Relatório Final de Estágio Profissional
Full text
A Re lexão como Con ibu o pa a o Desen ol imen o
P o issional
Rela ó io de Es ágio P o issional
Rela ó io de Es ágio P o issional ap esen ado
à Faculdade de Despo o da Uni e sidade do
Po o, com is a à ob enção 2º ciclo de
Es udos conducen e ao g au de Mes e em
Ensino da Educação Física nos Ensinos
Básico e Secundá io (Dec e o-Lei nº 74/2006
de 24 de ma ço e do Dec e o-Lei nº 43/2007
de 22 de e e ei o).
O ien ado : D . Tiago Manuel Ta a es de Sousa
Hugo F ancisco dos San os Fe nandes
Po o, se emb o de 2012
II
Ficha de ca alogação:
Fe nandes, H. (2012). A e lexão como Con ibu o pa a o Desen ol imen o
P o issional: Rela ó io de Es ágio P o issional. Po o: H. Fe nandes. Rela ó io
de Es ágio P o issional pa a a ob enção do g au de Mes e em Ensino da
Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io, ap esen ado à Faculdade
de Despo o, Uni e sidade do po o.
PALAVRAS-CHAVE: ESTÁGIO PROFISSIONAL, REFLEXÃO, PROFESSOR
REFLEXIVO, ENSINO-APRENDIZAGEM, EDUCAÇÃO FÍSICA
III
Dedica ó ia
Aos p o esso es, que me ajuda am a segui es e caminho;
Aos amigos e amigas da minha ida;
À minha amília, po odo o apoio.
V
Ag adecimen os
Aos meus pais, po udo aquilo que ize am po mim, pela minha elicidade e
pelo meu sucesso.
Ao D . Tiago Sousa, meu o ien ado , po oda a paciência, disponibilidade e po
odo o conhecimen o ansmi ido. Mais uma ez p o esso , OBRIGADO! A
ealização des e documen o só oi possí el g aças a si.
Ao Mes e A elino Aze edo, p o esso coope an e. Po oda a ajuda e
exigência que me oi p opo cionada.
À Escola Secundá ia de Oli ei a do Dou o e a odos os P o esso es da á ea
disciplina de Educação Física, pela an ás ica eceção e pelo ca inho com que
semp e ui a ado.
À Ca la e à Joana, companhei as de es ágio, ag adeço os momen os de
pa ilhados ao longo e odo o ano e oda a ajuda que semp e me
disponibiliza am.
Aos colegas de cu so, po oda a amizade e po odas as i ências acumuladas
ao longo des es anos, que ce amen e ica ão pa a semp e ma cadas na nossa
his ó ia de ida.
Aos meus alunos da u ma 8ºB, po e em con ibuído pa a um dos momen os
mais ma can es da minha o mação.
A odos os amigos pela o ça que me de am ao longo des es anos, a a és da
ossa simples p esença na minha ida
VII
ÍNDICE
ÍNDICE DE FIGURAS ....................................................................................... IX
ÍNDICE DE ANEXOS ........................................................................................ XI
RESUMO......................................................................................................... XIII
ABSTRACT ..................................................................................................... XV
LISTA DE ABREVIATURAS ......................................................................... XVII
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................... 3
2. DIMENSÃO PESSOAL .................................................................................. 5
2. DIMENSÃO PESSOAL .................................................................................. 7
2.1 REFLEXÃO AUTOBIOGRÁFICA ........................................................................ 7
2.2 EXPETATIVAS E IMPACTO COM O CONTEXTO DE ESTÁGIO ................................. 9
3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL ................................. 17
3.1 CONTEXTO DO ESTÁGIO ............................................................................. 17
3.2 CONTEXTO CONCEPTUAL............................................................................ 20
3.2.1 A escola enquan o ins i uição ........................................................... 20
3.2.2 A Educação Física ........................................................................... 22
3.2.3 Se P o esso ................................................................................... 23
3.2.4 P o esso e lexi o............................................................................ 25
3.2.5 Modelos ins ucionais ....................................................................... 27
3.2.6 Modelos de ensino dos jogos despo i os ........................................ 28
3.3 CONTEXTO DA PRÁTICA .............................................................................. 29
3.3.1 A escola ........................................................................................... 29
3.3.2 O núcleo de es ágio ......................................................................... 30
3.3.3 A u ma ............................................................................................. 31
4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA ....................................................................... 35
4.1 ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DO ENSINO APRENDIZAGEM (ÁREA 1) .................... 36
4.1.1 Conceção ......................................................................................... 36
4.1.2 Planeamen o .................................................................................... 38
4.1.3 Realização ....................................................................................... 42
4.1.3.2 Con olo da u ma ...................................................................... 44
4.1.3.3 Ins ução .................................................................................... 47
VIII
4.1.3.4 O ganização po ní eis de desempenho ................................... 51
4.1.3.5 Obse a e se obse ado ......................................................... 52
4.1.3.6 Modelo de ensino ...................................................................... 53
4.1.3.7 A aliação ................................................................................... 58
4.1.3.8 Es udo de In es igação-Ação: “Con ibu os da e lexão na
melho ia da p á ica p o issional de um es udan e es agiá io.” ............... 61
4.2 PARTICIPAÇÃO NA ESCOLA E RELAÇÕES COM A COMUNIDADE (ÁREAS 2 E 3) . 87
4.2.1 Co a-ma o escola ........................................................................... 87
4.2.2 To neio de basque ebol de Compal Ai 3x3 ..................................... 89
4.2.3 Semana ESOD ................................................................................. 90
4.2.4 Campeona o Dis i al “O Jogo nas Escolas” ..................................... 91
4.2.5 Sa au Escola ................................................................................... 92
4.2.6 Di e o de Tu ma .............................................................................. 93
4.2.7 Fo mação Cí ica .............................................................................. 96
4.4 DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL (ÁREA 4) ................................................ 97
5. CONCLUSÃO E PERSPECTIVAS FUTURAS .......................................... 105
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 107
7. ANEXOS ................................................................................................... XXII
ANEXO I – PLANO DE AULA 73 E 74 ................................................................ XXII
ANEXO II – PLANO DE AULA 75 ..................................................................... XXIII
ANEXO III- PLANO DE AULA 76 E 77 .............................................................. XXIV
IX
ÍNDICE DE FIGURAS
Figu a 1 - Plano de aula 73 e 74, pa e inal. …………………………………...77
Figu a 2 – Plano de aula 75, pa e inicial. ………………………………….……81
Figu a 3 – Plano de aula 76 e 77, pa e inicial………………….……………....82
XVII
LISTA DE ABREVIATURAS
DE – Despo o Escola
DT – Di e o de u ma
EE – Enca egados de Educação
EF – Educação Física
EP – Es ágio P o issional
ESOD – Escola Secundá ia de Oli ei a do Dou o
FADEUP – Faculdade de Despo o da Uni e sidade do Po o
FB – Feedback
FC – Fo mação Cí ica
UT – Unidade Temá ica
1.In odução
3
1. INTRODUÇÃO
O es ágio p o issional (EP) ep esen a o culmina de um p ocesso
con ínuo de o mação. São en ão colocados em p á ica mui os dos
conhecimen os adqui idos, pe mi indo po à p o a odo o nosso conhecimen o
ace ca do ensino desen ol endo um espí i o c í ico e e lexi o sob e a nossa
ac i idade p o issional. Assim es e documen o p e ende se um ela ó io
e lexi o e ilus a i o da minha acção desen ol ida du an e o EP, explo ando
as i ências de es ágio numa pe spec i a cons u o a da o mação enquan o
docen e.
Es e ela ó io epo a-se à minha expe iência na escola secundá ia de
Oli ei a do Dou o, ap esen ando de uma o ma c í ica e e lexi a a minha
ac i idade desen ol ida ao longo do ano lec i o. Po an o, é uma e lexão inal
onde p e endo ela a o meu es ágio, como in ui o de expo o pe cu so
o ma i o e cons u i o da minha compe ência p o issional.
Es e documen o es á es u u ado em qua o pon os: a in odução onde
aço um apanhado ge al da minha expe iência p o issional e da es u u a do
ela ó io de es ágio; o segundo é des inado à dimensão pessoal onde é
ap esen ada uma e lexão sob e o meu pe cu so pessoal despo i o e
académico e ambém aludindo às minhas expec a i as elacionadas com o
es ágio; o e cei o pon o inco po a o enquad amen o da p á ica p o issional
azendo e e ência ao con ex o do es ágio, concep ual e da p á ica; o qua o
pon o é o ganizado de modo a deba e as 4 á eas de desempenho
e e enciadas nas no mas o ien ado as do es ágio p o issional
1
. Assim é
ap esen ada a ealização da p á ica onde p ocu o ap esen a o que oi
ealizado de uma o ma c í ica e e lec ida; no inal são e e enciadas as
p incipais conclusões e aspec os que ma ca am o meu pe cu so enquan o
es agiá io endo em is a o u u o p o issional.
1
Documen o in e no não publicado e elabo ado pela p o esso a dou o a Zélia Ma os. Ve são
com al e ações pa a o ano lec i o 2011-2012
2. DIMENSÃO PESSOAL
7
2. DIMENSÃO PESSOAL
2.1 Re lexão Au obiog á ica
Pa a melho comp eende a pessoa que sou hoje, ine i a elmen e, os
undamen os em que assen a a iden idade p o issional que em sido
cons uída, pa ece-me impo an e a ende às minhas expe iências pessoais,
dado que es as se e elam, de o ma signi ican e, nas minhas pe spe i as
p esen es e que se aduzem nas conje u as que cons ui ei.
Desde mui o cedo que o meu pe cu so de ida se desen olou lado a lado
com o despo o. Po in luência do meu Pai, p o esso de Educação Física, dos
meus amigos e do p óp io in e esse em conhece e expe imen a no as
p á icas, c esci a p a ica despo o, o que acabou po con ibui pa a que o
es ilo de ida que i e osse a i o e di ecionado pa a o i e o dia a dia.
Comecei na na ação, onde aos 3 anos já da a os p imei os me gulhos e
onde acabei po se nadado ede ado. P a iquei na ação ede ada a é ao 14/15
anos, abandonei a na ação ede ada não só po se mui o exigen e, einos
bidiá ios, mas ambém po que o clube onde eina a deixou de e a e en e
compe i i a. Es a expe iência oi impo an e na minha manei a de e o
despo o, p incipalmen e na sua exigência e na sua dimensão compe i i a,
in luenciando a minha o ma de se e es a no p ocesso ensino ap endizagem,
pois en o incu i um espi i o compe i i o e ansmi i a exigência do despo o,
pa a que os alunos o i enciem e pe cecionem pela sua dimensão compe i i a.
Também desde cedo, po ol a do 7º ano, sabia que que ia se p o esso
de educação ísica e sonha a em se einado de uma modalidade despo i a.
Po isso, acabado o 9º ano decidi i pa a o Colégio de Gaia, es e inha um
cu so ecnológico de animação e ges ão despo i a, ou seja, já es a a a
es uda na minha á ea de p e e ência, o despo o. No colégio de gaia o cu so
inha á ias disciplinas p á icas e eó icas elacionadas com o despo o.
En endo que no meu pe cu so académico, os 3 anos que passei no colégio de
gaia o am mui o impo an es. Pois, pe mi iu-me adqui i conhecimen os
impo an es sob e o despo o, mui os deles que i ia mais a de es uda na
aculdade e ambém po que pe mi iu-me i encia /p a ica os á ios despo os.
14
No sen ido de comp eende melho o papel do di e o de u ma ecolhi
in o mação ela i a às suas compe ências e unções jun o do mesmo,
acompanhando o di e o da u ma 8ºB, que é a u ma que leciono. Assim em
odas as euniões da sua di eção de u ma e nas ho as des inadas aos
enca egados de educação p ocu a ei pe cebe melho as suas unções e
a e as. Também lecionei uma aula de o mação cí ica, que me pe mi iu
pe cebe a impo ância de um di e o de u ma pa a a comunidade.
Após acompanha o di e o de u ma e ealiza um abalho sob e es a
unção i e a pe ceção que es e ep esen a g ande impo ância pa a a
comunidade escola . As a e as adminis a i as são mais do que as que eu
pe ceciona a inicialmen e, e i icando ao longo do ano, a di ícil a e a de
o ganiza o dossie da u ma ou mesmo coo dena euniões e conselhos de
u ma. Ao ní el da elação com a comunidade escola o DT ap esen a g ande
impo ância, não só, na elação com os EE, mas com alunos e p o esso es da
u ma. Es e ema oi desen ol ido mais p o undamen e no capí ulo 4.2.
Ao ní el da á ea 4 inha como obje i o desen ol e compe ências de
a gumen ação e de comunicação, que esc i as que o ais. P ocu ei
desen ol e o sen ido de esc i a nas á ias e lexões ealizadas como nas a as
das euniões p esenciadas.
Assim, p ocu ei esponde às minhas p incipais lacunas e obje i os,
bem como desen ol i as compe ências que conside o mais impo an es pa a
um desempenho compe en e da minha unção enquan o p o esso .
3. Enquad amen o da P á ica
17
3. ENQUADRAMENTO DA PRÁTICA PROFISSIONAL
3.1 Con ex o do Es ágio
Na Faculdade de despo o da Uni e sidade do Po o (FADEUP) o
es ágio p o issional es u u a-se na con luência de á ias exigências,
nomeadamen e as legais, as ins i ucionais e as uncionais.
O uncionamen o do es ágio iabiliza os p incípios deco en es das
o ien ações legais do Dec e o-lei nº 74/2006 de 24 de ma ço e o dec e o-lei nº
43/2007 de 22 de e e ei o endo em conside ação o Regulamen o Ge al dos
segundos ciclos da Uni e sidade do Po o, o Regulamen o Ge al dos segundos
ciclos da FADEUP e o Regulamen o do Cu so de Mes ado em Ensino de
Educação Física. O segundo dec e o lei a ás enunciado, que de ine as
condições de a ibuição da habili ação pa a a docência, su ge ao mesmo empo
da implemen ação do p ocesso de Bolonha. Con ém e e i que a aplicação do
p ocesso de Bolonha ao sis ema de ensino nacional su ge da necessidade dos
es ados memb os da União Eu opeia p omo e em a compa abilidade, a
anspa ência e a legibilidade dos sis emas eu opeus de ensino supe io . Des e
modo, as ins i uições de ensino supe io ealiza am uma eo ganização dos
g aus e diplomas a a ibui , bem como p ocu a am implemen a ins umen os
p omo o es da mobilidade, da emp egabilidade, e ainda o desen ol imen o de
mecanismos que ga an am a qualidade e ac edi ação dos seus cu sos en e os
es ados memb os na União Eu opeia.
A ní el ins i ucional, o es ágio p o issional (EP) é uma unidade cu icula
do segundo ano do segundo ciclo de es udos conducen e ao g au de Mes e no
Ensino de Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io, da Faculdade de
Despos o da Uni e sidade do Po o. No p imei o e segundo semes e des e
ciclo, as unidade cu icula es que o compões es ão mais di ecionadas pa a o
sis ema de ensino em ge al e pa a a escola como ins i uição em pa icula . Nos
semes es seguin es, apos a-se na simulação do ensino eal das didá icas que
con ibuem pa a o EP no 3º e 4º semes e. Enquan o que a 1ª ase i e do
conjun o de a iá eis ex e nas que condiciona a in e enção, no ano do EP o
18
con ex o de exe ci ação é o eal, is o é, numa escola, in eg ado numa
comunidade educa i a especí ica, numa u ma conc e a.
Segundo o Regulamen o do Segundo Ciclo de Es udos conducen e ao
g au de Mes e em Ensino de Educação Física nos Ensinos básico e
Secundá io a FADEUP celeb a p o ocolos de coope ação com uma ede de
escolas do ensino básico e secundá io nos quais se es abelece as condições
pa a a ealização do Es ágio P o issional. A o ien ação do es ágio p o issional é
ealizada po um docen e da FADEUP, com o g au de Dou o ou especialis a
com mé i o econhecido pela comissão cien í ica na á ea cien í ica do ciclo de
es udos, em colabo ação com um p o esso da escola coope an e onde em
luga a p á ica supe isionada, designado o ien ado coope an e.
Segundo Nó oa (1992, pág.15) “as ins i uições adqui em uma dimensão
p óp ia, enquan o espaço o ganizacional onde ambém se omam impo an es
decisões educa i as, cu icula es e pedagógicas.” É nes e sen ido que o EP
o na-se undamen al ope acionaliza -se numa escola, con ex o eal. De modo,
a que o es udan e-es agiá io enha a i ência de oma as suas decisões nos
á ios ní eis do p ocesso educa i o e que possa e le i sob e as mesmas.
To na-se cada ez mais impo an e enca a a escola como uma comunidade,
onde se pa ilham alo es e expe iências, e onde p o esso es e alunos se
encon am em pe manen e ap endizagem.
O EP ope acionaliza-se du an e os p imei o e segundo semes es do
segundo ano do segundo ciclo de es udos. As a i idades êm início em
se emb o e p olongam-se a é ao inal do ano le i o das escolas básicas e
secundá ias onde se ealiza o es ágio. Po an o, o EP enquan o espaço de
iniciação à p á ica p o issional, conc e iza-se numa escola especí ica, no meu
caso oi na escola secundá ia de Oli ei a do Dou o.
Ti e assim, a opo unidade de leciona a uma u ma, do p o esso
coope an e, du an e um ano le i o. Ti e, enquan o es agiá io, de me adap a às
di e en es si uações, p ocu ando pe cebe e in e agi com as di e en es
a á eis que conc e izam o p ocesso de ensino-ap endizagem. Du an e es e
p ocesso, que p opo cionou um con on o e pa ilha de conhecimen os que nos
ajudou a p og edi e a e olui nas qua o á eas de desempenho p e is as no
egulamen o do EP.
19
Segundo o documen o o ien ado do EP
5
da FADEUP, “ As no mas
o ien ado as do segundo ciclo de es udos conducen e ao g au de Mes e em
Ensino da Educação Física nos Ensinos Básico e Secundá io da, FADEUP,
ope acionalizam o egulamen o do EP, pa a o ano le i o de 2011/2012.
Assim con empla as qua o á ea de desempenho p e is as no
egulamen o do EP:
Á ea 1 – “O ganização e Ges ão do Ensino e da Ap endizagem” – Es a
á ea em como obje i o a cons ução de es a égias, o ien adas po
obje i os pedagógicos que pe mi am conduzi com e icácia o p ocesso
de educação e o mação dos alunos nas aulas. Es e p ocesso é
o ien ado a a és do planeamen o, ealização e a aliação.
Á ea 2 e 3 – “Pa icipação na escola e elações com a comunidade” –
Es as á eas em como obje i o con ibui pa a a p omoção do sucesso
educa i o, no e o ço do papel do p o esso de Educação Física na
escola e na comunidade local, bem como da disciplina de Educação
Física, a a és de uma in e enção con ex ualizada, coope a i a,
esponsá el e ino ado a.
Á ea 4 – “Desen ol imen o P o issional” – Es a á ea em com objec i o
pe cebe a necessidade do desen ol imen o p o issional pa indo da
e lexão ace ca das condições e do exe cício da a i idade, da
expe iência, da in es igação e de ou os ecu sos de desen ol imen o
p o issional. In es iga a sua a i idade em oda a sua ab angência (c ia
hábi os de in es igação/ e lexão/ação).
Es as qua o á eas in luencia am oda a minha ação, sendo elas
o ien ado as de odo o meu es ágio p o issional. In luencia am assim odo o
p ocesso de ensino, a a és de a e as elacionadas com o planeamen o, com
ealização e com a a aliação. Também, molda am a minha pa icipação no
con ex o escola , is o é, oda a minha in e enção nas a i idades da escola e
com a comunidade escola .
O EP em ap esen a-se no modelo que assen a no cená io e lexi o
pe mi indo aplica o nosso conhecimen o eó ico na p á ica a uma u ma que
5
Documen o in e no não publicado e elabo ado pela p o esso a dou o a Zélia Ma os. Ve são
com al e ações pa a o ano le i o 2011-2012.
20
nos é designada. Demons ando a impo ância do es ágio na o mação, Ga cia
(1999, pág. 39) e e e que “Jun amen e com a o ien ação académica, a
o ien ação p á ica em indo a se a abo dagem mais acei e pa a se ap ende a
a e”. Ainda Ga cia (1999, pág.103) pode cons a a que “as p á icas de ensino
ep esen am uma opo unidade p i ilegiada pa a ap ende a ensina (…).
Du an e as p á ica de ensino, os alunos ap endem a comp eende a escola
como um o ganismo em desen ol imen o, ca ac e izando po uma de e minada
cul u a, clima o ganizacional, uma es u u a de uncionamen o an o explíci a
como implíci a e do ado de algumas unções de ges ão pa a ga an i o seu
uncionamen o”. A pe spe i a de uma p á ica e lexi a em indo a aumen a ,
sendo de endida po um as o conjun o de au o es pa a a o mação de
p o esso es. Sob e a p á ica e lexi a o mesmo au o (1999, pág.41) e e e que
“exis e um concei o que a ualmen e é u ilizado com maio equência po
in es igado es, o mado es de p o esso es, e c., de di e en es p ocedências e
ní eis, e e indo-se às no as endências na o mação de p o esso es, e que é o
concei o de e lexão”.
3.2 Con ex o concep ual
3.2.1 A escola enquan o ins i uição
Após con on ado com a ealidade de se p o esso nes a i ência do
es ágio p o issional, sen i a necessidade de enquad a alguns concei os
impo an es sob e a escola, sob e o es ágio e sob e o p o esso e lexi o.
Conside ei pe inen e aze uma b e e alusão à impo ância da e lexão sob e a
ação na p á ica educa i a, pois ace à complexidade do p ocesso de ensino
ap endizagem, cada ez mais é exigido ao p o esso a excelência e es a só
pode se conseguida com o e o ço e ea aliação con ínua dos mé odos e
es a égias de abalho desen ol idas.
No decu so dos úl imos anos, a in es igação educacional e e e a
impossibilidade de isola a ação pedagógica da e en e social que a en ol e.
21
A é aos anos 50 a escola/educação e a is a como um espaço onde a
socialização e a p a icamen e i econhecí el. A ibuindo uma impo ância
polí ica à escola, Caná io (2005, pág.64) a i ma que “do pon o de is a polí ico,
a escola mode na signi icou sub ai à ig eja a u ela sob e o ensino, a pa i da
c iação de um sis ema nacional de escolas, apoiado num co po de uncioná ios
libe os das u elas locais.” Nessa al u a e a isí el a não a ibuição da
impo ância da socialização na escola, como e e e Nó oa (1992), sendo a
pedagogia cen ada nos alunos, enca ados num ó ica indi idual.
Segundo Nó oa (1992, pág 18) “os mo imen os ligados à dinâmica de
g upos, que se desen ol e am no pós-gue a, ão acen ua a impo ância das
in e ações no p ocesso educa i o, conduzindo às pedagogias não di e i as da
década de 60.” Como o au o salien a o ensino ocado no indi íduo oi
dissipado legando luga a um ensino onde se des aca a o g upo e as suas
in e ações no p ocesso educa i o. Ainda Nó oa (1992), e e e que na década
de 60 o discu so pedagógico a ança ia pa a uma dimensão ins i ucional.
Com o a ança do empo, o pano ama escola oi sendo con igu ado
a ibuindo mais impo ância a ou os aspe os como a i udes, alo es,
sen imen os e o sabe es a na sociedade. A escola nos dias de hoje ap esen a
uma o ganização mui o di e en e p eocupando-se com o sabe es a , com as
in e ações no p ocesso educa i o e como e e e Caná io (2005, pág.62) “a
escola co esponde, ambém, a uma no a o ganização que, endo o nado
possí el a ansição de modos de ensino indi idualizados pa a modos de
ensino simul âneo, iabilizou a eme gência dos sis emas escola es mode nos.”
Ainda sob e as mudanças his ó icas na escola Caná io (2005, pág.61)
e e e que “não há dú ida de que es amos na p esença de uma in enção
his ó ica, con empo ânea da dupla e olução indus ial e libe al que baliza o
início da mode nidade e que in oduziu, como no idades, o apa ecimen o de
uma ins ância educa i a especializada que sepa a o ap ende do aze ; a
c iação de uma elação social inédi a, a elação pedagógica no quad o da
classe, supe ando a elação dual en e o mes e e o aluno; uma no a o ma de
socialização que p og essi amen e i ia a o a -se hegemónica.”
Segundo Nó oa (1992, p. 15) “as ins i uições escola es adqui em uma
dimensão p óp ia, enquan o espaço o ganizacional onde ambém se omam
impo an es decisões educa i as, cu icula es e pedagógicas.” A in e ação
22
en e oda a comunidade escola é c ucial pa a a pa ilha de expe iências e
conhecimen os. Assim, a escola é um espaço de mul iplicidades, onde se
mis u am di e en es alo es, expe iências conceções, cul u as, c enças,
in e esses e elações socias, ele ando o quo idiano escola pa a uma
complexa es u u a. Assim o mesmo au o e e e que “o uncionamen o de uma
o ganização escola é u o de um comp omisso en e a es u u a o mal e as
in e ações que se p oduzem no seu seio, nomeadamen e en e g upos com
in e esses dis in os.”
A escola de e se enca ada como um espaço de cons ução de
conhecimen os, de o mação de pessoas conscien es, pa icipa i as e capazes
de i e in eg adas na sociedade. Como e e e Caná io (2005, pág.62) “a
escola é uma ins i uição que, a pa i de um conjun o de alo es es á eis e
in ínsecos, unciona como uma áb ica de cidadãos, desempenhando uma
papel cen al na in eg ação social, na pe spe i a du kheimiana de p e eni a
anomia e epa a a inse ção na di isão social do abalho.”
3.2.2 A Educação Física
Os úl imos empos êm ep esen ado g andes desa ios aos p o issionais
da Educação Física (EF) no que se e e e à a i mação da sua impo ância
enquan o disciplina escola . De ac o, pa a além do ce icismo ins alado em
elação aos esul ados e à qualidade da o mação dos p o esso es, a EF em
ambém en en ado g ande descon iança quan o à sua ele ância educa i a.
Como al, pa a ence o desa io que al cená io coloca u ge e p esen e os
alo es que au en icam a impo ância e o papel da EF.
Sob e a pe inência da disciplina de EF na escola Ben o (2007, pp.270-
271) e e e que “(…) a ins i uição mais ap op iada pa a dissemina às pessoas
conhecimen os, a i udes, alo es e habilidades elacionados com o despo o,
pa a omen a a sua p á ica ao longo da ida, isando ao bem es a , é a escola,
median e uma disciplina cu icula denominada de Educação Física Escola ”.
No sen ido de ap esen a alo es que e o çam o papel da EF, Meinbe g
(1991) ap esen a alguns obje i os pa a a Educação Física: despo i o-mo o ,
es é ico, social, mo al, é ico e oli i o. Mais a de, de uma o ma mais sucin a,
23
mas enquad ando os obje i os da EF, C um (1993) de ine ês papéis p incipais
da EF, sendo eles a es u u ação do compo amen o mo o , a aquisição de
condição ísica e a o mação pessoal, cul u al e social, que de i am da sua
p incipal unção ensina . Rosado (2009, p.9), econhece que “a Educação
Física e o Despo o desempenham um papel mui o impo an e não só no
desen ol imen o ísico mas, ambém, na á ea do desen ol imen o pessoal,
social e mo al dos es udan es.”
Segundo Ben o (1999), o a gumen o cen al a a o de impo ância da
Educação Física e da sua p esença en e as disciplinas escola es é o ac o de
se a única que a a p e e encialmen e a co po alidade. Con inuando a
pe spe i a de Ben o (1995), o Despo o, sendo con eúdo da Educação Física
em uma na u eza p o undamen e educa i a po que con em na sua essência
ideais, alo es, no mas, eg as, a i udes, desa ios, exigências e me as. Su ge
como cul u a de elações e condu as humanas e códigos do a o humano,
pos os à p o a no jogo e na compe ição.
Ainda Rosado (2009), de o ma a ilus a a impo ância do despo o na
educação e e e que Educa a a és do Despo o é con ibui pa a que cada
aluno adqui a compe ências de ida como o au oconhecimen o, o au ocon olo,
a au o ealização, pe se e ança, a alo ização do es o ço, o
au oape eiçoamen o e ha monia pessoal.
3.2.3 Se P o esso
A sociedade con empo ânea, ma cada pela di e sidade e pela
plu alidade, exige unções ac escidas à escola, a ibuindo aos p o esso es a
esponsabilidade de p epa a os jo ens pa a a sociedade.
A unção que ab açamos ao longo des e es ágio p o issional, o se
P o esso , é ca ac e izado po e uma iden idade p o issional mui o p óp ia.
A condução do p ocesso de ensino ap endizagem assume-se como a
a e a undamen al do p o esso . Pa a Ala cão (1996) se p o esso é
essencialmen e se uma pessoa capaz de oma decisões ace ao p ocesso
ensino-ap endizagem, no sen ido de o encaminha pa a um melho endimen o
educa i o. Con udo se p o esso de e i pa a além das a e as ine en es a
30
conhece mui os docen es e uncioná ios, o que acili ou a minha in eg ação no
meio e na sua dinâmica de uncionamen o.
No que ao con ex o cul u al e social diz espei o, es a unciona há ce ca
de in a anos, acolhendo p io i a iamen e as populações de A in es, Oli ei a
do Dou o e Vila de Ando inho que co esponde à á ea pe iu bana de Vila No a
de Gaia. Nes a zona, p edominam algumas indús ias, o comé cio e os
se iços. A a i idade ag ícola é pouco signi ica i a e a axa de desemp ego
si ua-se ligei amen e abaixo da média nacional.
Passando ago a às ins alações da escola, es a possui um pa ilhão
gimnodespo i o, no espaço ex e io um campo de el a sin é ica, bas an e
g ande e poli alen e, que pe mi e leciona á ias modalidades cole i as, ais
como o u ebol, o andebol, ugby, basebol, en e ou as podendo-se conside a
um espaço p i ilegiado e excelen es condições pa a a p á ica despo i a. Pa a
além des es dois espaços, exis em ainda um e cei o campo de meno
dimensão, com piso as al ado, com 4 abelas de basque ebol. Ainda de e e i
que jun amen e com as boas ins alações que já isei, odo o ma e ial que a
escola possui é mais do que su icien e pa a esponde às necessidades do
g upo de Educação Física. Assim é possí el p opo ciona aos alunos o
con ac o com modalidades, pa a além daquelas que são conside adas
nuclea es, como po exemplo a Escalada, a Pa inagem e o Badmin on. De
e e i es a úl ima modalidade ap esen a g ande impo ância na escola a a és
do despo o escola , ap esen ando um ele ado núme o de p a ican es. Ao
longo do ano le i o p ocu ei p esencia e ajuda em alguns einos des a
modalidade, is o que, ui p a ican e, pode ia ansmi i alguma da minha
expe iência. P ocu ei semp e en abiliza as ins alações e odo o ma e ial que a
escola em disponí el pa a a Educação Física de modo a melho a a qualidade
do p ocesso de ensino ap endizagem.
3.3.2 O núcleo de es ágio
O meu núcleo de es ágio é cons i uído po duas colegas e desde do
p imei o dia oi e iden e que i iamos se um g upo unido e abalhado . O g upo
e elou-se com um excelen e clima e espí i o de coope ação.
31
Apesa de inicialmen e só conhece um elemen o, a nossa boa
disposição de e minou à união, a o ecendo o abalho de g upo. A
opo unidade de e colegas, com quem posso expo pon os de is a, ou
discu i de e minados assun os elacionados como o ensino, oi um a o
de e minan e no desen ol imen o da minha o mação. Pois, a nossa boa
elação semp e pe mi iu se mos di e os e em g upo deba e as nossas
debilidades no sen ido de melho a e abalha em conjun o em p ol dos nossos
obje i os.
Penso que o mamos um g upo de abalho mui o o e, unido e com
on ade de se cada ez melho , azendo assim com que cada um dê a sua
opinião e consigamos e olui e ap ende cada ez mais.
3.3.3 A u ma
A u ma que iquei enca egue de leciona oi ao 8ºano mais
p ecisamen e à u ma B. Conhecida po se uma das pio es u mas, senão a
pio , ao ní el da disciplina, mas elizmen e ade i am mui o bem às aulas de
Educação Física. É uma u ma he e ogénea e com um ní el socioeconómico
baixo.
Na sessão de ap esen ação o am aplicados inqué i os aos alunos pa a
a ecolha de in o mações ela i as a dez á eas, nomeadamen e ao aluno, ao
ag egado amilia , ao Enca egado de Educação, à saúde, à disciplina de
Educação Física, à p á ica de e despo i a, à esidência, à escola, à
alimen ação e ou os. Es as in o mações pe mi i am adqui i um conhecimen o
mais ap o undado das ca ac e ís icas e pa icula idades indi iduais dos alunos,
possibili ando a ealização do planeamen o em unção das suas capacidades e
necessidades, bem como a co e a aplicação dos con eúdos a abo da nas
aulas de Educação Física.
Inicialmen e e am 25 alunos, mas 2 alunos muda am de escola du an e
o 2º pe íodo. Assim, em 23 alunos, 10 do sexo masculino e 13 do sexo
eminino, com idades comp eendidas en e os 13 e os 16 anos.
Rela i amen e ao es ado de saúde dos alunos, e i ica-se que a maio ia
e e e não possui qualque ipo de pa ologia. Con udo, as p incipais doenças
32
ap esen adas pelos 6 alunos que esponde am posi i amen e à ques ão são a
asma e a b onqui e. Na minha opinião, es a in o mação é de impo ância
p imo dial, pois sendo a Educação Física uma disciplina que exige um g ande
es o ço ísico, o P o esso necessi a de es a in o mado, de modo a in e i de
o ma co e a e e icaz. Pa a além disso, conside o se undamen al conhece
as ca ac e ís icas de cada doença pa a que na p á ica consiga ul apassa
si uações de eme gência e aze uma p esc ição co e a do exe cício ísico,
espei ando os ní eis de capacidade de cada aluno.
Uma mais alia é que a disciplina p e e ida dos alunos é a Educação
Física o que oi impo an e pa a a ges ão da mo i ação e dos compo amen os
dos alunos nas aulas.
As in o mações impo an es sob e os meus alunos in luencia am oda a
condução do p ocesso de ensino-ap endizagem ao longo do ano.
4. Realização da P á ica
35
4. REALIZAÇÃO DA PRÁTICA
As no mas o ien ado as do es ágio p o issional
6
(EP) indicam que es e
em como p incipal obje i o “a in eg ação do es agiá io de o ma p og essi a e
o ien ada, em con ex o eal, desen ol endo as compe ências p o issionais que
lhe p omo am um desempenho c í ico e e lexi o, capaz de esponde aos
desa ios e exigências da p o issão”.
P e endo nes e capí ulo inco po a a i ência ida ao longo do EP no
exe cício da p o issão docen e, desde a conceção, planeamen o, ealização e
a aliação do ensino, a é à pa icipação, in eg ação e elação com a
comunidade escola . Aqui se ão e idenciados os momen os mais ma can es,
as ap endizagens, as di iculdades e es a égias u ilizadas, assim como os
esul ados da a i idade desen ol ida e os p incipais pon os de e lexão.
Assim nos seguin es pon os ap esen a ei as á eas da minha
in e enção, em que e a a ei um conjun o de decisões, acon ecimen os,
si uações especí icas onde a e lexão o nou-se p imo dial ao auxilia odo o
meu p ocesso de desen ol imen o. Sendo a e lexão o p incipal auxílio a
desen ol e o meu p ocesso, desde a i idades, p incipais di iculdades
encon adas, es a égias que me ize am e olui , omadas de decisão, a
a aliação dos alunos e do p ocesso desen ol ido nas di e en es modalidades,
ou seja, posso conside a a e lexão como uma manei a de es a que conduziu
o meu abalho ao longo do ano le i o.
A es u u ação des e pon o, pa indo das e lexões, é e e enciada pelos
qua o ní eis de desempenho (o ganização e ges ão do ensino e da
ap endizagem, pa icipação na escola, elações com a comunidade, e
desen ol imen o p o issional), endo em conside ação os acon ecimen o de
ele o que o am i enciados.
6
Documen o in e no não publicado e elabo ado pela p o esso a dou o a Zélia Ma os. Ve são
com al e ações pa a o ano le i o 2011-2012.
36
4.1 O ganização e Ges ão do Ensino Ap endizagem (á ea 1)
4.1.1 Conceção
A p imei a a e a alusi a do p o esso é a conceção, que se á o e lexo
da nossa u u a a uação, uma ez que é nes a que se i á basea o
planeamen o de uma es a égia de in e enção.
A conceção começou de uma análise ao con ex o cul u al e social da
escola, bem como do meio onde a mesma se inse e ealizada no início do ano
le i o, com o in ui o de ecolhe o maio núme o de in o mações. To na-se
impo an e pe cebe o meio onde a escola es á inse ida, pa a conhece as
ca ac e ís icas sociais e cul u ais dos alunos
Ou a das a e as que ealizamos inicialmen e oi a análise dos
p og amas de Educação Física, dos planos cu icula es e do p oje o cu icula
e educa i o da escola. Assim, após uma análise p o unda dos p og amas
cu icula es de Educação Física e i ámos algumas ilações ace ca da o ma
como ela es á pe spe i ada. Concluímos que o p og ama pa ece ap esen a
um ní el ele ado, no que diz espei o aos con eúdos das modalidades e dos
p óp ios obje i os de conc e ização. A quan idade de con eúdos pa ece se
ex ensa pa a o empo disponí el, ace às di iculdades encon adas nas
capacidades dos alunos.
Sen i ao longo do ano, po se em á ias as modalidades a abo da , o
empo que lhes é des inado acaba po se eduzido, p o ocando um es ado de
iniciação pe manen e, sendo que as melho ias de um ano pa a o ou o não são
signi ican es. O ac o de e mui as modalidades pa a leciona ez com que o
empo disponibilizado pa a cada modalidade enha sido demasiado cu o pa a
algumas. Assim ac edi o que os alunos i e am a opo unidade de desen ol e
as suas habilidades na modalidade de ginás ica, mas em elação às ou as
modalidades penso que enha sido pouco empo pa a uma boa ap endizagem
dos con eúdos p e is os nos p og amas. É des a o ma que conside o que os
p og amas de EF não es ão adap ados às necessidades dos alunos, is o que,
não êm empo pa a consolida em os con eúdos.
37
Du an e o ano lecionei ês modalidades cole i as, u ebol, oleibol e
andebol, duas de ginás ica, solo e ac obá ica e a le ismo. Segundo o p og ama
nacional de Educação Física, de e iam se escolhidas apenas duas
modalidades cole i as, pelo que es a escolha do g upo de Educação Física
in luenciou a minha p á ica. Pois, o núme o de modalidades o nou-se mais
ele ado e consequen emen e diminui o empo des inado a cada uma das
modalidades, di icul ando a consolidação dos con eúdos abo dados. Se i esse
que leciona cinco modalidades, em ez das seis, e ia mais empo pa a
exe ci a os con eúdos de cada modalidade e assim consegui p o oca
melho ias no desempenho dos alunos.
Os con eúdos em algumas das modalidades pa ecem se mui o
exigen es, ap esen ando ní eis de di iculdade e de complexidade ele ados.
Pode-se pe ceciona es a ideia nas si uações de jogo nas modalidades
cole i as, que são mui o complexas pa a o ní el de desempenho dos alunos.
Como exemplo o 4x4 no Voleibol ou o 7x7 no Fu ebol.
É impo an e que a adequação dos p og amas seja conside ada abe a
ao ajus amen o dos p o esso es, o nando-se uma ulc al pa a o p ocesso
ensino-ap endizagem. Es a oi uma medida que desde de cedo i emos em
conside ação, uma ez que a á ea disciplina de Educação Física da nossa
escola, adap ou o p og ama, as modalidades, os con eúdos e os obje i os de
aco do com a sua ealidade e con ex o especí ico.
Ao longo do ano ui pe cecionando que ealmen e os p og amas
ap esen am ní eis de di iculdade e complexidade ele ados pa a os alunos.
Des e modo, ap esen a-se como undamen al ajus a o p og ama às
di iculdades dos alunos, pelo que é pe inen e uma a aliação diagnós ica, pa a
comp eende qual o ní el inicial do alunos e o ní el que é possí el a ingi .
A modalidade onde sen i que os alunos ap esen a am mais di iculdade e
consequen emen e um ní el de desempenho baixo oi no oleibol. Apesa do
p og ama ap esen a a si uação de jogo 4x4, as si uações de jogo que se
e ela am ap op iadas pa a a u ma o am o 3x3 e 2x2.
Po ou o lado, oi na ginás ica onde os alunos mos am um maio
desen ol imen o das suas habilidades. Inicialmen e inha a ideia que se ia
mui o di ícil leciona ginás ica não só pela mo i ação que os alunos
ap esen am, mas ambém pela di iculdade que es es pode iam ap esen a .
38
Con udo, nes a modalidade, os alunos ap esen a am uma mo i ação bas an e
posi i a e eagi am mui o bem às si uações de ap endizagem c iadas. A
unidade mais longa oi a de ginás ica, pelo que ambém conside o um a o
c ucial na ap endizagem dos con eúdos abo dados.
No u ebol o p og ama conside a que de e pa i do ní el a ançado,
po ém oi pe ce í el que o g au de complexidade e de di iculdade ap esen ado
po es e e a ele ado. Nes a modalidade sen i a necessidade de di idi a u ma
em dois ní eis, in odu ó io e a ançado. Em ambos os g upos o 7x7 e o 11x11,
si uações de jogo p opos as pelo p og ama, se iam de complexidade e
di iculdade ele ada, pelo que eme i-me à u ilização do 5x5 como si uação de
jogo o mal.
No andebol al como e e e o p og ama a si uação de jogo conside ada
oi o 5x5, con udo os alunos sen iam alguma di iculdade na comp eensão do
jogo. Nes a unidade pe cecionei uma e olução signi ica i a das habilidades e
comp eensão do jogo.
O a le ismo oi a unidade mais cu a, pelo que sen i di iculdade na consolidação
de alguns con eúdos. Foi uma modalidade onde os alunos não ap esen a am
bases e po isso mos a am g ande di iculdade na ap endizagem.
4.1.2 Planeamen o
Após análise de in o mações iniciei as p incipais opções no que diz
espei o ao planeamen o a cu o, médio e longo p azo, elabo ando assim o
guião pa a a a uação do p o esso . Planea é uma unção ulc al da a i idade
do p o esso . Assim, endo po base as o ien ações do P og ama Nacional de
Educação Física pa a o Ensino Básico, as decisões omadas pelo g upo de
Educação Física da escola, as ca ac e ís icas da u ma, o núme o de aulas
p e is as e os espaços disponí eis pa a a p á ica, oi ealizado o planeamen o
anual.
De o e e i que p ocu ei a icula as a i idades despo i as escola es
com o planeamen o anual, azendo coincidi a modalidade abo dada com a
a i idade despo i a. Es as a iculações mos a am-se mui o impo an es no
empenho e na en ol ência dos alunos na modalidade lecionada.
39
“Po im, penso que se o na impo an e e le i sob e a a iculação da
ginás ica ac obá ica com o sa au escola . Pois no planeamen o anual
i e como obje i o a pa icipação da u ma no sa au escola e es e
planeamen o pe mi iu-me p epa a a u ma pa a o sa au e ao mesmo
empo mo i a a u ma pa a a p á ica das aulas. Assim na minha opinião
semp e que possí el o planeamen o anual de e es a a iculado com as
á ias a i idades que são o ganizadas na escola. (Re lexão aula 94)
Igualmen e de e minan e pa a o planeamen o das aulas oi a análise do
Roulemen das ins alações despo i as. Es e documen o em a unção de
mos a o espaço de aula disponí el pa a cada p o esso . A o a i idade nos
espaços ez-se de ês em ês semanas, is o po que exis em semp e qua o
espaços que podem se usados em simul âneo, sendo dois ex e io es, um
in e io pequeno (1/3 do pa ilhão) e ou o 2/3 do pa ilhão. Nes e pon o, enho
de salien a a boa on ade dos p o esso es uma ez que se mos a am semp e
disponí eis a oca comigo quando e a necessá io. Assim, endo em con a o
oulemen , o am decididas quan as aulas são des inadas a cada modalidade,
de o ma a dis ibuí-las de o ma coe en e e a iculada com as a i idades da
escola, como po exemplo com o sa au.
No que conce ne ao conhecimen o dos alunos, cen o de odo o meu
abalho, oi elabo ado um ques ioná io de ca ac e ização do aluno. Es e
assumiu-se como um ins umen o impo an e pa a o conhecimen o de alguns
aspe os, nomeadamen e sociais, cul u ais, despo i os e de saúde. Pe mi iu-
me ajus a o planeamen o de ensino à ealidade da u ma, endo em a enção
algumas pa icula idades, como po exemplo as i ências despo i as e a
aspe os limi a i os da p á ica.
Depois, passei ao planeamen o, onde os di e sos con eúdos o am
ope acionalizados, eco endo ao modelo de planeamen o da Vicke s (1990),
os Modelos de Es u u a do Conhecimen o (MEC), os planos de aula e
di e en es a aliações. Es es documen os guia am a minha p á ica no p ocesso
de ensino-ap endizagem ao longo das aulas.
As unidades didá icas assumem-se como e dadei os guias o ien ado es
no ensino de de e minada modalidade. A sua conceção em como base o MEC
com o obje i o de pe mi i um ensino e icaz, onde a ação de qualque p o esso
de Educação Física, independen emen e da modalidade que ai abo da , não
de e se apenas e le ida, mas ambém o ien ada em busca de um p ocesso de
46
como de uma pe ceção das mudanças na pos u a dos alunos pa a com es as
ao longo do ano.
Um aspe o que con ibui de o ma signi ica i a pa a a melho ia do
compo amen o da u ma oi es abelece uma o ina de cas igos pa a os alunos
que ap esen assem compo amen os dis up i os. Assim os alunos sabiam que
num p imei o cas igo ealiza iam lexões e num segundo momen o, uma icha
de abalho, que se ia a aliada e en iada aos enca egados de educação. Po
im, se os compo amen os pe sis issem en ão se iam expulsos da aula.
“Após o p imei o cas igo os alunos que ol a am a mos a
compo amen os dis up i os ealiza am uma icha de abalho como
o ma de cas igo.” (Re lexão 27 e 28)
Com es a o ina p e endia que os alunos soubessem que se não
cump issem as eg as, num segundo momen o, se iam impedidos da p á ica e
a aliados com conhecimen o do enca egado de educação. Assim, os alunos
inham conhecimen o que após eu os a isa , não inham ou a al e na i a a não
se muda o compo amen o.
Como já oi e e ido, a minha u ma, e a cons i uída po mui os alunos
p oblemá icos e indisciplinados, logo se iam necessá ias es a égias de
p e enção, pa a que a aula deco esse se p oblemas.
Uma das es a égia de con olo da u ma começou no planeamen o das
aulas p ocu ando maximiza o empo de empenhamen o mo o , pa a que os
alunos não i essem empo pa a compo amen os dis up i os que pudessem
p ejudica o bom uncionamen o da aula. Foi uma es a égia que me ajudou
bas an e no con olo da u ma, pois os alunos es a am en ol idos nas a e as
não endo empo pa a os en a compo amen os nega i os.
Também p ocu ei semp e uma o ganização simples e de ácil
comp eensão ap esen ando as a e as de o ma cla a e explíci a. P e endia que
odos os alunos comp eendessem o que lhes e a pedido apidamen e, pa a
que iniciassem a p á ica e pa icipassem odos na a e a sem e em dú idas.
Nem semp e consegui ap esen a as a e as, de modo, a odos os alunos
pe cebe em o exe cícios e quando acon ecia e am isí eis os compo amen os
o a de a e a p ejudicando o ambien e de ap endizagem. Con udo, quando
ap esen a a exe cícios de maio complexidade i e a necessidade de adequa
47
o meu ipo de ins ução, pa a uma melho comp eensão, como é possí el
e i ica no pon o 4.1.3.3. Ins ução.
Após cada aula, sen ia necessidade de ala com um ou ou o aluno
indi idualmen e, não só po es e ap esen a compo amen os dis up i os, mas
ambém pa a inc emen a uma maio con iança dos alunos em mim. Es as
con e sas indi iduais com os alunos ajuda am-me a consegui uma melho
elação com os alunos e a esol e si uações de indisciplina. Fo am c uciais as
negociações com os alunos, de o ma a es es mos a em a a i ude que eu
p e endia, pois e am ap esen adas á ias opções aos alunos, sendo que es es
comp ome iam-se comigo a cump i o nosso aco do.
4.1.3.3 Ins ução
Ap esen o o p ocesso de ins ução como um aspe o que conside o
c ucial e que ao longo do ano p ocu ei ape eiçoa-la, de modo a p opo ciona
um clima de ap endizagem baseado em oca de in o mação. É uma a ma
imp escindí el pa a o p o esso de Educação Física, is o a necessidade
pe manen e de explicação dos exe cícios e dos seus obje i os, de co igi
pe manen emen e e de enco aja e mo i a a sua u ma.
A ins ução oi oco de inúme as e lexões no sen ido de p omo e
es a égias adequadas capazes de da espos a às di iculdades sen idas pelos
alunos da u ma. O ape eiçoamen o da ins ução oi deco endo du an e odas
as aulas, pois é p imo dial ao p o esso desen ol e um clima a o á el à
ap endizagem. Nes e sen ido su ge a ques ão no que conce ne ao empo
despendido na ins ução, pelo que es a não de e se demasiado longa uma
ez que ai condiciona o empo de empenhamen o mo o dos alunos, assim
como não de e se demasiado cu o, co endo o isco de os alunos não
assimila em o que é p e endido. Penso que es e aspe o de e se conside ado é
que o p o esso de e se capaz de adequa o empo de ins ução, is o que há
á ias a iá eis a e em con a. Em de e minadas a i idades é e iden e que a
ins ução de e se mais p olongada, enquan o ou as al já não se jus i ica,
is o ha e ganhos cla os em aumen a o empo de p á ica.
48
No momen o de ins ução p ocu ei semp e ap esen a as a e as
mo o as de o ma cla a e sucin a, sendo que após ins ução p ocu a a
con ola a qualidade dessa in o mação, pa a que e en ualmen e e o mula
essa in o mação.
Du an e o ano hou e am momen os em que i e de aumen a o empo
de ins ução, pa a me possibili a ansmi i mais con eúdos ou pa a que os
alunos assimilassem a o ganização do exe cício.
“Nes a aula sen i necessidade de aumen a o empo da ins ução,
aumen ado o empo de ansições en e exe cícios. Is o po que, os
exe cícios planeados necessi a am de uma o ganização mais complexa
e ambém se ia a p imei a ez que os alunos ealizam es e ipo de
exe cícios, não ha endo assim o inas.” ( e lexão 24 e 25)
É cla o que cada u ma ap esen a ca ac e ís icas mui o p óp ias, logo,
pode ão ha e u mas em que se jus i ica mais empo de ins ução e ou as
onde o empo de ins ução de e se eduzido. Po isso, a ins ução depende da
u ma, da ma é ia e das si uações de ap endizagem. No deco e das unidades
didá icas ha ia si uações e exe cícios que se epe iam, po an o, quan o mais
se ap oxima a o inal da unidade, menos e a o empo despendido em momen o
de ins ução, ou seja em a e as de dis ibuição e de o ganização, ocando-me
nos c i é ios de êxi o.
Em ce os momen os depa ei-me com a di iculdade de assimilação de
in o mação po pa e dos alunos, p incipalmen e nas modalidades onde es es
ap esen a am mais di iculdade. Assim, sen i a necessidade de adequa o ipo
de ins ução ao ní el dos alunos e às suas di iculdades.
No u ebol, modalidade de g ande di iculdade pa a um g upo de alunos
depa ei-me com es a di iculdade, di iculdade em comp eende os exe cícios,
pelo que adequei a minha ins ução a es e g upo de alunos como demons a o
exce o da e lexão da aula 82.
“ No ní el in odu ó io o mé odo de ins ução oi explicação mais
demons ação pe mi indo que os alunos pe cebessem mais apidamen e
o que e a p e endido. Penso que, es e g upo ap esen a g ande
di iculdade em pe cebe o que é pedido e des e modo não hou e
dú idas não a e ando no i mo e a luidez da aula.” (Re lexão aula 82)
49
No ní el a ançado, na mesma modalidade, não se ia necessá io pe de an o
empo na ins ução ela i a à o ganização assim p ocu ei aumen a o empo de
empenhamen o mo o des es alunos
“No ní el a ançado quando p ecisa a de ansmi i in o mação op ei po
não euni o g upo, mas sim po “congela ” os alunos. Is o só oi possí el
po que a o ganização dos exe cícios e a idên ica mudando apenas
algumas a ian es. Assim, oi possí el o imiza o empo de
empenhamen o mo o , po isso, con inua ei a e em a enção es a
es a égia pa a melho a o ensino ap endizagem.”
(Re lexão aula 57 e 58)
Ao longo do ano ui ape eiçoando a minha ins ução com es a égias
p o enien es das e lexões, semp e com o in ui o de c ia uma ap endizagem
signi ica i a nos alunos. Que a a és de es a égias de exposição ou de
ques ionamen o p ocu ando semp e um ensino mais p o undo, a ibuindo-me
mui as ezes uma unção de p o esso capaz de guia as ap endizagens dos
alunos.
“Pa a mo i a /ca i a os alunos pa a es a pa e da aula u iliza ei o
quad o e uns ca azes de supo e à ma é ia.” (Re lexão aula 66)
Com es a es a égia p e endi que os alunos cons uíssem uma
comp eensão signi ica i a dos con eúdos ap esen ados e a é e i a dú idas de
o ma a des aze con usões. Na u ilização des a es a égia oi isí el a
cu iosidade dos alunos, pelo que oi cap ando a a enção dos alunos
p omo endo assim mais ap endizagem.
Com o ques ionamen o p ocu ei p omo e uma maio in e ação
p o esso -aluno, cap ando uma maio concen ação dos alunos. Des e modo,
e i ica a o g au de comp eensão da in o mação ansmi ida, pe mi indo
con ola os conhecimen os dos alunos. Ve i iquei que es a es a égia ajuda a-
me na ges ão dos compo amen os dos alunos no momen o de ins ução e po
ezes a melho a mo i ação dos alunos, is o que se sen iam desa iados.
“U ilizei o ques ionamen o, pa a que os alunos pudessem comp eende
melho as habilidades a desempenha . Es es demons a am
concen ação e um bom conhecimen o da ma é ia.” (Re lexão aula 92 e
93)
50
“Ao longo da aula, apesa de ap esen a uma p eocupação cons an e
com eg as de segu ança e com ques ões o ganiza i as, ambém
p ocu ei oca os meus eedbacks em si uações de ap endizagem.
Con udo, penso que na minha abo dagem ao ensino mais especí ico da
modalidade de e p ocu a c ia uma descobe a guiada, cen ando o
p ocesso no aluno. Assim, de o ques iona os alunos pa a que eles
pensem como de em ealiza de e minada écnica, de modo a que o
aluno pe ceba se ele p óp io ou o colega ealiza co e amen e a
habilidade. Des a o ma, ac edi o que a ap endizagem seja mais
p o unda, pois os alunos i ão comp eende a habilidade ealizada, sendo
que eles p óp ios descub am a ealização co e a.” (Re lexão aula 89 e
90)
Com o passa das aulas ob i e um maio conhecimen o dos alunos,
ape cebendo assim de ca ac e ís icas indi iduais e ca ac e ís icas de g upos
de abalho. Es e conhecimen o dos alunos pe mi e ao p o esso uma co e a
u ilização dos eedbacks pedagógicos, sabendo em que ní el os alunos se
encon am e quais os obje i os que es ão açados pa a es es. Des e modo é
possí el adap a o ipo de eedback e de ins ução aos alunos, conside ando as
á eas/con eúdos onde ap esen am maio di iculdade.
Após a ealização de uma a e a mo o a o na-se impo an e pa a o
aluno ecebe in o mação ace ca da o ma como ealizou a ação, de o ma a
pode melho a o seu desempenho. Assim, o ien ei o meu eedback na
ansmissão sob e o conhecimen o da pe o mance e no conhecimen o do
esul ado, que segundo Rosado e Mesqui a (2009) são as duas g andes
ca ego ias do eedback.
“O g upo a ançado apesa de mos a uma boa qualidade écnica,
ap esen a uma g ande di iculdade á ica, po isso i ei cen a o eedback
nas ações á icas, enquan o no ní el elemen a de o con inua a cen a
os meus eedbacks nas ações écnicas.” (Re lexão aula 21)
“Penso que, posso melho a a minha ins ução, adap ando-a assim as
necessidades e di iculdades dos alunos, pa a que os alunos que êm
mais di iculdades o ganiza i as possam pe cebe melho o que é
p e endido pa a cada exe cício.” (Re lexão aula 22 e 23)
Fundamen almen e p ocu ei ap esen a um di e so leque de eedbacks, is o
que conside o se an ajoso adequa es a à si uação.
51
4.1.3.4 O ganização po ní eis de desempenho
Nas á ias a aliações diagnós icas ealizadas, pude cons a a que
exis iam dois ní eis de desempenho dis in os. Numa abo dagem inicial, no
oleibol, p imei a modalidade lecionada, p ocu ei desen ol e os seus
con eúdos colocando os dois ní eis de desempenho a abalha em
conjun amen e. Es a opção e e como p incipal obje i o p omo e a en eajuda
dos alunos, pa a que os alunos com mais compe ência mo o a e mais
p edispos os pa a a p á ica ajudassem os es an es alunos a p og edi em nos
con eúdos lecionados. Po ém, cons a ei que pa a além de não obse a
g andes melho ias do ní el in e io , os alunos de ní el supe io começa am a
demons a alguma insa is ação pelo ní el de exigência dos exe cícios se
eduzido. Assim sendo, al e ei a o mação dos g upos e comecei a abalha
com dois ní eis dis in os, de o ma a c ia p og essões pedagógicas com ní eis
de exigência adap ados ao ní el dos alunos de cada g upo. Es a omada de
decisão e le iu-se de o ma mui o posi i a no desempenho dos alunos e na
o ganização da aula, al como ilus am os ex a os das e lexões das aulas.
“Na pa e undamen al, é impo an e e e i que a mudança de abalho
po ní eis oi mui o posi i a. Os alunos mos a am mais mo i ação e
empenho nas a i idades p opos as e ambém oi um a o posi i o na
o ganização da aula” (Re lexão aula 6 e 5)
“O abalho po ní eis em sido impo an e na o ganização da aula e na
ap endizagem dos alunos, po que pe mi e-me c ia si uações adequadas
a cada g upo de alunos.” (Re lexão aula 9 e 10)
Após es as e lexões o abalho ealizado nas ou as modalidades oi
semp e ealizado conside ando dois ní eis de abalho, apenas na abo dagem
à ginás ica de solo e ac obá ica, oi ealizado abalho em conjun o em p ol da
u ilização do Modelo de Educação Despo i a, Sieden op (1987).
Tendo em conside ação as ca ac e ís icas da minha u ma, conside o
que a sepa ação da u ma em ní eis de desempenho de e se uma ealidade,
pois além de ga an i uma ap endizagem bem sucedida pa a odos é a
es a égia que man ém os alunos mais mo i ados.
De endendo es a es a égia Vygo sky (1978), e e e que o p o esso
de e se capaz de p opo ciona aos seus alunos a e as ligei amen e acima do
52
seu ní el de desen ol imen o, de modo a possibili a os alunos a e olui .
Também Rink (1996), de ende que o p o esso de e di e encia os mé odos
pedagógicos e as a i idades pa a co esponde aos pon os de pa ida dos
alunos, pa a que es es cheguem a um ní el mais ele ado de ap endizagem.
4.1.3.5 Obse a e se obse ado
Uma das a e as ob iga ó ias do EP, que conside o mui o en iquecedo a e
undamen al na e olução do es udan e es agiá io é obse ação de aulas, que
dos colegas de es ágio, que dos p o esso es expe ien es. Tal é a impo ância
que en ego à obse ação, que du an e o ano in ei o, obse ei odas as aulas
dos meus colegas.
Na o mação do p o esso conside o que se o na impo an e obse a
os colegas de es ágio, de e ando e os e lacunas com o in ui o de ajuda a
implemen a es a égias e mesmo ecolhe ideias pa a a nossa e olução. É
na u al e az pa e do p ocesso de e olução do es agiá io come e alguns e os,
ap esen a exe cícios ou ins ução inadequada en e ou os e os, sendo assim
undamen al, que os colegas possam ajuda no p ocesso de e lexão.
Nas aulas que obse ei p ocu ei pe cebe , se desc i i o, c í ico e
e lexi o sob e os aspe os que conside a a se em essenciais no p ocesso de
ensino-ap endizagem, ap esen ando es a égias que na minha opinião
pode iam aze bene ícios.
Nos momen os em que ui obse ado, p ocu ei pe cebe odas as
c í icas e p opos as no sen ido de melho a . Penso que, é impo an e acei a a
c í ica e a a és des a e le i sob e a mesma pa a assim i a ilações e pode
ape eiçoa o p ocesso de ensino.
As obse ações que ealizei e às quais es i e sujei o o am dis ibuídas
ao longo do ano, qua o no p imei o pe íodo, o mesmo no segundo e no
e cei o duas, pe azendo um o al de dez obse ações aos colegas es agiá ios.
Numa ase inicial do ano le i o p ocu amos, após as aulas assis idas, deba e a
p es ação desen ol ida pelo p o esso em causa, a e indo aspe os posi i os e
ou o que necessi a am de se melho ados ou co igidos, semp e no sen ido de
elabo a c í icas cons u i as e que le assem ao ape eiçoamen o do
53
desempenho. Fo am momen os que me pe mi i am c esce como p o issional
a a és da opinião que ecebia e ambém dos dados que se ob iam da aula.
Nas obse ações e e uadas no p imei o pe íodo não oi u ilizado um
ins umen o de obse ação especí ico. Assim, ínhamos uma e lexão li e
onde podíamos iden i ica e explo a os p incipais p oblemas do p o esso ou
das á ias si uações da aula. No segundo e e cei o pe íodo u ilizamos as
ichas de obse ação da aculdade, do 2º e 3º momen o espe i amen e. Com
es e oco ap esen á amos uma e lexão com o in ui o de melho a os aspe os
especí icos desc i os na icha.
As obse ações ealizadas a ou os p o esso es pe mi i am-me e i ica
es a égias e me odologias dis in as de abo da a aula de EF e de e minadas
abo dagens do con eúdo abo dados pelos p o esso es mais expe ien es.
Conside o que odos os momen os de obse ação o am posi i os, pois em
odas as ci cuns âncias hou e a necessidade de e le i sob e a opinião que
o mula a du an e a aula. As es a égias que os p o esso es u iliza am e a sua
elação pedagógica com os alunos e am di e en es, sendo o con olo da u ma
ou ou os p oblemas um obs áculo apidamen e ul apassado. Nes e âmbi o,
com os p o esso es, o am oco endo algumas con e sas que se e ela am,
mani es amen e, in e essan es, em que e idencia a o meu pon o de is a e
es e e a con on ado e ques ionado de modo cons u i o e que me aziam
e le i sob e o assun o. Nes as con e sas e am discu idos á ios assun os al
como conceções de ensino, sob e mé odos de a aliação, sob e o ensino e
educação em ge al e sob e ques ões elacionadas com a escola.
Po an o, a oca de in o mações, opiniões com p o esso es expe ien es
o na-se ele an e no p ocesso de o mação do es agiá io.
4.1.3.6 Modelo de ensino
Um dos desa ios p opos os pa a es e ano de es ágio oi a aplicação do
modelo de educação despo i a (MED), Sieden op (1987), numa das
modalidades lecionadas. Como é ób io acei ei es a p opos a e inclusi e ui
desa iado pelo p o esso coope an e a aplica no amen e numa ou a unidade
didá ica, is o o sucesso que o modelo ap esen ou.
54
Op ei no ensino dos jogos cole i os pela aplicação do modelo de ensino
de jogo pa a comp eensão, pelo que os alunos ap esen a am uma eação
posi i a a es e ensino. Na ginás ica de solo e na ginás ica ac obá ica o MED oi
o modelo aplicado, que se ap esen ou mui o posi i o na mo i ação e empenho
dos alunos.
“Nes e momen o, posso aze um balanço mui o posi i o do MED, que
es a a ca i a e a mo i a os alunos pa a a modalidade de ginás ica, que
como oi possí el analisa inicialmen e, é uma disciplina que os alunos
não gos am.” (Re lexão 41)
Pe an e as ca ac e ís icas da minha u ma pe cecionei que a aplicação
do MED nos jogos cole i os pode ia le an a alguns p oblemas ao ní el da
mo i ação e do clima da ap endizagem. Vis o que o MED pe spe i a a
o mação de equipas que assegu em o equilíb io compe i i o das mesmas
o na-se impo an e a o mação de g upos he e ogéneos. É es e um dos
aspe os que penso que a u ma não i ia eagi bem, pois na abo dagem das
modalidades cole i as sen i uma di iculdade ele ada de mo i a os alunos e de
p opo ciona a i idades igualmen e es imulan es pa a as di e en es
necessidades dos alunos. Po ou o lado, igu a a-se uma ginás ica
desmo i an e pa a os alunos, pelo que a aplicação do MED su gi ia como algo
no o, capaz de os en usiasma . A minha ideia ai de encon o a G aça e
Mesqui a (2009, p.60) que e e em que ”o seu alo pedagógico é pe inen e
nas modalidades indi iduais, po quan o, não a amen e, a disc epância de
desempenho en e alunos o na di ícil a o ganização das a i idades, pa a além
de a compa ação dos esul ados indi iduais conduzi mui as ezes os mais
acos à desis ência”.
No MED que oi aplicado na ginás ica de solo e ginás ica ac obá ica ui
semp e de encon a com os seus obje i os e ca ac e ís icas. Como já e e i
es e modelo e e um g ande impac o no ensino ap endizagem, p o ocando
melho ias não só ao ní el das habilidades, mas ambém no gos o, no
conhecimen o da modalidade e no empenho.
Inicialmen e i e como di iculdade planea uma aula de ginás ica com a
aplicação do MED, pois não que ia descu a nenhuma das ca ac e ís icas
es u u ais do modelo de o ma a ga an i a au en icidade da expe iência
despo i a. Sieden op (1994) in eg ou seis ca ac e ís icas do despo o
55
ins i ucionalizado no MED, sendo elas a época despo i a, a iliação, a
compe ição o mal, o egis o es a ís ico, a es i idade e o e en o culminan e,
Na p imei a aula, p ocu ei in o ma os alunos de como se iam as aulas
de ginás ica com a aplicação do MED, explicando-lhe o que p e endia.
“Nes a aula deu-se inico à p é-época despo i a onde oi ealizada uma
ap esen ação do MED aos alunos e começa am a se dis ibuídas
unções pela u ma. E a inegá el a mo i ação ele ada dos alunos.
Todos os alunos da u ma ap esen a am uma a i ude bas an e posi i a e
aleg e pa a a ealização p á ica da aula.” (Re lexão aula 41)
Desde cedo, pe cebi que as ca ac e ís icas do MED pode iam se uma
mais- alia nes a modalidade, ajudando-me a mo i a os alunos pa a a p á ica.
Em p imei o luga ajuda am nas ques ões o ganiza i as, consolidando
apidamen e as o inas es abelecidas, pois a a i ude das equipas e a al o de
pon uação.
“O ac o de os alunos es a iliados em equipas e a sua a i ude se al o
de pon uação, ez com que es es demos assem um compo amen o
mui o posi i o, p incipalmen e nas ques ões o ganiza i as, de
coope ação e de empenho. Po isso, nas p óximas aulas a a i ude dos
alunos con inua á a se al o de pon uação.” (Re lexão aula 41)
O sen imen o de iliação a uma equipa/g upo e o egis o es a ís ico o am
duas ca ac e ís icas impo an es no con olo dos compo amen os dos alunos,
pois inha a opo unidade de o na al o de classi icação as a i udes que
p e endia e os alunos sen iam-se esponsabilizados se não pon uassem.
“No sis ema de pon uação oi in oduzido um pon o bónus pa a a equipa
que se des acasse num dos pa âme os, assim os alunos mos a am
mais mo i ação pa a ap esen a uma a i ude co e a. Po isso, e como
os alunos ap esen a am um compo amen o mui o posi i o, con inua ei a
usa es e sis ema de pon uação.” (Re lexão 42 e 43)
U ilizei o egis o es a ís ico ocando as eg as de segu ança, de o ma a
aumen a a concen ação dos alunos nes e aspec o. Des e modo, os alunos
sen iam a esponsabilidade de cump i as eg as de segu ança, pa a que a sua
equipa ob i esse mais pon os. Es a es a égia ap esen ou um esul ado
bas an e posi i o, is o que os alunos ap esen a am uma melho ia no
cump imen o das eg as de segu ança, não só pela impo ância que lhe
62
Abs ac
Re lec ion on p ac ice is conside ed a alued elemen o knowledge
cons uc ion by he p ac i ione (Viei a, 1993). In his sense, Schön (1983) no es
ha e lec ion is a p ocess ha allows he eache o en ich he ange o solu ion
and imp o e hei abili y o sol e p oblems, leading i o change hei p ac ice.
The aim o his esea ch is o s udy and o e i y he impo ance and
con ibu ions o e lec ion conce ning imp o ing educa ion, based on a ho ough
analysis o he p ac ice h ough e lec ion.
This s udy is based on an app oach o ac ion esea ch, conside ing 6
lessons, o 45 and 90 minu es on modali ies o a hle ics and ac oba ics, whe e
was made a e le c ion a e each lesson wi h eco ding o he lesson. In he
e lec ion o each class we e iden i ied and e alua ed he a ious s a egies in
o de o imp o e he eaching-lea ning p ocess. Wi h an in e p e a ion and
he meneu ic analysis was possible o analyze he con en o e lec ions,
s a egies and e alua ing hei impac on imp o ing p ac ice.
The esul s show ha he s a egies iden i ied in he discussion we e
always applied in p ac ice con ibu ed o he imp o emen . The s a egies
applied we e in acco dance wi h he objec i es o p omo ing imp o emen s in
he eaching-lea ning p ocess, pa icula ly in he con ol o he class (discipline),
in he asks o class oom managemen , mo i a ion and con en .
The e o e, wi h a cons an e lec ion o he p ac ice was possible o
p omo e s a egic changes con ibu ing o he imp o emen o p o essional
p ac ice and de elop my abili y o be e lec i e, o sol e p oblems and make
pedagogical decisions.
KEY-WORDS: TEACHING-LEARNING; PRACRICUM TRAINING,
PROFESSIONAL DEVELOPMENT; REFLECTION.
63
In odução
Fo mação de p o esso es
Ono e (1996, p.75) e e e que “a o mação de p o esso es pode se
en endida como um p ocesso con ínuo e sis emá ico de ap endizagem no
sen ido de ino ação e ape eiçoamen o de a i udes, sabe es e sabe es- aze e
da e lexão sob e alo es que ca ac e izam o exe cício das unções ine en es à
p o issão docen e.” Uma necessidade con ínua, o desen ol imen o p o issional
do p o esso , implica que o p o esso p ocu e, melho a a sua o mação nos
á ios domínios da sua a i idade p o issional, pa a que p ime pela qualidade da
sua a uação. Segundo Pacheco e Flo es (1999), a o mação de p o esso es
en ol e complexas mudanças de na u eza cogni i a, a e i a e compo amen al,
que se p ocessam du an e o pe cu so de o mação p o issional. Angulski
(2012) ap esen a que a o mação de p o esso es não é simplesmen e uma
ep odução de ó mulas e concei os e ca ac e iza-se como uma cons ução
con ínua de sabe es, engajada num p ocesso de p odução de conhecimen os.
Exis e a necessidade de o p o esso e conhecimen o, que é a base da
sua compe ência p o issional. Con udo, não bas a sabe a ma é ia de ensino, é
necessá io uma compe ência especí ica que lhe pe mi a ans o ma esse
conhecimen o em ma é ia assimilá el pelo aluno. Des e modo a compe ência
pedagógica engloba os di e en es ipos de conhecimen o necessá ios ao
p o esso , bem de inidos po Shulman (1986), as habilidades e a i udes
necessá ios ao sabe , ao sabe aze e ao aze do p o esso .
Rela i amen e ao conhecimen o Shulman (1986) dis ingue o
conhecimen o da ma é ia de ensino, o conhecimen o cu icula do con eúdo, o
conhecimen o pedagógico do con eúdo, o conhecimen o pedagógico ge al, o
conhecimen o sob e os alunos e suas ca ac e ís icas, o conhecimen o do
con ex o educa i o, o conhecimen o dos ins, obje i os e alo es educa i os.
Como e e e Cas o e Nascimen o (2012, p.15) “o ap ende a ensina
pode ad i de um con ex o o ma i o ou de um con ex o p á ico.” A expe iência
ganha ele ância na o mação de p o esso es, adqui indo assim g ande
impo ância a c iação de si uações de o mação no con ex o eal da a i idade
64
p o issional. Como e e e Dewey (1938, p.86), “Ninguém é capaz de e le i em
alguma coisa sem expe iência e o mação sob e ela”
Des e modo conside o o es ágio p o issional como um espaço dis in o na
o mação inicial, sendo a p á ica um momen o in eg ado de compe ências, em
que a ação, a expe imen ação e e lexão, são condições essenciais na
aquisição de conhecimen o sob e o como ensina . Sendo assim, o es ágio
p o issional é um alioso momen o de con on o com a p á ica que conduzi á à
solidi icação dessas compe ências. Schön (1991) menciona que o es ágio,
o ien ado po um p o issional, acul a ao es udan e – es agiá io a possibilidade
de p a ica e de se con on a com p oblemas eais, cuja esolução exige
e lexão, le an amen o e a e iguação de hipó eses, a i ência dos e os
come idos e a omada de consciência da impo ância da colabo ação dos
ou os. Acima de udo o es ágio é o momen o de ap ende com a expe iência
que acon ece na p á ica.
Segundo Viei a (1993) da in e ação en e o sabe e o ciclo p á ica
e lexão esul a a econs ução das suas eo ias subje i as e o
desen ol imen o da sua compe ência p o issional, me a inal do p ocesso de
o mação. Nes e p ocesso, a e lexão cons i ui um ins umen o cha e de
eo ização a pa i da expe iência e da ees u u ação de sabe es an e io es.
Assim, conside ando a na u eza da a i idade do p o esso e o alcance
da sua in e enção o ma i a e pedagógica, odo o p ocesso de o mação de e
conduzi pa a a e lexão, conceção e c iação de si uações com um signi icado
au ên ico pa a o u u o desempenho p o issional e solidi ica nos o mandos a
i ude de e le i ace ca da sua p óp ia p á ica de ensino, assumindo uma
pe spe i a c í ica cons an e.
Concei o e lexão
As de inições sob e o pensamen o e lexi o pa i am das de inições e
concei os de Dewey (1933) e, mais a de de Schön (1983, 1987), Zeichne
(1983) e Shulman (1987).
A conceção de e lexão associada ao modelo e lexi o de o mação de
p o esso es ul apassa as de inições ulga es. Como e e e Ala cão (1996,
p.46) “O p imei o sen ido a ibuído ao pensamen o (ideias que passam pela
65
cabeça) es á longe de pode se con undido com o pensamen o e lexi o. A
sequência que espei a não é cons uída de o ma conscien emen e encadeada
nem objec i a”. Po an o, es e concei o ai epo a -se ao p ocesso que pe mi e
ganha expe iência p o issional, al como a de inimos, a pa i da p á ica, nas
condições que pe mi am a icula pensamen o e ação. Des e modo, á ios
au o es de inem e lexão no sen ido de es a p o oca al e ações no
compo amen o do p o issional, sendo es e um p ocesso de p ocu a e de
ques ionamen o.
Dewey (1989) dis ingue o a o o inei o de a o e lexi o, pois enquan o o
a o o inei o é di igido pelo impulso, hábi o ou submissão à au o idade, o a o
e lexi o é di igido pelo ques ionamen o, eco endo à on ade, sus en ado pela
in uição, na p ocu a de soluções lógicas e acionais pa a os p oblemas. Ainda o
mesmo au o e e e que a unção do pensamen o e lexi o é ans o ma
si uações p oblemá icas, ca ac e izadas pela dú ida e pelo con li o, em
si uações cla as e coe en es po ecu so ao exame men al do assun o. Dewey
(1989, p. 25) demons a que “a e lexão consis e no exame a i o, pe sis en e e
cuidadoso de odas as c enças ou supos as o mas de conhecimen o, à luz dos
undamen os que a sus en am e das conclusões pa a que endem”. O au o ,
assim, e idencia que o pensamen o e lexi o esul a não apenas de p ocessos
cogni i os mas é ambém u o de c enças e i ências pessoais. E ainda
denomina po pensamen o e lexi o a melho manei a de pensa e de ine-o
como sendo a espécie de pensamen o que consis e e examina men almen e o
assun o e da -lhe conside ação sé ia e consecu i a.
Schön (1983, p.42) ap esen a a e lexão como “uma o ma de enca a os
p oblemas da p á ica. Ao en a coloca no as possibilidades pe an e as
si uações que lhe su gem na sua a i idade, o p o esso comp eende o seu
ensino e aumen a a sua capacidade de iden i ica p oblemas e de implemen a
soluções”. Ainda o mesmo au o salien a que a e lexão é um p ocesso que
pe mi e en iquece o epo ó io do p o esso e melho a a sua capacidade de
esol e p oblemas, conduzindo-o, assim a mudanças da sua p á ica.
Schön (1987) dis ingue conhecimen o na ação, «knowing-in-ac ion», a
e lexão na ação « e lec ion-in-ac ion», a e lexão sob e a ação « e lec ion on-
ac ion» e e lexão sob e a e lexão na ação « e lec ion on e lec ion-in ac ion».
66
Segundo Shulman (1987), a e lexão do p o esso assume um papel
undamen al no desen ol imen o de uma no a comp eensão do seu ensino.
Ainda o mesmo au o e e e que “a e lexão é o p ocesso a pa i do qual o
p o issional ap eende a expe iência.” (p.19)
Ainda no sen ido de ap esen a a e lexão como undamen al no
desen ol imen o do p o issional Zeichne (1993) de iniu o p ocesso de e lexão
como sendo uma ação que implica uma ap eciação a i a, pe sis en e e
cuidadosa daquilo em que se ac edi a ou que se p a ica, à luz dos mo i os que
a jus i icam e das consequências que dele esul am.
Mais a de, mas no mesmo sen ido, Ala cão (1996) e e e que a e lexão
consis e numa econs ução men al e ospe i a da ação pa a en a analisá-la
e o na um a o na u al uma no a pe ceção da ação.
Obje i o do es udo
O obje i o ge al des e es udo é analisa a impo ância da e lexão na
melho ia da p á ica. Assim, nes e es udo p ocu a-se demons a que a e lexão
é impo an e, na p á ica docen e e ap esen a al e ações na a uação, que
podem melho a p á ica e o p ocesso de ensino-ap endizagem.
Iden i ica e aplica as es a égias p o enien es das e lexões esc i as;
A alia o esul ado das es a égias, a a és da sua u ilização em
a uações u u as;
Ve i ica a melho ia do ensino a a és das e lexões
P ocedimen os me odológicos
In es igação-Ação
A in es igação-ação pode se desc i a como um es udo longi udinal em
con ex o en ol endo ciclos básicos de obse ação, in e p e ação e e lexão.
Assim, no âmbi o da in es igação sócia educa i a su ge es a me odologia
designada in es igação-ação, u ilizada no p esen e es udo.
67
Ca e Kemmis (1986), suge em que a in es igação ação é
simplesmen e uma o ma de au o e lexão ealizada pelos pa icipan es numa
si uação social em o dem de p omo e acionalidade e jus i icação das suas
p óp ias p á icas, e em si uações onde as p á icas são ealizadas. Também
de inindo es a p á ica Fe nandes (2006), e e e que é uma me odologia que
em duplo obje i o de ação e in es igação no sen ido de ob e esul ado em
ambas as e en es: ação – pa a ob e mudança numa comunidade; e
in es igação – no sen ido de aumen a a comp eensão po pa e do
in es igado e da comunidade.
De aco do com Ca e Kemmis (1986) há ês p incipais ipos de
in es igação ação: “ écnica, p á ica e emancipa ó ia”. A “in es igação-ação
écnica” segundo Hol e e Va co (1993) oco e quando o pesquisado examina
se a in e enção selecionada, baseada num quad o eó ico p é-de e minado,
pode se aplicado numa con igu ação p á ica. O segundo ipo “in es igação-
ação p á ica” en ol e a colabo ação en e p á ico e in es igado a im de
iden i ica p oblemas po enciais, as causas e possí eis soluções ou
in e enções (Ha en e al., 1997). A “in es igação-ação emancipa ó ia” en ol e
odos os pa icipan es de o ma igual, sem nenhuma hie a quia exis en e en e
o pesquisado e p a ican e.
Conside o que a in es igação-ação seja um supo e pa a desen ol e e
melho a a sua a uação, is o que, ajuda no sen ido de aumen a o
conhecimen o eó ico e p á ico. Fe nandes (2006), e e e que a in es igação-
ação, pode ajuda o p o esso a desen ol e es a égias e mé odos pa a que a
sua a uação seja mais adequada, bem como, p opicia écnicas e ins umen os
de análise da ealidade, assim como o mas de ecolha e análise de dados.
Es a me odologia ap esen ou-se impo an e c iando uma e lexão
sis emá ica sob e a p á ica educa i a com o in ui o de a ans o ma e melho a .
Foi nes e sen ido que p ocu ei desen ol e o p esen e es udo, ap esen ado um
ciclo de e lexões de modo a melho a a minha ação e lexi a e p á ica.
68
Pa icipan es
O p óp io au o do es udo que se encon a como es udan e es agiá io na
Escola Secundá ia Oli ei a do Dou o. De o ma indi e a pa icipam os alunos
de uma u ma de 8ºano de escola idade.
Ins umen os
Os ins umen os u ilizados são as e lexões das aulas, os planos de
aulas e ilmagem com câma a de ídeo. Nas e lexões o am enume adas e
a aliadas as á ias es a égias ado adas de modo a e i ica se o am
aplicadas e se p o oca am melho ia no ensino. A ilmagem com câma a de
ídeo se iu pa a ajuda no momen o da e lexão pe mi indo-me se mais
p o undo. Nos planos de aula o am desc i as as á ias es a égias
p o enien es das e lexões e após cada aula se i am de ajuda pa a i a no as
sob e a aula, ajudando à pos e io no momen o de e lexão.
P ocedimen os
Es e es udo, na p á ica, em como con ex o a Escola Secundá ia de
Oli ei a do Dou o, mais especi icamen e, os alunos da u ma B do 8º ano. A
u ma é cons i uída po 14 alunos do sexo eminino e 10 alunos do sexo
masculino, com idades comp eendidas en e os 13 e os 16 anos de idade.
Ao ní el da e lexão, no mesmo dia da aula es a é ealizada com
obse ação do ídeo, num local sem pe u bações que possam causa
desconcen ação, ealizada po mim, o p óp io au o do es udo.
Na e lexão de cada aula o am enume adas e a aliadas es a égias,
pa a esol e as di iculdades da p á ica e com o in ui o de melho a no
p ocesso de ensino ap endizagem. Essas es a égias o am desc i as nos
planos de aula e aplicadas na p á ica, sendo possí el e i ica , se o am
aplicadas e se ap esen a am sucesso, na isualização ídeos das aulas. Em
cada e lexão as á ias es a égias o am a aliadas, e o muladas ou c iadas
no as es a égia pa a p omo e o sucesso nas a e as p opos as. Es e ciclo oi
69
implemen ado du an e 3 semanas nas aulas de 45 e 90 minu os nas
modalidades de a le ismo e ginás ica ac obá ica.
Análise de dados
A análise do con eúdo oi ealizada com base nas conside ações das
e lexões ealizadas no inal de cada aula, sendo que a a és de uma análise à
base de in e p e ação, he menêu ica e de obse ação de ídeos oi ainda
possí el uma ca ego ização dos dados a pa i do con eúdo das e lexões
p oduzidas.
Análise e discussão dos esul ados
Disciplina – Con olo da u ma
Es a égia 4 – “Dupla unção – emediação e p e enção”
Como e e e Oli ei a (1993), nem semp e é ácil esol e os p oblemas,
pelo que é melho p e eni-los. Nes e sen ido, es a es a égia em com unção
p e eni u u os compo amen os dis up i os.
Pe an e as ca ac e ís icas da minha u ma i e a necessidade de c ia
uma es a égia ela i a aos compo amen os dis up i os. C iei uma o ina
ela i a a es e aspe o com o obje i o de os alunos e em conhecimen o do
p ocesso ela i o à indisciplina. Assim os alunos sabiam quando e am a isados
ou quando es a am em isco de e um cas igo mais pesado.
“Rela i amen e ao compo amen o dos alunos, apenas dois
ap esen a am compo amen os dis up i os pelo que o am cas igados.
Penso que, a u ilização de 10 lexões de b aços como um a iso, que da
p óxima ez e ão de ealiza uma icha de abalho, é uma o ma de
consciencializa os alunos que i e am uma opo unidade e que de em
muda a a i ude. Nes a aula os dois alunos, após o p imei o cas igo
pedi am desculpa e oi pe ce í el a mudança do compo amen o des es.
Assim pa a es e ipo de compo amen os con inua ei com o cas igo ísico
como p imei o a iso e de seguida a ealização de uma icha de abalho,
70
que é en iada pa a o enca egado de educação após se a aliada
mos ando ambém a azão pela qual o seu educando a ealizou.”
(Re lexão 73 e 74)
Como es a égia op ei pelo cas igo ísico numa p imei a es ância,
pe mi indo os alunos pe cebe em que es a am a isados pa a o ac o de não
ol a em a ap esen a no o compo amen o dis up i o. Num segundo momen o
op ei pela ealização de uma icha de abalho, que se ia en iado ao
enca egado de educação. Es a g a i a a em o no da ma é ia da modalidade
abo dada na aula, endo um espaço pa a o aluno explica o mo i o de a
ealiza . A icha de abalho e a a aliada com uma no a e inha de se assinada
pelo enca egado de educação.
“Nes a aula apenas egis ei dois compo amen os dis up i os, pelo que
os alunos apenas ealiza am o cas igo ísico, 10 lexões de b aços, não
sendo necessá io a ealização da icha de abalho, pois es es não
ap esen a am mais nenhum compo amen o nega i o. Assim nes a aula,
a es a égia 4, apenas oi e e uada pa cialmen e, pelo que enho sen ido
que os alunos sabem que após o cas igo ísico i ão ealiza uma icha de
abalho é em sido su icien e pa a os esponsabiliza .” (Re lexão aula
75)
Na aula 75, i e a necessidade de aplica po duas ezes o cas igo
ísico, no en an o os alunos al o des e mos a am uma melho ia signi ica i a no
compo amen o. Is o le ou-me a e le i que os alunos se sen iam
consciencializados de que es a a em isco de se em cas igados de uma o ma
menos bene olen e. Es a es a égia oi impo an e na medida em que
p opo cionou uma melho ia no clima de ap endizagem, is o que após a sua
aplicação os alunos melho a am signi ica i amen e o seu compo amen o. É
possí el e i ica que nas aulas seguin es não se egis a am compo amen os
dis up i os, pelo que a es a égia não oi aplicada, al como suge e o seguin e
exce o das e lexões sequen es. Foi uma es a égia de emediação que
uncionou ambém como p e enção, pelo que após um compo amen o
inap op iado o aluno e a cas igado ( emediação) e já es a ia a isado do cas igo
pa a um p óximo compo amen o nega i o (p e enção). Es a dupla unção
pe mi iu-me man e o con olo da u ma.
71
“Nes a aula não o am egis ados compo amen os dis up i os pelo que
a es a égia ela i a ao compo amen o dos alunos não oi aplicada.”
(Re lexão 76 e 77)
Es a égia 6 – “Espaço e o con olo”
Comecei a leciona ginás ica ac obá ica, a pa i da aula 76 e 77, pelo
que i e a necessidade de aze algumas opções. Após conside a an agens e
des an agens op ei po u iliza um p a icá el único, jun ando odos os colchões,
em de imen o da u ilização de qua o es ações. Sabia que, a u ilização de
qua o es ações pe mi ia-me e os alunos sepa ados po qua o espaços, pelo
que se ia di ícil ha e b incadei as en e a u ma. Mas po ou o lado, essa
o ganização di icul a a-me o con olo à dis ância e na isão ge al da u ma.
Assim, com o p a icá el único os alunos es a iam jun os e concen ados num
único espaço, o que se ia de an ajoso pelo con olo que pode ia man e e pela
isão que inha da u ma. Como des an agem, a u ma es a ia oda jun a pelo
que pode ia da aso a mais compo amen os dis up i os. Pos o es as
an agens e des an agens p e e i o p a icá el único, ambém po se mais
p óximo do con ex o da ginás ica ac obá ica.
“Op ei pela u ilização de um único p a icá el, pois pe mi e-me man e um
maio con olo di idindo os alunos em qua o espaços. Também es a
o ganização o e ece uma maio segu ança, pois disponibiliza uma á ea
maio com colchoes. Po isso, es a es a égia i á se u ilizada nas
p óximas aulas.” (Re lexão aula 76 e 77)
Após o p imei o con ac o com a ginás ica ac obá ica e com o ipo de
o ganização e le i que es a es a égia pe mi iu-me adqui i um melho con olo
da u ma e que o e ecia mais segu ança aos alunos na ealização dos mon es
e desmon es.
“Con inuei a u iliza um único p a icá el pelo que mos ou se uma mais-
alia, pois pe mi e que os alunos enham mais espaço pa a a ealização
dos mon es e desmon es, com mais segu ança.” (Re lexão 78)
Vol ei a e le i que a es a égia oi impo an e, p opo cionando uma
clima de ap endizagem mais segu o.
78
alunos ap esen a am uma melho ia na mo i ação, con udo sen i ou a
di iculdade. Assim oi necessá io adap a e ajus a a es a égia, pelo que decidi
po encializa uma das ca ac e ís icas do Modelo de Educação Despo i a
(MED), a pon uação po equipas.
“Na condição ísica is o que inha sen ido alguns p oblemas em
con ola se odos os alunos ealiza am as a e as p opos as u ilizei as
po encialidades do MED pa a esponsabiliza os alunos pa a o
cump imen o dos exe cícios. Des e modo, as a e as da condição ísica
o am al o de pon uação mo i ando odas as equipas pa a a ealização
do seu plano de eino e oi isí el o empenho e a o ganização que os
alunos mos a am na ealização des a a e a. Também é impo an e
e e i que cada equipa em um p epa ado ísico esponsá el po
o ganiza es a a e a, sendo es e mais um a o po encializado pelo
MED, que pe mi e o na os alunos mais au ónomos e esponsá eis.”
(Re lexão aula 79 e 80)
Vol ou a se aplicada a es a égia ela i a à condição ísica, que des a
ez mos ou se uma an agem no desen ol imen o/ap endizagem dos alunos.
Os alunos ap esen a am-se mo i ados e empenhados o que suge e que as
al e ações e e uadas p opo cionadas pela e lexão i e am o esul ado
desejado. Pa a além disso, com ajuda do MED oi possí el desen ol e a
au onomia e esponsabilidade dos alunos, acili ando a minha a e a de
con olo.
Oli ei a (2001) e e e que o en ol imen o dos alunos em a i idades de e
se uma es a égia educa i a. Ainda a au o a ap esen a a mo i ação como
capaz de p e eni alguns p oblemas e que es a pode se p ocu ada a a és da
delegação de esponsabilidade nos alunos.
Nes e sen ido, a es a égia aplicada e e como objec i o mo i a os
alunos a a és da esponsabilidade, indo assim de encon a com a ideia de
(Oli ei a (2001). Também Good & B ophy (ci . po Oli e ia, 2001, p. 137)
alo izam o en ol imen o nas ac i idades po pa e dos alunos de modo a
e i a p oblemas u u os.
79
Es a égia 8 – “C escen e di iculdade – mo i ação”
A ginás ica ac obá ica conduziu-me a um p oblema de mo i ação, is o
que os alunos apidamen e ealiza am as igu as. Com es a es a égia p e endi
que os alunos i essem semp e mo i ados na ealização das igu as que já
inham ealizado, mas que necessi a am de mais exe ci ação, a a és se uma
sequência onde os alunos exe ci a iam semp e uma igu a no a depois das já
ap endidas. Es a sequência obedeceu a uma p og essão de di iculdade
c escen e. Des e modo, os alunos podiam e uma exe ci ação ele ada das
igu as básicas e ao mesmo empo uma ap endizagem sequenciada de no a
igu as mais complexas.
“Também de modo a en abiliza o empo que os alunos es ão em
p á ica e a mo i ação que ap esen am semp e que ealiza em uma
igu a, p imei o êm que ap esen a a igu a ap endida an e io men e.
Es e acumula de igu as i á pe mi i que exe ci em/consolidem as
igu as ap endidas com a mo i ação de ealiza a segui uma igu a
di e en e. Com es a in enção nas p óximas aulas i ei implemen a es a
es a égia.” (Re lexão aula 76 e 77)
Tal como desc e i na e lexão da aula 76 e 77 os alunos ealizam as
igu as que e am a ibuídas à sua equipa, con udo e a eu que de inia qual a
sequência. Os alunos começa am po ealiza uma igu a, depois ealiza am a
p imei a e a segunda, acumulando semp e as igu as exe ci adas
p imei amen e.
“Apliquei a es a égia 8, elacionada com o empo de empenhamen o
mo o e a mo i ação, assim os alunos o am acumulando os con eúdos
exe ci ados. Penso que a es a égia e e sucesso, pois os alunos
mos am-se empenhados e mo i ados nas a e as p opos as pelo que
con inua ei com es a es a égia.” (Re lexão aula 78)
Es a es a égia oi aplicada em odas as aulas de ginás ica ac obá ica,
mos ando que o empo de empenhamen o mo o e a mo i ação o am al o de
melho ias, pelo que conside o que o obje i o da es a égia oi cump ido.
80
“De modo a po encializa o empo de empenhamen o mo o e a
mo i ação op ei po c ia uma si uação de ap endizagem onde os alunos
exe ci am um igu a acumulando pa a a seguin e ap esen ação. Assim
os alunos semp e que ealiza am uma no a igu a inham que ealiza
an es odas a igu as já ealizadas na aula. Os alunos mos a am-se
semp e mo i ados, pois após a ealização das igu as já ealizadas
inham o desa io de ealiza uma no a igu a. Penso que a es a égia
e e sucesso, pois os alunos mos am-se empenhados e mo i ados nas
a e as p opos as pelo que con inua ei com es a es a égia.” (Re lexão
79 e 80)
Na e lexão 79 e 80 demos ei cla amen e as an agem des a o ina e os
bene ícios que es a ans e iu pa a o p ocesso ensino-ap endizagem. A a és
da e lexão consegui supe a uma di iculdade, encon ando e aplicando uma
es a égia que oi de encon o com o obje i o de desa ia , mo i a e inc emen a
mais exe ci ação nos alunos.
G aça e Mesqui a (2009) e e em que a a és da moni o ização de o ma
sis emá ica da ac i idade dos alunos, colocando desa ios ealis as,
ma e ializados em c i é ios de êxi o, a axa de sucesso é inc emen ada, sendo
es e o indicado que de e o ien a o p o esso na ansição pa a ou a a e a.
Foi nes e sen ido que, a p og essão g adual de di iculdade oi moni o izada,
le ando a um p ocesso de ensino-ap endizagem capaz de man e os alunos
empenhados e mo i ados.
Con eúdo especí ico
Es a égia 1 – “A i ação Ge al especí ica”
Es a es a égia e e como o obje i o de o imiza a a i ação ge al com a
ap endizagem de con eúdos da modalidade abo dada. P e endia que es a
osse mais especí ica, ou seja, uma a i ação ge al mais di ecionada pa a as
necessidades da modalidade abo dada.
Num p imei o momen o a es a égia oi e le ida de ido à necessidade de
con e i mais empo de exe ci ação, is o que os alunos ap esen a am g ande
di iculdade na execução das habilidades e e en es ao a le ismo. Foi
conside ado não descu a o obje i o des e momen o da aula e ao mesmo
empo desen ol e as habilidades dos alunos.
81
“Na a i ação ge al op ei po abo da con eúdos especí icos do a le ismo
concedendo um momen o pa a os alunos eco da em e exe ci a em
aspe os básicos da modalidade. Penso que é uma boa es a égia
ap o ei a a a i ação ge al u ilizando con eúdo especí ico da
modalidade, desde que enha em a enção a in ensidade do exe cício.
Po isso, na p óxima aula de a le ismo i ei ab ange na a i ação ge al
alguns con eúdos da modalidade, sem descu a o obje i o de p edispo
os sis emas ca dio espi a ó io e os eoa icula pa a as a e as da aula.”
(Re lexão aula 73 e 74)
A es a égia oi aplicada na aula seguin e onde o obje i o da a i ação
ge al oi cump ido e ao mesmo empo o am abo dados con eúdos básicos da
modalidade, al com é possí el e no seguin e exce o. A e lexão e e en e a
es a es a égia pe mi iu-me aumen a o empo de empenhamen o mo o em
a e as elacionadas com o a le ismo, melho ando o p ocesso de ensino
ap endizagem.
Figu a 2 – Plano de aula 75, pa e inicial ( e anexo).
“Rela i amen e à es a égia 1, penso que a in ensidade do
exe cício oi adequado à a i ação ge al salien ando que não oi
descu ado o obje i o da mesma. O exe cício p opos o en ol eu
habilidades básicas elacionadas com o a le ismo com o obje i o de se
um momen o de ap endizagem elacionada com a modalidade
lecionada. Julgo que es a es a égia e e sucesso pelo que de e á se
u ilizada nas p óximas aulas.” (Re lexão aula 75)
Su giu a necessidade de e o mula a es a égia, pois a
modalidade abo dada passou a se ginás ica ac obá ica, ge ando a
82
p opósi o de di eciona a a i ação ge al pa a a p epa ação
os eoa icula .
“Rela i amen e à es a égia 1 na aula de hoje não oi aplicada de ido à
especi icidade da modalidade lecionada. Assim nas aulas de ac obá ica
a a i ação ge al se á mais di ecionada pa a a p epa ação
os eoa icula .(Re lexão aula 76 e 77)
Figu a 3 – Plano de aula 76 e 77, pa e inicial ( e anexo).
Como é possí el e i ica na igu a 2, na pa e inicial da aula 76 e 77, oi
c iado um momen o onde se ia abo dado o sis ema os eoa icula .
A es a égia oi aplicada e no amen e oi de encon a com obje i o da
a i ação ge al di ecionada pa a a p epa ação os eoa icula . Nes a caso a
e lexão le ou-me a e em con a a modalidade e a oca -me nos aspe os que
são mais eque idos na ginás ica, p e enindo e en uais lesões.
“Rela i amen e à es a égia 1 a a i ação ge al oi de encon o com o
obje i o de p epa a melho os sis emas os eoa icula es, de ido a
especi icidade da modalidade abo dada. Assim con inua ei a oca es a
e en e na a i ação ge al de modo a p e eni lesões.” (Re lexão aula
78)
Também na e lexão da aula 79 e 80 oi e o çada a impo ância da
es a égia, mos ando que a es a égia oi cump ida e con inuou a cen a -se no
83
sis ema os eoa icula , que e idencia-se como o sis ema mais solici ado na
ginás ica.
“Rela i amen e à es a égia 1 oi mais uma ez aplicada sendo a
p epa ação dos sis emas os eoa icula es o aspe o mais ocado. A
c iação de um momen o especí ico pa a p e eni lesões em esul ado
de uma o ma posi i a, pelo que os alunos se sen em esponsabilizados
e cump em as suas a e as mais concen ados e empenhados.”
(Re lexão 79 e 80)
Es a es a égia oi semp e aplicada, mos ando que a e lexão le ou-me
a adap a-la à especi icidade da modalidade, o que me pe mi iu desen ol e o
p ocesso ensino ap endizagem. Pois, no a le ismo consegui aumen a o empo
de ap endizagem e na ginás ica c ia si uações de modo a p e eni lesões.
Conclusões e ilações pedagógicas
Os esul ados conseguidos com es e es udo pe mi em-me e i a
algumas conclusões. Assim, numa isão p ospe i a da minha p á ica
p o issional, conside o que ao ní el da e lexão de o man e um sen ido
desc i i o, c í ico e es a égico, de o ma a p omo e al e ações posi i as à
minha p á ica. Des e modo, é possí el a a és da e lexão sob e a p á ica
p ocu a es a égias que p omo am a melho ia da mesma. Pois, es e ipo de
e lexão pe mi iu-me analisa a minha a uação e odo o ensino-ap endizagem
ajudando-me a pe ceciona lacunas e p oblemas. O sen ido c í ico e
es a égico são undamen ais pa a da espos a aos p oblemas encon ados na
p á ica conduzindo-me a es a égias que o imizem o p ocesso de ensino-
ap endizagem.
Fo am iden i icadas e aplicadas as es a égias p o enien es das
e lexões, sendo que o seu obje i o oi cump ido ou o am e o muladas em p ol
de se em adequadas às no as si uações. Foi e i icada a melho ia da p á ica
a a és das e lexões que p opo ciona am um melho p ocesso de ensino
ap endizagem. Assim e lexão demos ou se um supo e no desen ol imen o
p o issional p omo endo a melho ia da p á ica.
84
Es e es udo pe mi e-me e i a algumas ilações pedagógicas que se ão
impo an es pa a a minha in e enção u u a. Com base na e lexão ui c iando
es a égias que se ap esen a am e icazes pa a cump i os obje i os, assim
u u amen e sabe ei man e uma a uação supo ada po uma e lexão
cons an e sob e a p á ica. É cla o, que o p esen e es udo não é uma solução
ga an ida pa a a esolução dos p oblemas da p á ica, mas sim um guia pa a a
minha a uação u u a, pelo que cada con ex o necessi a uma e lexão p o unda
que pode á ap esen a soluções e es a égias que pode ão se e o muladas
com o obje i o de melho a a p á ica.
Posso conclui que as ilações e i ados des e es udo não se p e endem
assumi como ce ezas absolu as, mas an es como um guião pa a a minha
p á ica u u a e pa a o meu desen ol imen o p o issional.
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87
4.2 Pa icipação na Escola e Relações com a Comunidade (Á eas 2 e 3)
Es a á eas englobam as compe ências elacionadas com o meu
en ol imen o nas á eas não le i as, que o am desen ol idas ao longo do ano,
isando a in eg ação na comunidade escola . Assim, com es e p opósi o, iniciei
es e caminho en ando acompanha e ap eende um pouco de udo, assumindo
papéis e unções di e sas nas a i idades em que me en ol i e pa icipei.
A minha in eg ação e adap ação à escola oi ápida, is o que já inha
sido aluno na escola e o meu pai é p o esso na mesma. Também, o ele ado
empo que disponibilizei pa a o es ágio e a minha p edisposição social a i a,
jun o com os dois a o es sup a ci ados o nou a minha in eg ação no ambien e
escola oi acili ada. Desde de semp e ui bas an e bem ecebido pelos
p o esso es e uncioná ios que se demos a am acessí eis a qualque ajuda,
o nando o ambien e escola acolhedo e anquilo.
4.2.1 Co a-ma o escola
Ao longo de odo o ano le i o, eu e os meus colegas de es ágio
es i emos en ol idos em á ias a i idades escola es. Começo po me e e i à
minha pa icipação no plano anual de a i idades, nomeadamen e no co a-ma o
escola , no basque ebol compal-ai 3x3, na semana da saúde e no sa au
escola .
O co a-ma o da escola oi um momen o onde i e uma o e
pa icipação. Ao con á io do que acon ecia no passado, o g upo de Educação
Física há um pa de anos decidiu que es e e en o não se ia da
esponsabilidade do g upo de p o esso es es agiá ios da escola. Con esso que,
no início do ano, quando soube des a no ícia iquei um pouco desiludido, pois
inha a expec a i a de se um elemen o mais a i o na o ganização des e co a-
ma o. Como al não oi possí el e en ei euni o máximo de in o mação que
consegui na eunião de g upo que i emos no dia an e io ao mesmo. Nes e
momen o, oi-me a ibuída a unção de supe isiona uma das pa es do
pe cu so. Embo a econheça que gos a ia de e sido mais ú il, a e dade é que
al não oi possí el, po ém da pouca in e enção que i e, pude ape cebe -me
94
No sen ido de p ocu a pe cebe odo o papel do DT nas suas unções,
p esenciei às á ias euniões de di e o es de u ma, acompanhei o di e o de
u ma nas suas a e as ao ní el do sec e a iado e lide ança de euniões de
conselho de u ma e de enca egados de educação (EE).
Es e en ol imen o pe mi i am-me oma consciência da impo ância do
papel do DT enquan o elemen o de ligação en e os demais agen es da escola,
p o esso es e alunos, quando indi idualmen e conside ados ou com es u u as
em que possam es a inse idos; conselho pedagógico, conselho disciplina ou
conselho de u ma e bem como com as amílias dos alunos a a és dos
Enca egados de Educação.
Sen i uma g ande esponsabilidade do di e o de u ma no momen o de
comunicação aos enca egados de educação (EE) de si uações de
pa icipações esc i as, ealizadas pelos p o esso es da u ma, ou de
acon ecimen os/compo amen os não co e os. Penso que, não exis e uma
sine gia en e o DT e os enca egados de educação, pois exis e uma g ande
on ade dos EE de ende em os in e esses dos seus educandos, pondo po
ezes em causa a p o issionalidade dos p o esso es da u ma.
Assim, ui pe cebendo que ao di e o de u ma é-lhe pedido que possua
capacidade de comunicação pa a com os seus alunos, os seus pa es e os pais,
que in e aja com ma u idade, sensibilidade e sen ido de esponsabilidade nas
di e en es unções que lhe compe e le a a cabo. Nes as a i idades de
elacionamen o com os ou os, o di e o de u ma p ocu a p omo e o diálogo
en e in e esses, pon os de is a e on ades, sem qualque ga an ia que a
e dadei a comp eensão consiga semp e aí e assen o, pois, como já
a i mámos, as elações en e es es a o es ainda ca ecem de comp omissos
mais es ei os e mais o es, de uma lide ança plu al, mas em uníssona oz,
pa a en en a em a complexidade dos con ex os e das si uações i idas, assim
como as ince ezas das escolhas e o que su ge de o ma inespe ada. Penso
que só assim a á sen ido lide a a coo denação e a o ien ação de alunos, pais
e p o esso es, pa indo de um p oje o que seja e e i amen e assumido e
desen ol ido po odos.
Conside o que os pais ambém possuem um papel mui o impo an e na
mobilização dos seus educandos pa a a dedicação ao p ocesso educa i o.
Des a o ma, no con ac o en e DT e EE é p imo dial que es es pe cebam que a
95
escola em eg as e que es as de em se espei adas pa a que as suas
ap endizagens deco am sem qualque p oblema.
A ca go do di e o de u ma es á ambém, como já e e imos, a
elabo ação e o acompanhamen o do dossie indi idual do aluno, acul ando aos
pais e p o esso es uma isão global do desen ol imen o in eg al de cada
aluno. O di e o de u ma é assim esponsá el, não só pela comunicação da
in o mação, enquan o p ocedimen o bu oc á ico, mas é um in e enien e a i o
nesse desen ol imen o in eg al que em de acompanha com edob ada
esponsabilidade, pois não podemos esquece que ela já exis e pa a es e a o
enquan o p o esso da u ma, o ien ando os alunos no seu p ocesso de ensino-
ap endizagem e p omo endo si uações pa a sua o mação pessoal e social.
Po o ma a alcança ní eis de excelência no desempenho das suas
a e as é undamen al a o ganização pa a isso é necessá ia a c iação de um
dossie que se subdi ide nos p incipais pon os:
1. Elemen os undamen ais de iden i icação do aluno e da u ma;
2. Di e o de Tu ma com os Enca egados de Educação;
3. In o mação da A aliação e Assiduidade;
4. Sepa ado indi idual de cada aluno.
Com is o, o DT ealiza uma análise p o unda da u ma e de cada um dos
alunos pa a assim o ganiza e es u u a odo o conhecimen o da mesma pa a
que o planeamen o e jus i icação do desempenho dos alunos sejam coe en es
e e icazes no sen ido de po encia melho ias.
O DT em um papel p imo dial nas euniões de conselho de u ma, onde
é p esiden e e lide a a mesma do início ao im. A eunião de Conselho de
Tu ma e mina um ciclo, ou seja, o que lá é de inido em um ca á e incula i o,
po ém pode se ajus ado se pe inen e. Fomos ale ados pa a a impo ância
das a as edigidas no decu so des a eunião, uma ez que se hou e algum
p oblema a qualque ní el o p imei o documen o a se pedido à escola é a a a
da eunião do conselho de u ma e se es a es i e bas an e comple a esol e-
se apidamen e o p oblema.
96
4.2.7 Fo mação Cí ica
No sen ido de pe cebe as unções de o di e o de u ma (DT), enquan o
esponsá el pela á ea não disciplina – Fo mação Cí ica i e a opo unidade de
leciona uma aula de o mação cí ica à minha u ma, 8ºB, ap esen ando a
emá ica elacionada com dependência do álcool, do abaco e das d ogas.
Como mé odo de ap esen ação da ma é ia op ei pela u ilização de slide
em Powe Poin , pelo que conside o que cap ou a a enção dos alunos. Pa a
além de incen i a a concen ação dos alunos, ambém acili ou a minha ação
no momen o de ins ução. Também eco i à isualização de um ídeo que
abo da a ma é ia lecionada, sendo mais um aspe o de mo i ação pa a os
alunos se ap esen a em concen ados. Penso que, es as es a égias i e am
uma g ande in luência na concen ação e no bom compo amen o que os
alunos ap esen a am, pelo que nou a opo unidade de leciona uma aula
eó ica ol a ia a eco e aos ins umen os sup aci ados.
De modo a en ol e os alunos na ma é ia ap esen ei uma a e a de
g upo onde os alunos e iam de ap esen a as suas espos as mediadas po
um po a- oz. Assim, os alunos i e am opo unidade de oca ideias e mais
a de discu i com minha o ien ação as ques ões abo dadas na aula. Es a
es a égia o na-se impo an e na medida que os alunos sen em-se mais
en ol idos na aula, pelo que ol a ia a aplica es a es a égia numa aula
eó ica.
Pelo ac o de que a u ma se conhecida pelo mau compo amen o
ap esen ado em con ex o de sala de aula, ui p epa ado ap esen ando uma
eg a pa a p e eni si uações de ba ulho ou de mau compo amen o. Assim, o
aluno que alasse sem minha pe missão ou que causasse algum ipo de
dis ú bio num p imei o a iso e ia de me da a sua cade ne a e num segundo
a iso se ia esc i o um ecado pa a o enca egado de educação. Ac edi o que
es a es a égia oi mui o impo an e, pois os alunos ap esen a am um
compo amen o exempla , man endo um clima de ap endizagem mui o posi i o.
Ti e a necessidade de inicialmen e a isa dois alunos, pedindo-lhes a
cade ne a, pelo que a u ma pe cebeu que eu se ia exigen e nes a ques ão,
não ol ando a pe u ba o bom uncionamen o da aula.
97
As es a égias aplicadas ap esen a am uma espos a posi i a pelos
alunos, con udo pa a um p o esso que leciona odas as semanas é um pouco
abalhoso c ia slides pa a odas as aulas. Tal como es e mé odo de exposição
da ma é ia, o abalho po g upos ap esen ou se um a o ca alisado de
empenho. Todas as es a égias que ap esen ei i e am uma unção de
p e enção, con udo sei que após o uso cons an e das mesmas pode iam
o na -se algo o inadas e pe de em o seu e ei o.
Es a expe iência oi posi i a, pois pude leciona em con ex o de sala de aula
pa ilhando in o mação impo an e pa a os alunos de o ma mo i an e,
man endo os alunos concen ados e in e essados na ma é ia. Tenho em
conside ação que a o mação cí ica seja um momen o de ansmi i alo es aos
alunos, alo izando ainda mais o abalho ealizado pelo DT.
4.4 Desen ol imen o p o issional (á ea 4)
Segundo o documen o o ien ado do es ágio p o issional
7
, “es a á ea
engloba as a i idades e i ências impo an es na cons ução da compe ência
p o issional, numa pe spe i a do seu desen ol imen o ao longo da ida
p o issional, p omo endo o sen ido de pe ença e iden idade p o issionais, a
colabo ação e a abe u a à ino ação.”
Na p ocu a pe sis en e da compe ência p o issional o p o esso de e
e le i ace ca da sua a uação nas á ias a i idades, apoiando-se na
expe iência, na in es igação e numa o mação con ínua. Po an o o
desen ol imen o p o issional pa e de uma a i ude e lexi a, de um espi i o de
colabo ação, de abe u a à ino ação e de uma p ocu a cons an e de
conhecimen os que possam p omo e a melho ia.
Tal como e e e Rod igues (2007, p.14) “é undamen al que es a p á ica
da e lexão seja en endida como a melho e mais e icaz de o ma a da
espos a a uma a i idade p o issional que se ca ac e iza pela complexidade
dos sabe es e a ince eza das si uações”. Sendo nes e p essupos o que
p ocu ei um desen ol imen o das minhas compe ências.
7
Documen o in e no não publicado e elabo ado pela p o esso a dou o a Zélia Ma os. Ve são com
al e ações pa a o ano le i o 2011-2012.
98
O p ocesso de e lexão o nou-se assim um momen o p opulso do meu
c escimen o p o issional, a a és da o ma como e le i sob e o que expe ienciei
e como ex ai dos e os ilações pa a pode melho a . Assim, conside o que
pa a o desen ol imen o da compe ência p o issional, é undamen al uma
e lexão con ínua sob e a a i idade exe cida. Es a é undamen al pa a a
es u u ação do conhecimen o es a égico esul an e do conhecimen o eó ico e
p á ico.
Des e modo, no meu desen ol imen o p o issional, no ano de es ágio,
pa iu de uma análise sob e oda a minha ação nas qua o á eas de
desempenho. Todo o meu es ágio p o issional e e a e lexão p esen e, pois
nunca pa icipei numa a i idade sem depois e le i sob e a mesma, nunca sai
de uma eunião sem e le i sob e o que pode ia melho a , nem ão pouco
lecionei uma única aula sem pos e io men e e le i sob e a mesma.
Concebi a e lexão no sen ido de não só p ocu a soluções mas ambém
da sen ido à p á ica o nando o desen ol imen o do p o esso c escen e capaz
de se ulc al no p ocesso ensino-ap endizagem. Assim as e lexões que ui
emp eendendo e e en es à minha ação não o am concebidas numa
pe spe i a de simples ela o, mas sim numa con igu ação c í ica, p esen e de
con on ação e de in e ogação. Só com es e p ocesso e lexi o que nos
conduz ao ques ionamen o da ação que desen ol emos é possí el o imiza o
p ocesso de ensino-ap endizagem.
A e lexão oi conside ada no pon o de pa ida e ambém no pon o de
chegada mencionando assim o p oje o de o mação indi idual (PFI) e o
p esen e ela ó io do es ágio p o issional.
Assim o PFI oi o p imei o momen o onde analisei a dimensão pessoal,
sob e a minha o mação académica, as suas lacunas e alo es e sob e as
di iculdades que inha e que pode ia encon a ao longo des e ano, pe mi indo
concebe um conjun o de es a égias que de e ia u iliza pa a ul apassa as
di iculdades ap esen adas. Na elabo ação do PFI p ocu ei es abelece um
conjun o de obje i os, ou seja, um caminho pelo qual de e ia segui . A p á ica
c í ica e e lexi a oi apon ada, desde esse momen o inicial, como um elemen o
na con ibuição pa a o desen ol imen o p o issional. Como e e i no PFI (p.11)
“É e dade que de o ma p og essi a e o ien ada e emos de esponde aos
desa ios, mas o que conside o ainda mais impo an e é a p á ica c í ica e
99
e lexi a. Só endo um desempenho c í ico e e lexi o é que se á possí el
ap ende e melho a de uma o ma lógica e coe en e.”
Apesa da di iculdade que ap esen ei em idealiza as minhas possí eis
di iculdades, pos e io men e o nou-se impo an e, na medida em que me pude
guia pelas o ien ações desc i as no PFI. Es a conside ação sob e as nossas
lacunas pe mi e-nos p e e soluções e assim conduzi -nos a uma in e enção
o imizada, e i ando possí eis e os.
Nes e momen o posso a i ma que as in enções edigidas e as
expec a i as ap esen adas o am, sal o al e ações pon uais, uma imagem do
que se sucedeu. Des e modo al como p e endia o PFI o nou-se um
documen o ope acional, capaz de me mos a o caminho pa a ul apassa as
minhas di iculdades. Con udo, ela i amen e ao es udo de in es igação-ação,
que inicialmen e ecaía sob e o empo de empenhamen o mo o , i e a
necessidade de al e a-lo. Pois, o empo de empenhamen o mo o não se
ap esen ou como uma di iculdade, apesa de se um obje i o meu po encializá-
lo. Po ou o lado ap esen ei uma di iculdade/obje i o elacionado com a
e lexão, pelo que o es udo in es igação-ação o na a-se essencial, pe mi indo-
me desen ol e es a capacidade.
Es e ela ó io de es ágio ap esen a-se como mais um momen o de
e lexão onde p ocu ei explo a as minhas i ências, pe cebendo como pode ei
desen ol e as minhas compe ências p o issionais. Ap esen ou-se como um
bom momen o pa a e le i sob e as nossas ações e ambém sob e as nossas
p óp ias e lexões que ealizamos ao longo dos di e en es momen os. Po se
mais um documen o que pe mi e econs ui conhecimen os é mais uma o ma
de po encializa o desen ol imen o p o issional.
Algumas das expe iências, já ui ela ando ao longo des e documen o,
mas algumas, euniões, momen os o mais e a é momen os in o mais,
me ecem ambém des aque pela sua pe inência no meu c escimen o enquan o
p o issional.
As euniões de conselho de u ma ap esen a am-se como uma
expe iência de ele o, pois ao longo des as pude pe cebe como unciona a o
sis ema de a aliação, a o ma como os p o esso es lida am com a bu oc acia,
a in e ação en e os á ios p o esso es da u ma e ainda alguns p oblemas
ela i os aos alunos, pe mi indo-me pe cebe o que é necessá io pa a um bom
100
uncionamen o de uma u ma. Nes as euniões nunca i e um papel mui o a i o,
pois não inha p oblemas com os alunos, con udo pude ape cebe que os
á ios p o esso es ap esen a am g andes di iculdades no con olo da u ma.
Foi nes e sen ido que esol i esponde a um pedido do di e o de u ma, que
pe gun a a se alguém inha algum ipo de es a égia pa a con ola /mo i a a
u ma. Assim, com odo o apoio do p o esso coope an e ap esen ei o MED
como es a égia, is o que inha sido um g ande supo e na mo i ação e
consequen e con olo da u ma nas aulas de ginás ica. P ocu ei mos a que o
abalho po equipas e a compe ição se iam a o es impo an es no abalho
que os alunos desen ol em e apesa de algum ce icismo de alguns
p o esso es, uma p o esso a mos ou que ealmen e inha en ol ido os alunos
numa a i idade com compe ição e com a u ma di idida em equipas e que e e
esul ados posi i os. P e endi ap esen a um pon o de is a di e en e, mas
ambém pe cebo que os p o esso es das disciplinas eó icas olham pa a a
Educação Física como uma disciplina ácil de leciona e que não exis em
p oblemas de compo amen o. Ac edi o que é uma opinião e ada que exis e no
seio da escola e que u u amen e como p o issional de o alo iza as
componen es dos despo o como o ma de en abiliza o ensino.
As euniões do g upo de Educação Física o am ou o momen o
ma can e no meu desen ol imen o p o issional e que não de em se
esquecidas. Es as euniões pe mi i am-me en ende di e en es opiniões e
o mas de es a na escola. É possí el e i ica que alguns p o esso es êm uma
a i ude elaxada e descon aída e ou os mais ensos, mas no momen o em que
é necessá io cump i um obje i o odos abalham pa a o mesmo sen ido.
Con udo, nes as euniões sin o que alguns p o esso es põem os seus
in e esses à en e do que ealmen e é impo an e pa a a escola. É des a o ma
que ejo que a minha a i ude enquan o p o issional, em que se di e en e,
apelando a um sen ido esponsá el e dedicado à escola.
Ou as euniões que me ajuda am a desen ol e o meu abalho ao
longo do ano, o am as euniões ealizadas na aculdade com o p o esso
o ien ado . Pois ap esen a am-se como um espaço de deba e e de pa ilha
sob e assun os pe inen es, al como o sis ema de a aliação, a e lexão e sob e
o planeamen o. Como es es momen os pude-me ape cebe que pode ia
melho a no á ios aspe os mencionados, pe cebe assim de alguns e os e de
101
no as es a égias que me ajuda iam no p ocesso de ensino-ap endizagem.
Com es es momen os deba e e pa ilha i e a opo unidade de expo as minhas
ideias e abalhos ealizados a é ao momen o e pe ceciona ou as ideias que
me ajuda am a pe cebe ou os con ex os e no as o mas de pe ceciona o
ensino. A pe inência de uma eunião sob e como a alia os alunos oi
undamen al pa a me ape cebe da di iculdade da mesma e e le i sob e a
es u u a que inha ado ado e assim o ná-la mais obje i a. Também numa
des as euniões i e a opo unidade de ap esen a uma das minhas e lexões e
assis i à ap esen ação de ou as. Fui mais um momen o de c escimen o que
me ez desen ol e as minhas e lexões pa a um ní el mais c í ico.
A um ní el in o mal as discussões, con e sas e o abalho com núcleo
de es ágio o am impo an es, pois o am momen os de con on o de ideias que
nos pe mi em e le i sob e as di e en es ideias e ques iona as nossas
conceções. O abalho de g upo oi undamen al pa a adqui i no os
conhecimen os, is o que es á amos jun os odos os dias ínhamos
opo unidade de ealiza os á ios documen os em conjun o pa ilhando os
nossos conhecimen os. Fu u amen e como p o issional es a de e se uma á ea
onde de o apos a , pois o abalho de g upo é uma o ma de pa ilha no os
sabe es.
Também as á ias con e sas que o am man idas com os á ios
p o esso es o am impo an es pa a o meu desen ol imen o, pois e le íamos
mui as ezes sob e as nossas di iculdades e es es com a sua expe iência
ap esen a am-nos es a égia de o ma a ob e mos uma melho a uação.
Apesa de não e sido al o da minha ação, de ido ao pouco empo que
inha, penso que as o mações nas á eas elacionadas com o despo o são
undamen ais pa a o desen ol imen o p o issional. Pois, es a o mação ajuda-
nos a supe a lacuna que posámos e . Fu u amen e, penso que de o in es i
na á ea da dança, is o que é onde ap esen o mais di iculdades. Apesa de
nes e ano não e lecionado a modalidade em ques ão sei que se um dia i e
opo unidade de abalha numa escola e da aulas de dança e ia di iculdade
em man e um ensino ap endizagem de qualidade.
5. Conclusão e Pe spec i as Fu u as
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7. Anexos
XXII
7. ANEXOS
Anexo I – Plano de aula 73 e 74
XXIII
Anexo II – Plano de aula 75
XXIV
Anexo III- Plano de aula 76 e 77