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Arqueologia e comunicação do património arqueológico na Câmara Municipal de Setúbal

Silva, Cátia Vanessa Osório dos Santos

Abstract

O presente relatório resultou do estágio foi efectuado no Sector de Património e Arqueologia da Câmara Municipal de Setúbal, no âmbito da componente não lectiva do Mestrado em Arqueologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa. A divulgação de conhecimento do património arqueológico e da arqueologia desenvolvida pela Câmara Municipal de Setúbal é um problema comum, mas um importante interesse. A sua finalidade foi a comunicação pelas instituições educativas da cidade de como é desenvolvida a arqueologia e qual o seu património existente. Com a realização deste estágio pretendeu-se adquirir uma nova experiência pessoal e profissional quanto à prática da arqueologia pública num município de uma cidade, neste caso desenvolvida na cidade de Setúbal.

Full text

A queologia e Comunicação do Pa imónio A queológico na Câma a Municipal de Se úbal Cá ia Vanessa Osó io dos San os Sil a Julho de 2017 Rela ó io de Es ágio de Mes ado em A queologia (Ve são co igida e melho ada após a sua de esa pública) Cá ia Vanessa Osó io dos San os Sil a A queologia e Comunicação do Pa imónio A queológico na Câma a Municipal de Se úbal Julho de 2017 Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em A queologia, ealizado sob a o ien ação cien í ica do P o esso Dou o Rod igo de A aújo Ma ins Banha da Sil a. Com odo o meu es o ço, dedicação, de e minação e paciência consegui conclui a licencia u a e ago a es e mes ado. Tal como que ias papá, es e abalho é em ua hon a, com mui as saudades… Pa a a minha mãe e noi o. AGRADECIMENTOS P imei amen e enho de ag adece a odos os meus p o esso es e colegas, em especial à Isabel, à Leono , à Joana, à Ana Te esa e à Ana Isabel, que me ajuda am du an e es es úl imos 5 anos a chega a es a ec a inal. E ainda ao meu o ien ado , o p o esso Rod igo Banha, e à minha co-o ien ado a da Câma a Municipal de Se úbal, a D .ª Ma ia João Cândido. De seguida ag adece à minha amília e amigos que semp e es i e am do meu lado, pa icula men e a minha mãe que não me deixou desis i mesmo quando udo pa ecia não e sen ido, e ao meu pai, já alecido, que ica ia o gulhoso po me e chega a é aqui. E po im, ag adece ao meu homem de quem a o ça se o nou a minha nes es úl imos 3 anos e meio e sem o qual nada dis o e ia sido possí el, pois oi ele que me mos ou que a ida con inua apesa de odos os obs áculos e is ezas. A i meu amo ag adeço oda a ua paciência pa a a ua namo ada “s essadinha” e odo o eu amo incondicional semp e! A queologia e Comunicação do Pa imónio A queológico na Câma a Municipal de Se úbal Cá ia Vanessa Osó io dos San os Sil a RESUMO PALAVRAS-CHAVE: Au a quia, A queologia Pública, Di ulgação, Se iço Educa i o, Se úbal. O p esen e ela ó io esul ou do es ágio oi e ec uado no Sec o de Pa imónio e A queologia da Câma a Municipal de Se úbal, no âmbi o da componen e não lec i a do Mes ado em A queologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Uni e sidade No a de Lisboa. A di ulgação de conhecimen o do pa imónio a queológico e da a queologia desen ol ida pela Câma a Municipal de Se úbal é um p oblema comum, mas um impo an e in e esse. A sua inalidade oi a comunicação pelas ins i uições educa i as da cidade de como é desen ol ida a a queologia e qual o seu pa imónio exis en e. Com a ealização des e es ágio p e endeu-se adqui i uma no a expe iência pessoal e p o issional quan o à p á ica da a queologia pública num município de uma cidade, nes e caso desen ol ida na cidade de Se úbal. A cheology and Communica ion o A chaeological He i age in he Municipali y o Se úbal Cá ia Vanessa Osó io dos San os Sil a ABSTRACT KEYWORDS: Au a chy, Public A cheology, P opaga ion, Educa ional Se ice, Se úbal. The ollowing epo was he esul o he in e nship held in he He i age and A cheology Sec o o he Se úbal Municipal Council, wi hin he non- eaching componen o he Mas e ´s Deg ee in A cheology a he Facul y o Social and Human Sciences, o he New Lisbon Uni e si y. The dissemina ion o knowledge o a chaeological he i age and a cheology de elopmen by he Se úbal Municipal Council is a common p oblem bu an impo an in e es . I s pu pose was he communica ion by he educa ional ins i u ions o he ci y o how a cheology is de eloped and wha i s exis ing he i age. Wi h he accomplishmen o his in e nship i was in ended o acqui e a new pe sonal and p o essional expe ience ega ding he p ac ice o public a cheology in a ci y council, in his case de eloped in he ci y o Se úbal. ÍNDICE In odução ......................................................................................................................... 1 1. Objec i os e objec o de es udo .......................................................................... 2 - 3 2. A Ins i uição: Sec o de Pa imónio e A queologia ........................................... 4 - 5 2.1. O ganog ama ....................................................................................................... 6 2.2. Mapa de Pessoal .......................................................................................... 7 - 12 2.3. Funcionamen o ...................................................................................... 12 - 13 3. Me odologia de T abalho .......................................................................................14 4. Ta e as Realizadas ...................................................................................................15 4.1. Ap esen ações ............................................................................................ 15 - 17 4.2. Visi as Guiadas ........................................................................................... 17 - 30 4.3. Wo kshops ................................................................................................. 30 - 34 4.4. Ins i uições ................................................................................................. 34 - 36 4.5. Semana Cul u al numa escola .................................................................. 36 - 37 4.6. Ac i idades não inalizadas ................................................................... 37 - 41 5. Discussão ..................................................................................................................42 5.1. Ensina A queologia ................................................................................... 42 - 45 5.2. Câma a Municipal de Se úbal e Museu de A queologia e E nog a ia do Dis i o de Se úbal ................................................................................................... 45 - 47 Conside ações Finais .................................................................................................... 48 - 49 Re e ências Bibliog á icas ............................................................................................ 50 - 51 Anexos...................................................................................................................................52 Lis a de Powe Poin s .................................................................................................. 52 - 143 Lis a de Guiões .......................................................................................................... 144 - 155 Lis a de Figu as .......................................................................................................... 156 - 170 Lis a de Tabelas ........................................................................................................ 171 - 192 LISTA DE ABREVIATURAS CMS – Câma a Municipal de Se úbal. DCED – Depa amen o de Cul u a, Educação, Despo o, Ju en ude e Inclusão Social. DICUL – Di isão de Cul u a. DIDES – Di isão de Despo o. DIEDU – Di isão de Educação. DISOC – Di isão de Inclusão Social. FCSH – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. MAEDS – Museu de A queologia e E nog a ia do Dis i o de Se úbal. SAP – Sec o de Animação Cul u al. SAC – Sec o de Associa i ismo Cul u al. SGD – Sec o de Ges ão Documen al. SGE – Sec o de Ges ão de Equipamen os. SGEC – Sec o de Ges ão de Equipamen os Cul u ais. SPA – Sec o de Pa imónio e A queologia. SPC – Sec o de P omoção Cul u al. SMBM – Se iço Municipal de Biblio ecas e Museus. SIG – Sis ema de In o mação Geog á ica. UNL – Uni e sidade No a de Lisboa. 1 INTRODUÇÃO O p esen e ela ó io oi ealizado no âmbi o da componen e não-lec i a pa a a ob enção do g au de Mes e em A queologia na FCSH da UNL, a a és de um es ágio com uma du ação de 6 meses, equi alen e a 800 ho as. Es e es ágio desen ol eu-se no SPA da CMS, sob a o ien ação cien í ica da D .ª Ma ia João Cândido (A queóloga da CMS) e do P o . D . Rod igo Banha da Sil a (P o esso na FCSH-UNL). A escolha des e ema deu-se pelo in e esse pessoal da mes anda nos ópicos de di ulgação e comunicação da a queologia, despe ado du an e o Seminá io de Comunicação e Valo ização do Pa imónio A queológico dado pela p o esso a Leono Medei os no 1º ano de Mes ado. O p incipal objec i o oi o de da um con ibu o pa a o conhecimen o do pa imónio a queológico e da a queologia desen ol ida pela CMS. Seguindo o caminho de da a conhece e explica o que é a a queologia, como ciência, como se p ocede o seu abalho e di ulga algumas abo dagens de conhecimen o quan o a locais de pa imónio a queológico pela CMS. Po im, des aca-se que pa a a ealização des e ela ó io não oi usado o no o aco do o og á ico e oi u ilizada a no ma po uguesa 405 nas e e ências bibliog á icas. 8 1974 ASSISTENTE OPERACIONAL FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI ANIMAÇÃO CULTURAL 2157 ASSISTENTE OPERACIONAL AUDITÓRIO JOSÉ AFONSO MECÂNICO 2389 ASSISTENTE TÉCNICO FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI APOIO ADMINISTRATIVO 2414 ASSISTENTE TÉCNICO CINEMA CHARLOT APOIO ADMINISTRATIVO 2415 ASSISTENTE OPERACIONAL CINEMA CHARLOT / BIBLIOTECA MUNICIPAL BILHETEIRO 2416 ASSISTENTE OPERACIONAL CINEMA CHARLOT BILHETEIRO 2417 ASSISTENTE TÉCNICO FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI ANIMAÇÃO CULTURAL 2418 ASSISTENTE OPERACIONAL CINEMA CHARLOT BILHETEIRO 2429 TÉCNICO SUPERIOR FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI TURISMO 2487 ASSISTENTE OPERACIONAL FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI APOIO ADMINISTRATIVO 2502 ASSISTENTE OPERACIONAL CINEMA CHARLOT / FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI MAQUINISTA TEATRAL 2670 TÉCNICO SUPERIOR FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI ANIMAÇÃO CULTURAL 2768 ASSISTENTE OPERACIONAL FÓRUM MUNICIPAL LUÍSA TODI PEDREIRO 3019 TÉCNICO SUPERIOR CASA DA CULTURA ANIMAÇÃO CULTURAL SMBM - SERVIÇO MUNICIPAL DE BIBLIOTECAS E MUSEUS 1514 DIRIGENTE INTERMÉDIO DE 3.º GRAU MUSEU DO TRABALHO DIRIGENTE INTERMÉDIO DE 3.º GRAU 951 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DO TRABALHO ANIMAÇÃO CULTURAL 1742 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DO TRABALHO BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 9 1966 ASSISTENTE OPERACIONAL BIBLIOTECA MUNICIPAL APOIO ADMINISTRATIVO 2372 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DO TRABALHO APOIO ADMINISTRATIVO 2378 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS APOIO ADMINISTRATIVO 2436 ASSISTENTE OPERACIONAL BIBLIOTECA MUNICIPAL APOIO ADMINISTRATIVO 2821 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS APOIO ADMINISTRATIVO 2859 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DO TRABALHO ANTROPOLOGIA SGD - Sec o de Ges ão Documen al 1889 TÉCNICO SUPERIOR BIBLIOTECA MUNICIPAL HISTÓRIA 1410 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 1676 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 1720 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 1813 ASSISTENTE OPERACIONAL BIBLIOTECA MUNICIPAL ANIMAÇÃO CULTURAL 1833 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2346 TÉCNICO SUPERIOR BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO SGE - Se o de Ges ão de Equipamen os 1651 TÉCNICO SUPERIOR BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2388 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DO TRABALHO ANTROPOLOGIA SAP - Sec o de Animação e P omoção 1522 EDUCADOR DE INFÂNCIA BIBLIOTECA MUNICIPAL EDUCADORA DE INFÂNCIA 1830 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 10 2462 ASSISTENTE OPERACIONAL CASA BOCAGE MUSEOLOGIA 2595 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU SEBASTIÃO GAMA EDUCAÇÃO 185 ASSISTENTE OPERACIONAL MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 319 ASSISTENTE OPERACIONAL GALERIA DO QUARTEL DO 11/ANTIGO BANCO DE PORTUGAL MOTORISTA DE PESADOS 1052 ASSISTENTE OPERACIONAL MUSEU DO TRABALHO COSTUREIRA 1121 ASSISTENTE OPERACIONAL MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS APOIO ADMINISTRATIVO 1296 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DO TRABALHO MUSEOLOGIA 1376 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 1383 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DO TRABALHO ANIMAÇÃO CULTURAL 1396 EDUCADOR DE INFÂNCIA MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS EDUCADORA DE INFÂNCIA 1423 ASSISTENTE OPERACIONAL POLO DA BELA VISTA APOIO E VIGILÂNCIA 1474 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 1480 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS HISTÓRIA 1493 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DO TRABALHO MUSEOLOGIA 1528 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DO TRABALHO MUSEOLOGIA 1590 TÉCNICO SUPERIOR BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 11 1623 TÉCNICO SUPERIOR CASA BOCAGE ANIMAÇÃO CULTURAL 1749 ASSISTENTE TÉCNICO MUSEU DO TRABALHO MUSEOLOGIA 1787 ASSISTENTE OPERACIONAL CASA CORPO SANTO MUSEOLOGIA 1796 ASSISTENTE OPERACIONAL CASA BOCAGE APOIO ADMINISTRATIVO 1803 ASSISTENTE OPERACIONAL POLO DE S. JULIÃO BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 1873 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 1945 EDUCADOR DE INFÂNCIA MUSEU DO TRABALHO EDUCADORA DE INFÂNCIA 1947 ASSISTENTE OPERACIONAL BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2198 ASSISTENTE OPERACIONAL BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2245 ASSISTENTE OPERACIONAL CASA CORPO SANTO TELEFONISTA 2259 ASSISTENTE OPERACIONAL MUSEU SEBASTIÃO GAMA MUSEOLOGIA 2268 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2300 ASSISTENTE TÉCNICO POLO DA BELA VISTA BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2306 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS SOCIOLOGIA 2318 ASSISTENTE TÉCNICO POLO SEBASTIÃO DA GAMA BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2410 ASSISTENTE TÉCNICO BIBLIOTECA MUNICIPAL BIBLIOTECA E DOCUMENTAÇÃO 2663 ESPECIALISTA INFORMÁTICA GRAU 3 NÍVEL 2 BIBLIOTECA MUNICIPAL INFORMÁTICA 12 2667 ASSISTENTE OPERACIONAL BIBLIOTECA MUNICIPAL APOIO ADMINISTRATIVO 2767 ASSISTENTE OPERACIONAL POLO DA BELA VISTA LIMPEZA DE INSTALAÇÕES 2909 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS HISTÓRIA 3063 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS CONSERVAÇÃO E RESTAURO SPA - Se o de Pa imónio e A queologia 2486 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS ARQUEOLOGIA 2482 TÉCNICO SUPERIOR MUSEU DE SETÚBAL - CONVENTO DE JESUS ARQUEOLOGIA 2.3. Funcionamen o Segundo o o ganog ama e mapa de pessoal a ás ep esen ados consegue-se pe cebe que a á ea da A queologia es á inse ida no co ec o depa amen o, o DCED, mas num se iço que não é o ce o, no SMBM, pois de e ia de es a incluído na DICUL. E seguindo es es dados es es são os depa amen os, se iços e sec o es que se des acam pois englobam o Sec o de A queologia: Depa amen o de Cul u a, Educação, Despo o, Ju en ude e Inclusão Social Ao DCED incumbe, gene icamen e, a p omoção de alo es cul u ais e de animação ec ea i a e despo i a; a p omoção de acções de na u eza educa i a e a ges ão do pa que escola e despo i o sob a esponsabilidade do Município; a p omoção da inclusão social, e a dinamização de inicia i as especialmen e des inadas à ju en ude (SETÚBAL, 2012, pág. 29). 13 Se iço Municipal de Biblio ecas e Museus Ao SMBM incumbe, gene icamen e, a coo denação das ac i idades das biblio ecas e museus, a ges ão e conse ação do ace o bibliog á ico e museológico e a p omoção da lei u a e da uição da a e e dos museus (SETÚBAL, 2012, pág. 30). Sec o de Pa imónio e A queologia Não exis e nenhum documen o o mal que de ina as unções do Sec o de Pa imónio e A queologia. Há apenas uma pequena desc ição que su ge nas abelas do mapa de pessoal dos documen os de o çamen o anual, e ainda algumas in o mações o necidas pela a queóloga Ma ia João Cândido. Es e sec o é esponsá el po elabo a pa ece es de a queologia e pa imónio cul u al, mó el ou imó el, do concelho de Se úbal, quando pedido ou necessá io, que engloba ambém um acompanhamen o a queológico de ob as municipais no Cen o His ó ico da cidade de Se úbal, e a elabo ação de ela ó ios das in e enções a queológicas ealizadas, que culminam na in es igação e es udo de odo esse p ocesso 1 . Tem ambém a unção de acompanha es udan es, es agiá ios e in es igado es que peçam auxílio ao sec o e à a queóloga; ealiza exposições empo á ias elacionadas com o espólio encon ado e es udado pelo sec o , e colabo a em exposições ealizadas pelos Museus Municipais; e ec ua ainda ac i idades elacionadas com a di ulgação de pa imónio a queológico e ge al, pa a odo o público (ex. Dia In e nacional dos Museus, Dia In e nacional dos Monumen os e Sí ios, Jo nadas Eu opeias do Pa imónio, …). E po im, ainda p epa a e coo dena com os se iços educa i os isi as guiadas sob e a his ó ia e pa imónio da cidade (SETÚBAL, 2015, pág. 34). 1 O es au o e musealização de ma e iais e de sí ios a queológicos é e ec uado po écnicos de conse ação e es au o. 14 3. Me odologia de T abalho Pa a a ealização des e abalho oi p imei amen e ealizada uma pesquisa bibliog á ica e lei u as sob e a a queologia e o pa imónio a queológico em Se úbal; De seguida o am planeadas e c iadas as ap esen ações em Mic oso O ice Powe Poin , endo sido escolhidos alguns ma e iais a queológicos pa a mos a nes as mesmas; Depoois escolheu-se quais as ins i uições onde expô-las e ma cou-se as da as pa a al; Planeou-se os wo kshops e e en es ao Dia Abe o de A queologia e às Jo nadas Eu opeias do Pa imónio, com a sua de ida di ulgação; Após es e planeamen o inicial, ealizou-se as ap esen ações, isi as guiadas e wo kshops nos locais e da as escolhidos pelas di e sas ins i uições; Pa a conclui odo es e p ocesso 2 p ocedeu-se à edacção des e ela ó io de es ágio. Equipa/Meios: Es e abalho con ou como elemen os da equipa, a p óp ia mes anda e a D .ª Ma ia João Cândido, esponsá el do Sec o de Pa imónio e A queologia. E eco eu-se ainda a pessoal dos se iços de museus, como da Casa do Co po San o, do Con en o e Ig eja de Jesus, a senho a Ana Ca a ina S oyano , da Gale ia Municipal do Banco de Po ugal e do Se iço Educa i o da CMS, a senho a Leono Soa es Nunes. Calendá io de Es ágio: 7 Se emb o de 2016 a 27 de Fe e ei o de 2017. 2 Ve Anexos, Lis a de Tabelas, Tabela 1. 15 4. Ta e as Realizadas Todas as a e as que o am ealizadas du an e o empo de es ágio es ão desc iminadas no calendá io das mesmas 3 e a baixo sucin amen e desc i as. 4. 1. Ap esen ações Os objec i os des as ap esen ações 4 o am de mos a o que é a a queologia e qual o abalho de um a queólogo, es imulando o gos o pelo pa imónio da egião, assim como pela sua his ó ia e demons ando uma no a p o issão. Es a ac i idade cul u al oi c iada em Powe Poin , onde se começou po explica o que e a a a queologia, a o igem e signi icado da des a pala a, pa a que se ia, como se p ocedia (as á ias ases de abalho), quais as suas á eas de es udo e como se aze pa a se o na um a queólogo, u ilizando di e en es imagens como ecu so. Es a p imei a pa e não seguiu semp e a mesma linha de aciocínio is o e sido al o de adap ação consoan e o ano de escola idade dos alunos a quem oi demons ado. A segunda pa e ocou-se na in odução de sí ios a queológicos exis en es na cidade de Se úbal, os exemplos u ilizados o am o da Es ação A queológica do C ei o, da Fáb ica Romana de Salga, do Con en o de Jesus, da Casa da Baía, da Casa da Cul u a e da An iga Ig eja, Hospi al e Cemi é io da Nossa Senho a da Anunciada. Cada slide oi compos o po um pequeno ex o alusi o e di ec o (explicando cada um dos seus ní eis de ocupação mui o sucin amen e) e po imagens de apoio. As es an es in o mações adicionais encon a am-se em ichei os iden i icados pa a cada ano de escola idade. Te minada a ap esen ação p op iamen e di a mos a a-se algumas peças museológicas e agmen os de ce âmicas p o enien es das esca ações do Con en o de Jesus, com o objec i o de mos a ao i o as á ias e apas do p ocesso de a amen o des as, desde a o ma como são encon adas no subsolo a é á sua la agem e colagem. Es es ma e iais a queológicos êm uma da ação que ai desde do séc. XVI ao XVIII: - Dedais e al ine es, sécs. XVI ao XVIII; 3 Ve Anexos, Lis a de Tabelas, Tabela 2. 4 Ve Anexos, Lis a de Powe Poin s, Powe Poin 1 a 4; e Lis a de Guiões, Guião 1 a 4. 16 - Tigela, séc. XVII-XVIII; - Púca o, séc. XVI; - P a o, séc. XVIII; - Tigela, séc. XVII; - F agmen o de undo de aça, séc. XVI/XVII; - F agmen o de bo do de p a o ou aça, séc. XVII – p odução po uguesa; - F agmen o de undo de aça ou p a o, séc.- XVI – impo ação de Espanha; - F agmen o de undo de aça, séc. XVI – impo ação de Espanha; - P a o, séc. XVI – impo ação de I ália. Du ação: 30/45min. Público-Al o: Alunos do 3º ao 12º ano, Ensino P o issional e Supe io . Ap esen ação sob e A queologia e Pa imónio 5 Es a ap esen ação é igual ao modelo acima desc i o, a única al e ação oi a de que na secção de exemplos de sí ios a queológicos exis en es na cidade de Se úbal, di idiu-se endo em con a os á ios ipos de pa imónio: a queológico (Calçada Romana do Viso), eligioso (Con en o de Jesus), a qui ec u a ci il e palaciana (Casa das Qua o Cabeça), mili a (Balua e da Nossa Senho a da Conceição) e da p óp ia cidade (Aquedu o de Se úbal ou dos A cos). Adicionou-se ambém a de inição da pala a Pa imónio e de Pa imónio Cul u al, que ez a in e ligação com o concei o de A queologia. Ap esen ação sob e A queologia e Desenho 6 Es a ap esen ação é igual ao modelo p imei amen e desc i o, mas e ec ou-se duas al e ações: a p imei a eme e pa a a não ex ensão na pa e e e en e aos sí ios 5 Ve Anexos, Lis a de Powe Poin s, Powe Poin 5, e Lis a de Guiões, Guião 5. 6 Ve Anexos, Lis a de Powe Poin s, Powe Poin 6, e Lis a de Guiões, Guião 6. 17 a queológicos que o am somen e mencionados po al o; e a segunda oi a da in odução de in o mação ace ca do desenho écnico em a queologia, ou seja, pa a que se e, como se ealiza, quais os ins umen os necessá ios, quais os ma e iais que se desenha (ce âmicas, lí icos, esquele os), quais a si uações em que se aplica (campo e labo a ó io) e onde exis e a disciplina de desenho nas Licencia u as em A queologia nas di e sas aculdades po uguesas. Assim sendo oi necessá io mos a a elação que exis e en e a A queologia e o Desenho. Em aspec o pedagógico, es as ap esen ações o am inse idas a a és das ma é ias dadas nos p og amas de cada ciclo lec i o das disciplinas de His ó ia, de Pa imónio e de Desenho, espec i amen e. E em e mos de linguagem u ilizada nes as ap esen ações, o que se al e a a pa a cada ciclo lec i o e a a o ma como se explica a a in o mação que se p e endia da , ou seja, u iliza a-se e mos mais simples e áceis de en ende . E ambém somen e menciona a as in o mações que se iam ú eis pa a cada “educação”. 4. 2. Visi as Guiadas O Pa imónio His ó ico/A queológico onde são ealizadas as isi as ocam a Época Romana e Medie al, no caso do Cen o His ó ico, e Mode na, no caso do Con en o e Ig eja de Jesus. Visi as ao Con en o e Ig eja de Jesus Tema: Visi as ealizadas pela D .ª Ma ia João Cândido e/ou pela mes anda ao Museu de Se úbal/Con en o de Jesus e à Ig eja de Jesus, com o objec i o de que os isi an es icassem a conhece es es espaços e a sua his ó ia. Público-Al o: do 5º ano ao Ensino Supe io . Nº de pa icipan es: cada g upo podia e no máximo 30 pessoas. Du ação: 1h/1h30min. 24 O quo idiano das ei as e a passado em silencio, a eza em du an e 7 ou 8 ho as po dia, e o es an e empo a ealiza am as suas a e as, ais como cozinha , bo da , cuida da ho a, ja dins, en e ou as. Mas inham ainda uma sala, chamada de Locu ó io, em que podiam ala umas com as ou as e discu i alguns assun os elacionados com o Con en o. O co edo do Espí i o San o se ia de acesso ao ex e io , e es ido com azulejos do séc. XVII e XVIII, onde exis ia ambém, po baixo dele, uma condu a que azia a água do ex e io pa a o in e io , dis ibuindo-se pela on e e la abo. O La abo e a onde as ei as la a am os pés e as mãos, não em aspec o de higiene, mas de pu i icação. Con inha condu as de água, pa a quando es a ansbo dasse osse eencaminhada, po exemplo, pa a o anque adossado a es e. U iliza a ambém o e aço pa a ecebe as águas da chu a. Es e la abo e a e es ido em azulejos azuis e b ancos ( alencianos), ei os po encomenda especialmen e pa a o Con en o nos inais do séc. XV (são os mais an igos). Deco ado com cabeças que se assemelham a e a os: numa das ex emidades, exis em qua o cabeças masculinas, unidas na base po uma co oa e numa ou a, qua o cabeças emininas, ês co oadas e uma ou a com coi a en ançada. As mísulas no cen o êm ambém qua o cabeças cada uma, pa ecendo um g upo de apa igas e ou o de apazes. Ha ia ainda a sala da oupa ia onde se p ocedia à la agem, a anjo e ges ão dos ecidos con en uais. A sala do e ei ó io e a o local onde as ei as comiam, e onde a Abadessa ocupa a o luga cen al, que con inha mesas comp idas e bancos co idos e es idos de azulejos. Do lado de o a, ou seja, numa das alas do claus o, ha iam as cozinhas. Exis ia ambém uma sala, no in e io do p óp io e ei ó io, que da a apoio às cozinhas. E sepa ada po uma pa ede ha ia uma pequena p isão que só podia se acedida pelo ex e io , e que inha acesso a uma capela, que ambém podia se acedida po uma ou a po a do ex e io . Es a di a capela inha uma po a e janela, e o al a é ei o de es uque, com azulejos do séc. XVII e XVIII. Ex e io : No espaço ex e io exis i iam ja dins, um pombal, um poma , um galinhei o, ho as, e c. Encon a am-se anques onde se la a a loiça e que assim se ia 25 de apoio às cozinhas, mas ambém anques de ega, lo ei as e a capela do Espí i o San o. A Galilé e a um espaço de ansição do in e io pa a o ex e io , que p imei amen e oi um espaço com a cos abe os, sendo depois echado, no séc. XVIII. Os ja dins e iam caminhos, pa a as ei as pode em passea . Po cima de es u u as que a iam pa e dos ja dins e que con inham condu as de água, que aziam a água do aquedu o pa a o in e io do con en o, oi cons uído um edi ício dos anos 40, na época do hospi al. Exis em ambém es ígios de condu as de esgo os, pa a d ena as águas sujas pa a a Ribei a do Li amen o (A enida 22 de Dezemb o), mas que só es ou uma pois o es an e e e de se demolido pa a se coloca um poço com bombas, pa a d ena em a água de o ma a não ha e em, como acon ecia an igamen e, inundações. Es e local oi onde se localizou a lixei a das ei as, ou seja, onde se encon ou a maio ia das peças ecupe adas pela a queologia. Ig eja de Jesus: Es e espaço oi a 1ª ig eja salão do país, com um espaço homogéneo e com en ada de luz de apenas um só lado (duas janelas, um po al e uma po a). Re es ida, no seu in e io , po azulejos do séc. XVIII, mas na zona do al a em azulejos hispano-á abes. Um dos ma e iais de cons ução mais u ilizado, que no Con en o, que na Ig eja, oi a Ped a B echa de A ábida (uma ocha de o igem sedimen a que se encon a apenas na Se a da A ábida, no Dis i o de Se úbal), que se pode encon a ainda hoje po oda a cidade, po exemplo: em casas e es ígios de pano das mu alhas. Em cada ase da cons ução os ped ei os deixa am a sua p óp ia ma ca, que é isí el nalgumas ped as nas pa edes do ex e io do Con en o e da Ig eja. Es a ig eja em alguma simbologia em ce os aspec os da sua cons ução, ais como: - Na po a: 26 A – al a do al abe o g ego (simboliza o pai) Ci culo azado (simboliza o espí i o san o) Y – (simboliza o ilho) - 6 colunas o cidas que ep esen am os 6 dias de abalho de Deus; - A abóbada, que des aca a imagem de uma plan a, a alcacho a; - A exis ência de duas po as manuelinas com o eco e da San a T indade (apa ecem ambém em po as de casas ainda hoje isí eis pela cidade). Es e discu so oi pa cialmen e p oduzido pela mes anda, pois seguiu o guião o iginal que e a u ilizado em abalhos an e io men e ealizados pela CMS. E em e mos de linguagem u ilizada nes a isi a guiada, o que se al e a a pa a cada ciclo lec i o e a a o ma como se explica a a in o mação que se p e endia da , ou seja, u iliza a e mos mais simples e áceis de en ende . E ambém somen e menciona a as in o mações que se iam ú eis pa a cada “educação”. Visi as ao Cen o His ó ico Tema: Visi a ealizada pela D .ª Ma ia João Cândido e/ou pela mes anda ao Cen o His ó ico com o objec i o de da a conhece as zonas medie ais da cidade de Se úbal. Público-Al o: do 5º ano ao Ensino Supe io . Nº de pa icipan es: cada g upo pode ia e no máximo 30 pessoas. Du ação: 1h30min. Pe cu so 14 : Passeio a pé que começa na Escola de Ho ela ia e Tu ismo, e dai passa-se po ce as zonas pe encen es ao denominado Cen o His ó ico, semp e dando in o mações e explicações de cada local, e minando a isi a no La go de Jesus. - Escola de Ho ela ia e Tu ismo (Balua e da Conceição); 14 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Mapa 2. San íssima T indade 27 - Po a do Sol; - Po a de São Sebas ião; - Ig eja de San a Ma ia da G aça; - Po a manuelina na Rua A onches Junquei o, nº 25; - Po as manuelinas na T a essa de S. José, nºs 3 e 5; - Po a manuelina na Rua An ónio G anjo, nº 46; - Fáb ica Romana de Salga; - Ribei a Velha; - Rua Se pa Pin o; - Ig eja de São Julião e seu Po al Manuelino; - P aça de Bocage; - Po a No a ou Po a de San a Ca a ina com as po as manuelinas da Rua de San a Ca a ina, nºs 14 e 16 (dependendo de qual o caminho escolhido); - La go de Jesus. Discu so: O Balua e da Conceição oi cons uído em 1649 e concluído em 1697 (séc. XVII). Es e edi ício oi o an igo Qua el do Regimen o de In an a ia nº 11) e é ac ualmen e a Escola de Ho ela ia e Tu ismo de Se úbal. Man e e as mesmas es u u as, pa edes e po as, mas com es au ação mode na. O Cen o His ó ico da cidade es á delimi ado pelas duas cin u as de mu alhas. A p imei a cin u a de mu alhas, que oi cons uída en e 1325 e 1375, e a segunda cin u a de mu alhas, que oi cons uída a pa i do séc. XVI, no einado de D. João III a é 1696 15 . Nes a segunda cin u a de mu alhas, a cidade icou no séc. XVII do ada de um sis ema de mu alhas abalua ado, em que se enquad ou uma es a égia de ensi a, a a és da cons ução de o es e balua es ao longo des e século. Concluídos os abalhos, es as 15 h p://www.monumen os.p /Si e/APP_PagesUse /SIPA.aspx?id=10264 28 no as mu alhas os en a am 11 balua es, 2 meio-balua es e no as po as, em que cada uma inha um nome. A Po a do Sol ou Pos igo da Mou a Encan ada, assim conhecida pelo menos desde o séc. XVIII, si ua-se na zona onde exis iu a Mou a ia, e con ém um a co ogi al (SOARES, 1982, pp. 7, 8 e 12), ainda hoje exis en e. A Po a de S. Sebas ião si ua-se na zona de ligação da Rua A onches Junquei o com o La go dos De enso es da República e oi mandada edi ica po D. João III. Cons uída em a co de Ped a B echa da A ábida (SOARES, 1982, pág. 6) e que ainda hoje pe sis e. A Ig eja de San a Ma ia da G aça (Sé) oi o co ação do p imi i o bu go medie al, cons uída no séc. XIII. Em o no des e emplo desen ol eu-se o mais impo an e bai o medie al da cidade, simul aneamen e cen o eligioso e polí ico-adminis a i o 16 . A Po a da Vila se ia nas imediações des a ig eja (SOARES, 1982, pág. 7). Uma das ca ac e ís icas das po as manuelinas é que su gem, ge almen e, em g upos de duas, uma po a, es ei a, que da ia acesso aos pisos supe io es e uma ou a po a, la ga, que da ia acesso á loja (o ícios) (SILVA, 1977-78, pp. 13, 14, 15 e 39). A Fáb ica Romana de Salga oi um complexo indus ial de p odução de salgas de peixe de Época Romana, do séc. I - V d.C. O La go da Ribei a Velha ou La go das Canas as (ces os usados na cabeça pa a anspo a o peixe) e a onde se endia o peixe. Aqui es a a um oço da mu alha e uma po a (Po a da Ribei a) que da a acesso ao io e e a onde os ba cos a anca am. Na época medie al es e la go oi um dos mais impo an es pois e a onde se inha acesso di ec o ao io, onde se encon a a o pelou inho e, an es de 1533, o edi ício da Câma a. No pelou inho se ealiza am g andes cas igos: cas igo público, po exemplo, uma c iança que oubou la anjas oi a ada ao pelou inho e á sua en e deixa am uma caixa com la anjas pa a que as pessoas que passassem lhe a i assem, de o ma a que es a não epe isse o ac o. E ainda se sabe de um episódio em que um alhan e oi acusado de ouba os seus clien es po le a um p eço maio do que a quan idade de ca ne endida, 16 h p://www.pa imoniocul u al.p /p /pa imonio/pa imonio-imo el/pesquisa-do- pa imonio/classi icado-ou-em- ias-de-classi icacao/ge al/ iew/74103 29 e po isso oi a ado ao pelou inho, e oi pos o um pedaço de ca ne nas suas cos as pa a que es e se cu asse de e gonha, sendo assim al o de chaco a, quando oi libe ado e e de muda de ila pois nes a já ninguém con ia a nele. Na Rua Se pa Pin o exis e uma ma ca de p op iedade de uma amília com o apelido Sa dinha. Es as ma cas são as chamadas de Ped as de A mas. A Ig eja de São Julião oi cons uída no séc. XIII, dedicada a S. Gião ou Julião. Es e emplo so eu os e ei os do e amo o de 1531 e eio ainda a conhece no a e ex ensa des uição aquando do ca aclismo de 1755. É já no einado de D. Ma ia que a ig eja é econs uída, pouco conse ando hoje do emplo quinhen is a, à excepção dos dois po ais manuelinos 17 . O Po al do No e (Manuelino) es á emoldu ado po um a co que é ladeado po duas pilas as, e que em no seu molde duas colunas o sas, que se p olongam acima dos capi éis e que desenham um a co. Alguns dos seus símbolos ca ac e ís icos são: o eco e da San a T indade; imagens de algas, de osáceas, de cachos de u as e de papoilas; duas imagens de alcacho as; um b asão; á ios co dões o cidos; á ios anéis em ped a B echa da A ábida e calcá io; a imagem de um pelicano, de asas abe as e a mo de o pei o, sob e um ninho, que simboliza Jesus; e a imagem de uma osa, que simboliza a mãe de Jesus. A P aça ou La go do Bocage oi p imei amen e denominada de La go das Cou es, local onde se endia alguns p odu os (me cado) e no séc. XVI de P aça do Sapal, só desde 1871 man ém o ac ual nome, e exis e ainda uma es á ua de homenagem a Bocage. E sabe-se que quando aqui o am ealizadas esca ações a queológicas no seu subsolo encon a am-se Ce á ias. A Po a No a ou Po a de T oino co esponde ia à ligação da Rua Augus o Ca doso com a A enida 22 de Dezemb o. A Po a ou Pos igo de San a Ca a ina (SOARES, 1982, pág. 7) co esponde ia à ligação da T a essa de San a Ca a ina com a A enida 5 de Ou ub o, exis indo aqui o exemplo de duas po as manuelinas. 17 h p://www.pa imoniocul u al.p /p /pa imonio/pa imonio-imo el/pesquisa-do- pa imonio/classi icado-ou-em- ias-de-classi icacao/ge al/ iew/70219 30 O La go de Jesus e a an igamen e denominado de Sapal do T oino, pois encon a a-se pe o do Bai o de T oino, onde se si ua a as cabanas dos pescado es do T oino. Es e localiza a-se o a das mu alhas, onde se inha as ho as, os sapais e os a abaldes/ex a-mu os. Es e discu so oi o almen e p oduzido pela mes anda, apenas o ajec o seguiu o inicial p opos o nos abalhos an e io men e ealizados pela CMS. E em e mos de linguagem u ilizada nes a isi a guiada, o que se al e a a pa a cada ciclo lec i o e a a o ma como se explica a a in o mação que se p e endia da , ou seja, u iliza a e mos mais simples e áceis de en ende . E ambém somen e menciona a as in o mações que se iam ú eis pa a cada “educação”. 4. 3. Wo kshops Jo nadas Eu opeias do Pa imónio 18 Tema: “Um dia com… o Se o de Pa imónio e A queologia”, no Con en o de Jesus. Ac i idade le ada a cabo pela mes anda e pela D .ª Ma ia João Cândido. Objec i o: Ac i idade em que e a necessá ia insc ição p é ia e com limi e de pa icipan es. Consis iu em mos a aos pa icipan es como se e ec ua o a amen o dos ma e iais p o enien es de esca ações do Con en o de Jesus. Os pa icipan es ize am la agem de ma e iais 19 e en a i a de colagem de peças ce âmicas 20 já la adas, icando assim a conhece um pouco mais sob e o ipo de ce âmica, deco ação e ou os aspec os. Ti e am ainda, ex ao dina iamen e e o a do p og ama, uma isi a guiada pelo Con en o. Pa a al ac i idade u ilizou-se esco as de den es e de unhas e alguida es pa a a la agem, caixas pa a se coloca as peças a seca , e i a pa a se cola as peças. E oi ainda necessá io a en ais e lu as. 18 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Imagem 1. 19 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Imagem 2. 20 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Imagem 3. 31 Público-Al o: sem limi e de idades. Da a: 24 de Se emb o. Du ação: 3h de manhã, das 10h às 13h; e 2h30min à a de, das 14h30 às 17h. Núme o de pa icipan es: 19 pessoas. Jo nadas Eu opeias do Pa imónio- " Um dia com o sec o do Pa imónio e A queologia" Homens Mulhe es C ianças 3 9 7 To al 19 Wo kshop de A queologia no CATL do LATI Tema: “Wo kshop de A queologia”, no CATL do LATI, ealizada pela mes anda. Objec i o: Ac i idade que consis iu numa “O icina” de la agem 21 e mon agem de peças de ce âmica 22 , em que se p e endeu mos a aos pa icipan es como se e ec ua o a amen o de ma e iais a queológicos, es es p o enien es de esca ações do Con en o de Jesus. Os pa icipan es ize am la agem de ma e iais e en a i a de colagem de peças já la adas, icando a conhece um pouco mais sob e o ipo de ce âmica, deco ação e ou os aspec os. Pa a al ac i idade u ilizou-se esco as de den es e de unhas e alguida es pa a a la agem, caixas pa a se coloca as peças a seca , e i a pa a se cola as peças. E oi ainda necessá io a en ais e lu as. Público-Al o: alunos do 5º ao 10º ano. Da as: 27 e 29 de Dezemb o. Du ação: no p imei o dia 2h de manhã, das 10h às 12h, e 2h à a de, das 14h às 16h; no segundo dia 2h á a de, das 14h às 16h. 21 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Imagem 4. 22 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Imagem 5. 32 Núme o de pa icipan es: 20 c ianças (alunos do 5º e 6º ano). De manhã no 1º dia – 8 apa igas e 3 apazes = 11 c ianças. À a de no 1º dia – 6 apa igas (2 epe i am) e 4 apazes = 10 c ianças. À a de no 2º dia – 7 apa igas (6 epe i am) e 2 apazes (2 epe i am) = 9 c ianças. Wo kshop de A queologia - CATL do LATI Rapa igas Rapazes 13 7 To al 20 Wo kshop de A queologia no ATL do Casal das Figuei as Tema: “Wo kshop de A queologia”, no ATL do Casal das Figuei as, ealizada pela D .ª Ma ia João Cândido. Objec i o: Ac i idade que consis iu numa “O icina” de la agem e mon agem de peças de ce âmica, em que se p e endeu mos a aos pa icipan es como se e ec ua o a amen o de ma e iais a queológicos, es es p o enien es de esca ações do Con en o de Jesus. Os pa icipan es ize am la agem de ma e iais e en a i a de colagem de peças já la adas, icando a conhece um pouco mais sob e o ipo de ce âmica, deco ação e ou os aspec os. Pa a al ac i idade u ilizou-se esco as de den es e de unhas e alguida es pa a a la agem, caixas pa a se coloca as peças a seca , e i a pa a se cola as peças. E oi ainda necessá io a en ais e lu as. Público-Al o: alunos do 3º ao 5º ano. Da as: 28 e 29 de Dezemb o. Du ação: 3h das 11h às 13h cada dia, pe azendo um o al de 9h. Núme o de pa icipan es: 32 c ianças, en e os 7 e os 11 anos de idade. 33 Wo kshop de A queologia - ATL do Casal das Figuei as C ianças 1º Dia 2º Dia 18 14 To al 32 Dia Abe o da A queologia no Con en o de Jesus Tema: Dia Abe o da A queologia no Con en o de Jesus, com o ema “Con en o de Jesus. Depois da esca ação… é p eciso a a dos ma e iais a queológicos”. Wo kshop ealizado pela mes anda e pela D .ª. Ma ia João Cândido. Objec i o: Ac i idade em que e a necessá ia insc ição p é ia e com limi e de pa icipan es. Consis iu em mos a aos pa icipan es como se e ec ua o a amen o dos ma e iais p o enien es de esca ações do Con en o de Jesus. Os pa icipan es ize am la agem de ce âmicas 23 e en a i a de colagem de peças já la adas 24 . Ficando a conhece um pouco mais sob e o ipo de ce âmica, deco ação e ou os aspec os. Ti e am ainda a opo unidade de aze uma isi a guiada pelo Con en o. Pa a al ac i idade u ilizou-se esco as de den es e de unhas e alguida es pa a a la agem, caixas pa a se coloca as peças a seca , e i a pa a se cola as peças. E oi ainda necessá io a en ais e lu as. Público-Al o: sem limi e de idades. Da a: 21 de Janei o. Du ação: 2h30 de manhã, das 10h às 12h30; e 3h á a de, das 14h às 17h. Núme o de pa icipan es: 15 pessoas. 23 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Imagem 6. 24 Ve Anexos, Lis a de Figu as, Imagem 7. 40 ou não êm nenhum écnico da á ea, e aí con a am pessoas ex e nas, ou êm apenas 1, ou 2, ou 3, écnicos da á ea, ou de á eas simila es, como po exemplo a His ó ia. ➢ Jo nal “O Se ubalense” Su giu ambém a meio do abalho de es ágio a ideia de aze uma pesquisa po odos os Jo nais de “O Se ubalense”, desde Julho de 1855 a Fe e ei o de 2017, endo sido come ido apenas o pe íodo de 1950 a 2006 39 . O objec i o inal se ia o de p ocu a a igos ou no ícias que con i essem in o mações ace ca de a queologia ou pa imónio a queológico na cidade de Se úbal, e ainda in o mações sob e encon os/colóquios de a queologia nacionais ou in e nacionais, e com is o culmina num ex o em que se pe cebesse qual a e olução da impo ância e des acamen o dado a es e ema desde a 2ª me ade do séc. XIX a é aos dias de hoje. A es e abalho se dedica am 124h e 30min, du an e alguns dias nos meses de No emb o de 2016 a Fe e ei o de 2017. No en an o es e abalho não oi possí el inaliza po al a de empo dedicado ao mesmo. Em aspec o de balanço sumá io das in o mações encon adas nos di e en es anos des e jo nal, consegue-se e a pe cepção de que hou e de ac o uma a enção especial em comunica a a és de a igos sob e achados, pa imónio, exposições ou colóquios sob e a A queologia, na cidade de Se úbal e ou os locais do país e do mundo. Mas de ac o chegando ao séc. XXI consegue-se pe cebe que essa a enção diminui de ce a o ma d as icamen e. O in ui o des a ac i idade, se i esse sido comple amen e inalizada, e a de comp eende a azão po que es e ema pe deu o oco no jo nal, e isso ajuda ia a explica o po quê de, hoje em dia, a população não sabe p op iamen e o que é a A queologia no ge al. Pois pe deu essa ligação com o passa das décadas. 39 Ve Anexos, Lis a de Tabelas, Tabela 5. 41 ➢ A qui o Fo og á ico de Amé ico Ribei o Uma ou a, e úl ima, ideia oi uma pesquisa de o og a ias na base de dados do a qui o o og á ico de Amé ico Ribei o, na Casa de Bocage, que não oi inalizada po al a de empo e de disponibilidade do esponsá el do a qui o pa a da apoio a es e p ocesso. Es a p ocu a de imagens i adas pelo o óg a o Amé ico Ribei o consis ia em encon a aquelas que e a assem o ema da A queologia, ou seja, ac i idades cul u ais, como imagens de esca ações, achados ou museus desde os anos 30 aos 80. Tendo ambém como inalidade pe cebe as al e ações de aspec os em á ios locais da cidade na al u a, compa ando com os de ac ualmen e. Es e abalho oi apenas e ec uado num único dia em Ou ub o, em 3h e 30min, que consis iu apenas na pesquisa da p óp ia base de dados de desc ições de imagens que igualassem as in o mações que p ocu a a. Amé ico Augus o Ribei o (Se úbal, 1 de Janei o de 1906 – 10 de Julho de 1992) oi um o óg a o po uguês. Além de e ei o á ios egis os pa a a imp essa local e nacional, cap ou ambém milha es de momen os da his ó ia da cidade de Se úbal e do país. O espólio o og á ico de Amé ico Ribei o, é cons i uído po mais de 140 mil o og a ias, que e a am mais de 70 anos de his ó ia 40 . Es e espólio encon a-se deposi ado no A qui o Fo og á ico Amé ico Ribei o, da Câma a Municipal de Se úbal, ins alado na Casa de Bocage, edi ício onde nasceu o poe a se ubalense Manuel Ma ia Ba bosa du Bocage e onde unciona um espaço museológico dedicado ao poe a. O espólio encon a-se ac ualmen e a se obje o de egis o, a amen o e iden i icação. 40 h p://www.mun-se ubal.p /p /no icia/se ubal-pela-len e-de-ame ico- ibei o/3488 42 5. Discussão 5. 1. Ensina A queologia Pa a se c ia uma ap esen ação, um guião de isi a, painéis de in o mação pa a uma exposição, en e ou as acções que enham a inalidade de ensina sob e a queologia é p eciso e á ios pon os em con a. Especialmen e na linguagem a u iliza e na mensagem que se que ansmi i . P imei amen e a o ma como se abo da o ema, que nes e caso oi ia imagens e ex os alusi os, com o objec i o de educa e pa a al a mensagem e e de se cla a e de e exemplos de apoio. De seguida, em de se iden i ica o público-al o, que nes e caso o am alunos do 3º ano ao ensino supe io , mas maio i a iamen e alunos do ciclo p imá io, que com an a di e ença de men alidade e de oco cada mensagem e e de se al e ada pa a cada ipo de “educação”. Pa a al oi p eciso e em conside ação a idade, pois sendo um público mais jo em, e mui o c iança nalguns casos, oi necessá io comunica u ilizando pala as, concei os e e mos menos complicados, e não se demasiado o mal na linguagem. Po úl imo, ambém em que se es abelece uma ligação a a és das eacções do público ao longo do discu so, pa a se consegui encon a ópicos de in e esse comum, como po exemplo, u ilizando his ó ias pessoais. Pa a se pe cebe se a linguagem u ilizada se á a mais co ec a. Se a mensagem que se que ansmi i es á de ac o a se emi ida e a se comp eendida, en e ou os aspec os. Pois a ideia é a de ac escen a alo que ealce a his ó ia e as ca ac e ís icas do ema. Ou seja, de o ma a se ealiza uma educação pa imonial os con eúdos exposi i os de e ão se ap esen ados aos públicos em á ios g aus de ap o undamen o e complexidade, ace à di e sidade de g aus de o mação ela i amen e à emá ica do pa imónio local (RODRIGUES, pág. 67). Mas ambém em que se e em conside ação que a comunicação educa i a da a queologia em e mos de museus e câma as municipais é um ópico pouco es udado, mas que em eque ido alguma a enção nos úl imos anos. Exemplo disso é a Tese de 43 Dou o amen o de Má io An as, que a i ma que quando se que es uda um ema ão especí ico e complexo como es e, as e e ências bibliog á icas são escassas e dispe sas. Apenas na década de no en a do século XX, se encon am alguns a igos, sendo que já no século XXI, alguns au o es êm esc i o de uma o ma mais egula sob e es a ques ão. Basicamen e, os ipos de on es que encon amos pa a es a emá ica podem se ag upados em 3 ca ego ias: T abalhos de sín ese em que se en a aze uma análise global compa a i a, que são escassos; T abalhos de di ulgação de ac i idades educa i as de um museu, que cons i uem a maio ia; E abalhos de di ulgação de ac i idades educa i as, numa pe spec i a de ciências de educação ou de elação com a escola, que são sob e udo u o de abalhos académicos ou de expe iências educa i as em con ex o escola (ANTAS, pág. 41). En ende-se ainda que a educação pa imonial é um eixo es u u an e pa a o p ocesso de ensino do pa imónio cul u al. Pois es á in eg ada com as comunidades locais e pe mi e assim aze a pon e en e a sociedade e o pa imónio (ANTAS, pág. 81). Pa a se p omo e uma e dadei a educação pa imonial é necessá io começa pela base da o mação da sociedade que é a escola. Nes e sen ido, é necessá io ap oxima as ins i uições de educação o mal que azem pa e do sis ema de ensino (escolas e uni e sidades), das que p omo em educação não- o mal (museus, associações cien í icas) e educação in o mal, pa a que essa consciencialização e alo ização pa imonial seja um alo in ínseco que passe de ge ação em ge ação como um e dadei o legado (ANTAS, pp. 81 e 82). Que oi o que odo es e abalho de es ágio en ou alcança objec i amen e. Tudo is o em ainda mais o ça, po exemplo, seguindo a ob a In e p e ing Ou He i age de F eeman Tilden, 1957, em que es e desen ol eu 6 p incípios que o am e con inuam a se a chamada dou ina o ien ado a da in e p e ação. E que demons a que com a in e p e ação p e ende-se e ela signi icados, p o oca emoções, es imula a cu iosidade e p opo ciona uma no a expe iência. Es es p incípios ão se analisados indi idualmen e: O p imei o p incípio, menciona que qualque in e p e ação que não se elacione com a pe sonalidade ou expe iência do público se á es é il (TILDEN, 1957, pág. 9). O que 44 nes e caso é comp o ado pela di a p ocu a de ligação pa a com o público, acima desc i a. O segundo p incípio, diz que a in o mação, como al, não é in e p e ação. A in e p e ação é uma e elação com base em in o mações, mas ambos são o almen e di e en es. No en an o oda in e p e ação inclui in o mações (TILDEN, 1957, pág. 9). Nes e complexo pa ág a o, en ende-se que pa a se pode aze uma in e p e ação em se conhece e comp eende odas as in o mações po de ás do ema em ques ão. Ou seja, nes e caso em pa icula , a a és das ap esen ações deu-se odas as in o mações básicas e a pa i daí cada pessoa ez a sua p imei a in e p e ação, que es a ia ou não co ec a, e que se ia co igida ou melho ada a a és de mais in o mações dadas. E em- se ambém que se coloca no luga do ou in e, pa a se en ende se o que se diz de ac o in e essa. O e cei o p incípio, e e e que a in e p e ação é uma a e que combina ou as a es, que seja cien í ica, his ó ica, a qui ec ónica, e c. Que qualque a e pode se ensinada a é ce o pon o (TILDEN, 1957, pág. 9). Es e pon o é c ucial, pois em que se en ende que pa a se aze uma in e p e ação, seja de que pon o o , em de se ealiza com lógica e den o da á ea que se p e ende explica . Nes e caso, oi do pon o de is a cien i ico e his ó ico na á ea da A queologia, que e e o objec i o de mos a apenas supe icialmen e alguma in o mação des e ema. O qua o p incípio, alude a que o p incipal obje i o da in e p e ação não é apenas a ins ução, mas ambém a p o ocação (TILDEN, 1957, pág. 9). Is o pe cebe-se, pois quando se pensa no discu so e na o ma como se ai chama a a enção do público, há semp e aquela endência se u iliza algo “ex emo”, algo que es á o a do co ec o con ex o, mas que ai se econhecido. Po exemplo, nas ap esen ações o am e e enciadas duas imagens, dos ilmes Indiana Jones e La a C o , que es ão e adas quan o a demons a qual é o abalho de um a queólogo, mas que ca i ou o público de imedia o e que ajudou a ensina o que es a a e ado nessas imagens pa a com a ealidade. O quin o p incípio, decla a que a in e p e ação de e e como objec i o ap esen a um conjun o de in o mações e não só uma pa e, e di ecciona a sua mensagem pa a odas as pessoas e não só uma das suas ace as (TILDEN, 1957, pág. 9). 45 Ou seja, a mensagem que ai se ansmi ida em de se cons uída endo em con a um público-al o is o como um odo, um só, e não ha e uma sepa ação de ido a aspec os como a eligião, a e nia, a men alidade en e ou os. Tem sim que se adequa cada mensagem pa a cada ipo de público, mas emi i-la como uma só, de igual o ma pa a odos. Po im, o sex o e úl imo p incípio, no i ica que a in e p e ação ei a pa a c ianças não de e se apenas uma ap esen ação simpli icada, daquela que se p epa a pa a os adul os, mas de e segui uma abo dagem undamen almen e di e en e. Se se quise a ingi uma ce a me a, ai se exigido um p oje o em sepa ado (TILDEN, 1957, pág. 9). O que se p e ende comp eende des e pon o é que, como já oi e e ido no início, pa a cada ipo de público, endo em con a a sua escola idade e a sua idade, em que se e ec ua uma in e p e ação di e en e, de o ma a i em encon o com as suas capacidades. Assim sendo, cada discu so, no inal, acabou po se quase pe ei o pa a cada caso, pois e e-se em conside ação odos os ac os acima indicados. E seguindo es es passos não há como e a ou se engana , pois es es ins umen os de comunicação são a ligação en e o pa imónio e a his ó ia. 5. 2. Câma a Municipal de Se úbal e Museu de A queologia e E nog a ia do Dis i o de Se úbal Um dos ópicos que ambém se p endeu com es e es ágio oi o abalho ealizado po duas en idades, o MAEDS e a CMS, di e en es mas que êm o mesmo objec i o, o de es uda , in es iga , alo iza , conse a e da a conhece a his ó ia de Se úbal, e de ou os locais. O MAEDS é uma ins i uição de âmbi o dis i al e os seus p ojec os de in es igação em a queologia são egionais, p endendo-se mais na época P é-His ó ica e Romana. No que diz espei o à a queologia u bana, o MAEDS em desen ol ido di e sas in e enções a queológicas no Cen o His ó ico de Se úbal, desde os inais dos anos 70. 46 A CMS em o SPA, com uma linha de in es igação a ní el concelhio e, em pa icula , na cidade de Se úbal, p incipalmen e na época Mode na. Em aspec os de a queologia u bana, o SPA acompanha ob as públicas e de in e esse municipal, que em imó eis no Cen o His ó ico, al o de eabili ação e adap ação a espaços cul u ais, que em ob as de saneamen o e a uamen os. No en an o, é no á el odo o abalho e in es igação a queológica e ec uada na cidade de Se úbal po qualque uma des as ins i ições, pois o SPA da CMS e o MAEDS são dois se iços que se complemen am nas suas linhas o ien ado as da a queologia de Se úbal a ní el local e egional, espe i amen e. A ní el da a queologia u bana, não exis e sob eposição pois o p imei o acompanha os p ocessos de ob as públicas e o segundo, maio i a iamen e os p ocessos de ob as p i adas. O MAEDS em o ganizado encon os e seminá ios com a pa ce ia da CMS e em alguns p ocessos de ob as, com es ígios a queológicos impo an es, é es abelecida uma pa ce ia en e as duas ins i uições. Mas é de isa , ambém, que apesa de usa a exp essão que ambas as ins i uições e ec uam a queologia u bana, isso não es á co ec o pois es as p a icam a queologia u bana em Se úbal, ou sejam, p ocu am conhecimen o. Em aspec os de exemplos de musealização e ob as de alo ização po pa e do SPA e da CMS, exis em 3 locais a des aca : o p imei o, a Casa da Cul u a, com a c iação de uma memó ia do espaço, com ex os e imagens dos es ígios a queológicos; o segundo, o Con en o de Jesus, com a esca ação in eg al do espaço e a musealização das es u u as a queológicas; e o e cei o, a Casa da Baía, que oi al o de ob as de eabili ação no passado ano 2016, em que se des aca o p ojec o de a qui ec u a que adap ou o no o espaço, e que oi bem sucedido, em que ago a o local no in e io em um ca é que con ém uma esplanada, em que no chão em uma placa de id o que p o ege e musealiza es u u as de an igos cubiculos na al u a do Recolhimen o. Mas ambém sinaliza a sua no a deco ação, que na opinião pessoal da mes anda é uma deco ação mui o mode na, des oando cla amen e da iden idade de um edi icio com mais de 300 anos. Todas es as ob as o am acompanhadas a queologicamen e pelo SPA e oi possí el a musealização dos espaços a a és do abalho do a queólogo e da on ade da CMS em al e a o p ojec o de o ma a man e algumas es u u as a queológicas. 47 Quan o ao apoio dado pela CMS du an e a ealização des e es ágio, oi no á el a sua abe u a e coope ação, e ambém dos elemen os com quem se abalhou du an e es e empo. Po exemplo, exis iu a opo unidade de a mes anda consegui e , pessoalmen e, mais conhecimen os sob e alguns locais na cidade, a a és de isi as guiadas ealizadas pela senho a Leono Soa es Nunes, do Se iço Educa i o da CMS. Mas é ób io que exis em algumas alhas, como o ac o do se iço em que es á inse ido o Sec o de A queologia não se o co ec o, inicialmen e des acado, pois de e ia e uma maio impo ância. De e ia e ambém uma equipa compos a po mais a queólogos e écnicos de ou as á eas (como a an opologia, a geog a ia, a geologia, e a conse ação e es au o, mas es e úl imo em um écnico na CMS). Uma ez que há apenas uma a queóloga, já a alguns anos, e po essa azão é impossí el en ol e a população em odas as ac i idades cul u ais signi ica i as. 48 CONSIDERAÇÕES FINAIS O abalho ealizado nes e es ágio cen ou-se em comp eende como é o abalho de a queologia num município e i encia o desa io de ansmi i uma igual mensagem a á ios ní eis escola es. No inal espe a-se que a população com quem se con ac ou enha icado a conhece , co ec amen e, o que é a A queologia, o po quê das in e enções que se e ec uam, e o alo de odo o pa imónio espalhado pela cidade de Se úbal, de o ma a o espei a em, p o ege em e sal agua da em. Du an e o es ágio, apesa de o empo e sido cu o pa a a con inuação, conclusão e começo de algumas ac i idades, pensa-se que oi possí el passa a in o mação p e endida. Po isso as conclusões a que se pode chega são maio i a iamen e de alo pessoal. Mas conseguiu-se pe cebe que a a queologia numa au a quia não é ácil, é como que uma ba alha que nunca mais e mina po ezes, pois não é o único ó gão que con ém oda a in o mação, in es igação e u ela da a queologia na cidade de Se úbal. O objec i o de da a conhece a a queologia a oda a população, nes e caso oi somen e possí el a pa e da mesma, a público escola e a uma pequena pe cen agem de público ge al, com alguns wo kshops. E e e os seus obs áculos, pois a o ma de como comunica e de como a ai es e público pa a o ema não oi ácil, dependeu mui o das idades, men alidades e ocos. Po isso escolhe es e ema po si só já demons a a di iculdade, mas chega ao pon o de, de ac o, ealizá-lo, pondo em p á ica as es a égias, oi mui o g a i ican e. E a a és des e abalho de es ágio ob e e-se uma b e e expe iência do mundo do abalho. No início pensou-se que ia se mui o complicado explica udo o que se que ia dize aos mais no os, especialmen e aos alunos do 3º e 4º ano, mas eles o am su p eenden es, pois, sabiam mais do que se inha em ideia, e po ezes a é chega am a ensina algumas coisas. Quan o aos mais elhos, os alunos do 5º ao 12º ano, quem se acha a que se ia mais ácil de comunica po não e em uma g ande di e ença em e mos de ge ação pa a com a mes anda, oi a inal a mais complicada, pois an o e am mui o dispe sos, dis aídos, ou en ão ou as ezes mui o in e essados, empolgados, e 49 que iam sabe udo, e oi desa ian e con olá-los. Po exemplo, num ou o caso, em que se ealizou uma ap esen ação em duas u mas do ensino supe io quan o à a queologia e o desenho, já oi mui o mais empolgan e ensina como se az o desenho a queológico, pa a que se e e qual o esul ado inal, e ambém ap ende algumas écnicas e usos que es es alunos aziam di e en es das usadas nes a á ea. Po im, a maio o ça des e es ágio oi o ac o de que o abalho que oi p opos o e e ec uado não e a conc e izado po pa e do SPA, há já algum empo, is o que p imei amen e ha iam 2 a queólogos, mas depois icou apenas 1, não endo o al disponibilidade pa a odas as ac i idades que pode iam se le adas a cabo, e isso deu a opo unidade pe ei a pa a o lança . No en an o, a maio aqueza oi a pouca disponibilidade e espos a po pa e da maio ia das ins i uições educa i as da cidade, e ambém o não auxílio em e mos de anspo e pela CMS pa a, po exemplo, as escolas ealiza em isi as de es udo aos locais disponí eis, que ajuda iam a aze uma luz mais cla a aos alunos sob e o ema, após as ap esen ações. Uma das maio es p eocupações da mes anda, que su giu ao longo des e abalho oi sabe se es a ia ou não a segui o caminho co ec o, se no im de cada dia de abalho, de cada ac i idade, de cada discu so, se os alunos en endiam comple amen e o que se que ia dize e se os conseguia ca i a , a quem sabe um dia segui em es a p o issão, mas especialmen e se conseguia mos a o pa imónio que exis e nes a cidade, que ambém é mo ada da mes anda, e que mui os desconhecem. 56 57 58 59 60 61 62 63 64 65 72 73 74 75 76 77 78 79 80 81 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 104 105 106 107 108 109 110 111 112 113 120 121 122 123 124 125 126 127 128 129 136 137 138 139 140 141 142 143 144 LISTA DE GUIÕES Guião 1 - 1º Ciclo (3º e 4º ano). A queologia o que é? A queologia (do g ego, « a kheo », o começo ou o p incípio de udo, e « logos », conhecimen o de; es udo de). Com es a ciência ica-se a conhece a cul u a e os cos umes dos nossos an epassados, e a e olução e ans o mação da sociedade num de e minado empo e espaço. Um sí io a queológico é um luga onde hou e alguma ocupação humana no passado. T abalho de um a queológo O abalho de campo em á ias e apas: começando pela pesquisa bibliog á ica ou p ospeção do local, depois sim é e e uado o le an amen o e esca ação do, si io a queológico, de seguida o ma e ial encon ado é le ado pa a um labo a ó io onde é a ado e es au ado, sendo po im in e p e ados os dados em gabine e. Exis em á ios ipos de es ígios ma e iais, ais como: a e ac os ( asos, u ensílios de cozinha, e amen as, a mas), es os de alimen ação e aunís icos, ossos humanos e de animais, pin u as, azulejos, e c. A a és dos es udos de es os alimen ícios en endemos como p a icamos nossa p odução de alimen os hoje, e descob imos modos de alimen ação que deixa am de exis i . A a és dos es udos sob e os a e ac os passamos a en ende como se desen ol e am as ecnologias a é hoje. Es ação A queológica do C ei o Com uma unidade ab il ( anques), balneá io e a mazéns. No im oi pa cialmen e ocupado po uma lixei a Conse ação = F igo í ico. 145 Guião 2 – 2º Ciclo (5º e 6º ano). A queologia o que é? A queologia (do g ego, « a kheo », o começo ou o p incípio de udo, e « logos », conhecimen o de; es udo de). É o es udo das sociedades humanas an igas e já ex in as, a a és dos es ígios ma e iais encon ados pelos a queólogos. Com es a ciência ica-se a conhece a cul u a e os cos umes dos nossos an epassados, e a e olução e ans o mação da sociedade num de e minado empo e espaço. Es a ciência é a mais mul idisciplina e in e disciplina de odas, pois abalha em conjun o com ou as á eas, como a his ó ia, a geologia, a an opologia, a geog a ia, en e ou as. Um sí io a queológico é um luga onde hou e alguma ocupação humana no passado. T abalho de um a queológo O abalho de campo em á ias e apas: começando pela pesquisa bibliog á ica ou p ospeção do local, depois sim é e e uado o le an amen o e esca ação do, si io a queológico, de seguida o ma e ial encon ado é le ado pa a um labo a ó io onde é a ado e es au ado, sendo po im in e p e ados os dados em gabine e. Exis em á ios ipos de es ígios ma e iais, ais como: a e ac os ( asos, u ensílios de cozinha, e amen as, a mas), es os de alimen ação e aunís icos, ossos humanos e de animais, pin u as, azulejos, e c. A a és dos es udos de es os alimen ícios en endemos como p a icamos nossa p odução de alimen os hoje, e descob imos modos de alimen ação que deixa am de exis i . A a és dos es udos sob e os a e ac os passamos a en ende como se desen ol e am as ecnologias a é hoje. Es ação A queológica do C ei o Sa dinha e Ca ala.