e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
www.else ie .p / psp
A igo
o iginal
Escolhas
e
hábi os
alimen a es
em
adolescen es:
associac¸ão
com
pad ões
alimen a es
do
ag egado
amilia
Susana
Ca dosoa,∗,
Os aldo
San osb,
Ca la
Nunesae
Isabel
Lou ei oa
aEscola
Nacional
de
Saúde
Publica,
Uni e sidade
NOVA
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
bIns i u o
de
Medicina
P e en i a,
Faculdade
de
Medicina
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
in o mação
sob e
o
a igo
His o ial
do
a igo:
Recebido
a
7
de
ab il
de
2014
Acei e
a
14
de
julho
de
2014
On-line
a
2
de
ab il
de
2015
Pala as-cha e:
Escolhas
alimen a es
Adolescen es
Família
e
s
u
m
o
In oduc¸ão:
São
múl iplos
os
a o es
que
condicionam
as
escolhas
alimen a es.
Nas
idades
in an o-ju enis,
os
pais
desempenham
um
papel
impo an e
na
cons uc¸ão
de
p e e ências
alimen a es.
Tal
in luência
é
especialmen e
ele an e
na
in ância,
mas
pa ece
p olonga -se
a a és
do
pe íodo
da
adolescência.
Obje i o:
O
p incipal
obje i o
do
es udo
oi
ca ac e iza
a
associac¸ão
en e
hábi os
alimen-
a es
do
ag egado
amilia
e
escolhas
alimen a es
dos
adolescen es.
Mé odo:
T a a-se
de
um
es udo
com
abo dagem
mis a,
quan i a i a
e
quali a i a.
Numa
p imei a
e apa,
a
ecolha
de
dados
(quan i a i os)
oi
ei a
a a és
da
Escala
de
Hábi os
Alimen a es
(EHA),
au op eenchida
po
uma
amos a
de
adolescen es
a
equen a
o
ensino
secundá io
(10.◦-12.◦ano)
em
2
escolas
do
dis i o
de
Coimb a.
Des a
o ma,
oi
possí-
el
ca ac e iza
os
adolescen es
quan o
à
adequac¸ão
de
hábi os
alimen a es.
De
seguida,
pa a
a
componen e
quali a i a
do
es udo,
o am
iden i icados
e
selecionados
os
adolescen-
es
com
pon uac¸ões
mais
ele adas
na
escala
EHA
(i.
e.,
com
hábi os
mais
adequados)
e
os
adolescen es
com
pon uac¸ões
mais
baixas
nes a
escala
(i.
e.,
com
hábi os
alimen a es
menos
adequados).
Es es
adolescen es
o am
en e is ados
ela i amen e
às
suas
p e e-
ências
alimen a es,
nomeadamen e
quan o
à
escolha
alimen a
em
á ios
con ex os
(em
casa,
na
escola
e
o a
de
casa),
hábi os
do
ag egado
amilia
e
azões
conducen es
às
opc¸ões
e e uadas.
Fo am
ques ionados
ainda
quan o
ao
isco
de
saúde
(i.
e.,
pe cec¸ões
de
isco)
asso-
ciado
aos
hábi os
alimen a es,
decisão
pe an e
o
impulso
de
come
e
si uac¸ões
associadas
e,
po
úl imo,
ace ca
de
in enc¸ões
de
mudanc¸a
de
hábi os.
Foi
ei a
uma
análise
de
con-
eúdo
de
na u eza
emá ica,
com
codi icac¸ão
linha-a-linha
segundo
o
mé odo
de
Cha maz
e
codi icac¸ão
axial
(com
ecu so
ao
so wa e
MaxQDA).
Resul ados:
Pa icipa am
358
adolescen es,
dos
14
aos
18
anos
(média
=
15,78;
des io-
-pad ão
=
1,05;
46,9%
apazes).
A
média
da
pon uac¸ão
ob ida
nos
i ens
da
EHA
(escala
ipo
Like
1-5)
oi
de
3,434
(des io-pad ão
=
0,346),
a iando
en e
2,15-4,3.
A
pon uac¸ão
o al
∗Au o
pa a
co espondência.
Co eio
ele ónico:
sm.ca
[email protected]
(S.
Ca doso).
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2014.07.004
0870-9025/©
2014
Escola
Nacional
de
Sa´
ude
P´
ublica.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.U.
Es e
é
um
a igo
Open
Access
sob
a
licença
de
CC
BY-NC-ND
(h p://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/).
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
129
esul an e
da
soma
dos
i ens
a iou
en e
86-172
(numa
escala
en e
0-200),
com
uma
média
de
137,4
pon os
(des io-pad ão
=
13,85).
Não
o am
encon ados
hábi os
alimen a-
es
signi ica i amen e
di e en es
en e
g upos
e á ios
ou
es a os
socioeconómicos,
sendo
as
apa igas
a
assumi
escolhas
alimen a es
mais
adequadas.
O
g upo
de
adolescen es
com
hábi os
adequados
(média
EHA
en e
3,75-4,3;
pon uac¸ão
o al
EHA
en e
150-172)
in e-
g a
11
alunos;
o
g upo
com
hábi os
desadequados
(média
EHA
en e
2,65-3,125;
pon uac¸ão
o al
EHA
en e
106-125)
in eg a
17
alunos.
Os
adolescen es
com
hábi os
alimen a es
mais
adequados
desc e em
o
es ilo
pa en al
como
sendo
mais
in e en i o
do
que
o
desc i o
pelos
adolescen es
com
hábi os
menos
adequados.
Es a
in luência,
po
pa e
dos
pais,
é
ope acionalizada
de
o mas
di e sas:
a a és
de
es ilo
au o i a i o,
a a és
dos
exemplos
compo amen ais
(po
pa e
dos
pais)
e/ou
a a és
de
negociac¸ão
ou
con olo
da
disponibi-
lidade
alimen a
em
casa.
Da
análise
de
con eúdo
ambém
se
in e e
que
os
pais/ amilia es
dos
adolescen es
com
baixa
pon uac¸ão
na
EHA
endem
a
e
hábi os
alimen a es
pouco
saudá eis.
É
equen e
o
egis o
de
sensac¸ões
de
bem-es a
associado
ao
pad ão
alimen a ,
po
pa e
dos
alunos
com
hábi os
mais
adequados;
nos
adolescen es
com
hábi os
menos
adequados
o am
egis adas
ac¸ões
de
acomodac¸ão
aos
hábi os,
sem
desen ol imen o
de
uma
pos u a
a i a
de
emediac¸ão
como,
po
exemplo,
inicia i a
pa a
muda
os
hábi os,
mesmo
que
pon ualmen e.
Os
esul ados
des e
es udo
apon am
pa a
a
necessidade
de
as
in e enc¸ões
de
educac¸ão
alimen a
en e
jo ens
apos a em
no
desen ol imen o
de
com-
po amen os
alimen a es
adequados
ao
ní el
de
odo
o
ag egado
amilia ,
em
complemen o
a
in e enc¸ões
educa i as
di igidas
apenas
aos
jo ens.
©
2014
Escola
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Sa´
ude
P´
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Es e
é
um
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a
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(h p://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/).
Food
choices
and
ea ing
pa e ns
in
adolescen s:
associa ion
wi h
pa en s’
ood
pa e ns
Keywo ds:
Food
Choices
Adolescen s
Family
a
b
s
a
c
In oduc ion:
The e
a e
se e al
ac o s
ha
can
in luence
ood
choices.
In
child en
and
youngs e s,
pa en s
play
an
impo an
ole
in
he
cons uc ion
o
ood
p e e ences.
This
in luence
is
especially
ele an
in
childhood
bu
i
seems
o
ex end
h oughou
adolescence.
Objec i e:
o
cha ac e ize
he
associa ion
be ween
he
household
habi s
and
he
ood
choices
o
adolescen s.
Me hod:
This
is
a
quan i a i e
and
quali a i e
s udy.
In
a
i s
momen ,
da a
collec ion
(quan-
i a i e)
was
made
by
he
Ea ing
Habi s
Scale
(EHA).
S uden s
om
wo
schools
o
Coimb a
(10 h
o
12 h
g ade)
we e
asked
o
comple e
he
EHA.
Thus,
i
was
possible
o
cha ac e-
ize
adolescen s
acco ding
o
adequacy
o
ea ing
habi s.
Then,
o
he
quali a i e
s udy,
we
selec ed
he
s uden s
acco ding
o
he
bes
(mo e
app op ia e
habi s)
and
he
wo s
(bad
habi s)
sco e
EHA
ob ained.
These
adolescen s
we e
in e iewed
abou
hei
ood
p e e en-
ces,
including
on
ood
choice
in
di e en
con ex s
(a
home,
in
school
and
ou side
he
home),
household
habi s
and
easons
o
he
choices.
We e
also
asked
abou
pe cep ions
o
isk
asso-
cia ed
wi h
ea ing
habi s,
decision
be o e
he
u ge
o
ea
and,
inally,
abou
he
in en ions
o
changing
habi s.
A
con en
analysis
was
made,
using
line-by-line
coding
me hod
acco ding
o
Cha maz
and
axial
codi ica ion
(using
MaxQDA
so wa e).
Resul s:
The
census
o
s uden s
was
in i ed
o
pa icipa e
in
he
su ey,
eaching
a
sample
size
o
358
s uden s,
aged
14
o
18
(mean
=
15.78,
s anda d
de ia ion
=
1.05;
46.9%
boys).
The
a e age
sco e
on
i ens
o
EHA
(like
1-5)
was
3,434
(s anda d
de ia ion
0.346)
wi h
mean
be ween
2.15
and
4.3.
Among
he
adolescen s,
he
o al
sco e
ob ained
in
he
EHA
anged
be ween
86
and
172
(possible
alues
be ween
0
and
200),
wi h
an
a e age
o
137.4
(s an-
da d
de ia ion
=
13.85).
The e
we e
no
signi ican
di e en
ea ing
habi s
acco ding
o
each
age
g oup
o
socioeconomic
s a um,
wi h
he
gi ls
o
ake
mo e
app op ia e
ood
choices
(highe
sco es
EHA).
The
g oup
o
adolescen s
wi h
p ope
habi s
(EHA
a e age
3.75–4.3;
EHA
sco es
be ween
150
and
172),
includes
ele en
s uden s.
The
g oup
o
inadequa e
habi s
(EHA
a e age
2.65–3.125;
EHA
sco es
be ween
106
and
125),
includes
17
s uden s.
Adoles-
cen s
wi h
p ope
ea ing
habi s
desc ibe
he
pa en ing
s yle
as
mo e
in e en ionis
han
hose
epo ed
by
adolescen s
wi h
bad
habi s.
This
pa en s’
in luence
is
ope a ionalized
in
se e al
ways:
h ough
au ho i a i e
s yle,
h ough
beha io al
examples
(by
pa en s),
and/o
h ough
nego ia ion
o
con ol
o
ood
a ailabili y
a
home.
F om
con en
analysis
we
also
130
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
in e
ha
pa en s/ amilies
o
adolescen s
wi h
low
sco es
in
EHA
end
o
ha e
unheal hy
ea ing
habi s.
Regis a ion
o
eelings
o
well
-being
associa ed
wi h
die a y
pa e ns
is
com-
mon
among
adolescen s
wi h
p ope
habi s;
among
adolescen s
wi h
inadequa e
habi s,
we
ound
con o mi y,
wi hou
de eloping
an
ac i e
emedia ion
a i ude
as,
o
example,
ini ia i e
o
change
habi s,
e en
occasionally.
The
esul s
poin
o
he
need
o
educa ion
in e en ions
among
youngs e s
wi h
pa icula
ocus
in
de eloping
app op ia e
household
ea ing
beha io s,
in
addi ion
o
educa ional
in e en ions
di ec ed
only
o
youngs e s.
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2014
Escola
Nacional
de
Sa´
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is
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unde
he
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(h p://c ea i ecommons.o g/licenses/by-nc-nd/4.0/).
In oduc¸ão
A
escolha
alimen a ,
mais
ou
menos
conscien e,
é
omada
no
momen o
em
que
se
comp a
e/ou
consome
de e minado
ali-
men o,
sendo
es a
escolha
de e minada
po
di e sos
a o es:
isiológicos,
psicológicos,
sociais,
económicos
e
cul u ais.
As
escolhas
alimen a es
são
eículos
de
o mac¸ão
de
hábi os
ali-
men a es
e
in luenciam
signi ica i amen e
o
es ado
de
saúde
ao
longo
da
ida1.
Po
ou o
lado,
impo a
des aca
o
papel
da
ap endizagem
na
aquisic¸ão
de
p e e ências
alimen a es
em
jo ens
(c ianc¸as
e
adolescen es),
que
a
ap endizagem
o mal
(sob e
alimen os
saudá eis
e sus
não
saudá eis,
po
exemplo)
que
a
ap endizagem
in o mal2,3.
Nos
p ocessos
de
ap endizagem
in o mal
os
pais
desempenham
um
papel
un-
damen al,
nomeadamen e
a a és
da
modelac¸ão
quan o
a
hábi os
alimen a es
(ap endizagem
ica ian e,
pa a
os
jo ens)
e
da
disponibilidade
alimen a
pe mi ida
(pa a
além,
ob i-
amen e,
das
ecomendac¸ões/pe missões
di e as
quan o
às
escolhas
alimen a es
dos
jo ens)4.
De
ac o,
o
ambien e
amilia
ap esen a-se
equen e-
men e
como
de
impo ância
c ucial
pa a
o
desen ol imen o
e
manu enc¸ão
dos
compo amen os
alimen a es
e
de
a i idade
ísica,
em
c ianc¸as,
podendo
se
enco ajadas
p á icas
saudá-
eis
a a és
dos
hábi os
assumidos
pelos
pais
e
dos
ecu sos
disponibilizados
po
es es5,6.
Sabe-se
ambém
que
as
p á i-
cas
pa en ais
po enciam
a
opc¸ão
po
de e minados
alimen os
a a és
da
exposic¸ão
epe ida
a
esses
alimen os4,7.
Em
c ianc¸as
dos
4
aos
8
anos
oi
possí el
des aca
a
in luên-
cia
da
mãe,
assumindo
ele ância
não
só
a
p á ica
pa en al,
mas
ambém
o
es ilo
pa en al,
nomeadamen e
a a és
da
p essão
exe cida
pa a
come ,
com
e ei o
po encialmen e
pe e so
(i.
e.,
associado
a
maio
dis unc¸ão
alimen a )8.
A
es u u a
e
as
in e ac¸ões
amilia es
di e amen e
elacionadas
com
a
e eic¸ão
es endem
a
sua
in luência
sob e
o
pe íodo
da
adolescência9,10.
Um
es udo
de
A can11,
com
adolescen es
de
idades
com-
p eendidas
en e
15-18
anos,
apon a
pa a
uma
associac¸ão
posi i a
en e
a
modelagem
pa en al
saudá el,
em
e mos
de
escolhas
alimen a es,
e
um
IMC
de
18-23
(i.
e.,
saudá el)
nos
ilhos.
Assim
sendo,
é
pa icula men e
impo an e
comp een-
de
os
de e minan es
das
escolhas
alimen a es.
Com
o
c escimen o,
e
sob e udo
na
adolescência,
em
que
as
in e ac¸ões
sociais
não
pa en ais
se
in ensi icam,
a
cons uc¸ão
de
escolha
o na-se
mais
complexa
e
dependen e
da
in e ac¸ão
com/en e
múl iplos
elemen os
psicossociais,
cul u ais
e
económicos2,12.
A
globalizac¸ão
e
o
con ex o
social
em
que
o
adolescen e
se
in eg a
a e am
as
escolhas
alimen a es
de
modo
ainda
mais
p onunciado
do
que
no
pe íodo
da
in ância13.
Bouwman14,
p.391 e e e
que
«a
comida
é
equen-
emen e
pa ilhada
com
ou os
e
p opo ciona
opo unidades
pa a
es abelecimen o
de
con ac os
sociais.
Es as
in e ac¸ões
sociais
podem
unciona
como
um
ma co
de
cul u a
e
como
exp essão
de
a e o,
comp omisso
e
iden idade».
De
qualque
modo,
o
impac o
dos
hábi os
amilia es
con-
inua
a
aze -se
sen i
na
adolescência.
Po
exemplo,
em
alguns
es udos
oi
possí el
e i ica
associac¸ão
de
maio
con-
sumo
de
as - ood
e
meno
consumo
de
ege ais
po
pa e
dos
adolescen es,
com
con ex os
amilia es
que
in oduzem
equen emen e
o
as - ood
na
p á ica
habi ual
quo idiana15.
Pa ece
exis i
uma
associac¸ão
en e
o
ambien e
alimen a
de
casa,
con olado
sob e udo
pelos
pais,
e
o
consumo
de
u as
e
ege ais,
po
pa e
dos
jo ens.
A
disponibilidade
de
u as
e
ege ais
e
o
ácio
alimen os
mais
saudá eis/alimen os
pouco
saudá eis,
em
casa,
es ão
o emen e
associados
à
inges ão
de
u as
e
ege ais16.
O
es udo
aqui
ap esen ado
isa
con ibui
pa a
a
comp e-
ensão
da
o ma
como
as
escolhas
alimen a es,
no
dia-a-dia
de
adolescen es,
se
elacionam
com
os
hábi os
alimen a es
do
ag egado
amilia
e,
em
especial,
com
os
hábi os
alimen a es
dos
pais.
Obje i os
O
p incipal
obje i o
des e
es udo
é
ca ac e iza
a
associac¸ão
en e
pe cec¸ão
dos
hábi os
alimen a es
do
ag egado
amilia
e
as
escolhas
alimen a es
dos
adolescen es.
Numa
p imei a
ase,
eco endo
a
uma
abo dagem
quan-
i a i a,
p e ende-se
ca ac e iza
os
hábi os
alimen a es
em
adolescen es
a
equen a
o
ensino
secundá io.
Numa
segunda
ase,
eco endo
a
uma
abo dagem
quali a i a,
p e ende-se
conhece
a
pe cec¸ão
dos
jo ens
quan o
aos
hábi os
alimen a es
do
ag egado
amilia .
Es a
in o mac¸ão,
ob ida
pela
abo dagem
quali a i a,
pe mi e
comp eende
a
associac¸ão
en e
as
p á icas
pa en ais
e
as
escolhas
alimen a es
dos
adolescen es
(a aliadas
pela
componen e
quan i a i a).
Mé odos
O
es udo
seguiu
uma
abo dagem
mis a,
inicialmen e
quan-
i a i a
e
de
seguida
quali a i a,
semp e
com
um
desenho
obse acional
ans e sal.
A
ecolha
dos
dados
quan i a i-
os
oi
ei a
a a és
de
ques ioná ios
de
au op eenchimen o,
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
131
em
con ex o
escola ,
e
po
en e is a
indi idual
semies u u-
ada
ace-a- ace.
Pa icipa am
no
es udo
2
escolas
(amos a
in encional),
em
que
se
p ocu ou
di e sidade
(en e
adoles-
cen es)
socioeconómica,
bem
como
de
o e a
alimen a
(em
e mos
de
pas ela ia/snack-ba
e
es abelecimen os
as - ood
e
em
e mos
de
emen a
de
can ina
escola ).
Em
cada
escola
oi
cons i uída
uma
amos a
não
p obabilís ica,
po
con e-
niência.
Numa
das
escolas
o am
aplicados
ques ioná ios
a
u mas
do
10◦ao
12◦anos
de
escola idade,
ensino
egula ,
selecionando
2
u mas
po
ano
de
escola idade
e
a
u mas
de
ensino
p o issional,
selecionando
uma
u ma
po
ano
de
escola idade.
Nou a,
o am
aplicados
ques ioná ios
a
u mas
do
10◦ao
12◦do
ensino
egula ,
selecionando
3
u mas
po
cada
ano
de
escola idade.
A
selec¸ão
oi
ealizada
com
base
em
con eniência
do
ho á io
escola ,
po
o ma
a
acili a
a
ope acionalizac¸ão
dos
ques ioná ios.
Fo am
excluídos
alunos
com
his ó ia
clínica
conhecida
de
dis ú bio
alimen a
e/ou
com
pa ologia
condicionan e
da
die a
(n
=
4).
Fo am
ob idas
as
au o izac¸ões
da
di ec¸ão
das
escolas
que
pa icipa am
no
es udo,
bem
como
o
consen imen o
in o mado
assinado
pelos
pais
e
pelos
adolescen es,
com
ga an ia
de
anonima o
(e,
po -
an o,
de
con idencialidade).
Os
alunos
esponde am
à
Escala
de
Hábi os
Alimen a es
(EHA),
alidada
pa a
a
populac¸ão
po uguesa
po
Ma ques17.
As
espos as
são
dadas
a a és
de
uma
escala
do
ipo
Like .
Quan o
mais
ele ada
a
pon uac¸ão
média
de
odos
os
i ens,
mais
adequados
se ão
os
hábi os
alimen a es.
Es e
ins u-
men o
inclui
ques ões
ela i as
a
4
dimensões:
quan idade
alimen a
(7
i ens),
qualidade
alimen a
(14
i ens),
a iedade
alimen a
(8
i ens)
e
adequac¸ão
alimen a
(11
i ens),
que
o iginam
dis ibuic¸ão
po
i em
de
1-5.
A
pon uac¸ão
global
(soma ó io
das
espos as
dadas
aos
40
i ens)
pode
ap esen a
alo es
a
a ia
en e
0-200.
Médias
de
pon uac¸ão
(1-5)
mais
ele adas
co espondem
a
hábi os
mais
adequados
em
e mos
de
qualidade,
quan idade,
a iedade
e
adequac¸ão
alimen a-
es.
O
p ocesso
de
alidac¸ão
da
EHA
desen ol ido
po
Ma ques
esul ou
de
uma
amos a
não
alea ó ia,
de
âmbi o
egio-
nal
(zona
Cen o)
e
e i icou
ha e
alguns
i ens
com
baixa
co elac¸ão
com
a
pon uac¸ão
o al
da
escala
( eduzindo
o
alo
global
de
consis ência
in e na).
No
en an o,
os
e e idos
i ens
o am
man idos
po
ques ões
de
signi icado
de
cons uc o.
Os
alo es
de
al a
encon ados
no
es udo
de
alidac¸ão
o am
de
␣
=
0,5
pa a
a
quan idade
alimen a ,
␣
=
0,716
pa a
a
quali-
dade
alimen a ,
␣
=
0,658
pa a
a iedade
alimen a
e
␣
=
0,619
pa a
adequac¸ão
alimen a .
O
alo
al a
de
C onbach
global
oi
bas an e
bom:
␣
=
0,816.
O
índice
de
massa
co po al
(IMC)
oi
de e minado
pela
in es igado a
po
medic¸ão
an opomé ica
do
peso
e
da
al u a
dos
adolescen es.
Pa a
de e minac¸ão
de
p é-obesidade
e
de
obesidade
segui am-se
os
pon os
de
co e
(e
cu as
de
pe -
cen il)
do
CDC18.
Pa a
e ei os
da
análise
es a ís ica
u ilizou-se
o
so wa e
IBM
S a is ical
Package
o
he
Social
Sciences,
SPSS
20.0.
Pa a
compa ac¸ão
en e
alunos
p o enien es
dos
á ios
es a os
socioeconómicos,
géne o
e
g upos
e á ios
eco eu-se
ao
es e
pa a
amos as
independen es
e
à
ANOVA
a
um
a o .
Pa a
as
en e is as
semies u u adas
o am
selecionados
os
alunos
com
melho
e
pio
pon uac¸ão
ob ida
na
EHA.
P e endeu-se
assim
es abelece
uma
dico omia,
com
is a
à
análise
compa a i a
de
subg upos
com
ca ac e ís icas
(em
e -
mos
de
hábi os
alimen a es)
mui o
dis in as
(mais
adequados
–
g upo
A
–
e
mais
desadequados
–
g upo
B).
Assim
sendo,
a
amos a
de
adolescen es
que
pa icipou
na
abo dagem
qua-
li a i a
consis iu
numa
subamos a
dos
que
pa icipa am
na
abo dagem
quan i a i a.
O
amanho
amos al
de
cada
g upo
(com
melho es
e
pio es
hábi os)
oi
de inido
de
aco do
com
o
p incípio
da
sa u ac¸ão
eó ica19:
G upo
A
(n
=
11):
alunos
com
ele ada
pon uac¸ão
na
EHA
(hábi os
alimen a es
mais
adequados;
EHA
≥
150);
pon uac¸ões
en e
150-172,
média
de
163,9
(des io-pad ão
=
5,84).
Média
das
dimensões:
qualidade
–
3,889
±
0,29;
quan-
idade
–4,026
±
0,56;
a iedade
–
4,522
±
0,23;
adequac¸ão
–
4,024
±
0,17.
Média
o al
das
dimensões
–
4,115
±
0,17.
G upo
B
(n
=
17):
alunos
com
baixa
pon uac¸ão
na
EHA
(hábi-
os
alimen a es
menos
adequados;
EHA
≤
125);
pon uac¸ões
en e
106-125,
média
de
118,82
(des io-pad ão
=
5,85).
Média
das
dimensões:
qualidade
–
2,890
±
0,34;
quan i-
dade
–2,823
±
0,55;
a iedade
–
3,125
±
0,39;
adequac¸ão
–
3,074
±
0,48.
Média
o al
das
dimensões
–
2,978
±
0,15.
Rela i-
amen e
a
es e
g upo,
não
oi
possí el
in eg a
4
alunos
que
ha iam
ob ido
pon uac¸ão
in e io
a
106
(2
deles
muda am
de
escola
e
2
ecusa am
pa icipa
na
componen e
quali a i a
do
es udo).
Nas
en e is as
semies u u adas
os
pa icipan es
p oce-
de am
a
uma
desc ic¸ão
dos
hábi os
alimen a es
do
ag egado
amilia ,
dos
seus
p óp ios
hábi os
alimen a es,
sendo
ques i-
onados
ace ca
das
di e enc¸as
en e
a
alimen ac¸ão
p a icada
em
casa,
na
escola
e
o a
de
ambas,
e
azões
conducen es
a
essas
escolhas.
Fo am
ques ionados
ainda
quan o
ao
isco
de
saúde
(i.
e.,
pe cec¸ões
de
isco)
associado
aos
hábi os
ali-
men a es,
decisão
pe an e
o
impulso
de
come
e
si uac¸ões
associadas
e,
po
úl imo,
ace ca
de
in enc¸ões
de
mudanc¸a
de
hábi os.
Pa a
e ei os
de
análise
dos
dados
ecolhidos
a a és
da
en e is a
(dados
quali a i os)
seguiu-se
uma
abo dagem
ipo
g ounded
heo y20,21.
Os
egis os
áudio
das
en e is as
o am
ansc i os
de
o ma
in eg al.
Foi
ei a
uma
análise
emá-
ica
do
con eúdo,
com
ca ego izac¸ão
a a és
do
mé odo
de
codi icac¸ão
abe a
linha-a-linha
de
Cha maz22.
Após
es a
codi icac¸ão
abe a
ealizou-se
a
codi icac¸ão
axial,
com
ecu so
ao
so wa e
MaxQDA,
po
análise
da
elac¸ão
en e
ca ego ias23
e,
po
úl imo,
codi icac¸ão
sele i a
p ocu ando
iden i ica
uma
ca ego ia
cen al
da
eo ia,
in eg ando
odos
os
dados
do
p o-
cesso,
a é
a ingi
a
sa u ac¸ão
eó ica
dos
dados.
Resul ados
A
EHA
oi
adminis ada
a
358
alunos
(46,9%
apazes)
do
ensino
secundá io
(10.◦-12.◦anos
de
escola idade),
com
idades
en e
os
14
e
os
18
anos
de
idade
(média
=
15,78
±
1,05).
A
dis ibuic¸ão
po
idades,
ní el
socioeconómico
e
sexo
dos
alunos
pa ici-
pan es
em
cada
uma
das
ases
do
es udo
ap esen am-se
nas
abelas
1
e
2.
As
pon uac¸ões
o ais
de
EHA,
esul an es
da
soma
de
odos
os
i ens,
a ia am
en e
86-172,
com
uma
média
de
137,4
132
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
Tabela
1
–
Ca ac e izac¸ão
da
amos a
–
componen e
quan i a i a
do
es udo
Rapazes
(n
=
168)
Rapa igas
(n
=
190)
To al
(n
=
358)
Idade
14
anos
(%)
8,33
9,47
8,9
15
anos
(%)
33,9
35,8
34,9
16
anos
(%)
33,3
28,95
31
17
anos
(%) 17,86
20,5
19,3
18
anos
(%) 6,55
5,26
5,9
Média
15,8
15,76
15,78
Mediana
16
16
16
Des io-pad ão
1,046
1,055
1,050
Ní el
socioeconómico
dos
pais
Sem
subsídio
(%)
85,7
87,9
86,9
Escalão
C
(%)
7,14
7,9
7,5
Escalão
B
(%)
5,95
3,68
4,7
Escalão
A
(%)
1,19
0,53
0,8
Tabela
2
–
Ca ac e izac¸ão
da
amos a
–
componen e
quali a i a
do
es udo
G upo
A
(n
=
11)
G upo
B
(n
=
17)
To al
(n
=
28)
Idade
14
anos
(%)
18,18
23,5
21,4
15
anos
(%)
27,27
29,4
28,6
16
anos
(%)
36,36
29,4
32,1
17
anos
(%)
0
17,6
10,7
18
anos
(%)
18,18
0
7,14
Média
15,72
15,4
15,54
Mediana
16
15
15,5
Des io-pad ão
1,35
1,064
1,17
Sexo
Rapa igas
(%)
72,7
41,2
53,6
Rapazes
(%)
27,3
58,8
46,4
Ní el
socioeconómico
dos
pais
Sem
subsídio
(%) 100
88,2
92,8
Escalão
C
(%)
0
11,8
11,8
Escalão
B
(%)
0
0
0
Escalão
A
(%)
0
0
0
G upo
A:
g upo
de
adolescen es
com
hábi os
alimen a es
mais
sau-
dá eis,
de
aco do
com
a
pon uac¸ão
global
da
EHA
(≥
150).
G upo
B:
g upo
de
adolescen es
com
hábi os
alimen a es
menos
saudá eis,
de
aco do
com
a
pon uac¸ão
global
da
EHA
(≤
125).
(des io-pad ão
=
13,85).
Em
e mos
médios,
ob i e am-se
os
alo es
ap esen ados
na
abela
3.
Po
se
a a
de
uma
escala
ecen e
e
de
aplicac¸ão
ainda
diminu a,
p ocedeu-se,
como
já
e e ido,
a
uma
análise
de
iabilidade
in e na
da
mesma.
Rela i amen e
à
escala
com-
ple a
ob e e-se
um
al a
de
0,81.
Pa a
as
subdimensões
da
escala
o am
encon ados
os
seguin es
al as:
quan idade
–
0,52;
qualidade
–
0,69;
a iedade
–
0,69
e
adequac¸ão
–
0,52,
co espondendo
a
alo es
que
apon am
pa a
aca/ azoá el
consis ência
pa a
algumas
dimensões
(com
eduzido
núme o
de
i ens),
mas
uma
boa
iabilidade
no
seu
conjun o.
O
es a o
socioeconómico
oi
a aliado
segundo
o
escalão
de
subsídio
de
ac¸ão
social
escola .
A
amos a
inclui
alunos
de
escalões
socioeconómicos
di e si icados:
86,9%
de
ado-
lescen es
não
ab angidos
po
subsídio,
7,5%
de
adolescen es
pouco
ca enciados
(escalão
C),
4,7%
de
adolescen es
ca enci-
ados
(escalão
B)
e
0,8%
de
adolescen es
mui o
ca enciados
(escalão
A).
Apenas
um
aluno
i ia
com
uma
ia.
Os
es an es
i iam
com
os
pais
e
i mãos
no
caso
de
es es
exis i em.
Não
o am
encon ados
hábi os
alimen a es
signi ica i a-
men e
di e en es
en e
g upo
e á ios
ou
es a os
socioeconó-
micos.
Já
ela i amen e
ao
sexo,
eco endo-se
ao
es e
pa a
compa ac¸ão
de
médias,
e i icou-se
se em
as
apa igas
a
assu-
mi
escolhas
alimen a es
mais
adequados
(pon uac¸ões
mais
ele adas
do
EHA;
p
<
0,001).
Nenhum
dos
adolescen es
ap esen a a
obesidade.
No
g upo
A
uma
aluna
ap esen a a
ligei o
excesso
de
peso
(IMC
=
25,0).
No
g upo
B
uma
aluna
ap esen a a
excesso
de
peso
(IMC
=
27,7)
e
um
aluno
ap esen a a
ligei o
excesso
de
peso
(IMC
=
24,8)18.
Pe spe i as
dos
alunos
sob e
os
hábi os
alimen a es
dos
pais
Da
análise
dos
ela os
ob idos
a a és
da
en e is a,
cons a a-
-se
que
o
a o
com
maio
ele ância
nas
escolhas
dos
adolescen es
–
hábi os
do
ag egado
amilia
–
é
comum
aos
2
g upos,
em
de imen o
de
ou os
a o es,
como
empo
dis-
poní el
e
p e e ências
alimen a es
baseadas
no
palada ,
es es
sim,
di e indo
na
p io idade
assumida
en e
os
2
g upos
(A
e
B).
Os
adolescen es
com
hábi os
alimen a es
adequados
e e-
em
p á icas
mais
saudá eis,
pa indo
do
ambien e
amilia
( e
exemplo
de
discu so
na
abela
4).
Os
pais/ amilia es
assumem
in luência
di e a
e
in e en i a.
Ap esen a-se
uma
amília
que,
ipicamen e,
ap ecia
e
cul i a
uma
alimen ac¸ão
adequada,
equen emen e
com
con olo
e
p eocupac¸ão
pela
saúde.
De
salien a
que
o
«con olo»
é
e e ido,
pelos
ado-
lescen es,
como
um
acompanhamen o,
mas
sem
p essão
con li uosa.
Na
pe spe i a
dos
adolescen es,
os
e e idos
hábi-
os
en aízam-se
ao
longo
do
empo
e
as
opc¸ões
dos
pais
êm
Tabela
3
–
Médias
ob idas
pela
aplicac¸ão
da
EHA
–
componen e
quan i a i a
do
es udo
Amos a
n
=
358
G upo
A
G upo
B
Média
Des io-pad ão
Média
Des io-pad ão
Média
Des io-pad ão
Global
3,434
0,346
4,115
0,175
2,978
0,150
Quan idade
3,069
0,412
4,026
0,563
2,823
0,554
Qualidade
3,350
0,587
3,889
0,298
2,890
0,347
Va iedade
3,772
0,527
4,522
0,235
3,125
0,395
Adequac¸ão
3,527
0,430
4,024
0,175
3,074
0,489
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
133
Tabela
4
–
Discu sos
dos
adolescen es
ela i amen e
à
in luência
pa en al
nas
escolhas
alimen a es
(po
ca ego ias
de
análise)
Ca ego ias
Exemplos
( e ba im)
G upo
A
Disponibilidade
alimen a
«Como
á ias
u as
que
a
minha
mãe
me
p epa a»
«Como
mui o
peixe.
.
.
a
minha
mãe
cos uma
aze
mui o
peixe»
«Sin o-me
bem
a
não
come
( i os
e
alimen os
icos
em
go du a)
e
en ão
a
minha
mãe
ambém
já
sabe
isso.
.
.
lá
em
casa
é
mui o
a o»
Con olo
e
enco ajamen o
«Lá
em
casa
a
comida
a é
é
bas an e
saudá el.
Nós
azemos
mui o
mais
cozidos
e
g elhados
do
que
i os.
.
.»
«Semp e
ui
con olada
pela
minha
mãe
no
que
oca
à
alimen ac¸ão,
nunca
me
excedi
com
po ca ias
e
habi uei-me
assim»
«Em
casa
não
como
i os
po que
eu
não
gos o
mui o,
a
minha
mãe
não
gos a
de
i os,
não
gos a
do
chei o.
.
.»
«.
.
.semp e
ui
habi uada
a
e
um
egime
alimen a
mais
con olado
.
.
.
e
não
ac¸o
sac i ícios,
sin o-me
bem»
Bem-es a
«Sin o-me
bem
a
não
come
( i os
e
alimen os
icos
em
go du a)
e
en ão
a
minha
mãe
ambém
já
sabe
isso.
.
.lá
em
casa
é
mui o
a o»
«.
.
.
e
não
ac¸o
sac i ícios,
sin o-me
bem»
P e e ências
dos
pais
como
p omo o as
das
p e e ências
dos
ilhos
«Em
casa
não
como
i os
po que
eu
não
gos o
mui o,
a
minha
mãe
não
gos a
de
i os,
não
gos a
do
chei o.
.
.»
«.
.
.eu
gos o.
.
.po
exemplo,
eu
e
a
minha
mãe
gos amos
mas
po
isso
enho
que
às
ezes
comp a
só
especialmen e
pa a
nós.
.
.»
Di iculdade
em
ge i /compensa
a
disponibilidade
de
comida
saudá el,
em
unc¸ão
de
gos os
di e en es
«Gos a a
de
consegui
in oduzi
mais
ege ais.
.
.
eu
en o,
só
que
mui as
ezes
não.
.
.
em
minha
casa
eles
não
gos am
mui o.
.
.
eu
gos o.
.
.
po
exemplo,
eu
e
a
minha
mãe
gos amos
mas
po
isso
enho
que
às
ezes
comp a
só
especialmen e
pa a
nós
po que
os
meus
i mãos
não
gos am»
G upo
B
P á ica
amilia
pouco
saudá el
«A
minha
mãe
az
imensos
doces
depois
da
e eic¸ão»
«Não
cos umo
come
sopa
ao
jan a
po que
já
comi
na
escola
e
o
meu
pai
ambém
não
az.
Em
casa
como
menos
do
que
na
escola
mas
mais
ezes.
Aqui
na
escola
como
mais
como
de e
se »
«È
quase
impossí el
eu
aze
die a
naquela
casa.
.
.a
minha
mãe
az
o os
moles,
az
mil
e
uma
coisas.
.
.ela
ambém
é
gulosa
e
az
pa a
ela
e
es á
lá»
Não
enco ajamen o
«De
ez
em
quando
alha
comigo
mas
não
me
ob iga
a
come »
«Ao
jan a
como
o
que
a
minha
mãe
az,
mas
não
como
sopa.
Ca ne,
massa,
a oz,
peixe»
Indisponibilidade
em
casa
«Eu
como
po
gos o.
.
.
es ou
a
e le i
pela
p imei a
ez.
.
.
al ez
opo unidade.
.
.
po que
em
casa
nunca
se
az.
Como
quando
ou
ao
es au an e.
Se
quisesse
aze
não
inha
pa a
o
aze »
Acomodac¸ão
«Se
eu
aco da
às
10
ou
11
h,
o
meu
pai
só
aco da
às
3
da
a de
e
en ão
sou
capaz
de
come
3
ezes
o
pequeno-almoc¸o,
seja
pão
ou
ce eais.
Ao
almoc¸o
não
como
nada
ou
como
um
pão
e
só
ol o
a
come
ao
jan a
ou
ao
lanche.
.
.
não
há
o
hábi o
de
almoc¸a
lá
em
casa.
Almoc¸o
logo
ao
aco da .
.
.
é
semp e
assim
que
ao
sábado
que
ao
domingo»
Os
pais,
ou
pelo
menos
um
deles,
omen am
os
hábi os
inadequados
ou
enco ajam-nos
«Se
hou e
como,
se
não
hou e
ligo
à
minha
mãe
e
pec¸o
pa a
comp a »
«De
manhã,
o
meu
pai
cos uma
i
ao
padei o,
comp a
um
olhado
mis o
e
eu
cos umo
come .
.
.»
«Aos
sábados,
se
a
minha
mãe
sai ,
se
o
a
Coimb a,
às
ezes
az
McDonalds
se
não,
como
espa gue e
com
bacon»
«Se
a
minha
mãe
es i e
po
Coimb a
a é
me
pode
aze
um
hambú gue
pa a
o
lanche
mas
uma
ez
ou
ou a.
.
.
chegou
a
se
uma
ez
po
semana.
.
.»
epe cussões
cla as
nas
opc¸ões
em
con ex o
amilia .
É
e e-
ido
o
bem-es a
que
ad ém
da
opc¸ão
po
uma
alimen ac¸ão
adequada.
Os
hábi os
amilia es
inco po am
a
p ocu a
de
bem-es a
po
pa e
dos
á ios
elemen os
da
amília.
No
único
caso,
de
en e
os
que
cons i uem
o
g upo
A,
em
que
su gem
alguns
cená ios
de
hábi os
menos
adequa-
dos
o
adolescen e,
mesmo
pe an e
a
di iculdade
em
ge i
p oblemas
de
disponibilidade,
assume
uma
posic¸ão
a i a
no
sen ido
de
desen ol e
condic¸ões
acili ado as
de
opc¸ões
saudá eis,
sendo
es as
( ambém
nes e
caso
e
al
como
exp esso
pelo
adolescen e)
associadas
à
in luência
de
um
dos
pais.
Em
con as e,
dos
ela os
dos
adolescen es
com
hábi os
alimen a es
inadequados,
e i ica-se
uma
p á ica
amilia ,
nomeadamen e
selec¸ão
alimen a
e
modos
de
con ec¸ão,
pouco
saudá eis.
Nes es
adolescen es,
a
in luência
a i a
da
amília,
nas
a as
ezes
em
que
é
mencionada,
é
mais
énue,
menos
con olado a,
não
enco ajando
os
hábi os
saudá eis.
No
discu so
dos
adolescen es
su ge
com
equência
o
eco-
nhecimen o
da
alimen ac¸ão
como
inadequada,
mas
sem
desen ol imen o
de
compo amen os
de
compensac¸ão,
ao
in és
do
obse ado
em
alguns
casos
do
g upo
A.
Associam-se
ques ões
de
p e e ências
e
modos
de
con ec¸ão,
com
dispo-
nibilidade
de
p odu os
alimen a es
menos
salu ogénicos,
em
casa:
«Eu
como
po
gos o.
.
.es ou
a
e le i
pela
p imei a
ez.
.
.
al ez
opo unidade.
.
.
Como
quando
ou
ao
es au an e.
Se
quisesse
aze
não
inha
pa a
o
aze ».
Nes a
ase
é
especialmen e
e iden e
o
ac o
das
p á icas
amilia es,
nomeadamen e
no
que
se
e e e
à
disponibilidade
alimen a ,
condiciona em
a
o ma
como
o
adolescen e
se
alimen a.
Já
ases
como
«se
eu
aco da
às
10
ou
11
h
o
meu
pai
só
aco da
às
3
da
a de
e
en ão
sou
capaz
de
come
3
ezes
o
pequeno-almoc¸o,
seja
pão
ou
ce eais»
ou
«so
almoc¸o
não
como
nada
ou
como
um
pão
e
só
ol o
a
come
ao
jan a
ou
ao
lanche.
.
.»
ou
ainda
«não
há
o
hábi o
de
almoc¸a
lá
em
casa.
Almoc¸o
logo
ao
aco da .
.
.
é
semp e
assim
que
ao
sábado
que
ao
domingo»
deno-
am
uma
acomodac¸ão,
sem
desen ol imen o
de
es a égias
134
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
emediado as
( e i icadas
no
g upo
com
hábi os
alimen a es
adequados).
Do
discu so
dos
adolescen es
ambém
se
conclui
que
os
pais,
ou
pelo
menos
um
deles,
omen am
os
hábi os
inade-
quados
ou
enco ajam-nos,
c iando
condic¸ões
a o á eis
aos
consumos
alimen a es
pouco
saudá eis.
A
in luência
po
pa e
da
mãe
su ge
mais
equen emen e
compa a i amen e
com
o
pai.
Es a
assime ia
é
em
pa e
explicá el
pela
execuc¸ão,
po
pa e
da
mãe,
de
a e as
como
cozinha
ou
adqui i
p odu os.
O
pai
e á
assim
uma
in luência
mais
pon ual
nas
escolhas
alimen a es
dos
adolescen es.
Os
adolescen es
en e is ados
e e em
equen emen e
as
escolhas
ealizadas
em
con ex o
amilia ,
como
assumidas
igualmen e
em
con ex os
o a
do
ambien e
amilia :
«A é
gos o.
.
.an es
nem
gos a a
mui o
mas
comecei
a
gos a .
.
.»,
«escolho
habi ualmen e
coisas
que
êm
a
e
com
a
comida
que
eu
cos umo
come »,
«.
.
. ai
ambém
po
aquilo
que
eu
es ou
mais
habi uada.
.
.»
ou
«semp e
ui
con olada
pela
minha
mãe
no
que
oca
à
alimen ac¸ão,
nunca
me
excedi
com
po ca ias
e
habi uei-me
assim».
Discussão
P e endia-se
com
es e
es udo
uma
ca ac e izac¸ão
da
associac¸ão
en e
hábi os
alimen a es
do
ag egado
ami-
lia
e
as
escolhas
alimen a es
dos
adolescen es,
eco endo
a
uma
me odologia
mis a
(quan i a i a
e
quali a i a).
A
abo dagem
quan i a i a
isou
a
ca ac e izac¸ão
da
amos a
em
es udo
quan o
aos
hábi os
alimen a es
e
a
selec¸ão
de
(sub)amos as
que
pe mi issem
uma
abo dagem
quali a-
i a
ica
em
in o mac¸ão
sob e
de e minan es
das
escolhas
alimen a es.
Foi
u ilizada
a
EHA,
que
e elou
uma
boa
consis ência
in e na
(pa a
a
escala
o al),
embo a
com
consis ência
in e na
mais
aca
pa a
algumas
das
suas
subdimensões
(explicá el
ambém
pelo
ac o
de
es as
dimensões
e em
poucos
i ens).
De
uma
o ma
ge al,
os
alo es
de
consis ência
in e na
encon-
ados
es ão
alinhados
com
os
encon ados
po
Ma ques17.
A
escala
EHA
ap esen a
algumas
limi ac¸ões
que
deco em
do
seu
p ocesso
de
alidac¸ão
e
uso
ainda
limi ado.
Es e
aba-
lho
e o c¸a
a
possibilidade
de
ecu so
a
es a
escala
pa a
análise
dos
hábi os
alimen a es,
endo-se
ob ido
um
alpha
de
C on-
bach
de
0,81.
No
en an o,
é
aconselhá el
eco e
a
es udos
mais
ap o undados
de
modo
a
e o c¸a
a
alidade
ex e na
da
escala.
Na
amos a
es udada
os
adolescen es
ap esen a am
classi icac¸ões
mais
ele adas
na
dimensão
« a iedade
alimen a »
e
mais
eduzidas
na
dimensão
«quan idade»,
al
como
ob ido
em
ou os
es udos17.
As
médias
ob idas
pa a
cada
dimensão
da
escala
EHA
ap oximam-se
das
já
encon adas
na
amos a
es udada
po
Ma ques
(quan idade:
3,107;
qualidade:
3,244;
a iedade:
3,574;
adequac¸ão:
3,297),
ap esen ando
alo es
ligei amen e
mais
baixos
pa a
a
dimen-
são
ela i a
à
quan idade
e
ligei amen e
mais
ele ados
pa a
as
es an es
dimensões.
Uma
limi ac¸ão
des e
es udo
em
a
e
com
o
ac o
de
não
exis i em
dados
ela i os
ao
IMC
da
o alidade
dos
alunos.
Apenas
o am
de e minados
esses
alo es
ela i amen e
aos
alunos
selecionados
pa a
abo dagem
quali a i a,
po
condici-
onan es
ela i as
à
logís ica
e
ho á ios
das
di e sas
u mas.
Se ia
igualmen e
pe inen e
complemen a
o
es udo
com
ou as
on es
de
dados
ela i os
às
p á icas
pa en ais
e
es ilo
pa en al,
pa a
além
das
deco en es
dos
ela os
dos
adoles-
cen es.
Da
mesma
o ma,
o
ac o
de
a
análise
deco e
sob e
uma
amos a
de
con eniência
limi a
a
sua
ep esen a i idade.
Da
análise
dos
ela os
dos
adolescen es,
apesa
dos
mes-
mos
não
isa em
desc ic¸ão
exaus i a,
cons a a-se
alguma
iden idade
en e
os
alimen os
e
hábi os
alimen a es
que
os
adolescen es
e baliza am
e
o
egis ado
a
p io i
aquando
do
p eenchimen o
da
EHA.
Os
dados
ecolhidos
nes e
es udo
con i mam
o
papel
das
p á icas
e
hábi os
amilia es
enquan o
o ma ado es
de
esco-
lhas
alimen a es
en e
adolescen es.
A
igu a
1
ap esen a,
de
o ma
esquemá ica,
o
modo
como
es as
p á icas
e
hábi-
os
alimen a es
do
ag egado
amilia
se
elacionam
com
as
escolhas
alimen a es
a uais
dos
adolescen es.
Como
se
pode
obse a ,
na
opinião
dos
adolescen es,
o
pad ão
alimen a
dos
pais
es á
di e amen e
associado
aos
ecu sos
alimen a-
es
disponibilizados
em
casa.
Tal,
é
conco dan e
com
ou os
es udos,
que
mos a am
que
a
modelagem
pa en al,
o
ambi-
en e
amilia
e
con olo
da
disponibilidade
po
pa e
dos
pais
es ão
associados
aos
hábi os
alimen a es
ado ados
pelos
adolescen es6,15,16.
A
pe cec¸ão
de
bem-es a
po
pa e
dos
alunos
com
hábi os
alimen a es
adequados
su ge
ambém
associada
às
opc¸ões
alimen a es
implemen adas
em
con ex o
amilia .
Os
ela os
que
apon am
pa a
o
enco ajamen o,
po
pa e
dos
pais,
do
consumo
de
as ood,
p edominan es
no
g upo
de
adolescen es
com
hábi os
inadequados
(classi icac¸ões
mais
baixas
da
escala
EHA),
pa ecem
i
de
encon o
ao
de endido
po
alguns
au o es,
como
Bou elle,
quan o
à
in luência
da
aquisic¸ão
de
as ood
pa a
consumo
no
seio
amilia .
Nes a
pe spe i a,
a
amília
pa ece
assumi
um
papel
nega i o,
con-
ibuindo
pa a
a
selec¸ão
desse
ipo
de
alimen os15.
Exis em
es udos
de
associac¸ão
en e
o
pad ão
alimen a
dos
pais
e
as
escolhas
e
p e e ências
alimen a es
dos
ilhos,
in e indo
a
in luência
pa en al
sob e
os
compo amen os
ali-
men a es,
mas,
na
sua
maio ia,
incidi am
sob e
amos as
cons i uídas
po
c ianc¸as
a é
aos
13-14
anos
de
idade.
Pou-
cos
são
os
es udos
que
incluí am
adolescen es
a é
aos
18
anos6,24.
Um
es udo
de
2013
analisou
a
associac¸ão
en e
hábi-
os
alimen a es
e
o
ambien e
amilia
em
e mos
de
equência
das
e eic¸ões
em
amília
e
con olo
pa en al,
numa
amos a
de
adolescen es
g egos.
Foi
egis ada
uma
associac¸ão
en e
con olo
pa en al
e
escolhas
saudá eis
po
pa e
dos
ilhos13.
Também
na
nossa
amos a
o
papel
egulado
dos
pais
assume
especial
ele ância
pa a
os
hábi os
dos
ilhos.
Os
es udos
ea-
lizados
nos
úl imos
anos
êm
in es ido
na
ca ac e izac¸ão
de
hábi os
e
p á icas
alimen a es
pa en ais
e
sua
associac¸ão
com
hábi os
alimen a es
dos
ilhos.
Não
o am
encon ados
es u-
dos
que
elacionem
a
p á ica
pa en al
pe cecionada
pelos
adolescen es
e
as
escolhas
assumidas
po
es es.
Num
es udo
de
S e enson,
com
ecolha
de
dados
a a és
de
ocus-g oup,
com
adolescen es
dos
12
aos
15
anos,
ap esen ando
hábi os
alimen a es
saudá eis,
e i icou-se
associac¸ão
en e
a
p á-
ica
de
despo o
e
de
a i idades
culiná ias
e
a
au ope cec¸ão
elacionada
com
a
alimen ac¸ão,
is o
é,
a
c enc¸a
de
que
os
hábi os
saudá eis
aca e am
mais- alias,
assim
como
a
co -
e a
a aliac¸ão
em
«bom»
e
«mau»
pode
se
de e minan e
pa a
os
compo amen os
adop ados25.
Segundo
os
au o es
desse
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
5;3
3(2):128–136
135
F
a
o
e
s
d
o
a
m
b
i
e
n
e
í
s
i
c
o
(
d
i
s
p
o
n
i
b
i
l
i
d
a
d
e
,
p
e
ç
o
,
p
u
b
l
i
c
i
d
a
d
e
)
C
o
n
e
x
o
s
o
c
i
a
l
(
p
a
e
s
,
n
o
m
a
s
)
F
a
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e
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e
/
p
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s
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s
,
p
e
e
ê
n
c
i
a
)
Pais/ag egado amilia Adolescen es
Hábi os
adequados
Hábi os
inadequados
Hábi os inadequados
Bem-es a
Pos u a a i a/compensação
Acomodação
Ausência de es a égias de
compensação
P á ica amilia pouco saudá el
Enco ajamen o de hábi os
inadequados
Indisponibilidade de alimen os
saudá eis
P á ica amilia saudá el
Con olo/enco ajamen o
Disponibilidade alimen a
P e e ências alimen a es
Figu a
1
–
A i udes
dos
adolescen es
ela i amen e
à
escolha
alimen a
e
o ma
como
es a
é
in luenciada
pelas
p á icas
e
hábi os
dos
ag egados
amilia es.
es udo,
pa icipa
a i amen e,
nomeadamen e
na
con ec¸ão
dos
alimen os,
se á
um
mediado
do
consumo
de
maio
a i-
edade
de
alimen os.
Es a
pos u a
a i a
su ge
na
p esen e
in es igac¸ão,
nes a
mesma
pe spe i a,
uma
ez
que
os
ado-
lescen es
que
assumem
es e
ipo
de
pos u a
mais
a i a,
nomeadamen e
pa icipando
na
aquisic¸ão
de
p odu os
pa a
consumo
em
casa,
ap esen am
maio
capacidade
pa a
e e ua
escolhas
saudá eis.
No
p esen e
es udo,
a
associac¸ão
en e
pad ão
alimen a
dos
pais
e
escolhas
dos
ilhos
adolescen es
oi
in es igada
eco endo
aos
ela os
dos
ilhos.
Des e
modo,
sob essaem
os
a o es
ele an es
ca ac e ís icos
do
ag egado
amilia ,
quando
pe cecionados
pelos
adolescen es.
As
escolhas
alimen a es
podem
es a
em
associac¸ão
com
a o es
cul u ais
e
é nicos26.
No
es udo
que
se
ap esen a
al
não
oi
conside ado
uma
ez
que
odos
os
pa icipan es
são
p o enien es
de
um
mesmo
ambien e
cul u al,
sendo
o iun-
dos
de
Po ugal,
conc e amen e
Bei a
Li o al.
Conclusões
O
ecu so
à
compa ac¸ão
de
discu sos
de
g upos
de
adoles-
cen es
com
hábi os
especialmen e
an agónicos
co esponde
a
uma
no a
abo dagem
ela i amen e
aos
es udos
já
exis en es.
Com
es e
es udo,
e i icou-se
que
a
in luência
dos
pais
é
ele-
an e,
independen emen e
de
se
a a
de
adolescen es
com
hábi os
mani es amen e
adequados
ou
mani es amen e
desa-
dequados.
Um
dos
a o es
que
pode
in luencia
as
escolhas
ali-
men a es
dos
adolescen es
es á
elacionado
com
os
hábi os
amilia es
elacionados
com
a
alimen ac¸ão.
O
pad ão
ali-
men a
p a icado
em
casa
é
de e minan e
pa a
a
adoc¸ão
e
manu enc¸ão
de
compo amen os
alimen a es
po
pa e
dos
adolescen es
em
ge al.
Es e
a o ,
ao
con á io
do
que
pode á
acon ece
com
ou os,
assume
ele ância
especial
que
en e
os
adolescen es
que
e e uam
escolhas
adequadas
que
sob e
os
que
e e uam
escolhas
inadequadas.
Pais
que
adqui em
alimen os
saudá eis,
o nando-os
disponí eis
em
con ex o
amilia ,
que
consomem
esses
mesmos
alimen os
de
uma
o ma
egula ,
com
p eocupac¸ão
com
o
bem-es a
dos
á ios
elemen os
da
amília,
con ibuem
pa a
o
en ai-
za
de
hábi os
alimen a es
saudá eis
po
pa e
dos
ilhos.
Es es
endem
a
oma
decisões
semelhan es
o a
de
casa,
pelo
que
a
in luência
se
es ende
pa a
além
do
con ex o
amilia .
Os
jo ens
alam
em
hábi os
iniciados
pelos
hábi-
os
alimen a es
p a icados
em
amília
e
que
se
pe pe uam
pa a
além
desse
con ex o,
o
que
é
pa en e
na
e e ência
e-
quen e
a
ases
com
e mos
como
«hábi o»
e
«comecei
a
gos a ».
136
e
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o
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a
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2
0
1
5;3
3(2):128–136
Tendo
em
con a
que
os
hábi os
alimen a es
pa em
em
g ande
pa e
do
con ex o
amilia ,
exis e
uma
endência
pa a
es es
se
pe pe ua em
ao
longo
das
ge ac¸ões.
Assim
sendo,
e
endo
em
con a
os
esul ados
do
p esen e
es udo,
é
impo -
an e
que
as
in e enc¸ões
na
á ea
da
educac¸ão
pa a
a
saúde
enham
em
con a
o
con ex o
amilia .
Qualque
medida
que
con emple
es e
con ex o,
nomeadamen e
a a és
de
a i ida-
des
que
incluam
os
pais/ amília
com
quem
i e
o
adolescen e,
se ão
semp e
mais
adequadas.
Con i ma-se
a
impo ância
de
in e i
jun o
dos
pais,
nomeadamen e
no
sen ido
de
os
enco aja
a
disponibiliza ,
em
casa,
alimen os
a iados,
nome-
adamen e
u as
e
ege ais,
e
a
diminui
a
disponibilidade
de
ou os
alimen os
menos
saudá eis27,28.
É
aconselhá el
e e ua
es udos
eco endo
a
amos as
mais
ala gadas
e
em
con ex os
cul u ais
di e si icados
pa a
uma
comp eensão
mais
undamen ada
do
enómeno.
Es es
es o c¸os
de
in es igac¸ão
se ão
especialmen e
heu ís icos
se
incluí em
a
ca ac e izac¸ão
do
ní el
educacional
dos
pais,
das
suas
pe cec¸ões
e
a i udes
ela i amen e
à
alimen ac¸ão
e
o
ní el
de
li e acia
em
saúde,
undamen al
pa a
uma
comp e-
ensão
mais
ampla
da
in luência
do
con ex o
amilia .
Con li o
de
in e esses
Os
au o es
decla am
não
ha e
con li o
de
in e esses.
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