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O ensino-aprendizagem do espanhol/castelhano nas escolas públicas portuguesas: razões da sua escolha por parte dos alunos

Beirante, Tatiana Filipa Mata

Abstract

O presente trabalho apresenta um estudo sobre as razões que motivam os alunos a escolher o estudo da língua espanhola no 3º ciclo do sistema educativo português. Inicialmente é abordada a questão do currículo - definição e pressupostos –, seguindo-se a forma como este é concebido e o modo como as línguas estão presentes no mesmo. Aborda-se, igualmente, o modo como a língua espanhola está presente em Portugal e no sistema de ensino português. Partindo da análise de um grupo de alunos de uma Escola Secundária da denominada “Grande Lisboa”, procura-se compreender quais os factores que os alunos privilegiam na escolha de uma língua para estudo, em detrimento de outras, e até que ponto esta escolha reflecte os seus interesses profissionais. Procura-se, ainda, compreender a visão dos alunos e dos professores relativamente ao ensino da língua espanhola em Portugal. Palavras-chave:

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O ensino-ap endizagem do espanhol/cas elhano nas escolas públicas po uguesas: azões da sua escolha po pa e dos alunos Ta iana Filipa Ma a Bei an e Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em Ciências da Educação, ealizada sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Ma ia do Ca mo Pe ei a de Campos Viei a da Sil a da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa Junho, 2017 Ta iana Filipa Ma a Bei an e, O ensino-ap endizagem do espanhol/cas elhano nas escolas públicas po uguesas: azões da sua escolha po pa e dos alunos, 2017 i O ensino-ap endizagem do espanhol/cas elhano nas escolas públicas po uguesas: azões da sua escolha po pa e dos alunos Ta iana Filipa Ma a Bei an e Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em Ciências da Educação, ealizada sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Ma ia do Ca mo Pe ei a de Campos Viei a da Sil a da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa Junho, 2017 ii Disse ação ap o ada em 17 de Julho de 2017 O Jú i: P esiden e: P o esso a Dou o a Ana Ma ia Mão-de-Fe o Ma inho Ca e Gale A guen e: P o esso a Dou o a Cláudia Susana Coelho Ne es O ien ado a: P o esso a Dou o a Ma ia do Ca mo Pe ei a de Campos Viei a da Sil a iii AGRADECIMENTOS À minha amília e amigos, po e em es ado semp e a meu lado, e po pe mi i em a ealização des e meu sonho, enco ajando-me e incen i ando-me a nunca desis i dos meus objec i os. Ao meu namo ado, Da id, que semp e me apoiou e ajudou em udo pe mi indo com que o p esen e es udo osse possí el de ealiza , pela co agem, amo e apoio que semp e me deu, pela dedicação e po odas as ho as de almoço que dispensou pa a me ajuda nes e es udo. Sem ele nada dis o se ia possí el. Um ag adecimen o especial à minha o ien ado a pela sua disponibilidade, pela o ien ação, po e ac edi ado no meu abalho, pelo incen i o e, undamen almen e, po odos os seus con ibu os que an o con ibuí am pa a a melho ia e en iquecimen o do meu es udo. À Escola Secundá ia onde oi ealizado o es udo, po e pe mi ido a aplicação dos ques ioná ios e em especial ao p o esso Ângelo po e implemen ado o ques ioná io aos seus alunos das aulas de Espanhol e à disponibilidade que demons ou pa a me ajuda no p esen e es udo. Po úl imo, e não menos impo an e, uma pala a de ag adecimen o a odos os alunos e p o esso es que pa icipa am no p esen e es udo, pela colabo ação e disponibilidade. i DEDICATÓRIA À es ela mais boni a e b ilhan e, o meu a ô (in memo iam), como sinal do meu amo pe pé uo, po que a e e nidade es á nos nossos co ações. RESUMO O p esen e abalho ap esen a um es udo sob e as azões que mo i am os alunos a escolhe o es udo da língua espanhola no 3º ciclo do sis ema educa i o po uguês. Inicialmen e é abo dada a ques ão do cu ículo - de inição e p essupos os –, seguindo-se a o ma como es e é concebido e o modo como as línguas es ão p esen es no mesmo. Abo da-se, igualmen e, o modo como a língua espanhola es á p esen e em Po ugal e no sis ema de ensino po uguês. Pa indo da análise de um g upo de alunos de uma Escola Secundá ia da denominada “G ande Lisboa”, p ocu a-se comp eende quais os ac o es que os alunos p i ilegiam na escolha de uma língua pa a es udo, em de imen o de ou as, e a é que pon o es a escolha e lec e os seus in e esses p o issionais. P ocu a-se, ainda, comp eende a isão dos alunos e dos p o esso es ela i amen e ao ensino da língua espanhola em Po ugal. Pala as-cha e: Cu ículo; Ap endizagem de Línguas Es angei as; Língua Espanhola ABSTRACT The p esen wo k show a s udy abou he easons ha mo i a e he s uden s o choose he s udy o he Spanish language on he hi d cycle o he Po uguese educa ional sys em. Ini ially add essed in he issue o cu iculum-de ini ion and assump ions-, ollowed by he way ha his is designed and how he languages a e p esen in he same. Also deals he way in which he Spanish language is p esen in Po ugal and in he Po uguese school sys em. S a ing om he analysis o a g oup o s uden s om a seconda y school o he called "Big Lisbon", i seeks o unde s and he ac o s ha a ou s uden s in choosing a language o s udy, in de imen o o he s, and o wha ex en his e lec s hei p o essional in e es s. This sea ches also y o unde s and he ision o s uden s and eache s ega ding he eaching o he Spanish language in Po ugal. Keywo ds: Cu iculum; Lea ning o o eign languages; Spanish language i ÍNDICE DE ABREVIATURAS NSE No a Sociologia da Educação MEC Minis é io da Educação e da Ciência AEC Ac i idades de En iquecimen o Cu icula PISA P og amme o In e na ional S uden Assessmen PGFC P ojec o de Ges ão Flexí el do Cu ículo PEE P ojec o Educa i o de Escola RI Regulamen o In e no PAA Plano Anual de Ac i idades QECR Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas CE Conselho da Eu opa PEL Po ólio Eu opeu de Línguas APPELE Associação Po uguesa de P o esso es de Espanhol Língua Es angei a FIAPE Fede ación In e nacional de Asociaciones de P o eso es de Español IE Ins i u o Español Gine de Los Ríos AICEP Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no de Po ugal SEI P ojec o pa a o Sucesso Educa i o e In eg ação PDS Plano de Desen ol imen o Social GMD Gabine e de Mediação Disciplina CLASO Conselho Local de Acção Social de Odi elas ii ÍNDICE GERAL AGRADECIMENTOS .................................................................................................. iii DEDICATÓRIA ............................................................................................................ i RESUMO ......................................................................................................................... ÍNDICE DE ABREVIATURAS ................................................................................... i ÍNDICE DE FIGURAS ................................................................................................. ix ÍNDICE DE GRÁFICOS .............................................................................................. ix INTRODUÇÃO .............................................................................................................. 1 CAPÍTULO I – ENQUADRAMENTO TEÓRICO .................................................... 4 1 – B e e sín ese do capí ulo ............................................................................................ 4 2 – Cu ículo ..................................................................................................................... 4 2.1 – Teo ias do Cu ículo e Teo ias Cu icula es ........................................................... 7 2.2 – Cen alização/descen alização do cu ículo e da ges ão da educação .................. 12 2.3 – As línguas no cu ículo .......................................................................................... 16 3 – Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas (QECR) .......................... 20 4 – A língua espanhola no mundo .................................................................................. 23 5 – O espanhol em Po ugal ............................................................................................ 25 5.1 – Meios de di usão da língua espanhola em Po ugal .............................................. 25 5.2 – Relações económicas en e Po ugal e Espanha .................................................... 27 5.3 – A língua espanhola no sis ema educa i o po uguês ............................................. 29 CAPÍTULO II – METODOLOGIA ........................................................................... 36 1 – Opções me odológicas .............................................................................................. 36 2 – Ins umen os e P ocedimen os .................................................................................. 36 3 – Pa icipan es ............................................................................................................. 37 4 – Ap esen ação e ca ac e ização da Escola Secundá ia ............................................... 38 4.1 – Enquad amen o geog á ico .................................................................................... 39 4.2 – P ojec o Educa i o da Escola Secundá ia .............................................................. 41 CAPÍTULO III – ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS ...................................... 44 iii CAPÍTULO IV – CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES .................................... 53 BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................... 55 ANEXOS ....................................................................................................................... 65 Anexo I - G elha de au o-a aliação (comp eensão) ....................................................... 66 Anexo II - G elha de au o-a aliação (o alidade) ............................................................ 67 Anexo III - G elha de au o-a aliação (esc i a) ............................................................... 68 Anexo IV - Quad o dos ní eis de e e ência .................................................................. 69 Anexo V - G elhas de au o-a aliação (comp eensão o al) ............................................. 70 Anexo VI - G elhas de au o-a aliação (Lei u a) ............................................................ 72 Anexo VII - G elhas de au o-a aliação (In e acção o al)............................................... 74 Anexo VIII - G elhas de au o-a aliação (P odução o al) ............................................... 76 Anexo IX - G elhas de au o-a aliação (Esc i a) ............................................................. 78 Anexo X – Quad o dos con ex os de u ilização das línguas........................................... 80 Anexo XI - Tabela dos p odu os mais expo ados de Po ugal pa a Espanha ................ 82 Anexo XII - Ques ioná io aplicado aos alunos que equen am a disciplina de espanhol no ensino básico ............................................................................................................. 83 Anexo XIII – Ques ioná io aplicado aos p o esso es de espanhol ................................. 86 Anexo XIV - T ansc ição das espos as do ques ioná io aplicado aos p o esso es de espanhol do 3º Ciclo das escolas do Concelho de Odi elas ........................................... 88 6 mode n di e en ia ed (o hie a chically s a i ied) socie y”4. Do mesmo modo, Bena o e al. (1991) a i mam, ambém, que há a gumen os que indicam que o cu ículo e lec e os in e esses das classes dominan es, e ou os demons am que o impo an e é a compe i i idade e as an agens que daí ad êm e não o con eúdo. In some a gumen s, he con en o he cu iculum is seen as e lec ing he in e es s and ad an ages o dominan s a us g oups (e.g., p o essionals, poli ical eli es, capi alis social classes); in o he s, he con en is less impo an han he compe i i e ad an ages g oups may gain h ough pa icula cu icula a angemen s.”5 (Bena o e al., 1991, p. 87) Também Mo ei a e Sil a (1994) ap esen am na sua ob a Cu ículo, Cul u a e Sociedade a isão de Al husse que ai ao encon o da pe spec i a de Bena o e al., (1991), Cha (1992), Be ns ein (1971) e Young (2007). Fundamen almen e, Al husse a gumen a a que a educação cons i ui ia um dos p incipais disposi i os a a és do qual a classe dominan e ansmi i ia suas ideias sob e o mundo social, ga an indo assim a ep odução da es u u a social exis en e. Essas ideias se iam di e encialmen e ansmi idas, na escola, às c ianças das di e en es classes: uma isão de mundo ap op iada aos que es a am des inados a domina , ou a aos que se des ina am às posições sociais subo dinadas. (Mo ei a & Sil a, 1994, p. 21) O concei o de cu ículo é ambíguo. Assim sendo, não há apenas uma de inição pa a o mesmo e es e não é es anque, ou seja, é necessá io econ ex ualiza o cu ículo e ac ualizá-lo. De aco do com Roldão (1999, p. 23), “cu ículo é um concei o passí el de múl iplas in e p e ações no que ao seu con eúdo se e e e e quan o aos inúme os modos e a iadas pe spec i as ace ca da sua cons ução e desen ol imen o”. Tendo em con a a de inição de cu ículo ap esen ada no Dec e o-Lei nº6/2001, de 18 de Janei o, “en ende-se po cu ículo nacional o conjun o de ap endizagens e compe ências a desen ol e pelos alunos ao longo do ensino básico, de aco do com os objec i os consag ados na Lei de Bases do Sis ema Educa i o pa a es e ní el de ensino, 4 “Mui as concepções eó icas p esumem simplesmen e que o cu ículo é moldado po equisi os ge ais ou de eli e”. 5 “Em alguns a gumen os, o con eúdo do cu ículo é is o como e lec indo os in e esses e an agens dos g upos dominan es (po exemplo, p o issionais, eli es polí icas, classes sociais capi alis as); Em ou os, o con eúdo é menos impo an e do que as an agens compe i i as que os g upos podem ganha po meio de a anjos cu icula es pa icula es”. 7 exp esso em o ien ações ap o adas pelo Minis o da Educação, omando po e e ência os desenhos cu icula es anexos ao p esen e dec e o-lei” (p.3). O cu ículo é de inido como um p og ama cu icula ou plano de es udos que explici a: i) quais os con eúdos que os p o esso es de em ansmi i ; ii) os objec i os que os alunos de em a ingi ; e iii) quais as ac i idades que de em se desen ol idas em sala de aula pa a que a ap endizagem, po pa e dos alunos, seja bem-sucedida. Bena o e al. (1991) ap esen am duas de inições pa a cu ículo endo em con a a sociologia da educação. A p imei a de inição menciona que o cu ículo é um p og ama académico e a segunda e e e o cu ículo como o conjun o de expe iências que os alunos i enciam nas escolas. Indeed, in he sociology o educa ion, he e m "cu iculum" now seems o ha e wo meanings un ela ed o con en . Fi s , i means " ack," o academic p og am - a s uc u al ea u e o schools ha is linked o pas , p esen , o u u e inequali ies. Second, i o en e e s o he "hidden cu iculum"- he implici knowledge and alues con eyed o s uden s by he schooling expe ience i sel .6 (Bena o e al., 1991, p. 87) 2.1 – Teo ias do Cu ículo e Teo ias Cu icula es Na sua ob a Wha is he cu iculum heo y?, Pina (2004) começa po ap esen a uma de inição de eo ia cu icula a i mando: “cu iculum heo y is he in e disciplina y s udy o educa ional expe ience. No e e y in e disciplina y s udy o educa ional expe ience is cu iculum heo y, o cou se; no is e e y ins ance o cu iculum heo y in e disciplina y. Cu iculum heo y is a dis inc i e ield o s udy, wi h a unique his o y, a complex p esen , an unce ain u u e.”7 (Pina , 2004, p. 2) Nos inais do séc. XIX e início do séc. XX, nos Es ados Unidos, os in es igado es começa am a deb uça -se sob e o campo das ques ões cu icula es o iginando o apa ecimen o de um no o campo cujo p opósi o dos seus pe cu so es e a 6 “De ac o, na sociologia da educação, o e mo "cu ículo" pa ece e dois signi icados não elacionados ao con eúdo. Em p imei o luga , signi ica p og ama académico - uma ca ac e ís ica es u u al das escolas que es á ligada a desigualdades passadas, p esen es ou u u as. Em segundo luga , mui as ezes e e e-se ao "cu ículo ocul o" - o conhecimen o implíci o e alo es ansmi idos aos alunos pela p óp ia expe iência escola ”. 7 “A eo ia cu icula é o es udo in e disciplina da expe iência educacional. Nem odo o es udo in e disciplina da expe iência educacional é a eo ia cu icula , é cla o; Nem odas as ins âncias da eo ia cu icula são in e disciplina es. A eo ia do cu ículo é um campo de es udo dis in o, com uma his ó ia única, um p esen e complexo, um u u o ince o”. 8 “planeja “cien i icamen e” as ac i idades pedagógicas e con olá-las de modo a e i a que o compo amen o e o pensamen o do aluno se des iassem de me as e pad ões p é- de inidos” (Mo ei a & Sil a, 1994, p. 9). Tendo em con a o cená io Pós-Gue a Ci il e odas as al e ações consequen es da mesma ao ní el da economia, a sociedade capi alis a da época en en ou alguns p oblemas p o enien es do pensamen o que a cul u a e os alo es da classe média ame icana es a iam ameaçados pelos emig an es de ido aos seus di e en es cos umes e condu as. Tendo em con a os mo imen os mig a ó ios i idos na época, ica am as escolas esponsá eis po educa os ilhos dos imig an es de aco do com a cul u a e os alo es da sociedade ame icana. Ficou, assim, a escola enca egue de ansmi i os cos umes que os mesmos de iam adop a (Mo ei a & Sil a, 1994). To nou-se assim indispensá el epensa a o ganização do cu ículo uma ez que assis íamos a uma isão economicis a da educação que p i ilegia a a o mação de indi íduos de aco do com as no as necessidades da economia e e lec ia os in e esses das eli es. Subjacen e a es as ideias es á a p oblemá ica das desigualdades ao ní el da educação. No que se e e e ao campo do cu ículo, su gi am duas g andes endências na época: a p imei a, de endida po Dewey e Kilpa ick e a segunda, de endida po Bobbi . Enquan o Dewey e Kilpa ick p i ilegia am a c iação de um cu ículo que p opiciasse o desen ol imen o dos alunos e a capacidade de esolução dos seus p óp ios p oblemas, Bobbi de endia a c iação da escola de aco do com o aylo ismo. O au o compa a a escola a uma áb ica, o aluno à ma é ia-p ima/p odu o e o p o esso ao ope á io cuja sua missão é a de con ola a p odução8 (Mo ei a & Sil a, 1994). Tal como a i ma Sil a (2010, p. 23), “ al como uma indús ia, Bobbi que ia que o sis ema educacional osse capaz de especi ica p ecisamen e que esul ados p e endia ob e , que pudesse es abelece mé odos pa a ob ê-los de o ma p ecisa e o mas de mensu ação que pe mi issem sabe com p ecisão se eles o am ealmen e alcançados”. No en an o, ambas as endências ap esen a am alguns p oblemas endo sido necessá io e o mulá- las. Toda ia, nos inais da década de 1960 oi isí el uma c ise de alo es na sociedade ame icana ma cada po acismo, disc iminação e ma ginalidade, época em 8 C . F anklin Bobbi , 1918, The cu iculum. New Yo k: Hough on Mi lin. 9 que a escola oi ambém al o de c í icas de ido ao acasso das e o mas cu icula es. Segundo Mo ei a & Sil a (1994, p. 13), “a e ol a con a odos esses p oblemas le ou a uma sé ie de p o es os e ao ques ionamen o das ins i uições e dos alo es adicionais”. Após o clima de ins abilidade que se azia sen i , a i ó ia do p esiden e dos EUA Richa d Nixon ouxe no as ideias de mudança baseadas em ês endências: 1) As ideias adicionais; 2) As ideias humanis as; 3) As ideias u ópicas; Ainda na década de 1960, com o p opósi o de elimina as desigualdades sociais, di e sos especialis as do cu ículo “passa am a busca apoio em eo ias sociais desen ol idas p incipalmen e na Eu opa pa a elabo a e jus i ica suas e lexões e p opos as” (Mo ei a & Sil a, 1994, p. 14). Já na década de 70, su gi am duas no as endências c í icas de econcep ualização do campo do cu ículo: a p imei a, “ undamen ada no neoma xismo e na eo ia c í ica” (Mo ei a & Sil a, 1994, p. 15) e a segunda “associada à adição humanis a e he menêu ica” (idem, ibidem, p. 15). A Sociologia do Cu ículo su giu, nos Es ados Unidos, sob e a o ien ação dos neoma xis as cujo p opósi o e a adequa os cu ículos às classes op imidas e e adica as desigualdades. Sendo uma das p eocupações dos sociólogos a desigualdade e a injus iça aos ní eis da educação, a sociologia do cu ículo de iniu o cu ículo escola como o seu p incipal objec o de es udo endo sido de inida como a p imei a co en e sociológica cen ada no es udo do cu ículo. Igualmen e, na década de 1970, em Ingla e a, sob e as o ien ações de Michael Young, su giu uma no a endência denominada po No a Sociologia da Educação (NSE). Edi ado po Michael Young, na Ingla e a, su giu a ob a Knowledge and con ol: New di ec ions o he sociology o educa ions, que ma cou o início da co en e No a Sociologia da Educação. Na sua ob a Pa a que se em as escolas?, Young (2007) a ibui à ins i uição Escola a p incipal esponsabilidade de ansmi i aos alunos o conhecimen o que não podem adqui i em casa nem no seu quo idiano. De ende que o cu ículo não pode se baseado nas expe iências po que cada sociedade bene icia um de e minado conhecimen o que conside a mais an ajoso. Bene icia, igualmen e, uma dis ibuição jus a do conhecimen o e a c iação de um cu ículo que a o eça a igualdade. 10 Assume e de ende que o conhecimen o que de e cons a no cu ículo é o “conhecimen o pode oso”, que não se adqui e no quo idiano e é con á io à sua p óp ia expe iência, de inido pelo au o como independen e do con ex o. Como consequência, Young (2007) é a a o de uma dis ibuição jus a do conhecimen o e de ende que de e e -se em conside ação o conhecimen o que os alunos adqui em em casa, mas não basea -se o almen e no mesmo. Indo ao encon o das pe spec i as de Young (2007) ace ca da concepção do cu ículo, na sua ob a Documen os de iden idade: uma in odução às eo ias do cu ículo9, Sil a (2010) pa ilha com Young o pon o de is a que a c iação de um cu ículo não se pode basea no conhecimen o que se adqui e em casa de endendo que isso po encia as desigualdades: As c ianças das classes dominan es podem acilmen e comp eende esse código, pois du an e oda sua ida elas es i e am ime sas, o empo odo, nesse código. […] Em con as e, pa a as c ianças e jo ens das classes dominadas, esse código é simplesmen e indeci á el. (Sil a, 2010, p. 35) Sil a (2010) de ende a exis ência de ês eo ias do cu ículo: i) eo ia adicional; ii) eo ia c í ica; e iii) eo ia pós-c i ica. A eo ia adicional adop a os p incípios do aylo ismo à escola, não ques iona nem p oblema iza a o ganização cu icula assumindo uma posição neu a de ansmissão de conhecimen o de inido ao ní el cen al e e lec e os in e esses das eli es. Po oposição, an o a eo ia c í ica, que segue os p incípios da Escola de F ank u , como a eo ia pós-c í ica baseada no pós-es u u alismo, ques ionam os con eúdos e o ganização do cu ículo in e ogando os mo i os que conduzem à inco po ação de um de e minado conhecimen o em exclusão de ou o p opondo assim uma mudança nos cu ículos assen es na eo ia adicional (Sil a, 2010). Pacheco (1999) ca ego iza o cu ículo em ês eo ias:  Teo ia Técnica: A eo ia écnica ê o cu ículo como um p odu o na medida em que de ido ao p og ama que é es abelecido pelos polí icos, os p o esso es êm que o ganiza a o ma como ansmi i aos alunos o que 9 C . Tomaz Tadeu da Sil a, 2010, Documen os de iden idade: uma in odução às eo ias do cu ículo. 3ª Edição. Belo Ho izon e: Au ên ica. 11 é p e endido nesse p og ama sendo es e is o como um objec i o que as escolas de em a ingi .  Teo ia P á ica: A eo ia p á ica ê o cu ículo como um p ocesso. Es a eo ia diz que o cu ículo é ap esen ado como uma p opos a que de e se in e p e ada pelos p o esso es e adequada à sala de aula endo em con a o con ex o.  Teo ia C í ica: A eo ia c í ica p i ilegia a c í ica. Diz que de e ha e po pa e dos in e enien es uma a aliação c í ica, ou seja, ambém os p o esso es de em se idos em con a na cons ução do cu ículo. Das ês eo ias ap esen adas p eceden emen e, em Po ugal é a eo ia écnica que es á es abelecida, uma ez que são os deciso es polí icos (Minis é io da Educação e Ciência) que cons oem o cu ículo. É ainda impo an e salien a que o cu ículo em duas dimensões: o mal e in o mal: o mal po que em um p og ama es u u ado e o ganizado onde cons am os objec i os, a a aliação, os mé odos de ensino e os con eúdos, que é de inido p e iamen e e que de e se implemen ado nas escolas. E in o mal po que, apesa desse p og ama, de e e -se em con a as expe iências educa i as dos alunos em con ex o de sala de aula. Além das decisões polí icas de em, de igual modo, se idas em con a as decisões locais. No 1º ciclo, as Ac i idades de En iquecimen o Cu icula es (AEC) cons i uem, igualmen e, pa e do cu ículo in o mal. De aco do com o Dec e o-Lei nº 139/2012, de 5 de Julho, “As escolas do 1.º ciclo, no desen ol imen o do seu p oje o educa i o, de em p opo ciona aos alunos a i idades de en iquecimen o do cu ículo de ca á e acul a i o e de na u eza eminen emen e lúdica, o ma i a e cul u al, incidindo, nomeadamen e, nos domínios despo i o, a ís ico, cien í ico e ecnológico, de ligação da escola com o meio, de solida iedade e olun a iado e da dimensão eu opeia na educação” (p. 3479). Quando se de ine o que de e aze pa e do cu ículo de e e -se em con a o conhecimen o que de e se ensinado aos alunos, se o que é ensinado é o que os alunos ap endem, o que de em os alunos sabe e qual o conhecimen o que de e aze pa e do cu ículo. 12 2.2 – Cen alização/descen alização do cu ículo e da ges ão da educação Com o apa ecimen o da escola de massas o nou-se necessá io de ini um cu ículo nacional que se isse de guião pa a os p o esso es. Nes e sen ido, oi desen ol ido um cu ículo nacional onde cons am os con eúdos que de em se ansmi idos aos alunos independen emen e da escola e do con ex o em que o aluno es á inse ido. Assim, oi es abelecido um cu ículo que de e mina a quais as me as e os objec i os que odos os alunos de iam a ingi a ní el nacional. Em Po ugal, a Lei de Bases do Sis ema Educa i o (LBSE) ap o ada em 1986, cons i uída po 64 a igos, es abelece os p incípios ge ais do sis ema educa i o po uguês o ganizado em educação p é-escola , ensino básico, ensino secundá io e ensino supe io .10 Fon e: Minis é io da Educação (2007). Educação e Fo mação em Po ugal. Lisboa: Edi o ial do Minis é io da Educação.11 Nes e pon o, o na-se ele an e salien a que o desen ol imen o cu icula pode se ei o em ês ní eis: ní el nacional; ní el egional; e ní el local. 10 C . Lei nº 46/86, de 14 de Ou ub o. Diá io da República nº 237/1998 – I sé ie. Assembleia da República: Lisboa. 11 Disponí el em: h p://www.dgeec.mec.p /np4/97/%7B$clien Se le Pa h%7D/?newsId=147& ileName=educacao_ o ma cao_po ugal.pd . Figu a 1- O ganização do sis ema educa i o po uguês. 13 Ao ní el nacional o cu ículo é de inido pelos ó gãos nacionais, ou seja, pelo Es ado. Nes e con ex o, os p o esso es e os alunos não são idos em con a aquando da omada de decisão dos con eúdos p og amá icos que de em cons a no cu ículo. A escola e os p o esso es são, des e modo, is os como agen es ansmisso es de sabe endo que espei a as linhas de o ien ação de inidas a ní el nacional. Em Po ugal, a pa i da década de 60 do século XX, a o ganização do cu ículo po uguês seguiu uma linha de cen alização cu icula es abelecendo-se assim um cu ículo igual pa a odos, de inido a ní el cen al pelos ó gãos polí ico-adminis a i os de modo a que, é o Minis é io da Educação e Ciência (MEC), que decide, o que de e se ensinado a odos os cidadãos que equen am o sis ema de ensino po uguês, cabendo pos e io men e aos p o esso es, ansmi i em aos alunos os con eúdos de inidos no cu ículo, a aliados em dois ní eis: ao ní el da a aliação in e na, pelos p o esso es; e ao ní el da a aliação ex e na pelo Es ado. Des e modo, Pina (2004, p. 2) a i ma: “By linking he cu iculum o s uden pe o mance on s anda dized examina ions, poli icians ha e, in e ec , aken con ol o wha is o be augh : he cu iculum”12. Cabe ainda ao MEC ap o a os manuais escola es que os p o esso es u ilizam nas salas de aula e da o ien ações aos p o esso es. Ve i icamos, des e modo, que o es ado con ola o sis ema educa i o uma ez que es e é um sis ema cen alizado. Con ola, não só, os con eúdos p og amá icos que são leccionados nas escolas, como ambém a o ganização das disciplinas e das aulas, o empo das aulas, as ac i idades que de em se desen ol idas pa a a ob enção dos conhecimen os, e c p io izando as disciplinas de po uguês e ma emá ica dado que são as duas p incipais disciplinas subme idas a exame nacional. De aco do com a Lei n.º 46/86 de 14 de Ou ub o, “os planos cu icula es do ensino básico de em se es abelecidos à escala nacional, sem p ejuízo da exis ência de con eúdos lexí eis in eg ando componen es egionais” (3078) e “Os planos cu icula es do ensino secundá io e ão uma es u u a de âmbi o nacional, podendo as suas componen es ap esen a ca ac e ís icas de índole egional e local, jus i icadas nomeadamen e pelas condições sócio-económicas [sic] e pelas necessidades em pessoal quali icado” (p. 3078). Con udo, o cu ículo po uguês man ém-se concebido à escala nacional. 12 “Po liga em o cu ículo ao desempenho dos alunos em exames pad onizados, os polí icos, de ac o, con olam o que de e se ensinado: o cu ículo”. 14 A c iação de um cu ículo uni o me conduz a alguns p oblemas de ido à g ande di e sidade de públicos que cons i ui a nossa sociedade pois assis imos à p esença de cada ez mais aças, cul u as, e nias e nacionalidades na sociedade po uguesa e, consequen emen e nas escolas, enómeno esul an e da emig ação. Esse cu ículo, concebido como conjun o de p og amas nacionais uni e sais – la gamen e dominan e ainda no con ex o do sis ema po uguês e não só – começa, con udo, cla amen e, a não da espos a às necessidades sociais ac uais e sob e udo u u as. (Roldão, 1999, p. 24) O cu ículo po uguês em so ido algumas al e ações ao longo dos anos, con udo essas al e ações não êm co espondido às expec a i as no sen ido em que o sis ema educa i o po uguês é ca ac e izado como um sis ema es á ico e desigual. Nos inais do século XX, os eó icos da educação conside a am impe a i o epensa o cu ículo uma ez que e a uni o me e cen alizado. Conside ando a ges ão cen alizada do cu ículo no sis ema educa i o po uguês, os p o issionais da educação apon am a ex ensão do cu ículo e a desadequação do mesmo à g ande di e sidade de públicos como causas do aumen o da e enção e abandono escola . Po ugal é um dos países com maio axa de e enção escola compa a i amen e com ou os países de aco do com dados ap esen ados no P og amme o In e na ional S uden Assessmen (PISA) em 2012 is o que 35% dos alunos po ugueses ep o a am de ano, pelo menos uma ez13. Reconhecendo não se capaz de esol e os p oblemas com que as escolas se con on a am, com o p opósi o de esol e os p oblemas educa i os da época e eduzi a axa de abandono escola , no ano lec i o de 1996/1997, o MEC lançou um p ojec o in i ulado po P ojec o de Ges ão Flexí el do Cu ículo (PGFC) que inha como objec i o da mais au onomia às escolas passando es as a ge i o p ocesso de ap endizagem do aluno de modo a adequa a o mação dos alunos em o no dos p oblemas que es es ap esen am. O Despacho n.º 9590/99 de 14 de Maio es abelece os p incípios e objec i os do PGFC p omo endo al e ações no âmbi o da o ganização e ges ão das escolas: 13 C . Conselho Nacional de Educação, 2015, Recomendação: Re enção Escola nos Ensinos Básico e Secundá io. Edi o ial do Minis é io da Educação. Re i ado de h p://www.op-edu.eu/media/ e is a- imp ensa/Recomendacao_Re encao_Final.pd . 15 a) Uma mudança g adual na o ganização, o ien ação e ges ão das escolas do Ensino Básico, isando a cons ução de uma escola mais humana, c ia i a e in eligen e, com is a ao desen ol imen o in eg al dos seus alunos; b) A c iação de condições pa a que os alunos ealizem mais e melho es ap endizagens, numa pe spec i a de desen ol imen o de compe ências à saída do ensino básico; c) O desen ol imen o p o issional dos docen es e da sua capacidade de omada de decisões em á eas cha e do cu ículo, adop ando semp e que possí el es u u as de abalho colegial en e p o esso es; d) Uma maio implicação da comunidade educa i a no desen ol imen o conjun o de p ojec os educa i os e cul u ais que isem uma maio qualidade e pe inência das ap endizagens. (Despacho 9590/99, 14 de Maio, Anexo, pon o 2). Com o objec i o de ans e i compe ências pa a o pode local e pa a as escolas, es as ganham au onomia quan o à o ganização dos empos lec i os, à cons i uição das u mas, à escolha de mé odos pedagógicos, e c.,. No en an o é ele an e salien a que es es p incípios inham já sido anunciados an es no Pac o Educa i o pa a o Fu u o, lançado pelo Minis é io da Educação em 1996. Em con o midade com o que já oi e e ido ace ca da au onomia dada às escolas, de aco do com o Dec e o-Lei nº 115-A/98, de 4 de Maio, du an e es e p ocesso de au onomia, a escola de e e em con a a adminis ação nacional, egional e local sendo impe ioso conside a o pode local com a inalidade de comba e o a aso educa i o po uguês nos anos 90. É, des e modo, necessá io ompe com os pad ões es anda dizados da o ganização e decisão cu icula pa a a ibui mais esponsabilidades aos ní eis egionais e locais. Como a i ma Roldão (1999, p.12): “ ala-se hoje, em odos os ní eis, com apa en e consenso, de c escen e necessidade de au onomia da escola, de e o ço do papel p o issional dos p o esso es, de di e enciação e ges ão do cu ículo, do di ei o de odos a uma melho educação que é segu amen e a do u u o e já la gamen e a do p esen e”. Subjacen e ao concei o de descen alização su ge o concei o de au onomia que a ibui às escolas uma capacidade de decisão p óp ia ela i amen e aos seus ecu sos, não só a ní el pedagógico como ambém adminis a i o e inancei o. Cabe ainda às escolas o desen ol imen o e elabo ação de um p ojec o educa i o de escola (PEE), um 22 Figu a 2 - Esquema dos ní eis de e e ência de inidos no QECR Fon e: Elabo ado pela au o a No QECR, são ap esen ados quad os e g elhas que êm como inalidade o ien a os ap enden es e os p o esso es a a alia se os ní eis de e e ência o am alcançados dado que, no ní el A, o ap enden e de e e conhecimen os de exp essões básicas u ilizadas quo idianamen e e de ases isoladas. Po con á io, o ní el B, exige que o ap enden e seja capaz de comp eende as ideias básicas p esen es nos ex os e de e um discu so simples e coe en e ace ca de emá icas do seu in e esse. Enquan o is o, no ní el C, p essupõe-se que o ap enden e seja capaz de le e comp eende as ideias p esen es em ex os académicos e cien í icos e de e um discu so luen e e espon âneo endo, consequen emen e, conhecimen o de um as o ocabulá io e exp essões com a inalidade de e um discu so coe en e e coeso. Tendo como base o QECR e desen ol ido pelo Conselho da Eu opa (CE),20 o Po ólio Eu opeu de Línguas (PEL) é cons i uído po ês pa es: i) Passapo e de Línguas; ii) Biog a ia de Línguas; iii) Dossie . Cen ado e di eccionado pa a os ap enden es, com a inalidade de os mesmos a alia em a sua e olução ao longo da sua ap endizagem, o PEL omen a o plu ilinguismo p omo endo a ap endizagem de á ias línguas. Ap esen a, ainda, quad os e g elhas de au o-a aliação com o p opósi o de os alunos egis a em a sua e olução linguís ica, anexa em diplomas e e lec i em sob e os seus p og essos ob idos. A a és da sua unção in o ma i a e pedagógica, es e passapo e pode cons i ui um guia imp escindí el no con ex o pessoal e p o issional. 20 C iado em 1949, é uma o ganização in e go e namen al, sediada em F ança cujo objec i o é p omo e a de esa dos di ei os humanos no que conce ne à di e sidade linguís ica e cul u al. Es á p esen e em odos os Es ados-Memb os da União Eu opeia (UE) e é cons i uído po ês ó gãos, a sabe : Comi é de Minis os; Assembleia Pa lamen a ; e Sec e a iado-Ge al. Po ugal oi o 19º Es ado-Memb o a ade i ao CE, em 1976. A A2A1 B B2B1 C C2C 1 A2+ B1+ B2+ 23 No PEL são ainda ap esen adas g elhas de au o-a aliação pa a cada ní el de compe ência linguís ica nos seguin es domínios: i) comp eensão o al (c . anexo V); ii) lei u a (c . anexo VI); iii) in e acção o al (c . anexo VII); i ) p odução o al (c . anexo VIII); e ) esc i a (c . anexo IX). O objec i o é os alunos egis a em os seus p og essos, nomeadamen e, ao ní el dos objec i os linguís icos alcançados em cada língua. Es á ainda explici ado no QECR que a ap endizagem de uma de e minada língua em como objec i o a sua u ilização nos di e sos domínios: pessoal; público; p o issional; e educa i o (c . anexo X). 4 – A língua espanhola no mundo Tendo em con a os dados ap esen ados pelo Ins i u o Ce an es em El Español: una lengua i a. In o me 2016 (2016, p. 10), a ní el mundial e em odos os ní eis de ensino, “se es ima que más de 21 millones de alumnos es udian español como lengua ex anje a. Es e es el esul ado de suma el núme o de es udian es de español exis en es en la ac ualidad en 106 países que no ienen el español como lengua o icial.” De aco do com o es udo ap esen ado po Cas o (2002), no ano lec i o de 2000/2001, na Eu opa o núme o de alunos que es uda a espanhol como língua es angei a egis a a um núme o o al de 3.412.206 alunos. Desse o al, na União Eu opeia, 3.160.383 alunos es uda am espanhol como língua es angei a no ensino egula e 209.854 no ensino não egula . Os es an es 41.969 alunos es uda am a língua espanhola como língua es angei a em p og amas di igidos pela Adminis ação Educa i a Espanhola. O ensino egula comp eende o ensino p imá io, básico, secundá io e supe io . É de salien a que o núme o de es udan es de ELE, no ensino egula e a de 3.074.695 nos países pe encen es à União Eu opeia (UE), 68 838 nos países em p é-adesão à UE e 16.850 em ou os países. In e essa conside a no p esen e es udo apenas os dados ap esen ados po Cas o (2002) e e en es ao ensino egula . Face ao expos o, no ano lec i o de 2000/2001, no ensino p imá io, o núme o de alunos que es uda a espanhol como língua es angei a egis a a um o al de 78.262 alunos. No ensino secundá io es e núme o aumen ou pa a 2.657.059 e no ensino supe io dec esceu no amen e pa a 116 098. Ao ní el dos adul os, e i ica-se que 308.964 alunos es uda am a língua espanhola como língua es angei a. 24 Tendo em con a os dados ap esen ados pelo Ins i u o Ce an es, no Anuá io de 2006, e e en e a odos os ní eis de ensino (incluindo egula e não egula ) dos cinco con inen es exis en es, a Amé ica é o que egis a um núme o mais ele ado de es udan es de espanhol com um o al de 7.099.664 es udan es. De seguida, e i ica-se a Eu opa, a Á ica, a Ásia e, po im, a Oceânia com um núme o mui o eduzido de es udan es de ELE. Segundo dados do Ins i u o Ce an es em La enciclopedia del español en el mundo, a ní el mundial, 86 países ensinam a língua espanhola, sendo que, no ano lec i o de 2004/2005, ha ia 11.296.963 alunos a es uda espanhol como língua es angei a, núme o que aumen ou no ano lec i o de 2006-2007, passando a exis i 14 milhões de es udan es de ELE no mundo. No en an o, en e 2003 e 2006, compa a i amen e com ou os países (ex: Reino Unido, Suécia, Senegal, I ália, F ança, Es ados Unidos e B asil), o núme o de es udan es de espanhol em Po ugal e a ainda mui o eduzido egis ando 12.312 es udan es. Alguns dos mo i os apon ados pa a uma p esença ão signi ica i a do espanhol em di e sos países são ac o es his ó icos e mig a ó ios e o desen ol imen o dos países dado que, de ido às ocas e negociações come ciais, se o na necessá ia a ap endizagem de uma língua que seja alada mundialmen e po um as o conjun o de pessoas. Ainda assim, Po ugal es á à en e de países como a Tu quia, a Índia, os Países Baixos, e c (Andión He e o, 2008). De aco do com dados ap esen ados pelo Ins i u o Ce an es, no que diz espei o à Eu opa, a oes e, F ança é o país que egis a um núme o mais ele ado de alunos a es uda em espanhol, seguindo-se países como Reino Unido, Bélgica, I landa e Po ugal. Quan o à egião no e e cen o, a Alemanha é o país que se des aca no ensino da língua espanhola, seguindo-se-lhe a Suécia, a Dinama ca, a Áus ia, a No uega, a Suíça, a Hung ia e a I landa. Anos mais a de, de aco do com os dados ap esen ados no IV Cong esso In e nacional de FIAPE, em 2011, a língua espanhola é não só a segunda língua com maio núme o de alan es, como ambém a segunda língua mais es udada no mundo. É ele an e des aca os dados ap esen ados no cong esso que demons am que a Amé ica é o con inen e com maio núme o de es udan es de espanhol com 11.100.000 es udan es. É ainda a língua o icial de 21 países e a e cei a língua mais alada na in e ne . 25 Cas o (2002) apon a a en ada de Espanha na União Eu opeia e as opo unidades de emp ego consequen es do c escimen o económico de Espanha e das negociações come ciais, como causas que es ão na base da escolha dos alunos em es uda a língua espanhola. Face ao expos o, a comunicação o na-se um ac o c ucial pa a as negociações en e emp esas de di e sos países e pa a a comunicação en e alan es de línguas di e en es, p incipalmen e ao ní el do comé cio. É nes e sen ido que a ap endizagem do espanhol se o na essencial po se a segunda língua mais alada a ní el mundial. De aco do com Cas o (2002, p. 2), alguns dos alunos inqui idos no seu es udo “que elijen el español como lengua ex anje a piensan abaja en el mundo de la economía, el come cio y la emp esa. Y es que el español es cada ez más alo ado como lengua ú il po los eu opeos y o ma pa e de las lenguas de los negocios.” 5 – O espanhol em Po ugal 5.1 – Meios de di usão da língua espanhola em Po ugal Conside amos impo an e e e i no p esen e es udo o abalho ealizado ao longo das úl imas décadas po ês en idades esponsá eis pela p omoção e di ulgação da língua e cul u a espanhola em Po ugal: Conseje ía de Educación, Ins i u o Español “Gine de los Ríos” e Ins i u o Ce an es. (Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e, 2016) Segundo o Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e (2016), no e i ó io po uguês, a Conseje ía de Educación de Lisboa é esponsá el po ep esen a o Minis e io de Educación y Ciencia de Espanha. É compos a po : i) Conseje o de Educación; ii) Sec e a ia Gene al; iii) Aseso a Técnica; e i ) pe sonal de adminis ación. É esponsá el pelo Ins i u o Español “Gine de los Ríos” e as suas p incipais unções são “p omo e la coope ación en e España y Po ugal en odos los ni eles educa i os, apoya la enseñanza del español como lengua ex anje a y di igi la acción educa i a de España en Po ugal.” (Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e, 2016, p. 11) 26 C iado em Se emb o de 1932 e designado ac ualmen e como Ins i u o Español “Gine de los Ríos” (IE), ca ac e iza-se po se um cen o de ensino público adminis ado pelo Minis e io de Educación y Ciencia de España e ap o ado pelo Minis é io da Educação Po uguês cujo seu p opósi o é, à semelhança da Conseje ía de Educación di undi a língua e cul u a espanhola pa a além da sua e en e educa i a e o ma i a. (Gonçal es, 2010) Em 1933, o ins i u o icou denominado po “He menegildo Gine de los Ríos” com sede na Rua Mouzinho da Sil ei a nº 5 endo cinco anos mais a de al e ado a sua mo ada pa a a Rua Ac o Tasso nº 27. Anos depois, em 1976, após ob as de econs ução do no o espaço onde é ac ualmen e a sede do IE, oi inalmen e inaugu ado o Ins i u o de Español “Gine de los Ríos” com a designação que hoje conhecemos. Tendo em con a o Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e (2016), o ensino no Ins i u o Español “Gine de los Ríos” es á o ganizado de aco do com as ins i uições de ensino espanholas21: “Tiene es líneas desde In an il a ESO y dos modalidades en bachille a o, de lo que esul a un o al de 43 cu sos.” (Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e, 2016, p. 24). No que conce ne à sua es u u a, é compos o po ês edi ícios es ando os di e en es ní eis de ensino di ididos pelos mesmos. Na sua cons i uição dispõe ambém de uma biblio eca, uma en e ma ia, can inas, um pa ilhão polidespo i o e pá ios de ec eio (Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e, 2016). De aco do com o Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e (2016), e i ica-se ainda o es o ço e empenho do IE na di usão e p omoção da cul u a espanhola dado que, “lle a a cabo un amplio p og ama anual de ac i idades complemen a ias y ex aescola es pa a con ibui a la o mación en alo es, omen a la con i encia de odos los sec o es de la comunidad escola , es ablece lazos en e alumnos, p o eso ado y amilias, así como en e el alumnado de dis in os g upos y ni eles” (Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e (2016, p. 30) Po im, o Ins i u o Ce an es c iado em 1991 é uma ins i uição de ca ác e público e em como p incipal missão p omo e e di undi a língua espanhola. De aco do com in o mação ap esen ada pelo Ins i u o Ce an es em El Español: una lengua i a. 21 C . Inês Gonçal es, 2010, Pin a as pala as: A pin u a como ecu so didác ico na sala de aula de E/LE. (Disse ação de mes ado). Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Uni e sidade No a de Lisboa: Lisboa. 27 In o me 2016 (2016, p. 39) o seu p incipal objec i o é “consolida la enseñanza del español como una ac i idad especializada al mismo ni el que la que o ecían en aquel momen o o as lenguas eu opeas de dimensión in e nacional” pa a além de dispo ainda de cu sos de o mação de p o esso es. Pa a que o seu objec i o osse conc e izado, á ios o am os es udos ealizados pelo mesmo com a inalidade de conhece em quais os ní eis de p esença da língua espanhola nos es an es países. O Ins i u o Ce an es é ainda o p incipal o ganizado de ac i idades de laze , en e as quais: ea os, espec áculos de dança, sessões de cinema, conce os, exposições e con e ências. (Ins i u o Ce an es, 2016) Pa a além disso, é ainda a única ins i uição esponsá el pela ealização e implemen ação dos exames pa a a ob enção do Diploma de Espanhol como Língua Es angei a (DELE) no es angei o. To na-se ainda ele an e aze e e ência à ede de biblio ecas do Ins i u o Ce an es inaugu ada em 2005, ca ac e izada como a maio ede de biblio ecas espanholas no mundo dispondo de uma as o conjun o de ma e iais elec ónicos, imp essos e digi ais. A biblio eca es á disponí el pa a consul a de ob as e documen os ísicos con udo o ins i u o dispõe de uma biblio eca elec ónica que pe mi e uma maio acessibilidade dos usuá ios da in e ne às publicações e ob as disponibilizadas na página do Ins i u o Ce an es (Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e, 2016). 5.2 - Relações económicas en e Po ugal e Espanha De aco do com dados ap esen ados pela Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no de Po ugal (AICEP), “em 2016, ce ca de 21,4% do o al das expo ações po uguesas de bens e se iços des ina am-se ao me cado espanhol (1º clien e), enquan o 31,2% do o al das nossas impo ações o am p o enien es de Espanha (1º o necedo ) ” (AICEP, 2017b, p. 15) Po ém, apesa do c escen e alo de expo ação de comé cios de bens pa a Espanha, o saldo da balança come cial de bens pe manece nega i o uma ez que a quan idade de bens que Po ugal impo a de Espanha é supe io à que expo a, sendo de no a que Po ugal não em capacidade pa a esponde às suas necessidades p ecisando de impo a mais do que expo a . Den o dos p odu os mais expo ados pa a Espanha 28 po Po ugal es ão os p odu os ag ícolas, os eículos e ou os ma e iais de anspo e e o es uá io (c . anexo XI) (AICEP, 2017b). Em e mos de se iços, “Espanha posicionou-se como 3º clien e de se iços de Po ugal e 1º o necedo , ep esen ando es es luxos 12,5% do o al expo ado e 19,6% do impo ado em 2016” de aco do com dados ap esen ados pelo Banco de Po ugal. (AICEP, 2017b, p.19) Ao ní el do Tu ismo, em-se no ado cada ez mais o aumen o de u is as espanhóis em Po ugal. De aco do com Ca ilho (2016, pa a. 1), em 2015, “Po ugal ecebeu 1,6 milhões de u is as espanhóis”. Nos úl imos anos, os Espanhóis êm comp ado mais em Po ugal. A p omoção que em sido ei a pelos po ugueses ao ní el da gas onomia e dos inhos, na egião de Espanha é apon ada como uma das causas que p opiciam o aumen o das comp as po pa e dos espanhóis. É ele an e des aca que no e i ó io po uguês, em-se no ado uma c escen e p ocu a pela gas onomia e cul u a po uguesa bem como um eno me in e esse pelo pa imónio po uguês po pa e de u is as espanhóis. Is o con ibui pa a o aumen o das ecei as uma ez que “Em 2016 o am ambém con abilizadas pe o de 3,9 milhões de do midas (+8,3% em elação a 2015) com o igem no me cado espanhol” (AICEP, 2017b, p. 22) e “En e janei o- e e ei o de 2017, as ecei as e o núme o de do midas de u is as espanhóis e oluí am mui o a o a elmen e (9,8% e 6,3% espe i amen e, ace ao pe íodo homólogo do ano an e io ) ” (AICEP, 2017b, p. 22). Como consequência, o aumen o do núme o de u is as espanhóis em Po ugal em 2016 conduz ao aumen o da ocupação das unidades ho elei as em Po ugal. Espanha é, des e modo, um dos países com maio núme o de ocupan es nos ho éis po ugueses (AICEP, 2017b). Conside amos ambém ele an e abo da os mo imen os mig a ó ios en e Po ugal e Espanha. Nes a pe spec i a, em-se e i icado cada ez mais o aumen o do núme o emig an es po ugueses em Espanha e do núme o de emig an es Espanhóis em Po ugal. De aco do com Vidigal (2017), o núme o de emig an es po ugueses em Espanha ol ou a aumen a no ano de 2016 após uma época ma cada pelo dec éscimo do núme o de emig an es po ugueses em Espanha en e os anos de 2008 e 2013 consequen e da c ise em Espanha. A é 2008, a Espanha e a um desses des inos. Depois disso, po ém, o ápido e in enso aumen o do desemp ego 29 em Espanha, em especial nos sec o es em que se concen a a boa pa e da emig ação po uguesa, como e a o caso da cons ução ci il, e e como consequência a desacele ação e mesmo e ocesso da emig ação po uguesa pa a aquele país. (Pinho & Pi es, 2013, p.3) Tendo em con a o Rela ó io de Imig ação, F on ei as e Asilo (2015), ambém o núme o de esiden es espanhóis em Po ugal aumen ou 3,4% em 2015 sendo um dos p incipais países com um aumen o mais signi ica i o do núme o de emig an es pa a Po ugal, de aco do com a igu a 3. Ve i icou-se igualmen e um aumen o de 11,1% da axa de esiden es espanhóis em Po ugal em 2016 de aco do com a igu a 4. Figu a 3 - Nacionalidades mais ep esen a i as em Po ugal em 2015 Fon e: SEF, Rela ó io de Imig ação, F on ei as e Asilo 2015 Figu a 4 - Nacionalidades mais ep esen a i as em Po ugal em 2016 Fon e: SEF, Rela ó io de Imig ação, F on ei as e Asilo 2016 30 5.3 – A língua espanhola no sis ema educa i o po uguês O início do ensino do espanhol em Po ugal começou numa ase mais a dia compa a i amen e com ou as línguas es angei as po di e sos mo i os, en e os quais, a c ença de que a ap endizagem da língua espanhola se ia p escindí el de ido às semelhanças en e as duas línguas que, consequen emen e, con ibuíam pa a a edução das di iculdades na comunicação en e po ugueses e espanhóis de aco do com Vigón A os (2005). No início dos anos 90, mais p ecisamen e em 1991, o ensino da língua espanhola ma cou p esença no ensino básico e secundá io das escolas públicas po uguesas. Po ém, numa ase inicial, a implemen ação do ensino do espanhol em Po ugal e i icou-se apenas em duas escolas, uma ez que se a a a da in odução de uma língua em ase expe imen al. Sin emba go, g acias al P og ama de Coope ación Luso- Española desde el cu so de 1991-1992, el español consiguió en a en el sis ema educa i o po ugués de enseñanzas medias (Vigón A os, 2005, p.3) Em 1994, o ensino do espanhol consolidou-se nas escolas po uguesas, mas só em 1997 passou a aze pa e do 3º ciclo do ensino básico a a és da elabo ação e homologação do P og ama de Espanhol – Ní el de Iniciação (3º ciclo) desen ol ido pelo MEC. De aco do com Boal (2009), o início do ensino do espanhol em Po ugal icou ma cado po alguma ins abilidade no que espei a às habili ações dos p o esso es po não e em exis ido concu sos públicos. Exis iam p o esso es a lecciona po e em esidido em Espanha ou po se e em licenciado em Uni e sidades espanholas. Com o p opósi o de esol e es a si uação, oi c iada a Associação Po uguesa de P o esso es de Espanhol Língua Es angei a (APPELE). É uma associação po uguesa cujo seu p opósi o é apoia os p o esso es de espanhol no ensino da língua espanhola e na di usão da língua e cul u a hispânica em Po ugal desde o ensino p é-escola ao ensino uni e si á io. Apesa de se uma associação po uguesa, não é cons i uída apenas po p o esso es de espanhol de nacionalidade po uguesa mas sim po odos os p o esso es de di e sas nacionalidades que ensinam a língua espanhola. 31 Es a associação p omo e a di usão do ensino da língua espanhola no sis ema educa i o po uguês bem como a di usão da cul u a dos países onde se ala a língua espanhola. Ao longo das úl imas décadas, o núme o de alunos in e essados no es udo da língua espanhola em indo a aumen a g adualmen e, p incipalmen e em Po ugal. Pa a acompanha es e c escimen o ão acen uado de alunos in e essados no es udo da língua espanhola, o núme o de p o esso es de espanhol ambém aumen ou pa a da espos a à p ocu a dos alunos, sendo de no a um ac éscimo signi ica i o de alunos nas uni e sidades. Como consequência, o núme o de cen os que o e ecem o ensino do espanhol mul iplica am-se. De aco do com os dados ap esen ados pelo MEC (Ab eu, 2006), a maio ia das escolas po uguesas que o e ecem o espanhol como ensino de língua es angei a si uam- -se maio i a iamen e nas egiões No e e Cen o do país. Planeado e elabo ado pa a os alunos que inicia am o es udo da Língua Es angei a II no 10º ano de escola idade, em 2001 oi homologado o P og ama de Espanhol – Ní el de Iniciação 10º ano pa a os cu sos de Fo mação Especí ica: cu sos Cien í ico-Humanís icos de Línguas e Li e a u as, de Ciências Socioeconómicas e de Ciências Sociais e Humanas e em 2002, o P og ama de Espanhol – Ní el de Con inuação 10º ano pa a os alunos que já inham iniciado o es udo da língua espanhola no 3º ciclo do ensino básico. Mais a de, em Julho de 2008, oi homologado o P og ama de Espanhol – Ní el de iniciação 5º e 6º anos de escola idade com a colabo ação da Assesso ia de Educação da Embaixada de Espanha. Em Po ugal, endo po e e ência os dados ap esen ados pelo Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e, no ano lec i o de 2005/2006 ha ia 12.312 es udan es de espanhol em Po ugal sendo que 6.780 es udan es e am e e en es ao ensino básico e secundá io. No ano lec i o de 2010/2011, 84.615 alunos es uda am a língua espanhola no ensino básico e secundá io e i icando-se um aumen o signi ica i o. O aumen o signi ica i o do núme o de alunos in e essados em es uda a língua espanhola conduziu à diminuição do núme o de alunos que es uda am a língua ancesa. Po is o, “cabe des aca que es e aumen o se ha p oducido al mismo iempo que disminuía signi ica i amen e el núme o de alumnos de ancés” (Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e, 2014, p. 443). Conside ando o aumen o g adual de 38 4 – Ap esen ação e ca ac e ização da Escola Secundá ia Localizada no Concelho de Odi elas, mais p ecisamen e na União das F eguesias de Ramada e Caneças, a escola oi cons uída em 1980 endo o seu uncionamen o iniciado no ano lec i o de 1980-1981. A escola oi cons uída em blocos isolados; con udo, ao longo dos anos, a cons ução dos edi ícios em so ido al e ações com o p opósi o de melho a as á eas e de as amplia . Com e ei o, nos anos de 1985/1986 o am cons uídos dois pa ilhões além dos já exis en es, em 2003/2004 deu- se a cons ução do pa ilhão despo i o e em 2012 oi cons uído um espaço mul iusos endo sido es as as cons uções de ampliação. Hou e ainda econs uções de espaços du an e os anos 1990, das quais são exemplo a ecupe ação de pa imónio cons uído. Ao ní el das in aes u u as, a escola possui 9 pa ilhões dos quais 6 são cons i uídos po dois pisos, dispõe de 42 salas de aula, labo a ó ios de química, biologia e o og a ia, salas de educação isual e ecnológica, salas de es udo, biblio eca, salas de apoio dedicadas aos alunos, gabine es de apoio dedicados ao ensino especial e de apoio aos alunos em á ios ní eis, bem como de salas de p o esso es, de di ec o es de u ma e de abalho pa a os mesmos. No que conce ne ao laze e ao âmbi o despo i o, os alunos podem des u a de salas de con í io, espaços de e eições (ba e e ei ó io), espaços e des, zonas de ec eio cobe as e descobe a, campo de jogos ex e io com el ado sin é ico e de um pa ilhão despo i o compos o po duas salas de ginás ica, gabine e de o mação e campo de jogos. Possui ainda ep og a ia e papela ia, sec e a ia e um audi ó io. No que espei a ao quad o docen e, a maio ia dos p o esso es que leccionam nes a escola azem pa e do quad o, de aco do com dados ap esen ados no P ojec o Educa i o de Escola (2014-2017) e i icando-se, assim, não só um ele ado g au de 26% 53% 21% 7º ano 8º ano 9º ano G á icos II - Dis ibuição do núme o de alunos po ano de escola idade 39 es abilidade como ambém de expe iência, dado que a maio ia dos p o esso es êm mais de 10 anos de p á ica lec i a. A escola pode se ca ac e izada como dinâmica e mul icul u al de ido ao ele ado núme o de ac i idades planeadas e implemen adas, ao ní el dos di e sos depa amen os, com o p opósi o de mo i a os alunos, p omo e a in eg ação e a solida iedade, consciencializa os alunos pa a os p oblemas sociais, p omo e um es ilo de ida saudá el, e c. Das ac i idades mencionadas p eceden emen e azem pa e, en e ou as: i) Visi as de es udo; ii) Aulas de Campo; iii) Olimpíadas; i ) Recolhas solidá ias; ) To neios despo i os; i) Ac i idades emá icas; ii) Seminá ios; iii) Pales as. 4.1 – Enquad amen o geog á ico Odi elas é ele ada a cidade em 1990 e sede de município em 1998 a a és da Lei 84/98, de 14 de Dezemb o sendo assim c iado o Município de Odi elas. O município de Odi elas ab ange qua o Uniões de F eguesias:  Jun a de F eguesia de Odi elas;  União das F eguesias da Pon inha e Famões;  União das F eguesias da Pó oa de San o Ad ião e Oli al Bas o;  União das F eguesias de Ramada e Caneças. O concelho az on ei a com os concelhos de Sin a, Lou es, Amado a e Lisboa de aco do com a igu a 6. 40 Fon e: Blog Po ugal o ão na al25 A é inais dos anos 80 do século XX, a ag icul u a e a a p incipal ac i idade da população de Odi elas. Con udo, a pa i da década de 1990, a ligação de Odi elas a Lisboa po es ada bene iciou a população do concelho, p opo cionando a possibilidade de comp a na g ande cidade. O desen ol imen o con inuou a e i ica -se nos anos seguin es com o ala gamen o da ede me opoli ana ao Concelho de Odi elas em 2004, diminuindo o empo de iagens. Dos ês sec o es de ac i idades exis en es, ac ualmen e, p edomina no concelho de Odi elas o sec o e ciá io, co esponden e às ac i idades de comé cios de bens e p es ação de se iços. De aco do com os Censos de 2011, a população de Odi elas em aumen ado conside a elmen e na úl ima década con ando com 144.549 habi an es aquando da ealização dos Censos em 2011, sendo es e o concelho que ap esen a uma axa de na alidade mais ele ada a ní el nacional, de aco do com Capucho (2016), ac o que in luencia ambém a economia, uma ez que o c escimen o da população o igina um desen ol imen o que conduz à melho ia das condições de ida da população, nomeadamen e ao ní el dos acessos e da c iação de no as emp esas que, consequen emen e, o iginam mais pos os de abalho aumen ando a axa de emp egabilidade. Ainda assim, Odi elas con a com uma axa de desemp ego de 12,13%. A Câma a Municipal de Odi elas, di igida pelo p esiden e Hugo Ma ins, em ido um papel p imo dial pa a o desen ol imen o do Concelho e da população sendo de 25 Disponí el em: h p://po ugal o aona al.blogspo .p /2012/03/ eguesia-de-odi elas.h ml. Acedido em 20 de Junho de 2017 Figu a 6 - Mapa do Concelho de Odi elas 41 des aca o P ojec o SEI ao ní el da Educação e o Plano de Desen ol imen o Social (PDS), ao ní el do desen ol imen o social. P omo e p ojec os e acções com ac uação ao ní el da educação, da saúde e da in eg ação social, sendo alguns dos p opósi os elimina a pob eza e a exclusão social e p omo e o desen ol imen o social. 4.2 – P ojec o Educa i o da Escola Secundá ia A escola es udada (cujo nome não é mencionado pa a ga an i os p incípios é icos da in es igação) p e ende assegu a que odos os seus alunos enham os mesmos di ei os à igualdade de opo unidades e consciencializá-los pa a que, em conjun o, o mem uma escola inclusi a. Face ao expos o, a equidade e a igualdade são alguns dos p incípios p imo diais mencionados no P ojec o Educa i o de Escola (2014-2017). Pa a auxilia os alunos nos es udos e na sua in eg ação, sob a o ien ação dos p o esso es, a escola disponibiliza p og amas de u o ia de apoio na o ganização e desen ol imen o de mé odos de es udo com o objec i o de ul apassa di iculdades ao ní el das di e sas disciplinas. A u o ia em como p opósi o es imula a ap endizagem au ónoma, in eg a os alunos, comba e o insucesso escola e e adica a axa de abandono escola . Dispõe ainda de um Gabine e de Mediação Disciplina (GMD) com o p opósi o de eduzi p oblemas compo amen ais e sociais, no caso de alunos sinalizados pelos p o esso es e di ec o es de u ma, po se em al o de p ocessos disciplina es. A escola desen ol eu ainda um p ojec o no âmbi o da saúde onde o am incluídas ac i idades com o p opósi o de omen a uma alimen ação e es ilos de ida saudá el, comba e a iolência, p ese a a saúde men al dos alunos, p e eni compo amen os de isco e in o ma e apoia os alunos no âmbi o da educação sexual. Em pa ce ia com a Câma a Municipal de Odi elas e desen ol ido pela mesma, oi implemen ado na Escola Secundá ia um ou o p ojec o - P ojec o pa a o Sucesso Educa i o e In eg ação (SEI), com o objec i o de diminui o abandono escola , eduzi as axas de e enção escola e p omo e a in eg ação dos alunos. Es e p ojec o ab ange odas as escolas do concelho de Odi elas e con a com a pa icipação de psicólogos, assis en es sociais e sociólogos com o desígnio de ajuda os jo ens com p oblemas disciplina es, compo amen ais, sociais, amilia es e emocionais, a im de eduzi a axa de insucesso e abandono escola , a ma ginalidade e a iolência (ex: bullying). 42 Todos os alunos que equen am o 2º ciclo do ensino básico êm como Língua Es angei a I o Inglês, de ca ác e ob iga ó io no 5º ano lec i o, e no 3º ciclo iniciam uma língua es angei a II, de aco do com o Dec e o-lei 129/2012, de 5 de Julho. Na escola em análise, as opções de Língua Es angei a II são o F ancês e o Espanhol. De aco do com as igu as 10 e 11, e i adas do P ojec o Educa i o de Escola mencionado p eceden emen e, é de salien a que os alunos êm escolhido a língua espanhola em de imen o do F ancês, à excepção do ano lec i o de 2013-2014, onde se e i icou que o núme o de alunos que, no 7º ano de escola idade, escolhe am o espanhol oi in e io ao núme o de alunos que op a am pelo es udo do F ancês. Fon e: P ojec o Educa i o de Escola (2014-2017) Fon e: P ojec o Educa i o de Escola (2014-2017) Quan o às Línguas Es angei as II, no 7º ano de escola idade, o empo dedicado ao es udo da Língua Es angei a II é de ês empos lec i os, de 45 minu os. Assim, os alunos êm, semanalmen e, 135 minu os de aula. Em oposição, no 8º ano, es e empo é eduzido pa a dois empos lec i os, pe azendo o o al de 90 minu os semanais. Figu a 7 - Núme o de alunos que es udam a língua ancesa Figu a 8 - Núme o de alunos que es udam a língua espanhola 43 No p ojec o educa i o es ão de inidas cinco dimensões e me as em que o mesmo p e ende ac ua : i) Ensino, ap endizagem e a aliação dos alunos; ii) A escola e a comunidade; iii) Lide ança e ges ão; i ) Fo mação da comunidade educa i a; e ) A aliação da Escola. 44 CAPÍTULO III – ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS A a és do ques ioná io aplicado aos alunos do ensino básico, endo em con a a p imei a pe gun a que ques iona a em que ano o aluno iniciou o es udo da língua espanhola, podemos obse a , pelas espos as dos alunos, que odos os inqui idos inicia am o es udo da língua espanhola no 7º ano de escola idade, de aco do com o g á ico III. Em con o midade com a no ícia “Espanha es á mais líde es e ano em gas os dos po ugueses em iagens e u ismo no es angei o”, publicada pela agência de no ícias de iagens e u ismo P essTUR, e com dados ap esen ados pelo Banco de Po ugal, os gas os dos u is as po ugueses em Espanha subi am no p imei o imes e do ano co en e. De uma as a panóplia de opções e des inos possí eis, Espanha é o país elei o pelos po ugueses pa a iaja . Também Pie gio anni (2015), na no ícia “Núme o de u is as po ugueses em Espanha c esce 11,7% em 2014”, publicada no jo nal Obse ado , demons a que o núme o de u is as po ugueses em Espanha em aumen ado. Rela i amen e aos alunos inqui idos, oi no ó io o seu in e esse no país izinho dado que, dos 38 alunos inqui idos, 79% já isi a am Espanha, ep esen ando uma axa signi ica i a. Foi ainda possí el comp o a que de ido à p oximidade en e as duas línguas, a maio ia dos alunos espondeu que não sen ia di iculdades na comunicação. 10 20 8 0 0 0 0 0 0 7º ano 8º ano 9º ano 0 5 10 15 20 25 Ano de escola idade dos inqui idos Núme o de alunos 7º ano 8º ano 9º ano G á icos III - Dis ibuição do núme o de alunos po ano de escola idade em que inicia am o es udo da língua espanhola 45 To na-se ainda ulc al e idencia que 87% dos alunos, o que ep esen a uma maio ia signi ica i a, es uda a língua espanhola apenas em con ex o escola . A acilidade de ap endizagem esul an e da p oximidade das duas línguas oi ainda apon ada como uma das causas que mo i a os alunos a escolhe em es uda a língua espanhola no 3º ciclo do ensino básico, seguindo-se os gos os pessoais e as pe spec i as u u as a ní el p o issional. Tal como a i ma Andión He e o (2008, p. 8), “cada día se alo a más p o esionalmen e sabe español, pues nues a lengua da acceso a un me cado in e nacional de c ecimien o e iginoso.” 0 4 6 6 8 10 21 24 0 5 10 15 20 25 30 HORÁRIO OUTRA INFLUÊNCIA DE OUTREM VIAJO COM REGULARIDADE AO PAÍS ABRE PORTAS A NÍVEL PROFISSIONAL É VANTAJOSO PESSOAL E PROFISSIONALMENTE GOSTOS PESSOAIS PARECE MAIS FÁCIL DO QUE OUTRAS LÍNGUAS Núme o de alunos Fac o es de escolha 4 25 1 0 5 10 15 20 25 30 Sim Não Mais ou menos Núme o de alunos 87% 13% Sim Não 79% 21% Sim Não G á icos V - Dis ibuição do núme o de alunos que es udam a língua espanhola apenas em con ex o escola G á icos IIV - Dis ibuição do núme o de alunos que já isi a am Espanha G á icos V- Dis ibuição do núme o de alunos que sen i am di iculdades na comunicação G á icos VI - Dis ibuição dos mo i os apon adas pelos alunos pa a escolhe em o es udo da língua espanhola 46 Dado que a língua po uguesa e a língua espanhola pe encem ao g upo das línguas omânicas e de i am do la im ulga , es as ap esen am ele adas semelhanças, que ao ní el da g a ia como ambém da onologia, da mo ossin axe e da oné ica. Es es são ac o es que acili am a comunicação en e po ugueses e espanhóis. Con udo, apesa das ele adas semelhanças en e as duas línguas, exis em de igual modo inúme as dis inções dada a exis ência de pala as que, apesa de ap esen a em a mesma g a ia nos dois idiomas, ap esen am signi icados dis in os. É des e modo ele an e des aca os alsos amigos26 ou he e ossemân icos. De aco do com o Dicciona io de é minos cla e de ELE publicado na página do Cen o Vi ual Ce an es, “la exp esión alsos amigos se emplea pa a e e i se a aquellas palab as que, a pesa de pe enece a dos lenguas dis in as, p esen an cie a semejanza en la o ma mien as que su signi icado es conside ablemen e di e en e” de aco do com a igu a 9. Fon e: Minis e io de Educación, Cul u a y Depo e27 26 V. Ángeles Juez, 2007, Glosa io Falsos amigos del po ugués y del español. Mad id: SGEL. Disponí el em: h p://www.mecd.gob.es/dms-s a ic/ced4 82e-2ee4-4733-96c7-8488a6704 ab/conseje ias- ex e io es/po ugal/publicaciones/ alsosamigos.pd . 27 Disponí el em: h ps://www.mecd.gob.es/dms-s a ic/e6290a49-ad9e-4160-a8eb- e8471c224a2c/conseje ias-ex e io es/po ugal/publicaciones/ca el- alsos-amigos.pd Figu a 9 - Ca el Falsos amigos 47 Toda ia, po se a a de idiomas dis in os e com sis emas linguís icos ambém dis in os, su gem algumas di iculdades na comunicação e na ap endizagem da língua em ní eis mais a ançados uma ez que “dada a elação exis en e en e o Espanhol e o Po uguês, a endência é a de desen ol e uma in e língua28 que di icul a o p ocesso de ap endizagem, pelo que a p esença de “ac i idades con as i as29” adqui e ele ância e é pe inen e.” (Minis é io da Educação, 2008, p. 5) Foi ainda possí el conclui que os alunos conside am que a p oximidade en e as duas línguas cons i ui um bene ício pa a os ap enden es de espanhol. Is o po que eduz as di iculdades na ap endizagem e na comunicação mo i adas pelas semelhanças en e as pala as. Fo am ainda apon ados ou os mo i os pelos alunos con udo es as o am as duas azões que egis a am maio núme o de espos as. De ido à p oximidade en e as duas línguas, o aluno que em como língua ma e na o po uguês e que inicia o es udo da língua espanhola como LE II demons a mais acilidade na ap endizagem da língua compa a i amen e com ou os alunos, uma ez que exis em mui as semelhanças en e as duas línguas. Pos o is o, al como e e e San os Ga gallo (1993, p. 108), “la ce canía o simili ud lingüís ica en e dos lenguas (la lengua me a e la lengua na i a) puede se de ayuda en las p ime as e apas del ap endizaje. La lengua na i a unciona como una 28 V. Ma ia Fu ado, 2012, A a inidade das línguas po uguesa e espanhola: es a égias de ensino/ap endizagem dos alsos cogna os. (Disse ação de mes ado). Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Uni e sidade No a de Lisboa: Lisboa 29 V. Isabel San os Ga gallo, 1993. Análisis con as i o, Análisis de e o es e In e lengua en el ma co de la Lingüís ica Con as i a. Mad id: Sín esis. 1 1 1 1 1 2 8 10 11 0 5 10 15 É MAIS FÁCIL E DIVERTIDO PROXIMIDADE PERMITE DESLOCAÇÃO PARA APRENDIZAGEM TURISMO APRENDEU AMBAS AS LÍNGUAS EM SIMULTÂNEO PORQUE SIM AS SEMELHANÇAS PERMITEM TIRAR MELHORES NOTAS SEMELHANÇAS ENTRE PALAVRAS REDUZ AS DIFICULDADES NA APRENDIZAGEM/COMUNICAÇÃO NÃO RESPONDERAM Núme o de alunos Mo i os G á icos VII - Dis ibuição das causas apon adas pelos alunos que esponde am que a p oximidade en e as duas línguas cons i ui um bene ício pa a os ap enden es de espanhol 54 no o necimen o de manuais escola es bem como e eições diá ias aos alunos mais ca enciados inancei amen e. A ealização do p esen e es udo e e algumas limi ações e nem semp e se e elou ácil. Quan o às limi ações do es udo, uma ez que os ques ioná ios não de em se mui o ex ensos pa a acili a as espos as dos inqui idos, conside amos que es e ac o limi ou no que se e e e à in o mação a ob e . Também e i icámos que hou e á ias pe gun as às quais os alunos não esponde am, p incipalmen e as ques ões abe as. Além do mais, oi di ícil ob e a pa icipação das escolas, dos p o esso es e dos alunos na ealização dos inqué i os. Foi pa a isso necessá io mui a insis ência com as escolas a é chega aos p o esso es, ap esen a o p ojec o e pedi a colabo ação dos mesmos. Con udo, o núme o de pa icipan es no p esen e es udo icou aquém do que se espe a a po odos es es mo i os. Po ém, oi no ó io o empenho e a dedicação demons ada pelos pa icipan es sendo de enal ece essa mesma a i ude. Com o p esen e es udo pa ece-nos pode conclui que os alunos não ap endem a língua espanhola apenas po in e esse. A opção de es udo da língua espanhola como LE II p ende-se com a expec a i a de acilidade de ap endizagem, mo i ada pela p oximidade en e as duas línguas. De ido a essa c ença, de acilidade na comunicação e ap endizagem des a língua, os alunos elegem o espanhol como língua a es uda po conside a em que o seu es udo exigi á menos abalho compa a i amen e com ou as línguas. Vigón A os (2005, p.1) a i ma: “En gene al es os alumnos no consiguen alcanza una compe encia o al en español, ni domina la lengua, po que su ap endizaje se acaba po osiliza y no a anza.” Po ém, essa p oximidade en e as duas línguas o na-se um obs áculo pa a os ap enden es de espanhol. Na ase inal des a in es igação pa ece-nos pode conclui que o ensino da língua espanhola em Po ugal pode es a comp ome ido nos anos subsequen es po ac o es ela i os às decisões do Minis é io de Educação em p io iza a necessidade de edução de cus os impedindo, des a o ma, a con a ação de no os p o esso es em p ejuízo dos gos os e pe spec i as u u as dos alunos. Espe amos que es e es udo, mesmo com odas as suas limi ações, possa con ibui pa a uma e lexão sob e as medidas de polí ica educa i a e, conc e amen e, de ges ão do cu ículo. 55 BIBLIOGRAFIA No ma APA 2010 Ab eu, P. (2006). El español en Po ugal. En La Enciclopedia del español en el mundo. Mad id: Ins i u o Ce an es. pp. 223-226. Disponí el em: h p://c c.ce an es.es/lengua/anua io/anua io_06-07/pd /paises_45.pd Academia das Ciências de Lisboa: Fundação Calous e Gulbenkian (2001) – Dicioná io de Língua Po uguesa Con empo ânea da Academia das Ciências de Lisboa. Lisboa: Edi o ial Ve bo. ISBN: 9789722220460 Acos a, L. (2016). 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Minis é io da Educação: Lisboa. 70 Anexo V - G elhas de au o-a aliação (comp eensão o al) 71 Fon e: Po olio Eu opeu de Línguas – Educação Básica (10-15 anos) 72 Anexo VI - G elhas de au o-a aliação (Lei u a) 73 Fon e: Po olio Eu opeu de Línguas – Educação Básica (10-15) anos) 74 Anexo VII - G elhas de au o-a aliação (In e acção o al) 75 Fon e: Po olio Eu opeu de Línguas – Educação Básica (10-15) 76 Anexo VIII - G elhas de au o-a aliação (P odução o al) 77 Fon e: Po olio Eu opeu de Línguas – Educação Básica (10-15) 78 Anexo IX - G elhas de au o-a aliação (Esc i a) 79 Fon e: Po olio Eu opeu de Línguas – Educação Básica (10-15) 86 Anexo XIII – Ques ioná io aplicado aos p o esso es de espanhol O ensino-ap endizagem do espanhol/cas elhano nas escolas públicas po uguesas: azões da sua escolha po pa e dos alunos Escola: Anos de escola idade que lecciona: Nº de u mas que lecciona: Nº médio de alunos po u ma: (Assinale com um x as pe gun as 1, 5 e 6 e esponda às pe gun as abaixo enunciadas) 1 – Tendo em con a a sua expe iência, conside a que os alunos êm mais acilidade em ap ende a língua espanhola, po e em como língua ma e na, o po uguês? Sim Não 2 – Quais as maio es di iculdades ap esen adas pelos alunos (o al, esc i a, lei u a)? 3 – Conside a que a p oximidade en e as duas línguas pode acili a a ap endizagem dos alunos? Se espondeu sim, em que aspec os? 87 4 – Quais os ma e iais u ilizados em aula pa a a ap endizagem? 5 – Na úl ima década, a língua espanhola em indo a ganha impo ância nas escolas po uguesas em de imen o de ou as línguas, po exemplo, o F ancês. Isso em-se e i icado na escola onde lecciona? Sim Não 6 – Quais as azões mais e idenciadas pelos alunos pa a a escolha do es udo da língua espanhola? (Assinale com um x no máximo ês das opções abaixo) Gos os pessoais (língua, cul u a). Aconselhamen o po amilia es, amigos, p o esso es ou ou os. Pe spec i as labo ais. Ho á io. Facilidade de ap endizagem. Escassez de opções (poucas disciplinas opcionais, núme o insu icien e de alunos e c). G a a pela ossa colabo ação 88 Anexo XIV - T ansc ição das espos as do ques ioná io aplicado aos p o esso es de espanhol do 3º Ciclo das escolas do Concelho de Odi elas Anos de escola idade que lecciona:  P1: 7º, 8º, 10º, 11º  P2: 7º, 8º, 9º  P3: 9º (ensino ocacional)  P4: 7º, 8º, 9º Núme o de u mas que lecciona:  P1: 4  P2: 5  P3: 1  P4: 10 Núme o médio de alunos po u ma:  P1: 22  P2: 28  P3: 23  P4: 27 Pe gun a 1- Tendo em con a a sua expe iência, conside a que os alunos êm mais acilidade em ap ende a língua espanhola po e em como língua ma e na o po uguês?  P1: Sim  P2: Sim  P3: Sim  P4: Sim Pe gun a 2 – Quais as maio es di iculdades ap esen adas pelos alunos (o al, esc i a, lei u a)?  P1: As maio es di iculdades são domina com algum g au de p o iciência a exp essão esc i a e o al. 89  P2: Exp essão o al e esc i a. Funcionamen o da língua.  P3: Os alunos ap esen am maio es di iculdades a exp essão esc i a e o al.  P4: No ge al, os alunos do ensino básico em bas an es lacunas e di iculdades ao ní el da exp essão esc i a e algumas ao ní el da exp essão o al. As compe ências de comp eensão são mais áceis pa a os mesmos. Pe gun a 3 – Conside a que a p oximidade en e as duas línguas pode acili a a ap endizagem dos alunos? Se espondeu sim, em que aspec os?  P1: A p oximidade acili a a comp eensão o al e esc i a dada a g ande pe cen agem de anspa ência das pala as. No en an o, é a mesma p oximidade que di icul a a exp essão o al e esc i a de ido à in e e ência da língua ma e na.  P2: Sim. Apenas ao ní el da comp eensão o al e esc i a. Nos es an es domínios não.  P3: A p oximidade en e as duas línguas pode acili a a comp eensão o al e esc i a.  P4: Sim, po que o ní el de en ada na língua é mais ápido compa a i amen e com ou a língua. Pe gun a 4 – Quais os ma e iais u ilizados em aula pa a a ap endizagem?  P1: Todos os disponí eis, nomeadamen e o manual com odo o supo e audio isual que az e mui os ou os que se encon am disponí eis na in e ne .  P2: Manual, cade no de exe cícios, compu ado , escola i ual e, às ezes, algumas aplicações de elemó el.  P3: Como os alunos não êm manual, u ilizo ma e ial audio isual, si es na in e ne , ichas o ma i as e suma i as.  P4: O manual, po que oi pago pelos alunos, pla a o mas ele ónicas, ma e ial “ ealia” como pan le os e e is as e ainda in e ne como e amen a de pesquisa e ma e ial de base pa a ealização de abalhos de p oje o. Pe gun a 5 – Na úl ima década, a língua espanhola em indo a ganha impo ância nas escolas po uguesas em de imen o de ou as línguas, po exemplo, o F ancês. Isso em-se e i icado nas escolas onde lecciona?  P1: Sim  P2: Sim 90  P3: Sim No a: Nes a escola, a opção de espanhol como Língua Es angei a II ab iu apenas numa u ma do ensino ocacional con o me in o mação da p o esso a: As escolas condicionam as escolhas dos alunos, echando as u mas de espanhol. Alguns alunos do 3.º ciclo gos a iam de escolhe es a língua espanhola, mas a única opção que lhes p opõem é o ancês.  P4: As duas línguas são alo izadas Pe gun a 6 – Quais as azões mais e idenciadas pelos alunos pa a a escolha do es udo da língua espanhola?  P1: Gos os pessoais, aconselhamen o po amilia es, amigos, p o esso es ou ou os, pe spec i as labo ais e acilidade de ap endizagem.  P2: Gos os pessoais e acilidade de ap endizagem.  P3: Os alunos dos cu sos ocacionais êm Espanhol, po decisão da Di eção da Escola e não o am eles que escolhe am.  P4: Gos os pessoais e aconselhamen o po amilia es, amigos, p o esso es ou ou os.