scieee Open visual document viewer

A documentação de arte efémera como forma de preservação: O caso de "Árvore Jogo/Lúdico em 7 Imagens Espelhadas" de Alberto Carneiro

Macedo, Rita,Oliveira, Cristina,Correia, Nuno,Noguês, Ricardo

Abstract

No que diz respeito à sua preservação e apresentação grande parte da arte contemporânea exige respostas eficazes e pragmáticas do ponto de vista da museologia. Esta situação torna-se mais evidente em obras de instalação e media art, que recorrem a múltiplos objectos, mantêm uma relação com o espaço e são alvo de fenómenos de obsolescência tecnológica, reclamando assim, estratégias que passam pela produção activa de registos documentais, a fim de garantir o seu legado a gerações futuras. A partir da obra de Alberto Carneiro "Árvore jogo / lúdico em 7 imagens espelhadas", que foi pela primeira vez materializada na Galeria Quadrum, em Lisboa, em 1975, e destruída no ano seguinte pelo autor, após a Bienal de Veneza, discutimos as estratégias documentais mais adequadas. A metodologia assenta num trabalho de base antropológica, através de entrevistas com o artista, que permitam identificar todos os aspectos relacionados com o processo criativo e criar um manual de instalação, que se pretende de fácil acesso a investigadores, conservadores e até ao público em geral. Para este efeito iniciou-se um trabalho de colaboração com o Departamento de Informática da FCT-UNL com vista à construção de uma ferramenta multimédia que permita reunir num só local toda a informação relativa à obra.

Full text

Resumo No que diz espei o à sua p ese ação e ap esen ação g ande pa e da a e con em- po ânea exige espos as e icazes e p agmá icas do pon o de is a da museologia. Es- a si uação o na-se mais e iden e em ob as de ins alação e media a , que eco - em a múl iplos objec os, man êm uma elação com o espaço e são al o de enómenos de obsolescência ecnológica, eclamando assim, es a égias que passam pela p odução ac i a de egis os documen ais, a im de ga an i o seu legado a ge- ações u u as. A pa i da ob a de Albe o Ca nei o Á o e jogo / lúdico em 7 ima- gens espelhadas , que oi pela p imei a ez ma e ializada na Gale ia Quad um, em Lis- boa, em 1975, e des uída no ano seguin e pelo au o , após a Bienal de Veneza, discu imos as es a égias documen ais mais adequadas. A me odologia assen a num abalho de base an opológica, a a és de en e is as com o a is a, que pe mi am iden i ica odos os aspec os elacionados com o p ocesso c ia i o e c ia um manual de ins alação, que se p e ende de ácil acesso a in es igado es, conse ado es e a é ao público em ge al. Pa a es e e ei o iniciou-se um abalho de colabo ação com o Depa amen o de In o má ica da FCT-UNL com is a à cons ução de uma e amen- a mul imédia que pe mi a euni num só local oda a in o mação ela i a à ob a. • Abs ac In ega ds o i s p ese a ion and p esen a ion, a la ge pa o con empo a y a de- mands e ec i e and p ac ical answe s in e ms o museology. This si ua ion is e en mo e e iden in ins alla ion pieces and media a , ha use mul iple objec s, main ain a ela ionship wi h space and a e subjec o he phenomena o echnological obsole e- ness, he e o e claiming s a egies ha use documen ed eco ds in o de o gua an ee i s legacy o u u e gene a ions. F om he wo k o Albe o Ca nei o Á o e jogo / lúdi- co em 7 imagens espelhadas (T ee / a game in 7 mi o ed images), shown o he i s ime a he Quad um Galle y in Lisbon, in 1975, and des oyed a yea la e by i s au- ho , ollowing he Venice Biennale, we will discuss he mos app op ia e documen a y s a egies. The me hod o wo k is based on an an h opological side, h ough in e iews wi h he a is ha allow us o iden i y all he aspec s ela ed o he c ea i e p ocess and o c ea e an ins alla ion manual, which should be o easy access o in es iga o s, conse a o s and he gene al public. To his e ec we’ e s a ed collabo a ing wi h he IT Depa men o he FCT-UNL in iew o he cons uc ion o a mul imedia ool ha allows ga he ing in one place all in o ma ion ela i e o he piece. • pala as-cha e Conse ação da a e con empo ânea Documen ação Albe o Ca nei o Rep esen ação digi al key-wo ds Conse a ion o con empo a y a Documen a ion Albe o Ca nei o Digi al ep esen a ion P ese ação de A e Con empo ânea: conside ações sob e me odologia Um ápido olha pa a a His ó ia da A e do século XX é su icien e pa a iden i ica - mos a necessidade de epensa a sua p ese ação. Ao con á io do que se passa a nos séculos an e io es, a a e con empo ânea, a pa i da segunda me ade do século XX, deixa de se cons i uída po objec os únicos, passando a p e alece ob as com ca ác- e concep ual, mas po ezes mui o complexas, com ecu so a di e sos objec os e componen es. Em ez das peças de pin u a e escul u a dos séculos passados, encon- amos acima de udo ob as que incluem múl iplos objec os, ca ác e pe o ma i o, e uma necessá ia, e mui as ezes especí ica, elação com o espaço (Cons an ine 1999, IX). A ins alação e a media a ou a e ecnológica cons i uem bons exemplos des a si ua- ção. A p ese ação da maio ia des as ob as exige es a égias e mé odos ambém di e- en es daqueles que a a e adicional implica a1. Uma das azões po que al acon ece p ende-se com o ac o de es as ob as coloca em ou os p oblemas pa a além dos de ca ác e ma e ial. William Real chama a a enção pa a a ques ão de o con- se ado e endência a olha pa a os á ios objec os de uma ins alação como objec- os o iginais, dignos da maio a enção do pon o de is a ísico; con udo, a i ma, em A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO: O CASO DE ÁRVORE JOGO/LÚDICO EM 7 IMAGENS ESPELHADAS DE ALBERTO CARNEIRO RITA MACEDO Depa amen o de Conse ação e Res au o da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade No a de Lisboa Ins i u o de His ó ia da A e, Faculdade de Ciências Sociais e Humana, UNL CRISTINA OLIVEIRA Depa amen o de Conse ação e Res au o da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade No a de Lisboa NUNO CORREIA Depa amen o de In o má ica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade No a de Lisboa Cen o de In es igação em In o má ica e Tecnologias da In o mação (CITI), Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL RICARDO NOGUÊS Depa amen o de In o má ica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Uni e sidade No a de Lisboa Cen o de In es igação em In o má ica e Tecnologias da In o mação (CITI), Faculdade de Ciências e Tecnologia da UNL 1Ve a p opósi o o ex o de Co nelia Weye , “Res o- a ion Theo y applied o ins alla ion a ”, disponí el em h p://www.inside-insl all ions.o g/OCMT/my- docs/WEYER_Res o a ionTheo yApplied oIns alla- ionA .pd (úl imo acesso em Dezemb o de 2009). 217 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 mui os casos esse cuidado é con ap oducen e e al amen e dispendioso, p opondo que se pense na conse ação de ins alação endo em con a que es a é, na maio das ezes, mais um e en o do que um objec o: because o he pe o mance aspec o many ins alla ions, conse a o s wo king wi h his medium will need o look beyond he ma e ial and conside ha he ‘hea ’ o a wo k migh lie p ima ily in i s less- angible quali ies. P ese ing o he u u e some hing ha is abo e all an expe ience migh equi e conse a o s o ake a mo e luid iew o wha may o may no be changed abou a wo k, chal- lenging con en ional no ions o accu acy and au hen ici y (Real, 2001, 226) Os aspec os in angí eis, semp e igno ados no âmbi o de uma conse ação dema- siado cen ada nas ques ões ma e iais, pelo menos nas cul u as di as ociden ais, o - nam-se, na a e con empo ânea, ulc ais. Tal acon ece sob e udo nas ins alações que implicam, em cada uma das suas ap esen ações, ec iação de e sões ou ein e p e- ações do que oi ei o o iginalmen e e con êm equen emen e elemen os e éme- os, cuja espe ança de ida é pensada pa a uma exposição. Assim, a sua p ese ação passa pela documen ação, ou pela p odução ac i a de egis os documen ais, an es inexis en es. Mais conc e amen e, a conse ação des as ob as implica, da pa e de quem p ese a, um abalho de cons ução ou mesmo de c iação. Re i a-se a es e espei o o p ojec o Inside Ins alla ions desen ol ido no âmbi o de um p ojec o eu opeu lide ado pelo Ne he lands Ins i u e o Cul u al He i age (ICN) en e 2004 e 2007, que implicou o es udo de 30 ob as de a e, pe encen es a di e sos museus eu opeus, pondo em ma cha es a égias de p ese ação ino ado as e iniciando uma abo dagem, do pon o de is a eó ico, dos aspec os elacionados com a pa icipa- ção dos a is as no âmbi o da conse ação2. A me odologia de p ese ação des as ob as implica di e sos passos, sendo undamen- al a pa icipação do a is a em en e is as conduzidas com o objec i o de cla i ica o seu p ocesso c ia i o, iden i icando écnicas, ma e iais, semân ica, bem como aspec- os elacionados com e en uais sinais de e io ação e en elhecimen o das ob as. É un- damen al comp eende que es e abalho implica mui as ezes lapsos empo ais g andes en e o pe íodo de c iação da ob a e o do seu es udo, azão pela qual é p e- ciso es a a en o à possibilidade do a is a insu la no os signi icados em ob as que não os inham inicialmen e. Mas o ca ác e pa icula des es es udos é ainda mais acen uado pelo ac o de en ol e en e is ado es e en e is ados, com o objec i o de p oduzi esul ados o mais objec i os possí el. Num abalho ecen e, Vi ian an Saaze a i ma que es a me odologia ap esen a semelhanças com a da E nog a ia, dado que implica uma elação obse ado /pa icipan e e a eleição da en e is a como ins umen o cha e da in es igação (Van Saaze 2009, 20). Nes e ex o não se p e ende discu i a me odologia, mas an es aze uso dela c i icamen e, com o objec i o de con- se a a ob a “Á o e Jogo Lúdico em 7 imagens espelhadas” de Albe o Ca nei o”. 2Ve h p://www.inside-ins alla ions.o g/home/ index.php, (úl imo acesso em Ma ço de 2010). A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 218 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 Colecciona a a e e éme a de Albe o Ca nei o Albe o Ca nei o (n. 1937) abalhou em meados da década de 60 a elação en e a a e e a na u eza, conside ada num sen ido amplo, e sob e a sua ob a êm-se esc i o di e sos a igos de na u eza his ó ico-c í ica, inspi ados po es a e pelos nume osos ex os que o au o esc e eu em o no dela. As possí eis eias de signi icação que se podem ece em ol a das ob as de Albe o Ca nei o são múl iplas, mas pouco ou nada em sido di o sob e a sua ma e ialidade e a elação des a com os aspec os semân icos que a en ol em. No en an o es es pa ecem, como se e á, e ex ao - diná ia impo ância na ob a do escul o , sendo undamen ais pa a a sua p ese ação. Do pon o de is a ma e ial é possí el di idi a ob a de Albe o Ca nei o em ês ases que, na u almen e, es ão elacionados com aspec os o mais e concep uais ine en- es às mesmas. A p imei a, de 1963 a 1968, ela i a às ob as em madei a, ped a e me al, em que o au o abalha com as ecnologias adicionais da escul u a; a segunda de 1968 a 1980, época em que ecusa pô em p á ica essas mesmas ecno- logias, e i ando a acção da mão sob e o objec o; inalmen e, as ob as que c ia a pa - i de 1980, em que “ eg essa” à manualidade. Em 1968 c ia “O Cana ial: memó ia me amo ose de um co po ausen e” em p ojec o, ob a que só i á a ma e ializa em 1973, na Gale ia Quad an e, inaugu ando assim a segunda ase, que muda adicalmen e a o ien ação do abalho do au o . A ob a oi adqui ida pa a a Colecção da Caixa Ge al de Depósi os que, segundo escla ece o Albe o Ca nei o, “ em um conjun o de elemen os”, ou seja, a p op iedade da ob a. Es a consis e num conjun o de canas dispos as ascensionalmen e, o mando conjun- os de á ios elemen os, a ados com á ia, sendo cada cana indi idualizada com uma pequena cin a de co , con endo um alga ismo ou uma le a do al abe o. As cin as são colocadas a ní eis di e en es, con o me indicam os desenhos do p ojec o. O ema a- nhado de canas p e ê a possibilidade do espec ado pode ci cula den o da ins a- lação, aspec o conside ado undamen al pa a o au o . No en an o, es e explica que a ma e ialização da peça não em necessa iamen e de eco e a es es elemen os3. O p ojec o do “Cana ial…”, de 1968, p e ê um conjun o de canas de núme o a iá el em unção do espaço de exposição a ocupa : “uma cana ou um milhão” a i ma, Albe o Ca nei o no p óp io p ojec o, que consis e numa página com á ios desenhos à mão, com co es e plan as, pa a uma ins alação da ob a. O exemplo dado no p o- jec o “é apenas um esquema, en e á ias opções possí eis, a é po que, segundo explica o au o , o ma e ial de e mina em ce os momen os, consoan e as si uações e as posições, o mas di e en es”4. Albe o Canei o mos a-se op imis a ela i amen e à possibilidade de ou os i em a ins ala as suas ob as, embo a enha consciência de quem ins ala uma ob a ope a modi icações que podem acaba po in oduzi ac o es com c i é ios di e en es dos seus. No en an o, explica que en ende a sua ob a de o ma abe a. Aliás, a i ma A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 3Em 2003 a ob a oi ins alada no âmbi o de uma exposição an ológica de Albe o Ca nei o, comis- sa iada po Alexand e Melo, no Museu de A e Con empo ânea da Fo aleza de S. Tiago, no Fun- chal, com canas colhidas na Ilha da Madei a e maio núme o do que nas e sões an e io es, o que se jus i ica a em unção do espaço a ocupa . In o mação cedida em en e is a p esencial, com Ri a Macedo, S. Mamede do Co onado, 13 de Ju- nho de 2005. 4Albe o Ca nei o, em en e is a p esencial com Ri a Macedo, S. Mamede do Co onado, 13 de Ju- nho de 2005. 219 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 “ odas as poé icas, e a música é um exemplo cabal disso, são ans o madas po cada pe cepção, seja de quem o (...). Na 9ª sin onia de Bee ho en es ão lá os aco des que seja a in e p e ação de um Ka ajan, de um Sol i ou de um Be ns ein, no en an o, a iam as in e p e ações. Foi mui o polémico, po exemplo, quando Rich- e ez a in e p e ação de uma das sona as de Schube , cujo p imei o andamen o ocou ão len amen e que chegou a e mais dez minu os do que a in e p e ação de B endel”. Conclui con udo, que não deixa de se Schube , embo a no plano da pe - cepção seja ou a coisa5. É sem dú ida inspi ado a a de esa de Albe o Ca nei o e podemos imagina a pa i do seu exemplo o cu ado ou o conse ado como uma espécie de maes o a ein- e p e a , no u u o, a ob a do a is a. A g ande di e ença em elação à música é que a a e não em um sis ema de no ação objec i o, sis ema esse que, ese ando luga pa a a exp essão do in é p e e, o na mui o mais cla a, pa a quem quei a ap o un- da , a elação en e in e p e ação e c iação. Po ou o lado, ol ando à ob a de Albe o Ca nei o, impo a lemb a que o au o a amen e deixou de es a p esen e na ins alação ou eins alação de uma ob a sua, a é po que con o me econhece, as suas ob as al e am comple amen e o espaço em que se inse em, o que pode se abalhado em di e sos sen idos. Os p ojec os que acompanham as suas ob as mais complexas, hoje, na sua maio ia, pe encen es à colecção da Fundação Luso Ame icana pa a o Desen ol imen o (FLAD), o am c ia- dos ambém com o in ui o de o nece em uma base pa a a mon agem das peças. Con udo, os museus con inuam a não passa sem a ajuda do a is a pa a a ins ala- ção das ob as e conco dam que é necessá io inicia um es udo sob e elas do pon o de is a museológico. Á o e jogo/ lúdico em se e imagens espelhadas O caso que aqui ap esen amos, Á o e jogo/ lúdico em se e imagens espelhadas , é um exemplo des a si uação. A ob a oi concep ualmen e desen ol ida en e 1973 e 1975, endo sido ma e ializada pela p imei a ez, em 1975, na Gale ia Quad um, em Lisboa. Viajou pa a I ália pa a pa icipa na Bienal de Veneza de 1976, no en an o, não chegou a se ins alada de ido às eduzidas dimensões do espaço que lhe ha ia sido ese ado. Ao eg essa a Po ugal, a ob a acabou po se ma e ialmen e des- uída pelo au o : Na u almen e [os ma e iais] ol a am à na u eza, ans o ma am-se em ene gia pela decomposição, ou combus ão (…) Viaja am pa a Veneza e não oi possí el mos a a ob a po al a de espaço. Ao eg essa em não sen i a necessidade de os conse a uma ez que quando p ecisasse de epo a ob a eco e ia à na u eza e à loja de me ais. Ha ia ainda o p oblema do espaço pa a gua da as coisas (…). 5Idem. A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 220 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 Po an o, ans o ma am-se ou a ez em ma é ia o gânica, que é a sua o igem. É necessá io, ela i amen e a es a ques ão, acen ua que o âmbi o da a e con em- po ânea compo a es a ansi o iedade… 6 Du an e mais de ês décadas, Á o e jogo/lúdico… não ol a ia a se expos a, aca- bando po cai num esquecimen o gene alizado7. Es a si uação al e ou-se em Ou ub o de 2009, quando, po ocasião da exposição Anos 70 - A a essa on ei as 8 , oi pedido ao a is a que a e izesse. Tal como acon ece nos casos das es an es ob as e éme as de Ca nei o, a documen ação exis en e, a é en ão, ace ca de Á o e jogo/ lúdico… e a bas an e escassa e cla- amen e insu icien e. Nes e caso, a si uação ag a a a-se pelo ac o de a ob a e sido expos a, pela úl ima ez, na década de 1970, sendo da mesma época, as úni- cas imagens exis en es des a ins alação, publicadas no Ca álogo da Bienal de Veneza de 19769. O p ojec o, ealizado po Albe o Ca nei o10, e o ecen e es udo de Ca a ina Rosendo (Rosendo, 2007) o único ex o his ó ico-c í ico que abo da Á o e jogo/lúdico.. . comple am o conjun o da documen ação exis en e ace ca da ob a (FIG. 1 e 2). 6 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p e- sencial, S. Mamede do Co onado, 27 de No emb o de 2008. 7À excepção do es udo de Ca a ina Rosendo, 2007, Albe o Ca nei o, Os P imei os anos (1963-1975) , Lisboa: Edições Colib i, IHA – Es udos de A e Con- empo ânea Faculdade de Ciências Sociais e Huma- nas da Uni e sidade No a de Lisboa. 8Comissa iada po Raquel Hen iques da Sil a, Ana Candeias e Ana Rui o, e que es e e pa en e no Cen- o de A e Mode na José de Aze edo Pe digão, da Fundação Calous e Gulbenkian (CAMJAP-FCG), en- e 9 de Ou ub o de 2009 e 3 de Janei o de 2010. 9 XXXVII exposição Bienal In e nacional de A e , Ve- neza 1976, Lisboa: SEC, 1976. E iden emen e, as imagens não co espondem a uma ins alação da ob a po ocasião da exposição co esponden e, mas sim da sua p imei a exposição, na Gale ia Quad um 10 Albe o Ca nei o, Albe o Ca nei o, Gale ia Quad um, Lisboa, 1975. A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO FIG. 1 - “Á o e Jogo/ Lúdico”, 1975, Gale ia Quad um, Lisboa. 221 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 Como p ocede à documen ação de Á o e jogo/lúdico… ? Após o le an amen o das on es e bibliog a ia exis en es, oi undamen al o con ac o di ec o com o a is a, de o ma a ap o unda o conhecimen o ace ca da ob a em di e - sas e en es, desde o p ocesso c ia i o à posição do au o quan o à p ese ação da peça. Os dados ecolhidos du an e as en e is as comple a am-se com o acompanha- men o do p ocesso de ins alação da ob a po Albe o Ca nei o pa a a exposição no CAMJAP-FCG, endo sido ei o o egis o do mesmo a a és de o og a ia e ídeo. Te - minada a ase de in es igação e ecolha de dados ace ca da ob a, en en ámos um no o desa io: Como o ganiza oda a in o mação? Na gene alidade, os sis emas de documen ação, u ilizados a ní el dos museus e ou as ins i uições deposi á ias de pa imónio a ís ico, o am c iados pa a a a e di a “ adi- cional” (pin u a, escul u a…). Po es e mo i o, não es ão ajus ados à complexidade ap esen ada po g ande pa e da p odução a ís ica da segunda me ade do século XX, nem à impo ância que a documen ação pode e enquan o es a égia de p ese ação. Es a si uação é con i mada po Ma ía Jesús Á ila que, pa indo da sua expe iência enquan o conse ado a da colecção do Museu Nacional de A e Con empo ânea, a i ma que o p og ama Ma iz , u ilizado na Rede Nacional de Museus, se em e i i- cado incomple o pa a a a e con empo ânea11. Cu iosamen e, um dos exemplos e e idos pela au o a, de ob as que não podem se con enien emen e egis adas no Ma iz é Um campo depois da colhei a pa a delei e es é ico do nosso co po (1973-1976), de Albe o Ca nei o. Es a inclui-se na ca ego- ia de peças “con o madas o al ou pa cialmen e com objec os subs i uí eis ou com ele- men os na u ais, que exigem an es da mon agem um p ocesso p é io de p odução, de manei a a adqui i ou cons ui os ma e iais es an es ou aqueles que se de e io a am ou p epa a o seu c escimen o com an ecedência pa a pode ob e os elemen os na u- ais necessá ios”12. Nes es casos, o p og ama Ma iz ob iga a que g ande pa e das in o mações seja eme ida pa a o ago campo das Obse ações . To na-se, po an o, e iden e a necessidade de c ia no os campos de documen ação, mais adequados a es e ipo de ob as e à sua complexidade. Nos capí ulos seguin es, ap esen amos os campos de documen ação que, po se em essenciais pa a a p ese - ação da a e e éme a de A. Ca nei o, de e ão in eg a a documen ação des as ob as. Depois de uma desc ição gene alis a dos objec i os de cada um, comple amos com as in o mações ob idas no âmbi o do caso de es udo, pa a cada campo em pa icula . No os campos de documen ação P ocesso c ia i o, ma e iais, écnicas e signi icação. Es e campo comp eende odo o p ocesso que ai desde a ideia inicial à ma e ialização 11 Ma ia Jesus Á ila, “A conse ação da a e con- empo ânea: um no o desa io pa a os museus”, @pha: Bole im da Associação Po uguesa de His o iado es de A e , nº5, 2007, h p://www.ap- ha.p /bole im/bole im5/de aul .h m (úl imo aces- so em Ma ço de 2010) 12Idem. A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 222 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 FIG. 2 - p ojec o de “Á o e Jogo Lúdico”. da ob a. O p ocesso c ia i o pode se di idido em duas ases p incipais: na p imei a – o desen ol imen o da ideia – impo a pe cebe se o a is a ez esboços, maque- as ou a ins ou se a es a oi men almen e desen ol ida sem qualque supo e; na segunda ase, que se p ende com a ma e ialização, in e essa po um lado, en en- de como deco eu o abalho, ou seja, se oi e ec uado pela mão do a is a ou não, se es i e am en ol idos assis en es ou ou os colabo ado es, se se a a de um eady-made ou um objec o encon ado, qual a impo ância da assina u a ou ou as insc ições e, po ou o lado, quais os aspec os semân icos dos ma e iais (ca ac e- ís icas senso iais e ca ga concep ual ou simbólica que lhes es ejam associadas)13. A c iação de Á o e jogo/ lúdico… oi despole ada quando A. Ca nei o passa a po um campo de oli ei as desen aizadas, de en e as quais escolheu a á o e que o igi- nalmen e in eg ou a ob a14. Es a su ge como p odu o da con luência en e es e momen o e as e lexões eó icas que o p eocupa am na época. …quando encon ei as oli ei as (…) udo se oi desen ol endo, udo oi acon- ecendo. Se eu não i esse encon ado as oli ei as, ou se, inclusi amen e, i esse encon ado ou a á o e, de ou a espécie, a ob a podia e uma eição equi a- len e mas, na u almen e, se ia di e en e 15 . Embo a o au o assuma que Á o e jogo/ lúdico… pode ia e sido cons uída a pa - i de ou a espécie, a oli ei a acaba po se assumida como uma pa e essencial da ob a, não admi indo uma a iação da espécie de á o e, como acon ece nou os a- balhos como, po exemplo, em Os qua o elemen os (1968) (Macedo 2008, 243-248). A. Ca nei o econhece na oli ei a um alo semân ico de e minan e: A oli ei a em uma g ande ca ga simbólica, sob odos os aspec os. Como o eixe de imes, que em uma ca ga an opológica, se quise mos da es e sen ido. Pode- mos pensa na oli ei a sob á ios aspec os ao longo da his ó ia humana pa icu- la men e no que diz espei o às cul u as medi e ânicas do sul da Eu opa, do No e de Á ica e do Médio O ien e. Es a em um papel undamen al na cul u a sob odos os aspec os, não só na p odução de azei e e dos de i ados, da p óp ia azei ona, mas ambém depois na unção que ela ep esen a, como amo da paz, po exemplo. 16 O p ojec o de Á o e jogo/lúdico… é o esul ado de apon amen os ei os ao longo de odo o p ocesso de c iação da ob a e ocupa uma única olha A4, ab angendo an o aspec- os concep uais, como aspec os écnicos da sua cons ução. O documen o e lec e o ac o de es e abalho se in eg a no campo concep ual iniciado n’ O cade no p e o 17, na p o- cu a da ans o mação da na u eza em a e. O p ojec o inclui ainda alguns desenhos de po meno que mos am de e minados aspec os écnicos da cons ução da ob a. O a is a enca a a p odução des as ob as como um p ocesso, mo i o pelo qual êm duas da as – a da a de início e a de inal. Segundo A. Ca nei o: “A ideia pode exis i como mo i ado a de um p ocesso e depois é abalhada ao longo do mesmo, A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 223 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 13”Concep Scena io A is s’ In e iews”, 1999, www.incca.o g (úl imo acesso em Ma ço de 2010) 14 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p esencial, S. Mamede do Co onado, 27 de No- emb o de 2008. 15 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p esencial, S. Mamede do Co onado, 10 de Ma - ço de 2009 16 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p esencial. S. Mamede do Co onado, 27 de No- emb o de 2008. 17 Albe o Ca nei o, 1968-71, O Cade no P e o , ed. do au o , Po o. podendo acon ece uma me amo ose al que, aquilo que se ob ém, endo a e na aiz do concei o com a ideia inicial, já não é isso”18. A p odução da ob a inicia-se com o seccionamen o da á o e em agmen os que êm uma elação numé ica en e si. De aco do com o p ojec o, a secção que inclui a aiz da oli ei a em 1m de comp imen o (na pa e do onco), ao passo que odas as ou as êm 50 cm. No en an o, na exposição de 2009, e i icou-se que o comp i- men o des as secções pode se de 50 ou 70-75 cm. Segundo A. Ca nei o, a aplica- ção dos di e en es comp imen os não obedece a nenhum c i é io especial, elacionando-se apenas com a p óp ia ana omia da á o e. Es as secções espalham-se pelo chão do espaço de exposição de aco do com a sua o dem na u al, dos amos mais g ossos pa a os mais inos da copa ( e FIG. 3). A á o e so e um “p ocesso de mu ação”19 a a és da enxe ia que une o agmen o que con ém a aiz ao seguin e, sendo es es os únicos elemen os da á o e que se man êm e icais ( e FIG. 4). O elemen o da enxe ia em, pa a A. Ca nei o, uma o e ca ga simbólica: A enxe ia é algo que nós colocamos nou o co po pa a que se desen ol a no sen- ido da nossa p óp ia escolha. Uma enxe ia ambém pode se algo que colocamos, po exemplo, nas á o es, pa a ob e do b a o alguma coisa suculen a (…). Há ambém uma ques ão que pode íamos coloca no âmbi o do simbólico: a u i ica- ção, o nascimen o, a edenção, de odas as coisas. (…) Não se pode le essas coi- sas numa ob a de a e senão no plano simbólico, não há ansc ição li e al possí el, nem há explicação objec i á el; nós ap oximamo-nos do quo idiano eal e u ili- 18 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p esencial, S. Mamede do Co onado, 10 de Ma ço de 2009. 19 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p esencial, S. Mamede do Co onado, 27 de No- emb o de 2008. A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 224 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 FIG. 3 – Á o e jogo/lúdico…, exposição Anos 70 – A a essa F on ei as, Cen o de A e Mode na, Fundação Calous e Gulbenkian, Ou ub o 2009. FIG. 4 – Á o e jogo/lúdico…, po meno da enxe ia, exposição Anos 70 – A a essa F on ei as, Cen o de A e Mode na, Fundação Calous e Gulbenkian, Ou ub o ção in empo al e íamos á ios manuais co espondendo às di e sas e sões da ob a e, mais uma ez, dando uma noção dos limi es da sua a iabilidade. No caso de Á o e jogo/lúdico… a a iação dá-se, sob e udo ao ní el das dimen- sões da ob a e dos ma e iais. Na his ó ia da ins alação são egis adas as di e enças na dis ibuição espacial e as al e ações nos ma e iais usados. No que diz espei o à dis ibuição espacial, embo a não enhamos e mo de compa ação ela i amen e à ap esen ação da ob a em 1975, pode emos compa a u u as ap esen ações com a de Ou ub o de 2009, uma ez que pa a es a oi e ec uado o mapeamen o dos di e - sos elemen os. No que diz espei o aos ma e iais, é assinalá el a mudança a ní el das “imagens espelhadas” de alumínio pa a aço40. Rep esen ação digi al – uma expe iência em p og esso Como se pode cons a a , a documen ação da ob a em es udo ap esen a um olume de in o mação conside á el, sendo que es a se encon a em di e en es o ma os, desde o ex o à o og a ia, passando po meios como o desenho, o ídeo, o áudio, en e ou os. Com o objec i o de euni oda a documen ação que diz espei o à ob a abalhámos em conjun o com o Depa amen o de In o má ica da FCT-UNL que iniciou o desen ol imen o de um sis ema que pe mi e euni num só local oda a in o mação. A aplicação in o má ica c iada supo a a desc ição da peça, com o objec i o de o na o p ocesso de documen ação mais lexí el, baseando-se num g a o de concei os, que o u ilizado pode manipula , adicionando e emo endo nós (concei os). (FIG. 10) É de ealça que es e ipo de lexibilidade pe mi e documen a ob as de á ios ipos. Exis em, con udo, alguns p oblemas elacionados com es a abo dagem. Po exem- plo, o núme o de concei os no g a o pode esul a numa isualização con usa se es e c esce pa a além de ce os limi es. Pa a esol e es e p oblema, a na egação no g a o az-se isualizando subconjun os do mapa de concei os. Des a o ma é mos ada menos in o mação ao u ilizado acili ando-se o p ocesso. Assim, o nó seleccionado pelo u ilizado passa pa a o cen o da isualização, sendo a ansição en e os á ios es ados do g a o animada. A animação é u ilizada com o in ui o de eduzi ao máximo a po encial deso ien ação ge ada pela na egação. Sendo as ansições animadas, o u ilizado pode habi ua -se ao no o es ado acilmen e. (FIG. 11) Quando os g a os são g andes podem su gi ques ões como “Qual é o caminho que já pe co i?” ou “De que concei o pa i?”. Pa a esol e es as ques ões oi ambém ealizado um his ó ico dos nós já pe co idos du an e a na egação. Des a o ma, o caminho pe co ido e os concei os consul ados a é en ão icam semp e disponí eis ao u ilizado . Pa a além des a o ma de documen ação básica da ob a, o sis ema pe - mi e ainda jun a a cada nó elemen os mul imédia. Ou seja, cada nó pode con e á ios des es elemen os ais como ídeos, imagens, ex os, e e ências pa a ou as A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 231 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 FIG. 10 – Exemplo do g a o de concei os. 40 C . capí ulo “Ca ac e ização da ob a”. páginas Web, áudio ou modelos idimensionais. Pa a uma ácil consul a des es ele- men os, o u ilizado em na in e ace uma lis a que con ém oda a in o mação mul- imédia p esen e no sis ema ela i a à ob a. De e e i ainda que a e amen a pe mi e que se documen em á ias ob as numa mesma sessão de u ilização, possibili ando assim a c iação de um ca álogo de ob as documen adas. Na in e ace do sis ema, o u ilizado e á acesso a odas as ob as abe as. Como cada peça em associado um g a o de concei os, quando um u ilizado selecciona uma ob a em pa icula a janela que con ém o g a o é ac ualizada com a in o mação espei an e à no a selecção. Uma das ca ac e ís icas undamen ais des e sis ema é a possibilidade da documen- ação da ob a se comple ada po um modelo idimensional. F equen emen e, as ins alações não es ão isicamen e disponí eis, pe manecendo du an e mui o empo nas ese as dos museus, pelo que a isualização de uma ep esen ação idimen- sional pode á con ibui pa a a minimiza es e p oblema, uncionando como uma espécie de “expe iência” da ob a. Es a isualização o na-se pa icula men e ú il com a adição de hipe ligações, que possibili am a chamada de a enção pa a uma á ea da ob a em pa icula . A es as hipe ligações podem se adicionados ambém ou os elemen os mul imédia já p esen es no sis ema. Pa a além disso, as hipe li- gações podem ambém se adicionadas às imagens e aos ídeos, o que pe mi e que, pa a além do g a o de concei os, se c ie ou a ede de ligações en e os á ios ele- men os mul imédia. Reunindo na mesma aplicação uma o ma de documen ação mais abs ac a, como o g a o de concei os, e uma o ma mais especí ica, como o modelo 3D, o sis ema isa lexibiliza o p ocesso de documen ação de ins alações. No en an o, a possibilidade de adição de ou os elemen os mul imédia ajuda á a comple a e melho a a docu- men ação exis en e. • A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 232 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011 FIG. 11 - Iden i icação de elemen os pa a hipe ligação na ep esen ação o og á ica da ob a. Bibliog a ia AA.VV. 1999, Mode n A : Who Ca es?: An in e disciplina y esea ch p ojec and an in e na ional sympo- sium on he conse a ion o con empo a y a (Coo d. Ijsb and Hummelen e Dionne Sillé), The Founda- ion o he Conse a ion o Mode n A / The Ne he lands Ins i u e o Cul u al He i age, Beeld ech Ams el een. AA.VV. 1999, “Concep Scena io A is s’ In e iews”, www.incca.o g (úl imo acesso em Ma ço de 2010) ÁVILA, Ma ia Jesus, 2007, “A conse ação da a e con empo ânea: um no o desa io pa a os museus”, @pha: Bole im da Associação Po uguesa de His o iado es de A e, nº5 (2007), h p://www.apha.p /bole- im/bole im5/de aul .h m CARNEIRO, Albe o, 1968-71, O Cade no P e o , ed. do au o , Po o, CONSTANTINE, Mild ed, 1999, “P e ace”, Mo ali y/Immo ali y , The Legacy o 20 h Cen u y A (coo d. Miguel Angel Co zo), Los Angeles, Ge y Conse a ion Ins i u e. MACEDO, Ri a, 2008, “Albe o Ca nei o: T ans o mação do Sen i , Reno ação do Exis i ”, Desa ios da A e Con empo ânea à Conse ação e Res au o, Documen a a A e Po uguesa dos Anos 60/70 , ese de dou- o amen o ap esen ada à Faculdade de Ciências e Tecnologia, Uni e sidade No a de Lisboa. (exempla policopiado) GRÜN, M.., 2007, “Measu emen o Ins alla ion A . Me hods and expe ience gained a Pinako hek de Mode ne” h p://insideins alla ions.o g/OCMT/mydocs/Measu emen _a _Pinako hek_de _Mode ne.pd , (úl imo acesso em Ma ço de 2010) REAL, William, 2001, “Towa d guidelines o p ac ice in he p ese a ion and documen a ion o echno- logy-based ins alla ion a ”, Jou nal o he Ame ican Ins i u e o Conse a ion , ol. 40, nº3. ROSENDO, Ca a ina, 2007, Albe o Ca nei o, Os P imei os anos (1963-1975), Lisboa: Edições Colib i, IHA – Es udos de A e Con empo ânea Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Van SAAZE, Vi ian, 2009, “F om In en ion o In e ac ion. Re aming he A is ’s In e iew in Conse a- ion Resea ch”, in A d’aujou d’hui pa imoine de demain. Conse a ion e es au a ion des Oeu es Con- empo aines , 13 jou nées d’é udes de la SFIIC, Pa is, Ins i u du pa imoine. Ca álogos XXXVII exposição Bienal In e nacional de A e, Veneza 1976, Lisboa: SEC. En e is as p esenciais Albe o Ca nei o, Ri a Macedo, Lisboa, 5 de Junho de 2005 Albe o Ca nei o, Ri a Macedo, S. Mamede do Co onado, 13 de Junho de 2005 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p esencial, S. Mamede do Co onado, 27 de No emb o de 2008 Albe o Ca nei o, C is ina Oli ei a, en e is a p esencial, S. Mamede do Co onado, 10 de Ma ço de 2009 A DOCUMENTAÇÃO DE ARTE EFÉMERA COMO FORMA DE PRESERVAÇÃO 233 REVISTA DE HISTÓRIA DA ARTE Nº8 - 2011