Relatórios de Estágio realizado na Farmácia S. Lázaro e no Hospital Universitário de Salamanca
Full text
I
Fa mácia S. Láza o
E a Ma ia da Mo a Ma ins Lages Fe nandes
II
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas
Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e
Fa mácia S. Láza o
Janei o de 2015 a Ab il de 2015
E a Ma ia da Mo a Ma ins Lages Fe nandes
O ien ado : D ª Isabel Rod igues
________________________________
Tu o FFUP: P o a. Dou o a Bea iz Quinaz
________________________________
Se emb o de 2015
III
Decla ação de In eg idade
Eu, E a Ma ia da Mo a Ma ins Lages Fe nandes, abaixo assinado, nº
201001221, aluna do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas da
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e ac uado com
absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o.
Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (ac o pelo qual um indi íduo,
mesmo po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou
pa es dele). Mais decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es
pe encen es a ou os au o es o am e e enciadas ou edigidas com no as
pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e bibliog á ica.
Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de __________________
de ______
Assina u a: ______________________________________
IV
Ag adecimen os
An es de mais, que o ag adece à Dou o a Isabel Rod igues pela o ma
como me ecebeu na sua Fa mácia e po e con ibuído pa a o meu c escimen o,
não só p o issional, mas ambém pessoal. À Dou o a Ma iana Rod igues, que me
acompanhou mais de pe o, es endo igualmen e o meu ag adecimen o, pelo
empo cedido e dedicação. À Dou o a Ma a Mendes, ag adeço o apoio na
ealização c ia i a das a i idades que desen ol i du an e o es ágio. De modo
semelhan e, gos a ia de ag adece à Dou o a F ancisca Co eia, po udo o que
me ensinou e po se um exemplo a segui enquan o p o issional. Além disso, não
posso deixa de des aca as es an es pessoas que me acompanha am du an e
es e pe cu so e que me ensina am, e dadei amen e, o que signi ica abalha em
equipa.
Ainda mais, não posso deixa de e e i o quão g a a es ou po e ido a
P o esso a Dou o a Bea iz Quinaz como minha u o a. Ag adeço oda a sua
paciência e simpa ia em odos os momen os. Aos es an es memb os da
Comissão de Es ágios, que o ag adece o es o ço e abalho desen ol ido pa a
pe mi i que o meu es ágio co esse da melho o ma possí el.
À minha amília, que semp e acompanhou o meu pe cu so académico,
que o p es a um sen ido ag adecimen o, po odo o apoio que me de am a é
aqui, em qualque momen o, e po que se ão semp e o meu po o de ab igo. Aos
meus pais, ag adeço odo o sac i ício que ize am po mim e odo o amo que
semp e me de am. Ao meu i mão, ag adeço o omb o amigo e os conselhos
sensa os.
Que o ag adece ambém a odos os amigos que ui azendo du an e o
Mes ado, pelos momen os memo á eis que pa ilhei com eles e que espe o
con inua a pa ilha po mais anos que enham. Po im, um especial
ag adecimen o à minha amiga Pa ícia Gonçal es, pelo apoio dado em odos os
momen os mais desa iado es.
V
Resumo
O p esen e ela ó io oi ealizado no âmbi o do Es ágio Cu icula do
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas e co espondeu ao p imei o
con a o que i e com o abalho desen ol ido em Fa mácia Comuni á ia. O
Es ágio oi ealizado na Fa mácia S. Láza o, si uada na A enida Rod igues de
F ei as, no Po o.
Du an e a escolha da Fa mácia, quis pe manece na cidade que me
acolheu du an e es es 5 anos académicos, op ando po pe manece longe das
minhas o igens. O obje i o des a escolha e a possibili a uma expe iência num
cen o u bano mais mo imen ado, com uma ealidade de Público di e en e.
Du an e os ês meses de Es ágio, c esci não só como p o issional mas
ambém como pessoa. Pude ap ende com p o issionais expe ien es, azendo
pa e duma equipa de abalho dedicada. Além disso, pude consolida
conhecimen os ap endidos du an e o Mes ado, adqui indo no os.
Du an e es e pe íodo, su gi am ambém as ideias pa a a ealização das
a i idades desen ol idas (Con acepção de Eme gência e Dia Mundial do Beijo).
Assim, pude c ia um olhe o in o ma i o e ealiza um dia de aconselhamen o
especial sob e Hid a ação Labial e P o eção Sola Labial, espe i amen e.
VI
Índice
Decla ação de In eg idade............................................................................III
Ag adecimen os............................................................................................IV
Resumo..........................................................................................................V
Índice.............................................................................................................VI
Lis agem de Figu as....................................................................................VIII
Lis agem de Tabelas.....................................................................................IX
Índice de Ab e ia u as....................................................................................X
Pa e I.............................................................................................................1
1. Pílula do Dia Seguin e................................................................................1
1.1. Enquad amen o Teó ico..........................................................................2
1.1.1. Saúde Rep odu i a e Sexual................................................................2
1.1.2. Papel Fa macêu ico na Saúde Rep odu i a e Sexual..........................2
1.1.3. Ciclo Mens ual: Aspe os Fisiológicos..................................................3
1.1.4. Con acepção de Eme gência..............................................................5
1.1.5. Pe il de Segu ança e E ei os Secundá ios..........................................7
1.2. Conclusão................................................................................................8
2. Dia Mundial do Beijo.................................................................................10
2.1. Enquad amen o Teó ico.........................................................................11
2.1.1. Lábio Humano: Aspe os Impo an es..................................................11
2.1.2. Impo ância da Hid a ação..................................................................12
2.1.3. Hid a ação e a Pele.............................................................................13
2.1.4. Hid a ação Labial.................................................................................14
2.1.5. Fo op o eção........................................................................................14
2.1.6. P o eção Sola Labial...........................................................................15
2.2. Conclusão...............................................................................................17
Pa e II...........................................................................................................18
2.1. Fa mácia S. Láza o................................................................................18
2.2. Recu sos Humanos................................................................................19
VII
2.3. O ganização da Fa mácia......................................................................20
2.4. Desc ição de A i idades Desen ol idas................................................23
2.4.1. O ganização de S ocks.......................................................................24
2.4.2. Receção e A mazenamen o de Encomendas.....................................25
2.4.3. De oluções..........................................................................................29
2.4.4. Con e ência de Recei uá io.................................................................30
2.4.5. Con a o com o Público: A endimen o..................................................33
2.4.6. P odu os Manipulados.........................................................................39
2.4.7. Ou as A i idades e Se iços Realizados............................................40
2.5. Fo mações Realizadas du an e o Es ágio..............................................41
3. Conclusão..................................................................................................43
Re e ências Bibliog á icas..............................................................................44
Anexos...........................................................................................................49
VIII
Lis agem de Figu as
Figu a 1: Rep esen ação do ciclo mens ual6………………………………………..4
IX
Lis agem de Tabelas
Tabela 1: Valo es de e icácia de LVG (E. LVG) de aco do com o empo de
adminis ação após a elação sexual desp o egida (T.LVG)10................................6
Tabela 2: Iden i icação das a i idades desen ol idas du an e o pe íodo de
Es ágio...................................................................................................................23
6
Tabela 1: Valo es de e icácia de LVG (E. LVG) de aco do com o empo de
adminis ação após a elação sexual desp o egida (T.LVG)10.
T. LVG
24h
24-48h
49-72h
5ºdia
E. LVG
95%
85%
58%
30%
De aco do com o es udo e e ido, a u ilização de LVG demons a e icácia a
95% quando adminis ado nas 24 ho as que p ecedem a elação sexual,
diminuindo al e icácia sucessi amen e pa a 85%, 58% e 30% à medida que
deco e o empo10.
O modo de ação dos mé odos con acep i os de eme gência não é
o almen e conhecido. A maio ia dos mé odos pa ece p o oca o a aso ou
inibição da o ulação de modo a p e eni uma g a idez. A al e ação endome ial, a
al e ação ho monal e a inibição da e ilização são ambém ou o ipo de
mecanismos p opos os11.
O mecanismo de ação do le ono ges el não é comple amen e
comp eendido. É p opos o que ao a asa o pico de ho mona lu eneizan e, o LVG
inibe a o ulação. É necessá io que a adminis ação seja ei a an es do su gimen o
do pico de ho mona lu eneizan e de modo a que a ação do LVG seja e icaz.
Assim, pode-se conclui que quan o mais pe o da oco ência da o ulação, meno
se á a e icácia do LVG8,11. É de ealça que a diminuição da a i idade o ula ó ia
só é cons a ada quando oco e a sua adminis ação du an e a ase olicula , pelo
que o modo de ação do LVG depende da ase do ciclo10. De igual modo, é
p opos o que o LVG em uma ação mino i á ia no co po lú eo após a o ulação e
que depois da e ilização es a e minada, deixa de e e icácia. Na e dade, o
consenso comum é que a maio ia dos e ei os de LVG se açam sen i de ido à
sua ação inibi ó ia a ní el da o ulação11.
Quan o ao ace a o de ulip is al, es e ap esen a uma semelhança com o
LVG em e mos de mecanismo de ação. O ace a o conduz a uma inibição ou le a
a um a aso da o ulação, já que adia em 5 dias a u u a olicula . Des e modo,
diminui a p obabilidade de acon ece a e ilização, já que a sob e i ência do
espe ma diminui com o a aso de 5 dias na o ulação. Pa a que seja e icaz é
p eciso que, al como acon ece no caso do LVG, a adminis ação da CE seja ei a
an es da ase o ula ó ia. Exis e, no en an o, uma di e ença en e es es mé odos
7
con acep i os, já que após o aumen o dos ní eis de ho mona lu eneizan e, o
ace a o de ulip is al pode ap esen a e icácia. De e se ealçado que mesmo se
e i icando possibilidade de u ilização e icaz quando há um pico de ho mona
lu eneizan e, a e dade é que o desempenho des a CE é supe io quando a sua
adminis ação oco e an es des e pico. Da mesma o ma, es a CE ambém se
ap esen a com uma unção ho monal ma cada po le a a um aumen o de
du ação do ciclo mens ual, assim como a uma diminuição da quan idade de
ho mona lu eneizan e. Po im, o impac o da ação do ace a o a ní el do
endomé io ainda não es á comple amen e escla ecido11.
1.1.5. Pe il de Segu ança e E ei os Secundá ios
Os mé odos u ilizados em CE são is os como mé odos que ap esen am
segu ança no seu uso. Na maio pa e das ezes, os e ei os obse ados incluem
modi icações ho monais assim como al e ações no pad ão de mens uação. A do
de cabeça, o ómi o e a nausea são e ei os indesejá eis que podem oco e após
a oma da CE, sendo que na maio ia das ezes o ipo de e ei o é mode ado7,11.
O LVG ap esen a mais equen emen e como e ei os indesejá eis a nausea
e o ómi o. No en an o, é no malmen e bem ole ado. Ou os e ei os que podem
oco e , no en an o es es de meno equência, são a do de cabeça, a adiga, a
on u a e a do no pei o8,11.
Compa a i amen e a ou os planos de con acepção de eme gência, o
ace a o de ulip is al ap esen a semelhanças em e mos de e ei os secundá ios,
sendo que den o des es o mais habi ual é a ce aleia. A nausea, a on u a, a
adiga e a do abdominal são ou os e ei os ambém desc i os. Cons a ou-se
ambém um p olongamen o de ce ca de 2,8 dias na du ação do ciclo mens ual
com a u lização des e mé odo. Ve i ica-se con a-indicação da u ilização des a CE
em doenças se e as elacionadas com o ígado ou o im, já que o ace a o so e
me abolização nes es dois ó gãos. Pelo ac o do ace a o ap esen a um ligei o
papel an agonis a nos ece o es de glucoco icoides, exis e uma con a-indicação
ela i a pa a o uso des e mé odo na asma g a e, não con olada. Exis e a
possibilidade de sec eção do ace a o no lei e ma e no, já que es e é um compos o
lipo ílico. Assim, caso es eja a oco e amamen ação enquan o oco e a oma do
8
mé odo con acep i o, o lei e não de e se usado du an e um pe íodo de 36
ho as11.
1.2. Conclusão
Es a a i idade pe mi iu-me não só ap o unda melho o meu p óp io
conhecimen o sob e es a emá ica, mas e consciência que apesa de i e mos
numa sociedade que disponibiliza, a a és dos p o issionais e espaços de Saúde,
qualque ipo de in o mação sob e con acepção, ainda pe manecem mui as
dú idas. Assim, conside o undamen al que qualque Fa macêu ico es eja
p epa ado pa a escla ece os u en es e que se man enha a ualizado ela i amen e
aos MC de uso egula e de eme gência. Ainda mais, é necessá io que o
Fa macêu ico ansmi a segu ança pa a que o u en e enha à on ade e possa
con ia no seu p o issional de Saúde pa a abo da um assun o ão ín imo e
pessoal. O impac o do aconselhamen o a macêu ico em ainda maio ele ância
em e mos de u en es que se encon am na adolescência, já que no malmen e
são o g upo que mais p ocu a a FA pa a escla ecimen o de dú idas ela i amen e
a con acepção e sexualidade. Des e modo, é impo an e ansmi i a in o mação
de uma o ma cla a e adequada ao ní el de ins ução e à aixa e á ia de cada
u en e pa a que se possam e i a si uações indesejadas como a oco ência de
uma g a idez não planeada ou a ansmissão de doenças sexualmen e
ansmissí eis. Assim, não é só impo an e o p óp io conhecimen o do
Fa macêu ico sob e o ema, mas ambém a sua abo dagem e empa ia com o
u en e. Pa a a ealização do pan le o oi en ão necessá io e em conside ação
uma es é ica ag adá el assim como uma linguagem acessí el aos di e en es
u en es que passam dia iamen e na FA, escolhendo os pon os de abo dagem
mais impo an es. Assim, es a expe iência pe mi iu-me e i ica , mais uma ez,
que exis e a ualmen e a necessidade de uma poli alência po pa e do
Fa macêu ico.
A a i idade e elou-se in e essan e pa a o público da FA, já que exis em
de e minados u en es, p incipalmen e os mais jo ens, que com egula idade
eco em à FA pa a coloca ques ões ligadas à con acepção. No en an o, pela
e gonha ou inexpe iência, não que em “pe de o seu empo” com a explicação
9
dos p o issionais da FA. Tal como já oi mencionado an e io men e, o ema em
uma componen e mui o ín ima, po isso é no mal que a maio ia dos u en es
deseje que o aconselhamen o seja o mais ápido possí el e di ecionado apenas
pa a espos as às pe gun as que os mesmos colocam. Apesa des a necessidade
pa a abo da o ema de o ma céle e, o p o issional em que ga an i que há
pon os de impo ância que são e e idos, nomeadamen e, a necessidade da
u ilização de um MC de uso egula , após a u ilização da CE, o ealce de que a
CE não de e se u ilizada egula men e e de que a CE não p o ege con a
doenças sexualmen e ansmissí eis. Des e modo, a elabo ação do pan le o
ga an iu que o público menos abe o a diálogo e ia a chance de ica com uma
on e de in o mação c edí el.
Pa a a FA em si, a a i idade cons i ui mais uma o ma posi i a de
in e enção a macêu ica, já que é impo an e demons a aos u en es que o seu
p o issional a macêu ico se es o ça pa a lhes p opo ciona um a endimen o
a macêu ico cada ez melho e mais di ecionado pa a cump i as suas
necessidades. É impo an e dinamiza es e ipo de a i idades pa a alo iza o
papel do Fa macêu ico a ní el comuni á io e mo i a ambém oda a equipa da FA
a desen ol e a i idades, sejam elas semelhan es ou comple amen e di e en es
da que oi po mim p opos a. O essencial passa mesmo po encon a
opo unidades pa a con a a de um modo mais p óximo com os u en es. Além
disso, o es o da equipa da FA icou cu ioso sob e a a i idade e a é colocou
ques ões sob e o ema abo dado no pan le o. Des a o ma, os p o issionais
ambém i e am a opo unidade de elemb a conhecimen os sob e os MC de
eme gência.
Du an e o pe íodo de ealização do Es ágio em Fa mácia Comuni á ia não
oi possí el ealiza es e aconselhamen o a macêu ico. Tan o pa a mim como
pa a os demais colegas, não su giu nenhuma opo unidade pa a al. A
p epa ação do pan le o oi ealizada pa a se i de supo e ao aconselhamen o
a macêu ico dado pe an e uma si uação de in e esse e elado pelos u en es e
não pa a se dis ibuído a odos os u en es que passassem pela FA, já que o
obje i o não e a susci a o in e esse e cu iosidade do público ela i amen e à CE,
mas sim acili a in o mação ele an e a quem demons asse p eocupação com a
emá ica pa a p omo e um co e o uso da con acepção em ques ão e ambém
pa a educa o u en e sob e a mesma. Apesa dis o, 15 cópias do pan le o
10
encon a am-se disponí eis a odos os p o issionais da FA, na á ea de
a endimen o ao público.
2. Dia Mundial do Beijo
Pa a a ealização da segunda a i idade, quis p omo e um maio con a o
en e mim e os u en es da Fa mácia, já que a p imei a a i idade inha passado
mais pela ealização de um ma e ial e não an o pelo aconselhamen o
a macêu ico. Ainda mais, quis ambém en a desen ol e uma a i idade mais
c ia i a e que me desse a opo unidade de ealça o papel do Fa macêu ico
enquan o p omo o de Saúde e de bem-es a . Assim, após ap esen ação da ideia
à Di eção écnica da FA, su giu desde logo o apoio necessá io. Des e modo,
comemo ou-se, com uma campanha p omocional em odos os s icks e bálsamos
labiais, o Dia Mundial do Beijo. No si e do acebook da FA oi di ulgado o ca az
da a i idade e o mesmo encon ou-se expos o na á ea de a endimen o ao público
da FA no dia da a i idade (Anexos II e III). Os es an es colegas da FA ambém
de am apoio, azendo e e ência ao ipo de aconselhamen o especial que ia
deco e ao longo desse dia, no en an o a abo dagem e o aconselhamen o
es a am sob a minha esponsabilidade.
Assim, du an e odo o dia, aconselhei as pessoas sob e a impo ância de
p o ege os lábios das adiações sola es e ambém de os hid a a (Anexo IV).
Du an e o aconselhamen o ques ionei os u en es se inham conhecimen o de que
se comemo a a naquela da a o Dia Mundial do Beijo e ques ionei ambém a
impo ância que os mesmos da am à hid a ação e p o eção sola dos seus lábios.
Ap o ei ei ambém pa a me in o ma se os u en es já usa am p odu os labiais
com o in ui o de melho a a Saúde dos seus lábios. Ainda mais, escla eci ambém
a necessidade da ealização des es cuidados, e e indo que a desid a ação labial
pa a além de se descon o á el pode a e a a pele mais ina que exis e no se
humano – a pele labial, in e e indo com as unções isiológicas da mesma. Além
disso, e e i que a exposição con ínua a adiação ul a iole a pode conduzi a
danos labiais com possí el apa ecimen o de o mações p é-cance ígenas. A
ques ão mais comum ealizada pelos u en es oi a de qual das duas
ca ac e ís icas (hid a ação ou p o eção sola ) e a mais impo an e. Ou seja, caso
11
i essem de op a ealiza um des es cuidados, em que ipo de p odu o de e iam
in es i o seu dinhei o? Des a o ma, des aquei ambém a impo ância de ealiza
uma p e enção com a aplicação equen e de um p odu o labial que conjugasse
an o a hid a ação como a p esença de um a o de p o eção sola .
Os obje i os des a a i idade o am os seguin es:
Maio dedicação ao aconselhamen o a macêu ico e con a o mais p óximo
com os u en es da FA;
Realce do papel do Fa macêu ico enquan o p o issional dedicado ao
aconselhamen o e não apenas à dispensa de medicamen os.
2.1. Enquad amen o Teó ico
2.1.1. Lábio Humano: Aspe os Impo an es
Exis em dois a o es que pa ecem se esponsá eis pelo om a e melhado
obse ado nos lábios, a densidade de que a ina in e io e a anslucidez esul an e
de hid a ação cons an e, já que possibili am maio acilidade de isualização dos
capila es subjacen es12. No lábio humano é encon ado um ipo de epi élio,
escamoso es a i icado, que inclui a epide me que cob e di e en es es u u as
labiais. Uma dessas es u u as é a “ e milion bo de ”, ba ei a esponsá el po
sepa a o lábio da pele adjacen e comum13. De ido ao ac o de ap esen a
ca a e ís icas peculia es, di e en es do es o da pele que se encon a à sua ol a,
a ba ei a “ e milion” des aca-se po se uma es u u a imp essionan e na
cons i uição da ace. Assim, es a ba ei a ap esen a-se sem nenhuma pilosidade
nem p esença de glândulas sebáceas. No en an o, em ce ca de me ade da
população, exis e a possibilidade de encon a ais glândulas após a
adolescência. Além disso, a cob i es a es u u a encon a-se uma camada de
es a o có neo pouco espessa e um epi élio não que a inizado12.
Os lábios encon am-se cons an emen e expos os a di e en es
componen es como água, a , á macos, cosmé icos, luz sola , en e ou os12. De
12
ac o, os lábios são expos os de o ma con inuada à adiação sola , sendo que a
á ea mais expos a a luz ul a iole a, a ní el da ace, co esponde ao lábio in e io .
Apesa de exis i uma ligação social, es é ica e a é mesmo de saúde à p esença
de b onzeado numa pessoa, e i icam-se male ícios de exposição sola quando
excessi amen e p esen e. Des a o ma, é possí el de e a en elhecimen o
cu âneo p ema u o, assim como apa ecimen o de lesões malignas. Ainda assim,
po ezes é subes imada a ele ância de u ilização do p o eção sola labial14,15.
2.1.2. Impo ância da Hid a ação
É essencial pa a a ida a p esença da água. Aliás, os se es humanos
apenas conseguem sob e i e du an e alguns dias sem a mesma. A água
ep esen a um componen e maio i á io do peso co po al nas c ianças, já que
cons i ui 75% do seu peso, já no caso dos idosos cons i ui apenas 55% do peso
co po al16. Além disso, ambém desempenha unções essenciais no o ganismo:
Age como sol en e, cons i uindo um meio que possibili a a
oco ência de eações no o ganismo, al como a diges ão;
Se e como anspo ado de nu ien es pa a as células e pe mi e
ambém a exc eção de p odu os do me abolismo;
Age como egulado da empe a u a co po al – conduz a um
aumen o da p odução de suo pa a possibili a a libe ação de calo
a pa i do co po quando es e se encon a demasiado quen e.
Assim, com a e apo ação à supe ície da pele da água libe ada
a a és do suo , oco e uma diminuição da empe a u a co po al;
Pa icipa no uncionamen o de odos os ó gãos e sis emas
encon ados no o ganismo.
Ve i icam-se, a longo p azo, e ei os ca díacos, enais, espi a ó ios e
diges i os deco en es de uma desid a ação pe sis en e16-18.
13
2.1.3. Hid a ação e a Pele
A pele e ela-se como um ó gão undamen al an o pa a p e eni pe das
de água como pa a consegui man e ní eis co po ais da mesma16. A quan idade
de água cu ânea cons i ui uma e amen a impo an e pa a as di e en es unções
da pele. Aliás, o papel de ba ei a ap esen ado pela pele é p ese ado se exis i
uma quan idade ap op iada de água na cons i uição do es a o có neo do ó gão
e e ido14,19. Es a ba ei a a ua p e enindo a en ada no o ganismo humano de
xenobió icos e ambém p e enindo a pe da de ele óli os, luidos e ou as
moléculas20. Além disso, ce ca de 30% da cons i uição da pele é ei a po água,
con ibuindo es a pa a a elas icidade des e ó gão16.
A melho ia da apa ência e a melho ia do aspec o da pele azem pa e das
ideias mais pe sis en es associadas à inges ão de água. De ac o, es a inges ão
pode melho a an o a espessu a como a densidade da pele, especialmen e no
caso de indi íduos que ealizem uma inges ão aca de água. No malmen e, es a
melho ia é comp eendida como desejo po uma apa ência mais hid a ada a ní el
da supe ície da pele, assim como edução de p oblemas associados à pele como
é o caso do acne16,21. Aliás, á ias dis unções de ma ológicas como a pso íase
encon am-se elacionadas com a de iciência em água19,22,23.
Pa a além de melho a a hid a ação da pele, a inges ão de água pe mi e
ambém equilib a a pe da de água que se e i ica a ní el ansepidé mico. Assim,
as glândulas sebáceas éc inas, que se encon am uni o memen e dis ibuídas
pela maio ia da supe ície da pele, são esponsá eis pela eliminação de água sob
a o ma de suo 16. Pa a ca ac e iza a unção de ba ei a da pele pode-se eco e
à medição da quan idade de água que é e apo ada a a és da supe ície des e
ó gão. Assim, caso a ba ei a cu ânea não es eja in ac a, maio se á a quan idade
de água que é pe dida a a és da e apo ação20.
Pa a p e eni o apa ecimen o de sinais de en elhecimen o, como o
su gimen o de ugas, não é su icien e ealiza uma hid a ação em e mos de pele,
já que os sinais e e idos são esul ado da exposição sola , gené ica e exposição
ambien al16.
14
2.1.4. Hid a ação Labial
Segundo Kobayashi H e al12, e i icou-se que a ba ei a “ e milion” dos
lábios, quando compa ada com a pele encon ada na ace, ap esen ou
ca a e ís icas de ba ei a e e enção de água mui o in e io es. Cons a ou-se de
igual modo, a aca capacidade de e enção de água do lábio, já que a sua
condu ância é signi ica i amen e in e io do que a encon ada na ace. Des a
o ma, os dados ob idos opõem-se à ideia comum de boa hid a ação a ní el da
supe ície do lábio.
É impo an e ealça que o es udo oi ambém ealizado du an e o In e no e
es a condição climá ica pa ece e um papel in luen e no que espei a a mucosa
da supe ície do lábio. Assim, é ecomendado que, du an e as ca a e ís icas
ambien ais ias e secas do In e no, sejam usados c emes labiais, já que nes as
condições oco e desen ol imen o de lábios com aspe o escamoso12.
Es e es udo conclui que an o a unção de ba ei a do lábio como a sua
capacidade de e enção de água são mais acas do que aquelas que são
e i icadas pa a ou as pa es da pele, pa icula men e em pessoas jo ens do
sexo eminino12.
Segundo López-Jo ne P e al14, os seus esul ados e ela am um aumen o
da hid a ação a pa i dos 3 meses, nas pessoas que u iliza am p o eção labial 3
ezes ao dia, com di e enças es a is icamen e signi ica i as pa a aquelas que não
azem es e ipo de p o eção. Além disso, não se e i ica am di e enças
signi ica i as em e mos de sexo, o o ipo de pele, amanho dos lábios, idade nem
quan idade anual de exposição sola .
2.1.5. Fo op o eção
A adiação ul a iole a é um ipo de adiação ele omagné ica sola que
de ém comp imen os de onda no in e alo de 200 a 400 nanóme os. Exis em 3
ipos de adiação que compõe a adiação ul a iole a: a adiação ul a iole a C, a
adiação ul a iole a B e a adiação ul a iole a A. O p imei o ipo não a inge a
c os a e es e de ido a ac o es como a abso ção na zona a mos é ica ou como
a di usão da adiação pelas moléculas a mos é icas. Assim, a adiação que
15
maio i a iamen e a inge a Te a é a adiação do ipo A, sendo que a ação de
adiação do ipo B que a inge é mais pequena. Es a úl ima adiação ge almen e
p o oca mais acilmen e uma queimadu a po exposição sola . A adiação do ipo
B ambém é esponsá el po conduzi ao o oen elhecimen o e ao canc o da pele,
caso exis a uma exposição de o ma c ónica e epe ida. A adiação do ipo A
ambém con ibui pa a o o oen elhecimen o e pa a danos gené icos
epidé micos24,25.
A Fo op o eção consis e na p e enção cu ânea dos e ei os ne as os
deco en es da exposição a adiação ul a iole a. Es es e ei os podem inclui as
ca ac e ís icas queimadu as sola es ou en ão podem inclui e ei os não ão
comuns como é o caso do apa ecimen o de canc os de pele, o ode ma oses
como a de ma i e ac ínica c ónica e a exace bação de doenças de ma ológicas já
exis en es como é o caso do lupus. Os p o e o es sola es su gem como uma
es a égia auxiliado a pa a comba e os e ei os nega i os da adiação
ul a iole a24,26,27.
2.1.6. P o eção Sola Labial
Apesa de se cons a a e e i idade na edução da exposição à adiação
ul a iole a com a u ilização de p odu os labiais o op o e o es, a e dade é que a
maio ia das pessoas não sabe ealiza a sua aplicação de o ma ap op iada.
Des e modo, pelo ac o dos p odu os não se em aplicados com equência
su icien e ou po não se em aplicados em su icien e espessu a, o a o de
p o eção sola concedido pelo p odu o acaba po se in e io àquele que em
mencionado na sua embalagem. A necessidade de aplicação equen e do
p odu o labial de e-se ao ac o de que mui os dos p odu os disponí eis no
me cado pe dem a sua e icácia po que podem se acamen e abso idos e
ambém po que podem se apidamen e des uídos pela adiação ul a iole a15,28.
Mui as ezes, os lábios são negligenciados como locais pa a a oco ência
de canc os da pele. A maio pa e dos canc os encon ados a ní el dos lábios
consegue se de e ado e a ado numa e apa inicial, já que êm uma localização
bem isí el. No en an o, exis e uma pe cen agem conside á el (5-35%) de
ecaída depois do a amen o28. Apesa do isco de canc o labial se diminuído
22
p odução de um núme o limi ado de manipulados, numa meno escala do que
ou as a mácias dedicadas a es e ipo de se iço). Des a manei a, a FA cump e
com as di isões ob iga ó ias que se ap esen am na Delibe ação nº 2473/2007 de
28 de No emb o, ap esen ando ambém ou as acul a i as33.
No p imei o balcão de a endimen o (o que se encon a mais pe o da po a
de acesso à FA), podem-se encon a os p eços abelados pa a as de e minações
bioquímicas ealizadas na FA, coles e ol e iglice ídeos, já que as es an es
de e minações não êm cus o associado32. Na zona de a endimen o ao público,
podem-se encon a os exposi o es da FA que ap esen am di e en es p odu os de
aco do com al u a do ano, campanhas p omocionais ou ou o mo i o que cump a
o obje i o de ma ke ing da FA. A ás dos balcões de a endimen o, localizam-se
linea es de exposição de p odu os de enda li e, maio i a iamen e p odu os de
De mocosmé ica, mas ambém ou os que possam se de in e esse: p odu os
sola es du an e o Ve ão, an i-his amínicos com a chegada da P ima e a,
an ig ipais e an i ússicos du an e os pe íodos de maio io, en e ou os. Du an e
o empo passado a es agia , ape cebi-me que apenas dois exposi o es se
man i e am com os mesmos p odu os: o de p odu os pa a higiene bucal e o dos
p odu os i o e ápicos da A kocápsulas®.
Caso os u en es enham consigo medicamen os cuja caducidade já se
encon a expi ada ou medicamen os cuja u ilização já não seja necessá ia, podem
encon a um con en o da Valo Med® na á ea de a endimen o ao público. Nes es
con en o es podem se deposi ados não só os medicamen os e e idos
an e io men e, mas ambém odo o ipo de ma e ial usado pa a acondiciona
p odu os que são comp ados na FA, inclusi é os olhe os in o ma i os que se
encon am den o das embalagens e os obje os u ilizados quando os
medicamen os são adminis ados al como se ingas doseado as ou copos34. No
espaço ese ado pa a o a endimen o ao público, ainda se podem encon a uma
balança digi al pa a de e mina o índice de massa co po al assim como o peso,
assim como um apa elho pa a de e minação au omá ica da p essão a e ial.
Assim, a o ganização do espaço encon ado na FA S. Láza o encon a-se
con o me o es abelecido nas Boas P á icas Fa macêu icas pa a a Fa mácia
Comuni á ia da O dem dos Fa macêu icos assim como o Dec e o-Lei 307/2007 de
31 de Agos o30,32.
23
2.4. Desc ição de A i idades Desen ol idas
Tabela 2: Iden i icação das a i idades desen ol idas du an e o pe íodo de
Es ágio.
Tal como se pode e i ica a a és da análise da Tabela 2, inicialmen e
du an e o meu pe íodo de es ágio na FA S. Láza o, comecei po ap ende a
unciona com o sis ema in o má ico u ilizado na FA, Si a ma 2000®, de modo a
pode acilmen e ececiona encomendas sozinha e a p ocede pos e io men e ao
seu a mazenamen o. Nes a p imei a ase, e e uei ambém a e i icação de
ecei uá io, a e a impo an e pa a me amilia iza com os nomes come ciais que
se elacionam com cada p incípio a i o e ambém de o ma a pode e e o
mecanismo de ação des es p incípios e ó gãos al o onde a uam os mesmos. Do
mesmo modo, p ocedi ao con olo dos p azos de alidade, indispensá el pa a
pode maximiza a qualidade do se iço p es ado ao público e ambém minimiza
o p ejuízo mone á io aca e ado à FA. Finalmen e, nes e p imei o mês de
abalho, ambém me dediquei a ge i de oluções de p odu os, eclamações e
no as de c édi o en iadas pelos o necedo es.
Após es a ase de p epa ação, chegou inalmen e a pa e de maio
con ac o com o público. A pa i do segundo mês na FA, comecei a ealiza o
a endimen o ao balcão e a ealiza ambém a a u ação de ecei uá io. De odas
as a e as ealizadas na FA, sem dú ida que a que mais me ma cou e me ez
c esce oi es a úl ima. Foi nes e papel que sen i a esponsabilidade que a
In e alo Tempo al
A i idades desen ol idas
19 de Janei o a 19 de Fe e ei o
Receção e a mazenamen o de
encomendas; Ve i icação de
Recei uá io; Con olo de P azos de
Validade; Ges ão de de oluções,
eclamações e no as de c édi o.
19 de Fe e ei o a 19 de Ab il
Início de a endimen o ao balcão e
Fa u ação.
24
p o issão a macêu ica aca e a e me dei con a, de igual o ma, da quan idade de
e os que podem se come idos dia iamen e nes e ambien e de abalho. Foi
ambém a expe iência mais us an e pelo ac o do público enca a o
Fa macêu ico apenas como um me o eículo de dispensa de medicamen os,
igno ando a p epa ação académica do mesmo. Assim sendo, o na-se cada ez
mais alioso lu a pela alo ização da p o issão a macêu ica na sociedade, não
só pa a muda a pe spe i a dos u en es ace aos p o issionais, ins uindo sob e a
a iedade de a i idades e à eas onde o Fa macêu ico em uma posição essencial,
mas ambém pa a pode nu i um sen imen o de o gulho e de mé i o no seio
des es p o issionais. É ce o que es a a e a não é ácil e ai con inua a se uma
lu a cons an e nos p óximos anos, mas é impo an e que não nos deixemos
ende e que haja uma in e enção a i a po pa e de o ganismos compe en es al
como a O dem dos Fa macêu icos, associação que pa a além de de ende os
in e esses da p o issão a macêu ica, de ende ambém a dignidade des a
p o issão.
2.4.1 O ganização de S ocks
De aco do com as Boas P á icas Fa macêu icas pa a a Fa mácia
Comuni á ia, a o ganização do s ock an o de medicamen os como de ou os
a igos de saúde de e se sal agua dada com o in ui o de pode aze juz àquilo
que os u en es da FA p ecisam32.
Assim, pelo que me pude ape cebe du an e o es ágio, a o ganização de
s ocks é necessá ia pa a que não oco a a p esença de exceden e de um
de e minado p odu o que não em in e esse pa a os doen es e,
consequen emen e, não ob ém saída du an e as endas. Além disso, é
imp escindí el uma ges ão ace ada pa a que haja um núme o adequado dos
p odu os de maio p ocu a disponí el pa a se dispensado aos u en es, sem que
seja necessá io empo de espe a. Des e modo, duas si uações podem se
e i adas: p esença de s ocks nega i os e s ocks excessi os. O p oblema des es
dois cená ios p ende-se, po um lado, com a p obabilidade de não co esponde a
uma necessidade de um u en e, ep esen ando al a de ganho económico po
pa e da FA e, po ou o, com a p esença de in es imen o mone á io es agnado,
25
sendo possí el que os p odu os em excesso acabem po ul apassa a sua
alidade, endo que se de ol idos.
Des a o ma, a ges ão de s ocks de e se cen ada pa a que haja um
equilíb io en e a en ada e a saída de p odu os e medicamen os da FA, endo em
con a de e minados a o es como a es ação de ano, o núme o de endas no
passado ou campanhas de ma ke ing que se encon em nos media. De aco do
com a o ma como os s ocks são ge idos ambém se pode o ien a o pedido de
encomendas.
Quando um no o a igo chega à FA, é necessá io c ia a sua icha écnica,
de modo que oda a in o mação es eja a ualizada no p og ama in o má ico. Nes a
icha encon am-se odos os de alhes sob e o p odu o/medicamen o como, po
exemplo, nome, p azo de alidade, s ock mínimo (núme o mínimo de unidades a
e em s ock), s ock máximo (núme o máximo de unidades a e em s ock), p eço
de enda ao a mazenis a, p eço de enda ao público. Com a in o mação
de e minada de s ocks, o p og ama inse e, de o ma au omá ica, na encomenda
diá ia, o pedido de de e minado p odu o quando es e é endido e chega ao pon o
do seu s ock mínimo. A quan idade encomendada ai e le i o que oi indicado a
ní el do s ock máximo. Des e modo, o p óp io sis ema in o má ico ajuda na
ges ão dos s ocks.
2.4.2 Receção e A mazenamen o de Encomendas
O p ocesso de eceção de encomendas em um papel undamen al no bom
uncionamen o de uma FA, já que é necessá io man e um s ock adequado pa a
su p i as necessidades dos doen es e ambém pa a iden i ica qualque e o que
possa oco e . Alguns desses e os podem se , po exemplo, al a de p odu o
encomendado, p azo de alidade demasiado cu o, dano na embalagem do
p odu o ou en io de p odu o não desejado. Nes e sen ido, o sis ema in o má ico
o na-se uma e amen a aliosa, já que pe mi e não só acilmen e iden i ica cada
p odu o en iado na encomenda ececionada pelo seu código de ba as, como
ambém compa a os p odu os ececionados com aqueles que se encon am na
no a de encomenda.
26
No en an o, an es de ececiona uma encomenda oco e uma ase de en io
do pedido de encomenda pa a o a mazenis a ou labo a ó io p e endido. Na FA S.
Láza o, os medicamen os é icos são encomendados, p e e encialmen e, à
Alliance Heal hca e, enquan o que a encomenda dos de enda li e é e e uada
no malmen e à OCP Po ugal. A escolha do esponsá el pela dis ibuição das
encomendas baseia-se essencialmen e na apidez de espos a, assim como as
condições que possa o e ece à FA como bónus ou descon os, sendo semp e
uma p io idade o bene ício inancei o da FA. Ainda mais, a FA ambém e e ua
di e amen e comp as a labo a ó ios como Gene is®, po exemplo. Es e ipo de
encomenda é, ge almen e, e e uado po ele one ou po in e médio de delegados
de endas. É de e e i que a u ilização do sis ema in o má ico não é a única
possibilidade pa a e e ua encomendas, já que as mesmas podem se e e uadas
po con a o ele ónico, dando-se pos e io men e en ada da encomenda no
p og ama in o má ico de modo a acili a a e i icação da en ada da encomenda
co e a.
No p og ama Si a ma 2000® exis em á ios ipos de encomendas que se
podem ealiza . Assim, as mais usadas na FA S. Láza o são no malmen e as
diá ias e as manuais. No p imei o caso, es e ipo de encomenda é c iado de o ma
au omá ica pelo sis ema e baseia-se nos mínimos e máximos de unidades de
p odu o que são es abelecidos p e iamen e. Ge almen e es es pâ ame os de
unidades máximas e mínimas são de e minados pelas endas do p odu o no
passado na FA. Depois des a encomenda se c iada, é necessá io que oco a a
ap o ação da mesma. Des e modo, os u ilizado es do p og ama podem a alia o
ipo e quan idade de p odu os a encomenda , ealizando as al e ações que
acha em opo unas. Quan o à equência de en io de encomendas diá ias,
ealiza-se o seu pedido, u ilizando o p og ama in o má ico, duas ezes po dia,
uma ao inal da manhã e ou a du an e a a de. No caso das encomendas
manuais, os u ilizado es do p og ama são os esponsá eis po solici a o en io da
encomenda em ques ão. Habi ualmen e, es e ipo de pedidos é ei o quando a FA
não dispõe do medicamen o ou p odu o pedido pelo u en e, endo em con a a
disponibilidade e/ou u gência do mesmo.
Jun amen e com as encomendas, são en iadas as a u as co esponden es
em duplicado. Nes as a u as pode-se encon a in o mação impo an e que de e
se in oduzida no sis ema in o má ico, nomeadamen e, a iden i icação do
27
o necedo , assim como dos p odu os solici ados, o núme o de unidades en iadas
e o núme o pedido pela FA, o p eço de enda ao a mazenis a (PVA), o p eço o al
da encomenda com e sem o impos o sob e o alo ac escen ado (IVA) e, ainda, o
p eço de enda ao público (PVP) caso os p odu os em ques ão não sejam de
enda li e. A única excepção em que não oco e a eceção de a u as acon ece
quando as encomendas são ei as di e amen e ao labo a ó io, assim, são
en iadas guias de emessa, já que num momen o pos e io , as a u as se ão
en iadas à FA.
Du an e a eceção de encomendas, al como já oi e e ido an e io men e, é
e e uada a lei u a dos códigos de ba a dos p odu os pa a pode da en ada dos
mesmos no sis ema in o má ico. Pa a além des a lei u a de códigos, ambém se
inse e manualmen e no p og ama mais alguns de alhes: a da a de caducidade, a
quan idade que oi ecebida, descon os e bónus (caso es es enham sido
disponibilizados pelo o necedo ), o p eço de enda à FA. Na e en ualidade de se
a a de um p odu o ou medicamen o de enda li e, ambém se coloca a
ma gem de luc o, que al como o nome indica, ep esen a a pe cen agem de luc o
que a FA e á. Caso o PVP ma cado não co esponda ao que se encon a na
base de dados, é necessá io p ocede à sua a ualização, de modo a e i a que se
come am u u os e os.
Depois de e e ua a eceção das encomendas, é indispensá el p ocede à
imp essão das e ique as no caso dos elemen os ececionados se em de enda
li e. Assim, as e ique as de em se coladas nes es a igos de modo a não
in e e i com a lei u a de in o mação impo an e que se encon e na embalagem
como, po exemplo, alidade, a isos, composição ou ia de adminis ação. Des e
modo, cump e-se com o que se encon a de e minado pela Lei nº 25/2011 de 16
de Junho, a qual indica que exis e “ob iga o iedade da indicação do p eço de
enda ao público (PVP) na o ulagem dos medicamen os”35. Quan o aos
medicamen os sujei os a ecei a médica, não é necessá io p ocede à sua
o ulagem com PVP, já que quando chegam à FA já ap esen am essa in o mação,
al como se encon a es abelecido no Dec e o-Lei nº 65/2007 de 14 de Ma ço36. É
impo an e ealça que es á de e minado, no Es a u o do Medicamen o, que o
p eço des es medicamen os é ixado po Dec e o-Lei. O Es a u o e e ido oi
ap o ado pelo Dec e o-Lei nº 176/2006 de 30 de Agos o37.
Depois das e apas e e idas, de e-se ealiza o a mazenamen o das
28
encomendas. É semp e indispensá el p ocede a uma o ganização co e a das
encomendas que são ecebidas, já que es e a o pode in luencia a qualidade do
a endimen o ao público. Assim, na FA S. Láza o, exis ia uma o ganização
bas an e cla a que podia agiliza o p ocesso de dispensa de medicamen os e
p odu os. No caso de es a em na o ma de comp imidos ou cápsulas, os
medicamen os de e e ência são a umados em ga e as dis in as das des inadas
aos medicamen os gené icos, es ando es as numa à ea de acesso es i o, a ás
da zona de a endimen o ao público. Nes a di isão ambém se encon am
ampolas, solu os e xa opes, num local especí ico pa a se em a umados. Nes es
locais de a umação podem-se encon a medicamen os gené icos e de e e ência
jun os. Quan o aos psico ópicos e es upe acien es, es es são a umados num
a má io des inado apenas pa a o a mazenamen o des e ipo de medicação.
Rela i amen e aos medicamen os não sujei os a ecei a médica e a ou o ipo de
p odu os, es es no malmen e encon am-se di e amen e expos os ao público,
sendo encon ados no espaço dedicado ao a endimen o ao público, em di e sos
linea es. Assim, o a mazenamen o é ealizado de aco do com o ma a macêu ica,
o dem al abé ica e com a eg a FEFO ( i s expi ed, i s ou ), ou seja, os a igos
com p azo de alidade mais cu o, de em se aqueles que de em se
a mazenados de o ma a se em os p imei os a se em dispensados. Caso não
seja possí el coloca os a igos nos sí ios e e idos, os mesmos se ão a umados
nas di isó ias dedicadas a a mazenamen o de exceden es.
No caso de de e minados medicamen os como insulinas ou acinas, pode
se necessá io acondicioná-los numa localização di e en e, em que as
empe a u as sejam mais baixas, nomeadamen e no igo í ico. Quando se e e ua
a eceção de encomendas, o p imei o passo a ealiza na FA S. Láza o e a
imedia amen e e i ica se exis iam medicamen os que necessi assem des e ipo
especial de a mazenamen o. Caso a e i icação osse posi i a, es es se iam os
p imei os a igos a se em a umados, sendo e i ados do igo í ico apenas no
momen o de lei u a do código de ba as no p og ama in o má ico, no momen o de
eceção da encomenda, sendo logo de seguida colocados no mesmo sí io.
Assim, du an e odo o empo de es adia como es agiá ia, iquei enca egue
da eceção e a mazenamen o de encomendas e pude, assim, da -me con a da
impo ância da co e a ealização des a a i idade pa a o no mal uncionamen o da
FA.
29
2.4.3 De oluções
Du an e a eceção de encomendas, pode se necessá io c ia uma no a de
de olução. Es a necessidade pode su gi de ido a á ias si uações, no en an o as
mais habi uais du an e o es ágio co esponde am a algum dano encon ado a
a e a o es ado de conse ação da embalagem, en io de p odu o que não se
encon a a na no a de encomenda ou en ão a al a de um p odu o p esen e na
no a. Pa a ealiza a de olução é p eciso espei a o p azo máximo de 3 dias. O
p og ama Si a ma 2000® acili a ambém nes a a e a, já que é possí el en ia o
pedido de o ma in o má ica a a és des a e amen a. Após o en io da
de olução, uma no a é c iada au oma icamen e, em iplicado, com a iden i icação
da Fa mácia e do o necedo , com a da a e o núme o da a u a co esponden e à
encomenda do a igo a se de ol ido e ainda o mo i o da de olução. Des e
iplicado, apenas uma, de idamen e o ulada, ica á na FA pa a se
pos e io men e a qui ada. As es an es são ca imbadas e assinadas e
acompanham o p odu o/medicamen o de ol ido. Após o en io da no a de
de olução, dois cená ios podem oco e . A mesma pode se acei e e, nes e caso,
é emi ida uma no a de c édi o po pa e do o necedo ou en ão é en iado um
a igo de igual alo mone á io. Pode oco e ambém que a de olução não seja
acei e e, nes a si uação, os a igos são de ol idos à FA.
No início de cada mês, é c iada uma lis a dos a igos p esen es na FA cuja
alidade expi a á nos 3 meses seguin es. Es es p odu os/medicamen os são
colocados à pa e, sendo e e uada uma no a de de olução pa a os mesmos.
Du an e es e p ocesso de e i icação de p azos de alidade, p ocede-se ao
mesmo empo à a ualização da in o mação da caducidade e do núme o de
unidades p esen es em s ock. Assim, du an e o meu pe íodo de es ágio, oi-me
possí el ealiza es a a i idade. Du an e a mesma, i e a pe ceção da impo ância
de ealiza es a a e a de modo a minimiza a pe da de luc o que pode oco e
quando os a igos não são endidos. Assim, con a iamen e à opinião que inha
an es de inicia o abalho em FA comuni á ia, dei-me con a do quão inc i elmen e
di ícil é man e o luc o numa FA, já que não só é impo an e desen ol e
es a égias de Ma ke ing de modo a pode dispensa mais acilmen e os
p odu os/medicamen os p esen es, mas ambém e e ua encomendas
30
conscien es, di ecionadas pa a as endas espe adas, de modo a pode maximiza
o luc o e a diminui o núme o de de oluções po mo i o de alidade expi ada.
No con ex o de oda es a emá ica, pa icipei na c iação de no as de
de olução, icando enca egue de p ocede de modo a que an o os documen os
como os a igos a de ol e es i essem p on os e disponí eis a se em ecolhidos
pelo anspo ado . Ainda mais, ambém iquei esponsá el po e i ica o p azo
de alidade dos a igos da FA, sepa ando odos os p odu os cuja caducidade não
osse acei e.
2.4.4 Con e ência de Recei uá io
Tal como a eceção e o a mazenamen o de encomendas, a con e ência de
ecei uá io ez pa e das minhas unções desde o início do es ágio. Assim, no
p imei o mês, dediquei-me essencialmen e a es as duas a i idades.
Du an e es e pe íodo que an ecedeu o con a o com o público, consegui
en iquece o meu conhecimen o em de e minados aspe os com os quais ainda
não inha ido opo unidade de con a a an e io men e. Assim, es e empo oi
dedicado a comp eende an o o modelo de ecei as ele ónicas como o modelo
de ecei as manuais, ap endendo a analisa os aspe os ob iga ó ios que de em
es a p esen es em cada uma. De ac o, é necessá io cons a a a p esença de
de e minados elemen os pa a que o Fa macêu ico possa a ia os medicamen os
que se encon am numa ecei a ele ónica ou numa ecei a manual. Assim, pa a
os dois modelos exis em elemen os essenciais, elemen os es es que se
encon am es abelecidos nas “No mas ela i as à dispensa de medicamen os e
p odu os de saúde” do INFARMED38. Além disso, podem-se encon a as eg as
de p esc ição e dispensa de medicamen os na Lei 11/2012 de 8 de Ma ço e na
Po a ia no 137-A/2012, de 11 de Maio39,40. Nes a úl ima Po a ia ambém es ão
es ipuladas as eg as pa a os modelos de ecei a médica40.
No malmen e, a Dou o a Isabel ica esponsá el po ealiza a p imei a
con e ência do ecei uá io. Após o início do meu es ágio na FA S. Láza o, iquei
enca egue de ajuda nes a p imei a con e ência. Nes a FA, a con e ência ealiza-
se 3 ezes, sendo que depois da p imei a con e ência, o ecei uá io é con e ido
mais duas ezes pela Dou o a Ma a Mendes e pela Dou o a Ma iana Rod igues.
31
Es e mé odo é aplicado pa a consegui de e a odo e qualque e o que possa
es a p esen e nas ecei as. O modo pa a e e ua a con e ência de ecei uá io não
segue um modelo ixo, ou seja, cada p o issional pode con e i o ecei uá io da
o ma que ache mais co e a, no en an o, de e man e essa o ma de con e ência
igual, já que assim exis e meno chance de ha e alha na e i icação de
exis ência de e os.
Des e modo, em p imei o luga , oi-me indicado como se o ganiza a o
ecei uá io, endo-me sido explicados os o ganismos de compa icipação e a
dis ibuição de ecei as po lo e, sendo que em cada lo e se encon am in a
ecei as médicas. Assim, após a con e ência dos elemen os de cada ecei a e
depois de o ganiza as ecei as pelo seu lo e, emi ia e imp imia os e be es de
iden i icação de lo e. Es es e be es con êm um esumo da in o mação que
cons a em cada ecei a, nomeadamen e o PVP, o alo da compa icipação e o
alo que oi pago pelo u en e, assim como a iden i icação do plano de
compa icipação, o núme o do lo e e núme o de ecei as. Depois da sua emissão,
os e be es de em se odos ca imbados e assinados, sendo colocados jun o ao
espe i o lo e.
Na e en ualidade de se em encon ados e os de dispensa de
medicamen os, qualque ou o e o que a e e a segu ança do u en e ou o plano de
compa icipação indicado es eja ocado, a FA p ocede de o ma a a isa o
mesmo, pa a que possa o mais cedo possí el co igi a si uação. Ainda mais,
caso o e o encon ado se de a a imp essão e ada do e so da ecei a ou
qualque ou o que não exija a isa o u en e, a FA enca ega-se de co igi a
ecei a.
Apesa de e noção que, hoje em dia, o Se iço Nacional de Saúde
cons i ui o o ganismo de compa icipação de maio ele ância em e i ó io
nacional, desconhecia g ande pa e dos ou os o ganismos ou subsis emas que
exis em e pa icipam na compa icipação de medicamen os como a Médis ou a
Mul ica e. Nes e úl imo caso, o u en e em di ei o a e não só compa icipação po
pa e do Se iço Nacional de Saúde, mas ambém a compa icipação des es
ou os o ganismos, caso a compa icipação do Se iço Nacional de Saúde seja
in e io a 90%.
Há casos em que é necessá io e em con a compa icipações especiais,
como po exemplo, Lúpus, Pso íase e a Pa amiloidose ou Alzheime (Anexo V).
38
que es i e a es agia oi a chegada à FA S. Láza o de uma decla ação médica
pa a possibili a a dispensa de medicamen os a uma u en e de 55 anos. A mesma
decla ação inha sido passada pa a comp o a que a u en e se encon a a
c onicamen e medicada com os medicamen os lis ados (Anexo VII).
Du an e a minha es adia na FA S. Láza o, ape cebi-me que, pa a além de
egula men e exis i em u en es a p ocu a a FA já com p esc ição médica,
ambém em mui os casos os p óp ios p ocu a am aconselhamen o a macêu ico
pa a pode em esol e p oblemas de saúde de meno g a idade, al como uma
ale gia ou uma cons ipação. Nou os casos, e a ambém comum exis e em casos
de au o-medicação, já que o doen e pedia em conc e o um de e minado
medicamen o (po ezes publici ado nos media) pa a esol e o seu p oblema.
Des a o ma, é impo an e que o Fa macêu ico a alie se é ou não necessá io que
o u en e adqui a a medicação. No caso de não se necessá ia medicação, o
Fa macêu ico de e possibili a in o mação sob e medidas não a macológicas que
possam se ú eis pa a ali ia / esol e os sin omas expe ienciados pelo pacien e.
No Despacho nº 17690/2007 de 10 de Agos o podem-se encon a lis adas
ocasiões em que é possí el oco e au omedicação47. Aliás, os medicamen os
não sujei os a ecei a médica de em ap esen a indicações e apêu icas que
es ejam con empladas na lis a do Despacho an e io men e e e ido. Du an e o
a endimen o ao público, oi ex emamen e impo an e sen i o apoio do es o da
equipa da FA que, com a sua expe iência, ajudou-me em odos os momen os que
p ecisei de escla ece dú idas ou apenas con i ma que es a a a ealiza o
aconselhamen o co e o.
As Fa mácias não de êm exclusi idade no que oca aos MNSRM, ou seja,
es e ipo de medicamen os pode se dispensado nou os locais des inados à
enda des es p odu os. Aliás, o egime de enda de MNSRM o a do ambien e de
FA pode se encon ado no Dec e o-Lei nº 134/2005 de 16 de Agos o48. Des e
modo, pe an e um cená io compe i i o, o na-se cada ez mais c ucial que os
Fa macêu icos lu em pela excelência du an e o aconselhamen o a macêu ico de
modo que o público con ie cada ez mais nos p o issionais e p e i a e e ua a
comp a dos medicamen os e e idos nas Fa mácia e não nou os pon os de
enda. Um dos ipos de medicamen os não sujei os a ecei a médica com o qual
mais pude con a a du an e o es ágio oi o medicamen o à base de plan as
Valdispe ®. Es e medicamen o é baseado no ex a o seco de aiz de Vale iana
39
o icinalis e e a as amen e p ocu ado pa a ali ia a ensão ne osa ligei a do
pacien e e quando o mesmo ap esen a a di iculdade em ado mece 49. No
en an o, na maio ia das ezes, es e ipo de medicamen o é conside ado “na u al”
e po isso ambém is o como comple amen e segu o, sem qualque ipo de e ei o
ad e so. É es e ipo de opinião e ada e p eocupan e que é e elada pelos
u en es. Assim, o papel do Fa macêu ico é, mais uma ez, de ex ema
impo ância, sendo que o p o issional de e possibili a in o mação sob e a
exis ência de e ei os ad e sos elacionadas com o uso de medicação baseada em
plan as, sob e a possibilidade de in e ação medicamen osa com ou os
medicamen os que o pacien e es eja a oma , assim como con a-indicações que
possam exis i .
Os disposi i os médicos ambém cons i ui am um impo an e g upo com o
qual pude con a a , já que e am equen emen e pedidos na FA. Tal como ou os
casos e e idos, os disposi i os ambém êm de inida legislação p óp ia, sendo
que nes e caso es a co esponde ao Dec e o-Lei nº 145/2009 de 17 de Junho. A
classi icação des es disposi i os oco e endo em conside ação a ulne abilidade
do co po humano e e en uais iscos u o da conceção écnica e do ab ico50.
Apesa dos disposi i os médicos não se em medicamen os, êm obje i os em
comum com es es úl imos, nomeadamen e, a p e enção, o diagnós ico e o
a amen o de doenças em humanos. Os dois g upos di e em ainda no seu
mecanismo, já que os disposi i os agem sem qualque ação me abólica,
a macológica ou imunológica51. Os disposi i os mais p ocu ados na FA e am
aldas pa a con ola p oblemas de incon inência, ma e iais de penso, sacos
cole o es de u ina e meias, en e ou os. No momen o da dispensa, e a semp e
impo an e analisa se se a a a da p imei a ez que o u en e adqui ia o
disposi i o médico e, em caso posi i o, in o má-lo sob e a u ilização do disposi i o
em ques ão.
2.4.6 P odu os Manipulados
Tal como já inha sido mencionado an e io men e, a FA S. Láza o ainda se
dedica, numa meno escala, à p odução de p odu os manipulados (pomada
hid ó ila com ácido salicílico, aselina salicilada, aselina enxo ada a 8% (Anexo
40
VIII) ). Des e modo, i e a opo unidade pa a ealiza a p epa ação de um p odu o
manipulado du an e o empo que es i e a es agia .
É na Po a ia 594/2004 de 2 de Junho que se podem encon a “as boas
p á icas a obse a na p epa ação de medicamen os manipulados em a mácia de
o icina e hospi ala ”, as quais de em se seguidas pela FA no que oca a pon os
que conce nem a p epa ação dos seus p óp ios manipulados, nomeadamen e em
e mos de equipamen o, ins alações, ma é ias-p imas, en e ou os52. Ainda mais,
o Fa macêu ico de e ambém ga an i que as ma é ias-p imas u ilizadas se
encon am de aco do com o es abelecido nos equisi os da Fa macopeia
Po uguesa.
Depois da p epa ação do p odu o manipulado e de e i ica que a
qualidade do e e ido se encon a em con o midade, p ocede-se ao
p eenchimen o da icha de p epa ação, seguindo o que se encon a es ipulado na
Po a ia an e io men e mencionada52. Após a icha se p eenchida, é necessá io
calcula o p eço do medicamen o p epa ado. Des e modo, o cálculo é ealizado de
aco do com o “ alo dos hono á ios da p epa ação”, com o “ alo das ma é ias-
p imas” e com o alo “dos ma e iais de embalagem”, seguindo-se, en ão, o que
se encon a es ipulado na Po a ia 769/2004 de 1 de Julho53.
2.4.7 Ou as A i idades e Se iços Realizados
Du an e o pe íodo de es ágio, após o início de con a o com o público e a
explicação po pa e da equipa da FA ela i amen e ao p ocedimen o (calib ação
de equipamen o, po exemplo) pa a ealiza as de e minações bioquímicas, oi-me
possí el ealiza uma média de 6 de e minações des e ipo, po dia,
p incipalmen e du an e a manhã, já que algumas das de e minações e am mais
a e adas pelo consumo de alimen os do que ou as. As de e minações ealizadas
na FA são a de e minação da glucose capila , coles e ol o al e iglice ídeos.
Assim, pude con a a com equipamen o especí ico, calib ado, que necessi a a
apenas duma go a de sangue, ob ida po picada do bolbo do dedo do u en e com
lance as desca á eis. A p ocu a des as de e minações bioquímicas ge almen e é
e e uada po u en es que já êm pa ologias es abelecidas como diabe es ou
hipe coles e olemia. É essencial, nes e caso, que o Fa macêu ico possa
41
acompanha a e olução dos alo es do u en e e aconselhá-lo sob e a adoção de
hábi os de ida saudá eis, pa icula men e, alimen a es, de modo a melho a o
seu pe il glicémico e lipídico, já que a maio ia des es pacien es não comp eende
ealmen e os iscos associados às suas pa ologias. Ainda mais, o p o issional
de e agi de modo a ga an i que a adesão à e apêu ica é cump ida, já que,
mui as ezes, os p óp ios pacien es deixam de oma a medicação ou eduzem as
doses quando obse am melho ia de esul ados, sem consul a p e iamen e a
opinião médica e/ou a macêu ica.
Os u en es da FA ambém podem de e mina , de o ma g a ui a, a ensão
a e ial assim como o seu peso e al u a, ob endo ambém o alo do seu índice de
massa co po al. Mui as ezes ambém pude auxilia os u en es nes as
de e minações, especialmen e na ensão, de modo a assegu a que a mesma e a
ealizada de o ma co e a pa a que não ossem ob idos esul ados inco e os.
Pude ealiza a de e minação da ensão de duas o mas di e en es: a a és de
equipamen o ele ónico, es ando es e acessí el ao público na en ada da FA, ou
en ão com es igmomanóme o mecânico, localizado na sala de a endimen o mais
pe sonalizado. A segunda opção e a p e e ida menos equen emen e. Assim, os
u en es podem ob e esul ados sob e a sua p essão sis ólica, p essão dias ólica
e equência ca díaca. Da mesma o ma, o aconselhamen o a macêu ico é
essencial pa a p omo e a adesão e apêu ica e ga an i hábi os saudá eis pa a
man e os alo es de ensão o mais con olado possí el.
Pelo ac o de exis i uma acilidade em acede ao espaço ísico da FA, os
u en es ap o ei am a opo unidade pa a ealiza as de e minações do pa âme os
e e idos. É impo an e ealça que não são apenas os u en es com pa ologias
p e iamen e es abelecidas os únicos a p ocu a es as de e minações. Des e
modo, os u en es que ap esen am um isco aumen ado pa a desen ol e es as
pa ologias, um isco ca dio ascula aumen ado ou que apesa de não e em
iscos associados desejam con ola os seus pa âme os bioquímicos, ambém
p ocu am a FA pa a ealiza a mono o ização dos mesmos.
2.5. Fo mações Realizadas du an e o Es ágio
Du an e o pe íodo de es ágio pude ealiza ambém a i idades de o mação
42
den o do espaço ísico da FA assim como o a do mesmo. Es as a i idades
pe mi i am-me en iquece o conhecimen o que inha ela i amen e a di e en es
à eas (Cosmé ica, suplemen os alimen a es e medicamen os de uso e e iná io).
Assim, a Di eção Técnica da FA S. Láza o semp e apoiou a minha pa icipação
nes e ipo de opo unidade de o mação e c escimen o p o essional que ia
su gindo. De ac o, a p o issão a macêu ica encon a-se numa cons an e
mudança, u o do clima económico i ido a ualmen e, pelo que az odo o sen ido
que os p o issionais saibam acompanha es a si uação e se es o cem de modo a
ob e mais in o mação sob e os no os p odu os lançados no Me cado e as no as
ma cas que ão su gindo, assim como cimen a o conhecimen o p é io
ela i amen e às ma cas com as quais abalham ou podem i a abalha .
Assim, pude pa icipa nas seguin es o mações:
“Qualidade e a Gama BioAc i o” a 28 de Janei o de 2015 –
Fo mação BioAc i o;
“En elhecimen o cu âneo: as causas e as di e en es soluções
cosmé icas” a 26 de Fe e ei o de 2015 – Fo mação Filo ga;
“Ec opa asi as nos Animais de Companhia” a 6 de Ma ço de 2015 –
Fo mação F on line.
43
3. Conclusão
O es ágio em Fa mácia comuni á ia ep esen ou um ma co não só no meu
pe cu so académico, mas ambém na minha ida pessoal. Sin o que i e uma
opo unidade única pa a pô em p á ica aquilo que oi ap endido du an e o
Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas. Des e modo, penso que mais
acilmen e ou man e p esen e an o o conhecimen o consolidado como o
adqui ido du an e es e pe íodo. Além disso, a ace a humana da p o issão
a macêu ica con inua a se o lado que mais me ca i a. Assim, penso que ap endi
inclusi é com os u en es da FA. Apesa de odos os obs áculos que possam se
encon ados, não há maio ecompensa, ao im de um dia de abalho, do que
sabe que nos es o çámos pa a da o melho de nós, acabando po es a
mo i ação se e le i no a endimen o a macêu ico p es ado aos u en es.
Du an e es e pe íodo pude expe iencia uma no a ealidade, mui o
di e en e da que inha sido i ida como es udan e uni e si á ia. Pe mi iu, assim,
um con a o mais p óximo com as a i idades e ob igações a macêu icas numa
á ea mais dedicada ao a endimen o ao público. Es a no a expe iência oi
inicialmen e um pouco assu ado a, já que ainda não inha con a ado com o
abalho e e uado em FA comuni á ia. No en an o, com o empo e com o apoio da
equipa da FA, es e desa io o nou-se mais ácil.
Apesa de não sabe o que o u u o me ese a, espe o um dia pode e a
so e de encon a pessoas ão dedicadas como pude conhece du an e es es 3
meses de ap endizagem. Es ou g a a pela opo unidade e pelo apoio, julgo que
po mais anos que i a jamais me esquece ei dos momen os que i i na A enida
Rod igues de F ei as. Sem os p o issionais que in eg a am a equipa da FA S.
Láza o não e ia sido possí el e ap endido an o. No en an o, a ap endizagem
não acaba aqui. Es e é só o começo de uma longa jo nada.
44
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36. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Dec e o-Lei nº 65/2007, de 14
de Ma ço. Legislação Fa macêu ica Compilada.
37. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Dec e o-Lei nº 176/2006, de
30 de Agos o: Es a u o do Medicamen o. Legislação Fa macêu ica Compilada.
38. INFARMED. No mas Rela i as à Dispensa de Medicamen os e de P odu os
de Saúde.
39. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Lei nº 11/2012, de 8 de Ma ço.
Legislação Fa macêu ica Compilada.
40. Minis é io da Saúde. Po a ia nº 137-A/2012, de 11 de Maio. Diá io da
República, 1ª sé ie, nº 92.
41. INFARMED: Dispensa em Fa mácia O icina. Acessí el em:
h p://www.in a med.p /po al/page/po al/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_H
UMANO/AVALIACAO_ECONOMICA_E_COMPARTICIPACAO/MEDICAMENTOS
47
_USO_AMBULATORIO/MEDICAMENTOS_COMPARTICIPADOS/Dispensa_excl
usi a_em_Fa macia_O icina. [acedido em 14 Junho 2015].
42. Minis é io da Saúde. Po a ia nº 198/2011, de 18 de maio. Diá io da
República, 1ª sé ie, nº 96.
43. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Dec e o-Lei nº 270/2002, de 2
de Dezemb o. Legislação Fa macêu ica Compilada.
44. INFARMED: Classi icação quan o à dispensa ao público. Acessí el em:
h p://www.in a med.p /po al/page/po al/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_H
UMANO/PRESCRICAO_DISPENSA_E_UTILIZACAO/CLASSIFICACAO_QUANT
O_A_DISPENSA. [acedido em 19 Junho de 2015].
45. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Dec e o-Lei nº 15/93, de 22 de
janei o: Regime ju ídico do á ico e consumo de es upe acien es e psico ópicos.
Legislação Fa macêu ica Compilada.
46. Assembleia da República. Po a ia nº 154/2013, de 17 de ab il. Diá io da
República, 1ª sé ie, nº 75.
47. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Despacho nº 17690/2007, de
23 de Julho. Diá io da República, 2ª sé ie, nº 154.
48. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Dec e o-Lei nº 134/2005, de
16 de Agos o. Legislação Fa macêu ica Compilada.
49. INFARMED: Folhe o in o ma i o Valdispe . Acessí el em:
h p://www.in a med.p /in omed/download_ ichei o.php?med_id=50982& ipo_doc=
i. [acedido em 21 Junho de 2015].
50. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Dec e o-Lei nº 145/2009, de
17 de junho. Legislação Fa macêu ica Compilada.
51. INFARMED: Disposi i os Médicos. Acessí el em:
h p://www.in a med.p /po al/page/po al/INFARMED/DISPOSITIVOS_MEDICOS.
[acedido em 15 Agos o de 2015].
52. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Po a ia nº 594/2004, de 2 de
Junho. Legislação Fa macêu ica Compilada.
53. INFARMED - Gabine e Ju ídico e Con encioso. Po a ia n.º 769/2004, de 1 de
Julho. Legislação Fa macêu ica Compilada.
54. INFARMED: Delibe ação nº 70/CD/2012. Acessí el em:
h ps://www.in a med.p /po al/page/po al/INFARMED/LEGISLACAO/ACTOS_SU
54
Anexo IV – “Fo o da a i idade Dia Mundial do Beijo”
55
Anexo V – “Valo de compa icipação de medicamen os compa icipados em
pa ologias especiais41”
Pa ologia especial
Valo da compa icipação
Pa amiloidose
100%
Lúpus
100%
Hemo ilia
100%
Hemoglobinopa ias
100%
Doença de Alzheime
37% (caso a p esc ição seja e e uada
po médico psiquia a ou
neu ologis a)
Psicose Maniaco-Dep essi a
100%
Doença In lama ó ia In es inal
90% (caso p esc ição seja e e uada
po médico especialis a)
A i e Reuma óide e Espondili e
Anquilosan e
69%
Do Oncológica Mode ada a Fo e
90%
Do C ónica não Oncológica
Mode ada a Fo e
90%
P oc iação medicamen e assis ida
69%
Pso íase
90%
Ic iose
90%
56
Anexo VI – “Exceções à p esc ição po denominação comum in e nacional38,54,55”
Medicamen os com ma gem ou índice e apêu ico es ei o
Na ecei a de e se mencionada a seguin e exceção: “Exceção a) do n.º 3
do a . 6.º”. Apenas a lis a de medicamen os de e minada pelo In a med em
di ei o a ecebe es a jus i icação. Nes e momen o, são ês as subs âncias que
in eg am es a lis a: ac olimus, ciclospo ina e le o i oxina sódica, de aco do com a
Delibe ação 070/CD/2012. Nes e caso, o Fa macêu ico dispensa unicamen e o
medicamen o p esc i o na ecei a. Caso os medicamen os não pe ence em à lis a
de inida pelo In a med, a dispensa é ealizada po denominação comum
in e nacional.
Reação ad e sa p é ia
Na ecei a de e se mencionada a seguin e exceção: “Exceção b) do nº 3 do
a . 6º - Reação ad e sa p é ia”. Tal como na si uação an e io , o Fa macêu ico
dispensa unicamen e o medicamen o p esc i o na ecei a. A oco ência de eação
ad e sa p é ia de e se in o mada ao In a med e de e passa a cons a no
his o ial clínico do u en e de modo a pode moni o iza e con ola .
Con inuidade de a amen o supe io a 28 dias
Na ecei a de e se mencionada a seguin e exceção: “Exceção c) do nº 3 do
a . 6º - Con inuidade de a amen o supe io a 28 dias”.
Nes e caso, o u en e em a opção de escolhe ou o medicamen o, simila ao
p esc i o na ecei a, no en an o o mesmo de e se de alo in e io ao p esc i o.
Os p eços que são conside ados são os que se encon am em igo ou i e am
início no p imei o dia do p imei o mês co esponden e ao imes e an e io ao
imes e da dispensa de medicamen os. Ex: Caso a dispensa oco a em Janei o,
os p eços a conside a co espondem ao dia 1 de Ou ub o. No im da dispensa, o
u en e de e assina a ecei a no sí io des inado a esse e ei o.
57
Nes e caso, o medicamen o é p esc i o com o in ui o de da con inuidade a um
a amen o de longa du ação (es ima-se que du e mais do que 28 dias). Es a
si uação de e se mencionada no p ocesso clínico do u en e.
Em odas as ecei as (ele ónicas e manuais) em que se encon em exceções
mencionadas de e cons a o ex o e e en e às mesmas. Na e en ualidade da
ecei a não menciona nenhuma das exceções acima e e idas, a p esc ição de e
se e e uada po subs ância a i a (não se e e em nomes de ma cas come ciais).
58
Anexo VII – “Decla ação médica pa a polimedicação de u en e”
59
Anexo VIII – “Ficha de P epa ação de Vaselina Enxo ada a 8%”
60
61
62
63
1
In oducción
En es a memo ia se esumen los es meses de P ác icas Tu eladas que
pude ealiza en el Complejo del Hospi al Uni e si a io de Salamanca g acias al
p og ama E asmus+ de mi Uni e sidad. Mis P ác icas se o ganiza on en
di e en es o aciones po dis in as á eas del Se icio de Fa macia y, la mayo ía
del iempo, es as o aciones ue on pasadas en el Hospi al Clínico.
El Complejo Asis encial Uni e si a io de Salamanca es á cons i uido po
el Hospi al Clínico, el hospi al Vi gen de la Vega y el hospi al Los Mon al os. En
es e hospi al se puede encon a el Se icio de Fa macia, si uado en el
semisó ano, ce ca de las u gencias pediá icas. El Se icio de Fa macia es un
si io que se dedica a odas las ac i idades elacionadas con los medicamen os
de sus pacien es (selección, p epa ación, con ol, adquisición o ges ión de
medicamen os, po ejemplo). Es e Se icio es á o ganizado de la siguien e
o ma: Unidad de Pacien es Ex e nos (PEX), Adminis ación, Sala de euniones
y biblio eca, Unidad de Fa macociné ica Clínica, Unidad de Elabo ación de
Fó mulas Magis ales, Unidad de Ensayos Clínicos, Á ea de Dispensación
(Unidosis), Unidad de P epa ación de Nu iciones, Á ea de elabo ación de
mezclas es é iles y á ea de manipulación de ci os á icos.
Todas las o aciones ealizadas han a dado 2 a 3 semanas y me han
pe mi ido inc emen a mi conocimien o en el modo de abajo de un
Fa macéu ico hospi ala io, un á ea en la que aún no había es ado, ya que en
Po ugal u e solamen e con ac o con el abajo en O icina de Fa macia. Aún
más, me ha dado la opo unidad de in eg a me y mejo a mi español. Pude
ambién conoce la impo ancia del abajo del es o del pe sonal de la
Fa macia en los se icios que son p es ados po el Se icio de Fa macia al
hospi al y a odos sus pacien es. En es e iempo es u e en cinco o aciones
dis in as que me han pe mi ido ealiza di e en es ac i idades que se án
mencionadas a con inuación en es a memo ia. Apa e de las o aciones pude
asis i igualmen e a sesiones que han pe mi ido mejo a mi conocimien o
cien í ico.
2
1. Á ea de dispensación y dis ibución de medicamen os a
pacien es hospi alizados o bajo con ol hospi ala io
Es a cons i uye la á ea más g ande del Se icio de Fa macia y es en
es e si io donde acon ece la dispensación de medicación essencialmen e de
dos mane as: Sis ema de Dis ibución de Medicamen os en Dosis Uni a ia
(SDMDU) y Dispensación po S ock.
1.1. Sis ema de Dis ibución de Medicamen os en Dosis
Uni a ia (SDMDU)
Los pasos de la dispensación y dis ibución de medicamen os en
sis ema unidosis se esumen de la siguien e mane a:
El médico p esc ibe la medicación del pacien e en una o den
médica;
La en e me a se queda con una copia de la o den médica;
El celado que conduce el ca o de medicación al Se icio de
Fa macia coge las ó denes médicas y las en ega jun o con los
ca os;
La o den es alidada po los Fa macéu icos y ansc i a
in o ma icamen e;
Los Fa macéu icos sacan el lis ado pa a que las auxilia es
pueden ealiza el llenado de ca os;
Los ca os son e isados po el Fa macéu ico, Residen e o
alumno de p ác icas;
El ca o es ecogido po el celado pa a que uel a a su unidad de
o igen;
Ocu e más una ez la e isión del ca o, es a ez po la
en e me a (caso haya algún e o con el llenado, el mismo es
in o mado y eclamado al Se icio de Fa macia);
La en e me a adminis a la medicación adecuada a cada
pacien e1.
3
El obje i o de la dispensación en dosis uni á ias es “conoce la his o ia
a maco e apéu ica de los pacien es, p omo iendo la in e ención a macéu ica
an es de la dispensación y adminis ación de los á macos, colabo ando
ac i amen e en la disminución de los e o es de medicación, in e acciones y
eacciones ad e sas”2. En es e sis ema, se e i ica que la in e ención
a macéu ica es undamen al ya que la dispensación y dis ibución de
medicamen os no puede ocu i sin la alidación p e ia de las ó denes medicas
po pa e del p o esional a macéu ico. Así, el SDMDU pe mi e, después de la
alidación de las o denes médicas, dispensa de una o ma indi idual la
medicación de cada pacien e pa a un pe íodo de 24 ho as1.
La alidación no es una a ea ácil ya que incluye la acla ación de
posibles p escipciones ambiguas o inco ec as y comp oba si se encuen an
p esen es medicamen os que no es án incluídos en la guía a maco e apeu ica
del hospi al y, en es e úl imo caso, indica a a és de una no a (anexo I) una
posible al e na i a, que es é ap obada en el p og ama de in e cambio
e apéu ico de la guía ya mencionada. Aún más, en la alidación ambién se
debe analiza si hay in e acciones en e medicamen os, con aindicaciones,
dosis inadecuadas u o o ipo de e o es en las p esc ipciones. En mi opinión,
es es e pun o el más suscep ible de que ocu an e o es, po que las
p esc ipciones médicas son esc i as y no in o ma izadas. Así no sólo es posible
que ocu an e o es de ansc ipción al sis ema in o má ico po que el
Fa macéu ico puede no en ende lo que el médico ha esc i o en la p esc ipción
pe o ambién puede oco e una pé dida de iempo desnecesa ia en el abajo
del Fa macéu ico, ya que iene que muchas eces llama a la plan a y acla a
con el médico lo que es á esc i o en la o den. Además, o o p oblema que suele
oco i es la en ega de copias de ó denes ilegibles.
Las o denes médicas no pueden se en iadas a cualquie ho a, ya que
es necesa io que las o denes lleguen jun o con los ca os de medicación an es
del mediodía (12 h) pa a que, a pa i de las 15h, los ca os se encuen en
p epa ados pa a se ecogidos po los celado es de cada unidad del Hospi al.
El cumplimien o de es e ho a io posibili a que la medicación es é p on a pa a la
p ime a adminis ación, a las 16h, en cada unidad de hospi alización.
4
1.2. Reposición de s ock pac ados en Unidades de En e me ía
Es es abelecido pa a cada plan a del hospi al o unidad clínica un s ock o
de medicamen os y su con ol es á al ca go de los p o esionales de En e me ía
Es e s ock es á o ganizado con las especialidades a macéu icas (y sus
can idades necesa ias) adecuadas a las necesidades de los pacien es de cada
plan a o unidad. Es e sis ema pe mi e la dispensación de medicación de
u gencia, apósi os, an isép icos y luido e apia a las Unidades de
Hospi alización.
Después de adminis a la medicación al pacien e, una solici ud de
eposición se á en iada po la en e me a al Se icio de Fa macia, a a és de la
In ane del Hospi al. Es e en io debe ocu i en e las 8 de la manãna a las 12
ho as. Es impo an e menciona que el en io es hecho con o me días
p e iamen e es abelecidos pa a cada unidad, ajus ado al calenda io. La
solici ud end á que se e isada y alidada po un Fa macéu ico y solo
después se pod á p epa a el cajón de eposición de s ock.
1.3. Con ol de calidad
El pun o de mayo impo ancia en es a á ea es el con ol de calidad, ya
que es esencial ga an i que la medicación co e a es la que es en egue a los
pacien es. El con ol de calidad iene obje i os impo an es que deben se
des acados:
- Disminui el núme o de e o es de medicación pa a que no ocu a una
adminis ación e ónea a los pacien es y ga an iza mayo segu idad a los
pacien es que se encuen an ing esados en el Hospi al;
- Realiza una análisis de las causas de los e o es que ocu án pa a
pode mejo a la dispensación de medicación1
1.3.1. Con ol de calidad: e isión de ca os
Dia iamen e, el Fa maceú ico, el Residen e o el alumno de p ác icas
e isa el con enido de los ca os de medicación. La pe sona enca gada e isa
5
uno po uno cada caje ín que iene la medicación de cada pacien e y se basa
en el lis ado de medicación, que es sacado po el Fa macéu ico pa a que las
auxilia es de Fa macia puedan llena los ca os po cama de pacien e. Así,
cuando los e o es (po ejemplo, medicación cambiada de cama, dosis mayo ,
dosis meno , omisión de una dósis, sob a de dósis,...) son de ec ados, los
mismos son co egidos y egis ados en una abla. Los e o es son egis ados
po ca o de medicación y se apun a la echa y ho a de e isión y el e iso la
i ma.
1.3.2. Con ol de calidad: Análisis de las eclamaciones de
plan a
An es de adminis a los medicamen os a los pacien es, el pe sonal de
En e me ía e isa ambién la medicación que iene en cada ca o pa a
asegu a se de que los medicamen os en egues son los adecuados,
conside ando dosis, ía de adminis ación, especialidad a macêu ica, en e
o os pun os. Caso se iden i ique algún e o , el pe sonal en ia á una
eclamación al Se icio de Fa macia. Debe ocu i una e isión de la
eclamación, de la o den médica y el lis ado sacado pa a auxilia en la
dispensación de la medicación.
Pa a e i a u u os e o es en el momen o de dispensación de
medicamen os, los mismos son egis ados en una abla al como ocu ía con
los e o es de llenado de ca os. Pa a es udia mejo es as eclamaciones,
es as eciben una clasi icación especi ica. Así, las eclamaciones son
clasi icadas de la siguien e mane a:
Tipo 1d - e o de dispensación;
Tipo 1 - e o de asc ipción (du an e el iempo que ansc ibía la
in o mación de las eclamaciones al p og ama Mic oso Excel, me he
dado cuen a que es os no malmen e son el ipo de e o es más
ecuen es);
Tipo 2 - los e o es en es e g upo pueden se dis in os: p esc ipciones
ambiguas, cambio de ía de adminis ación o de o ma a macéu ica,
medicación sin ía de adminis ación asignada, po ejemplo.
6
Tipo 3 - e o es en que el medicamen o aún no ha sido ecogido o que
ya ha sido se ido;
Tipo 4 - los medicamen os no es án en la o den médica, no se
encuen án pau ados o no es indicada su dosis o ía de adminis ación
en la o den médica, el medicamen o no se encuen a incluido en la guía
a maco e apéu ica o el mismo es de uso es ingido. Aún más, son
incluidos en es e ipo de e o es los cambios de dosis o ecuencia de
adminis ación.
Es impo an e hace e e encia que se di iden las eclamaciones en dos
g upos dis in os: las eclamaciones ipo 1 y 2 son jus i icadas mien as las de
ipo 3 y 4 son no jus i icadas.
Después de egis a las eclamaciones en unción del ipo de e o y po
unidad del hospi al (Reanimación, Ca diología,...) donde ienen, es as son
ansc i as al p og ama in o má ico Excel y los da os son analizados
es adís icamen e.
1.3.3. Con ol de calidad: Expe iencia pe sonal
C eo que pa icipa en la e isión de ca os y la ansc ipción de las
eclamaciones al p og ama Excel me ha dado una pe spec i a dis in a sob e el
abajo que ealiza el Fa macéu ico en un hospi al ya que pensaba que su
unción pasaba unicamen e po alida las o denes médicas. Aún más, me ha
pe mi ido e i ica la esponsabilidad y e dade o abajo que ocu e an es de
pode dispensa medicación. Así, me he dado cuen a de la impo ancia de
ealiza el con ol de calidad po la can idad de e o es que pueden pasa y que
pueden pone los pacien es en pelig o. Es e con ol pe mi e no solo sensibiliza
alumnos de p ác icas como yo pa a el p oblema mencionado an e io men e,
pe o ambién el es o de las pe sonas que abajan en el Se icio de Fa macia.
Sin emba go, se ia necesa io ene más pe sonas disponibles pa a ealiza la
e isión de ca os pa a consegui mejo a aún más la dispensación ealizada
po unidosis y disminui así el núme o de eclamaciones que llegan al Se icio.
7
1.4. Ven ajas y limi aciones del SDMDU1
Ven ajas
Dosis exac as p epa adas pa a cada en e mo
Con ol dia io y mayo del a amien o po el Fa macéu ico (po la
alidación de las p esc ipciones)
Disminución de los e o es de medicación
Calidad a maco e apéu ica aumen ada
Cumplimien o de la o den médica ga an izado
Volumen de s ock de plan a disminuido (mayo economización)
Mayo acilidad pa a es udia la elación del cos e de la medicación
po cada pacien e
Ilus ación 1: Ven ajas del SDMDU
Limi aciones
E o es de ansc ipción debido al núme o ele ado
de ó denes médicas ilegibles o p esc ipciones
ambiguas
Medicación con e ique ado o en ase inco ec o
Necesidad de p o esionales pa a e isión de los
ca os de medicación y de más iempo y dine o
Ilus ación 2: Limi aciones del SDMDU
1.5. Bo iquines especiales
Bo iquín de pa ada ca dio espi a o ia
Los ca os de pa ada ca dio espi a o ia son esenciales en las
si uaciones de eme gencias que muchas eces ocu en en los hospi ales.
En es os casos es impo an e que se ac úe con apidez pa a consegui
ga an iza la segu idad de los pacien es que se encuen an en iesgo de
ida. Es os bo iquines son una ópcion de ácil aslado y accesibilidad y su
8
exac a localización debe se del conocimien o de los p o esionales cuya
unción es é implicada con su uso.
El con enido de los ca os se encuen a di idido en seis cajones:
P ime cajón: medicamen os de eme gencia y medicamen os de pa ada.
Segundo cajón: ma e ial pa a in ubación.
Te ce cajón: ma e ial pa a accesos enosos.
Cua o cajón: luido e apia.
Quin o cajón: ma e ial pa a uso en ía aé ea.
Los medicamen os del bo iquín que necesi en de es a conse ados con
ío deben se iden i icados po una e ique a, donde es a á in o mación
impo an e sob e los mismos como su composición y luga del igo í ico
donde deben se almacenados. Aún más, en el caso de los es upe acien es,
es os ambién se án iden i icados po una e ique a pe o su documen ación
legal se encon a á en el cajón de es upe acien es de la unidad.
Es necesa io ealiza una e isión pe iódica del con enido de los
bo iquines y epo ne lo cuándo haya sido usado. Así, es as dos unciones
es án al ca go de la supe iso a del bo iquín de pa ada. De es a mane a,
una ez al mes, ocu i á la e isión incluso si el ca o no haya sido usado.
En es a e isión, debe se asegu ada que es empleado un uso y
almacenamien o adecuados de los medicamen os y e i icando los pun os
que pueden se mejo ados pa a e i a cualquie e o que pueda pasa en la
u ilización del bo iquín. Además, debe se analizada la echa de caducidad
de la medicación.
También exis e el con ol de calidad en es e ema. Así, cada seis meses
se e aluan las siguien es ca ac e ís icas:
P esencia del p ecin o en el ca o (indicación que el mismo no se ha
u ilizado);
Ubicación adecuada (el ca o debe ene ácil accesibilidad y mo ilidad);
Exis encia de medicamen os y ma e ial sani a io caducados;
Funcionamen o acecuado de bolsa de en ilación manual y
la ingoscopio;
Regis o de e isión mensual del ca o cumplimen ado.
9
Bo iquín de an ído os
En el Hospi al Clínico, se puede encon a es e bo iquín en el Se icio de
Fa macia, al lado del a ma io de almacenamien o de los es upe acien es. En el
lado de echo, en su ex e io , el bo iquín iene una lis a de los an ído os que se
encuen an disponibles pa a se dispensados y pa a que casos conc e os son
u ilizados. Aún más, exis e ambién documen ación de consul a den o del
bo iquín caso haya una in oxicación. La ad enalina y la N-ace ilcis eína son dos
ejemplos de an ído os que se pueden encon a en es e bo iquín.
1.6. Dispensación de medicamen os a pacien es no
hospi alizados: pacien es ambulan es
Es e ipo de dispensación de medicamen os es un poco di e en e, ya que
el pacien e no se encuen a hospi alizado, pe o ecibe de igual o ma
medicación del Hospi al. En es e caso, es adminis ada al pacien e la
medicación en un cen o pe o no lle a los medicamen os a casa como ocu e
con los pacien es ex e nos. Exis en dos si ios que deben se mencionados:
El Hospi al de Día: aquí se adminis an dis in os a amien os como los
a amien os oncológicos, el adiodiagnós ico o el a amien o con
inmunoglobulinas. Aúnque no engan que queda se hospi alizados, los
pacien es deben isi a el Hospi al egula men e pa a con inua sus
a amien os.
Unidad de diálisis: Se puede encon a es a unidad en el Hospi al Vi gen
de la Vega. Tal como en el Hospi al de Día, los pacien es no ienen que
queda se hospi alizados, pe o es necesa io que isi en con ecuencia
es a unidad pa a ealiza la diálisis.
1.7. Medicamen os ci os á icos: elabo ación y con ol
Es impo an e ene cuidado an o en la p epa ación como el manejo de
es e ipo de medicamen os, ya que es os son una medicación de al o iesgo3.
10
Además, se debe p ocede de un modo di e en e en su dispensación. Así, las
o denes médicas de ci os á icos son dis in as a las o denes de los o os
medicamen os, ya que ienen colo azul. El Fa macéu ico es esponsable po la
alidación y e isión de las o denes de los ci os á icos y debe ga an iza que la
p esc ipción médica cumple o menciona de e minados pun os: iden i icación del
pacien e, solución in a enosa seleccionada, es abilidad, compa ibilidad,
posología y olumen adecuados, concen ación de la p epa ación, ía de
adminis ación y du ación de a amien o. Aún más, el Fa macéu ico hace una
con i mación de la dosis de medicamen o que ha sido calculada, de acue do
con las ca ac e ís icas del pacien e (edad, peso/supe icie co po al, po
ejemplo). Con es e ipo de medicamen os es habi ual e p esc ipciones con
medicamen os coadyu an es (como pa ace amol o me oclop amida), pa a
a a y/o con ola los e ec os ad e sos de i ados del uso de los ci os á icos –
dolo y emesis.
Exis e un á ea especí ica, con olada y con limi ación de acceso pa a la
elabo ación de es e ipo de medicamen os, ce ca del á ea de dispensación y
dis ibución en unidosis. Es e á ea iene una cabina de lujo lamina e ical que
pe mi e maneja los ci os á icos con segu idad3. Es necesa io u iliza una ba a
adecuada, guan es y una masca illa. La pe sona que p epa a la medicación no
es la misma que es á enca gada de p epa a la bolsa. La bolsa de medicación
es á iden i icada con da os impo an es del pacien e como de los á macos
(p incipio ac i o, dosis, ía de adminis ación, concen ación de la p epa ación,
olumen inal, condiciones de conse ación)3.
Es impo an e menciona que se puede encon a más in o mación
ela i a a los ci os á icos en el manual de p ocedimien os del Se icio de
Fa macia del hospi al. Así, se encuen an da os sob e la u ilización de ma e ial,
uncionamen o de la cabina de lujo, soluciones de dilución, elocidad de
pe usión, en e o os.
1.8. Ensayos clínicos
Ensayo clinico
Toda in es igación e ec uada en se es humanos pa a
de e mina o con i ma los e ec os clínicos, a macológicos
17
2.3. Elabo ación y con ol de o mas no es é iles
2.3.1. Local y u illaje
Exis en dos habi aciones en la á ea de elabo ación, manipulación y
con ol de o mas de o mas a macéu icas:
En una de las salas, se ealiza el la ado del ma e ial u ilizado en el
labo a ó io y es ambién el si io donde las auxilia es de Fa macia een asan
medicamen os. En es a sala ambién se elabo a la c ema an iesca as, ya que
es necesa io ene un baño pa a calen a los p incipios ac i os u ilizados en su
p epa ación. También se puede encon a una es u a aqui así como algún
ma e ial como asos de p ecipi ado y id ios de eloj que se encuen a
almacenado en a ma ios.
En la o a sala, se p epa an las es an es o mas a macéu icas no
es é iles (como pomadas, soluciones, en e o as) y ambién se een asan y
e ique an es as o mas. En es a habi ación ambién se puede encon a un
o denado , u ilizado pa a búsqueda de in o mación que no es é en los PNT’s y
u lizado en la ges ión de es e á ea. Además, odo el ma e ial necesa io pa a
p epa a las o mas se encuen a en a má ios en es a di isión. Aún más, se
pueden encon a balanzas, ne e a, een asado a y demás equipamen o ú il.
2.3.2. Me odología de abajo
Inicialmen e, el ope ado limpia la supe icie de abajo con alcohol al
70% an es de empeza a p epa a la o ma a macéu ica. En seguida, un papel
de il o es pues o sob e es a supe icie pa a que se pueda coloca encima odo
el ma e ial necesa io pa a la elabo ación de la o ma. Pa a la elabo ación, el
alumno de p á icas, esiden e de Fa macia o el Fa macéu ico debe ene una
ba a es ida así como guan es no es é iles. Aún más, debe u iliza una
masca illa caso las subs ancias ac i as u ilizadas sean pelig osas/ óxicas como
los an ibió icos cuyo pol o puede se acilmen e inhalado si el ope ado no iene
p o ección. Todo el p ocedimien o es hecho conside ando las ins ucciones que
es án en el PNT.
18
2.3.3. Ejemplos de o mas a macéu icas no es é iles
ealizadas y su uso
Solución de beclome asona: U ilizada en el a amien o de en e medad
de inje o con a huésped (EICH).
Suspensión y pomada polian ibio ica: U ilizada pa a descon amina el
ac o gas oin es inal de pacien es con in ubación. (En el anexo II de
es a memo ia se puede encon a un ejemplo de PNT de la suspensión
polian ibio ica)
2.4. Con ol de calidad
Las o mas a macéu icas que son elabo adas en es a á ea deben ene
ca ac e ís icas en con o midad con lo que se encuen a es ablecido en las
no mas de co ec a elabo ación y con ol7. Así, el Fa macéu ico debe ealiza
en con ol de calidad pe iódicamen e pa a ga an iza que se cumplen las
especi icaciones de calidad.
Du an e mi iempo en es a á ea, he is o p incipalmen e el con ol
bac e iológico ealizado median e el ecogido de mues as de los coli ios
au ólogos ealizados en cabina, ya que es os son p epa aciones es é iles. Es e
ecogido de mues as pe mi e analiza si la me odología de abajo aplicada ha
sido la co ec a o si el lujo ho izon al de cabina unciona adecuadamen e.
2.5. Dispensación
Si la medicación del pacien e es una ó mula magis al o un p epa ado
o icinal, el médico p esc ibi á los medicamen os en una o den médica no mal,
(igual a las demás o denes que llegan a la á ea de dispensación y dis ibución
de medicamen os). No obs an e, si el medicamen o es la me adona, es
necesa io ellena un ale de es upe acien es con los da os an o del pacien e
19
como del médico y con in o mación sob e la dosis de me adona. Es impo an e
menciona que es a á ea abas ece en me adona las siguien es o ganizaciones:
C uz Roja, P oyec o Homb e, Cá i as y la cá cel de Topas.
En el caso de los coli ios au ólogos, es os son dispensados di ec amen e
a pa i de la unidad de Fó mulas Magis ales. Así, es en es a á ea que los
pacien es ecibi án oda la in o mación necesa ia pa a el co ec o uso y
almacenamien o de la medicación mencionada an e io men e.
2.6. Reen asado de medicamen os
El een asado de medicamen os es ealizado po los auxilia es de
Fa macia y iene como p opósi o acili a la iden i icación de medicamen os así
como disminui la necesidad de su manipulación, pe mi iendo que las
especialidades a macéu icas es én de acue do con los di e en es sis emas de
dis ibución de medicamen os que exis en en el Hospi al. Así, los medicamenos
een asados deben ene en su en ase la iden i icación de, po lo menos,
denominación común in e nacional, nomb e come cial, echa de caducidad, el
núme o de lo e y su dosis. En seguida son mencionados medicamen os que
son een asados:
Medicamen os que no pueden se dis ibuidos en dosis uni a ias debido
a un acondicionamen o uni a io no adecuado (no exis e en cada unidad
una cla a iden i icación de dosis, p incipio ac i o, núme o de lo e y echa
de caducidad;
Medicamen os que son dosi icados de mane a a iable o cuya dosis no
es é disponible come cialmen e;
Medicamen os en que es necesa io con ola los de o ma es ic a;
Medicamen os cuya elabo ación es á al ca go del Se icio de Fa macia
del Hospi al.
20
2.7. Expe iencia pe sonal en la segunda o ación
El aspec o más in e esan e du an e es a o ación ha sido el ap endizaje
de odos los pasos necesa ios pa a en a en cabina y pa a ga an iza la
es e ilidad de las o mas p epa adas. Aún más, segui el esiden e de Fa macia
en la elabo ación de coli ios au ólogos me ha pe mi ido econoce la
esponsabilidad de abaja con p oduc os biológicos y los iesgos en su
manipulación. He podido ambién eco da conocimien os ap endidos en las
clases de Tecnología Fa macéu ica en la Facul ad de Fa macia de la
Uni e sidad de Opo o. Po in, me gus a ía menciona que me ha gus ado
muchísimo ene un unción an ac i a en es a o ación, que me ha pe mi ido
elabo a dis in as o mas a macéu icas es é iles y no es é iles.
3. Á ea de dispensación a pacien es ex e nos
En es a á ea se ealiza la dispensación de medicamen os de una
o ma con idencial a pacien es que no se encuen an hospi alizados. Pe o
ambién es necesa io menciona que no sólo se dispensan á macos en es a
á ea. Así, se hace una a ención a macéu ica, es ando es a más di igida a las
siguien es en e medades: VIH, Hepa i is C y neoplasias (exis en dos zonas
pa a las consul as de a ención de VIH y hepa i is en es a unidad). No obs an e,
su gen pacien es ambién con o as pa ologías.
Pa ologías a adas en la Á ea de Pacien es Ex e nos
Hipe ensión pulmona
Fib osis quís ica
Hepa i is B
Anemia pos quimio e apia
Hemo ilia
Insu iciencia enal c ónica
A i is euma oide
Neu openia pos quimio e apia
Pso iasis
Escle osis la e al amio ó ica
VIH
Neoplasias
Hepa i is C
Escle osis múl iple
21
P oblemas de c ecimien o
En e medad de Ch on
Ilus ación 8: Pa ologías más comunes a adas en la á ea de dispensación a
pacien es ex e nos.
3.1. Dispensación a pacien es no hospi alizados
Los pacien es ex e nos son aquellos pacien es que no ienen que
queda se hospi alizados, pe o necesi an pasa po el Hospi al a ecoge
medicación, ya que es a es de uso hospi ala io, así no la pueden encon a en
una O icina de Fa macia. De es e modo, los medicamen os de uso hospi ala io
son aquellos “que exigen pa icula igilancia, supe isión y con ol del equipo
mul idisciplina de a ención a la salud, los cuales a causa de sus ca ac e ís icas
a macológicas o po su no edad, o po mo i os de salud pública, se ese en
pa a a amien os que solo pueden u iliza se o segui se en medio hospi ala io o
cen os asis enciales au o izados”. Su en ase es iden i icado po la sigla “H”9.
Aún más, es e ipo de pacien es necesi a de un con ol es echo de su
a amien o, ya que no eciben cuidados hospi ala ios. Así, es e con ol ocu e
en es e si io, ecibiendo los pacien es ambién in o mación adecuada a su
medicación y en e medad pa a que sea posible la p omoción del uso acional
de los medicamen os.
También exis en pacien es ex e nos en las unidades de Ensayos
Clínicos y de Elabo ación de o mas a macéu icas.
3.2. Me odología de abajo
De lunes a ie nes, es a unidad es á abie a desde de las 9 de la
mañana has a las 14 ho as de la a de. Puede que haya casos en que los
medicamen os son dispensados después des e ho a io, pe o eso sólo pasa á
cuando exis an jus i icaciones adecuadas.
Pa a hace la dispensación de medicación, el pacien e iene que ene
consigo una ece a de uso hospi ala io (un ejemplo de es a ece a es á en el
anexo III) y es necesa io que el a amien o sea p esc i o po un médico
22
especialis a que abaje en el Hospi al. En la ece a deben se mencionados
de e minados pun os:
In o mación sob e el pacien e (nomb e y nume o de his ó ia
clinico);
Medicamen os p esc i os po el médico, incluyendo la posologia
indicada;
Da os del médico que es esponsable de la p esc ipción;
Indicación del núme o de dispensaciones hechas y el núme o
exac o de comp imidos/unidades de medicación dispensada, jun o
con la echa y la i ma del Fa macéu ico.
Es necesa io menciona que la medicación dispensada co esponde al
máximo que un pacien e necesi e pa a un mes. Así, la ece a iene es copias
de di e en es colo es (ama illo, osa y azul), ep esen ando cada una la
medicación pa a un mes. Des a mane a, cada ece a pe mi e que el pacien e
ecoja medicación pa a es meses. De cada ez que el pacien e pide la
medicación, el Fa macéu ico queda con una copia has a que sea necesa io
eno a ece as en una nue a consul a con el médico.
De las 14 de la a de a las 15 ho as, ocu e la e isión de ece as pa a
e si es necesa io in oduci en el p og ama in o má ico alguna in o mación
que po e o no haya sido gua dada y ambién pa a e i ica que no haya
ocu ido ningún e o en la medicación dispensada. La e isión es hecha
haciendo al mismo iempo el análisis del lis ado de medicamen os que ue on
dispensados en esa mañana.
3.3. Medicamen os más u ilizados en pacien es con VIH
En el caso del VIH, he e i icado que exis e una complejidad de
a amien o, ya que no malmen e es dispensada una combinación de á macos
y no solamen e un medicamen o. Así, los medicamen os que han sido
dispensados mien as es aba en es a o ación han sido:
Inhibido es de la ansc ip asa in e sa análogos a nucleósido:
Abaca i (Ziagen®)
23
Teno o i (Vi ead®)
Inhibido es de la ansc ip asa in e sa no análogos a nucleósido:
E a i enz (Sus i a®)
E a i ina (In elence®)
Inhibido es de la p o easa:
Ri ona i (No i ®)
Lopina i + Ri ona i (Kale a®)
Aza ana i (Reya az®)
Da una i (P ezis a®)
Inhibido es de la in eg asa
Ral eg a i (Insen ess®)
Además, he is o ambién medicamen os que ienen más que un
p incipio ac i o como Ki exa® (Abaca i + Lami udina) y T u ada®
(Em ici abina + Teno o i ). La lami udina y la em ici abina son inhibido es de
la ansc ip asa in e sa análogos a nucleósido (Ejemplos de medicamen os del
VIH en el anexo IV).
3.4. A ención Fa macéu ica
La A ención Fa macéu ica implica el abajo del Fa macéu ico con o os
p o esionales con el obje i o de encon a un plan e apéu ico adecuado pa a el
pacien e que p oduzca esul ados e apêu icos que demons en e icacia10.
La A ención Fa macéu ica de un pacien e que inicia un a amien o es un
poco di e en e del pacien e que es á con inuando con su a amien o. En el
p ime caso, se iene que ellena una icha con odos los da os del pacien e
(nomb e, medicación, ...) y se le explica al pacien e como unciona su
a amien o, como se debe adminis a lo, se habla de los e ec os secunda ios
que pueden se expe ienciados. No malmen e es a a ención a da á más
24
iempo pa a pode deja cla o odo el ipo de dudas que el pacien e enga.
Du an e la a ención de un pacien e que no inicia un a amien o, se e isan las
analí icas del pacien e, e i icando si odo es á bien y si el a amien o puede
se con inuado. Además, se habla de los e ec os secunda ios que el pacien e
ha expe imen ado con la medicación y se analiza si los e ec os ya habían sido
expe ienciados o no y si el caso es posi i o, se analiza como ha sido la
e olución de los e ec os. También se p egun a como oma la medicación y se
apun a la echa de la consul a siguien e, pa a que pueda habe una mejo
o ganización de abajo en es a unidad.
3.5. Expe iencia pe sonal en la e ce a o ación
No malmen e, en un día en es a unidad, e isaba a p ime a ho a las
analí icas de los pacien es de Oncología que enían consul a ma cada con su
médico pa a ese día pa a que ue a más ácil ealiza la a ención a macéu ica
al pacien e. Aún más, he dispensado medicamen os ambién y ealizado
a ención a los pacien es de Oncología. Al in del día, ayudaba con la e isión
de ece as.
Me ha encan ado pode ene un con ac o más ce cano con los
pacien es y comp oba la impo ancia de la elación que se debe es ablece
en e el p o esional de salud y el pacien e. Es muy impo an e que el pacien e
con ie en el Fa maceú ico pa a que pueda con a le odas sus dudas
ela i amen e a su pa ología y/o a su medicación. Aún más, es esencial que el
pacien e pueda sen i que no es á sólo ya que lo que sien e psicológicamen e
es an impo an e como lo que sien e ísicamen e. Me ha so p endido ambién
el núme o ele ado de pacien es que necesi an de medicación pa a el VIH y la
edad de algunos en e mos con neoplasias. Así, como he e idenciado la
complejidad de a amien o del VIH, he mencionado ejemplos de medicación
empleados en es a pa ología.
C eo que el más impo an e en es a o ación es con inua a mejo a la
a ención a macéu ica, pe o es muy di ícil hace lo ya que el iempo y el núme o
de p o esionales es muy poco pa a la can idad de pe sonas que pasan po es a
unidad (en media, en un dia, se eciben 100 a 120 pacien es). No obs an e, la
25
dedicación de odos los p o esionales que he conocido en es a o ación es
eno me y espe o algún día pode se una p o esional án humana como las
Fa macéu icas y la auxilia que he conocido.
4. Hospi al Vi gen de la Vega
El Hospi al Vi gen de la Vega es á incluido en los hospi ales que o man
pa e del Complejo Asis encial Uni e si a io de Salamanca. Es á si uado ce ca
del Hospi al Clínico y es más pequeño que es e úl imo, pe o ambién iene
Se icio de Fa macia donde se pueden encon a p o esionales de Fa macia
(Fa macéu ica, Residen e de Fa macia y auxilia es de Fa macia). Tal como en
la p ime a o ación, se pueden encon a aquí Dispensación-dis ibución de
medicamen os pa a eposición de s ock pac ados en Unidades de En e me ía,
sis ema de dis ibución de medicamen os en dosis uni a ias y bo iquines
especiales.
4.1. Expe iencia pe sonal en la cua a o ación
Las ac i idades que he ealizado en es a o ación han sido muy
pa ecidas a las que había desa ollado en la p ime a o ación. Así, ambién he
sido esponsable po e isa el llenado de ca os de medicación y analiza los
e o es más comunes en es e llenado. Además, al como en la unidad de
dis ibución, me he dedicado a analiza los ni eles de hemoglobina de
pacien es (ambulan es) con insu iciencia enal c ónica a ados con ac o es
es imulan es de la e i opoyesis (FEE) pa a comp oba si la dosis de FEE es la
adecuada. Así, de acue do con la in o mación p esen e en el “Plan anual de
Ges ión 2011” (p esen e en el Anexo V), he ayudado con la a ención
a macéu ica de los pacien es an e io men e mencionados. En los casos que la
dosis p esc i a po el médico pa ezca no es a de acue do con es e Plan, se
con ac a con el mismo pa a acla a la si uación.
No obs an e, ambién he ealizado algunas ac i idades di e en es. Así,
po las mañanas sacaba el lis ado de censo de mo imien os de pacien es y
o ganizaba las ca pe as de cada plan a, haciendo las co ec as ans e encias
26
de in o mación pa a las nue as camas o en onces a chi ando la in o mación de
los pacien es que habían enido al a. Aún más, he podido lee documen ación
a iada sob e di e en es emas como ges ión de Fa macia o al e aciones
poliele oli icas más comunes a ni el clínico. También he in e p e ado y
ayudado con la lec u a de las o denes médicas pa a pode dispensa la
medicación en Sis ema Unidosis. Finalmen e, ambién he hecho el seguimien o
de pacien es con a amien o de ancomicina ing esados en la unidad de
Neu ología del Vi gen Vega y alo ado la necesidad de su moni o ización. Los
esul ados de es a úl ima ac i idad es án en el anexo VI de la memo ia.
5. Á ea de Fa macociné ica clínica
5.1. Concep o gene al y obje i os
La Fa macociné ica es aplicada en los casos que se quie e ob ene la
mejo e icacia e apéu ica con el mínimo de e ec os ad e sos, eniendo como
obje i o la indi idualización del a amien o del pacien e. Así, exis en dos
obje i os pa a los Fa macéu icos que es án dedicados a es e ipo de abajo:
Moni o iza las concen aciones de á macos, indi idualiza las pau as de
dosi icación de los pacien es y con ola o eajus a la posología
aplicada;
En ende las causas que lle en a un a amien o ine icaz o óxico, que
no malmen e pasan po incumplimien o del a amien o po pa e del
pacien e e in e acciones en e á macos p esc i os;
In o ma al médico sob e cambios de dosis que deben se hechos pa a
cumpli la e icacia e apéu ica o e i a la oxicidad y, si necesa io,
in o ma le pa a suspende el a amien o y ol e a moni o iza
después11.
5.2. Pe il de medicamen os a moni o iza y jus i icación de la
moni o ización
No odos los á macos son suscep ibles de se moni o izados:
33
ANEXOS
34
ANEXO I
“No a al acul a i o
médico y en e me ía”
35
36
ANEXO II
“PNT de la suspensión
polian ibio ica”
37
38
ANEXO III
“Modelo de ece a
hospi ala ia”
39
40
ANEXO IV
“Medicamen os usados
en el VIH”
41
lus ación 1: Vi ead®: en ase y código.
Ilus ación 2: Ziagen®: en ase y código.
Ilus ación 3: In elence®: en ase y código.
42
ANEXO V
“Plan anual de ges ión
2011”
49
ANEXO VII
“Hoja de pe ición de
moni o ización de
á macos”
50
51