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Ferramentas pedagógicas para a comunicação do património: o Projeto Castelo de Vide - aprender com arqueologia

Silva, Margarida Onofre Mendes da

Abstract

Castelo de Vide, embora sendo um território pequeno com cerca de 264 km2 de área, é um local que se encontra repleto de evidências arqueológicas, que se verificam por vários períodos cronológicos. No entanto, escasseiam intervenções no âmbito de divulgação e valorização do património arqueológico, caso que, por norma, é extensível ao território nacional. O presente trabalho propõe-se a trabalhar este desafio, criando ferramentas pedagógicas para a divulgação arqueológica do concelho de Castelo de Vide. Estas ferramentas são fichas de atividades educativas desenvolvidas para um público infantil definido entre os 8 e os 10 anos, a realizar em ambiente escolar, promovendo a cultura e o património histórico-arqueológico, de maneira a auxiliar os membros mais jovens da comunidade local a conhecer e valorizar os sítios arqueológicos da região onde vivem. Assim, este projeto surge, não só como uma proposta de divulgação do património arqueológico do concelho de Castelo de Vide, mas também enquanto contributo para a defesa e divulgação do património local, podendo posteriormente ser adaptado a outras regiões do país, que possuam características patrimoniais e demográficas semelhantes.

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Fe amen as pedagógicas pa a a comunicação do Pa imónio: O P oje o Cas elo de Vide - ap ende com a queologia ( e são co igida e melho ada após de esa pública) Ma ga ida Ono e Mendes da Sil a Ma ço, 2022 Rela ó io de Es ágio de Mes ado em A queologia Rela ó io de Es ágio ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em A queologia ealizado sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Ca a ina Ten e, P o esso a Auxilia do Depa amen o de His ó ia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Aos meus pais. AGRADECIMENTOS No deco e da ealização des e es ágio o am múl iplas as di iculdades com as quais me depa ei, no en an o, es as o am semp e ul apassadas em pa e g aças ao apoio imp escindí el de um conjun o de pessoas. Em p imei o luga , um eno me ag adecimen o à minha o ien ado a, a P o esso a Dou o a Ca a ina Ten e po e ac edi ado no meu p oje o e po e sido uma p esença ão cons an e na sua ealização, o e ecendo semp e sem hesi a os seus conselhos e suges ões. À minha coo ien ado a Dou o a Sa a P a a que o ambém deixa um ag adecimen o mui o especial pela cons an e ajuda e cumplicidade em odos os momen os, especialmen e nos mais a ibulados do desen ol imen o dos abalhos. Ao Dou o Fábian Cues a-Gómez que o ambém deixa um since o ag adecimen o pelo apoio e ajuda nas mais di e sas á eas, desde o desenho à p óp ia p á ica da p ospeção. O meu p o undo econhecimen o ao Município de Cas elo de Vide, na pessoa do P esiden e An ónio Pi a, pelo seu apoio cons an e à a queologia e ao pa imónio local. Ag adeço a possibilidade que me oi dada de ealiza o p esen e es ágio bem como o meu alojamen o na Casa do In es igado du an e a sua du ação. Es e p oje o nunca e ia acon ecido sem es e acolhimen o, po isso, es ou e e namen e g a a. De igual modo, de o um eno me ag adecimen o aos Técnicos da Secção de A queologia da Câma a Municipal de Cas elo de Vide: Ca los G ande, Nuno Félix, Paulo Mo ais e, em pa icula a João Magus o, pela cons an e disponibilidade, apoio e boa-disposição que mos a am ao longo des es dois anos e cujo auxílio e dedicação o am essenciais pa a o meu conhecimen o do e i ó io, da ila e da população de Cas elo de Vide. Es e sen imen o ala ga-se ainda ao Gabine e de Tu ismo e em pa icula à D a. Pa ícia Ma ins, esponsá el pela agilização de oda a logís ica in ínseca ao desen ol imen o do meu p oje o. Ao S . Joaquim I ia, P esiden e do Rancho Folcló ico Nossa Senho a da Aleg ia, pela amabilidade com que me acompanhou na isi a à Sede do Rancho e ao Ja dim da Casa Ven u a Po í io. Ao S . Ca olino Tapadejo, e e ência incon o ná el pa a o es udo da His ó ia e do Pa imónio local, ag adeço o in e esse que demons ou pelo meu abalho e pela isi a guiada à O icina-Museu do Mes e Ca olino. Po úl imo, mas não menos impo an e, que ia ag adece aos meus pais pela disponibilidade e po me e em dado a opo unidade de chega a é aqui. Sem eles nada se ia possí el. Aos meus amigos, ag adeço a amizade e os momen os de elaxamen o, que me ajuda am a p ossegui du an e es es anos ão a ibulados. Ao Miguel Nunes, po me e acompanhado e apoiado semp e ao longo des e aje o. Fe amen as pedagógicas pa a a comunicação do Pa imónio: O P oje o Cas elo de Vide - ap ende com a queologia Ma ga ida Ono e Mendes da Sil a RESUMO PALAVRAS-CHAVE: Al o Alen ejo; público escola ; A queologia Pública; A i idades Pedagógicas; Pa imónio. Cas elo de Vide, embo a sendo um e i ó io pequeno com ce ca de 264 km2 de á ea, é um local que se encon a eple o de e idências a queológicas, que se e i icam po á ios pe íodos c onológicos. No en an o, escasseiam in e enções no âmbi o de di ulgação e alo ização do pa imónio a queológico, caso que, po no ma, é ex ensí el ao e i ó io nacional. O p esen e abalho p opõe-se a abalha es e desa io, c iando e amen as pedagógicas pa a a di ulgação a queológica do concelho de Cas elo de Vide. Es as e amen as são ichas de a i idades educa i as desen ol idas pa a um público in an il de inido en e os 8 e os 10 anos, a ealiza em ambien e escola , p omo endo a cul u a e o pa imónio his ó ico-a queológico, de manei a a auxilia os memb os mais jo ens da comunidade local a conhece e alo iza os sí ios a queológicos da egião onde i em. Assim, es e p oje o su ge, não só como uma p opos a de di ulgação do pa imónio a queológico do concelho de Cas elo de Vide, mas ambém enquan o con ibu o pa a a de esa e di ulgação do pa imónio local, podendo pos e io men e se adap ado a ou as egiões do país, que possuam ca ac e ís icas pa imoniais e demog á icas semelhan es. Teaching esou ces o he i age communica ion: The P ojec Cas elo de Vide – lea ning wi h a chaeology Ma ga ida Ono e Mendes da Sil a ABSTRACT KEYWORDS: Al o Alen ejo; School child en; Public A chaeology; Teaching Resou ces; He i age. Al hough a small e i o y wi h only abou 264 km2 o a ea, Cas elo de Vide is a place wi h plen y a chaeological emains, si ua ed h oughou a ious ch onological pe iods. None heless, he e is a lack o ou each when i comes o communica ion and awa eness o hese ypes o he i age, which un o una ely is he no m in Po ugal. This p ojec ies o wo k on his issue by c ea ing a collec ion o eaching esou ces o communica ing Cas elo de Vide’s a chaeological es a e. These ools a e educa ional ac i i ies o child en be ween 8 and 10 yea s old in schools, p omo ing cul u e, his o ical and a chaeological local he i age, o help he younges membe s o he local communi y o ecognize and alue hei own cul u al pa imony. In a way, his p ojec a emp s o acili a e he communica ion o Cas elo de Vide’s a chaeological e idence, bu i also ies o c ea e new ways o de ending and communica ing di e en aspec s o local he i age, allowing i o be eplica ed o o he places whe e a chaeological e idence and demog aphics a e simila . Índice INTRODUÇÃO ................................................................................................................ 3 CAPÍTULO 1 - ENQUADRAMENTO ........................................................................... 5 1.1. Con ex ualização geog á ica e demog á ica de Cas elo de Vide ........................... 5 1.2. Enquad amen o da Ins i uição: A Secção de A queologia da Câma a Municipal de Cas elo de Vide ........................................................................................................ 8 CAPÍTULO 2 - ESTADO DA ARTE ............................................................................ 10 2.1. A queologia em Cas elo de Vide ......................................................................... 10 2.2. O enómeno da A queologia Pública ................................................................... 14 2.3. A queologia ao se iço da Educação: A i idades Pedagógicas sob e A queologia .................................................................................................................................... 22 CAPÍTULO 3 - O PROJETO “CASTELO DE VIDE – APRENDER COM ARQUEOLOGIA!” ........................................................................................................ 28 3.1. De inição do Público-Al o .................................................................................. 28 3.2. Me odologia ......................................................................................................... 31 CAPÍTULO 4 – MATERIAL PRODUZIDO ................................................................. 37 4.1. A i idade 1 - “Desenha um A queólogo!” (D aw an A chaeologis Tes ) .......... 39 4.2. A i idade 2 - “Os di e en es pe íodos” ................................................................ 41 4.2.1. A i idade “O Pe íodo Neolí ico” .................................................................. 42 4.2.2. A i idade “O Pe íodo Romano” .................................................................... 43 4.2.3. A i idade “O Pe íodo Medie al” .................................................................. 44 2 4.2.4. A i idade “O Pe íodo Mode no”................................................................... 45 4.3. A i idade 3 - “De que pe íodo sou?” ................................................................... 46 4.4. A i idade 4 - “In odução à es a ig a ia” ............................................................ 49 4.5. A i idade 5 - “Sí ios a queológicos” ................................................................... 50 4.6. A i idade 6 - “Mon a a Peça A queológica” ....................................................... 52 4.7. Ou as a i idades .................................................................................................. 54 CAPÍTULO 5 - REFLEXÕES E PERSPETIVAS FUTURAS ...................................... 56 BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................ 61 ANEXOS I – MATERIAIS DE REFERÊNCIA PARA PRODUÇÃO DE CONTEÚDOS ANEXOS II - ATIVIDADES E RESPETIVOS GUIÕES 9 Po ou o lado, desde os p imó dios da o mação do g upo de a queologia, êm sido o ganizadas isi as à sede da Secção e a á ios sí ios a queológicos da egião, com o obje i o de p omo e e alo iza o pa imónio a queológico local. Es as isi as são o ganizadas á ias ezes po ano, ecebendo u mas e g upos de di e sos ag upamen os, incluindo g upos indos de Espanha, endo ainda sido ealizadas isi as de ins i uições académicas. Es as a i idades cen am-se undamen almen e em isi as guiadas à sede da Secção e a á ios sí ios a queológicos da egião; exposições do ma e ial a queológico a mazenado na Secção de A queologia e na ealização de a i idades que explo am pa es ine en es à a queologia, com exe cícios de esca ações (MAGUSTO, 2018b). Apesa des as a i idades se em mui o bem ecebidas pelo público, an o docen es como alunos, a sua ealização em sido menos eco en e ao longo dos anos (MAGUSTO, 2018b). A ealização do p esen e es ágio na SACMCV e e assim po obje i o abalha de pe o com os memb os da Secção e usu ui dos seus conhecimen o e expe iência p é ia, p incipalmen e no que espei a a à di ulgação do pa imónio a queológico pa a com a população local. Es e abalho de p oximidade pe mi iu e um conhecimen o p é io do ipo de a i idades já le adas a cabo e da ece i idade dos di e en es públicos, ajudando a pe ila a nossa abo dagem. O ac o de e sido possí el pa icipa nos abalhos de campo de p ospeção e elocalização a queológica, e de e sido acul ado acesso ao espólio a queológico em depósi o o am expe iências undamen ais pa a melho conhece as ca ac e ís icas do pa imónio a queológico des e e i ó io e desen ol e a i idades que ep esen assem e celeb assem esses alo es adequadamen e. 10 CAPÍTULO 2 - ESTADO DA ARTE 2.1. A queologia em Cas elo de Vide Cas elo de Vide em sido al o de á ias in e enções a queológicas ao longo dos anos, le adas a cabo desde o século XIX, a ando-se de uma egião com g ande di e sidade de sí ios a queológicos. Embo a enha bene iciado de á ios es udos nos p imó dios da discpilina a queológica ela i amen e ao pe íodo Neolí ico, a a queologia em Cas elo de Vide começou a c esce exponencialmen e a pa i da década de 70, com a elabo ação da Ca a A queológica de Cas elo de Vide (RODRIGUES, 1975), que mui o eio da a conhece ace ca do e i ó io no que conce ne aos sí ios a queológicos do concelho, p opo cionando localizações e desc ições dos mesmos. Ou o momen o mui o impo an e pa a a consolidação da a queologia em Cas elo de Vide, oi a já e e ida o mação do G upo de A queologia em 1981, inse ido num p og ama de Ocupação de Tempos Li es, sendo mais a de inse ido nos se iços municipais. O G upo, e pos e io Secção de A queologia, ealizou desde o momen o da sua undação uma sé ie de in es igações pelo concelho, an o em con ex o u bano como u al, cuja maio ia dos esul ados pe manecem po publica . Nos úl imos anos, Cas elo de Vide em con inuado a se palco de inúme as in es igações de âmbi o académico, p incipalmen e no con ex o de mes ado e dou o amen o, semp e com o apoio da Câma a Municipal e da Secção de A queologia. Pa a o pe íodo Paleolí ico, as e idências a queológicas são escassas, embo a es ejam documen adas duas possí eis es ações ao a li e nas zonas de Can o do Vasco e Pegos Dob ados (ALMEIDA, CARVALHO e AVELEIRA, 2011). Mais ecen emen e, du an e uma ob a de sal agua da de es ígios a queológicos na Cen al Fo o ol aica de Tendei os, o am iden i icados ce ca de 16 a e ac os lí icos o a do seu con ex o p imá io (RICARDO, 2020). No en an o, pa a o pe íodo Neolí ico as publicações são con a iamen e bas an e nume osas, especialmen e no que diz espei o ao megali ismo. Em 1868, oi ealizado um in en á io sob e os dólmens de Po ugal, incluindo um le an amen o das an as des e concelho e alguns machados lí icos (PEREIRA da COSTA, 1868). Impo a ambém salien a as publicações de La anjo Coelho, com le an amen os desc i i os de á ios monumen os megalí icos (LARANJO COELHO, 1924), e, ealizada mais a de, a in es igação de Jo ge de Oli ei a, que analisou e in en a iou os monumen os 11 megalí icos e a cul u a ma e ial associada de oda a bacia hid og á ica do io Se e , dando con a da mani es a di e ença en e os ambien es de xis o e g ani o, possuindo os úl imos uma maio iqueza e abundância de ecu sos (OLIVEIRA, 1997). Não obs an e, exis em ou as publicações, de ca ác e mais especí ico, que impo am menciona , como, po exemplo, o a igo e e en e à da ação de dois meni es da egião de Cas elo de Vide, o meni da Meada e o meni da Pa alou, que p oduzi am da ações si uadas no Neolí ico an igo, du an e o 6º milénio, posicionando-os num momen o an e io ao apogeu dolménico (OLIVEIRA, 2016) e a in e enção a queológica da an a dos Cu ais do Galho das, acompanhada de análises químicas que de e mina am ambém um uso pos e io , du an e a Idade do B onze, da es u u a es udada (MONTEIRO- RODRIGUES e OLIVEIRA, 2018). Es a eo ia é ambém de endida na ese de mes ado de Ana Pa olei o, onde são analisadas á ias ipologias de ce âmica iden i icadas associadas a dólmens da egião que eme em pa a a Idade do B onze, p o ando uma u ilização de longa du ação dos monumen os no e i ó io de Cas elo de Vide (PAROLEIRO, 2016). O pe íodo p o o-his ó ico ap esen a dados de no o mais escassos, embo a se des aque o a igo sob e o po oamen o p o o-his ó ico na zona do cas elo da ila de Cas elo de Vide (MAGUSTO, 2007) e o abalho e e en e a um possí el po oado o i icado em Cas elo Velho de Se e , do pe íodo Calcolí ico (AGUILAR, 1995). Impo a ainda aze e e ência à publicação ace ca da única es ela de ipo alen ejano iden i icada no concelho de Cas elo de Vide, na Tapada da Moi a, deco ada em ele o po um obje o bi-anco i o me com co eias e po uma espada de punho a edondado (OLIVEIRA, 1986). Po sua ez, pa a o pe íodo Romano os dados disponí eis são de no o mais exp essi os. Cas elo de Vide encon a-se nas p oximidades da cidade omana de Ammaia, o que explica a p esença de sí ios a queológicos des e pe íodo. Des acam-se nesse con ex o as publicações e e en es à Es ação a queológica de Mos ei os. A p imei a ob a az e e ência ao sí io e à in e essan e cul u a ma e ial que oi lá iden i icada, incluindo a única u na em chumbo conhecida no Al o Alen ejo e um amo de mosaico que não oi possí el p ese a (MONTEIRO, 2011). Es e sí io oi p imei amen e conside ado uma illa omana, mas de ido ao ex enso espólio a queológico de es u u as e ma e iais, oi ap esen ada a possibilidade de se a a de um “san uá io de e aços”, hipó ese a ançada po And é Ca nei o (2014) na sua análise do 12 po oamen o u al na egião do Al o Alen ejo. Da mesma o ma, a ese de dou o amen o de Mélanie Wöl am sob e o p ocesso de c is ianização no Sul da Lusi ânia me ece menção pela abo dagem a sí ios e es ígios omanos e al o-medie ais no e i ó io de Cas elo de Vide (WOLFRAM, 2011). Igualmen e de des aca são o Es udo P elimina ace ca de Ce âmica Comum omana no concelho (PEREIRA, MONTEIRO, 2011) e a ese de mes ado e e en e ao sí io a queológico de Masca o (RICARDO, 2015). Tal como o Megali ismo é das mani es ações neolí icas cuja p esença no e i ó io cas elo idense é mais exp essi a, o mesmo pode se di o em elação às sepul u as esca adas na ocha e de lajes pa a o pe íodo al o-medie al. As publicações ace ca das mesmas são di e sas. Pa a começa , é impo an e e e encia a Ca a A queológica do Concelho, onde o am ap esen adas á ias nec ópoles e sepul u as na egião pela p imei a ez, incluindo as suas localizações, acessos e dimensões (RODRIGUES, 1975). Também o suplemen o à Ca a A queológica que a mesma au o a publicou é ele an e, dedicado singula men e a sepul u as, eunindo in o mação ace ca do espólio exumado e implemen ando um no o mé odo de sis ema ização pa a a c iação de ca ego ias o mais pa a o espólio ce âmico das sepul u as com base nas suas o mas e dimensões (RODRIGUES, 1978). Ainda elacionado com o es udo des as es u u as, impo a menciona a ob a sob e a in e enção de eme gência ealizada a duas nec ópoles al o-medie ais iden i icadas após a descida das águas da ba agem de Pó oa e Meadas (CAEIRO, 1984). Nos anos mais ecen es, des aca-se ainda a ese de mes ado de Sa a P a a onde se en ou pe cebe uma e olução mais linea ela i amen e às o mas das sepul u as al o-medie ais, chegando-se à conclusão de que es a a iedade p o a elmen e nada se de ia a uma e olução o mal, mas an es à con inuidade e descon inuidade de adições e in luências (PRATA, 2012). Es e abalho se iu como pon o de pa ida pa a o pos e io p oje o PRAMCV - Po oamen o u al al o medie al no e i ó io de Cas elo de Vide. Des e modo, publica am-se á ios abalhos e e en es aos es ígios do po oamen o em con ex o u al al o-medie al em Cas elo de Vide, des acando-se os a igos ela i os aos esul ados ob idos do es udo das in e enções a queológicas ealizadas (PRATA e CUESTA-GOMÉZ, 2017; PRATA, 2018a, en e ou os), esul ando ainda na ese de dou o amen o da au o a (PRATA, 2018b). Já si uado no pe íodo da medie alidade plena, que emos des aca as ob as de Diaman ino T indade que são um impo an e con ibu o pa a a in en a iação da a qui e u a eligiosa de Cas elo de Vide, ealizado com um olha mais his ó ico- 13 c onológico (TRINDADE, 1979). A ese de mes ado de Ana Jo ge de e se ambém elemb ada, po ap esen a uma p opos a pa a o desen ol imen o do bu go de Cas elo de Vide, das suas mu alhas, habi ações e cas elo, que e á ido início no século XIII (JORGE, 1991). A g ande maio ia de in e enções a queológicas do pe íodo Mode no são de con ex o u bano, ealizadas no âmbi o da sal agua da do pa imónio. Impo am e e i alguns dos acompanhamen os que dão con a do g ande núme o de silos iden i icados no cen o his ó ico: o acompanhamen o na T a essa do Saco nº 5, onde o am encon ados ês silos de c onologia mode na (SANTOS, 2008) e as esca ações ealizadas pelo SACMCV a pa i de 1988 no edi ício do museu da Sinagoga, pe mi i am iden i ica es emunhos das di e en es ocupações e iden i ica ês silos com ases dis in as de u ilização, sendo que a mais an iga e con empo ânea da sua abe u a, emon a ia a inais do século XIV (SANTOS, 2006). Ainda ace ca dos silos de Cas elo de Vide, oi ecen emen e publicado um a igo que p ocu ou analisa es as es u u as nega i as e in e liga os á ios momen os da sua u ilização com os p ocessos de e olução da ila (CUESTA-GÓMEZ, PRATA e MAGUSTO, 2021). As in e enções ealizadas nas ca ala iças do cas elo de Cas elo de Vide pe mi i am ambém iden i ica um conjun o mui o in e essan e de espólio, incluindo pon as de co eia esmal adas de ce ca do século XIV-XV (MAGUSTO, 2019) e um conjun o de es u u as e pa imen os com indícios de abandono nos séculos XVII, XVIII e XIX (SANTOS, 2004). Recen emen e, oi publicado um a igo que analisa os cha u dões, um ipo de es u u a e nacula e que p opõe a sua in e p e ação como es u u as de uso empo á io associadas simul aneamen e a ans o mações nas p á icas ag ícolas e ao desen ol imen o u bano de Cas elo de Vide em época Mode na (CUESTA-GÓMEZ e PRATA, 2021). É necessá io ainda essal a que ao longo dos anos a SACMCV ealizou nume osas p ospeções, le an amen os, egis os g á icos e esca ações pelo e i ó io, an o em con ex o u bano como u al. No en an o, os esul ados des as in es igações encon am-se a qui ados no ace o da Secção e a maio ia des es abalhos encon am-se ainda po publica . O p oje o de in es igação pa a a elabo ação da No a Ca a A queológica do e i ó io de Cas elo de Vide (PIPA VIDE 2019-2022) a ualmen e em cu so, p e ende p ecisamen e sis ema iza oda es a in o mação em a qui o e o e ece no as lei u as pa a a e olução diac ónica do e i ó io. 14 2.2. O enómeno da A queologia Pública Median e o expos o, o na-se cla o que a ila de Cas elo de Vide e o seu espaço u al conse am um impo an e núme o de es ígios a queológicos, que êm con ibuído pa a a econs ução do passado des e e i ó io. No en an o, os esul ados ob idos no âmbi o de abalhos a queológicos nem semp e êm sido adequadamen e di ulgados pa a o público ge al, um p oblema que se ala ga e pode se obse ado a ní el nacional. Fo a do âmbi o po uguês, a chamada a queologia pública ou a queologia comuni á ia em sido mui o p omo ida, embo a a sua de inição semp e enha p oduzido bas an e discussão, is o engloba á ios concei os e pe spe i as (MOSHENKA, 2017: 4). O e mo “a queologia pública” eme giu pela p imei a ez nos anos 70 do século XX, nos Es ados Unidos, com a publicação de um a igo chamado “Public A chaeology” (MCGIMSEY, 1972). Nes a ob a, o au o especi icou o que en ende po a queologia pública e a necessidade de en ol e o público na disciplina, de o ma a acili a o acesso à in o mação que se p oduz e, consequen emen e, de melho p ese a os es ígios a queológicos. Acima de udo, McGimsey p opôs um p og ama de apoio à a queologia po pa e do Es ado, p eocupado com a legislação en ol en e e com a manu enção da p ese ação des es es ígios nos Es ados Unidos. Nos anos seguin es, es a necessidade de educa o público pa a a p ese ação do pa imónio acen uou-se, especialmen e nos países anglo-saxónicos. Na e is a Ame ican An iqui y oi pos e io men e publicado um a igo ace ca da elação que um a queólogo pode es abelece com o público in e essado em sabe mais ace ca das p á icas a queológicas (FAGAN, 1977). Foi, no en an o, a pa i dos anos 80 que es e mo imen o começou a c esce com g ande igo , com a c iação de depa amen os uni e si á ios; ealização de deba es, colóquios e sessões de escla ecimen o, assim como o ec u amen o de olun á ios, de manei a a p omo e o en ol imen o do público em abalhos a queológicos (ANTAS, 2013: 85). Su gi am ambém o ganizações como o A chaeological Ins i u e o Ame ica (AIA) e a Socie y o Ame ican A chaeology (SAA), cujas p incipais p io idades e le idas num inqué i o ei o aos seus memb os, cen a am-se na educação e p omoção da a queologia pa a o público ge al (FAIRBANKS ASSOCIATES, 1988). Do mesmo modo, a SAA o ganizou á ias a i idades e p oje os, como o “Sa e he Fu u e o he 15 Pas ”, ealizando p og amas de olun a iado e a i idades ligadas à educação o mal e in o mal do público ace ca da a queologia, pa ilhando es o ços com ou os impo an es g upos (SOCIETY FOR AMERICAN ARCHAEOLOGY, 1990). Um des es g upos e que me ece menção é o Public Awa eness Wo king G oup (PAWG), undado em 1986, cuja unção oi, e con inua a se , a de consciencializa o público pa a os es ígios a queológicos, esponsá el pela c iação do Lis ing o Educa ion in A chaeological P og ams (LEAP). Es e documen o a a-se de uma lis a com ce ca de 1,200 en adas, cada uma desc e endo a i idades ela i as à educação pa imonial, ealizadas en e 1990 e 1991 (KNOLL, 1992). Jun amen e com es es g upos e o ganizações, des acam-se ainda ou as ob as es adunienses conside adas pa adigmá icas nes e campo. Em 1991, oi publicado na e is a Ame ican An iqui y, um a igo ela i o aos di e en es públicos da a queologia, onde o público ge al é subdi idido de aco do com os seus in e esses e/ou conhecimen os. Foi po es a al u a que se começa am a demons a es o ços pa a adap a a in o mação a queológica a di e en es ipos de público (MCMANAMON, 1991). No ano de 1994, oi ambém publicado um li o de g ande in e esse, que se dedicou ao es udo da manei a como o passado é ensinado nas escolas, museus e sí ios his ó icos, a gumen ando que es e, no ge al pode á bene ica de uma pe spe i a menos “documen á ia” e mais ligada à a queologia (STONE, MOLYNEUX, 1994). Impo a e e i ainda que es e li o se dedicou a explo a es a e en e em á ias pa es do mundo, demons ando que a a queologia pública se o nou nes e momen o num enómeno a ní el mundial. Em 1999, Tim Schadla-Hall p opôs um no o pa adigma pa a o e mo de a queologia pública, de modo a que es e não se p eocupasse somen e com a di usão de in o mação a queológica pa a a sociedade, mas ambém com o impac o que em na sociedade a ní el económico, chegando ambém a discu i o á ico ilíci o de an iguidades, o uso polí ico que é dado à a queologia e a é a imagem que anspa ece ao público (SCHADLA-HALL, 1999) (ANTAS, 2013: 86). No século XXI, a p á ica da a queologia pública começou a obse a um imenso c escimen o, no en an o, a a iedade de concei os pa a o que é a a queologia pública e comuni á ia aumen am ambém, não exis indo uma de inição ce a ou aco dada. Es a al a de conco dância ace ca do ema o na-o mui o as o, com uma a iedade de ipologias que necessi am de 16 se discu idas e conside adas ( igu a 1). Des a manei a, ap esen am-se aqui os concei os, conside ados po nós, cen ais sob e a a queologia pública: Em p imei o luga , há-que conside a a a queologia pública, na sua acepção inicial, que de ende uma a queologia apoiada pelo Es ado, com cedência de undos públicos a p oje os de ní el nacional, egional e local, que isem a p ese ação e ges ão de a queologia. Nes e sen ido, es e não se oca no abalho di e o com a comunidade, mas numa in e p e ação mais democ á ica que apoie a a queologia em si (MOSHENKA, 2017: 7 e 8). Po ou o lado, a a queologia pública ambém de e se in e p e ada enquan o uma p á ica comuni á ia, apelando à pa icipação de memb os do público nas mais a iadas a i idades cien í icas elacionadas com a queologia, podendo es as se elabo adas po di e en es ins i uições que lidem com pa imónio a queológico, ou pelos p óp ios a queólogos (MOSHENKA, 2017: 8). Não se dis anciando mui o do concei o an e io , encon a-se a ideia da a queologia pública enquan o disciplina educacional, pa indo do p incipío de que o conhecimen o a queológico de e se pa ilhado com odos, sob as mais di e sas o mas ou ealizada po dis in as ins i uições. Ou o aspe o conside ado po nós impo an e é a ap oximação da a queologia com a cul u a popula e o en e enimen o, como po exemplo a a és de p og amas ele isi os ou ideojogos, que acabam po se os maio es eículos de ansmissão da a queologia dos nossos dias, especialmen e pa a o público mais di e si icado. Um es udo ecen e ealizado pelo NEARCH demons ou que 56% da população se in o ma ace ca da a queologia a a és de documen á ios, no ícias na ádio e na ele isão (MARX, NURRA, ROSSENBACH, 2017: 27). Recen emen e, oi ambém ealizada uma ese que en ou demons a o po encial que os ideojogos podem e , pegando numa amos a de jogado es, sendo que 66% a 75% dos pa icipan es es ão in e essados em jogos cuja in o mação a queológica é p ecisa (BOERBOOM, 2019: 48). Pa a além disso, o es udo demons ou que uma pequena pa e dos pa icipan es gos ou mais de isi a sí ios a queológicos e museus, depois de joga ideojogos (BOERBOOM, 2019: 49). Po ou o lado, o na-se cada ez mais eme gen e conhece e es uda a manei a como a cul u a popula abo da a a queologia e o papel do a queólogo. Um ele an e exemplo des e ipo de es udo é o abalho de Co nelius Hol o que analisou uma sé ie de li os, p og amas ele isi os, jogos e ilmes ligados ao ema da a queologia, 17 es abelecendo pos e io men e os di e sos ipos de a queólogo que são ansmi idos ao público (como o “a queólogo-a en u ei o”; o “a queólogo-de e i e”; o “a queólogo das e elações p o undas”; o “a queólogo, p o e o de a e ac os”) (HOLTORF, 2007). Também a a queologia pública ab ange ou as á eas di ecionadas ao es udo do con ex o económico, polí ico, social e é ico da a queologia. P ocu a conhece as implicações da p ese ação pa imonial no u ismo, assim como nas ins i uições elacionadas com a ges ão do pa imónio. Da mesma o ma, o con ex o polí ico e legal da a queologia de e mina o modo como são a aliados os sí ios a queológicos, impondo, ou não, limi es no seu es udo; e, ainda, p ocu ando comba e o á ico ilegal de an iguidades (ANTAS, 2013: 87). Es as implicações ambém se podem aduzi na manei a como se p o ege um sí io a queológico ace a um con li o a mado. De um pon o de is a sócio-cul u al, a a queologia pública ambém se p eocupa com a o mação de iden idade indi idual e cole i a e na alo ização da a queologia local enquan o pa e dessa iden idade. Rela i amen e ao campo da é ica, a a queologia pública ambém econhece as noções de inclusi idade e in eg ação e da p op iedade cul u al de de e minado sí io a queológico, ace a ambições ligadas a an eceden es, como é o caso dos po os indígenas (MOSHENKA, 2017: 10). Figu a 1 - Alguns ipos de a queologia pública, segundo Gab iel Moshenka (MOSHENKA, 2017: 6). 18 Tal como oi a é aqui exp essado, a a queologia pública em indo a se um ópico cada ez mais alado e p a icado. No caso po uguês acabam po se os museus os g andes esponsá eis pela di usão do pa imónio a queológico, o ganizando e p omo endo a i idades a iadas com o público, mui as ezes eco endo ambém à p óp ia a queologia expe imen al, como é o caso do Museu A queológico do Ca mo, o Museu Nacional de A queologia, o Museu In e a i o do Megali ismo de Mo a ou o Museu do Côa. Jun amen e com es es museus, é necessá io ala do papel pionei o que e e o Campo A queológico de Mé ola (ou Mé ola Vila-Museu) desde 1979, na di ulgação do pa imónio e en ol imen o do público em a i idades a queológicas. T a a-se de um p oje o de longa du ação que além de o ganiza a i idades educa i as de animação pa imonial des inadas a alunos do P é-Escola e 1º Ciclo e o nece a opção de pa icipa olun a iamen e nas in es igações, ambém o ganiza exposições, cu sos li es, ec iações his ó icas, isi as guiadas e o ganiza a i idades com a Uni e sidade Sénio de Mé ola (MATEUS, 1998; PALMA e al., 2020). Nos úl imos anos em Po ugal, começa am a su gi ou os p oje os de di ulgação e en ol imen o da população que me ecem menção: o Pa que A queológico do Vale do Côa desen ol e e p omo e p oje os educa i os pa a público de idade escola , com isi as guiadas a núcleos de a e upes e e com o icinas de a queologia expe imen al (LIMA, 2009). Na mesma egião, o p oje o PICMOR (P oje o de In es igação do Cas elo de Mon o e de Ribacôa) p omo e a pa icipação di e a de pessoas, g upos e associações na in es igação, de manei a a democ a iza a a queologia local (FRANCISCO, GIL, 2016). Po úl imo, impo a ainda e e i com dis inção o p oje o Ou ei o do Ci co, cuja a e a de en ol imen o do público e disseminação de conhecimen os se assumiu como um dos obje i os cen ais do p oje o e, não somen e como uma pa e secundá ia. Fo am ealizadas isi as guiadas ao sí io, c iadas éplicas dos ma e iais pa a acompanha as á ias ap esen ações, o ganizados wo kshops de a queologia expe imen al e oi ainda pe mi ida a pa icipação da comunidade nas in e enções (PORFÍRIO, 2015). Pa a além dos p oje os p e iamen e mencionados, ambém as Câma as Municipais (Vila F anca de Xi a, Cas elo de Vide, Belmon e, Vouzela, en e ou as) êm p opo cionado opo unidades de pa icipação di e a nas in e enções, o ganizando 25 passados e cos umes, p omo endo ambém a in es igação e explo ação do e i ó io, assim como o desen ol imen o do espí i o c í ico pa a os jo ens 5 . Em Espanha, es e ipo de unidade didác ica é ambém mui o u ilizada, especialmen e associada a museus. O Museu A queológico de Mu cia desen ol e e disponibiliza online cade nos de a i idades a se ealizados po di e en es ciclos escola es ace ca de emas a iados den o da a queologia e pequenas maque es em papel de es u u as de habi ação 6 . O Museu de P é-His ó ia de Valência o e ece igualmen e unidades didá icas pa a di e en es ciclos de escola idade, dedicando-se a explo a o pe íodo p é-his ó ico po meio de his ó ias e cade nos de passa empos 7 . Também o Museu A queológico Nacional de Mad id o e ece um conjun o de ichas didá icas e puzzles pa a a educação p imá ia e secundá ia e ma e ial de apoio co esponden e pa a os p o esso es. O e ece ainda jogos in e a i os na pla a o ma Kahoo , ap esen ações in e a i as sob e as di e en es peças do seu ace o, alguns exemplos de jogos his ó icos e ainda uma isi a i ual ao museu 8 . Es es museus são apenas alguns dos exemplos que o e ecem es as unidades didá icas, sendo que g ande pa e dos museus em e i ó io espanhol se dedica à educação o a dos p óp ios museus. No con ex o po uguês, a ealidade é mui o di e en e, exis indo uma meno disponibilidade pa a a i idades pedagógicas em ambien e escola ou museológico, que sejam acilmen e acessí eis. Também a ealização de a i idades a queológicas jun o do público in an il e ju enil se encon a mal documen ado. Inicialmen e, que emos menciona alguns es udos que abo dam o po encial da a queologia den o da sala de aula, no auxílio de ou as disciplinas ou do desen ol imen o de capacidades cien í icas. Assim, des aca-se especialmen e um a igo ei o com base num p oje o de in es igação, que isa o manuseamen o de obje os a queológicos no ensino da disciplina de his ó ia. No inal da in es igação p oduzi am- se esul ados mui o sa is a ó ios no que diz espei o à ap endizagem apoiada na u ilização de on es a queológicas (RIBEIRO, 2007). Na mesma e en e de 5 His o ic En i onmen Sco land, Lea ning Resou ces. Consul ado a 22/11/2020. Disponí el em: h ps://www.his o icen i onmen .sco /lea n/lea ning- esou ces/ eaching- esou ces/# hemed- esou ces_ ab 6 Museos Región de Mu cia, Ma e ial Didác ico. Consul ado a 23/11/2020. Disponí el em: h ps://www.museos egiondemu cia.es/web/museosdemu cia/museo-a queologico-de- mu cia/didac ica/ma e ial-didac ico 7 Museu de P ehis ò ia de València. Di ulgación y Educación. Consul ado a 23/11/2020. Disponí el em: h p://www.museup ehis o ia alencia.es/web_mup e a/publicaciones/di ulgacion_educacion 8 Museo A queológico Nacional. Recu sos. Consul ado a 22/11/2020. Disponí el em: h p://www.man.es/man/educacion/ ecu sos.h ml 26 pensamen o, des aca-se um a igo que, po sua ez, é baseado numa ese de mes ado onde á ias a i idades o am ealizadas jun o a uma u ma do 7º ano, onde o am abo dados á ios emas ligados à a queologia a a és de uma me odologia ligada ao manuseamen o do obje o a queológico, cujos esul ados o am ambém mui o posi i os, demons ando que os a e ac os a queológicos se a am de ins umen os undamen ais pa a o ensino de his ó ia (GIL, 2020). Da mesma o ma, há quem abo de a a queologia enquan o mecânica pa a incen i a a p ese ação ambien al em públicos p é-escola es, como mos a o a igo e e en e à ese ainda em desen ol imen o de Susana San os e Ma ia Rod igues (SANTOS, RODRIGUES, 2016). Po ou o lado, o na-se ele an e menciona a ese de mes ado de Bea iz Ba a a, dedicada à análise dos mé odos comunica i os dos museus de a queologia pe an e os jo ens en e os 13 e 17 anos, um público ipicamen e dí icil de a ingi . Pa a além des a análise, p ocedeu a um balanço dos p og amas educa i os e pedagógicos que á ios museus nacionais e in e nacionais de a queologia o e ecem, e minando com a suges ão de um conjun o de expe iências e a i idades que podem se implemen adas nes as ins i uições (BARATA, 2017). Impo a ainda e e i o p oje o Rede de Clubes de A queologia concebido pelo Museu Nacional de A queologia cujos obje i os ecaem na consciencialização dos es udan es pa a a p ese ação do pa imónio a queológico, comp ome endo-se a assumi um papel dinâmico na pa ilha de in o mação com as escolas que enham ade ido ao p oje o. Assim, p opo ciona ma e ial didá ico sob e as suas coleções e sob e emas ge ais da a queologia; o ganiza con e ências, deba es, wo kshops, a elie s e exposições (ANTAS, 2012). O websi e do p oje o, embo a não seja a ualizado há ce ca de 9 anos, ainda o e ece ó uns pa a discussão e alguns ecu sos didá icos ace ca dos á ios pe íodos c onológicos 9 . No que diz espei o aos se iços educa i os dos museus, a maio ia dos museus de a queologia em Po ugal con am com di e sas a i idades pedagógicas ealizá eis no espaço do museu, como é o caso do Museu Nacional de A queologia, o Museu A queológico do Ca mo ou o Museu Municipal de A queologia de Sil es. Um dos melho es exemplos se á o Polo A queológico de Viseu An ónio Almeida Hen iques que con a com di e sas a i idades pedagógicas median e ma cação p é ia, podendo ambém o g upo do Pólo A queológico di igi -se às escolas pa a as ealiza . Es as a i idades são 9 Clubes de A queologia. Consul ado a 01/12/2020. Disponí el em: h p://www.clubesdea queologia.o g/ 27 di igidas a públicos in an is e ju enis e são mui o di e si icadas com o mações pa a p o esso es, p oje os de di ulgação de a queologia, isi as guiadas e isi as i uais, disponibilizando ainda oolki s emá icos de a queologia expe imen al. Também no websi e se encon a uma isi a i ual ao museu, al como uma gale ia 3D de peças do seu ace o 10 . Apesa de g ande a iedade de ecu sos, não disponibiliza a i idades pedagógicas online que possam se ealizadas de o ma au ónoma ou nas escolas. Ao con á io dos exemplos dados, o Museu de A queologia D. Diogo de Sousa em B aga é o único museu que, pa a além de p omo e a ealização de a i idades lúdico- pedagógicos no espaço museológico, ambém disponibiliza no seu websi e ecu sos educa i os dedicados à a queologia 11 . Con a, po an o, com ichas in o ma i as que isam comunica di e sos aspe os do abalho a queológico, e de ichas de explo ação pedagógica, que po ou o lado p e endem ap o unda conhecimen os ace ca do Pe íodo Romano. 10 Pólo A queológico de Viseu. Consul ado a 02/11/2020. Disponí el em: h ps://www.poloa que iseu.p / 11 Museu de A queologia D. Diogo de Sousa. Consul ado a 02/11/2020. Disponí el em: h ps://www.museuddiogodesousa.go .p /se ico-educa i o/ 28 CAPÍTULO 3 - O PROJETO “CASTELO DE VIDE – APRENDER COM ARQUEOLOGIA!” 3.1. De inição do Público-Al o A escolha do público in an il, en e os 8 e os 10 anos, jus i ica-se po se a a de uma época de desen ol imen o undamen al dos indi íduos. É du an e a in ância (en e os 0-12 anos) que se es abelecem as bases pa a um desen ol imen o de um indi íduo au ónomo e emocionalmen e saudá el, capaz de ap ende e a pa icipa no mundo, a a és do seu espí i o c í ico e c ia i o, com uma a i ude explo a ó ia e espei ado a pa a consigo, pa a com os ou os e pa a com o mundo (PORTUGAL, 2008: 33). Simul aneamen e, é nes e pe íodo que são o necidos concei os mui o impo an es como a iden idade, ole ância, consciência local e nacional e p ese ação do pa imónio (ALVES, 2014: 68). A sua impo ância de i a do ac o de ecaí em nas necessidades básicas do c escimen o saudá el, sendo es as ligadas ao econhecimen o e à a i mação (necessidade de se sen i acei e, espei ado e se ido em conside ação; necessidade de pe ença a uma comunidade ou se pa e in eg an e de um g upo) que, po sua ez, são de e minan es pa a o bem-es a ao ní el emocional do sujei o pa a com o con ex o onde se inse e (PORTUGAL, 2008: 44). É en e os 6 e os 10 anos que o es udo das c onologias, do passado e do p esen e se começa a es abelece mui o associadas a expe iências pessoais e ao seu elacionamen o com os seus quo idianos. O seu conhecimen o ace ca do que os odeia é ainda mui o básico, mas pa e sob e udo das á eas onde esidem e que os en ol e, sendo mui o bené ico da a conhece aspe os da a queologia local (DÍAZ, 2018: 21). No caso especí ico de Cas elo de Vide, es e aspe o é ainda mais ac escido po que se a a de um local com uma g ande p esença a queológica, an o pela quan idade e bom es ado de conse ação da maio ia dos es ígios, como pela g ande a iedade dos mesmos, es endendo-se po di e sos pe íodos. Embo a se conside e que es as necessidades possam se espondidas ao longo da in ância de um indi íduo independen emen e do seu p og ama escola , é du an e os 3º e o 4º ano que oco e um maio in es imen o nes as á eas, pois é a pa i des a al u a que se começam a ensina con eúdos elacionados com a disciplina de His ó ia, undamen almen e da his ó ia local e nacional. Nes es p imei os anos, a His ó ia 29 enquan o disciplina assume um papel o mado da cidadania e que isa a melho adap ação dos indi íduos pa a com a sociedade e pa a com o meio que os odeia, “ alo izando a sua iden idade e aízes, espei ando o e i ó io e seu o denamen o”; e com o obje i o de “iden i ica acon ecimen os elacionados com a his ó ia pessoal e amilia , local e nacional, localizando-os no espaço e no empo” (s.a., 2018a: 2). É ainda impo an e escla ece que a His ó ia enquan o ciência dá sen ido ao passado, con ex ualiza e o ien a o u u o. Pe mi e-nos explica as sociedades humanas a uais a a és das decisões e dos a os dos nossos an epassados (AMARAL e al., 2012: 4). Es as ques ões são ambém undamen ais pa a a o mação da ideia de pe ença: sabe quem somos, de onde imos e como nos si uamos em elação aos ou os e à sociedade. Pa a isso, é necessá io que exis a uma dimensão cul u al e his ó ica semp e p esen e, de modo a escla ece es es pon os (AFONSO, 2007: 18). É nes e sen ido que a a queologia ambém se o na numa impo an e e amen a de ap endizagem quando aliada à disciplina de his ó ia, uma ez que é ambém nes es anos que se p ocu a econhece es ígios e ac os impo an es do passado local (cons uções, cos umes, o igens da po oação, adições, en e ou os) (s.a., 2018a: 5). Po ou o lado, a in odução da a queologia enquan o ciência nas salas de aula ajuda á a ap endizagem de ou as manei as. Em p imei o luga , a a queologia é uma ciência que es uda as sociedades humanas e a ligação que es as c iam com o seu meio, a pa i do momen o em que são c iadas as p imei as e amen as. A a queologia aba ca odos os pe íodos da exis ência do se humano, mesmo aqueles onde a documen ação esc i a não e a ainda uma ealidade, concen ando-se, essencialmen e no es udo da cul u a ma e ial e dos locais que o am ou o a ocupados. Assim, a a queologia acaba po e uma g ande in e disciplina idade, pois p ecisa de eco e a di e sas ou as ciências e á eas pa a melho comp eende o passado, ais como a geologia, geog a ia, ca og a ia, desenho, e c. Des a o ma, o ensino da a queologia acaba po pe mi i um g ande c uzamen o com di e sas disciplinas que, mui as ezes não oco e na disciplina de his ó ia (DÍAZ, 2018: 15, 16; ZAPATERO, 2010: 163). Es a ca ac e ís ica es á ambém mui o ligada ao p óp io ca ác e de in es igação da a queologia que, po sua ez, pe mi e o desen ol imen o do pensamen o c í ico, lógico e cien í ico a a és da análise de ma e iais a queológicos e suas écnicas de p odução, que pode depois se elacionado com momen os especí icos no empo. Des a manei a, cimen am-se as 30 c onologias ap endidas em aula enquan o se em con ac o di e o com á ias on es e ciências (DÍAZ, 2018: 15; ZAPATERO, 2010: 166). Da mesma manei a, comp eende-se melho a e olução do empo e da paisagem, o que acili a á ambém a comp eensão de emas elacionados com a na u eza e os seus p ocessos. Ainda nes e aspe o, podem se ap esen adas as elações que as sociedades an igas man inham com o seu meio, o que, po sua ez pode á omen a a i udes mais espei ado as pa a com o pa imónio his ó ico, a queológico e na u al (DÍAZ, 2018: 16; ZAPATERO, 2010: 166). Es as a i udes ambém pode ão es a ligadas às ideias de ecologia e p o eção do ambien e, onde se pode ão in oduzi emas como as mudanças climá icas e a manei a como isso nos a e a á a nós e aos á ios es ígios a queológicos encon ados. Po ou o lado, é uma boa manei a de in oduzi ambém ques ões ligadas à p o eção, p ese ação e conse ação dos á ios sí ios e monumen os his ó ico- a queológicos, uma ez que são es es que azem pa e do nosso passado comum e jus i icam quem nós somos a ualmen e (ZAPATERO, 2010: 166). Igualmen e impo an e, é a capacidade de c ia alo es ligados ao espei o e comp eensão da di e sidade cul u al, ajudando a p omo e ole ância e solida iedade pa a com os ou os, a pa i da ideia de que a a queologia e a his ó ia pe encem a odos nós enquan o se es humanos (DÍAZ, 2018: 16). É undamen al e ambém em conside ação a p óp ia p a icidade que ca ac e iza a a queologia, sendo isso um bene ício no es ímulo à ap endizagem. Sob es a pe spe i a, a a queologia pode á auxilia a disciplina de his ó ia, o nando-a menos baseada em exposição de ma é ia e ac os, ugindo um pouco da o al dependência dos manuais escola es. Nes e pon o, é impo an e e em con a que, mui as ezes, es es mé odos de ensino mais adicionais apenas le am o aluno a deco a a ma é ia sem a ap ende ealmen e, o que o o na incapaz de a aplica em si uações conc e as (GIL, 2020: 352). 31 3.2. Me odologia Pa indo do p incípio de que a o ma de comunicação da a queologia que ende a p oduzi os melho es esul ados é aquela que az uso da educação e do en ol imen o do público, pensámos que es e se ia o pon o de pa ida pa a um p oje o de di ulgação, desen ol endo a i idades pedagógicas pa a públicos escola es (ALMANSA- SÁNCHEZ, 2017: 23). Hoje em dia, o papel das escolas na educação in an il é in ínseco. Que is o dize , que são os espaços escola es que na maio pa e dos casos se dedicam exclusi amen e à educação e ao ensino das c ianças (SANTOS, RODRIGUES, 2016: 623). Des a o ma e endo em con a a ealidade pandémica, p ocu ou-se c ia a i idades que pudessem se pos as em p á ica nas salas de aula, pelos p o esso es. Conscien es de que o público escola comp eende á ias idades e es ágios de desen ol imen o decidimos de ini o nosso público-al o pa a nos ajuda a adequa os exe cícios e os seus con eúdos. Assim, de e minou-se que as a i idades a se em c iadas se des ina am a u mas do 1º ciclo, especi icamen e pa a os alunos com as idades comp eendidas en e os 8 e os 10 anos, al como expos o no subcapí ulo an e io . Pa a a ealização de um abalho des e géne o, que p ocu a c ia e amen as e, no undo, analisa o modo como pode melho p ocede pa a a di ulgação do pa imónio a queológico, de e se es abelecida uma me odologia quali a i a que analise e enha em con a o impac o da sua ealização. Es e ipo de me odologia de e abo da os e en uais esul ados desde uma pe spe i a mais subje i a. Não se de e p eocupa somen e com o esul ado inal, mas de e da especial impo ância ao modo como es as a i idades são ealizadas (MACK e al. 2005: 2). Des a manei a, a me odologia idealmen e emp egue se ia uma me odologia cuja in es igação é ei a a pa i de obse ação di e a pa icipa i a, en e is as ao público-al o e discussões de g upo, pa a ob e um conjun o de dados de alhados ace ca do compo amen o dos indi íduos e do modo como são is as as a i idades (SANTOS, RODRIGUES, 2016: 625). No en an o, de ido à ealidade pandémica, as a i idades não pude am se ealizadas e es e ipo de ela o não pôde se cons uído, pe manecendo apenas enquan o p opos as de a i idades pa a se em aplicadas no u u o. Po es a mesma azão, as a i idades que aqui se p opõe ca ecem de eedback po pa e do público, sendo impossí el in e i o seu impac o eal, an o ao ní el cogni i o das c ianças como enquan o mé odo de di ulgação. 32 Cien es de que is o pode ia se uma ealidade en ou-se adap a ao máximo as a i idades que aqui se p opõe pa a i em ao encon o das nossas idealizações mesmo com os a uais impedimen os. Assim, as a i idades o am o almen e adap adas pa a o o ma o de icha. Po ou o lado, ez-se uso de uma a i idade de diagnós ico já exis en e, que pode se acilmen e ealizada pelos p o esso es aos seus alunos. A a i idade chama-se de “Desenha um A queólogo” (D aw an A chaeologis Tes ) e enquan o mé odo de diagnós ico em-se e elado bas an e ú il, podendo se aplicado no início e inal das a i idades. Des a manei a, se em enquan o modo de a aliação di e a das ideias iniciais que os alunos possam e e do conhecimen o que ão adqui indo com o deco e das mesmas (RENOE, 2003). Jun amen e com as ichas de a i idades a se ealizadas, c ia am-se guiões pa a os p o esso es com o obje i o de os in oduzi ao ema e à a i idade a ada, o que pe mi i á acompanha co e amen e os alunos. Es es guiões incluem ambém suges ões pa a a ealização das a i idades em si e a o al esolução dos exe cícios. Impo a e le i quais as a i idades cuja ealização se demons ou um sucesso enquan o bons mé odos pedagógico, lúdico e di ulga i o que se i am de inspi ação pa a as a i idades que aqui são ap esen adas. Em especial, é p eciso e e i o p oje o “CSIC a School”, que p omo e o ensino da ciência em sala de aula po meio de a i idades pedagógicas ligadas à a queologia, ealizado com a colabo ação de educado es de di e en es países e ins i uições educa i as (DÍAZ, 2018). Pa a além do p oje o enunciado, as a i idades c iadas nes e âmbi o inspi a am-se bas an e nas a i idades pedagógicas desen ol idas ao se iço de á ios museus (Museu A queológico Nacional de Mad id, Museu A queológico de Mú cia, Museu de P é- His ó ia de Valência) e nas a i idades da Socie y o Ame ican A chaeology, odas p e iamen e mencionadas no capí ulo Es ado da A e – A i idades Pedagógicas. De manei a a enquad a de o ma cu icula os con eúdos ap esen ados nas á ias Unidades Didá icas, o am consul ados os Guias de Ap endizagens Essenciais pa a o 1º Ciclo em igo edigidos pela Di eção-Ge al da Educação, com o obje i o de as o na em e amen as ú eis, auxilia es de ensino pa a de e minadas disciplinas (s.a., 2018a; s.a., 2018b; s.a., 2018c; s.a., 2018d). De um pon o de is a pedagógico, as a i idades o am ambém undamen adas a a és da inse ção e compa ação dos seus con eúdos às oi o in eligências co esponden es à eo ia de múl iplas in eligências (GARDNER, 1999), uma eo ia mui o usada em con ex os de educação pa imonial, al 33 como oi mencionado no Es ado de A e. Don Henson elacionou es a eo ia com o conhecimen o e compe ências que a a queologia pode susci a nos di e en es ipos de in eligências, mas pa a e ei os do p esen e abalho, ap esen amos as di e en es a i idades aqui c iadas e que con ibu os azem segundo as múl iplas in eligências. In eligências Di e en es a i idades Como se aplicam? Linguís ica A i idade sob e os di e en es pe íodos Es as a i idades o am desenhadas pa a abalha in e p e ações dos ex os e imagens. A i idade “De que pe íodo sou?” Ob iga a in e p e a as pis as dadas pa a es i co e amen e os bonecos segundo os pe íodos his ó icos. In e pessoal A i idade “Mon a a peça a queológica” A i idade pa a se ealizada em g upo. A i idade “De que pe íodo sou?” Pe mi e a sua ealização em g upo. In apessoal A i idade “D aw-an-A chaeologis ” Tes Se e pa a e le i em sobe o papel de um a queólogo e a impo ância que em. A i idade “De que pe íodo sou?” Exe cício pa a e le i ace ca do passado, como as pessoas se es iam e os cos umes que inham. Lógico- ma emá ica A i idade “Mon a a peça a queológica” De em con a os pedaços, descob i o núme o o al dos mesmos e sabe mon a as peças a queológicas na sua o alidade. Musical NÃO SE APLICA Espacial A i idades sob e sí ios a queológicos São ei as pa a in oduzi esca ações a queológicas e o sis ema ca esiano de coo denadas. A i idade “In odução à es a ig a ia” A i idade que p ocu a in oduzi a lei de sob eposição de camadas, lei básica da geologia. Co po al- Cines ésica A i idade “Mon a a peça a queológica” Pe mi e a manipulação de ma e iais, simulando es ígios a queológicos. A i idade “De que pe íodo sou?” Manipulação de bonecos e oupas em papel, simulando es uá io da época. 34 Tabela 3 - As múl iplas in eligências segundo Ga dne (1999), baseado na p opos a de Henson (2017) ela i amen e às compe ências que a a queologia pode ajuda a c ia , mas adap ado às a i idades que aqui são p opos as. Tal como se pode obse a , as a i idades aqui c iadas podem se inse idas em di e en es ipos de in eligência, abalhando assim á ias compe ências dos alunos. Ou o aspe o conside ado pa a o p esen e abalho oi a impo ância do manuseamen o de a e ac os no ensino da his ó ia. Os a e ac os a queológicos, mesmo que éplicas, são on es p imá ias que exe ci am a capacidade de expe iência senso ial, auxiliando os alunos a acede em mais acilmen e ao passado e a pe íodos his ó icos de o ma mais conc e a (RIBEIRO, 2007: 187). A ap esen ação des es obje os ambém lhes susci a maio in e esse po se a a de obje os an igos, usados ou o a po sociedades que desconhecem, o nando a ap endizagem mais dinâmica e in e essan e. Es a me odologia de ensino encaixa-se bas an e num mé odo de ap endizagem cons u i is a e pe mi e que o aluno deixe de se unicamen e um ece o e ou in e do conhecimen o que o p o esso en a ansmi i , passando a se o p o agonis a do seu p óp io conhecimen o (RIBEIRO, 2007: 194). Tendo is o em con a, algumas das a i idades o am pensadas pa a inse i es a e en e de manipulação de obje os. Embo a o ideal seja a u ilização de éplicas dos obje os a queológicos, não se pôde p ocede des a o ma e, como al, p ocu ou-se ec ia em papel alguns des es ma e iais. Baseando-nos na a i idade “Quan o pedaços azem um p a o?” do Pólo A queológico de Viseu An ónio Almeida Hen iques ep oduzimos digi almen e alguns p a os que se encon am a mazenados na Secção de A queologia da Câma a Municipal de Cas elo de Vide, a maio ia p o enien e de con ex os de esca ação a queológica, cuja ipologia pe mi ia a colagem em p a os de Na u alis a A i idade “In odução à es a ig a ia” Ap endem ace ca da o mação de camadas, algo que se ala ga pa a odo o sí io na u al. A i idade sob e os sí ios a queológicos Comp eendem como se o ma um sí io a queológico, a a és de p ocessos es a ig á icos. 41 ma e iais. Nes e sen ido, os a queólogos usam a in o mação que ob êm a a és dos ma e iais que as pessoas do passado c ia am, os a e ac os, e onde as deixa am, o con ex o, pa a econs ui a his ó ia dos humanos que ali i e am (DÍAZ, 2018: 25). Pa a além de udo is o, impo a ainda essal a a impo ância da a queologia: a a queologia exis e, jun amen e com a his ó ia, pa a es uda o passado e auxilia -nos a comp eende as azões po de ás do nosso p esen e. No undo, são disciplinas que nos ajudam a comp eende o po quê de as coisas se em como são hoje em dia e que nos ajuda ão ambém a molda o nosso u u o. 4.2. A i idade 2 - “Os di e en es pe íodos” São qua o a i idades de ca iz his ó ico, que se p endem na in odução de di e en es pe íodos: o pe íodo neolí ico, o pe íodo clássico/ omano, o pe íodo medie al e o pe íodo mode no, escolhidos po se em aqueles que melho se dis inguem pa a o e i ó io po uguês e os que es ão mais bem documen ados a ní el his ó ico e a queológico pa a a egião de Cas elo de Vide. Cada a i idade é compos a po dois exe cícios cada: o p imei o exe cício é comum a odos, a iando apenas os ipos de ma e iais e consequen es obje os; o segundo exe cício a ia po se encon a dependen e do ipo de es ígio a queológico escolhido pa a ep esen a o pe íodo. Es as a i idades são simples e en am elaciona e alo iza a his ó ia local e nacional, azendo uso de unidades de e e ência empo al, al como eque ido no documen o de Ap endizagens Essenciais do 4º Ano. Tal como já oi an e io men e de endido, o ensino da His ó ia em ambém um papel mui o impo an e pa a o desen ol imen o in an il, uma ez que cons i ui uma base pa a a o mação de ideias de cidadania, iden idade, consciência nacional e de p ese ação do pa imónio (ALVES, 2014: 68). Pa a in oduzi os di e en es pe íodos, oi esc i o um ex o in odu ó io com as ca ac e ís icas básicas sob e o que os ma cou. A acompanha o ex o, oi ei a uma ilus ação de como se ia a paisagem na al u a, com es u u as conside adas signi ica i as. Pa a além des a paisagem, o am desenhados á ios ma e iais ob idos nes a al u a, embo a não sejam exclusi os dos pe íodos em ques ão. Depois des a b e e explicação, su ge o p imei o exe cício da a i idade em que de em pin a apenas os 42 obje os que podiam se cons uídos com base nos ma e iais ap esen ados an e io men e. De em, po an o, u iliza o aciocínio lógico pa a pe cebe que ipos de e amen as e a e ac os exis iam à época. O exe cício seguin e oca-se na mo ologia de uma es u u a ou elemen o a queológico conside ado especialmen e emblemá ico pa a o pe íodo em ques ão, exis indo alguma a iedade no ipo de exe cício que é, dependendo do es ígio que é ap esen ado. 4.2.1. A i idade “O Pe íodo Neolí ico” Obje i os: • In oduzi o Pe íodo Neolí ico e ajuda os alunos a econhece alguns aspe os que o ma ca am, ais como os ma e iais, as e amen as e uma es u u a ípica do Pe íodo. • A i idade de in e p e ação de ex os e imagens, p omo endo o pensamen o c í ico, a associação e o denação de ideias. Du ação da A i idade: 30 minu os Ma e iais Necessá ios: Lápis de ca ão, bo acha e ma e ial de desenho. Pa a a a i idade em ques ão, abalhou-se a ideia de o pe íodo neolí ico e sido uma al u a de eno ação ecnológica a ní el ag ícola. Que is o dize que oi dado especial ên ase à ideia de que oi a pa i des e pe íodo que se desen ol e am écnicas de domes icação de animais e de plan as, podendo as sociedades i e ago a de o ma seden á ia. A ep esen ação des e pe íodo oi ei a a a és de uma casa ei a de ma e iais pe ecí eis (madei a e colmo), com a p esença de alguns animais domes icados (como a cab a, a o elha e o ca alo). A odea es a ilus ação encon am-se di e sos ipos de ma e iais que e am usados na al u a (ped a, alimen os, ca ne, madei a, e ilizan e, p odu os animais, peles e ossos) pa a, de o ma mais ilus a i a, acili a a comp eensão do pe íodo e a ealização do p óp io exe cício. Depois de analisados os ipos de ma e iais que e am usados, de em consegui , a a és do aciocínio lógico, pe cebe quais são os obje os que possuem es es ma e iais. De em, assim, pin a somen e esses obje os, u ilizando as co es que acha em co e as. Pa a es e exe cício de em pin a a placa-ídolo em xis o, a oice de madei a e sílex, agulhas em osso e o machado de ped a 43 polida. Os obje os que de em deixa po pin a são a espada de e o, o elemó el e a cane a. Pa a o exe cício seguin e, a es u u a escolhida oi uma an a, uma ez que es e ipo de es u u a é das mais econhecidas pela paisagem de Cas elo de Vide e das que melho iden i ica o pe íodo em ques ão (ANEXOS I – Figu a 1). Num p imei o momen o, o exe cício explica o que é uma an a ou dólmen, pa a que se iam e os elemen os que a cons i uem. De seguida, p ocu ando in oduzi um elemen o a queológico da egião de Cas elo de Vide, de em iden i ica os elemen os explicados an e io men e, numa an a isi á el do e i ó io cas elo idense. Pa a o exe cício, a an a usada oi a An a da Mel iça, que é acilmen e isi á el e das que melho se conse a. 4.2.2. A i idade “O Pe íodo Romano” Obje i os: • In oduzi o Pe íodo Clássico/Romano e ajuda os alunos a econhece alguns aspe os que o ma ca am, ais como os ma e iais, as e amen as e comp eende a uncionalidade das a as o i as. • A i idade de in e p e ação de ex os e imagens, p omo endo o pensamen o c í ico, a associação e o denação de ideias. • Com a c iação de uma dedicação a uma di indade, p e ende-se in oduzi aspe os da mi ologia omana e do la im, aspe os impo an es da epig a ia omana. Du ação da A i idade: 30 minu os Ma e iais Necessá ios: Lápis de ca ão, bo acha e ma e ial de desenho. Es e pe íodo oi e a ado como endo sido uma al u a de g ande desen ol imen o, endo os omanos conquis ado uma g ande pa e do mundo e in en ado algumas coisas que hoje conhecemos. A ilus ação que se c iou pa a ep esen a o pe íodo oi um emplo omano, uma das es u u as mais ep esen a i as do pe íodo. Os ma e iais que o am u ilizados o am ambém aqueles que se conside a am mais ep esen a i os da época: as ped as, madei a, o ga um, o e o, inho e azei e e opus caemen icum. Tal como oi di o, es e exe cício oi implemen ado em odas as 44 a i idades sob e os di e en es pe íodos his ó icos, de endo os alunos pin a apenas os obje os que êm po base os ma e iais expos os an es. Assim, os obje os a pin a nes e exe cício são: o escudo em e o (scu um), o gládio de e o e a escul u a de um impe ado em ped a. Os obje os a deixa em b anco são o elemó el e a cane a. O exe cício seguin e oi modi icado pa a in eg a de melho manei a o pa imónio a queológico omano de Cas elo de Vide, uma ez que são poucas as es u u as na egião áceis de expo ao público escolhido 12 . Assim, explicou-se o que é uma a a omana, pa indo do exemplo de uma a a o i a iden i icada na Es ação A queológica dos Mos ei os em Cas elo de Vide. De seguida, o exe cício p opõe aos alunos a c iação de uma dedicação em la im. Es a dedicação de e se ei a a uma das di indades omanas indicadas, o almen e em la im, usando os e mos ap esen ados e incluindo o nome do aluno. Apesa de odas es as limi ações, o obje i o des e exe cício não é c ia um conjun o de epíg a es g ama icalmen e co e as, nem exemplos exa os das epíg a es omanas. Pelo con á io, o impo an e é que es e exe cício consiga cimen a alguns conhecimen os sob e es e ipo de insc ições, omen ando ambém alguma cu iosidade ace ca do ema. 4.2.3. A i idade “O Pe íodo Medie al” Obje i os: • In oduzi o Pe íodo Medie al e ajuda os alunos a econhece alguns aspe os que ma ca am es a al u a, assim como sabe econhece os ma e iais e as e amen as que e am usadas, os cas elos e seus elemen os. • A i idade de in e p e ação de ex os e imagens, p omo endo o pensamen o c í ico, a associação e o denação de ideias. Du ação da A i idade: 30 minu os Ma e iais Necessá ios: Lápis de ca ão, bo acha e ma e ial de desenho. Pa a o pe íodo medie al, en ou encon a -se um consenso ela i amen e à de inição de um pe íodo ma cado po ão g andes mudanças, sem e a á-lo como a 12 Impo a e e i a exis ência de um o no omano bem conse ado no concelho de Cas elo de Vide, embo a o mesmo não se encon e isi á el. Po essa azão e pelo ac o de se a a de uma es u u a ela i amen e complexa de se explica a um público ão jo em, p e e iu-se escolhe ou a e idência a queológica. 45 época das e as como mui as ezes é desc i o. Assim, mencionou-se á ios aspe os impo an es da al u a como a cons ução de cas elos; do sis ema económico impos o, o eudalismo; da eligião c is ã e do ad en o das uni e sidades. Pa a além disso e à semelhança das es an es a i idades des e géne o, de ini am-se á ios ipos de p odu os que e am ob idos e u ilizados: ped a, alimen os (como o igo e as a as), pão e queijo, madei a, e ilizan es e ped as p eciosas. Mais uma ez, seguindo o p o ó ipo ge al da a i idade, os alunos de iam elaciona os p odu os que e am ob idos com os a e ac os que depois e am u ilizados, deixando po pin a os que nada inham a e com os ma e iais ap esen ados an es. Des a o ma, de em pin a a espada de e o, a oice de e o, a co oa e o elmo de e o. Pa a o exe cício seguin e, a es u u a que se escolheu a a oi o cas elo, explicando os seus elemen os e pa a que se iam, al como na A i idade dedicada ao pe íodo neolí ico. Depois de es abelecidos os á ios elemen os que azem um cas elo medie al, oi depois c iado um cas elo inspi ado no cas elo de Cas elo de Vide, pa a os alunos elaciona em os á ios elemen os comuns a es as es u u as de ensi as. Decidiu- se não se ep esen a a o alidade do cas elo de Cas elo de Vide, uma ez que oi sujei o a á ias modi icações ao longo dos anos. Po ou o lado, ambém é impo an e que os alunos econheçam os elemen os básicos de um cas elo. 4.2.4. A i idade “O Pe íodo Mode no” Obje i os: • In oduzi o Pe íodo Mode no e ajuda os alunos a econhece alguns aspe os que ma ca am es a al u a, os ma e iais e as e amen as que e am usadas, assim como econhece cha u dões. • A i idade de in e p e ação de ex os e imagens, p omo endo o pensamen o c í ico, a associação e o denação de ideias. Du ação da A i idade: 30 minu os Ma e iais Necessá ios: Lápis de ca ão, bo acha e ma e ial de desenho. O pe íodo Mode no oi e a ado pelas ca ac e ís icas que o melho de ine: o Renascimen o e a época das G andes Na egações ma í imas. Apesa des as g andes 46 mudanças que, no undo, in oduzi am a sociedade Ociden al nos p imei os momen os da Globalização, a ilus ação oi ep esen ada endo po base o es ígio a queológico da época que melho se documen a em Cas elo de Vide, o nosso caso de es udo. Os ma e iais escolhidos pa a ep esen a es e pe íodo o am: ped a, ou o, cana-de-açúca , madei a, e o e pól o a. É com base nes es ma e iais que de em pin a os obje os co e os elacionados com o pe íodo no p imei o exe cício da a i idade: o canhão, a nau po uguesa e o a cabuz. O exe cício seguin e p e ende, po sua ez, explica o que são os cha u dões e os elemen os que o compõem de o ma ge al. Pa a isso, u ilizou-se um exemplo isi á el em Cas elo de Vide, o cha u dão de Vale de Cales (ANEXOS I – Figu a 2). 4.3. A i idade 3 - “De que pe íodo sou?” Obje i os: • In oduzi os di e en es pe íodos sob uma pe spe i a di e en e, demons ando que cada pe íodo é ambém ma cado po modas e cos umes dis in os. • Cimen a conhecimen os his ó icos, in oduzindo conceções mais obje i as a e mos que são na u almen e mais subje i os (como a ques ão do empo). • Exe cício de e lexão ace ca do passado. • In e p e ação das á ias pis as dadas de o ma a chega à co e a esolução do exe cício. Du ação da A i idade: 1 ho a Ma e iais Necessá ios: Tesou a. A cola e a ca olina são opcionais. Es a a i idade é compos a po apenas um único exe cício idealmen e pa a se enca ado como um jogo, ealizado em g upo. O g upo que e mina de es i os bonecos mais ápido e de o ma co e a ganha. Pa a es a a i idade o am c iadas ilus ações de á ios bonecos de papel (qua o meninos e qua o meninas) que ep esen am di e en es pe íodos. Os bonecos encon am-se em oupa in e io , adap ada à época que os bonecos ep esen am. Jun amen e com os bonecos são disponibilizadas ichas e e en es aos qua o pe íodos selecionados an e io men e (Pe íodo Neolí ico, Romano, Medie al e Mode no), cada 47 uma com pis as especí icas ace ca da oupa usada na época. Os alunos de em co a os bonecos, as oupas e as ichas e de em le , in e p e ando as pis as das ichas de manei a a es i em os bonecos de aco do com o pe íodo que ep esen am. As oupas escolhidas são uma e lexão gene alizada dos es ilos que ize am pa e de cada pe íodo, não de endo os exemplos escolhidos se omados como o almen e ans e sais ao pe íodo in ei o. Os bonecos que ep esen am o pe íodo neolí ico o am desenhados com cabelos comp idos e desg enhados, en ando ansmi i uma maio an iguidade e consequen e al a de ecnologias em compa ação com os ou os bonecos. Embo a as oupas que usem não sejam necessa iamen e simples na sua manu a u a o am e i adas e abalhadas di e amen e a pa i da na u eza, com peles e lãs pouco abalhadas. Os acessó ios são ambém impo an es pa a c ia maio dis inção com os es an es pe íodos, com os bonecos a usa cola es com den es de animais e ochas, e agulhas ei as em osso pa a p ende as oupas (ANEXOS I – Figu a 3). Po sua ez, os bonecos do pe íodo omano são ep esen ados com oupas in e io es ípicas, cujas ep esen ações são encon adas em mosaicos do pe íodo. A menina usa um subliga e um s ophium e o menino u iliza apenas um subliga (ANEXOS I – Figu a 4). Os seus pen eados são abalhados, ec iando o es ilo de pen eado que e a ambém usado na época, sendo que a menina u iliza o cabelo p eso com uma i a e com pequenos ca acóis jun o da es a. Po ou o lado, o menino u iliza o cabelo cu o. O calçado que usam é ambém o mais comummen e usado du an e odo o pe íodo omano: as sandálias. Quan o às oupas, o pe íodo omano é ep esen ado pelas ogas, que ão di e indo de aco do com o es a u o e impo ância dos cidadãos que as usa am. Nes e caso, ep esen ou-se a ípica oupa de uma ma ona cons i uída po uma única, uma s olla e uma palla. A s olla encon a-se p esa com uma íbula (ANEXOS I – Figu a 6). O menino es e uma oga mais simples, a oga pu a, que não é ingida e po isso pe manece com a sua co o iginal (ANEXOS I – Figu a 5). Pa a o pe íodo medie al, escolheu-se ep esen a dois memb os da nob eza cuja moda se inse e no século XV, inspi ada em quad os e iluminu as. A menina oi ep esen ada com um chapéu pon iagudo, o hennin, que cob e odo o cabelo. Os sapa os, os c akows, são igualmen e pon iagudos e ambém são usados pelo menino. O chapéu que o menino usa ambém é ípico do pe íodo, um aco n ha . Rela i amen e às oupas que usam, es as são ei as a pa i de peles e ecidos icos com co es ípicas 48 ( e de, e melho e azul) e pad ões. O es ido da menina é ipicamen e mui o longo cons i uído po dupla-saia com a cin u a bem dema cada e com algum deco e. Po sua ez, o menino oi ep esen ado com um gibão, um casaco acolchoado no pei o e mui o cin ado acompanhado po calças jus as (ANEXOS I – Figu a 7). Con as ando com as escolhas an e io es de ep esen a memb os da classe al a de cada pe íodo decidiu-se ep esen a o pe íodo mode no com dois bonecos camponeses pa a condize com o ipo de es u u a que os melho ep esen a no con ex o de Cas elo de Vide: o cha u dão. Assim o am ambos ep esen ados com oupa in e io mui o simples ei a de linho ou algodão. Os sapa os que usam são ambém de manu a u a simples. Os cabelos encon am-se apados po chapéus de pano, sendo que no caso do menino, ele usa uma c espina. As oupas são ambém simples com co es colo idas, mas cla as. A menina usa uma saia comp ida, meias al as e um a en al (ANEXOS I – Figu a 9). O casaco que usa ica po cima da camisa e se e pa a a p o ege do sol e do abalho no campo. Es e aspe o ambém se encon a mui o p esen e na oupa do menino que usa um casaco sob e a camisa que usa po baixo (ANEXOS I – Figu a 8). Pos o is o, es e a a-se de um exe cício que p ocu a, essencialmen e, cimen a ou in oduzi conhecimen os his ó icos, ugindo um pouco da manei a adicional de ap ende os di e en es pe íodos. Pa a começa , az uso de algo que já lhes é bas an e amilia (as oupas) e, como al, pe mi e uma conceção mais obje i a de concei os que são bas an e subje i os e, po ezes, di íceis de comp eende (como é a ques ão dos pe íodos his ó icos). Assim, es e exe cício pode auxilia na demons ação de que es es pe íodos não são apenas concei os, mas que i e am pessoas nes as al u as com de e minados cos umes que se podem obse a a a és das suas oupas. Nes e sen ido, es a a i idade adqui e g ande impo ância pa a os alunos uma ez que dá a conhece os di e en es pe íodos his ó icos de uma o ma di e en e e mais in e a i a. A ní el de compe ências básicas, é ambém um exe cício que ob iga os alunos a seleciona e o ganiza a in o mação de o ma a ans o má-la em conhecimen o, econhecendo a e olução cul u al e a di e sidade de ma e iais e co es que e am u ilizados. A ní el in e pessoal, a a-se ambém de uma a i idade que mo i a o abalho em g upo. 49 4.4. A i idade 4 - “In odução à es a ig a ia” Obje i os: • In oduzi o ema da es a ig a ia e o p incípio da sob eposição de camadas. • Ap ende a elaciona as mudanças ambien ais com a o mação e a ans o mação do nosso plane a. • Mos a que o plane a se encon a em cons an e mudança. Du ação da A i idade: 30 minu os pa a le em a icha e o p o esso explica os concei os ap esen ados; 10 minu os pa a p eenche em a icha. Ma e iais Necessá ios: Lápis de ca ão e bo acha. Es e exe cício p e ende mos a como se o ganiza a es a ig a ia e pa a al, é necessá io explica a o mação de sequências es a ig á icas com o obje i o de indica os p ocessos que in luenciam os dados a queológicos e a manei a como os in es igado es lidam com es es aspe os (DÍAZ, 2018: 18). Assim, começou-se po se explica concei os básicos ace ca da es a ig a ia, pa a si ua de melho manei a os alunos no ema. Po meio de ilus ações, mos ou-se o que é a c os a e es e, obje o de es udo pa a a es a ig a ia. De seguida, pa a acili a a comp eensão do que são sequências es a ig á icas e do que a a o p incípio da sob eposição de camadas u ilizou-se um exemplo g á ico de um bolo. O p incípio da sob eposição de es a os oi pos e io men e abo dado, que é um elemen o undamen al pa a o es udo da geologia, sendo que o es a o mais an igo é, po no ma, o que se encon a mais longe da supe ície e, po conseguin e, o mais ecen e é o que se encon a à supe ície (DÍAZ, 2018: 32). Após es e exemplo, explicou-se que os es a os são o mados po á ios p ocessos causados pela na u eza (como animais a aze ocas, ou o en o a sop a no a e a), a ando-se de camadas de e a deposi adas numa de e minada á ea, que pode ão e es ígios da p esença humana (DÍAZ, 2018: 31). Es es p ocessos no malmen e oco em ao longo de mui o empo. Pa a o culmina da a i idade, oi desenhado um exe cício cujo obje i o é p eenche os espaços em b anco com as pala as co e as, com base na ilus ação ei a de uma sequência es a ig á ica. As camadas o am a adas com co es di e en es pa a acili a a sua dis inção e pa a suge i a ideia de que os es a os êm di e en es consis ências e ex u as, o que oco e ambém em meio na u al. Os es ígios 50 a queológicos que se encon am a ca ac e iza as di e en es camadas su gem com o obje i o de ma ca a ocupação do se humano ao longo do empo, e idenciando o ipo de ma e iais a queológicos que podem se deixados pa a ás, enquan o ma cas de de e minada época. O exe cício ob iga os alunos a analisa e a a alia quais são as camadas que su gem p imei o e as que su gem po úl imo, ap esen ando os alunos a sequências ela i as de c onologia. Também p e ende mos a como, com o a ança do empo, as paisagens ão mudando. 4.5. A i idade 5 - “Sí ios a queológicos” Obje i os: • Pe cebe como se o mam os sí ios a queológicos, in e ligando com a ideia da e olução do empo. • Comp eende como se ealiza uma esca ação, alguns passos e e amen as essenciais. • Inse i alguns conhecimen os básicos do sis ema de coo denadas ca esiano. Du ação da A i idade: 1 ho a pa a pin a , desenha e p eenche cada icha. Ma e iais Necessá ios: Lápis de ca ão, bo acha e ma e ial de desenho. Es as a i idades o am ealizadas com o obje i o de da a conhece os passos a oma du an e uma esca ação, os ipos de ma e iais que se usam e exemplos de es ígios que se encon am pa a os di e sos pe íodos mencionados, com base nos es ígios iden i icados em á ias esca ações ealizadas no concelho de Cas elo de Vide, embo a não sejam exclusi os des e luga . Pa a mais, é impo an e explica como se o ma um sí io a queológico: o que acon ece quando de e minado sí io é deixado ao abandono ou des uído e quais são, na maio ia dos casos, os passos que se sucedem na na u eza pa a a deg adação de um local e o mação de um sí io a queológico. Es e é qualque sí io que con enha es ígios ma e iais da a i idade humana, no en an o, pa a acili a a comp eensão, de e á usa -se algo onde sejam isí eis os seus p ocessos de abandono e de e io ação, como uma casa ou uma an a. Des a o ma, explica emos o momen o da ocupação e u ilização de um sí io, pa a depois demons a mos que o p ocesso de abandono oco e quando já não i e 57 pleni ude a a és da di ulgação que exis e. Es a di iculdade em di ulga o pa imónio cul u al dispe so é aliás sen ida um pouco po odo o país. A a queologia pública pode á acili a a di ulgação des e ipo de pa imónio. Enquan o concei o, es e e mo assume á ias aceções e signi icados, endo indo a se explo ado po á ios a queólogos desde os anos 70 numa discussão abe a em con ex o in e nacional. A nosso e , a a queologia pública aba ca oda a p á ica que en ol e a di ulgação a queológica aliada à p esença de um público não especializado, seja po o ma de pa icipação di e a ou po meios educa i os. No en an o, conside amos que es e concei o ai mais além, abo dando ainda ques ões ligadas à polí ica, economia, jus iça social, é ica, cul u a popula e en e enimen o, a ando-se de um ema bas an e complexo. Es ando já consolidada como á ea de in es igação plena nos países anglo- saxónicos, a a queologia pública em Po ugal encon a-se ainda numa ase emb ioná ia, sal agua dando no á eis exceções das quais não podemos e mina sem des aca o Campo A queológico de Mé ola. A educação pa imonial ambém se encon a ainda nes a ase emb ioná ia, seja es a aliada à educação o mal ou in o mal, especialmen e no que oca à di ulgação a queológica pe an e públicos mais jo ens. Nes e caso, são os museus os maio es a uan es nes a á ea, mui as ezes desen ol endo wo kshops e a i idades p á icas a ealiza no espaço museológico, como é o caso do Museu Nacional de A queologia, o Museu A queológico do Ca mo ou o Pólo A queológico de Viseu An ónio Almeida Hen iques. Mais escassos são os museus que disponibilizam ambém de o ma g a ui a ichas de a i idades a ealiza de o ma au ónoma ou o a do espaço do museu, sendo o Museu de A queologia D. Diogo de Sousa em B aga o único que encon ámos. Pa a o p esen e abalho, o domínio educa i o da a queologia pública oi onde decidimos a ua com a c iação de um conjun o de a i idades pedagógicas que pudessem se aplicadas em sala da aula po um p o esso , uma ez que o papel das escolas no desen ol imen o in an il é in ínseco. Po ou o lado, a c iação de a i idades ealizá eis em sala de aula acili a ia a di ulgação do pa imónio a queológico du an e a a ual pandemia, e i ando deslocações de isco e pe mi indo um maio con olo na ealização das a i idades p opos as, sendo necessá ia apenas a p esença de um p o esso ou enca egado de educação pa a as pô em p á ica. 58 As a i idades o am ainda de inidas pa a um público in an il de idades comp eendidas en e os 8 e os 10 anos, que é uma idade undamen al pa a o desen ol imen o cogni i o e mo o . É nes a idade que se começam a desen ol e capacidades mui o impo an es elacionadas com o espí i o c í ico e c ia i o e se o mam noções básicas elacionadas com o que somos e com aquilo que nos odeia. Ao mesmo empo, es as ideias são ainda acompanhadas pelo desen ol imen o de ideais undamen ais de ole ância, comp eensão, espei o mú uo, de consciência local e nacional e di e sidade cul u al. É nes es momen os que se de e abalha a alo ização e p ese ação do pa imónio, começando po isso, na consciencialização do pa imónio a queológico e his ó ico da egião onde as c ianças mo am e que melho conhecem. Em Cas elo de Vide, es a necessidade é ac escida uma ez que o po encial a queológico da egião é mui o g ande, an o pela a iedade de es ígios como pela a iedade de pe íodos em que se inse em. Da mesma o ma, o ensino da a queologia ambém pode auxilia a desen ol e á ias capacidades ligadas às di e en es in eligências explici adas na eo ia das múl iplas in eligências de Howa d Ga dne (GARDNER, 1999) (linguís ica, in e pessoal, in apessoal, lógico-ma emá ica, espacial, co po al-cines ésica e na u alis a), que en ámos adap a às a i idades em si. Pa a undamen a a ní el cu icula as p esen es a i idades, o am consul ados os Guias de Ap endizagem Essenciais pa a o 1º Ciclo em igo , edigidos pela Di eção- Ge al da Educação, de manei a a o ná-las em e amen as ú eis e auxilia es de ensino (s.a. 2018a; s.a., 2018b; s.a., 2018c; s.a., 2018d). Também o am idas em con a di e sas ou as p eocupações ela i amen e à ap endizagem e a aliação das mesmas, p opondo uma a i idade inicial de diagnós ico que pode depois, con o me o in e esse do p o esso , se ealizada em passos pos e io es. As ichas o am ainda o emen e inspi adas po a i idades já ealizadas nou os países que mos a am se de g ande in e esse como é o caso do p oje o “CSIC a School” (DÍAZ, 2018) e pelas ichas de a i idades pedagógicas desen ol idas po á ios museus de Espanha, como é o caso das ichas do Museu A queológico Nacional de Mad id, Museu A queológico de Mú cia ou o Museu de P é-His ó ia de Valência, odas disponí eis nos seus espe i os websi es. Pa a acili a o acompanhamen o das c ianças po pa e do p o esso o am ainda c iados guiões, cada um dizendo espei o a uma a i idade especí ica. Ao odo, o p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!” aba ca 11 a i idades e espe i os guiões pa a p o esso es. 59 A p imei a a i idade a a-se de um diagnós ico baseado na a i idade de “D aw- an-A chaeologis Tes ” (RENOE, 2013), em que o aluno de e desenha o que pensa se um a queólogo e os elemen os que cons i uem o seu abalho. A segunda a i idade encon a-se subdi idida em 4 ichas e cada uma a a de um pe íodo his ó ico di e en e, ma cados po dis in os es ígios a queológicos. Os pe íodos escolhidos o am o Neolí ico, Romano, Medie al e Mode no e encon am-se di ididos pa a acili a o ensino sepa ado de cada um, in oduzindo o que ca ac e iza cada pe íodo de uma o ma simples e di e a. De seguida, a e cei a a i idade “De que pe íodo Sou?” in oduz a his ó ia sob uma luz dis in a, ocando-se nas es imen as que ca ac e izam cada pe íodo. A a i idade seguin e, a de “In odução à es a ig a ia” en a, al como o í ulo indica, in oduzi uma das noções básicas da geologia, a lei da sob eposição de camadas. A a i idade seguin e ela i a a sí ios a queológicos encon a-se no amen e subdi idida po pe íodos, nomeadamen e os pe íodos Neolí ico, Romano e Medie al, onde são ap esen ados alguns es ígios a queológicos que de em depois se o ganizados den o de uma quad ícula de uma esca ação a queológica em papel, simulando não só o p ocesso de iden i icação de es ígios, mas ambém o sis ema ca esiano de coo denadas. Po úl imo, a a i idade “Mon a a peça a queológica!” a a-se de uma a i idade de mon agem de p a os, p e iamen e desenhados com base em peças a queológicas exis en es na Secção de A queologia de Cas elo de Vide. De um modo ge al, es as a i idades en am in oduzi o ema da a queologia e, mais especi icamen e, da a queologia de Cas elo de Vide ao público in an il local, simul aneamen e p ocu ando no os modos de comunica , di ulga e p omo e a a queologia no e i ó io po uguês. Ac edi amos que es as ichas pode ão se i enquan o modelos pa a a c iação de u u os con eúdos pedagógicos, uma ez que são acilmen e adap á eis a di e sos con ex os e es ígios a queológicos. Cas elo de Vide a a-se de um concelho mui o ico em e mos his ó icos e a queológicos, ep esen a i o da maio pa e dos e i ó ios nacionais que possuem semelhan es iquezas, em especial o es an e Al o Alen ejo. Tendo sido desen ol ido como um caso de es udo, conside amos que a maio pa e dos concelhos po ugueses, especialmen e e i ó ios u ais, bene icia iam bas an e com a c iação de a i idades de eo simila pa a di ulga e p omo e a a queologia pe an e o público local in an il des as egiões. O en ol imen o p ecoce da população in an il com o pa imónio pode se uma e amen a álida na p omoção de boas p á icas pa a com o pa imónio. São ambém conhecidos os e ei os 60 indi e os que o en ol imen o das c ianças e o in e esse em de e minados emas podem supo pa a o ag egado amilia , podendo es a se ambém uma o ma de alcança o público adul o. Po sua ez, p omo e a a queologia e o pa imónio cul u al jun o de populações dep imidas demog a icamen e de e se uma p io idade, pa a que no u u o es es con ex os con inuem a se p ese ados e alo izados enquan o pa e do pa imónio local e nacional. Pa a o público in an il, é especialmen e necessá io incu i es es alo es desde o momen o em que começam a desen ol e ideias mais conc e as ace ca daquilo que são e daquilo que os odeia. Po ou o lado, de emos conside a que a boa ealização e comp eensão des as a i idades bene icia ia bas an e se ei a com a p esença ou acompanhamen o di e o po a queológos, na medida em que ajuda ia a escla ece as dú idas que pudessem e en ualmen e su gi ou desen ol e noções p á icas e eó icas sob e a disciplina. Po sua ez, a impossibilidade de pô em p á ica as a i idades no âmbi o do p esen e p oje o impediu que as mesmas ossem a aliadas quan o ao seu impac o no p ocesso de ap endizagem das c ianças ou enquan o mé odo di ulga i o dos con eúdos ap esen ados. Assim, es as a i idades su gem somen e como p opos as a se pos as em p á ica pelos p o esso es, não ha endo, de momen o, eedback po pa e do público-al o ace ca do seu e dadei o impac o. Es e dilema su ge especialmen e causado pelo con ex o pandémico a ual, que impediu deslocações e con ac os di e os e p olongados com as escolas, a e ando os esul ados o ais do p oje o ine en e ao p esen e ela ó io. Uma ez es abilizada a si uação pandémica, é nossa in enção acompanha a ealização das a i idades p opos as na Escola Básica Ga cia de O a, pa a que as a i idades possam de ac o se ealizadas pelo público in an il de Cas elo de Vide, em colabo ação com os p o esso es e acompanhado pela mes anda. Pa a além das a i idades aqui p opos as em o ma o de icha, que emos c ia a i idades de ca iz mais p á ico, onde os alunos pode ão in e agi de o ma di e a com a e ac os (ou éplicas), isi a sí ios a queológicos no e i ó io do concelho e pa icipa em esca ações a queológicas. Os passos seguin es se ão a quan i icação do impac o di e o des e ipo de a i idades jun o do público-al o e a sua ap esen ação em o ma o de a igo cien í ico. P e endemos assim que os esul ados aqui ob idos enham a in luencia abalhos análogos e con ibui pa a o desen ol imen o de uma disciplina dedicada à di ulgação pa imonial e ao in e câmbio en e a in es igação cien í ica e a sociedade ci il. 61 BIBLIOGRAFIA AFONSO, Ma ia (2007): Educação pa a a Cidadania - Guião de Educação pa a a Cidadania em con ex o escola … Boas P á icas. Lisboa: Minis é io da Educação, Di ecção-Ge al de Ino ação e de Desen ol imen o Cu icula . AGUILAR, Mª. C. Mendes (1995): O cas o de Cas elo Velho. T abalho de Seminá io, Uni e sidade de Coimb a. ALMANSA SÁNCHEZ, Jaime (2017): A queología y Sociedad: In e acción y Acción desde la Teo ía C í ica. Tese de Dou o amen o. Mad id Facul ad de Geog a ía e His o ia, Uni e sid Complu ense Mad id. ALMEIDA, Ana (2020): “Educação Pa imonial – Um cidadão escla ecido é um cidadão a i o!” In ARNAUD, J. (coo d.), e al., A queologia em Po ugal 2020 – Es ado da Ques ão: 337-349. Lisboa: Associação dos A queólogos Po ugueses. 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Re i ado de: h ps://www.dailymail.co.uk/science ech/a icle-3747039/Mys e y- zi-Iceman-s-clo hing- sol ed-5-300-yea -old-mummy-spo ed-bea -ha -goa -lea he -coa -died.h ml [consul ado a 23/11/2020] Figu a 4 - Rep esen ação de oupa in e io nos mosaicos da Villa Romana del Casale, c. 300 d.C. Re i ado de: h ps://ea lychu chhis o y.o g/ ashion/ancien - oman-unde ga men s/ [consul ado a 25/11/2020] Figu a 5 - Mosaico e a ando o poe a Vi gílio com duas musas, Clio e Melpomene, conse ado no Museu Ba do em Tunes, na Tunísia. Re i ado de: h ps://en.wikipedia.o g/wiki/Vi gil_Mosaic [consul ado a 25/11/2020] Figu a 6 - F esco da Villa dos Mis é ios em Pompeia, onde es ão ep esen adas um g upo de ma onas es idas à moda da época. Re i ado de: h ps://his o ia.na ionalgeog aphic.com.es/a/pompeya-ciudad-desen e ada_7468/3 [consul ado a 25/11/2020] Figu a 7 - Iluminu a e a ando o casamen o de D. João I com D.ª Filipa de Lencas e do li o Anciennes Ch oniques d’Angle e e de Johan de Wa in, século XV. Re i ado de: h ps://p .wikipedia.o g/wiki/Fichei o:Casamen o_Jo%C3%A3o_I_e_Filipa_Lencas e.JPG [consul ado a 25/11/2020] Figu a 8 - “The Peasan and he nes obbe ”, 1568. Pin u a de Pie e B uegel, o elho. Re i ado de: h ps://en.wikipedia.o g/wiki/The_Peasan _and_ he_Nes _Robbe [consul ado a 26/11/2020] Figu a 9 - “Poo olk d inking in a Ta e n”, c. 1625. Pin u a de Ad iaen B ouwe . Re i ado de: h ps://commons.wikimedia.o g/wiki/File:Ad iaen_B ouwe _- _Inn_wi h_d unken_peasan s.jpg?uselang=p [consul ado a 27/11/2020] Figu a 10 - Fo og a ias dos p a os u ilizados pa a a A i idade “Mon a a Peça A queológica!”, cedidas pela SACMCV. Figu a 11 - Fo og a ias i adas no espaço da Sede do Rancho Folcló ico de Cas elo de Vide. Au o ia da mes anda. ANEXOS II: FICHAS DE ATIVIDADES E RESPETIVOS GUIÕES ATIVIDADE 1 “DESENHA UM ARQUEÓLOGO” Guião pa a p o esso es A i idade “Desenha um A queólogo!” Unidades didá icas 3º-4º ano de Escola idade Página 2 de 4 Ficha Técnica A a i idade que aqui se ap esen a az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades di e en es que podem se ealizadas de o ma independen e en e si. Es as a i idades p ocu am p omo e a cul u a e o pa imónio his ó ico-a queológico de Cas elo de Vide a públicos in an is, de o ma lúdica e pedagógica po meio de a i idades semip á icas, no sen ido de uma ansmissão de sabe es de o ma dinâmica e que mo i e os alunos a con inua a ap ende mais sob e a queologia, pa imónio e his ó ia. Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Página 3 de 4 ATIVIDADE “DESENHA UM ARQUEÓLOGO!” Guião pa a p o esso es o Exe cício de diagnós ico; o T a a-se da p imei a a i idade do conjun o de unidades didá icas aqui p opos as e, como al, oi pensada pa a se ealizada p imei o que qualque ou a; o É pa a se le ado a cabo indi idualmen e, sem oca ideias com os colegas ou com os p o esso es; o Pedi -se-á, com base nas ideias de cada um, que desenhem um a queólogo, o abalho que o a queólogo az, as e amen as e oupas que usa; o No inal, pedi -se-á que ap esen em os seus desenhos aos colegas e que expliquem o que se sucede nos seus desenhos, ap esen ando as a i idades e as pe sonagens; o Os desenhos p oduzidos (mesmo os que não ace em no papel do a queólogo) se i ão pa a inicia a desmis i icação do papel do a queólogo; o Depois de comp eende em o que é um a queólogo, o que az e como o az, ecomenda-se a ealização des e exe cício pa a a alia os conhecimen os ob idos. OBJETIVOS - A alia a pe ceção inicial das c ianças sob e a a queologia, os a queólogos, o abalho que p a icam, as e amen as que usam; - Se e enquan o pon o de pa ida pa a discussão do ema. DURAÇÃO DA ATIVIDADE - 10-15 minu os pa a desenha ; - 10 minu os pa a ap esen a os desenhos; - 10 minu os pa a deba e o que é um a queólogo e o que az, com os colegas e com o p o esso ; MATERIAIS NECESSÁRIOS Ma e iais de desenho como lápis de ca ão, lápis de co , cane as, e c. Página 5 de 6 O que é uma an a? Nes a al u a, passa am a en e a alguns dos mo os em g andes monumen os de ped a cobe os po e a, chamados dólmens ou an as. Es es, de ido ao seu g ande amanho, inham que se cons uídos em comunidade. Legenda 1 É a mamoa, uma cobe u a de e a e ped as que cons uíam po cima da an a. Hoje em dia, a maio pa e das an as já não êm mamoa! 2 Co edo de acesso. Se ia pa a chega à câma a une á ia. 3 Câma a une á ia, onde se en e a am os mo os. 4 T a a-se do chapéu, uma g ande ped a que se ia enquan o e o pa a a câma a une á ia. 5 Chamam-se es eios e são odas as lajes de ped a que o mam as pa edes da an a. Vis a de lado Vis a de cima 1 1 2 3 4 5 5 5 Página 6 de 6 Hoje em dia, a maio pa e das an as encon am-se sem a mamoa e com algumas ped as pa idas po á ias azões, ais como o desgas e p o ocado pela chu a e en o. Achas que consegues iden i ica os elemen os que es am des a an a? Legenda 1 ____________________ 2 ____________________ 3 ____________________ Sabias que? 1 2 2 3 Exis em mui as an as em Po ugal que podes isi a ! Inspi ada na An a da Mel iça em Cas elo de Vide Guião pa a p o esso es A i idade “O Pe íodo Neolí ico” Unidades didá icas 3º-4º ano de Escola idade Página 2 de 5 Ficha Técnica A a i idade que aqui se ap esen a az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades di e en es que podem se ealizadas de o ma independen e en e si. Es as a i idades p ocu am p omo e a cul u a e o pa imónio his ó ico-a queológico de Cas elo de Vide a públicos in an is, de o ma lúdica e pedagógica po meio de a i idades semip á icas, no sen ido de uma ansmissão de sabe es de o ma dinâmica e que mo i e os alunos a con inua a ap ende mais sob e a queologia, pa imónio e his ó ia. Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Página 3 de 5 ATIVIDADE “O PERÍODO NEOLÍTICO” Guião pa a p o esso es o A i idade des ina-se a aze uma pequena in odução ao pe íodo neolí ico e às ino ações que se de am na al u a; o Como exemplo, escolheu-se uma an a isi á el em Cas elo de Vide; o Na p imei a a i idade, é impo an e deixa cla o que ha ia uma g ande a iedade de ped as que podiam se u ilizadas, ha endo ped as mais adequadas pa a ce os obje os e e amen as: o sílex, que é uma ped a mui o ambi alen e, u ilizada numa g ande quan idade de e amen as, e o xis o, pela acilidade em g a a lá ma cas e símbolos. OBJETIVOS - comp eende o Pe íodo Neolí ico e econhece alguns aspe os que ma ca am es a al u a; - sabe econhece os ma e iais usados pa a iden i ica as e amen as da época; - sabe iden i ica uma an a e elemen os. DURAÇÃO DA ATIVIDADE 30 minu os MATERIAIS NECESSÁRIOS Lápis de ca ão, bo acha e ma e ial de desenho. Página 4 de 5 Resolução da A i idade 1. Com base nos ma e iais que is e, pin a ago a só os obje os que achas que e am cons uídos du an e o pe íodo neolí ico. De em pin a apenas as seguin es imagens: Foice de madei a e sílex (ped a) Placa-ídolo em xis o (ped a) Agulhas em osso Machado de ped a polida Página 5 de 5 2. Achas que consegues iden i ica os elemen os que es am des a an a? Os elemen os co e os são: Legenda 1 Chapéu 2 Es eios 3 Mamoa 1 2 2 3 ATIVIDADE 2: DIFERENTES PERÍODOS “O Pe íodo Romano” A i idade “O Pe íodo Romano” Unidades didá icas 3º-4º Ano de Escola idade Cade no do/a A queólogo/a _________________________________________ _________________________________________ Página 2 de 8 Ficha Técnica A a i idade que aqui ens az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades (di e en es!) que podes aze . Com es as a i idades espe amos que ap endas um pouco sob e a a queologia e sob e alguns es ígios a queológicos que podes encon a em Cas elo de Vide. Di e e- e! Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Guião pa a p o esso es A i idade “O Pe íodo Romano” Unidades didá icas 3º-4º ano de Escola idade Página 2 de 4 Ficha Técnica A a i idade que aqui se ap esen a az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades di e en es que podem se ealizadas de o ma independen e en e si. Es as a i idades p ocu am p omo e a cul u a e o pa imónio his ó ico-a queológico de Cas elo de Vide a públicos in an is, de o ma lúdica e pedagógica po meio de a i idades semip á icas, no sen ido de uma ansmissão de sabe es de o ma dinâmica e que mo i e os alunos a con inua a ap ende mais sob e a queologia, pa imónio e his ó ia. Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Página 3 de 4 ATIVIDADE “O PERÍODO ROMANO” Guião pa a p o esso es o In oduzi o Pe íodo Clássico/Romano e ajuda os alunos a econhece alguns aspe os que o ma ca am, ais como os ma e iais, as e amen as e comp eende a uncionalidade das a as o i as. o A i idade de in e p e ação de ex os e imagens, p omo endo o pensamen o c í ico, a associação e o denação de ideias. o Com a c iação de uma dedicação a uma di indade, p e ende-se in oduzi aspe os da mi ologia omana e do la im, aspe os impo an es da epig a ia omana. o O obje i o des e exe cício não é c ia um conjun o de epíg a es g ama icalmen e co e as, nem exemplos exa os das epíg a es omanas. Como al, não exis e esolução des a a i idade po que o obje i o é ob e di e en es dedicações (desde que es ejam esc i as em la im). o P ocu a incen i a a cu iosidade, a imaginação e o aciocínio. OBJETIVOS - comp eende o Pe íodo Romano e econhece os aspe os que ma ca am es a al u a; - sabe econhece os ma e iais usados e as e amen as que e am usadas; - in oduzi alguns aspe os da epig a ia e da mi ologia omana; DURAÇÃO DA ATIVIDADE 1 ho a MATERIAIS NECESSÁRIOS Lápis de ca ão, bo acha e ma e ial pa a pin a (lápis de co , ma cado es, e c.). Página 4 de 4 Resolução da A i idade 1. Com base nos ma e iais que is e, pin a ago a só os obje os que achas que e am cons uídos du an e o pe íodo neolí ico. De em pin a apenas as seguin es imagens: Gládio de e o Escul u a de impe ado em ped a Scu um (escudo) em e o ATIVIDADE 2: DIFERENTES PERÍODOS “O Pe íodo Medie al” A i idade “O Pe íodo Medie al” Unidades didá icas 3º-4º Ano de Escola idade Cade no do/a A queólogo/a _________________________________________ _________________________________________ Página 2 de 7 Ficha Técnica A a i idade que aqui ens az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades (di e en es!) que podes aze . Com es as a i idades espe amos que ap endas um pouco sob e a a queologia e sob e alguns es ígios a queológicos que podes encon a em Cas elo de Vide. Di e e- e! Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Página 3 de 7 O pe íodo medie al oi um pe íodo da his ó ia humana que acon eceu en e os séculos V e XV. Du an e es e pe íodo o mou-se o eino de Po ugal e assis imos à cons ução de á ios cas elos! Foi a al u a do eudalismo, em que os camponeses i iam e abalha am nos campos de senho es nob es. A ig eja c is ã e a mui o pode osa na al u a e e am p a icamen e apenas os memb os do cle o que sabiam le e esc e e , no en an o, oi ambém nes a al u a que se começa am a cons ui as p imei as escolas e uni e sidades. Obse a ago a as imagens seguin es sob e os ma e iais que e am usados no pe íodo medie al. Madei a Ped a Fe o Ped as P eciosas Fe ilizan es (deje os de animais) Alimen os (como o igo e as cas anhas) Pão e queijo Página 4 de 7 Com base nos ma e iais que is e, pin a ago a só os obje os que achas que e am u ilizados du an e o pe íodo medie al. Espada de e o Telemó el Foice de e o Co oa com ped as p eciosas Elmo de e o Ba om Página 5 de 7 O que é um cas elo? Os cas elos são uma das es u u as a qui e ónicas mais ep esen a i as da época medie al. E am edi ícios de ensi os cons uídos em ped a e incluíam mu alhas, á ios ipos de o es, poços ou cis e nas pa a a mazenamen o de água, e po as o i icadas. No seu in e io inham edi ícios u ilizados como do mi ó ios, e ei ó ios, a mazéns, ca ala iças e ou os ins. Ainda que pudessem se u ilizados pelos eis e nob es como alojamen o nas suas isi as pelo país, no malmen e se iam pa a os ca alei os, soldados e bes ei os p o ege em as ilas e seus a edo es de possí eis inimigos. No caso de ba alha ou a aque, as pessoas que mo a am no e i ó io do cas elo podiam e ugia -se no in e io das mu alhas, com alguns dos seus bens e animais. Vis a de en e Vis a de lado 2 1 2 3 3 4 6 7 8 5 Página 5 de 5 2. Achas que consegues iden i ica os elemen os que es e cas elo em? Legenda 1 To e de Menagem 2 P aça de A mas 3 Po a P incipal 4 Mu alha 5 Poço Inspi ado no cas elo de Cas elo de Vide 1 2 2 2 3 2 4 2 5 2 A mazém de A mas ATIVIDADE 2: DIFERENTES PERÍODOS “O Pe íodo Mode no” A i idade “O Pe íodo Mode no” Unidades didá icas 3º-4º Ano de Escola idade Cade no do/a A queólogo/a _________________________________________ _________________________________________ Página 2 de 6 Ficha Técnica A a i idade que aqui ens az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades (di e en es!) que podes aze . Com es as a i idades espe amos que ap endas um pouco sob e a a queologia e sob e alguns es ígios a queológicos que podes encon a em Cas elo de Vide. Di e e- e! Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Página 3 de 6 O pe íodo mode no oi um pe íodo da His ó ia Ociden al que começou no século XV e e minou no século XVIII e oi ma cado pelo Renascimen o (um mo imen o a ís ico mui o impo an e) e pela época das G andes Na egações, endo sido os po ugueses que, no início, começa am a explo a o globo e es e. Nes a al u a o comé cio ambém c esceu mui o, ala gando-se pelo mundo in ei o a a és de na ios. Obse a ago a as imagens seguin es sob e os ma e iais que e am usados no pe íodo mode no. Ped a Madei a Pól o a (pa a a mas) Fe o Ou o Cana-de-açúca (açúca ) Página 4 de 6 Com base nos ma e iais que is e, pin a ago a só os obje os que achas que e am u ilizados du an e o pe íodo mode no. Canhão de e o Nau po uguesa Cane a A cabuz (a ma de e o e madei a) Lâmpada Página 5 de 6 O que é um cha u dão? Pa a além dos na ios des a al u a, hou e ambém um g ande desen ol imen o da ag icul u a em Po ugal, o que le ou a mudanças nos campos ag ícolas. Uma dessas mudanças oi a cons ução de cha u dões, que são es u u as cons uídas odas em ped a pa a esis i em e aguen a em mui os anos. São mui o comuns em Cas elo de Vide, mas exis em pouco po ou as egiões po uguesas onde se usam es u u as di e en es pa a apoio à ag icul u a. Pensa-se que es as es u u as enham se ido de o ma empo á ia pa a di e sas coisas, especialmen e pa a gua da e amen as ou se i de ab igo pa a as pessoas que oma am con a do gado, que pas a a jun o des as es u u as. Vis a de en e Vis a de den o Legenda 1 Telhado de alsa cúpula em ped a, ei o po camadas a é ao opo e depois cobe o po e a. É po se em ei os com e a que acabam mui as ezes po e plan as no opo. 2 En ada do cha u dão. 3 Pequenos bu acos nas pa edes pa a coloca e amen as ou on es de iluminação. 4 Bebedou o. Es es bebedou os e am esca ados na ocha pa a o gado e ica am den o dos mu os, mas o a do cha u dão. 1 2 1 2 2 3 4 Página 6 de 6 Achas que consegues iden i ica os elemen os des e cha u dão? Inspi ado no Cha u dão de Vale de Cales Legenda 1 _________________________ 2 _________________________ 3 _________________________ Sabias que? Alguns cha u dões con inuam a se usados ainda nos dias de hoje! 1 2 3 2 Guião pa a p o esso es A i idade “O Pe íodo Mode no” Unidades didá icas 3º-4º ano de Escola idade Página 2 de 5 Ficha Técnica A a i idade que aqui se ap esen a az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades di e en es que podem se ealizadas de o ma independen e en e si. Es as a i idades p ocu am p omo e a cul u a e o pa imónio his ó ico-a queológico de Cas elo de Vide a públicos in an is, de o ma lúdica e pedagógica po meio de a i idades semip á icas, no sen ido de uma ansmissão de sabe es de o ma dinâmica e que mo i e os alunos a con inua a ap ende mais sob e a queologia, pa imónio e his ó ia. Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Lê as ichas seguin es com a enção. Es as ichas êm in o mação mui o impo an e ace ca dos di e en es pe íodos e das oupas que as pessoas usa am. Pe íodo Neolí ico 5000 – 3000 a.C. - As oupas e am ei as de peles de animais e de ecidos ei os a pa i de plan as (como o linho); - As pessoas usa am cola es de ped as e, po ezes, de den es de animais; - Usa am agulhas em osso pa a cose e p ende as oupas. Pe íodo omano Séculos II a.C. – V d.C. - As oupas e am comp idas, an o pa a os homens como pa a as mulhe es e chama am-se ogas; - As mulhe es usa am pen eados abalhados, no malmen e com ca acóis e os homens p e e iam usa os cabelos mais cu os; - Os sapa os mais comuns e am as sandálias, an o pa a homem como pa a mulhe . Pe íodo Medie al Séculos V-XV d.C. - Es as pe sonagens são nob es e inham mui os c iados que a a am dos abalhos mais p á icos, como limpa ; - Pa a as mulhe es, a moda e a cob i os cabelos com éus, oucados ou chapéus que podiam se bicudos e, po ezes, a é com ês bicos; - Os sapa os que se usa am ambém e am mui as ezes bicudos; - No caso das mulhe es nob es, usa am-se man os mui o comp idos e icos e o es ido e a compos o po dupla-saia; - Os homens usa am casacos almo adados no pei o, o gibão, acompanhado de calças jus as. Pe íodo Mode no Séculos XVI-XVIII d.C. - Es as pe sonagens abalha am no campo, jun o de cha u dões, a oma con a do gado ou de plan ações; - Os camponeses abalha am mui o e as oupas e am p á icas e adap adas ao abalho no campo; - Tan o os homens como as mulhe es cob iam o cabelo com chapéus de pano; - As mulhe es usa am a en ais po cima das saias comp idas; - Os homens e as mulhe es usa am casacos simples pa a p o ege do sol po cima das camisas. BONECOS Depois de le es as ichas, de es co a os bonecos e as oupas seguin es pelos con o nos p e os. A cada pe íodo pe ence uma menina e um menino, que de em se es idos co e amen e. Com ajuda do eu p o esso e das ichas, elaciona as pe sonagens e as oupas com o pe íodo a que pe encem. Guião pa a p o esso es A i idade “De que Pe íodo sou?” Unidades didá icas 3º-4º ano de Escola idade Página 2 de 11 Ficha Técnica A a i idade que aqui se ap esen a az pa e do p oje o “Cas elo de Vide – ap ende com a queologia!”, que em ao odo 11 a i idades di e en es que podem se ealizadas de o ma independen e en e si. Es as a i idades p ocu am p omo e a cul u a e o pa imónio his ó ico-a queológico de Cas elo de Vide a públicos in an is, de o ma lúdica e pedagógica po meio de a i idades semip á icas, no sen ido de uma ansmissão de sabe es de o ma dinâmica e que mo i e os alunos a con inua a ap ende mais sob e a queologia, pa imónio e his ó ia. Realizado po Ma ga ida Sil a. A i idade c iada no âmbi o do mes ado em A queologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Uni e sidade No a de Lisboa. Página 3 de 11 ATIVIDADE “DE QUE PERÍODO SOU?” Guião pa a p o esso es o Es a a i idade p e ende demons a a di e ença en e de e minados pe íodos de uma pe spe i a ligada ao es uá io de cada época; o A a i idade pode ambém se u ilizada pa a ajuda os alunos a e le i como se ia i e du an e di e en es épocas his ó icas e pa a ajuda a cimen a as bases sob e os di e en es pe íodos; o Pode ambém se uma boa opo unidade pa a ge a um deba o com os alunos em que se discu e qual é a época que p e e em; quais são as di e enças en e os dias de hoje e as á ias épocas passadas com base no que êm ap endido, e c.; o É necessá io e em con a que cada ipo de es uá io escolhido pa a o exe cício não se aplica ao pe íodo in ei o, nem a odas as classes sociais que exis iam; o As oupas escolhidas pa a o Pe íodo Neolí ico são conje u as com base em ecidos e ma e iais encon ados em esca ações a queológicas; o O es uá io do Pe íodo Medie al em po base as pin u as e iluminu as ei as do século XV que, po sua ez, e a a am momen os da ida da co e; o Pa a o Pe íodo Mode no, ao con á io do pe íodo medie al em que são ep esen ados dois nob es, e a a am-se dois camponeses; o Es e exe cício pode unciona como um jogo: quem es i co e amen e os bonecos e os associa de o ma mais ápida ao pe íodo ce o ganha; OBJETIVOS - Comp eende que na his ó ia exis i am di e en es pe íodos e que cada pe íodo é ambém ma cado po modas e cos umes di e en es. DURAÇÃO DA ATIVIDADE - 1 ho a. MATERIAIS NECESSÁRIOS - Tesou a; - Cola e ca olina (opcional). Página 4 de 11 o As oupas podem se co adas e coladas sob e os bonecos, pa a pos e io men e se em coladas numa ca olina com a de ida icha ace ca do pe íodo a que pe encem. Resolução das A i idades Pa a o pe íodo neolí ico, os alunos de em oca -se especialmen e nos seguin es pon os pa a descob i em quais são os bonecos e as oupas des a época: Pe íodo Neolí ico 5000 – 3000 a.C. - As oupas e am ei as de peles de animais e de ecidos ei os a pa i de plan as (como o linho); - As pessoas usa am cola es de ped as e, po ezes, de den es de animais; - Usa am agulhas em osso pa a cose e p ende as oupas.