Unidades de saúde familiar : continuidade de um processo : Editorial
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VOL. 23, N.o 2 — JULHO/DEZEMBRO 2005
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Unidades de saúde amilia —
con inuidade de um p ocesso!
No início de 2006 alguns meios de comunicação social eicula am no ícias e a-
das sob e a e o ma dos cuidados de saúde p imá ios em Po ugal. Es as no ícias
con undi am mui os cidadãos, incluindo p o issionais de saúde. Dois dos e os di-
ulgados o am:
a) Os cen os de saúde se iam subs i uídos po unidades de saúde amilia
(USF);
b) Os médicos de amília i iam acaba , sendo subs i uídos po equipas mul ip o-
issionais!
O a o que se p e ende é que os cen os de saúde sejam e o çados e
econ igu ados segundo algumas linhas essenciais, a sabe :
• Reo ganização em pequenas equipas mul ip o issionais, descen alizadas e
p óximas dos cidadãos — unidades de saúde amilia ;
• Concen ação em alguns cen os de se iços de apoio às USF: equipas de
cuidados con inuados e palia i os; saúde o al; saúde men al; eabili ação;
consul o ias especializadas; unidades de meios de diagnós ico e e apêu ica,
e c.;
• Reo ganização dos se iços de saúde pública, com concen ação c i e iosa de
meios;
udo no espei o do p incípio da lexibilidade o ganiza i a e das geome ias a iá-
eis, endo em con a a di e sidade de si uações no país.
Nenhuma des as medidas é no idade! São ideias e p opos as que êm sido deba-
idas e ensaiadas desde os anos 80. Vá ias o am as expe iências de abalho em
equipa iniciadas em di e sos locais. O caminho ilhado incluiu os p ojec os Al a,
os g upos RRE, a en a i a dos cen os de saúde de 3.a ge ação e a maio g e e de
semp e oco ida nos cen os de saúde no início de 20031-9!
As ans o mações de sis emas sociais complexos, como o da saúde, não se
azem de um dia pa a o ou o. São p ocessos in incados, sinuosos, complexos.
Nes e caso, a a-se de uma mudança de pa adigma no pensamen o, na o ganização
4REVISTA PORTUGUESA DE SAÚDE PÚBLICA
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e na adminis ação de se iços públicos sensí eis, solidá ios e de p oximidade.
Con a um modelo cen alizado, hie á quico, bu oc a izado e c is alizado ao longo de
décadas — um apa elho cap u ado po di e sos in e esses in e nos e adjacen es que
exp op ia am os e dadei os donos do sis ema, os cidadãos.
Não se espe am milag es! Se ao im de um a dois anos es i e am a unciona no
e eno mais de uma cen ena de equipas bem de inidas de saúde amilia , in eg ando
a medicina ge al e amilia , a en e magem de amília e no as p á icas de sec e a iado
clínico-adminis a i o, isso pode signi ica a subida de um eno me deg au na di ícil
e ão desejada ans o mação dos cuidados de saúde p imá ios nes e país.
Re e ências bibliog á icas
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8DIRECÇÃO-GERAL DA SAÚDE — Regime emune a ó io expe imen al dos médicos de clínica
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9CONCEIÇÃO, C.; FRONTEIRA, I.; HIPÓLITO, F.; LERBERGHE, W. N.; FERRINHO, P. — Os
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No a: Os p incipais documen os écnicos sob e a e o ma dos cuidados de saúde p imá ios es ão
disponí eis no si e www.mcsp.min-saude.p .