Envelhecimento e saúde
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VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
Em oco
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em oco
Ana Alexand e Fe nandes é p o esso a asso-
ciada na Escola Nacional de Saúde Pública
da Uni e sidade No a de Lisboa.
* Con e ência p o e ida na abe u a da P esi-
dência Abe a sob e En elhecimen o e Au o-
nomia, na San a Casa da Mise icó dia de
Lisboa, a 21 de No emb o de 2005.
A p oblemá ica do en elhecimen o da
população e a necessidade de imple-
men a polí icas adequadas à esolu-
ção dos p oblemas daí eme gen es
exigem uma eo ien ação na o ma
como concebemos as soluções an e-
io es e uma no a pe spec i a sob e o
p ocesso de en elhecimen o indi i-
dual e colec i o. O en elhecimen o
ac i o, enquan o pa adigma de in e -
enção, de e se en endido, não como
ecei a a aplica às ge ações mais
elhas, mas como o ma de concebe
odo o ciclo de ida.
A sociedade que emos indo a cons-
ui e pela qual somos esponsá eis
es á em g ande e acele ado p ocesso
En elhecimen o e saúde*
ANA ALEXANDRE FERNANDES
de ans o mação. O en elhecimen o
da população po uguesa, e ambém
da população eu opeia, a igu a-se
como um dos maio es desa ios pa a o
u u o da p o ecção social. Fenómeno
ambi alen e, o en elhecimen o da
população é simul aneamen e uma
an ás ica conquis a ci ilizacional,
pelo adiamen o da idade de mo e , e
uma inquie an e ce eza, com odos os
iscos que es ão associados à elhice.
Mas como in e e e nas nossas idas
es a e olução silenciosa e i e e sí-
el cujo início se pe de no empo?
O p imei o g ande impac o do en e-
lhecimen o demog á ico é o aumen o
do núme o dos que ul apassam os
limia es e á ios supe io es, ou seja,
adqui i am maio capacidade de
sob e i ência ao longo da idade. Es e
ac o é ela i amen e acen uado com a
diminuição da capacidade de p oc ia ,
e po isso a edução dos nascimen os.
Des a al e ação en e a pe manência
dos que es ão no opo e a edução dos
que de e iam p eenche a base esul-
ou um desequilíb io in e ge acional
que em indo a coloca em isco os
sis emas de segu ança social.
O deba e polí ico que e e início há
duas décadas em e oluído ideologi-
camen e sem esul ados mui o ino-
ado es. O en elhecimen o das es u-
u as demog á icas da população
con inua a ameaça os sis emas de
pensões e as soluções encon adas
pouco êm con ibuído pa a al e a o
o ma o inicial.
Em Po ugal, as medidas ecen emen e
implemen adas de adiamen o da idade
de passagem à e o ma são soluções de
eme gência, necessá ias pa a con a ia-
em a endência de descida des e limia
e á io. Mas a mudança polí ica eque
um enquad amen o de legi imidade
di ícil de conquis a . É necessá io p o-
mo e um deba e público ala gado
sob e os p incípios em que se unda-
men a o nosso sis ema de segu ança
social e os di ei os e as ob igações dos
seus con ibuin es e bene iciá ios.
A si uação ac ual do sis ema eque a
con ibuição de odos, polí icos,
ideólogos, in elec uais, sindicalis as,
46 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
Em oco
esponsá eis po associações p o is-
sionais e de cidadãos em ge al, no
sen ido de encon a pla a o mas de
en endimen o sob e os p incípios de
equidade e de jus iça social indispen-
sá eis ao seu uncionamen o.
É necessá io pe spec i a es as ans-
o mações esul an es do en elheci-
men o a pa i das elações de aba-
lho, da p o ecção social como um
odo e ambém dos pe cu sos de ida.
No cen o do deba e es á o alo a i-
buído ao abalho, à ac i idade, e a
elação com o desen ol imen o pes-
soal e a pa icipação na cons ução de
uma sociedade melho , mais ica e
mais jus a. A ac i idade não em pa a
odos o mesmo signi icado nem
ep esen a o mesmo. As ca ei as são
mais di e si icadas do que no pas-
sado e os pe cu sos mais indi iduali-
zados e he e ogéneos.
Há quem i a num uni e so de pesa-
delo po que em de abalha . Es ão
ligados a desempenhos pouco com-
pensado es, que pa a o desen ol i-
men o pessoal, que p o issional, mal
emune ados, com pe cu sos penosos
de casa pa a o abalho, e ice- e sa.
É legí imo aspi a à e o ma… Mas a
e o ma não é a solução pa a es es
p oblemas, ainda que ep esen e, pa a
algumas des as pessoas, ganha sem
p ecisa de abalha . A o mação ao
longo da ida, já p a icada pelas ge a-
ções mais no as, e o desen ol imen o
pessoal são pa e da solução. Sabemos
ambém que, nos úl imos anos, a
segunda me ade da ca ei a em sido
em mui os casos de ince eza, u bu-
lência e desemp ego. A e o ma não é
ambém a solução nes as si uações. Os
p og amas de o mação de em p o-
mo e um ing esso mais p ecoce dos
abalhado es mais elhos desemp e-
gados.
Le ada à le a, a e o ma ep esen a
seg egação social e ma ginalização.
E não em ob iga o iamen e de o se ,
uma ez que induz disponibilidade
de empo undamen al pa a o desen-
ol imen o pessoal e a en eajuda.
Mas quando oco e mui o cedo es á a
one a o sis ema e a comp ome e a
equidade e a jus iça social.
Temos consciência de que o nosso
pa adigma cul u al, de ma iz ca ó-
lica, não alo iza o abalho em si, ao
con á io do dos cal inis as do No e
da Eu opa. Sabemos ambém que is o
não se muda po dec e o e que as
sociedades caminham pa a pad ões
pós-mode nos em que impe a a ela-
i idade de alo es. Mas as decisões
polí icas eque em undamen ação
legí ima, que é necessá io cons ui
no deba e e na e lexão conjun a.
A e o ma, al como es á ins i uída, é
baseada no p incípio de epa ição,
p incípio esse comp ome ido não só
pela demog a ia, como pelas pe e -
sões in oduzidas no sis ema ao longo
do empo. Es a an ás ica ins i uição
que é a e o ma, que em a sua his ó-
ia associada aos mo imen os ope á-
ios do século XIX, p ecisa de se
epensada nou o o ma o, ago a
assen e na he e ogeneidade c escen e
das ca ei as e na di e sidade dos
pe cu sos de ida. Uma ees u u a-
ção das e o mas de e ainda e em
con a os no os enquad amen os da
es u u a demog á ica, menos gen e a
con ibui e mais gen e a ecebe , os
desa ios da economia globalizada e
compe i i a, os no os alo es da
mode nidade e uma ajec ó ia de
ida mais longa.
Um no o modelo de e adqui i o -
mas mais lexí eis de passagem à
inac i idade. A lexibilidade asso-
ciada à segu ança pa ece se a duali-
dade indispensá el pa a a e o ma
não só das pensões, como da p o ec-
ção social como um odo.
Não podemos ambém impo a medi-
das sol as que i e am sucesso nou os
países, mas in eg á-las como elemen-
os impo an es de e lexão e dis-
cussão num deba e público essencial
pa a co igi e de ini no os umos.
O g ande desa io pa ece es a na
capacidade de pode mos a ingi ele-
ados ní eis de emp ego e p odu i i-
dade e pode mos implemen a
pad ões decen es de p o ecção social,
como dis in os di ei os de cidadania.
Não podia deixa de eco e aqui ao
exemplo inlandês, que, ao con á io
das endências dominan es, p opôs
como lema de uma campanha de
en elhecimen o ac i o o seguin e
slogan:
«A expe iência é uma iqueza nacio-
nal.»
É um slogan con aco en e pelas
endências dominan es, mas que al-
ez ambém po isso se ap esen a
como ino ado . Chegámos a uma
e apa do desen ol imen o em que é
necessá io a i ma algumas con ic-
ções o es sob e as quais não possam
e não de am su gi dú idas.
O segundo eixo de ans o mação
esul an e do en elhecimen o diz es-
pei o ao alongamen o do empo de
ida. A sob e i ência das ge ações
mais elhas em e lexos na mo olo-
gia social e adqui e isibilidade não
só nos ja dins e pa ques dos cen os
das g andes cidades, como nas
aldeias e ilas do in e io . É oda uma
paisagem humana que se em al e-
ando. Desocupados, pa ados, nos
bancos dos ja dins, nos ca és, nas
esquinas, deixam escoa o empo ao
longo do dia, que pa ece não e mina
mais. Começa ambém a adqui i
isibilidade ou a ca ego ia de indi í-
duos, mais jo ens, de ou o pe il
social, mas igualmen e desocupados.
Es a isibilidade é pa icula men e
masculina, mas nes as aixas e á ias
as mulhe es são em maio núme o.
A libe ação de empo de inac i i-
dade emune ada, conjugada com o
p olongamen o da ajec ó ia de ida,
em ido alguns e ei os imp e isí eis.
Re i o-me à complexa p oblemá ica
da saúde men al. A men e humana é
aiçoei a e quando desocupada dá
espaço a ideias mó bidas, como a
mo e, ou a imagens de so imen o
elacionadas com a doença e que en-
dem a desliza do inconscien e pa a o
conscien e. A dep essão, associada
ao en elhecimen o, não é um ac o
no o, mas adqui iu uma dimensão
p eocupan e.
Nes e domínio, al como nou os, as
polí icas de p omoção da saúde de e-
ão se enca adas de o ma mais
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VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
Em oco
ab angen e, endo em con a o es ilo de
ida, o núcleo amilia e de izinhança
e a in eg ação na comunidade. O iso-
lamen o social e a solidão, ac o es
de e minan es no desen ol imen o de
ce as pa ologias men ais, de em se
con a iados a a és de medidas de
ac i idade e in eg ação comuni á ia.
Es a in e enção de e se e i o iali-
zada, is o é, as câma as municipais, as
associações ec ea i as e ou as, os
cen os de saúde, as ins i uições
sociais, de em ac ua conjun amen e,
a a és de pa ce ias, de modo a conju-
ga em es o ços no mesmo sen ido.
O pa adigma p opos o pela O gani-
zação Mundial de Saúde sob e as
an agens de um en elhecimen o
ac i o começa a e os seus e ei os na
in e enção pública a a és de no as
o mas de pensa e enca a a saúde, o
en elhecimen o e os es ilos de ida.
Mas o p oblema da saúde men al
enquad a-se num conjun o mais as o
de inquie ações que se elacionam
com o alongamen o do empo de
ida. As ac uais ge ações mais elhas
bene iciam já de um subs ancial
ac éscimo de sob e i ência, a in-
gindo, em maio núme o, escalões
e á ios supe io es.
Ao longo da úl ima década, a espe-
ança de ida aos 60 anos c esceu
mais em Po ugal do que na izinha
Espanha, sinal de que algum es o ço
oi ei o em bene ício dos mais elhos.
Mas, apesa disso, mulhe es e homens
espanhóis con inuam a e mais empo
de sob e i ência quando a ingem os
60 anos. As mulhe es po uguesas
espe am i e , em média, mais 23
anos e as espanholas 25 e os homens
po ugueses 19 e os espanhóis 20.
Também o mesmo indicado de espe-
ança de ida à nascença ap esen a
uma di e ença de 3 anos en e as
mulhe es po uguesas e as espanholas.
Em Po ugal es e indicado é de 80
anos e em Espanha é de 831.
Nes e ipo de indicado demog á ico,
que sin e iza o modelo de mo ali-
dade, es a é uma eno me di e ença.
T a ando-se de países com g ande
p oximidade cul u al, a explicação
pode, em g ande pa e, se a ibuída
às condições de ida, especialmen e
na elhice, e em pa icula no que
espei a ao ní el das pensões, mas
ambém a ou os ac o es, como
a e icácia dos sis emas de saúde, a
exis ência de cuidados domiciliá ios,
a implemen ação de um plano
ge on ológico, di e enças de es ilos
de ida, e ambém ao ipo de elações
sócio-cul u ais.
O bem-es a necessá io a uma boa
saúde men al e ísica assen a num
sen imen o de segu ança que ad ém
de e ecu sos ma e iais pa a as des-
pesas quo idianas, e acesso acili-
ado a cuidados de saúde, caso sejam
necessá ios, e es a in eg ado numa
ede de elações amilia es e sociais
ac i a. Em qualque des es domínios,
os espanhóis usu uem de mais bene-
ícios. Sob e a in eg ação em edes
sociais ac i as, alguns es udos ecen-
es mos am que a sociedade espa-
nhola goza de um dos capi ais pa i-
cula men e impo an es na elhice, a
solida iedade en e amilia es e izi-
nhos.
Olhando o p esen e e o u u o do
en elhecimen o em Po ugal, pode-
mos cons a a algumas impo an es
di e enças ge acionais. As ac uais
ge ações de idosos usu uem maio i-
a iamen e de pensões mui o baixas,
hábi os de consumo mui o es i os,
p a icam na u almen e as suas pou-
panças p e en i as pa a os iscos da
exis ência, cons uí am e man i e am
a mesma amília e, sal o as si uações
de impossibilidade isiológica ou
ma imonial, êm ilhos. Re i ando o
ní el das pensões, que é baixo, as
es an es condições se iam, à pa ida,
a o á eis pa a enca a o en elheci-
men o. Mas as baixas pensões es ão
associadas a baixos ní eis escola es e
cul u ais, ac o es que con ibuem
des a o a elmen e pa a uma equili-
b ada ges ão do en elhecimen o.
Quan o ao u u o, ainda que a cu o
p azo, as no as ge ações de idosos,
ac uais ge ações de ac i os, êm um
enquad amen o um pouco di e en e.
São cons i uídas maio i a iamen e
po indi íduos mais do ados escola -
men e, ão usu ui de pensões mais
ele adas e dispo de mais ecu sos
sociais e ma e iais deco en es de
capi alizações ao longo da ajec ó ia
de ida. Têm um ou dois ilhos, em
alguns casos não chegam a e ilhos,
ele ados ní eis de consumo e eduzi-
das p á icas de poupança. As ajec ó-
ias amilia es são mais agmen adas
po up u as ma imoniais cada ez
mais equen es e a coesão necessá ia
na amília, nas si uações de necessi-
dade, ica o emen e comp ome ida
enquan o supo e undamen al. Ten-
dencialmen e, ajec ó ias p o issio-
nais mais ins á eis e p eca iedade
labo al, como es á já a acon ece , ão
epe cu i -se nas condições ma e iais
do inal da ca ei a.
Com as endências do c escimen o da
sob e i ência, es as u u as ge ações
de idosos se ão mais nume osas e
a ingi ão ambém em maio núme o
idades mais a ançadas.
Também po is o é necessá io c ia
condições pa a secu iza o u u o de
odos nós como cidadãos.
A libe alização c escen e pode á
le a -nos no amen e ao pé-de-meia
pa a en en a mos os iscos da
elhice?
Não c eio que seja possí el e oce-
de e é indesejá el como pa adigma
de sociedade. Mas alo iza e p omo-
e p incípios o ien ado es de ac ua-
ção p e idencial pa ece acional e de
azoá el bom senso.
Com o aumen o do empo de ida
icou comp ome ida a o ganização do
ciclo de ida a ês empos, o mação,
ac i idade e e o ma. A e o ma, ins-
i uída na maio ia das sociedades aos
65 anos, pe deu o sen ido como e -
cei a idade, a úl ima ase do ciclo de
ida. Es a e apa em c escido que
pela edução da idade da e o ma,
que pelo adiamen o da idade da
elhice. Recen emen e, a OCDE p o-
pôs um modelo onde se conside am
duas e apas no p ocesso de en elhe-
cimen o: a p imei a e apa, dos 65 aos
80 anos, que co esponde à passagem
à e o ma, mas em que pe sis e au o-
nomia. A segunda e apa, a pa i dos
1Fon e: EUROSTAT.
48 REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
Em oco
80 anos, co esponde a um pe íodo
de maio es iscos e ulne abilidade.
Não de em, no en an o, se en endi-
das enquan o ca ego ias e á ias bem
delimi adas. O en elhecimen o é um
p ocesso di e encial e dinâmico que
eque semp e, ao longo da ida,
algumas adap ações.
Nes a enc uzilhada, a amília con i-
nua a desempenha um impo an e
papel enquan o supo e ma e ial, psi-
cológico e social. A amília, apesa
das ans o mações que em so ido,
con inua a se o eixo cen al de
secu ização quando caminhamos pa a
um modelo amilia em que se alo-
iza a au onomia indi idual e em que,
simul aneamen e, as ajec ó ias de
ida se o na am mais ince as e u -
bulen as. É com a amília que odos
con amos em p imei o luga pa a nos
da apoio nos momen os di íceis.
As necessidades si uam-se en e a
p o ecção social e a saúde. Face a
es as, as amílias são chamadas a
desempenha em um papel incompa í-
el com as suas capacidades e com as
exigências p óp ias das necessidades.
O aumen o de si uações de demência,
como Alzheime , Pa kinson, en e
ou as, incapacidades mo o as esul-
an es de pa ologias ca dio ascula es,
doenças c ónicas em ge al, cons i ui
uma esponsabilidade demasiado
pesada pa a os amilia es cuidado es.
Deba em-se quo idianamen e com
e í eis di iculdades, pa a as quais
não es a am p epa ados, mas deseja-
iam, em mui os casos, encon a
algum supo e e coope ação ins i u-
cional. É necessá io que se o gani-
zem espos as, g a ui as e compa ici-
padas, o ien adas pa a o apoio
u gen e e indispensá el às pessoas
que en elhecem e se encon am em
si uação de au onomia eduzida, al
como pa a os seus amilia es.
Ao Es ado de e compe i p o ecção
nos iscos da elhice.
Mas a é onde de e p ossegui ? Quais
são os limi es da esponsabilidade do
Es ado? Qual é a esponsabilidade da
amília? De e ambém o Es ado p o-
mo e o enca go amilia com incen-
i os nesse sen ido?
Es e deba e ambém ainda não che-
gou a se ei o em Po ugal. Há ap o-
ximadamen e dez a quinze anos
(1992), a Alemanha ins i uiu um
no o segu o pa a a dependência.
É pago pelos ac i os com bene ício
pa a os seus ascenden es. Também a
Ingla e a c iou uma comissão de
es udo enca egue de encon a solu-
ções pa a as si uações de dependên-
cia deco en es do en elhecimen o.
Temos implemen adas algumas boas
p á icas, cla amen e insu icien es. É o
caso, po exemplo, da unidade de
psicoge on ologia c iada há alguns
anos no Hospi al Psiquiá ico Maga-
lhães Lemos, no Po o. Te e início
apenas com consul as ex e nas e no e
anos ol idos é um se iço au ó-
nomo com á ias alências. En e
elas, consul as, hospi al de dia, in e -
namen o — undamen al em momen-
os c í icos — e apoio domiciliá io.
Um ou o exemplo de boas p á icas é
o da Associação dos Familia es e
Amigos dos Doen es de Alzheime
(APFADA). Com poucos ecu sos,
mas uma g ande mo i ação solidá ia,
es a associação em sido um supo e
impo an e pa a os amilia es cuida-
do es de doen es de Alzheime .
Não posso ambém deixa de e e i o
bom exemplo que oi o PAII, P o-
g ama de Apoio In eg ado a Idosos.
E a impo an e, no en an o, a alia os
bons e os maus esul ados do p o-
g ama.
Finalmen e, não posso deixa de e i-
dencia e aplaudi o es o ço já ini-
ciado pelo go e no socialis a no
sen ido de p ocu a soluções que
eduzam os e ei os ne as os do en e-
lhecimen o. O aumen o das pensões
pa a 300 eu os dos pensionis as mais
elhos, seguido aseadamen e das
ca ego ias e á ias in e io es, medida
anunciada já no p og ama elei o al,
ai ao encon o dos p incípios de
equidade e jus iça social.
No âmbi o da saúde, onde mui o
pa ece es a po aze , po inicia i a
do minis o da Saúde, oi já elabo-
ado um ex enso documen o de diag-
nós ico e implemen ação de medidas
sob e os cuidados con inuados.
A p es ação de cuidados no domicílio
ou em pequenas unidades de in e na-
men o, menos one osas e de dimen-
são mais humanizada, é, sem dú ida,
uma al e ação a in oduzi a ní el da
p es ação de cuidados. Também a
ní el dos cuidados p imá ios é p e-
ciso ap oxima os p es ado es de cui-
dados dos pacien es, é p eciso
ein en a a igu a do médico de
cabecei a, é p eciso que as pessoas
se sin am mais segu as e menos
inquie as quan o à sua saúde quando
a saúde já é pouca.
Como enca a o u u o? Com op i-
mismo, sem dú ida, mas um op i-
mismo conscien e das di iculdades
po que passamos hoje e que con a-
mos ainda i a passa .
Nes e cu o i ine á io sob e os p oble-
mas deco en es do en elhecimen o
não alei nas pessoas idosas,
enquan o ca ego ia concep ual, de
ca iz es á ico, e que conside o um
concei o p ejudicial à ac uação polí-
ica. É impo an e comp eende que
c iamos as condições do nosso en e-
lhecimen o ao longo da ida oda.
É p eciso que as polí icas sejam es i-
muladas pelos p incípios de p omo-
ção de bem-es a ao longo da ida,
enquan o ajec ó ia con ínua, po que
só assim ica emos p epa ados, não
pa a enca a o en elhecimen o, mas
pa a sabe i e melho ao longo da
ida.
Sem qualque ou a in enção que não
seja a de alo iza um exemplo no
quad o que acabo de aça , não
posso deixa de e e i o ex ao diná-
io simbolismo que e e a candida-
u a de uma pessoa como o D . Má io
Soa es, que é bem um es ímulo na
cons ução de uma sociedade mais
adequada aos desa ios do en elheci-
men o.
As ge ações mais elhas são cada ez
mais nume osas e a a ingi em idades
mais a ançadas. É necessá io da
mais a enção aos nossos elhos,
conhece melho as suas di iculdades
e aspi ações pa a p omo e mais
bem-es a . No u u o se emos ainda
em maio núme o e é no p esen e que
cons uímos o u u o.