Full text
1
Rela ó io de es ágio na Di eção de Se iços das O ganizações Polí icas
In e nacionais da Di eção Ge al da Polí ica Ex e na Po uguesa
(SPM/DGPE)
A Posição Mul ila e al de Po ugal no âmbi o da Lu a Con a o
Te o ismo - O caso de Moçambique.
Ve a Cunha Lisboa Cos a Es elado
Rela ó io de es ágio do Mes ado de Ciência Polí ica e Relações
In e nacionais- Especialização em Relações In e nacionais
2
Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à
ob enção do g au de Mes e em Ciência Polí ica e Relações In e nacionais da
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa ealizado
sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Alexand a Magnólia Dias e sob a
o ien ação p o issional da D a. Filipa Co nélio da Sil a, Che e de Di isão das
O ganizações Polí icas Regionais e das Ques ões T ansnacionais.
3
Pa a o Pai
4
Ag adecimen os
Tou ien à poin à qui sai ê e end e
Em p imei o luga à D a. Filipa Co nélio da Sil a, po nunca e desis ido de mim ainda
que a pandemia Co id-19 i esse en ado a sua so e á ias ezes. Sem a sua ene gia
ca ismá ica e Amizade nada dis o e ia sido possí el.
À P o esso a Dou o a Alexand a Magnólia Dias po me e acolhido como sua mes anda
mui o p óxima da da a de en ega, pelas suas pala as de Con iança, Fo ça e Amizade
pa a conclui es e ela ó io. Ainda, pela sua disponibilidade imedia a e p on a espos a
em qualque dú ida que su gisse nes e cu o espaço de empo.
À Dou o a Lúcia Po ugal Núncio pelas cons an es lições de Amizade e ansmissão de
conhecimen os que i ei u ilizá-los mui o em b e e com oda a ce eza.
À Minha Mãe.
A odas,
o meu mais since o ob igada.
Ao meu Pai que do Céu me acompanha.
5
Resumo
O p esen e ela ó io de es ágio oi elabo ado a pa i das a i idades desen ol idas na
Di eção de Se iços das O ganizações Polí icas In e nacionais da Di eção Ge al da
Polí ica Ex e na Po uguesa, (DGPE/SPM) en e ou ub o de 2020 e agos o de 2021, e
ence a a componen e não-le i a do Mes ado em Ciência Polí ica e Relações
In e nacionais- especialização em Relações In e nacionais da Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa.
P e ende comp eende duas dis in as e en es, mas ligadas en e si: uma componen e,
di a p á ica, que diz espei o à exposição de um enquad amen o ins i ucional do
Minis é io dos Negócios Es angei os e da Di eção Ge al da Polí ica Ex e na e uma
componen e cien í ica ela i a à posição mul ila e al de Po ugal quan o ao e o ismo.
A componen e p á ica p e ende expo a ap endizagem adqui ida ao longo do es ágio
jun o dos pelou os OSCE (O ganização pa a a Segu ança e Coope ação da Eu opa) e
UNESCO (O ganização das Nações Unidas pa a a Educação, Ciência e Cul u a) bem
como, uma componen e mais cien í ica, ela i a à posição Mul ila e al de Po ugal no
âmbi o da Lu a Global con a o Te o ismo, endo em con a os p incipais ins umen os
in e nacionais con a o e o ismo.
A ap oximação a emas especí icos no âmbi o da Polí ica Ex e na Po uguesa, a ados na
Di isão das O ganizações Regionais e das Ques ões T ansnacionais pe mi iu abo da , na
segunda pa e do ela ó io, uma componen e mais cien í ica.
Reconhecendo o alo da ameaça que o e o ismo ap esen a na a ualidade, o p esen e
ela ó io quis ap esen a as p incipais espos as encon adas pelas O ganizações
In e nacionais, bem como, os comp omissos mul ila e ais de Po ugal ela i os à lu a
con a o e o ismo.
A a és da si uação em Cabo Delgado, Moçambique, p ocu ou-se comp eende os
es o ços, bem como as di iculdades sen idas na esolução de uma si uação humani á ia
p eocupan e, endo em con a as dimensões Segu ança e o cump imen o dos Di ei os
Humanos.
6
Abs ac
This in e nship epo was elabo a ed om he ac i i ies de eloped in he Di ec o a e o
Se ices o In e na ional Poli ical O ganiza ions o he Di ec o a e Gene al o Po uguese
Fo eign Policy, (DGPE/SPM) be ween Oc obe 2020 and Augus 2021, and closes he
non-Lec i e componen o he Mas e in Poli ical Science and In e na ional Rela ions -
specializa ion in In e na ional Rela ions o he Facul y o Social Sciences and Humani ies
o No a Uni e si y o Lisbon.
I in ends o comp ise wo dis inc bu in e connec ed s ands: one componen , he
p ac ical, which conce ns he exposu e o an ins i u ional amewo k o he Minis y o
Fo eign A ai s and he Di ec o a e Gene al o Fo eign Policy, and a scien i ic one, ela ed
o Po ugal’s Mul ila e al posi ion conce ning e o ism.
The p ac ical componen in ends o expose he lea ning acqui ed du ing he in e nship
wi h he depa men s OSCE (O ganiza ion o Secu i y and Coope a ion in Eu ope) and
UNESCO (Uni ed Na ions Educa ional, Scien i ic and Cul u al O ganiza ion). The
scien i ic componen , ela ing o he Mul ila e al posi ion o Po ugal wi hin he Global
Figh agains Te o ism, akes in o accoun he main in e na ional ins umen s agains
e o ism.
The app oach o speci ic hemes wi hin he scope o Po uguese Fo eign Policy, which
a e deal wi h in he Regional O ganisa ions and T ansna ional Issues Di ision, has made
i possible o add ess a mo e scien i ic componen in he second pa o he epo .
Recognizing he alue o he cu en h ea posed by e o ism, his epo sough o
p esen he main esponses ound by In e na ional O ganiza ions, as well as Po ugal's
mul ila e al commi men s in he igh agains e o ism.
Th ough he si ua ion in Cabo Delgado, Mozambique, I ied o unde s and he e o s, as
well as he di icul ies expe ienced in esol ing a wo ying humani a ian si ua ion,
conside ing he dimensions o secu i y and compliance wi h human igh s.
7
Índice
Ag adecimen os .......................................................................................................4
Resumo ....................................................................................................................5
Abs ac ...................................................................................................................6
Índice ......................................................................................................................7
Lis a de siglas e Ab e ia u as ....................................................................................8
In odução .............................................................................................................. 10
Capí ulo I ................................................................................................................ 14
1.1-Enquad amen o Ins i ucional do Minis é io dos Negócios ...................................... 14
1.2.-Enquad amen o Ins i ucional da Di eção Ge al da Polí ica Ex e na Po uguesa
(DGPE) ......................................................................................................................... 16
Capí ulo II ............................................................................................................... 20
2.1-A Di eção de Se iços das O ganizações Polí icas In e nacionais (SPM) ................ 20
2.2- Compe ências e a i idades desen ol idas nos SPM ................................................ 23
A UNESCO ................................................................................................................... 26
A OSCE ........................................................................................................................ 27
Capí ulo III- O e o ismo ........................................................................................ 31
3.1 Enquad amen o da emá ica ................................................................................... 31
Es a égias Globais lu a Con a Te o ismo ............................................................. 37
A Posição In e nacional/Mul ila e al no quad o do e o ismo .................................... 37
Po ugal e o Te o ismo: ......................................................................................... 44
Capí ulo IV .............................................................................................................. 46
Si uação em Moçambique- Enquad amen o ................................................................. 46
In e p e ação mul ila e al sob e a a ualidade da egião ............................................... 50
Posição de Po ugal ela i a à si uação ala man e em Cabo Delgado............................ 52
Conclusão ............................................................................................................... 53
Fon es e Webg a ia ................................................................................................ 58
8
Anexos ................................................................................................................... 64
Lis a de siglas e Ab e ia u as
ACNUR- Agência das Nações Unidas pa a os Re ugiados
AGNU- Assembleia Ge al das Nações Unidas
ANPAQ- Au o idade Nacional pa a a P oibição das A mas Químicas
ANTPEN- Au o idade Nacional pa a e ei os do T a ado de P oibição To al de
Ensaios Nuclea es
APE- Assun os Polí icos Eu opeus
CICL- Camões: Ins i u o da Coope ação e da Língua
CISLAMO- Conselho Islâmico de Moçambique
CIPE- Comissão In e minis e ial de Polí ica Ex e na.
CNU- Comissão Nacional da UNESCO
COTER- G upo do Te o ismo (Aspe os In e nacionais)
CPLP- Comunidade de Países de Língua Po uguesa
CSNU- Conselho de Segu ança das Nações Unidas
DGACCP- Di eção-Ge al dos Assun os Consula es e das comunidades po uguesas
DGPE- Di eção Ge al da Polí ica Ex e na
GAFI- G upo de Ação Financei a / FATF- Financial Ac ion Task Fo ce
ISIS- Es ado Islâmico do I aque e do Le an e/ Es ado Islâmico do I aque e da Sí ia
MAAC- Minis é io do Ambien e e da Acão Climá ica
MCTES- Minis é io da Ciência, Tecnologia e Ensino Supe io
Medu--Minis é io da Educação
MDN- Minis é io da De esa Nacional
MNE- Minis é io dos Negócios Es angei os
9
NATO- O ganização do T a ado do A lân ico do No e
OI’S- O ganizações In e nacionais
ONU- O ganização das Nações Unidas
OSCE- O ganização pa a a Segu ança e Coope ação na Eu opa
PJ-Polícia Judiciá ia
RI- Relações In e nacionais
UE- União Eu opeia
UNESCO- O ganização das Nações Unidas pa a a Educação, a Ciência e a Cul u a
SAS- Di eção de Se iços da Á ica Subsa iana
SPM- Di eção de Se iços das O ganizações Polí icas Mul ila e ais
SADC- Comunidade de Desen ol imen o da Á ica Aus al
PALOP-Países A icanos de Língua O icial Po uguesa
16
Ab e ia u as pa a as Di eções e Se iços que compõem es e g ande o ganismo do Es ado
Po uguês.
1.2.-Enquad amen o Ins i ucional da Di eção Ge al da Polí ica Ex e na Po uguesa
(DGPE)
A DGPE, é en ão, umas das p incipais en idades dos se iços cen ais que coo dena e
oma as decisões ela i as aos assun os de na u eza polí ico-diplomá ica e económica,
incluindo a Polí ica Ex e na e de Segu ança Comum (PESC) e a Polí ica Comum de
Segu ança e De esa (PCSD)
12
.
Segundo o Dec e o-Lei n.º 121/2011 de 29 de dezemb o de 2011 do Diá io da República,
1.ª Sé ie, N. º249 é da compe ência da DGPE:
• Es uda , emi i pa ece es, decidi ou ap esen a p opos as de a uação sob e os
assun os a inen es às suas a ibuições;
• Recolhe in o mação, analisa e ap esen a p opos as de a uação sob e assun os
de ele ância polí ico-diplomá ica;
• Assegu a a ep esen ação de Po ugal em euniões no es angei o;
• T ansmi i ins uções que sejam di igidas às embaixadas, ep esen ações
pe manen es e missões empo á ias, e pos os consula es de Po ugal;
• Assegu a a coo denação in e minis e ial no acompanhamen o e a amen o de
ques ões in e nacionais;
• P es a apoio écnico em ma é ia de de inição e es u u ação das polí icas,
p io idades e obje i os do MNE;
• Apoia a de inição das p incipais opções em ma é ia o çamen al, assegu a a
a iculação en e os ins umen os de planeamen o, de p e isão o çamen al e de
epo e;
• Acompanha e a alia a execução de polí icas e p og amas do MNE;
• Con ibui pa a a diplomacia económica de inida pelo Go e no;
• Assegu a a coope ação en e ou os se iços, o ganismos e es u u as do MNE
e a Agência pa a o In es imen o e Comé cio Ex e no de Po ugal, E. P. E.;
• Acompanha e assegu a a pa icipação em o ganismos in e nacionais de ca á e
es a égico pa a a a i idade ex e na do Es ado;
13
12
Dec e o-Lei n.º 121/2011 de 29 de dezemb o de 2011 do Diá io da República, 1.ª Sé ie, N. º249, Capí ulo
III, Secção I, A igo 9, disponí el em: h ps://d e.p /pesquisa/-/sea ch/543904/de ails/maximized.
13
Ibidem.
17
À en e de oda es a Di eção Ge al es á a Embaixado a Madalena Fische
14
e endo como
Subdi e o as Ge ais, a Minis a Plenipo enciá ia de 2.ª classe, D a. Ana Paula Mo ei a
15
,
a Conselhei a de Embaixada, D a. C is ina Cas anhe a
16
e a D a. Ana Filomena Rocha
17
Minis a Plenipo enciá ia de 2.ª classe
18
.
Pa a além do Es a u o da Ca ei a da Adminis ação Pública, o uncionamen o do MNE
é ambém o ien ado pelo Es a u o da Ca ei a Diplomá ica, em ambos os se iços do
MNE: o in e no e o ex e no
19
.
Os abalhado es des a en idade, egem-se pelo código de é ica e condu a do Minis é io
dos Negócios Es angei os, assen e em 10 p incípios undamen ais: Se iço público;
Legalidade; Rese a e Sigilo; In eg idade; Lealdade; Compe ência e Responsabilidade
20
.
Como pode á se obse ado, a a és do O ganog ama da DGPE
21
, a Di eção Ge al de
Polí ica Ex e na Po uguesa es á es u u almen e di idida em múl iplos se iços. Esses
pode ão se di ididos po sua ez, em 3 p incipais g andes á eas mul ila e ais
22
: um
ela i o à Segu ança e De esa do país (DSD), O ganizações Económicas In e nacionais e
O ganizações Polí icas In e nacionais, ou os endo em con a as á eas geog á icas: e i a-
se a Di eção da Á ica Subsa iana (SAS), do Médio O ien e e Mag ebe (MOM); do Ásia
e Oceânia (SÃO), a Di eção pa a as Amé icas (DAS) e Assun os Polí icos Eu opeus
(APE).
Impo a deno a , a a és da p esen e es u u a, que su gem se iços que es ão colocados
na alçada di e a do Gabine e da Di e o a Ge al da DGPE, como o ANPAQ/ANTPEN, a
CPLP
23
e a USEN.
14
Despacho n.º 11138/2019 n.º 229/2019, Sé ie II de 2019-11-28 do Diá io da República- Disponí el em:
h ps://d e.p /home/-/d e/126679322/de ails/maximized [consul ado a 12/06/2021].
15
Despacho (ex a o) n.º 9717/2018 n.º 200/2018, Sé ie II de 2018-10-17 do Diá io da República-
h ps://d e.p /home/-/d e/116696201/de ails/maximized [consul ado a 12/06/2021]
16
Despacho nº 942/2019, Sé ie II de 2019-01-25 do Diá io da República: h ps://d e.p /home/-
/d e/118463228/de ails/maximized [consul ado a 12/06/2021]
17
Despacho (ex a o) n.º 8020/2019 Sé ie II de 2019-09-11 do Diá io da República n.º 174/2019
h ps://d e.p /home/-/d e/124602547/de ails/maximized [12/06/201].
18
Re i a-se que os ca gos de che ia das di eções do MNE e ambém das Di eções de Se iços da DGPE
são no malmen e ocupados po indi íduos da ca ei a diplomá ica.
19
Ambas as ca ei as são de ca ac e público e são compos as consoan e abe u a de concu sos publicados
em Diá io da República.
20
In o mação disponibilizada a a és da in ane do MNE, apenas acessí el a colabo ado es do MNE.
21
Consul a anexo nº 2.
22
In e p e ação da au o a do ela ó io pe an e a o gânica dos se iços.
23
Re i a-se que es es 3 se iços a uam de o ma independen e. Sendo ep esen ações po uguesas no âmbi o
das espe i as emá icas, es ando localizados isicamen e no Palácio das Necessidades.
18
Cada se iço, po sua ez, é compos o po di e sas di isões que a am de di e en es
assun os. No en an o, e i a-se a cons an e con e gência e a iculação en e os se iços,
semp e que necessá io.
Pode á se in e p e ada uma es u u a p o undamen e hie á quica na condução dos
abalhos ealizados ao ní el das Di eções de se iços.
Seguindo o O ganog ama da DGPE, e i a-se os p incipais emas que cabe a cada se iço
a a :
• Médio O ien e e Mag ebe (MOM): se iço de âmbi o geog á ico di ecionado
pa a os assun os elacionados com os seguin es países:
- Mag ebe: A gélia, Líbia, Ma ocos, Mau i ânia, Saha a Ociden al, e Tunísia.
− Médio O ien e: Egi o, Is ael, Jo dânia, Líbano, Pales ina e Sí ia.
Se iço inse ido no âmbi o bila e al.
• Ásia e Oceânia (SAO): se iço de âmbi o geog á ico di ecionado pa a os
assun os elacionados com os seguin es países: India, A eganis ão, China bem
como odos os es an es países asiá icos.
Se iço inse ido no âmbi o bila e al.
• Á ica Subsa iana (SAS)
24
: se iço de âmbi o geog á ico di ecionado pa a os
assun os ela i os ao o al do con inen e a icano e das elações bila e ais com
países a icanos; coope a na coo denação dos abalhos desen ol idos no âmbi o
da CPLP.
• Amé icas (DSA): se iço de âmbi o geog á ico di ecionado pa a os assun os
ela i os as amé icas do No e e do Sul, comunidades la inas e no e-ame icanas.
Se iço inse ido no âmbi o bila e al.
• Assun os Polí icos Eu opeus: se iço que acompanha as ma é ias elacionadas
com a San a Sé; Rússia; países do Les e da Eu opa, Ásia Cen al (Qui guis ão) e
Balcãs e acompanhamen o das elações com países não memb os da União
Eu opeia; acompanha os assun os da Ação Ex e na da União Eu opeia e assun os
ela i os à segu ança da eu opa.
24
No âmbi o da emá ica do e o ismo no No e de Á ica, os SPM e a SAS êm abalhado em conjun o
na elabo ação de con ibu os e p opos as de esolução.
19
• O ganizações Económicas In e nacionais (SEM)
25
: se iço que possui o
pelou o dos assun os elacionados com o Ma e Oceanos, Ambien e e
Desen ol imen o Sus en á el (Agenda 2030), Ques ões económicas e
Financei as do Desen ol imen o, Ene gia, Saúde, T abalho, Ques ões cien í icas
e ecnológicas, Mig ações, A iação Ci il, Espaço Ex e io e Ag icul u a e
Flo es as;
• O ganizações Polí icas In e nacionais (SPM)
26
: é o se iço que em sob a sua
u ela o acompanhamen o da posição po uguesa no seio das O ganizações
Polí icas. Lógica de abalhos é es abelecida a a és de acompanhamen o de
assun os e não de o ma bila e al.
• Assun os de Segu ança e De esa (DSD): se iço que abo da os assun os
ela i os à Segu ança Nacional; assun os ela i os ao T a ado do A lân ico No e
(OTAN/NATO) e Não-P oli e ação de A mas Maciças;
A a és de uma obse ação do O ganog ama da DGPE, c ê-se que é iden i icado, à
pa ida, as p incipais á eas de a uação da Polí ica Ex e na Po uguesa
27
.
Assim, iden i ica-se a con e gência en e o Mul ila e alismo e as elações bila e ais do
es ado po uguês, sob a alçada da DGPE: as p incipais á eas geog á icas de a uação da
Polí ica Ex e na Po uguesa e endo em con a, o enquad amen o da o ganização da
Comunidade In e nacional, enquan o um odo. O e o ço das elações mul ila e ais em
ganho uma dimensão a ual no âmbi o do delineamen o das Polí icas Ex e nas dos
Es ados, nomeadamen e no desenho da Polí ica Ex e na Po uguesa a ual.
Cons i uindo-se como um dos seis pila es, é a a és do mul ila e alismo, assen e no
Di ei o In e nacional (ins umen os legais) que Po ugal consegue a ingi obje i os em
25
Toda a in o mação ela i a à ma é ia de assun os a ados no âmbi o dos se iços da DGPE es á acessí el
na Po a ia nº 31/2012, Diá io da República n.º 22/2012, Sé ie I de 2012-01-31. Fixa a es u u a o gânica
da Di eção-Ge al de Polí ica Ex e na. Disponí el em: h ps://d e.p /pesquisa/-
/sea ch/543904/de ails/maximized. O p esen e ela ó io expôs de o ma sin é ica o pelou o de cada se iço.
26
Consul a anexo nº3.
27
Pa indo da o gânica do DGPE e jun amen e com o conhecimen o de um caminho his ó ico da Polí ica
Ex e na Po uguesa e endo como ba ei a his ó ica, o 25 de ab il de 1974, que se econhece 6 g andes
linhas de a uação da Polí ica Ex e na Po uguesa: O espaço eu opeu ( e i a-se os assun os polí icos
eu opeus, onde es ão os abalhos elacionados com o Conselho da Eu opa, União Eu opeia, Conselho da
UE e Pa lamen o Eu opeu); os es ados alan es da língua po uguesa, ou o mundo da exp essão po uguesa-
os CPLP/PALOP; as Comunidades Po uguesas dispe sas po odo o mundo, o A lân ico e a
in e nacionalização da economia.
Re i a-se, que com a en ada da União Eu opeia em 1986, o mul ila e alismo, enquan o linha de a uação,
ganhou uma no a dimensão e es u u an e da Polí ica Ex e na Nacional.
20
ma é ia de es a égia nacional e man e uma posição de des aque no seio da Comunidade
in e nacional.
Re i a-se que a a ual o dem mundial em econhecido a exis ência de desa ios cada ez
mais incados ao mul ila e alismo, apesa do econhecimen o de um sis ema cada ez
mais mul ipola , apoiado nas o ganizações in e nacionais
28
.
O econhecimen o do papel das O ganizações In e nacionais enquan o a o es decisi os
na o ganização do Sis ema In e nacional é uma das linhas que o ien am a elabo ação do
p esen e ela ó io: é a ibuído um luga de des aque à noção de Mul ila e alismo na
Polí ica Ex e na Po uguesa, não só a a és da p esença po uguesa em O ganizações
In e nacionais
29
mas ambém a a és da expe iência i ida no es ágio nos SPM.
Capí ulo II
2.1-A Di eção de Se iços das O ganizações Polí icas In e nacionais (SPM)
O es ágio deco eu na Di isão das O ganizações Regionais e das Ques ões
T ansnacionais, na Di eção de Se iços designada po SPM, que possui o pelou o dos
abalhos e assun os Polí icos In e nacionais
30
, nomeadamen e: Assegu a as pas as
ela i as à posição po uguesa nas mais di e sas o ganizações do o o polí ico.
Sendo che iada pelo D . Paulo San os
31
e econhecendo, de pe o, a dimensão de ca ga de
abalho que os SPM possuem, es e se iço encon a-se di idido em 3 Di isões: a Di isão
dos Di ei os Humanos che iada pela D a. Ana B i o Manei a
32
, a Di isão dos Assun os
28
Es a ideia pa adoxal em acompanhado desde os anos 80 do século passado, as dinâmicas das Relações
In e nacionais, seja no meio p o issional, seja no meio académico, o iginando uma p oli e ação de di e sas
eo ias que p ocu am analisa a ealidade complexa das Relações In e nacionais. Re i a-se que o
econhecimen o do papel das OI, enquan o a o es es u u an es, ap oxima-se da co en e eó ica neolibe al.
29
Po al Diplomá ico, O ganizações In e nacionais de que Po ugal é memb o (2021). Disponí el em:
h ps://www.po aldiploma ico.mne.go .p /poli ica-ex e na/ emas-mul ila e ais/o ganizacoes-
in e nacionais-de-que-po ugal-e-memb o [consul ado a 25/08/2021]
30
Re i a-se que endo como obje i o ob e o g au de mes e com especialização em Relações in e nacionais,
a colocação no p esen e se iço oi sem dú ida uma mais- alia pa a o conhecimen o de di e en es emas
no âmbi o mul ila e al, econhecendo a sua impo ância num mundo cada ez mais em con ac o e
globalizado. Uma ez mais, a Po a ia n.º 31/2012 de 31 de janei o de 2012 do Diá io da República, 1.ª
Sé ie, N. º22, A igo 4.º e ela as p incipais compe ências dos SPM (anexado no p esen e ela ó io).
31
Po al Diplomá ico, Es u u a O gânica, Di eção Ge al da Polí ica Ex e na, Di eção de se iços das
O ganizações Polí icas In e nacionais. Disponí el em: h ps://www.po aldiploma ico.mne.go .p /sob e-
nos/quem-somos/es u u a-o ganica#clique-pa a- e -di ecao-ge al-de-poli ica-ex e na
32
Despacho (ex a o) n.º 9171/2016 Diá io da República n.º 137/2016, Sé ie II de 2016-07-19
h ps://d e.p /home/-/d e/74981239/de ails/maximized
21
Rela i os à ONU di igida pela D a. Joana Fialho
33
e a Di isão das O ganizações Polí icas
Regionais e das Ques ões T ansnacionais che iada pela D a. Filipa Co nélio da Sil a
34
.
Re i a-se, que apesa da di isão em pequenos segmen os, a lógica de abalhos a
ap esen a aos ca gos mais supe io es da DGPE, ou ao mais al o ní el polí ico ( euniões
de minis os) mui as ezes necessi a do con ibu o das di e en es di isões dos SPM e
assim, o na-se necessá ia uma comunicação cons an e en e os di e en es che es de cada
Di isão e pessoal que os acompanha.
De o ma sin é ica, e i a-se as p incipais a e as de cada di isão dos SPM:
• À Di isão dos Di ei os Humanos cabe o acompanhamen o da posição nacional
ela i o aos Di ei os Humanos seja em ao ní el nacional, seja no âmbi o das
o ganizações mul ila e ais
35
.
Cabe a es a di isão ga an i o cump imen o dos P incípios de Di ei os Humanos nos
di e en es o ganismos in e nacionais em ma é ia de Di ei os Humanos.
É ambém es a di isão que acompanha a posição de Po ugal no âmbi o das euniões
plená ias e no desen ol imen o de abalhos da 3.ª Comissão da Assembleia Ge al das
Nações Unidas. Comissão essa, onde são a adas as ques ões sociais/humani á ias e
cul u ais
36
.
Re i a-se, po im, que no p esen e momen o es a Di isão es á a acompanha o Conselho
dos Di ei os Humanos- ó gão subsidiá io da ONU (que se ealiza 3 sessões po ano, em
Geneb a). P esen e di isão acompanha o desen ol imen o das ques ões elacionadas com
os e ugiados e deslocados in e nos; desen ol e abalhos no âmbi o do es udo e memó ia
do holocaus o bem como no âmbi o dos Di ei os Humanos de endidos pela EU,
acompanhando a pa icipação po uguesa no COHOM.
33
Despacho (ex a o) n.º 6281/2020 Diá io da República n.º 114/2020, Sé ie II de 2020-06-15,
T ans e ência pa a os se iços in e nos. Disponí el em: h ps://d e.p /home/-
/d e/135707140/de ails/2/maximized?se ie=II&pa e_ il e =31&day=2020-06-15&da e=2020-06-
01&d eId=135707108 [consul ado a 12/06/2021]
34
Despacho (ex a o) n.º 10187/2018 Diá io da República n.º 212/2018, Sé ie II de 2018-11-05
h ps://d e.p /home/-/d e/116876004/de ails/maximized [consul ado a 12/06/2021]
35
Conselho dos Di ei os Humanos das Nações Unidas e em con e gência com a Comissão Nacional pa a
os Di ei os Humanos c iada pela Resolução do Conselho de Minis os n.º 27/2010 de 8 de ab il. Disponí el
em: h ps://d e.p /pesquisa/-/sea ch/612391/de ails/maximized?d eId=131654 [consul ada a 12/06/2021].
36
Re i a-se que Po ugal em como p io idade da sua polí ica nacional e in e nacional o cump imen o das
leis es abelecidas em ma é ia de di ei os humanos.
22
• À Di isão dos Assun os Rela i os à ONU cabe o acompanhamen o dos assun os
elacionados com a ONU, sendo uma das g andes linhas p io i á ias da Polí ica
Ex e na Po uguesa, a ca ga de abalhos é signi ica i a.
Cabe ambém a es a Di isão o pelou o ela i o às candida u as po uguesas no âmbi o
das OI. A a és da colocação de uncioná ios po ugueses nas o ganizações, Po ugal
ga an e não só a sua ep esen a i idade como e o ça a impo ância da posição po uguesa
nos ó uns in e nacionais.
37
É ambém es a Di isão que a a dos p ocessos de a i icação po uguesa no âmbi o das
con enções ONU; do acompanhamen o dos T ibunais Ins i ucionais e das con ibuições
e quo as pa a as o ganizações in e nacionais, endo em con a as ope ações de
consolidação da Paz, P e enção e Ges ão de Con li os da ONU.
Re i a-se que a p esen e di isão es á em p epa a i os pa a a 76ª sessão da AGNU a e
luga já no p óximo mês de se emb o.
• Di isão das O ganizações Regionais e Ques ões T ansnacionais
Es a Di isão como a nomencla u a indica, possui a u ela dos assun os ansnacionais
38
,
ais como: o acompanhamen o dos assun os ela i os às D ogas, C imes ansnacionais
e Pi a a ia, T á ico de Se es Humanos, Co upção, P ocesso de Kimbe ly e Te o ismo.
Acompanha a pa icipação po uguesa no g upo COTER.
O acompanhamen o dos emas é ans e sal às di e sas o ganizações mul ila e ais. Assim
compe e à p esen e Di isão a coo denação dos abalhos pa a cada assun o, endo em
con a a posição nacional em cada o o in e nacional, em a iculação com ou os
minis é ios: a í ulo de exemplo, e i a-se os abalhos em ma é ia de comba e ao
e o ismo, nomeadamen e no quad o da ONU, da UE, do Conselho da Eu opa e da
OSCE, G upo de Ação Financei a (GAFI/FATF) e Coligação pa a de o a o ISIS.
A a és da disposição que a p esen e di eção de se iços se encon a é econhecida a
delineação da Polí ica Ex e na Po uguesa no âmbi o mul ila e al: A mul iplicidade de
assun os a ados e a necessidade de um conhecimen o ge al sob e di e en es
37
A es agiá ia e e opo unidade de auxilia a elabo a p oje o de con ibu o com odas as
in o mações/dados/manda os con idenciais dos po ugueses colocados nas OI.
38
O econhecimen o da dimensão ansnacional na o gânica dos SPM é in e p e ado pela au o a do ela ó io
como uma indicação pa a a oco ência das ameaças ao ní el global, is o é, o econhecimen o de agen es do
Sis ema In e nacional Polí ico pa a além dos es ados. Ideia em pa e de endida pelas escolas cons u i is as
das Relações In e nacionais.
23
emá icas/ euniões/p oje os/posições dos es an es Es ados-Memb os das OI/
Con e ências que o am a adas dia iamen e du an e es es meses de es ágio indicam os
p incipais assun os da agenda polí ica in e nacional.
A a és da b e e exposição das di e en es di isões que compõem o se iço das
O ganizações Polí icas In e nacionais é econhecida a mul iplicidade de emas que são
a ados no âmbi o do Mul ila e alismo das Relações In e nacionais.
2.2- Compe ências e a i idades desen ol idas nos SPM
As a i idades desen ol idas no es ágio oca am-se essencialmen e no acompanhamen o
de assun os de na u eza polí ico-diplomá ica e coo denação in e minis e ial, no âmbi o da
pa icipação nacional em di e sos o ganismos in e nacionais, nomeadamen e no
acompanhamen o dos abalhos elacionados com a OSCE e com a UNESCO, sob a
o ien ação da D a. Filipa Co nélio da Sil a e da D a. Lúcia Po ugal Núncio.
Sendo a p incipal p oblemá ica des a di isão, a dimensão ansnacional e econhecendo
que os p oblemas e si uações acompanhadas po es a Di isão, es ão além dos limi es
e i o iais es a ais, é econhecida, uma ez mais, a impo ância da coope ação en e os
Es ados na esolução de p oblemas. Es ados esses que econhecem dia iamen e ameaças
de ou os a o es p esen es no Sis ema In e nacional.
Re i a-se, no sen ido p á ico, que a o ma de comunicação do MNE baseia-se num sis ema
bas an e pa icula , a a és do sis ema da Ci a, uma ede echada de comunicação en e
os pos os ex e nos, espalhados pelo mundo
39
e os se iços in e nos.
Pode á se alegado que odo o abalho elabo ado no es ágio, pa e daqui. O
acompanhamen o e lei u a de oda a in o mação, sob e os mais di e sos emas e ecebidos
pelos á ios can os do mundo é a base de sus en ação de odo o abalho ealizado na
DGPE.
Re i a-se, ambém, e endo em con a a o gânica dos se iços da DGPE, que a in o mação
é a ibuída a cada Di eção de Se iços consoan e os emas e os pelou os de cada se iço.
No en an o, e como an e io men e e e ido, no caso de um ema se da compe ência de
39
Po ugal es á ep esen ado de o ma incada pelo mundo, a a és de uma o e ede consula , missões e
ep esen ações. Go e no de Po ugal (2021) Rede Diplomá ica. Disponí el em:
h ps://www.po aldiploma ico.mne.go .p / ede-diploma ica/a- ede-diploma ica-em-nume os [consul ado
a 7/08/2021]
24
di e en es Di eção Ge ais que compõem o MNE e necessi a do pon o de is a das
di e en es Di eções de Se iços, odos os o ganismos são in o mados.
Assim, odo o abalho desempenhado po écnicos supe io es e diploma as é
desen ol ido a a és da in o mação ecebida dos di e en es pos os, com con eúdo
classi icado e elabo ado com uma linguagem igualmen e singula : conc e a, sucin a e
explici a, sem luga a in e p e ações po aqueles que as leem.
Uma das p incipais a i idades dos es agiá ios passa en ão, não só pela lei u a diá ia das
comunicações, mas ambém, pela elabo ação dessas mesmas comunicações pa a as edes
ex e nas. T a a-se de um p ocesso demo ado
40
, na medida em que a in o mação esc i a
passa po di e en es luga es da hie a quia a é se ansmi ido ao des ina á io p e endido.
O ní el de segu ança é des as comunicações é cla o: as in o mações são de eo
con idencial e po essa azão, apenas es ão acessí eis aos colabo ado es do MNE e nas
suas ins alações p óp ias.
Maio i a iamen e, são solici adas aos se iços in e nos, e ansmissões pa a os di e en es
sec o iais nacionais. Assim, a a és da in o mação ecebida pelas Embaixadas,
Rep esen ações e/ou Missões Po uguesas no es angei o, o es agiá io eco e a uma
adap ação do ex o ecebido e elabo a uma Rede CIPE
41
.
A cons ução/elabo ação de Redes CIPE oi en ão, ou a a i idade desen ol ida
eco en emen e ao longo des es meses de es ágio nos SPM/DGPE. A i idade essa que
consis e no en io de um email, com in o mação adap ada pa a o pon o ocal das Relações
In e nacionais das en idades nacionais
42
.
Seguindo um modelo de a amen o ípico às en idades des ina á ias, a in o mação é
ansmi ida en e os se iços ex e nos e in e nos e quando necessá io, pa a as en idades
se o iais. Em mui as ma é ias, o papel do MNE é de in e locu o -cha e nas elações en e
o âmbi o nacional e in e nacional.
40
Re i a-se que a adap ação da esc i a u ilizada na en idade onde o es ágio oi ealizado, oi um dos
p incipais bene ícios. Reconhecendo uma di e ença imedia a na o ma de esc i a en e o mundo académico,
mais e lexi o e o mundo labo al das Relações In e nacionais. (e.g: O a amen o a indi íduos de en idades
ex e nas aos SPM).
41
Rede de con ac os da Comissão In e minis e ial de Polí ica Ex e na.
42
Consoan e os emas a ados, as p incipais edes CIPE o am en iadas às seguin es en idades: MDN;
MCTES; MEDU; MAAC sendo solici ando às demais- designação de pe i os
nacionais/con i es/comen á ios e pa ece es.
25
Seguindo com ap esen ação das a i idades desen ol idas no es ágio, e i a-se o
Sma Docs, o sis ema de ges ão documen al como pla a o ma de a qui o digi al u ilizado
nos SPM. Sendo um sis ema eco en emen e u ilizado pela adminis ação pública,
eco e-se ao Sma docs pa a a c iação de di e sos documen os: con ibu os, p oje os de
o ícios, no as e bais, no as in e nas. O di o sis ema oi p incipalmen e u ilizado pela
es agiá ia pa a a qui a emails consoan e os emas a ados (p ocesso au oma izado,
a a és do conhecimen o das cha es de a qui os) e na c iação de con ibu os.
Re i a-se que coube à es agiá ia a c iação das pas as de a qui o digi al, a a és do
Sma docs do ano 2021, pa a cada Di isão dos SPM. A c iação das pas as com cha es
p óp ias pa a cada ema especí ico oi uma a e a cla a e in ui i a de ealiza , mas que
eque eu a comunicação com odo o pessoal dos SPM e simul aneamen e uma linguagem
p óp ia dos assun os a ados po cada di isão dos SPM. A i idade essa que con ibuiu
de o ma cla a pa a um melho conhecimen o de cada ema e pa icula idades associadas.
Ou a a e a egula men e desempenhada no es ágio diz espei o à elabo ação de pedidos
de con ibu os: sendo solici ado aos di e en es se iços emas especí icos e com p azos
dec e ados pa a ap esen a em encon os o iciais en e Minis os ou euniões
mul ila e ais.
43
Pa a elabo ação desses con ibu os é necessá ia uma p ocu a de in o mação que seja de
ca á e ins i ucional, sem luga a in e p e ações/ julgamen os/ conco dância, mas sim
exa a. Os ins umen os u ilizados como e e ências pa a a elabo ação desses são
disponibilizados den o da ede in e na dos SPM e da DGPE.
Re i a-se como exemplo, a u ilização de con ibu os an igos, apenas como modelo de
o ma o a u iliza , pois, pa e do abalho desen ol ido passa pela a ualização cons an e
desses con ibu os consoan e o p opósi o solici ado.
Daqui, iden i ica-se a maio compe ência desen ol ida com o p esen e es ágio: pa a além
do sabe cons an e dos mais di e sos emas da a ualidade e do gos o pessoal pelas a e as
desempenhadas, e i a-se a capacidade de seleção dos aspe os de e minan es a se em
ap esen ados, de o ma sin e izada e cla a.
43
Re i a-se que os pedidos de con ibu os às di e en es Di eções de Se iços são ealizados pelos
o ganismos colocados nas posições supe io es da DGPE: nomeadamen e, DGPE ou GMNE.
32
bibliog a ia cien í ica e nos discu sos de Ciência Polí ica e Relações In e nacionais com
g ande des aque e com a p oli e ação das mais di e sas in e p e ações/pa ece es, no
seguimen o dos a aques do 11 de se emb o de 2001
65
.
A ques ão da Segu ança, po sua ez, é um dos mais an igos concei os-cha e no âmbi o
dos es udos das elações In e nacionais: No pe íodo an e io à Gue a F ia, a segu ança
di ia espei o essencialmen e à segu ança dos es ados e das suas populações nacionais.
Com o a ança do Sis ema Mul ila e al e consequen es al e ações sen idas no modus
ope andi da Sociedade In e nacional, bem como do seu modelo de o ganização (em
g ande pa e a o ecidas pelo apa ecimen o do enómeno da Globalização), Buzan
66
“(...)
a gued pe suasi ely ha secu i y was no jus abou s a es bu ela ed o all human
collec i i ies”
67
.
Admi indo assim, desde já, a complexidade da ealidade polí ica a ual, cons a e-se a
di iculdade em desc e e odas as ameaças a uais, e assumindo a Segu ança como bem
essencial pa a a manu enção da O dem Mundial
68
pode á se a i mado, à pa ida que a
Segu ança Global nos dias de hoje se encon a o emen e ameaçada.
Nesse sen ido, o p esen e ela ó io conside a a ameaça e o is a como a p incipal
ameaça
69
no âmbi o das ques ões es u u an es da sociedade a ual, assumindo des aque
ao seu dominan e ca ác e ansnacional e global. Dessa o ma, o p esen e es udo pode á
se inse ido no âmbi o dos Global S udies
70
, deno ando a impo ância de que uma isão
holís ica sob e o Sis ema In e nacional possuiu, econhecendo o seu ecen e apa ecimen o
no âmbi o das co en es das RI.
Re i a-se, no en an o, que a in e p e ação dada ao concei o Te o ismo não é es á ica e a
ideia de consenso en e as di e sas in e p e ações cien í icas, polí icas e/ou sociais sob e
aquilo que é conside ado e o ismo não se encon a p óxima e a noção de que “(...)
65
Re i a-se, desde já, que o p esen e ela ó io econhece uma di e sidade de in e p e ações pe an e o
enómeno e o ismo, no en an o, aquilo que se p opõe analisa nos p óximos 2 capí ulos são as p incipais
linhas de a uação de um sis ema mul ila e al con a um enómeno di o Global e T ansnacional.
66
P o esso o In e na ional Rela ions a he LSE.
67
Williams, Paul (2008). Secu i y S udies: An In oduc ion, No a Io que: Rou ledge, 2008, página 3.
68
Ideia p óxima da co en e ealis a das RI onde é de endido que equilíb io de pode es é necessá io pa a a
conse ação da O dem Mundial.
69
De en e á ias ameaças, e i a-se: as ameaças climá icas; o c ime o ganizado; as no as o mas de ameaça
do o o digi al no âmbi o da Cibe segu ança. Su gindo assim, no as noções de de ensa cole i a. A
so is icação dos a aques e o is as da a ualidade encaminha pa a uma e lexão ela i a e le i a ao
ap o ei o das no as ecnologias pa a os seus ei os adicais.
70
Mcca y Philip C., Da ian-Smi h, E e (2017) The Global Tu n Theo ies, Resea ch Designs, And Me hods
o Global S udies, Uni e si y o Cali o nia P ess, 2017.
33
de inição de e o ismo socialmen e cons uída, depende an o de quem de ine”
71
é
p emissa pa a a elabo ação dos seguin es capí ulos.
Reconhece-se a longa conjun u a do enómeno e o is a
72
, e ações que p ocu am
es abelece o “ e o ”, eme em pa a o pe íodo da Re olução F ancesa, no en an o, o
p esen e ela ó io p ocu a comp eende o enómeno do e o ismo a ual a a és do
econhecimen o do discu so da ONU pe an e o ex emismo, e acima de udo, p ocu a
iden i ica as p incipais espos as encon adas no âmbi o in e nacional/mul ila e al no
comba e a essas a i idades. A de inição do e mo e o ismo é en ão, bas an e con o e sa
(desde a c iação das Nações Unidas, em 1945) de ido à exis ência de g upos que
ambicionam usu ui do di ei o da au ode e minação. Assim, oi necessá io es abelece
ce as eg as pa a dis ingui esses, p óximos da insu gência de o ganizações e o is as.
Ainda que exis a uma ausência na de inição de e o ismo
73
, o discu so desempenhado
pelas OI em con ibuído pa a uma o ma ação de ac i idade e o is a.
Assim, ao concei o de Te o ismo é necessá ia a sua associação ao concei o de
Globalização e ao concei o de Radicalização
74
, bem como a ecen e associação ao
Ex emismo
75
. A p esen e exposição eó ica segue de pe o a impo ância des as noções,
endo como base a noção de Globalismo Jihadis a de endida po Man ed B.S ege . E
assim, associada ao enómeno do Popula ismo, de ido ao uso de um discu so de apelo à
al e ação, di igindo não só a um g upo especí ico, mas à população mundial.
71
Ge aldo Luís Macalane (Coo denado ), Ja a Sil es e Ja a (Coo denado - Adjun o), Alex Samuel A u ,
Amisse Muamede, Calawia Salimo, C issan os Re eque, Misha M. Mandama, Mouzinho M. Lopes,
Selemane Mi ilage, Sé gio Sawale e Su iane A.Mo e (2021) A aques Te o is as em Cabo Delgado (2017-
2020): as causas do enómeno pela boca da população de Mocímboa da P aia, Uni e sidade Ro uma,
Ex ensão de Cabo Delgado Pemba, Página 96 .
72
LEONARD WEINBERG, AMI PEDAHZUR & SIVAN HIRSCH-HOEFLER (2004) The Challenges o
Concep ualizing Te o ism, Te o ism and Poli ical Violence. No a igo mencionado são econhecidas 4
agas de e o ismo, sendo a 4ª aquela onde o Jihadismo se inse e. Re i a-se, ainda que “(…) I is easie o
s udy poli ically d i en ac ions han in e nal men al condi ions” in página 787 é p emissa pa a a elabo ação
do p esen e ela ó io.
73
Uni ed Na ions O ice on D ugs and C ime, E4j Uni e si y Module Se ies: Coun e Te o ism, Module
4: C iminal Jus ice Responses o Te o ism (julho de 2018). Disponí el em:
h ps://www.unodc.o g/e4j/en/ e o ism/module-4/key-issues/de ining- e o ism.h ml [consul ado a
10/07/2021]
74
Ma chal, Roland, Salem, Ould Ahmed Zeke ia (2018), La -Radicalisa ion- aide- -elle à mieux pense ?
Poli que A icaine, 2018/1 n° 149 pp 5- 20
75
Da lei u a da ob a Encoun e ing Ex emism. A C i ical Examina ion o Theo e ical Issues and Local
Challenges, e i a-se que a au o a de ende a u ilização do e mo ex emismo associado ao e o ismo,
a a és de uma ma e ialização do mesmo pelos discu sos e esoluções da ONU. Resul ado obse á el
a a és da o mação de um g upo de abalho cen ado di e amen e na na a i a adical, no âmbi o da
p e enção.
34
Segundo o au o sup amencionado, “(…) al Qaeda’s po en poli ical belie sys em
powe ed by eligious symbols and me apho s no only ep esen s he second and mo e
powe ul camp o ma ke globalism’s challenge s om he poli ical Righ bu also e lec s
he complex dynamics o globaliza ion
76
.
A eco en e u ilização da ecnologia de pon a nos discu sos de Osama Bin Laden é
exemplo conc e o da adap ação de um discu so que p ocu a expo uma si uação de c ise
excecional, jun o da população, onde se e e e que a (…) umma has been subjec ed o an
unp eceden ed wa e o a acks on i s e i o ies, alues, and economic esou ces”.
77
É a a és da exis ência de um pa adoxo associado ao Jihadismo Global, que a p esen e
emá ica de e á se e le ida: se po um lado a sua o igem adical em como base o
discu so de an i ma e ialismo e secula ização p omo ida pelas po ências si uadas “a
Oes e”, a a és de uma c í ica cons an e ao impe ialismo ame icano do século XX, na
mesma medida, a eco en e u ilização desses mecanismos ecnológicos pelas
o ganizações e o is as e a o mação de um con adiscu so, com base na umma
78
, a a és
da Jihad, de e á se in e p e ado como um enómeno igualmen e global que p ocu a
in oduzi a mudança
79
.
Tal ez a ideia do choque de ci ilizações
80
i esse sido a eo ia “mais e icaz” pa a analisa
o enómeno do e o ismo nos úl imos anos do século XX. Tendo em con a a Gue a do
A eganis ão e I aque
81
, e a ideia que “(...) e en agains seemingly o e whelming odds,
bin Laden and al-Zawahi i exp ess hei con idence in he ul ima e iumph o jihad o e
‘‘Ame ican Empi e.”
82
no en an o, e seguindo de pe o as eo ias mais ecen es e os
acon ecimen os a uais é econhecida a necessidade de uma análise mui o mais
mul idisciplina pe an e o enómeno.
76
S ege , Man ed, (2008) Globalisms, The G ea Ideological S uggle o he Twen y- i s Cen u y, página
145
77
STEGER, Man ed B., (2008) Globalisms The G ea Ideological S uggle o he Twen y- i s Cen u y,
in chap e jihadis Globalism e sus Impe ial Globalism, página 222
78
“(…) co e concep s o umma, jihad (a med o una med “s uggle” agains unbelie pu ely o he sake o
God and his umma), and awhid ( he absolu e uni y o God). Ibidem, página 220
79
In e p e ação no seguimen o da consul a de ob as de enquad amen o sob e o enómeno da Globalização.
80
Menção à ob a de Samuel P. Hun ing on “Choque das Ci ilizações- umas p incipais ob as da eo ia do
ealismo es u u al e das Relações In e nacionais. Sendo um con ibu o essencial pa a a au onomização da
disciplina pe an e odas as ou as Ciências Sociais.
81
O p esen e ela ó io econhece a Gue a do A eganis ão como um dos momen os-cha e e p imo dial na
edi icação de uma es a égia global con a o e o ismo de eo igualmen e global.
82
S ege , Man ed, (2008) Globalisms, The G ea Ideological S uggle o he Twen y- i s Cen u y, pagina
156.
35
Dessa análise necessa iamen e mul idisciplina e i a-se que é econhecido pela escola
c i ica das RI, a cons ução social do seu signi icado. Não só po não ha e consenso
sob e aquilo que e o ismo e sob e a i idades ex emis as, na medida em que “(...)
simila ly o “ e o ism”, he Council was ne e clea abou he meaning o “ex emism”
83
mas como o discu so u ilizado pelo CSNU cons ói uma pe spe i a in e nacional sob e
a i idades ex emis as/ e o is as e consequencialmen e, sob e e o ismo.
Segundo o a igo de Alice Ma ini (inse ido nos C i ical Discou se Analysis CDA) o
su gimen o da pala a ex emismo e a sua imedia a associação ao e o ismo, bem como
da cons ução de um disposi i o in e nacional
84
no âmbi o do e o ismo é consequência
das ecen es es a égias nunca u ilizadas po o ganizações e o is as- sendo po isso,
in e p e ado pelas Nações Unidas como uma ameaça global.
O comba e ao discu so ex emis a e a c iação de uma con a na a i a é en ão, na
a ualidade, componen e-cha e no âmbi o da lu a in e nacional/mul ila e al ace ao
e o ismo: de ido ao ca ac e ansnacional e c escen e mobilização de indi íduos
es angei os pa a as ilei as do ISIS.
A escola c i ica do e o ismo, econhece ainda, uma ce a despoli ização do e o ismo
quando associado à p e enção das na a i as adicais, e in e p e ado o pode das
na a i as e pensamen os, ap oximando o enómeno do e o ismo a uma es u u a
essencialmen e social, deixando o pode dos es ados e suas decisões legais em 2º luga .
Ainda que econheça uma ligação en e igia e puni , na medida em “(…) he me ging
o ex emism wi h iolence b ough o he c iminalisa ion o he beha iou s, ideas and
ideologies supposedly behind e o ism.
85
, suge indo assim epe cussões no âmbi o das
libe dades indi iduais e da lógica libe al do Sis ema In e nacional Polí ico, onde o p óp io
CSNU se encon a es abelecido.
83
Ma ini, A., Fo d, K. and Jackson, R. [Fo hcoming]. (2020) Legi imising coun e ing ex emism a an
in e na ional le el: he ole o Uni ed Na ions Secu i y Council in Encoun e ing Ex emism. A C i ical
Examina ion o Theo e ical Issues and Local Challenges. Manches e : Manches e Uni e si y P ess página
11.
84
A au o a expõe as ca ac e ís icas oucaul ianas de um disposi i o de pode que passam pela exis ência
de inicia i as, leis, ins i uições en e mui os ou os aspe os que modi icam compo amen os e pensamen os
in Ma ini, A., Fo d, K. and Jackson, R. (2020) Legi imising coun e ing ex emism a an in e na ional le el:
he ole o Uni ed Na ions Secu i y Council in Encoun e ing Ex emism. A C i ical Examina ion o
Theo e ical Issues and Local Challenges. Manches e : Manches e Uni e si y P ess, página 7.
85
Ma ini, A., Fo d, K. and Jackson, R. [Fo hcoming]. (2020) Legi imising coun e ing ex emism a an
in e na ional le el: he ole o Uni ed Na ions Secu i y Council in Encoun e ing Ex emism. A C i ical
Examina ion o Theo e ical Issues and Local Challenges. Manches e : Manches e Uni e si y P ess. Página
16
36
Também quan o à adicalização e pa alela o mação de discu sos ex emis as, e endo em
con a o dossie de es udos a icanos, Radicalisa ions, science e poli ique
86
impo a
menciona o su gimen o da adicalização como consequência da exis ência de discu sos
essencialmen e adicais po pa e dos go e nos ace a mino ias islâmicas, na medida em
que “The combina ion o exclusion and ep ession can push non iolen Islamis
mo emen s owa d iolence, and i can p omp g oups ha al eady legi imize iolence o
expand he scope o hei con on a ion wi h he s a e.”
87
Des a o ma, é de endido que as dinâmicas domés icas dos es ados de e ão passa po
uma p ocu a de diálogo com ce os g upos sociais/ eligiosos, no sen ido de es abelece
uma melho comp eensão pe an e os seus obje i os: medidas de inclusão social, a a és
de uma maio ep esen ação polí ica dos di e en es se o es-componen es de uma
sociedade, bem como, uma busca no diálogo com os g upos designados po e o is as,
p ocu ando alcança as mo i ações e azões que os le am a desempenha em a i idades
que impõem o e o às populações e aos es ados.
No en an o, o impac o polí ico que o e o ismo az consigo, a a és do discu so de
an issis ema global que a Jihad Global p omo e, onde é negada a exis ência de es ados-
nação e do seu secula ismo associado, cons i uindo-se como uma ideologia polí ica
al e na i a, indica que a espos a mul ila e al não a ua simplesmen e como sus en áculo
no diálogo, mas sim no econhecimen o de uma ameaça que mexe com o âmbi o
sup anacional, que se ap oxima de uma dimensão u ópica e põe em causa a no malidade
igen e do Sis ema In e nacional.
Des a o ma, a espos a mul ila e al dos es ados pe an e a ameaça e e ida es á inse ida
naquilo que é conhecido como o Global Imagina y
88
onde a exis ência de ocas de
in luências que a uam em di e en es ní eis, is o é: a ní el local, nacional,
86
Ma chal, Roland, Salem, Ould Ahmed Zeke ia (2018), La -Radicalisa ion- aide- -elle à mieux pense ?
Poli que A icaine, 2018/1 n° 149 pp 5- 20.
87
Ma esan Ioana Emy (2019) G ie ances and Fea s in Islamis Mo emen s: Re isi ing he Link be ween
Exclusion, Insecu i y, and Poli ical Violence Wesleyan Uni e si y in Jou nal o Global Secu i y S udies,
página 2. Re i a-se que o p esen e a igo p ocu a e le i como a disc iminação acial/ eligiosa pode á se
analisada como um con ibu o explica i o pa a o aumen o da iolência de a amen o en e as di e en es
pa es.
88
Mcca y Philip C., Da ian-Smi h, E e (2017) The Global Tu n Theo ies, Resea ch Designs, And Me hods
o Global S udies, Uni e si y o Cali o nia P ess, 2017. Reconhece-se a exis ência de múl iplas abo dagens
sob e a emá ica em ques ão. A aluna escolheu segui a p esen e abo dagem, consoan e o p opósi o de
comp eende a posição mul ila e al das o ganizações onde Po ugal es á inse ido. Assim, econhece-se as
limi ações quan o à ap esen ação de espos as locais ace à ameaça.
37
in e nacional/ ansnacional que compõem o espaço global é econhecida. Sendo esse
in e p e ado como um enómeno mode no.
A impo ância do me cado global, que es abelece uma o e in e dependência en e
es ados, é ambém necessá ia pa a comp eende o comba e à Jihad Global: e i a-se, e
endo em men e acon ecimen os passados, ex emamen e ligados à polí ica ex e na no e-
ame icana, a espos a pa a a lu a con a o e o em sido cada ez mais mul ila e al,
econhecendo a necessidade de uma o e coope ação en e os es ados e OI’s, de ido às
ca ac e ís icas do oposi o .
A a és do Global Te o ism Index
89
é possí el obse a as p incipais endências e
pad ões-cha e no âmbi o do e o ismo.
Assim, a a i mação que a mode nidade do enómeno solici a no as o mas de comba e é
p emissa pa a a ap esen ação do p óximo subcapí ulo ela i o à Posição
In e nacional/Mul ila e al no quad o do e o ismo.
Es a égias Globais lu a Con a Te o ismo
A Posição In e nacional/Mul ila e al no quad o do e o ismo
Reconhecendo a ameaça e o is a como um enómeno mode no que põe em causa a
es abilidade da comunidade in e nacional, inúme os são os es o ços desempenhados pa a
comba e a i idades de na u eza adical e ex emis a.
A noção de Segu ança e De esa Cole i a
90
passa pela c iação de di e en es ins umen os
legais/Resoluções/Designações e Inicia i as desempenhadas po di e en es o ganizações
in e nacionais, e/ou a é mesmo, inicia i as nacionais que p ocu am comba e de o ma
conc e a a os e o is as, e consequen emen e condena essas ações e discu sos
adicais/ex emis as
91
.
A Comunidade in e nacional desde 1963, com o apoio da ONU, da Agência In e nacional
de Ene gia A ómica (AIEA) pela O ganização da A iação Ci il In e nacional (ICAO), e
pela O ganização Ma í ima In e nacional (IMO) desen ol eu ce ca de 19 ins umen os
89
Global Te o ism Index 2020: Measu ing he impac o e o ism (2020). Disponí el em:
h ps:// elie web.in / epo /wo ld/global- e o ism-index-2020-measu ing-impac - e o ism [consul ado a
90
Es a noção su ge com o apa ecimen o das O ganizações Mul ila e ais, nomeadamen e a SDN e mais a de
com o apa ecimen o da ONU, no seguimen o da 2ª Gue a Mundial.
91
O p esen e capí ulo do ela ó io p ocu a expo de o ma sin e izada os p incipais ins umen os u ilizados
po OI’s no âmbi o da lu a con a e o is a endo em con a pa icipação po uguesa. Reconhece-se que
mui os ins umen os não se ão mencionados.
38
legais que es abelecem di e izes/ob igações aos Es ados no âmbi o da emá ica do
e o ismo
92
. A c iação desses ins umen os e o ça, po sua ez, não só o
mul ila e alismo dos es ados na lu a con a o e o ismo, bem como, a pe ceção desses
pe an e o e o ismo, conside ando-o como uma ameaça cono ada a ní el global, is o é,
sem on ei as.
Reco endo a uma baliza c onológica, os a aques oco idos em e i ó io ame icano o am
in e p e ados como uma “wake up call” pa a a em ica do e o ismo nos ó uns
in e nacionais. Assim, “(...) since 2001, in e na ional bodies and he Uni ed S a es ha e
hus p o ided a ious incen i es o adop an i- e o ism egula ions”
93
endo em con a o
a igo VII da Ca a das Nações Unidas, e, mais ecen emen e, de p e enção ao
ex emismo iolen o (PEV)
94
.
A sua con ibuição passa pela c iação da Es a égia Global das Nações Unidas Con a o
Te o ismo
95
ado ada pela Resolução 60/288 da AGNU em 2006
96
onde é econhecida
que a ameaça e o is a de e á se in e p e ada à escala global: que o es o ço ao ní el do
comba e ao inanciamen o dos es ados a qualque a i idade e o is a de e á se
p io i á io no âmbi o das agendas polí icas nacionais, bem como das agendas das OI’s.
Como mencionado nas páginas an e io es, de ido à di e sidade de in e p e ações sob e
e o ismo (mo i ações/o igens/discu sos/in e p e ações) oi necessá io de ini aquilo
que é in e p e ado como ação e o is a pa a a comunidade in e nacional
97
.
Assim, segundo a de inição da ONU, e o ismo “Any [...] ac in ended o cause dea h
o se ious bodily inju y o a ci ilian, o o any o he pe son no aking an ac i e pa in
he hos ili ies in a si ua ion o a med con lic , when he pu pose o such ac , by i s na u e
92
Go e no Po uguês (2021), Po ugal ade e a odos os ins umen os ju ídicos in e nacionais de comba e
ao e o ismo. Disponí el em: h ps://www.po ugal.go .p /p /gc22/comunicacao/no icia?i=po ugal-
ade e-a- odos-os-ins umen os-ju idicos-in e nacionais-de-comba e-ao- e o ismo [1/08/2021].
93
Josua Ma ia, (2020) Wha D i es Di usion? An i-Te o ism Legisla ion in he A ab Middle Eas and
No h A ica Jou nal o Global Secu i y S udies, Ge man Ins i u e o Global and A ea S udies (GIGA),
Pagina 5
94
É a a és do discu so da p e enção ao ex emismo iolen o que se assis e a um deba e sob e as es a égias
“coun e - e o ism” no seio das escolas c í ica das RI.
95
Es a égia e is a de 2 em 2 anos pela AGNU. Es ando já na 7ª Re isão no p esen e ano.
96
Uni ed Na ions, (2006) Resolu ion 60/288. The Uni ed Na ions Global Coun e -Te o ism S a egy,
adop ed by he Gene al Assembly (8 Sep embe ) Disponí el em: h ps://undocs.o g/A/RES/60/288
[consul ado a 15/08/2021].
97
Re i a-se que a u ilização do e mo comunidade in e nacional em como pon o de e e ência a posição
das p incipais OI. Não se p ocu ou es abelece no p esen e ela ó io as discussões sob e sobe ania dos
es ados e dinâmicas de pode ela i amen e às o ganizações in e nacionais.
39
o con ex , is o in imida e a popula ion, o o compel a go e nmen o an in e na ional
o ganiza ion o do o o abs ain om doing any ac .”
98
A au o idade econhecida ao CSNU ela i amen e à in e p e ação daquilo que são
a i idades ex emis as é exemplo das lógicas de dis ibuição de pode /sobe ania no
Sis ema In e nacional
99
. Assim como, da impo ância da ma e ialização de discu sos na
sequência de acon ecimen os que chocam as sociedades, econhecendo que “(...) The
elemen o inducing ea in a la ge popula ion han ha a ge ed is a key aspec o
e o ism and is one explana ion why i a ac s so much a en ion compa ed wi h he
many o he o ms o iolence (...).”
100
Assim, na sequência dos a aques egionais eu opeus (Mad id de 2004) e consequen es
a ali ies, a União Eu opeia c iou à semelhança da ONU, um g upo de abalho especí ico
pa a assun os elacionados com o e o ismo: pa a além da decla ação que exp ime a
posição UE, é c iado o ca go de Coo denado pa a o Con a-Te o ismo da UE
101
Re i a-se que a UE possui 2 g upos no âmbi o da Lu a An i e o is a: Um g upo cen ado
na con enção do e o ismo no espaço eu opeu (G upo de T abalho Te o ismo) e um
ou o, o COTER (Aspe os In e nacionais do Te o ismo), es abelecido no plano de ação
ex e na.
Assim, ao ní el da sua ação ex e na, a UE em ado ado inúme as inicia i as, em di e sos
domínios como a segu ança dos anspo es, das in aes u u as c í icas, dos explosi os e
dos ma e iais nuclea es, adiológicos, biológicos e químicos, en e ou os.
Sendo o e o ismo um enómeno global, a legislação de comba e a es a ameaça, não é
apenas uma ealidade “a Oes e”, e eco endo à impo ância da di usão
102
en e as egiões
98
Josua Ma ia, (2020) Wha D i es Di usion? An i-Te o ism Legisla ion in he A ab Middle Eas and
No h A ica Jou nal o Global Secu i y S udies, Ge man Ins i u e o Global and A ea S udies (GIGA)
Página 7.
99
“The o gan has hus he powe o p oduce in e na ional legisla ion. Mo eo e , he Cha e con e s i he
au ho i y o de e mine wha cons i u es a h ea o in e na ional peace and secu i y.” In página 6, Ma ini,
A., Fo d, K. and Jackson, R. [Fo hcoming]. Encoun e ing Ex emism. A C i ical Examina ion o
Theo e ical Issues and Local Challenges. Manches e : Manches e Uni e si y P ess Legi imizing
coun e ing ex emism a an in e na ional le el: he ole o Uni ed Na ions Secu i y Council.
100
Williams, Paul (2008). Secu i y S udies: An In oduc ion, No a Io que: Rou ledge, 2008, página 174.
101
União Eu opeia, (2021) Respos a da EU à ameaça Te o is a. Disponí el em:
h ps://www.consilium.eu opa.eu/p /policies/ igh -agains - e o ism/ [consul ado a
102
No a igo de Josua Ma ia, (2020) Wha D i es Di usion? An i-Te o ism Legisla ion in he A ab Middle
Eas and No h A ica Jou nal o Global Secu i y S udies, Ge man Ins i u e o Global and A ea S udies
(GIGA), a au o a de ende a ligação en e a o es domés icos e adoção de leis in e nacionais ela i as à lu a
con a e o is a, onde consoan e a isão da au o a, quan o mais conse ado o um go e no maio se á a
40
mais a e adas e ao papel das o ganizações egionais, bem como, endo em men e a
ob igação dos Es ados a ado a em leis nacionais quan o ao comba e do e o ismo,
es abelecida pela Resolução nº 1373 do CSNU, encaminhou a que “(...) ou een A ab
s a es es ablished he Middle Eas and No h A ica Financial Ac ion Task Fo ce o
comply wi h UNSCR 1373 and comba money launde ing and he inancing o
e o ism.
103
Assim, as ques ões inancei as elacionadas com o e o ismo são en ão, ou o pon o
c ucial no âmbi o da lu a global con a o e o ismo: a c iação do GAFI/FATF em 1989
104
com o p incipal obje i o de comba e o inanciamen o a g upos ex emis as em
cons i uído uma e amen a de ecomendação e de auxílio pa a os es ados, consoan e a
egião do mundo, a a és da c iação de ecomendações especi icas a cada egião
105
.
Assim, os es o ços globais de comba e ao e o ismo econhecem à pa ida locais-cha e
na cons i uição de g upos adicais e ex emis as. A in e p e ação de a o es in e nos como
a pob eza ex ema, modelos go e na i os mais conse ado es, c ises polí icas,
di e sidade de g upos eligiosos num mesmo local, en e mui os ou os a o es, pode ão
cons i ui agen es o iginá ios da ins abilidade/ al a de segu ança, con ibuindo pa a a
adicalização da população.
Re i a-se, de aco do com o a igo de Joshua
106
, a u ilização e adap ação de leis
in e nacionais em e i ó ios si uados nas egiões Médio o ien e/Á ica são u ilizados
como ins umen os pa a ins i ui o ça dos go e nos sob e a população.
Reconhecendo di e en es agas de a en ados e o is as
107
, no ano 2014, oi obse ado
uma al e ação do discu so da ONU em ma é ia de e o ismo: a au o p oclamação do ISIS
mo i ou o CSNU e AGNU bem como os EUA, e O ganismos eu opeus/in e nacionais, a
sua endência pa a ado a medidas no âmbi o da lu a an i e o is a. Sendo um mecanismo pa a diminui as
libe dades cí icas.
103
Ibidem página 9
104
In o mação ela i a ao o ganismo in e go e namen al- GAFI: Financial Ac ion Task Fo ce (2021).
Disponí el em: h p://www. a -ga i.o g/ [consul ado a 15/07/2021]
105
Re i a-se, como exemplo, g upo CEP (Coope ação Es u u ada Pe manen e) da União Eu opeia no
âmbi o do comba e ao inanciamen o dos es ados eu opeus a a i idades e o is as.
106
Josua Ma ia, (2020) Wha D i es Di usion? An i-Te o ism Legisla ion in he A ab Middle Eas and
No h A ica Jou nal o Global Secu i y S udies, Ge man Ins i u e o Global and A ea S udies (GIGA).
107
“In e ms o e o is s a egy, a use ul way o concep ualize he e olu ion o mode n e o ism as a eso
o e olu iona y iolence is p o ided by Da id Rapopo ’s in luen ial concep o he “wa es” o e o ism
(The Fou Wa es o Te o ism)” in h ps://www.unodc.o g/e4j/en/ e o ism/module-1/key-issues/b ie -
his o y.h ml Assim, no seguimen o da P ima e a A ábe econhece-se uma no a aga de des abilização.
41
e o ça em as suas posições em ma é ia de e o ismo e ado a em uma abo dagem cada
ez mais mul i ace ada.
Po inicia i a dos EUA, se á necessá io menciona a c iação da Coligação Global pa a
de o a o ISIS
108
es abelecida em se emb o de 2014.
A posição ame icana, nes a emá ica é e iden e: não apenas po se um dos p incipais
es ados no âmbi o “(...) he Global Wa on Te o (GWOT) (Pokalo a 2015), especially
by pa icipa ing in mili a y ac ion in I aq o A ghanis an (Leh ke and Shomake 2014,
701)
109
como na a ualidade, a a és de designações a di e en es g upos e ações mili a es,
como p io idade-cha e da sua polí ica ex e na e con inuo in e esse es a égico em á eas
icas em ecu sos ene gé icos: Médio O ien e e Á ica.
Sendo compos a po 83 Es ados
110
e o ganizações in e nacionais (incluindo a UE, a
NATO, a INTERPOL e a Liga Á abe), a Coligação é na sua o gânica cons i uída po
di e en es g upos de abalho especí icos: um G upo Coo denado es i o (“Small
G oup”), compos o po ce ca de 20 memb os, e po 5 G upos de T abalho: um ela i o
aos Comba en es Te o is as Es angei os (CTE); um ela i o ao Apoio Mili a ; um g upo
de abalho ela i o à Lu a con a o Financiamen o; um g upo c iado pa a Con a
na a i a; e um g upo ela i o à Es abilização. Tem como p incipal obje i o o comba e
ao ISIS, en aquecendo-o a é ao seu desapa ecimen o, a a és de um apoio aos go e nos
mais a e ados pela p esença de g upos islâmicos adicais.
A coope ação en e OI’s e es ados-memb os na Coligação, e p incipalmen e a coope ação
en e NATO e Coligação é cla i icado a da dimensão que o e o ismo possui nas agendas
in e nacionais nos úl imos anos (desde 2017, da da a da adesão da NATO à Coligação
que se obse a uma no a aga de e o ismo e comba e ao e o ismo).
Também, a a és da Resolução A/71/L.66 de 2017 (inicia i a ap esen ada pelo SG
An ónio Gu e es) é c iado o Esc i ó io das Nações Unidas de Lu a con a e o ismo- o
UNOCT, sendo o esc i ó io esponsá el pela implemen ação da Es a égia Global Con a
o Te o ismo.
108
In o mação ela i amen e à Coligação oi consul ada a a és do si e: h ps:// heglobalcoali ion.o g/en/
109
Josua Ma ia, (2020) Wha D i es Di usion? An i-Te o ism Legisla ion in he A ab Middle Eas and
No h A ica Jou nal o Global Secu i y S udies, Ge man Ins i u e o Global and A ea S udies (GIGA)
página 4
110
Consul a anexo nº 3.
48
Assim, aquilo que se econhece à pa ida, e de aco do com E ic Mo ie -Genoud com sua
análise his ó ica e social e e enciada ao longo des e ela ó io, o caso de Moçambique é
uma con e gência en e a o es in e nos e ex e nos
131
que pode ão se analisados sob as
mais di e sas manei as.
Dos a o es in e nos, e endo em con a uma dimensão socio/económica, e i a-se que
Mocímboa da P aia
132
é um dos luga es mais pob es do país- mas, é ambém local de
in e esse in e nacional de ido aos seus po enciais ecu sos de Gás Na u al. A exis ência
de g upos mul inacionais indus iais na á ea pode á e aumen ado as expe a i as de
c escimen o económico da egião (já que o es ado moçambicano não co espondeu, sendo
apon ado como mui os analis as como co up o) e simul aneamen e, melho es condições
de ida pa a a população, p incipalmen e dos jo ens, sendo, po isso, uma das azões pa a
o su gimen o da insu gência/ ebeldia consoan e a opinião de alguns au o es
133
.
A a és das p omessas de melho es condições económicas po pa e dos di igen es do Al
Shabaab pa a aqueles que se jun am à o ganização, cons i uindo uma melho hipó ese
pa a ugi a meios co up os que não são acei es pela Lei Islâmica, econhece-se o ca ac e
coe ci o ipicamen e u ilizado em cená io de discu sos/ideias populis as.
De ou a o ma, e mencionado a noção eligiosa
134
do p oblema, mui os au o es de endem
o adicalismo eligioso como p incipal causa e o ça mo i ado a, a a és de uma ede de
in luências p óximas do islamismo adical, inda de países como o Quénia e Tanzânia,
indicando assim, a dimensão ex e na do p oblema.
No en an o, aquilo que é pe ce í el no e i ó io moçambicano é en ão, a exis ência de um
g upo excluído da no malidade islâmica do e i ó io, es abelecendo-se como um
eligious sec .
135
, econhecido pela CISLAMO. Pa a a passagem de um g upo que
131
E ic Mo ie -Genoud (2020): The jihadi insu gency in Mozambique: o igins, na u e and beginning,
Jou nal o Eas e n A ican S udies in Jou nal o Eas e n A ican S udies Volume 14, 2020 Pages 396-412,
132
Consul a anexo nº 8.
133
E ic Mo ie -Genoud (2020): The jihadi insu gency in Mozambique: o igins, na u e and beginning,
Jou nal o Eas e n A ican S udies in Jou nal o Eas e n A ican S udies Volume 14, 2020 Pages 396-412,
o au o ap esen a ao longo do a igo, uma mul iplicidade de eo ias quan o às o igens adicais de ce os
g upos.
134
A p esença de comunidades c is ãs e muçulmanas, bem como as elações en e essas de e á se ida em
con a, no sen ido em que o adicalismo pode á su gi em ambas as pa es, endo em con a a lógica de
e angelização das eligiões.
Consul a anexo nº 9.
135
T adução de Sei a eligiosa. Re i a-se que o con inen e a icano é palco de múl iplas sei as de ido à
in luência mul icul u al de di e en es es ados du an e séculos da His ó ia da Humanidade. É cla a a
in luência das lógicas colonialis as nas o mações das di e en es sociedades a icanas e s a us das mesmas.
49
p e ende es abelece uma mudança conc e a no e i ó io: a a és da enúncia da o mação
escola ; u ilização de es es especi icas; posse de a mas; discu so con a os líde es
islâmicos mode ados e adicalismo p o undo com o mação mili a bem como, no
discu so ado ado nas suas mesqui as. É a a s dessa al e ação “ epen ina”, isí el
a a és da des uição de cidades, ma ança de cidadãos moçambicanos, abuso ísico das
mulhe es, que as p oblemá icas associadas ao e o ismo do No e de moçambique em
cons i uído p incipal ema no seio das agendas das OI.
Reco endo ao caso do Sahel, de ido à semelhança das si uações, is o : “(…) d i ing
o ce behind he eme gence and esilience o non-s a e a med g oups in he Sahel is a
combina ion o weak s a es, co up ion and he b u al ep ession o dissen , embodied in
dys unc ional mili a y o ces
136
econhecendo o papel do go e no e das o ças mili a es
como uma impo an e ami icação na cons ução de uma es u u a que encaminha pa a a
adicalização de mo imen os sociais.
Como e e ido an e io men e, a população muçulmana de Cabo Delgado, bem como o
CISCLAMO êm econhecido de pe o, o c escen e adicalismo encenado po Al
Shabaab, no en an o, a a i ude do go e no moçambicano pe an e as consecu i as ameaças
à sociedade ci il local em sido con es á eis: a al a de c édi o do go e no moçambicano
pe an e os a isos das comunidades muçulmanas e o ça o peso da análise das elações
en e as o ças do go e no e a a uação do g upo adical.
Segundo, os p imei os a aques i e am como al o, as o ças policiais moçambicanas.
Tendo em con a o ela ó io da Amnis ia In e nacional, publicado a 2 de ma ço do p esen e
ano, esse acusa as FADM, mas ambm os g upos a mados do “Al-Shabaab” e uma
emp esa mili a p i ada sul-a icana (a Dyck Ad iso y G oup) alegadamen e con a ada
pelo Go e no moçambicano de se em esponsá eis po a aques, iolações e abusos dos
di ei os humanos e cen enas de mo es ilegais na p o íncia de Cabo Delgado. Ainda que
au o idades moçambicanas i essem e u ado as acusações ei as pelo p esen e ela ó io,
a espos a do go e no moçambicano em p eocupado an o os analis as polí icos bem
como os go e nos que p ocu am comba e a c escen e in luência islâmica adical em
Cabo Delgado.
136
Mon clos, Ma c-An oine Pé ouse de, (2021) Re hinking he esponse o jihadis g oups ac oss he Sahel
Resea ch Pape , A ica P og amme, Cha ham House, Ma ch 2021 página 3
50
In e p e ação mul ila e al sob e a a ualidade da egião
As ligações en e ASWJ e o Es ado islâmico são de endidas cada ez mais po di e sos
analis as, no en an o não há dados que pe mi am conclui que o denominado Es ado
islâmico exe ça algum ipo de con olo es a égico ou in luência ác ica ao ní el do
planeamen o das hos ilidades pe pe adas pelo ASWJ.
137
A p oli e ação de p og amas e es o ços das mais di e sas o ganizações in e nacionais no
e i ó io da P o íncia de Cabo Delgado e o çam a posição global/mul ila e al pe an e a
c escen e c ise humani á ia da egião, ainda que seja econhecida pelos o ganismos
mul inacionais, al a de coope ação po pa e do go e no moçambicano.
Re i a-se como p incipal in e p e ação mul ila e al sob e os acon ecimen os oco idos, a
designação do ISIS-Moçambique como uma o ganização e o is a po pa e do go e no
no e-ame icano
138
: designação essa que implica, pa a além da iden i icação do pe igo
associado, o congelamen o dos bens e a p oibição de ansações come ciais com en idades
e indi íduos nos EUA.
A a és do g upo AFRICOM, e ago a a a és da Coligação pa a de uba o ISIS, os EUA
em desempenhado um papel mui o a i o no con inen e a icano, já desde os anos 90
ela i amen e aos acon ecimen os do Sahel. No a ual momen o, encon am-se em e eno
moçambicano a o ma o ças especiais.
139
O econhecimen o do ala gamen o da in luência do ISIS em Á ica, pa a além da
ins abilidade na zona do Sahel, encaminhou a c iação de um G upo In o mal inse ido na
Coligação Global pa a De o a o ISIS dedicada especialmen e a Moçambique/Cabo
Delgado, do qual Po ugal cop eside jun amen e com os EUA.
A Coligação es á, en ão, empenhada em abalha di e amen e com os go e nos a icanos,
pa a ga an i a de o a do ISIS, endo em con a o consen imen o dos mesmos: no en an o,
a al a de on ade polí ica do go e no moçambicano em sido in e p e ada como “spoile ”
137
Dias, Magnólia Alexand a (2021), Ascensão e esis ência do mo imen o mili an e islamis a no No e de
Moçambique (disponibilizado pela au o a, ainda não publicado), página 7.
138
A a és do comando dos Es ados Unidos pa a Á ica (AFRICOM), os EUA con ibuem e p e endem
ga an i a capacidade de espos a dos go e nos a icanos pe an e a i idades in e p e adas como ex emis as.
US Depa men o S a e, Media No e o S a e Depa men Te o is Designa ions o ISIS A ilia es and
Leade s in he Democ a ic Republic o he Congo and Mozambique (ma ço 2021). Disponí el em:
h ps://www.s a e.go /s a e-depa men - e o is -designa ions-o -isis-a ilia es-and-leade s-in- he-
democ a ic- epublic-o - he-congo-and-mozambique/
139
Comunicado da Embaixada Ame icana em Moçambique, Go e no dos E.U.A dá Fo mação Mili a a
Fuzilei os Moçambicanos. Disponí el em h ps://mz.usembassy.go /p /u-s-go e nmen -p o ides-mili a y-
aining- o-mozambican-ma ines-p / [consul ado a 14/07/2021]
51
no âmbi o do comba e mul ila e al ao e o ismo no e i ó io. Exemplo ilus ado dessa
si uação, passa pela pa icipação de Moçambique enquan o obse ado na eunião do
G upo de T abalho da Coligação sob e Financiamen o do Te o ismo, não endo ainda
acei ado o malmen e pe ence à Coligação.
No âmbi o egional, e i a-se o empenho da SADC no apoio ao go e no moçambicano:
du an e os úl imos meses do p esen e ano, em sido eemen e discu ido en e os memb os
da o ganização egional, a possibilidade de en io de o ças mili a es pa a o e i ó io
moçambicano.
140
No en an o, pe an e as no mas es abelecidas in e nacionais, a
in e enção mili a egional apenas é possí el com o consen imen o do go e no
moçambicano e se es e não acei a , apenas o CSNU pode á decidi sob e uma espos a
mili a independen emen e da du ação do con li o. Du an e os úl imos meses, o go e no
moçambicano em de endido a sua capacidade em “ esol e ” o p oblema de o ma
sobe ana. Assim, apenas no passado dia 23 de junho, é que os che es de es ado
pe encen es a essa o ganização egional ap o a am o en io de mili a es, com o
consen imen o do go e no moçambicano.
Também a União Eu opeia anunciou o seu o al in e esse em apoia o go e no
moçambicano no âmbi o de e o mas económicas e polí icas, com o obje i o de alcança
uma maio es abilidade: a a és do p oje o de Coope ação da Delegação da UE in i ulado
“+Emp ego”
141
, com um o çamen o de du ação de 48 meses, de 4,2 MEUR, co inanciado
e ge ido pelo Ins i u o Camões. P esen e p oje o p opõe expandi um Ensino Técnico
P o issional às comunidades locais em se o es de a i idade conexos à indús ia de gás
na u al isando comba e a exclusão socioeconómica em Cabo Delgado e as causas de
undo da adicalização (já aqui mencionadas) con ibuindo, assim, pa a a melho ia do
acesso ao abalho e endimen o em a i idades elacionadas com a indús ia do gás
na u al. A p esidência po uguesa da UE, no plano da ação ex e na, em ma é ia de
e o ismo oi ma cada pela si uação de Cabo Delgado. Re i a-se, ainda no âmbi o da UE,
a ecen e decisão de apoio mili a
142
pa a con e a adicalização local.
140
DW News (2021) Limi ed legal op ions o SADC mili a y ac ion in Cabo Delgado ( junho
2021).Disponí el em:h ps://www.dw.com/p -002/cabo-delgado-sadc-ap o a-en io-de-apoio-pa a- a a -
o- e o ismo/a-58016534. [consul ado a 9/07/2021]
141
União Eu opeia (2021) Coope ação Po uguesa e Pa cei os Moçambicanos jun os pelo emp ego e
pa ce ias público-p i adas pa a os jo ens de Cabo Delgado (julho) Disponí el em :
h ps://eeas.eu opa.eu/delega ions/mozambique/101417/união-eu opeia-coope ação-po uguesa-e-
pa cei os-moçambicanos-jun os-pelo-emp ego-e-pa ce ias_p [consul ado a 4 /08/2021]
142
União Eu opeia (2021) Mozambique: EU se s up a mili a y aining mission o help add ess he c isis in
Cabo Delgado, B uxelas 12 de julho de 2021. Disponí el em:
52
O en io de o ças mili a es suge e a in e p e ação mul ila e al dos p incipais o ganismos
in e nacionais da ligação dos a aques encenados pelo Al-Shabaab ao Jihadismo Global,
ainda que não haja uma associação di e a en e as duas o ganizações e o is as.
Ainda, ela i amen e às in e enções mili a es no e i ó io, essas êm sido o emen e
condenadas pelas mais di e sas o ganizações do âmbi o humani á io que econhecem,
an es de mais, a es ei a ligação en e a escassez de condições económicas/ ida da
população e o su gimen o do adicalismo. Assim, em sido de endido que a abo dagem
mul ila e al, desempenhada pelas OI’s, pa a o caso de No e de Moçambique, de e á se
mul i ace ada: essa de e á pe mi i uma esolução do p oblema a longo p azo, a a és do
e o ço do es ado de di ei o, a a és do cump imen o dos di ei os Humanos e de alí io da
ex ema pob eza, de comba e à co upção das o ças policiais e de pequenos g upos
económicos, e que as o ças mili a es desen ol am uma es a égia pa a a supe isão das
on ei as e dos ma es. Sendo esses, mecanismos essenciais pa a o es abelecimen o da
Paz no e i ó io.
Posição de Po ugal ela i a à si uação ala man e em Cabo Delgado
Po ugal es á p o undamen e empenhado no auxílio ao go e no moçambicano no
comba e à c escen e adicalização do e i ó io em causa: A his ó ica e o e ligação
bila e al en e os go e nos po uguês e moçambicano e o ça esse mesmo empenho
po uguês
143
.
A a uação po uguesa pode á se dis inguida en e 3 dimensões essenciais: ajuda mili a ,
ajuda humani á ia e ajuda económica/ inancei a.
No âmbi o da ajuda mili a , ealça-se os a anços na iabilização da coope ação na á ea
da o mação e capaci ação mili a das Fo ças A madas moçambicanas, ab angendo 11
companhias de Comandos e Fuzilei os, ao ab igo do no o P og ama-Quad o de
Coope ação no domínio da De esa 2021-26.
144
h ps://www.consilium.eu opa.eu/en/p ess/p ess- eleases/2021/07/12/mozambique-eu-launches-a-
mili a y- aining-mission- o-help-add ess- he-c isis-in-cabo-delgado/?u m_sou ce=dsms-
au o&u m_medium=email&u m_campaign=Mozambique%3a+EU+launches+a+mili a y+ aining+missio
n+ o+help+add ess+ he+c isis+in+Cabo+Delgado [consul ado a 1/08/2021]
143
A emá ica do colonialismo po uguês pode á se en endida como uma azão explica i a pa a a
cons ução da elação bila e al en e os dois go e nos, conside a elmen e es ei a. No en an o, o p esen e
ela ó io não p e ende ques iona as consequências sen idas do enómeno do colonialismo po uguês.
144
Con a iamen e às epe cussões consequen es da in e enção mili a de 2003 no I aque, p esen e
documen o abo da uma e o mulação da es a égia/posição mul ila e al e bila e al no âmbi o do comba e
ao e o ismo. Go e no de Po ugal, Go e no de Moçambique (2021) P og ama-Quad o de Coope ação no
Domínio da De esa en e Po ugal e Moçambique pa a o pe íodo de 2021-2026. Disponí el:
53
No âmbi o humani á io: encon am-se duas ONG lusas, a a ua no e eno, com o apoio
do CICL, a Oikos e a Helpo
145
, nas á eas da educação e assis ência alimen a . Também o
Ins umen o de Respos a Rápida pa a Ações de Eme gência
146
, no alo de 250 mil eu os,
oi acionado no passado mês de ab il.
O go e no po uguês em ambém disponibilizado e bas, median e concu sos públicos,
pa a p oje os de ajuda humani á ia desempenhados po o ganizações não-go e namen ais
po uguesas.
No âmbi o inancei o, Po ugal em e e uado di e sas con ibuições pa a p og amas do
o o bila e al e mul ila e al elacionados com Moçambique, apon ados como uma ele ada
quan ia.
A es ei a ligação com o go e no de Moçambique in oca uma p eocupação ac escida
ela i amen e à si uação a ual- a impo ância de uma elação bila e al his ó ica indica as
es a égias e o mação de o es alianças no âmbi o da espos a mul ila e al.
Conclusão
Da ligação en e a p á ica (a i idades desen ol idas nos SPM/DGPE) e a eo ia que se
p ocu ou es abelece no p esen e ela ó io, pe an e a adoção de uma abo dagem que pa e
do ge al (posição mul ila e al pe an e o e o ismo) e e mina num caso especí ico (caso
de Moçambique) as conclusões a aze pode ão se di e sas.
Num p imei o momen o mencione-se as di e enças en e as abo dagens cien í icas
consoan e o enómeno do e o ismo e as a uações polí icas/legais que culminam numa
cons ução de um discu so global que p ocu a a manu enção da Paz e Segu ança Cole i a.
A cons ução de um discu so global pe an e uma ação indica simul aneamen e a
ele ância da noção do Globalismo na a ualidade e na cons ução do a ual Sis ema
Polí ico In e nacional.
No en an o, é econhecida a necessidade de uma análise mais cien í ica/académica no
âmbi o do e o ismo, na medida em que as componen es sociais, e i o iais,
mo i acionais, eligiosas, en e an as ou as o nam-se necessá ias pa a uma melho
h ps://www.de esa.go .p /p /comunicacao/documen os/Lis s/PDEFINTER_Documen oLookupLis /2021
0510_02_P og ama_Quad o_2021_2026_MOZ.pd [consul ado a 26/08/2021]
145
Camões-Ins i u o de Coope ação e da Língua e as duas O ganizações Não Go e namen ais o ien adas
pa a o desen ol imen o po uguês no mundo.
146
Ins umen o de Respos a Rápida pa a Ações de Eme gência - Cabo Delgado ( 16 ab il 2021) Disponí el
em:h ps://www.ins i u o-camoes.p /sob e/comunicacao/no icias/ins umen o-de- espos a- apida-pa a-
acoes-de-eme gencia-cabo-delgado [Consul ado a 13/08/2021]
54
comp eensão de odas as a i idades elacionadas com o e o ismo. Ainda que seja
econhecida, igualmen e a sua o e e eal ameaça e po essa azão, se jus i ique o eno me
ace o ju ídico ela i o à Lu a Con a Te o is a.
Reconhecendo a mul iplicidade de a o es que um es udo pe an e o enómeno do
e o ismo aca e a, conside ou-se que uma abo dagem p óxima da escola cons u i is a
das Relações In e nacionais se ia a mais sensa a: na medida em que oi escolhido não
olha apenas pa a as decisões polí icas, is o é, omadas pelos go e nos, mas sim,
econhecendo o pode das o ganizações mul ila e ais e dos seus ins umen os,
maio i a iamen e legisla i os, bem como o seu papel ulc al na o ganização do Sis ema
Polí ico In e nacional.
Deno ando a exis ência de no os a o es no Sis ema Polí ico In e nacional, bem como, as
dimensões de pode na cons ução de discu sos, que culmina na cons ução de uma
es a égia global, onde odos os es ados e o ganizações se elacionam, de o ma conjun a,
pe an e uma ameaça, e o ça a necessidade de es udos cien í icos e mul idisciplina es que
ques ionem as di e sas nuances do p oblema.
A necessidade de uma posição c i ica ela i a à in e p e ação a ibuída às mo i ações de
ce os g upos sociais pelos p incipais o ganismos in e nacionais, an e io men e
mencionadas, encaminha pa a um ap o undamen o do conhecimen o de ce os concei os
u ilizados nos discu sos de an i e o . Re i a-se a í ulo de exemplo, os mo imen os de
au ode e minação polí ica e gue ilha, mui as ezes in e p e ados como e o is as, à luz
do di ei o in e nacional
147
.
A a és lógica ap esen ada (b e e enquad amen o, espos a mul ila e al, espos a
po uguesa no âmbi o mul ila e al) p e endeu-se comp eende a dimensão mul ila e al
pe an e um enómeno global: a impo ância do mul ila e alismo na Polí ica Ex e na
Po uguesa.
Po im, bas a escla ece que o in e esse po es a emá ica oi e o çado pela equência
no es ágio na Di eção Ge al da Polí ica Ex e na Po uguesa, mas ambém pela equência
do Mes ado de Ciência Polí ica e Relações In e nacionais, econhecendo ambém, no
âmbi o académico, que a p esen e emá ica em sido obje o de es udo pelas mais di e sas
escolas eó icas que compõem es a disciplina, que e o çam po sua ez, a
mul idisciplina iedade das Relações In e nacionais enquan o uma disciplina p óxima das
Ciências Sociais e Humanas.
147
O caso do PKK Cu do é exemplo p á ico. A necessidade de ques iona a designação de g upos e o is as
po pa e das O ganizações In e nacionais é ema de c ucial in e esse pa a au o a do p esen e ela ó io.
55
A ideia de que as Relações en e os Es ados apenas de e ão se abo dadas, endo em con a
os seus in e esses nacionais, são pos os em causa com o mul ila e alismo das
O ganizações In e nacionais, bem como enómenos globais, como o e o ismo global.
Re i a-se, assim, que o gos o pessoal po es as emá icas e pelos abalhos elabo ados ao
longo des es 11 meses de es ágio cons i uí am um começo num caminho de ela ó ios e
p oje os u u os.
Sendo, des a o ma, no ó ia a impo ância que a equência do es ágio no Minis é io dos
Negócios Es angei os ouxe pa a a au o a do p esen e ela ó io.
A opo unidade de es agia num local de p es ígio, com pessoas com ca ei as du adou as
e p es igiadas, com conhecimen o conc e o das ealidades dos mais di e sos can os do
mundo e das no mas sociais/polí icas/económicas dos di e en es es ados que compõem o
mundo das Relações In e nacionais, encaminha am a au o a do p esen e es ágio a
p ocu a segui a ca ei a diplomá ica e/ou ca ei as em o ganizações in e nacionais.
Tal decisão, e o ça o papel undamen al da Faculdade no âmbi o da elabo ação de
p o ocolos com emp esas, ó gãos do es ado, múl iplos o ganismos que pe mi em aos
alunos adqui i conhecimen o conc e o da ealidade labo al, em con e gência com as
ma é ias es udadas ao longo da equência dos mes ados.
O p esen e ela ó io de es ágio p ocu ou expo de o ma sin é ica, as expe iências
adqui idas no meio académico e p o issional no ho izon e das Relações In e nacionais e
dos Es udos Polí icos.
56
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Disponí el em: h ps://www.2021po ugal.eu/p / [consul ado a 20/02/2021]
US Depa men o S a e (2021), Te o is Designa ions and S a e Sponso s o Te o ism.
Disponí el em: h ps://www.s a e.go / e o is -designa ions-and-s a e-sponso s-o -
e o ism/ [consul ado a 26/08/2021].
U.S Embassy in Mozambique (2021) Go e no dos E.U.A dá Fo mação Mili a a
Fuzilei os Moçambicanos. Disponí el em: h ps://mz.usembassy.go /p /u-s-go e nmen -
p o ides-mili a y- aining- o-mozambican-ma ines-p / [consul ado a 14/07/2021]
Uni ed Na ions, (2021) Cen o Regional de in o mação pa a a Eu opa Ociden al,
Obje i os de desen ol imen o sus en á el. Disponí el em: h ps://un ic.o g/p /obje i os-
de-desen ol imen o-sus en a el/ [consul ado a 26/08/2021]
Anexos
Anexo nº1- O ganog ama do MNE
65
Fon e: Po al Diplomá ico (2021) Disponí el em:
h ps://www.po aldiploma ico.mne.go .p /sob e-nos/quem-somos/es u u a-o ganica
Anexo nº2- Di eção Ge al da Polí ica Ex e na Po uguesa
Fon e: Po al Diplomá ico (2021) Disponí el em:
h ps://www.po aldiploma ico.mne.go .p /sob e-nos/quem-somos/es u u a-o ganica
Anexo nº3: O ganog ama da DGPE
66
Fon e: imagem de uma ap esen ação in e na aos no os colabo ado es do MNE. Sis ema da
in ane p i ada do MNE.
Anexo nº 4: A igo nº 4 da Lei O gânica do MNE
67
68
Fon e: Po a ia n.º 31/2012 Diá io da República n.º 22/2012, Sé ie I de 2012-01-31 es u u a
o gânica da Di eção-Ge al de Polí ica Ex e na, a igo nº4 Di eção de Se iços das O ganizações
Polí icas In e nacionais. Disponí el em: h ps://d e.p /pesquisa/-
/sea ch/543904/de ails/maximized
69
Anexo nº 5: Mapa dos países memb os da Coligação Global pa a de o a o ISIS/
DAESH.
Fon e: Países memb os da Coligação Global (2021). Disponí el em:
h ps:// heglobalcoali ion.o g/en/pa ne s/
Anexo nº6- Mapa de Moçambique
70
Fon e: Po al do Go e no de Moçambique (2021) Disponí el em:
h ps://www.po aldogo e no.go .mz/po /Mocambique/Geog a ia-de-Mocambique/Mapa
Anexo nº7: Mapa Cabo Delgado.
71
Fon e: E ic Mo ie -Genoud (2020): The jihadi insu gency in Mozambique: o igins, na u e and
beginning, Jou nal o Eas e n A ican S udies in Jou nal o Eas e n A ican S udies Volume 14,
2020, página 17.
Anexo 8- Localização geog á ica de Mocímboa da P aia.
Fon e: Ge aldo Luís Macalane (Coo denado ), Ja a Sil es e Ja a (Coo denado - Adjun o), Alex
Samuel A u , Amisse Muamede, Calawia Salimo, C issan os Re eque, Misha M. Mandama,
Mouzinho M. Lopes, Selemane Mi ilage, Sé gio Sawale e Su iane A.Mo e (2021) A aques
72
Te o is as em Cabo Delgado (2017-2020): as causas do enómeno pela boca da população de
Mocímboa da P aia, Uni e sidade Ro uma, Ex ensão de Cabo Delgado, Pemba, 2021, página 75
Anexo nº 9: Religião dos Habi an es de Mocímboa da P aia.
Fon e: Ge aldo Luís Macalane (Coo denado ), Ja a Sil es e Ja a (Coo denado - Adjun o),
Alex Samuel A u , Amisse Muamede, Calawia Salimo, C issan os Re eque, Misha M.
Mandama, Mouzinho M. Lopes, Selemane Mi ilage, Sé gio Sawale e Su iane A.Mo e (2021)
A aques Te o is as em Cabo Delgado (2017-2020): as causas do enómeno pela boca da
população de Mocímboa da P aia, Uni e sidade Ro uma, Ex ensão de Cabo Delgado, Pemba,
2021, página 83.