Tipping Points num Sistema Multi - Agente Bancário
Full text
Tipping Poin s num Sis ema Mul i-Agen e Bancá io
po
And é Ângelo Mo ei a Dias
Disse ação de Mes ado em Análise de Dados e Sis emas de Apoio à Decisão
O ien ada po :
Ped o José Ramos Mo ei a de Campos
2013
ii
No a Bibliog á ica do au o
And é Ângelo Mo ei a Dias, nascido em Vila No a de Gaia em 1979 é
Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Uni e sidade do
Po o. A sua expe iência p o issional já supe io a uma década, oi exe cida
essencialmen e na Banca de In es imen o (Finibanco, Ba clays).
Os seus in e esses são em emas elacionados com Economia Mone á ia,
Mac oeconomia, Simulação e Da a Mining.
Ag adecimen os
Gos a ia de ag adece ao meu o ien ado , o P o esso Ped o Campos pela
p eciosa ajuda na elabo ação des a disse ação, semp e com um con ibu o
posi i o mas ambém c i ico do abalho que ia sendo ealizado.
Ag adeço ambém o apoio da minha mulhe , Ma iana, que mui a ho as e
momen os iu sup imidos da minha companhia.
Dedico es a disse ação à Ma iana, à minha ilha, Ma ilde e aos meus pais.
iii
Resumo
A p esen e disse ação analisa uma ede bancá ia c iada a pa i das elações
exis en es no me cado in e bancá io e ambém nas elações en e banco e
clien es com base em p ocessos Mul i-Agen e. O es udo oi ealizado usando
uma ede bipa ida, onde numa camada supe io são conside ados bancos e
numa camada in e io consumido es, com o in ui o de simula uma ede
bancá ia. Pa a es uda as elações en e os di e sos agen es, u iliza am-se
concei os con abilís icos e inancei os. O obje i o consis iu em e i ica a
exis ência de Tipping Poin s em caso de exis ência de isco sis émico na ede
bancá ia. Pa a a ealização do modelo e pos e io simulação, u ilizou-se o
so wa e Ne logo. Conclui-se que exis e possibilidade de isco sis émico em
de e minadas con igu ações e que es e su ge em o ma de pon os de i agem.
Pala as-Cha e: Tipping Poin s, Redes Bancá ias, Risco Sis émico,
Con ágio, Risco de C édi o, Risco de Liquidez, C ises Financei as
Abs ac
The p esen disse a ion analyzes a ne wo k c ea ed om banking
ela ionships in he in e -banking ma ke and banking ela ionships wi h i s
clien s using an Agen Based app oach. The s udy was conduc ed using a bi-
pa i e ne wo k whe e we ha e banks a he highe le el and consume s a he
lowe le el, wi h he pu pose o simula ing a banking ne wo k. In o de o
s udy he ela ionships be ween he di e en agen s, accoun ing and inancial
concep s we e used. The goal consis ed in e i ying he exis ence Tipping
Poin s in case o p esence o sys emic isk in he banking ne wo k. To c ea e
he model and un he simula ion, Ne logo So wa e has been used. The
simula ion shows he p esence o sys emic isk o ce ain se ups and also he
p esence o Tipping Poin s.
Keywo ds: Tipping Poin s, Banking Ne wo ks, Sys emic Risk, Con agion,
C edi Risk, Liquidi y Risk, Financial C ises
i
Índice
No a Bibliog á ica do au o .............................................................................................. ii
Ag adecimen os ................................................................................................................ ii
Resumo ............................................................................................................................ iii
Abs ac ........................................................................................................................... iii
Índice ................................................................................................................................ i
Índice de Figu as .............................................................................................................. i
Índice de Tabelas ............................................................................................................ ii
1. Capí ulo – In odução .................................................................................................... 1
1.1. Mo i ação ............................................................................................................... 1
1.2. A ideia..................................................................................................................... 2
2. Capí ulo – C ises sis émicas em edes bancá ias: ......................................................... 4
2.1. C ises Financei as ................................................................................................... 4
211. C ises de c édi o ................................................................................................... 5
212. C ises de liquidez ................................................................................................. 6
2.2. Tipping Poin s......................................................................................................... 9
3. Capí ulo – (MOTIPO) Modelo Mul i-Agen e de Ob enção de Tipping Poin s em
C ises Bancá ias. ............................................................................................................. 12
3.1. Sis emas Mul i-Agen e ......................................................................................... 12
3.2. A abo dagem......................................................................................................... 14
3.3. Van agens da abo dagem ace à li e a u a de e e ência ...................................... 16
3.4. Fo malização do Modelo ...................................................................................... 24
3.5. O Banco Cen al ................................................................................................... 26
3.6. Os consumido es................................................................................................... 26
3.7. Simulação ............................................................................................................. 28
3.8. Fo malização das alências .................................................................................. 29
3.9. De inição das a iá eis, eg as e agen es ............................................................. 33
3.10. Ne logo e In e ace do modelo ........................................................................... 37
4. Capí ulo – Resul ados ................................................................................................. 42
4.1. Análise às a iá eis con oladas pelos bancos ..................................................... 44
4.2. Análise às a iá eis con oladas pelas au o idades .............................................. 47
4.3. Análise às a iá eis con oladas pelos clien es .................................................... 50
4.4. Análise às a iá eis con oladas pelo me cado .................................................... 53
4.5. Análise ao Scale-F ee .......................................................................................... 59
5. Capí ulo – Conclusão .................................................................................................. 62
6. Apêndice ..................................................................................................................... 66
6.1. – Tabela de esul ados de bancos sob e i en es ela i amen e à al e ação das
a iá eis con oladas pelas au o idades e seleção do maio banco no sis ema pa a da
início à simulação ........................................................................................................ 66
6.2. Tabela de esul ados de bancos sob e i en es ela i amen e à al e ação das
a iá eis con oladas pelas au o idades e seleção do meno banco no sis ema pa a da
início à simulação ........................................................................................................ 72
6.3. Código da Simulação esc i o pa a o so wa e Ne logo ........................................ 77
7. Bibliog a ia ............................................................................................................. 85
i
Índice de Figu as
Figu a 2.1 - E ei o Linea Vs Tipping Poin ................................................................... 10
Figu a 2.2 - Rep esen ação de um Tipping Poin ............................................................ 10
Figu a 3.1 - Rep esen ação da Rede ................................................................................ 15
Figu a 3.2 - Balaço ípico de um banco no sis ema ........................................................ 18
Figu a 3.3 - Balanço simpli icado ................................................................................... 19
Figu a 3.4 - Redução do A i o ........................................................................................ 20
Figu a 3.5 - Redução do Capi al ...................................................................................... 20
Figu a 3.6 - Choque de Liquidez em si uação no mal de me cado ................................. 20
Figu a 3.7 - Choque de Liquidez em si uação ano mal de me cado ............................... 21
Figu a 3.8 - Balanço após choque de liquidez ................................................................ 31
Figu a 3.9 - Esquema do Sis ema .................................................................................... 32
Figu a 3.10 - Visualização dos a ibu os de um banco no sis ema ................................. 36
Figu a 3.13 - Exemplo de um Se up no In e ace do Ne logo ......................................... 39
Figu a 4.1 - Beha io Space do Ne logo ......................................................................... 43
Figu a 4.2 - Bancos Sob e i en es (Bancos – Maio ) .................................................... 46
Figu a 4.3 - Ou pu do modelo (Bancos - Maio ) ........................................................... 47
Figu a 4.4 - Bancos Sob e i en es (Au o idade – Maio ) .............................................. 50
Figu a 4.5 – Ou pu do modelo (Au o idades - Maio ) ................................................... 50
Figu a 4.6 - Bancos Sob e i en es (Clien es – Maio ) ................................................... 53
Figu a 4.7 - Ou pu modelo (Clien es – Maio ................................................................ 53
Figu a 4.8 - Bancos Sob e i en es (Me cado – Maio ) .................................................. 56
Figu a 4.9 - Con igu ação modelo (Me cado - Maio ) ................................................... 57
Figu a 4.10 - Ou pu modelo (Me cado - Maio ) ............................................................ 58
Figu a 4.11 - Si uação Inicial .......................................................................................... 60
Figu a 4.12 - Si uação do sis ema após duas ondas de con ágio ................................... 60
Figu a 4.13 - Si uação inal após ês ondas de con ágio ............................................... 61
ii
Índice de Tabelas
Tabela 2.1- Resumo dos a igos cen ais no desen ol imen o do modelo ....................... 8
Tabela 3.1- F equência ela i a da V.A. "Con as Bancá ias" ......................................... 23
Tabela 3.2 -Limi es, Tipo e unção das a iá eis no sis ema ......................................... 34
Tabela 3.3 - Reg as dos Agen es .................................................................................... 35
Tabela 4.1 - Resumo das a iá eis u ilizadas na simulação ........................................... 42
Tabela 4.2 - Valo es u ilizados na simulação (Bancos) .................................................. 44
Tabela 4.3 - Bancos Sob e i en es (Bancos – Maio ) .................................................... 45
Tabela 4.4 - Valo es u ilizados na simulação ................................................................. 48
Tabela 4.5 - Bancos Sob e i en es (Au o idade – Maio ) ............................................. 49
Tabela 4.6 - Valo es u ilizados na simulação ................................................................. 51
Tabela 4.7 - Bancos Sob e i en es (Clien es – Maio ) .................................................. 52
Tabela 4.8 - Valo es u ilizados na simulação ................................................................. 54
Tabela 4.9 - Bancos Sob e i en es (Me cado – Maio ) ................................................. 55
Tabela 4.10- Bancos Sob e i en es (Me cado – Meno ) ............................................... 57
1
1. Capí ulo – In odução
1.1. Mo i ação
A queda do banco Lehman B o he s em 2008 é conside ado o momen o cen al da c ise
inancei a que e e início nesse mesmo ano com a ques ão do c édi o sub p ime. A
imp o á el si uação de um banco ali o nou-se ealidade. Os mo i os ap esen ados
pelas au o idades pa a não e em “sal ado” o Lehman B o he s o am os baixos iscos
de con ágio que a ia pa a o sis ema inancei o em ge al e pa a o sis ema bancá io em
pa icula .
A alência de bancos não é um ema no o, como F iedman e Schwa z, (1963),
mos am: Na g ande dep essão dos anos 30 nos Es ados Unidas da Amé ica, dos ce ca
de 25.000 bancos exis en es em 1929, sob e i e am menos de 15.000 em 1933. Mas, o
impac o que p o oca na Economia e em úl ima análise, na ida de odos, o na-se um
ema de um in e esse ex ao diná io, com uma con ibuição imensu á el pa a o
desen ol imen o da ciência económica e pa a o su gi de no as polí icas.
Apesa do es udo sob e c ises no sis ema inancei o já e uma longa adição (F iedman
e Schwa z (1963), Be nanke (1983), Be nanke and Ge le (1989)), a c ise de 2008
mo i ou o su gi de no as abo dagens, p imei o pa a en a en ende a sua o igem mas,
acima de udo, pa a p e eni u u as c ises. O sis ema inancei o e oluiu no a elmen e,
mui as ezes a a és de p odu os que eque em pa a a sua comp eensão, a posse de
capacidades écnicas ex ensas. E a necessidade de alo iza es es p odu os eque a
u ilização de complexos algo i mos. A anspa ência na come cialização des es a i os
inancei os diminuiu p opo cionalmen e à capacidade de en endimen o do seu
uncionamen o.
A análise económica ambém e oluiu. Uma con ibuição eio de um amo da
In eligência A i icial chamado Agen -Based Compu a ional Economics (ACE). Como
8
Tabela 2.1- Resumo dos a igos cen ais no desen ol imen o do modelo
9
Na e dade, as ligações in e bancá ias êm dois e ei os opos os: Po um lado, podem
se i como on e de con ágio, po ou o como on e de abso ção e pa ilha das pe das
o iginadas pelos choques. Nes e caso, o que o au o mos a é que com o aumen a do
núme o de ligações, e apesa de exis i em mais bancos pa a pa ilha iscos, quando es e
e ei o e mina, o núme o de alências é mui o g ande.
Um pon o mui o impo an e pa a as en idades egulado as p ende-se com a necessidade
de en ende em a opologia das edes bancá ias. Po es e mo i o su gi am mui os
abalhos que se deb uça am sob e es a ques ão em di e sos países (a opologia das
edes in e bancá ias oi analisada nos EUA (Fu fine (1999)), na Zona Eu o (Gab ieli
(2010), Gab ieli (2011)), no Reino Unido (Wells (2004), Beche e al. (2008)), B asil
(Cajuei o e Tabak (2007), Chang e al. (2008)), I ália (Mis ulli (2007), Io i e al.
(2008), Manna and Iazze a (2009)), Suiça (Sheldon e Mau e (1998)), Suécia (Bl˚a a g
e Nimande (2002)), Bélgica (Deg yse e Nguyen (2007)), na Holanda ( an Lely eld e
Liedo p (2004)), Aus ia (Boss e al. (2004b)) e Á ica do Sul (B ink e Geo g (2011)).
As e idências empí icas e i adas êm sido ex emamen e aliosas e ajudam a
comp eende como o con ágio se az e le i . Con udo, não oi possí el encon a uma
opologia gene alizada, is o é, um ipo de es u u a de ede que se e i ique semp e, pois
exis em pa icula idades ela i as a cada á ea geog á ica que a e am essa mesma
es u u a. Mesmo assim, não deixou de se indicado o Scale- ee como a opologia mais
e i icada (Co-Pie e (2011)).
2.2. Tipping Poin s
Em di e sas si uações modi icações in empes i as dos esul ados são induzidas po
modi icações pequenas nas a iá eis sob análise. Gladwell (2007) quando analisou um
enómeno de al e ação em endências de moda, compo amen os sociais e hábi os do
quo idiano jus i icou a exis ência de Tipping Poin s de inindo-os como si uações onde
exis em ês ca ac e ís icas em simul âneo: o con ágio, a e idência de pouca coisa
p o oca g andes esul ados e não acon ece de o ma g adual mas sim num p eciso
momen o Figu a 2.1. Ac escen a ainda, que é a e cei a ca ac e ís ica a mais impo an e
po que é a que dá sen ido às ou as duas e que pe mi e uma melho obse ação sob e as
10
azões das mudanças se em o que são. Numa óp ica menos o mal Gladwell (2007)
consegue explica o obje i o do es udo que es a abo dagem ab aça.
Figu a 2.1 - E ei o Linea Vs Tipping Poin
Lame son e Page (2012) con i mam a e cei a ca ac e ís ica de Gladwell (2007)
de inindo o malmen e Tipping Poin s como uma descon inuidade en e es ado a ual e
es ados u u os de um sis ema. Enunciam ainda duas si uações possí eis: a de um
Tipping Poin di e o, que oco e quando após uma mudança g adual na a iá el em
análise p o oca uma mudança g ande, is o é, descon ínua nessa mesma a iá el, e um
Tipping Poin con ex ual, onde uma mudança g adual na a iá el em análise p o oca
uma descon inuidade de uma ou a a iá el de in e esse.
Figu a 2.2 - Rep esen ação de um Tipping Poin
Uma o ma de concep ualiza um Tipping Poin é a a és da Figu a 2.2 e da bola
ama ela no opo da colina que ep esen a um pon o ins á el. A bola i á cai pa a o pon o
A ou pa a o pon o B. O momen o quando a bola pa a no opo da colina é o Tipping
11
Poin , po que ep esen a o momen o no qual um e en o de e mina á o sen ido da bola.
Na igu a, se á o pon o A ou o pon o B, no sis ema em análise a a-se do colapso da
ede bancá ia ou a sua sal ação.
Duas ques ões undamen ais sob e Tipping Poin s, são encon a o momen o da sua
oco ência bem como a sua dimensão. O al o da análise in luencia de e minan emen e o
mé odo a u iliza . G eene e al. (2010), no seu es udo ela i o à di ida pública, no qual
se p opuse am descob i um momen o a pa i do qual es a pode ia coloca em causa o
c escimen o económico, ob i e am o seu Tipping Poin a a és da análise es a ís ica de
uma sé ie de dados ela i os ao ácio Dí ida pública - PIB espei an e a um conjun o de
países selecionados. Nes e caso, a o ma de ob enção do Tipping Pon o oi bas an e
in o mal não encon ando os au o es necessidade de um igo ex emo. Já Lame son e
Page (2012) ap esen am mé odos de mui a p ecisão, mas não os enquad am em
qualque si uação especí ica. Os au o es p opõem em p imei o luga a u ilização da
di e gência de Kullback-Leible ou em subs i uição, a di e gência de Jensen-Shannon.
12
3. Capí ulo – (MOTIPO) Modelo Mul i-Agen e de
Ob enção de Tipping Poin s em C ises Bancá ias.
O p esen e capí ulo em como in enção a ap esen ação do modelo c iado. Inicia-se com
os mo i os p incipais que incen i a am a u ilização de um p ocesso Mul i-Agen e,
seguindo-se a o malização ma emá ica. Mos am-se as a iá eis do modelo, as suas
de inições e as suas eg as.
3.1. Sis emas Mul i-Agen e
Simula é uma o ma pa icula de modela . Um modelo é uma simpli icação da
ealidade, e uma o ma bem econhecida de a pe cebe . A simulação em inpu s
o necidos pelo in es igado com o in ui o de ob e ou pu s. Exis em di e sas an agens
pa a simula en e elas (Gilbe e T oi zsch (199)):
Pa a melho conhece o mundo – simulação é modela uma ealidade e assim
sendo, pode se u ilizada pa a a pe cebe melho ;
P e isão – Se o cons uída um modelo que ep oduza a dinâmica de um
de e minado compo amen o, pode-se en ão simula a passagem do empo e
assim p e e o u u o;
P o idencia e amen as pa a subs i ui capacidades humanas – Sis emas
especí icos o am desen ol idos pa a simula capacidades écnicas em
de e minadas á eas (geologia, química, medicina). Es es sis emas, podem mais
a de se usados po pessoas que não possuem es es conhecimen os especí icos;
Fo mação – Simulado es de oo podem se u ilizados pa a ina pilo os; a
simulação de uma economia ambém pode á se u ilizada p a o ma
economis as a p e e mudanças em a iá eis cha e em Mac oeconomia;
En e enimen o – Jogos, simulado es de oo, são usados em o mação mas
ambém em di e são.
13
Na li e a u a ela i a a sis emas Mul i-Agen e, os agen es são habi ualmen e is os
como en idades que i em num de e minado ambien e e que são capazes de in e agi
com ou os agen es. Os agen es são equen emen e ca ac e izados po :
Ações e In e ações – Os agen es in e agem com ou os indi íduos e com o
ambien e. As ações modi icam o ambien e do agen e e as suas decisões u u as;
Comunicações com ou os agen es – a o ma p incipal como os agen es
in e agem;
Obje i os indi iduais e Au onomia - os agen es não são o ien ados po
comandos p o enien es de ou o u ilizados mas an es po um conjun o de
endências, as quais podem oma a o ma de obje i os indi iduais ou
sa is ação, ou unções de sob e i ência que os agen es en am maximiza ;
Pe ceção (limi ada) – os agen es êm uma ep esen ação limi ada ou pa cial do
ambien e onde i em. Di o de ou a o ma, eles não êm uma pe ceção o al de
udo o que se es á a passa à sua ol a. É habi ualmen e assumido que eles êm
uma “ acionalidade limi ada” no sen ido em que usam ecu so compu acionais
limi ados pa a ape cebe em as consequências do que oi ealizado.
Segundo Tes a sion (2005) as an agens da u ilização de p ocessos Mul i-Agen e, mais
conc e amen e o ACE, passam pelo oca mais no p ocesso de in e ação en e os
agen es do que p ocu a o equilíb io clássico da ciência económica, deixando es e de se
necessá io pa a a modelização da ealidade p e endida. Os agen es podem comunica
com ou os agen es em momen os p og amados pa a al, mas onde as mensagens podem
se c iadas e adap adas po eles p óp ios. Na opinião de Jennings (2000) a an agem dos
p ocessos Mul i-Agen e pode se esumida à acilidade em doa au onomia as agen es.
Es e p ocesso eque a cons ução de um sis ema dinâmico, is o é, a pa i de um
conjun o inicial de condições, o modelo de e á pe mi i e supo a a possibilidade a
in e ação en e agen es ao longo do empo, sem qualque in e enção adicional do
u ilizado . Pa a que assim seja possí el, os p ocessos Mul i-Agen e eque em
especi icações de alhadas pa a os a ibu os dos agen es, bem como os mé odos pa a
acul a a ibu os es u u ais, con igu ação do ambien e e condições de compo amen o.
14
Se as in e ações en e agen es induzi em al e ações signi ica i as nos a ibu os dos
agen es, pequenas al e ações nas especi icações iniciais pode ão a e a adicalmen e os
esul ados inais do modelo. Assim sendo, de e ão se conduzidas di e sas expe iências
pa a um aio de alo es plausí eis pa a as a iá eis em análise pa a se ob e uma
p e isão obus a. A alidação dos esul ados é uma pa e impo an e dos p ocessos
Mul i-Agen e. É e dade que es es p ocessos p oduzem esul ados pa a sis emas
económicos com undamen ações sólidas ao ní el do mic o compo amen o e
a iculação en e agen es. Mas, mesmo que o modelo seja capaz de p oduzi esul ados
que o almen e incu em a ealidade que en a ep oduzi é quase semp e impossí el
aze a alidação dos esul ados – nomeadamen e a a és dos p ocessos es a ís icos
no mais. Es a ques ão pode á se conside ada como uma des an agem do ACE
(Tes a sion (2005))
3.2. A abo dagem
O modelo é compos o po ês ipos de agen es: bancos, consumido es e banco cen al.
Cada um des es agen es é ep esen ado po um nó, com a exceção do banco cen al que
em uma unção de supe isão. Rela i amen e aos bancos, odos êm pelo menos uma
ligação a um ou o banco. No que conce ne aos consumido es, es es ligam-se aos
bancos a a és dos seus depósi os, que podem se no máximo ês. As ligações en e
bancos e clien es a bancos são ep esen adas po a es as. Apesa de a simulação e em
con a a possibilidade de um consumido in luencia ou o no que espei a a
le an amen os, po uma ques ão de simpli icação isual, não o am c iadas a es as pa a
mos a es a ideia. Os nós ama elos ep esen am os bancos, os nós b ancos ep esen am
os consumido es. As a es as e melhas ligam bancos a bancos enquan o as a es as
e des ligam clien es a bancos Figu a 3.1.
Foi sob e o concei o de Tipping Poin s (TP) ( e a secção 2.2 pa a de inição de TP) que
es e es udo ecaiu. P ocu ou-se ob e espos as pa a mudanças nas a iá eis exógenas
do modelo. Assim, se po exemplo, com uma pequena al e ação das a iá eis passa mos
de um sis ema com capacidade de abso e o choque inicial pa a um sis ema em que
nenhum banco no sis ema esis e en ão, encon amos um Tipping Poin .
15
No in ui o de c ia um modelo no qual pudesse analisa TP num sis ema bancá io que
es i esse numa si uação semelhan e à c ise inancei a de 2008, e e uou-se uma e isão
de li e a u a, iden i icando-se um conjun o de a igos, esumidos na Tabela 2.1 como
on e de inspi ação pa a a cons ução da abo dagem.
Figu a 3.1 - Rep esen ação da Rede
A p incipal ques ão da ade ência dos modelos p opos os pelos di e sos au o es que se
dedicam ao ema das c ises inancei as e mais conc e amen e, das c ises com o igem no
sis ema bancá io, é a disponibilidade de dados. In elizmen e, não exis em dados
disponí eis pa a es e es udo. Os ela ó ios e con as dos bancos não o necem a
in o mação necessá ia nomeadamen e ao ní el da pa icipação de cada ins i uição no
me cado in e bancá io. Mas, mesmo ao ní el do núme o de con as po clien e, a
in o mação p es ada é insu icien e.
Os dados dos bancos o nam-se, assim, impossí eis de se em in e p e ados po es a em
ag egados. As jus i icações são mui o a iadas, mas esumidamen e, passam pelo ac o
de se a a de dados de ele ada sensibilidade come cial (os dados ao ní el dos
emp és imos in e bancá ios) e de ca iz p i ado (os dados ao ní el dos clien es).
16
Con udo, os bancos êm ob igações de epo e à au o idade de supe isão da sua
a i idade. E, alguns países (Po ugal incluído) epo am ainda a en idades
in e nacionais, como é o caso do Bank o In e na ional Se lemen s (BIS). Sendo assim,
pa a alguns au o es, a única possibilidade de u iliza dados eais, passou pelo uso dos
dados ag egados po país disponí eis pelo BIS. Foi assim que Chan-Lau (2009a) e
Chan-Lau e al. (2009) p ocede am em publicações do FMI como po exemplo o
“Global Financial S abili y Repo ”.Con udo, pa a a c iação de um sis ema Mul i-
Agen e se ia necessá io a u ilização de um conjun o de dados indi iduais pa a cada
agen e banco e agen e consumido , o que in elizmen e não é possí el como já
explicado. Sendo assim, a o ma es an e pa a analisa es a emá ica passa pela c iação
de um modelo onde se u iliza elações algéb icas de ep esen ação dos balanços dos
bancos, espei ando a iden idade undamen al, A i o = Passi o + Capi al e elações
uncionais no mais no sis ema inancei o, como po exemplo o ácio de ese as legais
ou o ácio de sol abilidade. Es a lógica oi seguida po di e sos au o es, nomeadamen e
Nie e al. (2007) e P o enzano (2012). Em coe ência, a p esen e abo dagem, segue a
mesma lógica da c iação algéb ica do balanço, es ando o modelo desen ol ido mais
p óximo do de P o enzano (2012) pelo ac o de in eg a agen es consumido es no
sis ema.
Como a ques ão da opologia não é um obje i o do es udo, op ou-se po uma ede em
Scale- ee, is o é, uma ede ca ac e izada po um pequeno conjun o de g andes bancos
com mui as ligações e um conjun o maio de bancos com poucas ligações. O mo i o
p ende-se com o ac o de que de aco do com di e sos es udos empí icos sob e a o ma
o ganizacional das edes bancá ias pa a di e sos países oi es a a opologia mais
e i icada (Co-Pie e (2011)). De ac o, bancos maio es e ão mais ecu sos pa a
ag ega mais negócio, que ao ní el de elações com ou os bancos, que ao ní el de
anga iação de no os clien es. Po ou o lado, bancos mais pequenos e ão meno
p obabilidade de ansmi i um ele ado ní el de segu ança a po enciais clien es.
3.3. Van agens da abo dagem ace à li e a u a de e e ência
Nas edes bancá ias exis em ês ipos de agen es: Os bancos, os consumido es e o
banco cen al, in e p e ado como a au o idade de egulação do sis ema. Como e e ido
17
an e io men e, exis em di e sos es udos sob e es a emá ica. Con udo, nenhum é capaz
de inclui os ês agen es mencionados de o ma ão de inida como nes a abo dagem. Na
e dade, i ando o es udo de Co-Pie e (2011), nenhum ou o a igo incluí os ês
agen es. Mas, mesmo naquele es udo, os consumido es são in e p e ados como endo
um compo amen o es ocás ico, não dando o au o um sen ido de inido à sua a uação.
Na opinião do au o , a p esença dos ês ipos de agen e é uma an agem pois é possí el
c ia um sis ema mais ade en e com a ealidade. Com o in ui o de aze ino ação à
análise des a emá ica, de ini am-se compo amen os pa a os ês agen es:
Os bancos es ão o ganizados segundo uma ede em Scale- ee, onde um
conjun o pequeno de bancos concen a á a maio pa e da a i idade, que ao
ní el do me cado in e bancá io que ao ní el de consumido es. Têm um balanço
ep esen a i o da sua si uação inancei a, a ualizado a cada passo da simulação.
Cump em eg as de inidas pelas au o idades, que ao ní el de ese as legais,
que ao ní el de sol abilidade. No seu a i o, os bancos êm egis ado as posições
c edo as em ou as ins i uições (dinhei o emp es ado a ou os bancos), bem
como in es imen os em a i os ilíquidos e ese as ob iga ó ias. No seu passi o,
êm egis ado as posições de edo as (dinhei o concedido po ou os bancos),
depósi os de clien es e o capi al Figu a 3.2. Um qualque banco sai á do sis ema
semp e que o seu capi al seja nega i o.
Os consumido es êm depósi os jun o dos bancos. Assume-se que podem e um
máximo de ês con as. Deu-se, con udo, um peso maio à possibilidade de e em
menos con as, mas com um mínimo de uma1. Os consumido es deposi am a
o alidade das suas economias, mas no mesmo mon an e em cada con a. Cada
depósi o é de uma unidade mone á ia2. No caso de le an amen o, assume-se
ambém que se ão echadas odas as con as abe as. Du an e a simulação só
exis e um momen o de c iação de con as bancá ias, que é no momen o inicial. A
pa i desse ins an e, só é assumido a possibilidade de le an amen o, pois a ideia
é simula uma si uação de c ise. Os consumido es são do ados de uma
1 O núme o de con as po clien es icou-se pelo in e alo de 1 a 3. Chegou-se a es e in e alo a a és da
consul a do Bole im In o ma i os de 2011 da Associação de Bancos Po ugueses bem como do “Finan ial
Sec o De elopmen Indica o s” de 2006 do Banco Mundial.
2 Segundos os es udos ap esen ados na no a de odapé nº 1, o possui de um maio núme o de con as
bancá ias es á associado a uma maio posse de iqueza.
24
3.4. Fo malização do Modelo
A iden idade undamen al de um balanço é dada pela equação (3.3). Ela aduz um
equilíb io en e a o igem de ecu sos, o Passi o P ac escido do Capi al C e o des ino
desses ecu sos, o A i o A.
(3.3)
Os bancos p esen es no sis ema ão es a in e ligados en e si. Essa ligação pode de i a
da a i idade ope acional no mal dos bancos bem como de in e ações no me cado
in e bancá io, onde odos os bancos pode ão pa icipa . Se á no balanço de cada banco
que ica ão egis adas as posições que assumem mo i adas pela sua a i idade no mal
como no me cado in e bancá io, icando insc i o do lado do a i o as posições c edo es e
do lado do passi o as posições de edo as.
Assim, o balanço do banco bi e á insc i o do lado do A i o os emp és imos
in e bancá ios concedidos IBCi, as ese as exceden á ias que colocou no me cado como
in es imen os I i3 e ob igações legais OLi4. Sendo Ai o a i o do banco i, i = 1,….B
en ão Ai = IBCi + I i + OLi
O mon an e o al dos emp és imos in e bancá ios concedidos pelo banco bi no momen o
é dado po :
(3.4)
onde ep esen a o mon an e emp es ado pelo banco bi ao banco bj. Assume-se que os
bancos com quem o banco bi man ém posições c edo as possuem igual mon an e de
capi al emp es ado.
3 Como exemplos de in es imen os em a i os ilíquidos en enda-se a pa icipação na a i idade p odu i o,
emp és imos hipo ecá ios ou mesmo bens de ele ado alo . A o igem dos undos que compõem es a
ub ica não de i a dos consumido es pa icipan es no sis ema ap esen ado.
4 As ob igações legais podem ica ausen es do a i o se admi i -se que as mesmas icam deposi adas jun o
do Banco Cen al. Po uma ques ão de simpli icação na exposição ica ão ep esen adas no balanço.
25
(3.5)
A exp essão (3.5) mos a que o mon an e que o banco bi coloca no me cado
in e bancá io no momen o é uma ação dos depósi os dos clien es . É e ida uma
ação pa a segu ança de isco de liquidez in e bancá io. O núme o o al de
bancos com posições de edo as com o banco bi é dado po .
Do lado das esponsabilidades do banco bi i emos e os depósi os dos clien es , e as
posições in e bancá ias de edo es IBiD que ep esen am as esponsabilidade de cu o
p azo e o capi al C5i.
(3.6)
O balanço do banco bi pode en ão se ap esen ado como:
(3.7)
O C e as OL êm con udo que espei a as seguin es condições, nomeadamen e um ácio
de sol abilidade e um ácio de ese as 6:
(3.8)
(3.9)
5 Es a ub ica pode á se di idida em duas pa celas: Uma compondo o C de ida pelos acionis as o iginais
do banco e ou a de ida pelo banco cen al. Ve a exp essão (3.10)
6 Es es ácios se ão e i icados no início da simulação indicando uma si uação de equilíb io. Con udo,
pode ão não se cump idos du an e o deco e da simulação is o o enómeno em análise deco e num
cu o espaço de empo.
26
3.5. O Banco Cen al
Os bancos cen ais êm um papel impo an e na es abilização do sis ema inancei o na
sua zona de ju isdição, nomeadamen e como inanciado de úl imo ecu so. Assim
sendo, aze uma análise de isco sis émico numa ede sem inclui o po encial de
esolução que um banco cen al possuiu, se ia diminui a ade ência do modelo à
ealidade, mesmo que es a inclusão seja ei a em moldes simples.
Nes e modelo a pa icipação do banco cen al oco e á nas si uações onde o(s) banco(s)
do sis ema não consigam cump i a exp essão (3.12), is o é, es ejam numa si uação onde
o seu capi al é nega i o en ando pa a a es u u a do banco po con apa ida de um
aumen o do .
(3.10)
A exp essão (3.10) mos a que o banco cen al es a á na disposição de en a pa a o
capi al do banco em s ess inancei o no mon an e da necessidade de inanciamen o NF
ou en ão num mon an e máximo, ela i amen e ao o al dos in es imen os em a i os
ilíquidos, de .
3.6. Os consumido es
O modelo ap esen ado con a com a pa icipação de um conjun o de consumido es. Es es
consumido es, pa a além de aze em mais ealidade ao modelo, êm como unção c ia
a possibilidade de uma “co ida aos bancos”, is o é, um le an amen o em massa dos
depósi os. Es a si uação conduz os consumido es que ize am le an amen os a pode em
in luencia ou os a oma em a mesma decisão. Es a ca ac e ís ica em como inalidade
ep esen a a possibilidade de uma si uação de pânico, onde apesa de a in o mação que
os clien es êm sob e o es ado inancei o dos bancos onde em deposi ado o seu dinhei o
se insu icien e, p e e em ado a uma medida de segu ança.
27
Uma on e de isco pa a a es abilidade dos sis emas bancá ios é explicada pelo concei o
de Mo al Haza d7.Apesa de não exis i qualque segu o bancá io explíci o nes e
modelo, se os bancos ac edi a em que pa e dos depósi os dos clien es não i ão se
le an ados, po es es acha em que aqueles es ão segu os, os bancos pode ão e a
en ação de aumen a a sua en abilidade a a és da ealização de mais in es imen os.
Como o ma de man e o modelo simples e po que não é um al o da análise os
possí eis e o nos dos in es imen os e e uados, mas an es o descuida dos mecanismos
de segu ança de sol abilidade dos bancos, es a possibilidade é modelizada a a és de
uma ans e ência, o al ou pa cial, do mon an e em OL pa a não cump indo a
exp essão (3.9) 8 no momen o inicial da simulação. Op ou-se po ans e i pa a e
não, po exemplo, pa a I i po que na simulação não é incluído a possibilidade de exis i
e o nos nos in es imen os po mo i os de simpli icação. Des a o ma, ao inclui -se es e
mon an e no me cado in e bancá io es á a c ia -se isco is o que o alo pode não se
ecupe ado em caso de alência de um banco ece o de emp és imos. Se acon ece es e
cená io, a necessidade de enda de in es imen os ilíquidos se á supe io
compa a i amen e à si uação de não exis ência des e mecanismo, p o ocando uma
necessidade maio de capi al pa a equilib a o balanço.
Os depósi os dos clien es, ep esen ado po , êm ma u idade ze o, is o é, podem
se eclamados a qualque momen o. A p obabilidade de um clien e e i a o seu
dinhei o de um banco segue uma on ade indi idual e ou a cole i a, con o me se
pode pe cebe pela exp essão (3.11). Es e mecanismo é u ilizado no im de cada
momen o da simulação, is o é, a sua p imei a u ilização oco e á no inal do p imei o
momen o da simulação.
(3.11)
7 O concei o de Mo al Haza d (ou isco mo al) es á elacionado com a ideia de um agen e económico, no
modelo, os bancos, assumi em mais iscos do que aqueles que no malmen e de e iam assumi . Essa
a i ude de e-se à c ença de que em caso de cons angimen os não e á de assumi a o alidade dos cus os
p o ocados pela sua decisão, Dembe e Boden (2000), Hale (2009).
8 T a a-se ealmen e de uma simpli icação da ealidade pa a o na possí el a modelização al como es á
ap esen ada, pois os alo es insc i os como Rese as não de e ão se al e ados po se a a de uma
ob igação legal ( e h p://www.ecb.in /mopo/implemen /m /h ml/index.en.h ml). Ge almen e es a análise
é e e uada a a és do examina da ca ei a de in es imen os dos bancos, p ocu ando p odu os de g ande
isco e/ou complexidade (Ma kose e all (2010) e Ma kose (2010).
28
Assume-se que cada consumido deposi a uma unidade mone á ia em cada uma das
con as que possuí e assume-se ambém, que quando um consumido oma a decisão de
e i a -se do sis ema, es e é ei o na o alidade da sua iqueza, is o é, e i a odo o seu
dinhei o e echa odas as con as9. Assume-se ainda, que após o momen o inicial, não há
no os depósi os.
3.7. Simulação
Como odos os bancos es ão ligados en e si – uns di e amen e ou os indi e amen e -
uma alência p o oca á ob iga o iamen e pe das nos bancos com quem êm elações
come ciais e/ou ins i ucionais de p imei o g au. E es es, po sua ez, p o oca ão o
mesmo impac o nos bancos com quem êm elações come ciais e/ou ins i ucionais em
p imei o g au. Da mesma o ma, com a alência do p imei o banco, su gi ão pe das pa a
os consumido es que induzi ão ou os consumido es a esga a os seus depósi os, com
medo que o mesmo possa acon ece aos bancos que gua dam as suas poupanças, dando
assim início a p oblemas de liquidez no sis ema.
A esiliência da ede bancá ia se á es ada passo a passo. Num p imei o momen o,
emos a c iação da ede bancá ia como oi desc i a em 3.2 na qual odos os bancos são
sol en es. Após a seleção de um banco a e i a do sis ema – en endido como o banco
que dá início à c ise - es e p o oca á, ob iga o iamen e, pe das pa a os bancos com
quem em uma elação di e a, em dimensões dis in as median e as ca ac e ís icas de
cada ligação. Es e p imei o acon ecimen o, a e a o a i o dos bancos e é habi ualmen e
classi icado como um choque de c édi o que e á de se compensado com uma
diminuição do capi al do banco. Es amos num pon o in e médio en e o momen o inicial
e o segundo momen o. Com a ince eza a apode a -se no sis ema, os consumido es
oma ão as suas decisões quan o a esga a em ou não os seus depósi os começando a
a e a o passi o dos bancos. O le an amen o de depósi os dos consumido es al e a á as
disponibilidades dos bancos in e i em no me cado in e bancá io, encolhendo-o,
o iginando necessidades de liquidez. Es as, ao não se em compensadas po undos do
p óp io sis ema, causam a necessidade dos bancos e em de ende pa e dos seus
9 Reco da-se que a exis ência da ideia de um segu o bancá io se e simplesmen e pa a es a a ques ão do
Mo al Haza d.
29
in es imen os I i com uma consequen e compensação ao ní el do capi al. É que, pa a
além dos consumido es, os bancos que pa icipam no me cado in e bancá io, e ão
eceio de emp es a undos aos bancos necessi ados. Uma ez a ualizado as a iá eis do
balanço, e mina o p imei o momen o. O segundo momen o e á o seu início com uma
no a aga de alências, a uando o modelo como explicado pa a o p imei o momen o e
assim sucessi amen e a é não exis i em mais bancos no sis ema. Con udo, se as
alências e mina em a simulação e mina ambém com a conclusão de que o sis ema oi
capaz de abso e o choque inicial. É de salien a que o ácio de sol abilidade dos
bancos a e ados não cump i á o alo mínimo de como ap esen ado na exp essão
(3.8) de endo-se, esse ac o se co igido num p azo supe io ao que se supõe a
simulação demo a .
Em suma, o modelo em como obje i o e i ica a exis ência de Tipping Poin s no caso
de a ede bancá ia ap esen a isco sis émico, a a és da a iação de um conjun o de
a iá eis exógenas, com p incípio num choque de c édi o (a e ando o a i o do banco)
que o igina com o desen ola de e en os, um choque de liquidez (a e ando o passi o do
banco, ia le an amen os dos depósi os dos consumido es e ajus es dos c édi os e
esponsabilidades no me cado in e bancá io, seguindo-se de uma possí el necessidade
de aliena alguns dos in es imen os em a i os ilíquidos (Fi e-Sale)10).
3.8. Fo malização das alências
Após a alência do banco selecionado pa a da início à simulação (momen o 0), i emos
e um desen ola de e en os que le a ão a uma al e ação dos alo es nas di e en es
ub icas do balanço dos bancos, bem como, uma a ualização da pa icipação dos
consumido es no sis ema. Cada banco e á uma liquidez indi idual dada pela exp essão
(3.12)
(3.12)
Se si uação liquida do banco bi o , en ão o banco é liquido e pode á
con inua no sis ema. Já pa a os bancos que i e em uma si uação líquida
10 O e mo Fi e-Sale e e e-se a uma enda dos a i os ilíquidos a um p eço in e io ao alo de me cado.
30
es a ão numa si uação de alência. Nes a condição, a única solução pa a pe manece no
sis ema se á consegui em um inanciamen o do banco cen al, de aco do com a
exp essão (3.10) . Se esse não o o caso, se ão eliminados. O mon an e do emp és imo
do banco cen al é igual a:
(3.13)
Se, no inal de um de e minado momen o, não i e acon ecido qualque no a alência,
a simulação e mina á. Po es e mo i o, a exp essão (3.12) pode se conside ada como
cen al.
Con udo, en e um momen o e o momen o +1 há um momen o in e médio, de inido
como . Es e momen o e e e-se à a ualização dos balanços mo i ados pelo choque de
c édi o no momen o . Os balanços dos bancos di e amen e elacionados com o(s)
banco(s) alidos se ão al e ados em odas ub icas exce o e .
(3.14)
Depois des e passo in e médio, e emos a a ualização dos balanços p o ocados pela
c ise de liquidez e esul a no balanço inicial do momen o +1 (3.15) .
(3.15)
A enda de a i os ilíquidos pa a compensação das pe das em undos p o enien es do
me cado in e bancá io, se á ei a a descon o, is o é, a um p eço in e io ao alo , pa a
e le i a no a posição do me cado de in es imen o que es á ap eensi o ela i amen e
ao cená io de c ise. A di e ença en e o p eço de enda e o alo se á egis ada como
uma pe da que e á de se supo ada pelo capi al social do banco.
A Figu a 3.8, esquema iza a si uação onde o banco i pe de X de inanciamen o no
me cado in e bancá io, endo esse mon an e p o ocado um pe da supe io a X (de X
(1+δ)) nos I i mo i ando um edução do Ci em Xδ. Pode-se in e p e a δ como o g au de
s ess no me cado de a i os ilíquidos.
31
Figu a 3.8 - Balanço após choque de liquidez
Uma ez desc i o o modelo a sua o malização e as suas eg as o esquema na Figu a 3.9
ilus a o uncionamen o do modelo: A pa i da si uação inicial, ep esen ada po um
conjun o de bancos, que êm elações en e si no me cado in e bancá io, ep esen ado
pelas se as azuis. Ligam-se ambém clien es, a a és dos seus depósi os. Es es, podem
e mais do que uma con a, sendo es as semp e em bancos di e en es, ep esen ado no
esquema a a és dos aços a e de. A junção das elações in e bancá ias com as
elações come ciais (com os clien es), de e minam o amanho do banco, sendo maio es
os que êm mais ligações. Uma ez selecionado um banco pa a inicia a c ise, espe a-se
que oco a um p ocesso de con ágio que a ingi á em p imei o luga os bancos
di e amen e elacionados. As se as a e melho mos am o p ocesso de con ágio em
o mação. No e-se que os clien es dos bancos alidos, ep esen ados mais a escu o, são
o almen e e i ados do sis ema bem como alguns clien es de ou os bancos a a és do
p ocesso de ec u amen o. O banco cen al supe isiona as necessidades de
inanciamen o dos bancos e no caso de o capi al se nega i o pode á a ua . Uma ez o
loop in e no do p og ama não e encon ado mais nenhum banco que sa is aça a
condição de alência de inida no p og ama, icamos com a si uação inal, onde no caso
do exemplo do esquema, é de o al con ágio.
32
Figu a 3.9 - Esquema do Sis ema
33
3.9. De inição das a iá eis, eg as e agen es
Na p odução dos esul ados, a mesma con igu ação oi epe ida 100 ezes pa a elimina
e ei os es ocás icos. Es es e ei os es ão p esen es em ês momen os na simulação:
1. O p imei o é na c iação da ede, is o que o p ocesso de escolha da ligação de
um banco a ou o banco ou de um consumido a um banco, depende de uma
a iá el alea ó ia. Is o é, imaginando que a ede em a ualmen e ês bancos
ligados, o qua o banco a en a na ede pode op a po liga -se a qualque um
dos ou os ês, con udo a p obabilidade de o aze é maio com aquele que já
em mais ligações.
2. O segundo momen o es ocás ico é na de e minação da quan idade de con as que
cada clien e e á, que como já oi mencionado, pode á se en e uma e ês.
3. Na eliminação de clien es da ede, is o que a junção dos coe icien es de
le an amen o e ec u amen o pe mi em calcula a exp essão (3.11). O alo aqui
ob ido epo a a p obabilidade de um clien e abandona a ede.
No desen ol imen o do algo i mo o am u ilizadas a iá eis que con e em a ibu os aos
agen es bem como a iá eis que ajudam na dinâmica de in e ação dos agen es no
modelo. Ap esen a-se na Tabela 3.2 essas mesmas a iá eis, com a sua unção, os seus
limi es e o seu ipo.
Analisando a Tabela 3.2, e i ica-se que das a iá eis exógenas, somen e o núme o de
bancos e o núme o de consumido es não são coe icien es ou ácios, es ando es es
po an o, balizados en e 0 e 1. O núme o possí el de bancos e consumido es a
in oduzi no sis ema, e e o seu in e alo de inido com base no p essupos o de que o
núme o de bancos não pode ia se supe io ao de consumido es. Mas, não exis iu
qualque ou o a o pa a a omada de decisão.
Rela i amen e à a iá el “depósi os po clien es”, e como explicado an e io men e,
odos os clien es e ão ob iga o iamen e pelo menos uma con a e no máximo ês,
usando como e e ência os esul ados das on es ap esen adas na no a de odapé 1 des e
mesmo capí ulo.
40
Pseudo-Código.
INÍCIO
(1.In odução das a iá eis essenciais ao desen ol imen o da esc i a do
código)
Va iá eis: {bancos, consumido es, banco cen al, ligações en e bancos,
ligações en e bancos e consumido es, banco ga ilho, depósi os,
núme o de elações, emp és imos, emp és imos o ais ecebidos,
emp és imos o ais a ibuídos, ob igações legais, in es imen os,
capi al, en iesamen o, g au en iesamen o, ácio OL, coe .
me cado in e bancá io, coe . Fi e Sale, coe . Mo al Haza d,
coe . ec u amen o, coe . le an amen o, coe . banco cen al,
ácio sol abilidade, escolha banco}
(2.C iação da si uação inicial, is o é, da ede bancá ia)
C ia : núme o de bancos e consumido es de inidos pelo u ilizado
C ia ligações: Ve i ica a a iá el en iesamen o {
Se en iesamen o = Falso en ão: C ia Rede alea ó ia
Se en iesamen o = Ve dadei o en ão: C ia Rede en iesada
}
(3.P eenche os a ibu os dos agen es bancos)
A ibui alo es pa a as a iá eis “C iação dos Balanços”:
{
depósi os = consumido es,
núme o de elações = con a o núme o de ligações,
emp és imos = coe . me cado in e bancá io * (depósi os / nume o de
elações)
emp és imos o ais ecebidos = de e mina emp és imos de ou os
bancos
emp és imos o ais a ibuídos = soma emp és imos
ob igações legais = ácio OL * (depósi os + emp és imos o ais
ecebidos)
capi al = ácio sol abilidade * (depósi os + emp és imos o ais
ecebidos) / (1 – ácio sol abilidade)
in es imen os = (depósi os + emp és imos o ais ecebidos + capi al –
emp és imos o ais a ibuídos – ob igações legais)
}
(3.seleção do banco que da á início à c ise)
Se escolha banco = “Maio ” en ão elimina o maio banco do sis ema
Se escolha banco = “Meno ” en ão elimina o meno banco do sis ema
Se escolha banco = “Alea ó io” en ão elimina um banco alea o iamen e do
sis ema
Elimina consumido es com ligação = escolha banco
(4.a ualização dos balanços dos bancos ligados di e amen e ao “escolha banco”
num p imei o momen o e em caso de i do pon o 6. se e pa a da con inuação
ao p ocesso de con ágio)
Pa a cada banco pe gun a {Se ligações en e bancos = escolha banco:
Ve dadei o en ão a ualiza {
emp és imos o ais a ibuídos
41
emp és imos o ais ecebidos
ob igações legais
in es imen os
capi al }
}
(5.a ualização dos balanços dos es an es bancos e p eenche os a ibu os dos
agen es consumido es)
P obabilidade de um clien e sai da ede = (con a consumido es /
consumido es) * (coe . le an amen o / consumido es) + coe
ec u amen o * (1 - (con a consumido es / consumido es))
Pa a cada consumido pe gun a {Se núme o alea ó io meno que 1 <
p obabilidade de um clien e sai da ede en ão {elimina
consumido }
}
Pa a cada banco a ualiza {
{
depósi os = consumido es,
núme o de elações = con a o núme o de ligações,
emp és imos = coe . me cado in e bancá io * (depósi os / nume o de
elações)
emp és imos o ais ecebidos = de e mina emp és imos de ou os
bancos
emp és imos o ais a ibuídos = soma emp és imos
ob igações legais = ácio OL * (depósi os + emp és imos o ais
ecebidos)
capi al = ácio sol abilidade * (depósi os + emp és imos o ais
ecebidos) / (1 – ácio sol abilidade)
in es imen os = (depósi os + emp és imos o ais ecebidos + capi al –
emp és imos o ais a ibuídos – ob igações legais)
}
(6.In e enção do banco cen al – ação inspecionado a do agen e banco cen al)
Pa a bancos com capi al < 0 en ão { Se |capi al | < coe . banco cen al *
in es imen os en ão {
emp és imos o ais a ibuídos = emp és imos o ais a ibuídos + |capi al |
capi al = capi al + |capi al | }
}
(6.Tes a a sol ência dos bancos)
Pa a cada banco pe gun a {Se capi al < 0 en ão {
ol a ao pon o 4}
FIM
42
4. Capí ulo – Resul ados
A análise aos esul ados do modelo oi elabo ada com a ideia subjacen e de que exis em
um conjun o de a iá eis que são do con olo dos bancos, um ou o conjun o de
con olo das au o idades, ou o con olado pelos consumido es e po úl imo um
conjun o de inido pelo me cado. A Tabela 4.1 esume as a iá eis bem como a en idade
que as domina.
Va iá eis
Bancos
Au o idades
Consumido es
Me cado
G au de en iesamen o
-
-
-
√
Rácio OL
-
√
-
-
Coe . Me cado IB
√
-
-
-
Coe . "Fi e Sale"
-
-
-
√
Coe . Mo al Haza d
√
-
-
-
Coe . Rec u amen o
-
-
√
-
Coe . Le an amen o
-
-
√
-
Rácio Sol abilidade
-
√
-
-
Coe . Banco Cen al
-
√
-
-
Tabela 4.1 - Resumo das a iá eis u ilizadas na simulação
Admi e-se ambém que os bancos es ão a ope a em plena e iciência, is o é, não
acumulam mais ese as do que as ob iga ó ias ( alo ep esen ado po OL) e ambém
u ilizam odos os ecu sos possí eis na sua a i idade, ese ando no capi al somen e o
mon an e exigido pelas au o idades pa a cump imen o do ácio de sol abilidade
P ocedeu-se, assim, a uma análise com oco nas a iá eis passí eis de con olo pelas
di e en es en idades. Em p imei o luga analisou-se os bancos, seguido de uma análise
com oco nas a iá eis de con olo das au o idades, consumido es e me cado.
Rela i amen e ao banco que dá início à c ise – o p imei o banco a ali – decidiu-se
conduzi de o ma a seleciona o maio banco e o meno banco p esen e no sis ema pa a
amplia a análise. A dimensão em em con a a núme o de ligações e o núme o de
43
clien es que cada banco possuí. O núme o de bancos no momen o inicial do sis ema é
de 30 e o núme o de consumido es de 700. Pa a cada con igu ação epe iu-se a
simulação 100 ezes pa a elimina e ei os de es ocas icidade ao modelo.
Não oi u ilizada nenhuma medida o mal pa a se encon a os Tipping Poin s. A a és
da análise do ou pu da simulação, p ocedeu-se in o malmen e en ando encon a os TP
de o ma ap oximada.
O Ne logo possuí uma e amen a com o nome “Beha iou Spaoce” com a qual é
possí el pa ame iza expe iências. Selecionam-se as a iá eis que se p e ende analisa
bem como o in e alo de a iação das mesmas. De ine-se o núme o de epe ições da
expe iência e indica-se que ipo de esul ados se p e endem ob e Figu a 4.1. Des a
o ma, o “Beha iou Spaoce” ecolhe os esul ados pa a odas as combinações possí eis
das a iá eis selecionadas.
Figu a 4.1 - Beha io Space do Ne logo
44
4.1. Análise às a iá eis con oladas pelos bancos
Pa a p ocede -se à análise dos e ei os de modi icação das a iá eis con olados pelos
bancos, com a seleção do maio banco p esen e no sis ema como o causado da c ise,
conside ou-se os seguin es alo es pa a as a iá eis:
Bancos = 30 Consumido es = 700
Va iá eis
Valo es
G au de en iesamen o
0,5
Rácio OL
0,1
Coe . Me cado IB
[0:1]
Coe . "Fi e Sale"
0,4
Coe . Mo al Haza d
[0:1]
Coe . Rec u amen o
0,1
Coe . Le an amen o
0,03
Rácio Sol abilidade
0,3
Coe . Banco Cen al
0,2
Tabela 4.2 - Valo es u ilizados na simulação (Bancos)
Coe .Mo al Haza d
Coe .Me cado IB
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.1
28
28
27
27
28
28
28
28
29
29
28
0.2
25
27
27
26
24
25
26
26
26
23
23
0.3
20
22
15
22
15
18
26
19
25
27
19
0.4
18
19
19
16
14
18
15
20
17
18
16
0.5
20
13
16
14
14
11
11
16
14
17
13
0.6
12
10
14
11
13
12
11
18
13
12
14
0.7
8
8
11
6
7
7
9
12
11
11
10
0.8
9
10
9
7
8
14
7
10
7
17
13
0.9
8
10
8
7
11
8
10
9
8
15
9
1
10
10
9
6
10
9
9
13
7
8
8
45
Tabela 4.3Con o me é possí el de se analisado pela Tabela 4.3 e pela Figu a 4.2 a
al e ação dos alo es dos coe icien es do me cado in e bancá io e Mo al Haza d não
são susce í eis de causa u u a no sis ema. Mesmo no caso mais ex emo, is o é, pa a o
pa de alo es [1,1] o sis ema não mos a qualque sinal de agilidade. Mas, apesa de
não exis i qualque si uação de u u a é cla o a o ma g adual como o sis ema ai-se
deg adando com o aumen a conjun o dos alo es das a iá eis.
Es a si uação simula uma in enção do banco co e um isco ele adíssimo, pois u iliza
um mon an e supe io aos depósi os de consumido es no me cado in e bancá io. Nes a
si uação, o po encial de pe das é ex amen e ele ado. Con udo, a endendo aos
esul ados ob idos, pode-se conclui que as a iá eis não con oladas pelos bancos,
nomeadamen e as de segu ança (Rácio de Sol abilidade e Rácio de OL) o am
su icien es pa a supo a as pe das. As si uações dos pa es [0, [0:1]] aduzem a melho
al e na i a pa a o sis ema po a a em-se das con igu ações que não p o ocam alências
adicionais. Mos a-se assim, que apesa de os bancos ans e i em mon an es das OL
pa a o me cado in e bancá io es e é insu icien e pa a causa p oblemas em si uação de
pe da.
Tabela 4.3 - Bancos Sob e i en es (Bancos – Maio )
Coe .Mo al Haza d
Coe .Me cado IB
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.1
28
28
27
27
28
28
28
28
29
29
28
0.2
25
27
27
26
24
25
26
26
26
23
23
0.3
20
22
15
22
15
18
26
19
25
27
19
0.4
18
19
19
16
14
18
15
20
17
18
16
0.5
20
13
16
14
14
11
11
16
14
17
13
0.6
12
10
14
11
13
12
11
18
13
12
14
0.7
8
8
11
6
7
7
9
12
11
11
10
0.8
9
10
9
7
8
14
7
10
7
17
13
0.9
8
10
8
7
11
8
10
9
8
15
9
1
10
10
9
6
10
9
9
13
7
8
8
46
Figu a 4.2 - Bancos Sob e i en es (Bancos – Maio )
0
0.3
0.6
0.9
0
10
20
30
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
Banco
Coe . Mo al Haza d / Coe . Me c. IB
Bancos Sob e i en es- Banco (Maio )
47
No caso da seleção do meno banco p esen e no sis ema como o banco a inicia a c ise,
não exis em alências a egis a após o p imei o momen o. A in e p e ação des e
esul ado passa pela ideia de que mesmo no caso mais ex emo, na con igu ação [1,1]
es e banco não em ligações ao es o da ede su icien es pa a lhe impo danos. A
opologia em o ma Scale- ee é po si só uma ba ei a de segu ança.
Figu a 4.3 - Ou pu do modelo (Bancos - Maio )
4.2. Análise às a iá eis con oladas pelas au o idades
Pa a o caso das a iá eis onde as au o idades êm u ela, os alo es u ilizados o am os
esumidos na Tabela 4.4.
48
Bancos = 30 Consumido es = 700
Va iá eis
Valo es
G au de en iesamen o
0,5
Rácio OL
[0:1]
Coe . Me cado IB
0.6
Coe . "Fi e Sale"
0,4
Coe . Mo al Haza d
0.5
Coe . Rec u amen o
0,1
Coe . Le an amen o
0,03
Rácio Sol abilidade
[0:1]
Coe . Banco Cen al
[0:1]
Tabela 4.4 - Valo es u ilizados na simulação
Como se a am de ês as a iá eis decidiu-se analisa pa a cada alo ela i o ao
coe icien e do banco cen al, as ou as duas a iá eis: O ácio de ob igações legais e o
ácio de sol abilidade. A abela 6.1, p esen e no apêndice esume odos os alo es
ob idos quando o banco que deu início à c ise oi o maio banco p esen e no sis ema.
Pode-se e i ica que o aumen o do coe icien e do banco cen al az aumen a o núme o
de bancos sob e i en es, mas de uma o ma mui o modes a. E es e aumen o é só
e i icado pa a alo es onde o ácio de sol abilidade é in e io a 0.3. Rela i amen e às
ob igações legais, e i ica-se uma apa ia gene alizada pa a quase odos os alo es à
exceção de quando é mui o al a. O ácio de sol abilidade é a a iá el dominan e, sendo
que pa a alo es iguais ou supe io es a 0.5 esul am semp e num núme o de bancos
sob e i en es que co esponde quase ao o al dos bancos iniciais. A mos a a
con igu ação onde esul a o alo mais baixo de bancos sob e i en es.
A a és da análise da Tabela 4.5 e i ica-se a exis ência de TP pa a alo es in e io es a
0.3 pa a o ácio de sol abilidade e in e io es a 0.7 de ese as legais. No momen o do
TP a queda no núme o de bancos sob e i en es é ap oximadamen e de 10 (passagem do
ácio de sol abilidade de 0.3 pa a 0.2 e do 0.7 pa a 0.6 nas ese as legais) Valo es
in e io es a 0.1 pa a o ácio de sol abilidade e in e io es a 1 pa a o ácio de ob igações
legais, são ambém zonas p oibidas. A Figu a 4.4 mos a a al e ação b usca no núme o
49
o al de bancos que esis e ao impac o da alência indi idual com al e ações pequenas
nos ácios de sol abilidade e de ob igações legais. Mos a-se, a a és des e exemplo, a
impo ância da decisão po pa e das au o idades sob e os alo es que es es ácios
de em assumi .
Tabela 4.5 - Bancos Sob e i en es (Au o idade – Maio )
Pa a a simulação onde se selecionou o banco mais pequeno do sis ema pa a da início à
c ise, as conclusões são semelhan es às da seleção do maio banco da ede. Con o me se
pode conclui pela Tabela 6.2 p esen e no Apêndice a p incipal di e ença com a escolha
do meno banco do sis ema p ende-se com núme o de bancos sob e i en es, que é
supe io , semp e que os ácios de ob igações legais e sol abilidade in luenciam o
sis ema, is o é, pa a alo es in e io es a 0.2 pa a o ácio de sol abilidade e 0.2 pa a o
ácio de ob igações legais.
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0
Rácio Ob igações Legais
0
0
0
4
18
19
29
29
29
29
29
29
0.1
0
0
5
15
23
28
29
29
29
29
29
0.2
0
0
5
13
28
28
29
29
29
29
29
0.3
0
1
7
16
29
29
29
29
29
29
29
0.4
0
2
7
13
28
29
29
29
29
29
29
0.5
0
4
7
28
29
29
29
29
29
29
29
0.6
0
4
9
28
28
29
29
29
29
29
29
0.7
0
4
19
29
28
29
29
29
29
29
29
0.8
0
6
26
28
29
29
29
29
29
29
29
0.9
0
19
28
28
29
29
29
29
29
29
29
1
18
25
27
28
29
29
29
29
29
29
29
56
A Figu a 4.9 e Figu a 4.10 mos am a si uação de um ede con igu ada com alo es pa a
o g au de en iesamen o e coe icien e de Fi e-sale supe io es a 0.9, na qual não
sob e i eu qualque banco.
Figu a 4.8 - Bancos Sob e i en es (Me cado – Maio )
G au de En iesamen o
Coe icien e de Fi e Sale
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.1
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.2
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.3
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.4
29
29
23
29
29
29
29
29
29
29
29
0.5
25
26
28
29
29
11
6
6
4
5
1
0.6
23
22
20
29
22
10
5
5
3
5
1
0.7
14
12
8
7
7
3
5
4
5
4
1
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0
10
20
30
0
0.3
0.6
0.9
Bancos
G au de En ies. /
Coe . Fi e Sale
Bancos Sob e i en es - Me cado (Maio )
57
0.8
9
8
8
7
9
4
3
4
3
4
1
0.9
9
9
11
7
7
5
4
4
4
3
1
1
10
7
10
9
6
7
6
4
3
2
1
Tabela 4.10- Bancos Sob e i en es (Me cado – Meno )
Figu a 4.9 - Con igu ação modelo (Me cado - Maio )
58
Figu a 4.10 - Ou pu modelo (Me cado - Maio )
59
4.5. Análise ao Scale-F ee
Como mencionado no capí ulo 3 a opologia ado ada nes a abo dagem oi o Scale- ee
pelo ac o de se econhecido po di e sos au o es ( e Capí ulo 2) como a mais
e i icada na ealidade. No abalho desen ol ido po Co-Pie e (2011), que ap esen ou
uma análise compa a i a pa a di e en es opologias da sua abo dagem, é comen ado que
de aco do com os seus esul ados o ala mismo c iado pelas in es igado es ela i amen e
ao isco sis émico é exage ado is o que es e es á mais p esen e em ou as opologias
eó icas do que no Scale- ee. No undo, is o oco e po que exis e uma ca ac e ís ica
“ io-de-na alha” nas edes onde se es uda o con ágio: Se po um lado um maio núme o
de ligações le a a um maio con ágio, po ou o lado, a p obabilidade de o choque
inicial consegui se absol ido ambém é maio . Já P o enzano (2012) ac escen a que,
de aco do com os seus esul ados, quando se aumen a os ní eis de in e connec i idade,
os esul ados em e mos de sus en abilidade do sis ema diminuem. O Scale- ee sendo
uma opologia com um meno núme o de ligações do que mui as das edes eó icas,
p oduz assim melho es esul ados.
A abo dagem aqui ap esen ada mos a que o ac o de a ede se em Scale- ee o igina
mui as si uações equen es, onde bancos icam numa si uação de isolamen o, is o é,
sem qualque ligação a ou o(s) banco(s), u o de o mação hie á quica que es e ipo de
opologia ap esen a. É que de ac o, como não es amos pe an e uma ede comple a1, um
qualque banco, após e conseguido sob e i e a um p imei o impac o ou a é mesmo a
um segundo impac o, deixa de e qualque ligação a ou o(s) banco(s), impossibili ando
pode so e um no o impac o e ambém deixando de pode con agia ou os.
É possí el e i ica es e enómeno com a ajuda do Ne logo. A Figu a 4.11 mos a a
si uação inicial da uma ede. Após duas ondas de con ágio os bancos a azul são os que
não ap esen am qualque ligação a ou o banco ( e Figu a 4.12). Ainda exis em bancos
com capi al nega i o e po isso oco e mais uma onda de con ágio. A Figu a 4.13
esume a si uação inal, onde são p ecisamen e os bancos que não inham qualque
ligação a sob e i e à c ise.
1 Uma ede comple a nes e sen ido é de inida como uma ede onde odos os bancos es ão ligados a odos
os ou os bancos
60
Figu a 4.11 - Si uação Inicial
Figu a 4.12 - Si uação do sis ema após duas ondas de con ágio
61
Figu a 4.13 - Si uação inal após ês ondas de con ágio
62
5. Capí ulo – Conclusão
A p esen e disse ação es uda um ema a ual que é ao mesmo empo um clássico da
li e a u a inancei a. A impo ância dos bancos nas economias mode nas é i al. Mas a
so is icação que hoje mui as ins i uições ap esen am a a és dos seus balcões,
ecnologia das suas aplicações online, campanhas de ma ke ing en e ou os meios az
mui as ezes esquece a an iguidade da a i idade bancá ia Não há dú idas que os
bancos são os pa cei os de semp e dos go e nos quando oca a dinamiza e desen ol e
a economia. E ambém são pa cei os nos momen os menos bons, quando mui as ezes
são ob igados a pa icipa no inanciamen o no es o ço de gue a. Mas, nem semp e os
bancos a uam de o ma anspa en e e em bene ício da sociedade. Mesmo a ando-se de
uma indús ia que ob ém ma gens de luc o g andes e de o ma sus en ada, a sua posição
p i ilegiada no con ex o de in o mação impe ei a em le ado sucessi amen e os bancos
a ado a em posições de ges ão que ul apassam o bom senso de qualque adminis ação
esponsá el. E, na e dade, es as si uações êm su gido de o ma epe ida, semp e
capazes de con o na a cada ez maio e mais igo osa legislação bem como os cada ez
melho es meios é écnicas de con olo.
É po se em po encialmen e de as ado as as consequências de uma c ise inancei a
desen ol ida no seio do sis ema bancá io, que o ema é ão apaixonan e pa a an os
in es igado es. E, ce amen e que con inua á a se , pois os bancos êm sido capazes de
desen ol e a sua a i idade a a és de no os p odu os e no os se iços. Os
in es igado es, pelo seu lado, êm is o os meios écnicas de aze análise mul iplicados.
Foi com es a mo i ação que a p esen e disse ação oi ealizada, jun ando no as ideias a
conhecimen o p oduzido po ou os au o es, u ilizando e amen as e concei os ainda
num es ado emb ioná io nas ciências socias e mais pa icula men e no es udo de c ises
63
sis émicas em edes bancá ias, en ando encon a no os ângulos de análise e
a o unadamen e, no o sabe .
O concei o de Tipping Poin s que Lame son e Page (2012) de inem como uma
descon inuidade na a iá el em análise é a bússola que o ien a es a abo dagem, pois
mais do que encon a con igu ações que causem isco sis émico, é o e i ica como o
Tipping Poin su ge que é al o de in e esse.
O obje i o p opos o oi assim e i ica a exis ência de Tipping Poin s, no caso de a ede
bancá ia ap esen a isco sis émico. O sis ema c iado jun ou bancos, consumido es e
banco cen al. A união des es agen es oi ealizada segundo uma ede em Scale- ee,
onde um g upo mais pequeno de bancos ag ega a maio ia dos consumido es e das
elações no me cado in e bancá io.
Os bancos são ep esen ados pelos seus balanços. E, as ligações en e os di e en es
bancos são desen ol idas a a és do me cado in e bancá io. Nes e me cado, os bancos
emp es am ou ecebem emp es ado e bas que necessi am pa a a no mal ealização das
suas unções ope acionais. São as exposições c iadas no me cado in e bancá io, que
c iam uma pa ilha de isco en e odos os bancos no caso de su gi em p oblemas de
sus en abilidade de algum dos in e enien es. Os bancos pode ão ainda ado a uma
posição mais ad e sa à sua esis ência, se decidi em não cump i eg as impos as pelas
au o idades e ans e i e bas pa a o me cado in e bancá io. Mas os consumido es
ambém abso em isco pois podem pe de os seus depósi os. O modelo p essupõe uma
a i ude a i a de odos os agen es e em pa icula dos consumido es, onde es es são
ea i os ao su gi uma c ise, na medida em que pa a além de e i a em os seus depósi os
do sis ema podem in luencia ou os a aze em o mesmo.
O banco cen al en a no sis ema como inanciado de úl imo ecu so. Mas, pa a que
isso possa se uma ealidade, um conjun o de eg as êm de se cump idas, onde a de
maio ele o é o coe icien e que de ine quan o es a á dispos o a acei a como cola e al
dos in es imen os em a i os ilíquidos que os bancos possuem.
A o ma como a ede bancá ia oi c iada ap esen a di e sas ino ações que a di e enciam
es a abo dagem de ou as na li e a u a. Desde já junção de ês ipos de agen es (bancos,
consumido es e banco cen al) pe mi e assumi a possibilidade de exis ência de isco de
64
c édi o e de liquidez. Ou as an agens des a abo dagem são o deixa de pa e o es udo
clássico da opologia da ede cen ando-se no (Scale- ee), a possibilidade de con as de
depósi o múl iplas po pa es dos consumido es, a possibilidade de pode -se simula o
assumi po pa e dos bancos, de um isco supe io ao es abelecido pelas au o idades e
ainda o es abelece de um coe icien e de Fi e-Sale que c ia um di e enciação en e o
alo e p eço de me cado de um de e minado a i o. O desen ol imen o de odos es es
mecanismos e e como mo i ação a elabo ação de uma análise mais ade en e com a
ealidade
Todas as simulações i e am a seleção de um banco pa a da início à c ise. De o ma a
a alia -se a di e ença do impac o da alência do maio banco p esen e no sis ema e sus
o meno banco p esen e no sis ema, p ocedeu-se à análise de ambas as si uações, mas
em nenhum dos casos as di e enças o am signi ica i as.
São no e a iá eis exógenas, di ididas pelos agen es que as dominam, que de inem a
sus en abilidade do sis ema. Analisou-se cada conjun o de a iá eis, calculando-se
odas as combinações possí eis pa a cada conjun o, admi indo que os es an es g upos
se man inham cons an es. Conclui-se que, pa a as a iá eis dominadas pelos bancos e
pa a as a iá eis con oladas pelos clien es, não exis e qualque si uação de isco
sis émico. Já no caso das a iá eis sob e a alçada do banco cen al e sob e as a iá eis
dependen es do me cado, e i icou-se a possibilidade de o sis ema pode ui
o almen e. Mos ou-se ambém, que as si uações de isco sis émico não su gem de
o ma g adual mas an es de o ma in empes i a, is o é, exis em Tipping Poin s. Po
úl imo e i icou-se que o ac o de uma opologia Scale- ee exigi um g au in e io de
in e connec i idade (Co-Pie e (2011) e P o enzano (2012)), é equen e bancos
ica em isolados, sem qualque ligação, o ando-se assim imunes a no as ondas de
con ágio.
A p esen e abo dagem não deixa de e limi ações, uma delas di e amen e elacionada
com o obje i o. T a a-se da não u ilização de um o ma pa a iden i ica o momen o
exa o que o Tipping Poin acon ece. Ou as limi ações, cen am-se na complexidade do
mundo c iado: Não o am u ilizados axas de emune ação dos in es imen os ilíquidos
ou axas de ju o do me cado in e bancá io; O coe icien e de Fi e-Sale pode ia se
in eg ado de o ma endógena no modelo, c iando-se um dinamismo maio à simulação,
65
mas sendo necessá io assim c ia um me cado de a i os ilíquidos. Rela i amen e à
ques ão do Mo al Haza d ap esen ado, es e é bas an e limi a i o na medida em que
cen a-se exclusi amen e na ques ão do isco. Ainda sob e a ede bancá ia, não oi
ealizado uma análise no con ex o de edes sociais.
Como abalho u u o, p e ende-se c ia uma ede onde odos os ipos de agen es
possam inco po a um maio núme o de a ibu os e eg as, nomeadamen e o banco
cen al. P e ende-se c ia uma mé ica pa a de ini o momen o exa o que os TP
acon ecem bem como analisa a ede u ilizando concei os de edes sociais. Um ou o
obje i o passa ia po uma de inição mais ampla dos in es imen os ilíquidos dando-lhes
possibilidade de ob e em en abilidades. Se ia ex emamen e in e essan e a c iação de
um me cado in e bancá io dinâmico, com axas de ju os de inidas pelos in e enien es
dependen es do g au de s ess da ede e de eo ia de jogos.
72
6.2. Tabela de esul ados de bancos sob e i en es ela i amen e à al e ação das
a iá eis con oladas pelas au o idades e seleção do meno banco no sis ema pa a
da início à simulação
Rácio de Sol abilidade
Coe . BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
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0.9
1
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Rácio Ob igações Legais
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0.4
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0.5
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29
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.1
Rácio Ob igações Legais
0
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29
29
29
29
29
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0.1
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29
29
29
29
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29
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29
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1
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29
29
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29
29
29
29
73
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.2
Rácio Ob igações Legais
0
0
1
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29
29
29
29
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29
29
29
29
29
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0.2
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29
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29
29
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29
29
29
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29
29
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29
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29
29
29
29
29
29
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.3
Rácio Ob igações Legais
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29
29
29
29
29
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0
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29
29
29
29
29
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29
29
29
29
29
29
29
29
0.3
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29
29
29
29
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29
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29
29
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29
29
29
29
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29
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29
29
29
29
29
29
0.7
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29
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29
29
29
29
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29
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0.8
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29
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29
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29
29
29
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1
29
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29
29
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29
29
29
29
74
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.4
Rácio Ob igações Legais
0
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2
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29
29
29
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29
29
29
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29
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29
29
29
29
29
29
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29
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29
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29
29
29
29
0.9
0
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29
29
29
29
29
29
29
29
29
1
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29
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29
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29
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29
29
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.5
Rácio Ob igações Legais
0
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29
29
29
29
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29
29
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29
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29
29
29
29
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29
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0.6
0
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29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.7
0
22
29
29
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29
29
29
29
29
29
0.8
0
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29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.9
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
1
29
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29
29
29
29
29
29
29
29
29
75
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.6
Rácio Ob igações Legais
0
0
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29
29
29
29
29
29
29
29
0.1
0
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29
29
29
29
29
29
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0.2
0
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29
29
29
29
29
29
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0.3
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29
29
29
29
29
29
29
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0.4
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29
29
29
29
29
29
29
29
0.5
0
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29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.6
0
18
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.7
0
22
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.8
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.9
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
1
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
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Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.7
Rácio Ob igações Legais
0
0
3
19
29
29
29
29
29
29
29
29
0.1
0
4
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29
29
29
29
29
29
29
29
0.2
0
4
20
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29
29
29
29
29
29
29
0.3
0
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29
29
29
29
29
29
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29
0.4
0
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29
29
29
29
29
29
29
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0.5
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29
29
29
29
29
29
29
29
0.6
0
19
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.7
0
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29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.8
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.9
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
1
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
76
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.8
Rácio Ob igações Legais
0
0
4
19
29
29
29
29
29
29
29
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0.1
0
5
20
29
29
29
29
29
29
29
29
0.2
0
4
21
29
29
29
29
29
29
29
29
0.3
0
5
22
29
29
29
29
29
29
29
29
0.4
0
6
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.5
0
14
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.6
0
18
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.7
0
22
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.8
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.9
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
1
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
0.9
Rácio Ob igações Legais
0
0
4
20
29
29
29
29
29
29
29
29
0.1
0
5
20
29
29
29
29
29
29
29
29
0.2
0
6
20
29
29
29
29
29
29
29
29
0.3
0
5
22
29
29
29
29
29
29
29
29
0.4
0
6
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.5
0
13
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.6
0
19
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.7
0
22
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.8
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.9
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
1
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
77
Rácio de Sol abilidade
Coe .
BC
0
0.1
0.2
0.3
0.4
0.5
0.6
0.7
0.8
0.9
1
1
Rácio Ob igações Legais
0
0
6
19
29
29
29
29
29
29
29
29
0.1
0
6
20
29
29
29
29
29
29
29
29
0.2
0
6
21
29
29
29
29
29
29
29
29
0.3
0
5
22
29
29
29
29
29
29
29
29
0.4
0
6
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.5
0
14
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.6
0
18
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.7
0
22
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.8
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
0.9
0
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
1
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
29
6.3. Código da Simulação esc i o pa a o so wa e Ne logo
b eed [banks bank]
b eed [consume s consume ]
undi ec ed-link-b eed [banks obanks bank obank]
undi ec ed-link-b eed [banks oconsume s banks oconsume ]
banks-own [deposi s
NIBC
Pii
IBC
IBD
OL
I
CPP
A i o
Passi oCP] ;
globals [ b
z ]
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; Inicializa do Mundo ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
o se up
78
ca
ese - icks
ask n-o bancos pa ches [
sp ou -banks 1 [
se colo yellow
se shape "ci cle"]
]
ask n-o consumido es pa ches [
sp ou -consume s 1 [
se colo whi e
se shape "squa e"]
]
make-links
make-consume -links
shape-size
deposi os
de edo es
emp es imo-indi idual
c edo es
Ob igacoes_Legais
capi a_social
In es imen os
balancos
se z 0
ese - icks
le c sum [coun banks oconsume -neighbo s] o consume s
show (wo d "O mon an e o al dos depósi os é " c)
i Escolhe.Banco = "Alea ó io" [
se b andom bancos ]
i Escolhe.Banco = "Maio " [
le smax max [size] o banks
le bb [who] o banks wi h [size >= smax]
se b one-o bb]
i Escolhe.Banco = "Meno " [
le smen min [size] o banks
le bb [who] o banks wi h [size <= smen]
se b one-o bb]
show (wo d "O banco escolhido oi o " b)
end
o go
i else z = 0 [
bancos_ elacionados
pe da_ inanciamen o
elimina _banco_inical_e_consumido es
a ualiza _po _pe da_clien es
pe da_de_ ianciamen o_ ia_clien es
balancos]
[Cen al_Bank
es a _sol encia
ace a
balancos]
ick
end
o pa a
i all? banks [CPP >= 0] [
show (wo d " Não há mais alências, a simulação e minou ") ick s op]
79
end
o make-links
ask bank 0 [c ea e-bank obank-wi h bank 1 [se colo ed se hickness 1]]
o each so banks [
ask ? [
le id [who] o sel
i [coun bank obank-neighbo s] o bank id = 0[ ;;se es e banco não i e nenhuma ligação ou c ia
uma
i else en iesado?
[c ea e-bank obank-wi h ind-pa ne -bank [se colo ed se hickness 1]]
[ le lig andom id
c ea e-bank obank-wi h bank lig [se colo ed se hickness 1]]
]]]
end
o- epo ind-pa ne -bank
le o al sum [coun bank obank-neighbo s] o banks
se o al ( o al / 2)
le pa ne -bank nobody
ask banks [
le nc coun bank obank-neighbo s
i pa ne -bank = nobody [
i else nc >= o al
[se pa ne -bank sel ]
[se o al ( o al * G au_En iesamen o)]
]
i pa ne -bank = nobody [
i else nc >= o al
[se pa ne -bank sel ]
[se o al ( o al * G au_En iesamen o)]
]]
epo pa ne -bank
end
o make-consume -links
ask consume s [
le c andom (100 + 1) i c <= 5 [
epea 3[
i else en iesado?
[c ea e-banks oconsume -wi h ind-pa ne -consume [se colo g een]]
[c ea e-banks oconsume -wi h one-o banks [se colo g een]]
]]
i c > 5 and c <= 15 [
epea 2[
i else en iesado?
[c ea e-banks oconsume -wi h ind-pa ne -consume [se colo g een]]
[c ea e-banks oconsume -wi h one-o banks [se colo g een]]
]]
i c > 15 and c <= 101 [
epea 1[
i else en iesado?
[c ea e-banks oconsume -wi h ind-pa ne -consume [se colo g een]]
[c ea e-banks oconsume -wi h one-o banks [se colo g een]]
80
]]]
end
o- epo ind-pa ne -consume
le o al (sum [coun bank obank-neighbo s] o banks + sum [coun banks oconsume - neighbo s] o
consume s)
se o al ( o al / 2 )
le pa ne -consume nobody
ask banks [
le nc (coun bank obank-neighbo s + coun banks oconsume -neighbo s)
i pa ne -consume = nobody [ .
i else nc >= o al
[se pa ne -consume sel ]
[se o al ( o al * G au_En iesamen o)]
]
i pa ne -consume = nobody [
i else nc >= o al
[se pa ne -consume sel ]
[se o al ( o al * G au_En iesamen o)]
]
]
epo pa ne -consume
end
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; Balanço ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
o deposi os
ask banks [
se deposi s [coun banks oconsume -neighbo s] o sel
]
end
o de edo es
ask banks [
se NIBC [coun bank obank-neighbo s] o sel
]
end
o emp es imo-indi idual
ask banks[
se Pii ([deposi s] o sel / [NIBC] o sel )
se Pii (Pii * Coe .Me cado.IB)
se IBC (Pii * [NIBC] o sel )
]
end
o c edo es
ask banks[
ask o he banks [
i bank obank-neighbo ? mysel [
se IBD (IBD + [Pii] o mysel )
]]]
end
81
o Ob igacoes_Legais
ask banks [
se OL Rácio.OL* (deposi s + IBD)
]
end
o capi a_social
ask banks [
se CPP (Rácio.Sol . * (deposi s + IBD) / (1 - Rácio.Sol .))
]
end
o In es imen os
ask banks [
se I ( deposi s + IBD + CPP - IBC - OL )
]
end
o mo al_hazaa d
le mh (Coe .Mo al.Haza d * OL)
se IBC (IBC + mh)
se OL (OL - mh)
ask banks[
se Pii ([deposi s] o sel / [NIBC] o sel )
se Pii (Pii * Coe .Me cado.IB)
se IBC (Pii * [NIBC] o sel )
]
ask banks[
ask o he banks [
i bank obank-neighbo ? mysel [
se IBD (IBD + [Pii] o mysel )
]]]
end
o balancos
ask banks [
se A i o (IBC + I + OL)
se Passi oCP (CPP + deposi s + IBD)
]
end
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; A ualização dos Balanços ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;; (Passo in e médio) ;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;;
o bancos_ elacionados
ask bank b [
ask o he banks [
i bank obank-neighbo ? mysel [
se IBC (IBC - [Pii] o mysel )
se CPP (CPP - [Pii] o mysel )
]]]
end
88
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