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Relatório estágio profissional

Carvalho, Maria Madalena Wolf Travassos de

Abstract

Relatório final do estágio profissionalizante do 6.º ano

Full text

1 Rela ó io Final de Es ágio Es ágio P o issionalizan e 2021/2022 Ma ia Madalena Wol T a assos de Ca alho Núme o de aluna: 2016313 | Ano: 6º | Tu ma: 5 Regen e: P o . Dou o Rui Maio 2 ÍNDICE 1. In odução 3 2. Co po do abalho 3 3. Re lexão C í ica 9 4. Anexos 11 3 In odução Ao longo des e ela ó io, p e endo desc e e os obje i os que a ingi e os desa ios que encon ei ao longo do cu so, especialmen e ao ní el de cada es ágio ealizado no sex o ano. Pa a além disso, desc e o as a i idades ex a-cu icula es e in e nacionais que ealizei ao longo dos úl imos seis anos e que conside o que me molda am pa a a pessoa e u u a p o issional de saúde que sou hoje. Po im, ealizo uma e lexão c í ica onde e ejo os meus obje i os e pensamen os iniciais no p imei o ano de cu so, compa ando-os com os ensinamen os eunidos seis anos depois e ag adeço a odos os que con ibuí am pa a o meu pe cu so como es udan e de medicina. Co po do abalho Pedia ia O meu es ágio de pedia ia oi mui o en iquecedo sendo que, mesmo es ando no se iço de in ecciologia no Hospi al da Dona Es e ânia, as pa ologias inham equen emen e uma a eção mul issis émica pelo que a abo dagem e a mui as ezes mul idisciplina . A equipa onde es i e in eg ada, especialmen e a D a. Ca a ina Gou eia, oi mui o disponí el e p omo eu ao máximo a au onomia do nosso abalho, nomeadamen e a a és da esc i a de no as de en ada/al a e a a és da abo dagem inicial ao doen e no Se iço de U gência em au onomia quase o al. Foi um excelen e es ágio que con ibuiu mui o pa a a minha independência na abo dagem ao doen e pediá ico. Quan o aos doen es is os, no in e namen o, 55% dos doen es e am do sexo eminino e a média de idades oi de 9 anos (en e os 2 meses e os 17 anos). Na consul a ex e na de in ecciologia, 46% dos doen es e am do sexo 4 eminino e a média de idades oi de 8 anos (en e os 2 meses e os 19 anos). No se iço de u gência, 40% dos doen es e am do sexo eminino e a média de idades oi de 9 anos (en e os 2 meses e os 17 anos). Ginecologia e Obs e ícia O meu es ágio de Ginecologia e Obs e ícia pe mi iu-me obse a uma di e sidade g ande de pa ologias, sendo que des aquei as mais equen emen e obse adas no pa ág a o seguin e. Nos di e en es con ex os, oi-me con e ida au onomia como ajudan e no bloco ope a ó io e na ealização de colposcopias. Tenho ainda a ag adece ao D . Rui Gomes e ao P o . Fe nando Ci u gião, pela ajuda ao longo do es ágio e po me e em pe mi ido ealiza o seminá io à dis ância, pa a pode pa icipa no Wo ld Heal h Summi em Be lim. Quan o aos doen es is os no Bloco Ope a ó io, a média de idades oi de 54 anos e 60% das doen es obse adas ealiza am his e ec omia. Na consul a ex e na de obs e ícia, a média de idades oi de 33 anos (idades en e os 25 e os 47 anos). Na consul a ex e na de ginecologia/pa ologia do colo, a média de idades oi de 51 anos, sendo que 50% das doen es eco e am à consul a po Hemo agia U e ina Anómala. No se iço de u gência, a média de idades oi de 31 anos, sendo que 83% das doen es e am g á idas ou pué pe as. Psiquia ia No es ágio de psiquia ia, pa icipei em consul as de psiquia ia, de neu opsiquia ia, passei um dia no se iço de u gências (SU) e pude assis i a uma sessão de psiquia ia o ense. A é ao início des e es ágio, apenas inha ido dois dias de es ágio clínico de psiquia ia na espe i a UC de quin o ano, pelo con ex o pandémico, pelo que não e a uma especialidade com a qual es a a amilia izada. Com as ês semanas de es ágio p esencial que i e es e ano, onde passei pela clínica da Amado a e pelo SU do Hospi al Fe nando da Fonseca, i e opo unidade de con ac a com á ios ipos de pa ologias da psiquia ia, que em con ex os agudos, que em con ex os c ónicos. Ap endi imenso sob e a á ea, especialmen e com os doen es que passa am pelas consul as. Na consul a ex e na i 30 doen es, sendo que a média de idades oi de 53 anos. As pa ologias mais equen es o am a esquizo enia (27%), a dep essão majo (20%), pe u bação da pe sonalidade (20%) e pe u bação da ansiedade gene alizada (13%). 5 Ag adeço especialmen e à D a. Raquel Ribei o com quem passei a maio pa e dos dias, que in es iu o seu empo pa a me con ex ualiza em elação a odos os doen es que passa am pela sua consul a e ao P o . Miguel Talina pela disponibilidade e o ganização da UC. Medicina Ge al e Familia (MGF) No inal des e ano e depois de ealiza es e es ágio na USF de Ca ca elos, posso a i ma que o es ágio de Medicina Ge al e Familia é uma ped a basila do cu so de medicina, especialmen e na ase p o issionalizan e em que nos encon amos. Pe cebi, nas consul as que di igia, a impo ância de alia as p io idades do médico às do doen e, i odo o ipo de pa ologias, desde as mais agudas (nomeadamen e si uações em que pude su u a ) a si uações de doença c ónica com múl iplas como bilidades. Vi doença ísica e doença men al, saúde de adul o, in an oju enil e ma e na e es i e p esen e ainda em consul as de planeamen o amilia . Ao longo des e es ágio, conheci 118 doen es, dos quais 90 se inse i am no con ex o de saúde de adul os, 17 no con ex o de doença aguda, 5 no con ex o de saúde in an il ju enil, 4 no con ex o de planeamen o amilia e 2 no con ex o de saúde ma e na. Os p incipais p oblemas obse ados em consul a e am o mau con olo ensional (28%) e a lombalgia (22%). Pa a além da exposição a di e en es ases da ida de cada indi íduo, pude obse a o po encial de mudança que em a especialidade de MGF em cada um e o p i ilégio que é acompanha os doen es e as suas amílias ao longo das suas amílias. Ti e ainda opo unidade de pa icipa em algumas consul as, que a conduzi-las, que com exame obje i o o que mos ou em p imei a mão a di iculdade de ge i o empo e os á ios p oblemas de um doen e – is o pe mi iu-me, no en an o, melho a es as minhas capacidades e penso que e mino es e es ágio com uma melho capacidade de ges ão de uma consul a de MGF, nas suas á ias e en es. Ag adeço pa icula men e ao D . Nuno Basílio e a oda a equipa da USF de Ca ca elos, desde os médicos, aos en e mei os, às sec e á ias e aos segu anças po me e em ensinado an o sob e a impo ância de um bom abalho em equipa, mul idisciplina e baseado numa comunicação cons an e e cla a e po me e em in eg ado na equipa de uma manei a ão gene osa. Medicina In e na 6 O es ágio de medicina in e na, que ealizei no Hospi al de São José, oi aquele que conside o um dos mais comple os e o que mais con ibui pa a a minha p o issionalização es e ano. Ao longo do es ágio, iquei esponsá el po 2 a 3 doen es po dia, sendo que e a esponsá el po egis a igilâncias, ealiza a anamnese, exame obje i o e gasime ias, se necessá io. Discu ia os casos clínicos em equipa mul idisciplina , esc e ia o diá io clínico e pedia e en uais meios complemen a es de diagnós ico e e apêu ica. Ao longo es ágio, pude discu i a ges ão de doen es com as mais a iadas e oluções, acompanhando-os a é à al a, à ans e ência ou a é ao óbi o (como acon eceu em um dos 14 doen es da minha sub-equipa). No inal do es ágio, endo po base os 14 doen es obse ados pela minha sub-equipa, conclui que a média de idades dos doen es obse ados oi de 71 anos (in e alo de idades en e os 28 e os 89 anos). O diagnós ico p incipal mais equen e oi a pneumonia (28,6%), seguindo-se as quedas (21,4%) e a insu iciência ca díaca (14,3%). Em elação a diagnós icos secundá ios, es a a desc i a uma Hipe ensão A e ial em 43% dos doen es, dislipidemia em 36% e doença ce eb o ascula em 26%. Conclui-se que, de um modo ge al, os doen es in e nados na en e ma ia são doen es com á ias co-mo bilidades e que ap esen am equen emen e a o es de isco ca dio ascula es. Conside o que a au onomia que me oi con e ida melho ou o meu aciocínio clínico e a minha abo dagem ao doen e nas suas á ias e en es. Apesa des a au onomia, hou e semp e discussão em equipa, pelo que a au onomia e a de ce o modo acompanhada. Ge i, na g ande maio ia das ezes, casos de doen es com múl iplas como bilidades com ajus es desa ian es da polimedicação e pe cebi a impo ância das medidas não a macológicas, nomeadamen e na ges ão das medidas de con o o que mui as ezes podem passa despe cebidas mas que conside o se em equen emen e a cha e pa a a melho ia clínica dos doen es. Ag adeço pa icula men e à D a. Anabela Nunes, que con ibuiu dia iamen e pa a a minha ap endizagem em odos os ní eis, à D a. Madalena Ca doso da Cos a e à D a. Anna Colzani. Ci u gia Ge al Realizei o es ágio de ci u gia ge al no Hospi al das Fo ças A madas e conside o que oi especialmen e ino ado no sen ido em que o ipo de doen es, as espec i as pa ologias e o ipo de á eas com as quais podemos con ac a oi ex emamen e di e so e en iquecedo . 7 Nes e es ágio, as a i idades p incipais e am a in eg ação na en e ma ia da ala ci ú gica, a pa icipação no bloco ope a ó io e em consul as ex e nas. Na en e ma ia, iquei esponsá el po ce ca de 2 a 3 doen es po cada dia, sendo que ealiza a de um modo ge al a anamnese e exame obje i o do doen e, o egis o das igilâncias e oco ências da noi e an e io , das análises e ou os meios complemen a es de diagnós ico e e apêu ica que i essem sido ealizados, a esc i a do diá io clínico, de no as de admissão e de al a. Na en e ma ia obse ei 37 doen es, com uma média de idades de 63 anos (in e alo en e os 35 e os 89 anos). O diagnós ico mais equen e e a o de hé nia inguinal (32,4% dos doen es), seguido de Li íase Bilia Sin omá ica (8% dos doen es) e de Adenoca cinoma Gas oin es inal (8% dos doen es). O ac o de e mos sido con on ados com doen es que inham desde hé nias inguinais a sépsis de pon o de pa ida abdominal pe mi iu-nos e um con ac o pa icula men e p óximo com a ci u gia ge al. Conside o que a au onomia que me oi con e ida nas á ias e en es do es ágio melho ou e acele ou o meu aciocínio clínico e a minha abo dagem ao doen e em odas as suas es e as. Ag adeço pa icula men e à D a. Tânia Almeida, ao D . Ca los Almeida, à D a. Sa a B ás, ao D . Ped o Mau ício e ao D . Ped o Campos. A i idades Ex a-Cu icula es Es ágios in e nacionais 1. In e câmbio de T auma e O opedia em Cu i iba, B asil (2019); 2. E asmus em Bo déus, F ança (2021); 3. Unidade Cu icula Opcional - MGF em Düsseldo , Alemanha (2022). Te a opo unidade de ealiza es ágios no B asil, em F ança e na Alemanha con ibuiu pa a que eu pudesse desen ol e componen es p á icas que não i e an a opo unidade de p a ica em Po ugal (nomeadamen e su u as, colocação de ges os, colhei a de sangue, ealização de ecog a ias de o ma au ónoma) e de conhece ou as ealidades hospi ala es e cul u ais que con ibuí am ce amen e pa a que me o nasse melho pessoa e u u a p o issional de saúde. Es ágios nacionais ex a-cu icula es 8 1. CEMEF em Neu oci u gia no Hospi al de São José (2020) Mo i ada pelo meu especial in e esse em neu ologia, ealizei duas semanas de es ágio opcional em neu oci u gia no hospi al de São José, no e ão de 2020. P oje os de olun a iado, cu sos, cong essos e associa i ismo 1. Coo denado a de e en os e Vice-P esiden e do Thi s P ojec Po ugal (2018-2020); 2. Es ágio on-line “B ain e ns” de e ão com o hospi al Lenox Hill, em No a Io que (2020); 3. Coo denado a do depa amen o de Responsabilidade Social da Di eção da Associação de Es udan es da Faculdade de Ciências Médicas (DAEFCM; 2019-2020); 4. Coo denado a Nacional da Associação Eu opeia de Es udan es de Medicina (EMSA) em Po ugal (2020- 2021); 5. Coo denado a dos es udan es de medicina de Lisboa na linha Saúde 24 (2020-2021); 6. Conselho Fiscal e Disciplina da AEFCM (2021); 7. Cu so de Bioé ica da UNESCO (2021); 8. Memb o da Associação Eu opeia de Neu ologia (2021-p esen e); 9. Sec e a ia Ge al da EMSA (2022-p esen e). A igos 1. The e icacy o psycho he apeu ic in e en ions o symp oms o dep ession in pa ien s wi h cance – A sys ema ic e iew and ne wo k me a-analysis Fui in eg ada nes e p oje o no âmbi o da UC de Psiquia ia no 5o ano, sob u o ia do P o . Albino Maia, no inal de 2020. T abalhei com o D . Daniel Sil a e com as minhas colegas Ca a ina Rocha e Ri a Ne o ao longo des es dois anos pa a pode mos pe cebe qual a in e enção psico e apêu ica mais e icaz no a amen o de sin omas dep essi os em doen es com canc o. Es e p oje o, que se á subme ido b e emen e, en iqueceu inc i elmen e o meu conhecimen o da es e a da in es igação, bem como o aleceu a minha capacidade de abalha numa equipa mul idisciplina com um bem comum. 9 2. Po uguese medical s uden s’ in e ac ion wi h he pha maceu ical indus y - a c oss-sec ional s udy Fui in eg ada nes e p oje o sob a u o ia do D . Daniel Pin o, no inal de 2021, com a minha colega Te esa P aze es e a D a. Ca a ina San os pa a pe cebe mos a in e ação en e os es udan es de medicina e a indús ia a macêu ica. Cu sos de Línguas Realizei o ní el B1.2 de F ancês e o ní el A2 de Espanhol. Re lexão c í ica inal Desde semp e que me in e essei po di ei os humanos, po disponibiliza mos aquilo que emos a quem em menos e po da mos uma oz a quem não a em. Vi em medicina uma opo unidade de esponde a es as ês es e as du an e oda a minha ida e ui pe cebendo cada ez melho como da uma espos a mais comple a, especialmen e nes e úl imo sex o ano. Ao longo do cu so, ui pe cebendo que pa a além do es udo, um médico não consegue exe ce a sua p o issão sem: - O espei o po ou os p o issionais de saúde e a sua ajuda, desde os en e mei os aos médicos de ou as especialidades, aos nu icionis as, psicólogos, assis en es sociais, écnicos, a macêu icos e sec e á ias dos hospi ais e ou as unidades de saúde. - A disponibilidade pa a se en ol e nou as a i idades não-médicas que p omo am o bem-es a pessoal, desde o despo o à psico e apia, ao simples espei o pelas ho as mínimas de sono. Fui pe cebendo que um es udan e de medicina que não espei a a sua saúde ísica e men al, não em an a capacidade nem disponibilidade pa a ajuda a saúde ísica e men al dos doen es que em à en e. - O en ol imen o em a i idades não-médicas que nos pe mi am e uma oz a i a na p omoção da saúde na sociedade, desde o olun a iado ao associa i ismo. - O apoio incondicional de amília, amigos e colegas nos momen os mais desa ian es e soli á ios do pe cu so que é a medicina. Tendo ealizado es ágios o a de Po ugal e mesmo den o de Po ugal em á ias unidades de saúde (Hospi ais cen ais públicos, USF Ca ca elos, Hospi al das Fo ças A madas, Hospi ais p i ados), i e a opo unidade de 16 6. Coo denado a Nacional da Associação Eu opeia de Es udan es de Medicina (EMSA) em Po ugal (2020- 2021) 17 7. Coo denado a dos es udan es de medicina de Lisboa na linha Saúde 24 (2020-2021) 18 8. Conselho Fiscal e Disciplina da AEFCM (2021) 19 20 9. Cu so de Bioé ica da UNESCO (2021) 10. Memb o da Associação Eu opeia de Neu ologia (2021-p esen e) 21 11. Sec e a ia Ge al da EMSA (2022-p esen e) 22 12. A igo The e icacy o psycho he apeu ic in e en ions o symp oms o dep ession in pa ien s wi h cance – A sys ema ic e iew and ne wo k me a-analysis h ps://www.c d.yo k.ac.uk/PROSPERO/display_ eco d.php?Reco dID=235167 23 13. A igo Po uguese medical s uden s’ in e ac ion wi h he pha maceu ical indus y - a c oss-sec ional s udy 24 14. Ce i icado de língua F ancês ní el B1.2 15. Ce i icado de língua Espanhol ní el A2 25