scieee Open visual document viewer

Comunicação estratégica de ciência: análise de benchmarking de instituições científicas nacionais e internacionais e proposta de plano de comunicação para o MARE - Centro de Ciência do Mar e do Ambiente

Sequeira, Vera Lia de Oliveira

Abstract

A comunicação de ciência registou um enorme crescimento, em Portugal, nos últimos 20 anos, tendo-se multiplicado as iniciativas e atividades dirigidas às mais variadas audiências. A abertura do diálogo entre os cientistas e instituições científicas e a sociedade, assim como o reconhecimento da sua importância, conduziu à institucionalização da comunicação de ciência e ao aparecimento dos primeiros gabinetes de comunicação em unidades de investigação e desenvolvimento portuguesas. Por outro lado, são já vários os mecanismos de financiamento e instituições financiadoras que solicitam planos ou tarefas de comunicação no âmbito das suas candidaturas dirigindo mesmo financiamento específico para projetos nesta área. Apesar deste franco crescimento, a atividade é ainda pontual em muitas unidades científicas nacionais e noutras faltará uma maior profissionalização com o envolvimento de maior número de recursos humanos e financeiros. A existência de uma comunicação estratégica e a definição de planos de comunicação, sejam eles institucionais, programáticos ou de projeto, torna-se absolutamente fundamental no âmbito das instituições que desenvolvem e promovem ciência, permitindo assegurar a partilha de informação de forma sistemática, uma comunicação bidirecional, o foco da mensagem para atingir as audiências selecionadas de forma eficaz cumprindo os objetivos estabelecidos. No presente trabalho de projeto propõe-se um plano de comunicação para uma instituição de investigação científica nacional, o MARE - Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, tendo em conta uma prévia análise da concorrência, efetuada através de um estudo de benchmarking realizado aos websites e presença nas redes sociais de um conjunto de instituições científicas/entretenimento, nacionais e internacionais. Adicionalmente, efetuaram-se entrevistas dirigidas a representantes dos gabinetes de comunicação de quatro instituições científicas/entretenimento nacionais com o objetivo de recolher informação adicional sobre o funcionamento dos seus gabinetes. A proposta apresentada teve, ainda, em conta, uma análise de diagnóstico à comunicação de ciência que tem sido desenvolvida pelo MARE.

Full text

Comunicação es a égica de ciência: análise de benchma king de ins i uições cien í icas nacionais e in e nacionais e p opos a de plano de comunicação pa a o MARE – Cen o de Ciências do Ma e do Ambien e ( e são co igida e melho ada após de esa pública) Ve a Lia de Oli ei a Sequei a Junho de 2017 T abalho de P oje o Mes ado em Comunicação de Ciência T abalho de P oje o ap esen ado pa a cump imen o dos equisi os necessá ios à ob enção do g au de Mes e em Comunicação de Ciência, ealizado sob a o ien ação cien í ica da Dou o a Ana Sanchez e o ien ação ex e na do P o esso Dou o Hen ique Cab al. À minha mãe, uma o ça da Na u eza. AGRADECIMENTOS O abalho de p oje o aqui ap esen ado oi possí el g aças à disponibilidade e apoio de um conjun o de pessoas às quais mani es o o meu p o undo ag adecimen o, nomeadamen e: - Aos meus o ien ado es, Dou o a Ana Sanchez e P o esso Dou o Hen ique Cab al pela disponibilidade, o ien ação, incen i o, suges ões e comen á ios, que pe mi i am conduzi a bom po o es e abalho e ac escen a -lhe alo ; - Aos esponsá eis e colabo ado es dos gabine es de comunicação das ins i uições en e is adas, Dou o as Ana Mena (IGC), Ca a ina Ramos (FC Resea ch), Pa ícia Filipe e Filipa Coelho (Oceaná io de Lisboa), Joana Saio e e Dou o José Teixei a (CIIMAR), pela disponibilidade e in e esse mani es o em colabo a nes e abalho de p oje o; - Aos colabo ado es do gabine e de comunicação do MARE, Ma alda Masca enhas, Filipa Lace da, Rica do Nabais e B uno Pin o, igualmen e pela disponibilidade o al, in e esse, colabo ação e po odas as suges ões e p opos as ap esen adas que en iquece am es e p oje o; - Aos meus colegas e amigos, em pa icula Susana F ança, Sand a Fe ei a, Ana Ne es, Ana Ri a Viei a, Ca a ina Vend ell e Leonel Se ano Go do, pelo apoio incondicional e po me ou i em em con e sas in indá eis sob e comunicação de ciência, semp e com a mesma paciência e dando-me a o ça e a co agem necessá ias pa a con inua ; - Aos meus colegas e p o esso es de mes ado que pa ilha am comigo es e ano e meio de in ensas expe iências e descobe as e com quem i e opo unidade de c esce e ap ende ; - À minha amília, em pa icula à minha mãe e i mãs po , mais uma ez, emba ca em comigo nes e sonho e a en u a, e po es a em semp e lá e me da em con iança e apoio em odos os momen os; - Às minhas ilhas, pela aleg ia e amo incondicionais, po me ajuda em semp e a ela i iza as coisas da ida e a sabe a ibui o alo às que são ealmen e impo an es; - E po im ao meu ma ido, Miguel, pela ajuda undamen al e e isão das pa es mais écnicas na á ea da comunicação e ma ke ing, mas ambém pela comp eensão, pelo empo que e e que se pa ilhado en e a nossa ida e udo o es o, pelo apoio incondicional, pela amizade, pelo Amo . COMUNICAÇÃO ESTRATÉGICA DE CIÊNCIA: ANÁLISE DE BENCHMARKING DE INSTITUIÇÕES CIENTÍFICAS NACIONAIS E INTERNACIONAIS E PROPOSTA DE PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA O MARE – CENTRO DE CIÊNCIAS DO MAR E DO AMBIENTE Ve a Lia de Oli ei a Sequei a Resumo PALAVRAS-CHAVE: comunicação de ciência, MARE, plano de comunicação, benchma king, gabine es de comunicação de ciência, websi es, edes sociais. A comunicação de ciência egis ou um eno me c escimen o, em Po ugal, nos úl imos 20 anos, endo-se mul iplicado as inicia i as e a i idades di igidas às mais a iadas audiências. A abe u a do diálogo en e os cien is as e ins i uições cien í icas e a sociedade, assim como o econhecimen o da sua impo ância, conduziu à ins i ucionalização da comunicação de ciência e ao apa ecimen o dos p imei os gabine es de comunicação em unidades de in es igação e desen ol imen o po uguesas. Po ou o lado, são já á ios os mecanismos de inanciamen o e ins i uições inanciado as que solici am planos ou a e as de comunicação no âmbi o das suas candida u as di igindo mesmo inanciamen o especí ico pa a p oje os nes a á ea. Apesa des e anco c escimen o, a a i idade é ainda pon ual em mui as unidades cien í icas nacionais e nou as al a á uma maio p o issionalização com o en ol imen o de maio núme o de ecu sos humanos e inancei os. A exis ência de uma comunicação es a égica e a de inição de planos de comunicação, sejam eles ins i ucionais, p og amá icos ou de p oje o, o na-se absolu amen e undamen al no âmbi o das ins i uições que desen ol em e p omo em ciência, pe mi indo assegu a a pa ilha de in o mação de o ma sis emá ica, uma comunicação bidi ecional, o oco da mensagem pa a a ingi as audiências selecionadas de o ma e icaz cump indo os obje i os es abelecidos. No p esen e abalho de p oje o p opõe-se um plano de comunicação pa a uma ins i uição de in es igação cien í ica nacional, o MARE - Cen o de Ciências do Ma e do Ambien e, endo em con a uma p é ia análise da conco ência, e e uada a a és de um es udo de benchma king ealizado aos websi es e p esença nas edes sociais de um conjun o de ins i uições cien í icas/en e enimen o, nacionais e in e nacionais. Adicionalmen e, e e ua am-se en e is as di igidas a ep esen an es dos gabine es de comunicação de qua o ins i uições cien í icas/en e enimen o nacionais com o obje i o de ecolhe in o mação adicional sob e o uncionamen o dos seus gabine es. A p opos a ap esen ada e e, ainda, em con a, uma análise de diagnós ico à comunicação de ciência que em sido desen ol ida pelo MARE. 1 INTRODUÇÃO O p esen e abalho de p oje o isa p opo um plano de comunicação es a égica pa a uma unidade de in es igação e de desen ol imen o po uguesa, o MARE – Cen o de Ciências do Ma e do Ambien e. A p opos a ap esen ada e e em con a a in o mação ecolhida a a és de uma análise de benchma king endo po base os websi es e a p esença nas edes sociais de um conjun o de ins i uições cien í icas/en e enimen o, nacionais e in e nacionais, bem como de um conjun o de en e is as di igidas a ep esen an es dos gabine es de comunicação de qua o ins i uições cien í icas/en e enimen o nacionais. Foi, ainda, ealizada uma análise de diagnós ico sob e a comunicação de ciência que em sido desen ol ida pelo MARE e que e e po base documen os ins i ucionais e en e is as di igidas aos colabo ado es do gabine e de comunicação e ao di e o da ins i uição. Assim, no capí ulo I, “Comunicação de ciência”, p e ende-se o nece uma b e e con ex ualização his ó ica sob e a emá ica a ní el mundial e nacional e escla ece sob e a p oximidade e elação que a comunicação de ciência possui com o ma ke ing e como es e disponibiliza os p incípios e e amen as essenciais ao desen ol imen o de comunicação de ciência de o ma es a égica. No capí ulo II, “O MARE”, é disponibilizado um b e e esumo sob e o MARE enquan o unidade de in es igação e de desen ol imen o nacional sob a qual incide a p opos a de plano de comunicação es a égica ap esen ada. O capí ulo III, “Me odologia”, desc e e os mé odos u ilizados pa a ecolha da in o mação aqui a ada, nomeadamen e no que diz espei o à análise de benchma king, às en e is as p esenciais e e uadas aos ep esen an es dos gabine es de comunicação de qua o ins i uições nacionais de in es igação/en e enimen o e à análise de diagnós ico ealizada à comunicação de ciência que em sido ealizada no MARE. No capí ulo IV, “Resul ados e discussão”, são ap esen ados e discu idos os esul ados ob idos no capí ulo an e io . Salien a-se a impo ância que a comunicação de ciência assume pa a a g ande maio ia das ins i uições analisadas e como a u ilização das edes sociais se em 2 des acando como e amen a u ilizada nes e âmbi o. Em pa icula , das qua o ins i uições nacionais en e is adas é no ó io o g au de p o issionalização e o ganização dos seus gabine es disponibilizando um conjun o ala gado e di e si icado de a i idades e inicia i as di igidas a di e en es audiências, mui o embo a haja uma disc epância signi ica i a no que ecu sos inancei os e ou os diz espei o. Des e capí ulo cons a, ainda, um le an amen o de alhado da comunicação de ciência que em sido ealizada no MARE e que se e de enquad amen o ao plano de comunicação es a égica que se p opõe no capí ulo V. O capí ulo V ap esen a um b e e esumo da ins i uição MARE, seguindo-se a delineação dos seus p opósi os de comunicação, a de inição das audiências, do plano es a égico de comunicação e po im ap esen a-se a p opos a pa a o plano de comunicação po audiência em que se es abelecem os obje i os, as mensagens cha e, os canais e inicia i as a u iliza e a a aliação a implemen a e indicado es a medi pa a cada público-al o. Es e abalho e mina com uma sín ese conclusi a em que se e e enciam as p incipais conclusões ex aídas des e p oje o. 3 CAPÍTULO I – COMUNICAÇÃO DE CIÊNCIA 1.1. A comunicação de ciência A comunicação de ciência é de inida como o uso ap op iado de compe ências, meios de comunicação social, a i idades e diálogo pa a p oduzi uma ou mais espos as pessoais ela i amen e à ciência (Bu ns e al, 2003). Es a é, al ez, a de inição mais consensual de comunicação de ciência, mas a discussão con inua em abe o e as múl iplas ace as que lhe são a ibuídas não pe mi em unanimidade na de inição, que a ia en e países e a é en e ins i uições no mesmo país (Bul i ude, 2011). A comunicação de ciência su ge equen emen e associada a odas as a i idades que isam a ansmissão de conhecimen o cien í ico, independen emen e dos públicos, das á eas ou e amen as en ol idas no p ocesso (G anado e Malhei os, 2015). Engloba a comunicação cien í ica, ou seja, aquela que deco e en e cien is as, e pode designa -se como comunicação pública de ciência quando emas cien í icos são al o de comunicação po pa e de públicos cien í icos a não cien í icos. A comunicação de ciência em-se o nado p io i á ia em mui as ins i uições de in es igação e uma p eocupação de an as ou as, p i adas e públicas. Cons i ui-se como ema de o mação e educação, e expandiu-se signi ica i amen e em e mos de p á ica p o issional e ambém de pesquisa e e lexão (Bucchi e T ench, 2008). A comunicação de ciência assume-se, hoje em dia, como uma ciência p óp ia que inclui in es igação, jo nalismo, polí icas, p odução mediá ica, ocupando o seu p óp io espaço. A sua his ó ia é ão an iga como a da ciência e e á dado os p imei os passos na G écia an iga, onde nascem os udimen os da ciência e onde a ansmissão de conhecimen o 4 cien í ico acon ecia em deba es públicos, mas es a democ a ização do conhecimen o não oi um caminho linea , mas an es o uoso à luz da his ó ia da humanidade. Inicialmen e a ciência es a ia apenas acessí el a um núcleo es i o de e udi os. A in enção da imp ensa no século XV oi decisi a na disseminação do conhecimen o cien í ico a a és da publicação de li os. Já o comp omisso ins i ucional do en ol imen o do público com a ciência emon a á pelo menos a 1799, da a de undação da Royal Ins i u ion no Reino Unido (Science o All Expe G oup, 2010) A II Gue a Mundial ma ca um pe íodo impo an e no que ao desen ol imen o da ciência e ecnologia diz espei o, mas é no pe íodo pós-gue a que a li e a u a cien í ica chega a um público mais as o já que a sociedade se ia mais li e ada e uma ação impo an e possui ia uma educação supe io , o que ajudou à popula ização da ciência na al u a (Tu ney, 2008). O pe íodo de gue a ica ma cado pelo su gimen o de mui as ino ações cien í icas, como a bomba a ómica ou o compu ado , enquan o o pós-gue a ouxe consigo mani es ações e mo imen os públicos con a a p óp ia ciência e ecnologia, como campanhas con a a p odução de ene gia nuclea e as expe iências médicas conduzidas em humanos. Es es p o es os acabam po p omo e na sociedade uma cono ação nega i a com a ciência acabando po ep imi os cien is as que se echam no seu cí culo e comp ome endo o diálogo com o público leigo (Cos a e al., 2002). Em sequência des a al a de con iança na ciência, as ins i uições cien í icas ame icanas nos anos 1950 êem como essencial a melho ia da comp eensão social da ciência e é du an e a década de 1960 que o concei o de li e acia cien í ica se consolida na opinião pública endo po base inqué i os de la ga escala des inados a a e i o en endimen o da ciência pelos cidadãos (Ramos, 2013). É em meados dos anos 1980 que a Royal Socie y o London publica um documen o, conhecido como Rela ó io Bodme , que i ia a ma ca o início do mo imen o de p omoção da cul u a cien í ica designado po “comp eensão pública da ciência” (Public Unde s anding o Science, PUS), e que apela a a uma maio ap oximação en e a comunidade cien í ica e a sociedade nas suas di e sas e en es (Royal Socie y, 1985) econhecendo a exis ência de uma co elação posi i a en e o ní el de conhecimen os e a a i ude, mais ou menos posi i a, do público ela i amen e à ciência e ecnologia (Oli ei a e Ca alho, 2015). 5 Des e ela ó io cons a um as o leque de ecomendações di igidas a á ios in e locu o es, incluindo a p óp ia Royal Socie y, a comunidade cien í ica, o sis ema de ensino, os media, a indús ia, os deciso es polí icos, os museus, p omo endo a ideia de que uma melho comp eensão pública da ciência é um elemen o undamen al no desen ol imen o da p ospe idade nacional, na melho ia da qualidade das decisões públicas e p i adas e no en iquecimen o da ida dos indi íduos (Royal Socie y, 2015). O ela ó io e mina com uma mensagem u gen e e di igida aos cien is as: “Lea n o communica e wi h he public, be willing o do so and conside i you du y o do”. O de e do cien is a é cla amen e ala gado. 1.2. Os modelos e mo i ações em comunicação de ciência Na Eu opa, a comunicação de ciência e á passado po ês pe íodos de desen ol imen o que são en endidos, hoje em dia, como ês modelos de comunicação pública de ciência; são eles os modelos de dé ice cogni i o, diálogo e pa icipação (Oli ei a e Ca alho, 2015). Es es modelos su gem associados a pe íodos his ó icos conc e os em que assumi am maio p edominância: - O modelo de dé ice cogni i o su ge associado ao pa adigma de “al abe ização cien í ica” e idenciado en e os anos 60 e meados dos anos 80. P e endia p eenche a igno ância cien í ica do público leigo p opondo p ocessos de comunicação unidi ecionais de disseminação de in o mação en e os cien is as e a sociedade; a comunicação cen a-se no con eúdo; - O modelo de diálogo su ge no âmbi o do pa adigma sen ido en e 1985 e meados dos anos 90 de “comp eensão pública da ciência”; é p omo ida uma comunicação bidi ecional que con empla diálogo, consul a e negociação en e a comunidade cien í ica e a sociedade; a comunicação cen a-se no con ex o e o obje i o é o en ol imen o da sociedade nas p á icas e polí icas in o madas em ciência; - O modelo de pa icipação su ge no âmbi o do pa adigma sen ido a pa i dos meados dos anos 90 ela i o ao papel da “ciência na sociedade”; p opõe uma abo dagem de coen ol imen o de públicos, ações, sen idos; a sociedade assume um papel ainda mais 6 p eponde an e que no modelo an e io p opondo que seja es a a de ini o conhecimen o que que e se in es igado e comunicado; a ên ase es á, não só no con eúdo, mas ambém no con ex o, e a sociedade az pa e do p ocesso c í ico e e lexi o de de inição da agenda cien í ica endo em con a aquilo que en ende se as p eocupações e p io idades sociais. Embo a es es modelos se man enham a uais e a sua u ilização dependa dos con ex os sociocul u ais, económicos e polí icos de cada sociedade podendo su gi , ou não, associados, a e dade é que os modelos in e a i os e de comunicação bidi ecional (os dois úl imos) se ap esen am como es a égias mais e icazes de cons ução e in e io ização de conhecimen o po pa e dos cidadãos. Em odo o caso, pa a que a comunicação de ciência seja possí el, os cien is as assumem-se como in e locu o es necessá ios. Mas his o icamen e a ciência pe enceu a cí culos echados de p o issionais in elec uais com pouca on ade em cons ui pon es com a sociedade, o que mui as ezes eduziu a democ a ização da ciência. A complexidade dos emas, a di iculdade em simpli icá-los, o eceio de que a simpli icação excessi a conduza à de u pação de esul ados a as ou, mui as ezes, os cien is as da exposição pública. Po ou o lado, na sociedade exis em ambém a o es cul u ais que êm a as ado a ciência da sociedade: a pe da de econhecimen o e au o idade po pa e dos cien is as, a al e ação da na u eza da p odução de conhecimen o, a melho ia das comunicações, a p oli e ação das on es de in o mação e o dé ice democ á ico (Bul i ude, 2011). Há, po an o, a necessidade de enco aja a comunicação de ciência, que po pa e das ins i uições que ao ní el indi idual. En e as mo i ações que mo e ão as ins i uições a comunica ciência Bul i ude (2011), ci ando, e e e como p incipais os a gumen os u ili á ios (as pessoas en ol idas adqui em compe ências écnicas e conhecimen o que se á ú il no seu dia a dia), os económicos (as sociedades a ançadas necessi am de uma o ça de abalho com compe ências ecnológicas capazes de des aca um país ou egião), os cul u ais (a ciência ep esen a um pa imónio pa ilhado e de e á se econhecido como pa e da cul u a) e os democ á icos (a ciência in luencia a maio ia das decisões em sociedade pelo que é impo an e que o público seja capaz de in e p e a in o mação cien í ica básica). En e as mo i ações indi iduais que mo e ão os cien is as e in es igado es nes a a e a, a mesma au o a, e e indo o abalho desen ol ido pelo Resea ch Councils UK, de 2010, des aca o desen ol imen o de compe ências, o c escimen o na ca ei a, o 7 melho amen o da in es igação indi idual e do seu impac o, a c iação de no as pe spe i as de in es igação, a melho ia do pe il pessoal e ins i ucional, a c iação de opo unidades de in luência e abalho em equipa, a c iação de no as colabo ações e pa ce ias, a g a i icação e conc e ização pessoal, a ob enção de inanciamen o adicional, o aumen o da consciência pública do alo da in es igação na sociedade, a melho ia no ec u amen o de es udan es pa a a sua á ea de in es igação, a inspi ação de no as ge ações de in es igado es, como os a o es p incipais. Apesa das apa en es mo i ações pa a comunica ciência que ao ní el ins i ucional, que ao ní el indi idual, as e idências mos am que a comunicação pública de ciência é uma a i idade mino i á ia en e os cien is as e as p óp ias ins i uições deba em-se pa a que a comunicação pública su ja econhecida como pa e da a i idade de in es igação (En adas e Baue , 2016). Mas, como Gil (1998) in Gonçal es (2004) e e e “não há ciência sem cul u a e sem comunicação”, pelo que se á undamen al in es i na p omoção e en aizamen o das p á icas de comunicação de ciência, que ao ní el das ins i uições, que ao ní el dos cien is as pa a possibili a o ala gamen o da ciência à sociedade. 1.3. O con ex o po uguês A di ulgação e comunicação de ciência é an o mais gene alizada, ica e a i a quan o mais sólido e dinâmico o o p ocesso de p odução de ciência e ecnologia (Ramos, 2013). Tendo em con a a p óp ia his ó ia do país, nomeadamen e o pe íodo ala gado de di adu a em que me gulhou, o desen ol imen o da di ulgação e comunicação de ciência oco e mais a de que nos es an es países da Eu opa. Con udo, a publicação dos li os “Da Re olução dos O bes Celes es”, de Nicolau Copé nico e a “Fáb ica do Co po Humano”, de And eas Vesalius em 1543 ma ca, segundo Fiolhais e Ma ins (2010), o início da ciência mode na em Po ugal. Mais a de, em 1772, é ins i ucionalizado o ensino expe imen al das ciências po Ma quês de Pombal aquando da 8 e o ma da Uni e sidade de Coimb a, o que é ido como mais um dos momen os ma can es no desen ol imen o da ciência no nosso país. No século XVIII, su gem academias cien í icas e sociedades económicas cujos obje i os p io i á ios se p endiam com a di ulgação e aplicação de no os conhecimen os cien í icos e écnicas e a gene alização da ins ução à população (Ma os, 2000). Es as academias e sociedades o am esponsá eis pela publicação de pe iódicos di ulgado es de ciência que en a am ul apassa a di iculdade da gene alização da lei u a de ob as de ca á e écnico mui o de ido às ele adas axas de anal abe ismo egis adas em Po ugal (Ma os, 2000). A é meados do século XIX, a ciência e a ida como uma a i idade apenas ao alcance da al a sociedade (Ramos, 2013) Ao longo do século XIX ins i ucionaliza am-se os cu sos públicos e as con e ências cien í icas e pedagógicas. Nes e úl imo caso, as o ganizadas pelas academias cien í icas inham como al o um público mais especializado, enquan o as o ganizadas pelas sociedades cul u ais e ec ea i as des ina am-se a um público mais ala gado deco endo em espaços ligados à cul u a e laze , como os ea os (Ma os, 2000). Em 1911, a c iação das Uni e sidades do Po o e Lisboa, pa a além da já exis en e em Coimb a, e a c iação das Faculdades de Ciências nas ês uni e sidades ie am impulsiona o desen ol imen o da in es igação cien í ica no país. O p imei o passo polí ico de ins i ucionalização da ciência emon a á a 1929 aquando da c iação da Jun a de Educação Nacional, em plena Di adu a Mili a , enca egue de implemen a um plano que ia da ciência à cul u a. Em 1936, passa a designa -se Jun a Nacional de Educação, con endo uma seção enca egue da cul u a e da ciência, designando-se Ins i u o pa a a Al a Cul u a (IAC), endo um papel impo an e no en io de bolsei os pa a o es angei o e na c iação de cen os de in es igação. Em Po ugal, o pós II Gue a Mundial é ma cado pelo início da discussão do es ado da in es igação cien í ica nacional p opondo-se, à al u a, a ans o mação do IAC numa Fundação Nacional de Ciência, mui o embo a al não enha passado de uma simples ees u u ação passando o IAC a denomina -se po Jun a Nacional de Educação, icando no amen e em suspenso a c iação de uma es u u a de maio en e gadu a adminis a i a na á ea da ciência. Só na década de 1960, e com base nas di e i as da O ganização pa a a Coope ação e Desen ol imen o Económico (OCDE), se iniciou o p ocesso de ins au ação de uma e dadei a 9 polí ica de ciência nacional, que coincidiu com a c iação da Jun a Nacional de In es igação Cien í ica e Tecnológica (JNICT) que eio e oluciona o papel da ciência em Po ugal e as polí icas cien í icas nacionais (Gonçal es, 1996). C iada em 11 de julho de 1967, a JNICT inha como unções planea , coo dena e omen a a in es igação cien í ica e ecnológica no e i ó io nacional (Rollo e al., 2012); eio co esponde à cons a ação da necessidade de coo denação dos ecu sos nacionais, desde a economia à educação. Pa a além da adminis ação das bolsas do Comi é Cien í ico da O ganização do T a ado do A lân ico No e (OTAN), a JNICT coo dena a a pa icipação em euniões in e nacionais endo sido ambém c iadas á ias comissões pe manen es. Em 1972, assume a unção de gabine e se o ial de planeamen o pa a a á ea ho izon al da ciência e ecnologia, que su ge pela p imei a ez au oma izada (websi e da FCT). O 25 de ab il de 1974 az a ins au ação do ensino supe io público a quase odas as capi ais de dis i o, com a c iação de Uni e sidades Públicas e Ins i u os poli écnicos que ie am es imula a p oli e ação do ensino cien í ico (Saio e, 2013). A Cons i uição da República do no o egime democ á ico passa a inclui en e as incumbências do Es ado a de ga an i uma polí ica de ciência e ecnologia a o á el ao desen ol imen o do país (Gonçal es, 1996). No en an o, e apesa das boas in enções cons i ucionais, o pe íodo en e 1974 e 1986 é ma cado pela implemen ação de á ias inicia i as, mas mui as ezes de sen ido opos o, como esul ado da al a de inanciamen o e esis ências sec o iais (Rollo e al., 2012). No início dos anos de 1980, é in oduzido pela JNICT o p imei o Plano In eg ado de Desen ol imen o Cien í ico e Tecnológico nacional, o que cons i uiu o p incipal ins umen o de polí ica cien í ica nacional (websi e da FCT). Foi só após a en ada de Po ugal da União Eu opeia que a polí ica cien í ica nacional se e o çou endo em con a as opo unidades de inanciamen o e as opo unidades que ad ie am do abalho em ede com pa cei os ex e nos. Em 1987, é lançado pela JNICT o P og ama Mobilizado de Ciência e Tecnologia com o objec i o de implemen a a ní el nacional um conjun o de p oje os de ciência e ecnologia (websi e da FCT). Em 1988, a impo ância da cul u a cien í ica e ecnológica passa a se inalmen e econhecida na legislação Po uguesa a a és da Lei sob e a In es igação Cien i ica e o Desen ol imen o Tecnológico (Lei nº91/88, de 13 de agos o) que passa a de ini que o espí i o de in es igação, ino ação e c ia i idade de e se a o ecido con ibuindo pa a a di usão da cul u a cien í ica e 16 A u ilização das e amen as de ma ke ing gene alizou-se e a sua u ilização no âmbi o da comunicação de ciência az odo o sen ido. O papel da comunicação de ma ke ing é p oduzi uma mensagem ap op iada a um ou a á ios dos g upos que compõem o meio onde uma o ganização se inse e, e a mensagem, o meio u ilizado e os obje os da comunicação a iam em medida da audiência com que se p e ende in e agi (Valença, 2015). Tendo em con a a di e sidade de écnicas e meios comunicacionais ao dispo é essencial a exis ência de uma es a égia de comunicação o ganizacional que pe mi a a de inição de obje i os conc e os, a iden i icação dos al os e das a iá eis de comunicação, da de inição da es a égia c ia i a e de media, da elabo ação do o çamen o e do calendá io (B ochand e al., 1999), sob pena de se inco e em incoe ência e comp ome e os obje i os comunicacionais da o ganização. 1.6. Plano de comunicação Planea é uma o ma de o ganiza as ações que ajuda ão a a ingi um obje i o. Um plano de comunicação de ine a abo dagem que de e se u ilizada pa a comunica com os públicos. Ajuda a assegu a a pa ilha de in o mação sis emá ica e uma comunicação nos dois sen idos, a oca a mensagem e a ingi as audiências. Um plano de comunicação ambém in luencia a e icácia e simplicidade dos mé odos de comunicação emp egues. São á ias as azões que jus i icam a impo ância da de inição de um plano de comunicação po pa e das o ganizações pe mi indo:  Cla i ica as me as e obje i os e as elações en e as audiências, mensagens, canais, a i idades e ma e iais;  Iden i ica e implemen a as a i idades comunicacionais de inidas;  Escla ece os memb os do s a , os s akeholde s e ou os sob e o seu papel nos p ocessos;  Ajuda os memb os do s a e os s akeholde s a es a em in o mados e a ualizados sob e odo o p ocesso; 17  Desen ol e a c ia i idade e cama adagem en e os elemen os da equipa;  Assegu a que se a ingem os s akeholde s de o ma e e i a;  Pe mi i que oda a equipa pa ilhe do sucesso;  A alia o sucesso do plano e iden i ica as á eas que p ecisam de se o alecidas (Ne wo k o Good, 2009). O plano pe mi e di eciona a comunicação de aco do com as audiências de inindo uma es u u a que de e mina quem que emos alcança , como e quando. Pa a além disso ajuda a melho a a e iciência dos es o ços de comunicação, o nando-a mais e e i a e du adou a. Um plano acili a a o ganização das a e as sal agua dando empo e dinhei o. A longo p azo ajuda a de ini e melho a a imagem da o ganização na sociedade. De e se de inido assim que as o ganizações planeiam os seus obje i os e a i idades, pe spe i ando as o mas de os (as) comunica . Mas é ú il seja qual o a ase em que se encon a uma o ganização ou quaisque que sejam os obje i os ( o ná-la conhecida, eno a o in e esse, a ai inanciamen o, a ai no os públicos, di ulga um p og ama ou a i idade especí ica (Communi y Tool Box). Qualque plano de comunicação de e e em con a algumas ques ões base: po que é que que emos comunica ?, pa a quem o que emos aze ?, o que é que que emos comunica ?, como que emos comunica ?, quando o de emos aze ?. Segundo a sigla PACK, num plano de comunicação podem de ini -se á ios passos: a de inição do p opósi o da comunicação (Pu pose), iden i icação da (s) audiência(s) (Audience), seleção dos canais a u iliza (Channels) e de inição das mensagens cha e a ansmi i a cada audiência (Key messages). Pa a além disso, de e de ini -se um plano de a aliação das es a égias que se p e endem implemen a , iden i icando indicado es cha e de desempenho (Key Pe o mance Indica o s). Em pa icula , as mensagens cha e a de ini de em pe spe i a , semp e que possí el, obje i os SMART: especí icos (Speci ic), mensu á eis (Measu able), alcançá eis (Achie able), ele an es (Rele an ) e limi ados no empo (Time-bound) (Godinho, 2017). Nas ins i uições de I&D o p opósi o da comunicação p ende-se ge almen e com a p omoção da cul u a cien í ica, com o es abelecimen o de epu ação e p omoção da cul u a o ganizacional. Na cons ução da iden idade da ins i uição, a de inição do que es a é, dos alo es que possui, dos p incípios que ep esen a, do seu obje i o nuclea e do que signi ica pe ence a essa ins i uição é undamen al, pois é com base nela que se cons ói a iden idade 18 ins i ucional equen emen e ep esen ada a a és da de inição da isão, missão e na a i a ins i ucional publicamen e pa ilhadas. Tendo em con a o c escimen o da comunicação de ciência a que se em assis ido nos úl imos 20 anos, as mo i ações das ins i uições e dos indi íduos en ol idos, a di e sidade e quan idade de a i idades e inicia i as que êm sido dinamizadas e as audiências a que se êm di igido, as exigências que públicas e polí icas à sua implemen ação, como as necessidades impos as pelos mecanismos de inanciamen o que as êm mo ido, a exis ência de uma comunicação es a égica e da de inição de planos de comunicação, sejam eles ins i ucionais, p og amá icos ou po p oje o, o na-se absolu amen e undamen al no âmbi o das ins i uições que desen ol em e p omo em ciência. É nes e âmbi o que o p esen e abalho de p oje o se inse e cons i uindo-se como um exe cício académico na á ea da comunicação es a égica de ciência numa ins i uição cien í ica po uguesa. 19 CAPÍTULO II – O MARE O MARE - Cen o de Ciências do Ma e do Ambien e, é uma unidade de in es igação e desen ol imen o in eg ada no sis ema cien í ico nacional, desde janei o 2015, que a ua na á ea das ciências do ma . Resul ou da junção inicial de qua o unidades de in es igação, o Cen o de Oceanog a ia (CO, Uni e sidade de Lisboa e Uni e sidade de É o a), o Ins i u o do Ma , Cen o do Ma e Ambien e (IMAR-CMA, Uni e sidade de Coimb a), o Cen o do IMAR da Uni e sidade dos Aço es (IMAR) e a Unidade de In es igação em Eco-E o ogia (UIEE-ISPA, Ins i u o Uni e si á io de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida). Em 2015, jun a am-se ao MARE o G upo de In es igação em Recu sos Ma inhos do Ins i u o Poli écnico de Lei ia e um g upo de in es igado es do Cen o do IMAR da Uni e sidade dos Aço es que se sediou na Madei a. Es e cen o de in es igação cien í ica, desen ol imen o ecnológico e ino ação ado a uma abo dagem in eg ado a e holís ica, concen ando g ande di e sidade de alências, capacidades e meios, desen ol endo as suas a i idades de in es igação o ien adas pa a os p oblemas e desa ios da sociedade, em es ei a pa ce ia com cen os de in es igação nacionais e in e nacionais. Com 516 in es igado es dos quais me ade com dou o amen o, o MARE combina compe ências de in es igação cien í ica e desen ol imen o ecnológico aplicadas a odos os sis emas aquá icos, desde as bacias hid og á icas, es uá ios e zonas cos ei as, a é ao oceano abe o e ma p o undo, num con ex o a ual de al e ações egionais e globais e de impac os an opogénicos cumula i os. Possui uma implan ação e i o ial de âmbi o nacional com polos em Coimb a, Lei ia, Lisboa, É o a, Aço es e Madei a, en ol endo seis uni e sidades nacionais (Uni e sidade de Coimb a, Uni e sidade de Lisboa, Uni e sidade No a de Lisboa, ISPA – Ins i u o Uni e si á io, Uni e sidade de É o a, Uni e sidade dos Aço es) e um Ins i u o Poli écnico (IPL). Tem como missão desen ol e in es igação cien í ica, p omo e educação, ans e i conhecimen o e ecnologia pa a o se o p odu i o e di ulga ciência à sociedade a a és de 20 edes de colabo ação egionais, nacionais e in e nacionais. P e ende se uma ins i uição líde no domínio cien í ico e ino ação ao se iço do desen ol imen o económico e social, ocando- se na implemen ação de polí icas públicas e di e i as eu opeias e nos desa ios das sociedades a uais. Os seus p incipais obje i os são: 1. P omo e o conhecimen o do uncionamen o dos ecossis emas ma inhos, e dos sis emas de água doce e es ua inos que com eles se in e elacionam; 2. Desen ol e e amen as pa a o uso sus en á el dos ecossis emas de água doce, es ua inos e ma inhos, no âmbi o de p io idades egionais, nacionais e in e nacionais; 3. Desen ol e conhecimen o cien í ico e ecnológico pa a p o idencia alimen o e ou os ecu sos i os e não i os  sociedade; 4. P omo e o bom es ado ecológico dos oceanos e ma es, dos es uá ios e das bacias hid og á icas; 5. Desen ol e ações de p o eção da biodi e sidade e de conse ação dos ecossis emas aquá icos; 6. Desen ol e coope ação ao ní el in e nacional pa a a o mação a ançada, con ibuindo pa a uma no a ge ação de cien is as e p o issionais p epa ados pa a a Economia Azul; 7. P omo e a li e acia do Oceano, con ibuindo pa a uma “Sociedade Azul” pa icipa i a. Es a unidade in eg a ês g upos de in es igação que possuem uma o ien ação ecossis émica po o ma a esponde às necessidades e desa ios socie ais pa a a p óxima década: - Bacias hid og á icas; - Es uá ios e Zonas cos ei as; - Oceano abe o e Ma p o undo. O MARE iden i icou ainda qua o domínios de ação e 11 linhas emá icas de in es igação que e le em os ópicos mais ele an es in eg ados nesses domínios: A. Vida: comp eende os pad ões e os p ocessos que in luenciam a dis ibuição, uncionamen o e e olução da di e sidade biológica do plane a: 1) Biogeog a ia, biodi e sidade e e olução; 2) Ecologia, compo amen o e conse ação. 21 B. Ambien e e Recu sos: comp eende os p ocessos ambien ais que in luenciam a o ma como as p essões e impac os an opogénicos e os ciclos na u ais in e a uam, e comp eende as consequências da o ma como o Homem explo a, ge e e modela os ecu sos na u ais, os ecossis emas e o ambien e: 3) Hid áulica, ecu sos híd icos e ambien e; 4) Dinâmica dos oceanos e p ocessos biológicos; 5) Recu sos i os e não i os; 6) A aliação ambien al e isco ecológico; 7) Al e ações ambien ais globais; 8) P ocessos ecológicos. C. Tecnologia e Ino ação: di eciona a in es igação in e disciplina po o ma a encon a abo dagens ecnológicas e ino ado as que pe mi am comp eende melho a Te a e os seus p ocessos e p omo endo ans e ência de ecnologia pa a a indús ia e sociedade: 9) Bio ecnologia ma inha; 10) Fe amen as ecnológicas pa a explo ação e moni o ização. D. In o mação e Sociedade: ligando a ciência a a és de inicia i as de di ulgação, p omo endo a li e acia cien í ica e sensibilizando sob e os emas quen es e impac ando pa a o desen ol imen o de sociedades sus en á eis. 11) Polí ica e go e nança. A unidade es á o emen e comp ome ida na implemen ação das polí icas e di e i as eu opeias como a Di e i a-Quad o Es a égia Ma inha, a Di e i a-Quad o Água, a Polí ica Comum de Pescas, a Na u a 2000, a es a égia A lân ica e os desa ios cien í icos e socie ais do p og ama de P og ama Ho izon e 2020. O o çamen o anual médio da ins i uição onda os 15 milhões de eu os que se epa em en e o inanciamen o es a égico p o enien e da Fundação pa a Ciência e Tecnologia, p oje os nacionais e in e nacionais (ce ca de 100 em a i idade po ano) e con a os com au a quias e emp esas pa a p es ação de se iços. Anualmen e, em média, dou o am-se no MARE 36 no os in es igado es e são publicados ce ca de 350 a igos em e is as do Science Ci a ion Index. A comunicação dos esul ados cien í icos p oduzidos é um obje i o es a égico do MARE que econhece es a a i idade como ine en e ao abalho desen ol ido pelo cen o. 22 23 CAPÍTULO III – METODOLOGIA 3.1. Análise de benchma king 3.1.1. Seleção e ca a e ização da amos a No sen ido de comp eende melho a comunicação de ciência ealizada po ins i uições de in es igação cien í ica, p ocedeu-se a um es udo de benchma king que e e como al o a in o mação disponibilizada nos meios digi ais (websi es e edes sociais) po um conjun o de ins i uições, nacionais e es angei as, ligadas à in es igação, educação e sensibilização ambien al, no ge al, e à ma inha, em pa icula , incluindo algumas com expe iência econhecida em comunicação de ciência. Es a é uma in o mação de ácil acesso e li emen e disponí el que pe mi e de o ma imedia a ecolhe um conjun o de dados ca ac e izado es da a i idade de comunicação de ciência desen ol ida po es as ins i uições. Es á, no en an o, dependen e da impo ância que cada ins i uição dá à comunicação de ciência e à exp essão que lhe a ibui nos meios de comunicação digi al, podendo não e le i de o ma comple a a es a égia de comunicação de cada ins i uição. Especi icamen e p e endeu-se: - Iden i ica , a pa i da análise dos websi es e das edes sociais, se as ins i uições selecionadas p omo em comunicação de ciência de o ma es a égica e, em caso a i ma i o, com que p opósi o, pa a que públicos, a a és de que canais e quais as es a égias u ilizadas; - Analisa a p esença das ins i uições selecionadas nas edes sociais (em pa icula , Facebook, Twi e , Ins ag am e YouTube), o impac o conseguido, o en ol imen o exigido e os con eúdos p omo idos, iden i icando o papel que es as e ão enquan o e amen as p omo o as de comunicação de ciência. 24 Assim, o am selecionadas 23 ins i uições, 11 nacionais (incluindo o MARE) e 12 es angei as, endo em con a a sua ele ância nas suas á eas de a uação e a sua expe iência em comunicação de ciência (Anexo A; Figu a 1): Nacionais:  CIIMAR - Cen o In e disciplina de In es igação Ma inha e Ambien al (1)  I3S - Ins i u o de In es igação e Ino ação em Saúde da Uni e sidade do Po o (2)  CESAM - Cen o de Es udos do Ambien e e do Ma (3)  MARE – Cen o de Ciências do Ma e do Ambien e (4)  FC Resea ch- Fundação Champalimaud Resea ch (5)  ITQB No a - Ins i u o de Tecnologia Química e Biológica An ónio Xa ie (6)  IGC - Ins i u o Gulbenkian de Ciência (7)  MARETEC - Ma ine, En i onmen and Technology Cen e (8)  Oceaná io de Lisboa (9)  CCMAR - Cen o de Ciências do Ma (10)  CIMA UAlg - Cen o de In es igação Ma inha e Ambien al da Uni e sidade do Alga e (11) In e nacionais  ICM Di ulga - Ins i u o de Ciencias del Ma (12)  NOCS - Na ional Oceanog aphy Cen e Sou hamp on (13)  SOS - School o Ocean Sciences (14)  Wageningen Ma ine Resea ch (15)  GEOMAR - Helmhol z Cen e o Ocean Resea ch Kiel (16)  DTU AQUA - Na ional Ins i u e o Aqua ic Resou ces o he Technical Uni e si y o Denma k (17)  WHOI - Woods Hole Oceanog aphic Ins i u ion (18)  VIMS - Vi ginia Ins i u e o Ma ine Science (19)  Delawa e Sea G an College P og am (20)  Ocean Fi s Ins i u e (21)  Sc ipps - Ins i u ion o Oceanog aphy UC San Diego (22)  MSI - Ma ine Science Ins i u e o he Uni e si y o Cali o nia, San a Ba ba a 25 Fig. 1. – Mapa da dis ibuição geog á ica das ins i uições analisadas no es udo de benchma king (iden i icação indicada an e io men e). 3.1.2. Análise dos websi es Rela i amen e à análise dos websi es, op ou-se pela u ilização do mé odo de análise de con eúdo que p essupõe um p ocesso de ca ego ização e codi icação. Segundo es e mé odo os dados b u os e i ados da análise do websi e são ans o mados e ag upados em unidades ou ca ego ias, as quais pe mi em uma desc ição exa a e sis emá ica das ca ac e ís icas pe inen es do con eúdo (Hols i, 1969). Assim, endo po base uma análise de alhada dos websi es das ins i uições selecionadas e que cob iu odas as páginas, sepa ado es e subsepa ado es de cada um, oi inicialmen e p eenchida uma icha esumo desc i i a de cada websi e (Anexo B) onde se colocou a in o mação ele an e endo em con a os obje i os do es udo. Pa alelamen e oi elabo ada uma ma iz (Anexo C) cons i uída po 18 a iá eis: 1) Iden i icação da ins i uição; 2) Mo ada do websi e; 3) Da a da análise; 4) O igem (Nacional | Es angei a); 5) Negócio p incipal (In es igação | educação | ou each ou combinações das ês); 32 complemen ada com a disponibilizada na página de Facebook do MARE en e e e ei o de 2016 (nomeação do gabine e de comunicação do MARE) e ma ço de 2017. O websi e e as edes sociais (Facebook e YouTube) do MARE o am, ambém, incluídas na análise de benchma king desc i a em 2.1. Adicionalmen e, oi ecolhida in o mação po meno izada acedendo às es a ís icas da página de Facebook e websi e a pa i das con as de adminis ado de ambos os canais digi ais. Es a in o mação oi al o de uma análise es a ís ica desc i i a e os esul ados u ilizados como indicado es na a aliação de diagnós ico à comunicação do MARE. 33 CAPÍTULO IV – RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1. Resul ados da análise de benchma king 4.1.1 Websi es Na análise de benchma king ealizada, 52% das ins i uições es udadas e am es angei as, e 48% das ins i uições nacionais. 90% das ins i uições analisadas e e em a sua missão no websi e, embo a apenas 30% mencione uma isão; 91% ap esen a o que podemos chama de uma na a i a ins i ucional, apesa de mui as ezes es a se um esumo his ó ico ou uma desc ição da ins i uição em si sem ap esen a um discu so apela i o e com base em s o y elling, como se pede. A análise dos websi es oi complemen ada, quando possí el, pela análise dos ela ó ios anuais de a i idades po o ma a p ocede a uma análise mais po meno izada da comunicação de ciência p omo ida pelas ins i uições. Tal e i icou-se em 44% (N = 10) dos casos sendo que des es apenas seis ap esen a am desc ição das a i idades de ou each; os es an es ela ó ios cen a am-se nas a i idades de in es igação e educação ou cons i uíam-se, apenas, como ela ó ios inancei os. Da análise de con eúdo e e uada às isões, missões, na a i as ins i ucionais e obje i os, e i ica-se uma g ande di e sidade no que diz espei o ao negócio p incipal das ins i uições analisadas: um e ço (N=7) dedica-se simul aneamen e à in es igação, à educação e à comunicação de ciência, cinco dedicam-se à in es igação e à educação supe io e ou as cinco à in es igação e à comunicação de ciência, qua o dedicam-se exclusi amen e à in es igação, uma dedica-se apenas ao ensino supe io e uma em in e esses de comunicação e come ciais. Rela i amen e à exis ência de um gabine e de comunicação ou ou each, 70% das ins i uições analisadas (64% nacionais) azem, de alguma o ma, e e ência à sua exis ência, 34 sendo cons i uídos po mais do que cinco elemen os em 39% dos casos, e po menos do que cinco em 26% das ins i uições (35% não ap esen a in o mação sob e o núme o de colabo ado es alocados às unções de comunicação), e ce ca de 44% especi ica mesmo obje i os de comunicação nos seus websi es. No que aos públicos-al o diz espei o, oi possí el iden i ica 13 di e en es que podem se ag upados em seis g andes g upos: escolas (incluindo p o esso es, alunos de ja dim de in ância, ensino básico e ensino secundá io), alunos do ensino supe io (incluindo licencia u a, mes ado, dou o amen o e pós dou o amen o), in es igado es (in e nos e ex e nos às ins i uições), emp esas, deciso es polí icos e público em ge al. Apenas duas ins i uições azem e e ência aos deciso es polí icos como audiência, mui o embo a não enham sido especi icadas es a égias pa a os a ingi . Pa a além des es, ambém as c ianças de ja dim de in ância (26%) e os alunos de pós dou o amen o (44%) são as audiências menos p i ilegiadas em e mos de comunicação, sendo que no úl imo caso 60% das ins i uições limi a-se a disponibiliza in o mação sob e o e as de abalho. As audiências p i ilegiadas pelas ins i uições mos a am se o público em ge al (96%) e os in es igado es ex e nos (83%) e in e nos (78%) (Figu a 2). Salien a-se o ele ado núme o de ins i uições (ce ca de 70%) que comunica com os alunos dos ensinos básico e secundá io. No o al, 74% das ins i uições comunica pa a mais do que cinco públicos dis in os. Fig. 2 – Pe cen agem de ins i uições que comunica pa a os públicos-al o iden i icados na análise de benchma king. S, Sim; N, Não; S/I, Sem in o mação; C ianças JI, c ianças de ja dim de in ância; Pós PhD, in es igado es de pós dou o amen o; Alunos LIc, alunos de licencia u a; Alunos MsC, alunos de 0% 20% 40% 60% 80% 100% Deciso es polí icos C ianças JI Pós PhD Alunos Lic Alunos MsC Emp esas P o esso es Alunos E. Básico Alunos E. Sec. Alunos PhD I. in e nos I. ex e nos G ande público S/I N S 35 mes ado; Alunos E, Básico, alunos do ensino básico; Alunos E. Sec, alunos do ensino secundá io; Alunos PhD, alunos de dou o amen o; I. in e nos, in es igado es in e nos; I ex e nos, in es igado es ex e nos (con inuação legenda Fig. 2). Quan o aos canais u ilizados, o am ambém iden i icados á ios: os meios digi ais (incluindo edes sociais e blogs), newsle e , meios p esenciais ( isi as, ei as/exposições, deba es/pales as/seminá ios, wo kshops), u ilização de gale ias de o os e ídeo. As edes sociais mos a am se os canais de comunicação p i ilegiados com 96% das ins i uições a azê- lo, seguido da u ilização de gale ias de o og a ia e ídeo (83%), e as pales as/deba es/seminá ios e as isi as com 74% das ins i uições a u iliza cada um des es meios pa a comunica com os seus públicos. Os blogs mos a am se o canal menos u ilizado (35%) (Figu a 3). Fig. 3 – Pe cen agem de ins i uições que u ilizam os canais de comunicação iden i icados na análise de benchma king. N, Não; S, Sim. Da icha desc i i a c iada pa a cada websi e e da análise dos ela ó ios anuais, quando disponibilizados, oi possí el sis ema iza as p incipais es a égias de comunicação u ilizadas pelas ins i uições endo em con a cada público-al o (Tabela II): 0% 20% 40% 60% 80% 100% Blogs Newsle e Fei as/Exposições Wo kshops Visi as Pales as/Deba es/ Seminá ios Vídeos/Fo os Redes sociais N S 36 Tabela II: Resumo das es a égias de comunicação u ilizadas pelas ins i uições analisadas consoan e os di e en es públicos-al o iden i icados. PÚBLICO-ALVO ESTRATÉGIAS P o esso es - Fo mação (wo kshops); - Recu sos e ma e iais online. Escolas - P og amas educa i os especí icos com a i idades adap adas emá ica e cu icula men e e que ge almen e incluem isi as às escolas e isi as das escolas às ins i uições; - A i idades “mãos na massa”; - Recu sos e ma e iais online; - P oje os i ine an es [e.g. Champimó el (Fundação Champalimaud), Vai ém Oceaná io (Oceaná io de Lisboa), REEF Aqua ium (MSI), Subma ino e Sea dance (ICM)]. Alunos ensino secundá io: - Semanas de es ágio; - Escolas de e ão; - P oje os especí icos com in es igado es; - Dias abe os. Sociedade - E en os públicos: dias abe os, exposições, ei as e es i ais de ciência, mesas edondas/pales as/deba es com cien is as, e en os em pa ce ia [e.g. Noi e Eu opeia dos In es igado es, Ciência Vi a no e ão e Semana da Ciência e Tecnologia (Ciência Vi a), e en os A , A in a ba , Semana do Cé eb o (FC Resea ch)]; - Con eúdos online c iados e/ou adap ados a públicos leigos [e.g. Sea alks e 15 sec o science (Delawa e); gale ias de imagem e ídeo]; - A i idades com in e esse come cial [e.g. isi as à ins i uição, saídas de campo, es as de ani e sá io). 37 Tabela II: Resumo das es a égias de comunicação u ilizadas pelas ins i uições analisadas consoan e os di e en es públicos-al o iden i icados (con inuação). PÚBLICO-ALVO ESTRATÉGIAS Pa es - Di ulgação de in o mação sob e os emas, obje i os, es a égias, p oje os, esul ados da in es igação desen ol ida; - E en os cien í icos: seminá ios, pales as, deba es, wo kshops, cu sos, cong essos, encon os; - Di ulgação de opo unidades de abalho. Alunos ensino supe io - Di ulgação de in o mação especí ica sob e a o e a disponí el pa a alunos de licencia u a, mes ado e dou o amen o. Algumas ins i uições ap esen am gabine es de apoio especí icos. Emp esas - Di ulgação do que em sido ei o (p oje os e pa ce ias); - Disponibilização de apoio e aconselhamen o; - P esença em ei as de ciência e ecnologia. Analisou-se, ambém, a exis ência de sepa ado es ou subsepa ado es sob os emas Ou each/Sociedade, No ícias e E en os, como indicado es do ní el de p io idade e impo ância dada à comunicação (Figu a 4). Fig. 4 – Pe cen agem de ins i uições com sepa ado Ou each/Sociedade, No ícias e E en os nos seus websi es. N, Não; S, Sim. 0% 20% 40% 60% 80% 100% Ou each/ Sociedade No ícias E en os N S 38 O sepa ado /subsepa ado especí ico pa a Ou each/Sociedade apenas cons ou de 35% dos websi es analisados, sendo que o de “No ícias” e de “E en os” cons ou, espe i amen e, de 78% e 96% das ins i uições es udadas. As ”No ícias” e os “E en os” su gem equen emen e com des aques de p imei a página possuindo pa alelamen e sepa ado es/subsepa ado especí icos. O sepa ado “No ícias” unciona pa a a maio ia das ins i uições como um a qui o, an o de no ícias sob e a ins i uição publicadas nos media, como de con eúdos no iciosos p oduzidos pelas p óp ias ins i uições e que são ambém u ilizados pa a publicação na home page do websi e e ap o ei ados pa a pa ilha nas edes sociais. Sob es e sepa ado su gem, ambém, em mui os dos websi es analisados o a qui o dos comunicados de imp ensa p oduzidos. Pode, ambém, su gi o con ac o di e o den o na ins i uição do esponsá el pela elação com os media. Cu iosamen e, e apesa des a p eocupação com a comunicação a pa i de con eúdos no iciosos, apenas dois dos websi es analisados disponibiliza am um media ki . No sepa ado “E en os” su gem as a i idades agendadas pelas ins i uições, na g ande maio ia dos casos di igidas aos pa es, nomeadamen e deba es, pales as, seminá ios, wo kshops e con e ências. 4.1.2. Redes sociais No que à análise das edes sociais diz espei o, e i icou-se que odas as ins i uições selecionadas ma cam p esença em pelo menos uma das edes es udadas, sendo que o Facebook é a mais u ilizada (96%;apenas uma ins i uição não a u iliza) e o Ins ag am a menos (48%) (Figu a 5). Apenas 39% (N = 9) das ins i uições ma ca p esença simul ânea nas qua o edes sociais analisadas e uma (SCRIPPS) u iliza no o al oi o edes sociais. A ede social com maio média de seguido es en e as ins i uições analisadas é o Twi e (25 540,27) e a meno o YouTube (2 421,06), mas o núme o de in e ações conseguidas é em média mui o supe io no YouTube (14 294,00) quando compa ado com as ou as edes, nomeadamen e com o Twi e que em a meno média egis ada (9,80) (Figu a 6). 39 Fig. 5 – Pe cen agem de ins i uições que u ilizam cada uma das edes sociais analisadas. N, Não; S, Sim. Fig. 6 – Média de seguido es/subsc i o es (a) e de in e ações (b) nas qua o edes sociais endo em con a as ins i uições al o do es udo. Compa ando as ins i uições den o de cada ede social, e i ica-se que algumas unidades po uguesas se des acam: o Oceaná io de Lisboa, que se encon a en e as cinco ins i uições analisadas com maio núme o de seguido es nas ês edes sociais em que es á p esen e (Facebook, Ins ag am e YouTube), o IGC que ambém se des aca no Facebook, Twi e e YouTube e a FC Resea ch que se des aca no Facebook. Apenas cinco das ins i uições nacionais analisadas ma cam p esença no Twi e e duas no Ins ag am (Figu a 7). 0% 20% 40% 60% 80% 100% Ins ag am Twi e You ube Facebook N S (a) (b) 40 Fig. 7 – Núme o médio seguido es/subsc i o es das ins i uições analisadas, po ede social es udada. Sé ie azul escu o, alo es no eixo p imá io dos y; sé ie azul cla o, alo es no eixo secundá io dos y. Quan o à média do núme o de in e ações nas úl imos dez publicações, po ins i uição e ede social, no amen e su gem des acadas algumas ins i uições nacionais, nomeadamen e o Oceaná io de Lisboa, o IGC, a FC Resea ch e o ITQB em ês das edes analisadas, sendo que no Twi e o núme o médio de in e ações nas publicações nacionais é mais eduzido (Figu a 8). Quan o à equência das publicações nas edes sociais, no Facebook 87% das ins i uições analisadas publica en e uma a á ias ezes po dia, no Twi e es a equência diminui pa a 69% das ins i uições, no Ins ag am pa a 60% e po im o YouTube cuja equência de publicação é bas an e a iá el podendo se semanal a é anual com pe íodos mais ou menos p olongados em que não oco em publicações, não se deno ando uma es a égia conc e a de a ualização de con eúdos, ao con á io do que se deduz da análise das es an es edes sociais. Quan o ao ipo de publicações colocadas, no Facebook as ins i uições analisadas publicam p e e encialmen e sob e os e en os que o ganizam (seminá ios, deba es, con e ências, wo kshops), no ícias que elabo am ou ap o ei am pa a pa ilha no ícias de ou os ó gãos de comunicação em que enham saído, publicações cien í icas da ins i uição, opo unidades de emp ego/bolsas. Algumas ins i uições que desen ol em a i idades de 41 ou each di igidas a públicos não cien í icos ambém u ilizam o Facebook pa a di ulga con eúdos nesse âmbi o (e.g. ídeos cu os sob e in o mação cien í ica e/ou biológica, p esença em escolas, ídeos dos seus in es igado es a ala sob e o seu abalho de in es igação). Em algumas ins i uições deno a-se um aumen o da u ilização de con eúdos ídeo em de imen o de con eúdos mais es á icos ob endo maio núme o de in e ações nessas publicações. Ou as p i ilegiam a pa ilha de con eúdos de e cei os, embo a no con ex o do abalho da sua ins i uição. Pa a mui as das ins i uições que es ão ambém p esen es no Twi e , há um ap o ei amen o dos con eúdos, nomeadamen e cien í icos (e en os, publicações) p omo idos no Facebook, embo a a linguagem seja mais eleg á ica e cien í ica. O e wee de publicações de ou os é mui o comum (algumas ins i uições baseiam a sua es a égia de a ualização unicamen e no e wee ). Fig. 8 – Núme o médio de in e ações nas úl imas dez publicações analisadas, po ins i uição al o e ede social analisada. Sé ie azul escu o, alo es no eixo p imá io dos y; sé ie azul cla o, alo es no eixo secundá io dos y. No Ins ag am, o núme o de con eúdos pa ilhados a pa i dos websi es, Facebook e Twi e é meno , a é po que nes a ede se pa ilham essencialmen e o og a ias e ídeos cu os (3 a 60 segundos). As ins i uições que já p omo em nos seus websi es a o og a ia do dia, da semana ou do mês, pa ilham o con eúdo no Ins ag am. Os emas cen am-se na 48 e a de ídeos ainda mais. Tal não es a á apenas dependen e dos algo i mos in e nos u ilizados po cada ede pa a con abilização das isualizações, mas ambém do empo de a enção dos u ilizado es [que se si ua á nos oi o segundos (Mic oso Canada, 2015)] e a capacidade de cap a in e esse que os con eúdos de imagem p omo em. Não se á en ão po acaso que os ídeos con inuem a se o con eúdo mais pa ilhado nas edes sociais (Sanchez e al., 2014) o que jus i ica á o alcance do YouTube. Aliás, em Po ugal 43% dos u ilizado es de edes sociais êm pe il nes a ede (Ma k es , 2016). No en an o, a p odução de ídeos de qualidade e os meios écnicos e inancei os que al p odução exige, pode á a as a as ins i uições modes as de p omo e canais de YouTube obus os, embo a da análise e e uada se cons a e que mui as ins i uições p omo em, ainda assim, ídeos de di ulgação cien í ica sem eco e a meios mui o so is icados. No Twi e , os con eúdos ap esen am uma linguagem mais cien í ica e eleg á ica suge indo a u ilização po pa e de uma audiência mais a en a a es es emas, em pa icula os p óp ios in es igado es. Quan o ao Ins ag am, es a é das edes analisadas a que su giu mais ecen emen e [em 2010, e sus Facebook em 2004, YouTube em 2005, Twi e em 2006] o que pode á jus i ica o meno núme o de seguido es compa a i amen e com as ou as edes analisadas, mas é ambém a que ap esen a maio c escimen o no núme o de u ilizado es em Po ugal, em 2016, ace ao ano an e io (Ma k es , 2016). Pa a além disso, o ac o de pe ence , desde 2012, ao Facebook em pe mi ido a pa ilha de uma sé ie de uncionalidades en e as duas edes o que p omo e o c escimen o conjun o das duas. Assim, e pa a quem já u iliza o Facebook, pode á se in e essan e apos a ambém no Ins ag am. T a a-se a ualmen e da ede mais popula de pa ilha de o og a ia (Mo eau, 2017) sendo ambém a que ap esen a maio núme o de in e ações en e os seus u ilizado es (Cha ey, 2017). E quando comunicação de ciência signi ica ambém en ol e os públicos, en ão es a pode á se uma boa apos a. É in e essan e no a que 90% das pessoas que u ilizam o Ins ag am êm menos de 35 anos (Smi h, 2013) o que signi ica que o público que o u iliza é jo em pedindo con eúdos in e essan es, apela i os e c ia i os. 49 4.2. Resul ados das en e is as p esenciais 4.2.1. Sín ese das en e is as Ins i u o Gulbenkian Ciência (IGC) Ana Mena, esponsá el do gabine e de comunicação O IGC é um ins i u o dedicado à in es igação biológica e biomédica e à o mação pós- g aduada. C iado em 1961 pela Fundação Calous e Gulbenkian, oi ees u u ado em 1998. Ap esen a um p og ama mul idisciplina incluindo Biologia Celula e do Desen ol imen o, Biologia E olu i a, Imunologia, In e ações Hospedei o-Pa ógeneo, Doenças Gené icas, Biologia das Plan as, Neu ociências, Biologia Teó ica e Compu acional. Segundo a in o mação disponibilizada no seu websi e, o IGC comp eende cinco missões: 1) p omo e a ciência mul idisciplina de excelência em in es igação undamen al em biologia e biomedicina; 2) iden i ica , educa e incuba no os líde es de in es igação, o necendo in aes u u as de pon a e uma comple a au onomia inancei a e in elec ual; 3) p opo ciona um ensino pós-g aduado in e nacional e p og amas de o mação es u u ados; 4) melho a a ans e ência de conhecimen o que é de po encial in e esse pa a além da ciência undamen al; 5) p omo e os alo es da ciência na sociedade. A comunicação de ciência é pa e in eg an e des a missão. O ins i u o possui um gabine e comunicação de ciência e elações ex e nas que oi inicialmen e c iado em 2004/2005 endo alocada uma pessoa a empo o al, embo a semp e enha con ado com a colabo ação olun á ia de ou os in es igado es, nomeadamen e alunos de dou o amen o. A ualmen e possui ês colabo ado es a empo o al, en e os quais a sua coo denado a, Ana Mena, aqui en e is ada. Ana Mena é licenciada em biologia mic obiana e gené ica e dou o ada em biologia no âmbi o do p og ama Gulbenkian dou o amen o em biomedicina. No decu so do seu dou o amen o no IGC e e, desde logo, con ac o com a comunicação de ciência endo pa icipado em á ias inicia i as p omo idas pelo ins i u o. Após o dou o amen o abalhou em ilus ação cien í ica e en ol eu-se na c iação de um bio é io, o que a conduziu à discussão da p oblemá ica da é ica e da expe imen ação animal, endo mesmo in eg ado a comissão de 50 é ica do IGC, c iada na al u a. Na sequência des e abalho, acabou po desen ol e um p oje o de comunicação de ciência no ema e ealiza um pós dou o amen o em comunicação de ciência. Pa icipou, ainda, em á ios cu sos e cong essos nes a á ea. T abalha em comunicação de ciência desde 2010 e coo dena o gabine e do IGC desde 2012, possuindo um con a o bolsa supo ado pelo ins i u o. Os es an es elemen os do gabine e são ambém dou o ados e possuem igualmen e con a os bolsa supo ados pelo IGC. No que diz espei o às a e as de comunicação e sua di isão, Ana Mena assume a coo denação e apoia os ou os elemen os da equipa nas a e as diá ias. A comunicação ins i ucional es á a ca go de um dos ou os elemen os e os p oje os de ou each sob esponsabilidade do e cei o elemen o. Os p oje os de educação são desen ol idos po es es dois colabo ado es. O gabine e possui um o çamen o que lhe é a ibuído pelo ins i u o e que supo a o desen ol imen o das a i idades e os ecu sos humanos. Pa a além disso, são desen ol idos p oje os ex e nos que pe mi em desen ol e ou as a i idades e, e en ualmen e, supo a ou os ecu sos humanos pon ualmen e. Quando ques ionada sob e a possibilidade de desen ol e em a i idades com cus o associado, Ana Mena não ecusa a ideia, mas a i ma que es a ai con a a isão da ins i uição de que “a ciência de e se g a ui a e pa a odos” e que “os in es igado es pa icipam nas a i idades de o ma olun á ia”. Exis e um plano de comunicação que oi de inido e discu ido com a a ual di eção quando es a omou posse. T a a-se de um plano a qua o/cinco anos que é pensado a longo p azo, mas ajus ado consoan e o con ex o. Nele de inem-se as audiências e obje i os de comunicação especí icos, canais e es a égias a u iliza . Segundo Ana Mena, en e os públicos-al o pa a os quais o ins i u o comunica encon am-se a comunidade cien í ica e os públicos leigos. A comunicação ins i ucional assume-se, no p imei o caso, como um obje i o cen al: p e ende-se comunica o abalho que é ei o pelos in es igado es e pelo ins i u o, que in e namen e como ex e namen e e, nes e caso, p e ende-se ambém ea i ma o papel do ins i u o em e mos in e nacionais. Den o dos públicos leigos, Ana Mena de ine o público escola (alunos e p o esso es) e o público gene alis a (sociedade) como os p io i á ios no que à comunicação de ciência do IGC diz espei o. São á ios os obje i os e inicia i as p omo idas pelo IGC, de aco do com as suas audiências: 51 Alunos OBJETIVOS - Da a conhece o que é a in es igação cien í ica e como se az, o que é e uma ca ei a cien í ica. ESTRATÉGIAS - Visi as de alunos do ensino secundá io (11º e 12º anos) ao ins i u o. - Visi a de cien is as às escolas; - Labcha s – ideocon e ência em que os cien is as alam pa a escolas mais dis an es do aio e ação do IGC. P o esso es OBJETIVOS - A ualiza os seus conhecimen os cien í icos; - Faze chega a ciência aos alunos a a és dos p o esso es o mados pelo IGC; - Con ibui pa a uma melho educação cien í ica. ESTRATÉGIAS - Fo mação de p o esso es: P o esso es do ensino básico (2º e 3º ciclos): - Ações c edenciadas; - Wo kshop eó ico-p á ico: pales as dadas pelos cien is as e p oje o de labo a ó io cujos esul ados poem se u ilizados em con ex o de sala de aula; - Cus o simbólico que compa icipa a c edi ação e ajudas de cus o pa a p o esso es que se desloquem de mais longe; - Desen ol e-se com base numa emá ica cien í ica ou pe gun a (e.g. po quê que as nossas mães es ão semp e a dize que emos de la a às mãos an es de i mos pa a a mesa?) a p ocu a é ele ada; ealiza-se uma ação po ano que inclui qua o dias comple os; em pe íodo não le i o; in es igado es o ien am a ação. P o esso es do p é-escola e 1º ciclo: - Em pa ce ia com a Câma a Municipal de Oei as que inancia o p og ama; - Di igem-se a p o esso es das escolas do concelho de Oei as; 52 - Obje i o: o nece e amen as e compe ências aos p o esso es pa a que possam u iliza os labo a ó ios das escolas do município; - Es e ano, de ido à aca adesão, o p og ama de o mação oi ans o mado em ações pa a os alunos nas escolas e que são desen ol idas pelos colabo ado es do gabine e de comunicação do IGC; - U ilizam a me odologia de inqui y-based lea ning de o ma a ansmi i em os concei os p é-es abelecidos. Sociedade OBJETIVOS - Da a conhece e ea i ma o papel do ins i u o; - Ap oxima a sociedade da ciência; - P omo e a li e acia cien í ica. ESTRATÉGIAS - P esença em ei as e es i ais de ciência; - Dia abe o. Pa a as escolas, o IGC possui ambém um websi e especí ico emodelado há ce ca de um ano, onde são disponibilizados ecu sos educa i os que possibili am a sua u ilização em sala de aula em qualque local do país. Em elação à sociedade, Ana Mena e e e o in e esse do IGC em es ei a es e público, e.g. associações de pacien es, senio es, populações ca enciadas, o que em acon ecido apenas pon ualmen e. Gos a iam de de ini um p og ama especí ico, mas a al a de ecu sos humanos e de empo não o em pe mi ido. No que diz espei o à comunicação com os in es igado es, e nomeadamen e aos e en os cien í icos que são p omo idos (deba es, pales as, seminá ios, con e ências) a sua o ganização es á a ca go dos p óp ios in es igado es, sendo que o gabine e de comunicação apenas p es a apoio no caso de se solici ado. O IGC possui uma pla a o ma in e na onde os in es igado es colocam in o mação sob e es es e en os que alimen a au oma icamen e o websi e da ins i uição. Se o e en o i e maio impo ância, o gabine e de comunicação pode á esc e e uma no ícia pa a coloca nos meios digi ais. Pa a além disso, o gabine e de comunicação é esponsá el po a ualiza a in o mação que é disponibilizada in e namen e 53 num plasma localizado na eceção do ins i u o e que in o ma sob e e en os, publicações e ou os assun os de ca á e cien í ico. Is o implica que os elemen os do gabine e es ejam pe manen emen e a ualizados sob e o que se passa na ins i uição. Nesse sen ido, en am es a p esen es nos seminá ios semanais que os in es igado es p omo em. Exis e ambém uma eg a in e na segundo a qual quando um in es igado em um a igo acei e pa a publicação e conside a que o mesmo pode á e in e esse público de e, nessa ase, in o ma o gabine e de comunicação pa a que es e decida sob e em que di eção a ança . O en ol imen o dos in es igado es é undamen al na a i idade de comunicação de ciência do IGC e segundo Ana Mena em sido ácil. Segundo a mesma “Sem o apoio dos in es igado es não consegui íamos aze nem um e ço do que azemos”. Os in es igado es pa icipam olun a iamen e nas ações de comunicação semp e que é pedido e e á sido um en ol imen o que se oi cons uindo e que implicou, não só o abalho do gabine e de comunicação, mas ambém da p óp ia di eção, que é a p imei a a e e i que “a missão dos cien is as não é só es a na bancada, mas ambém le a a ciência a é ao público”. Depois o p óp io eedback posi i o que os in es igado es ecebem nas ações com o público acaba po p omo e a in e ação e o en ol imen o. Em e mos de canais u ilizados, Ana Mena a i ma que “ en amos chega a odo o lado” e nesse sen ido, median e os e en os, u ilizam es a égias di ecionadas. Pa a além do websi e, u ilizam as edes sociais, o Facebook pa a público não especializado e o Twi e pa a cien is as, mas que chegam ao público já in e essado e que segue o ins i u o nesses canais. No caso de um dia abe o, po exemplo, op am po con a a se iços de publicidade: p epa am os ma e iais e comp am espaços publici á ios (e.g. comboios) pa a p omo e o e en o e colocam, po exemplo, lonas às po as do ins i u o pa a a ai a comunidade local. Pa a além disso, u ilizam os comunicados de imp ensa ou e e ência em pon os de agenda pa a a ai os media, embo a es ejam dependen es do seu in e esse. Ainda em elação aos media, o gabine e de comunicação do IGC assegu a ambém o media o ice que es á sob esponsabilidade da coo denado a e do colabo ado que assegu a os canais digi ais. Es ão semp e ece i os aos con ac os que possam su gi dos ó gãos de comunicação social, mas a sua es a égia passa pelo en io de comunicados de imp ensa semp e que se jus i ica, u ilizando pa a al uma base de dados de jo nalis as e colocando os comunicados no Eu ekale ! e no AlphaGalileo pa a chega aos media in e nacionais. Possuem ambém um se iço de clipping da Fundação Gulbenkian. Quan o a con ac a di e amen e um 54 só jo nal ou jo nalis a e a ibui um exclusi o, a expe iência de Ana Mena diz-lhe que “nem semp e co e bem. Já acon eceu op a mos po isso, mas na al u a o jo nalis a op ou po ou a no ícia e depois o momen o da nossa passou” o que acabou po se e ela uma má opção. Ainda em elação às edes sociais, es as es ão sob a esponsabilidade de um dos colabo ado es do gabine e de comunicação e exis e uma polí ica de a ualização pa a que não passem mui os dias sem se publica nas edes em que ma cam p esença. O IGC possui con as no Facebook, Twi e e YouTube. Ge almen e os con eúdos que publicam são p óp ios, o que não impede que pa ilhem publicações de ou as ins i uições semp e que se iden i iquem com elas ou julguem se ele an es pa a a sociedade. Também u ilizam o Linkedin pa a di ulgação de posições e ou as opo unidades de emp ego. Gos a iam de começa a u iliza o Ins ag am, o que ainda não e á acon ecido po al a de ecu sos humanos. Na opinião da Ana Mena “é p eciso de ini uma es a égia de u ilização e depois implemen á-la e é p eciso alguém que o ga an a dia iamen e”. O IGC disponibiliza no seu ela ó io anual de a i idades á ios indicado es de ou each (n.º de isi an es em e en os públicos, nº e in es igado es en ol idos nas a i idades, n.º de o mações de p o esso es, n.º pa icipações em es i ais de ciência, n.º seguido es nas edes sociais, n.º comunicados de imp ensa p oduzidos, n.º de menções nas no ícias, n.º alunos e p o esso es en ol idos, nº de ações desen ol idas pa a escolas, e c.), mas ambém u ilizam algumas e amen as de a aliação de impac o. Po exemplo, nas ações de o mação de p o esso es, u ilizam ques ioná ios. Mas num e en o público es a não é uma e amen a p á ica nem apela i a e, nas ezes que a u iliza am, a pe cen agem de espos a oi i isó ia. Assim, nes es casos, a con e sa en e o público e os in es igado es em pe mi ido ecolhe um eedback sob e a ap eciação das a i idades. Recen emen e, no NOS Ali e ( es i al em que êm pa icipado) êm pos o em p á ica um ou o mé odo de a aliação que se baseia na u ilização das peças de Lego: são colocadas ques ões e o público u iliza peças de co es di e en es pa a da a sua espos a. Quando ques ionada sob e as maio es di iculdades do abalho de comunicação de ciência num gabine e de uma ins i uição cien í ica, Ana Mena e e e a al a de inanciamen o pa a ecu sos humanos como uma das maio es. Apesa do o e apoio do ins i u o, o gabine e en a da espos a a udo, e os ecu sos humanos nem semp e são su icien es, pelo que exis e um es o ço em en a ob e ou as on es de inanciamen o, nomeadamen e a pa i de p oje os. Ou a das di iculdades apon adas p ende-se com a ges ão de expec a i as po pa e dos cien is as que, po ezes, não êm nenhuma e não econhecem alo de comunicação no 55 seu abalho, apesa de o e . Pelo con á io, julgam que udo é impo an e e me ece um comunicado de imp ensa, o que nem semp e é o caso. Rela i amen e aos conselhos pa a quem se encon a a de ini um plano de comunicação pa a uma ins i uição de in es igação em início de ida, Ana Mena es abelece como p io i á io que a es a égia seja de inida com a di eção pa a que se pe ceba, desde logo, qual a isão e os obje i os de comunicação a longo p azo. É necessá io pe cebe qual(is) a(s) p io idade(s): se numa ase inicial o simplesmen e comunicação ins i ucional ( o na conhecido o nome da ins i uição), al pode á passa po ma ke ing pu o (e.g. con a ando uma agência de comunicação que ica esponsá el po coloca uma sé ie de no ícias nos meios de comunicação social); se os obje i os o em esses, mas ambém chega a ou os públicos e cons ui uma imagem mais a médio/longo p azo, en ão aí e -se-á que ap o ei a a boa in es igação da ins i uição pa a c ia opo unidades de su gimen o nos media e desen ol e inicia i as e ações jun o da comunidade que p omo am a sensibilização pa a os oceanos sendo, nes e caso, undamen al o desen ol imen o de um p og ama de ou each. Fundação Champalimaud Resea ch (FC Resea ch) Ca a ina Ramos, esponsá el do gabine e de comunicação C iada po inicia i a de An ónio Somme Champalimaud, a Fundação Champalimaud (FC) nasce em junho de 2005 aquando da p imei a eunião do Conselho de Cu ado es. Sediada no Cen o Champalimaud, em Lisboa, desde 2010, nela unciona um Cen o Clínico, onde são ecebidos doen es oncológicos e que em po missão p es a cuidados de excelência nas á eas oncológica e de neu opsiquia ia, e um cen o de in es igação, o Champalimaud Founda ion Resea ch (CF Resea ch), que iniciou a sua a i idade com o lançamen o do Champalimaud Neu oscience P og amme em 2007. Inicialmen e hospedado no IGC, p e endia acolhe in es igado es de opo na á ea das bases neu ais do compo amen o e p omo e o conhecimen o sob e o cé eb o humano. Pa a além da in es igação nes a á ea, em 2014 es abeleceu-se o Cance Resea ch P og amme com o obje i o de in es iga a biologia do canc o e as me ás ases. A CF Resea ch é uma o ganização que p e ende apoia os cien is as a alcança o seu o al po encial c ia i o e p omo e esul ados cole i os pa a além dos possí eis de alcança pelos cien is as e g upos de labo a ó io indi idualmen e. A sua cul u a cien í ica baseia-se:  Maximiza a coope ação sem sac i ica a independência e a di e sidade de pensamen o; 56  P omo e a boa qualidade de ida, econhecendo que o bem-es a e a p odu i idade caminham lado a lado;  Se um cen o de in e ação cien í ica, en ol e os pa es em ocas p odu i as em ez de compe ição;  Compa ilha o conhecimen o não apenas den o da comunidade cien í ica, mas com a comunidade em ge al;  Reno a con inuamen e a p óp ia o ganização, c iando no as abo dagens cien í icas e as es u u as o ganizacionais que as enco ajam. A FC possui um gabine e de comunicação, com duas a ês pessoas, esponsá el pela comunicação ins i ucional, pela ges ão do websi e e edes sociais ins i ucionais, pela ges ão da á ea clínica e o ganização de e en os elacionados com es a (e.g. cong essos médicos). A FC Resea ch possui pa alelamen e, desde 2012, o seu gabine e de comunicação de ciência, que esul ou de uma p opos a de Ca a ina Ramos, a ualmen e coo denado a do mesmo. Inicialmen e o gabine e inha duas pessoas, mas con a já com a colabo ação de seis a empo o al e uma a empo pa cial. Todos os elemen os, à exceção de uma jo nalis a, são dou o ados em neu ociências e possuem con a os bolsa de pós dou o amen o com a FC. Pa a além des es dois gabine es, a FC colabo a, ainda, com uma emp esa de consul ado ia de comunicação que apoia a di eção na comunicação ins i ucional e az a acesso ia de imp ensa da ins i uição. No que diz espei o às a e as de comunicação e sua di isão, pa a além da coo denação, Ca a ina Ramos es á esponsá el pela ges ão das edes sociais. Um colabo ado assume a á ea educa i a, dois desen ol em con eúdos (e.g. comunicados de imp ensa, no ícias, websi e, ela ó io anual), um es á esponsá el pela comunicação isual/design (cons ução de páginas web pa a os labo a ó ios da unidade, imagem isual de cong essos, esquemas, igu as pa a pos e s ou a igos, imagem do ela ó io anual) unção que é pa ilhada com o elemen o a empo pa cial, e um na p odução de e en os. No que diz espei o ao inanciamen o das a i idades de comunicação de ciência, exis e um o çamen o que supo a os ecu sos humanos do gabine e, e depois um o çamen o conjun o pa a o gabine e e a unidade adminis a i a e e en os que supo a ambém as a i idades de comunicação de ciência, que são discu idas pon ualmen e com a di eção. Quan o à de inição de um plano de comunicação, não exis e p op iamen e um documen o o icial, mas exis em a i idades pe ei amen e de inidas e calenda izadas: o 57 ela ó io anual, a newsle e ex e na (mensal), a newsle e in e na (semanal), a a ualização das edes sociais (duas a ês publicações po semana), a ualização do websi e (pelo menos uma ez po semana), a i idades de ou each (e en os AR, a igos pa a a AR magazine, uma isi a escola po mês, Semana do Cé eb o em ma ço). No que às audiências diz espei o, a FC Resea ch em os pa es como uma das mais impo an es. Pa a es es, desen ol em-se e en os cien í icos p omo idos pelos in es igado es mas que con am com a colabo ação do gabine e de comunicação pa a o ganização, ges ão e implemen ação ( odas as segundas exis e um seminá io in e no e odas as quin as um seminá io ex e no em que são con idados cien is as in e nacionais). Anualmen e é ambém o ganizado um simpósio (já na quin a ou sex a edição) em que uma comissão cien í ica de ine os o ado es e seleciona os abs ac s pa a ap esen ações em pos e e o ais, mas a o ganização e logís ica (ma cação de salas, ca e ing, e en os sociais, imagem) do e en o é da esponsabilidade do gabine e de comunicação de ciência. Ou as audiências incluem as escolas, em pa icula os alunos do ensino secundá io e a sociedade. Pa a os p imei os são p omo idas, po exemplo, isi as ao ins i u o cujos con eúdos são desen ol idos em pa ce ia com os in es igado es, mas depois são o ien adas pelos elemen os do gabine e de comunicação de ciência, e ealiza-se du an e uma semana po ano ocupação cien í ica de jo ens nas é ias no âmbi o do p og ama Ciência Vi a no Labo a ó io. Pa a a sociedade, desen ol em-se ou as inicia i as, nomeadamen e a Semana do Cé eb o, que es e ano con ou com exposições sob e a in es igação ealizada no ins i u o no Me cado da Ribei a en a as bancas de enda ao público, ou o Cá Den o - As neu ociências pa a cé eb os g andes e mais pequeninos com p omoção de jogos, desa ios e con e sas sob e o cé eb o e as neu ociências com os cien is as como in e locu o es e com a pa ce ia da edi o a Plane a Tange ina. Pa a emp esas e deciso es polí icos as a i idades desen ol idas êm sido de ca á e mais pon ual: no p imei o caso incluem mesas edondas de deba e e a p omoção de euniões en e emp esas a macêu icas e os in es igado es no sen ido dos p imei os ica em a conhece o abalho do ins i u o e os segundos conhece em um me cado de ciência al e na i o; no segundo: embo a não com ca á e ins i ucional, os in es igado es do FC Resea ch incluindo á ios colabo ado es do gabine e de comunicação, o am os p omo o es da Ma cha pela Ciência que deco eu no dia 22 de ab il de 2017. Mas ala de comunicação de ciência na FC Resea ch implica ala na inicia i a que es e e na sua génese: o AR | Respi e Connosco. Es a oi uma inicia i a bo om-up que e e 64 a i idade do Oceaná io de Lisboa, mas exis em eixos cha e que são abalhados com an ecedência e cujos con eúdos são p epa ados an ecipadamen e pa a se em p omo idos em da as especí icas. É disso exemplo a emodelação de um dos aquá ios da exposição pe manen e e que e á em b e e sa dinhas. Nes e caso, o abalho de comunicação oi p epa ado com an ecedência. A equipa de comunicação decidiu ealiza um ilme p omocional de dois minu os que se á um making o da no a ins alação e que inclui á á ios momen os, desde a ans e ência das sa dinhas da qua en ena pa a o no o espaço, en e is as com os écnicos do Oceaná io de Lisboa, com in es igado es nacionais, com e e ências à impo ância da sa dinha no nosso país. Se á uma e amen a p omocional a u iliza no Facebook e no YouTube e que em es abelecido um obje i o especí ico: a ingi as 50 000 isualizações em ês/qua o semanas. Obje i os quan i a i os des e géne o são es abelecidos po compa ação com campanhas ealizadas an e io men e pela ins i uição, ou seja, esul am da p óp ia expe iência adqui ida ao longo dos anos. De aco do com Filipa Coelho, a publicação e p omoção de ídeos no Facebook pe mi e não só chega aos seguido es di e os da página, mas ambém a ou os mais ab angen es, desde que o Facebook ado ou uma das es a égias do YouTube em que os ídeos são suge idos au oma icamen e pela p óp ia ede a pa i da isualização de ídeos do mesmo eo . O alcance e impac o ob ido com os ídeos é supe io , mas o in es imen o ambém, já que são con a adas p odu o as pa a a sua p odução. No Ins ag am, p e endem a ingi um público mais jo em (75 a 80% dos seguido es êm en e 12 e 32 anos) e mais p edispos o a in e agi com a ede, uma ge ação que, apesa de man e uma con a no Facebook, o es a a abandona . A maio adesão ao Ins ag am es a á elacionada com a no idade da ede, mas ambém po que pe mi e uma comunicação mais simples, eque menos empo de a enção e po que os pais ainda não es ão no Ins ag am. O YouTube é, na opinião e Filipa Coelho, uma ede di e en e, uma ez que i e exclusi amen e do ídeo o que aca e a ou os cus os. Apesa de não ap esen a em no os con eúdos semanalmen e, êm ei o uma apos a, nomeadamen e no úl imo ano, com um aumen o da p odução de ídeos e consequen emen e, da egula idade de a ualização do canal. Já no Facebook e no Ins ag am são colocados dia iamen e uma publicação em cada uma das edes. O websi e é a ualizado semp e que se jus i ica ou é necessá io a ualiza algum con eúdo especí ico; os comunicados de imp ensa p oduzidos esul am semp e numa no ícia 65 p óp ia que é colocada no websi e, e pa a ou os assun os conside ados ele an es são ambém p oduzidos con eúdos que são colocados no po al. Podem ap o ei a ou não con eúdos das edes e ou os que, não azendo sen ido nos media, podem se usados no websi e. Exis e uma es a égia de inida sob e a ges ão dos canais digi ais, em que os con eúdos são ge almen e os mesmos, embo a adap ados consoan e a ede em causa e os seus públicos, e obje i os especí icos e quan i a i os a a ingi . O Oceaná io de Lisboa em ambém u ilizado os Blogge s e Ins ag ame s como canal de comunicação in e essan e, conside ando que es ão a ganha cada ez mais impo ância e a as am consigo mul idões, podendo se in e essan es nomeadamen e pa a p omo e a i idades e p odu os especí icos. Tal como o IGC e o FC Resea ch, o Oceaná io de Lisboa disponibiliza online um ela ó io anual de a i idades onde cons am os ma cos anuais da sua a i idade bem como indicado es da mesma, a é po que abalham po obje i os e mui os deles quan i a i os (e.g. nº de isi an es o ais e do p og ama educa i o, ecei a de bilhe ei a e esul ado líquido, nº de no ícias nos di e en es media, nº de comunicados de imp ensa p oduzidos e nº de no ícias ge adas po eles, mé icas das edes sociais). Quan o a a aliação de impac o, admi em que não êm ei o, embo a es ejam nes e momen o a pô de pé uma ação de ou each des inada a 25 000 alunos de Lisboa e Po o que inclui 1 000 sessões cujo obje i o é a edução do consumo de plás ico. A a aliação de impac o des a ação de sensibilização ambien al es á a se ealizada com o apoio da Nielsen enquan o agência de es udos de me cado. Quan o a a aliação de sa is ação, essa az pa e dos obje i os do Oceaná io de Lisboa que a em implemen ado a a és da ealização de ques ioná ios online (u ilizando o Su ey monkey) aos p o esso es e de o ma olun á ia, e p esencialmen e aos isi an es á ias ezes po ano. Os isi an es que adqui em bilhe es online são ambém al o de a aliação de ap eciação. O Oceaná io de Lisboa en a pe cebe como as á ias componen es de isi a con ibuem pa aa sa is ação e supe ação das expec a i as dos isi an es. Mais ecen emen e, e com a ajuda de uma emp esa ex e na, êm esc u inado os comen á ios deixados pelos isi an es no T ip Ad iso depois de se e em ape cebido que são o aquá io mundial com maio núme o de a aliações nes a pla a o ma. Quan o às di iculdades sen idas no abalho de comunicação, Pa ícia Filipe e e e a ges ão de expec a i as como a mais di ícil “Toda a gen e olha pa a a comunicação como uma 66 janela abe a pa a o mundo e odos êm uma expec a i a indi idual e al a em elação ao abalho, que ex e na que in e namen e”, a i ma. Pa a além disso, udo acon ece de o ma mui o ápida e de o ma dinâmica o que di icul a o abalho. Filipa Coelho deixa o seu conselho a quem que inicia a comunicação num gabine e de uma ins i uição cien í ica: “Foco no digi al! Hoje em dia quem não i e uma p esença consolidada, planeada e in eg ada no digi al di icilmen e consegui á comunica . O digi al hoje é a ele isão de on em”. Na sua opinião o u u o passa á mui o mais pela comunicação digi al do que pelos media adicionais, mui o embo a es es de am es a p esen es em qualque plano de comunicação. E e o ça “A audiência no Facebook é mui o maio que num p og ama de ele isão”. Pa a além disso, qualque no ícia saída nos meios adicionais pode se capi alizada com as edes sociais. Po isso, aconselha a pe cebe em que edes a ins i uição de e es a p esen e, quais os obje i os e de que o ma ai comunica . Pa a além de apos a no digi al, suge em ainda o desen ol imen o de a i idades de ca á e mais lúdico e, po que não, com ins luc a i os. Tal pe mi i á a ai públicos que à pa ida não e iam in e esse pela ciência e ao mesmo empo há uma maio alo ização das p óp ias a i idades. Depois u iliza-se es e público já cap ado pa a cons ui his ó ias que possam se in e essan es e di ulgadas nos media e no digi al pa a a ai mais público. Pa a Pa ícia Filipe, é essencial pe cebe qual a missão da ins i uição, quais as mensagens a comunica pa a depois, e po á eas de abalho, comunica uma de cada ez. Pa a ambas se ia impo an e e uma equipa com compe ências di e si icadas, e en ualmen e com o mação cien í ica mas ambém com o mação em comunicação, pa a possibili a uma co e a passagem da in o mação mas de o ma ágil e in eg ada. Pa a começa se ia in e essan e cons i ui um g upo de abalho com men es c ia i as e de á ias á eas que pense e mon e um p oje o de comunicação in e na com o obje i o de es imula a comunicação ex e na. Cen o In e disciplina de In es igação Ma inha e Ambien al da Uni e sidade do Po o (CIIMAR) José Teixei a, esponsá el pelo gabine e de comunicação Joana Saio e, esponsá el pela comunicação ins i ucional 67 O CIIMAR é uma unidade de in es igação da Uni e sidade do Po o cuja missão é desen ol e in es igação de ele ada qualidade, p omo e desen ol imen o ecnológico e apoia as polí icas públicas na á ea das ciências ma inhas e ambien ais. Com 16 anos de a i idade, possui um gabine e de comunicação dedicado desde 2011 quando con a ou Joana Saio e pa a esponsá el da comunicação ins i ucional. Em 2014 en a José Teixei a, a ual coo denado do gabine e e que assume ambém os p oje os de ou each elacionados com li e acia do oceano. Ambos são o mados em biologia possuindo pós g aduações em comunicação de ciência (José Teixei a um pós dou o amen o, Joana Saio e um mes ado em Ciências da Comunicação). Pa a além des as duas pessoas o gabine e aumen a e diminui consoan e o núme o de bolsei os con a ados no âmbi o dos p oje os especí icos de comunicação que se ão conseguindo. O gabine e possui obje i os de inidos e que cons am do p óp io websi e: omen a o diálogo en e cien is as e sociedade, melho a o conhecimen o público e a pe ceção da ciência e aumen a o in e esse dos jo ens es udan es pelas ca ei as cien í icas. No que diz espei o à comunicação ins i ucional, as p incipais a i idades incluem a ges ão do websi e e das edes sociais, assesso ia de imp ensa e apoio e o ganização de e en os ins i ucionais e acompanhamen o de p oje os. No que diz espei o aos e en os, nomeadamen e os de maio es dimensões, p es a-se odo o apoio logís ico e planeia-se, coo dena-se e ge e-se oda a comunicação associada (ges ão de websi e, edes socias, p odução de ma e iais de apoio). Nos p oje os, o acompanhamen o pode se ei o de duas o mas: nos de meno dimensão, o gabine e de comunicação p es a apoio na sua di ulgação nos meios digi ais e imp ensa; nos de maio dimensão com o çamen o de comunicação p óp io, o plano é assumido pelo p óp io gabine e do CIIMAR (cons ução de imagem, p odução de ma e iais p omocionais e de di ulgação, c iação e ges ão websi e e edes sociais, comunicação jun o dos media). Rela i amen e aos p oje os de ou each, es es di igem-se essencialmen e ao público escola e ao público em ge al e são di e sos es ando, no en an o, al amen e dependen es de opo unidades de inanciamen o ex e no às quais o gabine e de comunicação conco e. Não exis e um o çamen o p é-de inido pa a comunicação, e o inanciamen o das inicia i as, a i idades e necessidades é decidido caso a caso. A comunicação de ciência es á, po isso, mui o dependen e de p oje os com o çamen o e en am p oduzi -se ma e iais no âmbi o dos p oje os e in es i em inicia i as que possam depois se u ilizadas pela p óp ia 68 o ganização. Exis e, no en an o, um plano de comunicação anual que é ap esen ado no inal de no emb o/p incípio de dezemb o. São á ias as audiências de inidas pelo CIIMAR: os pa es (in e nos e ex e nos), o público escola , a sociedade, as emp esas. Os canais u ilizados pa a comunica com es as audiências a iam e mui as ezes es ão dependen es e elacionados com os p oje os de ou each em cu so. Em pa icula , o websi e di ige-se mais à comunidade cien í ica e ao público que já conhece o CIIMAR e a sua a i idade; pelo con á io, o Facebook di ige-se ambém à comunidade cien í ica, mas p e ende ab ange um público mais gene alizado; com os media p e ende-se chega a odos os públicos p omo endo a a i mação da ins i uição e a di ulgação da sua in es igação; pa a as emp esas, o CIIMAR ma ca p esença em ei as do se o (Business2Sea, Oceano XXI) onde es ão p esen es os p óp ios in es igado es que ap o ei am pa a da a conhece o seu abalho e c ia pa ce ias emp esa iais. Pa a as escolas, a comunicação i e mui o de p oje os especí icos (e.g. Ocean Lab, Mobidic, O CIIMAR na escola). O mais egula são as isi as escola es à ins i uição e aos seus labo a ó ios, podendo deco e uma ou ou a a i idade labo a o ial; as a i idades são agendadas e acompanhadas pelo gabine e de comunicação e con am com a pa icipação a i a dos in es igado es. São os alunos do 2.º e 3.º ciclos que mais as solici am. Nes e seguimen o, possuem um p oje o com a Câma a Municipal do Po o que con empla isi as de escolas ao CIIMAR e pales as de in es igado es nas escolas e cuja ges ão es á ambém sob esponsabilidade do gabine e. O30 minu os à con e sa com um cien is a, é ou a inicia i a que se ealiza uma ez po ano e con a com a pa icipação de 30 in es igado es que ão às escolas da egião. Recebem ambém algumas solici ações pa a i em às escolas ala sob e emas especí icos e no âmbi o de ei as ou mos as de ciência nas escolas. O CIIMAR az ambém pa e de uma ede in e nacional Eu opean Ma ine Boa d, ma cando p esença no painel de Comunicação de Ciência, colabo ando na dis ibuição in e nacional dos comunicados de imp ensa, pa icipando em euniões mensais, e o ganizou a p imei a con e ência de comunicação de ciências ma inhas que se ealizou no Po o em 2015. No que aos media diz espei o, não há um planeamen o a longo p azo já que es á dependen e da a i idade de in es igação como p oje os, publicações e ou as inicia i as elacionadas. Uma ez que já exis e uma expe iência p é ia e uma base con ac os es abelecida, os con ac os com os jo nalis as são ei os di e amen e dependendo dos assun os e do ma e ial disponí el endo alguma a enção na escolha dos meios. Es e 69 p ocedimen o pe mi e ga an i a saída da no ícia. Só depois se az uma di ulgação ge al da mesma. Embo a a maio ia dos in es igado es do CIIMAR es ejam localizados no Po o, ou os es ão dis ibuídos po ou as egiões do país e nou as uni e sidades, pelo que é necessá io man e uma elação es ei a com os gabine es de comunicação dessas uni e sidades. Assim, semp e que é p oduzido um comunicado de imp ensa ou sai uma no ícia en ol endo in es igado es do CIIMAR, os gabine es de comunicação das uni e sidades a que pe encem são ambém in o mados pelo CIIMAR. Po ezes, há mesmo epo agens que são a iculadas en e o CIIMAR e o gabine e de comunicação da uni e sidade a que o in es igado pe ence, mas al depende mui o ambém da dimensão dos gabine es e dos seus obje i os. Apesa de possui con a no Linkedin e no Twi e , nes e momen o o CIIMAR apenas u iliza o Facebook enquan o ede social. Foi uma escolha conscien e e que e e em con a a disponibilidade de empo e ecu sos. O Facebook é a ualizado dia iamen e e o websi e semanalmen e. Quan o a e en os, es es são maio i a iamen e cien í icos e o en ol imen o do gabine e de comunicação depende das necessidades dos in es igado es que podem p ecisa apenas de apoio na di ulgação, de apoio logís ico ou, em caso de e en os maio es, de uma comunicação mais planeada, como c iação de imagem p óp ia, websi e e Facebook, ma e iais especí icos. Quando ques ionados sob e o acesso in e no à in o mação sob e a a i idade cien í ica desen ol ida pelos in es igado es, Joana Saio e e e e que “é p eciso cons ui uma ligação de con iança com cada um” e que é isso que pe mi e que as no ícias cheguem ao gabine e e ac escen a, “ oi uma ba alha um bocadinho longa pa a as pessoas pe cebe em a impo ância da comunicação”. Mas a ualmen e já há um econhecimen o in e no sob e a impo ância da comunicação de ciência e os in es igado es já con ac am olun a iamen e o gabine e pa a o in o ma sob e os seus p oje os, publicações e ou as a i idades. Ainda assim, os in es igado es ainda não con ac am o gabine e de comunicação pa a em conjun o desenha em as a e as de comunicação dos p oje os e só eco em aos p o issionais depois dos p oje os ap o ados, pelo que nem semp e é ácil pô em p á ica de e minadas inicia i as. Joana Saio e econhece que a exigência de consul a ao gabine e aquando do desen ol imen o de planos de comunicação no âmbi o dos p oje os po pa e dos in es igado es, bem como ou os p ocedimen os in e nos, pode iam agiliza a comunicação e pe mi i que es a osse 70 mais a empada. Também em ha ido um es o ço do p óp io gabine e pa a man e uma elação mais es ei a com os in es igado es: as pós-g aduações e mes ados em que es ão en ol idos in es igado es do CIIMAR quase semp e in eg am um módulo em comunicação de ciência desen ol ido pelo gabine e de comunicação, são ealizadas com alguma equência ap esen ações in e nas em que são ap esen ados os esul ados do gabine e e es á em cu so o desen ol imen o de a i idades de in e ação e eam building (aulas de yoga e con í ios de im de a de) no sen ido de es imula a comunicação in e na. Segundo José Teixei a “ en amos que a nossa ação seja isí el e conhecida dos in es igado es a di e en es ní eis e en amos aze-lo de o ma aligei ada, em alguns casos, pa a que de alguma o ma os in es igado es aumen em ambém a sua iden idade ins i ucional”. Quan o à a aliação das a i idades, na maio ia quando oco e é no âmbi o dos p oje os, mas depende da sua dimensão, du ação e inanciamen o disponí el, sendo que em p oje os mais cu os e de meno o çamen o não se consegue a alia em que medida os mesmos con ibuem e e i amen e pa a aumen a a li e acia do oceano. Mas es e é um obje i o que p e endem melho a no u u o possuindo e amen as mais s anda de medição e a aliação. Sob e as maio es di iculdades com que se deba em no dia a dia, ambos são unânimes em e e i limi ações inancei as e de ecu sos humanos como os maio es impedi i os do desen ol imen o de uma a i idade de comunicação de ciência mais e icaz e di e si icada. Não exis indo apoios o iciais pa a es a á ea, a comunicação de ciência em de se um in es imen o p óp io das unidades di icul ando a con a ação de mais ecu sos humanos ou o desen ol imen o de ou as a i idades. Na opinião de José Teixei a, na p esença de o çamen os cu os “a comunicação ins i ucional, como é es u u al, é p io i á ia e man ém-se. O ou each não” pelo que não ha endo inanciamen o ex e no pa a ou each (abe u a de concu sos e p oje os) es e deixa de se aze e mo e. Joana Saio e ê com bons olhos a possibilidade de algumas a i idades possuí em um p eço simbólico pa a pe mi i algum e o no e undo de maneio; mas a di eção conside a que a o ganização não possui ins luc a i os, pelo que as a i idades de em se g a ui as. Ainda assim, quando são solici ados pa a o desen ol imen o de a i idades expe imen ais o a da ins i uição, êm o cuidado de que sejam sus en á eis e de que pelo menos a deslocação do in es igado e os ma e iais sejam pagos po quem solici a. Ou a das di iculdades apon adas p ende-se com alguma de iciência ao ní el da comunicação in e na en e os in es igado es e o gabine e de comunicação. Pa a 71 al, a exis ência de p ocedimen os in e nos que pe mi am egula essa comunicação se ia undamen al. Pa a inicia a a i idade de comunicação de ciência numa ins i uição cien í ica ambos suge em como p imei o passo a ealização de um es udo de benchma king que pe mi a conhece os bons exemplos e o que unciona. José Teixei a e o ça a necessidade de exis i um bom plano de comunicação que de ina os p ocedimen os de comunicação com a di eção e com os in es igado es. Joana Saio e chama a enção pa a o ac o de se necessá io “sabe no que se que apos a e aze . Não se pode aze udo” e salien a a impo ância de de ini p io idades consoan e os meios e o çamen o disponí eis. 4.2.2. Discussão dos esul ados Da análise das en e is as e e uadas cons a a-se que as qua o ins i uições consul adas êm menos de 20 anos de exis ência e, à exceção do Oceaná io de Lisboa, a comunicação e á su gido depois da sua undação, ap esen ando uma adição mais ou menos longa, consoan e os casos (en e cinco e 19 anos). Es a longe idade mos a a impo ância que a comunicação de ciência assumiu pa a as ins i uições en e is adas, embo a es as possam ainda cons i ui uma mino ia, endo em con a o es udo ealizado po En adas (2015) em que se e e e que a comunicação pública de ciência é uma a i idade pon ual pa a mui as unidades de in es igação. Mas os obje i os des a comunicação p endem-se, no ge al, com a p omoção da imagem e econhecimen o da ins i uição jun o dos á ios públicos mos ando o que az na ins i uição em e mos de in es igação e pa ilhando o conhecimen o cien í ico com a sociedade, aliás como iden i icado po Saio e (2013) Os gabine es de comunicação en e is ados ap esen am en e dois e se e elemen os que, no caso das ins i uições cien í icas, são ge almen e dou o ados em ciências e com o mação e/ou expe iência em comunicação de ciência. No caso do Oceaná io de Lisboa, o depa amen o encon a-se di idido em duas á eas (educa i a e comunicação/ma ke ing) eunindo pessoas com o mação e compe ências cien í icas e de comunicação emp esa ial e ma ke ing, espe i amen e. Pa a além disso, es a o ganização e duas das ins i uições 72 cien í icas en e is adas eco em ainda a emp esas de con a adas que disponibilizam se iços de assesso ia de imp ensa e clipping, o que, na p á ica, az aumen a o núme o de ecu sos humanos alocados às unções de comunicação de ciência. Es a p o issionalização dos ecu sos ai de encon o da ideia e e ida po G anado e Malhei os (2015) de que “a comunicação é uma compe ência especí ica, que exige es udo, o mação e eino”. Os con a os es abelecidos com es es colabo ado es nas ins i uições cien í icas é ipicamen e o de bolsa. Embo a enha sido ób ia a disc epância de inanciamen o disponibilizado à comunicação nas ins i uições en e is adas, que pelo núme o de ecu sos humanos alocados, que pelo núme o e ipo de inicia i as desen ol idas, das ês ins i uições en e is adas apenas o IGC possui o çamen o pa a comunicação. Os ecu sos humanos são assegu ados pelo o çamen o da ins i uição e as a i idades são discu idas pon ualmen e com a di eção que ap o a ou não a sua ealização. Nalguns casos, a exis ência de p oje os ex e nos inanciados é absolu amen e c ucial pa a o desen ol imen o, po exemplo, da á ea de ou each e con a ação de alguns ecu sos humanos que empo a iamen e eng ossam os gabine es e os dinamizam. Po o ma a con a ia es a di iculdade de inanciamen o, os en e is ados o am ques ionados sob e a hipó ese de desen ol e em a i idades de comunicação com e o no inancei o mas, embo a odos não se oponham e a é o ejam com bons olhos, econhecem não se essa a polí ica das di eções que ep esen am ins i uições sem ins luc a i os, em que os in es igado es colabo am de o ma olun á ia nas a i idades e e indo ainda que a ciência de e se g a ui a e pa a odos. A exceção oi o Oceaná io de Lisboa que ecomenda a dinamização de a i idades com ins luc a i os de o ma a assegu a uma polí ica con inuada de comunicação de ciência nas ins i uições cien í icas, desde que assumam es e obje i o como p io i á io. As ins i uições en e is adas possuem as suas a i idades mais ou menos es u u adas num plano de comunicação, que seja anualmen e ou po pe íodos a médio p azo. Salien a-se o Oceaná io de Lisboa que ap esen a um plano de comunicação anual es a égico e in eg ado o ien ado po obje i os quan i a i os de inindo eixos es a égicos pe ei amen e calenda izados; o plano é a aliado anualmen e e é p oduzido um ela ó io em con o midade que pe mi e eajus a ou não o plano anual seguin e, semp e que se jus i ique. No que às a e as desempenhadas diz espei o, os gabine es das ins i uições en e is adas e e em, no ge al, as mesmas, embo a possam es a dis ibuídas de o ma 73 di e en e, o que depende do núme o de pessoas nos gabine es. Assim, de inem-se duas g andes á eas de a uação: a comunicação ins i ucional, que inclui a ges ão do websi e, edes sociais, assesso ia de imp ensa e a ges ão de e en os públicos, e os p oje os de ou each, que inclui a comunicação e e en os di ecionados pa a odos os públicos-al o das ins i uições. A comunicação in e na su ge pa a odas as ins i uições como mui o ele an e uma ez que é com base nela que os con eúdos a comunica chegam ao gabine e de comunicação. Es as a e as são ambém e e enciadas po G anado e Malhei os (2015), mui o embo a no seu abalho açam e e ência a ou as que não o am mencionadas no decu so das en e is as ealizadas ( elações in e nacionais, p ocu a de pa ocínios, und aising). As audiências p e e enciais das ins i uições en e is adas são os pa es, as escolas e a sociedade. Duas das ins i uições e e i am ambém as emp esas como público-al o e uma os deciso es polí icos. Es es esul ados con i mam os alcançados no es udo de benchma king ap esen ado no p esen e abalho de p oje o. Os canais u ilizados nes a comunicação são ans e sais a odas as ins i uições en e is adas e incluem os meios digi ais (websi e e edes sociais), media e meios p esenciais, incluindo isi as, e en os, ei as e exposições. Algumas ins i uições e e i am, ainda, a u ilização de mailing lis s e ou os meios imp essos e digi ais (newsle e , magazine, olhe os, pos e s). O ecu so a e amen as de publicidade oi e e ido po uma ins i uição cien í ica que o az pon ualmen e, e é uma p á ica eco en e no Oceaná io de Lisboa, pe mi indo, em ambos os casos, chega a uma audiência mais as a. Quan o à comunicação com os media, a p odução de comunicados de imp ensa pa a di ulgação em massa e o desen ol imen o de con ac os pe sonalizados com jo nalis as especí icos, o am as duas o mas mencionadas como eco en es no con ac o com es es meios, a iando a impo ância que cada ins i uição a ibui a cada uma das o mas. De salien a que duas das ins i uições en e is adas colabo am com emp esas de assesso ia de imp ensa que ajudam a coloca nos meios o line os seus con eúdos. T ês das ins i uições possuem ambém se iço de clipping. Duas das ins i uições di ulgam os seus comunicados de imp ensa em pla a o mas digi ais in e nacionais que pe mi em chega a uma audiência mais as a e mundial. No que diz espei o à dinamização das edes sociais, odas as ins i uições ma cam p esença no Facebook, aliás al como obse ado no es udo de benchma king ap esen ado no p esen e abalho. No ge al, u ilizam es a ede pa a a ingi um público mais gene alis a, 80 FCUL do p og ama escola dinamizado, desde 2012 pelo Cen o de Oceanog a ia. Em se emb o de 2015, os polos de É o a e Coimb a in eg am o p og ama passando a dinamiza algumas das suas a i idades na sua á ea geog á ica. Em 2016, o polo da Figuei a da Foz in eg ou ambém o p og ama dinamizando-o a i amen e jun o das escolas da sua á ea de a uação. Ou os polos dinamizam ações em con ex o escola , ainda que não de o ma in eg ada no p og ama educa i o o icial. Em Lisboa, o p og ama é coo denado po dois in es igado es do polo de Lisboa – FCUL e é desen ol ido po uma equipa que inclui mais qua o in es igado es e um bolsei o com g au de mes e em dedicação exclusi a. Es e bolsei o ge e odos os pedidos de ma cação e assegu a a ealização de odas as 12 a i idades educa i as do p og ama; os in es igado es da equipa colabo am no desen ol imen o de no os con eúdos e na dinamização de algumas das a i idades, nomeadamen e saídas de p aia, isi as ao me cado e isi as ao MARE. Es as a i idades consis em em sessões compos as po uma componen e eó ica e uma p á ica (jogo, a i idade de labo a ó io, saída de campo ou isi a) e es ão adap adas cu icula men e aos di e en es g aus de escola idade no âmbi o das emá icas cien í ico-na u ais (p é-escola ao 12.º ano). Duas das a i idades do p og ama são a aliadas a a és de ques ioná io de ap eciação esc i o di igido aos p o esso es e alunos. Todos os anos é ealizado um e en o de lançamen o o icial do p og ama (ou ub o/no emb o) pa a a qual são con idados p o esso es e ou os écnicos educa i os de ó gãos municipais e associações (con ac os cen alizados em base de dados MARE) em que se ap esen a o p og ama a ealiza no co en e ano le i o. O MARE ai à escola possui um websi e e uma con a de Facebook; es a, em pa icula , é ge ida pelo bolsei o alocado ao p og ama, po dois in es igado es de Lisboa pe encen es ao g upo de abalho e po um do polo MARE – Figuei a da Foz. Todas as ações são g a ui as e os cus os (bolsei o, deslocações, aquisição e p odução de ma e iais) são supo ados pelo MARE. No âmbi o do abalho des e g upo inse em-se, ambém, ou as inicia i as desen ol idas com o público escola , nomeadamen e ações de o mação pa a p o esso es (p óp ias ou em pa ce ia com ou as ins i uições como a Ciência Vi a), 81 p og amas de es ágio pa a alunos do ensino secundá io (A minha p imei a expe iência no me cado de abalho – pa ce ia Colégio Valsassina; Ciência Vi a no Labo a ó io – pa ce ia Ciência Vi a) e ou as a i idades inse idas em e en os como o Dia Abe o - FCUL ou os Jo ens ao Ma – Fó um Oceano. - MARE Abe o: Nes e g upo de abalho colabo am 25 in es igado es de odos os polos MARE (à exceção da Madei a) e em como p incipal obje i o ealiza ações di igidas e de in e ação com o público em ge al, incluindo a p omoção da ciência na sociedade e a di ulgação da in es igação ealizada no MARE, passeios e isi as emá icas a alguns dos ecossis emas e habi a s sob e os quais se cen a a in es igação do MARE, ou a p omoção de pa ce ias com ou as en idades pa a a ealização de e en os. Nes e âmbi o inse em-se pa icipações em ei as e es i ais de ciência p omo idos po ou as en idades (e.g. Noi e Eu opeia dos In es igado es, es i al Ap oxima- e, Ao Leme com Ciência Vi a, .COME, G een es ) e ou as a i idades pa icula men e as o ganizadas pela Ciência Vi a na Semana da Ciência e Tecnologia e o p og ama Biologia no e ão. A a aliação das ações é in o mal ( ecolha de opiniões em con e sa com o público), embo a já se enha ado ado ou o ipo de es a égias mais in e a i as como ap eciação o ada a a és da colocação de massas em ascos com smiles di e en es). Es as ações são ealizadas de o ma g a ui a e a aquisição e desen ol imen o de ma e iais supo adas pelo MARE. A ges ão dos pedidos e decisão de pa icipação é ei a casuis icamen e, embo a po no ma se e i e ecusa pedidos e se pa icipe nos e en os de maio impo ância e nos quais exis e his o ial de pa icipação. 82 4.3.4. Audiências e canais Da análise e e uada oi possí el cons a a que o MARE em comunicado pa a di e en es públicos-al o, nomeadamen e os media, os pa es, as escolas, os alunos uni e si á ios e jo ens in es igado es, o se o adminis a i o do es ado, as emp esas e as ONG’s, e o público em ge al. A comunicação com os di e en es públicos em u ilizado canais di e en es consoan e as ca ac e ís icas mas ambém en ando ap o ei a , semp e que possí el, opo unidades e pa ce ias. Meios digi ais Po al MARE No digi al, o MARE possui um po al o icial que cons i ui uma das e amen as u ilizadas na comunicação ins i ucional, di ulgando a ins i uição, a sua missão, obje i os e alo es, a sua in es igação e os seus in es igado es, os seus e en os e no ícias, inicia i as de ou each. Sendo ecen e (ce ca de um ano) necessi a de en iquecimen o em e mos de con eúdo cons i uindo-se como uma e amen a de di ulgação de in o mação. Possui sepa ado es de media e sociedade suge indo a impo ância que a comunicação de ciência ep esen a pa a a ins i uição, embo a a in o mação que deles cons e pudesse se melho ada e de alhada. Do sepa ado media cons a um subsepa ado “dossie de imp ensa” que apenas cons ou de um ou o websi e analisado no âmbi o do es udo de benchma king ealizado, o que deno a a p eocupação com es a audiência. No en an o, acesso aos comunicados de imp ensa p oduzidos e a con eúdos no iciosos p oduzidos in e namen e (não apenas no ícias saídas em ó gãos de comunicação) se iam uma mais- alia no acesso a in o mação adicional sob e a a i idade desen ol ida pela ins i uição. O po al possui uma pla a o ma de in ane que possibili a a comunicação in e na dos in es igado es MARE egis ados pe mi indo o acesso a documen os especí icos (no mas, empla es, p ocedimen os), ó uns de discussão dos g upos e linhas de in es igação e g upos de abalho olun á io, espos a a ques ioná ios de consul a pa a abalhos especí icos (e.g. 83 consul a aos in es igado es sob e u ilização do me gulho cien í ico nas suas a i idades de in es igação, consul a aos in es igado es sob e a sua pa icipação em a i idades de comunicação de ciência). Em e mos de polí ica de a ualização não exis e uma es a égia delineada. Os con eúdos são exclusi amen e sob e o MARE e p o ém de in o mação disponibilizada pelos in es igado es. Ten a da -se espos a aos pedidos e solici ações que ão chegando de o ma a bi á ia e dos á ios polos o que nem semp e é ácil de ge i , nomeadamen e no que diz espei o à impo ância e ele ância dos assun os e sob eca ga de pedidos em alguns pe íodos e à disponibilidade do ecu so humano alocado a es a a e a. A linguagem u ilizada não é demasiado cien í ica e ap esen a-se adap ada a um público mais leigo, al como a imagem e o ma o do p óp io websi e, que é le e, de ácil acesso e use iendly p e endendo a ingi odos os públicos. De aco do com a análise da u ilização do po al cons a ou-se que en e 01/02/2016 (da a de início de uncionamen o do po al) e 04/04/2017, 13 183 u ilizado es acede am ao mesmo num o al de 21 182 sessões endo-se p ocedido a 97 897 isualizações de página. Em média, cada u ilizado acede po sessão a 4,62 páginas pe manecendo em média no po al 3,34 minu os po sessão. A pe cen agem de no as sessões no pe íodo em análise oi de 62%, ou seja, mais de me ade dos u ilizado es e am no os. No que diz espei o à o igem dos u ilizado es que acedem ao po al do MARE, 56% acedem de Po ugal, seguindo-se 20% de acessos p o enien es dos USA, 7% do B asil, 4% da G ã-B e anha e 3% de Espanha (Figu a 9). Es es esul ados podem e le i o ac o da língua u ilizada no po al do MARE se o po uguês (embo a haja opção pa a inglês). Das en e is as ealizadas a gabine es de comunicação, as ês ins i uições cien í icas en e is adas u ilizam o inglês como língua o icial nos seus websi es, endo sido uma opção das di eções jus i icada pelo ac o dos po ais se di igi em a uma audiência mais especializada e in e nacional. Da análise da o igem dos acessos ao po al MARE e i icou-se ambém que 87% dos u ilizado es acedem a pa i de um desk op, 11% do ele one mó el e 2% do able (Figu a 10). Es es esul ados pe mi em conclui que a quase o alidade dos acessos ao po al p o em de um pos o ixo de abalho suge indo que uma maio in e a i idade do po al pode á pe mi i um c escimen o dos acessos a pa i de ou os disposi i os mó eis. 84 Fig. 9 – País de o igem dos u ilizado es do po al MARE. Fig. 10 – Pe cen agem de u ilizado es po ipo de acesso. Redes sociais O MARE possui con as de Facebook e YouTube, mas apenas a p imei a em uma u ilização egula (a con a YouTube em 31 subsc i o es, um o al de 767 isualizações e ês ídeos, dois de ca iz ins i ucional e uma sessão de escla ecimen o). 85 O Facebook é ido como um canal de comunicação ins i ucional di igido a odos os públicos cuja p io idade é a di ulgação de assun os em que o MARE é p o agonis a, embo a ambém possam se pa ilhados ou os cuja emá ica es eja elacionada com as á eas de a i idade do MARE. Quan o à polí ica de a ualização dos con eúdos, não es á de inida. A ges ão da página es á dependen e da disponibilização de emas pelos in es igado es e da disponibilidade do ecu so humano do gabine e de comunicação esponsá el pela a e a. Da análise à página de Facebook do MARE a a és de acesso como adminis ado (en e 01/02/2016 e 31/03/2017) cons a a-se que possui 3 436 seguido es dos quais 61% são mulhe es e 38% homens. A maio ia em en e 25 e 34 anos seguido dos g upos com 35 a 44 anos e 18 a 24 anos. A quase o alidade dos seguido es da página é de nacionalidade po uguesa (2 936) seguida da b asilei a (190) e espanhola (73). Mais uma ez, al pode á es a elacionado com o ac o dos con eúdos disponibilizados se em em língua po uguesa. Den o das cidades de o igem dos seguido es, a g ande maio ia é de Lisboa (543) seguido de Coimb a (148), Sin a (109) e Oei as (104). Tal pode á es a elacionado com o ac o de mui os dos seguido es da página se em os p óp ios in es igado es da ins i uição sendo que os polos de Lisboa e Coimb a são os que êm maio núme o de in es igado es. Os con eúdos disponibilizados na página de Facebook são di e si icados, des acando- se a pa ilha de no ícias saídas nos media e com e e ência ao MARE e a di ulgação de e en os e pales as em que o MARE pa icipa. Da análise do mês de ma ço de 2017 e i ica-se que a que e e maio alcance oi a di ulgação do con i e pa a um e en o o ganizado pelo MARE e ou os pa cei os e o que ob e e maio núme o de eações oi uma no ícia da SIC No ícias em que é en e is ada uma in es igado a do MARE. Apesa da inexis ência de es a égia de a ualização da página, e i ica-se que o pe íodo p e e encial de publicação se si ua en e as 11 e as 12 ho as e o pe íodo p e e encial de p esença dos seguido es do MARE na ede se si ua en e as 20 e as 23 ho as. Tal pode á signi ica uma diluição de alcance das publicações MARE uma ez que os seguido es acedem p e e encialmen e à ede ce ca de 9 a 11 ho as depois das publicações e em sido colocadas, podendo pe de -se en e as demais publicações que su gem nas linhas de empo dos u ilizado es. 86 Pa a além da página o icial do MARE, exis em ou as páginas “sa éli e”; os con eúdos des as páginas são po ezes pa ilhados na página o icial:  O MARE ai à escola: Dedicada ao p og ama educa i o o icial do MARE; são di ulgadas ações escola es ealizadas no âmbi o do p og ama e ou as ealizadas com ou os pa cei os; di ulgada in o mação e e en os conside ados ele an es no âmbi o da li e acia pa a o oceano.  Labo a ó io MAREFOZ: O MAREFOZ é um labo a ó io a ançado do polo MARE da Uni e sidade de Coimb a. Nes a página são di ulgadas ações, inicia i as e a i idades p omo idas po es a unidade. Pa ilha mui as das a i idades p omo idas pelo p oje o SERMARE, desen ol ido pela unidade.  SERMARE: O SERMARE, Sensibiliza e educa pa a uma sociedade azul, é um p oje o de educação e sensibilização ambien al e de comunicação de ciência o ien ado pa a o aumen o da li e acia sob e os oceanos inanciado pela Fundação Auchan e que p omo e a i idades no li o al cen o de Po ugal com in es igado es do labo a ó io MAREFOZ. Di ide-se em ês eixos de in e enção: “O MARE ai à escola” pa a alunos do 2º ciclo do ensino básico, “Às ol as com o MARE” e “O MARE ai à loja” ambos pa a jo ens acompanhados das espe i as amílias e público em ge al.  CETEMARES: O CETEMARES, Cen o de I&D, Fo mação e Di ulgação do Conhecimen o Ma í imo, é uma in aes u u a cien í ica e ecnológica de apoio às a i idades de in es igação no âmbi o dos ecu sos ma inhos e da sua sus en abilidade cons uída pelo Ins i u o Poli écnico de Lei ia (IPL). O edi ício acabou po se ans o ma na sede do MARE – IPL. A página de Facebook oi c iada an es do cen o in eg a o MARE e man e e-se di ulgando no ícias, e en os, p oje os e publicações cien í icas em que pa icipam os in es igado es des a unidade.  MARE STARTUP: É uma inicia i a pa a p omo e o emp eendedo ismo na á ea do ma , con ibuindo pa a o desen ol imen o da economia azul, em Po ugal. Resul ou do consó cio en e a Faculdade de Ciências da Uni e sidade de Lisboa, a Uni e sidade Ca ólica Po uguesa, a Sociedade de A aliação Es a égia e Risco e o Fó um Oceano – Associação da Economia do Ma , p e endendo se o p og ama de 87 e e ência no âmbi o da c iação de s a ups e ino ação emp esa ial de base cien í ica e ecnológica na á ea do ma . A página de Facebook di ulga as incia i as e e en os desen ol idos no âmbi o des e consó cio.  Olhó peixe esquinho: T a ou-se de um p oje o educa i o do MARE que se enquad a no obje i o es a égico do mesmo em p omo e a li e acia do oceano con ibuindo pa a uma sociedade azul in o mada e pa icipa i a. Es e p oje o oi inanciado pelo p og ama EEA g an s e con ou com a pa ce ia do Ag upamen o Escolas de Al alade, da Jun a de F eguesia de Al alade e da Câma a Municipal de Lisboa. Apesa do p oje o já e e minado, são ainda pa ilhados con eúdos ela i os a algumas inicia i as MARE e ou os emas elacionados com li e acia dos oceanos. MARE in o O MARE in o é uma e amen a de comunicação in e na que u iliza o e-mail pa a di ulga con eúdos di e si icados jun o da comunidade MARE (ce ca de 600 emails que incluem in es igado es e co po écnico e adminis a i o). Os con eúdos di ulgados podem ou não en ol e di e amen e o MARE e os seus in es igado es. Vão desde a pa ilha de no ícias, e en os, publicações, p oje os MARE a é a opo unidades de inanciamen o e abalho, e en os, no ícias, p oje os de ou em, desde que do in e esse e á eas de a uação da unidade. Não exis e es a égia de inida pa a o seu en io dependendo da disponibilização de in o mações ele an es po pa e dos in es igado es e colabo ado es MARE; a equência de en io a ia en e nenhum e á ios e-mails po dia. Ao colabo ado esponsá el pela ges ão do MARE in o cabe ambém a esponsabilidade de il a e seleciona os con eúdos que de e ão se ap o ei ados pa a publicação no websi e e na página de Facebook e que eencaminha a ou o elemen o do gabine e de comunicação que os publica. Em 2015 e 2016 o am ealizadas 187 e 275 di ulgações, espe i amen e, a a és des e canal de comunicação in e no. 88 MARE Newsle e T a a-se da newsle e in e na di igida aos in es igado es e colabo ado es do MARE que sin e iza as p incipais no ícias da ins i uição, publicações cien í icas, e en os u u os, opo unidades de inanciamen o e des aca, ambém, um p oje o MARE. Possui um ca á e mais cien í ico e pe mi e man e os in es igado es MARE in o mados sob e a a i idade ecen e de in es igação da ins i uição. Idealmen e a sua p odução se ia mensal, mas em sido imes al. É p oduzida po ês in es igado es do MARE – FCUL que colabo am a í ulo olun á io eunindo e selecionando os con eúdos a cons a . A edação e edição inal é da esponsabilidade dos elemen os do gabine e de comunicação. No ícias do MARE T a a-se de um bole im in o ma i o online bimes al com en e is as, epo agens, ídeos e no ícias ela i as a p oje os de odos os polos do MARE. Des ina-se aos in es igado es MARE, ins i uições ligadas ao ma e meios de comunicação social, a quem é en iada po e-mail, mas ambém é pa ilhada na página de Facebook. Tem um ca á e mais in o mal que a MARE newsle e , ap esen ando-se num o ma o mais in e a i o e linguagem simples. É p oduzida po dois dos colabo ado es do gabine e de comunicação. Os con eúdos são ecolhidos jun o dos in es igado es MARE que ambém podem ap esen a as suas suges ões e p opos as. Meios p esenciais O MARE em, ambém, comunicado ap o ei ando a p esença em á ios e en os pa a os quais é con idado ou desen ol endo e p omo endo p oje os e inicia i as p óp ias, mui as delas da esponsabilidade indi idual dos in es igado es que apenas solici am ao gabine e de comunicação a sua di ulgação nos canais digi ais. Nou os casos, há um en ol imen o, ges ão e pa icipação mais in eg ada e a i a do gabine e em a iculação com a di eção. En e as inicia i as p esenciais em que o MARE pa icipa des acam-se:  Fei as, es i ais de ciência e exposições: nes e âmbi o incluem-se inicia i as de ou each de ca á e público di igidas maio i a iamen e à sociedade podendo, pela sua na u eza, aba ca em públicos mais especí icos, como os deciso es polí icos e 89 as emp esas. Alguns exemplos são a Noi e Eu opeia dos In es igado es, o G een es , o Fes i al Ap oxima- e, .COME, Busines2sea, Oceans Business Week, en e ou os. Es es e en os pe mi em a ingi , não só uma maio di e sidade de públicos, como um maio núme o de pessoas. Po exemplo, só no âmbi o da Noi e Eu opeia dos In es igado es e ão pa icipado 4 000 pessoas e no Dia Abe o da FCUL 1 400, em 2016. O MARE o ganizou, ainda, a exposição de o og a ia sob e biodi e sidade ma inha da au o ia de Emanuel Gonçal es (in es igado do MARE – ISPA), em comemo ação do Dia Mundial dos Oceanos, que es e e pa en e no Cen o Come cial Colombo en e 7 e 19 de junho de 2016. Mais ecen emen e, e inse ida no âmbi o do 1.º Encon o sob e espécies exó icas aquá icas do Tejo o MARE desen ol eu em pa ce ia com o ICNF e o Fó um Cul u al de Alcoche e a exposição “In asão Exó ica: o Tejo sob ameaça” que es e e pa en e en e 15 de ma ço e 15 de ab il de 2017. Apesa do alcance conseguido com es e ipo de e en os, mui os deles ep esen am algum es o ço inancei o uma ez que implicam alugue de espaços exposi i os, p odução de ma e iais, deslocações pa a além de exigi em a disponibilidade de in es igado es e colabo ado es po pe íodos de algumas ho as a á ios dias, o que nem semp e é ácil de ge i .  Deba es, pales as, con e ências, ca és: di igidos à sociedade, aos pa es, às emp esas e aos deciso es polí icos. Ge almen e esul am de con i es indi iduais di igidos aos in es igado es ou pa em da inicia i a dos p óp ios. En e as á ias inicia i as em que o MARE pa icipou des acam-se as Quin as do MARE que de i a am das Quin as do Ma , an e io men e o ganizadas pelo Cen o de Oceanog a ia. Es e ciclo de pales as ealiza-se quinzenalmen e, às quin as- ei as, endo como obje i o di ulga o abalho de in es igação e e uado pelo MARE e po con idados ex e nos a abalha em á eas de in es igação a ins, a um público ala gado. Ca ac e izam-se po uma abo dagem acessí el a pessoas com uma o mação de base di e sa, aos emas de in es igação de base e aplicada na á ea do ma e bacias hid og á icas. Têm uma du ação ap oximada de 30 minu os ealizando-se a segui ao almoço, em di e en es polos geog á icos do MARE. As pales as ealizadas no MARE-FCUL e MARE-IPL são ansmi idas em s eaming e os ídeos de odas as pales as são disponibilizados no po al MARE. A di ulgação oco e no websi e, no MARE in o, na página de Facebook, na mailling lis 96 pe mi e que uma emp esa, negócio, p odu o ou indús ia comp eenda o que pode ou não aze com base em a o es in e nos e ex e nos (websi e In es opedia). U ilizando a ecolha de dados ex e nos que pe mi em a alia a posição de uma emp esa, uma análise SWOT pe mi e de e mina o que pode á ajuda a emp esa a a ingi seus obje i os e quais os obs áculos que de em se supe ados ou minimizados pa a alcança os esul ados desejados. Nes e sen ido, a ealização des e ipo de análise no âmbi o do p esen e abalho de p oje o assume-se como na u al pe mi indo sin e iza as análises ex e na e in e na, iden i ica elemen os cha e pa a a ges ão da comunicação es abelecendo p io idades de a uação, p opo opções es a égicas com base nos pon os posi i os e econhecendo os que há a melho a . Na sequência de oda a in o mação ecolhida no âmbi o des e abalho de p oje o, e com o obje i o de desenha a p opos a de plano de comunicação es a égica pa a o MARE suge e-se, en ão, a seguin e análise SWOT: 96 POSITIVOS NEGATIVOS INTERNOS (ORGANIZAÇÃO) Fo ças - Ins i uição ecen e com ele ado po encial de c escimen o e cujas unidades que lhe de am o igem possuem já um longo his o ial, expe ise e know-how que azem do MARE uma ins i uição de e e ência nacional e in e nacional no es udo dos ecossis emas aquá icos e ambien ais; - Dimensão e implemen ação geog á ica possibili am maio ação local e consequen emen e nacional; - Di e sidade de emas de in es igação na á ea do ma e ambien e, cob indo a o alidade dos ecossis emas aquá icos; - Compe ências e econhecimen o cien í ico nas á eas de a uação que c edibilizam a ins i uição; - Di e sidade de e amen as de comunicação já implemen adas; - Inicia i as publicamen e econhecidas e com bons esul ados (“O MARE ai  escola”; MARE STARTUP; Quin as do MARE). F aquezas - A dimensão e dispe são geog á ica di icul am a comunicação in e na; - Ausência de gabine e de comunicação p o issionalizado (sem ecu sos humanos a empo o al e o çamen o dedicado); - Ausência de planeamen o de comunicação es a égico, in eg ado e anual; - Di iculdade na comunicação in e na; - Fal a de econhecimen o da comunicação de ciência em e mos indi iduais e cole i os; - Fal a de en ol imen o dos in es igado es em inicia i as de comunicação de ciência; - Fal a de o inas e p ocedimen os que agilizem a comunicação in e na. EXTERNOS (AMBIENTE) Opo unidades - Tomada de consciência mundial pa a a impo ância e agilidade dos ecossis emas oceânicos; - Ele ado po encial de c escimen o; - Impo ância es a égica da comunicação de ciência pa a a ins i uição; - P o issionalização do gabine e de comunicação; - Es abelecimen o de um plano de comunicação in eg ado; - C iação de pa ce ias es a égicas pa a dinamização de a i idades de ou each. Ameaças - Conco ência di e a (e.g. CIIMAR, Oceaná io de Lisboa) com comunicação de ciência es a egicamen e implemen ada há á ios anos; - Al e ação sis emá ica das polí icas nacionais de apoio à in es igação; - Al e ação da isão das di eções; - Limi ação de inanciamen o à comunicação de ciência. 97 Em esumo, pode dize -se que o MARE é uma unidade ecen e de in es igação nacional na á ea do ma e do ambien e com dimensão e implemen ação geog á ica que pe mi e a sua a i mação como ins i uição de e e ência na sua á ea de a uação. Assume a comunicação de ciência como um obje i o es a égico, o que desde logo é um bom pon o de pa ida e uma mais- alia pa a o que se p e ende implemen a no u u o. A sua dimensão, sendo um dos seus pon os o es é ambém, p o a elmen e, a sua maio aqueza pelo desa io que a comunicação in e na e consequen emen e ex e na, ep esen a. Pa a colma a es a di iculdade, a exis ência de um gabine e de comunicação dedicado e p o issionalizado e um o çamen o especí ico se iam undamen ais, pe mi indo o desen ol imen o da comunicação de o ma es a égica e coe en e, u ilizando as já di e sas e amen as, inicia i as e a i idades implemen adas. Aliás, é no á el o abalho que em sido desen ol ido endo em con a as limi ações encon adas, que pelas audiências a ingidas e canais u ilizados, que pelas a i idades, p oje os e inicia i as implemen adas e pela pa icipação e impac o conseguidos. A exis ência de um gabine e e de um plano de comunicação dedicados pe mi i iam o c escimen o e maio desen ol imen o da comunicação ex e na, es u u ando não só udo o que em já sido ealizado, mas ambém es abelecendo no os obje i os e mensagens comunicacionais di igidas aos di e en es públicos-al o do MARE, sem esquece a medição de impac o. Po ou o lado, a exis ência de um gabine e e plano de comunicação pe mi i iam agiliza a comunicação in e na, c ucial na alimen ação da comunicação ex e na, a a és da implemen ação de p ocedimen os, medidas e inicia i as que melho em o econhecimen o in e no da comunicação de ciência em e mos indi iduais e cole i os. Só com um en aizamen o de uma polí ica de comunicação de ciência na ins i uição ans e sal a odos os seus elemen os e u u as di eções pode -se-á pensa a médio/longo p azo e comba e ou as ameaças, nomeadamen e a exis ência de ou as o ganizações que conco em pelo p o agonismo na mesma á ea de a uação, e as p óp ias al e ações cons an es e sucessi as às polí icas nacionais de inanciamen o cien í icos que colocam pe manen emen e em causa a na u eza e exis ência das ins i uições cien í icas e das suas es a égias. Mas as agilidades encon adas não são uma no idade. A al a de ecu sos humanos e inancei os, a al a de p o issionalização e a al a de en ol imen o dos p óp ios in es igado es em ações de comunicação pública de ciência o am ambém aspe os iden i icados no es udo de 98 En adas (2015) como con ibuindo pa a o ca á e pon ual da comunicação nas unidades nacionais de in es igação e desen ol imen o, po um lado, e pa a o supe icial en aizamen o das p á icas de comunicação nessas unidades (G anado e Malhei os, 2015). Mas endo em con a a sua ainda cu a his ó ia de ida, o in e esse es a égico que a comunicação de ciência assume e as inicia i as de sucesso que êm sido desen ol idas, o MARE em udo pa a le a a bom po o es a a e a, a da comunicação de ciência. 99 CAPÍTULO V – PROPOSTA DE PLANO DE COMUNICAÇÃO PARA O MARE 5.1. In odução O MARE – Cen o de Ciência do Ma e do Ambien e, é uma unidade po uguesa de in es igação cien í ica, desen ol imen o ecnológico e ino ação que a ua na á ea das ciências do ma e do ambien e. Fundada em 2015, es e cen o ado a uma abo dagem in eg ado a e holís ica, concen ando uma g ande di e sidade de alências, capacidades e meios, desen ol endo as suas a i idades de in es igação o ien adas pa a os p oblemas e desa ios da sociedade, em es ei a pa ce ia com cen os de in es igação nacionais e in e nacionais. Com 516 in es igado es dos quais me ade é dou o ada, o MARE combina compe ências de in es igação cien í ica e desen ol imen o ecnológico aplicadas a odos os sis emas aquá icos, desde as bacias hid og á icas, es uá ios e zonas cos ei as, a é ao oceano abe o e ma p o undo, num con ex o a ual de al e ações egionais e globais e de impac os an opogénicos cumula i os. Possui uma implan ação e i o ial de âmbi o nacional com polos em Lisboa, Coimb a, Aço es, É o a, Lei ia e Madei a. Tem como missão desen ol e in es igação cien í ica, p omo e educação, ans e i conhecimen o e ecnologia pa a o se o p odu i o e di ulga ciência à sociedade a a és de edes de colabo ação egionais, nacionais e in e nacionais. P e ende se uma ins i uição líde no domínio cien í ico e ino ação ao se iço do desen ol imen o económico e social, ocando-se na implemen ação de polí icas públicas e di e i as eu opeias e nos desa ios das sociedades a uais. Os seus p incipais obje i os são: 1. P omo e o conhecimen o do uncionamen o dos ecossis emas ma inhos, e dos sis emas de água doce e es ua inos que com eles se in e elacionam; 2. Desen ol e e amen as pa a o uso sus en á el dos ecossis emas de água doce, es ua inos e ma inhos, no âmbi o de p io idades egionais, nacionais e in e nacionais; 100 3. Desen ol e conhecimen o cien í ico e ecnológico pa a p o idencia alimen o e ou os ecu sos i os e não i os  sociedade; 4. P omo e o bom es ado ecológico dos oceanos e ma es, dos es uá ios e das bacias hid og á icas; 5. Desen ol e ações de p o eção da biodi e sidade e de conse ação dos ecossis emas aquá icos; 6. Desen ol e coope ação ao ní el in e nacional pa a a o mação a ançada, con ibuindo pa a uma no a ge ação de cien is as e p o issionais p epa ados pa a a Economia Azul; 7. P omo e a li e acia do Oceano, con ibuindo pa a uma “Sociedade Azul” pa icipa i a. Embo a o negócio p incipal da ins i uição seja a in es igação, a conquis a des es obje i os depende de elações in e nas e ex e nas e de pa ce ias a c ia com s akeholde s cha e que implicam uma comunicação es ei a, coe en e e es u u ada. O plano que aqui se p opõe p e ende de ini a es a égia que p omo a e acili e a comunicação da ins i uição com as suas audiências. 5.2. P opósi os de comunicação O que se p e ende? O MARE p e ende comunica os esul ados do seu abalho de in es igação no domínio dos ecossis emas aquá icos e ambien ais com ês g andes obje i os: in o ma , en ol e e inspi a . Em pa icula ambiciona:  Es abelece epu ação, ulga iza o seu nome e massi ica a sua ma ca;  P omo e -se como o in e locu o de e e ência nas ques ões ligadas ao ma ;  Es abelece e ge i elações de con iança com s akeholde s e audiências cha e;  In o ma as suas audiências sob e a in es igação que desen ol e e as a i idades em que pa icipa; 101  P omo e a ans e ência de conhecimen o cien í ico pa a a sociedade;  P omo e a cul u a cien í ica no ge al, ap oximando a ciência da sociedade, e a li e acia do oceano em pa icula , a a és do diálogo en e os seus in es igado es e os cidadãos;  Educa e capaci a as ge ações u u as a p ese a os ecossis emas aquá icos e ambien ais o mando cidadãos mais conscien es e p omo endo compo amen os ambien almen e sus en á eis. Como o pode á aze ?  Apoiando e enco ajando os in es igado es/colabo ado es MARE a comunica em e pa ilha em o seu abalho in e na e ex e namen e e a en ol e em-se mais nas inicia i as e a i idades de comunicação de ciência;  Di ulgando os esul ados e as his ó ias po de ás da in es igação u ilizando odos os meios ao dispo (media, canais digi ais, edes sociais, newsle e s, p esença em e en os cien í icos e sociais, euniões de abalho);  Desen ol endo uma pa icipação a i a nos meios digi ais (websi e e edes sociais);  P ocu ando a i amen e os media;  Desen ol endo um p og ama educa i o escola e de ou each;  C iando pa ce ias es a égicas com s akeholde s impo an es pa a a conc e ização dos obje i os do MARE. 5.3. Audiências MARE Pa a quem comunica? Conside ando os seus obje i os es a égicos, o MARE comunica com um conjun o as o de audiências cha e, nomeadamen e: 102 In es igado es e colabo ado es São o p imei o al o da comunicação da ins i uição. Sem o seu en ol imen o não é possí el desen ol e a comunicação ex e na. A comunicação in e na de e se o e e e icaz. Media São mensagei os impo an es na cobe u a do abalho desen ol ido no MARE e di ulgação dos seus esul ados. O es abelecimen o de uma elação de con iança com os ó gãos de comunicação social e p omoção e econhecimen o do abalho ei o é essencial pa a aze chega o MARE a uma audiência mais as a. Pa es No MARE o abalho em ede e equipa é essencial. O MARE desen ol e in es igação com ou os cen os e unidades de in es igação no sen ido de p omo e a ala anca o seu p óp io abalho. Pa icipa em edes nacionais e in e nacionais pa a alcança os obje i os a que se p opõe, en ol e - se em no os p oje os e cap a inanciamen o. A comunicação com os pa es é undamen al na di ulgação do abalho que desen ol e e na conquis a de no as opo unidades es a égicas que lhe pe mi am ala anca a sua a i idade de in es igação. Inclui unidades de in es igação, labo a ó ios associados, uni e sidades e ou os cen os de pesquisa e in es igação nacionais e in e nacionais, e os seus colabo ado es, alunos e in es igado es. Deciso es polí icos, as emp esas e as indús ias São s akeholde s cha e no desen ol imen o de p opos as e polí icas que p omo am a p o eção e conse ação da biodi e sidade e ecossis emas aquá icos e ambien ais e ap o ei amen o sus en á el dos mesmos, e pa cei os es a égicos no clus e do ma e o çando a ans e ência de conhecimen o cien í ico pa a a sociedade e p omo endo o desen ol imen o de no os p odu os. São ambém esponsá eis po g ande pa e do inanciamen o MARE, pelo que a comunicação com es as audiências é i al pa a o desen ol imen o do cen o. 103 Alunos do ensino supe io e jo ens in es igado es Alinhado com um dos seus obje i os es a égicos de desen ol e o mação a ançada con ibuindo pa a uma no a ge ação de cien is as e p o issionais p epa ados pa a a economia azul, o MARE p e ende cap a alunos do ensino supe io em o mação e jo ens in es igado es pa a in eg a em a sua o e a o ma i a e desen ol e em os seus abalhos de in es igação no MARE e em colabo ação com seus in es igado es. Escolas No âmbi o dos seus obje i os es a égicos e de comunicação, as escolas cons i uem-se como um dos públicos cha e do MARE no sen ido de se p omo e uma maio li e acia do oceano e o ma u u os cidadãos mais conscien es e esponsá eis ambien almen e. Incluem os alunos do ensino p é-escola ao secundá io e seus educado es e p o esso es. Sociedade P omo e a li e acia do Oceano con ibuindo pa a uma sociedade azul pa icipa i a é o obje i o es a égico do MARE que de ine a p io idade de comunicação com es a audiência. O MARE p e ende da a conhece e en ol e an o o público já sensibilizado pa a os emas que in es iga, como aquele que ainda não os conhece, u ilizando os canais online e o line e a a és de inicia i as de en ol imen o do público. 5.4. O plano es a égico de comunicação Como começa ? Pa a comunica de o ma mais e icaz se ia impo an e a exis ência de um gabine e de comunicação p o issionalizado e dedicado, com um plano de comunicação e um o çamen o. Suge e-se:  En ol imen o da di eção na de inição de uma polí ica de comunicação es a égica e sua de esa incondicional pe an e a o ganização; 104  Adjudicação de duas pessoas a empo o al, uma com o mação cien í ica de base e o mação complemen a e expe iência em comunicação de ciência e ou a com o mação de base na á ea das ciências da comunicação (comunicação social, comunicação emp esa ial, ma ke ing);  De inição de á eas de a uação e esponsabilidades: Comunicação ins i ucional (coo denação do gabine e)  Coo denação ge al da a i idade de comunicação de ciência do MARE;  Cen alização de oda a comunicação ins i ucional;  Relação com os media, assesso ia de imp ensa, comunicados de imp ensa;  Ges ão dos meios digi ais (po al e edes sociais, MARE in o, no ícias do MARE);  Ges ão e coo denação da p esença em e en os ( ei as, es i ais, exposições, pales as, deba es públicos) e desen ol imen o de pa ce ias ins i ucionais;  Cen alização da in o mação cien í ica in e na, seleção de emas, pon o de con ac o com ou os polos e in es igado es MARE;  Desen ol imen o de con eúdos pa a odos os canais;  Edição do ela ó io anual de a i idades. Ou each  Apoio ao desen ol imen o de e en os ex e nos e in e nos;  Apoio in e no no desen ol imen o de a e as e planos de comunicação pa a p oje os;  Desen ol imen o e ges ão de p oje os de comunicação de ciência e ou each;  Desen ol imen o de con eúdos pa a odos os canais;  Apoio na edição do ela ó io anual de a i idades. 111 Media Obje i os  Chega a odos os públicos, nomeadamen e ao g ande público;  Da a conhece o que é ealizado pela ins i uição;  P omo e a li e acia do oceano. Mensagens cha e  O MARE é o in e locu o de e e ência nacional pa a os assun os do oceano;  O MARE desen ol e in es igação de excelência na á ea dos ecossis emas aquá icos e ambien ais;  O MARE abalha pa a ap oxima a ciência da sociedade. Canais e inicia i as  C iação de base de dados de con ac os media;  Disponibilização de in o mação ele an e no sepa ado media do po al (e.g. comunicados de imp ensa, no ícias media com menção ao MARE, p odução de no ícias p óp ias, disponibilização de media ki a ualizado e mais in o ma i o);  Realização de e en os pa a os media de ap esen ação do MARE (e.g. saídas de campo, passeios cien í icos, isi a às ins alações, encon os media-cien is as);  Seleção anual de e en os e emas a oca , independen emen e de ou os que possam su gi nomeadamen e no âmbi o da a i idade cien í ica co en e do MARE. Es es e en os/ emas se iam al o de es a égia de di ulgação plani icada incluindo p odução de comunicado de imp ensa, no ícia p óp ia MARE, di ulgação nos canais online, di ulgação in e na, pa ce ias com ou as en idades p omo o as, c iação de e en os especí icos de p omoção com con i e a jo nalis as (em pa ce ia com os in es igado es MARE mais adequados a cada ema; e.g. limpeza de p aia, isi a às poças, isi a ao me cado, saídas de ba co), p odução de ou os ma e iais a es uda ;  C ia base de dados de in es igado es nomeados como 112 in e locu o es media p e e enciais de aco do com emas ipo pa a os quais o MARE possa se con ac ado;  P opos a de emas: 1-3 e emé ides (e.g. dia do oceano, dia MARE, ou o) | Lançamen o p og ama O MARE ai à escola | Ho opics: lixo ma inho, al e ações climá icas, consumo sus en á el de pescado, á eas ma inhas p o egidas | Alinhamen o com de e minadas épocas do ano pa a di ulgação de emá icas especí icas: Na al - bacalhau, pol o, Páscoa – lamp eia, San os popula es – sa dinha;  Con a a se iço de p ess clipping;  P opo pa ce ia com ó gão(s) digi al(is) pa a o necimen o de ub icas mensais (e.g. FCUL e es an es uni e sidades com polos ma e, Wilde , Visão Júnio , Es elas e Ou iços). A aliação | Indicado es  Núme o de con ac os ealizados com os media;  Núme o de e e ências MARE nos media;  Núme o de comunicados de imp ensa p oduzidos;  Relação comunicados de imp ensa/no ícias esul an es;  Núme o e pa icipação em e en os especí icos di igidos aos media. 113 Pa es Obje i os  Di ulga o MARE, os seus esul ados de in es igação e as suas in aes u u as nacional e in e nacionalmen e;  A ai in es igado es nacionais e in e nacionais a in eg a em os planos de o mação do MARE, a u iliza em as suas in aes u u as e/ou expe ise, a desen ol e em p oje os e pa ce ias conjun as. Mensagens cha e  O MARE é uma unidade de in es igação de excelência na á ea dos ecossis emas aquá icos e ambien ais com ele ância nacional e in e nacional;  No MARE encon am-se odas as condições necessá ias à o mação e desen ol imen o de um abalho de in es igação de qualidade;  O MARE p e ende es abelece pa ce ias es a égicas nacionais e in e nacionais que p omo am uma in es igação conjun a e de e e ência no domínio das ciências do ma e do ambien e. Canais e inicia i as  Desen ol e a comunicação ins i ucional;  P omo e o MARE nas pla a o mas online in e nacionais (e.g. colocando os comunicados de imp ensa em pla a o mas in e nacionais);  P oduzi e p omo e um ídeo ins i ucional de ap esen ação do MARE com o obje i o de headhun ing;  Re o ça a di ulgação das Quin as do MARE (e.g. di ulgação semes al de odo o p og ama nos canais MARE; disponibilização das sessões g a adas no po al e no YouTube; c ia pa ce ias com as uni e sidades MARE pa a que di ulguem, al como a FCUL já o az, o p og ama e as sessões quinzenais u ilizando os seus meios);  Apoia os in es igado es em odos os p oje os de disseminação de esul ados pa a que o gabine e de comunicação seja solici ado (e.g. planeamen o es a égico da comunicação, o ganização de e en os, 114 de inição da imagem, di ulgação, assesso ia de imp ensa);  P oduzi e p omo e ilmes cu os (dois minu os) de ap esen ação dos alunos que e minam os seus dou o amen os e in es igado es MARE (em ez de ilmes pode iam se en e is as cu as a coloca no po al e di ulgadas na página de Facebook);  P odução po cada labo a ó io MARE e disponibilização nos canais online de ap esen ações cu as com cinco a dez slides que espondam a ques ões como: Quem são?, Onde es ão?, Á eas de in es igação, P oje os, Publicações, A que podem da espos a?. A aliação | Indicado es  Núme o de comunicados pa ilhados em pla a o mas online in e nacionais e núme o de no ícias esul an es;  Núme o de isualizações ídeo ins i ucional;  Núme o sessões das Quin as do MARE ealizadas, núme o de pa icipan es, núme o de publicações di ulgadas e núme o de eações nos di e sos canais online;  Núme o de ilmes cu os/en e is as dos alunos dou o ados e in es igado es MARE p oduzidas e núme o de eações nos di e sos canais online;  Núme o de ap esen ações de labo a ó ios/g upos MARE p oduzidas e núme o de eações nos di e sos canais online. 115 Deciso es polí icos, emp esas e indús ias Obje i os  Di ulga o abalho do MARE nas á eas da bio ecnologia e economia azul com o in ui o de a ai no os pa cei os e cap a inanciamen o;  Pa icipa nos e en os nacionais e in e nacionais ele an es pa a ap esen ação e alo ização da in es igação MARE aplicada aos se o es indus ial e emp esa ial;  Coloca o MARE nos p incipais ó uns de discussão dos p oblemas conc e os dos se o es onde a ua;  P opo e en os e inicia i as que p omo am o con ac o en e os in es igado es do MARE, os deciso es polí icos, as emp esas e as indús ias do se o . Mensagens cha e  O MARE desen ol e in es igação e ecnologia aplicadas ao ma ;  O MARE é um pa cei o es a égico pa a o desen ol imen o da economia azul;  O MARE es á en ol ido na c iação de polí icas p omo o as do conhecimen o, conse ação, desen ol imen o ecnológico e uso sus en á el dos ecossis emas aquá icos. Canais e inicia i as  Dinamiza o MARE STARTUP a a és da ealização de e en os especí icos de p omoção do p og ama e da di ulgação a i a nos canais MARE (online e o line);  P omo e encon os en e os in es igado es MARE e os s akeholde s que possibili em a ap esen ação dos p oje os, p odu os e pa ce ias MARE com elação o e aos se o es go e na i o, emp esa ial e indus ial;  O ganiza isi as aos polos MARE de e en uais pa cei os es a égicos no se o do ma de o ma a p omo e a ap oximação en e a in es igação MARE e a indús ia e o in e câmbio de ideias e in e esses;  Con inua a pa icipa em ei as, exposições e e en os di ecionados a es a audiência, nomeadamen e Business2sea e Ocean’s Mee ing, 116 p opondo no as inicia i as que es imulem a c iação de pa ce ias es a égicas en e os in es igado es MARE e o se o emp esa ial e indus ial do ma (e.g. con ida os g upos/in es igado es MARE com in es igação aplicada a es a em p esen es e ap esen a os seus p oje os e p odu os). A aliação | Indicado es  Ques ioná io de a aliação de in e esses a implemen a nos encon os in es igado es – emp esas;  U ilização de e amen as in o mais de a aliação da ap eciação nas ei as (e.g. o ações, colocação de ques ões especí icas);  Núme o de e en os ealizados;  Núme o de p esenças em ei as;  Núme o de isi an es nas ei as;  Núme o de comunicados de imp ensa p oduzidos nes e âmbi o;  Núme o de publicações e eações nas edes sociais a no ícias nes e âmbi o;  Núme o de pa ce ias es abelecidas;  Núme o de in es igado es pa icipan es nas a i idades desen ol idas. 117 Alunos do ensino supe io e jo ens in es igado es Obje i os  Di ulga a o e a o ma i a em que o MARE pa icipa nos canais ao seu dispo ;  Desen ol e e amen as e inicia i as que a aiam alunos de mes ado, dou o amen o e pós-dou o amen o e jo ens in es igado es de excelência;  Melho a a elação dos alunos e jo ens in es igado es com a ins i uição;  Fo ma in es igado es capazes de comunica o seu abalho a qualque audiência. Mensagens cha e  O MARE é uma unidade de in es igação na á ea dos ecossis emas aquá icos e ambien ais com ele ância nacional e in e nacional;  No MARE ob ém-se o mação a ançada de excelência pa a uma p o issão de u u o na á ea dos ecossis emas aquá icos;  No MARE encon am-se odas as condições necessá ias à o mação e desen ol imen o de um abalho de in es igação de qualidade. Canais e inicia i as  Disponibiliza in o mação a ualizada no po al e p omo e os p og amas de o mação a ançada do MARE nos meios online e o line;  P oduzi e p omo e um ídeo ins i ucional de ap esen ação do MARE com o obje i o de headhun ing;  C ia p og amas de isi as labo a o iais e es ágios cu os (semanais/quinzenais) di igidos aos alunos de mes ado, dou o amen o e pós-dou o amen o do MARE que pe mi am di ulga a in es igação ei a nos á ios polos e p omo am a mobilidade in e na e cap ação de u u os jo ens in es igado es;  Desen ol e ações de o mação em so skills (e.g. p epa ação do cien is a pa a o me cado de abalho: como esc e e um cu iculum i ae?; como p epa a uma en e is a de emp ego?; 118 emp eendedo ismo; c iação de emp esas; Sou in es igado : que opo unidades exis em no me cado de abalho?; Como desen ol e um p oje o cien í ico?) que melho em a emp egabilidade dos jo ens o mados, p omo am as elações in e pessoais e c iem melho ambien e de abalho;  P opo a inclusão de cu sos/módulos/pe íodos de o mação em comunicação de ciência que possam se lecionados no âmbi o das licencia u as das á ias uni e sidades que cons i uem o MARE ou no âmbi o dos planos de mes ado, dou o amen o e pós-dou o amen o dos in es igado es que os desen ol am no MARE;  P opo a cons i uição de uma comissão de alunos em o mação pós g aduada (mes ado, dou o amen o, pós-dou o amen o) que p omo a a i idades e inicia i as que es imulem a pa ilha de aspe os esul an es da a i idade de in es igação e seus esul ados, mas ambém as elações sociais e o con í io;  P omo e a ap endizagem de línguas (e.g. inglês, po uguês) negociando pa ce ias come ciais. A aliação | Indicado es  Ques ioná ios de a aliação de ap eciação e impac o dos p og amas de o mação desen ol idos;  Núme o de ações desen ol idas;  Núme o de candida os aos p og amas de o mação;  Emp egabilidade conseguida;  Núme o de isualizações do ídeo ins i ucional c iado. 119 Escolas Obje i os  Con ibui de o ma a i a pa a a li e acia do oceano desde en a idade;  Aumen a o in e esse pela in es igação ma inha;  A ai no os alunos pa a o ensino uni e si á io. Mensagens cha e  A li e acia do oceano diz espei o ao impac o que o oceano em no Homem e o Homem no oceano;  Os ma es e os oceanos desempenham um papel essencial no uncionamen o do plane a;  O MARE es á comp ome ido na p omoção da li e acia do oceano con ibuindo pa a uma sociedade azul pa icipa i a;  Todos podemos con ibui pa a conse a o oceano e o ná-lo mais sus en á el. Canais e inicia i as  Consolida o p og ama educa i o do MARE “O MARE ai  escola”, man endo a sua qualidade e impac o, ala gando-o à o alidade dos polos MARE e p omo endo no as inicia i as e a i idades ( undamen al aumen a o núme o de euniões com odos os colabo ado es MARE en ol idos, uni o miza o p og ama p es ando o mação e melho ando e disponibilizando as e amen as e ma e iais que pe mi am essa uni o mização);  Cons ui uma bolsa de colabo ado es cap ando alunos a desen ol e abalho no MARE in e essados em pa icipa nas a i idades do p og ama educa i o, disponibilizando o mação e acompanhamen o;  Disponibiliza a i idades especí icas pa a alunos do ensino secundá io, de o ma a p omo e a sua pa icipação no p og ama educa i o (e.g. p oje os de ano le i o com escolas e u mas especí icas que en ol am abalho labo a o ial e apoio MARE; summe schools 120 MARE; pa ece ias com ou as ins i uições como a EMEPC);  Con inua o abalho que em sido desen ol ido com en idades pa cei as (e.g. Ciência Vi a, EMEPC, Escola Azul, Jo ens ao Ma );  Apos a na o mação c edi ada de p o esso es no âmbi o da li e acia do oceano, em consonância com os p og amas cu icula es lecionados e es imulando a aplicação de écnicas labo a o iais;  Cap a inanciamen o a a és de p oje os especí icos de ou each pa a o público escola ;  Con inua a aplica e amen as de a aliação de ap eciação e aquisição de conhecimen os e desen ol e e amen as de a aliação de impac o;  Ap o ei a os esul ados conseguidos pa a desen ol e a in es igação nas á eas da comunicação de ciência e educação;  Es uda e discu i a hipó ese de i a desen ol e a i idades com ins luc a i os que p omo am a educação pa a a conse ação, a li e acia dos oceanos e o en e enimen o, pe mi indo supo a algumas da a i idade educa i a g a ui a a ualmen e disponibilizada (e.g. campos de é ias, es as de ani e sá io, isi as e saídas de campo). A aliação | Indicado es  Ques ioná ios de a aliação, de ap eciação e de aquisição de conhecimen os nas a i idades do MARE ai à escola;  A aliação de impac o: a implemen a em p oje os de ano le i o que pe mi em a aliação p é e pós p oje o ( ecu so a ques ioná ios, en e is as e ou as e amen as a es uda );  Núme o de alunos pa icipan es (po ano de escola idade e localidade) e de sessões ealizadas (po ema) no p og ama educa i o;  Núme o de pa ce ias e inicia i as com se colabo a. 127 h ps://endea o .o g.b /benchma king/ En adas, M. (2015). En ol imen o socie al pelos cen os de I&D. In 40 Anos de Polí icas de Ciência e de Ensino Supe io (Rodigues, M.L., Hei o , M., eds.). Almedina, Lisboa. h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/278708588_En ol imen o_socie al_pelos_cen os _de_ID_em_Po ugal En adas, M., Baue , M.M. (2016). Mobilisa ion o public engagemen : Benchma king he p ac ices o esea ch ins i u es. Public Unde s anding o Science. h p://ep in s.lse.ac.uk/65713/1/Baue _Mobilisa ion%20 o %20public_2016.pd Fiolhais, C., Ma ins, D. (2010). B e e his ó ia da ciência em Po ugal. Imp ensa da Uni e sidade de Coimb a/G adi a. Fundação pa a a Ciência e Tecnologia. His ó ia da Fundação pa a a Ciência e a Tecnologia. h ps://www. c .p /his o ia/ Ge olimos, M. (2011). Academic lib a ies on Facebook: an analysis o use s commen s. D-Lib Magazine 17, 11-12. h p://www.dlib.o g/dlib/no embe 11/ge olimos/11ge olimos.p in .h ml G anado, A., Malhei os, J.V. (2015). Cul u a cien í ica em Po ugal: Fe amen as pa a pe cebe o mundo e pa a ap ende a mudá-lo. Fundação F ancisco Manuel dos San os, Lisboa. h ps:// ms.p /upload/docs/cul u a-cien i ica-em-po ugal_F _Gd2XT0kuna2dLeXNB8A.pd Godinho, A. (2017). Beyond pee s: communica ion and ou each. 3 d IDPASCC S uden Wo kshop, B aga, Po ugal. (Ap esen ação o al). h p://www.idpasc.lip.p /LIP/e en s/2017_wo kshop_s uden s_uminho/ iles/p esen a ions/2 7-Sa u day/01-Ana_Godinho.pd Gonçal es, M.E. (1996). Mi os e ealidades da polí ica cien í ica po uguesa. Re is a C í ica de Ciências Sociais 46, 47-67. h p://www.ces.uc.p /publicacoes/ ccs/a igos/46/Ma ia%20Edua da%20Goncal es%20- %20Mi os%20e%20 ealidades%20da%20poli ica%20cien i ica%20po uguesa.pd Gonçal es, C.D. (2004). Cien is as e leigos: uma ques ão de comunicação e cul u a. Comunicação e Sociedade 6, 11-33. h p:// e is acomsoc.p /index.php/comsoc/a icle/ iew/1226/1169 Hallahan, K., Hol zhausen, D., an Rule , B., Ve čič, D., S i amesh, K. (2007). De ining S a egic Communica ion. In e na ional Jou nal o S a egic Communica ion 1, 3-35. h p://www. and online.com/doi/abs/10.1080/15531180701285244?jou nalCode=hs c20 128 Hols i, O.R. (1969). Con en Analysis o he Social Sciences and Humani ies. Reading, Mass., Addison-Wesley Publishing Company. h p://jou nals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/000169937001300209 In es opedia. SWOT Analysis. h p://www.in es opedia.com/ e ms/s/swo .asp Ko le , P. (2003). Ma ke ing managemen . 11 h edi ion, Uppe Saddle Ri e , NJ, P en ice Hall. h ps://www. c .p /his o ia/docs/Lei91_1988.pd Lei n.º 91/88 de 13 de Agos o de 1998 da Assembleia da República. Diá io da República: I Sé ie, No 187 (1988). h ps://www. c .p /his o ia/docs/Lei91_1988.pd Lindon, D., Lend e is, J., Rod igues J.V., Dionísio, P. (2000). Me ca o 2000: eo ia e p á ica do ma ke ing. Publicações Dom Quixo e, Po o. Ma k es (2016). Os po ugueses e as edes sociais 2016. Ma k es Consul ing. h p://www.ma k es .com/wap/p i a e/images/Logos/Folhe o_ edes_sociais_2016.pd Massoli, L. (2007). Science on he ne : an analysis o he websi es o he Eu opean public esea ch ins i u ions. Jou nal o Science Communica ion 6, 1-16. h ps://pd s.seman icschola .o g/ca5e/dbab0203 5e6113aab9554230e563c d4 e1.pd Ma cinkowski, F., Koh ing, M., Fü s , S., F ied ichsmeie , A. (2014). O ganiza ional In luence on Scien is s’ E o s o Go Public. Science Communica ion 36, 56-80. h p://jou nals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/1075547013494022 Ma os, A. (2000). Os agen es e os meios de di ulgação cien í ica e ecnológica em Po ugal no século XIX. Sc ip a No a, Re is a Elec ónica de Geog a ía y Ciencias Sociales Uni e sidade de Ba celona 69. h ps://dspace.ue o a.p / dpc/bi s eam/10174/2389/1/Os%20agen es%20e%20os%20meios %20de%20di ulga%C3%A7%C3%A3o%20cien i ica%20e%20 ecnologica%20em%20Po ugal.p d Mic oso Canada (2015). A en ion spans. Consume Insigh s, Mic oso Canada. ile:///C:/Use s/Piolhos%20El%C3%A9c icos/Downloads/mic oso -a en ion-spans- esea ch- epo .pd Mo eau, E. (2017). The Top Social Ne wo king Si es People A e Using. Li ewi e. h ps://www.li ewi e.com/ op-social-ne wo king-si es-people-a e-using-3486554 129 Ne wo k o Good (2009). Top 10 Reasons o C ea ing a Communica ions Plan. h p://www.ne wo k o good.com/nonp o i blog/ op-10- easons-c ea ing-communica ions- plan/ Oli ei a, L., Ca alho, A. (2012). En ol imen o e Pa icipação dos Cidadãos na Ciência em Po ugal e em Espanha: E olução e Es ado Ac ual. In Comunicação e Cul u a: I Jo nadas de Dou o amen o em Ciências da Comunicação e Es udos Cul u ais (Fidalgo, P.C., ed.). Uni e sidade do Minho. h ps://www. esea chga e.ne /publica ion/288841275_En ol imen o_e_pa icipacao_dos_ci dadaos_na_ciencia_em_Po ugal_e_em_Espanha_e olucao_e_es ado_a ual Oli ei a, L., Ca alho, A. (2015). Public Engagemen wi h Science and Technology: con ibu os pa a a de inição do concei o e a análise da sua aplicação no con ex o po uguês. Obse a o io (OBS*) Jou nal 9, 155-178. h p:// eposi o ium.sdum.uminho.p /bi s eam/1822/37334/1/LT_AC_obe com2015.pd Ramos, C. (2013). Comunica e di ulga a ciência que se az em Po ugal. T abalho de P oje o de Mes ado em Comunicação de Ciência, Uni e sidade No a de Lisboa. h ps:// un.unl.p /handle/10362/10705 Rod igues, L. (2013). Agência de no ícias de ciências. T abalho de P oje o de Mes ado em Comunicação de Ciência, Uni e sidade No a de Lisboa. h ps:// un.unl.p /bi s eam/10362/11929/1/T abalho_P oje o_Agencia_No icias_Ciencia.pd Rollo, M.F., Mei eles, P., Ribei o, M. (2012). His ó ia e Memó ia da Ciência e da Tecnologia em Po ugal. O A qui o de Ciência e Tecnologia da Fundação pa a a Ciência e Tecnologia. Bole im do A qui o da Uni e sidade de Coimb a XXV [2012], 233-261. h ps://www.google.p /u l?sa= & c =j&q=&es c=s&sou ce=web&cd=4&cad= ja&uac =8& ed =0ahUKEwjz0Zaa69HUAhVEcBoKHTFBC4oQFgg3MAM&u l=h p%3A%2F%2Fiduc.uc.p %2Find ex.php%2Fbole imauc%2Fa icle%2Fdownload%2F478%2F371&usg=AFQjCNGiizI8D0kTxg5IKL _JD qNdLFEZQ Royal Socie y (1985). The Public Unde s anding o Science: Repo o a Royal Socie y ad hoc G oup endo sed by he Council o he Royal Socie y. Royal Socie y, London. h ps:// oyalsocie y.o g/~/media/Royal_Socie y_Con en /policy/publica ions/1985/10700.pd Ruão, T., F eias, R., Ribei o, P., Salgado, P. (2014). Comunicação O ganizacional e Relações Públicas: ho izon es e pe spe i as. Rela ó io de um deba e Cen o de Es udos de Comunicação e Sociedade, Uni e sidade do Minho. h p://www.lasics.uminho.p /ojs/index.php/cecs_ebooks/issue/ iew/162 130 Saio e, J. (2013). Comunicação de Ciência nas Redes Sociais: O caso dos Labo a ó ios Associados de Po ugal. Disse ação de Mes ado em Ciências da Comunicação, Uni e sidade do Po o. h ps:// eposi o io- abe o.up.p /bi s eam/10216/72485/2/ esemes joanasaio ecomunicacao000224485.pd Sanchez, A., G anado, A., An unes, J.L. (2014). Redes sociais pa a cien is as. No a Escola Dou o al – Rei o ia da Uni e sidade NOVA de Lisboa. h p://www.unl.p /da a/escola_dou o al/RedesSociaispa aCien is as.pd Science o All Expe G oup (2010). Science o All Repo and ac ion plan om Science o All Expe . G oup. Depa men o Business Inno a ion and Skills. h p://weba chi e.na ionala chi es.go .uk/20120708131021/h p://in e ac i e.bis.go .uk/sci enceandsocie y/si e/all/ iles/2010/02/Science- o -All-Final-Repo -WEB.pd Smi h, C. (2013). The demog aphics o social media audiences, and he unique oppo uni ies o e ed by each ne wo k. Business Inside . h p://www.businessinside .com/demog aphic-da a-and-social-media-2013-11 Sequei a, V., F ança, S., Amo oso, S., Co eia, M.J., Boa en u a, D., Cab al, H. (2016). Os cien is as comunicam ciência? Cong esso de Comunicação de Ciência - SciCom P 2016, Lisboa, Po ugal. (Ap esen ação em pos e ). h ps://www.slidesha e.ne /scicomp /scicomp -2016-li o-de-ps e es The Royal Socie y (2006). Su ey o ac o s a ec ing science communica ion by scien is s and enginee s. h ps:// oyalsocie y.o g/~/media/Royal_Socie y_Con en /policy/publica ions/2006/11111113 95.pd Tu ney, J. (2008). Popula science books. In Handbook o public communica ion o science and echnology (Bucchi, M., T ench, B. eds,). London and New Yo k: Rou ledge. h ps://moodle.u sc.b /plugin ile.php/1485212/mod_ esou ce/con en /1/Handbook-o - Public-Communica ion-o -Science-and-Technology.pd Valença, M. (2015). Comunicação Pública de Ciência - Um Guia pa a Cien is as. T abalho de P oje o de Mes ado em Comunicação de Ciência, Uni e sidade No a de Lisboa. h ps:// un.unl.p /handle/10362/18376 Walpo , M. (2013). Ene gy and clima e change: challenges o science and policy. CSaP Dis inguished lec u e, Pe e house College, Camb idge. 131 h p://www.csap.cam.ac.uk/news/a icle-ma k-walpo -csap-lec u e-on-clima e-change/ Wein eich, N. K. (2006). Wha Is Social Ma ke ing? social-ma ke ing.com. h ps://www. esea chga e.ne /p o ile/Ned a_Wein eich/publica ion/240412155_Wha _is_So cial_Ma ke ing/links/56e0950508aec4b3333d10d .pd I ANEXOS II III ANEXO A: B e e desc ição das ins i uições selecionadas pa a a análise de benchma king. INSTITUIÇÕES NACIONAIS CIIMAR - Cen o In e disciplina de In es igação Ma inha e Ambien al h p://www.ciima .up.p / Ins i uição de in es igação e o mação a ançada da Uni e sidade do Po o cuja missão é desen ol e in es igação de excecional qualidade, p omo e desen ol imen o ecnológico e apoia polí icas públicas na á ea das ciências ma inhas e ambien ais. N.º in es igado es: 430 | Publicações: ~300/ano | O çamen o 2011: 4,34 M€ I3S - Ins i u o de In es igação e Ino ação em Saúde da Uni e sidade do Po o h p://www.i3s.up.p / Consó cio lide ado pela Uni e sidade do Po o que se eúne a ou as ês ins i uições (IBMC, INEB e IPATIMUP). Ou as seis escolas da UPo o (FMUP, ICBAS, FMDUP, FCUP, FEUP e FFUP) e ês hospi ais (CH S João, CH Po o e IPO) pe mi em ainda o desen ol imen o das a i idades do consó cio. P e ende o na -se uma eno me ins i uição eu opeia de e e ência nas ciências e ecnologias da saúde ganhando massa c í ica, a o ecendo o su gimen o de no as á eas cien í icas, p omo endo p og amas in eg ais de dou o amen o, incen i ando uma maio in e ação com hospi ais e emp esas, p omo endo um ambien e emp esa ial e inicia i as de di ulgação. CESAM - Cen o de Es udos do Ambien e e do Ma h p://www.cesam.ua.p / Labo a ó io Associado da Uni e sidade de A ei o cuja missão é desen ol e in es igação de pon a in e nacional em ambien e, com especial en ase nas á eas cos ei as e ma inhas, com o obje i o de con ibui o emen e pa a a o mulação e implemen ação de es a égias nacionais e eu opeias pa a o desen ol imen o sus en á el. N.º in es igado es: ~500 | Publicações: >360/ano IV MARE – Cen o de Ciências do Ma e do Ambien e h p://www.ma e-cen e.p / Cen o de in es igação cien í ica, desen ol imen o ecnológico e ino ação, nacional de ampla implan ação e i o ial, cuja cede se encon a em Lisboa na Faculdade de Ciências da Uni e sidade de Lisboa. A sua missão é p ocu a a excelência no es udo dos ecossis emas aquá icos e dissemina esse conhecimen o pa a apoia as polí icas de desen ol imen o sus en á el. Conc e iza-a a a és da in es igação cien í ica, educação, ans e ência de conhecimen o e de ecnologia pa a o se o p odu i o e di ulgação de Ciência, desen ol idas em edes de colabo ação es abelecidas ao ní el egional, nacional e in e nacional. N.º in es igado es: 516 | N.º médio de a igos em e is as SCI/ano: 350 | O çamen o anual médio: ~6 M€ FC Resea ch- Fundação Champalimaud Resea ch h p://www. champalimaud.o g/p / A Fundação Champalimaud Resea ch engloba a a i idade de in es igação desen ol ida pela Fundação Champalimaud nas á eas das neu ociências e canc o. A missão da Fundação é c ia e desen ol e ; com independência, igo , dedicação e c ia i idade e obedecendo aos mais ele ados pad ões é icos e cien í icos, um ambien e p opício ao desen ol imen o de p og amas a ançados de in es igação biomédica e à p es ação in e disciplina de cuidados clínicos, numa pe spe i a anslacional, que esul em em descobe as pionei as na á ea da saúde com um e lexo di e o na qualidade de ida das pessoas. N.º memb os (2015): 242 | Publicações (2015): 34 a igos cien í icos | O çamen o FCT: ~450.000 €/ano ITQB No a - Ins i u o de Tecnologia Química e Biológica An ónio Xa ie h p://www.i qb.unl.p / Ins i u o de in es igação cien í ica e o mação a ançada da Uni e sidade NOVA de Lisboa cuja missão é desen ol e in es igação cien í ica e ensino pós-g aduado em ciências da ida, química e ecnologias associadas, pa a o bene ício da saúde humana e do ambien e. N.º in es igado es: 417 | Publicações (2013): 291 a igos cien í icos | O çamen o global (2013): 14.56 M€ IGC - Ins i u o Gulbenkian de Ciência h p://www.igc.gulbenkian.p / Ins i u o dedicado à in es igação biológica e biomédica e à o mação pós-g aduada. Comp eende cinco missões: 1) p omo e a ciência mul idisciplina de excelência em in es igação undamen al em biologia e biomedicina; 2) iden i ica , educa e incuba no os líde es de in es igação, V o necendo in aes u u as de pon a e uma comple a au onomia inancei a e in elec ual; 3) p opo ciona um ensino pós-g aduado in e nacional e p og amas de o mação es u u ados; 4) melho a a ans e ência de conhecimen o de po encial in e esse pa a além da ciência undamen al; e 5) p omo e os alo es da ciência na sociedade. N.º colabo ado es (ma ço 2016): 394 | Publicações (2015): ~160 a igos cien í icos | O çamen o global (2015): 17.2 M€ MARETEC - Ma ine, En i onmen and Technology Cen e h p://www.ma e ec.o g/p / Cen o de Ciência e Tecnologia do Ambien e e do Ma do Ins i u o Supe io Técnico que se dedica à in es igação em duas á eas p incipais: modelação de sis emas ma inhos e e es es e sus en abilidade. N.º memb os: 20 Oceaná io de Lisboa h ps://www.oceana io.p / Aquá io público sediado em Lisboa dedicado aos oceanos e à sua conse ação cuja isão é “A conse ação dos oceanos é uma esponsabilidade de odos” e a missão p omo e o conhecimen o dos oceanos, sensibilizando os cidadãos em ge al pa a o de e da conse ação do pa imónio na u al, a a és da al e ação dos seus compo amen os. Nº isi an es 2015: 1 148 658 | N.º alunos pa icipan es no p og ama educa i o: 71 840 | Resul ado líquido 2015: 1,5 M€ CCMAR - Cen o de Ciências do Ma h p://www.ccma .ualg.p / O ganização sem ins luc a i os, localizada no campus Gambelas da Uni e sidade do Alga e, dedicada à in es igação e desen ol imen o em ciências ma inhas que apos a no desen ol imen o expe imen al e na o mação pós-g aduada. N.º in es igado es: 200 | Publicações: 550 a igos cien í icos nos úl imos 5 anos CIMA UAlg - Cen o de In es igação Ma inha e Ambien al da Uni e sidade do Alga e h p://www.cima.ualg.p /cimaualg/index.php/p / Cen o de in es igação que p omo e o conhecimen o cien í ico e a ino ação na á ea do ma e do ambien e, de o ma a con ibui pa a o desen ol imen o sus en á el, in eg ado e in eligen e, em linha com os emas de in es igação p io i á ios da UE pa a 2020, nomeadamen e os elacionados com a ação climá ica, ecossis emas sus en á eis e ecu sos ambien ais.