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Sistemas de Informação Geográfica Aplicado na Preparação de Operações Censitárias, Estudo de Caso Município de Viana, Luanda- Angola

Ginga, Geraldo António

Abstract

Antes do surgimento e avanço de novas tecnologias como os Sistemas de Informação Geográfica (SIG), a actualização dos dados era feita manualmente, tornando o processo muito demorado. Os SIG são utilizados em diversas etapas do Censo, desde o pré-Censo, o Censo e o pós-Censo, no censo são essenciais para planeamento, gestão da operação e disseminação de dados. Neste trabalho abordamos a aplicação dos SIG na preparação de operações censitárias. O caso de estudo, foi o município de Viana, Luanda-Angola, onde destacou-se a aplicação dos SIG na preparação de operações censitárias (pré-Censo). Para a preparação da Base cartográfica censitária, seguiu-se a seguinte metodologia: definição dos parâmetros das Secções Censitárias (urbana e rural), os campos de atributo, ajuste da malha censitária em gabinete, trabalhos de campo, validação final da informação cartográfica e produção dos mapas finais em gabinete. A recolha e tratamento de todos os dados foram feitos com os aplicativos da plataforma ESRI (ArcGis Pro, ArcGis Field Maps e ArcGis survey123). Das sete secções censitárias, um bairro e uma aldeia estudada resultou em dois bairros e uma aldeia, dando um total de 16 secções censitárias, distribuídas em 13 urbanas e três rurais. Com estas foi possível criar quatro áreas de supervisão, dos quais três urbanas e uma rural. Com as secções censitárias e áreas de supervisão fez-se toda planificação da operação de recolha do Censo. Este estudo permitiu mostrar as valências dos SIG e tecnologias associadas, para preparação de bases cartográficas de suporte ao Censo.

Full text

Q Sis emas de In o mação Geog á ica Aplicado na P epa ação de Ope ações Censi á ias, Es udo de Caso Município de Viana, Luanda- Angola Ge aldo An ónio Ginga Sis emas de In o mação Geog á ica Aplicado na P epa ação de Ope ações Censi á ias, Es udo de Caso município de Viana, Luanda- Angola Disse ação o ien ado po : P o esso Dou o Ma co Oc á io T indade Painho Se emb o 2024 Geog aphic In o ma ion Sys ems Applied in he P epa a ion o Census Ope a ions, Case S udy in he municipali y o Viana, Luanda-Angola Disse a ion supe ised by: P o esso Doc o Ma co Oc á io T indade Painho Sep embe 2024 i Dedica ó ia Aos meus Digníssimos Pais An ónio Miguel (“in memo iam”) e Ma ia Miguel Ag adecimen os A Deus pai odo-pode oso, pelo dom da ida e oda, mo i ação e sabedo ia concedida pa a a conc e ização des a espinhosa emp ei ada. A minha esposa Be a Ginga, pela paciência em supo a as minhas ausências e oda o ça e enco ajamen o p es ado du an e a execução des e abalho, aos meus ilhos po supo a em a minha ausência em momen os impo an es das suas idas. Aos meus pais, i mãos, sob inhos, p imos, ios pela o ça e enco ajamen o dado em odo es e p ocesso pa a o alcance des a me a. Ao P o esso Dou o Ma co Painho, pelos sábios conselhos e icos ensinamen os ecebidos du an e es e p ocesso o ma i o e a o ien ação des a disse ação. Ao co po docen e do cu so de Ciência e Sis emas de In o mação Geog á ica da NOVAIMS, pelos icos con eúdos ecebidos du an e a o mação. A NOVAIMS po me e acei ado como es udan e do cu so de mes ado em Ciência e Sis emas de In o mação Geog á ica, a á ea académica e o depa amen o de in o má ica po odo apoio adminis a i o e supo e ecnológico p es ado. Ao INE-Angola po pe mi i conhece a NOVAIMS e odo apoio p es ado. Aos meus colegas D . Ezequiel Luís, a D a. Be saida Cos a, o Eng.º And é Lu enga e ao D . Al edo José pela o ça e enco ajamen o. A D a. Ana San os do INE-Po ugal, pela o ça e odo apoio p es ado na cedência de dados. As D a. Ma ia Isabel, D a. Bea iz Cos a e Te esa Ba os, po oda o ça, apoio e enco ajamen o p es ado pa a inalização des e abalho. Po odos anónimos que de o ma di ec a ou indi ec a apoia am pa a conc e ização des e sonho, a minha e e na g a idão, paz e bem. i Decla ação de In eg idade Decla o que o abalho con ido nes e documen o é da minha au o ia e não de ou a pessoa. Toda a assis ência ecebida de ou as pessoas es á de idamen e assinalada e é e e uada e e ência a odas as on es u ilizadas (publicadas ou não). O abalho não oi an e io men e subme ido ou a aliado na NOVA In o ma ion Managemen School ou em qualque ou a ins i uição. ASSINATURA DIGITAL ii Decla a ion o O iginali y I decla e ha he wo k desc ibed in his documen is my own and no om someone else. All he assis ance I ha e ecei ed om o he people is duly acknowledged and all he sou ces (published o no published) a e e e enced. This wo k has no been p e iously e alua ed o submi ed o NOVA In o ma ion Managemen School o elsewhe e. DIGTAL SIGNATURE iii Sis emas de In o mação Geog á ica Aplicado na P epa ação de Ope ações Censi á ias, Es udo de Caso município de Viana, Luanda- Angola RESUMO: An es do su gimen o e a anço de no as ecnologias como os Sis emas de In o mação Geog á ica (SIG), a ac ualização dos dados e a ei a manualmen e, o nando o p ocesso mui o demo ado. Os SIG são u ilizados em di e sas e apas do Censo, desde o p é-Censo, o Censo e o pós-Censo, no censo são essenciais pa a planeamen o, ges ão da ope ação e disseminação de dados. Nes e abalho abo damos a aplicação dos SIG na p epa ação de ope ações censi á ias. O caso de es udo, oi o município de Viana, Luanda-Angola, onde des acou-se a aplicação dos SIG na p epa ação de ope ações censi á ias (p é-Censo). Pa a a p epa ação da Base ca og á ica censi á ia, seguiu-se a seguin e me odologia: de inição dos pa âme os das Secções Censi á ias (u bana e u al), os campos de a ibu o, ajus e da malha censi á ia em gabine e, abalhos de campo, alidação inal da in o mação ca og á ica e p odução dos mapas inais em gabine e. A ecolha e a amen o de odos os dados o am ei os com os aplica i os da pla a o ma ESRI (A cGis P o, A cGis Field Maps e A cGis su ey123). Das se e secções censi á ias, um bai o e uma aldeia es udada esul ou em dois bai os e uma aldeia, dando um o al de 16 secções censi á ias, dis ibuídas em 13 u banas e ês u ais. Com es as oi possí el c ia qua o á eas de supe isão, dos quais ês u banas e uma u al. Com as secções censi á ias e á eas de supe isão ez-se oda plani icação da ope ação de ecolha do Censo. Es e es udo pe mi iu mos a as alências dos SIG e ecnologias associadas, pa a p epa ação de bases ca og á icas de supo e ao Censo. ix Geog aphic In o ma ion Sys ems Applied in he P epa a ion o Census Ope a ions, Case S udy in he municipali y o Viana, Luanda-Angola ABSTRACT: Be o e he eme gence and ad ancemen o new echnologies such as Geog aphic In o ma ion Sys ems (GIS), da a upda ing was done manually, making he p ocess e y ime-consuming. GIS a e used in a ious s ages o he Census, om he p e- Census, he Census and he pos -Census, in he census hey a e essen ial o planning, managing he ope a ion and dissemina ing da a. In his wo k we add ess he applica ion o GIS in he p epa a ion o census ope a ions. The case s udy was he municipali y o Viana, Luanda-Angola, whe e he applica ion o GIS in he p epa a ion o census ope a ions (p e-Census) s ood ou . The ollowing me hodology was used o p epa e he census map base: de ining he pa ame e s o he Census Sec ions (u ban and u al), he a ibu e ields, adjus ing he census g id in he o ice, ieldwo k, inal alida ion o he map in o ma ion and p oduc ion o he inal maps in he o ice. All he da a was collec ed and p ocessed using ESRI pla o m applica ions (A cGis P o, A cGis Field Maps and A cGis su ey123). O he se en census sec ions, one neighbou hood and one illage s udied esul ed in wo neighbou hoods and one illage, gi ing a o al o 16 census sec ions, dis ibu ed in o 13 u ban and h ee u al a eas. Wi h hese i was possible o c ea e ou supe iso y a eas, h ee o which we e u ban and one u al. The census sec ions and supe iso y a eas we e used o plan he census collec ion ope a ion. This s udy showed he bene i s o GIS and associa ed echnologies o p epa ing ca og aphic bases o suppo he Census. x i Índice de abela Tabela 1 - Codi icação do sec o censi á io ........................................................... 23 Tabela 2 - Componen es do log adou o ................................................................. 24 Tabela 3 - Log adou o, núme o e modi icado ....................................................... 25 Tabela 4 - Desc ição de pon o de e e ência .......................................................... 26 Tabela 5 - Componen es do ende eço..................................................................... 26 Tabela 6 - Desc ição do pe íme o do se o censi á io u al ................................... 27 Tabela 7 - Ca ac e ís icas essenciais da o ganização do p ocesso censi á io dos países es udados. ....................................................................................... 37 Tabela 8 - E olução das a iá eis le an adas nos Censos de Angola.................... 50 Tabela 9 - Coo denadas ex emas do município de Luanda, zona 33 Sul .............. 62 Tabela 10 - Dados geog á icos analógicos ............................................................ 64 Tabela 11 - Dados ec o iais .................................................................................. 65 Tabela 12 - Dados Ras e ........................................................................................ 65 Tabela 13 - De inição de campos da secção censi á ia .......................................... 69 Tabela 14 - Resumo das secções censi á ias e á ea de supe isão ob idas da á ea de es udo. ................................................................................................. 89 Índice de igu as Figu a 1 - Passos da me odologia seguida nes e es udo . ......................................... 6 Figu a 2 - Es u u a Geog á ica Censi á ia dos EUA ............................................... 9 Figu a 3 - In eg ação e ical de múl iplas camadas de ca ac e ís icas geog á icas do TIGER. .................................................................................... 12 Figu a 4 - Exemplo de lis a de ende eços da LUCA. ............................................. 13 Figu a 5 - Exemplo do ambien e do GeoSea ch ..................................................... 14 Figu a 6 - A hie a quia adminis a i a e es a ís ica do Canadá. ............................. 15 Figu a 7 - Sec o censi á io e quad as .................................................................... 17 Figu a 8 - Quad a censi á ia ................................................................................... 17 Figu a 9 - In e ace do Geosea ch .......................................................................... 19 Figu a 10 - Quad a echada de qua o aces ........................................................... 25 Figu a 11 - Demons ação dos componen es de CNEFE ....................................... 26 Figu a 12 - Ca ac e ís icas do sec o censi á io u al 2010 .................................... 27 x ii Figu a 13 - Mapa do sec o censi á io da á ea u bana do Censo 2010 ................... 28 Figu a 14 - Modelos de abo dagem de en e is as que se á implemen ado no Censo 2022 no B asil. ...................................................................................... 28 Figu a 15 - Secção e Subsecção Es a ís ica. ........................................................... 32 Figu a 16 - Edi ícios geo e e enciados. ................................................................ 33 Figu a 17 - Geome ia dos Censos de 1991, 2001 e 2011. ..................................... 33 Figu a 18 - Ca a pano âmica de secção e subsecção es a ís ica da á ea u bana BGRI2021 ........................................................................................................ 35 Figu a 19 - Ca a pano âmica de secção e subsecção es a ís ica da á ea u al BGRI2021 ........................................................................................................ 35 Figu a 20 - Dashboa d de con olo da ESRI pa a moni o ização das á eas de enume ação. ..................................................................................................... 41 Figu a 21 - Exemplo de um e i ó io com o as op imizadas. ............................... 44 Figu a 22 - Uma is a de uma Secção Censi á ia emo a no B asil, mapa embu ido no CAPI ........................................................................................... 44 Figu a 23 - P eenchimen o de um ques ioná io o a dos limi es da Secção Censi á ia. ........................................................................................................ 45 Figu a 24 - Uma isão da aplicação de expedição no modo de enume ação. ........ 46 Figu a 25 - Es u u a de desag egação geog á ica u ilizada no Censo 2014, ......... 52 Figu a 26 - Ex a o de ca a ca og á ica analógica. ............................................... 53 Figu a 27 - O ganização do e i ó io em cinco ní eis hie á quico. ...................... 54 Figu a 28 - Necessidade de ac ualização da in o mação ca og á ica em uma ca a pa a ins censi á ios. .............................................................................. 54 Figu a 29 - In eg ação das duas componen es, gabine e e campo. ......................... 55 Figu a 30 - Es u u a da o ganização da in o mação geog á ica, o País con endo as p o íncias .................................................................................... 56 Figu a 31 - Es u u a da o ganização da in o mação geog á ica, a P o íncia con endo os Municípios. .................................................................................. 57 Figu a 32 - O ganização da in o mação geog á ica po Comunas/Dis i os U banos. ........................................................................................................... 57 Figu a 33 - Da ase Comuna/Dis i os U banos, com os espec i os ea u e class . ............................................................................................................... 57 Figu a 34 - Co espondência do geocódigo, com a localização espacial da secção censi á ia. ............................................................................................. 58 x iii Figu a 35 - Mapa pano âmico da comuna. ............................................................. 60 Figu a 36 - Mapa pano âmico do Bai o. ............................................................... 60 Figu a 37 -Mapa da á ea de Supe isão. ................................................................ 60 Figu a 38 -Mapa de Secção Censi á ia. .................................................................. 61 Figu a 39 - Mapa da á ea de es udo. ....................................................................... 62 Figu a 40 - Bene ícios do A cGis Su ey123 em abalho num ambien e o ganizacional. ................................................................................................. 66 Figu a 41 - Bene ícios do A cGIS Field Maps pa a os luxos de abalho em um ambien e o ganizacional. ........................................................................... 67 Figu a 42 - A secção censi á ia do Bai o Zango I, com os limi es desajus ados e excesso de habi ações . ................................................................................. 72 Figu a 43 - A secção censi á ia do Bai o Zango I, com os limi es desajus ados e excesso de habi ações. .................................................................................. 73 Figu a 44 - A secção censi á ia núme o 038 do Bai o Zango I, com os limi es desajus ados e excesso de habi ações. ............................................................. 73 Figu a 45 - A secção censi á ia núme o 020 do Bai o Zango I, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia 020. .................................................................................................. 73 Figu a 46 - A secção censi á ia núme o 021 do Bai o Zango I, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia 021. .................................................................................................. 74 Figu a 47 - A secção censi á ia núme o 022 do Bai o Zango I, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia 022. .................................................................................................. 74 Figu a 48 - A secção censi á ia núme o 092 do Bai o Zango I, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia 092. .................................................................................................. 74 Figu a 49 - A secção censi á ia núme o 038 do Bai o Zango I, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia 038. .................................................................................................. 75 Figu a 50 - a) Sob eposição das secções censi á ias an e io es e ajus adas; b) Secções censi á ias ajus adasia)....................................................................... 75 xix Figu a 51 - A secção censi á ia núme o 002 u al, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia núme o 002. ..................................................................................................... 76 Figu a 52 - A secção censi á ia núme o 003 u al, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia 003. .................................................................................................................. 76 Figu a 53 - edimensionamen o da Secção 020, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada e enume ada como 201 e 202 . ......... 78 Figu a 54 - edimensionamen o da Secção 021, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada e enume ada como secções 211 e 212. .................................................................................................................. 79 Figu a 55 - edimensionamen o da Secção censi á ia nº. 022, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada e enume ada como secções 221, 222, 223 e 224. ................................................................. 79 Figu a 56 - edimensionamen o da Secção 092, a) secção censi á ia ajus ada e b) secções censi á ias edimensionada e enume ada como secções 921e 922. .................................................................................................................. 80 Figu a 57 - edimensionamen o da Secção 038, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada, man ida o núme o 038. ...................... 80 Figu a 58 - Secções censi á ias ajus adas e edimensionadas. ............................... 81 Figu a 59 - Sob eposição dos limi es do bai o zango I e e en e ao Censo2014 e os limi es ac uais. .......................................................................................... 82 Figu a 60 - Sob eposição dos limi es da aldeia Nzamba Calumbo e o limi e ac ual. ............................................................................................................... 82 Figu a 61 - Secções censi á ias p opos as em gabine e e a esul an e do abalho de campo. ........................................................................................... 83 Figu a 62 - Secções censi á ias p opos as em gabine e e a esul an e do abalho de campo. ........................................................................................... 84 Figu a 63 - Secções censi á ias p opos as em gabine e e a esul an e do abalho de campo. ........................................................................................... 84 Figu a 64 - P ocessamen o da co ecção opológica no A cGis P o. ..................... 85 Figu a 65 - Resul ado do P ocessamen o da co ecção opológica, nenhum e o opológico iden i icado............................................................................. 85 xx Figu a 66 - Á ea de Supe isão u bana, Bai o Zango IA e u al, Aldeia Nzamba Calumbo. ........................................................................................... 86 Figu a 67 - Tabela de a ibu o inal da Secção Censi á ia. ..................................... 86 Figu a 68 - Tabela de a ibu o inal da Á ea de Supe isão. .................................. 87 Figu a 69 - Compa ação en e as secções do Censo 2014 e a ac ualização de 2024, bai o Zango I-A. ................................................................................... 87 Figu a 70 - Compa ação en e as secções do Censo 2014 e a ac ualização de 2023, bai o Zango I-B. ................................................................................... 88 Figu a 71 - Compa ação en e as secções de 2014 da á ea de es udo e a ac ualização de 2024, aldeia Zamba Calumbo ............................................... 88 Figu a 72 - Mapa modelo de Secção Censi á ia . ................................................... 90 Figu a 73 - Mapa modelo de Á ea de Supe isão . ................................................ 91 Figu a 74 - Mapa modelo do Pano âmico do bai o .............................................. 92 1 1 - In odução 1.1 - Enquad amen o O desen ol imen o dos Sis emas de In o mação Geog á ica (SIG) em con ibuído cada ez mais pa a melho ia da abo dagem de di e sos enómenos, pois quali icam- se como e amen as e me odologias indispensá eis nas mais di e sas á eas do sabe , que sejam no planeamen o e o denamen o do e i ó io, na economia, no u banismo, no ambien e, no u ismo, na demog a ia, en e ou as. Des a o ma, os SIG o am adqui indo um es a u o e um peso undamen al em mui as acções des as á eas, como no supo e a ealização de ope ações es a ís icas ( ecenseamen os e inqué i os). A ele ância dos SIG no apoio as ope ações censi á ias é bas an e isí eis em países mui o desen ol idos onde há um c escen e in e esse na p ocu a de in o mações es a ís icas de qualidade que possam a alia e moni o iza os obje i os, an o a ní el nacional, egionais bem como in e nacional, sa is azendo as agendas egionais e globais de polí icas de desen ol imen o ais como: ODS da agenda 2030 das Nações Unidas, agenda 2063 da União A icana e ou as. Assim a dinâmica demog á ica cons i ui um desa io, pois é o mada po um conjun o de enómenos que se condicionam mu uamen e en e si e ao mesmo empo são in e dependen es (Valen ei, 1987). As necessidades que su gem, não são as mesmas nos di e sos países e egiões do mundo. Cada si uação p ecisa se es udada, desc i a e ep esen ada espacialmen e e pa a al são emp egues os mapas. A Uni ed Na ions Popula ion Fund, e e e à obse ância de ans o mações que oco em em indicado es demog á icos, como amanho da população, composição e dis ibuição espacial, axas de na alidade e mo alidade, pad ões de mig ação, den e ou os (UNFPA, 2010). Assim, há necessidade da exis ência de dados que pe mi am aze compa ações no deco e do empo. O Censo se cons i ui em uma das mais impo an es e e ências sob e a si uação de ida da população em um país e suas subdi isões in e nas u ais ou u banas, cujas ealidades dependem de dados ac ualizados e seus esul ados pa a se em conhecidos (P ochnow e al, 2011). 2 A ealização do Censo en ol e á ias ases que se esumem em ês p incipais: p é- Censo, Censo e pós-Censo. No p é-Censo são ealizadas á ias a i idades e a ac ualização da ca og a ia censi á ia é uma das p incipais, con ibuindo na delimi ação de sec o es censi á ios e a c iação da base ca og á ica digi al. Es a base dá supo e ao Censo (segunda ase), na ecolha de dados e moni o ização do espei o e in eg idade dos limi es dos sec o es censi á ios. No pós-Censo, os dados ecolhidos passam po a amen o, con olo e c í ica pa a iden i ica omissões, duplicações e inconsis ências, e po im a disseminação dos p incipais indicado es demog á icos. An es do su gimen o e a anço de no as ecnologias como os SIG, a ac ualização dos dados e a ei a manualmen e, o nando o p ocesso demo ado. Os SIG po sua ez, in eg am ope ações con encionais como cap u a, a mazenamen o, manipulação, análise e ap esen ação de dados, com possibilidade de seleção e busca de in o mações e análises espaciais (Pina e San os, 2000). Os SIG são u ilizados em odas ases do Censo, do p é-Censo, Censo e o pós-Censo, os mesmos são essenciais em ope ações censi á ias pa a o planeamen o, ges ão das ope ações de campo, e di ulgação dos esul ados, mos ando a dis ibuição espacial da população e o seu espe i o compo amen o sociodemog á ico e económico. A combinação dos SIG, GPS e a disponibilidade de imagens de sa éli es a p eços acessí eis pe mi i am aos INE a ecolhe em in o mações geoespaciais mais p ecisas e opo unas sob e as populações. A ecnologia SIG e ou as e amen as geoespaciais êm pe mi ido uma p odução ca og á ica mais e icien e, an o de mapas censi á ios como mapas emá icos, melho ando assim a qualidade dos mesmos, possibili ando uma análise mais e icien e e impac an e dos dados do Censo. A impo ância da in eg ação de dados es a ís icos e geoespaciais em sido econhecida a ní el in e nacional, a a és do apoio e ap o ação dos Cinco P incípios Globais de Es a ís icas Geoespaciais, no âmbi o da In aes u u a Global de Es a ís ica Geoespacial (GSGF). A 6ª Sessão do Comi é de Pe i os das Nações Unidas Sob e Ges ão Global da In o mação Geoespacial (Augus s 2016) - Decisão 6/107, ei e ou-se que a Agenda 2030 e a Ronda de Recenseamen os 2020 são impo an es mo o es pa a a in eg ação de in o mação geoespacial e es a ís ica em 3 apoio a omada de decisão, baseada em p o as em mui os sec o es, públicos e p i ados. A ní el nacional e in e nacional adop ou-se os cinco p incípios o ien ado es e e enciados no ela ó io como undamen o da In aes u u a Global de Es a ís ica Geoespacial, os mesmos p incípios do quad o global de es a ís icas geoespaciais são: 1. U ilização de in aes u u as geoespaciais undamen ais e geocodi icação; 2. Regis o de dados de unidades geocodi icadas num ambien e de ges ão de base de dados; 3. Geog a ias comuns pa a a di ulgação de es a ís icas; 4. No mas in e ope á eis de dados e me adados; 5. Es a ís icas acessí eis e u ilizá eis em e mos geoespaciais. 1.2 - Obje i os Es a disse ação consis e em des aca a impo ância da aplicação dos SIG na p epa ação de ope ações censi á ias (p é-Censo), expondo as soluções que podem se u ilizadas pa a simpli ica e uni o miza os dados que são ap esen ados num o ma o essencialmen e espacial, pa a p odução de ca og a ia censi á ia de supo e ao Censo. De aco do com as ecomendações da ONU, a delimi ação e i o ial, pa a ins censi á ios, das on ei as nacionais e in e nas, assim como das es an es subdi isões do e i ó io, cons i uem uma ope ação básica, mas das mais impo an es em odo o p ocesso do Censo. Conside ando es as indicações, se ão abo dadas écnicas e mé odos u ilizados em Angola e em qua o países que conside amos com sis emas es a ís icos bas an e a ançados, a sabe : os Es ados Unidos da Amé ica (EUA), Canadá, B asil e Po ugal. Se á abo dado ambém as expe iências de Angola do Censo 2014 e as pe spe i as pa a o Censo 2024, bem como se ão es udadas no as soluções ecnológicas disponí eis pa a supo e as ope ações censi á ias. 4 1.3 - P emissas A maio ia dos países com Sis emas Es a ís icos mode nos, o INE é o Ó gão Cen al desse sis ema, com esponsabilidade de: p oduzi , coo dena e di undi in o mação es a ís ica o icial. Em Angola o INE é o ó gão execu i o cen al de p odução es a ís ica, do Sis ema Es a ís ico Nacional (SEN). De o ma gené ica, as leis de base dos SEN ixam aos INE, as seguin es a ibuições: • A coo denação, concepção, ecolha, p ocessamen o, apu amen o, analise e di usão de odas in o mações es a ís icas o iciais sob e ac i idades económicas e saciais do país; • P odução de es a ís icas o iciais de in e esse nacional, ap o adas pelo Go e no; • Realização de inqué i os, ecenseamen os e ou as ope ações es a ís icas de in e esse nacional pa a alinhamen o de polí icas e p og amas egionais e globais; • P es a se iços es a ís icos e apoio écnico a en idades públicas ou p i adas, nacionais ou es angei as; • P omo e acções de o mação básica em es a ís ica aos uncioná ios dos ó gãos p odu o es de es a ís icas sec o iais; • P e eni a duplicação na ecolha de dados es a ís icos pelos o ganismos; • Ga an i a segu ança e con idencialidade dos dados es a ís icos; • Coo dena écnica e me odologicamen e, a execução dos Censos da população, da habi ação, económicos, bem como a p odução das con as nacionais, es a ís icas do comé cio ex e no, es a ís icas demog á icas e sociais, es a ís icas das emp esas, es a ís icas dos p eços e ou as. A endendo a na u eza espacial se uma das mais impo an es nas ope ações es a ís icas, em pa icula as ope ações censi á ias, a com a c escen e necessidade em di ulgação de in o mação es a ís ica meno es unidades geog á icas (edi ício, ace, quad a, secções censi á ias , bai os e aldeias) e do aumen o da u ilização de ichei os adminis a i os pa a ins es a ís icos, os Ins i u os êm es ado a apos a no desen ol imen o de in aes u u as geog á icas em polígonos, linhas e pon os, com objec i o de u iliza a mo ada e código pos al como meio de localização espacial e in eg ação da in o mação p o enien e de di e sas on es. 5 Po an o, é possí el a alia a ele ância da combinação des as componen es do ende eço (mo ada e código pos al), que em mui os países uncionam ac ualmen e como o ecu so mais p eciso pa a localiza uma es u u a (habi ação ou es abelecimen o), nes e sen ido se ão abo dados alguns dos p ocedimen os e ec uados nes a emá ica po alguns dos INE aqui es udado. Sabendo que a na u eza espacial dos Censos ep esen a um po encial signi ica i o pa a a comp eensão das dinâmicas sociais e econômicas em ní eis mic o e mac o. À medida que a ecnologia a ança e a demanda po dados geog á icos aumen a, é essencial que os INE adop em abo dagens ino ado as pa a a ecolha, análise e di usão de dados censi á ios geo e e enciados. Assim, pode ão con ibui e icazmen e pa a um planeamen o mais sus en á el e equi a i o das cidades e unidades adminis a i as desag egadas em odos ní eis geog á icos. 1.4 - Me odologia Se ão ap esen adas es a égias e me odologias dos SIG, aplicado na p epa ação de ope ações censi á ias u ilizadas em qua o países e le adas a cabo pelos espec i os INE. Pa a o caso p á ico se á analisado os aspec os associados à ac i idade do INE- Angola, com maio incidência nas ope ações censi á ias endo em con a o concei o de boas p á icas e o incen i o à mode nização dos seus mé odos e conc e ização de objec i os na p odução e di ulgação de in o mação es a ís ica. A concepção des a análise especí ica ao INE – Angola se á an ecedida po uma abo dagem ge al aos INE dos qua o países seleccionado nes e es udo, ela i amen e aos seguin es aspec os: • Na u eza espacial das ope ações es a ís icas e em pa icula das ope ações censi á ias; • A ca og a ia censi á ia como um ins umen o essencial pa a ealização dos Censos e ou as ope ações es a ís icas; • O papel dos mapas como ins umen os écnicos de apoio a implemen ação das ope ações censi á ias; • O papel dos SIG no p ocesso de implemen ação de um p og ama pa a a cons ução do supo e ca og á ico dos censos em o ma o digi al, com ên ase nas capacidades o e ecidas pelas ecnologias de In o mação Geog á ica. 12 Figu a 3 - In eg ação e ical de múl iplas camadas de ca ac e ís icas geog á icas do TIGER ( on e: San os, 2016). O acesso à ecnologia GPS o e eceu uma opo unidade ao USCB de aumen a a axa de espos a, diminui cus os na ecolha de campo e eduzi a u ilização e ges ão de g andes quan idades de papel nas ope ações censi á ias. 2.2.2.2 - LUCA A ac ualização local dos ende eços dos Censos LUCA (Local Upda e o Census Add esses), é uma ope ação geog á ica olun á ia do ecenseamen o decenal. A LUCA oi p imei amen e implemen ada pa a apoio ao Censo de 2000, pos e io men e ape eiçoada pa a o de 2010 e seguin es, a ac ualização e melho ia az-se de dez a dez anos. Desde a Lei de Melho ia da Lis a de Ende eços do Censo de 1994, hou e ês ope ações da LUCA em apoio aos Censos decenais de 2000, 2010 e Censo 2020 1 . A lis a de ende eços da LUCA con ém a con agem de ende eços de unidades habi acionais e g upo de qua ei ão po cada bloco censi á io den o da sua ju isdição. A lis a con ém 90 blocos de ecenseamen o po página, na igu a 4 ap esen a-se um exemplo da lis a da LUCA. 1 Censo 2020, o USCB, ealizou a ecolha des a onda em 2021, de ido as condições epidemiológicas que assola a o mundo u o das es ições impos as pela COVID-19. 13 Figu a 4 - Exemplo de lis a de ende eços da LUCA ( on e: USCB, 2020). A ope ação LUCA do Censo 2020 o e eceu uma pa icipação simpli icada a a és de uma e isão comple a da lis a de ende eços, o neceu a lis a de ende eços digi al em o ma os de so wa e pad ão adequado. Uma das no idades pa a o censo 2020, oi a exigência de iden i icado es de es u u as mul iunidades. 2.3 – O Censo no Canada An es do p imei o Censo nacional em 1871, ealizou-se uma sé ie longa de no en a e oi o Censos coloniais e egionais, (Cha les, 2012). A pe iodicidade na maio pa e desses le an amen os não e a obse ada, po exemplo, nas p o íncias de Mani oba, Saska chewan e Albe , e e ua am-se os Censos de cinco em cinco anos, e nas es an es das p o íncias e dos e i ó ios, de dez em dez anos. Em 1956, o dec e o- lei nacional es abeleceu cinco anos a pe iodização dos Censos (STATCAN, 1997 apud Cha les, 2012). O S a is ics Canada (STATCAN) é o gabine e o icial esponsá el pelos Censos no Canadá. O Censo é a p incipal on e de in o mação es a ís ica po meno izada pa a pequenos g upos ( amílias monopa en ais, g upos é nicos, ca ego ias indus iais e ocupacionais e imig an es) e pa a pequenas á eas (bai os u banos, qua ei ão, den e ou os), onde é possí el compa a as in o mações po meio de sé ies empo ais (STATCAN, 1997 apud Cha les, 2012). O Canadá, a a és do S a is ics Canada, oi um dos p imei os a ado a a ecnologia SIG, sendo um e dadei o impulsionado na u ilização des a ecnologia nas úl imas cinco décadas. O STATCAN, sendo esponsá el pela ope ação censi á ia, começou a desen ol e e a aplica ecnologias SIG na década de 60 com o p opósi o da ealização dos Censos 14 de 1971 no e e ido país. O Censo mais ecen e oi ealizado em 2021, de aco do com o STATCAN. Em elação ao Censo de 1971, es e se á semp e eco dado pela in odução de ino ações me odológicas na sua concepção. Em 2001, in a anos mais a de, o STATCAN apos ou na In e ne como o no o eículo de disponibilização de dados es a ís icos desen ol endo, pa a al, a ca og a ia censi á ia web e uma aplicação online "GeoSea ch" pa a a di usão e in e ação da in o mação online, (San os, 2016). A igu a 5 abaixo ilus a o ambien e do GeoSea ch2006. Figu a 5 - Exemplo do ambien e do GeoSea ch ( on e: San os, 2016) 2.3.1 - A geog a ia dos Censos do Canadá A base e i o ial censi á ia canadense, localmen e designada Geog a ia dos Censos (Census Geog aphy), ab ange uma ex ensa lis a de á eas geog á icas que pa e das p o íncias e e i ó ios a é aos qua ei ões e quad as u banas, (Oli ei a, 2008). Esse conjun o de á eas em limi es bem de inidos, opónimos, códigos e ou as in o mações que possibili am sua iden i icação e pe mi em es abelece elações com os dados dos Censos, (Oli ei a, 2008). As secções de ecenseamen o, denominadas po Census T ac s, são pequenas á eas geog á icas ela i amen e es á eis que no malmen e êm uma população que a ia en e 2.500 e 8.000 pessoas, (Oli ei a, 2008). A igu a 6 mos a a hie a quia adminis a i a es abelecida en e as di e en es unidades e i o iais e o luxo que pe mi e o ganização na ecolha e disseminação dos dados. 15 Figu a 6 - A hie a quia adminis a i a e es a ís ica do Canadá ( on e: Cha les, 2012). A es u u ação ou subdi isão do país em di e en es unidades e i o iais, como ilus ado na igu a 6, pe mi e a homogeneização dos p ocessos de ecolha, análise e disseminação de dados es a ís icos, o que o na ácil a elabo ação de es udos e p ognós icos p ecisos sob e o desen ol imen o demog á ico e socioeconómico do país (STATCAN, 2006a apud Cha les, 2012). A medida que o am-se especializando os concei os e mé odos de cons ução da base censi á ia e o a amen o de dados, e o a anço écnico oi-se c iando e amen as de a amen o e ecupe ação de dados mais adequados, que êm pe mi ido maio desag egação dos ní eis de análise, o que em p opiciando a anços na comp eensão dos enómenos em unidades espaciais cada ez meno es, possibili ando, dessa o ma, in e enções de polí icas públicas localizadas. 2.3.2 - Es u u a e i o ial dos limi es adminis a i os e es a ís icos An es da ealização de cada ope ação censi á ia, o STATCAN p ocede uma ex ensa consul a aos u ilizado es, com o objec i o de assegu a que sejam conside adas as ealidades económicas e sociais eme gen es. Pa a al, abalha com a con ibuição de oda sociedade em odos aspec os da ope ação censi á ia. As es a ís icas nacionais ou de p o íncias e e i ó ios não a endem às exigências do planeamen o local (STATCAN, 2008 apud Cha les, 2012). Assim, pa a e a a o pe il demog á ico do país de o ma uni e sal, o STATCAN desen ol e e ha moniza a componen e e i o ial em uma es u u a hie a quizada que associa os limi es adminis a i os e os p epa a pa a a ende às a i idades de o dem es a ís ica e de planeamen o. 16 Pa a comp eende o luxo de ecolha e disponibilização de in o mação es a ís ica do Canadá, ap esen am-se concei os e e en es aos elemen os que compõem a es u u a e i o ial da base censi á ia do país ex aídos do dicioná io do STATCAN (STATCAN, 2003 apud Cha les, 2012). • P o íncias e Te i ó ios (P o ince and Te i o ies): são unidades polí ico- adminis a i as mais impo an es do país. O Canadá se di ide em dez p o íncias e ês e i ó ios. • Di isões es a ís icas (census di ision): são unidades e i o iais compos as po um conjun o de municípios p óximos, que pa ilham as mesmas polí icas de planeamen o egional e ges ão de se iços comuns (exemplo: se iços de policiamen o ou de saúde). • Subdi isões es a ís icas (census subdi ision): são delimi ações e i o iais da ju isdição municipal de e minadas pelas leis p o inciais pa a ins es a ís icos. Às ezes, essas unidades co espondem a uma ese a indígena, assen amen os subno mais, uma cidade ou mesmo um município. • Á eas es a ís icas me opoli anas (census me opoli an a eas): são á eas compos as po um ou mais municípios ci cun izinhos si uados em o no de um núcleo u bano impo an e. Pa a sua delimi ação, o núcleo u bano de e e população de pelo menos 100.000 habi an es. Pa a o caso dos aglome ados es a ís icos (census aglome a ion), o núcleo de e e população igual ou supe io a 10.000 habi an es. • Á eas de disseminação (dissemina ion a eas): pequenas unidades e i o iais es a ís icas compos as po uma quad a ou po conjun o de quad as com população o al, que a ia en e 400 e 700 habi an es, des inadas a apu amen o e disseminação da in o mação es a ís ica. • Sec o es censi á ios (Census T ac s): são pequenas á eas geog á icas ela i amen e es á eis con o me ilus a a igu a 7. No malmen e ag egam uma população que a ia en e 2.500 e 8.000 habi an es po sec o censi á io. 17 Figu a 7 - Sec o censi á io e quad as ( on e: Cha les, 2012) • Quad a ou qua ei ão (Block): é a unidade espacial o mada pela ede es u u ada ou não de ias de acessos ou elemen os no malizados pa a e ei os de es abelecimen o de limi es es a ís icos. As quad as cons i uem a meno unidade geog á ica pa a disseminação de dados. As quad as são unidades de con olo de campo, são codi icadas de o ma sequencial e incluem a ep esen ação do núme o das edi icações e o pon o de pa ida que o ien a o luxo de ecolha dos dados indicados com as e isco como mos a a Figu a 8. Figu a 8 - Quad a censi á ia ( on e: Cha les, 2012) • Face da Quad a (Block- ace): co esponde à pa e ou lado da quad a o mada pela in e secção consecu i a de dois elemen os que podem se uas, limi es adminis a i os ou ou as indicações me amen e es a ís icas. 2.3.2 - Recolha e di ulgação dos dados censi á ios Do p imei o Censo o icial canadense de 1666 a é o ecenseamen o de 1966, a ecolha de dados censi á ios seguia o modelo adicional, is o é, a inqui ição po a a po a. Em 1971, o modelo adicional oi subs i uído pela au odecla ação. A 18 al e ação isa a melho a a qualidade dos dados ecolhidos sal agua dando os p incípios da p i acidade das pessoas e o sigilo da in o mação decla ada (STATCAN, 2006c apud Cha les, 2012). A no a me odologia oi possí el de ido a in eg ação de ende eços pos ais dos domicílios a base censi á ia em um p og ama de coope ação en e o STATCAN e o Canada Pos Co po a ion, que pe mi iu o con olo da dis ibuição e o e o no dos ques ioná ios pa a 98% dos domicílios do país. O STATCAN in es iu em no as ecnologias pa a melho a a ecolha de dados censi á ios, pos o is o, no Censo de 2001 escolheu a In e ne como no o mé odo de ecolha e di ulgação das in o mações es a ís icas do País. Desde en ão, esse meio em ganhando mais espaço e acei ação (STATCAN, 1997; 2006c apud Cha les, 2012). Em 2001, a opção da In e ne oi dada a um núme o limi ado de esponden es. Em 2006, oi ampliada a odo o país, a ingindo em mais de 18% das pessoas. No Censo 2011 aumen ou o núme o dos esponden es online pa a 40% da população do País. Apesa dos a anços, uma pa e da população do país ainda é enume ada pelo modelo adicional de ecolha de dados, ce ca de 2% dos domicílios ainda são enume ados po meio da en e is a di e a, em que os agen es ecenseado es, o ien ados pelos mapas dos sec o es censi á ios, localizam as unidades de ecolha (STATCAN, 2006c apud Cha les, 2012). A di ulgação de dados pela In e ne ep esen a um g ande po encial ao pe mi i uma no á el lexibilidade aos usuá ios no acesso aos dados es a ís icos. Na sequência da expe iência oco ida em 1996, o aplica i o e oluiu pa a en a de o ma explo a ó ia na es u u a da base e i o ial censi á ia (Oli ei a, 2008). No Censo 2001 o aplica i o online de explo ação dos dados censi á ios oi denominado GeoSea ch, que em sido melha ado ano após ano (STATCAN, 2011 apud San os, 2016), como ilus a a igu a 9. O GeoSea ch pe mi e localiza e mos a os limi es da á ea escolhida, assim como isualiza au oma icamen e a con agem da população e habi ação pa a o local escolhido, e mos a o ipo de á ea geog á ica e sua elação hie á quica com ou as unidades e i o iais. 19 Figu a 9 - In e ace do Geosea ch ( on e: STATCAN, 2021) Do sucesso do GeoSea ch 2001 esul ou o ape eiçoamen o da aplicação em 2006, e es e pa a 2011, es e ape eiçoamen o con inuou a é a e são 2021 ilus ada na igu a 9. 2.3.3 - Ac i idades p epa a ó ias do Censo 2021 Do pe íodo de lançamen o do Geosea ch 2001 a é ao Censo 2021, ealiza am-se á ias expe iências pa a melho a cada ez mais as e amen as e os aplica i os da ca og a ia web. Den e o conjun o das melho ias emp eendidas, des acam-se as seguin es: a) Incu i a necessidade de isão e pe spec i a: nos úl imos 20 anos, di e en es á eas no STATCAN desen ol e am aplica i os de ca og a ia web de o ma independen e, e como esul ado, su giu à necessidade de c ia uma in e ace comum de o ma a acili a as pesquisas dos usuá ios; b) Dispo de supo e online comum pa a as aplicações: os aplica i os de ca og a ia web o am ambém desen ol idos pa a uso in e no du an e as ope ações de 2001, 2006 e 2011; essas aplicações de in ane o am u ilizadas pa a: • C ia unidades de ecolha pa a o abalho de campo; • Desen ol e a p ocu a geog á ica p o enien e do supo e de apoio ele ónico aos Censos; • Moni o iza os p ocessos de ecolha; 20 • Pe mi i uma geocodi icação in e a i a das espos as a pa i dos pos os de abalho. c) Usa p odu os in eg ados: exis em á ios p odu os que p o êm dos Censos, nomeadamen e aqueles que podem se in eg ados ou anexados aos mapas web; esses não só aumen am a capacidade explo a ó ia dos u ilizado es, como ambém o in e esse pela descobe a dos dados; d) Adap a a a qui e u a à escala consoan e as exigências: Necessidade de adap a a a qui e u a à escala consoan e as exigências. É opinião ge al dos usuá ios de es a ís icas da In e ne , que as e amen as dos aplica i os de mapas web ealmen e os ajudam a pe cebe e a ob e os dados censi á ios. 2.4 - O Censo no B asil O Ins i u o B asilei o de Geog a ia e Es a ís ica (IBGE) é uma en idade da adminis ação pública ede al, cons i uído na o ma de undação pública, inculado ao Minis é io da Economia. O mesmo em a ibuições ligadas às geociências e es a ís icas sociais, demog á icas e económicas, o que inclui ealiza Censos e o ganiza as in o mações ob idas nesses Censos, pa a sup i ó gãos das es e as go e namen ais ede al, es adual e municipal, e pa a ou as ins i uições e o público em ge al, (IBGE, 2021). No âmbi o dessas a ibuições, o IBGE ealiza Censos demog á icos e ag opecuá ios, con agem da população e ou as pesquisas amos ais, obse ando no mas e pad ões in e nacionais. A his ó ia dos Censos b asilei os da a dos p imó dios coloniais e seu ape eiçoamen o e egula idade iniciou-se em meados do século XVIII (Bo elho, 1998 apud Cha les, 2012). O p imei o ecenseamen o ge al do Impé io, como icou conhecido, oco eu em 1872. O pe íodo de 1890 a 1930 ca ac e izou-se po á ias in e upções nas a i idades de ecenseamen o do país (Bo elho, 1998 apud Cha les, 2012). Com a c iação do IBGE em 1936, as me odologias de ecolha de dados começa am a se ap imo a , an o que no Censo de 1940 oi incluso se e componen es nomeadamen e: demog á ico, ag ícola, indús ia, comé cio, anspo e, comunicação e social (Sil a, 2009; IBGE, 2010a apud Cha les, 2012). 21 No Censo de 1960, ado a am-se o modelo e a écnica de amos agem p obabilís ica que êm man endo-se pa a os demais Censos, u ilizando-se dois ipos de ques ioná io: amos al e básico, não amos al (IBGE, 2009 apud Cha les, 2012). A no a sé ie decenal dos Censos man e e-se egula de 1940 a 1980. Po mo i os de o dem polí ica, o IBGE decidiu ealiza o Censo demog á ico de 1990 em 1991 (Cha les, 2012). Pa a os Censos de 1991, 2000 e 2010, depois de es udos ealizados po especialis as em amos agem, ado a am-se ações amos ais di e enciadas de aco do com o amanho da população do município. É impo an e des aca que o Censo de 2000 oi o p imei o a bene icia -se de mapas elabo ados em meios digi ais (Cha les, 2012). O Censo ag opecuá io de 2006 e a con agem populacional de 2007 ma ca am o início da no a e apa ecnológica nas me odologias de ecolha de dados. No Censo de 2010, pela p imei a ez, ez-se a in eg ação da base e i o ial u al e u bana em uma única base (Cha les, 2012). 2.4.1 - Base e i o ial censi á ia do B asil A base e i o ial é um conjun o de mapas censi á ios con endo in o mações de di e sas á eas (es ados, municípios, bai os, aglome ados, dis i os, qua ei ões, en e ou os), em cons an e p ocesso de eno ação, isando à inco po ação das ca ac e ís icas ac ualizadas do e i ó io nacional, ele an es pa a as ope ações censi á ias e demais pesquisas es a ís icas, (IBGE, 2008b apud Cha les, 2012). Po ém, pa a acili a as pesquisas, o IBGE subdi ide as unidades e i o iais em á eas ainda bem meno es, designadas po sec o censi á io. Nes e caso, o sec o censi á io é de inido como a unidade de ecolha de dados socioeconómicos o mada po á ea con ígua, in eg almen e con ida em á ea u bana ou u al, cuja dimensão e núme o de domicílios ou de es abelecimen os ag opecuá ios pe mi am ao ecenseado cump i suas a i idades den o do pe íodo es abelecido pa a a ecolha de dados, (IBGE, 2008b apud Cha les, 2012). O c i é io adop ado pa a de ini a dimensão das secções de ecenseamen o oi ce ca de 300 esiden es nas á eas u banas e a é 150 esiden es e 500 km2 nas á eas u ais. 28 Assim, a p epa ação da base e i o ial u bana p essupõe a con e são dos mapas elabo ados em di e en es ambien es e di e sos sis emas de coo denadas, (Sil a, 2009). A igu a 13 ilus a o mapa do sec o censi á io u bano u ilizado no Censo 2010 com sis ema de coo denadas geog á icas. Figu a 13 - Mapa do sec o censi á io da á ea u bana do Censo 2010, ( on e: Cha les, 2012) 2.4.5 - A i idades P epa a ó ias pa a o Censo 2022 do B asil O B asil al como em mui as egiões do mundo o Censo p e is o pa a o ano de 2020 não oi ealizado, de ido a si uação pandémica esul an e da COVID-19, assim o IBGE, ealizou a ope ação censi á ia da onda 2020, em 2022. Pa a a ope ação censi á ia de 2022, o IBGE ecolheu as in o mações a a és de en e is a di ec a po meio do CAPI, p eenchimen o do ques ioná io po In e ne a a és do CASI e espos a da en e is a po ele one a a és do CATI, como ilus a a igu a 14. Figu a 14 - Modelos de abo dagem de en e is as que se á implemen ado no Censo 2022 no B asil, ( on e: IBGE 2021). 29 A ope ação oi exaus i a pa a odos os domicílios do B asil, qualque mo ado capaz de o nece as espos as do ques ioná io pode á esponde em ep esen ação dos demais mo ado es daquele domicílio. 2.4.5.1 - A anços me odológicos nos Censos demog á icos b asilei os Pa a o Censo de 2022 o IBGE implemen ou uma ino ação me odológica de ecolha de dados, u ilizando o modelo mis o de abo dagem que inclui a ecolha de dados p esencial, po ele one e pela In e ne (IBGE, 2021), oi ealizado igualmen e a ecolha de dados em sec o es de Aglome ados Sub-no mais 2 , (IBGE, 2021). Pa a a conc e ização do Censo 2022, na ase de p epa ação o IBGE ealizou as seguin es acções, que o am implemen adas em odas as unidades de Fede ação: • Mobilização e maio p epa ação pa a a ope ação de 2022, com oco na u ilização dos equipamen os e sis emas do Censo em odas as Unidades Es aduais do IBGE; • Sensibilização da sociedade sob e a ealização do Censo Demog á ico em 2022; • Tes a no amen e a modalidade mis a de ecolha de dados, p e endo as abo dagens na o ma p esencial, po ele one e pela In e ne ; • Tes a em campo a adopção de p o ocolos de segu ança sani á ia du an e a ealização da ope ação, en e à pandemia da Co id-19; • Fo nece elemen os na cons ução do P ocesso de Disseminação do Censo Demog á ico, den e ou os. Os ecenseado es do IBGE a ua am de aco do com os p o ocolos de saúde es abelecidos po con a da pandemia da Co id-19. 2.5 - O Censo em Po ugal Os ecenseamen os da população e habi ação ealizam-se em Po ugal desde 1864, de aco do com uma no malização in e nacional, e cons i uem desde essa da a, a maio e mais an iga on e de in o mação es a ís ica ha monizada e desag egada a é à unidade adminis a i a de base, a eguesia (INE, 2013). A pa i de 1970, 2 Aglome ados sub-no mais: localidades em que a ques ão de o denamen o u bano e a si uação de segu ança pública é um desa io maio em elação aos demais se o es. 30 passa am a execu a -se dois ecenseamen os em simul âneo, população e habi ação, com conjun os au ónomos de a iá eis pa a cada uma. A pa i de 1981 os Censos inicia am uma no a e a ligado à adesão à en ão CEE (Comunidade Económica Eu opeia) onde ado a am á ias medidas de o ma a ga an i a ha monização e a compa abilidade de esul ados com países pe encen es à e e ida o ganização eu opeia (INE-PT, 2013). Em 1991, implemen ou-se o sis ema de codi icação au omá ica das exp essões al abé icas 3 , que após a ualização i ia a se u ilizado nos Censos seguin es. A ope ação censi á ia de 2001, icou ma cada pela in odução do p ocesso de lei u a ó ica de odos os ques ioná ios. Os Censos 2011 o am ambém ma cados pela mode nização dos p ocessos de ecolha de dados, a a és da in odução da espos a pela In e ne (e-Censos). Com os esul ados de ini i os dos Censos 2011, Po ugal possui uma sé ie censi á ia compos a po dados de 15 ecenseamen os da população e 5 ecenseamen os da habi ação, ealizados com uma pe iodicidade decenal, com exceção dos ealizados no inal do século XIX (INE-PT, 2013). 2.5.1 - Base Ca og á ica Censi á ia de Po ugal A p epa ação de uma base ca og á ica censi á ia cons i ui uma a e a que exige um igo oso planeamen o de a i idades e de obje i os in e médios e inais, sendo c ucial ga an i a disponibilização da globalidade dos supo es ca og á icos com an ecedência pelo menos seis meses an es do momen o censi á io, de modo a pe mi i um co ec o planeamen o dos abalhos local e a ecolha dos dados, (INE- PT, 2013). 2.5.1.1 - BGRE91 De aco do com o INE-PT, o XIII Recenseamen o Ge al da População ealizado em 1991 em Po ugal, adop ou uma me odologia semelhan e ao Censo an e io (1981), 3 P ocesso in o má ico de codi icação das designações al anumé icas es u u ando-se em duas ases: conpceção do dicioná io e codi icação das designações. Es a solução pe mi iu: uma codi icação semiau omá ica eduzindo de modo signi ica i o a in e enção do codi icado ; a cons ução de dicioná ios com designações que e le em as designações p o issionais usadas pelos p o issionais pa a se classi ica em a si p óp ios; maio iabilidade do que a codi icação manual. 31 onde pela p imei a ez, se egis ou a u ilização de base ca og á ica como meio de supo e à ecolha de in o mação po pa e do INE-PT, onde da mesma cons uiu-se uma Base Geog á ica de Re e enciação Espacial (BGRE). Assim, a BGRE91 consis ia num Sis ema de In o mação Geog á ica (SIG) cons i uído po uma Base Digi al com á ias camadas de in o mação geog á ica, supo adas em Ca og a ia Municipal e na Ca a Mili a de Po ugal Sé ie M888 - 1/25000, o que pe mi iu ge a um conjun o de supo es ca og á icos con endo in o mação a ualizada sob e a delimi ação adminis a i a e es a ís ica. 2.5.1.2 - BGRI2001 A BGRI (Base Geog á ica de Re e enciação de In o mação) oi cons uída pelo INE-PT, esul ado de uma colabo ação com ou as en idades, en e as quais se des acam a o alidade das Câma as Municipais, o Cen o Nacional de In o mação Geog á ica (CNIG), o Ins i u o Geog á ico do Exé ci o (IGeoE) e o Ins i u o Po uguês de Ca og a ia e Cadas o (IPCC), endo como obje i o undamen al o de pe mi i uma e icien e p epa ação e execução dos Censos 2001, (Gei inhas, 2001, Apud San os, 2016). A BGRI é um sis ema de e e enciação geog á ica, apoiado em o o o oca og a ia sob a o ma digi al, esul ado da di isão da á ea das eguesias em pequenas unidades e i o iais es a ís icas, denominadas Secção Es a ís ica, Subsecção Es a ís ica e Luga . • Secção Es a ís ica (SEC) - Unidade e i o ial, co esponden e a uma á ea con ínua da F eguesia, com ce ca de 300 alojamen os, cons i ui a á ea de abalho de um ecenseado . • Subsecção Es a ís ica (SS) - Unidade e i o ial que iden i ica a mais pequena á ea homogénea de cons ução ou não, exis en e den o da secção es a ís ica. Co esponde ao qua ei ão nas á eas u banas, ao luga ou pa e do luga nas á eas u ais ou a á eas esiduais. • Luga - Aglome ado populacional com 10 ou mais alojamen os des inados à habi ação de pessoas e com uma designação p óp ia, independen emen e de pe ence a uma ou mais eguesias. A aplicação des e concei o nem semp e é ácil de ido a duas azões: 32 1. Exis em aglome ados com uma designação p óp ia, mas que êm menos de 10 alojamen os; po es a úl ima azão nunca de e ão se conside ados como luga . 2. Há si uações em que exis e a endência de conside a como luga á eas que são conhecidas po um nome especí ico, quando na ealidade são pa es (bai os, zonas ou mesmo uas) de um conjun o mais ala gado e uni o me que cons i ui, de ac o, um luga . Em elação à codi icação des es elemen os, é e e uada com base num código hie á quico de 11 dígi os (DTCCFRSECSS), cons uído de o ma a pe mi i o imedia o econhecimen o da sua in eg ação na Subsecção (SS), na Secção (SEC), na F eguesia (FR), no Concelho (CC) e no Dis i o (DT), acili ando po consequência as ope ações de ag egação dos limi es das espec i as unidades geog á icas, assim como da in o mação es a ís ica que lhes pode se associada. 2.5.1.3 - BGRI2011 A BGRI 2011 é um sis ema de e e enciação geog á ica apoiado em o o o oca og a ia sob a o ma digi al, esul ado da di isão da á ea das eguesias em pequenas unidades e i o iais es a ís icas, denominadas Secção Es a ís ica, Subsecção Es a ís ica e Luga , es as unidades e i o iais de inidas na BGRI2011, man êm os p incípios e concei os da BGRI2001, a igu a 15 mos a um exemplo das unidades e i o iais secção e subsecção es a ís ica. Figu a 15 - Secção e Subsecção Es a ís ica, ( on e: INE-PT, 2013). Segundo o INE-PT, du an e a ecolha de dados do Censo 2011, os ecenseado es u iliza am ambém uma aplicação SIG web online que pe mi iu geo e e encia 33 odos os edi ícios ecenseados, com os dados oi cons uída uma base geog á ica de pon os, denominada Base Geog á ica de Edi ícios (BGE), como ilus a a igu a 16. Figu a 16 - Edi ícios geo e e enciados, ( on e: INE - PT, 2013). A BGE pe mi e apu a in o mação em unção de di e en es geome ias, em pa icula , pa a as geome ias poligonais de Censos an e io es, pe mi indo assim, obse a a e olução his ó ica desde 1991 a 2011, (San os, 2016). Como ilus ado na igu a 17. Figu a 17 - Geome ia dos Censos de 1991, 2001 e 2011, ( on e: San os, 2016). 2.5.2 - P epa ação do Censo 2021 Desde a ealização do p imei o ecenseamen o da população em Po ugal, em se egis ado mui as al e ações no con eúdo dos Censos. As p incipais al e ações pa a 2021 e e em-se à edução das a iá eis a obse a no domínio da habi ação, em pa icula na unidade es a ís ica edi ício. O INE ealizou pa a o Censo 2021 a mode nização de qua o á eas cha es do p ocesso de p epa ação da ope ação censi á ia pa a pe mi i uma edução do abalho de campo e da ca ga es a ís ica, ga an indo des a o ma mais e iciência e menos cus o do p ocesso, es as á eas cha es são as seguin es: 34 1. U ilização de um ichei o de Alojamen os: • Redução dos cus os da ecolha; • Diminuição do núme o de in es imen o na ecolha de campo; • Melho ia do planeamen o e ges ão da ope ação. 2. Aumen o da espos a pela In e ne : • Redução do empo pa a a ealização do abalho de campo; • Redução dos cus os de a amen o da in o mação. 3. Re o ço do uso de ecnologias da in o mação no abalho de campo: • U ilização de pla a o mas mó eis na ecolha de dados e no abalho de campo; • Au oma ização de p ocessos; • Redução dos ques ioná ios em papel e Moni o ização da ope ação. 4. U ilização de in o mação adminis a i a: • Diminuição da ca ga es a ís ica; • Ve i icação e con olo de espos as e A aliação da qualidade da in o mação. De o ma complemen a desen ol eu-se o BPR (Base de População Residen e), conside ado um p ojec o de in es igação, que iniciou com o Es udo de Viabilidade pa a os Censos 2021. Tendo em con a o con ex o pandémico que o mundo odo es a a a i e , o INE-PT de iniu um Plano de Con ingência de modo a ga an i a qualidade da execução dos Censos e p e eni os iscos pa a a população e es u u a de ecolha que a ope ação compo a a no con ex o epidemiológico. 2.5.2.1 - BGRI2021 A BGRI2021 é a es u u a geog á ica de e e enciação da in o mação de na u eza poligonal, apoiada em ca og a ia digi al ( opog á ica e o o o omapas), que di ide o e i ó io, ao ní el de F eguesias, em pequenas á eas es a ís icas censi á ias, Secções, Subsecções es a ís icas e luga es. A cons ução da BGRI2021 iniciou-se com edição dos limi es da BASELINE2021 de o ma a cons i ui a geome ia de linhas que se ão os limi es de subsecção da BGRI2021, adequada à ealidade e i o ial p esen e. 35 Po an o, a u ilização da BGRI nos ecenseamen os pe mi e um melho planeamen o das ope ações a se em ealizadas no e eno e, ao mesmo empo, acili a o abalho dos ecenseado es, is o que a á ea a ecensea ica co ec amen e de inida e delimi ada, a igu a 18 ap esen a uma ca a de secção e subsecção es a ís ica da á ea u bana, com os limi es bem de inidos, e e en e a BGRI2021. Figu a 18 - Ca a pano âmica de secção e subsecção es a ís ica da á ea u bana BGRI2021, ( on e: INE-PT) Na igu a 19, ap esen a-se uma ca a de secção e subsecção es a ís ica da á ea u al com os limi es igualmen e bem de inidos, no meio u al. Figu a 19 - Ca a pano âmica de secção e subsecção es a ís ica da á ea u al BGRI2021, ( on e: INE-PT). Em elação ao ecenseamen o an e io (2011), os Censos 2021 ap esen a am algumas no idades, en e elas, a possibilidade de espos a ia ele ónica (CATI), pa a alguns g upos iden i icados, a melho ia da qualidade da ca og a ia, a edução das a iá eis a obse a no domínio da habi ação. 36 2.6 - Análise compa a i a en e os países es udados Os países es udados nes a pesquisa, es ão bas an e a ançados em o ganização e ealização de ecenseamen os, po expe iência que possuem em ma é ias de censos e o ganização das bases ca og á icas de supo e aos ecenseamen os. Dos qua o países es udados, ês ealizam o censo de dez a dez anos (EUA, B asil e Po ugal) e um de cinco em cinco anos (Canada). Apesa da si uação epidemiológica que o mundo i eu u o da pandemia da COVID-19, os qua o países es udados ealiza am o Censo da Ronda 2020. Po ugal e Canada man i e am a sua pe iodicidade, ao passo que o B asil e os EUA ize am uma ligei a al e ação no pe íodo. Os países es udados u ilizam boas p á icas em o ganização dos p ocessos censi á ias, seguindo a mode nização dos sis emas es a ís icos con o me ecomendações das Noções Unidas e suas o ganizações egionais. Os mesmos possuem base de dados digi al e geo e e enciada, cadas o censi á io a ní el de mo adias (domicílios e edi ícios), ende eços, pla a o ma Web de ap esen ação e explo ação de dados, que pe mi e aos di e en es u ilizado es da in o mação es a ís ica e geoespacial acede em a mesma. En e os países es udados, apenas o EUA u ilizou uma abo dagem combinada de ecolha de dados na onda (2020), combinando o ques ioná io a papel e elec ónico. Quan o o ma e ial ca og á ico de supo e a ecolha do Censo, o B asil ap esen a uma ca a com maio de alhe, ap esen ando igualmen e a desc ição do pe íme o da á ea de abalho do inqui ido . Em esumo a abela núme o 7, ap esen a as ca ac e ís icas conside adas essenciais nes e es udo den o do p ocesso de o ganização e ealização do Censo. 37 Tabela 7 - Ca ac e ís icas essenciais da o ganização do p ocesso censi á io dos países es udados. Países ap esen ados EUA (USCB) Canadá (STATCAN) B asil (IBGE) Po ugal (INE) Pe iodicidade em anos 10 5 10 10 Úl imo Censo 2021 2021 2022 2021 Fo ma o de base Digi al Digi al Digi al Digi al Unidade de Recolha Blocos censi á ios e Edi ícios Quad a, Edi ícios e Sec o Censi á io Quad a, Face e Edi ícios Secção Es a ís ica e Subsecção Es a ís ica Unidade mínima na Base Face de quad a e Edi ícios Edi ícios e Ende eços Edi ícios e Ende eços Subsecção Es a ís ica Fo ma o de Ques ioná io Ele ónico e papel Ele ónico Ele ónico Ele ónico Cadas o Censi á io MAF (LUCA) Cadas o Mul i inali á io CNEFE FNA Mé odo de Recolha In e ne , co eios, ques ioná ios e CAPI In e ne , co eios, ques ioná ios e CAPI In e ne , CAPI, CATI In e ne , co eios, ques ioná ios, CAPI, CATI Aplica i o Web de explo ação de dados TIGERWEB GeoSui e e GeoSea ch Sinopse po Se o BGRI 2021 To al de Secção Censi á ia Não Disponí el Não Disponí el 452 338 10 401 To al de População 331 449 281 36 991 981 203 080 756 10 343 066 Fon e: Ins i u os nacionais de Es a ís icas. 3 – Os Sis emas de In o mação Geog á ica e as Ope ações de Recenseamen o A geog a ia censi á ia é essencial pa a planeamen o e ges ão do abalho de campo, assim como pa a di ulgação dos esul ados. Os a anços ecnológicos em Sis emas de Posicionamen o Global (GPS) e Sis emas de In o mação Geog á ica (SIG), e a disponibilidade de imagens aé eas e de sa éli e de baixo cus o, em desen ol ido no as uncionalidades geoespaciais, que pe mi em aos Ins i u os Nacionais de Es a ís ica (INE), ecolhe em in o mações mais p ecisas e opo unas sob e a população. Os SIG e ou as e amen as geoespaciais êm possibili ado uma p odução mais e icien e de mapas censi á ios e emá icos dos ecenseamen os. As ecnologias SIG, pe mi i am aos INE’S a ape eiçoa em apidamen e a qualidade ge al dos dados do Censo. 44 Figu a 21 - Exemplo de um e i ó io com o as op imizadas, ( on e: DESA, 2019). A u ilização de mapas em disposi i os mó eis e a e as de inidas auxiliam os ecenseado es a o ganiza em as suas ca gas de abalho diá io, de e minando o melho caminho pa a cada ag egado amilia , epo a o p og esso do abalho, bem como a solici ação de apoio écnico necessá io a empo ú il. 3.2.2 - U ilização da Aplicação do Mapa do Recenseado Du an e a Recolha de Dados A in eg ação de SIG no p ocesso de ecolha de dados (SIG mó el), pe mi e aos gabine es de es a ís icas a ecolha e ac ualização das in o mações em campo e cap u a da componen e de localização geog á ica (coo denadas geog á icas). O mapa de Secção Censi á ia embu ido no CAPI, se e não apenas como e amen a de o ien ação do ecenseado , mas ambém como um ins umen o essencial pa a melho ia da p ecisão no p ocesso de ecolha de dados, eduz-se g andemen e a possibilidade dos ecenseado es se pe de em em campo, na igu a 22 ap esen a-se um exemplo ípico des es casos. Figu a 22 - Uma is a de uma Secção Censi á ia emo a no B asil, mapa embu ido no CAPI, ( on e: DESA, 2019) 45 Pa a ga an ia de segu ança dos ecenseado es, o CAPI de e se equipado com uma unção de ale a, que se e pa a no i ica o supe iso de qualque eme gência e ecebe o de ido apoio (se iço de eme gência, polícia e ou os ó gãos dependendo da ealidade local) a a és de um módulo GPS inco po ado, (DESA, 2019). 3.2.3 - Moni o ização e Ges ão de Ope ações de Campo Du an e o abalho de campo, o ecenseado p oduzi á dados geog á icos da sua o a e do ag egado amilia , es es dados pe mi em ao supe iso a possibilidade de moni o ização local do p og esso do ecenseamen o. O p ocesso de moni o ização é mui o impo an e, pois acili a e melho a a ges ão da ca ga de abalho de um ecenseado a a és da e i icação do p og esso e ec i o, compa ando os dados eais concluídos e os espe ados (DESA, 2019). A igu a 23 mos a um exemplo de uma en a i a de p eenchimen o do ques ioná io em um local pa a além dos limi es da Secção Censi á ia a ibuída a um ecenseado . Figu a 23 - P eenchimen o de um ques ioná io o a dos limi es da Secção Censi á ia, ( on e: DESA, 2019). O p og esso e a exaus i idade do ecenseamen o podem se moni o izados po meio de uma aplicação, que con ém um mapa de undo com dados de e e ência (o o o o, malha censi á ia, ede de es adas e uas) como ilus a a igu a 24, ao isualiza as Secções Censi á ias no mapa, a aplicação pe mi e moni o iza o p og esso a qualque ní el de ag egação geog á ica. 46 Figu a 24 - Uma isão da aplicação de expedição no modo de enume ação, ( on e: DESA, 2019). A moni o ização do p og esso do abalho de cada ecenseado em empo eal, pe mi e aos supe iso es a e i icação dos ques ioná ios p eenchidos que o am sinc onizados, simul aneamen e o p og esso do ní el da ca ga de abalho. Ao u iliza o SIG pa a ins de ges ão de campo, é necessá io conside a algumas ca ac e ís icas-cha e dos SIG mó eis, pa a assegu a que os SIG mó eis se in eg em pe ei amen e com ou os sis emas, es as são as seguin es: • Quais o ma os de dados podem se impo ados/expo ados; • P ojeções de dados supo ados; • Visualização e consul a de dados; • Na egação do mapa; • Consul a de mapa; • Visualização do mapa; • Supo e pa a ecep o es GPS; • Cole a de dados mó eis. 3.2.4 - Ac ualização e Co ecção de mapas das Secções Censi á ias du an e o Recenseamen o A Ca og a ia Censi á ia pa a supo e ao Censo ge almen e é p epa ada com mui a an ecedência, á ios meses, ou a é anos, an es do ecenseamen o eal. Po an o, no momen o do ecenseamen o, as no as cons uções e in aes u u as desen ol idas após a ac ualização ca og á ica não apa ecem ep esen ados no mapa censi á io. Po ou a os mapas censi á ios podem con e alguns e os, mui as ezes e os signi ica i os que podem le a a um excesso de cobe u a. 47 Como boa p á ica, é usual e i ica Secções Censi á ias e unidades a se em cobe as imedia amen e an es do ecenseamen o eal. Os p óp ios ecenseado es ge almen e são enca egues da a e a de inspeciona suas á eas de abalho du an e o econhecimen o, pois isso pe mi e conhece os limi es geog á icos e as ca ac e ís icas da á ea da Secção Censi á ia, pe mi indo a amilia ização e de e minação da ca ga de abalho do ecenseado . 4 – Ope ações de Recenseamen os em Angola Em Angola, o INE-AO (Ins i u o Nacional de Es a ís ica Angola) é o ó gão do es ado esponsá el pela p odução e di ulgação de es a ís icas o iciais, po es e ac o é esponsá el pela ealização dos ecenseamen os, que se ealizam de dez em dez anos, de aco do com os p incípios e ecomendações das Nações Unidas pa a os censos. O Recenseamen o Ge al da População e Habi ação ou Censo da População e da Habi ação é a “ope ação es a ís ica mais complexa e dispendiosa que um país pode ealiza ” e que pe mi e que odos os indi íduos es ejam em con ac o com o Sis ema Es a ís ico Nacional (SEN), is o se uma ope ação que en ol e oda a população de um país. 4.1 - An eceden es his ó icos dos Recenseamen os em Angola Foi no século XVIII, du an e o go e no de D. An ónio de Lencas e, 1770-1779, que oi ei a a p imei a en a i a pa a conhecimen o da população de Angola na execução da o dem de 21 de maio de 1770, expedida pelo en ão Minis o Ma inho de Melo Cas o. Es a ope ação pe mi iu ob e es ima i as da população ca ego izada po qualidade, idade, sexo, nascimen os e mo es, (INE-AO, 2011). De 1777-1938 o am ealizadas acções com o objec i o de conhece a população de Angola, que em 1938 e a de 2 622 808 pessoas, (INE-AO, 2011). No século XIX, su giu a Ca a Lei de 17 de agos o de 1899, que o dena a ealização decenal do Recenseamen o da População no Ul ama a pa i de 1900. A 23 de ab il de 1900 oi publicado no Bole im O icial “As Ins uções pa a a Execução do Recenseamen o da População” ap o ado pelo go e no cen al a 5 de junho de 1900, nas quais des acamos as seguin es: 48 • A ecolha de in o mação de e começa em 1 de dezemb o; • Todas as pessoas nacionais ou es angei as que es i e em p esen es na p o íncia de Angola de em se ecenseadas; • Mé odo de ecolha di ec a, baseado em bole ins de amília; • Recenseamen o nominal e simul âneo nas p incipais localidades e po es ima i a em algumas localidades; e • As a iá eis a ecolhe são: a ibu o (esc a o ou não), a aça, o sexo, a idade, a na u alidade, nacionalidade, esiden es, p esen es, ausen es e anseun es, o es ado ci il, a eligião, as habili ações li e á ias, a p o issão. Em 1910 no cump imen o do dispos o da Ca a Lei de 17 de agos o de 1899, o am ap o adas no as ins uções pa a a execução do Recenseamen o Ge al da População, embo a não haja in o mação sob e a ealização des a ope ação. A pa i de 1914, iniciou a ealização anual do Recenseamen o da População Indígena, assim exp esso pela Po a ia Nº 112 de 16 de no emb o 1921 e ape eiçoada em julho de 1922, na qual se de e minou que o mesmo osse ealizado odos os anos, no mês de junho, cujos dados de e iam se publicados em anexo ao Bole im O icial do Censo Ge al da População da p o íncia ealizado em 31 de dezemb o do ano an eceden e. As a iá eis ecolhidas no Recenseamen o Ge al da População de 1914-1938 o am: aça, sexo, idade, es ado ci il, ins ução, na u alidade, nacionalidade, p o issão, o ício ou ocupação, ag upamen o, densidade e ci cuns âncias especiais, mig ação, nupcialidade, na alidade e mo alidade. A pa i de 1940 começou uma no a e a com a ealização decenal do Recenseamen o da População, nas ope ações ealizadas a pa i des a da a en ou- se cump i com os p incípios écnicos de uma ope ação censi á ia. A sua execução oi legislada com o Dec e o-Lei Nº 29/750 de 14 de julho de 1939, onde se des acou o seguin e: • O Recenseamen o Ge al da População de Angola de e á se nominal e simul âneo e comp eende não só odos os indi íduos exis en es no país no momen o do Censo, mas ambém os que es ejam empo a iamen e ausen es da sua esidência habi ual; 49 • A ecolha de in o mação de e inicia em 1 de agos o; • As p incipais a iá eis de ecolha de e ão se : i. População ci ilizada - p esen e e ausen e, sexo, idade, na u alidade, nacionalidade, es ado ci il, eligião, ins ução, emp ego, meio de ida, ecundidade, aça, local de esidência, composição da amília e na u eza das con i ências; ii. População não ci ilizada-sexo, na u alidade, aça, e nia ou ibo, diale os alados, eligião, ins ução, es ado ci il, p o issão, de iciência, ecundidade, mo alidade e meio de ida e idade. A população apu ada nas úl imas ope ações es a ís icas o am: • Em 1940 – a população e a 3.738.010 habi an es; • Em 1950 – a população e a 4.145.266 habi an es; • Em 1960 – a população e a 4.840.719 habi an es; • Em 1970 – a população e a 5.620.001 habi an es; • Em 1983/87 – A cobe u a oi pa cial (não o am cump idos os p incípios básicos dos Censos); e • Em 2014 – Realizou-se com cobe u a o al, o p imei o Recenseamen o Ge al da População e Habi ação pós-independência (RGPH-2014), onde egis ou uma população de 25.789.024 habi an es. 50 Tabela 8 - E olução das a iá eis le an adas nos Censos de Angola No a: pa a o Censo de 1983 - 1985, embo a hou esse mui o mais a iá eis, os dados disponibilizados e e em-se apenas ao sexo e à idade. Va iá eis Ano 1777 1900 1914 a 1938 1940 1950 1960 1970 1983 a 1985 2014 . Idade x x x x x x x x x . Sexo x x x x x x x x x . Fecundidade/Nascimen os x x x x x x x x . Mo es x x x x x x x x . Raça x x x x x x x . Si uação (li e ou esc a o) x x x x . Na u alidade x x x x x x x x x . Nacionalidade x x x x x x x x . Residen e x x x x x x x x . P esen e x x x x x x x x . Ausen e x x x x x x x x . T anseun e x x x x x x x x . Es ado ci il x x x x x x x x . Ins ução x x x x x x x x . P o issão x x x x x x x . Ocupação x x x x x x x . Religião x x x x x x x . Nupcialidade x x x x x x x . E nia/T ibo x x x x . Dialec os alados x x x x x x . Meio de ida x . De iciência/in alidez x x x x x . Composição da amília x x x x x x . Nº de p édios x x x x x . Nº de ogos x x x x x . P édios, segundo o ma e ial emp egue na cons ução x x . P édios des inados a habi ação ou não x x . P édios, segundo a en idade p op ie á ia x x . P édios, segundo o núme o de anda es e ogos x x . P édio, segundo o im a que se des ina x x 51 4.2 - Recenseamen o Ge al da População e Habi ação 2014 Angola ealizou o úl imo Recenseamen o Ge al da População e Habi ação em 2014 designado como RGPH-2014, conside ado o p imei o Censo exaus i o pós- independência, alcançada a 11 de no emb o de 1975. O Ins i u o Nacional de Es a ís ica de Angola (INE-AO), como ó gão execu o do go e no, esponsá el pelas es a ís icas o iciais, ealizou a a és do Gabine e Cen al do Censo (GCC), o Censo 2014. Es a ope ação, pe mi iu aze ao conhecimen o da sociedade, dos ó gãos públicos e p i ados, um e a o iel do po o angolano e da ealidade dos mais de 21 milhões de habi an es. De iniu-se como o momen o censi á io, as ze o ho as do dia 16 de maio de 2014. Segundo o (INE-AO, 2013), pela especi icidade des a g ande ope ação oi elabo ada e ap o ada um conjun o de diplomas que comp eendeu os seguin es: i) Lei 19/11 de 20 de maio sob e Au o ização Legisla i a da Assembleia Nacional que pe mi iu o Go e no legisla sob e o Recenseamen o Ge al da População e Habi ação (RGPH); ii) Dec e o Legisla i o P esidencial 3/11 de 23 de junho, sob e o Enquad amen o e a Realização do RGPH; iii) Dec e o Legisla i o P esidencial que ap o ou o Gabine e Cen al do Censo como ó gão ad hoc do INE pa a a ealização do RGPH-2014; e i ) Dec e o Legisla i o P esidencial nº 1/13: Ap o a a al e ação da designação do Censo 2013 pa a Censo 2014, passando en ão o momen o censi á io pa a 16 de Maio de 2014. No RGPH-2014, a ecolha de in o mação, oi ei a pelo mé odo de en e is a di ec a, a a és de ques ioná ios em papel. Segundo as ecomendações das Nações Unidas, os Censos de em se ealizados em in e alos egula es de empo, pa a pe mi i a sequência da compa abilidade da in o mação e possibili a a alia o passado, in o ma o p esen e e p ojec a o u u o, des a o ma Angola de iniu a pe iodicidade decenal, assim o p óximo Censo se á em 2024. 52 4.2.1 - A geog a ia do Censo 2014 A geog a ia do Censo 2014 (RGPH-2014), ab angeu oda ex ensão do e i ó io nacional, endo como supo e a Di isão Polí ico e Adminis a i a de Angola, e isão 2011, que é legislado pelo MAT e os limi es pa a ins es a ís icos que são c iados e no malizados pelo INE-AO. A Di isão Polí ico e adminis a i a (DPA) de Angola possui ês ní eis de desag egação geog á icas, o denados de o ma hie á quica: P o íncia, Município e Comuna/Dis i o U bano. As p o íncias es ão di ididas em pequenos e i ó ios que são os municípios, es es es ão di ididos em á eas meno es que são as comunas e dis i os u banos. Pa a ins es a ís icos o am adicionados a es u u a de desag egação geog á ica mais ês ní eis, os bai os/aldeias, as á eas de supe isão e as Secções Censi á ias. Um bai o ou aldeia pode e mais de uma secção censi á ia, mas em mui os casos o bai o ou aldeia é idên ico à secção censi á ia, a igu a 25 mos a a es u u a de desag egação geog á ica do Censo 2014. Figu a 25 - Es u u a de desag egação geog á ica u ilizada no Censo 2014, ( on e: adap ação INE-AO). Na igu a 25, es á ep esen ado a es u u a de desag egação geog á ica do e i ó io nacional em á ios ní eis, dos quais ês são exclusi os pa a ins es a ís icos. Os limi es es a ís icos se em pa a acili a o p ocesso de ges ão e ecolha de in o mação em uma ope ação es a ís ica (censos e inqué i os). Os bai os e aldeias são ci cunsc ições e i o iais meno es, que se desen ol em den o dos limi es geog á icos de uma comuna ou dis i o u bano, são delimi ados po elemen os 53 ísicos na u ais e a i iciais como: ios, ias públicas, mon anhas e linhas imaginá ias, es es conside am-se bai os nas á eas u banas e aldeias nas á eas u ais, sendo que um bai o ou aldeia não podem pe ence simul aneamen e a duas comunas ou dis i os u banos. A Á ea de Supe isão é uma á ea geog á ica, conside ada como unidade de ges ão e planeamen o ope acional de campo pa a o supe iso de uma equipa, é compos a po ês ou mais Secções Censi á ias, endo em média ês (3) secções censi á ias na á ea u al co espondendo 240 habi ações e qua o (4) na á ea u bana co espondendo 400 habi ações. A Secção Censi á ia é uma á ea geog á ica limi ada po ias públicas e ou os elemen os geog á icos bem de inidos, conside ado a meno unidade es a ís ica de ecolha de in o mação, de e con e : 80 a 120 habi ações na á ea U bana e 60 a 100 habi ações, na á ea u al, que em média 100 habi ações pa a a á ea u bana e 80 habi ações pa a a á ea u al. 4.2.2 - Base de In o mação Geog á ica Geo e e enciada do Censo 2014 O p ojec o de c iação e desen ol imen o do Sis ema de In o mação Geog á ica do INE-AO e e início em 1998, com algumas ações de ans o mação da ca og a ia analógica pa a a digi al. En ão em 2002 o INE, começou o desen ol imen o dos SIG e a digi alização dos cen os u banos da p o íncia de Luanda, em 2007 es e p ocesso es endeu-se pa a odo e i ó io nacional, que culminou com o início da ac ualização ca og á ica pa a o Censo 2014, a igu a 26, mos a um ex a o da ca a analógica pa a ins es a ís icos. Figu a 26 - Ex a o de ca a ca og á ica analógica, ( on e: INE-AO, 2011). 60 Figu a 35 - Mapa pano âmico da comuna ( on e: INE, Censo 2014). Mapa pano âmico do Bai o. O mapa pano âmico do Bai o ap esen a uma isão ge al do bai o, com a iden i icação das Á eas de Supe isão exis en e no mesmo na á ea U bana, a igu a 36 mos a um exemplo. Figu a 36 - Mapa pano âmico do Bai o, ( on e: INE, Censo-2014). Mapa de Á ea de Supe isão O mapa da Á ea de Supe isão é um mapa que ap esen a a isão ge al da á ea de ges ão censi á ia de um supe iso , com a iden i icação das secções censi á ias cons i uin es da mesma, ga an indo melho qualidade dos dados ecolhidos. O núme o de secções censi á ias ag egadas di e e en e á ea u bana e u al, como mos a a igu a 37. Figu a 37 -Mapa da á ea de Supe isão, ( on e: INE, Censo-2014). 61 Mapa de Secção Censi á ia (Á ea de Enume ação). O mapa da Secção Censi á ia é um mapa que ep esen a a meno unidade es a ís ica de ecolha de in o mação, é limi ada po ias públicas e ou os elemen os geog á icos bem de inidos, que de e con e , en e 80 a 120 habi ações na á ea u bana e 60 a 100 habi ações na á ea u al, é o mapa da á ea de abalho do ecenseado , como ilus a o exemplo da igu a 38. Figu a 38 -Mapa de Secção Censi á ia, ( on e: INE, Censo 2014). O INE-AO, pa a o Censo 2014, aplicou os SIG nas ês ases do p ocesso, desde a c iação e ac ualização da base ca og á ica, ecolha da in o mação e publicação dos esul ados do ecenseamen o. Pa a o Censo 2024, o INE-Angola, a á a imig ação do Censo analógico pa a o digi al. Tendo o g ande desen ol imen o e i icado nas geo ecnologias nos úl imos 10 anos, pa a a ac ualização da malha censi á ia u iliza á os aplica i os da pla a o ma ESRI, nomeadamen e A cGis P o, A cGis Field Maps, A cGis Su ey123, A cGis Wo k o ce e A cGis Dashboa d e pa a a ecolha de dados o aplica i o CSp o. Es es aplica i os ga an i ão a implemen ação do Censo Digi al, con o me as ecomendações das Nações Unidas pa a a onda dos Censos 2020. 5 - Aplicação dos SIG e Tecnologia Associada na P epa ação de Ope ações Censi á ias, Caso de Es udo Município de Viana, Luanda-Angola 5.1 - Ca ac e ização ísica e demog á ica da á ea de es udo 5.1.1 - Localização geog á ica 62 O município de Viana es á si uado a 18 Km da capi al de Luanda, no No des e da P o íncia de Luanda, cujas coo denadas ex emas es ão ep esen adas na abela 9, possui uma ex ensão de 576,2 Km2, equi alen e ap oximadamen e a 3% do e i ó io da P o íncia de Luanda, sendo o qua o maio município da p o íncia. Tabela 9 - Coo denadas ex emas do município de Viana, zona 33 Sul X_MIN (m) Y_MIN (m) X_MAX (m) Y_MAX (m) X_CNT (m) Y_CNT (m) 312 091,05 8 984 946,70 337 209,48 9 023 009,61 324 650,27 9 003 978,15 5.1.2 - F on ei as e Composição Adminis a i a Segundo a Lei de al e ação da Di isão Polí ico-Adminis a i a de Luanda e Bengo (Lei 29/11) e a da c iação do Município de Belas (Lei 16/11), con o me ilus a a igu a 39 abaixo, ac ualmen e o município de Viana em as seguin es con on ações: a No e o município de Cacuaco; a Sul o município da Quiçama; a Les e o município do Icolo e Bengo e a Oes e, os municípios de Belas, Cazenga, Kilamba Kiaxi e Tala ona. Segundo a lei 18/16 de 17 de ou ub o, o Município de Viana es á cons i uído po uma Comuna e seis Dis i os U banos. Figu a 39 - Mapa da á ea de es udo, ( on e: Elabo ação p óp ia). 5.1.3 - Clima A média anual da empe a u a ambien al do município de Viana é de 24ºC, no mesmo exis em duas es acões climá icas, a seca (cacimbo) mais ia que se es ende de 15 de maio a 15 de agos o ap oximadamen e e a es acão quen e (chu oso) que se es ende no es o do ano. 63 5.1.4 - Hid og a ia e ecu sos na u ais O Município é in e sec ado pelo io Cuanza, a mesmo passa pela comuna de Calumbo, pe mi indo a explo ação dos ine es (bu gal e a eia pa a cons ução) e a p á ica da pesca de peixes (cacusso e bag e) e o canal Kikuxi que é uma on e de abas ecimen o de água do Kikuxi que o nece água em uma pa e da p o íncia de Luanda. Além disso, o município possui ecu sos mine ais, al como o calcá io na zona do Dimba e Tande e os solos e melhos e o Tu enal ( ou - enan ), na zona de Calumbo e Tande con o me o PDI Viana. 5.1.5 - Vege ação O Município de Viana es a echeado de á o es p incipalmen e imbondei os, nim (cu a udo), manguei as em ge al nas á eas esidenciais, cajuei os. 5.1.6 - Ca ac e ização Demog á ica Segundo o INE-AO (Censo 2014), Viana é o segundo Município mais populoso da p o íncia de Luanda, endo 1.605.291 habi an es e densidade de 2.786,2 habi an es po quilóme os quad ados, quan o a composição e a 785.351 homens e 819.940 mulhe es, sendo a população maio i a iamen e eminina, quan o a dis ibuição po á ea de esidência 1.571.970 habi an es i iam na á ea u bana e 33.321 na á ea u al. As p ojecções da população de Angola pa a 2024, o município de Viana con a com 2.221.504 habi an es (INE-AO, P ojecções 2016) e densidade de 3.855,8 habi an es po quilóme os quad ados. Do qual 1.090.646 são homens e 1.130.858 são mulhe es. 5.2 - Dados e Ma e iais 5.2.1 - Dados Pa a o desen ol imen o do es udo de caso oi u ilizado dados ca og á icos digi ais e analógicos de di e sas on es, nomeadamen e: A Base de Dados do úl imo RGPH (Censo 2014), DPA 2016, dados Open Da a, disponibilizado pelo Open S ee Map e Open-buildings e dados esul an e do le an amen o ealizado em campo na á ea de es udo. 64 5.2.1.1 - Dados Ca og á icos Analógicos Os dados ca og á icos analógicos que o am u ilizados nes a disse ação, são os ace os ca og á icos ísico exis en e na mapo eca do INE-AO, es as ca as com os limi es das secções censi á ias que esul a am do p ocesso de ac ualização ca og á ica do Censo 2014, a abela 10 abaixo ap esen a as ca ac e ís icas de cada uma deles. Tabela 10 - Dados geog á icos analógicos N/O Designação Sis ema de e e ência 1 Ca as opog á icas a escala (1/100 000) com os limi es das aldeias WGS 84 2 Imagens de sa éli es a escala (1/5 000) com os limi es dos bai os e secções censi á ias WGS 84 3 C oquis de localização com limi es das secções censi á ias u ais. 4 Fichas de ecolha de in o mação de campo 5.2.1.2 - Dados geog á icos digi ais Os dados geog á icos digi ais es ão di ididos em dois g upos, os ec o iais (pon os, linhas e polígonos) e Ras e (ca as opog á icas, imagens de sa éli es e o o o omapas), os mesmos azem pa e do ace o geog á ico digi al exis en e na in aes u u a de In o mação Geog á ica do INE. Es es con êm odos os ní eis dos limi es adminis a i os (DPA-2011/2016) e limi es es a ís icos (bai os/aldeias, secções censi á ias e á ea de supe isão), pon os de e e ência, edes iá ias, ios, ca as opog á icas 1/100.000, O o o omapa-2015, imagem Sen inel-2, Basemap da ESRI, imagem Google Sa éli e. Es es dados são compos os po dados da BIG (Base de In o mação Geog á ica do INE-AO), e Open Da a, as abelas 11 e 12, ap esen am a designação, sis ema de e e ência e on e dos p incipais dados. 65 Tabela 11 - Dados ec o iais N/O Nome da Camada Sis ema de e e ência Fon e Di isão Polí ica e Adminis a i a de Angola (DPA) 2016 1 P o íncia WGS 84 MAT 2 Município WGS 84 MAT 3 Comuna/Dis i o U bano WGS 84 MAT Limi es Es a ís icos (Censo 2014) 4 Bai os/Aldeias WGS 84 INE (RGPH 2014) 5 Á ea de Supe isão WGS 84 INE (RGPH 2014) 6 Secção Censi á ia WGS 84 INE (RGPH 2014) Re e enciais (Censo 2014, OSM 2021 e Open Buildings) 7 Pon os de In e esse WGS 84 INE (RGPH 2014) e OSM 8 Buildings WGS 84 OPEN-BUILDINGS (Google) 9 Vias (A enidas, Es adas, Ruas e a essas e becos) WGS 84 INE (RGPH 2014) e OSM 10 Hid og a ia ( ios, lagos, lagoas e linhas de água) WGS 84 INE (RGPH 2014) e OSM Tabela 12 - Dados Ras e N/O Nome do Ras e Sis ema de e e ência Fon e 1 Ca as Topog á icas 1/100 000 WGS 84 IGCA 2 O o o omapa 2015 WGS 84 IGCA 3 Imagem Sen inel-2 WGS 84 USGS 4 BaseMap da Es i WGS 84 Es i 5 Imagem Google Sa eli e WGS 84 Qgis 6 Imagem do Google sa éli e WGS 84 Te aIncogni a 5.3 - Meios ecnológicos p opos os pa a ac ualização da Secção Censi á ia da á ea de es udo Pa a a ac ualização das secções censi á ias da á ea de es udo, exis em duas soluções ecnológicas do SIG mó el que espondem a necessidade des e abalho, que pe mi em ecolhe geome ia e dados al anumé icos em campo. A solução come cial da pla a o ma ESRI (A cGis Su ey123, A cGis Field Maps) e a solução Open Sou ce da pla a o ma QGIS (QField), es es aplica i os de SIG mó el são adequados pa a abalhos de campo em di e sos ambien es (Online e O line), pe mi em a digi alização de di e en es geome ias e p eenchimen o de a ibu os em campo com sinc onização dos dados ecolhidos imedia a ou pos e io pa a isualização e a amen o da in o mação em gabine e, com aplicações Desk op ou Web, pe mi indo o acompanhamen o do abalho em empo opo uno. Es as 66 soluções subs i uem a ecolha de dados baseado em papel po uma solução digi al idedigna que se ajus a as necessidades das ope ações ca og á icas de campo pa a di e sas aplicações. Pa a es e es udo u iliza emos os aplica i os da Pla a o ma ESRI, pa a ecolha e a amen o de odos os dados geog á icos. 5.3.1 - A cGis Su ey 123 O A cGIS Su ey123 é uma solução comple a de ecolha de dados baseada em o mulá ios simples e in ui i o. O aplica i o pe mi e a c iação, pa ilha e análise de pesquisas em apenas ês passos simples, é u ilizado pa a c iação de o mulá ios in eligen es com lógica de ami icação, pad ões e supo e pa a á ios idiomas. Realiza a ecolha de dados com disposi i os mó eis ou web, online e o line. Os dados cap u ados com o A cGIS Su ey123 icam imedia amen e disponí eis na pla a o ma A cGIS. Possibili ando a op imização das ope ações de campo, a comp eensão dos dados e ansmissão do abalho em empo eal com auxílio da ede de in e ne , o mesmo pe mi e á ios bene ícios em e mos de ecolha de dados com base em o mulá ios, como ilus a a igu a 40 abaixo. Figu a 40 - Bene ícios do A cGis Su ey123 em abalho num ambien e o ganizacional, ( on e: ESRI). 5.3.2 - A cGis Field Maps O A cGIS Field Maps é uma solução SIG mó el da pla a o ma ESRI cen ada no mapa, que combina as capacidades de ês aplica i os em um só. Ao u iliza o A cGis Field Maps, pe mi e as equipas de campo c ia em e ac ualiza em ea u es SIG exis en es, isualização de mapas e as eamen o de localização a a és de um disposi i o mó el (Sma phone ou able ). Se os ope ado es de campo necessi a em de aumen a a p ecisão nas suas localizações GPS, podem empa elha o A cGIS 67 Field Maps com ece o es GNSS ou GPS de al a p ecisão, o mesmo p opo ciona g andes bene ícios no luxo de abalho, como mos a a igu a 41 abaixo. Figu a 41 - Bene ícios do A cGIS Field Maps pa a os luxos de abalho em um ambien e o ganizacional, ( on e: ESRI). 5.4 - Me odologia P opos a pa a Ac ualização Ca og á ica da Malha de Secções Censi á ias da Á ea de Es udo 5.4.1 - Pa ame ização das Secções Censi á ias e Á eas de Supe isão 1. Secção Censi á ia A secção censi á ia é a meno unidade de ecolha e di usão de in o mação es a ís ica, o seu amanho es á elacionado com o núme o de dias es abelecido pa a a con agem da população. Nes e es udo endo em conside ação a ealidade do país as secções e ão os seguin es amanhos: • Pa a a Secção Censi á ia U bana (SCU), o in e alo é de 80 - 150 habi ações, endo em média 115 habi ações; • Pa a a Secção Censi á ia Ru al (SCR), o in e alo é de 60 - 100 habi ações, endo em média 80 habi ações. Assim sendo, conside ando o amanho médio do ag egado amilia segundo o INE- AO, de cinco (5) memb os, e emos em média pa a uma secção censi á ia u bana 575 indi íduos e pa a uma secção censi á ia u al 400 indi íduos pa a ecensea den o do pe íodo es abelecido pa a a ecolha de dados. 68 2. Á ea de Supe isão. A Á ea de Supe isão (AS) o nece o mecanismo de o ganização, con olo, dis ibuição e ges ão e icaz dos ecenseado es na á ea de abalho (campo). A mesma é cons i uída após a de inição e delimi ação das Secções Censi á ias. As Á eas de Supe isão consis em em ag upamen o de 3 a 8 Secções Censi á ias con íguas que pa ilham algumas ca ac e ís icas comuns das Secções Censi á ias (SC). As secções censi á ias pe encen es a mesma Á ea de Supe isão de em se compac as, a im de minimiza o empo de iagem en e Secções Censi á ias, de dimensão ap oximadamen e igual, de em es a con idas num mesmo bai o pa a á ea u bana e na mesma comuna/Dis i o U bano pa a á ea u al, assim pa a a sua o mação de e-se obedece os c i é ios desc i os abaixo: 1 - A o mação de Á eas de Supe isão nas á eas u banas, é ei o pelo ag upamen o de Secções Censi á ias den o dos Bai os, obedecendo o seguin e c i é io: a) Qua o (4) secções adjacen es e pe encen es ao mesmo Bai o; b) Em casos especiais pode ão se o madas Á eas de Supe isão com 2 ou 5 Secções Censi á ias, de ido a insu iciência ou excesso de Secções Censi á ias pa a ag upa as úl imas Secções Censi á ias. 2 - A o mação de Á eas de Supe isão na á ea u al é ei a pelo ag upamen o das Secções Censi á ias u ais, a pa i da união de Aldeias a ní el da Comuna, com a dimensão seguin e: a) T ês (3) Secções adjacen es, pe encen es a mesma aldeia ou comuna: • Po exis i em aldeias com núme o eduzido de habi ações meno de 60 habi ações e es a em mui o dis anciadas uma da ou a, nes as condições o limi e da aldeia coincide com o da secção censi á ia, nes as ci cuns âncias a c iação da AS de e e em con a os seguin es ac o es: o Acessibilidade; o Con iguidade; o Tamanho de habi ação da aldeia; e o Dis ância en e elas. 69 3- Cada Á ea de Supe isão de e e um código de iden i icação (Geocódigo), o mesmo de e se esul an e da conca enação (junção) dos códigos das en idades geog á icas, P o íncia, Município, Comuna, Bai o e Á ea de Supe isão, pa a a Á ea U bana e P o íncia, Município, Comuna e Á ea de Supe isão pa a a Á ea Ru al. As Á eas de Supe isão são enume adas sequencialmen e den o do Bai o pa a Á ea U bana e den o da Comuna pa a Á ea Ru al. 5.4.2 - De inição de campos da camada das Secções Censi á ias (SC) Os campos da abela das SC, de em se de inidos de o ma que cons e a sua localização geog á ica, den o da hie a quia Adminis a i a do país, sua classi icação ipológica 4 , amanho de habi ações (domicílios), á ea de esidência (classi icação do MAT, á ea u bana ou u al), núme o da Secção Censi á ia, Geocódigo da Secção Censi á ia e ou os campos ele an es con o me ilus a a abela 13 baixo. Tabela 13 - De inição de campos da secção censi á ia Designação do Campo Nome do campo Tipo de Campo Comp imen o P ecisão A_ID Iden i icado Núme o 7 0 B_Cod_Al a_País Código al a do país x (S ing) 2 0 C_Cod_Al a_P o i Código al a da P o íncia x (S ing) 3 0 D_Cod_P o i Código numé ico da P o íncia x (S ing) 2 0 E_Nom_P o i Nome da P o íncia x (S ing) 50 0 F_Cod_Munic Código do Município x (S ing) 2 0 G_Nom_Munici Nome do Município x (S ing) 50 0 H_Cod_Dis _U b Código do Dis i o U bano x (S ing) 2 0 I_Nom_Dis _U b Nome do Dis i o U bano x (S ing) 50 0 J_GcodSec_2016 Geocódigo da Secção Censi á ia DPA2016 x (S ing) 13 0 K_Cod_p o i_2014 Código numé ico da P o íncia DPA Censo2014 x (S ing) 2 0 L_Nom_P o i_2014 Nome da P o íncia DPA Censo2014 x (S ing) 50 0 M_Cod_Munic_2014 Código do Município DPA Censo 2014 x (S ing) 2 0 N_Nom Munic Nome do Município DPA Censo 2014 x (S ing) 50 0 4 Classi icação ipológica, ca ac e iza a secção censi á ia, segundo o ipo de uso ou ocupação do solo em: á ea u bana o mal e in o mal esidencial, á ea u al esidencial, á eas ag ícolas, á eas indus iais, á eas come ciais, á eas não habi adas e á eas públicas de ec eação. 76 Figu a 51 - A secção censi á ia núme o 002 u al, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia núme o 002, ( on e: elabo ação p óp ia). Figu a 52 - A secção censi á ia núme o 003 u al, a) sob eposição en e os limi es iniciais e os ajus ados; b) limi es ajus ados da secção censi á ia 003, ( on e: elabo ação p óp ia). 6.2 - Redimensionamen o da Malha das Secções Censi á ias em gabine e O edimensionamen o das Secções Censi á ias em gabine e, ealizou-se após o ajus e dos limi es das mesmas, es e p ocesso é ei o endo em conside ação os pa âme os es abelecidos pa a a o mação das secções censi á ias, que pa a a á ea u bana como pa a a á ea u al, com apoio a imagem de sa éli e ac ualizada disponí el, que pe mi e aze uma es imação quan i a i a de habi ações exis en e em cada á ea de inida pa a as secções censi á ias, em unção da densidade 77 habi acional e i icada na imagem de base disponí el pa a o es udo. Pa a o caso de es udo, endo em conside ação o amanho médio dos ag egados amilia es esul an es do Censo 2014 e IIMS 2015-2016, que calcula am o seguin e: 4,6 pa a o Censo 2014 e 4,8 pa a o IIMS 2015-2016 do qual conside a-se que em média as amílias angolanas são compos as po ap oximadamen e 5 indi íduos po ag egado amilia . Com es es dados pe mi iu-nos es abelece o seguin e: • Secção Censi á ia U bana (SCU), com 80 habi ações mínimo que co esponde 400 pessoas e 150 habi ações máximo que co esponde 750 pessoas, com uma média de 115 habi ações que co esponde em média 575 pessoas po secção censi á ia u bana; • Secção Censi á ia Ru al (SCR), com 60 habi ações mínima que co esponde 300 pessoas e 100 habi ações máxima que co esponde 500 pessoas, com uma média de 80 habi ações que co esponde em média 400 pessoas po secção censi á ia; • Excepcionalmen e exis i ão secções censi á ias especiais que pelas suas ca ac e ís icas não cump i ão com os pa âme os es abelecidos pa a a o mação das mesmas, que seja na á ea u bana ou na u al. As alíneas b) das igu as nºs. 45, 46, 47, 48 e 49 ap esen am secções censi á ias do Bai o Zango I, com os limi es ajus ados e as alíneas b) das igu as 50, 51 e 52 ilus am igualmen e as secções censi á ias da aldeia Nzamba Calumbo com os limi es ajus ados. Segundo a me odologia p opos a nes e es udo, após o ajus e dos limi es da malha censi á ia, segue-se o edimensionamen o das secções censi á ias da á ea de es udo, pa a al seguiu-se os p ocedimen os abaixo: 1. Análise dos limi es da secção censi á ia iden i icada pa a edimensionamen o e e i icação da densidade habi acional po secção censi á ia; 2. Con agem de habi ações po qua ei ões com apoio da imagem de sa éli e, pa a ob enção do alo ap oximado de habi ações em cada qua ei ão; e 3. Com o esul ado da con agem das habi ações po qua ei ões, ez-se a delimi ação das no as á eas censi á ias con o me o es abelecido nos pa âme os de dimensionamen o das secções censi á ias, espei ando a á ea de esidência (u bana ou u al). 78 Conside ando os c i é ios enume ados no pa ág a o an e io , edimensionou-se as secções censi á ias ajus adas, con o me ilus a as igu as nºs. 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50 e 51, cada uma delas oi analisada de o ma isolada, pa a melho comp eensão. A secção censi á ia núme o 020 ajus ada, como ilus ado na igu a 44, depois da con agem ap oximada das habi ações exis en e na mesma, deu luga as duas secções censi á ias, nume adas como 201 com 90 habi ações e 202 com 104 habi ações, como mos a a igu a 53, onde a alínea a) ap esen a a secção censi á ia com os limi es ajus ados e a b) as secções esul an es do edimensionamen o. Figu a 53 - edimensionamen o da Secção 020, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada e enume ada como 201 e 202 ( on e: elabo ação p óp ia). A secção censi á ia núme o 021 ajus ada, como ilus ado na igu a 46, depois da con agem ap oximada das habi ações exis en es em cada qua ei ão do no o polígono, deu luga a duas secções censi á ias, nume ada como 211 com 119 habi ações e 212 com 127 habi ações, como mos a a igu a 54, onde a alínea a) ep esen a a secção censi á ia com os limi es ajus ados e a alínea b) as secções esul an es do edimensionamen o. 79 Figu a 54 - edimensionamen o da Secção 021, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada e enume ada como secções 211 e 212, ( on e: elabo ação p óp ia). A secção censi á ia núme o 022 ajus ada, como ilus ado na igu a 47, depois da con agem ap oximada das habi ações em cada qua ei ão da mesma, deu luga a qua o secções censi á ias, nume adas como 221 com 114 habi ações, 222 com 91 habi ações, 223 com 107 habi ações e 224 com 78 habi ações, como mos a a igu a 55, onde a alínea a) ep esen a a secção censi á ia com os limi es ajus ados e a alínea b) as secções esul an es do edimensionamen o. Figu a 55 - edimensionamen o da Secção censi á ia nº. 022, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada e enume ada como secções 221, 222, 223 e 224, ( on e: elabo ação p óp ia). A secção censi á ia núme o 092 ajus ada, como ilus ado na igu a 48, depois da con agem ap oximada das habi ações em cada qua ei ão do no o polígono, deu luga a duas secções censi á ias, nume adas como 921 com 100 habi ações, e 922 com 95 habi ações, como ilus a a igu a 56, onde a alínea a) ep esen a a secção 80 censi á ia com os limi es ajus ados e a alínea b) as secções esul an es do edimensionamen o. Figu a 56 - edimensionamen o da Secção 092, a) secção censi á ia ajus ada e b) secções censi á ias edimensionada e enume ada como secções 921e 922, ( on e: elabo ação p óp ia). A secção censi á ia núme o 038 ajus ada, como ilus ado na igu a 49, depois da con agem ap oximada das habi ações exis en e em cada qua ei ão do no o polígono, man e e-se com apenas uma secção censi á ia com o polígono al e ado, des a o ma man ém-se com o mesmo núme o da secção censi á ia an e io (secção censi á ia 038), endo al e ação na quan idade de habi ações, passando pa a 80 habi ações como mos a a igu a 57, onde a alínea a) ep esen a a secção censi á ia com os limi es ajus ados e a b) a secção edimensionada com al e ação apenas no núme o de habi ações. Figu a 57 - edimensionamen o da Secção 038, a) secção censi á ia ajus ada e b) secção censi á ia edimensionada, man ida o núme o 038, ( on e: elabo ação p óp ia). 81 As igu as 52 e 53, ambas ep esen am as secções u ais 002 e 003 da aldeia Nzamba Calumbo, endo em conside ação a especi icidade da á ea u al, a es imação do núme o de habi ações na mesma eque maio cuidado de ido a o ma de cons ução ca ac e ís ica em cada egião, pois exis e alguma di iculdade em di e encia os ipos de es u u as e sua a e ação em gabine e pa a o co ec o edimensionamen o. A igu a 58, ap esen a as secções censi á ias núme os 002 e 003 da aldeia em es udo ajus ada e edimensionada, con endo 75 e 60 habi ações espec i amen e, como mos a a igu a abaixo. Figu a 58 - Secções censi á ias ajus adas e edimensionadas, ( on e: elabo ação p óp ia). 6.3 - T abalho de campo e alidação da p opos a ei a em gabine e A ealização do abalho de campo é impe iosa, pa a con i ma e alida , as opções p opos as em gabine e, a im de ele a a qualidade e adequação do mesmo a ealidade do e eno. Es e cen a-se em ês c i é ios a sabe : a) Con i mação dos limi es do bai o e aldeia, adequando-os a ealidade do e eno; b) Con i mação do amanho habi acional (núme o de habi ações exis en e em cada secção censi á ia p opos a em gabine e); e c) Ajus e inal dos limi es das secções censi á ias em unção dos limi es dos bai os ou aldeias e o amanho habi acional es abelecido. Conside ando os p essupos os enume ados no pa ág a o an e io nas suas ês alíneas, ealizou-se o abalho de campo da á ea de es udo. Aplicando os p incípios sup aci ados, de o ma ge al o bai o e aldeia em es udo, so e am al e ações, que nos limi es do bai o ou aldeia e secções censi á ias, bem como no amanho das habi ações. 82 As igu as 59 e 60 mos am as al e ações e i icadas nos limi es do bai o Zango I e da aldeia Nzamba Calumbo, passados dez anos da ac ualização ca og á ica ealizado pelo INE-AO, no âmbi o de p epa ação do Censo-2014. O bai o Zango I segmen ou-se em qua o pa es dando luga a pa e do bai o Kikuxi I (boa Espe ança), Zango I-A, Zango I-B e Ngumbi, e as e e idas secções censi á ias ac uais como ilus a a igu a 59, abaixo. Figu a 59 - Sob eposição dos limi es do bai o zango I e e en e ao Censo2014 e os limi es ac uais ( on e: elabo ação p óp ia). A aldeia Nzamba Calumbo em es udo não so eu g andes al e ações no seu limi e, mas sim nas secções censi á ias e amanho das habi ações, como mos a a igu a 60 abaixo. Figu a 60 - Sob eposição dos limi es da aldeia Nzamba Calumbo e o limi e ac ual, ( on e: elabo ação p óp ia). 83 6.4 - Digi alização e alidação inal da in o mação ca og á ica em gabine e A digi alização e alidação inal da in o mação ca og á ica é uma e apa que sucede os abalhos de campo, após a con i mação, adequação e alidação das secções censi á ias p opos as em gabine e. Depois do abalho de campo a in o mação ca og á ica e o na ao gabine e pa a digi alização e ac ualização inal da base ca og á ica, es a cen a-se na digi alização dos no os limi es em caso de al e ação do p opos o em gabine e e ac ualização dos dados da abela de a ibu os. De o ma ge al as secções censi á ias es udadas i e am al e ações nos limi es e no amanho de habi ações, bem como al e ação nos limi es dos bai os. A maio incidência nas al e ações consis e no amanho das secções censi á ias e o limi e do bai o Zango I, as igu as 61, 62 e 63 seguin es mos am as di e en es al e ações esul an es do abalho de campo. A igu a 61 mos a as secções censi á ias 921 e 922 p opos as em gabine es, que esul a am em ês depois do abalho de campo, endo al e ação nos limi es e no amanho de habi ações amilia es. Figu a 61 - Secções censi á ias p opos as em gabine e e a esul an e do abalho de campo ( on e: elabo ação p óp ia). A igu a 62, mos a no e secções censi á ias p opos as em gabine es, que esul a am em dez, depois do abalho de campo. Sendo a p incipal al e ação no amanho de habi ações amilia es, apenas a secção censi á ia 211 oi segmen ada em duas, como mos a a espec i a igu a. 84 Figu a 62 - Secções censi á ias p opos as em gabine e e a esul an e do abalho de campo, ( on e: elabo ação p óp ia). Na igu a 63, mos a as secções censi á ias 002 e 003 p opos as em gabine es, que esul a am em ês secções, após o abalho de campo, endo al e ação nos limi es e no amanho de habi ações amilia es. Figu a 63 - Secções censi á ias p opos as em gabine e e a esul an e do abalho de campo, ( on e: elabo ação p óp ia). 6.4.1 - Co ecção opológica e alidação de dados A opologia, em ambien e SIG, oi desen ol ida pa a o nece um mé odo au omá ico e igo oso de e i icação e limpeza dos e os dos dados. De aco do com a ESRI, os e os em dados geoespaciais signi icam necessa iamen e que as in o mações, p odu os ou decisões ob idas desses dados são imp ecisos. Po an o 85 pa a ga an i p ecisão e consis ência em nossos dados é necessá io que se aça es a co ecção pa a elimina odos os e os opológicos. O sucesso no p ocessamen o em SIG é condicionado pela análise da consis ência opológica dos dados. Pa a ga an i a qualidade dos nossos dados, depois de e minada a digi alização das secções censi á ias, ez-se a co ecção opológica das mesmas, aplicando as seguin es eg as opológicas: não de e ha e sob eposição (Mus no o e lap) e não de e ha e lacunas (Mus no ha e gaps) en e os polígonos das secções censi á ias, conside ando a ole ância de 0,001m. As igu as 64 e 65 ap esen am o esul ado ob ido depois do p ocessamen o da co ecção opológica no A cGis P o. Figu a 64 - P ocessamen o da co ecção opológica no A cGis P o, ( on e: elabo ação p óp ia). A igu a 65, ilus a o esul ado ob ido após o p ocessamen o da e amen a de co ecção opológica, que de ido a qualidade da ec o ização não iden i icou nenhum e o opológico conside ando as eg as p opos as, como ap esen a a abaixo. Figu a 65 - Resul ado do P ocessamen o da co ecção opológica, nenhum e o opológico iden i icado, ( on e: elabo ação p óp ia) 92 Figu a 74 - Mapa modelo do Pano âmico do bai o (Fon e: Adap ação do Censo 2014). 93 7- Conclusões Com o desen ol imen o des e es udo ob i emos elemen os necessá io pa a a p epa ação e plani icação de uma ope ação censi á ia. Assim a aplicação dos SIG na p epa ação de uma ope ação censi á ia, consis iu essencialmen e em ac ualização da base ca og á ica censi á ia, da qual esul ou em: limi es de bai os, aldeias e secções censi á ias ac ualizados, pon os de in e esses ac ualizados, c iação de á eas de supe isão e o plano ge al de ecolha de dados em campo, es es elemen os se em de supo e a oda plani icação e implemen ação de uma ope ação censi á ia. Das se e secções censi á ias es udas, dis ibuídas nos ex a os u banos e u ais, esul a am em 16 secções censi á ias, sendo 13 u banas e ês u ais, as mesmas pe mi i am c ia qua o Á eas de Supe isão, dos quais ês u banas e uma u al. Tendo em conside ação os 30 dias, empo p opos o pa a cobe u a da ecolha de dados do Censo nes e es udo, p ecisa emos de 16 agen es ecenseado es, qua o (4) supe iso es de equipa, que den o do p azo de inido consigam alcança e en e is a odos os ag egados amilia es exis en es na á ea de es udo. Com es a pesquisa, conseguimos mos a os a anços alcançados na p odução de bases ca og á icas pa a ins censi á ios. O desen ol imen o dos SIG ouxe um a anço na ecolha, a amen o e p odução de in o mação ca og á ica onde incluímos igualmen e a ca og a ia censi á ia, igualmen e mos amos as g andes alências dos SIG e ecnologias associadas, pa a supo e a c iação de bases ca og á icas pa a ins es a ís icos. A ansição ecnológica, do analógico pa a o digi al é uma ealidade que e olucionou os Ins i u os de Es a ís icas, que no mapeamen o como na ecolha de dados do Censo. A pla a o ma ESRI, dispõe de á ios aplica i os que pe mi em a ecolha, a amen o e di ulgação de dados geo e e enciados, possibili ando ligação en e o campo e gabine e, com alências pa a abalha de o ma híb ida (online e o line), ga an indo des a o ma o abalho em zonas emo as sem qualque p oblema, pe mi e igualmen e a moni o ização a empo eal e semi- eal. Pa a es e es udo u ilizamos os seguin es aplica i os: A cGis A cMap, A cGis P o, A cGis Field Maps e A cGis Su ey123. 94 A ecnologia SIG aqui ap esen ada es á a e oluciona a p odução de ca og a ia censi á ia, azendo as simpli icações dos p ocessos ine en es a ac ualização ca og á ica de uma malha censi á ia, podendo a empo ú il e i ica e analisa a cobe u a e i o ial de um país no p é-censo, pe mi indo oma decisão co ec as e opo unas, sob e e en uais oco ências que in iabilizam a conc e ização exi osa de um p ocesso de ac ualização ca og á ica, pa a supo e ao Censo da população e habi ação, bem como ou as ope ações es a ís icas. O es udo ap esen ado nes a disse ação, cen ou-se na aplicação dos Sis emas de In o mação Geog á ica no p ocesso de p epa ação de uma ope ação censi á ia (p é- censo), consis indo na ac ualização da malha ca og á ica censi á ia, c iação e elabo ação de mapas das á eas censi á ias con endo os limi es ac ualizados, o amanho de habi ações den o dos pa âme os p opos os, pon os de edi ícios e pon os de in e esse. Tendo em conside ação a ealidade local e da á ea de es udo não incluímos no nosso es udo a c iação de uma base de ende eços e o cadas o das ias de ido a inexis ência de in o mação su icien e pa a o e ei o. Des a o ma de iniu-se a secção censi á ia como unidade mínima de ecolha de dados do Censo, que se e de supo e a plani icação ( inancei a, logís ica, ec u amen o e ope ação de campo) e implemen ação da ope ação censi á ia. A aplicação dos Sis emas de In o mação Geog á ica e Tecnologias associadas nas ope ações censi á ias, não se esgo a com es e es udo, ou os es udos pode ão aze no os elemen os, que na aplicação do p é-Censo com o cadas o de elemen os não incluídos nes e es udo, como as uas, núme o de po a ou de polícia, cadas o de ende eços e ou os. Bem como pa a o Censo e pós-censo, azendo as alências dos SIG du an e a implemen ação nes a g ande ope ação es a ís ica e disseminação dos esul ados. A ab angência dos SIG pe mi e aplica nas di e en es e apas do p ocesso censi á io, ga an indo des a o ma uma ecolha e di ulgação dos esul ados com qualidade e e icácia. Conside ando o pode das geo ecnologias, pe mi e alo iza melho os dados p oduzidos, dando g ande supo e a omada de decisões co ec as. Nes e es udo conseguimos mos a que a aplicação dos SIG e as geo ecnologias na p epa ação de ope ações censi á ias, a u ilização dos aplica i os A cGis Field Maps e A cGis Su ey123 pa a ecolha de dados ca og á icos em campo, ouxe am 95 g ande melho ia e apidez no p ocesso de ac ualização da malha ca og á ica, pe mi indo a simpli icação do p ocesso e luxo de abalho en e a plani icação em gabine e, abalhos de campo, a amen o inal da in o mação e con olo de qualidade em gabine e, eduzindo g andemen e o olume de abalho e concomi an emen e o núme o de in e enien es no p ocesso, possibili ando a digi alização di ec a em campo e isualização da mesma em empo eal ou semi- eal em gabine e ou ia Web, a pa i de qualque pon o geog á ico com o A cGis Online. Com es a ecnologia pe mi iu-nos ob e esul ados iá eis e mui o, mas p eciso que a ca og a ia analógica, que ga an em g ande con o o e segu ança na ecolha de dados, sem duplicação e sem omissão, possibili ando a moni o ização de odos os in e enien es de campo e gabine e. Com a disponibilização digi al da in o mação geo e e enciada, pe mi e aos agen es ecenseado es a localiza em de o ma p ecisa e igo osa as suas á eas de abalho pa a a ecolha de dados, eduzindo conside a elmen e a possibilidade de engano e iolação dos limi es izinhos ou a não cobe u a de oda á ea a si a ibuída, ga an indo uma plani icação e moni o ização mais cla a e igo osa de odo p ocesso de ecolha do Censo. 96 8 - Re e encias Bibliog á icas Canada, (2012). Na u al Resou ces Canada-Resoluções Ado adas Nas Dez Con e ências Do UNGEGN, Acessado em 27/07/2024, disponí el: <h ps://uns a s.un.o g/unsd/geoin o/ungegn/docs/RESOLU%C3%87%C3%95ES %20ADOTADAS%20NAS%20DEZ%20CONFER%C3%8ANCIAS%20DO%20 UNGEGN_ ad.pd >. McMas e , R. 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