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Conhecimentos e comportamentos sobre algumas infecções sexualmente transmissíveis dos alunos dos ensinos básicos e secundário de uma escola da área metropolitana de Lisboa

MARTINS, Maria Margarida Pissarra

Abstract

Os jovens são um grupo onde a prevalência e a incidência das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) é cada vez maior. Este facto parece dever-se a um grupo de factores determinantes, entre os quais se destaca o comportamento de utilização do preservativo, enquanto único método capaz de evitar a transmissão das IST. A resolução do problema passa pela implementação de programas de prevenção e controlo ajustados à população juvenil. No entanto, a investigação dos factores determinantes das IST que estão na base destes programas tem sido escassa em Portugal. O presente estudo do tipo observacional, analítico e transversal incidiu sobre a totalidade dos 1101 alunos de uma escola da periferia de Lisboa e teve como objectivos: descrever alguns conhecimentos e factores sociodemográficos, escolares e comportamentais determinantes das IST; averiguar se existem diferenças atribuíveis à idade e ao sexo nestes factores determinantes; averiguar se estes factores determinantes se encontram associados à utilização do preservativo. Na colheita dos dados foi utilizado um questionário de auto-preenchimento, desenvolvido para o efeito, e no tratamento dos mesmos recorreu-se à estatística descritiva e analítica. Os resultados obtidos no presente estudo demonstram que a principal fonte de informação sobre sexualidade dos alunos são os amigos, mas estes preferiam que fossem os profissionais de saúde. Para além dos vírus da imunodeficiência humana e do herpes genital, a identificação de outras IST foi insuficiente. Os conhecimentos sobre a transmissão sexual das IST foram satisfatórios, mas não se repercutem na utilização do preservativo pelos alunos durante as relações não coitais. O sexo e a idade dos alunos encontram-se significativamente associados a fontes de informação sobre sexualidade e a algumas dimensões do conhecimento sobre as IST, do comportamento sexual e da procura de tratamento médico. Todavia, a maioria destes factores determinantes não está associada à utilização do preservativo pelos alunos.

Full text

CONHECIMENTOS E COMPORTAMENTOS SOBRE ALGUMAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOS ALUNOS DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO DE UMA ESCOLA DA ÁREA DA GRANDE LISBOA MARIA MARGARIDA BAROSSO PISSARRA MARTINS SETEMBRO DE 2010 UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL CONHECIMENTOS E COMPORTAMENTOS SOBRE ALGUMAS INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS DOS ALUNOS DOS ENSINOS BÁSICO E SECUNDÁRIO DE UMA ESCOLA DA ÁREA DA GRANDE LISBOA MARIA MARGARIDA BAROSSO PISSARRA MARTINS DISERTAÇÃO APRESENTADA PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM MICROBIOLOGIA MÉDICA ORIENTADORA: PROF.ª DOUTORA FILOMENA MARTINS-PEREIRA CO-RIENTADORA: MESTRE INÊS FRONTEIRA SETEMBRO DE 2010 UNIVERSIDADE NOVA DE LISBOA INSTITUTO DE HIGIENE E MEDICINA TROPICAL UNIDADE DE ENSINO E INVESTIGAÇÃO EM DOENÇAS SEXUALMENTE TRASNMISSÍVEIS i Ag adecimen os: À Comissão Cien í ica da 2.ª Edição do Cu so de Mes ado em Mic obiologia Médica que possibili ou a ealização des a in es igação. À P o esso a Dou o a Filomena Pe ei a e à Mes e Inês F on ei a, o ien ado as des a in es igação, à p imei a pela comp eensão e pelo acolhimen o desde o p imei o momen o e à segunda pelo es o ço, pela paciência e po udo o que me ensinou. Aos p o esso es e aos ó gãos de ges ão educa i a da escola que au o iza am e colabo a am na aplicação do ques ioná io. A odos os alunos que acede am a pa icipa nes a in es igação, expondo a sua in imidade e o nando-o possí el. À minha amília, em pa icula à minha mãe, pela comp eensão e apoio inesgo á eis. Ao Nuno, po es a semp e aqui. ii Resumo: Os jo ens são um g upo onde a p e alência e a incidência das In ecções Sexualmen e T ansmissí eis (IST) é cada ez maio . Es e ac o pa ece de e -se a um g upo de ac o es de e minan es, en e os quais se des aca o compo amen o de u ilização do p ese a i o, enquan o único mé odo capaz de e i a a ansmissão das IST. A esolução do p oblema passa pela implemen ação de p og amas de p e enção e con olo ajus ados à população ju enil. No en an o, a in es igação dos ac o es de e minan es das IST que es ão na base des es p og amas em sido escassa em Po ugal. O p esen e es udo do ipo obse acional, analí ico e ans e sal incidiu sob e a o alidade dos 1101 alunos de uma escola da pe i e ia de Lisboa e e e como objec i os: desc e e alguns conhecimen os e ac o es sociodemog á icos, escola es e compo amen ais de e minan es das IST; a e igua se exis em di e enças a ibuí eis à idade e ao sexo nes es ac o es de e minan es; a e igua se es es ac o es de e minan es se encon am associados à u ilização do p ese a i o. Na colhei a dos dados oi u ilizado um ques ioná io de au o-p eenchimen o, desen ol ido pa a o e ei o, e no a amen o dos mesmos eco eu-se à es a ís ica desc i i a e analí ica. Os esul ados ob idos no p esen e es udo demons am que a p incipal on e de in o mação sob e sexualidade dos alunos são os amigos, mas es es p e e iam que ossem os p o issionais de saúde. Pa a além dos í us da imunode iciência humana e do he pes geni al, a iden i icação de ou as IST oi insu icien e. Os conhecimen os sob e a ansmissão sexual das IST o am sa is a ó ios, mas não se epe cu em na u ilização do p ese a i o pelos alunos du an e as elações não coi ais. O sexo e a idade dos alunos encon am-se signi ica i amen e associados a on es de in o mação sob e sexualidade e a algumas dimensões do conhecimen o sob e as IST, do compo amen o sexual e da p ocu a de a amen o médico. Toda ia, a maio ia des es ac o es de e minan es não es á associada à u ilização do p ese a i o pelos alunos. iii Abs ac : The p e alence and incidence o sexually ansmi ed in ec ions (STI) is inc easing in young people. This seems o happen as a consequence o mul iple ac o s, among which is condom use beha iou , was he only sa e me hod o p e en STI ansmission. One o he solu ions o he p oblem is he implemen a ion o p e en ion and con ol p og ams you h o ien ed. Ye , esea ch on STI de e minan s, he a ional o hese p og ams, has been sca ce in Po ugal. This obse a ional, analy ical and c oss sec ional s udy, su eyed all he 1101 s uden s a a school in he subu ban Lisbon a ea. I aimed a : desc ibing knowledge, demog aphic, schola and beha iou al de e minan ac o s o STI; o de e mine di e ences be ween age g oup and gende and which o he ac o s a e associa ed wi h condom use. Da a was collec ed using a s uc u ed ques ionnai e de eloped o his s udy. Da a analysis was conduc ed using bo h desc ip i e and analy ical s a is ics. The esul s indica ed ha he main sou ce o in o ma ion on sexuali y a e s uden ’s iends, bu hey would a he p e e o be in o med by heal h p o essionals. Apa om he human immunode iciency i us and geni al he pes, knowledge o o he STI was insu icien . Knowledge abou SIT sexual ansmission was sa is ac o y, bu does no lead o condom use du ing non-coi al ela ions. Sex and age o he s uden s a e signi ican ly ela ed o di e en sou ces o in o ma ion on sexuali y and o some dimensions o STI knowledge, sexual beha iou and he seeking o medical ea men . Ne e heless, he majo i y o hese de e minan ac o s a e no ela ed o condom use by hese s uden s. i Índice Ge al 1. In odução ...................................................................................................................1 1.1. Objec i os..............................................................................................................3 1.1.1. Objec i os ge ais: ...........................................................................................3 1.1.2. Objec i os especí icos: ...................................................................................3 2. Enquad amen o eó ico..............................................................................................6 2.1. Fac o es de e minan es das In ecções Sexualmen e T ansmissí eis.....................6 2.1.1. Fac o es Sociodemog á icos e Escola es........................................................7 2.1.2. Fon es de In o mação sob e Saúde Sexual e Rep odu i a............................12 2.1.3. Fac o es compo amen ais ............................................................................16 2.1.3.1. Início p ecoce da ac i idade sexual .......................................................16 2.1.3.2. Tipo de elação sexual ...........................................................................16 2.1.3.3. Núme o de pa cei os sexuais.................................................................17 2.1.3.4. Relações sexuais com pa cei os do mesmo sexo...................................18 2.1.3.5. Compo amen o de u ilização do p ese a i o ......................................18 2.1.3.6. Compo amen o de p ocu a de a amen o médico................................20 2.1.3.7. Consumo de álcool e d ogas no con ex o da elação sexual..................21 3. Ma e ial e Mé odos...................................................................................................22 3.1. Tipo de es udo......................................................................................................22 3.2. População em es udo ...........................................................................................22 3.3. Ins umen o de colhei a de dados......................................................................... 22 3.3.1. Selecção do ins umen o de colhei a de dados..............................................22 3.3.2. Cons ução e a o ganização do ques ioná io.................................................23 3.3.3. Es a égias implemen adas na op imização da axa de espos a ao ques ioná io............................................................................................................. 27 3.3.4. P é- es e ........................................................................................................28 3.4. Ope acionalização das a iá eis..........................................................................29 3.5. Implemen ação do Es udo.................................................................................... 29 3.5.1. An es da aplicação do ques ioná io ..............................................................29 3.5.2. Du an e a aplicação do ques ioná io.............................................................30 3.6. Análise dos dados ................................................................................................30 3.6.1. Dados Omissos .............................................................................................30 3.6.2. Análise es a ís ica .........................................................................................30 3.7. Conside ações é icas e legais...............................................................................34 3.7.1. An es da aplicação do ques ioná io ..............................................................34 3.7.2. Du an e a aplicação do ques ioná io.............................................................35 3.7.3. Após a aplicação do ques ioná io ................................................................. 36 4. Resul ados..................................................................................................................37 4.1. Taxa de pa icipação no es udo e axa de espos a ao ques ioná io..................... 37 4.2. Ca ac e ização sociodemog á ica ........................................................................ 38 4.3. Ca ac e ização escola .........................................................................................39 4.4. Fon es de in o mação sob e sexualidade .............................................................40 4.5. Conhecimen os sob e as IST................................................................................43 4.6. Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o..............................................56 4.7. Compo amen o sexual ........................................................................................58 4.7.1. Compo amen o sexual.................................................................................58 4.7.2. U ilização do p ese a i o ............................................................................ 61 4.8. Consumo de álcool e/ou d ogas no con ex o da elação sexual...........................63 4.9. Compo amen o de p ocu a de cuidados médicos...............................................64 4.10. Fac o es de e minan es do compo amen o de u ilização do p ese a i o (análise mul i a iada)...............................................................................................................69 4.10.1. Relações sexuais do ipo aginal ................................................................69 4.10.2. Relações sexuais do ipo o al...................................................................... 71 4.10.3. Relações sexuais do ipo anal .....................................................................72 5. Discussão e conclusões..............................................................................................73 5.1. Fon es de in o mação sob e sexualidade .............................................................73 5.2. Conhecimen os sob e as IST................................................................................77 5.3. Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o..............................................81 5.4. Compo amen o sexual ........................................................................................82 i 5.5. Compo amen o na u ilização do p ese a i o ....................................................84 5.6. Consumo de álcool e d ogas no âmbi o do elacionamen o sexual.....................86 5.7. Compo amen o de p ocu a de cuidados médicos em caso de IST .....................87 5.8. Fac o es de e minan es do compo amen o de u ilização do p ese a i o .......... 88 5.9. Limi ações do es udo ...........................................................................................90 5.10. Conclusões.........................................................................................................90 6. Re e ências Bibliog á icas........................................................................................ 97 Anexo 1. Ques ioná io ................................................................................................ 102 Anexo 2. Consen imen o In o mado ......................................................................... 117 Anexo 3. Ope acionalização das a iá eis................................................................118 Anexo 4. Dados omissos..............................................................................................131 Anexo 5. Análise bi a iada en e os ac o es de e minan es e o compo amen o de u ilização do p ese a i o nas elações sexuais aginais, anais e o ais..................134 ii Índice de Tabelas Tabela 1. A iculação en e os objec i os do es udo, as a iá eis, as secções e as pe gun as do ques ioná io................................................................................................................................................ 24 Tabela 2. Núme o dos alunos quan o à de olução do consen imen o in o mado, au o ização de pa icipação e espos a o ques ioná io. ...................................................................................................... 37 Tabela 3. Va iá eis sociodemog á icas - equências absolu as (N) e ela i as (%)................................. 39 Tabela 4. Va iá eis escola es - equências absolu as (N) e ela i as (%)................................................ 40 Tabela 5. P incipal on e de in o mação sob e sexualidade – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. ................................................................. 42 Tabela 6. Fon e de in o mação desejada sob e sexualidade – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. ................................................................. 42 Tabela 7. Conhece o nome das IST – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias............................................................................................................... 44 Tabela 8. Conhece o nome das IST (opções de espos a inco ec as) – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e o eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias.............................................. 46 Tabela 9. Conhece o mas de ansmissão das IST – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. ................................................................. 47 Tabela 10. Conhece o mas de ansmissão das IST (opções de espos a inco ec as) – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias......................... 48 1 1. In odução De aco do com á ios es udos ealizados em di e en es países, os adolescen es são um dos g upos onde a p e alência e a incidência das In ecções Sexualmen e T ansmissí eis (I.S.T.) são maio es (5, 6, 21). Nos adolescen es, es as in ecções êm, a cu o p azo, consequências como a al a de assiduidade à escola, o so imen o ísico ou os cus os associados ao a amen o. Pa a além des es, a longo p azo, podem su gi g a es p oblemas de saúde como a doença in lama ó ia pél ica, a in e ilidade, a g a idez ec ópica ou o canc o ce ical (11). A exp essão acen uada des as in ecções no g upo dos adolescen es de e-se à ausência de conhecimen os, mas ambém a ac o es biológicos, sociodemog á icos, escola es e compo amen ais. En e os ac o es compo amen ais associados à oco ência de IST des aca-se a u ilização do p ese a i o, dada a exclusi idade que es e mé odo con acep i o assume na p e enção des as in ecções (27, 33). Po conseguin e, o es udo dos ac o es de e minan es1 das IST nos adolescen es, em especial o compo amen o de u ilização do p ese a i o, me ecem a enção endo em con a as g a es consequências que a cu o e longo p azo es as in ecções podem aca e a pa a a saúde e o bem-es a dos indi íduos. Em Po ugal o es udo dos ac o es de e minan es das IST, que não a SIDA, na população adolescen e, em sido pouco equen e e a implemen ação de p og amas de p e enção oco e de o ma descon inuada e, mui as ezes, sem um conhecimen o p é io das populações a que se di igem (34, 36, 44). 1 Nes e es udo en ende-se po ac o de e minan e qualque aspec o do compo amen o indi idual, de uma exposição ambien al ou de uma ca ac e ís ica he dada que, com base em esul ados de es udos epidemiológicos, se sabe es a associado com a oco ência, p e enção ou edução das IST (29). 2 To na-se, pois, necessá io con inua a ap o unda o es udo dos ac o es de e minan es associados às IST, de o ma a ajus a o con eúdo das in e enções p e en i as e a iden i ica subg upos, en e os adolescen es, especialmen e ulne á eis a es as in ecções. Tendo em con a es as mo i ações, com o p esen e abalho p e ende-se desc e e alguns ac o es de e minan es das IST2 e a sua elação com o compo amen o de u ilização do p ese a i o numa população cons i uída po alunos de uma escola do ensino Secundá io com 3.º ciclo, si uada na pe i e ia de Lisboa, du an e o ano lec i o de 2006/2007. Tendo em conside ação que o sexo e a idade o am e e enciados como de e minan es (10), p e ende-se a e igua se exis em di e enças associadas a es es ac o es nos conhecimen os sob e as IST, nas on es de in o mação sob e sexualidade, no compo amen o sexual, no compo amen o de p ocu a de a amen o médico e no compo amen o de consumo de álcool e d ogas no con ex o do elacionamen o sexual. Igualmen e, sabendo que a u ilização do p ese a i o é o p incipal de e minan e da aquisição das IST e que es á associada a ou os ac o es de e minan es des as in ecções (16), p e ende-se a e igua a oco ência de elações en e es e compo amen o e os ou os de e minan es das IST al o des e es udo. 2 As IST al o de es udo o am a gono eia, a hepa i e C, a hepa i e B, a candidose, a pediculose púbica, a sí ilis, a clamidiose, a icomonose, a SIDA, a sa na, a in ecção he pé ica geni al, a in ecção geni al pelo í us do papiloma humano e a aginose bac e iana. 3 1.1. Objec i os 1.1.1. Objec i os ge ais: - Desc e e alguns ac o es de e minan es das IST. - Analisa as elações en e os ac o es de e minan es das IST e o sexo e a idade. - Analisa as elações en e os ac o es de e minan es das IST e o compo amen o de u ilização do p ese a i o. 1.1.2. Objec i os especí icos: 1) Desc e e as ca ac e ís icas sociodemog á icas dos alunos (sexo, es ado ci il, nacionalidade, eligião, eligiosidade, ipo de ag egado amilia , expe iência labo al, si uação labo al ac ual, idade no p imei o abalho emune ado e idade). 2) Desc e e as ca ac e ís icas escola es dos alunos (ano de escola idade equen ado, sa is ação na escola, expe iência de ep o ação, núme o de ep o ações, assiduidade às aulas es ando na escola, assiduidade às aulas na úl ima semana e núme o de al as às aulas na úl ima semana). 3) Desc e e as on es de in o mação sob e sexualidade dos alunos (p incipal on e e on e desejada). 4) Desc e e os conhecimen os dos alunos sob e algumas IST (conhece as IST, conhece sinais e sin omas, conhece o mas de p e enção e de ansmissão). 5) Desc e e os conhecimen os dos alunos sob e a u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais aginais, anais ou o ais. 6) Desc e e o compo amen o sexual dos alunos (expe iência sexual anal, expe iência sexual aginal, expe iência sexual o al, expe iência sexual com pa cei os do mesmo sexo, idade na p imei a elação sexual, núme o de pa cei os sexuais nos úl imos 6 meses e núme o de elações sexuais com pa cei os do mesmo sexo no úl imo mês). 4 7) Desc e e o compo amen o dos alunos quan o à u ilização do p ese a i o (du an e as elações sexuais do ipo anal, aginal e o al). 8) Desc e e o compo amen o de consumo de álcool e/ou de d ogas, no con ex o de uma elação sexual. 9) Desc e e o compo amen o de p ocu a de a amen o médico em caso de in ecção po uma IST. 10) Iden i ica e en uais associações en e as on es de in o mação sob e sexualidade, o sexo e a idade dos alunos. 11) Iden i ica e en uais associações en e os conhecimen os sob e as IST, o sexo e a idade dos alunos. 12) Iden i ica e en uais associações en e os conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o, o sexo e a idade dos alunos. 13) Iden i ica e en uais associações en e os compo amen os sexuais, o sexo e a idade dos alunos. 14) Iden i ica e en uais associações en e o compo amen o de u ilização do p ese a i o, o sexo e a idade dos alunos. 15) Iden i ica e en uais associações en e o compo amen o de u ilização do p ese a i o e os de e minan es sociodemog á icos e escola es, as on es de in o mação sob e sexualidade, os conhecimen os sob e as IST, os conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o, o compo amen o sexual, o compo amen o de consumo de álcool e/ou de d ogas no con ex o do elacionamen o sexual e o compo amen o de u ilização do p ese a i o; 5 16) Conhece a impo ância ela i a dos di e en es ac o es de e minan es associados ao compo amen o de u ilização do p ese a i o quando conside ados simul aneamen e. 6 2. Enquad amen o eó ico 2.1. Fac o es de e minan es das In ecções Sexualmen e T ansmissí eis. Os ac o es compo amen ais de e minan es das IST, abo dados nes e abalho, podem se enquad ados em ês g andes g upos: ac o es elacionados com a p obabilidade de exposição de indi íduos suscep í eis a pa cei os sexuais in ec ados, ac o es elacionados com a p obabilidade de ansmissão da in ecção e ac o es elacionados com a p obabilidade de desen ol imen o da doença ou de ou as complicações (25, 58). No g upo dos ac o es elacionados com a p obabilidade de exposição a um pa cei o sexual in ec ado es ão incluídos compo amen os como o núme o de pa cei os sexuais, a equência dos encon os sexuais ou a p á ica de elações com indi íduos de g upos onde a p e alência das IST é ele ada. Quan o aos ac o es elacionados com a p obabilidade de ansmissão das IST en e indi íduos, pa a além do compo amen o de u ilização do p ese a i o, es ão incluídos os ipos de p á icas sexuais em que os indi íduos se en ol em. O g upo de ac o es elacionados com a p obabilidade de desen ol imen o de uma doença inclui o compo amen o de p ocu a de a amen o médico que, no âmbi o des e abalho, con empla a en idade a quem os alunos solici a iam ajuda, caso i essem uma IST e a in luência do cus o mone á io na p ocu a de a amen o. Es es ac o es compo amen ais so em a in luência de ou os, de ca ác e sociodemog á ico e escola ou ine en es ao conhecimen o dos alunos sob e as IST. Po es a azão, em p imei o luga , desc e em-se as e idências e e en es aos ac o es sociodemog á icos e escola es, aos conhecimen os dos jo ens sob e as IST e às on es de in o mação sob e sexualidade. Só depois são ap esen adas as e idências ela i as aos ac o es compo amen ais. 7 2.1.1. Fac o es Sociodemog á icos e Escola es Os ac o es idade, sexo, es ado ci il, nacionalidade e eligião e lec em di e enças cogni i as, ísicas e sociais que podem in luencia o compo amen o sexual dos adolescen es. A idade é um ac o que a o ece as p obabilidades de exposição e de aquisição das IST a a és de duas componen es, uma e e en e à ma u idade biológica e ou a e e en e à ma u idade cogni i a e psicológica dos indi íduos. A ní el biológico a idade do adolescen e é indissociá el do amadu ecimen o ísico e de e mina nas apa igas uma maio suscep ibilidade às IST. En e as causas que pe mi em explica a maio suscep ibilidade nas apa igas encon a-se a ec opia ce ical, ca ac e ís ica da pube dade, que consis e na exis ência de epi élio coluna acilmen e colonizá el pelos pa ógeneos que p o ocam as IST desde o canal endoce ical a é ao ec oce ix (16, 25). Ou a causa é o muco ce ical, cujas ca ac e ís icas du an e o pe íodo que an ecede a mena ca acili am a ascensão dos mic o ganismos a é ao ú e o (25). O ac éscimo na idade dos adolescen es acompanha o seu amadu ecimen o psicológico e cogni i o, mas es e nem semp e e lec e a adopção de compo amen os p e en i os ace às IST. En e as ca ac e ís icas psicológicas e cogni i as, cujo desen ol imen o pa ece e sé ias implicações sob e o compo amen o sexual dos adolescen es es ão o aciocínio abs ac o, a capacidade de pe cepção do isco e a capacidade de omada de decisões (25, 27). O aciocínio abs ac o não es á comple amen e desen ol ido nos adolescen es, p incipalmen e en e os mais jo ens, pelo que es es são incapazes de p e e as implicações dos seus ac os. Re elam, igualmen e, di iculdades na execução de a e as que en ol em á ias ases, como a colocação de um p ese a i o, e na aplicação dos conhecimen os sob e SSR ao p óp io compo amen o sexual (13, 25, 41). 8 Po ou o lado, os adolescen es êm uma baixa pe cepção do isco de ido ao egocen ismo e à inabilidade de econhece em as semelhanças en e si p óp ios e os ou os. Es as ca ac e ís icas le am, mui as ezes, os adolescen es a imagina que são in ulne á eis a po enciais si uações de isco (35, 41). Também a capacidade de oma decisões es á ainda em desen ol imen o, pelo que é ulga os adolescen es basea em as suas decisões na g a i icação ou na ob enção de p aze imedia o, não conside ando as u u as consequências das suas acções (41). O sexo dos indi íduos é ou o ac o que ambém es á associado ao compo amen o sexual a a és de duas componen es, uma biológica e ou a compo amen al. A ní el biológico, a p obabilidade de aquisição de uma IST é supe io en e os indi íduos do sexo eminino, an es e du an e a pube dade, dadas as ca ac e ís icas ana ómicas e isiológicas já mencionadas. A maio p obabilidade de aquisição de uma IST nes e g upo pode ambém de e -se ao ac o da á ea de mucosa geni al expos a du an e as elações sexuais, e passí el de in ecção, se supe io à e i icada no sexo masculino (3, 25) En e os indi íduos do sexo masculino, alguns es udos êm elacionado a ausência de ci cuncisão com o aumen o do isco de aquisição de um ex enso g upo de IST, nomeadamen e o canc óide, a sí ilis, a gono eia e a SIDA (16, 25). Supõe-se que a maio suscep ibilidade dos indi íduos não ci cuncidados esul e do uncionamen o do p epúcio como ese a ó io de pa ógeneos ou da p opensão das células não que a inizadas des a zona geni al a aumas e in ecções (16, 25) A ní el compo amen al, a exis ência de no mas sociais e cul u ais dis in as quan o à sexualidade de apazes e apa igas de e mina a oco ência de um duplo pad ão. Assim, ge almen e, e i ica-se que as apa igas êm um meno núme o de pa cei os sexuais, u ilizam menos o p ese a i o e p ocu am menos o a amen o médico (5). 9 O es ado ci il é um ac o que pode a o ece as p obabilidades de exposição e aquisição às IST en e os indi íduos sol ei os, dado que es es êm, ge almen e, um núme o de pa cei os sexuais supe io ao dos indi íduos casados (39). A nacionalidade é ou o ac o que apa ece associado aos compo amen os de isco ace às IST nos adolescen es, dadas as di e enças cul u ais e socioeconómicas em que a ac i idade sexual des es indi íduos é ap eendida e p a icada. Toda ia, mais do que as di e enças cul u ais, os ac o es sociais e económicos pa ecem se os p incipais esponsá eis pelas assime ias no compo amen o sexual dos indi íduos com di e en es nacionalidades. Em alguns es udos comp o ou-se que o impac o da nacionalidade sob e os compo amen os sexuais de isco diminuía signi ica i amen e quando as ca ac e ís icas sociais da comunidade ou da amília pe maneciam cons an es (27, 49). En e as di e enças a ibuídas à nacionalidade, e equen emen e epo adas, des acam-se os jo ens de descendência a icana que, compa a i amen e aos seus pa es eu opeus, e elam equen emen e compo amen os sexuais de isco, ais como a ac i idade sexual sob o e ei o do álcool ou das d ogas e a meno u ilização do p ese a i o (25, 34). Es ei amen e elacionada com a nacionalidade, a eligião é um ac o que pode assumi um ca iz p o ec o ace às IST. De ac o, a acei ação de no mas como a manu enção da i gindade ou a p á ica da ci cuncisão podem eduzi a p obabilidade de aquisição de uma IST (48). Toda ia, a eligião é um aco indicado da eligiosidade dos indi íduos dado que na maio pa e das ezes e lec e apenas uma escolha pa en al ao in és de uma escolha pessoal (45). Nes e sen ido, e e e indo-se à si uação dos adolescen es po ugueses, Dua e Vila (55) esc e eu que: “a iden i icação maio i á ia à eligião ca ólica, não signi ica uma in e io ização dessa iden idade em e mos de p á icas ou de e e ência mo al exclusi a ou 10 dominan e. E mui o menos signi ica um aco do o al com os p incípios e o ien ações eligiosas. A iden i icação eligiosa é, pois, na maio pa e dos casos me amen e simbólica e só pa cialmen e de inido a de quad os mo ais indi iduais.”. Des a o ma, e apesa dos compo amen os sexuais de isco se em menos equen es en e os adolescen es que pa icipam egula men e em ac i idades eligiosas, a in luência da eligião sob e o compo amen o sexual dos adolescen es pe manece pouco cla a. De ac o, a elação en e a eligião e o compo amen o sexual dos indi íduos pode ambém acon ece no sen ido in e so, ou seja o compo amen o sexual pode in luencia o en ol imen o eligioso (27, 28, 45). Exis em e idências de que alguns adolescen es sen em descon o o quando se e ol em sexualmen e e, po es e mo i o, acabam po diminui a equência das suas ac i idades eligiosas (27, 49)3. Du an e a adolescência, pa a além dos ac o es sociodemog á icos exis em ou os que passam a assumi um maio des aque, in luenciando posi i a ou nega i amen e o compo amen o sexual. Assim, a ap endizagem de compe ências in e pessoais deixa de es a cen ada na escola e na amília e passa a p i ilegia ou os agen es e con ex os, como po exemplo os pa es e o meio labo al. A escola é um meio de socialização que começa ambém a se econhecido como ge ado de compo amen os de isco, en e os quais os deco en es da p á ica sexual. Nes e con ex o des acam-se, enquan o ac o es de e minan es, o aco desempenho escola , a baixa assiduidade e a ausência de ligação dos alunos à escola (27, 34, 56). Num es udo ealizado em adolescen es po ugueses concluiu-se que os pa icipan es que inham iniciado p ecocemen e a sua ac i idade sexual e e iam mais equen emen e não gos a da escola, al a às aulas e e um ap o ei amen o escola abaixo da média (34). Num ou o es udo cons a ou-se que os jo ens que a ibuíam uma maio 3 Pa a uma discussão mais ab angen e sob e a sexualidade e a eligião consul e-se: Sil a, M.O.2008. A Sexualidade, a Ig eja e a Bioé ica, ol.1. Edi o ial Caminho. (50) 17 Po ém, os adolescen es a ibuem às elações não coi ais um isco in e io , po que não as conside am como sexuais ou igno am que es as são ias ansmissão das IST e, consequen emen e, acabam po não u iliza o p ese a i o nes e ipo de con ac os sexuais (11, 13). No caso pa icula das elações sexuais o ais, os adolescen es conside am es a p á ica como a mais adequada à sua idade. É p e isí el que nos adolescen es, pa alelamen e ao aumen o da p á ica de elações sexuais o ais, se e i ique um aumen o dos casos de IST com o igem nes a ia de ansmissão (24, 51). 2.1.3.3. Núme o de pa cei os sexuais Na maio pa e dos es udos ealizados com adolescen es, es es endem a epo a um único pa cei o sexual ela i amen e aos úl imos seis meses ou ao úl imo ano (57). As elações sexuais oco em, no malmen e, no âmbi o de elações a ec i as monogâmicas, e é comum um pe íodo de abs inência sexual, de du ação di e sa, en e os di e en es elacionamen os (5, 49, 57). Es a ipologia de elacionamen o a ec i o pe mi e, ao im de algum empo, o en ol imen o com um g ande núme o de pa cei os sexuais e, consequen emen e, o inc emen o da p obabilidade de exposição a indi íduos in ec ados com uma IST (28, 41). Po ou o lado, o en ol imen o sexual no seio de elações monogâmicas apo a, mui as ezes, uma diminuição da pe cepção da ulne abilidade ao isco, o que pode eduzi a u ilização do p ese a i o e aumen a a p obabilidade de ansmissão das IST en e pa cei os (16). Os apazes endem a ap esen a um núme o de pa cei os sexuais supe io ao das apa igas, apesa de nos países indus ializados es a endência e indo a se a enuada (57). Es e ac o a o ece, en e os apazes, a p obabilidade de exposição a indi íduos in ec ados com uma IST (25). 18 2.1.3.4. Relações sexuais com pa cei os do mesmo sexo Os apazes que se en ol em sexualmen e com pa cei os do mesmo sexo êm um isco de aquisição de algumas IST, ais como a sí ilis, a gono eia, a clamidiose ou a hepa i e B, supe io aos dos apazes he e ossexuais. Uma possí el explicação pa a es e ac o p o ém do ipo de elações em que os adolescen es masculinos com pa cei os sexuais do mesmo sexo se en ol em, nomeadamen e a p á ica do sexo anal, à semelhança do que oco e en e os indi íduos do mesmo g upo na idade adul a (25). 2.1.3.5. Compo amen o de u ilização do p ese a i o Ac ualmen e, o conhecimen o do p ese a i o enquan o mé odo p e en i o das IST encon a-se gene alizado en e os adolescen es. Num es udo com alunos po ugueses do ensino secundá io, 94,3% dos inqui idos indica am o p ese a i o como mé odo de p e enção das IST (36). A es e ac o não é es anha a in luência das in ensas campanhas de sensibilização sob e a SIDA, que apon am o p ese a i o enquan o único mé odo p e en i o (16, 38). Toda ia, en e os jo ens, e i ica-se que o compo amen o de u ilização do p ese a i o con inua inconsis en e (5, 16, 25). O aumen o na idade dos adolescen es pa ece es a associado à inconsis ência e à edução da u ilização do p ese a i o. Po um lado, en e os adolescen es com mais idade e que nunca expe iencia am qualque consequência nega i a da ac i idade sexual, a pe cepção do isco encon a-se eduzida e, consequen emen e, endem a u iliza o p ese a i o de o ma inconsis en e (16, 49). Po ou o lado, no inal da adolescência e com a en ada na ida adul a, os adolescen es man êm ge almen e elações es á eis em que o p ese a i o é p e e ido ela i amen e a ou os mé odos con acep i os, uma ez que a p incipal p eocupação é e i a uma g a idez não desejada (8, 16, 25, 49). O compo amen o de u ilização do p ese a i o pode ainda se de e minado po alguns ac o es psicológicos, como as c enças sob e o compo amen o dos pa es e pa cei os sexuais, a capacidade de negociação e comunicação en e pa cei os sexuais, a 19 pe cepção do isco ace a um e en ual con ágio, o sen imen o de con iança no pa cei o ou as c enças sob e o p ese a i o (16, 38). Quan o às c enças sob e o compo amen o dos pa es, exis em e idências de que os adolescen es que pe cepcionam os seus pa es como u ilizado es do p ese a i o êm uma maio p obabilidade de usa em, ambém, es e mé odo con acep i o (16, 27). A u ilização do p ese a i o é ambém condicionada pelas c enças ela i amen e à acei ação des e mé odo pelos pa cei os sexuais. Assim, exis em apazes que não usam p ese a i o po que ac edi am que a pa cei a i á en ende a p opos a de u ilização do p ese a i o como uma a i ude de p eocupação ou de p o ecção con a uma e en ual in ecção de que ela seja po ado a (25). Po seu lado, algumas apa igas pensam que os pa cei os sexuais classi icam a u ilização do p ese a i o como al a de con iança ou de en ol imen o na elação. Es a si uação, como já oi mencionado, conduz no âmbi o de uma elação monogâmica a uma p e e ência po ou os mé odos con acep i os, independen es da negociação com o pa cei o, que não o e ecem qualque p o ecção con a as IST (25). En e pa cei os sexuais, a comunicação e a negociação sob e o p ese a i o são compe ências que podem de e mina a sua u ilização numa elação sexual. Po ezes, de ido à ima u idade psicológica e emocional dos jo ens es as compe ências não es ão desen ol idas, o que aliado à na u eza casual e à cu a du ação das elações a ec i as na adolescência acaba po in iabiliza a u ilização do p ese a i o (41). A con iança na idelidade do pa cei o é ou a ba ei a associada à edução da pe cepção do isco de con ágio, que conduz à diminuição da u ilização do p ese a i o (16, 49). Também se e i icou num g upo de apa igas que não usa am o p ese a i o, que a pe cepção do isco ace ao VIH e a eduzida po que ac edi a am na idelidade dos seus pa cei os sexuais (25). 20 A ausência de mo i ação pa a usa p ese a i o é ou o ac o que a ec a a sua u ilização. A es a ausência es ão equen emen e associadas di e sas c enças nega i as como a edução do p aze sexual, o medo de oco e uma o u a du an e a u ilização do p ese a i o e, inclusi e, algum emba aço pela comp a (16, 25). Ou os adolescen es, apesa de conhece em os iscos, não usam p ese a i o. A es e compo amen o apa ecem associados alguns ac o es, ais como a idade em que oco eu a p imei a elação sexual, a e nia, a amília, a escola idade, a de icien e educação sexual ou o medo que os pais descub am que já êm ida sexual (34). A ausência de p ese a i o no momen o em que oco e a elação sexual não é, pa a alguns indi íduos, impedi i a da sua conc e ização. Nos adolescen es, es a si uação aliada, à na u eza casual das elações sexuais a o ece ainda mais a aquisição e a ansmissão das IST (25). 2.1.3.6. Compo amen o de p ocu a de a amen o médico A p ocu a de a amen o médico é um compo amen o impo an e na p e enção das IST po que quando ei a a empadamen e pe mi e eduzi a p obabilidade de ansmissão e e i a u u as complicações. No caso dos adolescen es, e i ica-se que a p ocu a de a amen o médico ap esen a alguns obs áculos, ais como o eceio de desap o ação, o sen imen o de culpa, o medo da ausência de con idencialidade e a inadequação dos se iços de SSR a es e g upo de indi íduos. Ou os impedimen os são ambém o desconhecimen o dos sinais e sin omas associados às IST, a al a de compe ências de comunicação sob e sexualidade e as limi ações económicas ine en es aos cus os com a assis ência médica (8, 25). Ao con á io do que oco e com ou as in ecções, a p ocu a de a amen o médico é maio no sexo masculino po que es es indi íduos são mais sin omá icos pa a a gene alidade das IST (8, 25). 21 A p ocu a de a amen o médico pelo sexo eminino é menos equen e, po que as jo ens associam os sinais e sin omas a ou as pa ologias, e elam uma maio endência pa a o au o- a amen o e necessi am de um in e alo de empo supe io pa a p ocu a ajuda (8, 25). Es as ca ac e ís icas, conjugadas com a suscep ibilidade biológica, azem com que as consequências e as sequelas das IST sejam mais se e as nas apa igas ela i amen e aos apazes (13). 2.1.3.7. Consumo de álcool e d ogas no con ex o da elação sexual O consumo de d ogas injec á eis p omo e di ec amen e a aquisição e a ansmissão de IST caso oco a pa ilha de se ingas con aminadas. De o ma indi ec a, o consumo de d ogas ou de álcool pode, a a és da diminuição dos ní eis de acionalidade e de inibição, p omo e compo amen os sexuais de isco que acili am a exposição e a aquisição das IST (16, 28, 58). Como exemplos podem se ci ados a u ilização inconsis en e do p ese a i o, o ele ado núme o de pa cei os sexuais ou a edução na p ocu a de a amen o médico (16, 28). 22 3. Ma e ial e Mé odos 3.1. Tipo de es udo Na ob enção e p odução de conhecimen o u ilizou-se uma abo dagem pós-posi i is a po que se p essupõe que as elações en e os di e sos ac o es de e minan es, semelhan es a a iá eis, podem se obse adas e analisadas endo em is a a ob enção de explicações pa a as egula idades empí icas e i icadas (12). O es udo classi ica-se como obse acional, ans e sal e analí ico (29). 3.2. População em es udo A população do p esen e es udo englobou a o alidade dos 1101 alunos ma iculados du an e o ano lec i o de 2006/2007 numa escola pública do Ensino Secundá io, com 3.º ciclo, localizada na egião da G ande Lisboa. Não se seleccionou qualque amos a. A selecção da escola não se baseou em qualque p oblema encon ado mas num conjun o de si uações a o á eis à execução do es udo, designadamen e as o ien ações do Minis é io da Educação ela i amen e às IST 4, a ausência de qualque in es igação sob e es as in ecções nos alunos da escola que pe mi isse cump i as o ien ações minis e iais e o ac o da in es igado a aí exe ce a sua ac i idade p o issional. 3.3. Ins umen o de colhei a de dados 3.3.1. Selecção do ins umen o de colhei a de dados A ecolha dos dados e ec uou-se a a és de um ques ioná io, concebido pa a o e ei o, es u u ado e de au o-p eenchimen o ( e Anexo 1). 4 O ício Ci cula n.º 69 de 20/10/2006 da Di ecção Regional de Educação de Lisboa (DREL) que de ine as In ecções Sexualmen e T ansmissí eis como uma das emá icas p io i á ias a se abo dada em cada es abelecimen o de ensino no âmbi o do P ojec o Educa i o de Escola na á ea da P omoção e Educação pa a a Saúde. 23 Op ou-se po es e ipo de ins umen o po que pe mi e ecolhe a in o mação ace ca dos conhecimen os e compo amen os, endo em con a que es es são enómenos não obse á eis di ec amen e, que epo am ao passado e que a amen e oco em de o ma espon ânea (20). Po ou o lado, o au o-p eenchimen o su giu da necessidade de ga an i a p i acidade do esponden e du an e a aplicação do ques ioná io e e i a o emba aço ou as ecusas em esponde que pode iam su gi dada a emá ica in es igada (4, 20). Foi igualmen e undamen al o ac o des e ipo de ins umen o se mais económico e pe mi i a ealização da in es igação num es abelecimen o de ensino, endo em con a a igidez dos ho á ios escola es ou ou as ac i idades que lhe são ine en es. 3.3.2. Cons ução e o ganização do ques ioná io A endendo aos objec i os do es udo cons uiu-se um ques ioná io com 39 pe gun as, o ganizado em qua o pa es, espec i amen e: in odução; secção 1 com pe gun as sob e os ac o es de e minan es sociodemog á icos e escola es; secção 2 com pe gun as sob e as on es de in o mação sob e sexualidade e os compo amen os sexuais e secção 3 com pe gun as sob e os conhecimen os ela i amen e às IST, a u ilização do p ese a i o e o compo amen o de p ocu a de a amen o médico. De modo a acili a a comp eensão da dis ibuição das pe gun as pelas di e en es secções e a espec i a a iculação com as a iá eis e os objec i os do es udo ap esen a- -se em seguida na Tabela 1. 24 Tabela 1. A iculação en e os objec i os do es udo, as a iá eis, as secções e as pe gun as do ques ioná io. N.º da Pe gun a/Secção do ques ioná io Objec i os do es udo Va iá eis Secção 1 Secção 2 Secção 3 1,9,10,11,12,13, 14,15 e 16 Sociodemog á icas 1.1., 1.2., 1.3., 1.4., 1.9., 1.10., 1.11, 1.12., 1.13. e 1.14. 2 Escola es 1.5., 1.6., 1.7. e 1.8 3 e 10 Fon es de In o mação sob e Sexualidade 2.1. e 2.2. 4 e 11 Conhecimen os sob e as IST 3.1., 3.2., 3.3., 3.4. e 3.5. 5 e 12 Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o 3.6., 3.7. e 3.8. 6 e 13 Compo amen o Sexual 2.3., 2.4., 2.5, 2.6., 2.8. e 2.10. 7, 14, 15 e 16 Compo amen o de u ilização do p ese a i o 2.7, 2.9 e 2.11 8 e 15 Compo amen o consumo álcool e/ou d ogas 2.12., 2.13. e 2.14. 9 Compo amen o de p ocu a de a amen o médico 3.9., 3.10. e 3.11. Como os g upos de a iá eis e e en es à sexualidade e às IST são concep ualmen e mui o p óximos, e is o pode ia con undi os esponden es du an e a in e p e ação das pe gun as, colocou-se no início das secções 2 e 3 uma pequena explicação sob e o g upo a que as pe gun as epo a am. Op ou-se po coloca as pe gun as ela i as às a iá eis sociodemog á icas e escola es em p imei o luga po que es as exigem meno aciocínio. Com es a es a égia p e endeu-se oca a a enção do esponden e no início do ques ioná io e mo i á-lo a esponde às pe gun as mais sensí eis ela i as aos compo amen os sexuais e aos conhecimen os sob e as IST (4). Dada a di e sidade académica dos alunos que cons i uíam a população, du an e a edacção das pe gun as oi usado ocabulá io simples e acessí el, endo-se adicionado o signi icado de alguns concei os complexos ao enunciado da p óp ia ques ão (4). Do 25 mesmo modo, nas pe gun as com á ias possibilidades de espos a indicou-se ao esponden e, no enunciado, o núme o de espos as que pode ia assinala (4, 7). Dado que p esumi elmen e alguns indi íduos não inham expe iência sexual, na segunda secção do ques ioná io u iliza am-se pe gun as il o com o objec i o de o ien a os esponden es apenas pa a pe gun as que se lhes aplica am (4). Op ou-se, quase exclusi amen e, po pe gun as de espos a echada po que pe mi em ecolhe objec i amen e a in o mação e acili am a codi icação e a análise das espos as. Es e ipo de pe gun as ambém é adequado ao es udo de assun os sensí eis como os ocados nes e abalho po que ao p opo um conjun o de espos as, pe mi e que o esponden e seleccione opções que de ou a o ma, in luenciado po di e sas p essões, não escolhe ia (4, 20). As pe gun as de espos a abe a o am usadas apenas em ac os quan i a i os, pa a os quais a gama de alo es das espos as e a imp e isí el (po exemplo a idade, o núme o de pa cei os sexuais, …). Es a opção e i ou que se es imasse uma gama de alo es p o á el e à pos e io i pe mi iu ca ego iza as espos as de aco do com a con eniência (4). Po ém, as pe gun as de espos a echada êm algumas des an agens que impo a menciona . Po um lado, quando compa adas com a linguagem o al, são pouco espon âneas po que o esponden e es á condicionado ao conjun o de espos as disponibilizado. Es a limi ação pode le a o esponden e a selecciona uma espos a ao acaso quando a sua si uação pessoal não es á con emplada (4, 20). Pelo ou o lado, o con on o do esponden e com opções de espos a sob e as quais nunca e lec iu pode aze com que es e seleccione uma espos a ao acaso ou inclusi e não esponda. De o ma a diminui o en iesamen o dos dados ge ado com es as si uações op ou-se pela u ilização das espos as “ou o” e “ou a” (4, 7). 26 Rela i amen e às pe gun as usadas pa a ecolhe os dados dos conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o (núme os 3.6, 3.7. e 3.9. do ques ioná io) op ou-se po um núme o ímpa de espos as possí eis, espec i amen e: “disco do o almen e”, “disco do”, “não conco do nem disco do”, “conco do” e “conco do o almen e”. Es a es a égia pe mi iu sal agua da a opinião dos esponden es que êm uma posição in e média. Embo a alguns esponden es possam op a pela ca ego ia “não conco do nem disco do” como al e na i a a uma e dadei a espos a, ou po que não êm qualque opinião o mada, conside ou-se que o ca ác e anónimo do ques ioná io eduzi ia a p obabilidade des e iés oco e (20). Quan o às pe gun as elacionadas com o compo amen o de u ilização do p ese a i o nas elações sexuais aginais, o ais e anais ( espec i amen e com os núme os 2.7., 2.9. e 2.11) op ou-se po um núme o pa de espos as possí eis (“semp e”, “maio ia das ezes”, “ a amen e” e “nunca”) po que, ao con á io das pe gun as de espos a abe a que isam ob e um alo exac o, se p e endeu ajuiza ace ca do ca ác e egula ou excepcional des e compo amen o nos alunos (20). Nas pe gun as que incidi am sob e compo amen os pe iódicos e com a inalidade de diminui o iés associado aos e os de memó ia, colocou-se no enunciado da pe gun a o pe íodo de empo (“úl ima semana”, “úl imo mês” ou “úl imos seis meses”) a que os esponden es se de e iam epo a . Te e-se o cuidado de op a po pe íodos cu os, nunca supe io es a seis meses (7). Pela mesma azão, na pe gun a “Idade no p imei o abalho emune ado” oi u ilizada a ca ego ia de espos a “não me lemb o” (4, 7, 20). Nas pe gun as sob e conhecimen os e compo amen os o am usadas as ca ego ias “não sei” e “não esponde” como espos as possí eis. Com a espos a “não sei” p e endeu-se e i a que o emba aço causado pelo desconhecimen o de ce o assun o, le asse o esponden e a aze uma selecção alea ó ia das di e en es espos as ou mesmo a não esponde (4, 7). 33 Numa p imei a ase e ec uou-se a selecção dos ac o es de e minan es a in oduzi como a iá eis independen es em cada modelo. Pa a al o am analisadas as elações en e cada de e minan e e o compo amen o de u ilização do p ese a i o nas elações sexuais do ipo aginal, o al e anal. Tendo em conside ação que não se p e endeu es uda a equência do compo amen o de u ilização do p ese a i o, mas sim a sua oco ência hou e necessidade de ol a a ca ego iza , an es da análise bi a iada, as a iá eis do compo amen o de u ilização do p ese a i o nas elações sexuais aginais, anais e o ais ( e Anexo 3). Como se p e endia a e igua a elação en e o ní el de conhecimen os sob e as IST e o compo amen o de u ilização do p ese a i o o am cons uídas qua o no as a iá eis: núme o de IST conhecidas, núme o de o mas de ansmissão das IST conhecidas, núme o de sinais/sin omas das IST conhecidos e conhecimen o do p ese a i o como mé odo de p e enção das IST ( e Anexo 3). Es as o am u ilizadas na análise bi a iada e nos modelos de eg essão logís ica biná ia. No es udo das elações bi a iadas en e as a iá eis do compo amen o de u ilização do p ese a i o e as a iá eis nominais sociodemog á icas, escola es, das on es de in o mação sob e sexualidade, dos conhecimen os sob e IST, do compo amen o sexual e dos conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o u ilizou-se o es e pa amé ico do Qui-quad ado de Pea son (χ2) (59). Nos casos em que os p essupos os de aplicação do es e do Qui-quad ado de Pea son (χ2) não o am cump idos u ilizou-se, em al e na i a, o es e não pa amé ico exac o de Fishe (F). Nos cálculos em que o núme o de espos as oi meno que 25 op ou-se pelo es e do Rácio da Ve osimilhança (G2) (31, 59). Pa a a alia a associação en e as a iá eis do compo amen o de u ilização do p ese a i o e as a iá eis numé icas sociodemog á icas e escola es, dos conhecimen os ace às IST e do compo amen o sexual oi usado o es e de S uden ( ) 34 pa a amos as independen es. Nos casos em que não o am cump idos os p essupos os de aplicação do es e de S uden oi usado o es e não pa amé ico de Mann-Whi ney (U) (31, 59) Dado o ca ác e explo a ó io da análise das elações bi a iadas oi conside ada uma p obabilidade de e o do ipo I (α) de 0,1 du an e o cálculo das es a ís icas. Numa segunda ase, os de e minan es que demons a am e elações es a is icamen e signi ica i as com a u ilização de p ese a i o ( e Anexo 4) o am in oduzidos como a iá eis independen es em ês modelos de eg essão logís ica biná ia pa a a u ilização do p ese a i o na elação sexual aginal, na elação sexual anal e na elação sexual o al. Na cons ução dos modelos a selecção das a iá eis oi e ec uada a a és do mé odo Sep wise Fo wa d:LR de selecção das a iá eis, endo sido conside ada como p obabilidade de e o do ipo I (α) pa a a en ada e a saída das a iá eis, espec i amen e, os alo es 0,05 e 0,10 (31). A signi icância es a ís ica dos modelos cons uídos oi es ada eco endo às es a ís icas do Rácio de Ve osimilhanças (G2) e de Hosme -Lemeshow (χ2 HL) (31). 3.7. Conside ações é icas e legais 3.7.1. An es da aplicação do ques ioná io O es udo oi subme ido à ap o ação dos ó gãos execu i o e pedagógico da escola. Pos e io men e oi solici ada a au o ização aos enca egados de educação, enquan o ep esen an es legais dos alunos, na sua maio ia meno es de idade, a a és de consen imen o in o mado cons i uído po uma ca a de ap esen ação e uma decla ação ( e Anexo 2). Com a ca a de ap esen ação p e endeu-se acul a aos ep esen an es legais dos e en uais pa icipan es, oda a in o mação necessá ia a uma escolha in o mada. Des e modo o am mencionados os objec i os, mé odos, ins i uição a que a in es igado a 35 es a a ligada, ins i uição pa ocinado a do es udo, anonima o da escola e do ques ioná io, a amen o con idencial dos dados, o mas de di ulgação e de acesso aos esul ados e con ac os da equipa de in es igação. Também se ez e e ência à ausência de quaisque iscos ou descon o o pa a o pa icipan e, deco en es da pa icipação no es udo, e ao di ei o do mesmo pode abs e - -se de pa icipa , sem que isso lhe ouxesse quaisque consequências nega i as (4). No sen ido de assegu a a comp eensão da ca a de ap esen ação, e endo em conside ação o aco domínio da língua po uguesa de alguns enca egados de educação, e ec uou-se uma explicação o al da mesma. Só após es e p ocedimen o oi solici ado aos enca egados de educação o seu consen imen o in o mado p eenchendo e assinando, pa a o e ei o, a decla ação anexa à ca a de ap esen ação (46). Embo a o a amen o con idencial dos dados i esse sido assegu ado oi des acado que não e a possí el associa a assina u a colocada na decla ação de consen imen o in o mado ao ques ioná io espondido pelos alunos, dado que a de olução des es documen os à in es igado a deco e ia em momen os di e en es da implemen ação do es udo (46). 3.7.2. Du an e a aplicação do ques ioná io A p i acidade dos alunos oi ga an ida a a és da dis ibuição de um ques ioná io po cada mesa disponí el em cada sala de aula (46). Mesmo com o consen imen o dos enca egados de educação oi dada aos alunos a opção de ecusa p eenche o ques ioná io a a és de uma ques ão colocada pa a o e ei o. Fo am epe idas o almen e as in o mações cons an es da in odução do ques ioná io (46). Foi especialmen e abo dada a pe gun a e e en e à da a de nascimen o, uma ez que o esponden e pode ia pensa que a in es igado a, ao e acesso a es e dado, pode ia de alguma o ma iden i icá-lo. As consequências des a si uação pode iam e lec i -se na edução da axa de espos a ao ques ioná io, mas ambém en iesa as espos as (46). 36 Nes e con ex o, a in es igado a deixou explíci o que somen e acedeu às lis as nominais dos alunos e que, ainda assim, os dados indi iduais se iam a ados com con idencialidade, apenas pelos elemen os da equipa de in es igação (46). 3.7.3. Após a aplicação do ques ioná io Du an e a análise e in e p e ação, os dados o am a mazenados num local es i o a qualque elemen o que não os da equipa de in es igação (46). Os esponden es i e am opo unidade de acede aos esul ados con ac ando a equipa de in es igação a a és do con ac o ele ónico disponibilizado na ca a de ap esen ação. Na di ulgação da in o mação, du an e a p esen e ese e em ases pos e io es, não se ão publicados quaisque dados que iden i iquem os esponden es, como po exemplo a da a de nascimen o ou o nome da escola onde o es udo oi ealizado (46). 37 4. Resul ados 4.1. Taxa de pa icipação no es udo e axa de espos a ao ques ioná io O consen imen o in o mado oi dis ibuído à o alidade dos 1101 alunos que equen a am a escola en e Maio e Junho de 2007, mas apenas 667 (60,6%) de ol e am es e documen o. En e os alunos que de ol e am o consen imen o in o mado oi au o izada a pa icipação no es udo a 617 (56%) (Tabela 2). De ido à al a de assiduidade dos alunos pa icipa am no ques ioná io 591 alunos endo-se ob ido uma axa de pa icipação5 de 96%. Dado que apenas um aluno não quis esponde , a axa de espos a6 ao ques ioná io oi de 99,8%. Tabela 2. Núme o dos alunos quan o à de olução do consen imen o in o mado, au o ização de pa icipação e espos a o ques ioná io. To al de alunos Consen imen os Dis ibuídos Não de ol e am o consen imen o De ol e am o consen imen o Consen imen o não au o iza a pa icipação Consen imen o au o iza a pa icipação Pa icipa am no ques ioná io Ano lec i o N (%) N (%) N (%) N (%) N (%) N (%) 7.º 104 (9,4) 38 (3,5) 66 (5,9 ) 2 (0,2) 64 (5,8) 62 (5,7) 8.º 198 (18) 63 (5,7) 135 (12,3) 19 (1,7) 116 (10,5) 114 (10,3) 9.º 164 (15) 40 (3,6) 124 (11,3) 6 (0,5) 118 (10,8) 113 (10,2) 10.º 265 (24,1) 107 (9,7) 158 (14,4) 10 (0,9) 148 (13,4) 144 (13,1) 11.º 187 (16,9) 68 (6,2) 119 (10,8) 8 (0,7) 111 (10,1) 98 (8,9) 12.º 183 (16,6) 118 (10,7) 65 (5,9) 5 (0,5) 60 (5,4) 60 (5,5) To al 1101 (100) 434 (39,4) 667 (60,6) 50 (4,5) 617 (56) 591 (53,7) 5 O cálculo da Taxa de Pa icipação no ques ioná io conside ou os alunos que pa icipa am no ques ioná io sob e o núme o de alunos elegí eis (N=591) que o am iden i icados, con ac ados e que de ol e am o consen imen o in o mado au o izando a sua pa icipação no es udo (N=617) (15). 6 O cálculo da Taxa de Respos a ao ques ioná io conside ou os alunos que acei a am esponde ao ques ioná io (N=590) sob e o núme o de alunos que pa icipa am no ques ioná io (N=591) (15). 38 4.2. Ca ac e ização sociodemog á ica O g upo de 590 alunos que esponde am ao ques ioná io em idade média de 15,6 anos (DP=1,7 anos), é cons i uído po 56,2% (N=314) alunos do sexo eminino e 46,8% (N=276) alunos do sexo masculino, na sua maio ia sol ei os (99,1%; N=587) e de nacionalidade po uguesa (93,4%; N=551) (Tabela 3). A maio ia dos alunos p o essa a a eligião ca ólica (68,5%; N=401) mas 26,5% (N=155) assinala am não segui qualque eligião. En e os alunos que indica am e uma eligião (84,8%; N=430), e i icou-se que no úl imo mês an es da aplicação do ques ioná io inham assis ido, em média, a duas ce imónias eligiosas (μ=1,9;DP=5,2) (Tabela 3). Se en a e dois i gula ês po cen o (N=426) dos alunos i em in eg ados em amílias “clássicas”, 10,2% (N=60) i em com ou os amilia es, 9,5% (N=56) i em em amílias monopa en ais e 8,0 % (N=47) i em em amílias econs i uídas (Tabela 3). A maio ia dos pa icipan es não em expe iência labo al emune ada (79,9%; n=468). Dos 118 (20,1%) alunos que ela a am e expe iência labo al, 33 (28,2%) es a am a abalha , de o ma emune ada, aquando da aplicação do ques ioná io (Tabela 3). En e os alunos que já inham abalhado, a idade média com que começa am a abalha oi de 15,3 anos (DP=2,3 anos). 39 Tabela 3. Va iá eis sociodemog á icas - equências absolu as (N) e ela i as (%). Va iá eis Sociodemog á icas N (%) Nacionalidade Po uguesa 551 (93,4) Po uguesa e ou a 15 (2,5) Ou a nacionalidade/ou a dupla nacionalidade 24 (4,1) To al 590 (100) Religião Ca ólica 401 (68,5) Não em 155 (26,5) Muçulmana 9 (1,5) P o es an e 8 (1,4) Ou a 12 (2,1) To al 585 (100) Tipo de ag egado amilia Clássica 426 (72,3) Vi e com ou os amilia es 60 (10,2) Monopa en al 56 (9,5) Recons i uída 47 (8,0) To al 589 (100) Expe iência labo al Sim 118 (20,1) Não 468 (79,9) To al 586 (100) Si uação labo al ac ual Sim 33 (28,2) Não 84 (71,8) To al 117 (100) 4.3. Ca ac e ização escola O ano de escola idade mais equen e oi o 10.º ano (24,5%; N=144), sendo que 34,8% (N=203) dos alunos ela a am já e ep o ado, em média 1,6 ep o ações (DP=0,7 ep o ações) (Tabela 4). Em 52,7% (N=107) dos alunos que admi i am já e ep o ado, a si uação de ep o ação oco eu apenas uma ez du an e odo o pe cu so escola . Qua en a e oi o í gula oi o po cen o (N=278) dos alunos admi i am já e al ado às aulas es ando na escola. Des es, 46,1% (N=118) admi i am ê-lo ei o na semana que an ecedeu a aplicação do ques ioná io (Tabela 4). O núme o médio de al as às aulas encon ado na úl ima semana an es da aplicação do ques ioná io oi de 1,6 al as (DP=0,9 al as). A maio ia dos alunos (52,8%; N=311) conco dou com a ase ”Gos o de es a na escola.” sendo que 30,7% (N=181) e e i am a opção “Não disco do nem conco do” (Tabela 4). 40 Tabela 4. Va iá eis escola es - equências absolu as (N) e ela i as (%). Va iá eis Escola es N (%) Ano Lec i o F equen ado 7.º ano de escola idade 62 (10,5) 8.º ano de escola idade 114 (19,3) 9.º ano de escola idade 113 (19,2) 10.º ano de escola idade 144 (24,4) 11.º ano de escola idade 97 (16,4) 12.º ano de escola idade 60 (10,2) To al 520 (100) Expe iência de ep o ação Sim 203 (34,8) Não 381 (65,2) To al 584 (100) Fal a às aulas es ando na escola Sim 278 (48,8) Não 292 (51,2) To al 570 (100) Fal as às aulas na úl ima semana Sim 118 (46,1) Não 138 (53,9) To al 256 (100) Sa is ação com a escola Disco do o almen e 14 (2,4) Disco do 21 (3,6) Não disco do nem conco do 181 (30,7) Conco do 311 (52,8) Conco do o almen e 62 (10,5) To al 589 (100) 4.4. Fon es de in o mação sob e sexualidade Os amigos, enquan o p incipal on e de in o mação sob e sexualidade, o am a opção mais equen e (30,1%; N=142), mas a mãe e os media, seleccionados espec i amen e po 25,8% (N=122) e 20,3% (N=96) dos alunos, ambém o am espos as equen es (Tabela 5). Nas apa igas a p incipal on e de in o mação sob e sexualidade indicada oi a mãe enquan o que pa a os apazes o am os amigos (χ2 =32,3; p <0,01). Não o am encon adas di e enças signi ica i as na idade dos alunos que selecciona am dis in as on es de in o mação sob e sexualidade (Kw=15,8; p=0,07) (Tabela 5). No que conce ne à on e de in o mação desejada sob e sexualidade, 20,8% (N=108) dos alunos indica am o médico, ou ou o p o issional de saúde. Ve i icou-se que es a on e de in o mação é mais desejada pelas apa igas (χ2=30,5; p <0,01) (Tabela 6). 41 Também se e i icou que exis em di e enças na idade dos alunos que indica am di e en es on es de in o mação desejada sob e sexualidade (Kw=30,51; p=0,02) (Tabela 6). 42 Tabela 5. P incipal on e de in o mação sob e sexualidade – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade To al Masculino Feminino P incipal on e de in o mação sob e sexualidade (N=472) * N % N % N % Tes e χ2 p μ (DP) Tes e Kw p Pai 27 (5,7) 22 (9,9) 5 (2,0) 15,8 (1,9) Mãe 122 (25,8) 40 (18) 82 (32,8) 15,3 (1,5) Ou os amilia es 29 (6,1) 12 (5,4) 17 (6,8) 15,5 (1,6) Namo ado(a) 21 (4,4) 11 (5,0) 10 (4,0) 16,2 (2,1) Amigos 142 (30,1) 69 (31,1) 73 (29,2) 15,8 (1,8) P o esso 20 (4,2) 12 (5,4) 8 (3,2) 15,1 (1,3) Médico ou ou o p o issional de saúde 13 (2,8) 3 (1,4) 10 (4,0) 16,3 (1,6) Pad e ou g upo eligioso 1 (0,2) 0 (0) 1 (0,4) 13,0 (13) Media 96 (20,3) 53 (23,9) 43 (17,2) 15,4 (1,8) Ou os 1 (0,2) 0 (0) 1 (0,4) 32,3 a <0,01 16,0 (16) 15,8 a 0,07 * As opções de espos a são mu uamen e exclusi as. Tabela 6. Fon e de in o mação desejada sob e sexualidade – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade To al Masculino Feminino Fon e desejada de in o mação sob e sexualidade (N=472) * N % N % N % Tes e χ2 p μ (DP) Tes e Kw p Pai 68 (13,1) 48 (19,8) 20 (7,2) 15,8 (1,9) Mãe 100 (19,2) 35 (14,4) 65 (23,5) 15,3 (1,5) Ou os amilia es 37 (7,1) 12 (4,9) 25 (9,0) 15,5 (1,6) Namo ado(a) 15 (2,9) 7 (2,9) 8 (2,9) 16,2 (2,1) Amigos 25 (4,8) 13 (5,3) 12 (4,3) 15,8 (1,8) P o esso 87 (16,7) 43 (17,7) 44 (15,9) 15,1 (1,3) Médico ou ou o p o issional de saúde 108 (20,8) 42 (17,3) 66 (23,8) 16,3 (1,6) Pad e ou g upo eligioso 1 (0,2) 0 (0) 1 (0,4) 13,0 (0) Media 68 (13,1) 36 (14,8) 32 (11,6) 15,4 (1,8) Ou os 11 (2,1) 7 (2,9) 4 (1,4) 30,5 a <0,01 16,0 (0) 30,5 a 0,02 * As opções de espos a são mu uamen e exclusi as. 49 No que conce ne ao conhecimen o dos sinais e sin omas das IST, os alunos iden i ica am mais equen emen e as e idas na agina (57,4%; N=336), as e idas no pénis (56,2%; N=329) e o a do ao u ina (50,5%;N=296) (Tabela 11). Os apazes econhecem mais equen emen e os enjoos/ ómi os (χ2=6,6;p=0,01), a do de cabeça (χ2=17,3;p<0,01), a do de ba iga (χ2=4,9;p=0,03), a do de ígado (χ2=6,8;p<0,01) e a pele ama ela (χ2=4,1;p=0,04) como sin omas ou sinais das IST (Tabela 11). As apa igas econhecem mais equen emen e a comichão (χ2=6,9;p <0,01), as e ugas no pénis (χ2=5,4;p=0,02), as e ugas na agina (χ2=4,1;p=0,04) e o a do ao u ina (χ2=8,3;p<0,01) (Tabela 11). Ve i icou-se que exis e uma associação es a is icamen e signi ica i a en e a idade e os alunos que selecciona am a es e ilidade ( =-2,8; p <0,01), o a do ao u ina ( =-2,8; p<0,01), a g a idez ( =3,8; p <0,01), a comichão (U=30072,5; p <0,01), as e idas no pénis (U=33268; p <0,01) e as e idas na agina (U=32946; p <0,01) (Tabela 11). 50 Tabela 11. Conhece sinais/sin omas das IST – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Conhece sinais/sin omas das IST (N o al=586) To al N (%) N(%) N(%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e p Es e ilidade Sim 171 (29,2) 81 (13,8) 90 (15,4) 15,9 (1,6) Não 415 (70,8) 192 (32,8) 223 (38,0) <0,1 0,88 15,5 (1,8) -2,8 b <0,01 Enjoos/ ómi os Sim 140 (23,9) 79 (13,5) 61 (10,4) 15,4 (1,9) Não 446 (76,1) 194 (33,1) 252 (43,0) 6,6 0,01 15,7 (1,7) 1,3 b 0,20 Do de cabeça Sim 64 (10,9) 46 (7,8) 18 (3,1) 15,5 (1,7) Não 522 (89,1) 227 (38,8) 295 (50,3) 17,3 <0,01 15,6 (1,7) 0,6 b 0,52 Do de ba iga Sim 42 (7,2) 27 (4,6) 15 (2,6) 15,9 (2,1) Não 544 (92,8) 246 (42,0) 298 (50,8) 4,9 0,03 15,6 (1,7) -1,1 b 0,29 Do du an e as elações sexuais Sim 221 (37,7) 98 (16,7) 123 (21,0) 15,6 (1,6) Não 365 (62,3) 175 (29,9) 190 (32,4) 0,5 0,45 15,6 (1,8) -0,4 b 0,71 Saída de liquido do pénis Sim 111 (18,9) 50 (8,5) 61 (10,4) 15,6 (1,7) Não 475 (81,1) 223 (38,1) 252 (43,0) <0,1 0,79 15,6 (1,7) -0,1 b 0,91 Saída de liquido da agina Sim 118 (20,1) 47 (8,0) 71(12,1) 15,6 (1,8) Não 468 (79,9) 226 (38,6) 242 (41,3) 2,4 0,12 15,6 (1,7) -0,3 b 0,79 Comichão Sim 221 (37,7) 87 (14,8) 134 (22,9) 16,0 (1,6) Não 365 (62,3) 186 (31,8) 179 (30,5) 6,9 <0,01 15,4 (1,8) 30072,5 a <0,01 Fe idas no pénis Sim 329 (56,2) 155 (26,5) 174 (29,8) 15,8 (1,6) Não 257 (43,8) 118 (20,1) 139 (23,7) <0,1 0,83 15,3 (1,9) 33268,0 a <0,01 Fe idas na agina Sim 336 (57,4) 151 (25,8) 185 (31,7) 15,8 (1,6) Não 250 (42,6) 122 (20,8) 128 (21,8) 0,7 0,39 15,3 (1,9) 32946,0 a <0,01 a – Tes e de Mann-Whi ney (U) b – Tes e de S uden ( ) 51 Tabela 11. Conhece sinais/sin omas das IST (con inuação) – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Conhece sinais/sin omas das IST (N o al =586) To al N (%) N(%) N(%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e p Ve ugas no pénis Sim 82 (14,0) 28 (4,8) 54 (9,2) 15,7 (1,7) Não 504 (86,0) 245 (41,8) 259 (44,2) 5,4 0,02 15,6 (1,7) -0,4 b 0,64 Ve ugas na agina Sim 84 (14,3) 30 (5,1) 54 (9,2) 15,5 (1,7) Não 502 (86,4) 243 (41,5) 259 (44,9) 4,1 0,04 15,6 (1,7) 0,2 b 0,82 Pele ama ela Sim 68 (11,6) 40 (6,8) 28 (4,8) 15,7 (1,8) Não 518 (88,4) 233 (39,8) 285 (48,6) 4,1 0,04 15,6 (1,7) -0,2 b 0,79 A do ao u ina Sim 296 (50,5) 120 (20,5) 176 (30,0) 15,8 (1,7) Não 290 (49,5) 153 (26,1) 137 (23,4) 8,3 <0,01 15,4 (1,7) -2,8 b <0,01 U ina às pinguinhas Sim 83 (14,2) 33 (5,6) 50 (8,5) 15,9 (1,8) Não 503 (85,8) 240 (41,0) 263 (44,8) 1,5 0,22 15,6 (1,7) -1,5 b 0,13 Não sei Sim 115 (19,7) 60 (10,3) 55 (9,4) 15,4 (1,9) Não 471 (80,3) 213 (36,3) 258 (44) 1,5 0,22 15,7 (1,7) 1,7 b 0,09 a – Tes e de Mann-Whi ney (U) b – Tes e de S uden ( ) 52 A g a idez oi inco ec amen e iden i icada como sinal ou sin oma de uma IST po 14,3% (N=84) dos alunos (Tabela 12). Tabela 12. Conhece sinais/sin omas das IST (opções de espos a inco ec as) – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Conhece sinais/sin omas das IST (N o al=586) To al N (%) N (%) N (%) Tes e χ2 p (µ, SD) Tes e p G a idez Sim 84 (14,3) 33 (5,6) 51 (8,7) 14,9 (1,7) Não 502 (85,7) 240 (41,0) 262 (44,7) 1,7 0,18 15,7 (1,7) 3,8 <0,01 Do de ígado Sim 38 (6,4) 26 (4,4) 12 (2,0) 15,7 (1,8) Não 548 (93,6) 247 (42,2) 301 (51,4) 6,8 <0,01 15,6 (1,7) -0,3 0,72 No que conce ne aos conhecimen os ace às o mas de p e enção da ansmissão, 98,2% (N=579) dos alunos econhece am o p ese a i o, mas 24,1% (n=142) dos alunos assinala am igualmen e a pílula, 11,7% (N=69) o dia agma e 11,5% (N=68) o disposi i o in a-u e ino. Os apazes o am os únicos que iden i ica am o mé odo das empe a u as como o ma de p e enção das IST (p=0,05) (Tabela 13). Ve i icou-se que a idade es a a es a is icamen e associada ao conhecimen o das o mas de p e enção das IST no g upo de alunos que indicou o p ese a i o ( =-2,1; p=0,04). O mesmo oco eu com os g upos de alunos que selecciona am espec i amen e a pílula ( =3,3;p <0,01) e a espos a não sei ( =2,6; p=0,01) (Tabela 13). 53 Tabela 13. Conhece o mas de p e enção das IST – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Conhece o mas de p e enção das IST (N o al=590) To al N(%) N (%) N (%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e p Coi o in e ompido Sim 12 (2,1) 8 (1,4) 4 (0,7) 16,4 (1,9) Não 578 (97,9) 268 (45,4) 310 (52,5) 1,2 0,27 15,6 (1,7) -1,5 0,11 P ese a i o Sim 579 (98,2) 271 (45,9) 308 (52,3) 15,6 (1,7) Não 11 (1,8) 5 (0,8) 6 (1,0) <0,1 1,00 14,5 (1,7) -2,1 0,04 Disposi i o in a-u e ino Sim 68 (11,5) 27 (4,6) 41 (6,9) 15,6 (1,5) Não 522 (88,5) 249 (42,2) 273 (46,3) 1,2 0,26 15,6 (1,8) <0,1 0,96 Pílula Sim 142 (24,1) 73 (12,4) 69 (11,7) 15,2 (1,8) Não 448 (75,9) 203 (34,4) 245 (41,5) 1,3 0,24 15,7 (1,7) 3,3 <0,01 Dia agma Sim 69 (11,7) 25 (4,2) 44 (7,5) 15,7 (1,8) Não 521 (88,3) 251 (42,5) 270 (45,8) 3,0 0,08 15,6 (1,7) -0,5 0,57 Mé odo do calendá io Sim 13 (2,2) 9 (1,5) 4 (0,7) 14,8 (1,4) Não 521 (97,8) 267 (45,3) 310 (52,5) 1,8 0,17 15,6 (1,7) 1,6 0,10 Mé odo das empe a u as Sim 4 (0,7) 4 (0,7) 0 (0) 15,0 (1,4) Não 586 (99,3) 272 (46,1) 314 (53,2) a 0,05 15,6 (1,7) 0,7 0,47 Espe micidas Sim 37 (6,3) 15 (2,5) 22 (3,7) 15,7 (1,2) Não 553 (93,7) 261 (44,2) 292 (49,5) 0,4 0,54 15,6 (1,8) 9121,5 b 0,53 Não sei Sim 11 (1,9) 5 (0,8) 6 (1,0) 14,2 (1,2) Não 579 (98,1) 271 (45,9) 308 (52,2) <0,1 1,00 15,6 (1,7) 2,6 0,01 Ou o Sim 10 (1,7) 6 (1,0) 4 (0,7) 15,2 (1,3) Não 580 (98,3) 270 (45,8) 310 (52,5) a 0,53 15,6 (1,7) 0,7 0,49 a – Tes e Exac o de Fishe (F) b – Tes e de Mann-Whi ney (U) 54 Qua en a e um í gula se e po cen o dos alunos (N=245) indica am a espos a “não sei” na a iá el “Algumas IST podem se e i adas a a és de acinas”. Não se apu a am quaisque associações es a is icamen e signi ica i as en e es a a iá el e o sexo ou a idade dos alunos (Tabela 14). T in a e no e í gula qua o po cen o dos alunos (N=231) op a am co ec amen e pela espos a sim na ase “Pa a além do HIV exis em ou as IST que podem p o oca canc o” e 53,3% (N=313) indica am a espos a não sei. Ve i icou-se ainda, que a idade in luenciou o conhecimen o dos alunos ela i amen e ao ac o de exis i em ou as IST que podem p o oca canc o pa a além do VIH (Kw=7,3; p=0,02) (Tabela 14). Oi en a e oi o í gula qua o po cen o dos alunos (N=520) indica am co ec amen e a espos a não na ase “Todas as IST êm cu a.”. Não o am e i icadas quaisque associações es a is icamen e signi ica i as en e es a a iá el e o sexo ou a idade dos alunos (Tabela 14). Cinquen a e ês po cen o (N=311) dos alunos op a am co ec amen e pela espos a sim à ase “ As IST podem se apanhadas mais do que uma ez.” e 31,3% (N=184) esponde am não sei. Não se e i icou a exis ência de associações en e es a a iá el e o sexo dos alunos ou a idade dos alunos (Tabela 14). A maio ia dos alunos (N = 450; 76,7%) espondeu co ec amen e “não” na a iá el “Consigo sabe se uma pessoa em uma IST pelo aspec o” (Tabela 14). Os apazes selecciona am mais equen emen e que as apa igas a opção “sim” (χ2=17,5; p <0,01) e o am e i icadas di e enças es a is icamen e signi ica i as en e a idade dos alunos e as espos as a es a a iá el (Kw = 21,8; p <0,01) (Tabela 14). 55 Tabela 14. Conhecimen os sob e as IST - equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Conhecimen os sob e as IST To al N (%) N (%) N (%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e Kw p Algumas IST podem se e i adas a a és de acinas (N=588) Sim 153 (26,1) 82 (14,0) 71 (12,1) 15,5 (1,8) Não 189 (32,2) 84 (14,3) 105 (17,9) 15,8 (1,7) Não sei 245 (41,7) 109 (18,6) 136 (23,2) 3,8 0,15 15,5 (1,7) 4,9 0,08 Pa a além do VIH, exis em ou as IST que podem p o oca canc o (N=588) Sim 231 (39,4) 117 (19,9) 114 (19,4) 15,3 (1,6) Não 43 (7,3) 22 (3,7) 21 (3,6) 16,1 (1,7) Não sei 313 (53,3) 135 (23) 178 (30,3) 3,4 0,18 17,7 (1,8) 7,3 0,02 Todas as IST êm cu a (N=588) Sim 11 (1,9) 6 (1,0) 5 (0,9) 15,7 (1,9) Não 520 (88,4) 246 (41,8) 274 (46,6) 15,6 (1,7) Não sei 57 (9,7) 24 (4,1) 33 (5,6) 0,8 0,66 15,3 (2,1) 3,1 0,21 As IST podem se apanhadas mais do que uma ez (N=587) Sim 311 (53,0) 139 (23,7) 172 (29,3) 15,6 (1,7) Não 92 (15,7) 49 (8,3) 43 (7,3) 15,5 (1,4) Não sei 184 (31,3) 86 (14,7) 98 (16,7) 2,1 0,35 15,7 (1,9) 0,5 0,76 Consigo sabe se uma pessoa em uma IST pelo aspec o (N=588) Sim 34 (5,8) 26 (4,4) 8 (1,4) 14,8 (1,5) Não 450 (76,7) 192 (32,7) 258 (44) 15,8 (1,7) Não sei 103 (17,5) 56 (9,5) 47 (8,0) 17,5 <0,01 15,1 (1,9) 21,8 <0,01 56 4.6. Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o. A maio ia dos esponden es (72,8%; N=420) conco dou o almen e com a u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais aginais (Tabela 15). A maio ia dos alunos não conco dou com a u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais anais (60,4%;N=349) e o ais (74,3%;N=436) (Tabela 15). Não exis iam di e enças es a is icamen e signi ica i as en e o sexo ou a idade dos esponden es ela i amen e aos conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o nas elações sexuais do ipo agina, anal ou o al (Tabela 15). 57 Tabela 15. Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o nas elações sexuais do ipo aginal, anal e o al – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a o sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o To al N (%) N (%) N (%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e p Du an e a elação sexual aginal (n=577) Conco dam o almen e 420 (72,8) 193 (33,4) 227 (39,4) 15,6 (0,1) Não conco dam o almen e 157 (27,2) 79 (13,7) 78 (13,5) 0,7 0,40 15,6 (0,1) -0,1 0,89 Du an e a elação sexual anal (n=578) Conco dam o almen e 229 (39,6) 112 (19,4) 117 (20,2) 15,6 (0,1) Não conco dam o almen e 349 (60,4) 160 (27,7) 189 (32,7) 0,4 0,52 15,5 (0,1) 0,6 0,52 Du an e a elação sexual o al (n=587) Conco dam o almen e 151 (25,7) 63 (10,8) 88 (15,0) 15,4 (1,8) Não conco dam o almen e 436 (74,3) 212 (36,1) 224 (38,1) 1,8 0,17 15,7 (1,7) 1,5 0,12 58 4.7. Compo amen o sexual 4.7.1. Compo amen o sexual T in a e dois í gula seis po cen o (N=183) dos alunos já inham iniciado a sua ida sexual (Tabela 16), sendo que a idade média da p imei a elação sexual o am os 15 anos de idade (DP=1,6) (Tabela 17). O ipo de elacionamen o sexual indicado mais equen emen e pelos alunos oi o aginal (91,8%;N=167) e o menos equen e o anal (25,8%; N=47). Apu ou-se que a p á ica de elações aginais es a a associada à idade (U=743,5; p=0,01) (Tabela 16). Nos seis meses que an ecede am a aplicação do ques ioná io, os alunos i e am em média um pa cei o sexual (μ=1,1; DP=0,1). T ês í gula oi o po cen o dos alunos (N=7) admi i am e ido elações sexuais com pa cei os do mesmo sexo (Tabela 16), sendo que es es i e am em média, no úl imo mês, 1,8 elações sexuais (DP=0,8). Não se encon a am di e enças es a is icamen e signi ica i as en e o compo amen o sexual dos apazes e das apa igas e qualque das a iá eis do compo amen o sexual es udadas (Tabela 16 e Tabela 17). Exis em di e enças es a is icamen e signi ica i as na idade dos alunos com expe iência sexual ela i amen e aos que ainda não inicia am a p á ica sexual ( =10,3; p<0,01) e ela i amen e aos que êm elações sexuais aginais (U=743,5; p=0,01) (Tabela 16). Também se e i icou que a idade dos alunos na p imei a elação sexual es a a co elacionada posi i amen e à sua idade ( =0,6; p<0,01) (Tabela 17). 65 Tabela 20. “Se pensa que em uma IST a quem pede ajuda?” – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a os sexos masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino “Se pensa que em uma IST a quem pede ajuda?” (To al N=578) To al N (%) N(%) N(%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e Kw p Mãe Sim 390 (67,4) 177 (30,6) 213 (36,8) 15,6 (1,9) Não 188 (32,6) 94 (16,3) 94 (16,3) 0,9 0,34 15,6 (1,7) 0,5 a 0,62 Pai Sim 225 (39) 150 (26) 75 (13) 15,6 (1,6) Não 353 (61) 121 (20,9) 232 (40,1) 56,6 <0,01 15,5 (1,8) 1,2 a 0,24 Mad as a Sim 5 (0,8) 3 (0,5) 2 (0,3) 14,6 (1,5) Não 573 (99,2) 268 (46,4) 305 (52,8) c 0,67 15,6 (1,7) 960,5 b 0,23 Pad as o Sim 12 (2,1) 7 (1,2) 5 (0,9) 15,0 (1,5) Não 566 (97,9) 264 (45,7) 302 (52,2) 0,2 0,61 15,6 (1,7) 2617 b 0,21 I mão Sim 38 (6,5) 28 (4,8) 10 (1,7) 16,0 (1,5) Não 540 (93,4) 243 (42) 297 (51,4) 10,6 <0,01 15,6 (1,7) -1,6 a 0,12 I mã Sim 86 (14,8) 32 (5,5) 54 (9,3) 15,5 (1,5) Não 492 (85,2) 239 (41,3) 253 (43,9) 3,3 0,07 15,6 (1,8) 0,3 a 0,72 Ou o amilia Sim 37 (6,4) 12 (2,1) 25 (4,3) 15,3 (1,6) Não 541 (93,6) 259 (44,8) 282 (48,8) 2,7 0,01 15,6 (1,7) 1,0 a 0,31 Namo ado(a) Sim 123 (21,3) 50 (8,7) 73 (12,6) 16,2 (1,9) Não 455 (78,7) 221 (38,2) 234 (40,5) 2,1 0,14 15,4 (1,7) -4,6 a <0,01 Amigos Sim 169 (29,2) 63 (10,9) 106 (18,3) 15,8 (1,8) Não 409 (70,8) 208 (36) 201 (34,8) 8,3 <0,01 15,5 (1,7) -1,6 a 0,10 a – Tes e deS uden ( ) b– Tes e de Mann-Whi ney (U) c – es e de Fishe (F) 66 Tabela 20. “Se pensa que em uma IST a quem pede ajuda?” (con inuação) – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, sexo masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino “Se pensa que em uma IST a quem pede ajuda?” (To al N=578) To al N (%) N(%) N(%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e p P o esso Sim 20 (3,4) 11 (1,9) 9 (1,5) 15,1 (1,6) Não 558 (96,6) 260 (45) 298 (51,6) 0,2 0,60 15,6 (1,7) 3935 b 0,27 Fa macêu ico Sim 68 (11,8) 34 (5,9) 34 (5,9) 15,9 (2,0) Não 510 (88,3) 237 (41) 273 (47,3) 0,1 0,70 15,5 (1,7) -1,7 a 0,09 Médico de amília Sim 258 (44,7) 123 (21,3) 135 (23,4) 15,6 (1,7) Não 320 (55,3) 148 (25,6) 172 (29,7) 0,1 0,80 15,5 (1,8) -0,7 a 0,46 Médico pa icula Sim 143 (24,7) 74 (12,8) 69 (11,9) 15,6 (1,8) Não 435 (75,3) 197 (34,1) 238 (41,2) 1,5 0,20 15,6 (1,7) 0,1 a 0,90 Ginecologis a/Obs e a Sim 198 (34,3) 42 (7,3) 156 (27) 15,8 (1,7) Não 380 (65,7) 229 (39,6) 151 (26,1) 78,1 <0,01 15,5 (1,7) -2,1 a 0,03 En e mei o Sim 45 (7,8) 25 (4,3) 20 (3,5) 15,2 (1,7) Não 533 (92,2) 246 (42,6) 287 (49,6) 1,1 0,30 15,6 (1,7) 1,4 a 0,14 Ou o p o issional de saúde Sim 1 (0,2) 0 1 (0,2) 14,0 (1,7) Não 577 (99,8) 271 (46,9) 306 (52,9) c 1,00 15,6 (1,9) -0,1 a 0,94 Pad e ou g upo eligioso Sim 7 (1,2) 4 (0,7) 3 (0,5) 15,5 (2,3) Não 571 (98,8) 267 (46,2) 304 (52,6) c 0,70 15,6 (1,7) 1601,5 b 0,86 Linha ele ónica Sim 35 (6,1) 20 (3,5) 15 (2,6) 15,7 (1,9) Não 543 (93,9) 251 (43,4) 292 (50,5) 1,1 0,30 15,6 (1,7) -0,4 a 0,65 Ou o Sim 6 (1,1) 1 (0,2) 5 (0,9) 15,6 (1,8) Não 572 (98,9) 270 (46,7) 302 (52,2) c 0,20 15,6 (1,7) -0,1 a 0,94 a – Tes e deS uden ( ) b– Tes e de Mann-Whi ney (U) c – es e de Fishe (F) 67 Rela i amen e às ci cuns âncias em que os alunos p ocu a iam a amen o caso i essem uma IST, 86,2% (N=505) esponde am que a p ocu a de a amen o não es a ia dependen e do ac o dos pais, dos amigos ou do pa cei o(a) conhece em a sua si uação. Os pais o am o elemen o indicado mais equen emen e pelos alunos (7,7%;N=45) que apenas p ocu a iam ajuda caso ou os não soubessem da in ecção (Tabela 21). Ve i icou-se que a idade es a a signi ica i amen e associada aos alunos que escolhe am como espos as “os pais” ( =3,0; p <0,01), “os amigos” ( =2,6; p=0,01) e “nenhuma das an e io es” ( =-3,1; p <0,01) (Tabela 21). Os apazes indica am mais equen emen e que caso i essem uma IST só p ocu a iam ajuda se o pa cei o(a) desconhecesse a sua si uação clínica (χ2=10,4; p<0,01) (Tabela 21). A maio ia dos esponden es (89,8%;N=527) indicou que nenhum dos alo es mone á ios ap esen ados se ia condicionan e da p ocu a de a amen o médico. Ve i icou-se que a idade dos alunos es a a associada a cus os de a amen o di e en es (Kw =19,9; p <0,01) mas não se iden i ica am quaisque di e enças en e apazes e apa igas (Tabela 22). 68 Tabela 21. “Se pensa que em uma IST só p ocu a a amen o se…” – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a os sexos masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Se pensa que em uma IST só p ocu a a amen o se… (N=586) To al N (%) N (%) N(%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e p Os pais não soube em Sim 45 (7,7) 18 (3,1) 27 (4,6) 14,8 (1,7) Não 541 (92,3) 256 (43,7) 285 (48,6) 0,6 0,43 15,7 (1,7) 3,0 a <0,01 Os amigos não soube em Sim 34 (5,8) 19 (3,2) 15 (2,6) 14,8 (1,6) Não 552 (94,2) 255 (43,5) 297 (50,7) 0,8 0,36 15,6 (1,7) 2,6 a 0,01 O(a) pa cei o(a) não soube em Sim 14 (2,4) 13 (2,2) 1 (0,2) 15,1 (1,5) Não 572 (97,6) 261 (44,5) 311 (53,1) 10,4 <0,01 15,6 (1,7) 3316,5 b 0,33 Nenhuma das an e io es Sim 505 (86,2) 233 (39,8) 272 (46,4) 15,7 (1,7) Não 81 (13,8) 41 (7,0) 40 (6,8) 0,4 0,53 15,1 (1,7) -3,1 a <0,01 a – Tes e deS uden ( ) b – Tes e de Mann-Whi ney (U) Tabela 22. “Se pensa que em uma IST só ai a uma consul a se…” – equências absolu as (N) e ela i as (%) pa a o o al de espos as, pa a os sexos masculino e eminino, es e e alo da p o a pa a a di e ença de p opo ções, es e e alo da p o a pa a a di e ença de médias. Sexo Idade Masculino Feminino Se pensa que em uma IST só ais a uma consul a se…” (N= 587) To al N(%) N (%) N (%) Tes e χ2 p μ (DP) Tes e Kw p Não paga nada 16 (2,7) 5 (0,9) 1 (1,9) 15,4 (1,6) Paga menos de 1 € 3 (0,5) 1 (0,2) 2 (0,3) 13,6 (2,1) Paga menos de 5 € 12 (2,0) 9 (1,5) 3 (0,5) 14,2 (1,4) Paga menos de 15 € 29 (4,9) 18 (3,1) 11 (1,9) 14,8 (1,4) Nenhuma das an e io es 527 (89,8) 242 (41,2) 285 (48,6) 8,5 0,07 15,7 (1,7) 19,9 <0,01 * Va iá el com opções de espos a mu uamen e exclusi as. 69 4.10. Fac o es de e minan es do compo amen o de u ilização do p ese a i o (análise mul i a iada) 4.10.1. Relações sexuais do ipo aginal Após análise bi a iada e i icou-se que o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais aginais es a a elacionado com os seguin es de e minan es (Ve Anexo 4): - Sexo (χ2=4,8; p=0,03); - Nacionalidade (G2=5,4; p=0,07); - Idade ( =-3,5; p <0,01); - Idade no p imei o abalho emune ado (U=330; p=0,02); - Ano lec i o equen ado (χ2=14,21; p=0,01); - Expe iência de ep o ação (χ2=3,06; p=0,08); - Fon e de in o mação desejada sob e sexualidade (G2=18,43; p=0,03); - Núme o de sinais e sin omas Reconhecidos” ( =-2,1; p=0,04); - Conhece o mas de p e enção” (χ2=2,8; p=0,09); - “As ISTS podem se apanhadas mais do que uma ez” (χ2=5,3; p=0,07); - Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o na elação sexual aginal” (χ2=7,3;p=0,01); - Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o na elação sexual anal” (χ2=16,1;p <0,01); - Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o na elação sexual o al (χ2=6,2;p=0,01); - Expe iência de elação sexual o al (χ2=6,1; p=0,01); - Expe iência de elação sexual anal” (χ2=3,1; p=0,08); - Consumo de d ogas no con ex o da elação sexual” (p=0,04); - Consumo de álcool no con ex o da elação sexual” (χ2=3,7; p=0,05); - Núme o de pa cei os sexuais nos úl imos seis meses” ( = -1,8; p=0,06). 70 Os esul ados ob idos com o modelo de eg essão biná ia do ipo Fo wa d:LR cons uído7 [G2(5)=36,9; p<0,01 e χ2 HL=5,1; p=0,64], e ela am que a a iá el “As IST podem se apanhadas mais do que uma ez” não ap esen a a e ei o es a is icamen e signi ica i o sob e o Logi da p obabilidade de não usa p ese a i o du an e as elações sexuais aginais (χ2 Wald (2)=3,5; p=0,17) (Tabela 23). Pelo con á io, a idade (χ2 Wald (2)=6,3; p=0,01), os conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual anal (χ2Wald(1)=8,5; p<0,01) e a expe iência de elações sexuais sob o e ei o do álcool (χ2Wald(1)=4,0; p=0,04) ap esen a am e ei o es a is icamen e signi ica i o sob e o Logi da p obabilidade de não usa p ese a i o du an e as elações sexuais aginais (Tabela 23). Assim, po cada ano de idade, a chance dos alunos não usa em semp e p ese a i o du an e as elações sexuais aginais é 3,75 maio (Tabela 23). Os alunos que menciona am não conco da com a u ilização do p ese a i o nas elações sexuais anais êm, ela i amen e aos alunos que conco da am, uma chance 353,46 8 maio de não usa em p ese a i o nas elações sexuais aginais (Tabela 23). Os alunos que indica am já e inge ido álcool no con ex o de uma elação sexual, êm, ela i amen e aos alunos que nunca inge i am álcool nessas condições, uma chance 18,42 maio de não usa em p ese a i o nas elações sexuais aginais (Tabela 23). 7 Fo am excluídas do modelo inal as a iá eis sexo, nacionalidade, idade no p imei o abalho emune ado, ano lec i o equen ado, expe iência de ep o ação, núme o de sinais e sin omas das IST conhecidos, núme o de o mas de ansmissão das IST conhecidas, conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o na elação sexual o al, conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o na elação sexual aginal, on e de in o mação desejada sob e sexualidade, expe iência de elação sexual o al, expe iência de elação sexual anal, expe iência de elações sexuais sob o e ei o de d ogas e núme o de pa cei os sexuais. 8 Es e alo de e se lido com cuidado po que pode esul a da oco ência de células com baixa equência, du an e o cálculo do ácio das chances [EXP (B)]. Es e alo pode ambém se uma consequência da u ilização de uma amos a em que o núme o de obse ações ela i amen e ao núme o de a iá eis independen es es adas e a mui o eduzido (23, 31). 71 Tabela 23. Coe icien es Logi do modelo de eg essão logís ica da a iá el “Não u iliza p ese a i o du an e a elação sexual aginal” – em unção das a iá eis idade, “As IST podem se apanhadas mais do que uma ez”, conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o na elação sexual anal e elações sexuais sob o e ei o do álcool *. Va iá el B χ2 Wald g.l. p- alue Exp (B) I.C. a 95% pa a Exp (B) Idade 1,3 6,3 1 0,01 3,75 [1,3; 10,5] “As IST podem se apanhadas mais do que uma ez” 3,5 2 0,17 Não sei a 1 Sim 2,1 3,5 1 0,06 7,98 [0,9; 70,0] Não -20,7 0 1 0,99 0 Conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual anal Conco do o almen e a 1 Não conco do o almen e 5,8 8,5 1 <0,01 353,46 [ 6,8; 18256,6 ] Relações sexuais sob o e ei o álcool Não a 1 Sim 2,9 4,0 1 0,04 18,42 [1,1; 314,0 ] Cons an e -30,4 7,8 1 <0,01 0 * G2(5)=36,9; p<0,01 e χ2 HL=5,1; p=0,64 a) Ca ego ia de e e ência. 4.10.2. Relações sexuais do ipo o al Após a análise bi a iada e i icou-se que o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais o ais es a a elacionado com os seguin es de e minan es ( e Anexo 4): - P incipal on e de in o mação sob e sexualidade ( es e = 13,4; p=0,06); - Núme o de IST conhecidas (U=204,5; p=0,09); - “As IST podem se e i adas com acinas” (Tes e=7,0; p=0,03); - Conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual anal (p=0,1); - Núme o de pa cei os sexuais nos úl imos 6 meses (U=168,5; p <0,01). Toda ia não oi possí el cons ui com es as a iá eis qualque modelo de eg essão logís ica biná ia dado que es e não ap esen ou signi icância es a ís ica (G2(7) =13,13; p=0,07 e o es e χ2 HL= 0; p = 1 ). 72 4.10.3. Relações sexuais do ipo anal Após a análise bi a ida e i icou-se que o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais anais es a a elacionado com os seguin es de e minan es ( e Anexo 4): - Expe iência de ep o ação (χ2=4,2; p=0,04); - P incipal on e de in o mação sob e Sexualidade ( es e = 13,6; p=0,06); - Núme o de ISTS conhecidas (U=181,5; p=0,06); - Conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual anal (χ2=15,0; p<0,01). Com o modelo de eg essão biná ia do ipo Fo wa d:LR cons uído9 (G2(1) =15,55; p=0 e χ2 HL=0; p=1) e i icou-se que o conhecimen o ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual anal oi a única a iá el que ap esen ou e ei o es a is icamen e signi ica i o (χ2 Wald = 11,3; p<0,01) sob e o Logi da p obabilidade de não usa p ese a i o du an e as elações sexuais anais. Assim, os alunos que não conco da am com a u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais anais êm, ace aos alunos que conco da am, uma chance 0,045 meno de não usa em p ese a i o nessas elações (B=-309). 9 Fo am excluídas do modelo inal as a iá eis expe iência de ep o ação, p incipal on e de in o mação sob e sexualidade e núme o de IST conhecidas. 73 5. Discussão e conclusões 5.1. Fon es de in o mação sob e sexualidade Os amigos são a on e p incipal de in o mação sob e sexualidade dos alunos. A mãe e os media o am, espec i amen e, a segunda e a e cei a on es de in o mação indicadas com maio equência. Assim, e à semelhança de ou os es udos, e i ica-se que os amigos são os p incipais in e locu o es dos adolescen es na discussão da emá ica da sexualidade (19, 30, 38, 55). A selecção p e e encial dos amigos enquan o on e de in o mação sob e sexualidade encon a explicação em alguns ac o es, como a exis ência de elações, quase semp e, de pa idade en e os jo ens ou a pa ilha de p eocupações e de códigos de comunicação comuns (55). Ve i icou-se que o sexo dos alunos es á elacionado com a p incipal on e de in o mação sob e sexualidade, dado que os apazes indica am mais equen emen e os amigos e as apa igas indica am mais equen emen e a mãe. Es es esul ados são semelhan es aos encon ados po Dua e Vila (55), nos quais as con e sas sob e sexualidade com as mães e am mais equen es nas apa igas do que nos apazes. Resul ados idên icos o am ambém encon ados num es udo com alunos uni e si á ios po ugueses e espanhóis, nos quais a mãe oi indicada como on e de in o mação sob e con acepção e doenças de ansmissão sexual po 12,5% das apa igas e apenas po 5,6 % dos apazes (32). No caso das alunas, a maio ele ância das mães pode esul a da p eocupação com e en uais consequências nega i as do en ol imen o sexual, como uma g a idez indesejada ou a epu ação social, o que as le a a p ocu a com maio equência as ilhas e, consequen emen e, a apa ece em como as p incipais on es de in o mação. 74 Po ou o lado, é possí el que sejam as p óp ias alunas a p ocu a em in ensamen e a in o mação sob e sexualidade jun o das mães. De ac o, exis em e idências de que as apa igas êm maio p oximidade elacional e de con li ualidade com os p ogeni o es, p incipalmen e com as mães, em á eas como o namo o ou a sexualidade (32, 55). Os apazes ob êm p e e encialmen e in o mação sob e sexualidade a a és de on es (amigos e media) que não implicam o con ac o com os pais. Es a ca ac e ís ica oi encon ada em es udos an e io es e pode se explicada pelo maio dis anciamen o elacional en e apazes e p ogeni o es ou pelo ac o dos p ogeni o es acei a em mais acilmen e o en ol imen o sexual nos apazes, acabando po sen i uma meno necessidade de discu i em com eles es a emá ica (19, 32, 55). Quan o à on e de in o mação desejada sob e sexualidade, o médico ou ou o p o issional de saúde, oi a mais indicada pelos alunos. A mãe oi a segunda on e de in o mação indicada mais equen emen e e o p o esso a e cei a. Es es esul ados são idên icos aos ob idos num es udo in e nacional, no qual os alunos po ugueses indica am que deseja am e como on es de in o mação sob e pube dade e SSR, espec i amen e, os médicos e os p o esso es (19). É cu ioso no a que en e as on es desejadas de in o mação apa ecem os médicos e os p o esso es que enquan o on es eais de in o mação o am pouco indicados pelos alunos. A eduzida ele ância, dos médicos e p o esso es, já inha sido an e io men e e i icada nou os es udos (34, 55). No caso dos médicos, e de ou os p o issionais de saúde, é possí el supo que a dispa idade en e as on es de in o mação eais e as desejadas se de a a di iculdades no acesso dos alunos aos se iços de SSR, ais como o emba aço em econhece a in ecção pe an e um p o issional de saúde, o medo ela i amen e à ausência de con idencialidade, a e gonha, a culpa, o desconhecimen o da exis ência de se iços de SSR, ca ência de ecu sos mone á ios ou ainda a inadequação dos ho á ios de uncionamen o (8, 13). 81 5.3. Conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o Quan o aos conhecimen os sob e a u ilização do p ese a i o, a maio ia dos alunos mani es ou a sua conco dância com a u ilização des e mé odo du an e as elações sexuais aginais. Ainda assim, o núme o de alunos que não conco dou com a u ilização do p ese a i o du an e a elação sexual aginal (27,2%) não deixa de se exp essi o, endo em conside ação que é o único mé odo e icaz na p e enção das IST. Também em maio ia, os alunos disco da am da u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais anais e o ais. Apenas 25,7% dos alunos indica am conco da com a u ilização do p ese a i o nas elações sexuais o ais e 39,6% nas elações sexuais anais. Resul ados semelhan es o am encon ados num es udo com jo ens ingleses, en e os 16 e os 18 anos, sob e os conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o nas elações sexuais o ais, em que apenas 23% dos inqui idos conco da am com a u ilização do p ese a i o na elação sexual o al (51). Não o am encon adas quaisque di e enças es a is icamen e signi ica i as associadas à idade ou ao sexo nos conhecimen os dos alunos sob e a u ilização do p ese a i o. Es es esul ados con as am com os ob idos nos conhecimen os sob e a ansmissão das IST. Assim, e apesa da maio ia dos alunos e indicado qualque ipo de elação sexual enquan o ia de ansmissão das IST, os mesmos conco dam em maio ia apenas com a u ilização do p ese a i o nas elações aginais. O con eúdo da in o mação que os alunos ecebem sob e a u ilização do p ese a i o pode, no amen e, explica es a si uação. De ac o, os p og amas de p e enção no âmbi o da SSR e os cu icula escola es ocam a u ilização do p ese a i o apenas nas elações aginais, esquecendo que o en ol imen o sexual na adolescência é mui o di e si icado e inclui ou as p á icas sexuais, ambém elas, passí eis de pe mi i em a ansmissão das IST. 82 5.4. Compo amen o sexual No que conce ne ao compo amen o sexual, a maio ia dos alunos indicou nunca e ido elações sexuais. Po ém, um núme o conside á el dos alunos (32,6%) já e e ac i idade sexual, endo-a iniciado com uma idade média de 15 anos. Valo es idên icos o am encon ados po dois es udos nacionais. Num es udo ealizado po Dua e Vila (55) com adolescen es, en e os 15 e os 19 anos de idade, 30,5% já inham ido elações sexuais, os apazes com uma idade média de 15,8 anos e as apa igas com 15,7 anos. Nou o es udo, com alunos do ensino secundá io, en e os 14 e os 20 anos, e i icou-se que 32,3% inham ac i idade sexual, sendo que a maio ia começou a e elações sexuais an es dos 16 anos (36). Po seu lado, ou os es udos nacionais encon a am alo es dis in os. Ma os e al. num es udo com alunos en e os 12 e os 16 anos de idade, apu a am que apenas 18,8% dos alunos inham ac i idade sexual, endo a maio ia iniciado es a p á ica com 14 ou mais anos (34). Também, num es udo com alunos, en e os 13 e os 19 anos, encon ou- se que 15% inham iniciado a ac i idade sexual, e nou o com alunos de Ma osinhos, en e os 14 e os 18 anos, cons a ou-se que 15,5% dos indi íduos inham ac i idade sexual (38, 43). Assim, no p esen e es udo, a p opo ção dos alunos que já inicia am a ac i idade sexual é supe io à encon ada na maio ia dos es udos nacionais consul ados. Es a disco dância pode se explicada pelo ac o de no p esen e es udo se conside a am as p á icas não coi ais enquan o ac i idade sexual, o que ac esce a o alidade dos alunos idos como sexualmen e ac i os. Uma ou a explicação pode esidi nas ca ac e ís icas sociais e cul u ais da população es udada, dado que es as podem in luencia de modo desigual o compo amen o sexual dos adolescen es, compa a i amen e às populações dos ou os es udos. Pelo con á io, a idade com que os alunos do p esen e es udo inicia am a ac i idade sexual é idên ica à dos es udos consul ados. Toda ia dada a p ecocidade com que os alunos do p esen e es udo i e am a p imei a elação sexual, em media aos 15 anos, 83 supõem-se que o in e alo de empo en e o início da p á ica sexual e a oco ência des a no âmbi o de elações a ec i as es á eis possa se ex enso. Es e in e alo de empo pode á a o ece um maio núme o de pa cei os sexuais ou de elações sexuais desp o egidas e, consequen emen e, aumen a a p obabilidade de aquisição das IST (16, 53). Também se e i ica que a idade dos alunos es á associada à idade com que i e am a p imei a elação sexual. Assim, cons a ou-se que quan o maio a idade dos alunos maio a idade com que inicia am a ac i idade sexual. É possí el que os alunos com menos idade enham iniciado a ac i idade sexual mais p ecocemen e que os alunos com mais idade. Con udo, dado o ca ác e ans e sal do p esen e es udo não é possí el a i ma que os alunos es ão a inicia a ac i idade sexual com uma idade cada ez meno . Suge e-se que es a hipó ese enha a se explo ada u u amen e em es udos de coho . Rela i amen e ao ipo de p á icas sexuais, e i ica-se que a quase o alidade dos alunos já e e elações aginais e a maio ia elações o ais. A p á ica de elações sexuais anais não é gene alizada, mas oi admi ida po um núme o signi ica i o dos alunos (25,8%). Es es esul ados ão ao encon o dos ob idos po Nuno Nodim (37), que cons a ou que o en ol imen o sexual dos adolescen es oco ia p incipalmen e a a és de elações aginais. Quando exis iam elações não coi ais, es as e am equen emen e do ipo o al. Quan o ao núme o de pa cei os sexuais, nos úl imos seis meses, a maio ia dos alunos e e em média um pa cei o sexual. Es es dados são semelhan es aos encon ados nou os es udos com jo ens po ugueses e i alianos e azem supo que en e os alunos sexualmen e ac i os p edominam as elações a ec i as monogâmicas (30, 36, 52). Es e ipo de elações a ec i as não é des i uído de isco. De ac o, o en ol imen o sexual, no seio de uma elação monogâmica, pode ansmi i uma alsa sensação de in ulne abilidade que p omo e a diminuição da u ilização do p ese a i o e a o ece a aquisição das IST, p incipalmen e se conside a mos o núme o de pa cei os sexuais ao longo do empo (16). 84 Quan o aos alunos que admi i am já e ido elações sexuais com indi íduos do mesmo sexo, e i icou-se que o seu núme o e a eduzido (3,8%) mas semelhan e ao encon ado po O ília Roque (47) num es udo em que 3,6% das apa igas e 8,3% dos apazes admi i am e ido elações sexuais com alguém do mesmo sexo. Não o am a e iguadas di e enças signi ica i as en e apazes e apa igas nas á ias dimensões do compo amen o sexual es udadas. Es es esul ados não con i mam ou os ob idos em es udos an e io es quan o ao início p ecoce da ac i idade sexual nos apazes ela i amen e às apa igas ou quan o ao meno núme o de pa cei os sexuais que es as no malmen e ap esen am (5, 30, 34, 37). Apenas a p á ica de elações aginais, con a iamen e aos es an es ipos, e elou es a associada à idade. Se á aconselhá el, em es udos u u os, escla ece qual a elação en e a idade dos indi íduos e o ipo de elações sexuais po eles p a icadas. 5.5. Compo amen o na u ilização do p ese a i o A maio ia dos alunos indicou usa semp e p ese a i o du an e a p á ica sexual aginal. Nenhum aluno indicou usa semp e o p ese a i o nas elações sexuais o ais e apenas 40,4% indica am usa semp e o p ese a i o nas elações sexuais anais. É impo an e analisa es es compo amen os à luz dos conhecimen os dos alunos sob e a ansmissão das IST e sob e a u ilização do p ese a i o. De ac o, a maio ia dos alunos sabe que qualque ipo de elação sexual cons i ui uma ia de ansmissão das IST mas a maio ia dos mesmos não conco da com a necessidade de u ilização do p ese a i o nas elações o ais e anais. Assim, pa ece exis i um conhecimen o sob e a ansmissão sexual das IST que não se e lec e nos conhecimen os dos alunos ela i amen e à u ilização do p ese a i o du an e as elações o ais e anais e, pos e io men e, no p óp io compo amen o sexual des es indi íduos. A u ilização eduzida do p ese a i o nas elações não coi ais pode se , como já oi mencionado, uma consequência da al a de conhecimen os dos alunos dada a associação des e mé odo de p e enção quase exclusi amen e às elações aginais. 85 Pa a além da al a de conhecimen os, ou os ac o es podem es a associados ao compo amen o de u ilização do p ese a i o. Num es udo com alunos ingleses, en e os 16 e os 18 anos, e i icou-se que a u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais o ais pelos indi íduos que inham iden i icado es a p á ica sexual enquan o ia de ansmissão das IST, não e a supe io à dos jo ens em que es e conhecimen o es a a ausen e (51). De ac o, exis em e idências de que os jo ens u ilizam menos o p ese a i o nas elações sexuais o ais e anais po que não a ibuem o mesmo g au de isco aos di e en es ipos de elacionamen o sexual ou não conside am es as elações como sexuais (11). Es as conside ações suge em que en e os alunos com elacionamen o sexual não coi al a p obabilidade de aquisição de uma IST de e á se supe io po que a maio ia não u iliza o p ese a i o de o ma consis en e nesses con ac os. Po ou o lado, e isando apenas as elações aginais, e i ica-se que 34,5% dos alunos não u ilizam semp e o p ese a i o. Es es dados con on am o ac o da maio ia dos alunos e conco dado com a u ilização do p ese a i o nas elações aginais. Assim, es a inconsis ência na u ilização do p ese a i o não pa ece es a associada a uma ca ência in o ma i a, mas pode á es a elacionada com um conjun o de c enças que cons i uem ba ei as impo an es à conc e ização de compo amen os p e en i os pelos alunos. Dua e Vila (55) num es udo em que p ocu a a en ende a pe cepção da ulne abilidade nos adolescen es, e i icou que 68% dos jo ens inqui idos se p eocupa am com a possibilidade de con ágio com uma IST. Po ém, quando es es dados o am compa ados com os ní eis de u ilização dos mé odos con acep i os pelos mesmos jo ens cons a ou-se uma p á ica con adi ó ia com a p eocupação mani es ada. Segundo es e au o , os jo ens não aduzem a p eocupação ace a um possí el con ágio numa p á ica p e en i a egula . Pelo con á io, mani es am uma pe cepção da ulne abilidade ilusó ia baseada, em alguns casos, na con iança que êm no pa cei o sexual (55). 86 Fo am iden i icadas ou as c enças que êm um e ei o nega i o na u ilização do p ese a i o ais como o ompimen o, a diminuição do p aze , o incómodo ou a oco ência de ale gia (38). Ou as e idências elacionam a ausência de u ilização do p ese a i o com o sen imen o de que é possí el econhece um po ado de uma IST pelo seu aspec o ísico ou, como já oi e e ido, com excesso de con iança deposi ada no pa cei o sexual (36, 55). A ausência de compe ências de comunicação sob e sexualidade e de negociação da u ilização do p ese a i o pode, ambém, explica a inconsis ência na u ilização do p ese a i o pelos alunos do p esen e es udo (27, 33). Cons a ou-se que as apa igas êm um compo amen o de u ilização do p ese a i o mais inconsis en e do que os apazes. Dados semelhan es o am encon ados po Ma os e al. (34), os quais e e i am que 78,1% das apa igas inham u ilizado p ese a i o na úl ima elação sexual ace a 83,5% dos apazes que ambém o inham ei o. Possi elmen e, as alunas op am po ou os mé odos an iconcepcionais que não implicam a negociação com o pa cei o sexual. Po ou o lado, pode exis i um dé ice das compe ências de comunicação nas apa igas do p esen e es udo, que jus i ica uma u ilização menos equen e do p ese a i o (26, 27, 33). A idade dos alunos es á associada à u ilização do p ese a i o du an e as elações aginais. O es udo des a elação de e á se ap o undado u u amen e, po que algumas e idências p o enien es de ou os es udos indicam que en e os jo ens com mais idade se e i ica uma u ilização mais inconsis en e do p ese a i o, a pa com uma maio u ilização da pílula an iconcep i a (16, 36, 43, 49). 5.6. Consumo de álcool e d ogas no âmbi o do elacionamen o sexual Rela i amen e à p á ica de elações sexuais sob o e ei o das d ogas e do álcool e i icou-se que o sexo e a idade dos alunos não es a am associados a es e compo amen o e que apenas uma mino ia dos alunos admi iu já e ido elações sexuais sob o e ei o do álcool (9,8%) e/ou sob o e ei o de d ogas (1,6%). 87 Es es alo es são in e io es, aos ob idos pelo es udo “A en u a Social” em que 14,1% dos inqui idos admi i am e ido elações sexuais associadas ao consumo de d ogas ou ao álcool (34). São igualmen e alo es in e io es aos ob idos num es udo com es udan es uni e si á ios em que 88,2% dos pa icipan es indica am já e consumido álcool e 8,3% dos mesmos indica am e consumido d ogas, aquando do en ol ido sexual (30). Apesa dos alo es ob idos se em in e io es aos de ou os es udos consul ados, não deixa de se p eocupan e que o en ol imen o sexual de alguns alunos es eja associado ao consumo de subs âncias que podem a ec a a omada de decisões e a adopção de compo amen os p e en i os ace às IST. 5.7. Compo amen o de p ocu a de cuidados médicos em caso de IST A p ocu a de auxílio em caso de uma IST es á cen ada na amília, dado que a mãe oi a en idade indicada mais equen emen e pelos alunos. Es e esul ado não su p eende, po que a mãe oi ambém a in e locu o a mais indicada pelos jo ens enquan o on e de in o mação sob e sexualidade. Po conseguin e, se ia ambém a es a que os alunos eco e iam em caso de con ágio com uma IST. Toda ia, as apa igas indica am mais equen emen e como on es de auxílio os amigos, o ginecologis a e ou os amilia es. Pelo con á io, os apazes p ocu a iam mais equen emen e ajuda jun o do pai ou dos i mãos mais elhos. Dados semelhan es o am ob idos num es udo com alunos uni e si á ios po ugueses, as apa igas indica am mais equen emen e que eco e iam ao médico ginecologis a, em caso de IST, po oposição aos apazes que indica am mais equen emen e o médico pa icula e o pai (30). É de supo que es e duplo pad ão e lic a um meno cons angimen o dos apazes, compa a i amen e às apa igas, em assumi em jun o dos p ogeni o es e en uais consequências nega i as da ac i idade sexual. Es a suposição pa ece se apoiada pelos esul ados ob idos po Dua e Vila (55). Es e au o de ende que os p ogeni o es exe cem uma di e enciação quan o ao géne o nos es ilos de elacionamen o e de 88 comunicação com os seus ilhos, ela i amen e à sexualidade. Nes e sen ido, os apazes sen em mais legi imada pelos pais a sua sexualidade do que as apa igas. Po ou o lado, a aca in enção dos apazes em p ocu a em ajuda, caso i essem uma IST, jun o dos p o issionais de saúde az supo que os apazes ainda conside am os SSR como locais des inados ao planeamen o amilia eminino (19, 32). Os esul ados mos am, ambém, que em caso de con ágio com uma IST, a p ocu a de a amen o médico pela maio ia dos alunos não depende ia do desconhecimen o da si uação pelos pais, amigos ou pa cei os. Pa a a maio ia dos alunos, a p ocu a de cuidados médicos ambém não es a ia dependen e dos cus os do a amen o. Es es esul ados não são coinciden es com ou os, em que o cus o do a amen o ou o conhecimen o da si uação de con ágio pelos pais, amigos ou pa cei os, cons i uem ba ei as à p ocu a de a amen o médico pelos adolescen es (8). Nes a pe spec i a, se ia legi imo ap o unda que ou os ac o es, pa a além dos es udados, pode ão es a en ol idos no compo amen o de p ocu a de cuidados médicos pelos adolescen es. 5.8. Fac o es de e minan es do compo amen o de u ilização do p ese a i o Os esul ados ob idos com os di e en es modelos de eg essão logís ica mos am que as associações en e os ac o es de e minan es e o compo amen o de u ilização do p ese a i o, apesa de em pequeno núme o são, na gene alidade, na di ecção espe ada. Assim, a chance dos alunos não u iliza em, ou u iliza em inconsis en emen e, o p ese a i o nas elações aginais aumen a com a idade e é maio en e os alunos que não conco dam com a u ilização do p ese a i o nas elações sexuais do ipo anal e que já consumi am álcool no con ex o do elacionamen o sexual. P o a elmen e, os alunos com mais idade endem a es abelece elações a ec i as es á eis e du adou as em que o p ese a i o é p e e ido ace a ou os mé odos an iconcepcionais (8, 16, 25, 49). Também é possí el que os alunos com mais idade não 89 u ilizem o p ese a i o nas elações aginais po que êm uma meno pe cepção da ulne abilidade. De ac o en e os jo ens com mais idade, que nunca expe iencia am qualque consequência nega i a da p á ica sexual, pode exis i um also “sen imen o” de in ulne abilidade, que inibe a u ilização do p ese a i o (8, 16, 25, 49). A associação en e o consumo de álcool e a inconsis ência na u ilização do p ese a i o em sido amplamen e e i icada na li e a u a (16, 28, 58). Possi elmen e a inges ão de álcool a ec a os ní eis de acionalidade e inibição dos alunos, e impede que es es u ilizem o p ese a i o. Po ou o lado, não su p eende que a chance dos alunos não usa em ou usa em inconsis en emen e o p ese a i o nas elações aginais seja maio en e os que não conco da am com a u ilização des e mé odo nas elações do ipo anal. Es es alunos cons i uem, p o a elmen e, um g upo que não conco da com a u ilização do p ese a i o, qualque que seja o ipo de en ol imen o sexual. De ac o, 34,5% dos alunos do p esen e es udo, nunca usam ou usam de o ma i egula o p ese a i o nas elações aginais. Na base des e compo amen o pode ão es a en ol idas c enças nega i as em o no da u ilização do p ese a i o (medo de que oco a uma up u a, emba aço du an e a comp a ou edução do p aze sexual), ele ada con iança no pa cei o sexual, a c ença de que pode econhece um indi íduo in ec ado com uma IST pelo aspec o ou, ainda, a baixa pe cepção de ulne abilidade ípica da adolescência (16, 25, 27, 41, 49). Cu iosamen e, a chance dos alunos não usa em p ese a i o nas elações sexuais anais é meno en e os alunos que não conco dam com a sua u ilização nes as elações sexuais. Es e ac o indica que a gene alidade dos alunos que não usam, ou usam i egula men e, o p ese a i o nas elações sexuais anais conco dam com a sua u ilização. Assim, pa ece exis i nos alunos um conhecimen o a o á el à u ilização do p ese a i o nas elações sexuais anais que não se e lec e no compo amen o adop ado pelos p óp ios. Es a si uação, encon ada po ou os au o es (34, 51, 55), co obo a os esul ados ob idos com os conhecimen os dos alunos sob e a ansmissão das IST, dado 90 que es es ambém não encon am eco na u ilização do p ese a i o pelos alunos du an e as elações sexuais anais. 5.9. Limi ações do es udo O ac o do es udo e sido ealizado numa única escola impede que os esul ados ob idos sejam gene alizados a ou as populações de adolescen es po ugueses. A ipologia ans e sal do es udo não pe mi iu in e i elações causais en e os de e minan es das IST e o compo amen o de u ilização do p ese a i o, a idade e o sexo dos alunos. Po conseguin e, nes e es udo apenas o am documen adas elações de associação en e es es ac o es. Po ou o lado, a ecolha dos dados a a és de um ques ioná io de au o- p eenchimen o em que algumas ques ões en ol iam o ac o empo e ou as e am sob e a sexualidade ou o consumo de d ogas e/ou álcool pode e conduzido a um en iesamen o das espos as dos alunos. A homogeneidade dos indi íduos da população pode e impossibili ado a de ecção de algumas associações en e os de e minan es, já documen adas nou os es udos, apesa se e eco ido a al e na i as de análise dos dados não pa amé icas semp e que necessá io. Também, dado o núme o eduzido de indi íduos que o am usados em algumas es adís icas o alo de alguns es es pa amé icos pode e sido sob es imado. 5.10. Conclusões Es e es udo e e po objec i os ge ais desc e e alguns ac o es de e minan es das IST e as possí eis elações en e es es, o sexo, a idade e o compo amen o de u ilização do p ese a i o, num g upo de alunos dos ensinos básico e secundá io. Nes e sen ido, é possí el conclui que os alo es a e idos pa a cada um dos ac o es de e minan es das IST es ão, no ge al, enquad ados den o dos alo es ob idos nou os es udos. Toda ia, o g upo de alunos es udado ap esen a al a de conhecimen os, início 97 6. Re e ências Bibliog á icas 1. Anche a, R., C. Hynes, and L. A. Sh ie . 2005. 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Os dados a ob e a a és da aplicação do ques ioná io se ão anónimos e a ados com con idencialidade. Os esul ados ob idos a a és des e es udo se ão u ilizados pa a in o ma os ó gãos nacionais compe en es (Minis é ios da Saúde e da Educação), pa a elabo a abalhos cien í icos ( eses de mes ado) e pa a publicação em e is as cien í icas . Em qualque des es p ocedimen os, ninguém ai sabe em que escola oi ei o o es udo nem se á capaz de iden i ica as pessoas que nele pa icipa am. Se á possí el aos pa icipan es conhece em os esul ados u ilizando, pa a al, os con ac os da equipa de in es igação anexos a es a ca a. A pa icipação nes e es udo é li e. Assim, p ecisamos que nos au o ize a aplica o ques ioná io p eenchendo com o seu nome (caso enha mais de ou 18 anos) ou o do seu educando (caso es e enha menos de 18 anos) o consen imen o que se segue. Solici amos, ambém, que nos aça chega o consen imen o de idamen e assinado. Con ac os da Equipa de In es igação Responsá el P o . Dou o a Filomena Expos o Responsá eis pelo abalho de campo Mes e Inês F on ei a / D .ª M.ª Ma ga ida Ma ins Mo ada Ins i u o de Higiene e Medicina T opical Rua da Junquei a n.º 96 1349 – 008 Lisboa / Po ugal Tele one 21 3652600 118 Anexo 3. Ope acionalização das a iá eis Tabela A3.1. De inições, classi icação10, escala11 e domínio das a iá eis sociodemog á icas. Va iá eis Sociodemog á icas De inição Classi icação Escala Domínio Sexo Indica o sexo do esponden e. Quali a i a Nominal Masculino Feminino Idade * Indica a idade do esponden e. Quan i a i a Numé ica Em anos comple os Es ado Ci il Indica o es ado ci il do esponden e. Quali a i a Nominal Sol ei o Casado/Unido de ac o Viú o Sepa ado ou di o ciado Não sei Nacionalidade12 Indica a cidadania legal do esponden e aquando do p eenchimen o do ques ioná io. Quali a i a Nominal Po uguesa Po uguesa e ou a Ou a dupla nacionalidade Ou a nacionalidade * Va iá el ob ida a a és da da a de nascimen o solici ada no ques ioná io. 10 Quan o à classi icação conside ou-se enquan o quali a i a a a iá el cuja escala de medida apenas indica a sua p esença em ca ego ias de classi icação disc e a exaus i a e mu uamen e exclusi a. Como a iá el quan i a i a o am conside adas as a iá eis cuja escala de medida pe mi e a o denação e quan i icação de di e enças (31). 11 Quan o à escala o am conside adas como nominais as a iá eis em que as ca ego ias de classi icação se dis ibuem po duas ca ego ias mu uamen e exclusi as (29). Como a iá eis numé icas o am conside adas as a iá eis que assumem alo es cuja elação exac a en e es es é possí el de ini dado que a escala possui um ze o absolu o (31). 12 O domínio da a iá el oi no amen e ca ego izado nas seguin es ca ego ias de espos a: “po uguesa”, “po uguesa e ou a” e “ou a nacionalidade/ou a dupla nacionalidade” a endendo ao núme o eduzido de espos as em algumas ca ego ias da a iá el. 119 Tabela A3.1. De inições, classi icação, escala e domínio das a iá eis sociodemog á icas (con inuação). Va iá eis Sociodemog á icas De inição Classi icação Escala Domínio Tipo de ag egado amilia 13,14,15 Indica a cons i uição do conjun o de pessoas que i em com o esponden e no mesmo alojamen o. Quali a i a Nominal Mãe Pai Pad as o Mad as a I mão I mã Filhos do pad as o Filhos da mad as a A ô A ó Ou o Expe iência labo al Indica se o esponden e já e e abalho emune ado an e io men e. Quali a i a Nominal Sim Não Si uação labo al ac ual Indica se ac ualmen e o esponden e em abalho emune ado. Quali a i a Nominal Sim Não Idade no p imei o abalho emune ado Indica a idade do esponden e aquando do p imei o abalho emune ado. Quan i a i a Numé ica Em anos comple os Religião16 Indica a eligião do esponden e. Quali a i a Nominal Não enho Ca ólica P o es an e Muçulmana Hindu Judaica Ou a Religiosidade Indica o núme o de ce imónias eligiosas assis idas pelo esponden e no úl imo mês. Quan i a i a Numé ica Em núme o de ce imónias. 13 A a iá el admi e a selecção simul ânea de á ias espos as. 14 O domínio da a iá el oi no amen e ca ego izado nas seguin es ca ego ias de espos a: “clássica”, “monopa en al”, “ econs i uída” e “ i e com ou os amilia es”. 15 No p esen e es udo conside ou-se como: - Família clássica o conjun o de indi íduos en e os quais exis e um dos seguin es ipos de elação: casal “de di ei o” ou “de ac o” com ou sem ilho (s) não casado (s), pai ou mãe com ilho (s) não casado (s), a ós com ne o (s) não casado (s) e a ô ou a ó com ne o (s) não casados; - Família monopa en al os núcleos cons i uídos po pai com ilhos, mãe com ilhos, a ô com ne os ou a ó com ne os; - Família econs i uída o núcleo amilia compos os po um casal “de di ei o” ou “de ac o” com ilho (s), em que pelo menos um deles seja ilho, na u al ou adop ado, apenas de um dos memb os do casal, ou seja, u o de um elacionamen o conjugal an e io (18). 16 A endendo ao núme o eduzido de espos as em algumas ca ego ias, o domínio da a iá el oi no amen e ca ego izado nas seguin es ca ego ias de espos a: “ca ólica”, “muçulmana”, “p o es an e”, “ou a” e “não em. 120 Tabela A3.2. De inições, classi icação, escala e domínio das a iá eis escola es. Va iá eis Escola es De inição Classi icação Escala Domínio Expe iência de Rep o ação Indica se o esponden e já ep o ou alguma ez du an e odo o seu pe cu so escola . Quali a i a Nominal Sim Não Não esponde Ano de escola idade equen ado Indica o ano de escola idade equen ado pelo esponden e aquando do p eenchimen o do ques ioná io. Quali a i a Nominal 7.º Ano de escola idade 8.º Ano de escola idade 9.º Ano de escola idade 10.º Ano de escola idade 11.º Ano de escola idade 12.º Ano de escola idade N.º de Rep o ações Indica o núme o de ezes que o esponden e já ep o ou du an e o seu pe cu so escola . Quan i a i a Numé ica Em núme o de ep o ações. Assiduidade às aulas es ando na escola Indica se o esponden e não oi assíduo às ac i idades lec i as quando es á na escola. Quali a i a Nominal Sim Não Não sei N.º de al as na úl ima semana de aulas Indica o núme o de ezes que o esponden e se ausen ou das ac i idades lec i as na semana de aulas an e io à aplicação do ques ioná io. Quan i a i a Numé ica Em núme o de ep o ações. Sa is ação com a escola Indica a sa is ação do esponden e ace à sua pe manência na escola. Quali a i a O dinal Disco do o almen e Disco do Não conco do nem disco do Conco do Conco do o almen e 121 Tabela A3.3. De inições, classi icação, escala e domínio das a iá eis das on es de in o mação sob e sexualidade. Va iá eis das on es in o mação sob e sexualidade17 De inição Classi icação Escala Domínio P incipal on e de in o mação sob e sexualidade Indica a p incipal on e de in o mação sob e Sexualidade do esponden e. Quali a i a Nominal Pai Mãe Ou os amilia es Namo ado(a) Amigos P o esso Médico ou ou o p o issional de saúde Pad e ou g upo eligioso Media Ou a Fon e de in o mação desejada sob e sexualidade Indica a on e de in o mação sob e Sexualidade desejada pelo esponden e. Quali a i a Nominal Pai Mãe Ou os amilia es Namo ado(a) Amigos P o esso Médico ou ou o p o issional de saúde Pad e ou g upo eligioso Media Ou a 17 A endendo ao núme o eduzido de espos as em algumas ca ego ias, as a iá eis e e en es às on es de in o mação sob e sexualidade o am no amen e ca ego izadas nas seguin es ca ego ias: “pai”, “mãe”, “ou os amilia es”, “namo ado”, “amigos”, “p o esso ”, “médico ou ou o p o issional de saúde”, “pad e ou g upo eligioso”, “media” e “ou os”. 122 Tabela A3.4. De inições, classi icação, escala e domínio das a iá eis e e en es ao conhecimen o do nome das IST. Va iá eis e e en es ao conhece o nome da IST18 De inição Classi icação Escala Domínio Conhece a gono eia Indica se o esponden e econhece a gono eia como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a hepa i e C Indica se o esponden e econhece a hepa i e C como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a candidose Indica se o esponden e econhece a candidose como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece os cha os Indica se o esponden e econhece a pediculose púbica como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a sí ilis Indica se o esponden e econhece a sí ilis como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a ube culose * Indica se o esponden e econhece a ube culose como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a clamidiose Indica se o pa icipan e econhece a clamidiose como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a a icomonose Indica se o esponden e econhece a icomonose como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a hepa i e B Indica se o esponden e econhece a hepa i e B como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a SIDA Indica se o esponden e econhece a SIDA como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a sa na Indica se o esponden e econhece a sa na como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a doença do sono* Indica se o esponden e e econhece a doença do sono como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a he pes geni al Indica se o esponden e econhece a in ecção he pé ica geni al como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a in ecção geni al pelo VPH Indica se o esponden e econhece a in ecção geni al pelo VPH como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Conhece a aginose bac e iana Indica se o esponden e econhece a aginose bac e iana como uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não * Va iá eis cuja espos as sim é inco ec a po que não são IST. 18 Na cons ução da a iá el “ Núme o de IST conhecidas” o am con abilizadas as espos as dadas po cada esponden e a cada uma das a iá eis nominais des e conjun o. Es a a iá el é de inida como o núme o de IST econhecidas pelo nome, classi ica-se como quan i a i a numé ica e em um domínio igual a o núme o de IST iden i icadas co ec amen e. 129 Tabela A3.13. De inições, classi icação, escala e domínio da a iá el “Se pensa que em uma IST a quem pede ajuda?”. Va iá el “Se pensa que em uma IST a quem pede ajuda?” De inição Classi icação Escala Domínio Mãe Indica que o esponden e i ia solici a ajuda à mãe caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Pai Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao pai caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Pad as o Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao pad as o caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Mad as a Indica que o esponden e i ia solici a ajuda à mad as a caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não I mão Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao i mão caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não I mã Indica que o esponden e i ia solici a ajuda à i mã caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Ou o amilia Indica que o esponden e i ia solici a ajuda a ou o amilia caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Namo ado(a) Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao (à) namo ado(a) caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Amigos Indica que o esponden e i ia solici a ajuda à mãe caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não P o esso Indica que o esponden e i ia solici a ajuda à mãe caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Fa macêu ico/ uncioná io da a mácia Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao a macêu ico/ uncioná io da a mácia caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Médico de amília Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao médico de amília caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Médico pa icula Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao médico pa icula caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Ginecologis a/obs e a Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao ginecologis a/obs e a caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não En e mei o Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao en e mei o caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Ou o p o issional de saúde Indica que o esponden e i ia solici a ajuda a ou o p o issional de saúde caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Pad e/g upo eligioso Indica que o esponden e i ia solici a ajuda ao pad e/g upo eligioso caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Linha ele ónica Indica que o esponden e i ia solici a ajuda a uma linha ele ónica caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não Ou o Indica que o esponden e i ia solici a ajuda a ou o agen e caso pensasse que inha uma IST. Quali a i a Nominal Sim Não 130 Tabela A3.14. De inições, classi icação, escala e domínio da a iá el “Se pensa que em uma IST só p ocu a ajuda se…”. Va iá el “Se pensa que em uma IST só p ocu a ajuda se…” De inição Classi icação Escala Domínio Pais não soube em Indica que o esponden e só p ocu a ia ajuda caso i esse uma IST se os pais não soubessem. Quali a i a Nominal Sim Não Amigos não soube em Indica que o esponden e só p ocu a ia ajuda caso i esse uma IST se os amigos não soubessem. Quali a i a Nominal Sim Não Pa cei o(a) não soube em Indica que o esponden e só p ocu a ia ajuda caso i esse uma IST se o(a) pa cei o(a) não soubessem. Quali a i a Nominal Sim Não Nenhuma das an e io es Indica que o esponden e p ocu a ia ajuda em caso de e uma IST independen emen e dos pais, dos amigos ou do(a) pa cei o(a) sabe em. Quali a i a Nominal Sim Não Tabela A3.15. De inições, classi icação, escala e domínio da a iá el “Se pensa que em uma IST só ais a uma consul a se…”. Va iá el “Se pensa que em uma IST só ais a uma consul a se…” De inição Classi icação Escala Domínio Não paga nada Indica que o esponden e caso i esse uma IST só ai a uma consul a médica se não paga nada pelo a amen o. Quali a i a Nominal Sim Não Paga menos de 1€ Indica que o esponden e caso i esse uma IST só ai a uma consul a médica se paga menos de 1€ pelo a amen o. Quali a i a Nominal Sim Não Paga menos de 5 € Indica que o esponden e caso i esse uma IST só ai a uma consul a médica se paga menos de 5€ pelo a amen o. Quali a i a Nominal Sim Não Paga menos de 15 € Indica que o esponden e caso i esse uma IST só ai a uma consul a médica se paga menos de 15€ pelo a amen o. Quali a i a Nominal Sim Não Nenhuma das an e io es Indica que o esponden e caso i esse uma IST ai a uma consul a médica independen emen e do cus o do a amen o. Quali a i a Nominal Sim Não 131 Anexo 4. Dados omissos Tabela A4.1. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis sociodemog á icas – equências absolu as e equências ela i as (N,%). Va iá eis Sociodemog á icas Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N,%) Sexo 590 (99,8) 1 (0,2) Idade 576 (97,5) 15 (2,5) Es ado ci il 587 (99,3) 4 (0,7) Nacionalidade 590 (99,8) 1 (0,2) Religião 585 (99) 6 (1) Religiosidade 421 (96,6) 15 (3,4) Tipo de ag egado amilia 589 (99,7) 2 (0,3) Expe iência labo al 586 (99,2) 5 (0,8) Idade no p imei o abalho emune ado 117 (95,1) 6 (4,9) Si uação labo al ac ual 117 (95,1) 6 (4,9) Tabela A4.2. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis escola es – equências absolu as e equências ela i as (N,%). Va iá eis Escola es Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N, %) Ano de escola idade equen ado 590 (99,8) 1 (0,2) Rep o ação escola 589 (99,7) 2 (0,3) Núme o de ep o ações escola es 203 (99) 2 (1) Fal as às aulas es ando na escola 589 (99,7) 2 (0,3) Assiduidade às aulas na úl ima semana 256 (91,7) 23 (8,3) Fal as às aulas na úl ima semana 256 (91,7) 23 (8,3) Sa is ação com a escola 589 (99,7) 2 (0,3) Tabela A4.3. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis e e en es às on es de in o mação sob e sexualidade – equências absolu as e equências ela i as (N,%). Va iá eis das on es de in o mação sob e sexualidade Respos as (N, %) Dados Omissos (N, %) P incipal on e de in o mação sob e sexualidade 493 (83,4) 98 (16,6) Fon e de in o mação sob e sexualidade desejada 520 (88) 71 (12) 132 Tabela A4.4. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis e e en es aos conhecimen os sob e as IST – equências absolu as e equências ela i as (N, %). Va iá eis dos Conhecimen os ace às IST Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N, %) Conhece as IST 587 (99,3) 4 (0,7) Conhece sinais e sin omas das IST 586 (99,2) 5 (0,8) Conhece o mas de ansmissão das IST 590 (99,8) 1 (0,2) Conhece o mas de p e enção das IST 590 (99,8) 1 (0,2) “Algumas IST podem se e i adas a a és de acinas.” 587 (99,3) 4 (0,7) “Pa a além do HIV, exis em ou as IST que podem p o oca o canc o.” 587 (99,3) 4 (0,7) “Todas as IST êm cu a.” 588 (99,5) 3 (0,5) “As IST podem se apanhadas mais do que uma ez.” 587 (99,3) 4 (0,7) “Consigo sabe se uma pessoa em uma IST pelo seu aspec o.” 587 (99,3) 4 (0,7) Tabela A4.5. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis e e en es aos conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o – equências absolu as e equências ela i as (N, %). Va iá el Conhecimen os ace ao à u ilização do p ese a i o Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N, %) Du an e a elação sexual aginal 577 (97,6) 14 (2,4) Du an e a elação sexual o al 587 (99,3) 4 (0,7) Du an e a elação sexual anal 578 (97,8) 13 (2,2) Tabela A4.6. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis e e en es ao compo amen o sexual – equências absolu as e equências ela i as (N, %). Va iá eis do Compo amen o Sexual Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N, %) Expe iência Sexual 586 (99,2) 5 (0,8) Idade na p imei a elação sexual 178 (95,7) 8 (4,3) Núme o de pa cei os sexuais nos úl imos seis meses 182 (97,3) 5 (2,7) Expe iência sexual com pa cei os do mesmo sexo 183 (97,3) 5 (2,7) Núme o de elações sexuais com pa cei os do mesmo sexo no úl imo mês. 9 (69,2) 4 (30,8) Expe iência de elação sexual aginal 183 (95,3) 9 (4,7) Expe iência de elação sexual o al 183 (95,3) 9 (4,7) Expe iência de elação sexual anal 183 (95,3) 9 (4,7) 133 Tabela A4.7. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis e e en es ao compo amen o de u ilização do p ese a i o – equências absolu as e equências ela i as (N, %). Va iá eis do compo amen o de u ilização do p ese a i o Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N, %) U ilização do p ese a i o na elação sexual aginal 168 (94,9) 9 (5,1) U ilização do p ese a i o na elação sexual o al 101 (91,8) 9 (8,2) U ilização do p ese a i o na elação sexual anal 47 (83,9) 9 (16,1) Tabela A4.8. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis e e en es ao consumo de álcool e/ou d ogas no elacionamen o sexual e à pa ilha de se ingas – equências absolu as e equências ela i as (N, %). Va iá eis dos compo amen o de consumo de álcool e/ou d ogas no elacionamen o sexual e à pa ilha de se ingas Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N, %) Expe iência de elações sexuais sob o e ei o do álcool 183 (95,3) 9 (4,7) Expe iência de elações sexuais sob o e ei o das d ogas 183 (95,3) 9 (4,7) Pa ilha de se ingas 3 (25) 9 (75) Tabela A4.9. Respos as álidas e dados omissos das a iá eis e e en es ao compo amen o de p ocu a de a amen o médico – equências absolu as e equências ela i as (N, %). Va iá eis do compo amen o de p ocu a de a amen o médico Respos as álidas (N, %) Dados Omissos (N, %) Pedi ajuda em caso de apanha uma IST 578 (97,8) 13 (2,2) Se pensa que em uma IST só p ocu a a amen o se 586 (99,2) 5 (0,8) Se pensa e uma IST ai a uma consul a se 587 (99,3) 4 (0,7) 134 Anexo 5. Análise bi a iada en e os ac o es de e minan es e o compo amen o de u ilização do p ese a i o nas elações sexuais aginais, anais e o ais. Tabela A5.1. Análise bi a iada en e as a iá eis sociodemog á icas e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo e da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Va iá eis sociodemog á icas Tes e p Tes e p Tes e p Sexo 4,8 a <0,1 c 1 0,225 a 0,6 Nacionalidade 5,4 b <0,1 0,5 b 0,7 * * Religião 7,4 b 0,2 1,1 b 0,9 5,1 b 0,4 Tipo de amília 3,9 a 0,2 2,7 b 0,4 3,4 b 0,3 Expe iência labo al 0 a 1 c 0,7 0,5 a 0,4 Idade -3,5d 0 34 e 0,8 234,5 e 0,4 Religiosidade 0,7 d 0,4 124 e 0,6 75 e 0,1 Idade no p imei o abalho emune ado 330 e <0,1 34 e 0,8 22 e 0,3 a – Tes e do qui quad ado (χ2) b -Tes e do Rácio de Ve ossimilhança (G2) c – Tes e exac o de Fishe (F) d – Tes e de S uden ( ) e – Tes e de Mann-Whi ney (U) * Dado não ob ido Tabela A5.2. Análise bi a iada en e as a iá eis escola es e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Va iá eis escola es Tes e p Tes e p Tes e p Ano lec i o equen ado 14,2 a <0,1 3,8 b 0,5 4,4 b 0,4 Expe iência de ep o ação 3,1 a <0,1 c 1 4,2 a <0,1 Assiduidade às aulas es ando na escola 0,8 a 0,3 c 0,6 1,9 a 0,1 Assiduidade às aulas na úl ima semana 0,2 a 0,6 c 0,6 c 0,7 Sa is ação com a escola 3,3 b 0,5 2,8 b 0,6 3,1 b 0,3 N.º de al as às aulas na úl ima semana -0,6 d 0,5 129 e 0,9 84,5 e 0,6 a – Tes e do qui quad ado (χ2) b -Tes e do Rácio de Ve ossimilhança (G2) c – Tes e exac o de Fishe (F) d – Tes e de S uden ( ) e – Tes e de Mann-Whi ney (U) 135 Tabela A5.3. Análise bi a iada en e a a iá el p incipal on e de in o mação sob e sexualidade e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Fon e de in o mação p incipal sob e sexualidade Tes e p Tes e p Tes e p Pai Mãe Ou os amilia es Namo ado Amigos P o esso Médico ou ou o p o issional de saúde Media 3,7 a 0,8 13,4 a <0,1 13,6 a <0,1 a -Tes e do Rácio de Ve ossimilhança (G2) Tabela A5.4. Análise bi a iada en e a a iá el on e de desejada de in o mação sob e sexualidade e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Fon e desejada de In o mação sob e sexualidade Tes e p Tes e p Tes e p Pai Mãe Ou os amilia es Namo ado Amigos P o esso Médico ou ou o p o issional de saúde Media 18,4 a <0,1 7,9 a 0,4 5 a 0,7 a -Tes e do Rácio de Ve ossimilhança (G2) Tabela A5.5. Análise bi a iada en e núme o de IST econhecidas e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Núme o de IST econhecidas Tes e p Tes e p Tes e p -0,7 a 0,5 204,5 b 0,1 181,5 b <0,1 a – Tes e de S uden ( ) b – Tes e de Mann-Whi ney (U) 136 Tabela A5.6. Análise bi a iada en e a a iá el núme o de o mas de ansmissão das IST conhecidas e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Núme o de o mas de ansmissão das IST conhecidas Tes e p Tes e p Tes e p 0,2 a 0,8 295 b 0,6 248 b 0,6 a – Tes e de S uden ( ) b – Tes e de Mann-Whi ney (U) Tabela A5.7. Análise bi a iada en e a a iá el núme o de sinais e sin omas das IST conhecidos e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Núme o de sinais e sin omas das IST conhecidos Tes e p Tes e p Tes e p -2,1 a <0,1 276,5 b 0,5 238,5 b 0,5 a – Tes e de S uden ( ) b – Tes e de Mann-Whi ney (u) Tabela A5.8. Análise bi a iada en e a a iá el conhece o p ese a i o como o ma de p e enção das IST e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Conhece o p ese a i o como o ma de p e enção das IST Tes e p Tes e p Tes e p Assinalou apenas p ese a i o Assinalou p ese a i o e ou o 2,8 a <0,1 c 0,2 0 a 1 a – Tes e do qui quad ado (χ2) c – Tes e exac o de Fishe (F) 137 Tabela A5.9. Análise bi a iada en e as a iá eis e e en es aos conhecimen os sob e as IST e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Conhecimen os sob e as IST Tes e p Tes e p Tes e p Podem se e i adas com acinas 0,03 a 0,9 7,0 b <0,1 0,9 b 0,6 Ou as IST que não HIV podem p o oca o canc o 1,9 a 0,3 1,5 b 0,4 0,9 b 0,6 Todas as IST êm cu a 1,5 a 0,4 0,1 b 0,9 c 0,2 As IST podem se apanhadas mais do que uma ez 5,3 a <0,1 2,0 b 0,3 2,8 b 0,2 Sabe se em uma IST pelo aspec o 3,2 b 0,2 2,9 b 0,2 1,1 b 0,5 a – Tes e do qui-quad ado (χ2) b -Tes e do Rácio de Ve ossimilhança (G2) c – Tes e exac o de Fishe (F) Tabela A5.10. Análise bi a iada en e a a iá el dos conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual aginal o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Conhecimen os ace ao uso do p ese a i o na elação sexual aginal Tes e p Tes e p Tes e p Não conco da o almen e Conco da o almen e 7,3 a <0,1 b 0,4 1,3 a 0,2 a – Tes e do qui-quad ado (χ2) b – Tes e exac o de Fishe (F) Tabela A5.11. Análise bi a iada en e a a iá el dos conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual o al o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Conhecimen os ace ao uso do p ese a i o na elação sexual o al Tes e p Tes e p Tes e p Não conco da o almen e Conco da o almen e 6,4 a <0,1 a 0,1 a 0,6 a – Tes e exac o de Fishe (F) 138 Tabela A5.12. Análise bi a iada en e a a iá el dos conhecimen os ace à u ilização do p ese a i o na elação sexual anal e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Conhecimen os ace ao uso do p ese a i o na elação sexual anal Tes e p Tes e p Tes e p Não conco da o almen e Conco da o almen e 16,0 a <0,1 b 0,1 15,0 a <0,1 a – Tes e do qui-quad ado (χ2) b – Tes e exac o de Fishe (F) Tabela A5.13. Análise bi a iada en e as a iá eis do compo amen o sexual e o compo amen o de u ilização do p ese a i o du an e as elações sexuais do ipo aginal, o al e anal – es e e alo da p o a. U ilização do p ese a i o du an e elação sexual aginal U ilização do p ese a i o du an e elação sexual o al U ilização do p ese a i o du an e elação sexual anal Compo amen o Sexual Tes e p Tes e p Tes e p Expe iência elação sexual b 1 * * * * Expe iência elação sexual com pa cei os do mesmo sexo b 1 b 0,6 b 0,5 Expe iência elação sexual aginal * * * * * * Expe iência elação sexual o al 6,1 a <0,1 * * b 0,7 Expe iência elação sexual anal 3,0 a <0,1 b 0,2 * * Expe iência elações sexuais sob in luência do álcool 3,7 a <0,1 b 0,6 b 1 Expe iência elações sexuais sob in luência de d ogas b <0,1 b 1 b 0,5 Pa ilha de se ingas * * * * * * Idade na 1.ª elação sexual 2637 d 0,2 263 e 0,4 0,6 c 0,52 N.º de pa cei os sexuais nos úl imos 6 meses -1,8 c <0,1 168,5 e <0,1 242 d 0,5 N.º de elações sexuais com pa cei os do mesmo sexo no úl imo mês 4,5 d 0,6 1 e 1 4 d 1 a – Tes e do qui-quad ado (χ2) b – Tes e exac o de Fishe (F) c – Tes e de S uden ( ) d – Tes e de Mann-Whi ney (U) * Dados não ob idos.