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Contributos para o estudo da prefixação no português de Angola e no português europeu contemporâneo. Análise dos prefixos de negação anti-, des- e in-

Santos, Artur Osvaldo dos

Abstract

O trabalho que nos propusemos a desenvolver tem como objetivo o estudo da prefixação, um processo bastante frequente na língua portuguesa e que, a par da derivação sufixal e da composição, é um dos processos morfológicos que participa na inovação lexical. Na impossibilidade de tratar todos, os elementos prefixais envolvidos são instanciados pelos prefixos anti-, des- e in-, onde apresentamos a descrição e análise dos referidos prefixos no que diz respeito às suas propriedades morfológicas, sintáticas e semânticas, prefixos estes que são dos mais frequentemente utilizados na formação de novas palavras derivadas por prefixação. Para proceder ao levantamento de derivados prefixais em que ocorrem estes prefixos, baseamo-nos num corpus de língua portuguesa, contemplando as variedades do Português de Angola e do Português Europeu Contemporâneo. Assim, para a constituição do corpus, selecionamos dois dos jornais de maior tiragem e de referência nos dois espaços lusófonos, sendo eles o Jornal de Angola e o jornal Público, respetivamente. Esperamos, pois, que os resultados alcançados com este trabalho possam de algum modo contribuir para um melhor conhecimento da formação de palavras em português, mais concretamente no que toca à derivação prefixal nas duas variedades do português que aqui se analisa.

Full text

Con ibu os pa a o es udo da p e ixação no Po uguês de Angola e no Po uguês Eu opeu Con empo âneo. Análise dos p e ixos de negação an i-, des- e in- A u Os aldo dos San os Disse ação de Mes ado em Ciências da Linguagem Ma ço, 2017 ii Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios pa a ob enção do g au de Mes e em Ciências da Linguagem, ealizada sob a o ien ação da P o esso a Dou o a Ma ia do Céu Cae ano iii Ag adecimen os A ealização des e abalho não dependeu unicamen e de mim, mas de odo um conjun o de pessoas que, de uma ou de ou a o ma, me ajuda am a ma e ializá-la. Uns po que de am o seu apoio inancei o bas an e signi ica i o, ou os, que não menos impo an e, de am o seu apoio mo al pa a que e guesse semp e a cabeça ao longo des e i ine á io académico. De o p imei amen e ag adece a Deus pela ida e co agem que semp e me dá pa a en en a odos os momen os da minha ida. Ag adeço à minha o ien ado a, P o ª Dou o a Ma ia do Céu Cae ano pela sábia o ien ação, paciência e disponibilidade que semp e e e ao longo da o ien ação des e abalho. Ha ia mesmo momen os em que pensa a em desis i , mas a sua o ma acolhedo a e simpá ica con ibuí am pa a que me man i esse i me, ac edi ando em mim mesmo, e me gulhando assim num no o mundo, o da o mação de no as pala as. Aos meus pais, Ca los José dos San os e Domingas Manuela Nekune, pelos ensinamen os que me de am e que con inuam a da -me pa a que a minha ida enha um umo. Também ap o ei o pa a es ende os meus ag adecimen os a odos os meus i mãos e amilia es que acompanham cada passo que dou. Aos meus ios, Casimi o Nekune e Ma elina Nekune, pelo apoio incondicional, aos quais es ou g a o pa a oda a ida. Ao meu que ido ilho, Ca los Rod igues dos San os e a minha companhei a de semp e, Gini Ma ia Rod igues, que me desculpem es es dois anos de ausência, mas ga an o que oi, sob e udo, po ossa causa que ence ei es a a en u a com sabo a i ó ia. Aos P o esso es Dou o An ónio Fe nandes Cos a e D a. Ma ia Helena Miguel pelos ensinamen os que semp e me ansmi i am ao longo des es anos e pela apos a que ize am em mim, admi indo que se ia capaz de inicia uma ca ei a docen e. Não em úl imo luga , à Uni e sidade Ca ólica de Angola, po me e concedido a bolsa de es udo, pe mi indo-me “bebe ” da on e do “ io ejo”. Ob igado a odos! i Resumo O abalho que nos p opusemos a desen ol e em como obje i o o es udo da p e ixação, um p ocesso bas an e equen e na língua po uguesa e que, a pa da de i ação su ixal e da composição, é um dos p ocessos mo ológicos que pa icipa na ino ação lexical. Na impossibilidade de a a odos, os elemen os p e ixais en ol idos são ins anciados pelos p e ixos an i-, des- e in-, onde ap esen amos a desc ição e análise dos e e idos p e ixos no que diz espei o às suas p op iedades mo ológicas, sin á icas e semân icas, p e ixos es es que são dos mais equen emen e u ilizados na o mação de no as pala as de i adas po p e ixação. Pa a p ocede ao le an amen o de de i ados p e ixais em que oco em es es p e ixos, baseamo-nos num co pus de língua po uguesa, con emplando as a iedades do Po uguês de Angola e do Po uguês Eu opeu Con empo âneo. Assim, pa a a cons i uição do co pus, selecionamos dois dos jo nais de maio i agem e de e e ência nos dois espaços lusó onos, sendo eles o Jo nal de Angola e o jo nal Público, espe i amen e. Espe amos, pois, que os esul ados alcançados com es e abalho possam de algum modo con ibui pa a um melho conhecimen o da o mação de pala as em po uguês, mais conc e amen e no que oca à de i ação p e ixal nas duas a iedades do po uguês que aqui se analisa. Pala as-cha e: Fo mação de Pala as, P e ixação, Po uguês de Angola, Po uguês Eu opeu Con empo âneo Abs ac The de eloped wo k aims a s udying p e ixa ion, a e y equen p ocess in Po uguese language and ha , alongside he su ixal de i a ion and compounding, is one o he mo phological p ocesses pa icipa ing in lexical inno a ion. Since i was impossible o ea all, he p e ixal elemen s in ol ed a e ins an ia ed by an i-, des- and in- p e ixes and we p esen he e he desc ip ion and analysis o hese p e ixes ega ding hei mo phological, syn ac ic and seman ic p ope ies, p e ixes ha a e among he mos equen ly used in he o ma ion o new Po uguese wo ds de i ed by p e ixa ion. In o de o iden i y some p e ixal de i a i es in which hese p e ixes occu , we ely on a co pus o Po uguese language, including a ie ies o Angolan Po uguese and Con empo a y Eu opean Po uguese. So, o he es ablishmen o he co pus, we ha e selec ed wo o he e e ence newspape s wi h he la ges ci cula ion in he wo Po uguese-speaking spaces, he Jo nal de Angola and he newspape Público, co espondingly. We hope ha he esul s achie ed wi h his wo k can somehow con ibu e o a be e unde s anding o Po uguese wo d- o ma ion, speci ically wha is ela ed o p e ixal de i a ion in bo h a ie ies o Po uguese we in ended o analyze. Key wo ds: Wo d- o ma ion, P e ixa ion, Angolan Po uguese, Con empo a y Eu opean Po uguese i Lis a de ab e ia u as A…………..…...... Angola Adj……………..... adje i o Adap.……….…… adap ação C . ……………..... con e i Dic.Acad ……...… Dicioná io da Academia . ……………..… ancês g . ……………...... g ego i.e. ……………...... is o é in l……………….. in luência ing. …………......... inglês i …………….……. i aliano la ………….......…. la im N……………....…. nome P………………..... Público PA……………….. Po uguês de Angola PE………….……. Po uguês Eu opeu po …………….... po uguês Po Ed……......…. Po o Edi o a PP……….......…... pa icípio passado V………….…….. e bo ii Índice Ag adecimen os ............................................................................................................. iii Resumo ........................................................................................................................... i Abs ac ........................................................................................................................... Lis a de ab e ia u as ..................................................................................................... i 0. In odução ................................................................................................................... 1 0.1 Obje o e obje i o ....................................................................................................... 2 0.2 Me odologia do abalho .......................................................................................... 2 0.3 Plano de abalho ...................................................................................................... 3 Capí ulo 1 - A P e ixação ............................................................................................... 5 1. Ca ac e ização da p e ixação ................................................................................ 6 Capí ulo 2 - Cons i uição e Ca ac e ís icas do Co pus .............................................. 17 2.1 In odução ........................................................................................................... 18 2.2 Fon es do co pus .................................................................................................. 18 2.3 O ganização e alo es numé icos dos exemplos ex aídos do co pus ............ 20 2.3.1 Co pus de A. .................................................................................................. 20 2.3.1.1 Adje i os p e ixados com an i- ............................................................. 20 2.3.1.2 Nomes p e ixados com an i- .................................................................. 20 2.3.1.3 Adje i os p e ixados com des- .............................................................. 21 2.3.1.4 Ve bos p e ixados com des- .................................................................. 21 2.3.1.5 PP com des- ............................................................................................ 21 2.3.1.6 Reg essi os em que oco e des- ............................................................ 21 2.3.1.7 Nomes p e ixados com des- ................................................................... 21 2.3.1.8 Nomes de e bais em que oco e des- ................................................... 21 2.3.1.9 Adje i os p e ixados com in- ................................................................ 21 2.3.1.10 PP com in- ............................................................................................ 21 2.3.1.11 Adje i os em - el p e ixados com in- ................................................. 22 2.3.1.12 Nomes p e ixados com in- ................................................................... 22 2.3.1.13 Ve bos p e ixados com in- .................................................................. 22 2.3.2 Co pus de P. .................................................................................................. 22 2.3.2.1 Adje i os p e ixados com an i- ............................................................. 22 2.3.2.2 Nomes p e ixados com an i- .................................................................. 22 2.3.2.3. Adje i os p e ixados com des- ............................................................. 23 2.3.2.4 Ve bos p e ixados com des- .................................................................. 23 iii 2.3.2.5 PP com des- ............................................................................................ 23 2.3.2.6 Reg essi os em que oco e des- ............................................................ 23 2.3.2.7 Nomes p e ixados com des- ................................................................... 23 2.3.2.8 Nomes de e bais em que oco e des- ................................................... 23 2.3.2.9 Adje i os p e ixados com in- ................................................................ 24 2.3.2.10 PP com in- ............................................................................................ 24 2.3.2.11 Adje i os em - el p e ixados com in- ................................................. 24 2.3.2.12 Nomes p e ixados com in- ................................................................... 24 2.3.2.13. Ve bos p e ixados com in- ................................................................. 24 Capí ulo 3 - Análise e Desc ição dos Dados do Co pus ............................................. 26 3.1 In odução ........................................................................................................... 27 3.2 De i ados p e ixados com an i- ...................................................................... 27 3.2.1 An i-+Adj → Adj ‘con a X’ .................................................................... 27 3.2.2 An i-+N → N ‘con a’ ............................................................................... 29 3.3 De i ados p e ixados com des- ....................................................................... 32 3.3.1 Des-+Adj → Adj ‘não X’ .......................................................................... 32 3.3.2 Des- + V → V ‘ação con á ia’ ................................................................ 33 3.3.3 PP com des- → Adj ‘negação de X’: ....................................................... 35 3.3.4 Reg essi os em que oco e des-, na aceção de ‘ação con á ia’ ........... 36 3.3.5 Des-+N → N ‘Fal a de X’: ........................................................................ 36 3.3.6 N de e bais em que oco e des-: ‘não X ou al a de X’ ......................... 38 3.4 De i ados p e ixados com in- ......................................................................... 39 3.4.1 In-+Adj → Adj ‘Não X’ ........................................................................... 40 3.4.2 PP com in- → Adj ‘negação de Adj’ ....................................................... 41 3.4.3 In-+Adj- el → Adj ‘que não é susce í el de, que não pode i a se / o na (se)’.................................................................................................... 42 3.4.4 In-+N → N ‘Não X ou al a de X’ ............................................................ 44 3.4.5 In-+V → V ‘To na (-se) X’ ..................................................................... 46 Conside ações inais ..................................................................................................... 49 1. Bibliog a ia Ge al ................................................................................................. 54 2. Dicioná ios ............................................................................................................. 57 3. G amá icas His ó icas do Po uguês ................................................................... 58 4. Jo nais – Fon es do co pus ................................................................................... 60 Anexo ............................................................................................................................. 61 0. In odução 8 do nosso abalho, não descu ando, con udo, algumas e e ências a o mações he dadas do la im e do g ego, assim como a emp és imos, caso açam pa e do nosso co pus. Tendo em con a os c i é ios já enume ados, conside a-se, nalguns casos, a p e ixação como um p ocesso híb ido, ocupando um luga de on ei a en e a a ixação e a composição, is o é, si uando-se en e a su ixação e a composição (c . Vasconcelos 1916). Pa a aqueles pa a quem a p e ixação é um sub ipo de composição, isso signi ica ia que os p e ixos êm ca ac e ís icas semelhan es aos p imei os elemen os de compos os. Ou seja, como assegu a Olsen (2014: 36), « he eason o his was he his o ical awa eness ha many p e ixes o igina ed in p eposi ions and ad e bs ha occu ed as i s cons i uen s o compound». O a, se po composição os g amá icos his ó icos en endem o p ocesso que consis e na combinação de duas pala as pa a ep esen a uma ideia única, nessa combinação, nalguns casos, o p imei o elemen o é um p e ixo com o mesmo es a u o do segundo elemen o do compos o, o que signi ica que os dois êm, con o me a de inição, um es a u o au ónomo. Sendo assim, ica po sabe se esses p e ixos, conside ados independen es, podem unciona semp e au onomamen e na língua. Ao que nos é dado a sabe , al possibilidade ica além da ealidade, endo em con a a essência e a uncionalidade dos p óp ios elemen os p e ixais. Ainda quan o aos compos os, ou o aspe o conside ado é a elação que se es abelece en e os dois elemen os, ou seja, o de e minado (elemen o p incipal), que p ecede o de e minan e (elemen o secundá io). Po ém, como ques iona Rio-To o (2014: 25), ica po sabe se ambém assim é en endido quando o compos o se az po p e ixação. Em suma, conside a a p e ixação como um p ocesso híb ido, si uando-se en e a a ixação e a composição, não nos pa ece que seja uma classi icação plausí el, dado que, con o me sabemos, os p e ixos possuem ca ac e ís icas p óp ias, di e en es das da pala a (au ónoma). De e e i , po im, que a maio ia dos g amá icos his ó icos deu mais impo ância à o igem p eposicional dos p e ixos que ao es a u o uncional des es, po oposição ao das p eposições. Embo a os p e ixos possam se po ado es de ca ac e ís icas comuns com as p eposições, di e gem em á ios aspe os, nomeadamen e a au onomia das p eposições / 9 não au onomia dos p e ixos, e, sob e udo, as p op iedades mo ológicas, sin á icas e semân icas dos p e ixos, aspe os esses que julgamos impo an es pa a a eo ização e classi icação des e subg upo de o mação de pala as. Como se no ou, a maio ia dos g amá icos his ó icos inse e a p e ixação na composição pelo ac o de os p e ixos se e em o iginado em p eposições e ad é bios, o que lhes con e e um es a u o au ónomo. Po oposição, O honiel Mo a ([1916] 19378), B and Ho a ([1930?] s.d.3), Manuel Said Ali ([1931] 19643), Joseph Hube ([1933] 1986) e Jaime de Sousa Ma ins ([s.d.] 19372) azem uma no a pe spe i a do es udo da p e ixação. Pa a esses g amá icos his ó icos, a p e ixação, assim como a su ixação in eg am o g upo da de i ação, que, segundo Said Ali ([1931] 19643), e a já a pe spe i a dos neog amá icos da época. Como se cons a a, é um núme o bas an e eduzido que iden i ica a p e ixação como um p ocesso de i a i o, compa a i amen e à maio ia dos g amá icos que a classi icam como um sub ipo de composição 4 . É pois com au o es como os úl imos a ás e e idos que pela p imei a ez se começa a dis ingui de i ação de composição, assim como os sub ipos de de i ação, a p e ixação e a su ixação, um aspe o não só ino ado , mas ambém de e minan e ela i amen e à á ea de o mação de pala as, mais p ecisamen e à de i ação. Em g amá icas não his ó icas ambém é a ibuída aos p e ixos a au onomia no que ange ao p ocesso de o mação de pala as po p e ixação. En ende-se que «os p e ixos são mais independen es que os su ixos, pois se o iginam, em ge al, de ad é bios ou de p eposições que êm ou i e am ida au ónoma na língua» (c . Cunha e Cin a (1984: 85)). Embo a se conside e a o igem p eposicional e ad e bial dos p e ixos, as g amá icas não his ó icas que escolhemos, nomeadamen e Cunha e Cin a (1984), Ma eus e al. (20035), Becha a (200937) e Houaiss (2012) 5 in eg am a p e ixação na de i ação. Além disso, nas e e idas g amá icas, ese a-se um capí ulo au ónomo sob e a o mação de pala as, o que já cons a a em algumas g amá icas his ó icas, nomeadamen e nas de Ca l on Reinha ds oe ne (1878), J. Lei e Vasconcellos ([1911] 19593), O honiel Mo a 4 Segundo Va ela & Ga cía (1999: 4995), essa ques ão não é em e mos absolu os, pois «no es posible, sin emba go, encaja oda la p e ijación en la composición, ya que hay p e ixos (las p eposiciones no sepa ables o p e ixos ‘cul os’) que no ienen au onomia p op ia o que no se pueden iden ica com una p eposición (des-amo , supe -do ado, ex-aluno, pos-concilia )». 5 Não conside amos a g amá ica de Raposo e . al. (2013) po que, como é sabido, ainda não saiu o olume e e en e à mo ologia. 10 ([1916] 19378), Manuel Said Ali ([1931] 19643), Joseph Hube ([1933] 1986) e Ca olina Michaëlis de Vasconcellos ([1946] s.d.). Des acamos, ambém, que, de en e as g amá icas não his ó icas selecionadas, a de Cunha e Cin a (1984) oi uma das p imei as a in eg a um capí ulo au ónomo sob e a o mação de pala as. Pa a es es dois úl imos au o es, que os p e ixos, que os su ixos são elemen os que pa icipam no p ocesso de o mação de no as pala as, al e ando o signi icado das bases a que se soldam, dis inguindo-os, do p ocesso de composição, em que duas bases se jun am pa a o ma em uma no a pala a com um signi icado au ónomo. Impo a des aca que a g amá ica de Ma eus e . al. (2003), na sua 5ª ed. e is a e aumen ada em ca ac e ís icas mui o di e en es, que em e mos de es u u a, que em e mos de con eúdo, mais conc e amen e na pa e da mo ologia, que é aquela que nos in e essa pa a es e abalho. Nessa secção, os p ocessos de o mação de pala as, a de i ação e a composição, são a ados numa pe spe i a da mo ologia gene a i a. Ainda que nem semp e odos os concei os es ejam bem explíci os, são isí eis, con udo, as eg as subjacen es aos p ocessos de o mação de pala as p opos as po au o es gene a i is as. Do mesmo modo, as g amá icas de Becha a (200937) e Houaiss (2012) 6 são comple amen e di e en es, pois não es ão o ganizadas pelas classes de pala as, mas sim po ní eis de análise, igu ando como pa es au ónomas, onde se desc e e as á eas do es udo da linguís ica. Pe co endo as á ias g amá icas, obse a-se que apesa de se e e i icado um g ande a anço nos es udos sob e a p e ixação, uma á ea que pe ence à de i ação, é-lhe a ibuída uma impo ância meno ou mesmo secundá ia ela i amen e à su ixação. Po ou o lado, subsis em di e gências no a amen o de algumas o mações, sob e udo quando o p e ixo coincide que o mal que seman icamen e com uma p eposição, al como podemos encon a em Nunes (2011: 41), que a iança que «p eposições e p e ixos con ibuem pa a o p incípio ge al de economia da língua, já que a uma mesma o ma co espondem duas ealidades dis in as». 6 Não conside amos a g amá ica de Raposo e . al. (2013) po que, como é sabido, ainda não saiu o olume e e en e à mo ologia. 11 Po an o, ela i amen e ao enquad amen o da p e ixação, desde semp e os p e ixos êm sido a ados na sua elação com as p eposições que es ão na sua o igem, azão po que se conside a a a p e ixação como uma subclasse da composição. Tendo em con a essa elação, Rio-To o (2014: 35) assegu a que «a língua po uguesa e a olhada po compa ação com a língua la ina, e po consequência aquilo que hoje denominamos de p e ixos são is os como p eposições que uncionam como p e ixos». Essa conceção icou ul apassada, pois, a ualmen e, a p e ixação é um sec o de o mação de pala as di e en e da composição, um subcampo au ónomo, pe encen e à de i ação, como ambém ealça Liebe (2014: 50), quando indica que «[…] de i a ion is opposed o in le ion, and compounding», embo a haja ainda o es pon os de con ac o en e es as. De ido a isso, Olsen (2014: 26) assegu a que «de i a ional mo phology oge he wi h compounding cons i u es he ield o wo d o ma ion which s udies he c ea ion o new lexemes». Assim, o p e ixo é um a ixo que oco e à esque da de uma pala a base, azendo pa e de um p ocesso de i acional, não esul ando de um p ocesso de composição. O p e ixo é, pois, uma o ma p esa, sem au onomia na língua, não podendo, po isso, a ibui -se-lhe uma ca ego ia sin á ica. De des aca , po an o, que os p e ixos não uncionam como o ma p esa e li e simul aneamen e, como já ha ia a es ado Said Ali ([1931] 19643: 229), ao e e i que «os p e ixos, al como os su ixos, são elemen os o ma i os sem au onomia». Embo a se enham o iginado em p eposições e em ad é bios, os elemen os que a ualmen e são p e ixos não podem unciona como i ens au ónomos. Realçamos, po im, que, além de a p e ixação se hoje um p ocesso au ónomo, é ambém um p ocesso bas an e equen e na língua po uguesa que consis e na o mação de no as pala as a pa i de uma já exis en e, pa icipando, assim, na ino ação lexical. Não obs an e, como já e e imos, é conside ado po alguns como um p ocesso de i acional menos complexo, ocupando uma posição secundá ia compa a i amen e à su ixação. Pa a essa “meno ” complexidade da p e ixação con ibuem algumas ca ac e ís icas a ibuídas aos p e ixos, as quais discu i emos mais adian e. Além de a p e ixação se es udada que ao ní el de algumas g amá icas his ó icas que de algumas não his ó icas, é ambém ei a uma abo dagem desse subg upo de 12 o mação de pala as, em á ios es udos e disso mesmo da emos con a, epo ando-nos a au o es amplamen e conhecidos. An es, gos a íamos de chama a a enção pa a á ios ou os abalhos (de dimensões dis in as) sob e o po uguês que ambém abo dam o es udo da p e ixação. Aqui, conside amos unicamen e os abalhos mais ele an es, pois, na impossibilidade de analisa odos, selecionámos só alguns pa a o nosso abalho, nomeadamen e os de Co eia (1992), Pe ei a (2000), Villal a (2003), Cae ano (2003), Rio-To o (2004) e Nunes (2011). E pa a o po uguês do B asil, Basílio (1980), Rocha (2003), Gonçal es (2012). Se á ainda ei a, pa a o po uguês de Angola, e e ência a Cambu a (2014). Quan o ao po uguês eu opeu, como se pode obse a , um dos p imei os dos abalhos mais ecen es, embo a não es udando oda a p e ixação, é a disse ação de mes ado de Co eia (1992), em que é ei o um a amen o exaus i o do p e ixo an i-, discu indo-se a possibilidade de o mesmo p e ixo desencadea al e ações ca ego iais, ópico que e oma emos mais adian e, na desc ição e análise dos dados do co pus. À semelhança de Co eia (1992), Pe ei a (2000) e Rio-To o (2004) de endem que os p e ixos a(d)-, en- e es- ap esen am a pa icula idade de da o igem a p odu os he e oca ego iais, e balizando bases nominais e adje i ais, desencadeando, po isso, al e ações ca ego iais. Basílio (1980), Villal a (2003), Cae ano (2003), Rocha (2003) e Cambu a (2014) conside am a de i ação p e ixal um p ocesso que az pa e da de i ação, ca ac e izando- -se pela não au onomia dos seus elemen os e não endo es es qualque pode de al e ação ca ego ial das bases a que se jun am. Nunes (2011) e Gonçal es (2012) conside am a p e ixação como um p ocesso he e ogéneo, endo em con a a indi idualidade de cada elemen o p e ixal, o que de e mina á a classi icação da p e ixação, podendo, des e modo, se um p ocesso de i acional, de adjunção ou de composição. Depois de des aca mos os abalhos sob e o po uguês eu opeu, ap esen amos, po ago a, algumas eo ias ela i amen e à p e ixação, na pe spe i a da mo ologia 13 gene a i a, de ês au o es que julgamos de e minan es, que passamos a abo da de seguida: Siegel (1974) é um dos p imei os mo ólogos ecen es a p ocede à dis inção en e classes de a ixos, es abelecendo dois g upos: a ixos de classe I e a ixos de classe II. De aco do com Siegel, os a ixos de classe I são os esponsá eis pela a ibuição do acen o e pela al e ação da ca ego ia sin á ica, sendo ambém aqueles que se jun am em p imei o luga a uma base complexa (no caso de ela se po ado a de dois ou mais a ixos de i acionais). Pelo con á io, os a ixos de classe II não in e e em nem no acen o nem na ca ego ia sin á ica. Como ambém e e e Baue (2014: 131), «in English, a ixes a e di ided in o Class I a ixes such as a-, en-, in-, -able, -al]Adj, -(a) ion, -ee, -ese, -ic, and o he s and Class II a ixes such as un-, -al]Noun , -e , -hood, -less, -men , -ness, -y]Adj and o he s. Whe e s ings o a ixes occu , Class I a ixes occu close o he base han Class II a ixes. So un- has o p ocede en- in unenjoyable because un- is Class II and en- is Class I; and in sizeableness, Class I -able has o p ocede Class II -ness». O au o ac escen a que « he e a e a leas wo p oblems wi h his app oach. The i s is ha he e a e oo many excep ions, like con ain-e -ize, which b eak he ules o no ob ious eason. The second is ha he e a e many wo ds wi h sequences o Class I a ixes o sequences o Class II a ixes which his app oach does no p o ide any help wi h». Na eo ia de Siegel (1974), os a ixos que o au o conside a de classe II em inglês, são p e ixos em po uguês, po não se em esponsá eis que pela ca ego ia sin á ica que pelo acen o, na medida em que a pala a de i ada po p e ixação man em a mesma ca ego ia sin á ica e o mesmo acen o da pala a base. Williams (1981), com o concei o de núcleo de pala a 7 , acaba po conco da com a p opos a de Siegel, pois obse a que nas pala as complexas de i adas po ado as de p e ixos e su ixos o núcleo é o elemen o que se encon a mais à di ei a, sendo es e, no caso das pala as complexas de i adas um su ixo de i acional. Es a posição é mo i ada pela cons a ação de que, em ge al, os su ixos de e minam a ca ego ia sin á ica das pala as em que oco em. Po ém, ela i amen e às pala as complexas compos as do 7 De aco do com Williams (1981: 248), «in mo phology we de ine he head o a mo phologically complex wo d o be he igh -hand membe o ha wo d». 14 po uguês em que é possí el iden i ica o núcleo es e ica à esque da 8 . Po exemplo, em cou e- lo , cou e é o núcleo, já que se a a de ‘um ipo especí ico de cou e’. Em con apa ida, im de semana não em núcleo, pois não se a a nem de ‘um ipo especí ico de im’, nem de ‘um ipo especí ico de semana’. Po an o, os compos os compo am duas ou mais bases na sua es u u a in e na, sendo que o núcleo é necessa iamen e uma e só uma das bases do compos o, aquela que ca ego iza o malmen e o compos o na sua o alidade, con o me o exemplo ap esen ado. Scalise (1983), como é sabido, p opõe a Hipó ese de Rami icação Biná ia. Pa a o au o , uma pala a complexa é semp e bi ami icada. Sendo assim, nas pala as o madas po p e ixação, a ami icação é ei a à esque da, ao con á io do que se e i ica quando a pala a é o mada po su ixação, em que a ami icação acon ece à di ei a. Se o uma pala a complexa de i ada com mais do que um a ixo, e emos, pois, uma es u u a ecu si amen e biná ia. Nes a hipó ese de Scalise (1983), a qual e oma as de Siegel (1974) e Williams (1981), se uma pala a complexa o po ado a de a ixos p e ixais e su ixais, a es u u a ecu si amen e biná ia de e á da con a da junção pos e io do p e ixo. Ou seja, à base, jun a-se um a ixo de cada ez, como cla amen e A ono (1976: 63) já ha ia conside ado, quando e e e que « he mo phophonological ope a ion is phonologically unique», e nessa junção o p e ixo solda-se à base em úl imo luga . No seguimen o da eo ia de A ono , Scalise (1984: 206) de ende, po an o, uma es u u a biná ia «in wo s eps: i s su ixa ion c ea es a possible 9 , hough no necessa ily exis en wo d, and second, p e ixa ion gene a es he es o he o m». O a, is o acaba po , em ce a medida, coloca em causa a Hipó ese Base-Pala a de A ono (1976), segundo a qual uma no a pala a se o ma semp e de uma pala a já exis en e e, que a no a pala a, que a pala a que lhe deu o igem pe encem a classes lexicais maio es (Nomes, Adje i os e Ve bos, no en ende do au o ). Embo a al não aça pa e dos obje i os do nosso abalho, não que emos deixa de e e i que, na mo ologia gene a i a, po odas as azões apon adas, o concei o de 8 Em Inglês, como obse a Fabb (1998: 66), «compounds which ha e a head a e called ‘endocen ic compounds’. A head o a compound has simila cha ac e is ics o he head o a ph ase: i ep esen s he co e meaning o he cons i uen , and i is o he same wo d class. Fo example, in sneak- hie , hie is he head (a sneak- hie is a kind o hie ; hie and sneak- hie a e bo h nouns). Compounds wi hou a head a e called ‘exocen ic compounds’». O au o e e e, po im, que «endocen ic compounds end o ha e heads in a language sys ema ically on ei he he igh (English) o le (Vie namese, F ench)» (c . Fabb 1998: 67) 9 Sublinhado meu. 15 pa assín ese na de inição adicional de p ocesso de o mação de pala as em que há junção simul ânea de p e ixo e su ixo a uma base, ge ando uma es u u a e ná ia, enquan o al, não exis e. De e e i po im que, nos exemplos que se ão analisados no capí ulo seguin e, como e i ica emos, nem semp e as o mações em que oco em os elemen os p e ixais pode ão se analisados de aco do com a p opos a de Scalise (1983). Chegado a esse pon o, cabe-nos ece algumas conclusões sob e o p ocesso de o mação de pala as po p e ixação: Ti ando algumas g amá icas his ó icas do po uguês, já quase não se discu e se a p e ixação é um p ocesso que az pa e da de i ação ou da composição. Assumimos nes e abalho que a p e ixação é um p ocesso de i acional. Des e modo, os p e ixos são semp e elemen os de i acionais que se ca ac e izam pela não-au onomia. Po ou o lado, os su ixos podem se lexionais (su ixos de géne o e núme o, no caso de nomes e de adje i os, e de pessoa-núme o, empo-modo-aspe o, no caso dos e bos), ou ambém de i acionais, quando se em pa a ge a em no as pala as, a pa i de uma o ma de base. Fazendo pa e de um p ocesso de i acional, uma das ca a e ís icas mais ma can es da p e ixação é o ac o de não ha e eca ego ização, uma ez que a ca ego ia da pala a base e a da pala a de i ada coincidem, azão que é mui as ezes apon ada pa a desc e e a p e ixação como um p ocesso menos complexo do que a su ixação de i acional. Assim, com base no seu compo amen o ípico, os p e ixos não in e e em no cálculo da ca ego ia sin á ica da pala a em que oco em, po exemplo humanoAdj-desumanoAdj, aze V- e aze V, como ambém não de e minam o alo das ca ego ias mo ológicas, mo ossin á icas e mo ossemân icas ele an es, como em insc içãoN[+ eminino,+singula ]-p é- insc içãoN[+ eminino,+singula ]). En e an o, po não se em eca ego izado es, os p e ixos só in e êm em p ocessos de adje i ação deadje i al, nominalização denominal e e balização de e bal (po ex.: legal/ilegal, pagamen o/p é-pagamen o, aze / e aze ) 10 . De ealça ainda que os p e ixos não são esponsá eis pela a ibuição do acen o ( eliz/in eliz). 10 Os su ixos, como é sabido, oco em em dez p ocessos (nominalização denominal / deadje i al / de e bal, adje i alização denominal / deadje i al / de e bal, e balização denominal / deadje i al / de e bal e ad e bialização deadje i al). 16 Toda ia, Villal a (2003) conside a que alguns p e ixos se compo am, às ezes, como su ixos. Sendo assim, o mações como acaule 11 e an i- ugas de e minam odas as p op iedades g ama icais das pala as em que oco em, ou seja, são, de aco do com a au o a, o núcleo des as es u u as, pois os exemplos são adje i os de i ados de nomes (caule e ugas) po p e ixação (a- e an i-). Esses casos, não são, con udo, equen es no po uguês, o que se comp o a que os p e ixos não são, em ge al, esponsá eis pela al e ação da ca ego ia sin á ica. Também são e e idos exemplos como c eme an i- ugas, lu a an i-d oga, em Viñas & Cae ano (2010), mas es es au o es não apon am o p e ixo an i- como sendo o núcleo das o mações acima indicadas. À semelhança de Villal a (2003), Co eia & Lemos (2005: 24) assegu am que « em indo a se demons ado que ce os p e ixos ( ais como an i-, a- p ó) são passí eis de al e a em a ca ego ia da base», ap esen ando exemplos como (mo alN → amo alAdj, ugasN → an i- ugasA e independênciaN → p ó-independênciaAdj). Os p e ixos podem, con udo, al e a a es u u a de subca ego ização da base à qual se associam, como em con ia (em) / descon ia (de), gos a (de) / desgos a a. Nesses casos, como se pode obse a , os p e ixos al e am algumas das p op iedades a gumen ais da base, embo a sejam casos mui o esiduais no po uguês, oco endo apenas em alguns e bos 12 . A é aqui, ap esen ámos ês pe spe i as do es udo da p e ixação, começando com aquela que é ei a nas g amá icas his ó icas. Em seguida, des acámos igualmen e as g amá icas não his ó icas, de modo a e i ica mos o a amen o desse subg upo de o mação de pala as. Conside ámos, po im, o es udo que é ei o em pe spe i as mo ológicas mais ecen es, pe spe i a essa em que nos basea emos na desc ição e análise dos dados do co pus, no capí ulo seguin e. 11 Con udo, Villal a (2008: 118) obse a o seguin e: «no en an o, ambém é possí el que acaule seja um galicismo, sendo a sua o mação es anha à mo ologia do Po uguês. Todos os ou os casos conhecidos de p e ixação em a- são casos em que a ca ego ia da base é p ese ada (c . a-no mal, a-g ama ical, a-polí ico) e casos de es u u as pa assin é icas, como a- i amin-ose». 12 Como ambém e e em Va ela & Ga cía (1999: 5003), «sólo unos pocos p e ijos p oducen alguna al e ación en la es u u a a gumen al de la base léxica, si bien es os câmbios a gumen ales no se p oducen de o ma gene al y sis emá ica en odas palab as compleyas que incluyen el p e ijo com ese de e minado alo semán ico». Capí ulo 2 - Cons i uição e Ca ac e ís icas do Co pus 24 2.3.2.9 Adje i os p e ixados com in- ilegal 7, ilíquido 2, imemo ial, impopula , imp e is o 3, imp odu i o, incons i ucional 4, independen e 18, ine icien e, inequí oco 4, inexis en e 2, in o mal 5, ino ensi o, insol en e, insuspei o, in ansigen e 2, in ulga , i ealis a 2.3.2.10 PP com in- ime ecido, impossibili ado, inacabado 2, inal e ado, incon o mado, indesejado 2, inde ido, indisc iminado, inespe ado 10, injus i icado, i e le ido 2 2.3.2.11 Adje i os em - el p e ixados com in- impensá el, imponde á el, imp escindí el, imp e isí el 3, inabalá el, inac edi á el, inadmissí el, incalculá el, incansá el, incompa í el 4, incon ac á el 2, incon olá el, indesejá el, indi e enciá el, indiscu í el 4, indispensá el 2, indisponí el, inegá el, inesquecí el 2, in alí el, ingo e ná el, inques ioná el 2, inso ismá el, insubs i uí el, in e miná el, in ocá el, in agá el 29, in ansponí el 3, i esis í el, i esponsá el, i e e sí el 2.3.2.12 Nomes p e ixados com in- ilegalidade, imp a icabilidade, imp e isibilidade, inabi ação, ince eza 3, incompa ibilidade 4, incompe ência 2, incomp eensão, incump imen o 10, independência 12, independen is a 3, inexis ência, in o malidade 2, insa is ação 2, insegu ança, insol ência 26, in ansigência 2, i azoabilidade, i ealis a 3, i egula idade 3, i esponsabilidade 2.3.2.13. Ve bos p e ixados com in- impossibili a 2, incapaci a , incompa ibiliza , incump i , in alida Salien amos que en amos ag upa os de i ados, endo em con a que a ca ego ia sin á ica, que a o ma como os de i ados são pa a aseados, sendo que as pa á ases en am da con a da o ma mais ap oximada possí el do alo que os p e ixos con e em às bases a que se jun am pa a o ma um de i ado. No en an o, há casos, nomeadamen e an ico po (c . no a 15) em que deixou de ha e , pelo menos na maio pa e dos con ex os em que oco em, composicionalidade, pe dendo a anspa ência semân ica, ainda que se 25 man enha a anspa ência ao ní el da o ma. Pe cebe-se, po exemplo, que an ico po o malmen e deco e da junção de an i-+co po, mas já não é pa a aseado po ‘con a o co po’. No anexo, emos a e e ência do jo nal, com a indicação do dia, mês e ano, seguida da e e ência ab e iada da página e, po úl imo, o de i ado, que apa ece na o ma de oco ência no co pus (singula /plu al, eminino/masculino). Man i emos as epe ições, o que signi ica que cada linha da abela co esponde a uma oco ência. Capí ulo 3 - Análise e Desc ição dos Dados do Co pus 27 3.1 In odução Nes e capí ulo, ap esen a emos a desc ição e a análise dos exemplos ecolhidos no co pus, endo em conside ação o p ocesso de o mação de pala as po p e ixação. Es e subg upo de o mação de pala as é uma á ea que dispõe já de alguns es udos pa a o po uguês, embo a, an o quan o sabemos, sejam mui o escassos aqueles em que se con on a o Po uguês Eu opeu e o Po uguês de Angola. Fo mação de pala as é, de aco do com Cunha & Cin a (1984: 85), «o conjun o de p ocessos mo ossin á icos que pe mi em a c iação de unidades no as com base em mo emas lexicais. U ilizam-se assim, pa a o ma as pala as, os a ixos de de i ação ou os p ocedimen os de composição». Dos á ios p e ixos disponí eis pa a o mação de no as pala as em po uguês, é apon ado na li e a u a (c ., po exemplo, Villal a 2008), que os que exp imem negação, nomeadamen e an i-, des- e in- são dos mais equen es. Des e modo, é nosso obje i o es uda es es ês p e ixos que con e em o alo de negação às bases, discu indo o ipo de bases que selecionam, os p ocessos em que pa icipam e como são pa a aseados os seus de i ados. Ou seja, em unção dos aspe os mo ológicos, sin á icos e semân icos, p ocu a emos de e mina se os p e ixos an i-, des- e in- es ão em conco ência/compe ição/ i alidade. A segui , segue-se, en ão, a desc ição e análise dos dados ecolhidos: 3.2 De i ados p e ixados com an i- Nes e g upo, os de i ados p e ixados com an i- ap esen am-se dis ibuídos em dois subg upos. No p imei o, o p e ixo jun a-se a bases adje i ais e no segundo a bases nominais, como se pode obse a : 3.2.1 An i-+Adj → Adj ‘con a X’ Os de i ados adje i ais são no o al 11 (onze), dos quais 7 (se e) de A. e qua o (4) de P., con o me passamos a analisa de seguida: 28 A. an ialé gico 17, an i-blindado, an icas is a 2, an i-impe ialis a, an ipessoal, an i e o i al, an i e o is a P. an ibió ico, an ioxidan e, an ipsicó ico, an i- e o í ico 2 As o mações que se ap esen am acima, como se pode obse a , são adje i os complexos que em A. que em P., sendo pa a aseados po ‘con a X’. Nes as o mações, exce uando an i-blindado que, po um p ocesso de con e são, passou a adje i o, o p e ixo an i- jun a-se a adje i os complexos denominais aos quais con e e o alo de oposição, cooco endo com os su ixos adje i ais -ico (an ialé gico, an ipsicó ico, an i- e o í ico), -is a (an icas is a, an i-impe ialis a, an i e o is a) -al (an i e o i al) 14 e -n e (an ioxidan e). An icas is a, an i-impe ialis a e an i e o is a são o mações que êm como con apa e um de i ado em -ismo, sendo pa a aseados nomeadamen e como ‘pa idá io do an icas ismo, an i-impe ialismo e an i e o ismo’. Essa elação en e os su ixos -ismo/-is a pode, de aco do com Ga cía (1999: 138), «es ablece se en los seguien es é micos: a palab a en -ISTA supone una palab a de i ada en -ISMO, pe o no oda palab a en -ISMO iene su co espondência en -ISTA (a eísmo - *a eís a/ a eo, pla onismo - *pla onis a / pla ónico). Conside ando essa elação, e de aco do com os exemplos, os adje i os em -is a podem se analisados a pa i da o ma em -ismo. De e e i ainda que em an i-impe ialis a não só se a a de um adje i o complexo, mas ambém de um de i ado com uma es u u a ecu si a em que cooco em dois su ixos adje i ais -al e -is a, espe i amen e. No caso de an ibió ico, obse amos nos dicioná ios in o mações e imológicas dis in as. Assim, em Houaiss (2003) de an i- + bió ico, po in l. do . an ibio ique, à semelhança de Machado (19773). Em oposição, em Dic.Acad (2001) indica-se se o iundo do g . Em Cunha (19872), não oco e a o mação an ibió ico, mas bió ico, do . bio ique, 14 Em Houaiss (2003), pessoal é uma o ma he dada do la . 29 sendo de i ado do g ego bio ikós. Tendo em con a essas in o mações e imológicas, é mais p o á el que an ibió ico seja um decalque do . e não uma o ma de i ada em po uguês. Ou a o mação a des aca é an i-blindado que não cons a em nenhum dicioná io consul ado. Oco e, po ém, a o ma blindado que é ido como PP de blinda . Po sua ez, blinda oco e em Machado (19773), Co ominas & Pascual (1984), Cunha (19872), Dic.Acad. (2001) e Houaiss (2003), onde se indica “do . blinde , que de i a do alemão blenden”. Assim, de aco do com es e úl imo dicioná io, o p e ixo an i- jun a -se-á a um e bo na sua o ma pa icipial, o qual esul a de um emp és imo do . De e e i , po im, que as o mações an icas is a e an i- e o í ico ambém não oco em em nenhum dicioná io consul ado, mas, como se pode e i ica , à semelhança dos ou os, são o mações anspa en es ao ní el da o ma e do signi icado. 3.2.2 An i-+N → N ‘con a’ São no o al 15 (quinze) de i ados nominais p e ixados com an i-, 6 (seis) oco em em A. e 9 (no e) em P., con o me se ap esen am: A. an ib anqueamen o, an ico po 15 2, an ico upção, an i-Es ado Islâmico, an i oubo, an i anque 2 16 P. an i-Assad 3, an i-coligação, an i-en elhecimen o, an iglobalização, an iglu ama o, an i- imig ação 17 2, an i-Sa kozy, an i-sis ema, an i-s ess 3 Nes e g upo, o p e ixo an i- jun a-se que a de i ados (complexos) que a pala as simples. Quan o às o mações complexas, o p e ixo an i- cooco e com elemen os su ixais o mado es de nomes, nomeadamen e -ção, -men o e -a o, con e indo igualmen e 15 Em Houaiss (2003), “imunoglobulina sin e izada po lin óci os B, in eg an e da memb ana plasmá ica dessas células ou sec e ada no plasma sanguíneo em eação à en ada no o ganismo de uma subs ância es anha (an igénio) ”. 16 Em Houaiss (2003), de “an (i)-+ anque, po in l. do ing.”. P o a elmen e, se á decalque do ing., não endo sido o mado em po . 17 Po ém, em Houaiss (2003) oco e an i-imig an is a pa a aseado po ‘con a X’. 30 o signi icado de ‘con a X’. Nalguns casos, a elação de oposição é ei a median e a in enção de ‘p e eni ’ aquilo que é designado pela base nominal. Assim, an ib anqueamen o, an ico upção, an i-en elhecimen o, an iglu ama o, an i oubo e an i-s ess são pa a aseados po ‘que p e ine/comba e X’, nes es casos, ‘b anqueamen o, co upção, en elhecimen o, glu ama o, oubo e s ess’. Nos ou os casos, os de i ados ence am exclusi amen e o alo de oposição. Des e modo, ‘an i-coligação, an iglobalização e an i-imig ação’ são pa a aseados po ‘con a X’, is o é, ‘con a a coligação, a globalização e a imig ação’. Rela i amen e a an i anque, es e é ambém pa a aseado po ‘con a X’. Segundo Co eia (1992), pa ece e ha ido, con udo, uma al e ação semân ica do p e ixo, pois, po exemplo, em an i anque, o signi icado pa ece se o de ‘de esa’, assim como em an imíssil e an iaé eo. As o mações, an i-Assad, an i-Sa kozy são ambém pa a aseados po ‘con a X’. Embo a es as o mações não sejam em g ande núme o no nosso co pus, Real (2009: 727) e e e que «en el langue del pe iodismo an i- p ecede com ecuencia a nomb es p opios, sean o no an opónimos», ap esen ando exemplos como an i-Sancho, an i-Baudelai e, an i-Buca am, an i-Lagos, an i-ONU e an i-OTAN. À semelhança dos nomes p óp ios, oco em ambém equen emen e o mações que exp imem ideias, sis emas polí ico- ideológicos, con o me dois dos exemplos do co pus, nomeadamen e an i-Es ado Islâmico e an i-sis ema. Apesa de Real (2009) da con a da equência desses de i ados, es es, po co esponde em a necessidades exp essi as de um momen o, deco em de um p ocesso ansi ó io, sendo que, à pa ida, mui os deles não se encon am a es ados nos dicioná ios, como e emos de seguida. De salien a que a maio pa e dos de i ados nominais de P. não oco em nos dicioná ios que u ilizamos, nomeadamen e, Machado (19773), Co ominas & Pascual (1984), Cunha (19872), Dic.Acad. (2001) e Houaiss (2003), assim como an ib anqueamen o, e an i-Es ado Islâmico de A. En e an o, an i-en elhecimen o, an iglobalização, an i-s ess oco em no dicioná io da Po Ed. (2015). 31 Em de i ados dos do ipo des e g upo, po se o ma em sob e uma base nominal, Co eia (1992) conside a que o p e ixo an i- desencadeia al e ações ca ego iais, con apondo-se à ideia de que os p e ixos não são esponsá eis pela al e ação da ca ego ia sin á ica. Assim, de aco do com a au o a, mani es ações an i-Bush, p o es os an i- Go ba cho , de esa an imísseis e sis emas de ala me an i- oubo são exemplos que pa en eiam uma al e ação da ca ego ia da base, ou seja, há uma al e ação de nome pa a adje i o 18 . Segundo Co eia (1992: 143), « odos os subs an i os em an i- esul am da con e são dos adjec i os homónimos, sendo que a p e ixação po an i- sob e uma base nominal o igina semp e um adje i o», chegando mesmo a p opo que odas as en adas em an i- de e iam se ca ego ialmen e classi icados como adje i os. Se nos cingi mos no p ocesso de con e são, sabemos que es e é ex ensi o ambém a ou as classes como e bos, adje i os, e c. e não só a nomes. En e an o, o a gumen o ap esen ado pela au o a, po si só, não esul a ia, pela azão apon ada, uma ez que a con e são não é um p ocesso mo ológico de o mação de pala as. Po an o, o p e ixo an i- pode jun a -se que a bases adje i ais que a bases nominais, con e indo-lhes o alo de oposição, podendo os de i ados se pa a aseados como ‘con a X’. As o mações que não oco em nos dicioná ios, como acima mos amos, são conside adas po alguns como neologismos, mas, como sabemos, a não diciona ização não é, só po si, um c i é io segu o pa a que de e minada unidade seja neológica. Impo a, po im, no a que, que as bases adje i ais complexas que as nominais, se o mam segundo a Hipó ese de Rami icação Biná ia p opos a po Scalise (1983). Ou seja, nes as o mações emos uma es u u a ecu si amen e biná ia em que a junção do p e ixo an i- é pos e io à dos su ixos, con o me os exemplos que ap esen amos. 18 Co eia (1992: 29) assegu a ainda que «encon amos esse compo amen o eca ego izado não só em elação a an i- e p ó, como ambém em elação a ou os p e ixos: in e em (comboio in e -cidades), in a- em ( o mação in a-emp esas), e c.» 32 3.3 De i ados p e ixados com des- Os de i ados p e ixados com des- ap esen am-se di ididos em seis subg upos, nomeadamen e com bases adje i ais, com bases e bais, com PP, eg essi os, com bases nominais e nomes de e bais em que oco e o mesmo p e ixo. Assim, segue a análise, obedecendo à o dem ap esen ada acima: 3.3.1 Des-+Adj → Adj ‘não X’ São no o al 12 (doze) de i ados adje i ais p e ixados com des-, 6 (seis) pa a cada um, con o me se ap esen am abaixo: A. descon en e, desigual, desleal, desnecessá io, deso dei o, desumano P. descon en e 2, des a o á el 2, desigual, desnecessá io 2, deson oso, desumano 2 Nos exemplos que se ap esen am acima, o p e ixo des- jun a-se maio i a iamen e a pala as simples (descon en e, des a o á el, desigual, desleal, desnecessá io, desumano) e, em núme o eduzido, a pala as complexas (deson oso e deso dei o), obse ando-se a cooco ência en e o p e ixo des- e os su ixos adje i ais -oso e -ei o. Há ainda dois de i ados que ecolhemos, nomeadamen e desconce an e e descon o á el em que a o mação adje i al não esul a da junção de des- a um adje i o, mas sim da junção dos su ixos adje i ais, espe i amen e -n e e - el a emas e bais de e bos p e ixados com des- pa a da luga a um adje i o (desconce a-+-n e; descon o a+- el). Toda ia, no Dic.Acad. (2001) a e imologia que é dada pa a descon o á el é (des-+con o á el). Conside amos essa o mação e ada, uma ez que o p e ixo des- não se jun a a de i ados e minados em - el, sendo al da esponsabilidade do p e ixo in-, como e emos mais adian e nas o mações p e ixadas po es e úl imo p e ixo. De e e i que em des a o á el o p e ixo des- não se jun a a uma pala a complexa em po uguês, mas a uma pala a já he dada do la im, i.e. a o á el, não exis indo em po uguês o e bo * a o a . 33 Os de i ados complexos a que nos e e imos acima ap esen am uma es u u a ecu si amen e biná ia. Toda ia, apenas deson oso e deso dei o são es u u as bem o madas em po uguês segundo a p opos a de Scalise (1983), pelo ac o de o p e ixo des- se o úl imo a jun a -se a um de i ado po ado de elemen os su ixais, nomeadamen e -oso e -ei o. Em con apa ida, em desconce an e e descon o á el os su ixos -n e e - el jun am-se a um de i ado já p e ixado com des- o que, de aco do com a p opos a de Scalise, não se iam boas es u u as em po uguês. Po es a azão, não os incluímos no g upo acima. Em suma, con o me se pode e nos exemplos des e g upo, embo a não disponhamos de um co pus exaus i o, o p e ixo des- oco e equen emen e com bases adje i as. En e an o, o que nos é dado a sabe e, como e emos a segui , es e p e ixo oco e ambém mui o equen emen e com bases e bais, ence ando o alo de ‘ação con á ia’. 3.3.2 Des- + V → V ‘ação con á ia’ Já com bases e bais, o alizamos 48 (qua en a e oi o) oco ências po ado es do p e ixo des-, dos quais 17 (dezasse e) em A. e 31 ( in a e um) em P.: A 19 . desacele a , desac edi a 3, desanda , desapa ece 3, desa uma 4, desbloquea 2, desconges iona , desconhece 2, descon inua , descon oca 20 , desembolsa , desenco aja , desen upi 4, desmen i , desobs ui , des alo iza 2 P. desac edi a , desag ega , desalen a , desaloja , desanima , desapa ece 7, desa a , desbloquea , desbu oc a iza , desca ega 21 , descen aliza , descompo , desconhece 3, desculpa , desd ama iza , desemba aça , desemba ca , desembolsa 2, desempa a , 19 Nes e g upo não inse imos deslinda , ambém p esen e no nosso co pus, uma ez que nes e e bo des- não con e e o alo de ‘ação con á ia’. 20 Só oco e no DicAcad. (2001). 21 Em odos os dicioná ios consul ados, exce o em Houaiss (2003), onde se indica "do la .", se á um de i ado do po uguês. 40 3.4.1 In-+Adj → Adj ‘Não X’ São no o al 28 ( in e e oi o) adje i os p e ixados com in-, 10 (dez) oco em em A. e 18 (dezoi o) em P., con o me se ap esen am: A. ilegal 35 18, ilíquido, imemo ial, inca ac e ís ico, incessan e 36 , inconclusi o, independen e 37 8, in o mal, inope an e 38 , insigni ican e 39 2 P. ilegal 7, ilíquido 2, imemo ial, impopula , imp e is o 3, imp odu i o, incons i ucional 4, independen e 18, ine icien e, inequí oco 4, inexis en e 2, in o mal 5, ino ensi o, insol en e, insuspei o, in ansigen e 2, in ulga Nas o mações des e g upo, o p e ixo in- jun a-se maio i a iamen e a adje i os he dados do la im, como cessan e, conclusi o, dependen e, e icien e, equí oco, exis en e, o mal, legal, líquido, memo ial, o ensi o, ope an e, popula , p e is o, p odu i o, signi ican e, sol en e, suspei o, ansigen e, ulga ; soldando-se ambém a bases omadas de emp és imo do ancês (cons i ucional) e do g ego (ca ac e ís ico), ence ando a ideia de ‘negação’ do alo exp esso pelas bases, embo a nem semp e haja unanimidade em ce as o mações (c . no as abaixo). Re e imos que os exemplos conclusi o, exis en e e o ensi o são unicamen e em Houaiss (2003) adje i os complexos o mados em po uguês. No co pus encon amos ambém a o mação adje i al i ealis a (em P.) que não esul a da junção do in- ao adje i o ealis a. En e an o, i ealis a é um de i ado complexo, de i(n)- + eal, que, pos e io men e, se sujei ou a su ixação, po in e médio do su ixo -is a. Ou seja, o p e ixo in- jun a-se ao adje i o eal pa a o ma o de i ado i eal. A es e de i ado p e ixal jun a-se o su ixo -is a pa a, inalmen e, o igina a o mação i ealis a, pa a aseando-se po ‘ca a e ís ico do que é i eal’. Tendo em con a esse 35 Em Machado (19773), do . illégal. 36 Em Machado (19773), do la . incessan e-, do . incessā e. 37 Em Machado (19773), adap . do . indépendan . 38 Em Machado (19773), do . inopé an . 39 Em Cunha (19872), adap . do . insigni ian . 41 p ocesso de o mação, i ealis a é um de i ado que não pode se analisado de aco do com a Hipó ese de Rami icação Biná ia p opos a po Scalise (1983), po se o su ixo o úl imo a jun a -se a um de i ado que compo a o p e ixo in-. Po oposição, se conside a mos a in o mação e imológica con ida em Houaiss (2003), os de i ados inconclusi o, inexis en e e ino ensi o co esponde ão à p opos a do au o , po se o p e ixo o úl imo a jun a -se a um de i ado que já compo a elemen os su ixais, nomeadamen e -i o e -n e. No co pus, emos ambém exemplos que não esul am da junção do p e ixo in- a uma base adje i al, nomeadamen e: 3.4.2 PP com in- → Adj ‘negação de Adj’ Recolhemos no o al 17 (dezasse e), dos quais 6 (seis) em A. e 11 (onze) em P., como se ap esen am abaixo: A. imobilizado 2, impossibili ado 3, inacabado, inespe ado, injus içado P. ime ecido, impossibili ado, inacabado 2, inal e ado, incon o mado, indesejado 2, inde ido, indisc iminado, inespe ado 10, injus i icado, i e le ido 2 Es as o mações não esul am da junção do p e ixo in- a adje i os de e bais. Con o me os con ex os em que su gem, imobilizado, inespe ado injus içado em A. e incon o mado, inespe ado, injus i icado em P. são o mas pa icipiais de e bos p e ixados com in- que se con e e em num nome, po um p ocesso de con e são, ence ando o alo de ‘negação’, pa a aseado po ‘não X’. À semelhança des es, emos ambém ou os exemplos em que a o ma pa icipal de um e bo em in- oco e mais equen emen e enquan o adje i o, como em inacabado (em A. e em P.), ime ecido, inal e ado, inde ido, indisc iminado, i e le ido em P., cons ando igualmen e as o mações impossibili ado (em A e P.) e indesejado em P., o mações essas que não oco em nos dicioná ios que analisamos, exce o impossibili ado, que, em Machado (19773), é ido como de i ado de impossibili a . 42 Po im, encon amos ainda o adje i o incump ido (em A.) que, embo a não se encon e em nenhum dicioná io, a a -se-á de um de i ado anspa en e, que a ní el da o ma, que do seu signi icado: (in- + cump ido , ‘não cump ido ’). 3.4.3 In-+Adj- el → Adj ‘que não é susce í el de, que não pode i a se / o na (se)’ Nes e g upo, emos no o al 48 (qua en a e oi o) adje i os e minados em - el, 17 (dezasse e) oco em em A. e 31 ( in a e um) em P. con o me se encon am nos espe i os g upos: A. ilegí el, impensá el 2, imp escindí el, imp e isí el, inadiá el, inaliená el 3, incon o ná el 2, inde e á el, indispensá el 4, inesquecí el, inques ioná el, in e miná el, inul apassá el, i edu í el, i epe í el, i esis í el, i e e sí el P. impensá el, imponde á el, imp escindí el, imp e isí el 3, inabalá el, inac edi á el 40 , inadmissí el, incalculá el, incansá el, incompa í el 4, incon ac á el 2, incon olá el, indesejá el, indi e enciá el, indiscu í el 4, indispensá el 2, indisponí el, inegá el, inesquecí el 2, in alí el, ingo e ná el, inques ioná el 2, inso ismá el, insubs i uí el, in e miná el, in ocá el, in agá el 29, in ansponí el 3, i esis í el, i esponsá el, i e e sí el Na maio pa e des as o mações, o p e ixo in- cooco e com o su ixo adje i al - el pa a o ma adje i os complexos, exce uando-se compa í el, disponí el, go e ná el, legí el, pensá el 41 , ponde á el 42 , p e isí el 43 , esponsá el, e e sí el 44 que são o mas he dadas do la ., con o me indicado em Houaiss (2003), embo a nem semp e haja unanimidade nas e imologias o necidas nou os dicioná ios que consul amos (c . no as 40 Embo a oco a a o mação desac edi á el, es a não é sinónimo de inac edi á el. Desac edi á el é pa a aseado po ‘passí el de se desac edi ado’. Po ou o lado, não é o p e ixo des- que se jun a ao adje i o, como se e i ica em inac edi á el em que o p e ixo in- se jun a ao adje i o ac edi á el, mas sim o su ixo adje i al - el que se jun a ao ema e bal já p e ixado po des-, obedecendo à seguin e o mação (desac edi a-+- el). 41 Em Dic.Acad (2001) e Po Ed (2015) é um de i ado o mado em po uguês (pensa -+ el). 42 Em Dic.Acad (2001) é um de i ado o mado em po uguês (ponde a -+ el). 43 P e isí el, em Cunha (19872) é um emp és imo do .; em Machado (1977) de p e-+ isí el. 44 Re e sí el é indicado como sendo do . em Machado (1977), Cunha (19872) e Dic.Acad (2001). 43 acima). Como se obse a, as espe i as o mações cons i uem um núme o bas an e assinalá el, azão po que cons i uímos um g upo à pa e, oco endo mui o equen emen e em po uguês, como e e e igualmen e Real (2009: 718), a p opósi o do espanhol, ao a i ma que «son muy ecuen es los de i ados de adje i os en -ble, en pa icula aquellos que se combinan com se (indes uc ible, insobo nable, insospechable, insus i uible, in achable, en e o os muchos)». Tais de i ados, quando não são p e ixados, só podem ecebe p e ixação com a ideia de ‘negação’ a a és da junção do p e ixo in- e não da junção do p e ixo des-. Des e modo, não podemos, po exemplo, e o mações como *desabalá el, *deslegí el, *desquecí el, e c. pa a con e i o alo de ‘negação’, cabendo exclusi amen e ao p e ixo in- al esponsabilidade. Po an o, es a es ição de des- acaba po a o ece a en abilidade do p e ixo in-. Ou seja, a p esença do p e ixo in- em adje i os e minados em - el acaba po bloquea a associação do p e ixo des-. Po es a azão, não é p e isí el que o p e ixo in- enha a pe de disponibilidade, is o que, con o me os exemplos acima, adje i os em - el oco em em g ande núme o em po uguês. Em o mações do ipo de desdob á el, desmon á el e descon á el emos aquilo que se chama de de i ação subsequen e à p e ixação (c ., po exemplo, Villal a 2003). Ou seja, não é o p e ixo des- que se associa a um adje i o em - el, mas o su ixo - el que se associa a e bos já p e ixados po des-. Assim, emos as seguin es o mações dob a → desdob a → desdob á el; mon a → desmon a → desmon á el; con a → descon a → descon á el. Quando se dá es a oco ência, o p e ixo des- ence a o alo de ‘oposição’, pa a aseá el pela exp essão ‘o con á io de X’. Em alguns dos exemplos, nomeadamen e ilegí el, i edu í el, e c., o p e ixo in- desencadeia a a iação alomó ica. Po exemplo, em ilegal e i edu í el o p e ixo ap esen a a a ian e i- an es das consoan es líquidas /l/ e / /. Po ém, na maio pa e dos exemplos o p e ixo man ém a sua o ma o iginal in-, pelo que a a iação alomó ica é um p ocesso a o nas o mações em que oco e es e p e ixo 45 . 45 Em exemplos como impensá el, o im- não é uma a ian e que oco e an es da bilabial /p/, pois, como sabemos, a a-se de uma me a a iação g á ica, ou seja, o segmen o inicial da base conduz à mudança g á ica de <n> em <m>. 44 Dos exemplos analisados, inde e á el 46 e i epe í el não oco em nos dicioná ios, mas, como se pode obse a , à semelhança dos ou os, são o mas complexas anspa en es ao ní el da o ma e do signi icado. Não que íamos deixa de salien a que no co pus, a pa das o mações adje i ais e minadas em - el o madas em po uguês, oco em igualmen e mui as dessas o mações adje i ais, mas que são he dadas do la im, nomeadamen e imp o á el, incomensu á el, incompa á el, ines imá el, ine i á el, in encí el, in iolá el, in isí el, i epa á el, i ep eensí el, e c. Es as o mações não causa ão dú idas pa a um alan e de po uguês, pois se pode in e i que são exemplos o mados em po uguês, po ap esen a em a mesma anspa ência o mal, embo a o especialis a saiba que não é exa amen e assim. Es e se á um desa io nos es udos mo ológicos que seguem uma pe spe i a diac ónica. Re omando a p opos a de Scalise (1983), es as o mações ap esen am uma es u u a ecu si amen e biná ia, es ando, po an o, de aco do com a p opos a do au o . Sendo assim, a es u u a ecu si amen e biná ia dá con a da junção pos e io do p e ixo in- a uma o ma complexa po ado a do su ixo - el. 3.4.4 In-+N → N ‘Não X ou al a de X’ To alizamos 34 ( in a e qua o) de i ados nominais, dos quais 13 ( eze) em A. e 21 ( in e e um) em P., como se obse a: A. ince eza, incump imen o 8, inde inição, independência 47 3, inexis ência 2, insa is ação, insegu ança, in alidez P. ince eza 3, incompe ência 2, incomp eensão, incump imen o 10, independência 12, inexis ência, insa is ação 2, insegu ança, insol ência 26, in ansigência 2 46 Po ém, oco em nos dicioná ios as o mas de e a , de e á el; epe i , epe í el, e no dicioná io da Po Ed. (2015) inde e á el es á egis ado. 47 Em odos os dicioná ios consul ados só em Machado (19773) é que se indica adp . do . indépendance. 45 A in o mação e imológica des as o mações em Houaiss (2003) é a de que o p e ixo in- se jun a a nomes. Ao que nos é dado a sabe , in- é um p e ixo que se combina maio i a iamen e com adje i os pa a con e i o alo de ‘negação’ às bases a que se jun a. Há, po ém, casos mui o esiduais como os des e g upo em que es e p e ixo se jun a á a nomes. Sendo assim, consul ados os dicioná ios e imológicos, nomeadamen e Machado (19773), Co ominas & Pascual (1984), Cunha (19872) e ou os não e imológicos como o Dic.Acad (2001) e o dicioná io da Po Ed. (2015) chegamos à seguin e conclusão: As o mações nominais que cons am no nosso co pus a que o p e ixo in- se jun a são nomes he dados do la im, exce uando segu ança, que é indicado de segu a , que de i a de segu o, es e do la . En e an o, há duas o mações, nomeadamen e ince eza e in alidez em que o su ixo nominal -ez é que se jun a á ao adical adje i al ince - e in álid- pa a o ma os nomes ince eza e in álido, espe i amen e. Is o po que ince o e in álido não esul am da junção do p e ixo in-, po se em ocábulos he dados do la im. Ou ossim, emos ambém o mações nominais em que oco e o p e ixo in-, con o me os exemplos que ap esen amos: A. imp e isibilidade, independen is a 2, insigni icância, i egula idade 3, i esponsabilidade P. ilegalidade, imp a icabilidade, imp e isibilidade, incompa ibilidade 48 4, independen is a 3, in o malidade 2, i ealis a 3, i egula idade 3, i esponsabilidade Nes as o mações complexas, o p e ixo in- não se jun a a um nome, como obse amos nos p imei os exemplos. Ou seja, a o mação nominal não esul a da junção de in- a um nome, mas sim da junção dos su ixos nominais -ncia, -idade e -is a a um de i ado adje i al. No caso de insigni icância, o su ixo nominal -ncia jun a-se a um ema e bal insigni ica- pa a da o igem ao nome insigni icância. 48 Em Machado (19773) e em Cunha (19872) do . incompa ibili é. 46 A o mação independen is a, embo a esul e da junção de um su ixo à base adje i al, à semelhança dos ou os exemplos acima, não é pa a aseado po ‘não X’, mas sim ‘que é pa idá io do independen ismo’. Oco em, po im, em P. as o mações inabi ação 49 38, i azoabilidade 2, que, apesa de não cons a em em nenhum dicioná io, analisamos do mesmo modo, po se conside a em o mações anspa en es ao ní el da o ma e do signi icado. É de no a que as o mações nominais des e úl imo g upo não co espondem à p opos a ap esen ada po Scalise (1983). Embo a sejam es u u a as ecu si amen e biná ias, os su ixos nominais -ncia, -idade e -is a são os úl imos a jun a em-se a bases adje i ais, nomeadamen e ilegal, imp e isí el, independen e, in o mal, i egula , e c. pa a, de seguida, o ma em um nome. Po an o, não con i mam a p opos a do au o , pois, de aco do com essa, se ia o p e ixo in- o úl imo a jun a -se à base. 3.4.5 In-+V → V ‘To na (-se) X’ Recolhemos 6 (seis) de i ados e bais p e ixados com in-, dos quais 1 (um) oco e em A. e 5 (cinco) em P., como se pode obse a : A. In iabiliza P. impossibili a 2, incapaci a , incompa ibiliza , incump i , in alida À semelhança dos nomes, como acabamos de e , os e bos que cons am do co pus, ap esen am, de aco do com Houaiss (2003), a junção do p e ixo in- a um e bo. Como se obse a, são apenas seis e bos, sendo que cinco são de ema em a e um de ema em i, o que pode con i ma mais uma ez que a p e e ência des e p e ixo é combina -se com bases adje i ais, con e indo-lhes o alo de ‘negação’. 49 Em Cunha (19872), Dic.Acad. (2001), Houaiss (2003) e Po Ed. (2015), oco em as o mações inabi ado e inabi á el, ambos pa a aseá eis po ‘não X’. 47 Ve i icando es a si uação, de modo a jus i ica mos a o mação des es e bos, se imo-nos dos dicioná ios e imológicos, nomeadamen e Machado (19773), Co ominas & Pascual (1984), Cunha (19872) e ou os não e imológicos, is o é, o Dic.Acad (2001) e o dicioná io da Po Ed. (2015), o que nos le ou à seguin e conclusão: Nes as o mações e bais, o p e ixo in- jun a-se a e bos he dados do la im, exce uando iabiliza que é indicado de iá el, es e do la . Po ém, em odos os dicioná ios consul ados, os Dic.Acad. (2001) e Po Ed. (2015) e e em capaci a , do i aliano. Quan o ainda ao e bo incapaci a , Real (2009: 717) conside a que es e e bo de i a da o mação adje i al e não da junção do p e ixo in- ao e bo capaci a . À semelhança de incapaci a , cons am igualmen e des a lis a os e bos impacien a , impo una , inabili a , insono iza , inu iliza , insensibiliza , in aquiliza , con o me Real (2009: 717). Em sín ese, como emos o mações adje i ais, nominais e e bais no co pus, a c e mos nas e imologias o necidas pelos dicioná ios, o p e ixo in- não espei a á a Hipó ese de Unicidade da Base (c . A ono 1976). É de salien a , con udo, e como imos, que o p e ixo in- jun a-se na maio pa e dos exemplos a bases adje i as, ence ando o alo de ‘negação’. Nesses adje i os, des aca-se pa icula men e os e minados em - el, que oco em em g ande núme o em po uguês, po enciando a p esença do p e ixo in- em bases adje i as e aumen ando, desse modo, a sua en abilidade. Conside ações Finais 49 Conside ações inais O abalho que aqui se ap esen a e e como p opósi o o es udo de um dos p ocessos de o mação de pala as, mais conc e amen e o da p e ixação, p o agonizado po ês p e ixos de negação mui o equen es no po uguês a ual, nomeadamen e an i-, des- e in-, endo em con a a seleção das bases e a ca ac e ização dos seus signi icados. Mui as das conclusões que aqui ap esen a emos já se encon am dispe sas ao longo des e abalho, onde decidimos aze uma sín ese no inal da desc ição e da análise de cada p e ixo. Sendo assim, p ocu a emos e e i os aspe os mais ge ais de cada um deles e obse a emos, sob e udo, a p esença dos ês p e ixos de negação pa a a o mação de no as pala as em po uguês. Os dados analisados o am ex aídos do Jo nal de Angola e do jo nal Público, ep esen ando as a iedades do Po uguês de Angola e do Po uguês eu opeu. Em ge al, não e i icamos, po in e médio dos dados, di e enças em e mos de o mação de pala as, a é po que nalguns casos emos oco ências iguais nas duas a iedades. En e an o, no amos que os exemplos de PE suplan am os do PA, pois ap esen am 207 (duzen os e se e) oco ências con a 130 (cen o e in a). Com base nos exemplos que oco em no co pus, chegamos às seguin es conclusões: O p e ixo des- em uma ele ada en abilidade, o que se pode mesmo con i ma nos exemplos ecolhidos. Des e modo, são no o al 178 (cen o e se en a e oi o) os de i ados p e ixados com des-. Desse núme o, 48 (qua en a e oi o) oco ências são com bases e bais, indicando que es e p e ixo é mui o equen e em po uguês, sob e udo quando se jun a a e bos, con e indo-lhes o alo de ‘ideia con á ia’, al como se assinalou em Cae ano & B oca do (1998). Ademais, es e p e ixo solda-se a bases e bais que, de um modo ge al, ap esen am uma es u u a bi-a gumen al, aduzido em a gumen os ex e no, que é ocupado maio i a iamen e po um agen e, e in e no, ocupado ipicamen e po um ema ou pacien e. A segui às bases e bais, es ão os nomes de e bais em que oco e o p e ixo des- com 43 (qua en a e ês) de i ados. Pesamos e demons ado que es es nomes não esul a am da junção do p e ixo des-, mas da junção dos su ixos a emas e bais já 56 Nunes, Susana Ma ia da Cos a. 2005. P e ixação Espácio-Tempo al na Língua Po uguesa. 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Jo nais – Fon es do co pus Jo nal de Angola Jo nal de Angola, 2 de janei o de 2015 Jo nal de Angola, 1 de ab il de 2015 Jo nal de Angola, 1 de julho de 2015 Jo nal de Angola, 1 de ou ub o de 2015 Público Público, 2 de janei o de 2015 Público, 1 de ab il de 2015 Público, 1 de julho de 2015 Público, 1 de ou ub o de 2015 Anexo 62 ANEXO – De i ados p e ixados com an i-, des- e in- e i ados no Jo nal de Angola e no Público Jo nal de Angola: 02 de janei o de 2015 Jo nal Re .Ab e . Página De i ado Jo nal de Angola 02-01-15 A1 1 an i-cas is as Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 desac edi a Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 insigni ican e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 i esponsabilidade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 insigni ican e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 imó el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 in iolabilidade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 ilegal Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 ilegal Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 ilíci a Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 impossí el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 2 inaliená el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 independência Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 an i-pessoal Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 an i- anque Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminagem Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminagem Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminagem Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminado Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminado Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminagem Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminada Jo nal de Angola 02-01-15 A1 3 desminado Jo nal de Angola 02-01-15 A1 4 ine i á el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 5 desapa ece Jo nal de Angola 02-01-15 A1 6 desigualdade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 6 in ole ância Jo nal de Angola 02-01-15 A1 6 inexis ência Jo nal de Angola 02-01-15 A1 6 desequilíb io Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desigualdades Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desigualdades Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desigualdades Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 descon iança Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 insanidade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 injus iça Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desigualdades Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 dese dados Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 injus içados Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 In eliz 63 Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desigualdade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desemp egados Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desigualdade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 insigni icância Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desemp ego Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desanda Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 i emedia elmen e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 i emedia elmen e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 des a o a elmen e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 independen emen e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 independência Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 des e a Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desmen ida Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 independência Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 independen e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 7 desac edi a Jo nal de Angola 02-01-15 A1 8 an i-cas is as Jo nal de Angola 02-01-15 A1 8 desac edi a Jo nal de Angola 02-01-15 A1 8 an i-impe alis a Jo nal de Angola 02-01-15 A1 8 desligada Jo nal de Angola 02-01-15 A1 9 in encí el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 9 desobediência Jo nal de Angola 02-01-15 A1 9 desacompanhadas Jo nal de Angola 02-01-15 A1 9 desa mamen o Jo nal de Angola 02-01-15 A1 10 desmobilização Jo nal de Angola 02-01-15 A1 10 desa ogo Jo nal de Angola 02-01-15 A1 10 desa ogo Jo nal de Angola 02-01-15 A1 10 i egula idade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 10 des espei o Jo nal de Angola 02-01-15 A1 10 incump imen o Jo nal de Angola 02-01-15 A1 11 inope an e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 imó el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 imó el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 imó el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 imó el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 imó el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 imó el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 impecá el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 impecá el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 desen upi Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 an i- oubo Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 desmon agem Jo nal de Angola 02-01-15 A1 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 02-01-15 A1 14 descon inua 64 Jo nal de Angola 02-01-15 A1 14 injus i icada Jo nal de Angola 02-01-15 A1 15 desca ga Jo nal de Angola 02-01-15 A1 20 desca ega Jo nal de Angola 02-01-15 A1 22 indispensá el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 23 ince o Jo nal de Angola 02-01-15 A1 23 injus i icado Jo nal de Angola 02-01-15 A1 36 i epa á el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 37 imp óp io Jo nal de Angola 02-01-15 A1 37 i egula idades Jo nal de Angola 02-01-15 A1 39 desconges iona Jo nal de Angola 02-01-15 A1 39 desconhecida Jo nal de Angola 02-01-15 A1 39 desenco aja Jo nal de Angola 02-01-15 A1 40 desigualdade Jo nal de Angola 02-01-15 A1 40 imemo ial Jo nal de Angola 02-01-15 A1 40 desapa ecido Jo nal de Angola 02-01-15 A1 41 i e e en e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 41 desconhece Jo nal de Angola 02-01-15 A1 41 i ompe Jo nal de Angola 02-01-15 A1 41 an ico pos Jo nal de Angola 02-01-15 A1 41 an ico pos Jo nal de Angola 02-01-15 A1 41 inde ec á el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 42 ilegal Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 inul apassá el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 desconhecido Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 i epe í el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 i epe í el Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 desa mado Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 desapa ece Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 insu gen e Jo nal de Angola 02-01-15 A1 44 desca egado Jo nal de Angola 02-01-15 A1 47 des an agem Jo nal de Angola 02-01-15 A1 47 in eliz Jo nal de Angola 02-01-15 A1 48 desobs ui Jo nal de Angola 02-01-15 A1 48 des egulado 65 Jo nal de Angola: 01 de Ab il de 2015 Jo nal Re .Ab e . Página De i ado Jo nal de Angola 01-04-15 A2 1 ilegal Jo nal de Angola 01-04-15 A2 1 inesquecí el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 1 ilegal Jo nal de Angola 01-04-15 A2 2 independen e Jo nal de Angola 01-04-15 A2 2 i e e sí el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 3 ines imá el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 3 ilegal Jo nal de Angola 01-04-15 A2 3 ilegal Jo nal de Angola 01-04-15 A2 3 ilegal Jo nal de Angola 01-04-15 A2 4 descolonização Jo nal de Angola 01-04-15 A2 4 descen alização Jo nal de Angola 01-04-15 A2 4 desbu oc a ização Jo nal de Angola 01-04-15 A2 4 in iolá el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 6 inde inição Jo nal de Angola 01-04-15 A2 6 descon olada Jo nal de Angola 01-04-15 A2 6 ilegal Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 in encibilidade Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 independen is as Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 deses abilização Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 independen is a Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 in encibilidade Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 deson a Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 in encí el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 deslinda Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 impunidade Jo nal de Angola 01-04-15 A2 7 an i- e o is a Jo nal de Angola 01-04-15 A2 8 imp o á el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 9 independen e Jo nal de Angola 01-04-15 A2 9 ilimi ado Jo nal de Angola 01-04-15 A2 9 inques ioná el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 9 incon o ná el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 10 insu icien e Jo nal de Angola 01-04-15 A2 10 insu icien e Jo nal de Angola 01-04-15 A2 10 indispensá el Jo nal de Angola 01-04-15 A2 11 insu icien e Jo nal de Angola 01-04-15 A2 11 desnu ição Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 desa uma Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 desen upi Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 an i-alé gico Jo nal de Angola 01-04-15 A2 13 desa uma 72 Público: 02 de Janei o de 2015 Jo nal Re .Ab e . Página De i ado Público 02-01-15 P1 2 descon en amen o Público 02-01-15 P1 2 insa is ação Público 02-01-15 P1 2 i ealis as Público 02-01-15 P1 2 desemp ego Público 02-01-15 P1 3 independen e Público 02-01-15 P1 3 desespe o Público 02-01-15 P1 3 desen endimen o Público 02-01-15 P1 3 desculpa Público 02-01-15 P1 4 desemp ego Público 02-01-15 P1 4 Desgas e Público 02-01-15 P1 4 des alo iza Público 02-01-15 P1 5 independen e Público 02-01-15 P1 5 des alo iza Público 02-01-15 P1 5 inequí oca Público 02-01-15 P1 5 desmen em Público 02-01-15 P1 8 incompe en e Público 02-01-15 P1 10 In o mal Público 02-01-15 P1 10 indisponí el Público 02-01-15 P1 10 inde e minado Público 02-01-15 P1 10 des alo iza Público 02-01-15 P1 10 incon o mado Público 02-01-15 P1 13 ilegal Público 02-01-15 P1 14 ilegal Público 02-01-15 P1 14 desadequados Público 02-01-15 P1 16 desapa ece Público 02-01-15 P1 16 desconhece Público 02-01-15 P1 18 des enda Público 02-01-15 P1 18 in o mal Público 02-01-15 P1 20 independência Público 02-01-15 P1 20 injus a Público 02-01-15 P1 20 injus iça Público 02-01-15 P1 20 independência Público 02-01-15 P1 21 inexis en e Público 02-01-15 P1 21 inexis en e Público 02-01-15 P1 21 i e ogá el Público 02-01-15 P1 21 insegu ança Público 02-01-15 P1 21 inumanas Público 02-01-15 P1 21 inadmissí el Público 02-01-15 P1 21 desigualdade Público 02-01-15 P1 21 desigualdade Público 02-01-15 P1 23 insu icien e Público 02-01-15 P1 23 desapa ece Público 02-01-15 P1 25 in ansponí el Público 02-01-15 P1 25 des an agem 73 Público 02-01-15 P1 28 an i-s ess Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 inabi ação Público 02-01-15 P1 28 insol ência Público 02-01-15 P1 28 insol ência Público 02-01-15 P1 28 insol ência Público 02-01-15 P1 28 insol ência Público 02-01-15 P1 28 insol en e Público 02-01-15 P1 28 in o mal Público 02-01-15 P1 29 inabi ação Público 02-01-15 P1 29 inabi ação Público 02-01-15 P1 29 inabi ação Público 02-01-15 P1 29 inabi ação Público 02-01-15 P1 29 inabi ação Público 02-01-15 P1 29 inabi ação Público 02-01-15 P1 29 ince o Público 02-01-15 P1 29 desa ualizada Público 02-01-15 P1 30 indesejado Público 02-01-15 P1 30 inabalá el Público 02-01-15 P1 30 Ilegal Público 02-01-15 P1 30 descon aída Público 02-01-15 P1 31 indesejado Público 02-01-15 P1 32 in agá eis Público 02-01-15 P1 32 in agá eis Público 02-01-15 P1 32 in agá eis Público 02-01-15 P1 32 in agá eis Público 02-01-15 P1 32 in agá eis Público 02-01-15 P1 32 desapa ecimen o Público 02-01-15 P1 32 desapa ecimen o Público 02-01-15 P1 32 desapa ecimen o Público 02-01-15 P1 32 desapa ecimen o Público 02-01-15 P1 32 imemo ial Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis 74 Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 33 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 in agá eis Público 02-01-15 P1 34 imu á el Público 02-01-15 P1 36 des aze Público 02-01-15 P1 38 inac edi á el Público 02-01-15 P1 38 ine i á el Público 02-01-15 P1 38 desculpa Público 02-01-15 P1 39 imp o á el Público 02-01-15 P1 42 desânimo Público 02-01-15 P1 42 i ealis a Público 02-01-15 P1 42 insus en á el Público 02-01-15 P1 42 implacá el Público 02-01-15 P1 42 i esponsabilidade Público 02-01-15 P1 42 in eliz Público 02-01-15 P1 43 des a o ecido Público 02-01-15 P1 43 injus iça Público 02-01-15 P1 43 incons i ucional Público 02-01-15 P1 43 injus i icada Público 02-01-15 P1 43 inú il Público 02-01-15 P1 43 i e lec ida Público 02-01-15 P1 43 i e lec ida Público 02-01-15 P1 43 desa a Público 02-01-15 P1 44 in ole ância Público 02-01-15 P1 44 desnecessá io Público 02-01-15 P1 44 ince eza Público 02-01-15 P1 44 desnecessá io Público 02-01-15 P1 44 desp opo cionado Público 02-01-15 P1 45 incompa í el 75 Público 02-01-15 P1 45 incapaz Público 02-01-15 P1 45 i epa á el Público 02-01-15 P1 45 desemp ego Público 02-01-15 P1 45 indispensá el Público 02-01-15 P1 45 descen aliza Público 02-01-15 P1 45 desbu oc a iza Público 02-01-15 P1 45 incomp eensí el Público 02-01-15 P1 45 inques ioná el Público 02-01-15 P1 45 independen e Público 02-01-15 P1 46 desiludido Público 02-01-15 P1 46 inespe ada Público 02-01-15 P1 46 insu icien e Público 02-01-15 P1 46 ince o Público 02-01-15 P1 47 ine i á el 76 Público: 01 de Ab il de 2015 Jo nal Re .Ab e . Página De i ado Público 01-04-15 P2 2 desemba que Público 01-04-15 P2 2 in eliz Público 01-04-15 P2 2 in ini o Público 01-04-15 P2 2 desemba ca Público 01-04-15 P2 3 independen e Público 01-04-15 P2 3 injus iça Público 01-04-15 P2 3 desencadea Público 01-04-15 P2 3 desag ega Público 01-04-15 P2 3 desemba cado Público 01-04-15 P2 3 inopo unidade Público 01-04-15 P2 3 imp a icabilidade Público 01-04-15 P2 3 indi ec a Público 01-04-15 P2 3 inde ida Público 01-04-15 P2 4 desac edi ação Público 01-04-15 P2 5 desigual Público 01-04-15 P2 5 independen e Público 01-04-15 P2 5 des inculado Público 01-04-15 P2 6 insus en á el Público 01-04-15 P2 6 independen e Público 01-04-15 P2 7 impossí el Público 01-04-15 P2 7 ilíci o Público 01-04-15 P2 7 independen e Público 01-04-15 P2 7 in o malidade Público 01-04-15 P2 7 in o malidade Público 01-04-15 P2 7 des espei am Público 01-04-15 P2 7 indisc iminado Público 01-04-15 P2 7 ilici ude Público 01-04-15 P2 9 impu á eis Público 01-04-15 P2 9 desemp ego Público 01-04-15 P2 10 descon ocada Público 01-04-15 P2 10 descon ocou Público 01-04-15 P2 12 desapa ecendo Público 01-04-15 P2 12 desconhecimen o Público 01-04-15 P2 13 desmo i ado Público 01-04-15 P2 14 desapa ece Público 01-04-15 P2 14 incong uência Público 01-04-15 P2 15 imp escindí el Público 01-04-15 P2 16 desacele ação Público 01-04-15 P2 16 des a o á el Público 01-04-15 P2 16 ili e acia Público 01-04-15 P2 17 desemp ego Público 01-04-15 P2 17 desemp ego Público 01-04-15 P2 17 desemp egadas Público 01-04-15 P2 17 desemp ego 77 Público 01-04-15 P2 17 desemp ego Público 01-04-15 P2 17 desemp egados Público 01-04-15 P2 17 desemp egados Público 01-04-15 P2 17 desemp ego Público 01-04-15 P2 18 independência Público 01-04-15 P2 18 incump imen o Público 01-04-15 P2 18 incump imen o Público 01-04-15 P2 19 desemp ego Público 01-04-15 P2 19 des inculação Público 01-04-15 P2 20 des ilia -se Público 01-04-15 P2 20 des iliação Público 01-04-15 P2 20 des iliação Público 01-04-15 P2 20 desen endimen o Público 01-04-15 P2 20 desconhecimen o Público 01-04-15 P2 22 impossí el Público 01-04-15 P2 22 impossí el Público 01-04-15 P2 22 imp o á el Público 01-04-15 P2 22 desaco do Público 01-04-15 P2 23 desmen i Público 01-04-15 P2 23 deses abiliza Público 01-04-15 P2 23 descon iança Público 01-04-15 P2 24 independen e Público 01-04-15 P2 24 in ansponí el Público 01-04-15 P2 24 independen e Público 01-04-15 P2 24 in alida Público 01-04-15 P2 24 i egula idade Público 01-04-15 P2 24 independência Público 01-04-15 P2 24 incompe ência Público 01-04-15 P2 24 in ole an e Público 01-04-15 P2 25 desaloja Público 01-04-15 P2 25 independen e Público 01-04-15 P2 28 desconhecido Público 01-04-15 P2 28 i e e en e Público 01-04-15 P2 30 des enda Público 01-04-15 P2 30 an i-s ess Público 01-04-15 P2 30 imó el Público 01-04-15 P2 30 imó el Público 01-04-15 P2 30 inabi ação Público 01-04-15 P2 30 inabi ação Público 01-04-15 P2 30 inabi ação Público 01-04-15 P2 30 inabi ação Público 01-04-15 P2 30 inabi ação Público 01-04-15 P2 30 inabi ação Público 01-04-15 P2 30 incapacidade Público 01-04-15 P2 30 in o mal Público 01-04-15 P2 31 imó el Público 01-04-15 P2 31 imó el Público 01-04-15 P2 31 inabi ação 78 Público 01-04-15 P2 31 inabi ação Público 01-04-15 P2 31 imó el Público 01-04-15 P2 31 imó el Público 01-04-15 P2 31 inabi ação Público 01-04-15 P2 31 inabi ação Público 01-04-15 P2 31 inabi ação Público 01-04-15 P2 31 inabi ação Público 01-04-15 P2 32 inabi ação Público 01-04-15 P2 32 inabi ação Público 01-04-15 P2 32 imó el Público 01-04-15 P2 32 imó el Público 01-04-15 P2 32 imó el Público 01-04-15 P2 32 imó el Público 01-04-15 P2 32 imó el Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 insol ência Público 01-04-15 P2 33 imó el Público 01-04-15 P2 33 imó el Público 01-04-15 P2 33 independen e Público 01-04-15 P2 33 independen e Público 01-04-15 P2 33 independen e Público 01-04-15 P2 34 inespe ada Público 01-04-15 P2 34 in ipsicó ico Público 01-04-15 P2 34 inespe ada Público 01-04-15 P2 34 des emida Público 01-04-15 P2 34 incomum Público 01-04-15 P2 34 desconhecido Público 01-04-15 P2 36 desmen ido Público 01-04-15 P2 36 insuspei o Público 01-04-15 P2 37 inespe ada Público 01-04-15 P2 37 inespe ado Público 01-04-15 P2 37 imp o á el Público 01-04-15 P2 37 inesquecí el Público 01-04-15 P2 37 in iel Público 01-04-15 P2 37 in iel Público 01-04-15 P2 37 in isí el Público 01-04-15 P2 37 in isí el Público 01-04-15 P2 37 in isí el Público 01-04-15 P2 38 indelé el Público 01-04-15 P2 38 des un a Público 01-04-15 P2 38 ine i á el Público 01-04-15 P2 40 ino ensi o 79 Público 01-04-15 P2 40 impo en e Público 01-04-15 P2 40 desalen a a Público 01-04-15 P2 40 des ei as Público 01-04-15 P2 40 desconcen ação Público 01-04-15 P2 40 descoo denação Público 01-04-15 P2 41 inespe ada Público 01-04-15 P2 41 des an agem Público 01-04-15 P2 41 ine icácia Público 01-04-15 P2 44 indi e ença Público 01-04-15 P2 44 incómodo Público 01-04-15 P2 44 dessensibilização Público 01-04-15 P2 44 indispensá el Público 01-04-15 P2 44 insubs i uí el Público 01-04-15 P2 44 imp e is o Público 01-04-15 P2 45 impossí el Público 01-04-15 P2 45 indiscu í el Público 01-04-15 P2 45 impossibilidade Público 01-04-15 P2 45 insa is ação Público 01-04-15 P2 45 desapa ecimen o Público 01-04-15 P2 45 desmon a Público 01-04-15 P2 45 ine i á el Público 01-04-15 P2 45 impaciência Público 01-04-15 P2 45 impossí el Público 01-04-15 P2 45 desemp ego Público 01-04-15 P2 45 an iglu ama o Público 01-04-15 P2 46 insu icien e Público 01-04-15 P2 46 an ibió ico Público 01-04-15 P2 46 an ioxidan es Público 01-04-15 P2 46 an i-en elhecimen o Público 01-04-15 P2 46 incompa ibilidade Público 01-04-15 P2 46 incompa ibilidade Público 01-04-15 P2 46 incon o na el Público 01-04-15 P2 47 incompa ibilidade Público 01-04-15 P2 48 indiscu í el Público 01-04-15 P2 48 incompe ência Público 01-04-15 P2 48 ine icácia Público 01-04-15 P2 48 inco up í el Público 01-04-15 P2 48 injus o Público 01-04-15 P2 48 indiscu í el Público 01-04-15 P2 48 ine icaz Público 01-04-15 P2 48 desp opo cionado Público 01-04-15 P2 48 inexis ência 80 Público: 01 de Julho de 2015 Jo nal Re .Ab e . Página De i ado Público 01-07-15 P3 1 incon ac á eis Público 01-07-15 P3 2 descon oca Público 01-07-15 P3 3 des alo iza Público 01-07-15 P3 3 incump imen o Público 01-07-15 P3 3 incump imen o Público 01-07-15 P3 3 des alo izou-se Público 01-07-15 P3 4 desampa ados Público 01-07-15 P3 4 impecá el Público 01-07-15 P3 4 des az-se Público 01-07-15 P3 5 desba a o Público 01-07-15 P3 5 des alo iza a Público 01-07-15 P3 5 desemp ego Público 01-07-15 P3 5 desemp ego Público 01-07-15 P3 5 desembolsa Público 01-07-15 P3 5 desembolsa Público 01-07-15 P3 5 ince eza Público 01-07-15 P3 6 des onado Público 01-07-15 P3 6 implacá el Público 01-07-15 P3 6 deso dem Público 01-07-15 P3 6 imp e isibilidade Público 01-07-15 P3 6 an iglobalização Público 01-07-15 P3 6 desmé i o Público 01-07-15 P3 6 insaná el Público 01-07-15 P3 6 an i-sis ema Público 01-07-15 P3 6 an i-Sa kozy Público 01-07-15 P3 6 desequilib ado Público 01-07-15 P3 6 indi e en e Público 01-07-15 P3 6 inespe ada Público 01-07-15 P3 7 inacabada Público 01-07-15 P3 7 desag egação Público 01-07-15 P3 8 incon olá el Público 01-07-15 P3 8 independência Público 01-07-15 P3 8 incompe en e Público 01-07-15 P3 8 incapaz Público 01-07-15 P3 8 imp odu i a Público 01-07-15 P3 8 in ansigen e Público 01-07-15 P3 8 i acional Público 01-07-15 P3 10 insupo á el Público 01-07-15 P3 10 desones idade Público 01-07-15 P3 10 inso ismá el Público 01-07-15 P3 10 desespe o Público 01-07-15 P3 10 independen e Público 01-07-15 P3 11 impunidade Público 01-07-15 P3 11 impunidade 81 Público 01-07-15 P3 11 incons i ucional Público 01-07-15 P3 11 incons i ucional Público 01-07-15 P3 11 impunidade Público 01-07-15 P3 11 incompa ibilidade Público 01-07-15 P3 11 in ole á el Público 01-07-15 P3 11 incompa í el Público 01-07-15 P3 11 impunidade Público 01-07-15 P3 11 independência Público 01-07-15 P3 11 imp escindí el Público 01-07-15 P3 11 descon en amen o Público 01-07-15 P3 11 insus en á el Público 01-07-15 P3 12 deson oso Público 01-07-15 P3 13 indi e en e Público 01-07-15 P3 13 incapaz Público 01-07-15 P3 13 incapaci a Público 01-07-15 P3 13 incapaz Público 01-07-15 P3 13 descon o á el Público 01-07-15 P3 14 independen e Público 01-07-15 P3 14 independen e Público 01-07-15 P3 14 independen e Público 01-07-15 P3 14 ilíquido Público 01-07-15 P3 15 insucesso Público 01-07-15 P3 15 dec éscimo Público 01-07-15 P3 18 injus o Público 01-07-15 P3 18 ilegal Público 01-07-15 P3 18 incons i ucional Público 01-07-15 P3 18 imo al Público 01-07-15 P3 18 independen e Público 01-07-15 P3 18 i esponsá el Público 01-07-15 P3 20 desconhece Público 01-07-15 P3 20 insu iciências Público 01-07-15 P3 22 incump imen o Público 01-07-15 P3 22 insol ência Público 01-07-15 P3 22 incump imen o Público 01-07-15 P3 22 insol ência Público 01-07-15 P3 22 incump imen o Público 01-07-15 P3 22 insu iciência Público 01-07-15 P3 22 descon olo Público 01-07-15 P3 22 incump imen o Público 01-07-15 P3 22 desequilíb ios Público 01-07-15 P3 22 i egula idade Público 01-07-15 P3 22 i egula idade Público 01-07-15 P3 23 in o mal Público 01-07-15 P3 23 independe Público 01-07-15 P3 23 injus o Público 01-07-15 P3 23 injus o Público 01-07-15 P3 24 injus o Público 01-07-15 P3 24 desumano 88 Público 01-10-15 P4 45 inexo a el Público 01-10-15 P4 46 ili e acia Público 01-10-15 P4 46 incompa í el Público 01-10-15 P4 46 insaná el Público 01-10-15 P4 46 insu iciência Público 01-10-15 P4 46 insu icien e Público 01-10-15 P4 46 incomensu abilidade Público 01-10-15 P4 46 descapi alização Público 01-10-15 P4 47 desac edi a Público 01-10-15 P4 47 independen is a Público 01-10-15 P4 47 independen is a Público 01-10-15 P4 47 independen e Público 01-10-15 P4 47 ine i a el Público 01-10-15 P4 48 des asamen o Público 01-10-15 P4 48 incomp eensão Público 01-10-15 P4 48 impiedosa Público 01-10-15 P4 48 desemp ego Público 01-10-15 P4 48 descon en e Público 01-10-15 P4 48 desconjun ada Público 01-10-15 P4 48 ine i á el Público 01-10-15 P4 48 descon en amen o Público 01-10-15 P4 48 descon en e Público 01-10-15 P4 48 despo oamen o