Angina Estável-Intervenção Coronária Percutânea e Qualidade de Vida
Full text
Ins i u o de Ciências Biomédicas Abel Salaza – Uni e sidade do Po o
Disse ação de Mes ado In eg ado em Medicina
ANGINA ESTÁVEL – INTERVENÇÃO
CORONÁRIA PERCUTÂNEA E
QUALIDADE DE VIDA
A igo de Re isão Bibliog á ica
Ano Lec i o 2013/2014
José Paulo Maia de Sousa
O ien ado : D .ª Filomena da Assunção Gomes de Oli ei a
i
Angina Es á el – In e enção Co oná ia
Pe cu ânea e Qualidade de Vida
Disse ação de Mes ado
In eg ado em Medicina
subme ida ao Ins i u o de
Ciências Biomédicas Abel
Salaza – Uni e sidade do Po o
Ano Lec i o 2013/2014
Au o : José Paulo Maia de Sousa
Ca ego ia: 6º Ano do Mes ado
In eg ado em Medicina
A iliação: Ins i u o de Ciências
Biomédicas Abel Salaza –
Uni e sidade do Po o, Rua Jo ge
Vi e bo Fe ei a nº 228, 4050-313
Po o.
Ende eço: [email protected]
O ien ado : D .ª Filomena da
Assunção Gomes de Oli ei a
G au Académico: Assis en e
Hospi ala G aduada de Ca diologia
do Cen o Hospi ala do Po o.
P o esso Auxilia Con idado do
ICBAS-UP/CHP
A iliação: Ins i u o de Ciências
Biomédicas Abel Salaza –
Uni e sidade do Po o, Rua Jo ge
Vi e bo Fe ei a nº 228, 4050-313
Po o.
A igo de Re isão Bibliog á ica
ii
Ag adecimen os
À D .ª Filomena Oli ei a, minha o ien ado a, pelo empenho, disponibilidade, paciência, espí i o c í ico e incansá el
dedicação, que sem dú ida o am essenciais pa a a ealização des a disse ação.
À Joana Ca alhei o, pela amizade e apoio logís ico que demons ou desde o início.
Aos meus colegas e amigos com quem pa ilhei es a longa jo nada que é o cu so de Medicina.
Aos meus pais, pois o am eles que pe mi i am o meu pe cu so académico a é aos dias de hoje.
Angina Es á el – In e enção Co oná ia Pe cu ânea e Qualidade de Vida
1
Índice
Página de Ros o .................................................................................................................................................................. i
Ag adecimen os ................................................................................................................................................................ ii
Lis a de Ab e ia u as......................................................................................................................................................... 2
Resumo ............................................................................................................................................................................. 3
Pala as-cha e .................................................................................................................................................................. 3
Abs ac ............................................................................................................................................................................. 3
Key-wo ds ......................................................................................................................................................................... 3
In odução ......................................................................................................................................................................... 4
Doença a e ial co oná ia es á el ............................................................................................................................. 4
T a amen o da angina es á el .................................................................................................................................. 4
Qualidade de ida ..................................................................................................................................................... 4
P oblema/Objec i os ................................................................................................................................................ 4
T a amen o médico s. Re ascula ização ......................................................................................................................... 5
ICP s. CABG ...................................................................................................................................................................... 6
O que ealmen e a ec a a qualidade de ida na angina es á el ....................................................................................... 7
E ei o das es a égias de e ascula ização na qualidade de ida ..................................................................................... 8
Qualidade de ida nos doen es e ascula izados ..................................................................................................... 8
Te apêu icas de e ascula ização na DACE .............................................................................................................. 8
ICP s T a amen o Médico ........................................................................................................................................ 9
No os es udos p omisso es .................................................................................................................................... 10
Análises Cus o-E icácia .................................................................................................................................................... 10
Discussão ......................................................................................................................................................................... 11
Conclusão ........................................................................................................................................................................ 12
Re e ências Bibliog á icas ............................................................................................................................................... 12
Angina Es á el – In e enção Co oná ia Pe cu ânea e Qualidade de Vida
2
Lis a de Ab e ia u as
ARTS – A e ial Re ascula iza ion The apies S udy
AVC – Aciden e Vascula Ce eb al
BMS – Ba e Me al S en (S en Me álico
Con encional)
CABG – Co ona y A e y Bypass G a ing (Ci u gia de
Re ascula ização Co oná ia)
COURAGE – Clinical Ou comes U ilizing
Re ascula iza ion and Agg essi e D ug E alua ion
DAC – Doença A e ial Co oná ia
DACE – DAC Es á el
DES – D ug Elu ing S en (S en Eluido de Fá maco)
EAM – En a e Agudo do Miocá dio
FAME – F ac ional Flow Rese e Ve sus Angiog aphy
o Mul i essel E alua ion
FFR – F ac ional Flow Rese e (Rese a de Fluxo
F accionada)
FRCV – Fac o es de Risco Ca dio ascula
HRQOL – Heal h Rela ed Quali y o Li e (Qualidade de
Vida Relacionada com a Saúde)
ICP – In e enção Co oná ia Pe cu ânea
ISCHEMIA – In e na ional S udy o Compa a i e
Heal h E ec i eness wi h Medical and In asi e
App oaches
OMS – O ganização Mundial de Saúde
SWISSI – Swiss In e en ional S udy on Silen Ischemia
SYNTAX – Syne gy be ween PCI wi h Taxus and
Ca diac Su ge y
PTCA – Pe cu aneous T ansluminal Co ona y
Angioplas y (Angioplas ia po Balão)
SAQ – Sea le Angina Ques ionnai e
SCA – Sínd ome Co oná io Agudo
TMO – Te apêu ica Médica Op imizada
USD – US Dolla s (Dóla es Ame icanos)
Angina Es á el – In e enção Co oná ia Pe cu ânea e Qualidade de Vida
3
Resumo
A doença a e ial co oná ia é a p incipal causa de
mo e a ní el mundial e o núme o de doen es com
angina es á el em indo a aumen a . Es a pa ologia é
bas an e comum na população em ge al e,
equen emen e, le a a pe da signi ica i a da
qualidade de ida.
O a amen o des es doen es, além das modi icações
no es ilo de ida, assen a na e apêu ica médica
op imizada. As e apêu icas in asi as de
e ascula ização co oná ia cons i uem uma opção
e apêu ica adicional com o in ui o de minimiza a
sin oma ologia anginosa e melho a a qualidade de
ida des es doen es.
Con udo, exis em ainda ince ezas ace ca de quando e
a que doen es ins i ui e apêu icas de
e ascula ização miocá dica. Tan o a in e enção
co oná ia pe cu ânea como a ci u gia de
e ascula ização co oná ia êm e oluído ao longo das
úl imas décadas, demons ando bons esul ados
ela i amen e ao alí io de sin omas e melho ia da
qualidade de ida. Po sua ez, a e apêu ica
a macológica ambém e oluiu posi i amen e,
podendo e supe ado os bene ícios das e apêu icas
in asi as.
Es a e isão bibliog á ica em como objec i o euni os
dados mais ecen es ace ca das di e en es e apêu icas
disponí eis pa a o a amen o da angina es á el,
compa ando-as an o a ní el do alí io de sin omas e/ou
melho ia da qualidade de ida, como a ní el de cus o-
e icácia. Assim, espe a-se que os clínicos possam oma
decisões in o madas e sus en adas na e idência, na
ho a de a a os seus doen es.
Pala as-cha e: angina es á el,
e ascula ização miocá dica, in e enção co oná ia
pe cu ânea, ci u gia de e ascula ização co oná ia,
qualidade de ida, cus o-e icácia.
Abs ac
Co ona y a e y disease is he mos impo an cause
o dea h a ound he wo ld and he numbe o pa ien s
wi h s able angina has been inc easing. This clinical
en i y is qui e common in gene al popula ion and is
equen ly esponsible o signi ican loss o quali y o
li e.
Besides li es yle modi ica ions, he ea men o hese
pa ien s is based on op imized medical he apy.
In asi e co ona y e ascula iza ion he apies a e also
an op ion when ying o minimize anginal symp oms
and imp o e quali y o li e.
Howe e , he e is s ill unce ain y abou when and o
whom should we implemen myoca dial
e ascula iza ion he apies. Bo h pe cu aneous
co ona y in e en ion and co ona y a e y bypass
g a ing ha e e ol ed o e he pas ew decades,
showing good esul s on symp om and quali y o li e
imp o emen . On he o he hand, pha macological
he apies ha e also imp o ed, possibly o e coming
he bene i s o in asi e s a egies.
This pape e iews he mos ecen da a on di e en
a ailable he apies o s able angina and compa es
hei e ec s on symp oms, quali y o li e, and hei
cos -e ec i eness. Hence, i is expec ed ha medical
p ac i ione s may ake in o med and e idence based
decisions when ea ing hei pa ien s.
Key-wo ds: s able angina, myoca dial
e ascula iza ion, pe cu aneous co ona y
in e en ion, co ona y a e y bypass g a ing, quali y
o li e, cos -e ec i eness.
Angina Es á el – In e enção Co oná ia Pe cu ânea e Qualidade de Vida
4
In odução
Doença a e ial co oná ia es á el
A doença a e ial co oná ia (DAC) pe manece a
p incipal causa de mo e a ní el mundial. Em 2011 oi
esponsá el po ce ca de 7 milhões de mo es(1) e
quase 160 milhões de pessoas so iam da doença em
odo o mundo.(2)
A his ó ia na u al des a doença e oluiu desde um
des echo ápido e a al pa a uma doença c ónica, len a
e p og essi a. O sucesso das e apias agudas pa a os
e en os ca dio ascula es, assim como o
desen ol imen o de e apêu icas e icazes pa a a
edução dos ac o es de isco ca dio ascula es,
le a am a um aumen o do núme o de doen es com
doença co oná ia c ónica, especialmen e aqueles com
angina es á el.(3)
A doença a e ial co oná ia es á el (DACE) inclui á ios
g upos de doen es: (i) os que êm angina es á el ou
ou os sin omas que podem es a elacionados com a
DAC, al como dispneia; (ii) os p e iamen e
sin omá icos, com DAC obs u i a ou não-obs u i a
conhecida, que se encon am assin omá icos após
a amen o e necessi am de seguimen o egula ; (iii) e
aqueles que ap esen am sin oma ologia pela p imei a
ez e se encon am já numa ase c ónica es á el (po
exemplo, se a his ó ia clínica e ela sin omas
semelhan es com á ios meses de e olução). Po an o,
a DACE engloba as di e en es ases e olu i as da DAC,
excluindo aquelas em que a ombose aguda das
a é ias co oná ias domina a ap esen ação clínica [que
cons i uem as sínd omes co oná ias agudas (SCA)].(4)
T a amen o da angina es á el
O a amen o da DACE en ol e modi icações do es ilo
de ida, con olo dos ac o es de isco ca dio ascula es
(FRCV) e e apêu ica a macológica baseada na
e idência.(4)
O a amen o médico é di eccionado pa a a asa a
p og essão da doença a e oscle ó ica, p e eni
e en os isquémicos agudos e a a os sin omas. O
a amen o de e ascula ização miocá dica, que seja
po in e enção co oná ia pe cu ânea (ICP) ou po
ci u gia de e ascula ização co oná ia (CABG), isa a
edução do e i ó io isquémico e da sin oma ologia
anginosa ou de insu iciência ca díaca, quando exis em
obs uções co oná ias que condicionem comp omisso
signi ica i o do luxo sanguíneo.(5) Toda ia, as
es a égias de e ascula ização de em semp e se
complemen adas com e apêu ica médica op imizada
(TMO).(4, 6)
Nas sínd omes co oná ias agudas com ou sem sup a-
desni elamen o do segmen o ST ou na angina ins á el,
exis e e idência clínica su icien e que supo a a
ins i uição da ICP como a melho es a égia pa a
melho a os ou comes do doen e, an o em e mos de
mo alidade como de mo bilidade.(5) O papel da ICP no
a amen o da angina es á el pe manece
con o e so,(7, 8) o que pode se explicado pelo ac o de
os doen es dos ensaios clínicos nem semp e se em
ep esen a i os da ealidade da p á ica clínica,(9) pelos
c oss-o e s en e e apêu ica médica e
e ascula ização miocá dica p esen es nos ensaios
clínicos exis en es,(7, 8, 10-12) pela baixa axa de u ilização
de s en s com eluição de á maco (DES),(8, 11-14) e
ambém pela necessidade de no os ensaios clínicos,
com um núme o signi ica i o de doen es, pa a ealiza
uma adequada es a i icação do isco/bene ício dessas
es a égias.(10, 15-18)
Qualidade de ida
A O ganização Mundial de Saúde (OMS) de ine
qualidade de ida como a pe cepção que cada
indi íduo em da sua posição na ida, no con ex o da
cul u a e sis ema de alo es em que se inse e,
ela i amen e aos seus objec i os, expec a i as,
pad ões e p eocupações.(19)
A qualidade de ida dos doen es pode se a aliada
a a és de á ios sco es alidados. Alguns, como o
Sea le Angina Ques ionnai e (SAQ) e o Physical
Ac i i y Sco e são especí icos pa a a doença
co oná ia(20, 21) e mais sensí eis a pequenas a iações
do es ado de saúde.(3) Ou os como o Medical
Ou comes S udy Sho -Fo m 36 e o No ingham Heal h
P o ile azem uma a aliação mais gené ica e menos
especí ica do es ado de saúde, mas êm a an agem de
pe mi i compa ações com a população no mal.(3, 20) No
en an o, es es sco es são pouco usados e mui os
ensaios a aliam a qualidade de ida apenas pela
equência de episódios anginosos e/ou limi ação da
capacidade uncional, o que acili a a compa ação de
esul ados en e es udos, apesa de pouco especí icos.
P oblema/Objec i os
Há ainda poucas ce ezas de quando e a quem ins i ui
p ocedimen os de e ascula ização miocá dica na
angina es á el. (4, 5, 7, 14, 15, 22-24)
Angina Es á el – In e enção Co oná ia Pe cu ânea e Qualidade de Vida
5
No âmbi o des a con o é sia, de qual a melho
es a égia e apêu ica, e sendo o objec i o p incipal da
Medicina o alí io de sin omas e o aumen o da
sob e ida, es a e isão bibliog á ica em como
objec i o esumi e sin e iza os dados mais ecen es
ace ca des a ma é ia, de modo a es abelece uma
decisão mais ponde ada e undamen ada nos
conhecimen os ac uais pa a um melho a amen o
dos doen es com angina es á el.
T a amen o médico s.
Re ascula ização
Os p incipais objec i os da e apêu ica a macológica e
da e ascula ização miocá dica são o alí io da
sin oma ologia anginosa e a p e enção de e en os
ca dio ascula es. A sua acção em como inalidade a
es abilização e edução da p og essão da placa
a e oscle ó ica. (4, 6)
O isco indi idual de cada doen e e a g a idade da
sin oma ologia são ac o es undamen ais a conside a
na decisão da es a égia e apêu ica ideal.(25, 26)
Nos úl imos anos êm sido publicados á ios ensaios
clínicos andomizados compa ando a e apêu ica
médica com a ICP.
Po exemplo, o ensaio SWISSI II (2007), que incluiu
doen es com an eceden es de en a e agudo do
miocá dio (EAM) po um pe íodo médio de ollow-up
de 10,2 anos, compa ou a oco ência de e en os
ca dio ascula es em doen es sob e apêu ica médica
isolada ou e apêu ica médica mais ICP. Concluiu-se
que a ICP se ia p e e í el nos doen es sin omá icos.
Con udo, es e es udo já não co esponde à ealidade
ac ual, pois não incluiu es a inas na e apêu ica
a macológica nem s en s na ICP.(27)
Um ensaio bas an e polémico oi o COURAGE, cujos
dados pe mi i am conclui que a ICP associada à TMO
apenas eduzia a p e alência de angina, mas não
eduzia a longo p azo a incidência de mo e, EAM ou
hospi alização po angina ins á el.(28) Toda ia, es e
es udo oi al amen e c i icado po que inha mui os
c i é ios de exclusão, a maio ia dos doen es e am
pouco ou nada sin omá icos, mais de me ade dos
doen es do g upo da ICP ealiza am e ascula izações
incomple as e uma pe cen agem de doen es acima de
30% dos inicialmen e andomizados pa a a e apêu ica
médica o am subme idos a a amen o de
e ascula ização (c osso e s).(8)
Ou os es udos su gi am supo ando a u ilização da ICP
nos doen es com angina es á el, que po e idência de
edução da isquemia induzida pela ac i idade ísica,(29)
que po melho a o p ognós ico a ní el da mo alidade
a longo p azo.(10, 30)
O es udo FAME 2 (2012) concluiu que nos doen es com
DACE e com pelo menos uma es enose uncionalmen e
signi ica i a [ ese a de luxo accionada (FFR) ≤ 0,8],
a ICP com DES diminuía a axa de e ascula izações
u gen es compa a i amen e aos doen es no g upo da
e apêu ica médica. Po ou o lado, nos doen es com
es enoses pouco signi ica i as (FFR > 0,8), a e apêu ica
médica isolada se ia su icien e pa a ob e bons
esul ados, independen emen e das ca ac e ís icas
angiog á icas das es enoses.(31)
Um ou o es udo de 2012, com um ollow-up médio de
3 anos, isou a alia a indicação da e apêu ica de
e ascula ização ela i amen e aos e en os clínicos de
doen es com DACE. Concluiu que os doen es com
indicação pa a e ascula ização em que es e
a amen o não oi possí el ou e icaz, ap esen a am
um isco ac escido de e en os ad e sos (mo alidade e
eadmissão po SCA). Po ou o lado, nos doen es com
indicação pouco sus en ada ou inap op iada, a
e ascula ização não es a a associada a edução da
mo alidade ou das axas de eadmissão po SCA.(32)
Duas me a-análises publicadas em 2012 compa a am a
u ilização exclusi a de s en s na ICP e sus TMO. A
p imei a concluiu que a ICP não es a a associada a uma
edução signi ica i a da mo alidade, de EAM não a al
ou de angina, supo ando assim as ecomendações
ac uais de ins i ui TMO em doen es com DACE em ez
de p ocede di ec amen e à implan ação de s en .(7)
Na ou a me a-análise, a ICP pa eceu mos a um
bene ício na mo alidade e mo e de causas ca díacas,
que oi a enuada po es udos mais ecen es (com
e apêu icas médicas mais ag essi as), concluindo que,
em doen es com DACE, não há e idência de um
bene ício da ICP em eduzi o isco de mo alidade,
mo e de causas ca díacas, EAM não a al e
necessidade de e ascula ização, compa a i amen e à
TMO isoladamen e. (13)
Angina Es á el – In e enção Co oná ia Pe cu ânea e Qualidade de Vida
6
Es udos con empo âneos demons a am que é o EAM
p imá io, e não o EAM du an e o ca e e ismo, que es á
elacionado com mo alidade subsequen e.
Em 2013 su giu uma me a-análise que u ilizou o
c i é io de EAM p imá io e EAM secundá io ao
ca e e ismo, e cons a ou que es e úl imo oco ia em
ce ca de 50% dos p ocedimen os, in luenciando os
esul ados dos ensaios clínicos.
Nes a me a-análise, em doen es com DACE, a ICP
compa ada com a TMO oi associada com uma edução
signi ica i a no isco de EAM p imá io.
Em suma, a dis inção en e os dois ipos de en a e
al e ou a in e p e ação e os esul ados des es ensaios
clínicos.(33)
No en an o, independen emen e do uso de
e apêu icas in asi as de e ascula ização, a TMO
pe manece a ped a basila do a amen o da DAC, a é
po que mesmo quando se ins i uem essas es a égias,
as mesmas implicam a manu enção do a amen o
a macológico ad ae e num.(11, 17, 32, 34-36)
ICP s. CABG
Os p imei os ensaios a compa a ICP e CABG não
usa am s en s nem enxe os a e iais. Os doen es
e am subme idos a angioplas ia po balão (PTCA) e
ealiza am bypass de enxe os enosos.(37)
Nos úl imos 10 anos, ealiza am-se mui os ensaios
clínicos andomizados que compa a am a e icácia dos
s en s me álicos (BMS) com os DES, sendo que es es se
mos a am supe io es aos p imei os na p e enção da
e-es enose e da eco ência de e ascula ização
pe cu ânea. Apesa de uma maio incidência de
ombose a dia dos DES, oi possí el con i ma a
segu ança e e icácia des es ela i amen e aos BMS nos
p ocedimen os de ICP.(17, 34, 35, 38, 39)
Exis em an agens e des an agens em ambas as
es a égias de e ascula ização, podendo ambém
exis i condições clínicas pa icula es que in luenciam a
decisão. Po exemplo, a ICP pa ece se o mé odo mais
usado em doen es mais idosos e nos mui o jo ens,
enquan o a CABG é e i ada nesses mesmos g upos
e á ios. A ICP é p e e ida nas si uações de doenças
pulmona es g a es, demência e al o isco
ce eb o ascula , sendo a CABG indicada nos doen es
com diabe es, dis unção sis ólica g a e do en ículo
esque do, his ó ia de hemo agias ou ale gia à
aspi ina/clopidog el.
A ní el ana ómico, a ICP a a apenas a lesão al o,
enquan o a CABG ab ange um maio e i ó io da
a é ia, p e enindo os e ei os dele é ios de no as
lesões a mon an e da inse ção do enxe o.
A ICP é menos in asi a, implica um in e namen o mais
cu o e é acilmen e epe í el. A CABG es á associada a
uma meno p obabilidade de eco ência da angina,
quando compa ada com a ICP.(37)
Em 2005, oi publicado um es udo que a aliou a
sob e ida e a ausência de e en os ad e sos, ao im de
5 anos, dos doen es en ol idos no ensaio clínico ARTS,
no qual o am subme idos a CABG ou ICP (com BMS).
Concluiu-se que as axas de mo alidade de causa
ca díaca, de mo alidade po odas as ou as causas, de
aciden e ascula ce eb al (AVC) ou de EAM não o am
signi ica i amen e di e en es en e os dois g upos.
Po ém, a di e ença na axa de eco ência de
e ascula ização en e os dois g upos (ICP s CABG)
aumen ou ao longo do empo (de 17,2% no p imei o
ano pa a 21,5% aos 5 anos, is o é mais
e ascula izações no g upo da ICP). Apesa do isco
adicional de no o p ocedimen o pe cu âneo no g upo
a ado com s en compa a i amen e ao g upo da
CABG, isso não se aduziu num aumen o da
mo alidade.(40)
Em 2007, num es udo em que se u iliza am BMS e DES,
concluiu-se que lesões únicas p oximais da
descenden e an e io podem se a adas de o ma
segu a e e icaz com BMS, ap esen ando esul ados a
longo p azo semelhan es aos da CABG. Além disso, a
ICP es e e associada a um meno pe íodo de
hospi alização e menos complicações in a-
hospi ala es compa a i amen e à ci u gia. Toda ia,
se iam necessá ios mais ensaios clínicos andomizados
pa a es abelece ou não a ICP como a amen o de
eleição.(38)
Em 2010, numa análise dos ou comes dos doen es do
ensaio ARTS II ao im de 5 anos, obse ou-se que os DES
ap esen a am melho es esul ados que os BMS.
Con udo, apesa das axas de mo e, AVC e EAM no
g upo dos s en s se em compa á eis ao g upo da
CABG, a axa de eco ência de e ascula ização
pe cu ânea oi maio nos doen es com s en .(39)
Angina Es á el – In e enção Co oná ia Pe cu ânea e Qualidade de Vida
13
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