Serviço Nacional de Saúde: património de todos: primeiro congresso após 34 anos de vida: editorial
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3;3
1(2):127–128
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Edi o ial
Se ic¸o
Nacional
de
Saúde:
pa imónio
de
odos
P imei o
cong esso
após
34
anos
de
ida
Na ional
Heal h
Se ice:
A
legacy
o
all
1s
Cong ess
a e
34
yea s
A
Fundac¸ão
pa a
a
Saúde
–
Se ic¸o
Nacional
de
Saúde
(FSNS)
ealizou
nos
dias
27
e
28
de
se emb o
de
2013
o
1.◦Cong esso
do
Se ic¸o
Nacional
de
Saúde
–
SNS:
pa imónio
de
odos.
A
ini-
cia i a
e e
luga
na
Aula
Magna
da
Rei o ia
da
Uni e sidade
de
Lisboa
e
oi,
a
odos
os
í ulos,
um
acon ecimen o
no á el.
Fo am
ecolhidos
e
o ganizados
con ibu os
pa a
pensa
o
SNS
do
u u o,
enquan o
ins i uic¸ão
po uguesa
capaz
de
se
cons i ui
como
uma
e e ência
eu opeia
e
global.
O
cong esso
oi
an ecedido
po
á ias
inicia i as
p epa a ó-
ias
e
se á
seguido
po
ou as
que
i ão
ap o unda
as
eflexões
e
deba es
iniciados.
Após
34
anos
de
ida,
é
como
se
o
SNS
es i esse
a
enasce
ago a
buscando
iden idade,
unidade
de
co po
e
uma
cul u a
o ganizacional
p óp ias,
pa ilhadas
po
odas
as
suas
ins i uic¸ões
e
p ofissionais.
In iga-me
o
ac o
de
não
exis i
um
único
imp esso,
abu-
le a,
imagem
logó ipo
com
a
designac¸ão
do
SNS,
seja
a
ní el
nacional,
egional
ou
local.
Apenas
em
2
momen os,
an o
quan o
me
lemb o,
se
en ou
al e a
al
si uac¸ão.
A
p imei a
oi
em
1982,
quando
chegou
a
se
publicado
o
Bole im
do
Se ic¸o
Nacional
de
Saúde,
que
aduzia
o
início
da
cons uc¸ão
de
iden idade
e
unidade
–
um
pouco
à
semelhanc¸a
do
que
acon-
ece
com
o
se ic¸o
nacional
de
saúde
b i ânico
(NHS).
Es e
p oje o
não
du ou
mais
do
que
alguns
meses.
Mais
a de,
em
2001,
Ca men
Pigna elli,
en ão
Sec e á ia
de
Es ado
Adjun a
do
Minis o
da
Saúde,
iniciou
um
p oje o
pa a
que
odos
os
hos-
pi ais
e
cen os
de
saúde
se
sen issem
pa e
de
uma
mesma
cul u a
o ganizacional
com
alo es
comuns.
Pe enc¸a
a
um
odo.
E
que
odos
os
cidadãos
econhecessem
e
sen issem
o
SNS
como
seu.
Foi
lanc¸ado
um
concu so
público
pa a
o
a an-
que
daquele
p oje o.
Com
a
mudanc¸a
de
Go e no
o
p oje o
oi
abandonado
e
os
documen os
e apo a am-se.
Vinham
a
caminho
os
hospi ais
S.A.
Na
minha
pe spe i a,
desde
o
seu
nascimen o,
em
1979,
o
SNS
em
es ado
subme ido
a
ensões
con adi ó ias
e
osci-
lan es
en e
um
polo
me can ilis a,
em
que
a
saúde
é
is a
como
me cado ia
e
á ea
de
negócio,
e
um
polo
cen ado
no
bem
comum,
no
in e esse
público,
na
solida iedade
e
na
coesão
social.
Pa alelamen e,
p e alece
uma
inap op iada
go e namen alizac¸ão
do
SNS,
ago a
pa en e
nas
no as
ecei-
as
de
medicamen os,
encimadas
pelo
logó ipo
«Go e no
de
Po ugal».
O
SNS
necessi a
e
um
es a u o
eno ado,
que
o
au ono-
mize
do
pode
polí ico
e
da
adminis ac¸ão
pública
comum.
De e
se
pa icipado
e
con olado
pelos
cidadãos
o
mais
pos-
sí el.
Não
pode
con inua
a
acon ece
que,
de
cada
ez
que
muda
o
Go e no,
um
se ic¸o
ão
complexo
como
es e,
com
uma
ele ada
componen e
écnico-cien ífica,
es eja
à
me cê
de
cap ichos
pa idá ios.
Is o
acon eceu
dezenas
de
ezes
nas
3
décadas
de
ida
do
SNS.
Es es
cap ichos
incluem
mudanc¸as
equen es
de
umo
e
de
cen enas
de
di igen es
nacionais,
egionais
e
locais,
alguns
deles
sem
conhecimen o
do
que
es á
e dadei amen e
em
causa,
nem
a
expe iência
e
as
compe ências
que
os
se ic¸os
do
SNS
e
odos
os
cidadãos
me ece iam.
Iden idade,
cul u a
o ganizacional
explíci a
e
um
disposi-
i o
de
go e nac¸ão
es a égica
p óp io
e
es á el
são
equisi os
pa a
eno a
e
desen ol e
o
SNS
e
pa a
lhe
p ese a
a
memó-
ia
e
a
in eligência.
O
pio
que
pode
acon ece
a
um
o ganismo
i o
ou
social
é
pe de
memó ia
e
in eligência.
E
isso
pa ece
es a
a
acon ece
com
o
SNS.
Daí
a
impo ância
des e
Con-
g esso.
Pa a
p oje a
o
u u o
do
SNS
e
pa a
o
p oje a
no
u u o
pa ece-me
necessá io
epensa
o
desenho,
o
es a u o
e
a
go e nac¸ão
do
SNS.
Explo a
no os
caminhos.
A
saúde
não
pode
se
is a
como
há
20
ou
30
anos,
po que
udo
mudou
en e an o.
O
SNS
não
de e
es a
sujei o
a
encon ões
de
momen o.
É
ce o
que
os
sis emas
sociais
êm
uma
e oluc¸ão
p óp ia,
um
ADN
e
um
con ex o
que,
em
ce a
medida,
lhes
de e minam
as
possibilidades
e olu i as
e
lhes
con e em
p o ec¸ão.
Mas
isso
não
bas a.
Há
um
abalho
de
ja dinagem
128
e
p
o
s
a
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e
p
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c
a
.
2
0
1
3;3
1(2):127–128
que
em
de
se
ei o
con inuadamen e
e
isso
é
esponsabili-
dade
de
odos,
e
do
Go e no
ambém.
O
SNS
po uguês
é
um
exemplo
a
ní el
in e nacional,
com
esul ados
que
nos
de em
deixa
o gulhosos.
Vá ios
dos
indi-
cado es
de
saúde
comummen e
u ilizados
a ingi am
alo es
ao
ní el
dos
melho es
do
mundo
e
mesmo
os
gas os
pe
capi a
são
baixos
ela i amen e
à
média
da
OCDE.
De emos,
indubi a elmen e,
es a
o gulhosos
e
celeb a
esses
sucessos
e,
ambém,
ap ende
com
os
e os
e
omissões
e
co igi-los.
Po
isso,
um
dos
obje i os
des e
1.◦Cong esso
oi
o
de
desen-
ol e
um
discu so
e
uma
isão
p óp ios
de
um
SNS
pa a
o
século
XXI,
uma
ins i uic¸ão
po uguesa
que
con ibui
pa a
um
país
emp eendedo
e
p óspe o,
a en o
ao
bem-es a
de
odos.
Ví o
Ramos
Unidade
de
Saúde
Familia
Ma ginal,
ACES
de
Cascais,
Cascais,
Po ugal
Co eio
ele ónico:
us .ma [email p o ec ed]
0870-9025/$
–
see
on
ma e
©
2013
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2013.10.003