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TRANSFORMAÇÃO DO PROCESSO EDUCATIVO POR MEIO DE
E
-
LEARNING: ESTRATÉGIAS, DESAFIOS E VISÃO DOS TRABALHADORES DA ÁREA DE GESTÃO DE PESSOAS
SANDRA CHRISTINA SILVEIRA GAMA
Ab il, 2017
Ou ub o, 2017
TRANSFORMAÇÃO DO PROCESSO EDUCATIVO POR
MEIO DE E-LEARNING: ESTRATÉGIAS, DESAFIOS E
VISÃO DOS TRABALHADORES DA ÁREA DE GESTÃO
DE PESSOAS
SANDRA CHRISTINA SILVEIRA GAMA
Ve são co igida e melho ada após de esa pública
Disse ação de Mes ado em Ges ão de Sis emas de E-
lea ning
ii
iii
Disse ação ap esen ada à Uni e sidade No a de Lisboa – Faculdade de Ciências
Sociais e Humanas pa a cump imen o de equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e
em Ges ão de Sis emas de e-Lea ning, ealizada sob a o ien ação cien í ica da P o esso a
Dou o a Ri a Falcão Be edo e co-o ien ação da P o esso a Dou o a Juliana Diniz.
i
DECLARAÇÃO
Decla o que es a disse ação é o esul ado da minha in es igação pessoal e independen e. O
seu con eúdo é o iginal e odas as on es consul adas es ão de idamen e mencionadas no
ex o, nas no as e na bibliog a ia.
Sand a Ch is ina Sil ei a Gama
Lisboa, Po ugal aos dias de de de 2017
Decla o que es a disse ação se encon a em condições de se ap eciado pelo jú i a designa .
O o ien ado , P o esso a Dou o a Ri a Falcão Be edo
e
O co-o ien ado , P o esso a Dou o a Juliana Diniz
Lisboa, Po ugal aos dias de ____________ de ______________ de 2017
i
ii
Dedico esse es udo
Ao meu ilho, Leona do, pelo papel que ele ep esen a na minha ida;
Aos meus Pais, Heide e Cândida Sil ei a, po udo aquilo que eles me ensina am.
iii
ix
AGRADECIMENTOS
A Deus que em odos os momen os da minha ida me ilumino nas omadas de
decisões, me acalmou nos momen os di íceis e deu-me paz na minha caminhada;
Aos meus i mãos Sil ana, Simone e F ancisco, pelo incen i o e apoio dado;
À P o esso a Dou o a Ri a Falcão Be edo, na qualidade de minha O ien ado a, po e
acei ado o desa io de me acompanha nes a missão, com a sua compe ência cien í ica e mo al,
dando opiniões, analises, suges ões, disponibilidade e cons an e con a o;
À P o esso a Dou o a Juliana Diniz, na qualidade de meu co-o ien ado , pela
o ien ação du an e o cu so;
A P esiden a elei a do B asil S .ª Dilma Vana Rousse , pelo incen i o e p og amas de
apoios c iados em seu go e no a a o da educação b asilei a;
Aos cunhados Edja e Luciano e aos sob inhos Na ália e Vic o pelo ca inho e apoio;
Aos P o esso es que leciona am as unidades cu icula es des e mes ado;
Aos meus colegas do mes ado: F ancisco Albuque que, Pa ícia Beze a, Ma ia
C is ina, Naya a Glycia, Milene Mendes e Luciele A aújo que semp e me incen i a am e
apoia am;
Aos amigos Ma ilyn Sena e Ronaldo Luiz pelos conselhos e apoio du an e o pe cu so;
À ge encia, che ia e colabo ado es da Ge encia Execu i a de Valo ização de Pessoas
da SESAU;
A odos que, di e a ou indi e amen e, me ajuda am a conc e iza es a Disse ação de
Mes ado.
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x ii
ÍNDICE
Resumo ............................................................................................................................ xi
Abs ac ........................................................................................................................... xiii
Lis a de Ab e ia u as: ...................................................................................................... x
In odução ......................................................................................................................... 01
Capí ulo I: Re isão de Li e a u a ...................................................................................... 05
I. Educação a Dis ância e E-lea ning ............................................................................... 05
1.1. Van agens e des an agens da Educação a Dis ância (E-lea ning).............................. 06
1.2. Su gimen o da EaD no Mundo .................................................................................. 08
1.3. Su gimen o da EaD no B asil .....................................................................................
10
Capí ulo II: Sis ema Único de Saúde – SUS..................................................................... 13
2.1. Sec e a ia de Es ado da Saúde de Alagoas – SESAU ................................................ 16
2.2. Ges o do SUS ........................................................................................................... 16
Capí ulo III: Ges ão de Pessoas e Educação em Saúde .....................................................
19
3.1. Ges ão de Pessoas ...................................................................................................... 19
3.2. Ges ão de Pessoas no SUS ......................................................................................... 20
3.3. Ges ão de Pessoas na SESAU..................................................................................... 22
3.3.1. Ges ão do T abalho................................................................................................ 22
3.3.2. Ges ão da Educação em Saúde ...............................................................................
24
Capí ulo IV: Me odologia.................................................................................................. 29
4.1. Obje i os da in es igação ........................................................................................ 29
4.2. Tipo de In es igação ................................................................................................ 30
4.3. Sujei os da In es igação, População e Amos a ....................................................... 31
4.4. Ins umen os pa a cole a de dados ............................................................................. 33
x iii
Capí ulo V: Análise de Dados e Resul ados...................................................................... 37
Conside ações Finais......................................................................................................... 53
Bibliog a ia ...................................................................................................................... 55
Apêndices......................................................................................................................... I
Apêndice A - Te mo de Consen imen o Li e e Escla ecido – TCLE ............................. I
Apêndice B – Ques ioná io Aplicado ............................................................................... III
Anexos................................................................................................................................
V
Anexo A - Decla ação de Au o ização da In es igação da SESAU................................. V
Anexo B - O ganog ama da SESAU/AL.......................................................................... VI
1
INTRODUÇÃO
No momen o a ual do B asil, onde i emos uma aci ada dispu a po espaço no
me cado do abalho, a educação con inuada ou pe manen e, o nou-se p a icamen e uma
ob igação. Pa alelamen e, o cons an e e imp escindí el uso da ecnologia em nossas idas,
seja em casa, no abalho ou na escola, despe ou o in e esse das pessoas na busca cons an e
po in o mações, con eúdos e no os conhecimen os, ampliando necessidades e ho izon es.
Dian e des e cená io não em como não associa a educação com a ecnologia, ainda
mais quando es a segunda o nou - se indispensá el no p ocesso ensino-ap endizagem, azão
pela qual as pessoas, as escolas e a sociedade no ge al, endem a se inse i nesse no o
con ex o do mundo educacional, sendo odos conduzidos po es a ecnologia a cons an es
descobe as e ans o mações sócias educacionais.
É nes e con ex o que modalidades de ensino como a Educação a Dis ância e o e-
Lea ning ganham ep esen a i idade, po se ap esen a em como al e na i as pa a as pessoas
que islumb am sua quali icação p o issional po meio da educação, pon e essencial pa a a
sua p og essão na ca ei a.
Em e mos de Educação a Dis ância – EaD no mundo, á ias são as ins i uições de
ensino que o e ecem cu sos nes a modalidade. Com elação ao B asil, a Educação a Dis ância
(EaD), segundo pesquisa bibliog á ica e dados do Anuá io B asilei o Es a ís ico de Educação
Abe a e a Dis ância (ABRAED), é a modalidade de ensino que mais c esce, con i mando
uma endência que em sendo obse ada nos úl imos anos, que é a adesão das uni e sidades
conside adas adicionais, o e ecendo além dos cu sos p esenciais ambém a modalidade de
Educação a Dis ancia, especialmen e no ní el de g aduação, onde exis e uma demanda maio
pelo diploma do ensino supe io .
Ou os a os que comp a am o ci ado c escimen o, ainda de aco do com a ABRAED,
é o c escen e núme o de ins i uições de ensino que solici am c edenciamen os pa a minis a
cu sos de Educação a Dis ancia ao Minis é io da Educação – MEC, ao mesmo empo em que
é no ada a c escen e p ocu a po pa e dos alunos a es e ipo de modalidade de ensino.
É de salien a que o e-lea ning êm sido p a icado po inicia i a de algumas
ins i uições p i adas e singula es, que po meio de einamen os coope a i os, ou seja,
quali icações ealizadas den o de uma ede de de e minado segmen o da economia, en am
capaci a e quali ica seus uncioná ios espalhados pelo e i ó io nacional, o que é e o çado
po Fe nandes (2014, nd) ao ci a que “a Educação Co po a i a ganha p esença o e e in ensa
den o das o ganizações, que saí am na en e no e-lea ning.”
2
Pa a (Abbad 2007, p.351), “no B asil, a EAD es á sendo ado ada na educação, em
p og amas de quali icação e o mação p o issional, e em educação co po a i a”.
Apesa do c escimen o da EaD no B asil, exis e ainda ce a esis ência em elação a
es e modelo de ensino, seja pela al a de conhecimen o sob e o seu uncionamen o, seja pelo
a o de algumas ins i uições de ensino es ima em que a in a-es u u a necessá ia pa a o
uncionamen o do sis ema de EaD e a p odução dos seus con eúdos p oduzem g andes gas os
ou ainda de ido a al a de ma u idade pa a o ap endizado po pa e de alguns alunos que
emem a possibilidade de não sen i em mo i ação adequada nos es udos po não ha e nes a
modalidade de ensino o con a o di e o com p o esso es, al qual no modelo de ensino
p esencial.
Dian e da si uação ap esen ada e ac edi ando no po encial eno me do modelo de
ensino a dis ancia, p opusemo-nos a ealiza um es udo, in i ulado: T ans o mação do
P ocesso Educa i o po meio de E-Lea ning: Es a égias, Desa ios e Visão dos abalhado es
da á ea de Ges ão de Pessoas da Sec e a ia Es adual da Saúde de Alagoas - SESAU, com os
seguin es p opósi os: a alia a pe cepção dos nossos en e is ados em elação às an agens,
des an agens e uncionamen o de um cu so de educação a dis ancia/e-lea ning; e i ica se
es es abalhado es u iliza am a modalidade de ensino à dis ância pa a alcança em sua
p og essão uncional po meio da quali icação p o issional; analisa se hou e mudanças
oco idas na p á ica p o issional após a capaci ação po educação a dis ancia/e-lea ning e
a e igua se os p o issionais êm in e esse em ealiza no os cu sos na modalidade de ensino
a dis ância.
A á ea de Ges ão de Pessoas da SESAU é esponsá el pela p o isão,
desen ol imen o, manu enção e alo ização dos se ido es da SESAU. En e as suas
compe ências es á a de p omo e a p og essão do se ido 1 na ca ei a, po meio da
quali icação p o issional; o nece ao abalhado opo unidades ou acessos de ap imo amen o
de suas habilidades e incen i a as especializações em á eas especí icas, con o me as
necessidades da Sec e a ia; isando o complemen o da o mação p o issional do abalhado ,
1 Se ido público é odo aquele emp egado de uma adminis ação es a al. Sendo uma designação ge al,
engloba odos aqueles que man êm ínculos de abalho com en idades go e namen ais, in eg ados em ca gos ou
emp egos das en idades polí ico-adminis a i as, bem como em suas espec i as au a quias e undações de
di ei o público, ou ainda, é uma de inição a odo aquele que man ém um ínculo emp ega ício com o Es ado, e
seu pagamen o p o ém da a ecadação pública de impos os.
Fon e: h p://www.diciona ioin o mal.com.b /signi icado/se ido +p%FAblico/6440/
3
o nando-o ap o a en en a no os desa ios e ealiza com maio e iciência o que já az no seu
dia a dia.
Do Ama al (2014, P. 554) de ende que “a mode na ges ão de pessoas assen a-se em
um ipé es a égico: ges ão po compe ências; democ a ização das elações de abalho pa a
ge a ambien es adequados à ino ação; e quali icação in ensi a das equipes de abalho,
incluindo o uso de ecnologia da in o mação.”
A á ea de Ges ão de Pessoas é o campo de a uação dessa au o a, adminis ado a que ê
nas pessoas uma e e na opo unidade de c escimen o e ino ação, que ac edi a que os ecu sos
humanos são o g ande di e encial na maio ia das o ganizações, pois são eles que p oduzem,
lide am, mo i am, comunicam, supe isionam, ge enciam e omam decisões pa a as
emp esas. O a o da au o a en ende a Ges ão de Pessoas como peça undamen al pa a o bom
uncionamen o do sis ema em saúde e econhece a modalidade do ensino a dis ância como
um apo e necessá io pa a a aquisição de uma base in elec ual, ez su gi o in e esse em
in es iga qual a isão dos colabo ado es que a uam na á ea de Ges ão de Pessoas em elação
a Educação a Dis ância, se eles pe cebem es a modalidade como uma possibilidade pa a
adqui i no os conhecimen os e quais as mudanças que um cu so de e-lea ning ouxe pa a a
ida p o issional dos mesmos.
Na e isão li e á ia des e abalho, no Capi ulo I, abo da emos a Educação a Dis ância
no mundo, e em pa icula , no B asil. Em seguida ap esen a emos a concei ualização de
Educação a Dis ância e do o e-Lea ning, bem como as an agens e as des an agens da
modalidade de ensino a dis ância. Pe passa emos pa a o Capi ulo II, onde isualiza emos o
que é o Sis ema Único de Saúde – SUS, seus p incípios e di e izes, a dinâmica da Ges ão do
T abalho e da Ges ão da Educação em Saúde. No Capí ulo III, abo da emos o que é Ges ão de
Pessoas, qual o seu papel em uma ins i uição pública e como a Educação es á inse ida nesse
con ex o.
No Capí ulo IV desc e e emos sob e o caminho me odológico pa a a ealização da
pesquisa, comp eendendo a ipologia da in es igação, os sujei os, a amos a da in es igação,
os ins umen os de ecolhimen o de dados e os p ocedimen os pa a analise dos mesmos. O
Capí ulo V em a segui com a ap esen ação e a analise dos dados, além da discussão sob e
os esul ados.
Finalizando o abalho da p esen e pesquisa, e emos as conside ações inais, com as
conclusões sob e o obje o es udado, os obje i os açados e os esul ados ob idos com o
inqué i o e a pesquisa bibliog á ica.
4
5
CAPITULO I
REVISÃO DE LITERATURA
I - EDUCAÇÃO A DISTANCIA E E-LEARNING
A sociedade a ual dominada pela e olução ecnológica e po equen es al e ações na
economia e no me cado de abalho, em buscado no as o mas de adqui i conhecimen o.
Hoje se econhece a necessidade de uma educação pe manen e e con inuada po pa e dos
p o issionais, das di e sas á eas de a uação, como ca ac e ís ica i al pa a a sua a i ação e
manu enção no me cado de abalho. É nes e con ex o que su ge a necessidade de
comp eende melho o e-Lea ning e a Educação a Dis ancia - EaD.
A impo ância do e-Lea ning e a da Educação a Dis ancia é e o çada po Lima &
Capi ão (2003, pp. 19-20) quando eles a i mam que:
Hoje em dia é undamen al concebe soluções de e-Lea ning que: lexibilizem o acesso aos ecu sos de
ap endizagem (qualque sí io, qualque ho a); implemen em es a égias pedagógicas adequadas a uma
melho ap endizagem; disponibilizem expe iências com casos eais; supo em elações de coope ação;
ajudem a ap endizagem apoiando-se nas ecnologias de in o mação e comunicação mais ecen es e
sob e udo mais e icazes.
O e mo e-Lea ning, no B asil, é de inido como uma combinação oco ida en e o
ensino com o auxílio da ecnologia e a Educação a Dis ância. Tan o o e-Lea ning como a EaD
são modalidade de ensino a dis ância, que u ilizam a mídia ele ônica pa a ansmi i em a
pedagogia de um de e minado cu so.
Segundo Dias, Gomes & T indade (2004, p.10) “a designação de e-lea ning adica-se
numa concepção já com mui as décadas de exis ência, a do ensino [ou ap endizagem] a
dis ância, pos ulando um ce o g au de sepa ação ísica en e p o esso e aluno e um aumen o
da au onomia des e em elação ao p imei o”, pa a San os (2010 como ci ado em Teixei a e
al, 2014, p. 229), a “EAD é o p ocesso de ensino-ap endizagem com a in e mediação en e a
web e o compu ado , ambém denominado e-lea ning, em que p o esso e aluno in e agem
sepa ados pelo espaço ísico e empo al”.
Podemos de ini Educação a Dis ancia como sendo um p ocesso de ap endizagem que
oco e en e alunos e p o esso es em ambien es di e en es, a é mesmo em egiões bem
6
a as adas uma da ou a. Pa a que haja uma comunicação en e eles se az necessá io algum
ipo de ecnologia que pe mi a a oca de in o mações e a in e ação en e p o esso e aluno e
en e os p óp ios alunos. Moo e (2013, p. 4) e o ça essa idéia quando a i ma que “é p eciso
sabe que ecnologia pode se usada na educação e lemb a -se de que, quando ela é usada
como meio de ensino único ou p imá io, a a-se de uma o ma de educação a dis ância”.
A idéia básica de educação a dis ância é mui o simples: alunos e p o esso es es ão em locais di e en es
du an e odo ou g ande pa e do empo em que ap endem e ensinam. Es ando em locais dis in os, eles
dependem de algum ipo de ecnologia pa a ansmi i in o mações e lhes p opo ciona um meio pa a
in e agi Moo e e Kea sley (2007, p. 01).
A ecnologia u ilizada na Educação a Dis ancia – EaD exe ce um papel ele an e na
mediação en e p o esso es e alunos, e des es en e si, como ambém na di ulgação do
con eúdo pedagógico. No desen ol imen o desse p ocesso á ios ecu sos como
planejamen o, pesquisas, ecu sos inancei os e ou os são u ilizados pa a pe mi i que o aluno
possa in e agi de manei a adequada com o no o ambien e de es udo, cujo espaço se az bem
di e en e daquele em que o aluno es a acos umado nos cu sos p esenciais.
Na EaD, o a o pedagógico não é mais cen ado na igu a do p o esso , e não pa e mais do p essupos o
de que a ap endizagem só acon ece a pa i de uma aula ealizada com a p esença des e e do aluno. A
Educação a Dis ância é uma o ma de democ a ização do ensino e ap esen a ca ac e ís icas
especí icas que ompem com a concepção da p esencialidade no p ocesso de ensino-ap endizagem
(Vidal e Maia, 2010, p.12).
Pa a P e i (2009, p. 50) “a Educação a Dis ância pode se comp eendida como uma
p á ica social si uada, mediada e media izada, uma modalidade de aze educação, de
democ a iza o conhecimen o, de disponibiliza mais uma opção aos sujei os da ação
educa i a, azendo ecu so das ecnologias que lhes são acessí eis.”
O ensino a dis ancia de e se um caminho pa a se aze educação, de e es a
disponí el a odos que quei am adqui i no os conhecimen os, independen e do luga , do
empo e das es u u as o mais do ensino p esencial.
1.1 Van agens e des an agens da Educação a Dis ância (E-lea ning)
De aco do com Dias, Gomes & T indade (2004) o e-lea ning su ge como mais uma
al e na i a à c iação de cená ios, con ex os e opo unidades de o mação/ap endizagem
di e si icadas e pa a Hack (2009, p.38) “as écnicas de in e ação midia izada2 [...]
2 São conside adas, pelo au o , como écnicas de in e ação midia izada: e-mail, lis as, g upos de
discussão, si es, pla a o mas i uais de ensino e ap endizagem, en e ou os.
7
ap esen a ão g andes an agens no ge enciamen o do p ocesso de ensino e ap endizagem a
dis ância, pois pe mi i ão combina a lexibilidade da in e ação humana com a independência
no empo e no espaço”.
Pa a a maio ia dos de enso es da EAD (Gu ie es e P ie o, 1994; Medei os, 1999;
P e i, 1996, como ci ado em San os, 2006), as an agens da modalidade, são, esumidamen e,
as seguin es: “a) Massi icação espacial e empo al. b) Cus o eduzido po es udan e. c)
População escola mais di e si icada. d) Indi idualização da ap endizagem. e) Quan idade
sem diminuição da qualidade. ) Au onomia no es udo”
A Educação a Dis ância se ap esen a como uma possibilidade iá el pa a p o issionais
e ou os in e essados em adqui i conhecimen os de o ma democ a izada, o que Oli ei a
(2007, p.588) des aca ao a i ma que “a EaD es á sendo comp o ada como uma modalidade
de educação e icaz, possibili ando a endimen o e qualidade, acessa a ap endizagem
cons i uindo uma o ma de democ a ização do sabe ”.
Além de p opo ciona a democ a ização do ensino, sendo es a uma impo an e
an agem, podemos menciona ou os bene ícios da EaD como o a o de o p óp io aluno
p opo o seu empo de es udo, com lexibilização de ho á ios con o me sua
disponibilidade, não sendo necessá io o seu deslocamen o como acon ece nos cu sos
p esenciais, e i ando gas os com locomoções, hospedagens e ou as e en uais despesas.
Pa a Ribei o (2015, nd) “é cons an e na EaD, a a ualização e a e isão dos
con eúdos p og amá icos, de o ma a p opo ciona o melho ap endizado aos alunos, o
mesmo au o menciona ambém que o uso de no as ecnologias digi ais (in e ne , a
elecomunicação, a ideocon e ência, o ídeo, den e ou os) acili am o ap endizado
supe ando os limi es de empo e dis ância”. Nesse con ex o podemos a i ma que o
acesso a um con eúdo pedagógico ico e in e a i o, de o ma p á ica a a és de
na egação em pla a o mas bem es u u adas e agilizadas, são an agens adicionais
igualmen e ele an es.
Tudo que é no o cos uma se um desa io pa a mui os, pois da mesma o ma que a
ecnologia acili a e encan a, essa mesma ecnologia pode se o na um desa io pa a aqueles
que não possuem domínio comple o, assim como o empo pode se um obs áculo a se
14
saúde. Con udo, a pa i da e e i ação do SUS, a saúde passou a exe ce ambém ações de
ca á e p e en i o, além de inco po a ou os cuidados como necessá ios a seus usuá ios. Es a
maio p eocupação com o “ odo” do indi íduo é salien ada em Paim (2009, p.11) “na medida
em que a saúde em sido econhecida como o comple o bem-es a ísico, men al e social, e
não apenas a ausência de doença, o p opósi o almejado é que as pessoas possam e uma ida
com qualidade”.
Nes e sen ido se ez necessá ia a cons ução de p incípios e di e izes que ga an issem
a conc e ização das ações e dos se iços p es ados pelo SUS. Os p incípios são de inidos po
Paim (2009, p.56) como sendo “os aspec os que alo izamos nas elações sociais, a maio ia
de i ados da mo al, da é ica, da iloso ia, da polí ica e do di ei o”. Ainda segundo o au o , as
di e izes do SUS “são o ien ações ge ais de ca á e o ganizacional ou écnico que auxiliam as
di e en es pa es que compõem o sis ema de saúde a segui em na mesma di eção”.
Baseado nos p ecei os cons i ucionais o Sis ema Único de Saúde se no eia pelos
seguin es p incípios dou iná ios:
Uni e salidade: supõe o di ei o à saúde pa a odos, incluindo acesso aos se iços de
saúde em odos os ní eis de assis ência (Paim 2009, p.56);
Eqüidade: odo cidadão é igual pe an e o SUS e se á a endido con o me suas
necessidades a é o limi e do que o sis ema pude o e ece pa a odo (B asil 1990,
p.5); e
In eg alidade: é a comp eensão de que o homem é um se in eg al e de e á se
a endido po um sis ema in eg ado pelas ações que isam p omo e , p o ege e
ecupe a a saúde (Co êa 2013, p. 109).
Dian e do p ecei o cons i ucional, a saúde p ecisa a se ga an ida median e polí icas
sociais e econômicas e, com es e obje i o, o am c iadas a Lei n. 8.080/90 e a Lei 8.142/90,
conhecidas como Leis O gânicas da Saúde ( LOS) e que pe mi i iam a egulamen ação e
implan ação do SUS.
A p imei a Lei, de n. 8.080/90, oi c iada pa a egulamen a as ações e se iços da
saúde, econhecendo que a saúde não é só a ausência de doenças, mas ambém a sua
p omoção e p o eção, sendo a saúde de e minada po uma sé ie de a o es p esen es no dia-
a-dia dos cidadãos, ais como: alimen ação, mo adia, saneamen o básico, meio ambien e,
abalho, educação, laze e ou os. Quando a Lei 8.142/90, a sua c iação egulamen ou a
15
pa icipação da comunidade na ge ência do SUS a a és das Con e ências e dos Conselhos
de Saúde.
Uma ez ap o ada a Cons i uição, po meio da qual oi c iado o SUS, ha ia a necessidade de uma
legislação especí ica, que escla ecesse como aplica essas o ien ações ge ais na ealidade b asilei a.
T a a am-se, no caso, das Leis O gânicas da Saúde, ap o adas no ano de 1990. PAIM (2009, pp. 51 e
52).
Todas as ações e se iços de saúde do SUS são ealizados no âmbi o das ês es e as
do go e no, con o me p econiza o a . 9º da Lei O gânica da Saúde (Lei 8.080/90) e o inciso I
do a igo 198 da Cons i uição Fede al, que de e minam que o sis ema de saúde seja exe cido
no âmbi o da União, pelo Minis é io da Saúde3; no âmbi o dos Es ados e do Dis i o Fede al,
pela espec i a sec e a ia de saúde ou ó gão equi alen e; e no âmbi o dos Municípios, pela
espec i a sec e a ia de saúde ou ó gão equi alen e.
Em sua es u u a o Minis é io da Saúde con a com a a uação das Sec e a ias Es aduais
e Municipais de saúde, “ o alecendo o p ocesso de descen alização das ações e se iços de
saúde” (B asil, 2007), con o me p econiza a Cons i uição Fede al do B asil de 1988, “com os
es ados e municípios assumindo suas esponsabilidades e p e oga i as dian e do SUS, bem
como desen ol endo ações que dêem p io idade à p e enção e à p omoção à saúde.”
Quan o à ges ão es adual, es a é exe cida po meio das sec e a iais es aduais de saúde,
que execu am as di e izes nacionais isando a boa o ganização do a endimen o à saúde em
seu e i ó io.
De manei a especí ica e esumida, C uz (2009, p. 42) desc e e as compe ências das
ês ins âncias do SUS:
Cabe aos Municípios:
a. P o e os se iços;
b. Execu a se iços de igilância epidemiológica e igilância sani á ia, de alimen ação
e nu ição, de saneamen o básico e saúde ocupacional;
c. Con ola e iscaliza os p ocedimen os dos se iços p i ados de saúde.
Cabe aos Es ados:
a. Se esponsá el pelas ações de saúde do es ado;
3 Minis é io da Saúde: é o ó gão do Pode Execu i o Fede al esponsá el pela o ganização e elabo ação de
planos e polí icas públicas ol adas pa a a p omoção, p e enção e assis ência à saúde dos b asilei os.
16
b. Planeja e con ola o SUS na sua es e a de a uação.
Cabe a União:
a. No ma iza o conjun o de ações de p omoção, p o eção e ecupe ação da saúde,
iden i icando iscos e necessidades nas di e en es egiões.
2.1. SECRETÁRIA DE ESTADO DA SAÚDE DE ALAGOAS – SESAU
A Sec e a ia de Es ado da Saúde de Alagoas – SESAU é um ó gão inculado ao Pode
Execu i o Es adual que em po inalidade a o mulação, a coo denação, o con ole e a
implan ação das polí icas e di e izes pa a a saúde no Es ado de Alagoas, em consonância com
as disposições da Lei Fede al nº 8.080/ 1990, compe indo-lhe, en e ou as di e izes,
con o me (Alagoas, nd):
Coope a ecnicamen e com os municípios, subsidiando a elabo ação de modelos
assis enciais e de ges ão;
De ini e execu a uma polí ica de educação pe manen e em saúde com cap ação e
dimensionamen o das demandas;
De ini , acompanha e a alia no mas e pad ões de excelência pa a a ges ão e
uncionamen o dos se iços de saúde, ol ados pa a a qualidade da a enção e
sa is ação do usuá io;
P omo e a cap ação de ecu sos jun o às ins i uições públicas e p i adas, nacionais
e in e nacionais, pa a implan ação das ações de saúde.
Des aque-se, nos âmbi o es adual e municipal, con o me de e mina a LOS – Lei
O gânica da Saúde (Lei 8.080/1990, a .27) a esponsabilidade pela o ganização de um
sis ema de o mação de ecu sos humanos em odos os ní eis de ensino, inclusi e de pós-
g aduação, além da elabo ação de p og amas de pe manen e ape eiçoamen o de pessoal.
2.2. GESTOR DO SUS
O Sis ema Único de Saúde, c iado pela cons i uição Fede a i a do B asil e
egulamen ado pelas LOAS, em como um dos seus p incípios o ganizacionais, a
descen alização, com os es ados e municípios assumindo suas esponsabilidades e
p e oga i as dian e do SUS, cujo modelo p econiza a exis ência de um ges o em cada
ins ância do pode público, ou seja, uma igu a esponsá el pela a iculação, adminis ação,
17
ge enciamen o e desen ol imen o de oda a ges ão, sendo ambém esponsá el po aze
cump i odas as di e izes e p incípios do SUS.
Cabe ao ges o es adual do SUS, o mula as polí icas de ação con o me o
planejamen o es a égico, busca on es de inanciamen o, egula a ede de se iços
p es ados, coo dena e a alia as ações desen ol idas pelo sis ema e po seus p es ado es de
se iços, públicos e p i ados.
O ges o de saúde ambém exe ce impo an e papel na coo denação de es o ços que
isam o ape eiçoamen o e o desen ol imen o pessoal e p o issional dos abalhado es
in eg an es do quad o uncional do sis ema. A pa icipação do ges o no campo da p epa ação
de pessoal como es abelecido em B asil (2011a, p.41) “pode aze uma di e ença undamen al
pa a o uncionamen o do sis ema”.
18
19
CAPITULO III
GESTÃO DE PESSOAS E EDUCAÇÃO EM SAÚDE
3.1. GESTÃO DE PESSOAS
Ges ão de pessoas ou adminis ação de ecu sos humanos e e e-se a odos os
p ocessos que en ol em as pessoas que abalham em de e minada ins i uição, publica ou
p i ada. Chia ena o (1999, p. 17) a gumen a que “as pessoas não são ecu sos que a
o ganização consome, u iliza e p oduzem cus os. Ao con á io, as pessoas cons i uem a o de
compe i i idade, da mesma o ma que o me cado e a ecnologia”.
Podemos de ini a ges ão de pessoas como um conjun o de polí icas, écnicas e
compo amen os que en ol em habilidades indi iduais, pa icipação, capaci ação, alo ização
e desen ol imen o dos abalhado es com o obje i o de colabo a pa a o c escimen o da
ins i uição e do p óp io p o issional.
Segundo Chia ena o (2000) “a Ges ão de Pessoas conhecida ambém como
Adminis ação de Recu sos Humanos consis e, no planejamen o, na o ganização, no
desen ol imen o, na coo denação e na manu enção das pessoas na ins i uição, buscando a
mo i ação delas pa a alcança os obje i os da o ganização”.
As pessoas são a adas pelas o ganizações como pa es que con ibuem com seus conhecimen os,
habilidades e ap idões pa a man e a ha monia e uncionamen o in eg ado dos subsis emas que
compõem o sis ema o ganizacional. Su ge en ão a concepção de ges ão de pessoas como um modelo de
ges ão que conduz as pessoas ao alcance dos obje i os o ganizacionais, denominado inicialmen e de
adminis ação de ecu sos humanos e pos e io men e de ges ão de pessoas (PHILADELPHO 2007, p.
28).
A adminis ação pública b asilei a, segundo Do Ama al (2014), em um g ande
desa io: “aumen a a capacidade de go e no na ges ão das polí icas públicas no B asil. O
ape eiçoamen o pe manen e de se ido es pode á con ibui mui o pa a a melho ia da
qualidade do se iço público.” A ges ão de pessoas passa a se is a com um olha mais
20
écnico e de aco do com Co êa (2013) “esse no o cená io em que o capi al humano é
econhecidamen e alo izado em sua habilidade, capacidade e conhecimen o pe mi i á
islumb a um ambien e o ganizacional saudá el, pa icipa i o e ans o mado , o imizando
os obje i os p opos os.”
No se o público, a ges ão de pessoas possui suas pa icula idades, pois as con a ações
abalhis as são ei as median e concu so público ou ia ca gos comissionados, cabendo ao
ges o público ga an i ações que p omo am o desen ol imen o do p o issional, assegu ando
a p og essão uncional do mesmo, de o ma que sua a uação possibili e o alcance das me as
ins i ucionais, como ambém um ambien e de abalho a o á el pa a elacionamen os
posi i os.
Pa a planeja es a egicamen e e go e na seguindo di e izes e p incípios é icos na polí ica de
ecu sos humanos do SUS, o ges o 4 p ecisa econhece a impo ância das pessoas, das elações
in e pessoais e do compo amen o humano, adminis ando com uma isão mul idimensional, p imando
pela qualidade de ida, sem dissocia -se dos obje i os e das ações da p óp ia ins i uição (Co êa
2013, p. 106).
A ges ão de pessoas ep esen a a manei a como as o ganizações isualizam seus
colabo ado es, saindo da isão de que os mesmos são passi amen e adminis ados pa a uma
con ex ualização em que os abalhado es são pe cebidos como se es in eligen es, p oa i os e
capazes de compa ilha em a adminis ação dos di e sos ecu sos o ganizacionais.
3.2. GESTÃO DE PESSOAS NO SUS
A c iação do Sis ema Único de Saúde - SUS na década de 1980 ep esen ou pa a
ges o es, abalhado es e usuá ios5 do sis ema, uma no a o ma de pensa , es u u a ,
desen ol e e p oduzi se iços e assis ência em saúde. Segundo B asil (2011b, p.7) “a
na u eza polí ica e descen alizada do Sis ema Único de Saúde (SUS) exige do go e no
polí icas especí icas que ga an am o acesso à melho ia da qualidade das ações de saúde. Nessa
di eção, equaciona as ques ões de ecu sos humanos é undamen al.”
4 Se en ende po Ges o a “en idade enca egada de aze com que o SUS seja implan ado e uncione
adequadamen e den o das di e izes dou iná ias, da lógica o ganizacional e seja ope acionalizado den o dos
p incípios an e io men e escla ecidos.” (B asil, 1990b)
5 Usuá io do Sis ema SUS: Todo cidadão que em di ei o ao acesso, às ações e aos se iços de p omoção,
p o eção e ecupe ação da saúde p omo ida pelo Sis ema Único de Saúde - SUS.
21
A Cons i uição Fede al do B asil - CF, de 1988, em seu a igo 200, ci a como
compe ência do SUS, den e ou as coisas, a o denação da o mação de ecu sos humanos na
á ea de saúde. Em complemen o ao a igo 200 da CF, oi elabo ada no ano de 2000, a No ma
Ope acional Básica de Recu sos Humanos pa a o SUS (NOB/RH-SUS6), que ap esen ou os
p incípios e di e izes undamen ais pa a a implemen ação de uma polí ica nacional de
ecu sos humano pa a o SUS.
Segundo C uz (2011, p. 45) “As no mas ope acionais são u o de um p ocesso
polí ico de pac uação in e ges o es que, após a Lei O gânica da Saúde, em c iando
condições p i ilegiadas de negociação polí ica no p ocesso de descen alização e de
cons ução do Sis ema Único
de Saúde.
No ano de 2003, po meio da Resolução n.º 330, de qua o de no emb o, o Minis é io
da Saúde esol e aplica “Os P incípios e Di e izes pa a a No ma Ope acional Básica de
Recu sos Humanos pa a o SUS (NOB/RH–SUS)” como Polí ica Nacional de Ges ão do
T abalho e da Educação em Saúde, no âmbi o do SUS. Ainda em 2003, o Minis é io da
Saúde, con ic o da necessidade de se p og ama uma polí ica de alo ização do abalho no
SUS c ia uma es u u a adminis a i a em con o midade com os p incípios e di e izes da
NOB/RH-SUS: a Sec e a ia de Ges ão do T abalho e da Educação na Saúde (SGTES).
O Minis é io da Saúde omou pa a si a esponsabilidade de p oduzi a maio ans o mação, nes e
meio século de sua c iação, no que diz espei o à o mulação das polí icas o ien ado as da ges ão,
o mação, quali icação, egulação dos abalhado es de saúde no B asil. Sinal isí el da impo ância
des e mo imen o em di eção à alo ização dos abalhado es oi a c iação da Sec e a ia de Ges ão do
T abalho e da Educação na Saúde na es u u a minis e ial (JAEGER, CECCIM & MACHADO, 2004).
A Sec e a ia de Ges ão do T abalho e da Educação na Saúde (SGTES) passa a se
esponsá el pela ges ão de pessoas ou ges ão de ecu sos humanos no SUS, sendo de sua
esponsabilidade o desen ol imen o “de ações pa a o omen o de polí icas pa a a o mação,
educação pe manen e, alo ização dos abalhado es e democ a ização das elações de
abalho no SUS”. B asil (2011, p.7).
Com a c iação da SGTES a ges ão do abalho e da educação em saúde ganha
ele ância nacional e o na-se elemen o essencial pa a a consolidação do SUS, pois a alia e
o mula a polí ica de ges ão de pessoas na saúde signi ica le a em conside ação o complexo
e as o mundo do abalhado pa a uma e icien e e e icaz p es ação de se iços aos usuá ios
6 No ma Ope acional Básica de Recu sos Humanos (NOB-RH/SUS): ins ução no ma i a que es abelece os
p incipais eixos a se em conside ados pa a a ges ão do abalho e educação pe manen e no âmbi o do Sis ema
Único de Saúde.
22
do SUS, “uma ez que a p odu i idade e a qualidade dos se iços o e ecidos à sociedade
se ão, em boa pa e, e lexos da o ma e das condições com que são a ados os que a uam
p o issionalmen e na o ganização” (A ias e al 2009, p. 119). A impo ância do abalho da
SGTES pa a a polí ica de ecu sos humanos é e o çada na ala de B asil (2011, p.7), quando
ci a que:
A SGTES desen ol e polí icas e p og amas que buscam assegu a o acesso uni e sal e iguali á io às
ações e se iços de saúde, impondo à unção da ges ão do abalho e da educação a esponsabilidade
pela quali icação dos abalhado es e pela o ganização do abalho em saúde, cons i uindo no os
pe is p o issionais com condições de esponde às necessidades de saúde da população, de aco do
com os p incípios e di e izes do SUS.
A sec e a ia é es u u ada em dois depa amen os: da Ges ão da Educação (DEGES) e
da Ges ão e da Regulação do T abalho em Saúde (DEGERTS), e uma Di e o ia de P og ama.
A ges ão da educação po meio do Depa amen o de Ges ão da Educação na Saúde
(DEGES) em saúde “de e á o e ece aos es ados coope ação écnica pa a a implemen ação,
moni o amen o e consolidação da polí ica de educação pe manen e em saúde” (B asil 2011d,
p.9), ou seja, en ol e as demandas de o mação, capaci ação e desen ol imen o dos
abalhado es, isando o aumen o da quali icação dos ecu sos humanos. Enquan o que a
ges ão do abalho no SUS es á elacionada às ques ões da ida uncional do abalhado
(ing esso, p o imen o, mo imen ação, dimensionamen o, enquad amen o, desen ol imen o
na ca ei a, di ei os e de e es abalhis as), condições adequadas de abalho, pa icipação dos
abalhado es na o mulação de polí icas (Plano de Ca gos, Ca ei as e Salá ios) e na c iação e
manu enção de espaços de negociação.
3.3. GESTÃO DE PESSOAS NA SESAU
No âmbi o da Sec e a ia de Es ado da Saúde de Alagoas - SESAU, a es u u a de
Ges ão de Pessoas se ap esen a na Ge encia Execu i a de Valo ização de Pessoas – GEVP,
di ida na Ges ão do T abalho - GT e na Ge encia de Desen ol imen o e Educação em Saúde
- GDES.
3.3.1 GESTÃO DO TRABALHO
A Ges ão do T abalho, de aco do com as di e izes pa a a á ea de ecu sos humanos
exp essa na NOB RH-SUS, em como uns dos seus obje i os o nece o ien ações pa a a
23
cons ução de plano de ca ei as e ca gos e salá ios da saúde (PCCS-SUS) a ní el es adual,
sendo o PCCS-SUS conside ado pa a Pie an oni (2004, p.62) “um ins umen o de o denação
do abalho que de e se inco po ado a cada ní el de ges ão do SUS”. Con o me B asil (2009,
p.11) escla ece que:
As Di e izes Nacionais de em se u ilizadas como um documen o e e encial pa a a elabo ação de
planos de ca go e ca ei a no SUS e que os ges o es êm ampla au onomia pa a elabo a seus planos,
de inindo a es u u a e um sis ema de desen ol imen o que melho esponda às suas p io idades e
possibilidades.
As Di e izes do PCCS-SUS, edi ada a a és da Po a ia GM/MS n.º 13187 de 2007,
ecomendam que os planos c iados/ ees u u ados enham a maio ab angência possí el,
incluindo odos os abalhado es do SUS, sejam os da á ea da assis ência ou os da á ea
écnica-adminis a i a.
Es a mesma Po a ia en ende que odo p o issional da saúde em o di ei o de ade i ao
plano, de inindo p o issionais de saúde como “sendo odos aqueles que, es ando ou não
ocupados no se o saúde, de ém o mação p o issional especí ica ou quali icação p á ica ou
acadêmica pa a o desempenho de a i idades ligadas di e a ou indi e amen e ao cuidado ou
ações de saúde”. Pa a B asil (2009, p. 8)
O plano de ca ei as, ca gos e salá ios é um ins umen o que isa assegu a a p o issionalização e a
alo ização de odos os abalhado es do SUS na medida em que essal a as especi icidades do se o
saúde e pe mi e a cons i uição de um quad o pessoal capaci ado pa a lida com ais especi icidades.
Visando a ende o que é p econizado pela Po a ia GM/MS nº.1318 (2007) a Ges ão do
T abalho da SESAU elabo ou 03 planos de ca ei as e ca gos8:
Plano de Ca ei a dos Médicos - Lei nº 6.730 de 05.04.2006
Plano de Ca ei a dos P o issionais da Saúde - Lei nº 6.430 de 29.12.3002
Plano de Ca ei a do Pessoal de Apoio Adminis a i o - Lei nº 6.964 de 30.07.2008.
Dos ês planos da SESAU somen e o plano dos p o issionais de Apoio à Saúde (Lei
6.964/2008) oi cons uído com base nas di e izes nacionais do PCCS-SUS. Po es e mo i o
i emos oma o ci ado plano acima como e e encia pa a es e abalho.
7 Po a ia GM/MS nº.1318: Publicada pelo Minis o de Es ado da Saúde, em 5 de junho de 2007, na qual são
edi adas, em o ma de anexo, as Di e izes Nacionais pa a a Ins i uição ou Re o mulação de Planos de Ca ei as,
Ca gos e Salá ios, a í ulo de subsídios écnicos à ins i uição de egime ju ídico de pessoal no âmbi o do Sis ema
Único de Saúde, que se ecomendam a seus ges o es, espei ada a legislação de cada en e da Fede ação.
8 A SESAU ado ou apenas a nomencla u a de plano de ca ei as e ca gos, em de imen o da o ien ação a ní el
nacional que suge ia ac escen a o e mo salá io.
30
Pessoas pa a a sua ascensão p o issional, quais os desa ios e as an agens encon adas no
ensino a dis ancia pelos abalhado es e quais as mudanças oco idas na ida p o issional dos
pesquisados.
4.2. Tipo de In es igação
O es udo consis e em uma in es igação desc i i a, aliada a uma abo dagem
quan i a i a a a és de um ques ioná io es u u ado, obje i ando iden i ica se os
abalhado es da á ea de ges ão de pessoas da SESAU u iliza am cu sos de educação a
dis ância ou e-lea ning pa a sua p og essão uncional.
Quan o à na u eza desc i i a da in es igação, Gil (2002, p.1) a gumen a que “as
pesquisas desc i i as êm como obje i o p imo dial à desc ição das ca ac e ís icas de
de e minada população ou enômeno ou, en ão, o es abelecimen o de elações en e
a iá eis”, o que e o ça Richa dson (2012, p.71) ao a i ma que “os es udos de na u eza
desc i i a p opõem-se [...] a descob i as ca ac e ís icas de um enônemo como al.
Nesse sen ido, são conside ados como obje o de es udo uma si uação especí ica, um
g upo ou um indi íduo.”
A escolha pela abo dagem desc i i a se deu pelo a o de seus obje i os
a o ece em o es udo das ca ac e ís icas de um de e minado g upo, como: idade, sexo,
empo de se iço, ní el de escola idade, en e ou os.
Den e as pesquisas desc i i as salien am-se aquelas que êm po obje i o es uda as ca ac e ís icas
de um g upo: sua dis ibuição po idade, sexo, p ocedência, ní el de escola idade, ní el de enda,
es ado de saúde ísica e men al e c. Ou as pesquisas des e ipo são as que se p opõem es uda o ní el
de a endimen o dos ó gãos públicos de uma comunidade, as condições de habi ação de seus
habi an es, o índice de c iminalidade que aí se egis a e c. São incluídas nes e g upo as pesquisas
que êm po obje i o le an a as opiniões, a i udes e c enças de uma população. Também são
pesquisas desc i i as aquelas que isam descob i a exis ência de associações en e a iá eis, como,
po exemplo, as pesquisas elei o ais que indicam a elação en e p e e ência polí ico-pa idá ia e
ní el de endimen os ou de escola idade (Gil, 2009, p.28).
A escolha pela quan i a i a se deu pelo a o da mesma pe mi i a o ganização e
in e p e ação dos dados cole ados, po se um modelo de pesquisa que eco e a di e en es
écnicas es a ís icas pa a quan i ica opiniões e in o mações.
Segundo Richa dson (2012, p. 70) “o mé odo quan i a i o ep esen a, em p incipio, a
in enção de ga an i a p ecisão dos esul ados, e i a dis o ções de análise e in e p e ação,
possibili ando, consequen emen e, uma ma gem de segu ança quan o às in e ências”. Pa a
Sil ei a & Có do a (2009, p.33) “a pesquisa quan i a i a, que em suas aízes no pensamen o
31
posi i is a lógico, ende a en a iza o aciocínio dedu i o, as eg as da lógica e os a ibu os
mensu á eis da expe iência humana”.
4.3. Sujei os da In es igação, População e Amos a
A população es udada az pa e da es u u a uncional da Sec e a ia Es adual de Saúde
do Es ado de Alagoas. A escolha po esse público se deu em unção de se em abalhado es
que a uam na á ea de Ges ão de Pessoas, á ea subo dinada a Ge encia Execu i a de
Valo ização de Pessoas, que em en e as suas compe ências a de p omo e a p og essão do
se ido na ca ei a, po meio da quali icação p o issional e con ibui com a o mação
p o issional do abalhado , po meio do o necimen o ou acessos a cu sos, capaci ações ou
ex ensões de ap imo amen o de suas habilidades, con o me as necessidades da sec e a ia.
Na linguagem coloquial, o e mo população ep esen a o o al de habi an es de um
país, egião ou cidade. Segundo (Viei a 2003, p. 15), na es e a da es a ís ica, o signi icado
de população “é o conjun o de elemen os sob e os quais se desejam in o mações”, o que
complemen a Fe ei a (2011, p. 24) ao a i ma que população “é o conjun o de indi íduos
que ocupa ce a á ea em um de e minado in e alo de empo”.
De aco do com Richa dson (2012, p.158) “cada elemen o de uma população ou
uni e so denomina-se elemen o, e quando se oma ce o núme o de elemen os pa a
a e igua algo sob e a população a que pe encem, ala-se de amos a”. O mesmo de ina
amos a como sendo “qualque subconjun o do conjun o uni e sal ou da população”. Pa a
Fe ei a (2011, p.24) a amos a “consis e em um subconjun o e i ado da população a im de
que seu es udo possa o nece in o mações sob e aquela população.”
Ainda segundo Fe ei a (2011, p.24) “quando se ealiza um es udo quase nunca são
examinados odos os elemen os de uma população em que se es á in e essado”. Pa a
Richa dson (2012, p.157) is o deco e “po que o núme o de elemen os é demasiado g ande, os
cus os são mui o ele ados ou ainda po que o empo pode a ua como agen e de dis o ção (a
in o mação pode a ia se ansco e mui o empo en e o p imei o elemen o e o úl imo)”.
Pa a Fe ei a (2011, p.24) pode-se abalha com uma pa e da população e caso a
amos a seja ob ida de o ma adequada, “es ende os esul ados da pesquisa pa a a de ida
população.” Ainda segundo o au o pa a que isso oco a “a amos a de e se planejada de
modo adequado, o que se az po meio de amos agem, que é écnica pa a se ob e uma
amos a de uma população”.
32
Po an o pa a que a amos a possa em uma boa ep esen a i idade do uni e so do qual
oi e i ada, de o ma que os esul ados possam se a ibuídos à população, se az necessá io
que o seu le an amen o seja obje i o em elação a sua amos agem.
Pa a Fe ei a (2011, p.24) “um dos meios de se consegui ep esen a i idade é aze
com que o p ocesso de amos agem seja, de alguma manei a, alea ó io, ou seja, o almen e ao
acaso, e i ando-se a pa cialidade ( ício ou iés) na seleção”.
Segundo Richa dson (2012, p.161) “pa a que uma amos a seja alea ó ia, os elemen os
da população de em e uma p obabilidade igual ou conhecida, dis in a de ze o, de se
selecionados pa a o ma pa e da amos a.” Em suas ci ações o mesmo au o ainda escla eceu
que:
Pa a cump i esse p incípio, é necessá io possui uma lis a comple a dos elemen os que o mam pa e
da população, de al manei a que po meia de um mé odo ap op iado se possa seleciona ao acaso
aqueles elemen os que cons i ui ão a amos a. Os mé odos u ilizados podem i desde o uso de simples
dados pa a so eio a é as abelas de núme os alea ó ios c iados cien i icamen e e que apa ecem em
alguns li os de es a ís ica (Richa dson 2012, p.161-162).
O uni e so de es udo oi compos o po um o al de 160 abalhado es, ocupan es de
ca gos de ge en es, colabo ado es, assesso es, coo denado es ou che e de se o que labo am
na á ea de Ges ão de Pessoas. Aos coo denado es da á ea de ecu sos humanos das unidades
de saúde e ao ge en e execu i o de alo ização de pessoas oi solici ada a elação com os
nomes e e-mails dos e e idos abalhado es.
Pa a Viei a (2003, p. 17) “se odos os elemen os de uma população êm igual
p obabilidade de se em selecionados pa a cons i ui a amos a dizemos que es a é uma
amos a casual ou alea ó ia simples”.
Conside ando a população nume osa e pa a que o cálculo osse simples e execu á el,
esol emos abalha com uma amos a desse uni e so, pa a isso eco emos à écnica da
amos agem alea ó ia, que é um mé odo em que odos os elemen os possuem chances iguais
de se em escolhidos pa a compo a amos a.
Pa a o calculo da amos a alea ó ia simples eco emos a um p og ama de compu ado ,
disponibilizado em si e especializado11, que com as especi icações de e o amos al de 5%, a
11h p://www.publicacoesde u ismo.com.b /calculoamos al/Acessado em 23.11.2016
33
um ní el de con iança de 95%, de e minou uma amos a de 114 abalhado es pa a uma
população de 160 pessoas. Sendo assim, comp eendemos que a amos a com 114 elemen os é
su icien e e ep esen a i a, possibili ando um al o g au de con iança.
Cunha (2016) o nece algumas de inições sob e as especi icações usadas no calculo da
amos a da população:
E o amos al: é a di e ença en e o alo es imado pela pesquisa e o
e dadei o alo . Pode-se dize ainda que “é a di e ença en e o que acon ece na
população e o que acon ece na amos a.” (Viei a 2003, p.27)
Ní el de con iança: é a p obabilidade de que o e o amos al e e i o seja
meno do que o e o amos al admi ido pela pesquisa. Se ocê de iniu um e o
amos al de 5%, o ní el de con iança indica a p obabilidade de que o e o come ido
pela pesquisa não exceda 5%. F eqüen emen e o ní el de con iança u ilizado nas
pesquisas é de 95%.
Respei ando os p incípios de inidos da amos a alea ó ia, o am en iadas mensagens
de co eio ele ônico pa a os 114 p o issionais que compõem a mesma, explicando-se os
obje i os da pesquisa, a indicação do esponsá el pela mesma, além do link pa a acesso ao
ques ioná io.
4.4. Ins umen os pa a cole a de dados
Nes e abalho op ou-se po me odologia quan i a i a, com ecu so ao inqué i o po
ques ioná io. Pa alelamen e, u ilizou-se uma pesquisa bibliog á ica, com o p opósi o de
sin e iza os conhecimen os ela i os à emá ica. Segundo Gil (2002, p.20) “a pesquisa
bibliog á ica é desen ol ida com base em ma e ial já elabo ado, cons i uído p incipalmen e
de li os e a igos cien í icos”, sendo pa a o p óp io au o a sua p incipal an agem, “pe mi i
ao in es igado a cobe u a de uma gama de enômenos mui o mais ampla do que aquela que
pode ia pesquisa di e amen e” (Gil 2002, p.27).
O ques ioná io u ilizado oi a Escala Like que pe mi iu au e i um conjun o de
in o mações sob e o g au de pe cepção sob e o ema.
Es a, de aco do com Cunha (2007) é uma escala de espos a psicomé ica usada
comumen e em ques ioná ios, e é conside ada a escala mais usada em pesquisas de opinião.
34
Ao esponde em a um ques ioná io baseado nes a escala, os esponden es especi icam seu
ní el de conco dância em uma a i mação. Pa a es e au o ,
“Uma escala ipo Like é compos a po um conjun o de ases (i ens) em elação a cada uma das
quais se pede ao sujei o que es á a se a aliado pa a mani es a o g au de conco dância desde o
disco do o almen e (ní el 1), a é ao conco do o almen e (ní el 5, 7 ou 11)” (Cunha 2007, p.24).
Con o me mencionado an e io men e, oi encaminhado aos pa icipan es da amos a
um co eio ele ônico, no qual os mesmos o am con idados a pa icipa em da pesquisa
a a és de ques ioná io do “Google Fo ms12” (Apêndice B). A pesquisa inicia-se com
pe gun as simples e de baixa complexidade, explo ando aspec os pessoais e p o issionais da
população a é as pe gun as mais complexas e especí icas a p oblemá ica da pesquisa. Na
elabo ação do ques ioná io, pa a ob e mos espos as mais mensu á eis, nos p eocupamos em
ga an i o anonima o dos pa icipan es.
O ques ioná io oi di idido em duas pa es, o alizando 28 ques ões. Na p imei a
pa e,as ques ões elaciona am-se ao pe il do p o issional a a és de a iá eis
independen es: idade, sexo, escola idade, pe íodo de capaci ação, empo de se iço público
e ou as, a a és de pe gun as de múl ipla escolha. Na segunda pa e, buscou-se au e i
in o mações ace ca do obje o de es udo, sendo en ão, elabo adas ques ões po in e médio da
escala ipo Like , cons i uída po cinco ní eis, a sabe : Conco do o almen e; Conco do;
Nem conco do/nem disco do; Disco do e; Disco do o almen e. Nes a segunda e apa, o
in ui o e a ob e um conjun o de in o mações sob e o g au de conhecimen o e o in e esse
dos abalhado es na EaD; di iculdades, an agens, e bene ícios da Ead na isão deles; além
das p incipais mudanças oco idas na ida p o issional após a capaci ação po e-lea ning/
educação a dis ancia.
Os pa icipan es, ges o es e colabo ado es da á ea de Ges ão de Pessoas da SESAU,
espei ando a dimensão é ica da pesquisa, esponde am ao ques ioná io anonimamen e pa a
uma base de dados do Google Fo ms, aonde os dados ecolhidos da pesquisa o am
inicialmen e a ados es a is icamen e. Pos e io men e, os dados o am inse idos em planilhas
do Mic oso Excel, pa a que pudessem se ap esen ados a a és de g á icos, e amen a
impo an e pa a isualização dos esul ados ob idos. Na ase da in e p e ação dos dados, dada
a na u eza da in es igação, o am u ilizadas a análise de con eúdo e a es a ís ica.
12 Fe amen a de c iação e aplicação de o mulá ios de pesquisa disponí el g a ui amen e pa a quem dispõe de
uma con a Google.
35
Pa a Minayo (2011, p. 74) a análise de con eúdos “é a análise de in o mações ace ca
do compo amen o humano, pe mi indo uma aplicação bas an e a iada”, onde as hipó eses
são e i icadas e os con eúdos in es igados, sendo u ilizada an o em pesquisas quali a i as
como quan i a i as.
Pa a a análise es a ís ica o am u ilizados os dados lançados nas planilhas do Mic oso
Excel, cujos esul ados au e idos o am analisados, compa ados e in e p e ados.
Da amos a da pesquisa de inida pa a o p esen e es udo compos a po 114
abalhado es, ob i emos um o al de 76 se ido es que esponde am à pesquisa.
Usando a e amen a da Calculado a Online do Google, e i icou-se que a pesquisa
ap esen ou um e o amos al de 8%, um ní el de con iança de 95% e um pe cen ual
máximo de 50%. En endemos se signi ica i a en ão a amos a ecolhida, ga an indo um
bom g au de con iança.
36
37
CAPÍTULO V
ANÁLISE DE DADOS E RESULTADOS
Os ques ioná ios es u u ados o am aplicados com o in ui o de pe cebe a isão dos
abalhado es da á ea de Ges ão de Pessoas em elação ao uso da Educação a Dis ancia pa a
o seu desen ol imen o p o issional.
Na p imei a pa e do ques ioná io buscou-se ealiza um pe il sócio-demog á ico da
população es udada.
Em elação à ca ac e ização dos en e is ados, pode indica -se que dos 76
en e is ados, 75% são do gêne o eminino e 25% do gêne o masculino.
Esses dados ela am a o ça da pa icipação das mulhe es no me cado de abalho em
saúde, pois con o me dados ela ados pela pesquisa do Ins i u o B asilei o de Geog a ia e
Es a ís ica (IBGE) as mulhe es, no se o público, ocupam 55,3% das agas, enquan o 44,7%
são ocupadas pelos homens. (De Emp ego - PME, 2012).
Pa a Fon enele & Mou ão (2006, como ci ado em Mou ão & Galinkin, 2008):
É no se o público que as mulhe es êm ido maio es chances de ocupa pos os de abalho e, ambém,
posições de che ia. Is o se de e, em pa e, ao a o do Es ado p o e se iços que são cul u almen e
conside ados emininos como educação, saúde e assis ência social. Além disso, as con a ações são
menos disc imina ó ias uma ez que o ing esso oco e po concu so público.
Quan o à idade dos en e is ados, e i icamos que a maio ia es á na aixa e á ia de 41
a 45 anos (23,7%); 18,4% comp eendidas en e 36 a 40 anos, empa e nas aixas e á ias de 31
a 35 anos e de 46 a 50 anos, com 17,1% cada; 14,5% si uados en e 51 a 60 anos e apenas
9,2% si uados en e 20 a 30 anos. Es es núme os indicam cla amen e que 76,3% dos
esponden es se enquad am numa aixa e á ia en e os 31 a 50 anos de idade.
A aixa e á ia de maio eqüência encon ada na pesquisa acima compa ada a
pe cen agem a ní el nacional da o ça do abalho, ap esen a á algumas disco dâncias, pois
segundo a Pesquisa Nacional po Amos a de Domicílios – PNAD13 do Ins i u o B asilei o
de Geog a ia e Es a ís ica (IBGE), ealizada no inal do 4º imes e de 2016, no B asil, a
maio pa cela das pessoas em idade de abalha es á no g upo de 40 a 59 anos, com 31,7%,
enquan o que o g upo e á io de 25 a 39 anos ep esen a 28,6%. A e e ida pesquisa se
13 PNAD - É uma pesquisa po amos a p obabilís ica de domicílios, de ab angência nacional,
planejada pa a a ende a di e sos p opósi os. Visa p oduzi in o mações básicas pa a o es udo do
desen ol imen o socioeconômico do País e pe mi i a in es igação con ínua de indicado es sob e
abalho e endimen o. Fon e: si e IBGE
38
encon a disponí el no si e do IBGE14.
Ou as ca ac e izações pesquisadas dos en e is ados dizem espei o ao seu ní el de
escola idade e ao seu empo de a uação no se iço público, cujos dados são ap esen ados
nos G á ico I e II:
G á ico I
No que conce ne ao ní el de escola idade, a g ande maio ia pe ence ao g upo com
especialização comple a (48,7%), seguido pelo ní el de supe io comple o (17,1%) e
supe io incomple o (10,5%), sendo que o núme o de p o issionais cu sando mes ado
incomple o ambém chega a casa dos 10,5%, os que êm mes ado comple o a ingem 5,3%,
ní el médio com 6,6% e apenas 1,3% possui especialização incomple a.
Segundo No a Técnica do Depa amen o In e sindical de Es a ís ica e Es udos
Socioeconômicos (DIEESE, 2014) que ap esen ou os p incipais esul ados da Relação Anual
de In o mações Sociais do Minis é io do T abalho e Emp ego (Rais- MTE), endo como base
o ano de 2013, “os dados de escola idade e idenciam a manu enção da aje ó ia de ele ação
do ní el de ins ução o mal dos abalhado es.” Ainda segundo a No a Técnica “ e i ica-se
ligei a ele ação da pa icipação dos ínculos o mais de emp egos ocupados po abalhado es
14 Si e /Link do IBGE:
h p://www.ibge.go .b /home/es a is ica/pesquisas/pesquisa_ esul ados.php?id_pesquisa=149
39
com ensino médio comple o, que alcança am 45,2%, e com ensino supe io comple o, que
esponde am po 18,5%”. Vale essal a que a Rais-MTE inclui na ca ego ia Supe io
comple a as seguin es escola idades: supe io comple a, mes ado e dou o ado.
G á ico II
Quan o ao empo que cada en e is ado a ua no se iço público, a g ande maio ia,
48,7%, em de 11 a 15 anos de se iço; 21,1% de 06 a 10 anos, 15,8% de 01 a 05 anos,
con abilizando o empo en e 16 anos a é mais de 35 anos, a ingimos 14,4%.
Os dados nos ela am que 69,8% se encon am en e 06 a 15 anos de p es ação de
se iço público o que di e ge do emp ego o mal15 no B asil, pois con o me DIEESE
(2014) o abalho o mal se ap esen a com empo de pe manência cu o.
O me cado de abalho o mal no B asil é ma cado po uma al a o a i idade. Uma das e idências é
o cu o empo de pe manência do abalhado em um pos o de emp ego. Em 2013, 65,5% dos ínculos
de abalho ence ados no ano i e am empo de du ação in e io a um ano comple o, sendo que
30,3% não comple a am ês meses. Es es dados não di e em subs ancialmen e de ano pa a ano
(DIEESE, 2014).
15 Emp ego o mal: - é o abalho com bene ícios e ca ei a p o issional assinada. Consis e em abalho
o necido po uma emp esa, com odos os di ei os abalhis as ga an idos. O papel ocupado ou a unção que a
pessoa desempenha em alguma a i idade econômica lhe con e e uma emune ação.
46
A i ma i a 5: A pedagogia do cu so de EaD oi ino ado a e possibili ou um melho
conhecimen o do ema es udado.
TABELA II
Analisando a abela II, em elação a A i ma i a I, egis amos que 91,8% dos
en e is ados conco dam o almen e ou conco dam que e disciplina pa a a ibui eg as a
ocê mesmo como de e minação de ho á ios, de inição do con eúdo a se es udado e do
empo de descanso, o am alguns dos desa ios encon ados na EaD, enquan o que 3,3% nem
conco dou, nem disco dou e apenas 4,9% disco da am. Com elação a segunda a i ma i a, se
ques ionou se a al a de acompanhamen o e de con ex ualização no con eúdo podem se
conside ados como agen es de desmo i ação pa a o aluno em um cu so de EaD. Os dados nos
mos am que 48,4% conco dam; 14,5% conco dam o almen e; 14,4% nem conco dam, nem
disco dam; e 17,7% disco dam.
Na e cei a a i ma i a o am inqui idos se a di iculdade de adap ação a me odologia da
EaD é um dos a o es que o abalhado indica ia como um dos p oblemas na ealização de
um cu so em EaD, 45,2% conco dam; 9,7% conco dam o almen e; 16,1% nem conco dam,
nem disco dam e 29% disco dam. Na qua a a i ma i a se buscou iden i ica o ní el de
sa is ação do discen e em elação à in e a i idade en e os alunos, en e alunos e p o esso es e
en e aqueles com os u o es, e se es a comunicação oco eu de o ma sa is a ó ia,
con ibuindo pa a o alcance dos obje i os. Pe cebemos que o g au de sa is ação que os
abalhado es discen es êm em elação à in e ação no cu so de EaD e sua con ibuição no
obje i o inal o am sa is a ó ios, uma ez que: 67,8% es á en e os que conco dam o almen e
ou conco dam; 14,5% nem conco dam, nem disco dam e 17,7 disco dam.
A quin a a i ma i a abo da a pedagogia do cu so de Ead, nela buscamos pe cebe se a
didac ologia oi ino ado a e se a mesma possibili ou um melho conhecimen o do ema
es udado, os esul ados são animado es, uma ez que 77,4% dos p o issionais ques ionados
AFIRMATIVA
1
AFIRMATIVA
2
AFIRMATIVA
3
AFIRMATIVA
4
AFIRMATIVA
5
RESPOSTA FREQ.
% FREQ.
% FREQ.
% FREQ.
% FREQ.
%
CONCORDO TOTALMENTE 18 29,5%
9 14,5%
6 9,7% 7 11,3%
10 16,1%
CONCORDO 38 62,3%
30 48,4%
28 45,2%
35 56,5%
38 61,3%
NEM CONCORDO, NEM
DISCORDO 2 3,3% 12 19,4%
10 16,1%
9 14,5%
12 19,4%
DISCORDO 3 4,9% 11 17,7%
18 29% 11 17,7%
2 3,2%
DISCORDO TOTALMENTE - - - - - - - - - -
47
conco dam o almen e ou conco dam com a a i ma i a, 19,4% nem conco dam, nem
disco dam e apenas 3,2% disco dam.
Resumindo a análise das a i ma i as con idas na Tabela II, no que diz espei o as
p incipais di iculdades encon adas dos nossos abalhado es em um cu so de EaD, podemos
a i ma que o p incipal obs áculo, com 92% dos en e is ados conco dando o almen e ou
conco dando, oi de ini o empo de es udo e de laze , assim como a de inição do con eúdo a
se es udado. Segundo Tomé & Pombo (2008, p.3398) “sabe ge i o seu empo assume-se
como uma p imo dial impo ância no ensino a dis ância, pois i á pe mi i conjuga as a e as
do cu so com as exigências de empo solici adas pela amília e pelo abalho.”
Ou o impedimen o apon ado, com 63% dos inqui idos conco dando o almen e ou
conco dando, oi a al a de acompanhamen o e de con ex ualização no con eúdo, o que na
isão deles podem ge a desmo i ação pa a o aluno em um cu so de EaD. A e cei a
di iculdade indicada pelos pesquisados, com 55% conco dando o almen e ou conco dando oi
a di iculdade em se adap a a me odologia da EaD. Pa a Tomé & Pombo (2008, p.3399) “o
aluno a dis ância em linha, po seu u no, enquan o aluno adul o, au ônomo e au odi igido,
de e comp eende o seu es ilo de ap endizagem pa a que possa des a e idência i a p o ei o
das es a égias mais adequadas a esse es ilo.”
Em elação aos pon os posi i os e i icados em um cu so de EaD pelos en e is ados,
a pedagogia do cu so oi conside ada ino ado a e possibili ou um melho conhecimen o do
ema es udado, com 77% de conco dância o al ou de conco dância, enquan o que apenas 3%
disco da am. A maio ia dos pesquisados conside am que, du an e o cu so de EaD, a
in e a i idade en e alunos, p o esso es e u o es oco eu de o ma sa is a ó ia, con ibuindo
pa a o alcance dos obje i os, 68%, embo a 18% disco da am da a i ma i a. Pa a Viei a,
Milach & Huppes (2008, p.74):
A sa is ação é um a o p imo dial pa a ga an i a mo i ação do discen e ao longo da sua o mação
acadêmica, in e e indo no ap o ei amen o do seu ap endizado e, conseqüen emen e, na compe ência
dos p o issionais que se ão inse idos no compe i i o me cado de abalho.
Nos p óximos g á icos i emos e i ica quais as p incipais mudanças oco idas na ida
p o issional após a capaci ação po EaD ou e-lea ning e se os p o issionais êm in e esse em
ealiza no os cu sos e-lea ning.
48
GRÁFICO VII
Analisando o G á ico VII, e i icamos que 63,9% conco da am com a a i mação de que
um cu so em Ead o ans o mou em um sujei o a i o em sua o mação, o nando-o cons u o
do seu p óp io conhecimen o, 23% conco da am o almen e e 13,1% esponde am que nem
conco dam nem disco da, não ha endo nenhuma eqüência pa a a opção Disco do ou
Disco do o almen e.
GRÁFICO VIII
Nes a análise os esul ados são animado es, uma ez que os abalhado es quando
ques ionados se a ealização de um cu so de educação a dis ancia p opo cionou a aquisição de
no os conhecimen os p o issionais, 98,4% conco da am o almen e ou conco da am e uma
pe cen agem eduzida, 1,6%, esponde am que nem conco da, nem disco da, o que deno a
uma alo ização aos conhecimen os adqui idos no mundo da Ead.
49
GRÁFICO IX
Pe cebemos nes es dados ou a pe cepção a o á el aos cu sos de Ead, quando 62,9%
conco dam e 21% conco dam o almen e que a ap endizagem adqui ida na Ead pe mi iu uma
ligação en e as eo ias es udadas e as p á icas usadas no exe cício do abalho, com 12,9%
nem conco dando, nem disco dando e apenas 3,2% disco dando.
GRÁFICO X
No que conce ne a es a ques ão a maio ia a i mou que o cu so de Ead p opo cionou
mudanças de a i udes na ealização do abalho, 54,1% conco da am e 27,9% conco da am
o almen e, com 13,1% nem conco dando, nem disco dando e 4,9% disco dando. A julga
pela conco dância dos abalhado es quando a impo ância do cu so de EaD na aquisição de
no os conhecimen os p o issionais (98%) e pelo a o que 84% dos en e is ados admi i em o
uso da ap endizagem da EaD no exe cício do abalho, o esul ado acima é mais que
comp eensí el.
50
GRÁFICO XI
Nes e campo o que se p e ende a e i é se os ambien es i uais de ba e-papo e cha de
um cu so de Ead p opo ciona am uma ica oca de expe iências en e pessoas das mais
a iadas ealidades e localidades, o g á ico XI nos mos a que: 59% conco da; 18% conco da
o almen e; 19,7% nem conco da, nem disco da e empa ados com 1,6% cada, as opções
disco do e disco do o almen e.
GRÁFICO XII
Analisando os dados do g á ico XII pe cebemos que 82% que esponde am que
conco da o almen e ou conco da, econhecem a necessidade da quali icação p o issional pa a
51
alcança em sua p og essão uncional, con o me p esc e e a Lei nº 6.964/2008, do go e no do
Es ado de Alagoas, já is a an e io men e nes e abalho, e que de e mina que o se ido 18 só
a á jus a uma p og essão uncional se o mesmo, em de e minado pe íodo, pa icipa de
quali icações p o issionais, se capaci ando pa a o exe cício de suas unções e ga an ido um
melho desempenho em suas a i idades. Do o al de en e is ados 11,5% nem conco da, nem
disco da; 4,9% disco dam e 1,6% disco dam o almen e.
18 Se ido público é odo aquele emp egado de uma adminis ação es a al. Sendo uma designação ge al, engloba
odos aqueles que man êm ínculos de abalho com en idades go e namen ais, in eg ados em ca gos ou
emp egos das en idades polí ico-adminis a i as, bem como em suas espec i as au a quias e undações de
di ei o público, ou ainda, é uma de inição a odo aquele que man ém um ínculo emp ega ício com o Es ado, e
seu pagamen o p o ém da a ecadação pública de impos os.
Fon e: h p://www.diciona ioin o mal.com.b /signi icado/se ido +p%FAblico/6440/
52
53
CONSIDERAÇÕES FINAIS
O p esen e es udo o iginou-se da necessidade de esponde a seguin e hipó ese: O
abalhado da á ea de ges ão de pessoas da saúde es adual u iliza o p ocesso educacional po
meio da educação a dis ancia, pa a ob e uma quali icação p o issional que possibili e seu
c escimen o p o issional dian e da exis ência de Planos de Ca gos e Ca ei as pela Sec e a ia
de Es ado da Saúde de Alagoas. A pesquisa ambém buscou iden i ica qual a opinião dos
abalhado es pesquisados em elação à modalidade do ensino a dis ância e se os mesmos
conside am que es a modalidade é uma opção iá el pa a a sua quali icação p o issional.
A hipó ese oi a i icada ao se pe gun a se o p o issional já ha ia ealizado algum
cu so de educação à dis ância e os esul ados demons a am que dos 76 p o issionais que
esponde am ao ques ioná io, 58 esponde am que SIM, que já ha iam ei o um cu so de
ensino a dis ância, ep esen ando um pe cen ual de 76% de espos as a i ma i as.
Vimos a a és da pesquisa bibliog á ica que a Sec e a ia de Es ado da Saúde de
Alagoas – SESAU c iou o Plano de Ca ei as e Ca gos dos P o issionais de Apoio à Saúde do
Pode Execu i o do Es ado de Alagoas, de aco do com as di e izes pa a a á ea de ecu sos
humanos exp essas na NOB RH-SUS e que o ci ado Plano de e mina que a ca ei a dos
p o issionais de Apoio à Saúde se á undamen ada na alo ização, quali icação e desempenho
p o issional, ga an ido um a endimen o quali icado aos usuá ios do Sis ema Único de Saúde –
SUS.
Alem da hipó ese es e abalho e e como p emissas que os abalhado es pe cebem as
an agens da educação a dis ancia; que mudanças oco e am na ida p o issional após a
capaci ação po EaD e que os p o issionais de ges ão de pessoas êm in e esse em se
capaci a em po meio dessa modalidade de ensino, assim como a Ead pe mi iu uma
quali icação p o issional que pode á se usada em sua p og essão uncional na SESAU.
Os esul ados da pesquisa apon a am que as hipó eses a ende am as pe spec i as, pois
nas pe gun as di igidas com o obje i o de e i ica o in e esse dos abalhado es em se
capaci a em po meio de educação a dis ancia, uma maio ia de 70%, con i ma am o in e esse
pela modalidade de ensino a dis ância. Em elação às an agens da Ead, os p o issionais
indica am a adminis ação do empo; a in e a i idade en e alunos, p o esso es e u o es,
assim como a pedagogia ino ado a de um cu so de EaD, como bene ícios dessa modalidade
de ensino. Po ou o lado, o es udo apon ou em con apa ida as an agens ci adas, que os
abalhado es en en am o e di iculdade na en a i a de se au odisciplina em, a ibuindo
54
eg as e p azos a si p óp ios, a exemplo da de e minação de ho á ios pa a execução das
a e as, p io ização do con eúdo a se es udado, além da p óp ia adminis ação do empo pa a
o cump imen o ge al das ob igações exigidas. Es e dado icou e idenciado na a i ma i a I da
abela II no capí ulo de Analise dos Dados, quando 92% dos en e is ados apon a am es e
p oblema.
Em elação a mudanças que oco e am na ida p o issional após a capaci ação po
EaD, 87% dos abalhado es conco da am que a capaci ação po meio do cu so de EaD os
ans o ma am em sujei os a i os em sua o mações, ou seja, cons u o es do p óp io
conhecimen o, con o me mos a o g á ico VII des e es udo.
Ou o pon o posi i o e i icado oi que 82% dos pesquisados, iden i icado no g á ico
XII, econhecem que a ealização de um p ocesso de ap endizagem po EaD pe mi iu uma
quali icação p o issional que pode á se usada em sua p og essão uncional na ins i uição.
O es udo e idenciou o alo que os abalhado es da á ea de ges ão de pessoas dão à
modalidade de ensino a dis ância, econhecendo na mesma uma ó ima opo unidade pa a se
quali ica em, adqui i em no as pos u as no abalho e alcança em uma p og essão na ca ei a.
Median e es e posicionamen o ac edi o que a SESAU possa ado a a modalidade do
Ensino a Dis ância como p á ica equen e do p ocesso de quali icação dos seus p o issionais,
dadas as mui as an agens ci adas pelos pesquisados, com o obje i o de po encializa o
p ocesso de educação pe manen e dos seus abalhado es, não somen e da á ea de ges ão de
pessoas, como ambém de ou as á eas da ins i uição.
P epa a a á ea de Ges ão de Pessoas pa a se sujei o a i o nes e no o p ocesso
educacional , assim como eque e o apoio ins i ucional do ges o da pas a pa a implan ação
do Plano de Ca gos e Ca ei as e que o mesmo seja o maio incen i ado do uncionamen o
do Ambien e Vi ual de Ap endizagem (AVA).
55
BIBLIOGRAFIA:
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h p://www.abed.o g.b /censoead2014/CensoEAD2014_po ugues.pd Acedido em 07.04.
2017
I
APÊNDICES
APÊNDICE A - TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO
Con idamos o (a) Senho (a) a pa icipa de uma pesquisa de abo dagem quan i a i a com
aplicação de ques ioná ios, in i ulada “T ans o mação do p ocesso educa i o po meio de e-
lea ning: es a égias, desa ios e isão dos abalhado es da á ea de ges ão de pessoas ”, sob a
esponsabilidade da pesquisado a Sand a Ch is ina Sil ei a Gama, a qual p e ende a alia a u ilização
de cu so e-lea ning/Educação a dis ancia, po pa e dos écnicos da á ea de ges ão de pessoas da
Sec e a ia Es adual da Saúde de Alagoas, como ins umen o pa a quali icação e desen ol imen o
p o issional.
A sua pa icipação é olun á ia e se da á a a és das espos as dadas a um ques ioná io. O (a)
S . (a) não e á despesas, bem como, não a á jus a qualque ipo de emune ação. Os esul ados da
pesquisa se ão analisados e publicados, mas sua iden idade não se á di ulgada, sendo gua dada em
sigilo. Pa a quaisque ou as in o mações, o (a) S . (a) pode á en a em con a o com a pesquisado a
no ende eço ele ônico sansil ei
[email protected], pelo ele one (82) 3315 - 3218.
O ques ioná io se di ide em duas pa es, a p imei a a a-se de pe gun as a espei o de dados
de iden i icação e p o issional, a segunda pa e co esponde a ques ões especí icas sob e o obje o de
es udo da pesquisa.
Es ou cien e sob e minha pa icipação como esponden e da pesquisa “T ans o mação do
p ocesso educa i o po meio de e-lea ning: es a égias, desa ios e isão dos abalhado es da
á ea de ges ão de pessoas” conduzida pela pesquisado a. Dian e do expos o,
( ) Conco do em pa icipa da pesquisa.
( ) Não conco do em pa icipa da pesquisa.
TERMO DE COMPROMISSO DOS PESQUISADORES
Ga an imos que es e Te mo de Consen imen o Li e e Escla ecido – TCLE se á seguido e
que esponde emos a quaisque ques ões colocadas pelo pa icipan e.
Sand a Ch is ina Sil ei a Gama P o .ª Ri a Falcão Be edo
Mes anda/Pesquisado a - FCSH/UNL O ien ado - FCSH/UNL
sansil ei
[email protected] i a alcaobe
[email protected]
(082) 9.9971 - 8078
(082) 3315 - 3218
II
III
APÊNDICE B - QUESTIONÁRIO APLICADO
Pa e I − DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E PROFISSIONAIS
1 - Unidade de saúde em que abalha?
2 - Labo a / abalha na á ea de Ges ão de Pessoas / Recu sos Humanos?
( ) SIM ( ) NÃO
3- Qual o seu ca go?
( ) Adminis ado (a)
( ) Assis en e Social
( ) Assis en e/ Agen e Adminis a i o
( ) Auxilia Adminis a i o
( ) Auxilia de Se iços Di e sos
( ) Con ado (a)
( ) En e mei o/a
( ) Psicólogo(a)
( ) Técnico de Recu sos Humanos
( ) Ou os _________________
4- Há quan o empo a ua no se iço público?
( ) De 01 a 05 anos
( ) De 06 a 10 anos
( ) De 11 a 15 anos
( ) De 16 a 20 anos
( ) De 21 a 25 anos
( ) De 26 a 30 anos
( ) De 31 a 35 anos
5 – Qual o seu sexo?
( ) Masculino ( ) Feminino
IV
6 – Qual a sua aixa e á ia?
( ) De 20 a 25 anos
( ) De 26 a 30 anos
( ) De 31 a 35 anos
( ) De 36 a 40 anos
( ) De 41 a 45 anos
( ) De 46 a 50 anos
( ) De 51 a 60 anos
( ) De 61 a 65 anos
( ) De 66 a 70 anos
7 - Qual o seu ní el de escola idade?
( ) Fundamen al incomple o
( ) Fundamen al comple o
( ) Médio incomple o
( ) Médio comple o
( ) Supe io incomple o
( ) Supe io comple o
( ) Especialização incomple a
( ) Especialização comple a
( ) Mes ado incomple o
( ) Mes ado comple o
( ) Dou o ado incomple o
( ) Dou o ado incomple o
8 - Com qual pe iodicidade cos uma se capaci a ?
( ) De 01 a 02 ezes ao ano
( ) De 03 a 04 ezes ao ano
( ) Mais de 04 ezes ao ano
( ) Con inuamen e du an e o ano
( ) De ano em ano
( ) A cada dois anos
( ) Não enho uma equência de inida
9. Qual o seu e-mail?
______________________________________________
V
2ª PARTE
Pa a cada uma das a i mações a segui , selecione aquela que melho exp essa sua opinião,
indicando o quan o ocê conco da ou disco da de cada uma. Responda con o me com o que ocê
ealmen e PENSA.
As ases abaixo são ela i as a ques ões sob e o uso da Educação a Dis ancia na
quali icação e desen ol imen o p o issional.
10. Um cu so de Educação a Dis ancia se ap esen a ao abalhado como uma no a possibilidade
de capaci ação.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
11. Os cu sos de educação a dis ancia são a aen es, pois u ilizam á ias ecnologias mode nas,
despe ando a cu iosidade em elação aos ambien es i uais.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
12. Em um cu so de Educação a Dis ancia o aluno ge encia com au onomia o seu ho á io e local
de es udo, pe mi indo que o acesso seja mais lexí el.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
13. Po meio de um cu so de Educação a Dis ancia o p o issional pode ape eiçoa a sua
me odologia de abalho.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
VI
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
14. A edução nos cus os com deslocamen o e e en ual hospedagem se ap esen am como
bene ícios adicionais na Educação a Dis ancia - EaD.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
An es de segui com o ques ioná io esponda a pe gun a abaixo:
15. Já ealizou algum Cu so de Educação a Dis ancia?
( ) SIM
( ) NÃO
Obs. Caso a sua espos a ao quesi o acima enha sido a i ma i a, a o con inua a p eenche
o ques ioná io, caso con a io, ob igada po sua pa icipação.
16. A al a de concen ação em casa, com odo o con o o e o mas de laze disponí eis, se o nou
uma di iculdade na u al em consegui pe manece concen ado no cu so de EaD.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
17. A adminis ação do empo pode se conside ada como uma an agem, mas ambém como um
desa io, pois em de e minados momen os não é possí el adminis a o empo de o ma
co e a e a i idades impo an es acabam sendo comp ome idas.
VII
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
18. Disciplina pa a a ibui eg as a ocê mesmo como de e minação de ho á ios, de inição do
con eúdo a se es udado e do empo de descanso o am alguns dos desa ios encon ados na
EaD.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
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( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
19. A al a de acompanhamen o e de con ex ualização no con eúdo podem se conside ados
como agen es de desmo i ação pa a o aluno em um cu so de EaD.
( ) Conco do o almen e
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( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
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20. A di iculdade de adap ação a me odologia da EaD é um dos a o es que ocê indica ia como
um dos p oblemas na ealização do cu so.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
21. Du an e o cu so de EaD a in e a i idade en e alunos, p o esso es e u o es oco eu de o ma
sa is a ó ia, con ibuindo pa a o alcance dos obje i os.
VIII
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
22. A pedagogia do cu so de EaD oi ino ado a e possibili ou um melho conhecimen o do ema
es udado.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
23. Du an e o cu so de EaD ocê se ans o mou em um sujei o a i o em sua o mação, ou seja,
um cons u o do p óp io conhecimen o.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
24. A ealização de um cu so de educação a dis ancia p opo cionou a aquisição de no os
conhecimen os p o issionais.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
25. A ap endizagem adqui ida no cu so de EaD pe mi iu uma ligação en e eo ia e p a ica no
exe cício do abalho.
IX
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
26. O cu so de EaD p opo cionou mudanças de a i udes na ealização do meu abalho.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
27. Pa a ocê, o cu so de Educação a Dis ancia p opo cionou po meio dos ambien es i uais de
ba e-papo e cha , uma ica oca de expe iências en e pessoas das mais a iadas ealidades e
localidades.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e
28. O cu so de EaD pe mi iu uma quali icação p o issional que pode á se usada em sua
p og essão uncional na ins i uição.
( ) Conco do o almen e
( ) Conco do
( ) Nem conco do, Nem disco do
( ) Disco do
( ) Disco do o almen e