Full text
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
www.else ie .p / psp
A igo
o iginal
Lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
em
en e mei os
po ugueses:
«ossos
do
o ício»
ou
doenc¸as
elacionadas
com
o
abalho?
Flo en ino
Se anhei aa,b,∗,
Te esa
Co imc,
Vic o
Rod iguesd,
Ca la
Nunesa,b
e
An ónio
Sousa-U aa,b
aEscola
Nacional
de
Saúde
Pública,
Uni e sidade
No a
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
bCen o
de
In es igac¸ão
da
Malá ia
e
ou as
Doenc¸as
T opicais
–
Saúde
Pública,
Lisboa,
Po ugal
cFaculdade
de
Mo icidade
Humana,
Uni e sidade
Técnica
de
Lisboa,
Lisboa,
Po ugal
dEscola
Supe io
de
En e magem
de
Vila
Real/CIDESD/Uni e sidade
de
T ás-os-Mon es
e
Al o
Dou o,
Vila
Real,
Po ugal
in o mação
sob e
o
a igo
His o ial
do
a igo:
Recebido
a
18
de
julho
de
2012
Acei e
a
15
de
ou ub o
de
2012
On-line
a
30
de
no emb o
de
2012
Pala as-cha e:
Lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
En e mei os
Saúde
Ocupacional
E gonomia
Saúde
e
Segu anc¸a
do
T abalho
e
s
u
m
o
In oduc¸ão:
As
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
(LMELT)
cons i uem
um
impo an e
p oblema
em
odo
o
mundo,
designadamen e
nos
p ofissionais
de
saúde.
Realizou-se
um
es udo
nacional
de
ca a e izac¸ão
da
sin oma ologia
musculoesquelé ica
ligada
ao
abalho
em
en e mei os
po ugueses
na
pe spe i a
da
sua
p e enc¸ão.
Mé odos:
Os
en e mei os
po ugueses
o am
con idados
a
p eenche
um
ques ioná io
em
ambien e
web
com
4
dimensões:
dados
socio-demog áficos,
sin omas
musculoesquelé i-
cos
em
15
zonas
ana ómicas,
iden ificac¸ão
das
a e as
e
sua
elac¸ão
com
os
sin omas
e
ca ac e izac¸ão
do
es ado
de
saúde.
O
es udo
deco eu
en e
julho
de
2010
e
e e ei o
de
2011
e
con ou
com
a
colabo ac¸ão
da
O dem
dos
En e mei os.
A
análise
es a ís ica
baseou-se
em
p ocessos
desc i i os
e
em
associac¸ões
com
o
es e
do
2com
um
ní el
de
significância
de
5%.
Resul ados:
Responde am
ao
ques ioná io
2
140
en e mei os
(3,42%
do
o al
dos
en e mei os
po ugueses).
Des acam-se
as
queixas
localizadas
à
coluna
e eb al
(49%
nos
úl imos
12
meses;
25%
nos
úl imos
7
dias)
e
o
absen ismo
elacionado
(5,51%),
igualmen e
nos
úl imos
12
meses.
A
in ensidade
dos
sin omas
é
ele ada
(19%
dos
esponden es)
assim
como
a
sua
equência
(em
33%
é
supe io
a
6
episódios
diá ios).
A
elac¸ão
en e
as
a e as
e
as
queixas
é
significa i a
(p
<
0,05),
en e
ou os,
com:
(i)
a
adminis ac¸ão
de
medicamen os,
o
posiciona-
men o
mobilizac¸ão
e
ans e ência
do
doen e
e
os
sin omas
nos
punhos
e
mãos
(2=
9,089;
p
=
0,028;
2=
8,337;
p
=
0,040;
2=
9,599;
p
=
0,022;
2=
9,399;
p
=
0,024
espe i amen e)
e
(ii)
a
higiene
no
lei o
e
os
sin omas
localizados
aos
omb os,
co o elos
e
punhos/mãos
(2=
8,853;
p
=
0,031;
2=
8,317;
p
=
0,040
e
2=
9,599;
p
=
0,022,
espe i amen e).
∗Au o
pa a
co espondência.
Co eio
ele ónico:
se anhei [email p o ec ed] (F.
Se anhei a).
0870-9025/$
–
see
on
ma e
©
2012
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
h p://dx.doi.o g/10.1016/j. psp.2012.10.001
194
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
Discussão
e
conclusões:
As
LMELT
em
en e mei os
são,
em
g ande
pa e,
p e ení eis
e,
po
isso,
não
de em
se
enca adas
como
«ossos
do
o ício».
A
in e enc¸ão
sob e
os
locais,
os
p ocessos,
a
o ganizac¸ão
empo al
e
os
meios
de
abalho
pode
p e eni
as
LMELT.
O
p esen e
es udo,
desc i i o,
e ela
uma
ele ada
p e alência
de
sin omas
de
LMELT
em
en e mei os
po ugueses.
Tal
indicia
a
necessidade
p emen e
de
desen ol e
p og amas
de
p e enc¸ão
des as
pa ologias
em
hospi ais.
©
2012
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Publicado
po
Else ie
España,
S.L.
Todos
os
di ei os
ese ados.
Wo k
ela ed
musculoskele al
diso de s
in
Po uguese
nu ses:
“pa
o
he
job”
o
wo k- ela ed
diseases?
Keywo ds:
Wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
Nu ses
Occupa ional
Heal h
E gonomics
Occupa ional
Heal h
and
Sa e y
a
b
s
a
c
In oduc ion:
Wo k- ela ed
musculoskele al
diso de s
(WRMSD)
a e
a
wo ldwide
heal h
p o-
blem,
pa icula ly
in
heal h
ca e
p o essionals.
A
na ionwide
s udy
was
done
ocused
on
he
cha ac e iza ion
o
wo k- ela ed
musculoskele al
symp oms
in
Po uguese
egis e ed
nu ses
(RN)
in
o de
o
es ablish
a
baseline
me hodology
o
manage/p e en
WRMSD.
Me hods:
All
Nu ses
(RN)
we e
in i ed
o
comple e,
in
web
pla o m,
a
ques ionnai e
o
4
di e en
opics:
(i)
socio-demog aphic
da a,
(ii)
fi een
ana omic
a eas
o
musculoskele al
symp oms,
(iii)
asks
iden ifica ion
and
i s
ela ion
wi h
symp oms
and
(i )
heal h
s a us
cha ac e iza ion.
S a is ical
analysis
was
based
on
desc ip i e
s a is ics
and
associa ions
wi h
he
2 es
wi h
a
significance
le el
o
5%.
Resul s:
A
o al
o
2.140
RN
answe ed
he
ques ionnai e
(3.42%
o
all
RN).
Spine
symp oms
we e
among
hose
mos
equen
symp oms
(49%
o
RN
e e ed
in
he
las
12
mon hs,
25%
in
he
las
7
days)
and
hei
ela ed
wo k
absence
(5.51%
o
e e als).
O he
ele an
indica o s
we e
symp oms
in ensi y
(19%
we e
classified
as
high
in
he
esponding
g oup)
and
symp-
oms
equency
(33%
o
e e als
we e
supe io
o
6
daily
episodes).
Associa ions
be ween
ypical
wo k
asks
and
complain s
we e
ound
significan
(p
<
0.05)
wi h
(i)
d ug
adminis-
a ion,
posi ioning,
mobiliza ion
and
pa ien
ans e
and
hand-fis
symp oms
(2=
9.089;
P
=
.028;
2=
8.337;
P
=
.040;
2=
9.599;
P
=
.022;
2=
9.399;
P
=
.024
espec i ely)
and
wi h
(ii)
bed
hygiene
and
shoulde ,
elbow
and
hand-fis
symp oms
(2=
8.853;
P
=
.031;
8.317;
P
=
.040;
9.599;
P
=
.022
espec i ely).
Discussion
and
conclusions:
Wo k
ela ed
musculoskele al
diso de s
in
hospi al
nu ses
a e
mos
o
imes
p e en able,
and
hey
should
no
be
commonly
ela ed
o
a
no mal
wo k
esul .
Wo kplace
in e en ion
in
p ocess,
in
empo al
o ganiza ion
and
in
equipmen s
could
p e en
WRMSD.
Ou
desc ip i e
s udy
aims
o
e idence
he
ele a ed
p e alence
o
WRMSD
in
RN
and
he
ce ain y
o
de elop
occupa ional
p e en ion
p og ams
in
hospi als.
©
2012
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública.
Published
by
Else ie
España,
S.L.
All
igh s
ese ed.
In oduc¸ão
As
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
(LMELT),
incluindo
as
aquialgias,
são
desc i as
como
um
dos
p incipais
p oblemas
da
Saúde
Ocupacional
dos
p ofissionais
de
saúde,
em
pa icula
dos
en e mei os1–11.
As
condic¸ões
de
abalho
e
as
a e as
dos
en e mei os,
p incipalmen e
em
con ex o
hospi ala ,
cons i uem-se
como
os
p incipais
de e minan es
da
a i idade
eal
de
abalho,
con-
dicionando
odas
as
componen es
de
exposic¸ão
aos
a o es
de
isco
da
a i idade,
designadamen e
ao
ní el
pos u al,
de
epe-
i i idade,
aplicac¸ão
de
o c¸a
e
de
exposic¸ão
a
ib ac¸ões,
que
se
encon am
na
génese
das
LMELT12,13.
Os
en e mei os
ea-
lizam
equen emen e,
du an e
as
suas
a e as
de
p es ac¸ão
de
cuidados
de
saúde
aos
doen es/u en es,
a i idades
que
eque em
pos u as
a icula es
ex emas,
aplicac¸ões
de
o c¸a
com
as
mãos/dedos,
assim
como
exigências
a
ní el
da
coluna
e eb al
e,
pa icula men e,
da
zona
lombo-sag ada.
Tais
si uac¸ões
oco em,
en e
ou as
a e as
diá ias,
na
p es ac¸ão
de
cuidados
aos
doen es,
designadamen e
du an e
a
sua
alimen ac¸ão,
a
adminis ac¸ão
de
medicamen os
in a enosos,
as
ans e ências
e
ou as
mobilizac¸ões,
como
o
eposicio-
namen o,
e
na
sua
higiene.
Em
qualque
dessas
si uac¸ões
obse a-se,
com
equência,
exposic¸ão
a
a o es
de
isco
p ofissionais,
designadamen e
ele adas
solici ac¸ões
biome-
cânicas
e
fisiológicas
que
excedem
as
capacidades
uncionais
dos
abalhado es,
numa
o ganizac¸ão
que
não
pe mi e
empos
de
ecupe ac¸ão
suficien es
e
empos
de
epouso
adequados14.
A
mul i a o ialidade
e iológica
das
LMELT
inclui,
ainda,
os
a o es
de
isco
psicossociais
e
as
condicionan es
o gani-
zacionais,
designadamen e
e
en e
ou os,
aspe os
ela i os
à
sa is ac¸ão
p ofissional,
ao
supo e
social
e
ao
es ilo
de
lide anc¸a
e
ges ão,
como
elemen os
impo an es
na
génese
das
LMELT15.
As
a iá eis
indi iduais,
po
biza o
que
pa ec¸a,
êm
sido
insuficien emen e
(ou
mesmo
nada)
alo izadas,
o
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
195
que
em
conduzido
a
um
meno
núme o
de
es udos
nesse
domínio,
ainda
que
com
elac¸ões
cla amen e
iden ificadas
e
ex emamen e
impo an es16,17.
Os
es udos
de
a aliac¸ão
do
isco
não
dão
o
suficien e
ele o
aos
aspe os
indi iduais
(«indi idual
isk
assessmen »)
di igindo-se,
mui as
ezes,
ao
que
podemos
denomina
« abalhado
médio»18,
figu a
que,
de
ac o,
não
exis e
em
nenhuma
si uac¸ão
conc e a
de
aba-
lho.
A
maio ia
dos
es udos
e e idos,
que
se
a e
de
exposic¸ão
a
a o es
de
isco
da
a i idade,
que
a
condicionan es
da
a i idade
como
os
a o es
de
isco
psicossociais
e
o gani-
zacionais,
o am
e e uados
com
supo e
em
ques ioná ios
essencialmen e
de
sin omas,
com
ou
sem
c i é io
empo al,
maio i a iamen e
em
delineamen os
me odológicos
ans e -
sais
(e/ou
e ospe i os)
e,
equen emen e,
com
insuficien e
(ou
mesmo
ausen e)
ca ac e izac¸ão
da
exposic¸ão.
Man êm-se
a uais
as
dú idas
sob e
se
(e
quais)
os
ní eis
de
in ensidade
e
de
equência
da
sin oma ologia
que
dão
o igem
a
«doenc¸as
ligadas
ao
abalho»,
is o
é,
se
é
possí el
di e en-
cia
as
queixas
deco en es
das
exigências
ísicas
a
que
os
abalhado es
es ão
expos os
na
ealizac¸ão
da
a i idade
de
abalho,
das
queixas
das
LMELT
como
doenc¸a
p ofissional
ou
como
doenc¸a
elacionada
com
o
abalho19.
Tal
espos a
é,
desde
logo,
di ícil
de
ob e ,
uma
ez
que
a
denominac¸ão
LMELT
inclui
um
conjun o
de
si uac¸ões
clínicas
mui o
di e sas
(e
di e sificadas)
que
ão
desde
sin omas
a
quad os
nosoló-
gicos
e
incluem
doenc¸as
p ofissionais,
doenc¸as
elacionadas
com
o
abalho
e,
a é,
doenc¸as
ag a adas
pelo
abalho,
is o
é,
o
já
e e ido
concei o
de
«doenc¸a
ligada
ao
abalho».
As
LMELT
a e am
um
subs an i o
núme o
de
en e mei os,
diminuindo
a
sua
qualidade
de
ida20,
dão
o igem
à
educ¸ão
da
mo i ac¸ão
e
da
pa icipac¸ão
no
abalho,
às
es ic¸ões
de
ealizac¸ão
das
a e as
de
en e magem,
às
ans e ências
de
se ic¸o,
ao
absen ismo
e
a é
ao
abandono
p ecoce
da
p ofissão,
com
os
deco en es
e ei os
an o
a
ní el
indi idual,
como
em
aspe os
sociais
e
amilia es2.
Em
Po ugal,
en e
di e sas
dificuldades
de
ges ão
de
um
p oblema
da
dimensão
das
LMELT,
encon a-se
a
ausência
de
uma
base
pa a
a
in es igac¸ão
em
en e mei os
po ugueses.
Tal
ci cuns ância
de e minou
o
p incipal
obje i o
do
p esen e
es udo,
de
âmbi o
nacional,
de
iden ificac¸ão
da
sin oma ologia
musculoesquelé ica
ligada
ao
abalho
em
en e mei os
ins-
c i os
na
O dem
dos
En e mei os.
P e ende-se,
dessa
o ma,
despe a
a
a enc¸ão
da
comunidade
cien ífica
pa a
a
neces-
sidade
de
desen ol imen o
de
mais
in es igac¸ão
em
al
domínio,
con ibuindo,
assim,
pa a
uma
mais
eficaz
ges ão
de
ais
iscos
p ofissionais21.
Populac¸ão
e
mé odos
O
p esen e
es udo
oi
ei o
com
a
colabo ac¸ão
da
O dem
dos
En e mei os
(OE).
Foi
di igido
a
odos
os
en e mei os
po u-
gueses
aí
insc i os
(n
=
62
566).
O
es udo
e e
a
du ac¸ão
de
8
meses,
endo
deco ido
en e
julho
de
2010
e
e e ei o
de
2011,
pe íodo
em
que
a
OE
colocou
(e
man e e)
um
apelo
à
pa icipac¸ão
no
es udo
no
seu
po al
da
in e ne .
A
pa icipac¸ão
indi idual
oi
olun á ia.
Após
acesso
ao
banne
da
OE,
com
a
in o mac¸ão
sob e
o
es udo,
exis ia
um
edi ecionamen o
(link)
pa a
uma
página
da
web
da
Escola
Nacional
de
Saúde
Pública
(ENSP),
onde
cada
en e mei o
colocou
o
seu
ende ec¸o
pessoal
de
email,
cons i uindo
a
base
da
pa icipac¸ão
no
es udo
(um
ende ec¸o
álido
co espondeu
a
uma
insc ic¸ão).
De
seguida,
oi
en iado
pa a
cada
ende ec¸o
de
email
um
link
de
acesso
ao
ques ioná io
do
es udo
no
«su eymonkey
pla o m
ques ionnai e».
O
link
pe mi iu
a
espos a
única,
no
momen o,
ou
aseada
de
cada
esponden e,
de
aco do
com
a
sua
decisão
pessoal.
Ga an iu-se,
desde
semp e,
a
sal agua da
de
dados
pessoais
e
não
exis iu
acesso
a
in o mac¸ão
que
pe mi isse
iden ifica
o
esponden e,
espei ando,
dessa
o ma,
o
seu
ano-
nima o.
O
ques ioná io
u ilizado
nes e
es udo
é
uma
adap ac¸ão22
do
ques ioná io
nó dico
sob e
lesões
musculoesquelé icas
(No dic
musculoskele al
ques ionnai e
–
NMQ)
cujos
esul ados
a iam
en e
0
e
23%
em
di e gência
com
o
mesmo
espon-
den e
(fiabilidade)
e
ap esen am
0
a
20%
de
disco dância
da
his ó ia
clínica
( alidade),
sendo
al
conside ado
acei á el
pa a
um
ins umen o
de
as eio
ou
sc eening23.
Tem
sido
u ilizado,
numa
e são
adap ada
em
Po ugal,
com
esul ados
nesse
in e alo
pa a
a
fiabilidade
e
alidade10,13,24–27.
O
NMQ
e e
como
p incipal
obje i o,
na
sua
génese,
o
desen ol imen o
de
um
mé odo
de
es udo
epidemiológico,
u ilizando
um
conjun o
de
ques ões
no malizadas,
pa a
a
iden ificac¸ão
das
queixas
ou
sin omas
musculoesquelé icos
em
g upos
p ofissionais28.
Tem
sido
amplamen e
u ilizado
pa a
a alia
a
p esenc¸a
de
sin omas
do
o o
musculoesque-
lé ico
ligados
à
a i idade
de
abalho,
des acando-se,
en e
ou os
e
a
í ulo
de
exemplo,
o
es udo
ealizado
em
en e mei-
os
chineses29.
O
ques ioná io
u ilizado
(em
apêndice)
es á
o ganizado
em
4
g andes
dimensões:
(i)
ca ac e izac¸ão
sociodemog áfica;
(ii)
au o e e ência
de
sin omas
de
LMELT;
(iii)
iden ificac¸ão
das
a e as
e
sua
elac¸ão
com
os
sin omas;
e
(i )
ca ac e izac¸ão
do
es ado
de
saúde.
O
p esen e
es udo,
desc i i o,
obje i a
conhece
os
sin o-
mas
musculoesquelé icos
dos
en e mei os
po ugueses.
A
análise
es a ís ica
dos
esul ados
oi
e e uada
com
ecu so
ao
so wa e
«S a is ical
Package
o
Social
Sciences
(SPSS)
s.
PASW
S a is ics
18®».
Resul ados
Não
exis iu
qualque
p opósi o
de
ep esen a i idade
da
populac¸ão
e
não
se
p e endeu
qualque
gene alizac¸ão
dos
esul ados,
que
se
e e em
apenas
aos
esponden es
a
es e
es udo,
já
que
dependeu
exclusi amen e
da
sua
on ade
a
adesão
à
espos a
ao
inqué i o.
Responde am
ao
ques ioná io
de
ca a e izac¸ão
de
sin-
omas
de
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
2140
en e mei os
(3,4%
do
o al
dos
en e mei os
po ugueses).
T a a-se
de
um
g upo
p edominan emen e
do
sexo
eminino
(77,4%),
dex o
(93,7%),
que
em
um
empo
médio
na
p ofis-
são
de
13
anos
e
abalha,
ambém
em
média,
40
h
semanais.
Rela i amen e
ao
ipo
de
ho á io
p a icado,
o
abalho
po
u -
nos
é
maio i á io
(57,5%).
Ce ca
de
um
e c¸o
em
um
segundo
emp ego
(n
=
618)
em
clínicas
p i adas
(30,4%),
a
la ga
maio ia
a
empo
pa cial
(n
=
593)
e
em
ho á io
de
20
h
semanais.
Dos
esponden es,
26,4%
(n
=
566)
abalha
na
egião
no e
do
país,
20,1%
(n
=
431)
na
egião
cen o,
37,8%
(n
=
809)
na
196
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
egião
de
Lisboa
e
Vale
do
Tejo,
4,4%
(n
=
95)
no
Alen ejo,
3,7%
(n
=
80)
no
Alga e
e
6,8%
(n
=
145)
nas
Regiões
Au ónomas
(4,1%
na
Madei a
e
2,7%
nos
Ac¸o es).
En e
os
esponden es,
0,7%
(n
=
14)
não
e e iu
a
egião
onde
abalha am.
Quase
ês
qua os
dos
en e mei os
desempenham
unc¸ões
em
hospi ais
(71,3%).
Os
es an es
encon am-se
dis ibuídos
pelos
cuidados
p imá ios
de
saúde
(21,5%)
e
pelos
cuidados
con inuados
(3,0%),
cuidados
palia i os
(0,4%),
eme -
gência
médica
(0,6%)
e
INEM/VMER
(0,4%),
unidades
de
saúde
mó eis
(0,2%),
en e magem
do
abalho
(1,3%)
e
la es
de
e -
cei a
idade
(1,3%).
Os
en e mei os
que
desempenham
unc¸ões
em
hospi ais
(n
=
1
396)
azem-no,
essencialmen e,
em
se ic¸os
de:
(i)
Medi-
cina
In e na
(21,3%);
(ii)
Ci u gia
Ge al
(12,3%);
(iii)
Pedia ia
(8,7%);
(i )
O opedia
(8,3%);
e
( )
Ginecologia
e
Obs e ícia
(6,9%).
As
ca ego ias
p ofissionais
dos
en e mei os
a iam
en e
«en e mei o»
(34,8%)
e
«en e mei o-supe iso »
(1,4%).
As
ca ego ias
de
«en e mei o
g aduado»
(35,7%),
«en e mei o-
especialis a»(19%)
e
«en e mei o-che e»(9,0%)
comple am
as
ca ego ias
p ofissionais.
Os
en e mei os
e e em
sin omas
de
LMELT
com
ele ada
equência
que,
em
algumas
localizac¸ões,
a ingem
alo es
acima
dos
50%
dos
esponden es.
Des acam-se
(fig.
1),
en e
ou os
e
nos
úl imos
12
meses,
a
p esenc¸a
de
sin omas
nas
zonas
ce ical
(n
=
1014),
do sal
(n
=
923),
lomba
(n
=
1257),
omb os
(n
=
761)
e
punho/mão
(n
=
602).
A
sin oma ologia
p esen e
nos
úl imos
7
dias,
mais
asse -
i a
pela
p oximidade
das
queixas
au o e e idas,
ap esen a
alo es
in e io es,
ainda
que
igualmen e
ele ados,
a ingindo
mais
a
coluna
e eb al
( egião
lomba :
632;
egião
ce ical:
562;
e
egião
do sal:
468).
Também
os
omb os
(n
=
389)
e
os
punhos
e
mãos
(n
=
253)
são
egiões
co po ais
equen emen e
a ingidas.
De
des aca
ainda
o
absen ismo
associado
a
essa
sin oma ologia
e
(e en uais)
lesões
e e idas
nas
zonas
ce i-
cal
(n
=
99),
do sal
(n
=
78),
lomba
(n
=
177),
nos
omb os
(n
=
87)
e
nos
punhos/mãos
(n
=
72).
A
sin oma ologia
localizada
aos
memb os
supe io es,
p esenc¸a
de
queixas
e
espe i a
la e alidade,
e ela
di e enc¸as
subs an i as,
po
exemplo
a
ní el
dos
punhos/mãos,
onde
a
49,75%
25,89%
5,51%
23,68%
11,28%
2,77%
19,07%
11,00%
1,50%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
40%
45%
50%
Raquis
Memb o Supe io
Memb o In e io
Sin omas úl imos 12 meses
Sin omas úl imos 7 dias
Absen ismo 12 meses
Figu a
1
–
Sin oma ologia
musculoesquelé ica
e
absen ismo
elacionado.
p e alência
no
lado
di ei o
é
mui o
supe io
(fig.
2),
o
que
se
elaciona,
po
ce o,
com
o
memb o
a i o
e,
po
isso,
com
a
solici ac¸ão
na
a i idade
desempenhada.
Nos
memb os
in e io es
iden ifica-se
sin oma ologia
sem
p edominância
de
la e alidade,
ao
con á io
dos
sin omas
nos
memb os
supe-
io es,
des acando-se
as
queixas
localizadas
às
a iculac¸ões
ibio á sicas,
e en ualmen e
elacionadas
com
o
empo
de
pe manência
na
posic¸ão
de
pé
(o os a ismo)
e
com
as
g andes
dis âncias
pe co idas,
em
pa icula ,
nas
unidades
hospi ala-
es.
A
análise
da
sin oma ologia
musculoesquelé ica,
na
pe s-
pe i a
da
sua
in ensidade
e
da
sua
equência,
e ela
a
ní el
lomba
queixas
de
in ensidade
«ele ada»
e
«mui o
ele ada»
da
o dem
de
alo es
p óximos
dos
45%
dos
en e mei os
sin-
omá icos
e,
desses,
ce ca
de
65%
e e em-no
com
equência
supe io
a
6
ezes
po
dia.
Tais
alo es
co espondem
a
ce ca
de
26%
da
o alidade
da
populac¸ão
esponden e.
De
uma
o ma
ge al,
a
e e ência
a
sin oma ologia
de
in ensidade
«mode ada»
é
p e alen e
a
ní el
da
coluna
e -
eb al,
a ingindo,
al
como
a
equência
dessas
queixas
(com
equência
supe io
a
6
ezes
po
dia),
ce ca
de
um
e c¸o
dos
en e mei os
sin omá icos
(fig.
3).
10,70%
5,51%
12,38%
3,13%
1,26%
1,40%
12,76%
3,13%
7,15%
0%
2%
4%
6%
8%
10%
12%
14%
Omb o
Co o elo Punho/Mão
D o Esq. Ambos
Figu a
2
–
Sin omas
musculoesquelé icos
a
ní el
dos
memb os
supe io es.
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
197
33,05%
14,98%
13,01%
18,97%
8,82%
6,20%
15,65%
9,77%
6,23%
33,26%
14,00%
12,98%
0%
5%
10%
15%
20%
25%
30%
35%
In ensidade Mode ada
In ensidade Ele ada
F equência ≤ 5 dia
F equência ≥ 6 dia
Raquis Memb o Supe io Memb o In e io
Figu a
3
–
In ensidade
e
equência
dos
sin omas
musculoesquelé icos.
Se
o em
analisados
em
de alhe
os
sin omas
a
ní el
do
memb o
supe io
cons a a-se,
igualmen e,
uma
equência
da
in ensidade
«mode ada»
nos
di e sos
segmen os
ana ómi-
cos,
bem
como
uma
e e ência
à
exis ência
de
queixas
com
equência
supe io
a
seis
ezes
po
dia
que
a inge
ce ca
de
dois
e c¸os
dos
en e mei os
po ado es
dessa
sin oma ologia
(fig.
4).
As
a e as
diá ias
dos
en e mei os
esponden es
ca a e izam-se
po
um
conjun o
de
in e enc¸ões
(a i i-
dades)
que,
em
média,
ocupa
ce ca
de
50%
do
empo
de
abalho,
des acando-se,
en e
ou os,
o
abalho
in o -
ma izado
(10,29%),
os
p ocedimen os
in asi os
(9,28%),
o
a amen o
de
e idas
(9,1%)
e
a
adminis ac¸ão
de
medicac¸ão
(9,47%)
(fig.
5).
Des aque-se
que
os
cuidados
p es ados
no
lei o
que,
de
uma
o ma
ge al,
ap esen am
algumas
exigências
ísicas,
ab angem
ap oximadamen e
um
e c¸o
do
empo
de
abalho
diá io
dos
en e mei os.
Rela i amen e
à
equência
de
ealizac¸ão
das
di e sas
a e-
as
de
en e magem,
a
análise
dos
esul ados
e ela
que
o
abalho
in o ma izado,
a
a aliac¸ão
de
pa âme os
fisioló-
gicos,
como
a
ensão
a e ial
e
a
glicémia
(25%
cada),
e
a
61,10%
57,96%
67,44%
39,42%
43,95%
32,72%
38,37%
44,59%44,09%
62,16%
56,05%
56,15%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
70%
In ensidade
Mode ada
In ensidade
Ele ada
F equência
≤ 5 dia
F equência
≥ 6 dia
Omb o
Co o elo
Punho/Mão
Figu a
4
–
In ensidade
e
equência
dos
sin omas
musculoesquelé icos
do
memb o
supe io .
198
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
10,29%
9,28%
9,10%
9,47%
9,56%
4,11%
7,24%
8,09%
7,59%
7,48%
4,84%
6,92%
6,03%
T ab. In o ma izado
P oc. In asi os
T a . Fe idas
Adm. Medicação
A . TA, Glicemia
Apoio Domicilio
C.HigienePosic/Mob Doen e
Legenda: T abalho in o ma izado, P ocedimen os in asi os, T a amen o de e idas, Adminis ação de medicação, A aliação de
pa âme os ensão a e ial, Glicémia a ou os, Apoio no domicílio, Cuidados de higiene no lei o, Posicionamen o e mobilização
do doen e, T ans e ência e anspo e do doen e, Le an e sem apoio mecânico, Le an e com apoio mecânico, Alimen ação do
doen e, Higiene no WC
T an / ansp doen e
Le an e s/mec
Le an e c/mec
Alimen ação
Higiene WC
Figu a
5
–
Re a o
da
epa ic¸ão
do
empo
diá io
de
abalho
dos
en e mei os.
adminis ac¸ão
de
medicac¸ão
(24%)
são
e e idos
como
mui o
equen es
no
dia-a-dia
do
en e mei o
e
po
um
impo an e
núme o
de
esponden es
(fig.
6).
Igualmen e
de
des aca
são
as
di e enc¸as
en e
o
le an e
sem
apoio
de
equipamen os
mecânicos
(23,9%
–
«pouco
equen e»;
9,18%
–
« equen e»)
e
com
meios
mecânicos
(20,26%
–
«pouco
equen e»;
1,17%
–
« equen e»).
Os
p ocedimen os
in asi os
são
a
suba i idade
com
maio
e e ência
na
classificac¸ão
«pouco
equen e»
(30,16%)
e
o
apoio
no
domicílio
o
menos
e e ido
(15,02%).
A
elac¸ão
en e
a
p esenc¸a
de
sin omas
musculoesquelé i-
cos
e
as
di e en es
posic¸ões
co po ais
ado adas
ao
longo
do
dia
de
abalho
em
unc¸ão
das
exigências
do
abalho,
incluindo
a
mobilizac¸ão,
o
le an amen o
e
o
anspo e
de
ca gas/doen es,
e idencia
o
espe á el,
is o
é,
os
en e mei os
iden ificam,
cla amen e,
as
si uac¸ões
de
abalho
em
que
as
exigências
ísicas
assumem
maio
elac¸ão
com
a
p esenc¸a
de
sin omas
musculoesquelé icos,
designadamen e
a
mobilizac¸ão,
o
le an-
amen o
e
o
anspo e
de
ca gas/doen es
acima
dos
20
kg
(fig.
7).
A
úl ima
dimensão
do
ques ioná io,
ela i a
à
ca ac e izac¸ão
do
es ado
de
saúde
dos
en e mei os,
e i-
dencia
que
a
maio ia
p a ica
egula men e
algum
ipo
de
a i idade
ísica
(50,8%),
não
uma
(81,7%),
não
bebe
egula -
men e
bebidas
alcoólicas
(91,3%),
não
bebe
ca é
(73%)
e
não
23,86% 2,83%
23,53% 7,06%
20,26% 1,17%
23,90% 9,18%
24,32% 9,25%
18,88% 16,92%
24,49% 7,52%
15,02%
3,13%
17,15% 25,14%
17,83% 24,04%
26,99% 13,25%
30,16% 10,86%
20,40% 25,12%
0%
5% 10
%15
%20
%25
%30
%35
%40
%45
%50
%
T ab.
In o m.
P oc. I
n as
T a . Fe i
d
Adm.
Med
A . TA, Gl
Apo
io Dom
Cuid.Higien
e
Pos
ic/Mob
T an / an
sp
Le . s/mec
Le . c/mec
Ali
men
açã
o
Higiene
WC
Pouco
F equen
e
Legenda: T abalho in o ma izado, P ocedimen os in asi os, T a amen ode e idas, Adminis ação de medicação, A aliação
de pa âme os ensão a e ial, Glicémia e ou os, Apoio no domicílio, Cuidados de higiene no Lei o, Posicionamen o e mobilização
do doen e, T ans e ência e anspo e do Doen e, Le an e sem apoio mecânico, Le an e com apoio mecânico, Alimen ação do
doen e, Higiene no WC.
F equen
e
Figu a
6
–
Ta e as
de
en e magem.
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
199
0% 20%
40%
60% 80% 100%
T ab. de pé
B aços ele .
Inclin. onco
Roda onco
Rep. B aços
Rep. Dedos
Fo ça mão
Ca g. 1-4kg
C. > 4-10kg
C. > 10-20Kg
Ca g. > 20kg
Pouco elacionado com sin omas
Legenda: T abalho de pé, B aços ele ados acima da al u a dos omb os, Inclinação do onco, Ro ação do onco, Repe i i idade
dos b aços, Repe i i idade dos dedos, Aplicação de o ça com a mão, Mobilização de ca ga en e 1 e 4 kg, Mobilização de ca ga
supe io a 4kg e in e io ou igual a 10kg, Mobilização de ca ga supe io a 10kg in e io ou igual a 20kg, Mobilização de ca ga
supe io a 20kg.
Mui o elacionado com sin omas
Figu a
7
–
Pe cec¸ão
dos
en e mei os
sob e
a
elac¸ão
en e
a
sin oma ologia
e
as
a e as
de
en e magem.
so e
de
doenc¸as
c ónicas
(70,9%).
Rela i amen e
aos
que
e e em
so e
de
alguma
doenc¸a,
des acam-se:
a
diabe es
(n
=
24),
a
hipe ensão
a e ial
(n
=
91),
a
os eopo ose
(n
=
18),
as
a oses
(n
=
46)
e
ambém
as
hé nias
discais
(n
=
111),
as
endini es
(n
=
61)
e
a
sínd ome
do
únel
cá pico
(n
=
28).
Ce ca
de
dois
e c¸os
dos
en e mei os
não
oma
medica-
men os
egula men e
(67,3%).
De
en e
os
que
se
encon am
medicados,
des acam-se
as
e apêu icas
com
calman es
(n
=
66)
e
com
con ace i os
o ais
(n
=
232).
Alguns
en e mei os
(n
=
121)
ealiza am
a amen os
de
fisio e apia
no
úl imo
ano.
A
maio ia
consul a
o
seu
médico
espo adicamen e
(n
=
1224),
ou os
(n
=
647)
azem-no
pe io-
dicamen e.
No
ge al,
dos
en e mei os
que
esponde am
a
es a
ques ão,
a
maio ia
(n
=
600)
eco e
a
se ic¸os
públicos,
enquan o
os
es an es
(n
=
404)
azem-no
nos
se ic¸os
p i a-
dos.
No
úl imo
ano,
a
la ga
maio ia
consul ou
um
médico
(n
=
1606).
Obse am-se
associac¸ões,
po
ezes
significa i as,
en e
as
a iá eis
indi iduais30,
a
p esenc¸a
de
sin omas
a
ní el
da
coluna
e eb al11 e
a
ní el
dos
memb os
supe io es
( abela
1)
com
as
a e as
ípicas
de
en e magem,
ainda
que,
no
caso
do
le an e
com
meios
mecânicos,
as
elac¸ões
sejam
p o e o as.
É
ao
ní el
dos
punhos
e
mãos
que
se
cons a am
associac¸ões
com
maio
significado
en e
a
sin oma ologia
musculoesquelé ica
e
as
a e as
de
en e magem.
Assim,
obse am-se
associac¸ões
significa i as
en e
ais
sin omas
e
a
adminis ac¸ão
de
medicamen os
(2=
9,089;
p
=
0,028)
que
se
conside am
elacionados
com
uma
a i idade
de
ele ada
in en-
sidade
dos
memb os
supe io es,
em
pa icula
dos
punhos,
mãos
e
dedos,
du an e,
en e
ou os,
a
u ilizac¸ão
dos
sis e-
mas
de
dose
uni á ia
e
o
esmaga
dos
di e sos
medicamen os
a
adminis a
aos
doen es
com
dificuldades
de
deglu ic¸ão.
O
posicionamen o
e/ou
mobilizac¸ão
do
doen e
(2=
8,337;
p
=
0,040),
as
ans e ências
(2=
9,399;
p
=
0,024)
e
o
le an e
sem
meios
mecânicos
(2=
8,455;
p
=
0,037)
são
igualmen e
a e as
com
subs an i as
exigências
a
ní el
dos
punhos
e
mãos
e,
como
al,
com
elac¸ões
significa i as
com
a
p esenc¸a
de
queixas
musculoesquelé icas.
A
higiene
no
lei o
é,
nos
esponden es,
a
a e a
com
mai-
o es
exigências
a
ní el
dos
memb os
supe io es
e
isso
é
e iden e
pela
elac¸ão
es a ís ica
significa i a
em
odas
as
egiões:
o
omb o
(2=
8,853;
p
=
0,031),
o
co o elo
(2=
8,317;
p
=
0,040)
e
o
punho
mão
(2=
9,599;
p
=
0,022).
Discussão
Em
ma é ia
de
saúde,
higiene
e
segu anc¸a
do
abalho
(SHST),
ou
de
Saúde
Ocupacional
(SO),
são
econhecidas,
pa icula -
men e
na
Eu opa,
as
limi ac¸ões
(indi iduais
e
sociais)
que
as
lesões
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho
colocam31.
Tais
aspe os
adqui em,
em
ambien e
hospi ala
e
em
ou as
unidades
de
saúde,
uma
dimensão
ainda
maio
nos
p ofissi-
onais
de
saúde27,
designadamen e
no
g upo
p ofissional
dos
en e mei os.
Em
Po ugal,
o
p oblema
oi
com
equência
abo dado
no
con ex o
das
emp esas
da
indús ia
au omó el,
ou
em
emp esas
desse
uni e so.
Tal
a enc¸ão,
na
á ea
da
Saúde
Ocupacional
em
Unidades
de
Saúde,
oi
en e
nós
al o
de
es udo
nos
hospi ais
da
cidade
do
Po o
du an e
o
ano
de
200424.
In e nacionalmen e,
o
p oblema
em
indo
a
se
des-
c i o
p incipalmen e
desde
as
décadas
de
1980
e
de
199032–35,
endo
assumido
uma
conside á el
isibilidade
e
dimensão,
que
mo i ou
inclusi amen e
a
exis ência
de
campanhas
anu-
ais
eu opeias
dedicadas
à
p e enc¸ão
das
LMELT.
A
la ga
maio ia
dos
es udos
e e uados
no
con ex o
da
p es ac¸ão
de
cuidados
de
saúde,
designadamen e
en ol endo
a
en e magem,
em
eco ido
a
inqué i os
po
ques ioná io,
200
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
Tabela
1
–
Relac¸ão
en e
os
sin omas
musculoesquelé icos
dos
en e mei os
nos
úl imos
12
meses
a
ní el
do
memb o
supe io
e
algumas
das
p incipais
a e as
(Qui-quad ado)
A i idades
Sin oma ologia:
2(3);
p
Omb o Co o elo Punho/Mão
T abalho
in o ma izado 2,489;
0,477 8,176*;
0,043
2,112;
0,549
P ocedimen os
in asi os 5,735;
0,125 4,120;
0,249 6,941;
0,074
T a amen o
de
e idas
1,555;
0,670
2,159;
0,540
3,742;
0,291
Adminis ac¸ão
de
medicamen os
2,432;
0,488
1.095;
0,778
9,089*;
0,028
A aliac¸ão
da
ensão
a e ial/glicémia
2,302;
0,512
0,594;
0,898
4,747;
0,191
Apoio
domiciliá io
0,940;
0,816
3,165;
0,367
3,799;
0,284
Higiene
no
lei o
8,853*;
0,031
8,317*;
0,040
9,599*;
0,022
Posicionamen o/mobilizac¸ão
doen e
6,342;
0,096
1,651;
0,648
8,337*;
0,040
T ans e ência
do
doen e 2,945;
0,400
0,198;
0,978
9,399*;
0,024
Le an e
(sem
meios
mecânicos)
3,524;
0,318
0,798;
0,850
8,455*;
0,037
Le an e
(com
meios
mecânicos)
9,823*;
0,020
7,915*;
0,048
1,436;
0,697
Alimen ac¸ão
do
doen e
6,172;
0,104
1,306;
0,728
7,214;
0,065
Higiene
no
WC
2,804;
0,423
0,750;
0,861
1,953;
0,582
∗Significa i o
(p
<
0,05).
em
pa icula
u ilizando
adap ac¸ões
do
Ques ioná io
Nó dico
Musculoesquelé ico
(QNM)23.
En e
os
p incipais
esul ados
des e
es udo,
encon a-se
a
e e ência
a
sin omas
de
LMELT
p esen es
nos
úl imos
12
meses,
nos
úl imos
7
dias
e
o
absen ismo
elacionado.
Podendo
os
esul ados
se
influenciados
pelos
esponden es,
is o
é,
os
en e mei os
que
pa icipa am
olun a iamen e
no
es udo
podem
se
maio i a iamen e
os
mais
queixosos
po
se em
aqueles
que
ap esen a am
uma
mo i ac¸ão
ac escida
de
espos a,
de
uma
o ma
ge al,
as
di e enc¸as
obse adas,
ela i amen e
a
ou os
es udos
nesse
g upo
de
p ofissionais
de
saúde,
não
são
e iden es,
des acando-se
a
p e alência
de
sin oma ologia
da
coluna
e eb al,
nos
úl imos
12
meses
( abela
2).
Pa a
as
e e ências
sin omá icas
ela i as
aos
úl i-
mos
7
dias,
cons a a-se
uma
maio
ampli ude
de
a iac¸ão
en e
os
es udos
que,
no
essencial,
ap esen am
alo es
de
meno
equência
em
elac¸ão
aos
encon ados
nos
úl imos
12
meses.
No
p esen e
es udo,
a
u ilizac¸ão
de
uma
adap ac¸ão
do
QNM,
com
inclusão
de
ques ões
ela i as
a
elemen os
de
ca a e izac¸ão
da
sin oma ologia,
designadamen e
da
sua
in ensidade
e
da
sua
equência
po
segmen o
co po al,
assim
como
a
solici ac¸ão
da
pe cec¸ão
da
elac¸ão
das
queixas
com
as
p incipais
a e as,
p e endeu
c ia
uma
base
de
e e ên-
cia
no
es udo
das
LMELT
em
en e mei os
po ugueses.
Tal
pode á
con ibui
no
u u o
pa a,
com
base
nesse
conheci-
men o,
consegui
uma
melho
ges ão
desse
isco
em
Saúde
Ocupacional.
Os
esul ados
des e
es udo
pe mi em
conside a
que
as
elac¸ões
en e
sin omas
e
a e as
de
en e magem
são
bem
pa en es,
e elando
um
conjun o
de
sin omas
musculoesque-
lé icos
ligados
ao
abalho,
de
en e
os
quais
se
des acam
as
egiões
ana ómicas
dos
punhos
e
mãos,
com
elac¸ões
sig-
nifica i as
com
5
a e as
(adminis ac¸ão
de
medicamen os,
higiene
no
lei o,
posicionamen o
e
mobilizac¸ão
do
doen e,
ans e ência
do
doen e
e
le an e
sem
meios
mecânicos)
e-
quen emen e
ealizadas
pelos
en e mei os
e,
em
pa icula ,
com
a
u ilizac¸ão
equen e
de
epe i i idade
e,
ambém
e-
quen emen e,
com
aplicac¸ões
de
o c¸a.
No e-se,
ainda,
que
as
in ensidades
e e idas
da
equên-
cia
de
sin oma ologia
a
ní el
da
áquis
são
conside adas
como
ele adas
em
ap oximadamen e
19%
dos
esponden es
e
com
Tabela
2
–
P e alências
de
sin omas
musculoesquelé icos
em
di e sos
es udos
Es udo
P e alência
de
sin omas
12
meses
(%)
P e alência
de
sin omas
7
dias
(%)
Região
lomba
Região
do sal
Região
ce ical
Região
lomba
Região
do sal
Região
ce ical
Lus ed
e
al.
(1994)33 62
24
43
17
13
20
Lage s om
e
al.
(1995)36 56
-
48
-
-
-
Engels
e
al.
(1996)37 33,8
7,9
22,9
-
-
-
Ando
e
al.
(2000)38 54,7
-
31,3
-
-
-
T inko
e
al.
(2003)747
-
45,8
-
-
-
Alexopoulos
(2003)475
-
47
-
-
-
Gu guei a
e
al.
(2003)959
21,9
28,6
31,4
21,9
14,3
Smi h
e
al.
(2004)30 56,7
38,9
42,8
-
-
-
Lipscomb
e
al.
(2004)832
32
24
-
-
-
Smi h
e
al.
(2005)372,4
29,7
62,7
-
-
-
Fonseca;
Se anhei a
(2006)10 65
37
55
58
62
53
Wa ming
e
al.
(2009)1-
-
-
64
-
55
Tinubu
e
al.
(2010)244,1
16,8
28
-
-
-
P esen e
es udo
(2011)
60.6
44,5
48,6
29,5
21,1
25,8
e
p
o
s
a
ú
d
e
p
ú
b
l
i
c
a
.
2
0
1
2;3
0(2):193–203
201
equência
supe io
a
6
ezes
po
dia
em
33,26%,
o
que
é
e e-
lado
da
impo ância
dessa
sin oma ologia.
É
de
des aca ,
igualmen e,
que
a
p esenc¸a
de
sin omas
nos
úl imos
12
meses
a
ní el
da
áquis
(49,75%),
dos
mem-
b os
supe io es
(23,68%)
e
dos
memb os
in e io es
(19,07%),
assim
como
nos
úl imos
7
dias
(25,89,
11,28
e
11,00%,
espe-
i amen e)
é
indiciado a
do
ní el
das
exigências
ísicas,
em
pa icula
a
ní el
da
coluna
e eb al,
solici adas
a
esses
p o-
fissionais
de
saúde.
Os
sin omas,
maio i a iamen e
bila e ais,
na
egião
dos
omb os
(12,38%)
deno am
ambém
as
exigências
que
são
colo-
cadas
du an e
a
ealizac¸ão
das
a e as
de
en e magem
e
a
in ensidade
ele ada,
e e ida
po
quase
40%
dos
esponden-
es,
o na
ainda
mais
e iden e
a
« alo izac¸ão»
dos
sin omas
au o e e idos.
Os
esul ados
ob idos
assumem
ambém
pa icula
ele o
quando
a
sin oma ologia
de
LMELT
é
e e ida
com
uma
in en-
sidade
e/ou
equência
ele adas
a
ní el
ce ical
(17,06%;
32,66%),
do sal
(13,41%;
28,83%)
e
lomba
(26,45%;
38,27%),
es-
pe i amen e.
Po
fim,
o
e a o
da
epa ic¸ão
do
empo
diá io
de
abalho
dos
en e mei os
e idencia
elemen os
da
a i idade
e en ual-
men e
díspa es
do
abalho
p esc i o
( a e as).
As
si uac¸ões
mais
exigen es
na
pe spe i a
ísica
(cuidados
de
higiene,
posi-
cionamen o,
mobilizac¸ão,
ans e ência,
anspo e
e
le an e
do
doen e)
ocupam
quase
um
qua o
do
empo
de
abalho
(2
h
diá ias
po
en e mei o),
o
que,
conside ando
a
a i idade
eal
de
abalho,
pode
se
enca ado
como
uma
a i idade
ísica
in ensa
ou
de
ele ada
exigência
nes e
g upo
de
p ofissionais
de
saúde
e
com
as
epe cussões
a
ní el
de
sin oma ologia
musculoesquelé ica
obse adas.
T a a-se,
de
ac o,
de
alo es
mui o
exp essi os
de
equência
de
sin omas
em
p es ado-
es
de
cuidados
de
saúde
que
impo a
e
em
conside ac¸ão,
qualque
que
seja
a
pe spe i a
de
ges ão
desses
iscos.
Conclusões
Os
en e mei os
esponden es
(n
=
2
140)
e idenciam
uma
ele-
ada
p e alência
de
queixas
musculoesquelé icas
ligadas
ao
abalho,
já
que
ce ca
de
98%
e e em
sin oma ologia,
pelo
menos
num
segmen o
ana ómico.
Tal
equência
de
sin omas,
associada
ao
conhecimen o
de
di e sos
elemen os
das
espe-
i as
si uac¸ões
eais
de
abalho
(a i idade
de
abalho
com
in e enc¸ões
da
en e magem),
é
e elado a
das
exigências
ísicas
que
as
o ganizac¸ões
de
saúde,
nas
quais
os
en e mei-
os
se
encon am
a
desempenha
unc¸ões
(hospi ais,
cen os
de
saúde,
ou
ou as
unidades
de
saúde),
aca e am
pa a
a
ealizac¸ão
da
sua
a i idade
diá ia.
Analisado
de
ou o
ângulo,
semp e
que
as
exigências
ísicas
do
abalho
ul apassem
as
capacidades
e
as
limi ac¸ões
indi i-
duais,
independen emen e
da
maio
ou
meno
p edisposic¸ão
pa ológica
que
os
p ofissionais
de
saúde
possam
e
pa a
essas
pa ologias,
exis e
adiga.
Tal
e ei o
pode
o igina
al e ac¸ões
do
es ado
de
saúde
dos
en e mei os,
designadamen e
as
LMELT,
mas
pode
igualmen e
influencia
a
a i idade
de
abalho,
em
pa icula
aspe os
elemen a es
da
qualidade
da
p es ac¸ão
de
cuidados
de
saúde
e,
consequen emen e,
da
segu anc¸a
dos
doen es.
As
queixas
mais
p e alen es
nos
úl imos
12
meses
si uam-
se
na
egião
lomba
(60,6%),
seguindo-se
a
coluna
ce ical
(48,6%)
e
a
coluna
do sal
(44,5%).
A
ní el
dos
memb os
supe i-
o es,
as
queixas
mais
p e alen es
si uam-se
no
punho
di ei o
(12,76%).
São
os
2
segmen os
ana ómicos
mais
a ingidos
e,
pelo
menos
pa cialmen e,
mais
« ulne á eis»às
exigências
do
abalho
de
en e magem.
Obse am-se
di e sas
associac¸ões
es a is icamen e
sig-
nifica i as
(p
<
0,05)
en e
as
a e as
mais
equen es
de
en e magem
e
a
p esenc¸a
de
sin omas
de
LMELT,
des acando-
se
a
adminis ac¸ão
de
medicamen os,
o
posicionamen o
mobilizac¸ão
e
ans e ência
do
doen e
e
os
sin omas
nos
punhos/mãos
(2=
9,089;
p
=
0,028;
2=
8,337;
p
=
0,040;
2=
9,599;
p
=
0,022;
2=
9,399;
p
=
0,024
espe i amen e),
assim
como
a
higiene
no
lei o
e
os
sin omas
a
ní el
dos
omb os,
co o-
elos
e
punhos/mãos
(2=
8,853;
p
=
0,031;
2=
8,317;
p
=
0,040;
2=
9,599;
p
=
0,022
espe i amen e).
No
sen ido
p o e o ,
obse a-se
que
o
le an e
com
meios
mecânicos
é
ambém
es a is icamen e
significa i o
a
ní el
dos
omb os
e
co o elos
(2=
9,823,
0,020;
2=
7,915,
0,048,
espe i-
amen e),
o
que
ep esen a
uma
diminuic¸ão
da
p obabilidade
de
sin omas
com
a
u ilizac¸ão
de
meios
mecânicos
na
a e a
de
le an e.
De
uma
o ma
ge al,
julga-se
possí el
afi ma
que
as
quei-
xas
dos
en e mei os
em
Po ugal
não
são
pa icula men e
dis in as
de
ou os
países,
al
como
as
suas
a e as
ambém
não
se
conside am
di e en es.
Assim,
a
análise
da
p es ac¸ão
de
cuidados
em
en e ma-
gem
pode
se
ambém
is a
pelo
lado
do
p es ado
e,
em
pa icula ,
num
oco
cen ado
sob e
os
e ei os
da
a i idade
de
abalho
no
indi íduo12.
Se á
impo an e,
no
u u o
anali-
sa
di e enc¸as
de
sin oma ologia
en e
as
di e sas
ipologias
de
abalho
dos
en e mei os,
designadamen e
en e
os
que
desempenham
unc¸ões
em
meio
hospi ala
e
nos
di e en es
se ic¸os,
os
que
se
encon am
nos
cuidados
de
saúde
p imá-
ios
e
nos
cuidados
con inuados
e,
po
exemplo,
aqueles
que
êm
plu iemp ego,
en e
ou os.
No
essencial,
a
ma iz
mul i a o ial
da
e iologia
das
LMELT
engloba
a o es
p ofissionais
que,
dessa
o ma,
lhe
con e em
a
si uac¸ão
de
«doenc¸a
elacionada
com
o
abalho»39.
A
sin oma ologia
musculoesquelé ica
e
as
doenc¸as
« elacionadas»
com
a
a i idade
dos
en e mei os
deco em,
de
ac o,
das
condic¸ões
de
abalho
e
da
o ganizac¸ão
em
que
essa
a i idade
é
p es ada
e,
ainda,
das
suas
p óp ias
ca ac e ís icas,
capacidades
e
limi ac¸ões
pessoais
(di e en-
es
en e
sexos
e
que
se
al e am
ao
longo
do
empo).
Po
exemplo,
a
ní el
hospi ala
exis e
uma
ele ada
p e alência
de
sin omas
de
LMELT
em
en e mei os11,
o
que
es a á
po
ce o
associado
às
exigências
colocadas
no
exe cício
da
sua
a i idade
p ofissional.
Nesse
con ex o,
é
necessá io
in e i ,
em
p imei o
luga ,
no
abalho,
modificando-o,
po
exemplo,
a a és
(i)
da
disponibilizac¸ão
de
«ajudas
écnicas»
como
equipamen os
de
ans e ência
de
doen es
que
eduzam
as
exigências
( ísicas)
do
abalho
e
(ii)
da
in oduc¸ão
de
algo i mos
de
decisão
nas
mobilizac¸ões,
ans e ências
e
le an es,
en e
ou os.
A
pe spe i a
de
enca a
es es
aspe os
das
elac¸ões
abalho/doenc¸a
numa
e en e
de
«ossos
do
o ício»
é
mui o
di e gen e
da
iden ificac¸ão
de
a o es
de
isco
e
da
p e enc¸ão
dos
seus
e ei os
cen ada
na
melho-