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Modelo de gestão e captura de benefícios: desenvolvimento e Implementação de um modelo de gestão e captura de benefícios integrado na prática de gestão de projetos

Almeida, André Miguel Casa Nova Magno de

Abstract

Este relatório de projeto centrou-se no desenvolvimento e implementação de um modelo de gestão e realização de benefícios para uma empresa líder no seu sector. O problema inerente ao projeto, é a dificuldade existente em identificar e medir os benefícios derivados dos projetos de investimento e a captação de ganhos de capital (benefícios) para a organização. Por conseguinte, o objetivo é compreender como é possível alcançar os benefícios esperados de um projeto de investimento, pelo que foi desenvolvido um modelo que permite esta realização. Este modelo é caracterizado como sendo generalista (aplicado a todas as áreas da empresa) e tem como objetivo, otimizar a realização dos benefícios, medi-los e também criar valor para a organização. Entre os métodos utilizados, destacamos numa primeira fase, a pesquisa de algumas Frameworks existentes através de artigos, que posteriormente possibilitaram o desenvolvimento de uma Framework proposta única. Esta, foi validada através de um business case já existente na empresa (plataforma de Business Intelligence). Posteriormente, foi enviado um questionário de satisfação sobre o business case aos utilizadores da plataforma de BI, que servirá para recolher dados relacionados com o desenvolvimento e implementação da mesma, bem como para compreender a sua aceitação entre os utilizadores e colaboradores da empresa. Assim, os dados deste questionário serão o principal input para o desenvolvimento do artefacto (dashboard PowerBI), que refletirá os benefícios identificados e capturados não só no caso do business case, mas também nos outros projetos de investimento levados a cabo pela empresa XPTO. Este dashboard terá também outras funções. Em resumo, é através desta metodologia que será possível não só identificar, medir e alcançar os benefícios gerados pelo business case em questão, mas também utilizar todos os dados deste projeto de investimento e de outros existentes, para desenvolver o artefacto (dashboard em Power BI).

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0 MODELO DE GESTÃO E CAPTURA DE BENEFÍCIOS Desen ol imen o e Implemen ação de um modelo de Ges ão e cap u a de bene ícios in eg ado na p á ica de ges ão de p oje os And é Miguel Casa No a Magno de Almeida Rela ó io de es ágio ap esen ado como equisi o pa cial pa a ob e o g au de Mes e em Es a ís ica e Ges ão de In o mação com especialização em Análise e Ges ão de Risco 2 NOVA In o ma ion Managemen School Ins i u o Supe io de Es a ís ica e Ges ão de In o mação Uni e sidade No a de Lisboa MODELO DE GESTÃO E CAPTURA DE BENEFÍCIOS po And é Miguel Casa No a Magno de Almeida Rela ó io de Es ágio ap esen ado como equisi o pa cial pa a a ob enção do g au de Mes e em Es a ís ica e Ges ão de In o mação, Especialização em Análise e Ges ão de Risco O ien ado : P o esso Ped o Manuel Ca queijei o Espiga da Maia Mal a No emb o 2021 3 Resumo Es e ela ó io de p oje o cen ou-se no desen ol imen o e implemen ação de um modelo de ges ão e ealização de bene ícios pa a uma emp esa líde no seu sec o . O p oblema ine en e ao p oje o, é a di iculdade exis en e em iden i ica e medi os bene ícios de i ados dos p oje os de in es imen o e a cap ação de ganhos de capi al (bene ícios) pa a a o ganização. Po conseguin e, o obje i o é comp eende como é possí el alcança os bene ícios espe ados de um p oje o de in es imen o, pelo que oi desen ol ido um modelo que pe mi e es a ealização. Es e modelo é ca ac e izado como sendo gene alis a (aplicado a odas as á eas da emp esa) e em como obje i o, o imiza a ealização dos bene ícios, medi-los e ambém c ia alo pa a a o ganização. En e os mé odos u ilizados, des acamos numa p imei a ase, a pesquisa de algumas F amewo ks exis en es a a és de a igos, que pos e io men e possibili a am o desen ol imen o de uma F amewo k p opos a única. Es a, oi alidada a a és de um business case já exis en e na emp esa (pla a o ma de Business In elligence). Pos e io men e, oi en iado um ques ioná io de sa is ação sob e o business case aos u ilizado es da pla a o ma de BI, que se i á pa a ecolhe dados elacionados com o desen ol imen o e implemen ação da mesma, bem como pa a comp eende a sua acei ação en e os u ilizado es e colabo ado es da emp esa. Assim, os dados des e ques ioná io se ão o p incipal inpu pa a o desen ol imen o do a e ac o (dashboa d Powe BI), que e le i á os bene ícios iden i icados e cap u ados não só no caso do business case, mas ambém nos ou os p oje os de in es imen o le ados a cabo pela emp esa XPTO. Es e dashboa d e á ambém ou as unções. Em esumo, é a a és des a me odologia que se á possí el não só iden i ica , medi e alcança os bene ícios ge ados pelo business case em ques ão, mas ambém u iliza odos os dados des e p oje o de in es imen o e de ou os exis en es, pa a desen ol e o a e ac o (dashboa d em Powe BI). Pala as-cha e: Ges ão de p oje os; Ges ão de bene ícios; Realização de bene ícios; F amewo k; Dashboa d 4 Abs ac This p ojec epo will ocus on he de elopmen and implemen a ion o a bene i s managemen and ealisa ion model o a leading company in i s sec o . The inhe en p oblem wi h his p ojec is he di icul y in measu ing bene i s and also he di icul y ha o en exis s in cap u ing capi al gains (bene i s) o he o ganisa ion. The e o e, he objec i e o his p ojec is o unde s and how i is possible o achie e he expec ed bene i s o a p ojec and, o his end, a model will be de eloped ha allows his ealiza ion. This model will be cha ac e ised as being gene alis (applied o all a eas o he company) and will aim o op imise he ealisa ion o bene i s, measu e hem and also c ea e alue o he o ganisa ion. Among he me hods used, we highligh in a i s phase, he esea ch o some amewo ks h ough a icles, and he alida ion o he amewo k de eloped based on his esea ch, h ough a business case, al eady exis ing in he company (Business In elligence pla o m). Subsequen ly, a sa is ac ion ques ionnai e will be sen ega ding he business case, which will se e o collec da a ela ed o he de elopmen and implemen a ion o he sys em, as well as o unde s and i s accep ance among he use s and employees o he company. Thus, he da a om his ques ionnai e will be he main inpu o he u u e de elopmen o he a e ac (Powe BI dashboa d), which will e lec he bene i s cap u ed no only in he business case, bu also in he o he in es men p ojec s ca ied ou by XPTO company. This dashboa d will also ha e o he unc ions, which will be p esen ed below. In summa y, i is h ough his me hodology ha i will be possible no only o measu e and achie e he bene i s gene a ed by he business case in ques ion bu also o use all he da a o his in es men p ojec and he o he exis ing ones, o de elop he a i ac (dashboa d in powe BI). Keywo ds: P ojec Managemen ; Bene i s Managemen ; Bene i s Realiza ion; F amewo k; Dashboa d 5 Índice 1. In odução....................................................................................................................... 11 1.1. Con ex ualização ............................................................................................ 12 1.1.1. A O ganização ............................................................................................ 12 1.1.2 Cul u a O ganizacional .................................................................................. 13 1.1.3 Meio En ol en e do P oje o .......................................................................... 13 1.1.4 Recu sos a e os ao Desen ol imen o do P oje o .......................................... 14 1.2 Iden i icação do P oblema .................................................................................... 14 1.3 Obje i o do Es udo ............................................................................................... 16 1.4 Impo ância e Rele ância do Es udo .................................................................... 16 2. Re isão de Li e a u a ..................................................................................................... 19 2.1. Ges ão de p oje os de in es imen o ................................................................ 19 2.1.1 P oje os de in es imen o: Concei o ............................................................... 19 2.1.2. Ges ão de p oje os de in es imen o: Concei o............................................ 20 2.1.3. Analise de iabilidade dos p oje os de In es imen o.................................. 21 2.2. Ges ão de Bene ícios ...................................................................................... 22 2.2.1. Bene ício: Concei o .................................................................................... 22 2.2.2 Classi icação dos Bene ícios ......................................................................... 23 2.2.3 Ges ão de Bene ícios: Concei o ..................................................................... 24 2.2.4 Modelos, p ocessos e abo dagens pa a a ges ão de bene ícios ...................... 25 2.2.5 Ba ei as pa a a ges ão de bene ícios ............................................................. 28 2.3. Balanced Sco eca d ........................................................................................ 30 2.3.1 Componen es do Balanced Sco eca d ........................................................... 31 2.3.2 En a es ao Balanced Sco eca d ................................................................... 32 2.4 F amewo k............................................................................................................ 32 2.4.1. F amewo k Concep ual ................................................................................ 33 2.4.2. F amewo k Teó ica ...................................................................................... 34 2.5 Concei o de Business Case ................................................................................... 34 2.5.1 Enquad amen o do concei o de business case nes e p oje o.......................... 36 6 2.6 Dashboa d ............................................................................................................ 36 3. Me odologia de Es udo e In es igação ............................................................... 38 3.1. Enquad amen o .................................................................................................... 38 3.2 Re isão Bibliog á ica ........................................................................................... 38 3.3 F amewo k Me odológica .................................................................................... 41 3.4. Es udo de Caso ............................................................................................... 43 3.4.2 Ques ioná io de Sa is ação sob e o Es udo de Caso ...................................... 44 3.4.3 Ques ioná io como e amen a de ecolha de in o mação ............................. 45 3.4.4. Tipos de Inqué i o ......................................................................................... 46 3.4.5. Desenho do Ques ioná io.............................................................................. 47 4. Análise de Resul ados e Discussão ..................................................................... 49 4.1. T a amen o dos dados ...................................................................................... 49 4.2. Resul ados do Ques ioná io ................................................................................. 49 4.3. Discussão dos Resul ados .................................................................................... 52 4.3.1 Medidas de Melho ia Con ínua à Aplicação ................................................. 54 5. Desen ol imen o e Implemen ação do A e ac o (Dashboa d Powe BI) ................. 55 5.1 Con ex ualização .................................................................................................. 55 5.2 Modelo de Dados de supo e ao Dashboa d......................................................... 56 5.3. Desc ição das unções do Dashboa d ................................................................. 56 5.4. Van agens do Dashboa d pa a a O ganização .................................................... 59 6. Conclusão ........................................................................................................... 60 7. Limi ações e Recomendações pa a T abalhos Fu u os ...................................... 62 8. Bibliog a ia ......................................................................................................... 63 9. Apêndice ............................................................................................................. 66 7 Índice de Figu as Figu a 1 - P ocesso cons i uin e do Modelo de C an ield ............................................ 26 Figu a 2 - Abo dagem de ges ão de bene ícios Tho p (1998) ...................................... 27 Figu a 3 - P essupos o de ges ão de bene ícios (ac i e bene i s ealiza ion) ................ 28 Figu a 4 - P essupos o de ges ão de bene ícios (ac i e bene i s ealisa ion) ................ 28 Figu a 5 - Escala de a aliação do ques ioná io, po alo es e co es ............................. 48 Figu a 6 - To al de u ilizado es po di eção (po pe cen agem) ................................... 50 Figu a 7 - Pe cen agem de u ilizado es po aixa e á ia ............................................... 50 8 Índice de Tabelas Tabela 1 - Re isão Bibliog á ica ................................................................................... 40 Tabela 2 - F amewo k Me odológica suge ida .............................................................. 42 Tabela 3 - Tabela sín ese de ap esen ação do ques ioná io ........................................... 47 9 Lis a de Siglas e Ab e ia u as ABR - Ac i e Bene i s Realiza ion BSC - Balanced Sco eca d BI - Business In elligence 16 1.3 Obje i o do Es udo Como já oi e e ido an e io men e, o g ande obje i o des e abalho é pe cebe como se ealiza a cap u a dos bene ícios de um p oje o de in es imen o, como se ealiza oda a sua ges ão e ao mesmo empo ealiza uma con ibuição a um modelo já exis en e na emp esa em ques ão. Ou seja, o obje i o se á en ende melho a p á ica de ges ão de p oje os de in es imen o, an o numa e en e eó ica como num con ex o eal (a a és da aplicação de um business case). Po ém, pa a consegui a ingi es es obje i os é mui o impo an e o desen ol imen o de uma F amewo k que nos ajude mensu a e a ealiza esses mesmos bene ícios (San os, 2019). Nes e seguimen o, um dos desa ios mais impo an es se á a mensu ação dos bene ícios ge ados pelos p oje os de in es imen o, ou seja, consegui a ibui -lhes um alo seja ele de ca iz inancei o ou não. Es es se não o em mensu ados, di icul am de uma ce a o ma oda a análise da implemen ação dos p oje os de in es imen o is o se em os ou pu s de odos es es p oje os e a única medida de a aliação dos mesmos. Ou a das ações ambém undamen ais nes e es udo é pe cebe e sabe analisa que impac o é que es e p oje o e e na de e minada emp esa, seja em e mos inancei os (po exemplo: aumen o de ecei as, edução de cus os-bene ícios angí eis) ou em e mos de bene ícios in angí eis (aumen o da p odu i idade, aumen o da idelização do clien e). Sabe analisa esse ipo de concei os é ex emamen e impo an e numa ó ica de pós- implemen ação do p oje o (Capenda, 2015). Em suma, ao longo des e es udo, i ão se ealizados alguns es es a a és de di e en es mecanismos que e ão um só obje i o, a melho pe ceção da cap u a e ges ão debene ícios da emp esa numa ó ica de aumen o da pe o mance e desen ol imen o da mesma. 1.4 Impo ância e Rele ância do Es udo O desen ol imen o des e p oje o i á en a esponde aos seguin es ópicos: • Em que medida a ges ão de p oje os é impo an e pa a a o ganização? • Como é o p ocedimen o de oda a ges ão dos bene ícios associados aos p oje os de in es imen o? • Que bene ícios, o business case conseguiu aze pa a a o ganização; 17 • Como se á possí el a mensu ação desses mesmos bene ícios; • Como se ão ap esen ados e di ulgados os esul ados/bene ícios do business case • e de ou os p oje os da emp esa XPTO. Assim, nes e capí ulo ai se possí el comp eende como es es concei os se es u u am, como se aplicam e, como es es in luenciam o sucesso de um p oje o con ibuindo pa a o desen ol imen o des a o ganização no pano ama emp esa ial. Todas as emp esas do mundo necessi am de cons an es p oje os de in es imen o pa a se a ualiza em (Se a & Kunc, 2015), is o que o mundo es á em cons an e desen ol imen o e ans o mação, e es a não é exceção, p ecisando des e modelo pa a pode con inua a e olui den o do seu se o de a uação. Obje i amen e, um p oje o ca ac e iza-se como sendo especí ico e ini o, seja de cu o ou longo p azo, de maio ou meno dimensão, es ando semp e associado a um o çamen o es ipulado (Badewi, 2016; S. and I. S a e o New Sou h Wales h ough Depa men o Finance, 2015) e com o obje i o inal de pô em p á ica a es a égia da o ganização e de passa a sua isão pa a o plano eal (Capenda, 2015). A ges ão de bene ícios e a ges ão de p oje os são dois p essupos os que es ão in ei amen e elacionados quando abo damos o sucesso da implemen ação de p oje os (Badewi, 2016). A ges ão de p oje os é en ão, uma p á ica que se elaciona com a necessidade que as emp esas êm de ga an i o sucesso dos seus p oje os, en ol endo di e sas á eas que possibili am o alcance desse obje i o (Aladwani, 2002). Es es dois pa ág a os em cima desc i os ealçam a impo ância dos concei os de bene ícios, de ges ão de p oje os e de p oje os, e o çando que, o ganizações ou emp esas que consigam combina es as duas p á icas no mesmo p oje o êm maio es p obabilidades de alcança um ní el maio de sucesso, que o ganizações que as desen ol am sepa adamen e (Aladwani, 2002). Den o da emp esa, nes a á ea (ges ão de p oje os), não exis em abalhos a se em desen ol idos des e géne o, po isso, o oco é melho a o modelo que oi implemen ado já há algum empo pa a que a o ganização possa bene icia o máximo com isso. 18 Em elação aos bene ícios que es e p oje o a á pa a a emp esa é possí el iden i ica alguns, começando pelos inancei os: aumen o de ecei as, edução de cus os ope acionais, aumen o da p odu i idade e o imização do sis ema de implemen ação de p oje os. Quando se abo da os bene ícios não inancei os pode-se ealça , o ní el de sa is ação do clien e bem como a sua idelização à ma ca, o aumen o do ní el de o mação dos colabo ado es da emp esa e ambém, o aumen o do ní el de sa is ação do colabo ado , ao u iliza uma no a e amen a que consiga aumen a a pe o mance das suas a e as. Es es bene ícios podem se in e p e ados como an agens compe i i as pa a a o ganização, is o que melho am o seu desempenho em odas as suas á eas, mas p incipalmen e na sua a i idade co e (S. and I. S a e o New Sou h Wales h ough Depa men o Finance, 2015). 19 2. Re isão de Li e a u a 2.1. Ges ão de p oje os de in es imen o 2.1.1 P oje os de in es imen o: Concei o Um p oje o (do la im p oiec us), "e um conjun o de a i idades coo denadas e in e elacionadas que isam cump i um im especi ico" (concei o.de, 2011). Ge almen e, os p oje os es ão associados a um pe íodo de empo (um p azo) e ainda, a um o çamen o p é-de inido pa a esse mesmo p oje o. Um in es imen o, po ou o lado, é a aplicação desses mesmos undos pa a ge a um luc o u u o. Des a o ma, é possí el en ende o concei o de p oje o de in es imen o, sendo a aplicação de ecu sos que es ão disponí eis, na p ossecução de um conjun o de a i idades du an e um pe íodo de empo p é-de inido, que isam a ob enção de luc o seja ele de cu o, médio ou longo p azo. A decisão do in es imen o es á semp e dependen e da análise da endibilidade dos p oje os, pois é o a o c ucial des e concei o e é o que mais in e essa ao in es ido (Capi ão, 2016). Exis em 3 ipos de pe spe i as associadas ao concei o de in es imen o: • a Financei a; • a Económica; • e os Agen es económicos. A p imei a pe spe i a esume-se à aplicação dos ecu sos mone á ios endo um obje i o p incipal, a ecupe ação do in es imen o inicial, ou po ou as pala as a ob enção de luc o. A pe spe i a Económica, es á elacionada com a p odução de esul ados a a és da a e ação/u ilização de odos os ecu sos que es ão a disposição ais como edi ícios, es udos, maquina ia, equipamen os p óp ios en e mui os ou os. Po im, de aco do com a pe spe i a dos agen es económicos, es a, es á associada a uma poupança, com o obje i o de, a longo p azo consegui ecupe a o capi al mais luc os/ju os (Capi ão, 2016). 20 Pos o is o, um p oje o de in es imen o é "uma p opos a de ação que, a pa i da u ilização dos ecu sos disponí eis, conside a possí el ob e luc os. Es es bene ícios/ luc os, que não são ce os, podem ob e -se a cu o, médio ou longo p azo" (concei o.de, 2011). Qualque p oje o de in es imen o es á associado ambém à ecolha de in o mação/es udo de me cado, pa a se en a pe cebe em que segmen o da o ganização se p e ende implemen a en ão o p oje o de in es imen o. Es e, esumidamen e, é um plano de p e isão ao qual es ão associados capi al e meios ma e iais, humanos e écnicos. O seu obje i o é c ia endimen o económico num de e minado p azo. Nesse sen ido, se á necessá io imobiliza ecu sos a longo p azo (concei o.de, 2011). Po im, as e apas/passos de um p oje o de in es imen o es ão associadas a uma ideia p é- concebida, um es udo de me cado, a decisão de in es i , a adminis ação do in es imen o e à a aliação dos esul ados. O p oje o em si cos uma se analisado po á ios especialis as (concei o.de, 2011). 2.1.2. Ges ão de p oje os de in es imen o: Concei o Depois de escla ecidos os concei os de p oje o, in es imen o e p oje os de in es imen o, nes e subcapí ulo i á se explicado o que é a ges ão de p oje os de in es imen o e como es a p á ica se conc e iza. De aco do com Elena, "a ges ao de p oje os, de po olios e de p og amas ep esen a a ges ão de écnicas que possibili a às emp esas associa a sua es a égia aos esul ados p óspe os de um p oje o" (D abiko a & S e lik, 2018). A ges ão de p oje os de in es imen o engloba odos os depa amen os que ão desde a c iação da ideia de p oje o, depa amen o de ges ão da mudança, depa amen o inancei o que es ima odos os cus os e possí eis luc os associados ao mesmo, en e mui os ou os. Ou seja, a ges ão de p oje os de in es imen o engloba odos os depa amen os, odas as ações e udo aquilo que é necessá io pa a um p oje o de in es imen o se desen ol ido, concebido e aplicado com sucesso den o de uma o ganização. 21 Assim, com uma boa ges ão dos p oje os, a p obabilidade de es es se em bem desen ol idos e aplicados in e namen e, é ex emamen e al a, is o que, se es a o bem ealizada, odas as á eas den o de cada p oje o i ão con ibui pa a uma boa p ossecução de odas as a i idades associadas ao p oje o em causa. Uma boa p á ica de ges ão de p oje os pode se a aliada a a és de alguns c i é ios ais como: cus o, empo, qualidade, âmbi o, ecu so e a i idade, e ambém a a és de modelos de medição de sucesso ais como PMPA - P ojec Managemen Pe o mance Assessmen . Assim, os p oje os se ão bem ge idos, se o possí el o imiza odos os c i é ios mencionados em cima, naquilo que é a p ossecução das a i idades associadas a um p oje o de in es imen o (Mladen Radujko ic, 2017). 2.1.3. Analise de iabilidade dos p oje os de In es imen o Como se sabe, odos os p oje os de in es imen o são planos p e isionais e es ão associados a cus os e ecei as, e é a pa i da di e ença en e es es dois "ing edien es" que se calcula a iabilidade de um p oje o. Assim, os p oje os de in es imen o são compos os po documen os in o ma i os que azem pa e do dossie do p oje o, es es são: plano de explo ação, plano de in es imen o e plano de inanciamen o. Des e modo, Ma ques (2000), suge e que o es udo de endibilidade de um p oje o pode subdi idi -se em es udos écnico-económicos e em es udos económico- inancei os (Capi ão, 2016). Es udos Económico-Financei os O obje i o des e ipo de es udos é egis a odos os luxos inancei os de i ados do p oje o de in es imen o, de modo a calcula a iabilidade e endibilidade do mesmo. Assim, a pa i des a análise é possí el pe cebe se o p oje o é possí el de se ealizado endo em con a uma ó ica inancei a. Des e modo, os es udos económico- inancei os, o necem in o mação su icien e pa a cons ui quad os p e isionais dis ibuídos pelos seguin es amos: Plano de In es imen o, 22 Plano de explo ação e o plano de Financiamen o. Es es i ão se undamen ais pa a a cons ução dos balanços p e isionais (a i o, passi o, capi ais p óp ios e capi ais alheios). Explici ando os planos associados a um p oje o de in es imen o: • Plano de In es imen o: De e e in o mação dos a i os que se ão necessá ios adqui i pa a desen ol e o p oje o em ques ão, classi icados po o igem e na u eza, anos de in es imen o e os espe i os alo es; • Plano de Explo ação: Con ém as despesas e ecei as de uncionamen o pa a a ida ú il do p oje o como ambém a demons ação de esul ados p e isional; • Plano de Financiamen o: Nes e plano é de alhado odo o ipo de inanciamen o que o p oje o i á necessi a pa a se execu ado, assim, concei os como mapa de o igens e aplicação de undos, o çamen o de esou a ia de em cons a aqui nes e pon o. Es udos Técnico- Económicos Nes es es udos de endibilidade, são ealizados es udos de ca iz ju ídico, inancei o e ainda es udos de me cado que são undamen ais pa a planea oda a implemen ação e desen ol imen o de um p oje o de in es imen o. Po im, o necem in o mação que se i á de ajuda aos es udos económico- inancei os. 2.2. Ges ão de Bene ícios 2.2.1. Bene ício: Concei o O concei o de ges ão de bene ícios oi u ilizado a p imei a ez pe o do ano de 1980, is o e nascido uma g ande p eocupação nessa al u a com o ac o dos g andes in es imen os ealizados a ní el emp esa ial não es a em a e o e o no espe ado (B eese, Jenne , Se a, & Tho p, 2015). Um bene ício é algo que se adqui e com qualque ipo de ação ou mecanismo, ou seja, é algo que se e pa a melho a alguma coisa. Nes e caso, a pala a bene ício em á ios 23 signi icados, podendo se in e p e ada de á ias o mas. Um bene ício pode se uma melho ia que se ealiza a a és de p ocessos mecânicos, pode se a designação a ibuída ao que se ganha com qualque ipo de ansação, o luc o ou ganho que se o igina a a és de uma ansação come cial, en e ou as. Des a o ma, es as de inições são aquelas que melho de inem es e concei o (lexico.p , 2009). Nes e caso, Tho p a i mou que o bene icio de negocio "e um esul ado cuja na u eza e alo e conside ado uma an agem pa a a o ganiza9ao." (Gomes, 2011). Wa d e Daniel a i ma am ambém que, es e concei o pode se "uma an agem em nome de um s akeholde ou de um g upo de s akeholde s" (Gomes, 2011) Já Winch e Lei inge e Chich e Zwikael, dizem que os bene ícios de em se p op iedade e a ibuídos a uma de e minada pessoa ou depa amen o, esponsabilizado pela sua ealização, nes e seguimen o, Peppa d a i ma ambem que, "de ac o sem um p op ie á io, o bene icio nunca se á acumulado po que ninguém es a á in e essado em u iliza os esul ados do p oje o pa a cap a os bene icios" (Badewi, 2016). Des e modo, é sob e es e concei o que o ema des e p oje o i á incidi . 2.2.2 Classi icação dos Bene ícios Os au o es I ani e Lo e (2002) e I ani (1998) a i ma am que os bene ícios podem se angí eis ou in angí eis (possí eis ou impossí eis de se em mensu ados). Enquan o os bene ícios inancei os podem se mensu ados e es imados an es de um p oje o começa , os bene ícios não inancei os podem se não mensu á eis ou mensu á eis (Badewi, 2016). Lin e Pe an (2003) a i mam ambém que os bene ícios não- inancei os não são acilmen e conside ados no sucesso de um p oje o de in es imen o sem a icula , quan i ica e medi como podem a e a os bene ícios inancei os. Assim, segundo Lebas (1995) e O ley (1999) quan i ica os bene ícios é mui o impo an e na medida em que possibili a a sua ges ão, moni o ização, con olo e ealização, ou po ou as pala as, o que não pode se mensu ado, não pode se ge ido (Badewi, 2016). Os bene ícios de negócio, que esul am da implemen ação dos p oje os podem se classi icados das seguin es o mas: 24 • Tangí eis: Os bene ícios angí eis ca ac e izam-se como sendo acilmen e mensu á eis. • Financei os: Es es bene ícios podem se quan i icá eis e es ão ge almen e associados a um alo inancei o (S. and I. 2015. S a e o New Sou h Wales h ough Depa men o Finance, 2015); Exemplo: Redução de cus os, aumen o de ecei as. • Não inancei os: Es es bene ícios podem se quan i icá eis, mas são de di ícil mensu ação em e mos inancei os (S. and I. 2015. S a e o New Sou h Wales h ough Depa men o Finance, 2015); Exemplo: Aumen o da capacidade de esiliência. • In angí eis: Os bene ícios in angí eis são de ácil iden i icação, mas não são acilmen e con á eis (S. and I. 2015. S a e o New Sou h Wales h ough Depa men o Finance, 2015); Exemplo: Aumen o da sa is ação do clien e, melho acesso à in o mação, e desen ol imen o do se iço de apoio ao clien e. 2.2.3 Ges ão de Bene ícios: Concei o A de inição des e e mo não é consensual, assim sendo, au o es di e en es e pessoas di e en es desc e em-no de o ma semp e dis in a. Des a o ma, alguns u ilizam o concei o de "ges ao de bene ícios "e ou os a "ges ao e ealização de bene icios". A ges ão de bene ícios é o p ocesso que ai desde a de inição, ao alcance dos bene ícios p é-es abelecidos num p oje o de in es imen o. Assim, sendo es es uma pa e in eg an e e ulc al de um p oje o, é undamen al a c iação de um p ocesso que ga an a que es es são alcançados depois da sua implemen ação e desen ol imen o. Wa d e Daniel (2006) de ini am o concei o de ges ão de bene ícios como "o p ocesso de o ganiza e ge i odos os po enciais bene ícios que possam de i a do uso de sis emas de in o ma9ao ou ecnologicos". Po ou o lado, a p á ica de ges ao de bene icios pode se de inida como "o início, planeamen o, o ganização, execução, con olo, ansição e apoio à mudança na o ganização e suas consequências, al como inco idas pelos mecanismos de ges ão do p oje o pa a ealiza bene ícios p é-de inidos do p oje o" (Badewi, 2016). 25 B adley (2006) de ine a ges ão e ealização dos bene ícios como um p ocesso de o ganização e ges ão, pa a que os po enciais bene ícios, deco en es do in es imen o na mudança, sejam mesmo alcançados (B eese, 2012). Po ou o lado, B eese, Jenne , Se a, & Tho p (2015) êm a ges ão de bene ícios como a p omoção de uma men alidade di e en e baseada numa abo dagem que ge e o alo numa base a i a. Ele c ê que a ges ão de bene ícios e ges ão de po ólios sejam aspe os complemen a es da no a men alidade (B eese, 2012). Na o ica de Elena, "a ges ao de bene icios cons i ui uma pa e impo an e da ges ao de p oje os", enquan o, Me edi h e Man el de inem a "ges ao de p oje os como o meio a a és do qual as o ganizações/emp esas a ingem os seus obje i os" (D abiko a & S e lik, 2018). Assim, e como oi di o an e io men e, di e en es au o es êm o mas dis in as de analisa es e concei o, cada au o êm a sua o ma de pensa e a icula as suas ideias, o que le a a uma discussão des e concei o, que ão impo an e é na ó ica de ges ão de p oje os. 2.2.4 Modelos, p ocessos e abo dagens pa a a ges ão de bene ícios Ao analisa um as o leque de li e acia, oi possí el iden i ica á ios p ocessos deco en es da ges ão de bene ícios. Com início no C an ield P ocess Model o Bene i s Managemen , passando pelo Bene i s Realiza ion App oach e e minando no Ac i e Bene i s Realiza ion (ABR). C an ield P ocess Model O C an ield P ocess Model oi desen ol ido po Wa d (1996) su gindo como ou pu de uma in es igação da Uni e sidade de C an ield e em como p incipal obje i o de desen ol e e melho a o desempenho da ges ão de bene ícios dos sis emas de in o mação e ecnologia a a és de no os p essupos os, den o de uma o ganização. É possí el obse a as di e en es ases cons i uin es do p ocesso na igu a seguin e: 32 num pa ama supe io . Des a o ma, pa a uma emp esa se pode desen ol e e c esce , e á que i ado ando semp e se iços ecnológicos ecen es pa a o imiza odos os seus p ocessos. Pa a além dos se iços ecnológicos, es a e en e oca-se mui o na c iação de no os se iços pa a que haja semp e ino ação e alguma adap ação aos empos mais ecen es. Po im, a exis ência de códigos de condu a in e na que punam odos os ipos de ações de al a de p o issionalismo po pa e dos colabo ado es, é ambém impo an e den o de qualque o ganização (Ka isa & Wainaina, 2020). 2.3.2 En a es ao Balanced Sco eca d Embo a se ache que es e modelo es a égico não enha des an agens, isso não é e dade. Es e em um ele ado cus o associado pa a as o ganizações, o que di icul a mui o a sua implemen ação e u ilização is o que pa a aplica es e modelo é necessá ia a con a ação de emp esas de consul o ia e ad iso y, que no malmen e êm a si associados, se iços mui o dispendiosos. Ou o a o que em nada ajuda a u ilização do BSC, é o ac o de cada emp esa e o seu p óp io ambien e de abalho di icul ando des a o ma a aplicação des e modelo es a égico, is o que es e não em uma implemen ação uni e sal e ans e sal a odas as o ganizações. 2.4 F amewo k A p á ica da ges ão de bene ícios, que já oi de inida e abo dada em cima, é undamen al den o de uma emp esa is o associa -se a odos os elemen os p incipais dos p oje os de in es imen o (os bene ícios), assim, é impo an e assegu a a ealização des es. Des e modo, odos os p ocessos e e apas são c uciais, desde a de inição dos obje i os, passando pela c iação de inicia i as que ajudem ao acompanhamen o dos obje i os e acabando na análise de odos os esul ados. Pa a ha e uma boa ges ão e ealização dos bene ícios é undamen al que haja ambém uma F amewo k bem es u u ada que ajude nesse sen ido. Des a o ma, uma F amewo k é a o ganização po e apas, das a i idades que são necessá ias se em ealizadas pa a odo o p ocesso que, ai desde a p é- implemen ação de p oje o a é a pós-implemen ação de p oje o, se bem-sucedido. Assim, 33 consegue-se en ende de que o ma é impo an e o p ocesso da ges ão de bene ícios pa a a a i idade de qualque emp esa (San os, 2019). Num sen ido mais gene alis a e segundo dic iona y.camb idge.o g, uma F amewo k é, no sen ido li e al da pala a, "uma es u u a de supo e sob e a qual se consegue cons ui algo", no en an o ambém pode se de inida de ou a o ma, "um sis ema de eg as, ideias ou c enças que são usadas pa a planea ou decidi algo". Des a o ma, nes e capí ulo i á se escla ecido o concei o de F amewo k e de F amewo k concep ual, is o que oi es e ipo de F amewo k que oi ado ada pa a sus en a es e p oje o. A F amewo k desen ol ida, i á se undamen al pa a o imiza odo o p ocesso de ges ão e ealização dos bene ícios na emp esa XPTO, pois é es a que es abelece o "pe cu so" do desen ol imen o e implemen a9ao de um p oje o de in es imen o, des a o ma, quando melho e mais simples o a F amewo k desen ol ida, maio es p obabilidades de sucesso e á o p oje o em causa. 2.4.1. F amewo k Concep ual Segundo Va pio, Pa adis, Uij dehaage, & Young (2020), uma F amewo k concep ual "e a jus i icação pa a a ealização de um de e minado es udo. A F amewo k concep ual desc e e o es ado do conhecimen o conhecido, ge almen e a a és de uma e isão bibliog á ica, iden i ica as alhas na pe ceção de um de e minado enómeno ou p oblema, e delineia os undamen os me odológicos de um p oje o de in es igação. No malmen e uma F amewo k e cons uida pa a esponde maio i a iamen e a duas ques oes: "Po que é impo an e es a in es igação e que con ibuições pode ão es es esul ados da pa a o que já é conhecido" (Va pio, Pa adis, Uij dehaage, & Young, 2020). Pela de ini9ao de Rocco & Plakho nik (2009) "uma F amewo k concep ual elaciona concei os, in es igações empí icas e eo ias ele an es pa a a ança e sis ema iza o conhecimen o sob e concei os ou ques ões elacionadas. 34 2.4.2. F amewo k Teó ica Uma F amewo k eo ica e, segundo Va pio, Pa adis, Uij dehaage, & Young (2020), "a conexão e o desen ol imen o lógico de um conjun o de concei os e p emissas, desen ol ido a pa i de uma ou mais eo ias que o in es igado c ia pa a a ealização de um es udo". Pa a c ia uma F amewo k eó ica, o in es igado de e de ini quaisque concei os e eo ias que o neçam a base da in es igação, uni-los a a és de ligações lógicas, e elaciona es es concei os com o es udo que es á a se ealizado" (Rocco & Plakho nik, 2009). Segundo Rocco & Plakho nik (2009), uma "F amewo k eó ica sin e iza eo ias exis en es, concei os elacionados e pesquisas/in es igações empí icas, pa a desen ol e uma base pa a um desen ol imen o de uma no a eo ia". Depois de explicados os concei os de F amewo k, F amewo k concep ual e F amewo k eó ica, no p óximo capí ulo i á se in oduzido e explicado udo sob e o concei o de Business Case, que se á en ão o obje o de es udo pa a es e p oje o em ques ão. 2.5 Concei o de Business Case Um business case é um concei o que es á in e ligado com o es udo de um p oje o, p og ama ou a é um po ólio. Es e a alia os cus os, bene ícios e possí eis iscos associados ao p oje o em ques ão e suge e mui as ezes uma al e na i a álida ao p oje o ou a é mesmo, o mas de con o na e en uais p oblemas que possam su gi . Resumidamen e, um business case é um e mo u ilizado à escala global, que se e e e a um documen o que a alia a iabilidade de um p oje o, po ólio ou p og ama (Managemen , 2021). Segundo es a on e, um business case pode se classi icado segundo á ios con ex os: • Con ex o Financei o: acessibilidade económica pa a a emp esa naquele espaço de empo; 35 • Con ex o de Ges ão: Tudo aquilo que den o de um p oje o es á elacionado com egulamen os, o mas de go e nação, escolha do ciclo de ida en e mui as ou os concei os; • Con ex o Come cial: Es e p essupos o es á maio i a iamen e elacionado com es a égias de p ocu emen e sou cing; • Análise Económica: Es a e en e a alia se o e o no do in es imen o do p oje o compensa, em de imen o de odas as ou as opções de in es imen o; • Con ex o Es a égico: Nes e pon o, discu e-se odo o planeamen o es a égico ado ado pa a implemen a o p oje o em ques ão (Managemen , 2021). Assim, qualque business case de e á inclui o seguin e con eúdo: • Mo i os de in es imen o: Todos os businesses cases e ão que e bem explici o a azão de c iação do p oje o em causa. No malmen e se á o ges o de p oje o e explici a essa mesma azão; • Bene ícios e Cus os espe ados: Os businesses cases de e ão e bem disc iminados odos os bene ícios que se espe a alcança , na sequência da implemen ação daquele p oje o bem como odos cus os a ele associados; • P azos: Todos os businesses cases e ão que e bem desc i os odos os p azos associados ao p oje o/ in es imen o, como po exemplo o p azo de lançamen o do p odu o inal, o p azo de alcance dos bene ícios e c; • Riscos: É impo an e ambém pa a qualque ges o de p oje o, e bem desc i o odos os ipos de iscos associados ao p oje o em ques ão, pa a se necessá io, ha e uma análise de isco que complemen e a análise de iabilidade do p oje o; • Análise do In es imen o: Po im, e á que exis i ambém uma análise de in es imen o ealizada pelo di e o inancei o, que con i me a iabilidade do p oje o. Em sín ese, os business cases de em inclui o con eúdo desc i o an e io men e. O a, se odos eles o em al o de uma boa análise, a maio ia dos p oje os se á bem conduzida e se á inalizada com sucesso, is o ha e semp e as in o mações necessá ias pa a que al acon eça (Ma ques, 2017). 36 2.5.1 Enquad amen o do concei o de business case nes e p oje o Es e modelo de cap u a e ealização de bene ícios i á se alidado a a és de um business case ( e e en e a um p oje o de in es imen o da emp esa XPTO). O seu obje i o se á pe cebe se os bene ícios p é-es abelecidos, o am e e i amen e alcançados, que bene ícios não o am a ingidos e a azão disso não e acon ecido, pa a que seja possí el pesquisa o mas que le em a que es es bene ícios sejam u u amen e cap u ados. Es e obje o de es udo em ou o obje i o, que se á alida a F amewo k me odológica que oi cons uída an e io men e. Des a o ma, o business case escolhido se i á pa a alida odo es e modelo de cap u a e ges ão de bene ícios. 2.6 Dashboa d Segundo (Almeida, 2013), o concei o de dashboa d u iliza-se pa a sin e iza as ações, si uações e eações de de e minado obje o ou ambien e. Assim, o dashboa d assemelha- se apa en emen e com um quad o que esume in o mação sob e um ema qualque . Des a o ma, nele icam dispos os alguns indicado es, que a iam de aco do com o ema em ques ão. Um dashboa d pode se conside ado como um concei o e não como uma e amen a (Mendonça, Ta a es, Mal a, & B i o, 2020). Des e modo, os dashboa ds são o ou pu inal de uma análise e desen ol imen o de de e minados dados, sob e de e minado ema. Assim, es e pode se c iado a a és do Excel ou a é mesmo a a és de e amen as de BI. Es a e amen a se e, em g ande pa e, pa a ajuda os ges o es das emp esas nos p ocessos de omada de decisão, a a és da ap esen ação de in o mação e dados em empo eal e ambém de pesquisa de quaisque dados que sejam impo an es, semp e de uma o ma mui o in e a i a e sin e izada de modo a o imiza á ios p ocessos a ní el de ges ão e adminis ação e decisão. Nes e p oje o, a implemen ação do dashboa d em como p incipais obje i os, ag upa e sin e iza odos os indicado es e bene ícios ag upados po p oje o, ou seja, es e dashboa d desen ol ido em Powe BI, i á se i pa a ap esen a os bene ícios e indicado es 37 económicos de cada p oje o que o desen ol ido na emp esa, de uma o ma gené ica (Almeida, n.d.). O obje i o p incipal des e dashboa d é ainda o nece odo o ipo de dados ace ca de odos os p oje os da emp esa, a a és de um ou dois simples cliques, sendo assim uma "aplica9ao" de ca iz gené ico, pois se á ans e sal a odas as á eas e odos os depa amen os da emp esa XPTO. Nes e caso, pode-se a i ma que o clien e inal des e "p odu o" se ao os colabo ado es da i ma, pois se ao es es os u ilizado es inais des a aplicação. Sucin amen e, es e capí ulo e e como inalidade da uma noção mui o ampla de odos os concei os que i ão se abo dados e abalhados ao longo des e p oje o. 38 3. Me odologia de Es udo e In es igação 3.1. Enquad amen o Nes e subcapí ulo i á se ei o um pequeno enquad amen o daquilo que é a me odologia de in es igação enquan o ciência. Segundo Pa el (2019), "a me odologia de in es igação é uma o ma de esol e sis ema icamen e o p oblema da in es igação. É assim, uma ciência que es uda a o ma como os in es igado es ealizam a pesquisa cien i icamen e. Nela, es uda-se odas as e apas que são ge almen e ado adas po um in es igado no es udo do seu p oblema. O mesmo au o a i ma assim que é necessá io ao in es igado c ia a sua p óp ia me odologia, pois es a di e e de caso pa a caso ou de p oblema pa a p oblema". Seguidamen e, i á se ap esen ado odo o p ocesso de desen ol imen o do p oje o em ques ão, bem como se ão ambém abo dados os di e en es ipos de me odologia de in es igação implemen ados nes e abalho. 3.2 Re isão Bibliog á ica Nes e pon o i ão se ap esen ados odos os mé odos de es udo e in es igação associados a es e p oje o, bem como odo o p ocesso e mé odo de abalho a desen ol e . No que diz espei o à e isão bibliog á ica, a abo dagem ealizada oi quali a i a, pa a no u u o se possí el en ende odos os esul ados ob idos do Es udo de Caso. A pesquisa quali a i a, baseia-se em enómenos únicos e insepa á eis do seu con ex o, ou seja, es e ipo de pesquisa não p ocu a a gene alização dos esul ados e depende semp e da expe iência de cada in e enien e (Felipe Lando, 2020). Em elação ao ipo de me odologia de in es igação u ilizado ( o ma como es e enómeno pode se comp eendido) oi ado ado o posi i ismo, ou seja, pa e-se do p incípio de que odas as pessoas en endem e isualizam es e ema da mesma o ma, ou seja, o cien is a ado a uma posição obje i a, que ecolhe ac os sob e o mundo social e pos e io men e os o ganiza numa cadeia de casualidade. O posi i ismo, es á des a o ma mais associado aos 39 mé odos de análise quan i a i os, o que se i á con i ma no desen ol imen o des e p oje o (Noo , 2008). A abela seguin e, ap esen a odo o conjun o de e e ências bibliog á icas u ilizadas, bem como os seus au o es, os concei os abo dados, que ema abo dam, e ainda, de que ipo são os a igos es udados. Tabela 1 - Re isão Bibliog á ica Nº Au o es Ges ão de P oje os Ges ão de Bene ícios Ou os emas Main subjec Tipo de a igos Obse ações GP & GB 1 B eese, Jenne , Se a, & Tho p, 2015 x Pape /Jou nal a icle GP & GB 2 Lo e & Ma hews, 2019 x IT Pape /Jou nal a icle GP & GB 3 Badewi, 2015 x x amewo k Pape /Jou nal a icle Mui o impo an e em e mos de concei os e amewo k GP & GB 4 B eese,2011 x Pape /Jou nal a icle GP & GB 5 Pina, Romao, & Oli ei a, 2013 x knowledge managemen Pape /Jou nal a icle GP & GB 6 Jo ano ic, Milijic, Dimi o a, & Mihajlo ic, 2016 x amewo k Pape /Jou nal a icle GP & GB 7 Ma newick, 2015 x In o ma ion sys ems Pape /Jou nal a icle GP & GB 8 Remenyi & She wood-Smi h, 1998 x In o ma ion sys ems Pape /Jou nal a icle GP & GB 9 Se a & Kunc, 2015 x x Pape /Jou nal a icle GP & GB 10 Lo e, e al., 2013 Lo e & Ma hews, 2019 x in o ma ion amewo k Pape /Jou nal a icle GP & GB 11 Pape /Jou nal a icle GP & GB 12 Ashu s , e al., 2017 x x In o ma ion echnology Book GP & GB 13 Williams, e al., 2019 x amewo k Pape /Jou nal a icle GP & GB 14 S ej ig & Schlich e , 2020 x Pape /Jou nal a icle GP & GB 15 D abiko a & S e lik, 2018 x amewo k Pape /Jou nal a icle GP & GB 16 Todo o ic, e al., 2015 x sucess amewo k Pape /Jou nal a icle GP & GB 17 Mossalam & A a a, 2019 x p ojec manage Pape /Jou nal a icle GP & GB 18 ka ami sos & e al., 2010 x me hodologies Pape /Jou nal a icle 1 S a e o New Sou h Wales h ough Depa men o Finance, Se ices and Inno a ion 2015., 2015 x amewo k Book 2 x amewo k Book 3 x Book GP1 Mossalam, 2019 x Issues managemen Pape / Jou nal a icle GP2 Apana i ien , Juodis, & Apana iciene, 2003 x Pape / Jou nal a icle GP3 San os, Ca olina, 2019 x Tese Concei os GP4 Capenda, A sé nio, 2015 x Tese Concei os GP5 Too & Wea e , 2014 x P ojec s managemen sucess ac o s Pape / Jou nal a icle Concei os GP6 Pape / Jou nal a icle GP7 Cooke-Da ies, 2002 x P ojec s managemen sucess ac o s Pape / Jou nal a icle Concei os GP8 Tese GP9 Sumne , 1999 x P ojec s Managemen sucess ac o s Pape / Jou nal a icle GP10 Dessalegn Belay, Tekes e, & Ambo, 2017 x Majo Sucess ac o s on building cons uc ion p ojec s Pape / Jou nal a icle GP11 Du mic, 2020 x IT sucess Fac o s Pape /jou nal a icle Fon e: Elabo ação P óp ia 40 41 3.3 F amewo k Me odológica Numa ase pos e io à e isão bibliog á ica e ap o ei ando mui os dos a igos lá mencionados, deu-se en ão o desen ol imen o de uma F amewo k me odológica que, i á ajuda naquilo que se á o p ocesso de ges ão dos bene ícios do p oje o de in es imen o associado ao es udo de caso. Es a F amewo k me odológica sendo de aplicação gené ica se á um conjun o de p ocessos/e apas que em como p incipal me a, o alcance de odos os bene ícios p é-de inidos an es da implemen ação de qualque p oje o de in es imen o. Segundo Ka ami sos, Apos olopoulos, & Bugami (2010), uma amewo k é baseada nos esul ados que esul am da es a égia co po a i a bem como dos p ocessos ope acionais da emp esa. Es es au o es a i mam ambém que uma F amewo k associada à ges ão de bene ícios, em algumas ideias cha e, das quais não se pode du ida . A F amewo k, como conjun o de p ocessos ope acionais ligados à ges ão de bene ícios, em como p incipais me as, assegu a que os bene ícios são especí icos, ealis as e es ão ligados aos oupu s es a égicos da o ganização, a alia ambém o alo global e ambém o impac o o ganizacional do p oje o em causa, assegu a que as á eas de negócio es ão empenhadas na cap u a dos bene ícios p é-de inidos e analisa o po encial impac o que algumas mudanças que oco am na implemen ação do p oje o, possam e no alcance dos bene ícios de inidos inicialmen e. Resumidamen e, uma F amewo k me odológica associada à ges ão de bene ícios, é compos a po um conjun o de p ocessos ope acionais in e ligados e sequenciais que em como obje i o p incipal o alcance de odos os bene ícios de inidos an es da implemen ação de um p oje o de in es imen o, assegu ando que a ges ão dos bene ícios de qualque p oje o é p ocessada da melho o ma (Ka ami sos, Apos olopoulos, & Bugami, 2010). Es a F amewo k, oi c iada com base no es udo de á ios a igos, como já oi e e ido, e a sua es u u a ap esen a-se na Tabela 2. A p imei a ase da mesma denomina-se como p e-p ojec implemen a ion ou seja, odos os pon os associados a es a ase dizem espei o a um ho izon e empo al que an ecede a implemen ação do p oje o. Assim, es a consis e em oda a de inição da isão e dos obje i os de negócio que su gem dessa mesma isão, os ges o es de p oje o de inem ambém odos os KPI's. De seguida, ainda na ase de p é 48 3. Ou as são po seleção de opções de uma lis a p é- ei a. A escala que se segue, esquema iza bem a sa is ação dos colabo ado es den o dos aspe os em cima e e idos: Como se obse a, o am de inidos os seguin es p essupos os: co e melha es á associada a alguma insa is ação dos colabo ado es, o ama elo se á o limi e en e o 'sa is ei o' e o 'nao sa is ei o' e po im, as co es e des es a ao associadas a uma ce a sa is a9ao dos u ilizado es do p og ama de business in elligence. Figu a 5 - Escala de a aliação do ques ioná io, po alo es e co es Fon e: Elabo ação p óp ia Toda a es u u a e con eúdo do ques ioná io o am alidados e p epa ados an o pelo esponsá el do depa amen o como pelos esponsá eis pelo p óp io ques ioná io. No capí ulo seguin e, i á se ealizada uma análise de alhada aos esul ados des e ques ioná io que, pos e io men e, i ão se ap esen ados a a és de um dashboa d desen ol ido numa aplicação denominada Mic oso Powe BI (a e ac o). Es a e amen a i á se abo dada no pon o 5. 49 4. Análise de Resul ados e Discussão Como mé odo de ecolha de dados oi decidido u iliza o ques ioná io ele ónico a a és da pla a o ma Google Fo ms. Es e oi en iado a um uni e so de 246 u ilizado es do sis ema, endo sido ob ida uma axa de espos a de ap oximadamen e 38,6%, ou seja, 95 u ilizado es da pla a o ma esponde am ao ques ioná io. Nes e pon o i á se desc i a oda a análise de alhada dos dados e i ados do ques ioná io bem como se á desc i o odo o p ocesso de a amen o dos mesmos. 4.1. T a amen o dos dados Es e ques ioná io, ao se elabo ado em Google Fo ms pe mi e expo a os esul ados pa a um ichei o de Excel em o ma o de olha de cálculo/dados. Assim, endo uma amos a signi ica i amen e g ande (95 espos as), oi decidido expo a os dados ob idos pa a um ichei o de excel, pa a, des a o ma os pode abalha e il a . A pa i des a e amen a, oi possí el analisa odas as ques ões do ques ioná io a a és de abelas es a ís icas. O a amen o dos dados do ques ioná io oi ealizado da seguin e o ma: 1. Expo ação dos esul ados do ques ioná io pa a um ichei o de Excel; 2. O denação das ques ões pela sua o dem eal e junção dos esul ados do ques ioná io nº1 com os do nº2 pa a aze uma compa ação en e os dois; 3. T a amen o dos dados a a és de eliminação de e os e colunas que não aziam pa e dos esul ados; 4. C iação de abelas es a ís icas (pe gun a a pe gun a), pa a uma u u a análise de alhada dos dados; 5. C iação de uma 'shee ' pa a cada g upo do ques ioná io, pa a uma melho o ganização. 4.2. Resul ados do Ques ioná io Como já oi e e ido an e io men e, es e ques ioná io oi espondido po 95 u ilizado es do sis ema, que consequen emen e se di idem po es es 10 depa amen os (Figu a 6), da emp esa XPTO. 50 Figu a 6 - To al de u ilizado es po di eção (po pe cen agem) Fon e: Elabo ação p óp ia Sendo assim, é possí el obse a que, maio pa e dos u ilizado es que esponde am ao ques ioná io azem pa e maio i a iamen e de duas di eções, a "D-DSAT" e a "D-DGOS" com 38,95% e 43,16% espe i amen e do o al de espos as. Figu a 7 - Pe cen agem de u ilizado es po aixa e á ia Fon e: Elabo ação p óp ia Nes a ques ão que di ide os u ilizado es que esponde am ao ques ioná io po aixa e á ia, é possí el cons a a que: 29 pessoas êm menos de 30 anos (30,53%), 33 pessoas êm en e os 31 e os 40 anos (34,74%), 16 pessoas en e os 41 e os 50 anos (16,84%) e po 51 im, 17 das 95 pessoas êm mais de 50 anos (17,89%). Os esul ados médios das ques ões quan i a i as, es ão p esen es na abela seguin e: (Apêndice G) Como é possí el obse a , nes a abela es ão p esen es os esul ados (pon uação) média de cada pe gun a do ques ioná io ( an o do 1º ques ioná io como do 2º), como ambém a média de pon uação de cada g upo do ques ioná io. É possí el consul a ambém os a ge s de inidos pa a cada g upo de ques ões assim como as médias de cada g upo que se i am de cálculo pa a o a ge . As células a e melho signi icam que o espe i o g upo de espos as não a ingiu o alo p é-de inido ( a ge ), po ou o lado, os alo es a e de signi icam en ão, que esses a ge s o am alcançados com sucesso. De um modo ge al, somen e dois g upos a ingi am os alo es de inidos como a ge , são es es o g upo 4 da Pe o mance e Disponibilidade e ambém o g upo 7, o g upo e e en e à Fo mação. Todos os es an es, an o do 1º ques ioná io como do 2º, não consegui am a ingi os alo es p é-de inidos. Passando à análise das espos as po g upo, é possí el pe cebe o que in luenciou posi i a e nega i amen e os esul ados inais. Assim, o g upo 2 que co esponde à expe iência de u ilização, ap esen a esul ados bas an e longe dos p e endidos (4,31 no Q1 e 4,67 no Q2) pa a um a ge de 5,3. Is o de e-se ao aco esul ado (4,05 no Q1 e 4,65 no Q2) ob ido na pe gun a nº12 que pe gun a a aos u ilizado es se acha iam o p og ama use iendly e ácil de na ega . No g upo 3, que a alia as uncionalidades do p og ama de BI, a ques ão nº22 oi o que ez baixa a pon uação média do g upo. Nes a ques ão, os u ilizado es e iam que esponde se u iliza am o menu de ajuda com equência, o que não se e i icou, pois 20 dos 95 u ilizado es classi ica am com 1 (Disco do Comple amen e) es a a i mação, o que se esume a uma média de 2,18 no Q1 e 2,37 no Q2. 52 O g upo 4 que a alia a pe o mance e disponibilidade do sis ema, não a ingiu o a ge no Q1 mas alcançou no Q2. A ques ão nº 24 em mui o con ibuiu pa a que es e não osse alcançado no Q1, po que os u ilizado es não acha am que os esul ados p oduzidos pelo sis ema ossem ap esen ados apidamen e ( e le idos nos 3,94 como média da ques ão nº24). Po ou o lado, no Q2, a média já oi de 4,47 o que supe ou o alo de inido como a ge . O g upo 5 e o g upo 6 não êm nenhum a ge associado pelo que não é possí el aze uma análise mui o de alhada. Ainda assim, é possí el epa a que, no g upo 5 que a alia a in eg idade e segu ança dos dados, a pon uação média oi de 5,69 (Q1) e 5,86 (Q2) o que e le e a sa is ação dos u ilizado es nes a ma é ia. No g upo 6 (manu enção aplicacional e e olu i a), os alo es o am bas an e mais baixos 4,05 (Q1) e 4,59 (Q2), o que demons a ambém que os colabo ado es não es ão ão sa is ei os nes e capí ulo como es a am no an e io . No capí ulo da Fo mação (nº7), o a ge apenas oi alcançado no Q2, u o dos 5,68 ap esen ados na ques ão nº 38, nes a ques ão os u ilizado es classi ica am em média com 5,68 (numa escala de 1-7), se inham achado a o mação ú il, o que oi mui o posi i o. Po ou o lado, no Q1 a ques ão nº38 apenas ap esen ou 5,06 alo es de média o que icou bas an e longe do a ge de inido. Po im, o g upo da Ap eciação Global (nº8), não a ingiu os a ge s de inidos, is o po "culpa" da ques ao n° 41 que pe gun a a aos u ilizado es se es a am sa is ei os com o p og ama de BI, es a ap esen ou en ão uma média de 4,30 alo es, o que se man ém um pouco abaixo dos 5,5 alo es de inidos como a ge . 4.3. Discussão dos Resul ados Depois da análise dos esul ados, e começando pelo g upo 2, sal a à is a o ac o de es e e ido uma aca pon uação na sua a aliação global, is o de e-se ao ac o dos u ilizado es não acha em a aplicação de BI use - iendly, o que pa a es e ipo de pla a o ma é p ejudicial pois pio a os ní eis de p odu i idade dos colabo ado es. Ao não se uma 53 aplicação use - iendly, signi ica que os u ilizado es pe dem mais empo no seu manuseamen o do que se ia espe ado. O que ambém con ibui nega i amen e pa a os esul ados des e ques ioná io e ambém pa a aquilo que é a implemen ação des e sis ema na emp esa XPTO, é o ac o dos u ilizado es não encon a em mui as das ezes, a in o mação necessá ia pa a a execução das suas a i idades, o que condiciona de alguma o ma o abalho dos u ilizado es da aplicação e aça de uma ce a o ma aumen a as pe cas de empo e a diminui os índices de p odu i idade des es, po que, des a o ma, o empo que dispensam a p ocu a in o mação que se ia acilmen e iden i icada, pode iam es a a desen ol e ou as a i idades da sua esponsabilidade. Os u ilizado es da pla a o ma conside am ambém que a pe o mance des e sis ema é acei á el is o que no malmen e não êm qualque ipo de p oblemas ao e e ua login e que os esul ados são ap esen ados de uma o ma ápida e e icaz, o que le a a aumen os de p odu i idade e a edução de pe cas de empo. A ele ada segu ança des a pla a o ma de BI ambém é um aspe o a ealça , assim, es e é um aspe o ulc al is o que é de ex ema impo ância os colabo ado es se sen i em segu os na p ossecução das suas a i idades seja em que sis ema o , nes e sen ido es e ní el de segu ança é ulc al pa a es a o ganização de ido à sua dimensão e à con idencialidade que anspõe pa a odos os seus dados e in o mação. Em elação à o mação, es e é o p incipal aspe o a se melho ado, is o que, é uma das maio es lacunas des e sis ema, assim, o aco acompanhamen o aos u ilizado es, a ausência de pla a o mas que pe mi am i a dú idas e aze alguns escla ecimen os sob e a aplicação e a ausência de ações de o mação, con i mam es e pon o como sendo o p incipal aspe o a se e is o e a se melho ado no u u o. Po ou o lado, os u ilizado es conside a am ú eis e in e essan es, as poucas ações de o mação que exis i am. De uma o ma global, os u ilizado es dizem es a sa is ei os com a pla a o ma, no en an o, mui os dos alo es em cima desc i os não ão de encon o com isso mesmo. 54 4.3.1 Medidas de Melho ia Con ínua à Aplicação Depois de analisados odos os dados e esul ados do ques ioná io de sa is ação, é ambém mui o impo an e aplica algumas medidas de melho ia con ínua a es a aplicação, de o ma a minimiza ou a é elimina odas as des an agens que es a ap esen a nes e momen o. Foi decidido ealiza uma e isão à ma iz BD do BI-SCADA, é necessá io ques iona os u ilizado es da aplicação o po quê de conside a em que os dados o necidos pela aplicação não são con iá eis, incen i a uma maio u ilização dos se iços de comunicação in e nos, incen i o à c iação de o mações de apoio ao u ilizado , que se á undamen al pa a melho a a elação aplicação-colabo ado , aze uma segmen ação das sessões de o mação de aco do com o ipo de u ilizado do BI-SCADA de cada colabo ado e, po im, en a que haja um maio auxílio e um maio acompanhamen o aos u ilizado es que necessi em de ajuda. 55 5. Desen ol imen o e Implemen ação do A e ac o (Dashboa d Powe BI) Como já oi e e ido an e io men e, o a e ac o des e p oje o e e e-se ao Dashboa d. O a e ac o é algo que é ealizado e desen ol ido a pa i de um abalho mecânico, ou seja, é odo o ins umen o ou mecanismo que se cons ói pa a um p opósi o especí ico (Dicioná io Online, 2009). Nes e caso, o p opósi o do dashboa d se á a ap esen ação dos esul ados, não só do ques ioná io desc i i o sob e a aplicação, mas ambém do conjun o de odos os p oje os de in es imen o desen ol idos pela emp esa XPTO. 5.1 Con ex ualização Es e dashboa d su ge no âmbi o do modelo de cap u a de bene ícios, que se aplica ao ní el da ges ão dos p oje os de in es imen o na emp esa XPTO, e em, en e mui as ou as, a unção de ap esen a os bene ícios ge ados po odos os p oje os de in es imen o ao ní el de oda a emp esa, onde se enquad a, nes e caso, os esul ados do ques ioná io acima desc i o. Es e nasceu de uma necessidade que su giu na emp esa XPTO, de pode uni o miza e cen aliza oda a in o mação (cus os, bene ícios, in es imen o, ca álogo de bene ícios, s a us dos p oje os de in es imen o) que es á alocada aos p oje os de in es imen o ao ní el de odas as á eas da emp esa, sendo assim uma e amen a de aplicação gené ica pois é ans e sal a odas os depa amen os da o ganização. O dashboa d, em des a o ma acili a odo o p ocesso de business case ( ichas de p oje o onde cons am in o mações como, in es imen o, possí eis bene ícios, ní eis de isco e c), po pa e dos ges o es de p oje o, bem como uni oda a in o mação associada aos p oje os de in es imen o, eliminando a sua dispe são pelos á ios meios de comunicação da emp esa, des a o ma, o obje i o se á elimina odos es es meios e passa a exis i somen e o dashboa d. Des a o ma, é possí el pe cebe quais o am as azões e necessidades que mo i a am a c iação des a e amen a, que em como obje i o p incipal a cen alização da in o mação e e en e aos p oje os de in es imen o da emp esa XPTO. 56 Na base do seu desen ol imen o, es á um ichei o de excel que desempenha o papel de modelo de dados, sendo assim, o "ing edien e" p incipal des a e amen a. Es e modelo de dados i á se desc i o de alhadamen e seguidamen e. 5.2 Modelo de Dados de supo e ao Dashboa d O modelo de dados do dashboa d, é um documen o de excel que con ém odos os dados necessá ios ao desen ol imen o da e amen a na aplicação Powe BI. Des a o ma, es e documen o inclui dados sob e odos os p oje os de in es imen o desen ol idos na emp esa XPTO, di idindo-se em á ias "shee s". Es e modelo, inclui uma lis agem de odos os p oje os exis en es na emp esa, inclui uma lis a de odos os p oje os, o ganizados po ipologia, incluiu um ca álogo de mé icas associadas a odos os bene ícios, nele cons am ambém os bene ícios exis en es associados aos p oje os, pa a que seja mais ácil a sua consul a no dashboa d, inclui ambém os esul ados do ques ioná io de sa is ação desc i o an e io men e, inclui odas as inicia i as de melho ia con ínua associada a odos os p oje os de in es imen o desen ol idos na emp esa XPTO, inclui uma lis agem de odos os p oje os ealizados in e namen e e po im, os alo es e e en es a cada p oje o de in es imen o, ais como: In es imen o inicial, bene ícios inancei os, cus os ixos, cus os a iá eis e c. É a pa i des e documen o que se desen ol eu o a e ac o (dashboa d), em que se ão ap esen ados os dados desc i os no pa ág a o em cima, undamen almen e os esul ados do ques ioná io discu idos e analisados no capí ulo an e io . 5.3. Desc ição das unções do Dashboa d O a e ac o (dashboa d) es á di ido em 4 unções p incipais, como se pode e a a és do seu menu p incipal (Apêndice M) nomeadamen e: 1. Á o e de bene ícios: Nes e p imei o ícone es ão p esen es odos os bene ícios associados aos p oje os de in es imen o da emp esa XPTO, em o ma de á o e, pa a simpli ica o p ocesso de business case dos ges o es de p oje o, assim, quando es ão a p eenche as ichas dos p oje os em causa, p ecisam somen e de consul a es e ícone, que 57 lhes da á ins an aneamen e, os bene ícios ce os pa a o p oje o com o qual es a ão a abalha naquele momen o. Como se pode e pela seguin e imagem e ambém na sequência do que oi esc i o em cima, es a á o e de bene ícios es á di idida em 4 e en es, ou seja: aqui numa p imei a ase, es ão lis adas odas as á eas da o ganização ás quais os bene ícios se associam, de seguida, numa segunda ase, cada á ea di ide-se pelos á ios p odu os desen ol idos in e namen e, po sua ez, cada p odu o em um X núme o de mé icas especí icas associadas ( o ma de medição dos bene ícios), es as i ão se associa numa úl ima ase da á o e, a cada um dos bene ícios em conc e o (Apêndice N). Como é possí el obse a , e de o ma a agiliza odo o p ocesso de pesquisa dos bene ícios, exis em ainda 3 il os po cima da á o e que pe mi em es ingi ao máximo a pesquisa dos bene ícios, de aco do com o desejo de cada u ilizado . 2. S a us dos p oje os/p odu os: Es a 2ª unção, pe mi e ao u ilizado do dashboa d consul a em que es ado de implemen ação es ão odos os p oje os de in es imen o da emp esa XPTO, assim consegui ão pe cebe se es ão numa ase de p é-implemen ação em implemen ação ou po ou o lado se o seu p ocesso de aplicação já es á e minado. Es a unção in o ma ambém o u ilizado dos bene ícios ge ados pelos p oje os de in es imen o, endo em simul âneo á ios ícones que pe mi em il a a pesquisa do u ilizado , como se pode á e pela seguin e imagem. Nes e ícone é ambém possí el ealiza uma p e isão a 1,2 ou 3 anos, de ecei as e cus os alocados aos p oje os de in es imen o. A imagem seguin e e a a es a 2ª unção do dashboa d, assim, nes a página é possí el obse a qual oi a e olução dos p oje os de in es imen o na medida em que emos os alo es da baseline, que é o alo associado às ub icas ho izon ais, que o p oje o egis a a no p imei o ano de implemen ação, e icalmen e exis e ambém o ac ual, que se á o alo das úb icas ho izon ais que o p oje o egis ou no ano em que se encon a. Po ou o lado, é impo an e ambém aze e e ência ao a ge , que se á o obje i o a a ingi po essa mesma úb ica. Nes e sen ido, se os alo es das úb icas es i e em abaixo do a ge signi ica que oi a ingido o alo e e ência (no caso de es a mos pe an e uma úb ica associada a um cus o), ou seja se o cus o o in e io ao a ge signi ica que 64 Gomes, J. (2011). Ges ão de Bene ícios numa Emp esa de GeoEngenha ia. Mas e Thesis in Managemen . Jassem, S., Azmi, A., & Zaka ia, Z. (2018). Impac o sus ainabili y balanced sco eca d ypes on en i onmen al in es men decision-making. 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Apêndice Apêndice A - Pe gun as do ques ioná io de sa is ação en iado - G upo 0 Apêndice B - Pe gun as do ques ioná io de sa is ação en iado - G upo 1 68 67 Apêndice C - Pe gun as do ques ioná io de sa is ação en iado - G upo 2 Apêndice D - Pe gun as do ques ioná io de sa is ação en iado - G upo 3 e 4 68 68 Apêndice E - Pe gun as do ques ioná io de sa is ação en iado - G upo 5 e 6 Apêndice F - Pe gun as do ques ioná io de sa is ação - G upo 9 70 Apêndice G - Tabela esumo do Ques ioná io ( esul ados das pe gun as e e uadas no ques ioná io) Apêndice H - Modelo de dados excel (P oje os exis en es, ipos de p oje os o ganizados po á eas) 69 71 Apêndice I - Lis agem de algumas mé icas exis en es associadas aos p oje os, bem como as suas unidade de medida e a ó mula de cálculo Apêndice J - Tipos de bene ícios exis en es, bem como a sua desc ição e mé icas associadas a cada um deles 70 72 71 Apêndice K - Lis agem de algumas medidas de melho ia con ínua exis en es na emp esa Apêndice L - Capa dashboa d 72 72 Apêndice M - Menu p incipal do dashboa d Apêndice N - Á o e de bene ícios (Ca álogo) 74 Apêndice P - S a us dos p oje os e bene ícios alcançados pelos mesmos (ano de 2019) Apêndice O - S a us dos p oje os e bene ícios alcançados pelos mesmos (ano de 2020) 73