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Contexto e problemáticas das mais antigas gravações de Guitarra solo conhecidas

Saraiva, Pablo Lee Forest Santiago

Abstract

Este trabalho trata da quantidade de registos de guitarra solo no período mais intenso da produção de cilindros, e explica variáveis desta quantidade a partir da capacidade de gravação do Fonógrafo e da popularidade da guitarra. São tratadas de forma tão detalhada quanto a documentação primária existente e acessível permite, as gravações anunciadas pelo periódico Edison Phonograph Monthly. Para a facilitação do acesso e melhor compreensão deste objeto, este trabalho desenvolve-se em duas partes. A primeira parte trata da introdução do aparelho no quotidiano, detalha historicamente o periódico de Edison no seu trabalho nos países com maior contribuição na gravação da guitarra, e por fim, descreve um panorama histórico da popularidade e da tradição do instrumento nas referidas localidades. A segunda parte apresenta a participação da guitarra através de listas extraídas directamente do periódico de Edison, a considerar a guitarra como acompanhamento, como integrante em ensembles e como solista, entre outros. Enfatiza as gravações solo, detalhando as obras, compositores e intérpretes, assim como refere alguns dos registos áudio. Estes registos áudio, na sua maior parte, encontram-se disponíveis em linha, em diferentes páginas de arquivos e outras instituições relacionadas com a preservação deste património. Com estas duas secções, este trabalho oferece um panorama sobre a guitarra, sobretudo como solista, no contexto em que se desenvolviam as primeiras tecnologias de gravação e reprodução de som. Trata-se de um importante período da história do instrumento, acontecido pouco após a consolidação no seu modelo atual, e um pouco anterior a um período em que ampliou largamente sua popularidade sobre novos territórios.

Full text

1 CONTEXTO E PROBLEMÁTICAS DAS MAIS ANTIGAS GRAVAÇÕES DE GUITARRA SOLO CONHECIDAS. A GUITARRA DE SEIS CORDAS E A PRESENÇA ÍBERO-AMERICANA NO EDISON PHONOGRAPH MONTHLY PABLO LEE FOREST SANTIAGO SARAIVA CONTEXTO E PROBLEMÁTICAS DAS MAIS ANTIGAS GRAVAÇÕES DE GUITARRA SOLO CONHECIDAS: A GUITARRA DE SEIS CORDAS E A PRESENÇA ÍBERO- AMERICANA NO EDISON PHONOGRAPH MONTHLY PABLO LEE FOREST SANTIAGO SARAIVA (Ab il, 2017) Disse ação de Mes ado em A es Musicais: Es udos em Música e Tecnologias No a: (Pablo Lee Fo es San iago Sa ai a, Con ex o e P oblemá icas Das Mais An igas G a ações de Gui a a Solo Conhecidas: a Gui a a de Seis Co das e a P esença Íbe o-Ame icana no Edison Phonog aph Mon hly, 2017) 2 3 Disse ação ap esen ada pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em A es Musicais: Es udos em Música e Tecnologias, ealizada sob a o ien ação cien í ica da P o esso a Dou o a Isabel Pi es. 4 5 Resumo PABLO LEE FOREST SANTIAGO SARAIVA Pala as-cha e: gui a a, cilind os Edison, ibé icos e íbe o-ame icanos, g a ações, Fonóg a o, popula idade. Es e abalho a a da quan idade de egis os de gui a a solo no pe íodo mais in enso da p odução de cilind os, e explica a iá eis des a quan idade a pa i da capacidade de g a ação do Fonóg a o e da popula idade da gui a a. São a adas de o ma ão de alhada quan o a documen ação p imá ia exis en e e acessí el pe mi e, as g a ações anunciadas pelo pe iódico Edison Phonog aph Mon hly. Pa a a acili ação do acesso e melho comp eensão des e obje o, es e abalho desen ol e-se em duas pa es. A p imei a pa e a a da in odução do apa elho no quo idiano, de alha his o icamen e o pe iódico de Edison no seu abalho nos países com maio con ibuição na g a ação da gui a a, e po im, desc e e um pano ama his ó ico da popula idade e da adição do ins umen o nas e e idas localidades. A segunda pa e ap esen a a pa icipação da gui a a a a és de lis as ex aídas di ec amen e do pe iódico de Edison, a conside a a gui a a como acompanhamen o, como in eg an e em ensembles e como solis a, en e ou os. En a iza as g a ações solo, de alhando as ob as, composi o es e in é p e es, assim como e e e alguns dos egis os áudio. Es es egis os áudio, na sua maio pa e, encon am-se disponí eis em linha, em di e en es páginas de a qui os e ou as ins i uições elacionadas com a p ese ação des e pa imónio. Com es as duas secções, es e abalho o e ece um pano ama sob e a gui a a, sob e udo como solis a, no con ex o em que se desen ol iam as p imei as ecnologias de g a ação e ep odução de som. T a a-se de um impo an e pe íodo da his ó ia do ins umen o, acon ecido pouco após a consolidação no seu modelo a ual, e um pouco an e io a um pe íodo em que ampliou la gamen e sua popula idade sob e no os e i ó ios. 6 7 Sumá io Resumo ................................................................................................................................ 5 Sumá io ................................................................................................................................ 7 In odução ............................................................................................................................ 8 1. Pano ama His ó ico ............................................................................................... 11 1.1. A publicação de Edison ......................................................................................... 11 1.2. O Fonóg a o Como No idade ............................................................................... 14 1.2.1. Pe cepção, conside ação e possibilidades do onóg a o. ...................................... 14 1.2.2. A música despon a como p odu o ......................................................................... 19 2. Edison Phonog aph Mon hly ................................................................................ 22 2.1. Mexican Na ional Phonog aph Company (e Cuba) .............................................. 24 2.2. Compania Edison Hispano Ame icana ................................................................. 28 2.3. Ambe ol eco ds .................................................................................................... 30 2.4. Blue ambe ol eco ds ............................................................................................ 32 3. Gui a a ................................................................................................................. 35 3.1. Eu opa ................................................................................................................... 38 3.1.1. Espanha ................................................................................................................. 42 3.1.2. Po ugal ................................................................................................................. 47 3.1.3. Ingla e a ............................................................................................................... 52 3.2. As Amé icas .......................................................................................................... 54 3.2.1. México................................................................................................................... 55 3.2.2. Es ados Unidos ...................................................................................................... 60 4. A Gui a a No Pe iódico ....................................................................................... 72 4.1. As ci ações ecebidas ............................................................................................ 72 4.2. A gui a a não é mencionada, mas o ins umen o es á p esen e ........................... 92 4.3. Alguns dos gui a is as no Pe iódico..................................................................... 95 5. As G a ações de Gui a a Solo ............................................................................. 98 5.1. Sebas ian Hidalgo.................................................................................................. 98 5.2. Amalio Cuenca .................................................................................................... 100 5.3. Oc a iano Yáñez ................................................................................................. 104 5.4. Reynaldo Va ella ................................................................................................. 107 6. Conclusão ............................................................................................................ 110 7. Bibliog a ia ......................................................................................................... 112 8. Anexos ................................................................................................................ 133 8 In odução The Phonog aph and How o Use I : “a gui a o mandolin does no gi e sa is ac o y esul s” (The Na ional Phonog aph Company, 1900, p.158). O es udo dos egis os áudio de gui a a exis en es e ela i os ao pe íodo das p imei as g a ações sono as, es á en e os p incipais a o es pa a a comp eensão de um dos momen os mais ma can es na his ó ia do ins umen o. Es es egis os his ó icos são ele an es pa a a comp eensão de p ocessos que le a am a gui a a a a ingi a popula idade que ap esen a hoje en e as mais di e sas conjun u as sociais. As poucas décadas en e as p imei as expe iências que esul a am no Fonóg a o e a consolidação da indús ia onog á ica ence am explicações e cla i icações pa a a g ande expansão da gui a a em popula idade, assim como pa a o seu econhecimen o an o no meio popula quan o no ambien e académico. Nomeadamen e, impo am os ichei os áudio, de alhando écnicas de execução e in e p e ação do ins umen o naquele pe íodo, e as di e enças, semelhanças e in luências es ilís icas en e di e en es comunidades e escolas. Com e ei o, o es udo da consolidação da gui a a de seis co das, a sua p oximidade com o pe íodo das p imei as g a ações ealizadas po Edison em Fonóg a o, le ou-nos a ques iona se exis iu uma elação de in luência, à época, en e a popula ização da ecnologia da gui a a e aquela da g a ação. En e an o, não há um conhecimen o ap o undado das p imei as g a ações da gui a a. E a pa icipação do ins umen o como solis a naquelas p imei as g a ações pa ece pequena ace à popula idade que já ap esen a a em algumas egiões. In e essa-me es uda o desen ol imen o das g a ações da gui a a em unção da ecnologia da época, e sis ema iza es a documen ação, incluindo áudios, ex os, o og a ias, e c. de modo a ha e um conhecimen o mais de alhado do egis o documen al sob e es as g a ações. Sob e udo a ecolha de on es p imá ias e a a iculação da in o mação nelas con idas a im de conhece a ealidade da época em e mos da ecnologia de g a ação e da ecnologia da gui a a. A pa i des as on es em sido possí el conhece um pouco do pano ama musical e dos p imó dios da indús ia onog á ica especi icamen e cen ada na gui a a, assim como a popula idade dos músicos e a di ulgação musical em ní eis egional e in e nacional. 9 Assim, es e es udo que ap esen amos ago a elaciona dois campos de pesquisa sob e a gui a a: 1 - a gui a a nas g a ações em cilind os Edison, des acando a p imei a década do século XX; 2 - o pano ama his ó ico do ins umen o em sua chegada ao pe íodo das g a ações. A bibliog a ia sob e es es dois aspec os em a ançado subs ancialmen e na medida em que c esce a disponibilização em linha de ace os públicos, ins i ucionais e coleções p i adas. Con udo, ainda pe cebemos di iculdades de se encon a in o mação sis emá ica sob e es as g a ações num mesmo documen o, po se em as g a ações ge almen e a adas caso a caso, po g upos de in e esses especí icos em de e minados gui a is as, ou países, ou in en o es, e c. Des es dois campos, mos a-se um pouco mais complexo o dos cilind os, pelas di iculdades de acesso aos ichei os áudio, is o que mui os des es obje os - cilind os - já se de e io a am a pon o da pe da o al do egis o áudio. De ido à agilidade ísica do obje o, mesmo que bem manuseado, é p o á el que alguns dos cilind os de gui a a nem mesmo exis am mais. No campo his ó ico, a gui a a é amplamen e es udada, especialmen e o século XIX, pe íodo que de e mina mui o do ambien e que o ins umen o e ia no c escimen o in enso da come cialização dos cilind os - a p imei a década do século XX. Nes e campo, no as descobe as em de alhado melho a aje ó ia da gui a a, pe mi indo algum en endimen o do seu po encial come cial no pe íodo dos cilind os. Es e es udo p e ende acla a pa e des a conjun u a, ap esen ando alguns núme os sob e as g a ações de gui a a e sua elação com a popula idade do ins umen o naquele pe íodo. Me odologicamen e, iniciamos o abalho pela ecolha e ca ego ização das g a ações com gui a a incluídas no pe iódico Edison Phonog aph Mon hly (a pa i de ago a, e e ido apenas como Pe iódico), como acompanhamen o, ensembles e solis a. Também a ecolha de odas as ou as e e ências ei as ao ins umen o pa a além das g a ações, ais como p opagandas, comen á ios sob e a is as, e c.. Pa alelamen e, ecolhemos e e ências ex e io es ao Pe iódico, sejam g a ações ou ex uais que ci em a gui a a, e que con ibuam 16 Como usual com mui as no as ecnologias, o Fonóg a o despe ou p o ecias sob e o sepul amen o de ou os meios de comunicação, bem como imagens u u is as. Segundo La Pa ia de México, especula a-se sob e Edison e ido a ideia de unda um pe iódico sono o, em que os ex os e am g a ados em som 9 , “con g an en usiasmo de los ciegos y con p o es a de los so dos [...] El pe iódico ha sus i uido en cie o modo, al lib o, y el elé one y el onóg a o sup imi án la p ensa” (Paz, 1891b: 3). O jo nal mexicano El Co eo Español indagou se mui as das no as in enções não pode iam e já exis ido na an iguidade. Dizendo- se pouco c en e em ma é ia de mis é ios, a i mou o pe iodis a sob e sua p imei a is a do Fonóg a o: “ eco dé un apa a o exac amen e igual: pe o no la época ni el luga donde le ie a. Quizás haya sido habi an e del plane a Jup e y en él p esencia a an es upendas cosas, de las cuales gua do eminiscencias en mi memo ia” (Elizalde e Al a ez, 1891: 1). Em 1891, quando o apa elho começou a e e i a indus ialmen e o seu po encial musical, El Co eo Español no iciou a no idade en e os ingleses, a en a iza a acili ação do acesso à música e aos g andes a is as, pagando-se pa a is o uma moeda de dez cên imos. O jo nal ainda des acou que na Ingla e a inham ap o ei ado o Fonóg a o pa a uma no a in enção que “llama la a ención po lo sencilla é ingeniosa. El apa a o es a colocado en una sala en donde los ca álogos es án á la disposición del audi o io y comp ende un sin núme o de piezas que el público puede pedi ” (Kado , 1891, p. 2). En a izando o po encial musical o e ecido, dizia que os maio es a is as da Eu opa já ha iam g a ado e que já e a g ande o núme o de ep oduções. The E ude Magazine, em 1891, comen ou a possibilidade de pode i a se possí el execu a -se música em conjun o à dis ância, onde músicos em á ios locais pode iam in e p e a música ou indo-se a a és do ele one, e ap esen ou es e con ex o músico- ecnológico in oduzindo-o com o Fonóg a o e o Tele one. Obse ou ambém algo que mos a -se-ia um aspec o impo an e pa a a música, o ac o de que as g a ações dos a is as pode iam o na -se modelos pa a alunos. Segundo o Pe iódico, “I is well known ha he phonog aph will eco d he playing and singing o he a is and hus gi e he eache a model endi ion o his pupils o wo k up o” (The E ude, 1891, p. 227). Em 1892, a Music: A Mon hly Magazine ambém se ap oximou des e aspec o, que acabou po se desen ol e na u almen e den o des e no o ambien e musical e ecnológico, e que, como poucos, 9 Uma espécie de audio-jou nal. 17 in luenciou p o undamen e as p á icas e concepções musicais em e mos de in e p e ação: musical in e p e a ion. A publicação obse ou, endo o ins u o p epa ado um egis o a ís ico do que de e se es udado pelo aluno: “le a ca e ul s udy o each ph ase and i s in e p a a ion, including hy hm, empo, accen , quali y, powe , ligh , shade, equali y, e eness, and all i s e ec s and ela ions o o he ph ases, e c., be made” (Goodwin, 1892, p. 146). Nes e mesmo a igo, a Music: A Mon hly Magazine, ap o ei ando que os p eços se o na am aos poucos azoa elmen e acessí eis, obse ou mais uma no a possibilidade pa a o es udo da música, mas ambém o cuidado a e com um p oblema equen e; as pm 10 : " he numbe o e olu ions o he main sha a he ime o aking he eco d mus be ca e ully no ed in o de o keep he pi ch o ep oducing uni o m" (Goodwin, 1892, p. 145). A e is a des acou ainda, den o de um uso “in eligen e” da no a ecnologia, a u ilidade pa a o desen ol imen o de um en endimen o es é ico e é ico da música. Se ia suge ido ambém o eino audi i o, com di ados musicais ou melodias g a adas pa a o aluno ansc e e , conside ando-se que es e mé odo da ia ao aluno g ande condição pa a econhece elações onais. Também 1892, quase uma década an es que se p oduzissem g a ações em escala indus ial, a capacidade de e e niza elemen os musicais já ascina a. Rubins ein menciona Liz como a “culmina ion o all i uosi y. I is much o be eg e ed ha he phonog aph was no ye in en ed in he yea s 1840-1850, in o de o ecei e and pe pe ua e his playing o la e gene a ions, who ha e no concep ion o eal i uosi y” (Rubins ein, 1892, p. 98). The Ope a Glass anunciou uma ilus ação do "cu ious ins umen " chamado Phonog aph, sob e o qual mui os já conheciam os mé i os, mas ainda não o ha iam ou ido. O pe iódico obse ou ainda a aculdade o lis ening, além da capacidade de epe i em “ he nex minu e, o he nex yea exac ly, wi h e e y one and in lec ion, and do i a housand imes i wan ed” (The Ope a Glass, 1894b: 123). A en a iza a capacidade de egis a de alhadamen e os sons, publicou ainda um depoimen o sob e a ideia de se ou i e econhece o ins umen is a na g a ação, dada a ca ga in e p e a i a que o apa elho e a capaz de ep oduzi . Re e indo-se a um anúncio do apa elho, com o nome de Wal e Eme son, que com suas pe o mances ha ia encan ado g andes públicos e, apesa da sua mo e, ainda emociona a pla eias, o pe iódico comen ou: “who has hea d his wonde ul co ne solos as 10 Ro ações po minu o (Re olu ions pe minu e). 18 gi en back by he Phonog aph, and ealized ha Eme son bu ealize, oo, he pa hos o such an echo. I is immedia ely sad, his lis ening o he dead again” (The Phonog aph, 1894a, p. 8). Ainda 1894, sob e o en endimen o da elação en e a música ame icana e eu opeia, Louis Lomba d ez uso do Fonóg a o como me á o a. “Now ou music is bu a ain echo o Eu ope. I esembles i only as he phonog aph does he human oice F auds can no be de ec ed by ou public, and s anda ds in music should be es ablished by he highes au ho i ies.” (Lomba d, 1894, p.154). Também em 1894, uma publicação em Coimb a dá con a do “homem-elec ico”. O “ obô” e a um manequim, que, segundo o pe iodis a, anda a no malmen e enquan o du asse sua ca ga elé ica, além de mexe os lábios ao can a . “As musicas são can adas po um phonog apho que em na cabeça” (Homem elec ico, 1894, p.2). O au o ap esen a a a no idade g a ui amen e em No a Io que, mas p e endia uma u nê in e nacional po dinhei o. Ao obse a mos, hoje, a sensação da idelidade sono a do apa elho pa a o ou ido daquela época, ou ao menos pa a o público em ge al, emos mos as do quão p o undo oi o impac o da ep odução sono a, mais que de sua idelidade acús ica. Já com a indús ia onog á ica em plena a i idade, em 1905, encon amos e e ências que se em de exemplo da con iança que o apa elho despe a a. A Re is a de A agón, des acando a idelidade do apa elho, além de inclui a no a o og a ia no seu ex o, esc e e me a o icamen e que o eal papel de um his o iado en e à al a de se enidade seja como um Fonóg a o, “sea como una especie de onóg a o que de uel a los ecos de la ida pasada, consignados en documen os, sin apa ece jamás su pe sonal imp esión, [...] is as o og á icas sin que los ma e iales que ecub en la placa su ie an al e ación alguna” (Izquie do, 1905: 199). O ano de 1895 é o ano da in odução do mo o elé ico nos apa elhos e do lançamen o do Edison Home Phonog aph, es e ainda com o mecanismo clock wo k 11 . Es e é ambém o ano em que começou a o ganização do que se ia a Na ional Phonog aph Company, que lança ia o Edison Phonog aph Mon hly. Es a linha di isó ia, com o uso da ele icidade, não e a acilmen e disce ní el pa a mui as pessoas, e ainda em 1902, pe gun a iam se a 11 Clock wo k, à co da: é um mecanismo que ap o ei a a ene gia duma mola en olada manualmen e, gi ando uma cha e conec ada a uma ca aca que o ce a mola. 19 ele icidade e a usada no Fonóg a o du an e a g a ação. A ques ão oi publicada na Scien i ic Ame ican, que espondeu: “The phonog aph is no an elec ical appa a us, excep ha an elec ic mo o is o en employed o u n he cylinde . I can be u ned by hand i any one p e e s o do so. The phonog aph is en i ely an acous ic appa a us” (Munn & Co, 1902b: 99). Em 1897 e am já as g a ações de música que domina am a “indús ia sono a”, mas es a ecnologia con inua a a se usada em demandas nou as si uações. Segundo publicação da Oli e Di son Company, a combinação en e o Fonóg a o, o Telég a o e a ba e ia elé ica suge iu no as pe spec i as pa a su dos: “P o esso McKend ick o Glasgow is c edi ed wi h ha ing disco e ed a me hod by which he dea can hea and enjoy music qui e as much as hei mo e a o ed neighbo s who a e possessed o no mal hea ing” (Deland 1897, p. 8). Mesmo com o Fonóg a o e a indús ia onog á ica musical sendo já mul inacionais, o Pe iódico p op iamen e di o man inha-se di ecionado ambém pa a ou os ins. Em 1904, suge iu o uso do apa elho no a endimen o ao público: o uso em po as de lojas que aciona iam o apa elho ao se em abe as, quando o clien e "looks a ound and sees no one in iew he machine begins as ollows: 'Do you wan o see he p op ie o ? Well, jus ha e a chai and I will call him" (EPM, 1904b: 12). Ou como o S . Albe E. Lau en, que “a anged a de ice [...] which enables him o pu a Reco d on a Phonog aph in his s o e and enables any use o he elephone o hea i almos as sa is ac o ily as he would i in he s o e. (EPM, 1904b: 10). Edison insis e ainda em 1913 na capacidade de g a ação domés ica que o Fonóg a o o e ecia. Apela a ao egis o de momen os a e uosos como uma das mais impo an es capacidades do apa elho, in elizmen e pouco comp eendida. Segundo o Pe iódico, nem mesmo os endedo es ha iam pe cebido o eal alo da capacidade da g a ação domés ica, e en endiam que o Home Reco ding es a a ainda no seu p imó dio. “When i s alue becomes ecognized, as i su ely will, hose who pu chased an Edison Phonog aph will be glad hey made hei choice o a machine ha will eco d o hem in hei homes” (EPM, 1913h: 10). 1.2.2. A música despon a como p odu o Po ol a do ano 1890, as Au oma ic Slo Machines já inham começado o seu pe cu so de g ande popula idade, e já se mos a a quase ine i á el à indús ia onog á ica a 20 opção pela música. O ascínio e o en e enimen o musical mos a am-se mais p omisso es que os demais ins imaginados o iginalmen e pa a o apa elho. A elação en e Fonóg a o e a música oi is a ambém de uma manei a mais ín ima que a simples capacidade de ep odução. A ap esen ação do Fonóg a o como um "ins umen o musical” oi um a gumen o eco en e, e o Pe iódico abalhou nesse sen ido: “We wonde i Deale s ealize ha o all he musical ins umen s now in exis ence none should ind hei way in o as many homes as he Phonog aph” (EPM, 1903g: 10). Suge iu en ão a p opos a cu iosa de que di e en emen e de ins umen os que eque iam meses de eino pa a um uso sa is a ó io, como “ iolin, banjo, o o he solo ins umen [...] he Phonog aph equi es no skill wha e e —anyone may play i ” (EPM, 1903g: 10). Uma ez consolidada es a ecnologia, além de odo o já ci ado conjun o de possibilidades que ce ca am es e no o apa elho, o Fonóg a o ambém al e ou o pano ama dos p o issionais que inham o som como elemen o undamen al de abalho. A g a ação c ia a no as possibilidades, con udo, es a ecnologia de g a ação possuía suas peculia idades, pois não e a igualmen e e icaz pa a odos os ipos de som a g a a : a capacidade de g a ação e qualidade do som g a ado dependiam das ca ac e ís icas das di e en es on es sono as, e des a o ma a g a ação acabou po impo ambém algumas es ições. Es e pano ama su ge en e os músicos, desde o p incípio, como um a o que al e a ia conside a elmen e os mé i os pa a a ingi o econhecimen o a ís ico ou, simplesmen e, o sucesso. O Edison's Labo a o y, em O ange, New Je sey, já ocupa a en ão um p édio comple o apenas pa a as g a ações de can o es, música ins umen al, solos e egis os de oz alada. Ray S. Bake , em 1899, já ci a os "no os p o issionais" da g a ação, e egis ou o apa ecimen o de uma no a ca ego ia, uma ez que o Fonóg a o “has de eloped i s own especial singe s and playe s. Some solois s and alke s, who ha e ne e been able o make a success on he s age, ha e ea ned a peculia and aluable epu a ion o hei own among he use s o phonog aphs” (Bake , 1899, p. 270). Segundo o au o , alguns can o es e músicos ganha am já boas quan ias em dinhei o 12 com es as g a ações. 12 O au o menciona que a is as ecebiam, em ge al, um dóla po cada canção ou peça, e pode iam aze en e 20 e a é 50 g a ações em um dia. Ou os au o es mencionam di e en es emune ações, mas podemos conside a com no malidade es as a iações, subme idas às di e en es egiões e economias, à popula idade dos a is as, ao ipo de emp esa a g a a , e c., en im, aos a o es no mais em negociações. Em ou os ex os, achamos e e ências ambém ao pagamen o po cada seção de g a ação. 21 Quan o à gui a a nes e pe íodo, a sua c escen e popula idade em nada podia a e a a sua pouca compa ibilidade com o Fonóg a o, e a p esença como solis a seguiu nesse con ex o. En e an o, como o g ande público a amen e se concen a nos de alhes dos acompanhamen os das canções popula es, ocando a sua a enção nos solis as ou can o es, ha ia um meno igo com a qualidade sono a das g a ações dos acompanhamen os. O ins umen o começou en ão a e conside á el sucesso como acompanhamen o de can o es, e mesmo nas si uações em ensemble onde se man i esse como ins umen o acompanhado . Ainda assim, a gui a a icou bas an e es is a às comunidades que nu iam a e o pelo ins umen o, p incipalmen e os ibe o-ame icanos. 22 2. Edison Phonog aph Mon hly Des acamos inicialmen e a p esença de um o al de 182 g a ações com gui a a no Pe iódico: con abilizamos 142 de o igem ibé ica e ibe o-ame icana. Des as, 118 o am mexicanas. Nas 182, encon amos 12 solos, 30 due os com mandolim, e 23 no con ex o da música ha aiana. THE Edison Phonog aph Mon hly owes i s bi h o he belie by his Company ha some means o keeping in close ouch wi h he Jobbe s and Deale s has become a necessi y. The Company also belie es ha he ade will a once ecognize he ad an age o a medium ha shall a leas mon hly keep i in o med conce ning Phonog aphs and Reco ds. (EPM, 1903a :1) As g a ações sono as em cilind os inicia am-se an es do lançamen o do Edison Phonog aph Mon hly, e é impo an e lemb a que o lançamen o do Pe iódico não deu início a uma no a nume ação de sé ie dos cilind os, endo-se con inuado a exis en e. A p imei a g a ação anunciada no Pe iódico oi a "8377 Selec ion om The Sul an o Sulu In oducing Since I Fi s Me You Pee less O ches a" (EPM, 1903a: 2). Glenn Sage e e e-se aos núme os de ca alogação e seus espec i os pe íodos, pa a as Edison wo-minu e wax eco ds. Especi icam, en ão, 1 ao 7403 en e 1897 e 1899, 7404 ao 7650 em 1900, 7651 ao 7999 em 1901, 8000 ao 8281 em 1902, 8282 ao 8573 em 1903. O au o ac escen a ainda: “Edison cylinde s da e be o e mid-1902 i b own wax and a e wa ds i black wax. Many b own wax i les we e eissued a e 1902 as black wax o en using he same selec ion numbe " (Sage, n/a). No as ge ações de cilind os ouxe am necessidades no as, mas ambém opo unidades come ciais de o na g a ações de sucesso ainda mais chama i as. Em 1904, o Pe iódico e e e que algumas g a ações come cializadas p ecisa am se po ezes e ei as, e em alguns casos e am eg a adas po ou os in é p e es. "The ma ch o p og ess in he manu ac u e o Edison Gold Moulded Reco ds ende s i necessa y om ime o ime o make 23 o e ce ain selec ions, lis ed in he ca alogues" (EPM, 1904i: 7). Segundo o comunicado, nes as si uações o mesmo cuidado, ou às ezes ainda mais, e a omado nas no as g a ações, e em alguns casos a no a e são pode ia muda conside a elmen e em elação à o iginal. Es as mudanças podiam chega ao pon o de num mesmo egis o, que an es inha sido egis ado como solo, se elançado com acompanhamen o de o ques a. T a a a-se po an o de no as e sões e nem semp e de simples eposições da e são an e io . Também em 1904, o Pe iódico anunciou que a Na ional Phonog aph Company inha es abelecido áb icas an o pa a p oduzi os equipamen os como os p óp ios cilind os e duplica as g a ações, em Be lin, Pa is e B uxelas, e "also es ablished a selling o ice in Be lin" (EPM, 1904 : 7), ações que aba ca am a é o Reino Unido e a Rússia. Anunciou ambém es a em andamen o a abe u a de um esc i ó io em Pa is que con ola ia as endas dos Fonóg a os e g a ações da Edison em F ança, Espanha e Po ugal. Con udo, es a es u u a ainda le a ia algum empo pa a se e e i a . Em No emb o o Pe iódico ainda egis a a suas limi ações ace à p ocu a dos come cian es de Po ugal, en e ou os países eu opeus. “Inabili y a p esen o mee he demand o Reco ds in he languages spoken by he g ea e numbe o pe sons is he only eason why e e y language is no ep esen ed in he ca alogue o Edison Gold Moulded Reco ds” (EPM, 1904k: 3). O Pe iódico egis ou o cons an e c escimen o dos negócios na Aus ália e nas suas colónias, assim como na República do México, “(bo h showing in he pas yea an inc ease o business ep esen ing nea ly 100 pe cen , o e he p eceding yea ), i has been ound necessa y o open dis ibu ing depo s a Sydney, N. S. W., and Mexico Ci y, Mexico" (EPM, 1905k: 3). Es a decisão ep esen a a, no caso mexicano, uma g ande p oximidade com a gui a a. Re e e ambém que em Aus ália ha ia mais Fonóg a os pe capi a que nos Es ados Unidos, e que a si uação no México e a p a icamen e a mesma que a aus aliana. O ep esen an e Raphael Cabañas ha ia pa ido de No a Io que a 12 de Ou ub o pa a isi a impo an es cidades no México e de e ia chega à Cidade do México em 15 de No emb o. O es abelecimen o de uma ilial impo an e no México oi e lexo da busca pelos me cados ao Sul dos EUA, uma expansão sob e os demais países de língua espanhola, algo mui o posi i o pa a a gui a a. An es de ins ala -se no México, a Companhia já ha ia anunciado “A ep esen a i e o ou Fo eign Depa men now a eling in Cuba and Po o Rico” (EPM, 1905 : 12). Também an es do Pe iódico anuncia suas bases em México, 24 publicou “M . S e ens says ha business in he Fo eign Depa men is excellen ; ha Mexico is one o he bes alking-machine coun ies he e is; ha Cuba is also e y good, and ha hey ha e ecen ly en e ed in o Jamaica” (EPM, 1905i: 5). O Pe iódico a ou Cuba e o México como sendo quase um só me cado. Ao conside a os seus Expo Busines, ela ou, “We ha e sold housands o machines in Mexico and Cuba and ha e an agen ou now who is making a g and ou o Sou h Ame ica” (EPM, 1905g: 11). Au o-p omoção ou não, es es anos da p imei a década do séulo XX o am egis ados com o imismo. “We expec his yea 's o eign business o be h ee o ou imes g ea e han ha o las yea , which in u n was mo e han wice as g ea as ha o he yea be o e.—Talking Machine Wo ld” (EPM, 1905g: 11). 2.1. Mexican Na ional Phonog aph Company (e Cuba) Como já imos, os elos come ciais ela i os aos egis os áudio en e EUA e México são an e io es ao lançamen o do Edison Phonog aph Mon hly. Um pequeno indicado des e pano ama é a co espondência esc i a na Cali ó nia, em Junho de 1903, po Thoma H. Leona d, com o gulho do seu g ande emblema niquelado com as pala as Edison Phonog aph Agen . Na sua co espondência publicada pelo Pe iódico, Thomas ap esen ou-se como um dos mais an igos agen es no Oes e, e ha ia comp ado Fonóg a os ainda da No h Ame ican Co. Disse, de si p óp io, "I am well known all o e his S a e and pa s o Mexico" (EPM, 1903e: 7). Mais um indicado des a unidade me cadológica que gi a à ol a do México, emos quando o Pe iódico lis ou 72 g a ações, somando 143 já anunciadas da sé ie mexicana, e as di ecionou pa a a egião do México e Es ados izinhos, inclusi e “p in ed in a combined English and Spanish a angemen in o de o a o d non-Spanish speaking deale s an oppo uni y o knowing some hing abou hem” (EPM, 1905c: 10). Meses an es de anuncia a abe u a do esc i ó io mexicano, o Pe iódico já explici a a o a amen o da egião hispânica como uma unidade me cadológica. Edison abalha a na sua di ulgação conec ando México, Cuba e Es ados ame icanos na on ei a com o México, onde i iam populações mexicanas. Em 1905, ao anuncia as es an es 160 Mas e s, de um o al de 303 egis os mexicanos, comunica am que “These i les will appea in he nex edi ions o he 25 Fo eign and Nume ical Reco d ca alogues. They will also appea in a special ca alogue o Mexican selec ions. This ca alogue has been p epa ed especially o use in Mexico and Cuba” (EPM, 1905 : 10). Além dis o, um pequeno suplemen o oi imp esso pa a uso no Sul dos Es ados Unidos. Em Janei o de 1906 o Pe iódico ap esen ou os ende eços dos esc i ó ios na Cidade do México e em Sydney, ambos já em a i idade. Nomeadamen e, sob e o México, “b anch o he Na ional Phonog aph Co. is now in ull ope a ion. I is loca ed a Calle P olongacion del 5 de Mayo, No. 67-77 [...] unde he di ec ion o ou Fo eign Depa men wi h Ra ael Cabanas as local manage ” (EPM, 1906a: 7). Em Ma ço, o Pe iódico deu mais in o mações sob e a sua expansão mexicana: “The Mexican Na ional Phonog aph Co. was inco po a ed in New Yo k S a e las mon h [...] I s capi al s ock is $25,000 and i s inco po a o s a e William E. Gilmo e, Alphonse Wes ee and John F. Randolph, all o O ange, N. J.” (EPM, 1906c: 6). O esc i ó io mexicano pa ece e encon ado um campo ex emamen e é il pa a os negócios, e a gui a a apa eceu em g ande quan idade no acompanhamen o de can o es. Quan o aos qua o gui a is as anunciados no Pe iódico com g a ações de gui a solo, um e a mexicano e ou o de Cuba. Ainda em 1906, Ra ael Cabañas ha ia di igido em Cuba uma equipa de p o issionais do Reco ding Depa men o he Na ional Phonog aph Co. (EPM, 1906d: 10). P o a elmen e não po coincidência, o esc i ó io oi echado no início da Re olução que acabou po ex ende -se em sé ia lu a a mada po uma década. “The company's o ice in Mexico Ci y was closed in Feb ua y 1911, wi h p o isions ha local deale s would he ea e be supplied di ec ly om Wes O ange. The company was legally dissol ed in Sep embe 1914” (Edison u ge s, 2016). O Pe iódico ep oduziu uma epo agem que inha sido inicialmen e publicada em Ha ana pelo Daily Teleg aph, egis ando um g ande encon o com ep esen an es da imp ensa de Ha ana e concessioná ias (pa a come cialização de Fonóg a os) na capi al cubana e egiões ci cundan es. Fo am ecebidos pelo ge en e mexicano, Ra ael Cabañas. O Pe iódico, em Maio de 1906, e e iu-se a um “ empo a y Edison labo a o y” que ha ia sido abe o ce ca de ês meses an es: “Con ac s we e made wi h bands, o ches as, ins umen al qua e es, ios, due is s and solois s. The schedule o eco ding engagemen s was made up and he wo k o aking he Reco ds s a ed” (EPM, 1906d: 10). 32 much he same s yle as he ca alogue o he Domes ic Reco ds, bu o each has been added a nume ical index, p incipally o he use o he ade” (EPM, 1909g: 22). Em Dezemb o de 1909, o Pe iódico escla ece con adições exis en es en e as nume ações ca alogadas dos Ambe ol e dos S anda d, as quais o am apenas de ec adas du an e a ges ão das encomendas 19 . A e is a publica en ão uma lis a de núme os pa a se em usados nos Ambe ol Reco ds, a qual mos a acesso iamen e alguns indicado es sob e os me cados ab angidos, nomeadamen e: ame icanas 1-4999, po uguesas 5016-5035 e 5039- 5499, cubanas 5500-6000, mexicanas 6001-7000, espanholas 8000-8250, ha aianas 11500- 11549. (EPM, 1909l: 29). (Quad o comple o no Anexo E). Os apa elhos p oduzidos a pa i do lançamen o do Ambe ol pe mi iam ambém oca os modelos S anda d de 2 minu os, e Edison publici ou a adap ação dos Fonóg a os an igos aos no os cilind os Ambe ol. No anúncio encon am-se egis ados alguns p eços ela i os à adap ação dos apa elhos, explicando que po : $4.00, $5.00 ou $7.50, “you p ac ically ge an en i ely new Phonog aph ou o you old one, one ha is able o play he wo ld's bes music, ep oduced on he longes eco ds e e made and he mos pe ec playing Reco ds” (EPM, 1909k: 14). Os p eços e am os mesmos em odo o e i ó io ame icano: en e $12.50 e $125.00 pa a os apa elhos, e pa a os cilind os, 35c pa a S anda d, 50c pa a Ambe ol, e 75c pa a o G and Ope a (EPM, 1909k: 15). Nes e pe íodo, em 1910, encon amos o úl imo anuncio de uma g a ação de gui a a solo no Pe iódico. T a ou-se da g a ação do po uguês Reynaldo Va ella. O nome “Gui a a” ainda apa ece ia mui o no Pe iódico, con udo pudemos apu a que, em g ande pa e, quan o à sono idade, se a a a de uma a ian e do co do one e não da gui a a adicional; nomeadamen e, a a a-se da Hawaiian Gui a . 2.4. Blue ambe ol eco ds Na capa do Pe iódico de Ou ub o de 1912, lê-se: “M . Edison Announces His New Reco d—The Blue Ambe ol”. 19 Es es p oblemas com ca alogações ge am igualmen e di iculdades no mapeamen o des as an igas g a ações. 33 A segui , segundo o Pe iódico, Edison ap esen a uma no idade de impo ância incompa á el: “The Blue Ambe ol Reco ds, he Diamond Rep oduce , wo new ypes o concealed ho n cylinde machines; he disc line and he new Home Reco ding campaign based on he ou -minu e ou i make an a ay o new ea u es” (EPM, 1912j: 3). Des a ez, sem necessidade de adap ação das máquinas e com a manu enção dos p eços. O Pe iódico indica en ão es a que oi a úl ima g ande e olução dos cilind os. Edison comp ou os di ei os da pa en e de B ian E. Philpo , pa a p oduzi o no o ipo de cilind o à base de celulose, e em 1912, “in oduced his highly success ul Blue Ambe ols (also wi h a plas e co e)" (Blacke , 1984, p. 19). Edison e i a os cilind os S anda d: "When Edison owne s ealize he beau y o he Blue Ambe ol hey will be quick o p ocu e he a achmen s i hey ha e no al eady done so, pa icula ly in iew o he discon inuance o he S anda d Reco d” (EPM, 1912j: 3). O Pe iódico anunciou ainda a g ande du abilidade de a é 3000 ep oduções pa a o no o cilind o. Os Blue Ambe ol o am anunciados em duas se ies: “Regula Lis , 50 cen s each in he Uni ed S a es; 65 cen s each in Canada [...] Conce Lis , 75 cen s each in he Uni ed S a es; $1.00 each in Canada” (EPM, 1912j: 12-13). Tendo sido empo á ias, a G and Ope a Lis após alguns meses deixou de se des acada nos anúncios, e o mesmo acon eceu com a Fo eign Reco ds. Na Domes ic Lis , de Se emb o de 1912, encon amos os p eços an e io es ao lançamen o do Blue ambe ol: "Ambe ol Conce —75c each in he Uni ed S a es; $1.00 each in Canada [...] Ambe ol—50 cen s each in he Uni ed S a es; 65 cen s each in Canada [...] S anda d—35 cen s each in he Uni ed S a es; 40 cen s each in Canada" (EPM, 1912g: 15-18.). Edison ainda anuncia a S anda ds Fo eign Reco ds pa a Ou ub o de 2012, onde cons a am cilind os Ambe ol e S anda d b i ânicos, alemães e anceses e Ambe ol espanhois (EPM, 1912j: 19). Ainda anunciou, em Dezemb o, S anda ds pa a Alemanha (EPM, 1912l: 23). Na sua segunda lis a a anuncia os no os cilind os, o Pe iódico des aca a con inuação da es a égia da Edison de sup i as di e en es necessidades do me cado: “G and ope a, classical songs and ins umen al pieces, musical comedy song ’hi s,’ sac ed music, popula band selec ions, qua e s, quin e s and mixed cho uses, aude ille ske ches and coon shou s all ind hei place” (EPM, 1912k:4). 34 Uma consequência na u al da chegada da no a ge ação de cilind os oi descon inua em p odu os g a ados pa a os an igos S anda d, mas um g ande núme o des es cilind os es a a ainda em depósi o. Pa a ajuda a come cialização dos mesmos, Edison ealizou uma edução de p eços nes es cilind os, passando os mesmos a cus a apenas $0.21. (EPM, 1912l: 3). Nes e pe íodo, ainda e a g ande o núme o de imig an es de di e sas o igens a chega aos Es ados Unidos, e o Pe iódico obse ou, “In p ac ically e e y la ge ci y he e is conside able o a o eign elemen . E en whe e his cons i uency has become Ame icanized, hey e ain a lo e o he songs and he melodies o hei na i e land” (EPM, 1913b: 15), p ocu ando incen i a os come cian es a es a em a en os nos seus e i ó ios às p incipais comunidades es angei as 20 . Mais ês anos, de 1913 a 1916, ainda se iam egis ados no Pe iódico, incluindo o Edison Disc Phonog aph (Vol. 11), pos e io men e Diamond Disc Phonog aph (Vol. 12). Lemb amos no amen e que uma eno me quan idade de g a ações ei a pela Companhia não oi anunciada no Pe iódico, mas apenas nos suplemen os. A gui a a ainda con inua ia a apa ece , mas sem o des aque que buscamos nes e es udo. Des a o ma, mais in o mações, pos e io es ao ano de 1912, ainda se ão ap esen adas ao a a mos da gui a a no Pe iódico, mas quan o ao ópico aqui abo dado, ence amos. Os úl imos cilind os anunciados pelo Pe iódico, pa a lançamen o em Janei o de 1917, o am, Conce , 28251 Weiss ich Dich in meine Nähe, Abs, e Regula , 3064 A Li le Bid o Sympa hy—Li le Miss Sp ing ime, Kalman. (EPM, 1916l: 14). 20 Anuncia am wax cylinde s mais ba a os, em “Ge man, F ench, I alian, No wegian, Finnish, Danish, Russian, Polish, Welsh, Swedish, Po uguese, Hunga ian, Bohemian, Holland-Du ch, G eek, Heb ew, Chinese and Hawaiian” (EPM, 1913b: 15). 35 3. Gui a a Na úl ima década do século XVIII, nos países onde a gui a a e a um ins umen o comum e popula , es a já ha ia e oluído em di eção ao modelo que es a ia p esen e nas g a ações um século mais a de. Nes a e olução, p o a elmen e o passo mais impo an e e á sido a s anda dização das seis co das, ou seis o dens 21 simples. Demo ou ainda assim ce ca de um século en e a consolidação des a no a gui a a com seis o dens simples e a sua popula ização nos Es ados Unidos. É impo an e no a que os a anços e mudanças no ins umen o não se da am simul aneamen e em di e en es egiões, e g andes o am as a iações en e as egiões abo dadas nes e es udo. Mui o ele an e nes a consolidação e popula ização do no o modelo oi o a anço na p odução das co das, com ecu so à u ilização de me al. A maio po ência sono a conseguida com es as co das acili ou a opção po o dens simples e, consequen emen e, a explo ação mais su il de sono idades, além da maio acilidade de a inação. O a nos inais do século XIX, a no a po ência sono a ainda não se ia su icien e pa a que o ins umen o possuísse as ca ac e ís icas acús icas eque idas pa a uma azoá el cap ação pelos Fonóg a os, e a gui a a solo e ia que espe a ainda alguns anos após o nascimen o da indús ia onog á ica pa a consegui impo as suas p imei as g a ações solo com ní el e e i amen e come cial. Lemb amos que o uso inicial do me al na con ecção das co das e a limi ado à cobe u a das co das mais g a es, e que o uso de jogos de co das o almen e em me al só acon ece ia pos e io men e, já com a indús ia onog á ica em a i idade. Es e uso do jogo de co das comple o de me al oi bas an e explo ado na hawaiian gui a , e possibili ou mui as g a ações, mas com uma sono idade bas an e di e en e da sono idade adicional 22 do ins umen o, e que a a emos independen emen e da gui a a mais adicional, objec o do 21 O e mo o dem, nes e con ex o, é o mais usado pa a designa a o ganização das co das, ou o núme o e disposição des as nos ins umen os, e mo mui o usado já com an epassados da gui a a séculos an es do momen o aqui abo dado. A ualmen e, o ins umen o em seis co das ou, mais p ecisamen e, seis o dens simples. Na his ó ia des e co do one, oi mais comum o uso de o dens duplas (pa es de co das), ou mui as ezes uma combinação em que ge almen e apenas a mais aguda ap esen a a-se como o dem simple. Em alguns casos, mesmo o dens iplas o am u ilizadas. 22 Nes e abalho, ao a a mos da execução e sono idade da gui a a, usa emos o e mo “ adicional” pa a di e encia do es ilo “ha aiano” de execução do ins umen o. Conce nen e à mão esque da p essionando as co das: com os dedos ( adicional) ou com um slide (acessó io no malmen e de id o ou me al usado na mão esque da a desliza sob e as co das, e que ge a o ca ac e ís ico imb e da gui a a ha aiana). 36 nosso es udo. F ank Fe e a oi um dos gu a is as mais popula es a g a a a gui a a ha aina, de quem a a emos no Capí ulo 3. Ele é aqui ci ado apenas pa a a con ex ualização des as sono idades. Fe e a's sliding glissandos punc ua ed by s acca o melody lines we e mos ly played on he high melody s ing o achie e he g ea es olume his ins umen was capable o . This was ypical o o he s eel gui a playe s o he ime. Acous ic gui a is s accus omed o pe o ming o la ge audiences be o e he days o mic ophone had o o ei all sub le y and delica e nuances. (G acyk e Ho mann, 2000, p.121) As no as possibilidades musicais da gui a a, ad indas des a consolidação das seis co das, em seis o dens simples, pe mi i am ao ins umen o a ele ação do seu s a us como solis a e o desen ol imen o do abalho con apon ís ico. Mas, impo an e na popula ização do ins umen o, as mudanças não anula am as ca ac e ís icas 23 que da am à gui a a odo o seu ma can e apelo popula . De emos ambém conside a que es e no o pad ão se consolidou, de inindo o no o ins umen o in e nacionalmen e, apenas poucas décadas an es das p imei as expe iências com as ecnologias sono as. Re ocedamos, en ão, ao im do século XVIII pa a melho cons ui a conjun u a his ó ica que le a es e ins umen o a é ao pe íodo das g a ações 100 anos mais a de. O i aliano, alecido em Espanha, F ede ico Mo e i, em 1799, numa das p imei as publicações sob e a gui a a de seis co das, explica que anceses e i alianos usa am o dens simples, po is o as a ina am mais p on amen e, e des acou a di iculdade de se encon a em duas co das pa a a mesma o dem que se equilib assem. Mo e i comen ou ainda es as ques ões e ecomendou o uso: “Yo sigo es e sis ema, y no puedo menos de aconseja le á los que se aplican á es e ins umen o, habiendo conocido su g ande u ilidad” (Mo e i, 1799, p. 2). São comen á ios que podem indica -nos ainda es a o núme o e o ganização das co das na gui a a em p ocesso de e e i ação. O au o explicou sob e suas adap ações dos Mé odos de Gui a a aos di e en es países em que o publicou: 23 P incipalmen e, o po encial de ag ega acilmen e aspec os í micos e ha mônicos, e a acilidade de oca -se os p imei os aco des já após pouquíssimo eino. 37 Aunque yo uso de la Gui a a de sie e ó denes sencillos, me ha pa ecido mas opo uno acomoda es os P incipios pa a la de seis ó denes, po se la que se oca gene almen e en España: es a misma azón me obligó á imp imi los en i aliano en el año de 1792 adap ados á la Gui a a de cinco ó denes; pues en aquel iempo ni aun la de seis se conocía en I alia. (Mo e i, 1799) No início do século XIX, a gui a a ainda não goza a de popula idade en e os no e- ame icanos. Como e emos mais adian e, a gui a a já es a a p esen e nos Es ados Unidos po azões elacionadas com a imig ação, mas o ins umen o só começa ia a se a ado com ap op iação pelos no e-ame icanos em ins do século XIX, p incipalmen e quando as adap ações desen ol idas po lu hie s nos Es ados Unidos começa am a se popula es, acabando po o na a gui a a algo ame icano. A ligação en e Eu opa e Amé ica, quan o à gui a a, pa ece e -se dado sob e o e in luência ibé ica. A despei o das dispu as bélicas e e i o iais, a gui a a man inha-se como elemen o de con i ência amigá el. Publicações ealizadas no México ap esen am es es ínculos musicais ansoceânicos. O jo nal mexicano La Voz de Mexico esc e eu: “noso os, después de habe al e nado con los po ugueses en el dominio de la gui a a, hemos dejado á ba be os y sac is anes el monopolio de es e ins umen o” (Palacio, 1888, p. 2). Nou a publicação de 1888, quando emp esas de Edison já desen ol iam ações em e i ó io mexicano e a edi o a do u u o Pe iódico começa a a ope a , o jo nal La Somb a de A ega usou a gui a a, ci ando um gui a is a amoso à época, pa a o alece a sua ideia de p oximidade en e os dis in os con inen es: “El maes o S . J. He e a Mo o, gimió en la gui a a el p ecioso minue ‘Pade ewski,’ [...] en la gui a a, es deci , en el ins umen o que simboliza la es echa a ección que hoy eina en e México y España” (Ca illo, 1905: p. 340). Uma publicação de Lond es, azendo um amplo pano ama sob e as Amé icas, ci ou, nas suas mais de 700 páginas, cinco ezes a gui a a, odas elas ao a a da Spanish No h Ame ica e a Sou h Ame ica nos Spanish Dominions e Po uguese Dominions. Desc e eu algo do ambien e musical e social da Spanish No h Ame ica, ambien e de in imidade com a gui a a, mas al ez não ão suges i o come cialmen e: “gui a , iolin, and singe s, who, in he fi s desc ibed dance, accompany he music wi h hei hands and oices, ha ing always some wo ds [...] would, in Eu ope, occasion e e y lady o lea e he oom." (Mackenzie, 1830, p. 585). Ao comen a sob e as can o as, ap oximou-se ainda mais da gui a a, dadas as 38 nacionalidades mais p esen es: ancês, i aliano e espanhol. "In hei houses he ladies play on he gui a , and gene ally accompany i wi h hei oices” (Mackenzie, 1830, p. 585). Incluiu o co do one ambém na Sou h Ame ica; Po uguese Dominions, ci ando a a ual cidade de Sal ado , capi al do Es ado da Bahia, no B asil: “ he e a e ew houses wi hou he gui a , and all he mo e espec able amilies ha e piano- o es." (Mackenzie, 1830, p. 681). Em 1877, ano da p imei a pa en e do Fonóg a o, o pe ódico mexicano La Colonia Española desc e eu uma ca ica u a, in i ulada “Concie o de abadanes”, a ep esen a um quad o da polí ica eu opéia de en ão, e onde a gui a a igu ou no amen e iden i icada à Espanha. No conce o, conduzido sob a ba u a de Bisma k, “la Ingla e a oca al mismo iempo el cla ine e y el ambo , F ancia el ombon y España ep esen ada po manola, la gui a a” (La gace illa, 1877: 2). Sob e o pe íodo e e ido acima, p incipalmen e na segunda me ade do século XIX, ap esen a emos na secção 3.2.2 egis os ame icanos mos ando a gui a a ainda numa p imei a e apa de popula ização. Também é impo an e obse a que a imagem da gui a a como ins umen o popula oi ele an e no pe íodo em que os Nacionalismos começa am a se o alece . Além da acei ação popula , que des acámos na península ibé ica e os seus domínios ul ama í imos, a peculia idade do uso espanhol, e em mui o o lamenco, da ia a á ios composi o es, pin o es, esc i o es, azões pa a eco e ao co do one como símbolo cul u al. 3.1. Eu opa P o a elmen e a gui a a de 6 co das (o dens simples) começou a se usada com conside á el equência, em alguns locais, já em ins do século XVIII. Len Ve e obse a: “I belie e he ea lies single cou se 6-s ing gui a s s a ed o be used wi h inc easing equency a ound 1785 and s a ed hei ise o popula i y in he 1790's" (Ve e , N/a, a). Segundo o au o , em 1800 já es a a bas an e di undida, e em 1808 já con a a com á ias publicações. Há bons es udos que azem a c onologia dos desen ol imen os sob e a gui a a, em di e en es egiões da Eu opa, con udo, pa a man e mos o oco no que seja mais essencial 39 ao nosso ema, ap esen a emos mais in o mações sob e os países mais di e amen e en ol idos nes e es udo, e des acámos, en ão, o a o de que es as ên ases não in en am sublinha pionei ismos, mé i os ou p eponde âncias en e os países aqui incluídos e excluídos. No início do século XIX, com impo an e pa icipação de F ede ico Mo e i, a gui a a ele a o seu es a u o ao inco po a a esc i a u ilizada pelos ins umen os o ques ais. Os mé odos publicados pa a ap ende a gui a a como ins umen o acompanhado nunca desapa ece am, mas a sua no ação consolidou-se ado ando a Cla e de Sol e egula izando o diapasão, o que a pe mi iu a sua pa icipação em cí culos musicais dis in os. Tyle e Spa ks obse a am que qua o mé odos esc i os em 1799 usa am p incipalmen e a Cla e de Sol: “no a ion ha had al eady become s anda d in I aly and F ance, e lec ing he mo e among educa ed Spanish gui a is s away om he s umming o cho ds and owa ds he plucking o wo o mo e indi idual pa s” (Tyle e Spa ks, 2002, p. 234). Thomas F. Heck, na sua biog a ia de Giuliani, e e e-se a uma c í ica esc i a po ocasião de um conce o do gui a is a. É mencionado que Giuliani “demons a ed he in en ion o he 6 h s ing, due o Maes o Fabb ica o ello in Naples" (Heck, 1995, p. 7). Dados ou não os de idos c édi os pela in enção, p o a elmen e o lu hie passou da ab icação de gui a as ba ocas de 5 o dens duplas pa a a gui a a mode na de 6 co das en e os anos 1785 e 1792. Heck ambém obse ou a ele ação em impo ância da gui a a en e os ins umen os, nes e caso com a pa icipação do gui a is a: Giuliani “Illus ò l'in enzione della ses a co da a a dal Maes o Fab ica o ello in Napoli; ma la sua g ande inno azione si u quella di applica e alla chi a a qualunque pezzo musicale, qualunque acco do, e di c ea i una in ini à di conce i e componimen i” (Heck, 1995, p.234). Ou as on es mencionam que a gui a a de 6 co das e ia apa ecido em Viena, Nápoles e Pa is simul aneamen e, nes e mesmo pe íodo. Len Ve e a i ma que a gui a a de seis o dens duplas “was p e alen in Spain, and he 5-cou se (10 s ing) gui a was p e alen in F ance and elsewhe e. A some poin in ime, double s ings wen o single s ings, and he Spanish model o 6 cou ses was adop ed." (Ve e , N/a, b). Já des acámos alguns dos p incipais nomes en e os p imei os gui a is as a oca em a no a gui a a com seis co das, is o é, a gui a a que oi pos e io men e g a ada po Edison e que emos ainda hoje. Con udo, ou os nomes o am mui o ele an es pa a a His ó ia do 40 ins umen o, ainda nes a ase de ansição e s anda dização do no o modelo, e pa a melho con ex ualização c onológica lemb amos no amen e que Edison nasceu em 1847. Des acamos aqui mais alguns nomes, ci ados po Ignacio Ramos Al ami a (2005) 24 . Al ami a ci a em Viena, An on Diabelli (1781-1858) e Johan Kaspa Me z (1806-1856), assim como Luigi Legnani (1790-1877), que colabo ou com um dos maio es lu hie s da época, Johan S au e . En e os discípulos de S au e encon amos C. F. Ma in (Ve subcapí ulo 3.2.2). Em elação a Pa is, Al ami a e e e Napoleón Cos e (1806-1883), discípulo de So , e a é Héc o Be lioz (1803-1869) que esc e eu á ias ob as pa a oz e gui a a. Po im e e e ainda o aus íaco Leona d Schulz (1814-1860), e o alemão Fe dinand Pelze (1801-1860) "edi ando además en e 1836 y 1839 la e is a dedicada en exclusi a a la gui a a, The Giulianad" (Al ami a 2005, pp. 60-67). Thomas Busby, no seu dicioná io musical de 1817, ap esen a-nos um pouco do pano ama no começo do século XIX. As ca ac e ís icas da Gui a são usadas pa a explica á ios aspec os de ou os ins umen os ap esen ados pelo dicioná io, podendo suge i -nos que a gui a a i esse já conside á el p esença na sociedade. O co do one é ci ado em á ias acepções no dicioná io: é impo an e salien a que os ingleses possuíam a sua p óp ia gui a a, que e a bas an e dis in a da Spanish Gui a , apesa de pode em unciona ambas em di e sas si uações e e idas pelo au o . Obse amos que es e dicioná io não ap esen a a pala a Gui a (com dois “ ”), como é comum em publicações sob e o ins umen o inglês. Ap esen amos abaixo a de inição de gui a a ap esen ada po Busby 25 . GUITAR, o Gui a a. A s inged ins umen , he body o which is o an o al- like o m, and he neck somewha simila o ha o a iolin. The s ings, six in numbe , a e dis ended in pa allel lines om he head o he lowe end, passing o e he sounding-hole and b idge, and a e uned o he C abo e Fiddle G, E, i s hi d, G i s i h, and hei oc a es. The in e media e in e als a e p oduced by b inging he s ings, by he p essu e o he inge s o he le hand, in o con ac wi h he e s ixed on he key-boa d, while hose o he igh agi a e he s ings, and ma k he measu e. See F e s. 24 Es as cidades não são os locais de nascimen o des es gui a is as, mas onde i e am g ande p ojeção. 25 No Anexo F, pode se consul ada uma lis a com ou as menções ao ins umen o. 41 The Spania ds, he epu ed in en o s o he Gui a , de i ed he name hey ga e i , Gui a a, om Ci ha a, he La in denomina ion o almos e e y ins umen o he lu e-kind. The people o Spain a e so ond o music, and o he Gui a in pa icula , ha he e a e ew, e en o he labou ing classes, who do no solace hemsel es wi h i s p ac ice; i is wi h his ins umen ha he Spanish gen lemen a nigh se enade hei mis esses; and he e is sca cely an a i ice in any o he ci ies, o p incipal owns, who, when his wo k is o e , does no go o some o he public places, and en e ain himsel and his audi o s wi h his Gui a . (Busby, 1817, pp. 122-123) Na Eu opa, é p o á el que os ibé icos enham con ibuído de o ma ele an e pa a as p imei as g a ações de gui a a. "Ea ly eco dings we e also made in Ba celona and Mad id, whe e gui a s we e in eg al o lamenco and o he egional music s yles, and in Lisbon, whe e he gui a a and iola we e pa o he ado adi ion" (Spo swood, 1996, p. 11). Con udo, as e e ências aos nomes dos acompanhado es são a as. Em Po ugal, o Fado já e a uma ealidade no pe íodo des as p imei as g a ações, e se po um lado ha ia di ículdades económicas de acesso a es a ecnologia, po ou o lado a gui a a, ou como é comumemen e chamada no meio adis a, iola 26 , es a a o emen e p esen e no Fado, e é p o á el que as p imei as expe iências, onde se incluem as g a ações domés icas, enham in eg ado o ins umen o. As g a ações de gui a a solo só se o na am comuns na década de 20. Segundo Spo swood, a espei o dos gui a is as do Old Wo ld, sabe-se que Sego ia começou a g a a em 1927. Pasquale Ta a o g a ou pa a a Odeon em Milão po ol a de 1921 e pa a a Columbia, em New Yo k, em 1929. Guilhe me Gomez, que nasceu em Espanha e esidiu po alguns anos no México, a pa i de 1900, g a ou pa a a Columbia em New Yo k em 1928, e o seu aluno F ancisco Salinas g a ou pa a a Columbia em 1926. Spo swood ainda ac escen a, “Reco ding lamenco gui a is s in Spain included Nino Rica do (Manuel Se api, 1909-1972), Miguel Bu ill, Ramon Mon oya and Manolo de la Huel a” (Spo swood, 1996, pp.11-2). No pe íodo inal do Pe iódico, a gui a a se ia mais associada à musica de es ilo ha aiano, com solos da Hawaiian Gui a , mas ambém due os e g a ações em g upo onde a 26 Den o do ambien e adicional do Fado, a gui a a é comumen e chamda de iola, e o que é chamado de gui a a, a gui a a po uguesa, é ambém um co do one, po ém bas an e dis in o da gui a a ( iolão) (Ve subcapí ulo 3.1.2). 48 possibilidade do uso an o de co das de ipa quan o de me al, e conside a ques ões de p eço e do calejamen o dos dedos. Tal ez, explicando o nome Viola Toei a, apesa de comumen e e e i o ins umen o apenas como "Viola" 30 , ao a a a colocação das co das mencionou "pô -lhe-hemos p imei amen e as Te cei as, a que ulga men e chamão Toei as" (Ribei o, 1789, pp. 6-7). Mais de um século após a publicação de Manoel da P. Ribei o, já consolidada in e nacionalmen e com as seis o dens simples, a gui a a em Po ugal e a a ada nos mé odos pelo nome de "Viola ancesa", inclusi e num mé odo edi ado po Reynaldo Va ella (ca.1890), o gui a is a que e e imos pela g a ação pa a a Edison. Nes e mesmo pe íodo a “Gui a a Po uguesa”, bas an e di e en e da gui a a, já e a ins umen o popula . Con udo, a iola oei a não signi icou g ande dis ância en e Po ugal e o desen ol imen o da gui a a nos ou os países. Com e ei o, um an igo indicado dis o pode se encon ado na publicação do Sou h Kensing on Musem, 1872, Ca alogue o The Special Exhibi ion o Ancien Musical Ins umen s. E no amos no meio das di iculdades sob e a egula ização no uso dos nomes, que o con ex o do Ca álogo suge e um mínimo cuidado com as designações. En e chi a one, lu e e ou as nomeações de ins umen os, anuncia am uma “Gui a en-s inged, Po uguese” (Sou h Kensing on Museum, 1872, p. 50), a ibuíndo-a ao século XVI. Taylo e Spa ks ambém e o çam a an iga elação en e Po ugal e a gui a a: "only wo genuine 'gui a s' su i e om he six een h cen u y, bo h Ibe ian and bo h i e- cou se ins umen s. One, by he Po uguese make Belchio Dias o Lisbon, is a small, beau i ully c a ed ins umen da ed 1581, wi h a s ing leng h o 55.4 cm)" (2002, p. 9). Em Po ugal, na úl ima década do século XVIII, ambém p ospe a am as seis o dens. Assim como em Espanha, onde mui os ins umen os o am adap ados pa a ecebe a sex a o dem, em Po ugal ambém ap o ei a am os ins umen os an igos. “The Po uguese iola oei a was e en easie o con e , as i al eady had wel e uning pegs, owing o he iple s inging on i s lowe cou ses” (Tyle & Spa ks, 2002, pp. 229-230). 30 Quan o as possí eis de i ações de nomes, lemb emos que o nome “ ihuela” con inuou a se usado po mui o empo, mesmo que já não co espondesse es i amen e ao an igo ins umen o chamado ihuela, en ão já caído em desuso. Po ce o pe íodo, um mesmo co do one podia se anunciado como gui a a ou como ihuela, a iando apenas po con eniências (pa a enda, po exemplo). 49 E a comum na época, al como o é ainda hoje, que chamassem apenas “gui a a” ao que hoje comumen e conhecemos como “gui a a po uguesa”. An ónio da Sil a Lei e, em 1796, a ou o ins umen o po uguês apenas po gui a a, e sob e a o igem do ins umen o obse ou: " egundo dizem, e e a ua o igem na G am-B e anha he hum in umen o, que pela ua ha monia, e ua idade em ido acei o po mui os Pó os" (Lei e, 1796, 25). O ins umen o oi ap esen ado com seis o dens: duas simples, duas duplas e duas iplas. Figu a 3. Gui a a po uguesa (Lei e, 1796, p.30) Em 1826, o S . S. M. M. P. 31 publicou o Me hodo P a ico de Conhece e Fo ma Tons, ou Aco des na Viola. Quan o à popula idade e o uso dado ao ins umen o naquele con ex o, em obse ação ei a no P ologo ao Lei o , comen ou: "é pena, que ha endo an as pessoas, que p esumão de oca Viola, sejão mui poucas aquellas, que saibão acompanha ; p incipalmen e em as i ando de qua o, ou seis ons, que es ão mais em oga" (S.M.M.P, 1826, p.3). O au o , no Capi ulo I, Modo de enco da e a ina a Viola, ap esen a a o ganização das o dens, e assim como o ez Manoel da Paixão Ribei o, usa ambém o e mo “Toei a” pa a a e cei a o dem. 31 “S. M. M. P" e “J. P. S. S." é a o ma como os nomes des es au o es apa ecem nas publicações. Nenhum dos documen os encon ados a discu i es es mé odos em uma e e ência mais especí ica sob e os au o es. 50 J.P.S.S31., l. 1839, no seu A e de Muzica pa a iola anceza, nomeia o ins umen o equen emen e apenas po iola. O au o obse ou a popula idade do ins umen o em Po ugal, e sob e a sua decisão po esc e e sob e a iola ancesa, ela ou que espe a a não se “in eliz na escolha do ins umen o, po se elle ão bem cabido e ge almen e acei o aos meos Nacionaes. Oxalá, depois de ape eiçoado em heo ia e p a ica, possa elle subs i ui , nas mãos dos homens a li a an iga de que nos con ão milag es" (J. P. S. S., 1839). Amb ósio Fe nandes Maia, em 1900 32 , publicou o No o me hodo de gui a a ensinando po uma manei a mui o simples a oca es e ins umen o sem musica, no qual a a a “gui a a po uguesa” apenas po “gui a a”. A complexa conjun u a que en ol e os nomes des es co do ones em pa e ainda se man ém. Além de Reynaldo Va ella, g a ado pela Edison, ou os au o es ambém usa am o nome " iola ancesa" ainda no pe íodo das g a ações. Adol o Al es Ren e, (ca. 1880), publicou um Me hodo elemen a e p a ico de iola anceza ( iolão) 33 . Num a igo, Ad iano Olin o Balles é, e e e-se igualmen e ao ins umen o, e e indo-se ao p óp io Va ella: “Reynaldo Va ella inicia o seu Mé odo pa a iola anceza, com um escla ecimen o e minológico, a i mando que ao no e de Po ugal o ins umen o é conhecido como iolão e na Espanha é conhecido como gui a a” (Balles é, 2009, p. 37). Ainda com Reynaldo Va ella nou a publicação didá ica, é mais uma ez no ó io a indisc iminação no uso dos nomes des es ins umen os. Va ella ap esen a-se na capa, como "P o esso de Gui a a, Bandolin e Viola" (Va ella, 1900): leia-se, “Gui a a Po uguesa”, “Bandolin” e “Viola F ancesa (ou Violão - segundo o ou o mé odo do p óp io au o )”. O au o e e iu-se às e cei as co das da gui a a (po uguesa) ambém como " oei as" (Va ella, 1900, p.3). A ci ação dos ins umen os na capa, em si já pode ia suge i , pa a desa isados, ins umen os di e en es daqueles a que se des ina, pois num pe íodo em que os “Due os de Gui a a e Bandolin” 34 já e am popula es, desde o epe ó io e udi o a é p oduções mais 32 Maia, Amb ósio Fe nandes, ca. 1830-1904. No o me hodo de gui a a ensinando po uma manei a mui o simples a oca es e ins umen o sem musica / po Amb osio Fe nandes Maia. - 3.ª edição. - Lisboa : Mine a Lusi ana, 1900. (Biblio eca Nacional de Lisboa) 33 Ren e, Adol o Al es, l. 1880-1904. Me hodo elemen a e p a ico de iola anceza ( iolão): pa a ap ende a oca es e ins umen o sem musica e sem o auxilio do mes e... / po Al es Ren e. - Lisboa : A ella Machado, [ca. 1880]. (Biblio eca Nacional de Lisboa) 34 Bandolim, ou mandolim. T a a-se do mesmo ins umen o, e que mui o ci a emos em g a ações com a gui a a. 51 popula es, poucos consumido es ao olha pa a a capa "Gui a a e Bandolin" es a iam conscien es do eal con eúdo da ob a. Da mesma manei a, podemos deduzi a ince eza en e a uma g a ação po uguesa anunciada como “gui a a solo”. Na página inal da publicação de Va ella há um anúncio do ab ican e de ins umen os F ancisco Nunes, onde emos, além dos co do ones que mencionámos acima, lis ada a Bandu a, ambém p esen e no Pe iódico, como pa e des a " amilia" de co do ones. (Anexo G). Após es as conside ações sob e a ince eza quan o ao ins umen o a que cada nome di e so se es á e ec i amen e a e e i quando a amos o e i ó io geog á ico po uguês, ol amos a conside a a ince eza e ma gem pa a in e p e ação que o anúncio do Pe iódico deixa, e imaginamos o quão di e en es pode iam se as expec a i as de um consumido ame icano e um ou o po uguês ace ao anúncio gui a solo: a que ins umen o se epo a iam na época, não podemos es a segu os. “In Po ugal, ado ins umen al s a s included A mandinho (Salgado A mando F ei e, 1891-1946), Rica do Bo ges de Sousa and Joao de Ma os” (Spo swood, 1996, pp.11-2). A mandinho começou a g a a na década de 1920, e segundo o museu do Fado, "G a a seis composições, acompanhado na iola po Geo gino de Sousa, pa a a His Mas e ’s Voice" (Museu do Fado, 2008). O Museu ci a ainda, como iolis as, João da Ma a, Geo gino de Sousa ou Ma inho d'Assunção, Abel Neg ão, Fe nando Reis, San os Mo ei a e Pais da Sil a, nomes de “ iolis as” que podem ajuda na pesquisa das g a ações de gui a a. Na mesma página, disponí el na Gale ia de Imagens, ês o og a ias do gui a is a mos am-no po ando sua gui a a po uguesa. Figu a 4. A mandinho 1933 (Museu do Fado, 2008). 52 Rica do Bo ges de Sousa su ge com ce a equência em páginas da especialidade em linha, e as e e ências como gui a is a são ei as den o do ambien e da gui a a po uguesa. Num LP lançado em 1989 no Reino Unido, Po uguese S ing Music 1908-1931, encon amos e e ência a Rica do Bo ges de Sousa na icha écnica, com a seguin e desc ição: "Gui a – Edua do Al es, Po uguese Gui a [Gui a a Po uguesa] – D . Rica do Bo ges De Sousa" (Discogs). Es a conjun u a não nos escla ece po an o sob e qual oi a gui a a usada na g a ação de Reynaldo Va ella, como já e e imos acima.. Além da gui a a, o Pe iódico nos seus úl imos anos abalhou bas an e com ou o co do one que pode ambém, segundo a p óp ia publicação, e aízes po uguesas; o Ukulele. O Vic ola and 78 Jou nal, ambém mencionou es a ligação ibé ica com a música ha aina que despon a a com g ande sucesso. “The o he ins umen s had been in oduced o Hawaiians by haoles (whi e people), such as he iolin and gui a . E en he ukulele, now ega ded as quin essen ially Hawaiian, was in oduced by Po uguese sailo s less han o y yea s be o e hese discs we e made” (Ande sen e Rockwell, 1996, p. 2). 3.1.3. Ingla e a Em Ingla e a, a English Gui a pe manecia o mais popula ins umen o de co das beliscadas du an e as úl imas décadas do século XVIII. Nes e ins umen o usa am-se co das agudas de me al, e co das mais g a es de me al en olado sob e seda, e is o ge a a mais po ência de som que a gui a a adicional com co das de ipa. Con udo, as co das de me al implica am p oblemas, pois dani icam mais as unhas e pon as dos dedos, "some hing ha would ha e dismayed he ashion-conscious ladies who we e he English gui a 's chie en husias s" (Tyle & Spa ks, 2002, p. 227). Alguns mecanismos o am en ados pa a soluciona o p oblema, mas mais que le a a uma comodidade ísica, oi o e ei o de o na o ins umen o pa ecido a um b inquedo. De qualque manei a, “when a newe , mo e powe ul e sion o he 'Spanish gui a ' was ein oduced o B i ain [...] i soon began o eclipse he English ins umen " (Tyle & Spa ks, 2002, p. 227). Len Ve e ap esen a uma in o mação ele an e pa a a comp eensão da popula idade da gui a a, e demais co do ones beliscados. "In England, he ins umen popula in he la e 53 18 h cen u y was no eally a gui a , bu a ci e n in C- uning called a 'gui a '" (Ve e , N/a., d). Podemos especula que a gui a a que chega aos Es ados Unidos não pode ia se es a gi a a Inglesa, mas a ibé ica. A e e ência cul u al e ia en ão, pelos agen es in odu ó ios do ins umen o, o e ligação com países do Sul da Eu opa. “In he second qua e o he 19 h cen u y, as immig an s om p ima ily Spain and F ance b ough he new 6-s ing ea ly classical gui a / oman ic gui a , he English seem o ha e adop ed he F ench and Spanish s yle” (Ve e , N/a., c). Len Ve e a a os cons u o es Pano mo como g ande e e ência na cons ução de gui a as em Lond es, endo Louis Pano mo deixado os modelos que são hoje os mais ca os da ma ca. Segundo Ve e , o lu hie e ia cons uído ins umen os sob in luência, di eção ou encomenda de Fe nando So que p e e ia os modelos espanhóis. “No doub , Fe nando So had a p o ound in luence on London as e du ing his yea s in he English capi al, b inging in and playing mos ly Spanish gui a s in ha pe iod” (Ve e , N/a., c). As e ique as da Pano mo in o ma am que e am os únicos cons u o es no es ilo espanhol, o que, segundo Ve e , pode e sido e dadei o em Lond es. Sob e a écnica de cons ução do ins umen o, e p incipalemen e sob e o an b acing ( e subcapí ulo 3.1.1.), impo an e aspec o na e olução da es u u a da gui a a, Ve e e e e que Pano mo usou es a écnica, mas não oi o seu in en o , pois es a cons ução já acon ecia em gui a as espanholas an e io es, de onde p o a elmen e enha chegado ao lu hie . Po ol a de 1835, a ligação en e Pano mo e So pa ece mui o e con ibuído pa a o c escimen o da gui a a em Lond es. Nes e mesmo pe íodo, Ch is ian F ede ick Ma in começa a a sua p odução de gui a as em No a Io que. So chegou a Lond es p o a elmen e no início de 1815, e um dos mais an igos egis os menciona-o, p o a elmen e na sua es éia, em Ab il daquele ano. Na página em linha sob e Fe nando So , 35 Fe nandoSo .es, ap esen am-se agmen os de jo nais da época que mencionam o gui a is a, sendo o mais an igo da ado de 11 de Ab il 1815. Num dos agmen os, The Mo ning Ch onicle a i ma: "M . So , he mos celeb a ed Pe o me in Eu ope on he Spanish Gui a , and who has jus a i ed in England, will, in he cou se o he e ening, execu e a Fan asia on ha ins umen , (being his i s public appea ance in his coun y)" (Fe nandoSo .es, 2015). 35 Página no ende eço: e nandoso .es 54 Du an e mui o empo oi conside ado que So e ia in oduzido as seis co das em Ingla e a. Con udo, es udos mais ecen es indicam a p esença an e io , poucas décadas an es, do ins umen o com seis co das na ilha b i ânica. And ew B i on (2010) discu e in o mações e ap esen a nomes de gui a is as já em a i idade em Lond es an es da chegada de So , com publicações pa a o ins umen o desde os úl imos anos do século XVIII, mas en a izou que apenas com a chegada de ou os i uosos do con inen e, o ins umen o i ia adqui i maio impac o. O au o ci ou a igo publicado na Giulianiad, em 1833: “Abou wen y yea s ago, he gui a in his coun y was looked upon as a so o a a a is; ou music shops we e des i u e o i s exhibi ion” (B i on, 2010, p. 212). Nos echos do a igo da Giulianiad, ap esen ados po And ew B i on, comen ou-se a mis u a en e soldados ingleses e as populações de Espanha e Po ugal, e que nes e p ocesso e ia sido na u al pa a os ingleses descob i em a o e a eição dos ibé icos pela gui a a, an o quan o ambém se ascina em pelo ins umen o. Giulianiad (1833) comen ou, a en a iza a ecen e e ápida popula ização: “no ins umen can be b ough in compa ison wi h i s apid ad ancemen in public es ima ion. No ins umen in i een yea s has a ained such decided success and ex ensi e ci cula ion” (B i on, 2010, p. 213). No ocan e à gui a a, a in luência chegada aos Es ados Unidos, mesmo a a és da Ingla e a deu-se ambém com elemen os ibé icos. As ma cas de iden idade que a gui a a ca ega a, e o ní el de popula idade en e os di e en es po os que aqui elacionamos, apon am já pa a a seleção de ibe o-ame icanos que apa ece iam com g a ações solo anunciadas no Pe iódico. 3.2. As Amé icas A gui a a, ainda em 1916, e a dis inguida pelo p óp io Pe iódico como ins umen o o emen e iden i icado com Espanha, is o quando já e a anunciado, com des aque, a sua a ian e ha aiana. “The Hawaiian Gui a is one o he mos cha ac e is ic o all Hawaiian ins umen s, and is a g ea a o i e wi h his music-lo ing people. In appea ance his gui a does no g ea ly di e om he amilia Spanish ype” (EPM, 1916b: 4). Os Es ados Unidos começa am a iden i ica -se com a gui a a sob e udo no inal do século XIX, mas já inham conhecimen o do ins umen o na sua longa e o e ligação com a 55 Espanha e a egião do a ual México. Além dis o, os ame icanos ecebiam imig an es de ou os países eu opeus onde a gui a a e a ambém popula , imig ação que i ia se acen ua no inal do século ajudando o ins umen o a inse i -se no quo idiano. O co do one espe a ia a é o inal daquele século pa a in eg a -se e e i amen e em odo o e i ó io ame icano. Vykki Mende G ay é esponsá el pela página em linha do p ojec o Los Cali o nianos, que a a da música da Cali ó nia em boa pa e do século XIX, música mui o ligada a elemen os espanhóis, mas ambém de ou os eu opeus e da Ame ican olk music, incluindo in luências dos po os na i os ame icanos e dos p imei os imig an es mexicanos. G ay e e e que Cha les Fle che Lummis começou em 1903 a g a a canções execu adas pelas úl imas ge ações de cali o nios. As g a ações es ão en e as mais an igas onde se encon a a p esença da gui a a, e a es am a o e p esença do ins umen o naquelas comunidades. In elizmen e, a au o a comunica: "Despi e Lummis’ amilia i y wi h cali o nio dance music and he ac ha some o his in o man s also played dance unes, Lummis eco ded only pieces ha included wo ds" (Los cali o nios). Nos egis os deixados po Cha les Lummis podemos encon a alguns nomes de gui a is as, e as o og a ias his ó icas disponí eis nes a página em linha deixam cla a a es ei a elação des as populações com a gui a a. Aquela conjun u a social de encon o de di e en es cul u as naquela egião du an e décadas a é a i agem do século XVIII pa a XIX, le ou a que a gui a a enha começado a implemen a -se o emen e no Sul dos Es ados Unidos, e o ins umen o segui ia aumen ando sua popula idade pelas décadas seguin es, no mesmo pe íodo em que Ch is ian F. Ma in começa a sua p odução de gui a as em No a Io que. 3.2.1. México “La gui a a es lá li a del pueblo espanhol, po que en ella can a odos sus sen imen os, y de ella se acompaña como de una dulce amiga en las si uaciones más pa é icas de su ida” (Cuella , 1877, p.1). A gui a a ao longo da His ó ia do México, pa a mui os au o es, ul apassou a simples popula idade e alcançou es a u o en e os símbolos nacionais. Regis os sob e o ins umen o podem se is os desde a p esença dos p imei os eu opeus, e seguem no quo idiano como algo ín imo e ep esen a i o da cul u a mexicana. Igualmen e no pe íodo aqui abo dado, 56 encon amos egis os da al íssima es ima pelo ins umen o, num pe íodo onde nos Es ados Unidos ainda e a imp o á el que a gui a a osse ida como uma o e e e ência musical ame icana, ac o que se al e a ia poucas décadas depois. Ap esen a emos aqui alguns ac os sob e a p esença da gui a a no quo idiano mexicano, desde o início do país, bem como da es ima pelo ins umen o. Gab iel Saldi a egis ou a p esença da ha pa e da ihuela 36 azidas pelos p imei os conquis ado es, e e e iu a i idades de músicos já nos p imó dios da No a Espanha: “pues ya imos [...] que enseñaban a oca ihuela, a el y ihuela de a co algunos segla es” (Saldi a , 1934, p. 161). O au o e e e que "en el p ime epa o de los sola es, que hizo Co és en la ciudad de México, co espondie on algunos a los musicos conquis ado es” (Saldi a , 1934, p. 163). Reg essando à gui a a de seis o dens, Tyle e Spa ks e e em-se a um manual mexicano de gui a a comumen e negligenciado na his ó ia des as publicações. T a a a-se ainda de seis o dens duplas. “The now-los Ob a pa a gui a a de seis o denes by An onio Ballas e os (Spain, 1780) is gi en by many his o ians as he ea lies -known wo k o six- cou se gui a , bu hey ha e o e looked a Mexican gui a manual w i en ou yea s ea lie ” (2002, p. 214). A e e ida ob a mexicana, an e io à de Ballas e os, é a “Explica ion pa a oca la gui a a de pun eado, po musica o si a y eglas u iles pa a acompana la pa e del bajo di idida en dos a ados po Don Juan An onio Va gas y Guzman. P o eso de es e ym umen o en la Ciudad de Ve ac uz Ano de 1776” (Ál a ez, 1994, pp. XIII - XIV). Con udo, pode exis i uma edição ainda an e io , e le a ia o pionei ismo no amen e à Espanha. Ángel Medina Ál a ez al e ou o pano ama des a c onologia ap esen ando ês manusc i os da ob a de Va gas y Guzman. Segundo o seu es udo, a p imei a publicação e ia acon ecido mesmo em Espanha, mas seguida de duas eedições no México. Tem-se um p imei o manusc i o da ob a em 1773, de Cadiz, e além des e: "El segundo manusc i o es uno de los dos echados en Ve ac uz en 1776, el conse ado en México [...] El e ce manusc i o [ ambém de 1776], echado en Ve ac uz igualmen e, es el conse ado en Chicago" (Ál a ez, 36 Exis em mui os es udos sob e a elação en e gui a a e ihuela, e ê-se que em alguns momen os na His ó ia apa ecem como ins umen os dis in os e nou os momen os como o mesmo ins umen o a di e encia em-se apenas nos nomes, po ezes apenas po ques ões come ciais. De qualque manei a, a p oximidade en e os o ma os des es ins umen os pe mi i-nos conside a como uma mesma in luência, ou adição den o do con ex o aqui abo dado. 57 1994, pp. XIII - XIV). Todas es as edições são an e io es a 1780, ano da publicação de Ballas e os. Seja qual o a exa a c onologia des es p imei os mé odos pa a seis o dens, já a es am a an iga e impo an e ligação en e o México e a gui a a. Lemb amos que es as da as ma cam quase um século an es das p imei as pa en es de Edison. Nes e p ocesso de popula ização, ou o aspec o ele an e é a acei ação do ins umen o an o no meio popula quan o nos al os cí culos sociais. As pesquisas em di e sas publicações de época, sob e udo a pa i de 1820, suge em pela quan idade de mé odos e pa i u as, que a gui a a não es ingia o seu o e domínio den o apenas da música popula . Ángel M. Ál a ez apon ou: “una p ác ica musical cul a, en línea de cla a mode nidad en cuan o al ipo de ins umen o empleado, es deci , la gui a a de seis ó denes" (Ál a ez, 1994, p. XVI). Em pesquisa no eposi ó io da UNAM 37 , encon amos anúncios de publicações pa a gui a a solo a pa i de 1826. Já cons a am "Concie os, cua e os, ios y [...] Mé odos, a iaciones, alses &c. pa a gui a a sola [...] Can ados españoles con acompañamen o de piano y gui a a" (El Sol. 1826c: 1860) sendo come cializados, e em sin onia com as endências eu opeias: “En la o icina del I is calle de S. Agus in [...] a iaciones pa a gui a a, p incipios de música, segun el mé odo del conse a o io de Pa is" (El Sol, 1826a: 1410), além de ambém a ualizados com as g andes composições, "céleb es maes os de I alia y o os paises: sin onias y omances pa a piano, lau a, gui a a y ha pa" (A isos, 1826b: 1722). Ou o anúncio, de 1833, indica a pa icipação da gui a a na educação mais eca ada. O jo nal El Democ a a anunciou sob e Educacion de Seño i as, que a senho a Ma ie a de A. San angelo, da Filadél ia, na sua Escola pa a senho i as de odas as idades, o e ecia a i idades desde cos u a inglesa à iloso ia acional, eligiosa e mo al, e en e elas incluía o ensino da gui a a. (Educacion de seño i as, 1833, p. 4). Em 1841, o Semana io De Las Seño i as Mejicanas, a a a de ques ões musicais desde os po os mais an igos, elacionou os po os á abes com as nações mode nas, e ao lis a alguns ins umen os an igos, usa a gui a a como e e ência. E e e e que “el ous que in oduje on en España y cuyas cua o cue das co esponden á las de la gui a a" (“Belas a es; Musica”, 1841: 3). O Semaná io ouxe ainda mais da gui a a no imaginá io popula , e com a ma ca espanhola. Num con o li e á io, a senho i a Lina deseja a algum acon ecimen o que a i asse do monó ono, "y p ocu aba ealiza en su imaginacion una pasion á la española, 37 Heme o eca Digi al Nacional de México, da Uni e sidad Nacional Au ónoma de México. 64 gui a a azendo ace às di iculdades de adap ação dos modelos eu opeus às cons uções no no o con inen e, os cons u o es ame icanos, incluindo Ma in e ou os lu hie s alemães que aí abalha am à época, começa am a desen ol e uma no a es u u a in e na pa a o ins umen o, que con a e sido ei o a pa i do X b acing 38 , que o aleceu o ampo e o nou a cons ução mais simples. Começa a a apa ece en ão um ins umen o dis in amen e ame icano, simples, esis en e e com p eços mode ados, que ago a pode ia se mais acilmen e cons uído em la ga escala po áb icas. Consequen emen e, a gui a a o nou-se acessí el a um g ande núme o de ame icanos. Con udo, an o as gui a as la - op 39 como as a ch- op, ainda espe a iam décadas pa a a ingi os seus modelos já consolidados com co das de aço, nos anos 20 do século XX, já depois do inal o Pe iódico. Po ém, an es de Ma in começa a desen ol e um modelo ame icano, passou pelo es ilo espanhol. Segundo Richa d Johns on, e ia acon ecido no início da década de 1840, pe íodo em que Ma in já abalha a com John Coupa, que inha se o nado o seu agen e de endas e que e a ambém gui a is a. John Coupa "was e y much in he cen e o he gui a conce scene in New Yo k du ing his pe iod, and Spanish gui a is s made equen appea ances on New Yo k conce s ages” (Johns on, 2013, pp. 88-90). Johns on ac escen a que Coupa e a ambém p o esso do ins umen o e que mui as gui a as com a ma ca Ma in & Coupa o am ei as sob encomenda. Nes e pe íodo, Ma in já ha ia se mudado pa a a Pensil ania, onde após passa pela in luência dos modelos eu opeus, a a és dos es ilos aus o-húnga o e espanhol, começa ce ca de duas décadas depois a e e i a um es ilo que se pode ia conside a ame icano. Ma in é po ezes ci ado como o in en o do X-b aced, mas exis em indicado es que con adizem es a a i mação. Len Ve e a i ma que Ma in deixou o pad ão ienense e passou a copia os modelos espanhóis ou ingleses, es es segundos po sua ez, nes e pe íodo e am ambém cópias de modelos espanhóis. Segundo Ve e , Richa d B une “owns and has pho os o se e al p e-1800 Cadiz school ins umen s wi h some o m o ‘X’ b acing on he 38 B acing e e e à es u u a in e na do co po da gui a a, an o do ampo quan o do undo/cos as, e in luencia p incipalmen e dois aspec os: esponsá el po supo a a ensão das co das, além de in luencia as ca ac e ís icas sono as po in e e i na o ma de ib ação do co po da gui a a. É uma es u u a la gamen e u ilizada nas gui a as de co da de aço. 39 A gui a a la - op ap esen a ampo e undo planos, e a ualmen e o e mo é comumen e usado pa a a a dos modelos de gui a as acús icas de co das de aço. A gui a a a ch- op é um ins umen o com ampo e undo le emen e abaulados, da mesma manei a que podemos obse a , po exemplo, nos iolinos. 65 op, usually unde he inge bo d. This depends on how ‘X’ b acing is de ined, as i is di e en om he Ma in sys em” (Ve e , n/a, e). Ve e ci a ambém Ku Deco e, que a i ma: “Ma in did no in en X-b acing since his was done ea lie by o he builde s including Guio ” (Ve e , n/a, e). Con udo, ac escen a que a despei o de não se o in en o , e á sido o g ande esponsá el pela popula ização do X-b aced. Nes e pe íodo em que Ma in se es abelecia, nascia O ille H. Gibson, ilho de um inglês imig ado em 1856 pa a o No o Mundo. Di e en e de Ma in com seus delicados ins umen os la - op de i ados da sua expe iência na Saxónia, Gibson, menos subme so em in luências his ó icas, op ou pela ideia de cons ui mandolins e gui a as baseando-se nos mé odos i alianos de p odução de iolinos. "His ea ly gui a s, like his mandolins we e cons uc ed wi h he S adi a ius a chings, ca ed om solid imbe , and he ca ed op gui a as we know oday, was bo n” (Acha d, 1990, p. 3). Os úl imos anos do século XIX cons i uem um momen o impo an íssimo pa a a gui a a, eunindo o g ande núme o de imig an es o iundos de á eas onde a gui a a e a popula , e o ápido c escimen o da p odução indus ial do ins umen o. Além da a i idade em palcos, a e iciência do ins umen o no acompanhamen o popula e a sua po abilidade espalha am-na apidamen e. É nes e pe íodo que começa a p odução de algumas ma cas que se o na iam e e ência. Ken Acha d des acou a Ha mony Company, abe a em 1892 po William Schul z, imig ado de Hambu go, e que em apenas doze anos de a i idade já adqui ia suas p óp ias ins alações, pe íodo em que p oduziu em la ga escala "small a ound soundhole la - op acous ic gui a in he Ma in/Eu opean s yle" (Acha d, 1990, p. 3). Também me eceu menção F ied ich G e sch: "By he u n o he cen u y, G e sch we e manu ac u ing mandolins and impo ing a ull ange o s inged ins umen s, including gui a s" (Acha d, 1990, p. 3). Em 1873, ou o imig an e, o g ego A. S a hapoulo iniciou os seus negócios, e nos anos in a ica conhecido pela sua gui a a jazz esculpida à mão, ab icada pelo seu ilho Epi S a hapoulo, sob o nome de Epiphone (Acha d, 1990, p. 4). A John C. Haynes Company, undada em Bos on, em 1865, e e ambém papel de des aque pa a a gui a a nos Es ados Unidos, com sua ma ca Bay S a e. John C. Haynes nasceu em Bos on, 1829, e em 1848 começou como o ice-boy da edi o a Oli e Di son & Co. Anos mais a de, Haynes e e o sueco Peh A. Ande be g como che e lu hie . Ande be g 66 azia gui a as exclusi amen e pa a a John C. Company, e a sua o icina oi espaço pa a a ap endizagem de mui os cons u o es de ins umen os, incluindo os ambém suecos i mãos Nelson, C. A. Sundbe g, John Pahn e Johyn Swenson que pos e io men e unda ia a Vega Banjo Company. “Haynes/Di son and Bay S a e Gui a s we e he s a o he gui a as he 'peoples musical ins umen ' and he o e unne o he many Chicago make s o he ea ly 20 h cen u y” (Bays a e Gui a Company). Des aca a-se ambém a Lyon & Healy Company, en ol ida na p odução e enda de ins umen os, undada po Geo ge Washbu n Lyon e Pa ick Joseph Healy. Ambos inham an e io men e abalhado em Bos on pa a Oli e Di son & Co., emp esa pa a a qual Ma in ez os p imei os ins umen os de es ilo D eadnough . Geo ge Washbu n Lyon undou a Washbu n Gui a Company, de p op iedade da Lyon & Healy Company, que eio a e g ande sucesso nos anos in e, e que ez algumas das conside adas melho es gui a as la - op, p óximas do modelo clássico de in luência eu opeia. Lyon e Healy ambém o am conhecidos po e em p oduzido as linhas egula es de gui a as L & H, sob os nomes “Jupi a , Columbus, Ma que e, Ame ican Conse a o y A ion e Lakeside” (Acha d, 1990, p. 4). No p imei o ano após a aposen ado ia de G. W. Lyon, em 1889, a p odução anual, incluindo ins umen os musicais de á ios ipos, chega a as 100.000 unidades. Em 1916, úl imo ano de edição do Pe iódico, “a as new ac o y was opened o con inue he p oduc ion o Washbu n ins umen s, some 20,000 o which had been made o da e” (Acha d, 1990, p. 4). Vá ios des es nomes e ma cas são ainda hoje conhecidos pelos gui a is as, nomes que se consolida am no mesmo pe íodo em que a indús ia da g a ação musical su gia. No úl imo qua o do século XIX, aumen a am as publicações pa a gui a a, e in ensi ica a a sua popula idade. Além da sua g ande capacidade como ins umen o acompanhado , começa a a conquis a luga como solis a. Em 1875, conhece-se já uma azoá el mo imen ação edi o ial sob e o ins umen o, jus i icando publicações como The Ama eu Gui a is , da Oli e Di son & Co., com mais de 140 páginas de a anjos com epe ó io e udi o e popula , com can o e peças a solo pa a gui a a, incluindo di e en es es ilos, en e Polkas, Ballads, Cho us, Wal zs, Scho ischs, e cla o, um Spanish Fandango e uma Spanish Ha monic Dance. (Ve Anexo H). 67 Em 1881, en e as quase 500 páginas de li os anunciados, The Ame ican Ca alogue ap esen ou 28 publicações pa a gui a a. Encon a am-se mé odos de gui a is as já consag ados, como os de M. Ca cassi e F. Ca ulli, ou os mé odos mais ecen es, mé odos pa a ap ende "sem mes e", e c.; na mesma publicação encon a am-se 15 li os pa a banjo e 4 pa a zi he . E a ainda comum designa o ins umen o como Spanish gui a . (Ve Anexo I). The Musical Reco d comen ou o a igo The Possibili ies o he Gui a , de Al ed Chene pa a a Cadenza. Obse ou, “In he pas eigh o en yea s he gui a has made wonde ul p og ess in his coun y, due o se e al causes” (Deland, 1895, p. 6), e des acou en e elas o g ande núme o de publicações dedicadas ao ins umen o, além das pe o mances dos Spanish s uden s, os amosos abalhos pa a mandolin e gui a a que aziam ou s pelos Es ados Unidos. O abalho com mandolin e gui a a ajudou mui o a popula ização des es ins umen os, e os anúncios do Pe iódico a es am es a conjun u a. Sob e es es Spanish S uden s, em 1879, The Musical Reco d des aca-os dando a es de no idade. "The Gui a and Mandoline playe s, known as he ‘Spanish S uden s,’ and who ha e jus been b ough o his coun y by M . W. R. Deu sch, ecen ly pe o med a B igh on, England, wi h much success" (Smi h, 1879, p. 386). Es a o mação ins umen al e e g ande acei ação, e oi esponsá el po pa icipações da gui a a no Pe iódico. The Musical Reco d, em 1894, quando a música já mos a a-se elemen o undamen al no comé cio onog á ico, des acou a g ande ascensão do mandolim, p incipalmen e nos dois anos an e io es, e es a popula idade p epa a a o ambien e pa a as g a ações dos due os com a gui a a. Segundo es a publicação, a qualidade dos ins umen os p oduzidos no país já e a melho que a dos impo ados, “and he same is said o Ame ican gui a s. Gui a s made in his coun y a e now used h oughou he land, and hey a e also expo ed o all Spanish- Ame ican coun ies" (Deland, 1894, p. 14). Na The Musical Reco d, Emma Shube esc e eu sob e o ins umen o, em 1895, des acando que as composições clássicas de mes es como Giuliani, So , Ca cassi, en e ou os, cons i uíam p o as da comple a condição da gui a a como ins umen o solis a. A manei a como Emma Shube a a o ins umen o é mais um indicado ambém da qualidade do ins umen o no acompanhamen o de ozes e da sua impo ância c escen e. A au o a lamen ou-se no en an o de que en e os poucos conce is as de en ão não se ou ia mui o as ob as dos g andes mes es, conside ando as ob as dos gui a is as consag ados como 68 melho es que as composições e a anjos de en ão. O comen á io da S a. Schube mos a que o ins umen o em um ele o c escen e no gos o dos con empo âneos daquela época a pon o de me ece no os abalhos. Po im, a au o a des acou a necessidade de ins umen os de qualidade e decla ou: "ou Ame ican gui a s canno be excelled" (Shube , 1895, p. 2). Numa edição da Lyon & Healy, em 1896, algumas in o mações adicionais con ibuem pa a con ex ualiza a popula idade c escen e da gui a a. Ainda menciona am as seis co das como usually, e e e i am a gui a a ambém como “La in ci ha a [...] An ins umen esembling he lu e, bu la ge ” (Lyon & Healy, 1896, p. 37). (Ve Anexo J). A publicação acima ci ada ambém ez e e ência à Spanish S uden s’ o ganiza ion, a i idade musical c escen e naquele momen o, e que p omo ia mui o a gui a a e o mandolim. Nesse a igo é ap esen ada a ideia, pa ilhada po ou os au o es da época, que gui a a e mandolim e am ins umen os de meno impo ância, ou menos sé ios, demons ando em pa e a si uação de ins umen os que ainda es a am po se consolida . “I ime o inclina ion o se ious s udy is lacking, deligh ul musical e ec s may be ob ained by an o ches a ashioned a e he amous Spanish S uden s’ o ganiza ion” (Lyon & Healy, 1896, p. 7). Ao mesmo empo, mos a a a c escen e impo ância ao dis ingui que “o he ins umen s may p esen g ea e di icul ies o emp , he s uden , bu whe e is he ins umen ha g ows dea e o i s owne han one o hese mode n successo s o he old- ashioned lu e?” (Lyon & Healy, 1896, p.7). O a igo suge e em seguida um pano ama social de acei ação des es ins umen os e a mudança no quad o das p e e ências, bem como o in e esse que ha ia exis ido pelo zi he . “Wha sec e s a e no sha ed wi h ou Gui a o Mandolin; wha ose-colo ed d eam b igh ens ou exis ence ha ou Banjo is no cognizan o ; wha pic u es o he a he land a e so i id as hose awakened by he Zi he ?” (Lyon & Healy, 1896, p. 7). Po im, conside a aquela conjun u a como um cla o sinal do su gimen o de um sen imen o musical pa icula na Amé ica, “ his e e -inc easing popula i y o hese mos exp essi e o musical ins umen s” (Lyon & Healy, 1896, A Musical Handbook, p.7). Além dis o, ap esen a um quad o numé ico da p odução des es co do ones, em cons ução naquele momen o: “Gui a s, 15,000; Mandolins, 10,000; D ums, 5,000; Banjos, 10,000; Miscellaneous, 12,000. To al, 52,000" (Lyon & Healy, 1896, p. 34). 69 Aube ine Woodwa d Moo e publicou, em 1900, o Fo My Musical F iend, onde encon amos indicado es do pano ama de c escen e popula idade da gui a a: “Two ai h ul se i o s o music among mino ins umen s, he gui a and mandolin, a e a p esen enjoying a well me i ed p ominence” (Moo e, ca. 1900, p. 169). Moo e oi mais uma a des aca o sucesso das mandolin o ches as, compos as po mandolins, gui a as e ha pas, e a o mação musical que elas p opicia am cul i ando o gos o pela música e p epa ando os músicos pa a as g andes o ques as. Nes e quad o de popula ização des es co do ones, podemos conside a que a gui a a pudesse e sido mais e e i a nas g a ações. Con udo, como já obse ámos, a ecnologia inha limi ações. “When li e gui a music was con ined o d awing ooms, pa lo s and small eci al halls, i s delica e sound and limi ed olume wo ked ine” (Spo swood, 1996, p. 11), mas sua e icássia no egis o ao Fonóg a o e a bas an e di e en e. O a o ecnológico es ingia a p esença do ins umen o nas g a ações. Pa a o mandolim e o banjo, que possuíam mais po ência e a aques mais con unden es, o p oblema e a menos complicado, “in he i s eco ding s udios o he 1890s and 1900s, since he wooden ho ns used o eco d-making could easily cap u e hei agg essi e sound” (Spo swood, 1996, p. 11). Ou o indicado da ele ação do es a u o da gui a a é a sua in odução nas Uni e sidades. A Uni e si y o Idaho, anunciou pa a 1901/1902 um cu so de “Mandolin and Gui a ” (Uni e si y o Idaho, 1901, p.49), e en e as ações musicais o ganizadas pelo Depa amen o de Música, além dos es udos de piano, biog a ia de g andes composi o es, e g upos ocais, lis ou “The Mandolin and Gui a Club” (Uni e si y o Idaho, 1901, p. 24). É igualmen e ep esen a i o que J. O. Taylo (1902), ao euni 61 nomes no seu Popula Ame ican Compose s, nomeou 5 composi o es ame icanos com ligação à Gui a a. No a-se ambém uma o e p esença do io mandolim, gui a a e banjo. Joseph E. Wa d, nascido em 1873, es udou o banjo, depois o mandolin e po úl imo a gui a a, que se o nou o seu ins umen o p edile o. Wa d pa icipou do Pe e son Mandolin and Gui a Club e deixou cen enas de composições pa a os ês ins umen os. Cla ence L. Pa ee, nascido em 1864, No a Io que, oi conhecido como um dos maio es ep esen an es des e io no país, e mui o p omo eu es es co do ones com a publicação The Cadenza. Além disso, compôs mais de 150 peças pa a os ês ins umen os, e mé odos la gamen e u ilizados. A. B. Cin u a, de E ans ille, ambém oca a mandolim, o banjo e a gui a a. Mais conhecido como 70 mandolinis a, oi di e o po ês empo adas da Cin u a's O ques a. E. H. MacC ea, nascido em 1869, p óximo a New Richmond, o nou-se conhecido como composi o , e esc e eu a anjos pa a o io de co das. James S. Ramey oi um conhecido composi o e p o esso de piano, mandolin e gui a a em Salida (Colo ado). São ainda ei as menções a dois ou os nomes que êm menos ele ância no âmbi o da gui a a, S. Duncan Bake e Senho a Lucy L. Tagga . A senho a Tagga é mencionada no con ex o da gui a a, po e sido po cinco anos aluna do Senho A e alo, amoso gui a is a solo (Taylo , 1902, p.116) de Los Angeles. A ingimos aqui o pe íodo do Pe iódico, e em 1904, Louis C. Elson, no seu li o The his o y o Ame ican Music, não endo pe cebido o ins umen o como algo que já e a ep esen a i o, nem o menciona. Mesmo quando discu e o con ex o da música popula nascen e do Sul dos Es ados Unidos, como algo ma cadamen e ame icano, não há menção aos la inos e nem à gui a a. O au o menciona a olk-song que c escia à ol a das plan ações, “He e we ind melody, emo ion ha we can eadily unde s and; and some imes simple ha mony, — in ac all he elemen s ha cons i u e he powe o olk-music in he old wo ld” (Elson, 1904, p. 133). O banjo apa eceu em ês si uações, mandolin e dulcime uma ez cada. O Ca son and Newman College, em 1904, ambém acompanhou a endência sob e os co do ones e ab iu um cu so de "Mandolin, Gui a and Co ne ” 40 , além de comunica que “A Mandolin O ches a known as he C. N. C. O ches a was o ganized Janua y, 1904, by P o . Miles o he bene i o his s uden s” (Ca son and Newman College, 1906, p. 43). Pa a melho o mação dos músicos e maio delei e do público, o e ecia a possibilidade de in eg a em a o ques a em ap esen ações públicas. “They play o all public occasions, and gi e conce s in he neighbo ing owns. S uden s aking ei he o he abo e cou ses ou lined o Mandolin and Gui a will be en i led o ee ui ion ( wo lessons pe week) in he O ches a" (Ca son and Newman College, 1906, pp. 42-3). Ainda em 1912, Cla ence G. Hamil on demons a a pouco in e esse po es es ins umen os, desconside ando o mandolim, e dando à gui a a ainda menos impo ância: "A weak- oned ins umen chie ly used o accompanimen s [...] The gui a o en accompanies he mandolin, a pea -shaped ins umen also e ed” (Hamil on, 1912, p. 124). Es as 40 A cu iosa inclusão de Co ne p o a elmen e de eu-se ao ac o do P o esso se o mesmo: “T. A. Miles, Mandolin and Gui a , Co ne , Sigh -Singing and Cho al Wo k” (Ca son and Newman College, 1906, p. 8). 71 conside ações podem de e -se ao ca ác e do p óp io ins umen o, uma ez que mesmo en e mes es da gui a a é comum que se econheça as g andes ap idões do ins umen o pa a o acompanhamen o, bem como di iculdades que lhe são ine en es no abalho con apon ís ico como ins umen o solis a. Pa a e mina es a con ex ualização a ando o pe íodo dos anos inais do Pe iódico, é necessá io e em con a que a música ha aiana oi a base pa a as g a ações de gui a a, e que apesa do g ande des aque dado ao ins umen o, o seu uso com sua execução adicional oi man ido apenas como acompanhamen o da gui a a ha aiana. Apenas pa a uma cla a elação com a ques ão ecnológica, lemb emos que a gui a a ha aiana, anunciada com solos pelo Pe iódico, usa a jogo de co das comple o de me al. Ou o a o impo an e pa a explica a pa icipação da gui a a no Pe iódico oi e e ido ambém po Spo swood, ao des aca algumas es elas ame icanas das p imei as décadas do século XX, e e indo-se aos es ilos musicais que ouxe am a gui a a ao es ela o e que o am no idades den o da cul u a ame icana. "O all Ame ican s yles, ea ly blues and coun y music depended mos ex ensi ely on he gui a . I s size and p ice made i accessible, a o dable and ul ima ely emblema ic o amble s h oughou he sou h and wes " (Spo swood, 1996, p.15). Há uma ex ensa lis a de nomes que conquis a am sucesso ao lado da gui a a, e essa é p o a elmen e uma das azões da iden i icação dos EUA com o ins umen o. Es a acei ação do ins umen o oi um p ocesso ela i amen e ápido. Passa am poucas décadas, desde a popula ização no im do século XIX a é que as es elas do Blues e do Coun y, a pa i da segunda e e cei a décadas do século XX, colocassem de ini i amen e a gui a a en e as maio es e e ências na música ame icana. 72 4. A Gui a a No Pe iódico T a amos ago a as menções especí icas à gui a a nas páginas do Pe iódico, as quais su gem em anúncios di e sos e com di e en es p opósi os. Analisando assim cada um dos olumes publicados. A lis agem das g a ações pode se is a no Anexo A1. Des aca emos ou os co do ones a í ulo de con ex ualização, onde se pode no a a a és dos anúncios do Pe iódico a elação que expusemos a é ago a en e popula idade e capacidade de egis o no supo e de g a ação. 4.1. As ci ações ecebidas No p imei o ano do Pe iódico, en e Ma ço de 1903 e Fe e ei o de 1904, não oi ei a qualque e e ência ao ins umen o, nem mesmo à pala a Gui a . Ou os co do ones popula es se iam no en an o anunciados com g a ações, como o zi he , o mandolim, e com mais equência ainda, o banjo, além de mensões ao dulcime . É no ó ia uma ausência da e e ência à gui a a num cu o, mas impo an e comunicado. O Pe iódico anunciou a dis ibuição do pan le o The A o Making Phonog aph Reco ds, Fo m Nº. 427, com suges ões sob e como ealiza boas g a ações, e ap esen ou as in o mações sob o seguin e sumá io: "In oduc ion, Selec ing a Reco de , Adjus ing he Phonog aph, Blank Cylinde s, Conce ning Ho ns, Making Talking Reco ds, Vocal Reco ds, Band Reco ds, Violin, S ing O ches a, Banjo and Mandolin Reco ds; Vocal Due s and Qua e es” (EPM, 1903c: 9). Aí se encon a uma secção especí ica dedicada ao banjo e ao mandolim, e ao conside a mos a popula idade que es es ins umen os ha iam conquis ado man endo es ei a elação com a gui a a, é ele an e o ac o de não menciona em a gui a a. Se ia a gui a a excluída nes e início mais po ques ões ecnológicas que come ciais? Seguindo es a ideia da capacidade de cap ação e egis o do som do ins umen o no supo e de g a ação, não su p eende que o mandolim apa ecesse an es da gui a a, já como solis a em Julho de 1903. O músico Samuel Siegel, no p imei o ano do Pe iódico, g a ou as 73 aixas 8426 My Old Ken ucky Home (EPM, 1903e: 2), 8591 Come Ye Disconsola e (EPM, 1903, Decembe , p.2) e 8636 T äume ei (EPM, 1904b: 2). O dulcime oi ambém mencionado an es da gui a a, não incluído em g a ação, mas usado como e e ência numa explicação, a indica que osse um ins umen o conhecido o su icien e pa a p es a -se a es e im. Edison anunciou como no idade pa a a Oc obe lis a in odução da Edison Hunga ian O ches a. O Pe iódico des acou como no ó io que a sono idade de uma O ques a húnga a se di e encia a mui o de "an o dina y o ches a", e a explica as azões, e e indo-se à peculia p esença do cymbals, lemb ou o dulcime ; “no he cymbals used in connec ion wi h a b ass band and bass d um, bu an ins umen esembling he dulcime . I is, howe e , much la ge in size, and con ains many mo e s ings. (EPM, 1903g: 8). O banjo ecebeu ainda mais a enção que o mandolim e são e e idas dez g a ações, em solo, com acompanhamen o de o ques a e como ins umen o acompanhado . Po im, su ge o zi he , na g a ação 8303 Heimweh, Longing o Home (EPM, 1903d: 9). No ano 2, en e Ma ço de 1904 e Fe e ei o de 1905, o Pe iódico anunciou no seu p imei o mês o dulcime , ago a com um solo lis ado en e as g a ações: o egis o No. 8665 Llewellyn Ma ch, g a ado po William A. Mo ia y (EPM, 1904c: 2). Nos comen á ios da g a ação, in o mam no en an o que já ha iam sido ealizadas g a ações an e io es. “We we e induced o lis ano he o hese solos om he la ge sale o No. 8021, ‘Ain' Da a Shame,’ made by M . Mo ia y wo yea s o mo e ago” (EPM, 1904c: 9). As duas p imei as menções à gui a a acon ece am apenas em Junho de 1904, mas o ins umen o apa ece ci ado apenas no í ulo de uma g a ação, e não como um dos ins umen os g a ados. En e an o, o í ulo e le e boa pa e do con ex o ap esen ado a é aqui: The Spanish Gui a . É o egis o 8740 Ame ican S uden 's Wal zes, que ap esen a um medley: “In oducing he college songs ‘My Lo e a he Window,’ ‘Dea E elina,’ ‘The Spanish Gui a ’ and ‘Climbing, Climbing, Climbing’” (EPM, 1904 : 2). O Pe iódico e e e ainda ambém que "I was o me ly lis ed in wax. I is eco ded in slow empo o dancing in consequence o a gene al demand o a g ea e numbe o dancing Reco ds" (EPM, 1904 : 9). 80 uma sé ie de g a ações em "Spanish language", incluindo cilind os S anda d e Ambe ol. Pa icipa am o ba í ono Al edo Gobbi e a sop ano "M s." Gobbi, quando egis a am canções popula es da A gen ina e do U uguai. O due o oi le ado a No a Io que e g a ou due os, solos, além dos hinos nacionais dos dois países. “All he selec ions a e accompanied by o ches a, wi h he excep ion o six een ba i one solos, which ha e gui a accompanimen " (EPM, 1909g: 14). O Pe iódico des acou o ac o de algumas das canções g a adas se em ípicas dos “gauchos”, e ao desc e ê-lo ci ou ambém a gui a a: “co esponds wi h he cow- boy o ou Wes e n coun y, bu is e en mo e pic u esque. He is e y musical, and no gaucho ou i is comple e wi hou a gui a , as his is jus as necessa y o him as his ho se” (EPM, 1909g: 14). Em Agos o de 1909, mais pa icipações da gui a a o am anunciadas, com o T io A iaga e em solos com Oc a iano Yáñez. Re e iu que em Ab il, Geo ge J. We ne e F. C. Bu , do New Yo k Reco ding Labo a o y ha iam chegado ao México pa a a p odução de mais uma sé ie de Mexican Reco ds. A sé ie incluiu cilind os S anda d e Ambe ol, g a ando di e sas a ações, com des aque pa a os solos de iolino execu ados pelo S . Rocab una num Ama i, “which cos him $3,000" (EPM, 1909h: 8). A segui , e e e a gui a a, o “S . Oc a iano Yanez bea s he dis inc ion o being he acknowledged champion gui a is o Mexico, and i is doub ul i his equal can be ound in he en i e wo ld” 48 (EPM, 1909h: 8). Em Se emb o de 1909, anunciou-se um due o de iolino e gui a a, com os Olli o i T aubadou s, 302 Ca ni al o Venice 49 , e e indo que o duo oi ap esen ado como sucesso em conce os e aude illes 50 po odo o país. O iolinis a M . Michael Banne e o gui a is a M . Roy H. Bu in, já anunciado em due o com Samuel Siegel, in e p e a am “A angemen by Paganini-Banne ” (EPM, 1909i: 16). Em Ou ub o de 1909, no amen e S. Siegel é anunciado, num due o de mandolim e gui a a, execu ando uma composição p óp ia, o segundo g a ado po Siegel com Roy H. Bu in. 316 Wal z Cap ice, “A mandolin and gui a due a anged in conce s yle and played 48 A g a ação "20065 La Pe ju a" oi anunciada an e io men e (EPM, 1907l: 11) sem ci a a pala a gui a a. Nes a ese, es e egis o se á incluído na secção 4.2. 49 Pa ece e ha ido um e o de edição, e a Ad ance Lis , na mesma página, apa ece como pa a Oc obe , mas ao especi ica as g a ações Ambe ol, apa ece e e en e a No embe . Con udo, a g a ação oi anunciada em No emb o, na página 15, "302 Ca ni al o Venice (Paganini-Banne ) Olli o i T oubadou s", mas sem menção ao ins umen o. 50 Géne o de espé áculo de a iedades comum à época nos EUA. 81 by a is s o na ional epu a ion. Any a emp o desc ibe his numbe would ail o do i jus ice. I is an exquisi e endi ion o a cha ming composi ion” (EPM, 1909j: 17). Em No emb o de 1909, o Pe iódico ol a a ap esen a “William Banne and Roy H. Bu in. ‘The Oli o i T oubadou s’” (EPM, 1909k: 8), ac escen ando uma o o ao anuncia os no os alen os da Edison. Supõe-se que, "H. Bu in" seja o mesmo músico que pa icipou das g a ações em due o com mandolim, 316 Wal z Cap ice e 152 Ga o e-Cap ice, com Samuel Siegel. Figu a 5. The Oli o i T oubadou s (EPM, 1909k: 8) Ainda em No emb o, numa p opaganda incen i ando a adap ação dos Fonóg a os an igos aos no os cilind os Ambe ol, e após demons a o que sem a adap ação os consumido es es a am a pe de , “ h ee imes as much pleasu e as i does now [...] because an Ambe ol Reco d is wice as long and mo e han wice as good as a S anda d Edison Reco d” (EPM, 1909k: 14-15), o Pe iódico suge e 20 g a ações que os consumido es de e iam pedi aos e endedo es pa a ou i , e en e elas oi incluída a "302 Ca ni al o Venice (Paganini- Banne ) Olli o i T oubadou s. A cha ming olin and gui a due by accomplished musicians" (EPM, 1909k: 15). Dezemb o de 1909, o Pe iódico publicou uma lis a de dez Hawaiian Edison Reco ds, onde a gui a a apa ece duas ezes, en e as cinco S anda d, com um Gui a Due e um solo. Nes a lis a, a gui a a ainda não eio designada como Hawaiian Gui a , como passa ia a i , mas incluía-se já den o da música ha aiana. O Pe iódico inicia a a no a di eção dada à 82 gui a a, e que po im o nou-se g ande sucesso. Não a a emos os egis os da gui a a anunciada como ha aiana da mesma o ma que emos a ado a gui a a adicional, pois apesa de a a -se de gui a as, a sono idade da a iação ha aiana da sua execução esul a ão di e en e de uma gui a a adicional que pode mesmo se , e acabou sendo, classi icada como um ou o co do one 51 . As g a ações o am “20714 Kawaihan Wal z (D. Nake), Gui a Due - Joseph Kakuku and John Paaluhi [e] 20715 Medley o Hawaiian Ai s. . . Gui a Solo (Joseph Kakuku)” (EPM, 1909l: 28) 52 . No ano 8, 1910, o dulcime con inua ausen e, mas há uma menção ao zi he , a gui a a e banjo es ão um pouco mais p esen es que e o mandolim. São aqui anunciados qua o solos de bandu ia nas Filipino Ambe ol Reco ds. A pala a po uguese apa eceu no Pe iódico com maio equência que an es, a en ol e Po ugal e B asil, e nes e con ex o apa eceu mais um solo de gui a a. A gui a a apa ece logo em Janei o de 1910, a espei o de uma ques ão numé ica na ca alogação, ques ão impo an e no mapeamen o de g a ações. "In some ins ances, Reco ds ha e been gi en Ame ican numbe s and pu ou in ou egula supplemen s. In such cases bo h numbe s a e gi en in he lis below" (EPM, 1910a: 7). Nas lis agens, Oc a iano Yáñez apa ece uma segunda ez e e ido com um solo de gui a a 53 , nas Mexican Ambe ol Reco ds, 6006 Noche de Aleg ia (Una)—Vals, O opeza. Ainda em Janei o, a gui a a é mais uma ez ci ada em nome de canção. A g a ação que ge ou a p imei a menção ei a no Pe iódico, anos an es, oi eg a ada. Tal ez po ago a os cilind os e em mais empo de g a ação, com o Ambe ol, o am ac escen adas duas canções ao medley g a ado em 1904. Na g a ação o iginal, Nº. 8740, incluem-se My Lo e a he Window, Dea E elina, The Spanish Gui a e Climbing, Climbing, Climbing. Em 1910, cons a am ambém, na 377 Ame ican S uden s' Wal zes, B ing Back My Bonnie o Me e 51 Ve no a de odapé 22 / Capí ulo 3. 52 Não encon amos ainda áudio ou ou as e e ências que possam escla ece qual a sono idade da gui a a nes es dois egis os. Pelo con ex o, é bem possí el que ao menos no due o uma das gui a as seja execu ada de manei a adicional. Joseph Kakuku é mui as ezes e e ido como o c iado do es ilo ha aiano de execução da gui a a (lap-s eel gui a ), po ol a de 1885. Há á ias e e ências na in e ne sob e Joseph Kakuku, inclusi e lide ando g upos. Não emos ce eza de qual oi o es ilo egis ado no solo anunciado pelo Pe iódico, mas odas as e e ências que encon amos em ou as on es apon am pa a o es ilo ha aiano de execução. 53 O p imei o solo de Yáñez, 20065 “La Pe ju a, Danza, Le do de Tejada” (EPM, 1907l: 11), não oi ci ado a é ago a nes e capí ulo po que não oi mencionada a gui a a no anúncio. 83 Ching a Ling Ling. “The Reco d is an appealing dance numbe and should be popula , pa icula ly du ing he Win e season” (EPM, 1910a: 15). Ainda em Janei o, a gui a a é e e ida a acompanha um qua e o ocal. Den e as Ambe ol Reco ds de Polk Mille 's Old Sou h Qua e e, ês o am anunciadas com Gui a accompanimen 54 . Do ex o dep eende-se que o es ilo musical pa ece e sido bas an e ideomá ico à gui a a; “I akes a genuine Sou he n neg o o sing his song, which is ypical o he happy da key na u e [...] A a o i e chu ch hymn o he Vi ginia coun y neg oes, wi h a cha a e is ic plan a ion ai ” (EPM, 1910a: 19). (Ve Anexo 45). Em Fe e ei o de 1910, en e as Fo eign Reco ds, o Pe iódico anunciou mais um Gui a Solo. Des a ez, as Spanish Fo eign Reco ds incluí am México, A gen ina, Po ugal e Po o Rico, e en e as Po uguese Reco ds Fo Feb ua y, ap esen a am o po uguês Reinaldo Va ella com duas g a ações como eno , e um cilind o S anda d: “19476 Fado Co ido, Gui a Solo; Reynaldo Va ella” (EPM, 1910b: 7). Em Maio de 1910, numa g a ação ins umen al, anunciam o e cei o solo do gui a is a mexicano Oc a iano Yáñez, num Ambe ol incluído na Mexican Reco ds Fo May. “6074 Anna—Ga o a, O. Yáñez. Solo de Gui a a po Oc a iano Yáñez” (EPM, 1910e: 26). Ainda em Maio, a gui a a apa ece nas especi icações das g a ações dis ibuídas pelos di e en es países incluídos no Fo m 1742 55 . Nes a ocaisão o Pe iódico e e e se e g a ações ocais de Lola la Flamenca, e possi elmen e is o explique a alha no p imei o anúncio des as “Spanish –‘Flamenco’ Reco ds”. Não pudémos e acesso a odas es as g a ações, mas é p o á el que a gui a a es eja p esen e em odas ou quase, is o a o ma como o p óp io Pe iódico des acou os gui a is as, além do es ilo musical que execu a am. Anuncia am, po im, en e os de alhes no Fo m 1742, “mandolim and gui a solos and ios by he bes o na i e a is s” (EPM, 1910e: 29). Em Junho de 1910, a p epa a a dis ibuição de ca álogos, e p omo endo as g a ações, o Pe iódico mencionou a beleza dos egis os de di e en es países, en e os quais os da Spanish Lis : “Some o he ins umen al Reco ds a e o a ype ha he Domes ic Ca alogs 54 O egis o “392 The Wa e melon Pa y” oi anunciado en ão sem e e ência ao acompanhamen o de gui a a. Con udo, ao elança em as ês g a ações (390, 391, 392) como Blue Ambe ol (EPM, 1913l: 7), in o mam: 2178 The Wa e melon Pa y, gui a accompanimen . A UCSB ambém disponibiliza áudio e in o mações. 55 “Spanish, Mexican, A gen ine, Cuban, Po o Rican, Po uguese and Filipino Selec ions” (EPM, 1910e: 29). 84 do no o e ,— he bewi chingly beau i ul mandolin, gui a and ha p solos, due s and ios o La in Ame ica and Spain” (EPM, 1910 : 10). Em Ou ub o e No emb o de 1910, o am anunciadas as g a ações dos qua o e quin o solos de Yáñez. Um Ambe ol, “6107 Dolo es-Vals, E. Wald eu el. Solo de Gui a a po Oc a iano Yáñez” (EPM, 1910j: 19), e um S anda d, “20357 En los Bosques-Mazu ka, E. Wald eu el. (Solo de Gui a a) Oc a iano Yáñez” (EPM, 1910k: 19). No ano 9, 1911, o dulcime ol a a não es a p esen e, o zi he apa ece em duas ocasiões (uma delas com a gui a a), o banjo, mandolim e gui a a es ão p esen es com ap oximado núme o de menções. Em Janei o de 1911, é anunciado um due o de mandolim e gui a a, um Ambe ol, o senho Yáñez é no amen e e e ido no Pe iódico, ago a ao lado de Joaquín J. A iaga. Nas Mexican Reco ds Fo Janua y, é lis ado “6121 Me ci—Ga o a, C. Cu i. Dúo de Mandolina y Gui a a po Joaquín J. A iaga y Oc a iano Yáñez” (EPM, 1911a: 23). Em Ma ço de 1911, na Mexican Reco ds Fo Ma ch, o segundo due o com os senho es A aiga e Yáñez oi anunciado, des a ez um S anda d: “20367 Diabolo—Tus ep, G. Y. B ussel. Duo de Mandolina y Gui a a po Joaquin J. A iaga y Oc a iano Yáñez” (EPM, 1911c: 19). Em Ab il de 1911, o Pe iódico ap esen ou a gui a a, des a ez num pos -ca d en iado ao seu Depa amen o In e nacional de Minas de Huayna, Po osi y Milluni, na Boli ia. A imagem des e en io pa ece es i a, e aí ê-se ambém um Fonóg a o. O eme en e, senho L. O ega, e a "a egula pu chase o Edison Reco ds and gi es Phonog aph conce s in he su ounding mining camps" (EPM, 1911d: 11). 85 Figu a 6. (EPM, 1911d: 11). Em Junho de 1911, a gui a a apa eceu ao lado do zi he numa g a ação de música ha aiana, a qual é p eponde an e nes es úl imos anos de pa icipação da gui a a no Pe iódico, apesa de, como já e e imos, com des aque dado a uma a iação da sono idade do ins umen o dis in a da que emos conside ado. Anunciando as g a ações pa a Agos o, aqui se incluiu o egis o do Me opoli an Qua e , 742 My Hula Hula Lo e. “A zi he and gui a due in oduced be ween he epe i ion o he e ain p oduces he e ec o Hawaiian music. The las cho us is sung in subdued ones wi h he ai al e na ely sung and played by zi he and gui a ” (EPM, 1911 : 15). O Pe iódico, em Julho de 1911, comen a o c escimen o dos aude ille ci cui s po odo o país, e des acou um gupo que ha ia g a ado pa a Edison meses an es. “Too s Paka and He band o alen ed Hawaiians [...] Being in na i e dialec and sung o he accompanimen o wei d and sensuous Hawaiian music by he da k-skinned ins umen alis s" (EPM, 1911g: 10). No anúncio oi publicada uma o o com Too s Paka e um io ins umen al es ando dois músicos po ando gui a as, uma delas na posição ca ac e ís ica dos "hawaiians". Em b e e apa ece iam anunciadas como Hawaiian Gui a . (Ve Anexo K) A gui a a é pouco e e ida no ano 10, 1912. Apenas uma pa icipação em T io com dois mandolins e ou a pa icipação com o zi he num acompanhamen o ocal; o mandolim apa eceu 3 ezes. O banjo no en an o em mais de dez menções. Es e oi o ano em que em Ou ub o Edison lançou o Blue Ambe ol. Em Janei o de 1912, anuncia am o T io A iaga, cuja gui a a inha já me ecido e e ência no Pe iódico. Na Edison S anda d Reco ds, ap esen a am sua e são de La Paloma, música compos a pelo cubano R. I adie . Além de popula em México, e a mui o conhecida “ h oughou Spanish speaking coun ies han any o he selec ion” (EPM, 1912a: 19). Em No emb o de 1912, mais um anúncio em que a gui a a, acompanhando ozes, az due o com o zi he no epe ó io ha aiano. T a a-se da adap ação de uma melodia ha aiana ao ag ime, compos a po Pe cy Wen ich e g a ada pelo Me opoli an Qua e . Na 86 g a ação nº 1542 My Hula, Hula Lo e 56 “The las cho us i sung in subdued ones wi h he ai al e na ely sung and hen played by zi he and gui a ” (EPM, 1912k: 16). No ano 11, 1913, sem dulcime e zi he , ap esen ou banjo, o mandolim e a gui a a. Em Agos o de 1913, Edison en a izou de no o que uma das g andes an agens dos seus Fonóg a os é de se a a de um g a ado , que, segundo Edison, coloca a-o numa dis in a e p óp ia ca ego ia. O Pe iódico ol a a suge i á ios usos a pa i da possibilidade de g a ação, e en e o en e enimen o domés ico e o es udo, a gui a a apa ece de no o ao lado de ou os co do ones. “Does he boy play he banjo, he gui a o he mandolin? Le him make a eco d and ind in i no only a sou ce o amusemen [...] bu a means o lea ning be e how o play hese ins umen s” (EPM, 1913h: 10). Em Se emb o de 1913, des acando o anunciou da Blue Ambe ol Lis Fo No embe , a gui a a apa eceu em due o com o mandolim. Não é especi icada a g a ação, mas ci am como exemplo na lis a de ensembles, “a mandolin and gui a due by Samuel Siegel and Roy H. Bu in” (EPM, 1913i: 10). Em Se emb o, são anunciadas duas sé ies já habi uais: a Special G and Ope a, com qua o g a ações, e a Blue Ambe ol Regula , com ce ca de 50. Nes a úl ima inclui-se um due o de mandolim e gui a a já anunciado an e io men e como Ambe ol Reco ds, 316 Wal z Cap ice (EPM, 1909j: 17), ago a “2060 Wal z—Cap ice (Samuel Siegel). Samuel Siegel and Roy H. Bu in. Mandolin and gui a ” (EPM, 1913i: 12). Em Dezemb o de 1913, egis a am a mo e de Polk Mille , esponsá el po g a ações com acompanhamen o de gui a a. “His plan a ion s o ies o wa ime, and his pe o mances on he banjo and gui a a many Con ede a e eunions [...] Fou o his bes selec ions appea in he Feb ua y [...] all bu he i s accompanied by he gui a ” (EPM, 1913l: 5). Também em Dezemb o, na Regula Lis dos Blue Ambe ol, o Pe iódico lis ou ês g a ações do ecém- alecido senho Mille , onde especi icam “Vocal selec ion, gui a accompanimen ” (EPM, 1913l: 7) 57 . 56 A g a ação aqui anunciada pa ece se a mesma anunciada pa a Agos o de 1911, “742 My Hula Hula Lo e - Me opoli an Qua e ” (EPM, 1911 : 15). A UCSB disponibiliza o áudio, e inclui as duas e e ências de ca álogo: Reissue o Edison 4-minu e Ambe ol 742, Edison Blue Ambe ol: 1542. (UCSB) 57 Apa en emen e, hou e um alha na edição, e o núme o “2177” não apa eceu nes a lis a, mas conside ando a sequência numé ica e o anúncio ei o an e io men e (1913l: 5), “Wha a Time” oi o egis o 2177, e g a ado com acompanhamen o de gui a a. 87 A gui a a oi ci ada apenas uma ez no ano 12, 1914, e nes e oi e e ida no amen e ao ins umen o ha aiano. Não há menção ao dulcime , ao mandolim, ou à bandu ia. O zi he (incluindo zi he n e ha p-zi he ) é mais mencionado, a inclui um solo. O banjo é ci ado cinco ezes. Em Ma ço de 1914, é ci ada a gui a a ha aiana de no o uma ez. Indicando se mesmo uma no a sono idade, e que apidamen e se popula iza a, a ou-se da “ o ma ha aiana” de oca o ins umen o. “Wha so o an ins umen is used in he Hawaiian Blue Ambe ol eco ds Aloha Oe (1812)? [The ins umen is a Hawaiian gui a —a peculia a ai . Much la ge han he gui a we Ame icans a e accus omed o.]” 58 (EPM, 1914c: 14). A indicação sob e as maio es dimensões des e ins umen o, em compa ação com “ he gui a we Ame icans a e accus omed o”, não é comple amen e p ecisa, e em o os no p óp io Pe iódico, ê-se o ins umen o em p opo ções semelhan es às de alguns modelos adicionais en ão em uso. De emos lemb a que as dimensões do ins umen o a ia am, en e as de in luência an iga e as que começa am su gi nos Es ados Unidos. No ano 13, 1915, não há e e ências ao dulcime , ao mandolim e à bandu ia. Exis em no en an o ês menções ao zi he , e ce ca de dez anúncios a inclui o banjo. A gui a a ol ou a apa ece com alguma equência, p edominan emen e ligada à música ha aiana. Em Se emb o de 1915, a Hawaiian Gui a oi ci ada na Regula Lis com o solo 59 "2685 (a) Ua Like No Alike, Queen Liliuokalaini, (b) Medley o Hawaiian Hulas - Hawaiian Gui a Solo, Palakiko Fe ei a" (EPM, 1915i: 18). A gui a a, mais adicional con inuou a pa icipa das g a ações, con udo, no con ex o ha aiano e a ap esen ada sem dis inções e incluída, po exemplo, em Hawaiian Gui a Due s, onde no malmen e, ou p o a elmen e semp e, uma das gui a as do due o e a u ilizada com a execução adicioal. Em Ou ub o de 1915, na Regula Lis , oi anunciado ou o Hawaiian Gui a Due , e na g a ação o am cla amen e usados os dois es ilos de execução do ins umen o 60 . P o a elmen e, o acompanhamen o é ealizado po William Smi h, já p esen e nos anúncios an e io es, mas não emos in o mação su icien e pa a o a i mamos, mas com e ei o, es e 58 Os pa ên eses ec os encon am-se no o iginal. 59 O si e da UCSB disponibiliza o áudo des a g a ação. T a a-se de um solo com execução no es ilo ha aiano. (UCSB) 60 "Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4011. Edison Blue Ambe ol: 2701" (UCSB). 88 gui a is a se ia ainda anunciado como Hawaiian Gui a is . “2701 Aloha Oe Wal z Medley (Hawaiian Gui a Due ) - William Smi h and Wal e K. Kolomoku” (EPM, 1915j: 10). (Anexo L - o os). Ainda em Ou ub o, anuncia am en e os no os alen os da Edison, como o mação o iginal, o Obe amme gaue Zi he T io. No ex o, al ez como boa p opaganda, mas sem p ecisão his ó ica comp o á el, a Ba a ia oi ap esen ada como " he home o he zi he and he gui a " (EPM, 1915j: 12). Há uma o o do T io onde êem-se dois zi he s e um ins umen o híb ido de gui a a com dois b aços, apa en emen e, um semelhan e ao de uma gui a a adicional e ou o com mui o maio núme o de co das. T a ou-se da 2679, Josephine Polka (EPM, 1915j: 12) 61 . Figu a 7. Obe amme gaue Zi he T io (EPM, 1915j: 12). Também em Ou ub o de 1915, publica am o os e pequenos ex os sob e Wal e Kolomoku, William Smi h e Palakiko Fe ei a, ap esen ando-os como Hawaiians Gui a is s. “Wal e K. Kolomoku is a na i e o Honolulu; he played he Hawaiian Gui a wi h he ‘Bi d o Pa adise’ Company o some seasons” (EPM, 1915j: 13). Mais duas e e ências à "Hawaiians Gui a is s", William Smi h, “exhaus i e s udy o Hawaiian music and o he cu ious ins umen s o he Islands. He is a p o icien playe o all o hem, especially o he Hawaiian Gui a ” (EPM, 1915j: 14), e Palakiko Fe ei a, “He was he i s o in oduce he s eel gui a in he Uni ed S a es. I was in Cali o nia in 1900” (EPM, 1915j: 14). Sob e Palakiko, e e iu-se à s eel gui a , à sua descendência espanhola e com g ande conhecimen o da Hawaiian olk songs, que, segundo o Pe iódico, es a am a desapa ece apidamen e. É ele an e lemb a que a gui a a, mesmo como Hawaiian Gui a , e a p a icamen e uma no idade na ilha. Palakiko Fe ei a passou pos e io men e a se a ado como F ank Fe e a, po ezes F ank Fe e a. O Pe iódico deu no a in o mação sob e a descendência do 61 A g a ação oi anunciada an e i o men e (EPM, 1915i: 18), mas sem explicação ou ilus ação dos ins umen os. 89 gui a is a, mudando o país, mas man endo a e e i a pa icipação ibé ica sob e a gui a a nas páginas do Pe iódico, e e emos mais à en e menção à sua descendência po uguesa. O ano 14, 1916, oi o úl imo do Pe iódico. Em Fe e ei o de 1916, publica am algumas in o mações básicas sob e a gui a a ha aiana, sob e a apa ência, a madei a, a manei a de oca , algo ela i o à sono idade e nomeandoa-a mesmo como um "Hawaiian ins umen ". No mesmo ex o usa am ainda a e e ência Spanish pa a di e enciação das duas gui a as, ma cando ainda a o e iden idade ibé ica do co do one. “This p oduces he cu ious one quali y, ha make he c ying, pleading music o his ins umen unlike any hing else on ea h. Se e al Edison Reco ds ha e been e y success ully made” (EPM, 1916b: 4). Em Junho de 1916, no a menção a Palakiko Fe ei a, além de epe i quase in eg almen e o ex o an e io sob e a in odução das s eel s ings, ac escen ou “ he Hawaiian gui a solois , who appea s on he July lis o Blue Ambe ol eco ds in a due wi h Helen Louise” (EPM, 1916 : 11). No mesmo mês, na lis a Regula , oi incluída mais uma g a ação com gui a a en e due os “ha aianos”, e como e e ida acima, a gui a a de acompanhamen o é ocado na o ma adicional de execução. “2917 Medley o Hawaiian Ai s-No. 1, Hawaiian Gui a Due - Helen Louise and Palakiko Fe ei a” (EPM, 1916 : 13). Em Julho de 1916, o Pe iódico anunciou um "New S anda d o Quali y" pa a Agos o, e en e os exemplos musicais da lis a ap esen a am a gui a a. Des aca am como a música ha aiana ha ia conquis ado o público e anuncia am en ão, em econhecimen o, mais uma g a ação do due o Helen Louise e Palakiko Fe ei a. “This is a e y appealing numbe and i s own me i s, combined wi h he cu en s ong demand o Hawaiian music, should make i a big selle [...] 2927 Hilo Ma ch, Hawaiian Gui a s - Helen Louise and Palakiko Fe ei a” 62 (EPM, 1916g: 14). Em Agos o de 1916, anunciando as g a ações pa a Se emb o, o Pe iódico ci ou a gui a a, incluiu mais dois due os de Helen Louise and Palakiko Fe ei a e des acou, "Lo e s 62 Con udo, em Se emb o, pa ecem e di ulgado in o mação di e en e sob e es e egis o, e anuncia am, "On he Augus lis was "Hilo Ma ch" (No. 2927), a co king Ukulele selec ion, and in he Blue Ambe ol eco d ca alog you will ind u he examples o his class o music" (EPM, 1916i: 3). 96 ins umen o com ac éscimo de mais co das, mas com um b aço igual ao de gui a a. John K. Paaluhi pa icipou num due o com Joseph Kakuku, e ez mui as g a ações pa a ou as Companhias, incluindo á ios due os com F ank Fe e a, já na década de 20. Albe o Villalón Mo ales (1882-1955) p o a elmen e oi um dos p imei os a pa icipa do Pe iódico como gui a is a. Segundo Spo swood, “Flamenco singe Teles o o del Campo pe o med wi h a gui a is , as did o ado es Flo o y Miguel, wi h gui a is Albe o Villalon” (1996, p. 12). A UCSB e e e, a espei o do egis o Edison Gold Moulded Reco d 19054: Bendi o ma , "Flo o y Miguel (Flo a Zo illa and Miguel Zaballa, eno and ba i one) wi h gui a accompanimen by Albe o Villalon" (UCSB). Villalón ambém apa eceu como composi o de g a ações do due o Colombo e Jimenez, “18896 Cuba y sus Palma es, Pun o [...] 18895 Pun o Cubano” (EPM, 1907l: 10), onde possi elmen e pa icipou Villalón ambém como gui a is a. Spo swood a i mou que o gui a is a g a ou em Cuba e em No a Io que, e que acompanhou mui os can o es en e 1906 e 1920, além de se um “p oli ic compose in he ba gain” (Spo swood, 1996, p.13). No mesmo a igo, o au o ci ou ambém Ma ia Te esa Ve a, que se e ia des acado como can o a e gui a is a, e ealizado mui as g a ações com Ra ael Zequei a, mas a é o momen o não pudémos encon a ou as p o as pa a além des a e e ência, nem o am es as g a ações encon adas den o do Pe iódico. Joseph Kekuku oi dos p imei os a g a a a Hawaiian gui a . Ele pa icipou de g a ações com o g upo Too s Paka's Hawaiian. “The g oup [Too s Paka's Hawaiians] included July Paka (ukulele); Too s, whose a he Ame icanized "hula dance" and cos ume we e al eady amous on aude ille ci cui s; and gui a is s John Paaluhi and Joseph Kekuku” (Ande sen e Rockwell, 1996, p. 3). Kekuku oi des aque po e g a ado ambém como solis a, em g a ações solo e em due o com John Paaluhi. Helen Louise G eenus, pos e io men e, Helen Louise Fe e a, casou-se com F ank Fe ei a (ou Palakiko Fe ei a) e g a a am depois disso em due o a é ao seu mis e ioso desapa ecimen o a 2 de Dezemb o de 1919, da emba cação SS P esiden (Paci ic S eamship Company) du an e uma iagem de Los Angeles pa a Sea le, sua cidade na al. Helen, que oca a ambém ukulele, usu uiu alguns anos de g ande sucesso com F ank Fe ei a, po ol a de 1915. “I was appa en ly a he Expo's end [Panama-Paci ic Exposi ion em São F ancisco, 97 1915] ha Fe e a and his wi e began pe o ming on hei Ma in gui a s as a duo -- Helen Louise and F ank Fe e a -- and ou ing he na ionwide aude ille ci cui ” (Blecha, 2009). Edua do Salme on (n/a) oi um dos ins umen is as do T io que acompanhou Lola la Flamenca. Segundo o p óp io Pe iódico, “Edua do Salme on is especially popula in England. He esides a London, and has played be o e King Edwa d, who complimen ed him pe sonally o his ine execu ion” (EPM, 1909e: 7). O Pe iódico anunciou se e solos de Lola la Flamenca e ês ios de gui a as e bandu ia (EPM, 1909e: 6-7), numa sé ie de g a ações lamencas, indicando que Salme on enha pa icipado nes as g a ações do io. Todas, ou p a icamen e odas as g a ações ocais p o a elmen e ambém incluam a gui a a, como já a amos na secção 3.1, e é possí el que Salme on enha pa icipado ambém em alguns des es cilind os. Em suma, não conseguimos a i ma a exac a pa icipação do gui a is a nes es egis os. Temos apenas a lis a das g a ações, disponibilizada pelo musik i eldb.de, e a ap esen amos no Anexo A3, con endo 10 dos 14 egis os anunciados no Pe iódico, e des acámos que as ou as 4 g a ações o am solos de Amalio Cuenca, que se ão nomeados na secção e e en e a Cuenca. Polk Mille deixou algumas g a ações com acompanhamen o de gui a a, possi elmen e, execu ados po ele p óp io. Po ocasião da sua mo e, em 1913, aos 69 anos, o Pe iódico comen ou: “his pe o mances on he banjo and gui a a many Con ede a e eunions we e always much admi ed and enjoyed” (EPM, 1913i: 5). Pelo menos ês de suas g a ações o am anunciadas com acompanhamen o de gui a a. Reynaldo Va ella, além de can o , no abilizou-se ambém como ins umen is a e e á sido um dos gui a is as g a ados po Edison, e e emos mais sob e ele no Capí ulo 4. É possí el que em algumas de suas g a ações ocais pa a Edison, com acompanhamen o de gui a a, enha ele p óp io ocado o ins umen o. A s a. Rincon é di ulgada pelo Web si e da UCSB como a acompanhado a, à gui a a, da sop ano Modes a Zamudio. No Pe iódico não encon amos e e ências ao nome da s a. Rincon. 98 5. As G a ações de Gui a a Solo Ap esen amos ago a algumas in o mações sob e os gui a is as que g a a am solo. As g a ações se ão ap esen adas a pa i das lis as de Edison, mas ambém e e imos ou as on es que ag egam mais in o mações. É impo an e lemb a que algumas g a ações o am anunciadas apenas em suplemen os, e ambém que algumas o am elançadas com di e en es núme os de ca alogação 66 . 5.1. Sebas ian Hidalgo Quan o ao gui a is a Sebas ian Hidalgo, in o mações sob e a sua ida pessoal ou musical pa a além das menções à a i idade de gui a is a é, po ago a, pa a nós desconhecida. Sabemos que ez duas g a ações de gui a a solo pa a a Edison Phonog aphs and Reco ds, p o a elmen e em Ha ana. As g a ações apa ece am no Pe iódico em Julho de 1907, “18941 Mise e e del T o ado , Ve di” e “19062 Sel a Neg a, Polka, J. Cas o”, a an ecipa os seus lançamen os: “The 205 Cuban selec ions p esen ed he ewi h will be included in he nex edi ion o ou ca alogue o o eign selec ions, o be issued in he all” (EPM, 1907g: 5-6). Algumas in o mações di ulgadas sob e em que pe íodo e iam acon ecido as g a ações são con adi ó ias, mas mui as ezes colocadas en e o im 1905 e Ma ço de 1906, apesa de ha e quem di ulgue a g a ação endo oco ido em 1907. Pa e des a disc epância pode de e -se ao in e alo en e a ealização das g a ações em Cuba e o anúncio e disponibilização dos cilind os pa a a enda. Algumas des as ince ezas pude am se esol idas com as in o mações do p óp io Pe iódico. O Pe iódico anuncia em Ab il de 1906, que Geo ge We ne e F ed Bu , abalhando pa a o Reco ding Depa men o he Na ional Phonog aph Co. inham eg essado à No a Io que no mês an e io , após ês meses em Ha ana, onde inham ei o ce ca de 300 Mas e s pa a a Cuban Selec ion, com a is as na i os. O Pe iódico ep oduziu, em 1906, um a igo do Daily Teleg aph, sem menção à da a do e e ido ex o, e que in o ma que as g a ações 66 Relemb amos que não nos é possí el, po azões de empo e ambém da quan idade eno me de in o mação a analisa , a a aqui a g ande quan idade de anexos ao Pe iódico. 99 ha iam sido ei as no “ empo a y Edison labo a o y, which was opened abou h ee mon hs ago a 146 Indus ia” (EPM, 1906d: 10). Não mencionam Hidalgo, mas podem indica que as g a ações acon ece am, po an o, ap oximadamen e en e Janei o e Ma ço de 1906, ealizado sob a di eção de Ra ael Cabanas, ges o do esc i ó io mexicano da companhia, que ha ia iajado a Cuba pa a es e p opósi o. As duas g a ações de Hidalgo o am digi alizadas e disponibilizadas em 2008 pela Uni e sidade de Si acusa, no seu Web si e na seção Bel e Cylinde s Digi al Connec ion (Sy acuse Uni e si y Lib a ies). Sob e o Mise e e del T o ado , echo da Ope a de Ve di g a ado po Hidalgo, é imp o á el encon a e e ências à possibilidade do a anjo de gui a a g a ado e sido ei o in encionalmen e pa a a g a ação. Seja como o , a elação en e a dinâmica da es u u a o mal do echo g a ado e o empo de g a ação possí el num cilind o daquele pe íodo adequa am-se con enien emen e. A g a ação de Hidalgo oi ei a com os Gold Moulded, g a ações que inham em média dois minu os, e, den o des a du ação - 2:12min, com uma ala de ap esen ação de 6 segundos - egis ou ês pa es bas an e dis in as musicalmen e. Es a g a ação pode exempli ica , a a és de uma ques ão in e p e a i a que comen a emos a segui , di iculdades impos as aos músicos pelas ca ac e ís icas de cap ação ap esen adas pelos Fonóg a os. No caso des a g a ação, uma ques ão que p o a elmen e in luenciou a in e p e ação do gui a is a oi a necessidade de oca a gui a a com mui a in ensidade, sob pena de não se cap ado pelo Fonóg a o. Não podemos a i ma a azão do gui a is a e mudado ão d as icamen e a ideia o iginal da composição, mas é bas an e plausí el que a azão enha sido mais écnica que musical. O echo g a ado da Ópe a é o iundo da Cena 1, do 4º A o. No o iginal da ópe a, ou e-se um solene e somb io echo em onalidade meno en oado pelo co o, em seguida o solo da pe sonagem Leono a, ambém em onalidade meno , e po im um echo em onalidade maio can ado pelo pe sonagem Man ico, condenado à mo e, que a pa i da sua cela en oa a sua despedida. A di e ença musical mais e iden e en e a e são de Hidalgo e o ca á e o iginal da ópe a apa ece no echo ela i o à pa e do co o, a p imei a secção den o do a anjo do gui a is a. Na ópe a, es a pa e é can ada p óxima de uma dinâmica em pianissimo, mas na 100 g a ação com a gui a a é execu ada num mezzo o e ou o e. A ecnologia de cap ação do Fonóg a o e a ine icien e no egis o de dinâmica piano execu ada pela gui a a, e o ins umen is a, apesa de man e o ca á e solene, p o a elmen e iu-se o çado a al e a a dinâmica o iginal des e echo de modo a o na a g a ação mais e e i a. Não apenas nes a g a ação, mas ambém nou as de gui a a solo em cilind o, pode-se no a que os gui a is as ab iam mão de su ilezas, p incipalmen e em ques ões de imb e e in ensidade de modo a o na o egis o mais e icaz. Acabou po esul a um o e ca á e í mico, ge ado pelo ipo de a aque mais ag essi o que o gui a is a imp imiu às co das, p ocu ando com isso compensa a pouca sensibilidade do apa elho en e ao sinal sono o da gui a a. Pe de-se bas an e do li ismo, e o ca ác e da pa e do co o é conside a elmen e al e ado. Conside ando o ní el ecnológico des as g a ações, e o que é expec á el ob e a pa i de ão an igas g a ações e agilidade do ma e ial, conside amos que o ichei o áudio disponibilizado pela Sy acuse Uni e si y ap esen a uma boa qualidade, pelo menos, não sendo a ni idez da gui a a em momen o algum sob epos a po uídos o iundos da má conse ação ou mesmo do desgas e na u al do cilind o. 5.2. Amalio Cuenca Amalio Gonzalez Cuenca, ou comummen e apenas Amalio Cuenca, nasceu em Riaza, Espanha, em 1866. Não é sabida a da a do seu alecimen o, mas possi elmen e oco eu em F ança nos anos 40 ou começo da década de 50. Cuenca começou a popula iza -se como gui a is a em 1898, a a és de conce os em Espanha, e oi nomeado, em 1900, p o esso da Sociedad Gui a ís ica Española (Es ada, 2010, p. 10). Sob e a ida de Amalio Cuenca pouco é di ulgado, desp o ido de cla as on es bibliog á icas. Ap esen amos aqui alguns dos poucos egis os em jo nais da época que mos am a conjun u a em que o gui a is a i eu. Em Mad id, no El Nue o Pais, já em 1898 é anunciado "Los céleb es gui a is as españoles D. Amalio Cuenca y don Miguel Bo ulí" (Casino Music.Hall, 1898, p. 4), e o jo nal La Co espondencia Mili a , em 1899, a ou-o como “ epu ado p o eso de gui a a” (La Co espondencia Mili a ,1899, 4). 101 Não sabemos p ecisa a da a exa a em que Cuenca chegou ao México, mas em Fe e ei o de 1905, a o ma como o jo nal mexicano El Co eo Español no iciou o gui a is a suge e que já es i esse no país há algum empo: "El no abilíssimo p o esso de gui a a Amalio Cuenca, del cual ya nos hemos ocupado con elogios en di e en es ocasiones" (Po ua, 1905a: 2). Cuenca acaba a po unda uma Academia onde da ia lições. A in o mação suge e que Cuenca enha esidido em México. Também em 1905, El Co eo Español, egis ando a inaugu ação de um salão de espe áculos, des acou em p imei o luga , “el no able gui a is a Amalio Cuenca” (Po ua, 1905b: 2) e a mes ia com que execu ou á ias á eas andaluzas. Em Maio de 1906, o jo nal The Mexican He ald publicou a lis a de passagei os que pa iam umo à Espanha. "The Hambu g Ame ican s eamship ‘Fue s Bisma ck’ will sail om Ve ac uz, May 14 o San ande , Ha e, Do e and Hambu g wi h he ollowing passange s: Fo San ande - [...] Amalio Cuenca". (Fue s Bisma ck lis , 1906: 4). Como não são dadas in o mações mais especí icas, não a i mamos a a -se do gui a is a, mas dadas às ci cuns âncias conside amos p o á el que se enha a ado do seu e o no à Eu opa. Em Maio de 1909, na seção Spanish Ambe ol Reco ds, o Pe iódico anunciou a inalização de uma sé ie de g a ações de música lamenca. Ha iam g a ado a is as espanhóis que encon a am-se em No a Io que pa icipando com a Anna Held Company no musical “Miss Innocence”. En e a sé ie de ca o ze g a ações anunciadas es a am 4 solos de gui a a, mas sem menção di e a a quem os e ia g a ado. Con udo, como e emos nes a secção, o am g a ados po Amalio Cuenca, mencionado como um esplêndido gui a is a e com g ande epu ação em Eu opa e México. O Pe iódico e e e que as g a ações es a am incluídas no Fo m 1742, e que es e imp esso se ia publicado em pequena quan idade (EPM, 1909e: 7). Di e en emen e dos qua o solos, ês ios o am anunciados com menção ao gui a is a, e p o a elmen e pa icipou ambém das ou as g a ações can adas po Lola la Flamenca. (Ve subcapí ulo 4.1). In o mações mais p ecisas sob e as da as de ealização das g a ações solo o am ap esen adas po Spo swood: “Edison iles show each in he New Yo k s udio on Feb ua y 10 and 16, 1909. One o he musicians was possibly Amalio Cuenca, who subsequen ly eco ded ou lamenco gui a solos on Ma ch 3, 1909” (1996, p. 13). 102 Na página em linha Musik i eldb.de 67 es ão lis ados os 4 solos, e ap esen ados como g a ados po Amalio Cuenca em No a Io que, em 1910, e lançados ambém como Blue Amebe ol Reco ds:  Sola es-Ai es Flamencos: BA 22342, Ma ize: 4M-8010;  Po pou i de Tangos Flamencos: BA 22343, Ma ize: 4M-8011;  Guaji as Flamencas: BA 22344, Ma ize: 4M-8012;  G anadinas: BA 22345, Ma ize: 4M-8013. (Musik i eldb). Figu a 10. Amalio Cuenca (EPM, 1909e: 7) A iagem à Amé ica, em que g a ou pa a Edison, é no malmen e anunciada dando des aque a Lola la Flamenca. Com e ei o, Amalio Cuenca in eg a a o g upo do dança ino lamenco Faíco, que "e a el je e de la oupe española, una oupe en la que igu aban una bailao a despipo an e, Lola la Flamenca, y un ocado de gui a a ma a ilhoso, Amalio Cuenca" (Cadenas, 1909, p. 11). Em 1910, o jo nal ABC, de Mad id, comen ou a si uação e acei ação do gui a is a em Pa is, após ce ca de dois anos na cidade: “Amalio Cuenca, el gui a is a español cien eces aplaudido, p esen óse en Pa ís ímido y modes o, y desde el p ime momen o su éxi o ué indiscu ible” (Cadenas, 1910, p. 3). Elogiou o bom gos o na execução e e iciência na escolha do epe ó io, e obse ou mesmo que con as a a com ou os gui a is as conhecidos na Pa is de en ão. Segundo o pe iodis a, Amalio Cuenca e a bas an e equisi ado, an o nas noi es mais equin adas, como po discípulos de odos os luga es, incluindo a is as de Pa is. De ainda mais dis an e, Cadenas des aca uma aluna em especial: “Ana Held, la di e a yanqui, de paso 67 h p://musik i eldb.de/Label/Edi_B20.h ml 103 en Pa ís, le oyó, y e asó su iaje á Nue a Yo k sólo po ap ende á oca la gui a a” (Cadenas,1910, p. 4); Ana Held e a um elemen o da Companhia em que o g upo de Cuenca se ap esen ou em No a Io que. O p óp io Cuenca comen ou a espei o das suas expe iências nou os países: -!He es ado dos años en los Es ados Unidos y no he log ado ap ende una palab a de inglés! - dice - Me pasé seis meses en Be lin, y sólo sé dice : Ya! Aho a lle o dos años en Pa is y... Me ci! y Bon soi ! Pe o, en cambio, que me examinem de calonje... !Hablo caló como el gi ano más au én ico! (Cadenas,1910, p. 4) Cuenca gozou de bom econhecimen o como gui a is a du an e sua ida, e ambém cons a e mesmo ido g ande sucesso na di eção do es au an e lamenco La Fe ia, em Pa is, onde o ganiza a espe áculos, inse ido num dos cen os de La Belle Époque. O jo nal ABC publicou, em Junho de 1912, a sua inaugu ação, “di inamen e si uado en el co azón de Mon ma e [sob a di eção de] nues o amigo Amalio Cuenca” (Cadenas, 1912, p. 5). Em 1913, o mesmo ABC mencionou o es au an e La Fe ia, apa en emen e, com sucesso. "A las dos de la mad ugada pene amos en el es au an pa isiano llamado La Fe ia, del que es di ec o y p opie a io Amalio Cuenca [...] La concu encia oci e a, aplaude y se di ie e" (Cadenas, 1913, p. 7). Se pesquisa mos a é o im da década de 30, encon amos egis os mos ando Cuenca ainda a i o como gui a is a, mas nes e abalho es ingimos-nos ao pe íodo dos cilind os g a ados pa a Edison. A base de dados da Sy acuse Uni e si y disponibiliza um ichei o áudio ap esen ando-o como “G anadinas - ai es lamencos, 22345, Fo eign Blue Ambe ol eco d elease: Spanish se ies” (Sy acuse Uni e si y Lib a ies) 68 , g a ação oi lançada o iginalmen e como Ambe ol. A Ci y O London Phonog aph & G amophone Socie y dá igualmen e acesso na sua página em linha a dois egis os do gui a is a ealizados pa a Edison. Um deles um solo, ap esen ado como “Sola es-Ai es Flamencos, Edison BA 22342, Ma ize: 4M-8010” 68 Os egis os exis en es na página em linha musik i eldb.de ap esen am os seguin es í ulos e nume ação: G anadinas - Edison BA 22345, Ma ize: 4M-8013 / Sola es-Ai es Flamencos, Edison BA 22342, Ma ize: 4M-8010. 104 (CLPGS). No ou o egis o, Cuenca acompanha Lola La Flamenca em “Guaji as Españoles - Canzion andaluza. Sung by Lola La Flamenca. Edison 22339, o iginaly eleased in May 1909” (CLPGS). É ambém um in e essan e exemplo do S . Cuenca, pois o egis o de 4’12’’ ap esen a em uma pa e conside á el da sua du ação apenas a gui a a. Alguns sapa eados, e mesmo os echos com can o, são supo ados po uma boa pe o mance de Amalio Cuenca. Cuenca g a ou com Ramón Mon oya, pa a a Columbia (864,865 - San Sebas ian Fáb ica de Discos Columbia), a peça “Solea es a Dos Gui a as”, e a Biblio eca Digi al Hispánica disponibiliza o ichei o áudio, mas em elação à da a e e e apenas 1948, sem mais de alhes (Biblio eca Nacional de España). 5.3. Oc a iano Yáñez O mexicano Oc a iano Yañes (1865–1927?) nasceu em O izaba, no Es ado de Ve ac uz. Em 1892 o Daily Anglo-Ame ican a ou com des aque a pa icipação de Yáñez em uma g ande comemo ação, pelo casamen o de al as igu as da sociedade mexicana. Regis ou ainda que o gui a is a ambém abalha a com o Mise e e del T o ado de Ve di, g a ada pelo cubano Sebas ian Hidalgo como gui a a solo pa a Edison ce ca de 15 anos mais a de. "One o he g ea es ea s o he e ening was he gui a playing o S . Oc a iano Yañez and his b o he Raymundo” (Daily Anglo-Ame ican, 1892: 2). Em 1893, o semaná io Tea o Cómico egis ou a pa icipação de Yáñez em conce o, nas celeb ações de ani e sá io da Sociedad de Empleados de Fe oca iles. Também aí é a ado como igu a consag ada: “En la p ime a pa e del p og ama se dis inguió muchísimo el a amado gui a is a S . Oc a iano Yañez: una e dade a no abilidad” (Na a e e, 1893: 1). Nos úl imos anos do século XIX, Yáñez já iaja a como gui a is a. O La Voz de Mexico egis ou, em 1897, a chegada do "conocido P o esso de gui a a [...] después de p olongada ji a a ís ica á a és de a ias poblaciones de la República" (San os, 1897: 3). Em 1908, o diá io El Con empo aneo des acou um sun uoso banque e ei o em homenagem ao “no able gui a is a mexicano, D. Oc a iano Yañez [...] en el Ho el del P og eso” (El 105 Con empo aneo, 1908: 1), e en e es e ano e 1909, segundo Pa eyon, “El gui a is a Oc a iano Yáñez hace una exi osa gi a po el su de EU” (2007, p. 370). Yáñes usu uia g ande p es ígio como gui a is a no seu país, con udo, es e econhecimen o não esis iu ao empo, pois são poucas as e e ências ao músico pos e io es à sua mo e, pa a além de que Yáñes acabou po não se o na um músico de enome in e nacional. Randall Kohl es udou a his ó ia de Yáñez a qual publicou em li o 69 . Em en e is a, Kohl especulou sob e o im do gui a is a e a sua elação com o p esiden e Po i io Díaz, e ez no a que o p esiden e: “mandaba un en especial pa a ecoge al gui a is a y lle a lo a la Ciudad de México a concie os p i ados [...] no es el único bene iciado po el gobie no de Díaz y pos e io men e, en a as de jus i ica la Re olución, su as o desapa ece” (Sando al, 2010). As p imei as g a ações de Yáñez não apa ecem no Pe iódico en e os anúncios das p imei as g a ações mexicanas de Edison, como po ezes é di ulgado. Em Janei o de 1905, Edison começou a lis a g a ações da sua p odução no México: “These Reco ds we e made in Mexico Ci y unde he di ec ion o expe s sen om he Reco ding Depa men o he Na ional Phonog aph Co." (EPM, 1905a: 4). Após anuncia ou as g a ações em Ma ço (EPM, 1905c: 10), o Pe iódico ap esen a, em Junho de 1905, uma in o mação ele an e pa a a da ação des a ac i idade, ao ela a que as g a ações no México ha iam sido ei as an es do meio de 1904: "Lis ed below a e he emaining 160 o he 303 Mexican Reco ds, he mas e s o which we e made by ou expe s in Mexico mo e han a yea ago" (EPM, 1905 : 10). No amos assim que nos anúncios des a p imei a p odução no México, não há e e ências às g a ações solo de Yáñez no Pe iódico. Como solis a e em due os com mandolim, as suas g a ações o am anunciadas pelo Pe iódico en e 1907 e 1911. O seu p imei o solo g a ado pa a Edison não oi anunciado no Pe iódico, mas o seu ichei o áudio é disponibilizado pela UCSB, e na ap esen ação inicial podemos ou i : “Ani a, Mazu ca de Salon, solo de gui a a po el senho Oc a iano Yáñez, onog ama Edison” (UCSB). 69 Kohl, Randall (2011). Oc a iano Yán ez: an ología de a eglos y composiciones pa a gui a a. Xalapa, Ve ac uz: Ins i u o Ve ac uzano de la Cul u a. 112 7. Bibliog a ia Pe iódico: Edisson Phonog aph Mon hly Exac Rep oduc ion by Wendell Moo e. Rep in ed by Pennan Li ho, Inc. Louis ille, Ken ucky No a: ao longo do ex o as e e ências se ão dei as aos nºos mensais o iginalmen e publicados po Edison, e não a es a eedição de Wendell Moo e. O í ulo da Edison Phonog aph Mon hly se á ab e iado pa a EPM. Wendell Moo e. (1976, Janua y). The Edison Phonog aph Mon hly. Volume 1. 1903-1904, (1s ed., 1(1-12)). O ange: Na ional Phonog aph Company. New Yo k. (1903a, Ma ch). Edison Phonog aph Mon hly, 1(1). (1903b, Ap il). 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Edison Phonog aph Mon hly, 2(6) (1904i, Sep embe ). Edison Phonog aph Mon hly, 2(7) (1904j, Oc obe ). Edison Phonog aph Mon hly, 2(8) (1904k, No embe ). Edison Phonog aph Mon hly, 2(9) (1904l, Decembe ). Edison Phonog aph Mon hly, 2(10) (1905a, Janua y). Edison Phonog aph Mon hly, 2(11) (1905b, Feb ua y). Edison Phonog aph Mon hly, 2(12) Wendell Moo e. (1977, No embe ). The Edison Phonog aph Mon hly. Volume III. 1905- 1906, (1s ed., 3(1-12)). O ange: Na ional Phonog aph Company. O ange. (1905c, Ma ch). Edison Phonog aph Mon hly, 3(1) (1905d, Ap il). Edison Phonog aph Mon hly, 3(2) (1905e, May). Edison Phonog aph Mon hly, 3(3). (1905 , June). Edison Phonog aph Mon hly, 3(4) (1905g, July). Edison Phonog aph Mon hly, 3(5) (1905h, Augus ). Edison Phonog aph Mon hly, 3(6) (1905i, Sep embe ). Edison Phonog aph Mon hly, 3(7) (1905j, Oc obe ). Edison Phonog aph Mon hly, 3(8) (1905k, No embe ). Edison Phonog aph Mon hly, 3(9) (1905l, Decembe ). 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Vocal / solos com acompanhamen o de gui a a Ra ael He e a Robinson / ba í ono Gold Moulded 1905a, 2(11), 4 18515 He aclio Be nal - Co ido - Cancion Popula . 18521 El Ren oy - Danza 18528 Ma ia (Si algun se ) - Cancion Popula 18530 En Mi Soledad - Mazu ca - Cancian Popula 18531 Que Ha e Sin Ti - Danza - Cancion Popula 18532 Al T is e A ullo - Danza - Cancion Popula 18533 El Cieli o Lindo - Tango Tapa io - Cancion Popula 18534 An onia de Las Calabazas - Cancion Popula 18537 El Ma imonio - Scho isch - Cancion Popula 18539 O alia – Scho isch - Cancion Popula 1905c, 3(1), 10. 134 18536 Los Chamacos, Polka 1905 , 3(4), 11. 18506 A Ma ia la del Cielo, in ocación 18535 Los Amo es de un Cha o, danza apa ía 18526 Ca men Ca mela, danza 18713 Los Consejos de un Viejo, danza 18714 Danza del Pollo Inglés 18750 El Desp ecio, co ido de ie a calien e 18524 Las Ho as de Lu o, danza 18523 Ho as Neg as ó Penas del Alma, danza 18507 El Hué ano 18516 La Inundación de León, co ido 18517 Ma ía (oye la oz) 18529 Me Gus an us Ojos, danza 18538 Mo i Soñando, als 18525 El Paja illo, E an e, danza 18509 Suspi os de los Angeles 18520 Suspi os y Rosas, scho isch 18527 Un Recue do á mi Mad e Senho a Modes a Zamudio Edison Gold Moulded Reco d 135 1905c, 3(1), 10. 18641 El Palomo E an e, Cancion Tapa ia 1905 , 3(4), 11. 18718 La Ca cajada de Cupido Jose Ma ia Palma / ba í ono Gold Moulded Reco d 1905c, 3(1), 10. 18678 La Fa uca de Juan To es, Cancion Espanola 18679 Jo a Rabale a, Cancion Espanola 1905 , 3(4), 11. 18681 Guaji as Españolas 18679 Jo a Rabale a 18682 Tango Cadiz 18680 Tango de los Tien os 18683 Malagueña Felipe Lle a / ba í ono Gold Moulded Reco d 1905 , 3(4), 11. 18689 El Amigo 18686 Las Comad es 18684 Los Cuicos 136 18687 Las Hilachas 18685 Las Ilusiones 18688 Pachi a la del Puen e 18690 La Reja Teles o o del Campo / ba í ono Gold Moulded Reco ds 1907g, 5(5), 6. 18976 Jo a A agonesa 19018 Malagueña 19057 Pe ene a 18935 Se illana 18977 Tango de la Go a 19017 Tango de los Tien os Vocal / due os com acompanhamen o de gui a a Ab ego e Picazo 76 / eno e ba í ono Gold Moulded Reco ds 1905a, 2(11), 4-5 18593 Adios A Mi Amada - Cancion Popula 76 "Vocals by Jesús Ab ego and Leopoldo Picazo" (UCSB). No Pe iódico, em ou as g a ações, sem gui a a, um due o apa ece como “Jesús Ab ego and Leopoldo Picazo”, 137 18594 A Juani a - Cancion Popula 18595 Las T es Ca as - Cancion Popula 18596 Adios, Adios - Cancion Popula 18597 Mi Li a - Danza - Cancion Popula 18598 La Celosa Emba anda - Cancion Popula 18599 Las Somb as De La Noche - Cancion Popula 18600 Tus Ojos - Danza - Cancion Popula 1905c, 3(1), 10. 18673 La Ranche i a - Cancion Popula 1905 , 3(4), 11. 18728 Acué da e de Mí 18722 ¡Amigo, Amigo! 18675 El Bo achi o de Manzana es 18724 Consejos de una Vieja 18726 Coplas de Don Simón 18797 Plei o en un Fonóg a o, pieza imi a i a 18725 Posadas en una Casa de Vecindad, pieza imi a i a 18674 El Ranche o de Tajima oa 18727 La T igueñi a 18723 Un Paseo en San a Ani a, pieza imi a i a 18796 El Zenzon le 144 Ambe ol (4 Minu e) 6121 Me ci—Ga o a, C. Cu i 1911c, 9(3), 19. S anda d (TWO Minu e). 20367 Diabolo—Tus ep, G. Y. B ussel William Smi h and Wal e K. Kolomoku / hawaiian gui a due 1915j, 13(10), 10. Blue Ambe ol 2701 Aloha Oe Wal z Medley 84 Helen Louise e Palakiko Fe ei a (F ank Fe e a) / hawaiian gui a due 85 1916 , 14(6), 13. Blue Ambe ol Reco ds – Regula 2917 Medley o Hawaiian Ai s—No. 1, 1916g, 14(7), 14. Blue Ambe ol Reco ds – Regula 2927 Hilo Ma ch 1916h, 14(8), 12 84 “Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4011. / Edison Blue Ambe ol: 2701” (UCSB). 85 Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4599. Edison Blue Ambe ol: 2917. Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4602. Edison Blue Ambe ol: 2927 Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4601. Edison Blue Ambe ol: 2941. Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4600. Edison Blue Ambe ol: 2956. Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4965. Edison Blue Ambe ol: 3024. Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 4966. Edison Blue Ambe ol: 3045. (UCSB) 145 Blue Ambe ol - Regula 2941 Medley o Hawaiian Ai s—No. 2 2956 Hapa Haole Hula Gi l, Cunha, 1916k, 14(11), 14 Blue Ambe ol Reco ds – Regula 3024 My Swee Swee ing Wal z, Pe e s 1916l, 14(12), 14 Blue Ambe ol Reco ds – Regula 3045 Kamehameha Ma ch T ios T io (Ins umen al) A iaga / p imei o e segundo mandolins com acompanhamen o de gui a a 1905 , 3(4), 10. Gold Moulded 18770 Angélica, danza, (E. Asco e) 18772 Bole o de la za zuela "La Cua a Plana", (C. Cu i) 18771 Gue i a, als-jo a, (A. Co o) 18768 Hambu go, mazu ka, (G anado) 18769 Jo a de la ópe a "La Dolo es,,' (B e ón) 18749 La Linda Cubana, danzón, (A. Pe ez Ri as) 18746 Mo aima, cap icho español, (E. de los Mon e os) 146 1912a , 10(1), 19. Edison S anda d Reco ds 10544 La Paloma T io Ramos / laud, gui a a e bandu ia 1907g, 5(7), 5. Gold Moulded Reco ds 18937 La Bella Cubana, Danzón, R. Valenzuela. 19059 La Gi alda, Paso Doble, N. Jua anz. 19058 La Isabeli a, Vals, M. Pino. 18980 La Seño i a, Vals, Ta an ino. 18938 Las Golond inas, Ma cha. 18979 "Ma Belén," Danzón, R. Valenzuela. 19020 "Tu," Habane a, Sanchez Fuen es. The Obe amme gaue Zi he T io 1915j, 13(10),12. Blue Ambe ol - Regula 2679 Josephine Polka 86 . Koesseldo e Anexo A2 – A Gui a a Es á P esen e Mas Não Foi Anunciada. 86 “Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 3922 / Edison Blue Ambe ol: 2679” (UCSB). 147 Oc a iano Yáñez 1907l, 5(10), 11. Gold Moulded 20065 La Pe ju a, Danza, Le do de Tejada T io A iaga 1907l, 5(10), 11. Gold Moulded 20066 Pue o Real, Paso Doble, Jua anz - T io A iaga 1910a, 8(1), 7. Ambe ol Reco ds 6049 Espe anza, Angelica y So ia—Danzas, Asco e 6028 Jessey - Polka, Ca los Cu i 6027 P edilec a - Vals, Ca los Cu i 1910b, 8(2), 6. Ambe ol Reco ds 6057 Vi ginia Fab egas—Vals, E. Beauchamps 1910c, 8(3), 11. Ambe ol Reco ds 6062 Ensueño de Amo —Vals, R. G. Ramos 1910d, 8(4), 22. Ambe ol Reco ds 148 20335 Se ena a de Moskowski, M. Moskowski 1910e, 8(5), 26. Ambe ol Reco ds 6076 El No io de Tacha—Ga o a, C. Cu i 1910g, 8(7), 19. Ambe ol Reco ds 20345 La Paloma, R. I adie 1910h, 8(8), 21. Ambe ol Reco ds 20349 Danzas a la Poma , J. Ca mona 1910i, 8(9), 20. Ambe ol Reco ds 6102 Bole o, C. Cu i 1910j, 8(10), 19. Ambe ol Reco ds 6109 Rosalba—Mazu ka, E. Na a o 1911b, 9(2), 19. S anda d (Two Minu e) 20364 Geo ge e -Tus ep, R. J. Al a ez 1911 , 9(6), 18. S anda d (Two Minu e) 149 20373 Mi Espe anza - Polca, O. Yanez Too s Paka's Hawaiians 87 1909l, 7(12), 28 / 1911g, 9(7), 10) Ambe ol 11500 Ninipo (Kaleikoa) 11501 Koleo (King Kalakana) 11502 Moani Ke Ala (P ince Leleiohoku) 11503 One, Two, Th ee, Fou (W. E. Reynolds) 11504 Akahi Hoi (King Kalakana) S anda d 20712 Maul Gi l (S. Kalama) 20713 Honolulu Tom Boy (S. Cunha) 20716 Kamawae (Kapualu) 1913 , 11(6), 15. Blue Ambe ol Regula 87 Na página em linha da UCSB es ão disponibilizados mais egis os do g upo, p o a elmen e anunciados apenas nos suplemen os: Ninipo - Reissue o Edison 4-minu e Ambe ol 11500. / Edison Blue Ambe ol: 22535. Koleo - Reissue o Edison 4-minu e Ambe ol 11501. / Edison Blue Ambe ol: 22536. Moani ke ala - Reissue o Edison 4-minu e Ambe ol 11502. / Edison Blue Ambe ol: 22537. One, wo, h ee, ou - Dubbed om Edison Ambe ol cylinde : 11503. / Edison Blue Ambe ol: 22538. Akahi hoi - Reissue o Edison 4-minu e Ambe ol 11504. / Edison Blue Ambe ol: 22539. Wailana wal z - Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 7135. / Edison Blue Ambe ol: 4121. Kaiwi wal z - Dubbed om Edison Diamond Disc ma ix 7134. / Edison Blue Ambe ol: 4031. (UCSB) 150 1812 Aloha Oe (Fa ewell o Thee) (H. M. Queen Liliuokalani) - 1913g, 11(7), Julho 88 , 15 Blue Ambe ol Regula 1915 Waialae (Wal z Song) (Majo Kealakae) 1916 Pulupe (Wal z Song) (P ince Leleiohoku) 1917 Tomi! Tomi!—Hawaiian Hula (Solomon Hailama) 1918 Lalani Hula's Hawaii - Too s Paka's Hawaiians 1915g, 13(7), 10 Disc 50175 Moani Ke Ala, P ince Leleiohoku Waialae (Wal z Song), Kealakae 1915i, 13(9), 14 Disc 50210 Akahi Hoi, King Kalakaua - Too s Paka's Hawaiians Ninipo, Kaleikoa - Too s Paka's Hawaiians Anexo A3 - 19 Spanish (Flamenca) Selec ions. São lis ados como: Edison, 1910, New Yo k (musik i eldb). BA 22332, Tango de los luna es. Lola la Flamenco. 4M-8000 BA 22333, Los An icua ios-Tangos lamencos. Lola la Flamenco. 4M-8001 88 Pa ece ha e uma alha na imp essão, e o mês apa ece como "June", mas pela sequência das páginas no Pe iódico, de e se o mês de "July". 151 BA 22334, Se illanas-Canción andaluza. Lola la Flamenco. 4M-8002 BA 22335, La Gi anilla. Flamenco. 4M-8003. (comp) Joaquin Val e de, Baile Flamenco BA 22336, La G an Vía. Flamenco. 4M-8004, (comp) Fede ico Chueca, Joaquín Val e de BA 22337, La Fe uca-Baile Flamenco. Flamenco, 4M-8005 BA 22338, Tonadas de Re e e-Can o lamenco. Lola la Flamenco. 4M-8006 BA 22339 89 , Guaji as Españolas-Canción andaluza. Lola la Flamenco. 4M-8007 BA 22340, Tien os Flamencos-Canción andaluza. Lola la Flamenco. 4M-8008 BA 22341, Fandanguillos de T iana-Canción andaluza, Lola la Flamenco. 4M-8009. 89 Fichei o áudio disponí el na página em linha da The Ci y O London Phonog aph & G amophone Socie y (CLPGS). 152 Anexo B – 182 g a ações com gui a a 90 En e o o al de 182 g a ações, des acamos alguns núme os: 142 ibe o-ame icanas, sendo 118 mexicanas 12 solos; 30 due os com mandolim; 23 den o da música ha aiana. Vocais, 120. - Solos: Mexico, 44 / Cuba, 6 / Espanha, 1 - Due os: México, 43 - Qua e os e g upos (Too s Paka's Hawaiians): Es ados Unidos, 26 (17 das quais, música ha aiana) Ensembles, 62. - Solos: México, 5 / Cuba, 2 / Po ugal, 1 / Espanha, 4 - Due os: Mexico, 4 / Es ados Unidos,13 (7 das quais, música ha aiana) - T ios: México, 22 / Cuba, 7 / Ba ie a, 1 / Espanha, 3 90 Há ainda 5 g a ações de Too s Paka's Hawaiians, anunciadas pelo Pe iódico como incluídas no Fo m 1755, mas não nomeadas. (Ve secção 4.2). Não as incluímos no Anexo B. Há ambém 7 g a ações de Lola la Flamenca, anunciadas como incluídas no Fo m 1742 ( e Capí ulo 4) das quais incluímos em nossa con abilização apenas uma, em que conseguimos con i ma a pa icipação da gui a a (CLPGS). 153 Anexo C. Dez suges ões de Edison como inalidades pa a o Fonóg a o. “His o y o he Cylinde Phonog aph” (Lib a y o Cong ess(b)). E e p ac ical and isiona y, Edison o e ed he ollowing possible u u e uses o hephonog aph in No h Ame ican Re iew in June 1878: 1 - Le e w i ing and all kinds o dic a ion wi hou he aid o a s enog aphe . 2 - Phonog aphic books, which will speak o blind people wi hou e o on hei pa . 3 - The eaching o elocu ion. 4 - Rep oduc ion o music. 5 - The "Family Reco d"--a egis y o sayings, eminiscences, e c., by membe s o a amily in hei own oices, and o he las wo ds o dying pe sons. 6 - Music-boxes and oys. 7 - Clocks ha should announce in a icula e speech he ime o going home, going o meals, e c. 8 - The p ese a ion o languages by exac ep oduc ion o he manne o p onouncing. 9 - Educa ional pu poses; such as p ese ing he explanan ions made by a eache , so ha he pupil can e e o hem a any momen , and spelling o o he lessons placed upon he phonog aph o con enience in commi ing o memo y. 10 - Connec ion wi h he elephone, so as o make ha ins umen an auxilia y in he ansmission o pe manen and in aluable eco ds, ins ead o being he ecipien o momen a y and lee ing communica ion.