Pa a comple a as ques ões colocadas, oi ques ionado se os en e mei os êm conhecimen o do que é p a icado nas consul as de medicina do iajan e nou os países. Apenas um dos en e mei os inqui idos e e e conhece a ipologia das consul as no Reino 57 Unido. Também oi pe gun ado se pe enciam a alguma associação ou o ganização de Saúde do iajan e/Medicina do iajan e e odos os pa icipan es esponde am nega i amen e. Médicos Foi ques ionado aos médicos pa icipan es se conheciam a ealidade da consul a de en e magem na medicina do iajan e nou os países: 85,7% (n=12) e ela am apenas conhece a ealidade nacional, enquan o 14,3% (n=2) esponde am conhece ou a ealidade, uma delas a de Espanha, embo a não di i a mui o da po uguesa. De ealça que um dos médicos e e iu que a p esiden e da associação de medicina do iajan e na No uega é uma en e mei a. 4.3. Análise de con eúdo das ques ões abe as A du ação média das en e is as oi de 8,76 minu os. Todas as en e is as o am u ilizadas pa a o es udo, não endo sido nenhuma delas excluída pa a o a amen o de dados. A ingiu-se a sa u ação dos dados no deco e de 25 en e is as, 11 a en e mei os e 14 a médicos, uma ez que hou e sob eposição de espos as dadas pelos indi íduos e po isso mais ninguém oi ques ionado. Pa a se consegui es uda o papel da equipa de En e magem na consul a de medicina do iajan e, op ou-se po analisa as en e is as em qua o unidades de signi icância, cons i uindo pe gun as do guião de en e is a que es ão di e amen e elacionados com os obje i os especí icos. De aco do com a classi icação que oi ealizada, p ocedeu-se a uma e lexão sob e cada um das unidades de signi icância e das suas espe i as ca ego ias. Funções da equipa de En e magem na consul a de medicina do iajan e As unções da equipa de En e magem podem di idi -se em duas ca ego ias, sendo es as, a educação pa a a saúde, em elação às unções desempenhadas no âmbi o da medicina do iajan e, e a acinação ine en e a es a ipologia de consul a. 64 Quad o 20: Conco dância ou não dos en e mei os na consul a de medicina do iajan e com as a i mações colocadas Disco do mui o Disco do Conco do Conco do mui o Sin o-me con ian e ao da conselhos complexos (mais do que um des ino…) sob e a saúde do iajan e e imunizações. PT 0% AUS 2,2% JP 26,8% UK 2,5% PT 18,18% AUS 27,5% JP 51,2% UK 17,4% PT 27,27% AUS 51,6% JP 21,9% UK59,9% PT 63,63% AUS 18,7% JP 0% UK 20,2% Sin o-me con ian e ao da conselhos básicos sob e a saúde do iajan e e imunizações. PT 0% AUS 0% JP 7,3% UK 0% PT 0% AUS 0% JP 21,9% UK 0% PT 18,18% AUS 47,8% JP 56% UK 24,2% PT 81,81% AUS 52,2% JP 14,6% UK 75,5% É supos o p es a cuidados na saúde do iajan e sem e o mação su icien e. PT 45,45% AUS 20,4% JP17,1% UK 27,5% PT 54,54% AUS 47,3% JP 34,1% UK 52,2% PT 0% AUS 24,7% JP 36,65% UK 17,5% PT 9,09% AUS 7,5% JP 12,2% UK 2,8% Os meus supe io es conside am que os cuidados da saúde do iajan e são uma pa e impo an e das minhas unções. PT 9,09% AUS 0% JP 4,9% UK 2,8% PT 27,27% AUS 28% JP 29,3% UK 21,3% PT 18,18% AUS 50,5% JP 39% UK 53,1% PT 45,45% AUS 21,5% JP 26,8% UK 22,8% Eu conside o que os cuidados da saúde do iajan e são impo an es no meu abalho. PT 0% AUS 0% JP 0% UK 0,3% PT 0% AUS 6,5% JP 7,2% UK 4,1% PT 18,18% AUS 61,3% JP 61,9% UK 55,6% PT 90,9% AUS 32,3% JP 30,9% UK 40% A En e magem em um papel impo an e ao p es a cuidados na saúde do iajan e no meu país. PT 0% AUS 0% JP 2,4% UK 0% PT 9,09% AUS 9,7% JP 17,1% UK 1,3% PT 27,27% AUS 47,3% JP 56% UK 34,7% PT 63,63% AUS 43% JP 24,4% UK 64,1% Eu sin o que as opo unidades de o mação não são su icien es pa a os en e mei os que p es am cuidados na saúde do iajan e. PT 0% AUS 1,1% JP 2,4% UK 3,4% PT 18,18% AUS 12,9% JP 34,1% UK 22,9% PT 36,36% AUS 41,9% JP 53,6% UK 45,5% PT 45,45% AUS 44,1% JP 9,7% UK 28,2% A abalha na mesma consul a, exis e um po encial con li o de papéis en e uma en e mei a com quali icações na á ea da saúde do iajan e e uma en e mei a, sem essa especialização. PT 27,27% AUS 4,3% JP 34,1% UK 8,7% PT 54,54% AUS 33,3% JP 48,8% UK 50,6% PT 18,18% AUS 43% JP 14,6% UK 32,4% PT 0% AUS 19,4% JP 2,4% UK 8,3% A du ação em empo da consul a de En e magem na saúde do iajan e é su icien e pa a a p es ação de cuidados adequados. PT 9,09% AUS 5,4% JP 24,4% UK 10,5% PT 54,54% AUS 46,7% JP 53,6% UK 56,5% PT 9,09% AUS 35,9% JP 14,6% UK 25,9% PT 27,27% AUS 12% JP 2,4% UK 7% 65 4.5. Opinião dos médicos do cu so de medicina do iajan e sob e o papel do en e mei o O painel Delphi oi compos o pelos es udan es do cu so de medicina do iajan e ealizado no IHMT, ano le i o 2015-2016. O núme o de alunos no início do exe cício e a de 31 alunos, odos eles licenciados em Medicina. Dos 31 elemen os pa icipan es no exe cício Delphi, apenas 17 cump i am a e cei a onda. Ve i icou-se que e am maio i a iamen e do géne o eminino, com 70,58% (n=12) e apenas 29,42% (n=5) do géne o masculino, e que a média o al de idades e a de 31,35 anos (min = 27 anos e máx = 42 anos). Quan o aos anos de é mino da licencia u a em medicina, a média são os 7 anos. Rela i amen e à expe iência pessoal em consul a de medicina do iajan e, 76,47% (n=13) e ela não e expe iência, enquan o 11,76% (n=2) diz e ido con a o com a consul a de medicina do iajan e an e io men e, assim como 11,76% (n=2) e e e já e obse ado a consul a de medicina do iajan e. Foi pedido que indicassem, endo como e e ência a sua expe iência p o issional e a ap eciação da ealidade das consul as de Medicina do Viajan e ou de consul as de ou as á eas, pelo menos duas unções que conside assem que o En e mei o de a e/ou pode desempenha nas consul as de medicina do iajan e. Nes a p imei a onda o am apu adas 41 unções. Na segunda onda oi pedido aos pa icipan es que assinalassem na lis a elabo ada, as ês unções que conside a am mais impo an es, o denando-as de 1 a 3. Dessas 41 unções, apenas 28 unções o am o adas. Foi no amen e elabo ada uma lis a ap esen ando o o al da pon uação a ibuída an e io men e e oi pedido que assinalassem as cinco unções que conside a am mais impo an es, o denando-as de 1 a 5. Fo am ob idas po consenso, qua o unções associadas aos en e mei os da consul a de medicina do iajan e, enume adas no quad o seguin e (Quad o 21). As unções mais en a izadas pelos médicos o am a adminis ação de acinas ( e e ida po odos os pa icipan es), a p omoção da saúde, o aconselhamen o, o egis o das acinas nas pla a o mas ele an es e o aconselhamen o e demons ação de cuidados sani á ios. 66 Quad o 21: Funções dos en e mei os ob idas po consenso – médicos do cu so de medicina do iajan e, IHMT, 2015-2016 Funções da equipa de en e magem indicadas pelos médicos Vo an es Pon uação o al Pon uação média Pe cen agem de o ação Adminis ação de acinas e explicação de possí eis e ei os secundá ios 17/17 70 4,11 100% P omoção da saúde - en ega de in o mação de hábi os saudá eis e segu os em países opicais e a icanos 15/17 45 3 88,24% Regis o das acinas adminis adas em odas as pla a o mas ele an es (bole im e pla a o ma ele ónica) 15/17 46 3,06 88,24% Aconselhamen o e demons ação de cuidados sani á ios (p o eção an i mosqui o, p o ilaxia dia eia, p o eção sola ) 15/17 48 3,2 88,24% 67 5. Discussão P e endia-se com es e es udo ca ac e iza as unções dos en e mei os em consul as de medicina do iajan e no nosso país, mais conc e amen e na zona me opoli ana de Lisboa, e compa á-las com o que oco e a ní el in e nacional. Após análise dos dados, e i icou- se que os p o issionais de saúde en ol idos no es udo e am, na sua g ande maio ia, na u ais de Po ugal, do géne o eminino e com idade supe io a 45 anos. Apu ou-se que mais de ês qua os dos in e enien es i e am es adias em países opicais, maio i a iamen e po é ias/laze . Cons a ou-se que mais de ês qua os dos pa icipan es ap esen a am um ní el de o mação académica supe io , sendo que ce ca de me ade dos p o issionais em o mação especí ica na á ea da medicina do iajan e, com um núme o mais signi ica i o nos médicos, compa a i amen e aos en e mei os. Quan o ao mo i o de ing esso na consul a do iajan e, ce ca de me ade dos p o issionais de saúde azem-no po se ine en e ao se iço onde abalham. Em elação ao empo de p á ica p o issional na á ea de medicina do iajan e é ela i amen e semelhan e en e as duas classes p o issionais es udadas. O núme o de médicos associados a uma consul a de medicina do iajan e é ês ezes supe io ao núme o de en e mei os po consul a de medicina do iajan e/cen o de acinação in e nacional. Os u en es a endidos na consul a de medicina do iajan e, em média, são de 66 u en es po mês pa a os p o issionais médicos, enquan o pa a os en e mei os esse núme o é bem mais ele ado, com ce ca de 390 u en es po mês, de ido ao ac o de ambém se em esponsá eis pelo cen o de acinação in e nacional, além da consul a de medicina do iajan e. Como nos diz Temido (2013), “em Po ugal, o núme o de médicos/1.000 habi an es (3,8 em 2010) é supe io ao da média dos países da União Eu opeia (3,4), enquan o o núme o de en e mei os/1.000 habi an es (5,7) é in e io (7,9) e o ácio de en e mei os/médico (1,5) (…), indiciando-se uma combinação ine icien e de ecu sos, que demons a bem es a ealidade.” Com o in ui o de se encon a espos as mais comple as às ques ões de in es igação, oi u ilizado um ques ioná io e consequen e análise de con eúdo das ques ões, além da análise quan i a i a às espos as echadas e um painel Delphi. Des a o ma, ob e e-se in o mação mais comple a e ab angen e. 68 Segundo os p o issionais en e is ados, as unções desempenhadas pelos en e mei os na consul a de medicina do iajan e baseiam-se nos ensinos, no aconselhamen o e na educação pa a a saúde ela i a à iagem na sua globalidade. A ní el nacional, o aconselhamen o é is o como uma mais- alia de ajuda pa a p o issões de saúde (Lopes, 2010). Segundo Roge s (2000) e Simões (2011), o aconselhamen o é iniciado de o ma assimé ica (o clien e eco e à pessoa iden i icada com po encial de ajuda), e a elação en e aconselhado e clien e é cons uída mu uamen e po ambos, undamen almen e como “uma expe iência de c escimen o pa a o clien e”, de sime ia endencial en e ambos, em que o aconselhado p opicia um clima pa a que o c escimen o possa oco e a um i mo mais ápido, o que e le e um dos pila es da p o issão de en e magem, especialmen e nos cuidados de saúde p imá ios pela p oximidade exis en e com os u en es. Quan o à o mação sob e a á ea de medicina do iajan e no cu so de licencia u a de en e magem, é conside ada má pela maio ia dos en e mei os do es udo, sendo que pouco ou nada é e e ido nes a á ea nos di e sos planos de es udos das escolas supe io es de en e magem públicas ou p i adas do nosso país (disponibilizados a ní el in o má ico pelas mesmas). Pa a en a colma a essa lacuna, oi ques ionado aos en e mei os pa icipan es, se conside a am necessá io ha e uma o mação especí ica na á ea, endo a espos a sido uníssona, ao conside a em impo an e a exis ência de uma o mação, além de uma a ualização anual dos conhecimen os en ol en es. Es a opinião ai de encon o às indicações da p óp ia O dem dos En e mei os Po uguesa (2011), de que os en e mei os êm o de e de exe ce a p o issão com os adequados conhecimen os cien í icos e écnicos, ado ando odas as medidas que isem melho a a qualidade dos cuidados, espei ando os p incípios ine en es à boa p á ica, de endo pa a isso possui a o mação necessá ia à excelência do seu exe cício p o issional. A maio ia dos médicos, quando ques ionados em elação ao conhecimen o do cu ículo do cu so de licencia u a em En e magem, desconhecem o seu con eúdo mas essal am igualmen e se necessá io uma o mação especí ica, como um cu so de medicina de iagens ou pós-g aduação, não só pa a os en e mei os mas ambém pa a os médicos. Quan o a ou as unções passí eis de se em desempenhadas pelos en e mei os na consul a de medicina do iajan e, g ande pa e dos en e mei os inqui idos não conside a se 69 necessá io e ou as unções pa a além daquelas que desempenham. Ainda assim, um qua o dos en e mei os conside a que de em e ou as unções, como o ensino ao u en e na p epa ação da sua iagem, sendo que a maio ia pensa es a bem p epa ada pa a desempenha essas unções. Rela i amen e aos médicos, os que de endem que os en e mei os podem e ou as unções, salien am o aconselhamen o ao u en e, c iando uma boa a iculação en e o abalho médico e de En e magem, além da educação pa a a saúde. É undamen al capaci a as pessoas pa a ap ende em du an e oda a ida, p epa ando-se pa a odos os es ádios do seu desen ol imen o (CATMAT, 2009). A educação pa a a saúde su ge como um meio acili ado des e pe cu so, no sen ido de p epa a os indi íduos pa a um papel a i o na saúde. Assim, um dos seus p incipais obje i os é ajuda os indi íduos a desen ol e em a sua capacidade de omada de decisão, esponsabilizando-os pela sua saúde. P e ende-se que os indi íduos se sin am capazes pa a colabo a em nos p ocessos de mudança, com is a à adoção de es ilos de ida saudá eis e p omo o es de saúde, aplicando-se es as indicações na medicina do iajan e (OE, 2011). Rela i amen e aos conhecimen os dos en e mei os na p á ica da medicina do iajan e, odos os en e mei os do es udo conside am e os seus conhecimen os a ualizados. No que espei a às on es de a ualização, baseiam-se nas euniões de se iço, no p og ama in o má ico T opimed e no cu so de medicina de iagens do Ins i u o de Higiene e Medicina T opical (IHMT), além da in e ne como acesso p imo dial pa a a a ualização de conhecimen os. A maio ia dos médicos pa icipan es conside a que os en e mei os que es ão inse idos na medicina do iajan e êm os seus conhecimen os a ualizados, sendo que a educação pe manen e en a iza a in e disciplina idade da equipa de saúde e ocaliza a p á ica como on e de conhecimen o, que são equisi os pa a o exe cício da p á ica p o issional na En e magem, co espondendo às eais necessidades de saúde da população (Jesus, 2011). A educação pe manen e e a a ualização dos conhecimen os de em se enca adas como uma es a égia pa a a quali icação dos p o issionais de saúde. Na En e magem, a busca pela compe ência, pelo conhecimen o e a ualização é essencial pa a ga an i a sob e i ência do p o issional e da p o issão, e le indo-se nas a i udes omadas ace aos cuidados (melho es e mais co e os) que são p es ados e na mo i ação do p o issional em exe ce o seu papel na pe eição, o que le a a uma p á ica p o issional mais compe en e, conscien e e esponsá el. Com is o, a emancipação e au onomia do 70 p o issional de saúde o na-se e iden e (Jesus, 2011). A g ande maio ia dos médicos que pa icipou no es udo conside a que os en e mei os êm os conhecimen os a ualizados sob e a medicina do iajan e, o que ge a con iança nos p o issionais de saúde en ol idos na consul a. Quan o ao gos o e in e esse pela medicina do iajan e, a maio ia dos en e mei os decla ou que gos a mui o ou gos a mui íssimo des a á ea, o que in luencia posi i amen e a sua dedicação à medicina do iajan e; ambém os médicos econhecem que os en e mei os demons am g ande in e esse nes a aé ea. A consul a de En e magem em po obje i o p es a assis ência de En e magem, iden i icando os p oblemas de saúde/doença, de o ma a execu a e a alia os cuidados que con ibuem pa a a p omoção, p o eção, eabili ação e ecupe ação da saúde, segundo Campos e al. (2007). De e inclui o his ó ico de En e magem, o exame ísico, o diagnós ico de En e magem, o plano e apêu ico ou p esc ição de En e magem e a a aliação da consul a (Ne o, 2011). Daí se pe ce í el a opinião de odos os en e mei os quando ques ionados sob e a impo ância da consul a de En e magem em medicina do iajan e, com as espos as a a ia em en e mui o impo an e e mui íssimo impo an e. No caso dos médicos é bas an e semelhan e, na sua maio ia e e em a consul a de En e magem em medicina do iajan e como mui o impo an e. Dada a impo ância da medicina do iajan e na a ualidade e as di e enças do que é p a icado em cada país, en ou-se pe cebe o que os p o issionais de saúde en ol idos no es udo sabiam ace ca da medicina do iajan e e o ganizações/associações es angei as de medicina do iajan e. Tan o os en e mei os como os médicos pa icipan es, na sua maio ia desconhecem o que é p a icado na consul a de en e magem de medicina do iajan e o a de Po ugal, além de não conhece em o ganizações/associações de medicina do iajan e no es angei o. Is o pode se explicado pelo ac o de a medicina do iajan e se uma á ea de abalho ecen e. No en an o, es a eque dedicação e especialis as na á ea, que es á sujei a a mudanças cons an es e a ualizações p a icamen e diá ias a ní el de su os e ans o mações ambien ais, sendo que a medicina do iajan e não se p eocupa apenas com o iajan e, mas ambém com o local que o ai ecebe e possí eis doenças de impo ação pa a o seu país de o igem. Todos os milha es de iajan es in e e em na epidemiologia das doenças, em especial nas in eciosas, mas ambém a ní el do ambien e 71 e seus ecu sos, além do impac o que exis e na economia, demog a ia, ecnologia e cul u a (Zucke man, 2001). Foi ei a a análise de con eúdo das pe gun as de espos a abe a. Em elação às unções da equipa de en e magem, odos os pa icipan es e e em a acinação como unção p imo dial dos en e mei os na consul a de medicina do iajan e. A acinação es á in insecamen e ligada ao papel da en e magem, como e e e Cos a (2005), as in e enções de en e magem nes e âmbi o exigem compe ências écnicas e humanas pa a a p es ação de cuidados di e os aos u en es (com a adminis ação acinal e ligação com o u en e), além da ges ão e manu enção dos p odu os acinais, seus equipamen os elacionados e a o imização con ínua da e icácia e e iciência dos se iços, a a és da igilância epidemiológica das axas de cobe u a acinal da população. Também a educação pa a a saúde em um papel undamen al, sendo a unção mais e e ida a pa da acinação, baseando-se na ca ac e ização do es ado ge al do u en e na ase p é- iagem, na a aliação do plano acinal nacional e in e nacional, nos ensinos e aconselhamen os ine en es à iagem. Dado o papel da en e magem se o aspe o cen al do es udo, o nou- se lógico o pedido de um pa ece à O dem dos En e mei os (Anexo 5) que ambém conside a se unções dos en e mei os, o aconselhamen o ao iajan e sob e as medidas a ado a an es, du an e e após a iagem, a e i icação de e en ual p o ilaxia e acinação in e nacional (as medidas p e en i as de em inclui a acinação e medicação p e en i a da malá ia), a p omoção de ensinos sob e higiene indi idual, cuidados a e com a água e os alimen os a inge i e ou os aspe os especí icos elacionados com o local da iagem. Em Po ugal não há nenhuma especialidade em medicina do iajan e ou ob igação académica associada a qualque licencia u a em en e magem (embo a as especialidades de saúde pública e comuni á ia possam es a algo p epa adas pa a es a p á ica), nem há nenhuma guideline nacional elacionada, apenas exis em o mações pós g aduadas p o idenciadas po ins i uições uni e si á ias. Segundo a maio ia dos en e mei os, a o mação sob e a á ea da medicina do iajan e no cu so de licencia u a é insu icien e. Que os médicos que os en e mei os conside am que é pe inen e uma o mação especí ica na á ea. Também o pa ece da O dem dos En e mei os ai de encon o ao ela ado pelos pa icipan es, em que a o mação pós-g aduada nes a á ea é uma mais- alia pa a um exe cício p o issional de qualidade, conside ando o En e mei o Especialis a em 72 saúde comuni á ia e saúde pública, o p o issional de En e magem melho p epa ado pa a esponde aos desa ios da Sanidade In e nacional. Quan o à a ualização pessoal dos conhecimen os, endo em con a a cons an e mudança e necessidade de a ualização na medicina do iajan e, odos os pa icipan es conside am que os en e mei os êm uma boa a ualização de conhecimen os. Segundo o Código Deon ológico do En e mei o, es e em o de e de man e a a ualização dos seus conhecimen os e ado a uma a i ude p o issional de desen ol imen o ao longo da ida a i a. Assim, os en e mei os de em e uma es a égia indi idual de desen ol imen o p o issional, a endendo à idoneidade das ins i uições. Seguindo as indicações da O dem dos En e mei os (2011), as in e enções de En e magem não podem se unicamen e ci cunsc i as aos con eúdos abo dados na o mação inicial, sendo a o mação con ínua um ecu so a mobiliza . Nes e sen ido, pa a man e a a ualização con ínua dos seus conhecimen os, os en e mei os de em eco e não só à au o o mação, como ambém aze uso de ou as es a égias de o mação con ínua pa a a ualização e ape eiçoamen o p o issional. Em elação às di iculdades sen idas pelos en e mei os ao ní el do abalho desen ol ido na consul a de medicina do iajan e, apon am o empo de du ação da consul a, pois impossibili a a ealização de uma consul a de en e magem coe en e e p ecisa, ob igando a ul apassa e apas da mesma, o que demons a a impo ância/in e esse da consul a de en e magem. Nes a de e se ealizada uma en e is a e le ida e comple a, de o ma a conhece os an eceden es pessoais, omas de medicação diá ia, eações ad e sas ou de hipe sensibilidade de medicação, a a aliação do es ado ge al do u en e, a igilância do plano acinal do u en e a e indo a necessidade de a ualização do mesmo, a in o mação sob e os possí eis e ei os secundá ios da(s) acina(s) a adminis a e quais os cuidados a e , além da p epa ação e adminis ação das acinas com écnica assép ica no local e ia co e os, e p ocede ao seu egis o co e amen e (F ei as, 2007). Com equência, ambém oi desc i a a al a de uni o midade associada à especialidade, não exis indo um consenso em elação ao que é p a icado po odos os p o issionais, deno ando a necessidade de uma o mação uni o me e equi a i a pa a odos os p o issionais en ol idos e a elabo ação de guidelines que possam se seguidas. Pe an e es a si uação, oi pedido um pa ece à O dem dos Médicos (Anexo 6), que sob e a emá ica da o mação se exp essa des a o ma: “a mul idisciplina idade e a ans e salidade da Medicina do iajan e englobam di e en es á eas do sabe médico, onde se des acam as Doenças In eciosas, a Medicina Ge al e 73 Familia , a Medicina In e na, a Medicina do T abalho, a Medicina T opical, a Pedia ia e a Saúde Pública, podendo con ibui odas elas pa a a e e i ação des e ipo de a i idade clínica”, indo e o ça a al a de uni o midade dada a mul idisciplina idade. Ou a di iculdade ela ada pelas duas equipas de p o issionais, é o pouco abalho em equipa en e médicos e en e mei os na consul a de medicina do iajan e. Segundo o pa ece da O dem dos Médicos, “a consul a do iajan e é um a o médico e, como al, não equipa á el, mui o menos subs i uí el, pela En e magem. Tal p oposição não exclui a melho e p es imosa colabo ação dos en e mei os, in e essados e ocacionados pa a es a á ea do sabe , com os médicos capaci ados no acompanhamen o dos u en es, e e en uais p á icas de acinação ou ou as écnicas, mas semp e sob o ien ação de um clínico que che ie a equipa.” A O dem dos En e mei os e e e que “ a consul a do iajan e é ela i amen e ecen e no pano ama da saúde p e en i a em Po ugal, sendo uma á ea de a iculação e complemen a idade en e en e mei os e médicos.” O que conduz à ques ão elacionada com a impo ância da consul a de en e magem em medicina do iajan e, quan o à educação pa a a saúde e à o mação na á ea. Qualque que seja a de inição de educação pa a a saúde, o obje i o p incipal é a ob enção de compo amen os saudá eis, ações e hábi os elacionados com a manu enção, a cu a e a melho ia da saúde, nes e caso, ace à medicina do iajan e, sendo uma es a égia undamen al dos En e mei os em exe cício e ans e sal a odas as in e enções de en e magem. Segundo a O dem dos En e mei os, a educação pa a a saúde é um p ocesso con ínuo, que p essupõe e implica a conjunção de múl iplos a o es do u en e, que in apessoais - como a mo i ação, a pe ceção da si uação, as expec a i as, os conhecimen os, a omada de decisão - que ex apessoais, ine en es ao meio ísico, amilia e sociocul u al em que esse u en e es á inse ido. Também se deno a com as in o mações que o am ecolhidas pelos pa ece es das o dens dos p o issionais pa icipan es, o que nos e idencia Temido (2014), no es udo “Papéis p o issionais de médicos e en e mei os em Po ugal: limi es no ma i os à mudança”: “Em Po ugal, a análise da composição da o ça de abalho em saúde indicia uma combinação ine icien e de papéis de médicos e en e mei os. Uma das espos as possí eis pa a o p oblema pode se encon ada no ala gamen o de unções da p o issão de En e magem, is o que a e idência demons a que es a é uma opção que pode con ibui pa a melho a o desempenho dos sis emas de saúde em e mos de e iciência e acesso. 80  Incen i a e ale a pa a a impo ância da consul a de medicina do iajan e a odos os po enciais iajan es, acompanhando odo o ciclo da iagem, p é, du an e e pós- iagem.  Incen i a a ealização de es udos pa a e i ica a e icácia da consul a de medicina do iajan e. O gos o pela medicina do iajan e jun amen e com o desa io da possibilidade de con ibui pa a o desen ol imen o des a especialidade, de e con ibui pa a que haja um desen ol imen o posi i o e capaci ado na á ea. A medicina do iajan e não é só adminis a acinas, em de exis i dedicação, eino, educação académica com a ualização cons an e, comp omisso pessoal, além de qualidade de cuidados. 81 7. Bibliog a ia (segundo a no ma po uguesa NP 405) BARDIN, Lau ence – Análise de con eúdo. 5ª ed. Lisboa: Edições 70, 1977. ISBN: 972- 44-0898-1; BAUER, I mga d - Educa ional Issues and Conce ns in T a el Heal h Ad ice: Is All he E o a Was e o Time? Jou nal o T a el Medicine [Em linha]. Vol.12 (2005) p. 42-52. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://onlinelib a y.wiley.com/doi/10.2310/7060.2005.00008/pd >. ISSN: 1708-8305 BAUER, I mga d – P o iding a el heal h ca e – he nu ses’ ole: an in e nacional compa ison. T a el Medicine and In ec ious Disease [Em linha]. Vol. 11, nº4 (2013), p. 214-224. [Consul . 28 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=2d233094-e279- 448e-ac c-1bd0aba 0b72%40sessionmg 4003& id=24&hid=4107>. ISSN:1477-8939. BARNETT, ED; e al. The isi ing iends o ela i es a ele in he 21s cen u y: ime o a new de ini ion. Jou nalO T a el Medicine [em linha]. Vol. 17, nº 3 (2010), p. 163- 170. [Consul . 10 Ma . 2015]. Disponí el in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=5c0165b1-9ccd- 4300-8132-5b5b09 5edad%40sessionmg 4003& id=2&hid=4214>. ISSN: 1708-8305. BUCHAN, J. e al. - Nu ses in ad anced oles: a e iew o accep abili y in Po ugal. Re is a La ina Ame icana de En e magem. [Em linha]. Vol. 21 (2013), p. 38-46. [Consul . 28 Ou . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.scielo.b /pd / lae/ 21nspe/p _06.pd >. ISSN 1518-8345 CALE, Ma ia E el ina – P epa a a iagem em segu ança – acinação de iajan es, Di eção de se iços de p e enção da doença e p omoção da saúde [Em linha]. Lisboa: Di eção Ge al de Saúde. [Consul . 10 ou . 2014]. Disponí el em in e ne :h p://www.dgs.p /documen os-e-publicacoes/aconselhamen o-medico-pa a- iajan es- acinacao.aspx>. CALE, Ma ia E el ina – P epa a a iagem em segu ança. Di eção de se iços de p e enção da doença e p omoção da saúde [Em linha]. Lisboa: Di eção Ge al de Saúde. 82 [Consul . 10 ou . 2014]. Disponí el em in e ne :h p://www.dgs.p /documen os-e- publicacoes/p epa a -a- iagem-em-segu anca.aspx>. CAMPOS, R. M. C. e al. Consul a de en e magem em pue icul u a: a i ência do en e mei o na Es a égia de Saúde da Família. Re is a da Escola de En e magem USP [Em linha]. Vol. 45, nº3 (2011), p. 566-574. [Consul . 28 Se . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.scielo.b /pd / eeusp/ 45n3/ 45n3a03.pd >. ISSN 0080-6234 CARROLL, Be na de e –T a el heal h Pa 1: p epa ing he opical a elle . B i ish Jou nal o Nu sing [Em linha]. Vol17, nº 16 (2008), p.1046-1051. [Consul . 28 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=aee 2b 0- 744- 4425-9210-d 38519e7dd4%40sessionmg 4002& id=43&hid=4207>. ISSN:0966-0461 CARVALHO, Amâncio - P á icas de educação em saúde de es udan es de en e magem e de ou os cu sos de ensino supe io . A ances en En e me ía [Em linha]. Vol. 32, nº1 (2014), p.92-101. [Consul . 28 Ou . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p:// eposi o ium.sdum.uminho.p /bi s eam/1822/30747/1/A ancesEn e m- P a icasEpSEs udan es.pd >.ISSN: 0121-4500 CARVALHO, Ca a ina – Viaja o mundo. Vol a ao Mundo[Em linha]. Vol. 21, nº 246 (2015) p. 5 [Consul . 28 Ou . 2015]. Disponí el na in e ne :<h p://www. ol aaomundo.p /Re is a/index.h ml>. ISSN 1982-0267 CHEN, LIN H. - CHAPTER 2: The P e-T a el Consul a ion. In CDC Heal h In o ma ion o In e na ional T a el 2014 [Em linha]. New Yo k: Ox o d Uni e si y P ess, 2013. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://wwwnc.cdc.go / a el/yellowbook/2014/chap e -2- he-p e- a el- consul a ion/ he-p e- a el-consul a ion>. ISBN 978–0–19–994849–9 CHIODINI, J; e al.- T a el heal h nu sing: ca ee and compe ence de elopmen , RCN guidance. [Em linha]. London: Royal College o Nu sing, 2012. [Consul . 28 Ou . 2016]. Disponí el na in e ne :<h ps://www2. cn.o g.uk/__da a/asse s/pd _ ile/0006/78747/003146.pd >.ISB N 978-1-904114-39-0 83 CHIODINI, Jane; BOYNE, Lo na; STILLWELL, Alexand a; GRIEVE, Sand a - T a el heal h nu sing: ca ee and compe ence de elopmen -RCN guidance [Em linha]. 1ªed. Lond es: RCN, 2012. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://www. cn.o g.uk/__da a/asse s/pd _ ile/0006/78747/003146.pd >. ISBN 978-1-904114-39-0>. ISBN 9781904114390 CHIODINI, J.H. e al – Recommenda ions o he p ac ice o a el medicine. T a el Medicine and In ec ious Diseases [Em linha]. Vol.12 (2012) p. 109-128.[Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h ps://www. cpsg.ac.uk/~/media/Files/T a el%20Medicine/Recommenda ion s%20 o %20 he%20p ac ice%20o %20 a el%20medicine%20FTM%20June%202012. pd >. ISSN: 1477-8939 COMMITTEE TO ADVISE ON TROPICAL MEDICINE AND TRAVEL (CATMAT) – Guidelines o p ac ice o a el medicine. Canada Communicable Disease Repo .[Em linha]. Vol. 35 (2009) p. 1481-1531. [Consul . 02 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.phac-aspc.gc.ca/publica /ccd - m c/09pd /acs-dcc-08.pd >. ISSN 1481-8531 COSTA, Isabel Aze edo – Os 40 Anos do P og ama Nacional de Vacinação em Po ugal e os En e mei os de Cuidados de Saúde P imá ios.En e magem. Vol. 39, nº 2 (2005) p. 10-11 ISSN 0871-0775 DAWOOD, Richa d - Como Man e -se Saudá el no Es angei o. 1ªed. Lisboa: Publicações Eu opa-Amé ica, 2005. ISBN: 9789721055643 DECRETO - LEI n.º 111/2009, D. R. I Sé ie A. (2009-10-16), Regulamen o do Exe cício P o issional dos En e mei os. Po ugal: Minis é io da Saúde. DRIVER, Ca olyn - The a el heal h consul a ion. P ima y Heal h Ca e [Em linha]. Vol.24, nº1 (2014), p.34-39. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí elin e ne : <h p:// cnpublishing.com/doi/abs/10.7748/phc2014.02.24.1.34.e845>. ISNN: Q471- 95814-X ERVATI, M.M.; FERNANDES, R.C.S.C. - Fa o es de isco pa a a doença Meningocócica. Re is a Cien í ica da Faculdade de Medicina de Campos [Em linha]. 84 Vol. 3, nº2 (2008) p.19-23. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://www. mc.b / e is a/V3N2P19-23.pd >.ISSN 1980-7813 FLAHERTY, Ge ald e al – The missing link: in oducing a el medicine in o he unde g adua e medical cu iculum. Jou nal o T a el Medicine[Em linha]. Vol. 23, nº5 (2016) p 125-134. [Consul . 11 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://j m.ox o djou nals.o g/con en /23/5/ aw038.a icle-in o>. ISSN: 1708- 8305 FIELD, Vanessa e al. - T a el and mig a ion associa ed in ec ious diseases mo bidi y in Eu ope.BMC In ec iousDiseases.[Em linha]. Vol. 10, nº 330 (2010), p. 1-12. [Consul . 10 ou . 2014]. Disponí el in e ne :<h p://www.biomedcen al.com/con en /pd /1471- 2334-10-330.pd >. ISSN: 1471-2334 FRIEDMAN, Ma ilyn M. - Family nu sing. Theo y and assessmen . 2ª ed. No walk, (OMS Co), Apple on, Cen u y – C o s, 1986. ISBN 978-0130608246 FREITAS, Ma ia da G aça – P og ama Nacional de Vacinação e Re o ma dos Cuidados de Saúde. Re is a Po uguesa de Medicina Ge al e Familia [Em linha]. Vol. 23, nº 4 (2007) p. 409-415 [Consul . 02 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www. pmg .p /ojs/index.php/ pmg /a icle/ iew/10385>. ISSN 2182- 5173 FORTIN, Ma ie – O p ocesso de in es igação- da concepção à ealização. 5ªed. Lou es: Lusociência, 1999. ISBN: 972-8383-10-X; GRIEVE, Sand a – Re ised compe ences o nu ses in a el heal h medicine. P ac ice Nu sing [Em linha]. Vol. 24, nº1 (2013) p.21-23.[Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ? id=9&sid=ce477dc4- 99c-4768-84cb-58b47ad7b43a%40sessionmg 4004&hid=4207>. ISSN:0964-9271. GRIEVE, Sand a – Du y o ca e, pa I: he p e- a el consul a ion. P ac ice Nu sing [Em linha]. Vol. 22, nº6 (2011) p.298-303.[Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=03e05982-a643- 4c3a-990b-c9009 865c63%40sessionmg 4003& id=0&hid=4207>. ISSN:0964-9271. 85 GURGLE, HE; e al. Impac o a eling o isi iends and ela i es on ch onic disease managemen . Jou nal O T a el Medicine. [Em linha]. Vol. 20, nº2 (2013) p.95- 100.[Consul . 11 Ma . 2015]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=d679c20b-eec8- 4a4d-87d1-775 a8e769e4%40sessionmg 4001& id=2&hid=4214>. ISSN: 1708-8305. IGREJA, Rica do – Medicina de Viagem: uma no a á ea de a uação pa a o especialis a em Doenças In ecciosas e Pa asi á ias. Re is a Sociedade B asilei a de Medicina T opical [Em linha]. Vol. 36, nº4 (2003) p.539-540. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://www.scielo.b /pd / sbm / 36n4/16738.pd >.ISSN 0037-8682 INTERNACIONAL SOCIETY o TRAVEL MEDICINE. Body o Knowledge o he P ac ice o T a el Medicine - 2012 by Physicians, Nu ses and O he T a el Heal h P o essionals[Em linha] USA: ISTM. [Consul . 28 Ou . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.is m.o g/con en .asp?con en id=223>. KEYSTONE, Jay S. e al – T a el Medicine. 3ª ed. USA: Else ie , 2013. ISBN: 978-1- 4557-1076-8 KOZARSKY, P.E. e STEFFEN, R. - T a el medicine educa ion—wha a e he needs? Jou nal o T a el Medicine[Em linha]. Vol. 23, nº5 (2016) p 135-138. [Consul . 11 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://j m.ox o djou nals.o g/con en /23/5/ aw039>. ISSN: 1708-8305 LAROCQUE, RC; e al. - P e- a el heal h ca e o immig an s e u ning home o isi iends and ela i es. The Ame ican Jou nal O T opical Medicine And Hygiene. [Em linha]. Vol. 8, nº2 (2013) p.376-380. [Consul . 11 Ma . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=216beaaa-b8b4- 4934-a368-8c9e9333 185%40sessionmg 4002& id=2&hid=4214>. ISSN: 1476-1645. LAZURE, Héléne – Vi e a Relação de Ajuda. 1ªed. Lisboa: Lusodidac a, 1994 ISBN: 978-972-95399-5-4 LOPES, Joaquim - O Aconselhamen o como Cuidado de En e magem numa Equipa de T a amen o. Re is a Toxicodependências [Em linha]. Vol. 16, nº 1 (2010), p. 65-77. 86 [Consul . 28 Ou . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.sicad.min- saude.p /BK/Re is aToxicodependencias/Lis s/SICAD_A igos/A achmen s/494/Tex 6 Vol16_n1E.pd >. ISSN 0874-4890. MORAIS, J. Da id - Malá ia em Po ugal: passado, p esen e e pe spec i as u u as. Re is a Po uguesa de Doenças In ecciosas [Em linha]. Vol. 10, nº 2 (2014) p 47-54. [Consul . 28 Ou . 2015]. Disponí el na in e ne :<h p://spdimc.o g/wp/wp- con en /uploads/2014/11/RPDI_10-2_Ne .pd >.ISSN 0870-1571 NEVES, Ma ília - O papel dos en e mei os na equipa mul idisciplina em Cuidados de Saúde P imá ios – Re isão sis emá ica da li e a u a. Re is a de En e magem Re e ência[Em linha]. Vol. 8 (2012) p 125-134. [Consul . 11 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.scielo.mec.p /pd / e / se IIIn8/se IIIn8a13.pd >. ISSN 0874-0283 NETO, E nes ina - Manual de Boas P á icas de En e magem. Ins i u o da D oga e da Toxicodependência, I. P. Lisboa, 2011. [Em linha]. (2011) [Consul . 16 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.sicad.p /BK/In e encao/T a amen oMais/Documen os%20Pa ilh ados/en e mag.pd >. PATEL, Dip i e al. - Coun down o he 2016 Olympic Games: A a el medicine checklis . T a el Medicine and In ec ious Disease[Em linha]. Vol. 14, nº3 (2016) p. 173- 176. [Consul . 11 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www. a elmedicinejou nal.com/a icle/S1477-8939(16)30057-6/pd >. ISSN: 1477-8939 PINTO, Ca la e al. Doenças de Decla ação Ob iga ó ia 2011-2014 VOLUME I – Po ugal. Di eção-Ge al da Saúde Di eção de Se iços de In o mação e Análise Di isão de Epidemiologia e Vigilância [Em linha]. [Consul . 28 Ou . 2015]. Disponí el na in e ne :<h ps://www.dgs.p /es a is icas-de-saude/es a is icas-de- saude/publicacoes/doencas-de-decla acao-ob iga o ia-2011-2014- olume-i2.aspx>. PLYAPHANEE, W. e CHANTHAVANICH, P. - Residency aining in a el medicine - a 3-yea jou ney o become a specialis jou nal o a el medicine. Jou nal o T a el 87 Medicine[Em linha]. Vol. 23, nº5 (2016) p 125-134. [Consul . 11 No . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://j m.ox o djou nals.o g/con en /23/5/ aw041>. ISSN: 1708-8305 POLIT, Denise; BECH, Che ylTa ano; HUNGLER, Be nade e - Fundamen os de pesquisa em En e magem - mé odos, a aliação e u ilização. 5.ª ed. Po o Aleg e: A med Edi o a, 2004. ISBN: 7307-984-3; ROGERS, Ca l; WALLEN, John – Manual de Couselling.1ªed,Lisboa: Encon o, 2000. ISBN 972-8502-05-2. SABOURIN, Michele – P o ec ing he heal h o a elle s. The Canadian Nu se [Em linha]. Vol 108, nº2 (2012), p. 9. [Consul . 28 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=2d233094-e279- 448e-ac c-1bd0aba 0b72%40sessionmg 4003& id=60&hid=4107>. SCHLAGENHAUF, P. e al. - The p ac ice o a el medicine in Eu ope. Clinical Mic obiology and In ec ion [Em linha]. Vol. 16, nº 3, (2010), p. 203-208. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://onlinelib a y.wiley.com/doi/10.1111/j.1469- 0691.2009.03133.x/pd >. ISSN 1469-0691. SIMÕES, C. e al. - Educação pa a a Saúde, um Aliado pa a a Mudança de Compo amen os. O dem dos En e mei os. [Em linha]. (2011) [Consul . 28 Se . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.o demen e mei os.p /si es/aco es/a igospublicadoimp essalocal/P aginas/OsEn e mei oseeduca%C3%A7%C3%A3opa aaSaude.aspx>. STREUBERT, Helen; CARPENTER, Dona R. – In es igação quali a i a em En e magem: a ançando o impe a i o humanis a.2.ª ed. Cama a e: Lusociência, 2002. ISBN: 972-8383-29-0; SREIT, Judy e al – T a el and T opical Medicine P ac ice among In ec ious Disease P ac i ione s. Jou nal o T a el Medicine [Em linha]. Vol 19 (2012) p.32-95. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=aee 2b 0- 744- 4425-9210-d 38519e7dd4%40sessionmg 4002& id=24&hid=4207>. ISSN 1195-1982 88 TEMIDO, Ma a e DUSSAULT, Gilles - Papéis p o issionais de médicos e en e mei os em Po ugal: limi es no ma i os à mudança. Re is a Po uguesa de Saúde Pública. [Em linha]. Vol. 2, nº1 (2014), p. 45-54. [Consul . 28 Ou . 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.scielo.mec.p /pd / psp/ 32n1/ 32n1a07.pd >. ISSN 0870-9025 TEODOSIO, Rosa – Medicina das Viagens na Sub-Região de Saúde de Lisboa. Con ibuição pa a o seu conhecimen o. Lisboa: Ins i u o de Higiene e Medicina T opical, 2003. Tese de Dou o amen o. UNWTO: Wo ld Tou ism O ganiza ion - Tou ism Highligh s: Espanha, 2015 [Em linha]. [Consul . 28 Jun. 2016]. Disponí el na in e ne :<h p://www.e- unw o.o g/doi/pd /10.18111/9789284416899>. ISBN : 978-92-844-1803-9 UNWTO: Wo ld Tou ism O ganiza ion - Tou ism Highligh s: Espanha, 2014[Em linha]. [Consul . 28 Jun. 2015]. Disponí el na in e ne :<h p://c .cdn.unw o.o g/si es/all/ iles/pd /unw o_annual_ epo _2014.pd >. ISBN 978-92-844-1803-9 WAGNER, K; JONES, J. - A heal h-ca e esou ce o mig an pa ien s. P ac ice Nu sing. [Em linha]. Vol. 22, nº11 (2011) p.610-613.[Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=c94d3420-56ec- 4a 6-a741-5cb7be61184d%40sessionmg 4002& id=1&hid=4214>. ISSN: 0964-9271. WILLCOX, A; ELLIS, M; ALLEN, J. T a el heal h: a p ac ical app oach o pos - a el consul a ions. P ima y Heal h Ca e. [Emlinha]. Vol. 16, nº3 (2006) p.43-50.[Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=14dad0 6-42c1- 4563-b185-93735bb2b1b8%40sessionmg 4001& id=1&hid=4214>. ISSN: 0264-5033 WILLCOX, Ad ienne – P o iding a quali y p e- a el heal h consul a ion. P ima y Heal h Ca e [Em linha]. Vol. 14, nº3 (2004), p.43-49.[Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://web.a.ebscohos .com/ehos /pd iewe /pd iewe ?sid=aee 2b 0- 744- 4425-9210-d 38519e7dd4%40sessionmg 4002& id=39&hid=4207>. ISSN 0264-5033. WORLD HEALTH ORGANIZATION- In e na ional heal h egula ions. 3ªed. Mad id: WHO, 2005. ISBN 978 92 4 158049 6 89 ZIMMER, Rudy – The P e- a el Visi Should S a Whi a “Risk Con e sa ion”. Jou nal o T a el Medicine [Em linha]. Vol 19 (2012) p.277-280. [Consul . 11 Ou . 2014]. Disponí el na in e ne :<h p://onlinelib a y.wiley.com/doi/10.1111/j.1708- 8305.2012.00631.x/pd >. ISSN 1195-1982 ZUCKERMAN, Jane - P inciples and P ac ice o T a el Medicine. 2ª ed. Reino Unido: WILEY 2001. ISBN 0 - 471- 490792-2 96 Anexo 2 – Guião de en e is a En e mei o e Médico 97 En e is a - En e mei o Feminino Masculino Idade: ______ anos Na u alidade: ______________ Es adia em países opicais? ________Se sim, mo i o: nascimen o, esidência, é ias/laze , abalho, ou o (qual?) _____________Se sim, há quan o empo pela úl ima ez?______(anos) G au académico:____________________ (licencia u a, mes ado, dou o amen o, especialidade) Tempo de p á ica p o issional: ___________ ou ano de licencia u a/ im de cu so ___________ Tempo de p á ica na á ea da Medicina do Viajan e: _____________ Tempo de p á ica semanal na á ea de Medicina do Viajan e: ____________ Mo i o pelo qual abalha na consul a de Medicina do Viajan e: ___________ Nº colegas en e mei os na Consul a: ______ Nº u en es po mês: ___________ Fo mação na á ea (cu sos, euniões, o mação con inua, o mação especi ica (du ação) – ce i icado in e nacional, acinação: adminis ação/a mazenamen o, ou as): _____________ _________________________________________________________ Ques ões 1 - Quais as unções da equipa de en e magem na consul a do iajan e onde abalha? Qual é pa a si a unção mais impo an e além da acinação? 2 – Como a alia a sua o mação de cu so base no âmbi o das unções que desempenha na consul a do iajan e? 1 – mui o má, 2 – má, 3 – azoá el, 4 – boa, 5 – mui o boa 2.1 Caso a espos a seja nega i a, que o mação conside a se necessá ia e que gos a ia de aze e/ou que o mação ealizou nesse sen ido? 3 - Conside a que de e e ou as unções nes a consul a? 3.1 Caso a espos a seja Sim, Quais? x Nº Da a ___/___/______ 98 3.2 Sen e-se p epa ado ou não pa a exe ce essas unções? 1 – mui o pouco p epa ada, 2 –pouco p epa ada, 3 – p epa ada, 4 – bem p epa ada, 5 – mui o bem p epa ada 4 - Conside a que os seus conhecimen os são a ualizados? Como e onde p ocu a essa in o mação? Qual a mais u ilizada? 5 - Quais as p incipais di iculdades que iden i ica no seu desempenho p o issional na consul a do iajan e onde abalha? 6 – Como classi ica o seu gos o pela á ea da Medicina do Viajan e? 1 - não gos o; 2 – gos o pouco,3- gos o; 4: gos o mui o; 5 – gos o mui íssimo 7 – Na sua opinião, qual a impo ância da consul a de en e magem em Medicina do Viajan e? 1- Nada impo an e; 2- indi e en e; 3- pouco impo an e; 4 - mui o impo an e,5 - mui íssimo impo an e. 8 - Desc e a o que é pa a si uma consul a de en e magem em medicina do iajan e? 9 – O que conhece da ealidade da consul a de iajan e a ní el in e nacional? Faz pa e de alguma o ganização/associação de Saúde do Viajan e/Medicina do Viajan e - qual? 99 En e is a – Médico Feminino Masculino Idade: ________ anos Na u alidade: _______________ Es adia em países opicais? _________Se sim, mo i o: nascimen o, esidência, é ias/laze , abalho, ou o (qual?) _____________Se sim, há quan o empo pela úl ima ez?______(anos) G au académico:___________________ (licencia u a, mes ado, dou o amen o, especialidade) Tempo de p á ica p o issional: ____________ ou ano de licencia u a/ im de cu so _______ Tempo de p á ica na á ea da Medicina do Viajan e: _______________ Tempo de exe cício semanal na á ea da Medicina do Viajan e: _____________ Mo i o pelo qual abalha na consul a de Medicina do Viajan e: __________________________ Nº colegas clínicos na Consul a: ________ Nº u en es po mês: _____________ Fo mação na á ea (cu sos, euniões, o mação con inua, pos g aduações, ce i icado in e nacional, ou as): ______________________ Ques ões 1 – Conhece as unções da equipa de En e magem na consul a de Medicina do Viajan e onde abalha? Quais são? 2 – Conhece o cu ículo do cu so de En e magem? E conside a que a o mação de cu so base dos En e mei os seja su icien e no âmbi o das unções que desempenham na consul a de Medicina do Viajan e? 2.1 Caso a espos a seja Não, que o mação conside a se necessá ia que izessem e que o mação ealiza am nesse sen ido? 3 - Conside a que a equipa de En e magem de e e ou as unções nes a consul a? 3.1 Caso a espos a seja Sim, Quais? Nº ____ Da a __/___/______ 100 3.2 Julga que o se iço es á o ganizado pa a que essas unções sejam desempenhadas pela equipa de En e magem? 4 - Conside a que os conhecimen os dos En e mei os são ac ualizados? Como e onde podem ob e essa in o mação/ o mação? (no se iço ou ex e namen e) 5 - Iden i ica di iculdades no desempenho p o issional dos En e mei os na consul a de Medicina do Viajan e onde abalha?Quais? 6 – Qual é na sua opinião, o in e esse demons ado pelos En e mei os pela á ea da Medicina do Viajan e? 1 – não se in e essa; 2 – in e essa se pouco; 3 – in e essa-se; 4 – in e essa-se mui o; 5 – in e essa-se mui íssimo 7 – Na sua opinião, qual a impo ância da consul a de En e magem em Medicina do Viajan e? 1- Nada impo an e; 2- indi e en e; 3- pouco impo an e; 4 - mui o impo an e, 5 - mui íssimo impo an e. 8 - Desc e a o que é pa a si uma consul a de En e magem em Medicina do Viajan e? 9 – O que conhece da ealidade da consul a de En e magem emMedicina do Viajan e a ní el in e nacional? 101 Anexo 3 – Consen imen o In o mado 102 CONSENTIMENTO INFORMADO In es igado : Celine Machado O ganização: IHMT/UNL – lisboa Tí ulo do es udo: En e magem em Medicina do Viajan e – Que ealidade? Que pe spec i as? 1 – In odução Es e es udo incide sob e o papel da en e magem na medicina do iajan e. Es a á ea em indo a ganha luga de des aque e desen ol imen o no nosso país. A en e magem em ido uma ligação o e à medicina do iajan e p incipalmen e na á ea da acinação in e nacional. Mui as ezes é es a a unção do en e mei o na consul a do iajan e após a consul a médica. No en an o, esse papel em indo a muda . O objec i o des e es udo é ca ac e iza o papel dos En e mei os nas consul as de medicina do iajan e. 2 – Desc ição da pesquisa Se conco da em pa icipa no es udo, se á ealizada e g a ada uma en e is a com á ias pe gun as sob e o ema, com base num guião de en e is a, que depois se á ansc i a e ca alogada pa a se en ão es udada po análise de con eúdo. 3 – Riscos e Bene ícios Não exis em iscos ac escidos pa a si po pa icipa nes e es udo. Não e á qualque bene ício di e o po pa icipa nes e es udo. No en an o, o es udo pode á con ibui pa a uma melho comp eensão do papel do en e mei o na medicina do iajan e e, indi ec amen e, no u u o, pa a o desen ol imen o das unções da equipa de en e magem na consul a do iajan e. 4 – Pa icipação A pa icipação é olun á ia. A qualque al u a pode desisi i de pa icipa no es udo, não sendo p ejudicado po essa decisão. 5 – Con idencialidade e anonima o As in o mações ecolhidas que cons em na en e is a são con idenciais e se ão gua dadas em local segu o, apenas acessí el à in es igado a. Es a in o mação não se á pa ilhada com ninguém. Se á semp e man ido o anonima o dos pa icipan es. 6 – Compensação A pa icipação nes e es udo não e á uma con apa ida económica. 7 – Con ac os 103 Pode á con ac a o in es igado em qualque al u a da in es igação, a a és do e-mail: celinemac[email p o ec ed] . 8 - Decla ação do pa icipan e Fui con idado pa a pa icipa nes e es udo. Fui in o mado dos p ocedimen os, bene ícios/ iscos, ausência de compensações, con idencialidade/anonima o. Ti e libe dade pa a coloca odas as ques ões ao in es igado . Da a_____________________ Nome____________________ Assina u a ______________________________ 9 - Decla ação do in es igado Decla o que expliquei o es udo ao pa icipan e, endo es e conco dado em pa icipa . __________________________ 104 Anexo 4 – au o ização Adminis ação Regional de Saúde- Lisboa e Vale do Tejo 105