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Sistema urbano: uma estrutura polinucleada reticular

Marques, Teresa Sá,Delgado, Carlos,Brandão, Mariana

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38 NOROESTE GLOBAL lie os modos odo iá ios, e o iá ios e ma í imos e que aça a ligação en e as au oes adas e es es, do ma e do a . As ques ões de coo denação e con o o na ans e ência modal colocam- -se ambém nos espaços u banos e in e u banos. A ede de anspo es, em pa icula os nós de c uzamen o das ias de al a capacidade, oi de e minan e na consolidação dos ní eis de acessibilidade mais ele ados nas cidades médias do No oes e. As ex ensas e con ínuas manchas e/ou co edo es u banos que se desen ol em en e os aglome ados u banos p incipais p eenchem-se com uma malha de mo imen os casa- abalho/es udo, na qual sob essaem os polígonos de con e gência no Po o, B aga, Guima ães e Vila No a de Famalicão, além do co edo a sul a é Oli ei a de Azeméis, e ainda uma geome ia de iagens mais di usa a pa i da ans e salidade de mo imen os en e as no as cen alida- des que eme gem no e i ó io egional. A melho ia das acessibilidades odo iá ias deco en es do in es imen o ealizado desde os anos 90 do século XX c iou condições de ap oximação e - i o ial de excelência que nos acessos aos p incipais aglome ados populacio- nais (e en e eles) que na ligação ao ex e io da egião. Os sis emas aé eo e ma í imo êm e elado uma qualidade de se iço que se des aca a ní el nacional e in e nacional. O po o de Leixões, maio expo a- do de con en o es do país em 2012, p ossegue com o sucesso do no o Te mi- nal de C uzei os e p epa a uma alência mais ligada ao conhecimen o a a és do Polo do Ma do Pa que de Ciência e Tecnologia da Uni e sidade do Po o, em cons ução. O ae opo o F ancisco Sá Ca nei o ap esen a ins alações mode - nas e um se iço que o coloca, nos úl imos seis anos, como um dos melho- es da Eu opa, além do sucesso na a ação de o as low cos com signi ica i o impac e no u ismo da egião. O No oes e po uguês de ém, po an o, uma ede de in aes u u as e equi- pamen os de ele ada qualidade, onde não al am as pla a o mas logís icas em ó ulas es a égicas de dis ibuição, uma boa cobe u a po edes de eleco- municações, o ap o ei amen o das co as mais ele adas a les e pa a a explo- ação da ene gia eólica e, ainda, o sabe e conhecimen o das á ias uni e si- dades sediadas na egião. 1.1.4. SISTEMA URBANO: UMA ESTRUTURA POLINUCLEADA RETICULAR Fo emen e a iculado com o sis ema an e io , o No oes e possui um sis- ema u bano e icula de espaços desenhados pelas a é ias e pelos nós. As a é- ias são elemen os c uciais na o ganização e i o ial, cons i uindo os canais de 391.1. OS SISTEMAS ESTRUTURANTES PARTE 1 TERRITÓRIO: SISTEMAS ESTRUTURANTES E OCUPAÇÃO DO SOLO comunicação e mobilidade. Os nós, de ca ác e sup amunicipal, seguem es a- égias de localização à escala da egião me opoli ana e ap o ei am a acessibi- lidade con e ida pelas a é ias. No malmen e êm uma al a densidade de usos e se iços e azem pa e de um sis ema e icula . A condição policên ica do No oes e deco e da cone i idade con e ida pelos sis emas de edes, is o é, pelo conjun o de a iculações e in e ações em que cada nó pa icipa. Nes a es u u a e icula pa icipam os nós de comé cio e se iços da cidade an iga e da cidade con empo ânea. São nós com maio es ou meno es dimen- sões, uncionalmen e singula es ou he e ogéneos (aglome ando uma ou á ias unções), megaes u u as e ciá ias-logís icas, cen os de comé cio de g ande escala, pa ques emp esa iais, g andes emp esas nacionais ou mul inacionais, conjun os de equipamen os públicos (ins i uições uni e si á ias, hospi ais e ins alações de saúde, “cidades da jus iça”, e c.), g andes pa ques u banos, cen- os in e modais de anspo es, e c. Es es di e en es nós assumem cen ali- dades di e enciadas numa ede de luxos e elações de geome ia a iá el no con ex o de um e i ó io o emen e in e dependen e. Se a ende mos à localização e aos luxos – indi iduais, amilia es, emp e- sa iais – é possí el iden i ica no No oes e ês ipos de edes: edes de p o- dução, en ol endo o necedo es, emp esas subcon a adas e clien es, e ainda as mobilidades casa- abalho; edes de consumo, ligadas à aquisição de p o- igu a 6 Sis ema u bano e icula do No oes e Fon e: P oje o “Policen ismo, Conhecimen o de Dinâmicas de Ino ação”, 2013. 40 NOROESTE GLOBAL du os ou ao usu u o de a i idades ou de espaços; e edes pessoais, elaciona- das com a ida quo idiana, incluindo a amília, nomeadamen e com a localiza- ção e os mo imen os desencadeados pelas escolas e as a i idades de consumo e laze . Em p imei o luga , des acam-se as an igas cen alidades ou concen ações de a i idades, mais ou menos eno adas ou e i alizadas. No No oes e con- inuam a e idencia -se as á eas de comé cio e se iços localizadas nos cen- os adicionais. Es as á eas êm indo a se e i alizadas po no os cen os come ciais, á eas de es au ação e equipamen os de e e ência, e po in e en- ções signi ica i as nos espaços públicos. As p incipais aglome ações u banas – Po o (a “Baixa”), B aga, A ei o, Guima ães e Viana do Cas elo – con inuam a se pola izadas pelas á eas come ciais cen ais. igu a 7 Indicado es de densidade de emp ego Fon e: P oje o “Policen ismo, Conhecimen o de Dinâmicas de Ino ação”, 2013. 411.1. OS SISTEMAS ESTRUTURANTES PARTE 1 TERRITÓRIO: SISTEMAS ESTRUTURANTES E OCUPAÇÃO DO SOLO Po ou o lado, con inuam a des aca -se an igas concen ações p odu i- as ao longo dos p incipais eixos iá ios ou em á eas ou an igas zonas indus- iais ligadas à localização das emp esas indus iais mais “ adicionais” e de a i idades de a mazenagem e logís ica: eixo da Via No e (Ma osinhos), á ias zonas indus iais da Maia e mui as ou as dispe sas po odo o No oes e (em Guima ães, Vila Conde, Vila No a de Gaia, T o a, e c.). A ualmen e, as endências de ag egação uncional (polos de aglome ação) no No oes e ipi icam uma o e a di e si icada e dispe sa que pode se sis e- ma izada da seguin e o ma: · Conglome ados de comé cio-laze : com hipe me cados e cen os come ciais, g andes supe ícies especializadas (de p odu os de des- po o, b icolagem, au omó eis, b inquedos, en e ou os), ou le s ou discoun s, o ganizando um aglome ado de o e as po encialmen e com- plemen a es. Es as a i idades desen ol em ainda sine gias loca i as com a es au ação e a ho ela ia (ho éis e as - ood) e algumas unções de laze (cinemas mu issalas, ideojogos, bowling, pa ques emá icos) – No eShopping, A ábidaShopping, Gaia Shopping, MAR Shopping, MaiaShopping, ou le de Vila do Conde, e c. · Encla es de g andes equipamen os: ins alações uni e si á ias, labo- a ó ios de in es igação e espe i os se iços de apoio ( es au ação, esidenciais uni e si á ias, e c.); g andes equipamen os de saúde, nomeadamen e cen os hospi ala es e espe i os se iços especia- lizados e de apoio; amplos cen os despo i os, com pa ilhões cobe - os e in aes u u as ex e nas; pa ques emá icos ou g andes pa - ques e des; concen ações de equipamen os de jus iça – zona da Asp ela e do Campo Aleg e (Po o), á eas uni e si á ias de A ei o ou de B aga, e c. · Á eas p odu i as e ciá ias (pa ques ecnológicos, no os pa ques emp esa iais, pa ques de logís ica): na maio ia das ezes planeadas e desen ol idas sob uma ges ão e uma imagem comuns, englobam a i- idades emp esa iais ligadas à no a indús ia (labo a ó ios e a elie s pa a o desen ol imen o de so wa es, design, publicidade, ma ke ing, e c.) e aos se iços (bancos, ins alações despo i as, se iços de saúde e cosmé ica, es au ação, e c.). Nes es espaços há cada ez mais um cui- dado especial com o espaço público e com a imagem do conjun o. As denominadas “zonas indus iais” passam a “pa ques emp esa iais” – 42 NOROESTE GLOBAL TecMaia (Maia), Expono (Ma osinhos), Eu opa que e Po uspa k (San a Ma ia da Fei a), A ePa que (Taipas-Guima ães), e c. · Condomínios de uso mis o: são comuns em p ocessos de econ e são de an igas unidades ou zonas indus iais, onde hoje se concen am domi- nan emen e a i idades come ciais, de exposição, de a mazenagem e logís ica, ou a i idades de laze – “Zona Indus ial do Po o” (com á eas de a mazenagem, comé cio, nomeadamen e au omó el, e se iços e laze ), “Zona Indus ial de Mindelo” (com uma o e especialização de comé cio g ossis a ligado à comunidade chinesa), e c. · Pa ques me opoli anos, pa ques emá icos, pa ques e des, zonas de g andes dimensões e de o e a a i idade (sup amunicipal), o e ecendo condições especiais em e mos ambien ais, de usu u o despo i o ou de laze – “Pa que da Cidade” (Po o), “Pa que Biológico” (Gaia), e c. igu a 8 População esiden e e sis ema u bano Fon e: INE; ASTER global DEM; NAVTEQ (2012); cálculos p óp ios – le an amen o de 84 unções. 431.2. OCUPAÇÃO DO SOLO PARTE 1 TERRITÓRIO: SISTEMAS ESTRUTURANTES E OCUPAÇÃO DO SOLO Concluindo, o sis ema u bano do No oes e é es u u ado po um conjun o de nós e núcleos u banos com di e en es mo ologias e ca ac e ís icas uncio- nais, que não con igu am uma hie a quia ígida mas sob e udo uma es u u a polinucleada e icula . 1.2. OCUPAÇÃO DO SOLO 1.2.1. POVOAMENTO A i ma-se ulga men e que o po oamen o do No oes e é dispe so, ag- men ado, descon ínuo e de baixa densidade. Uma análise cuidada mos a, con- udo, uma ealidade mais di e sa e complexa. O po oamen o é compac o nuns sí ios e dispe so nou os, e a densidade é mui o a iá el3. Es e sis ema de po o- amen o em aízes his ó icas, endo e oluído de uma es u u a dispe sa de á ios aglome ados pa a uma es u u a polimo a e complexa, com di e en- es densidades e compacidades mui o a iadas. O po oamen o do No oes e es e e nas úl imas décadas em anca mu a- ção, u o de in ensos p ocessos de u banização. Os i mos o am di e encia- dos no empo – c escimen os mode ados no pe íodo en e 1950 e 1980 e mais acen uados en e 1980 e 2010 – e no e i ó io – o Po o, cen o da aglome ação, c esceu sob e udo no pe íodo 1950-1980 e os concelhos en ol en es aumen- a am com mais in ensidade ecen emen e. Nes e p ocesso de u banização é possí el iden i ica um c escimen o u bano po ex ensão-ag egação, onde a expansão u bana se desen ol e a pa - i do núcleo cen al (Po o) e dos núcleos adicionais da egião me opoli- ana (B aga, A ei o, Guima ães, San o Ti so, Vila No a Famalicão, Ba celos, Pena iel-Pa edes, Espinho, en e mui os ou os). Es a expansão egis ou-se nas úl imas décadas e con inua a egis a -se. T a a-se de um c escimen o po con iguidade, um p ocesso de ex ensão dos ecidos exis en es e de sucessi a ocupação e colma ação dos azios ou dos in e s ícios u banos. O c escimen o 3 No malmen e con unde-se com equência os concei os compacidade com densidade. Quando e e imos com- pac o ou dispe so es amos a sin e iza sob e udo as ca ac e ís icas da es u u a espacial, ha endo baixa densidade em con ex os compac os e dispe são sem se de baixa densidade. A dispe são e a agmen ação e le em des- con inuidades mo ológicas, o que signi ica ausência de con inuidade e de con iguidade do edi icado.