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Análise da atividade dos ajudantes de lar e das suas condições de trabalho numa perspetiva de género

Vítor Manuel Monteiro Figueiredo

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Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o Rua D . Robe o F ias, s/n 4200-465 Po o PORTUGAL VoIP/SIP: [email p o ec ed] ISN: 3599*654 Tele one: +351 22 508 14 00 Fax: +351 22 508 14 40 URL: h p://www. e.up.p Co eio Ele ónico: [email p o ec ed] MESTRADO EM ENGENHARIA DE SEGURANÇA E HIGIENE OCUPACIONAIS Disse ação ap esen ada pa a ob enção do g au de Mes e Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o ANÁLISE DA ATIVIDADE DOS AJUDANTES DE LAR E DAS SUAS CONDIÇÕES DE TRABALHO NUMA PERSPETIVA DE GÉNERO Ví o Manuel Mon ei o Figuei edo O ien ado : P o esso a Dou o a Liliana Ma ia da Sil a Cunha (P o esso Auxilia Con idado na Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o) A guen e: P o esso Dou o Camilo José Lopes Val e de (P o esso Auxilia na Uni e sidade Ca ólica) P esiden e do Jú i: P o esso Dou o João Manuel Ab eu dos San os Bap is a (P o esso Associado na Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o) ___________________________________ 2014 Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o I AGRADECIMENTOS A ealização des e abalho não pode ia se conc e izada sem a ajuda, apoio e comp eensão de algumas pessoas que me auxilia am nes e aje o de o ma di e a ou indi e a e po isso a odas elas o meu mui o ob igado. À P o esso a Liliana Cunha, pelo seu in e esse demons ado no es udo, pela sua disponibilidade pa a explica abe amen e as emá icas en ol en es ao es udo e pela disponibilidade pa a euni semp e que necessá io e ambém pelas co eções e suges ões que ce amen e melho a am es e abalho. À D a. Liliana Salgado, Di e o a do Se iço de Apoio Social da San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so po e pe mi ido e apoiado a ealização des e es udo. À Ins i uição San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so, po e pe mi ido a ealização des e es udo sob e os ajudan es de la no La José Luiz D`And ade, e po e sido ão bem ecebido nes a casa. À D a. Síl ia Ribei o do Se iço de Higiene e Segu ança da San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so, pelo empo gas o na elabo ação de documen os que o am acul ados e cuja u ilização e e uma impo ância ele an e no desen ol imen o do es udo e pelo apoio dado na elabo ação do mesmo. À D a. Sand a Sousa, Coo denado a do La José Luiz D`And ade, pelo in e esse demons ado na emá ica do es udo, pelo apoio dado na elabo ação do mesmo e pelos documen os acul ados de ele ada impo ância pa a o es udo. Aos Ajudan es de La do La José Luiz D`And ade, que semp e se demons a am in e essados e empenhados em colabo a no es udo, sem o empo despendidos po eles, es e es udo não se ia possí el ealiza . Ao MESHO, Mes ado de Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais, pela opo unidade da ealização da disse ação nes a emá ica. Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o III RESUMO Es e es udo p e ende analisa as condições de abalho dos ajudan es de la , nomeadamen e os seus cons angimen os, di iculdades e a possí el exis ência de di e enças nas condições de abalho e exposição a iscos, endo em con a a dimensão géne o. Em elação à me odologia aplicada, após a escolha da ins i uição que mais se enquad a a nos obje i os do es udo, ealizou-se uma p imei a abo dagem aos abalhado es, de o ma a ob e a con iança dos mesmos pa a desen ol e uma análise do seu abalho. Pos e io men e p ocedeu- se a uma análise obse acional (quali a i a) da a i idade de abalho de alguns ajudan es de la , p e iamen e selecionados, desc e endo o que azem conc e amen e e complemen ando es as obse ações com o egis o das e balizações que e e ua am no decu so des a análise. Pa a a ob enção de dados de odos os ajudan es de la , oi aplicado o INSAT Inqué i o Saúde e T abalho, o que pe mi iu a ealização de uma análise quan i a i a, endo os dados sido a ados com ecu so à e amen a es a ís ica SPSS s a is ics 20. Com base nes as opções me odológicas, e assumindo uma pe spe i a de géne o, os esul ados ob idos o na am isí eis as di e enças en e homens e mulhe es, no que oca às a e as desempenhadas no la e aos u en es a que p es am cuidados. De ac o, os abalhado es masculinos apoiam, exclusi amen e, u en es do mesmo sexo e as abalhado as emininas apoiam, sob e udo, as u en es do sexo eminino. Is o oco e de ido ao ac o de os u en es e em essas exigências e, desse modo, o abalho es á o ganizado de o ma a e pelo menos um homem em cada u no. Não obs an e, os esul ados ob idos aduzi am ambém ou as di e enças en e os abalhado es des a a i idade. Os cons angimen os egis ados incidi am na escolha dos u nos de abalho, da an iguidade, das elações de abalho e da expe iência p o issional necessá ia pa a o abalho. Os abalhado es de u nos di e en es não es ão expos os às mesmas condições de abalho, salien ando di e enças sob e udo, no empo o al de abalho, no i mo de abalho e nas a e as desempenhadas. No que oca à an iguidade, os abalhado es mais no os ap esen am uma maio di iculdade na escolha de u nos, e os mais an igos queixam-se sob e udo do cansaço sen ido. Ao ní el das elações de abalho, pode e e i -se que os abalhado es sen em que alguns u en es não os a am da melho o ma, não dando o de ido alo ao seu abalho e, po ezes, chegam a e e i que de ido ao i mo de abalho não êm empo pa a ou i os u en es. Os iscos p o issionais apon ados o am a exposição a agen es biológicos e a maio incidência de lesões músculo-esquelé icas, endo em con a as exigências p óp ias da sua a i idade e as condições em que ela é exe cida. To na am-se e iden es as elações en e abalho e saúde, uma ez que os abalhado es e e i am so e de lesões músculo-esquelé icas e, ainda, de p oblemas como ansiedade e i i abilidade. A análise da dimensão g upo e á io oi undamen al pa a comp eende as di e enças exis en es en e os abalhado es de di e en es aixas e á ias, uma ez que a pa i dos 35 anos de idade p e alecem os p oblemas de saúde, sendo es es ag a ados pelo abalho. To na-se impo an e salien a as di iculdades dos abalhado es de idade mais a ançada na ealização des a a i idade, o que e ela as exigências ísicas associadas. No que oca às suges ões de melho ia do abalho, os ajudan es de la e e i am que a exis ência de um en e mei o no u no da noi e acili a ia a a aliação da necessidade de um u en e i ao hospi al, uma ez que os abalhado es e ela am di iculdade em a alia essa necessidade. Uma ou a p opos a p ende-se com as an agens de ealização de abalho em equipa, de o ma a diminui o isco de lesões músculo-esquelé icas. Pala as-cha e: la es de idosos, ajudan es de la , géne o, elações abalho-saúde, iscos p o issionais Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o V ABSTRACT This s udy aims o analyze he wo king condi ions o household helpe s, ocusing on he cons ain s, di icul ies and he possible exis ence o di e ences ega ding wo k condi ions and exposu e o isks, aking in o accoun he gende . The me hodology applied du ing his wo k, began by choosing he mos adequa e ins i u ion o achie ing he objec i es o he s udy, in which he e was an ini ial app oach o wo ke s, in o de o ob ain hei con idence o de elop an analysis o hei wo k. Subsequen ly, a (quali a i e) obse a ional analysis o p e iously selec ed wo k ac i i ies o some household helpe s was done, desc ibing speci ically wha makes each ac i i y and complemen ing hese obse a ions wi h he eco d o u e ances which we e made du ing his analysis. In o de o ob ain da a o all household helpe s, he INSAT (which oughly ansla es o “Heal h and Wo k Inqui y”) was applied, which allowed he execu ion o a quan i a i e analysis. A s a is ical analysis o he da a was conduc ed using SPSS s a is ics 20 so wa e. Based on hese me hodological choices, and assuming a pe spec i e based on gende , he esul s show isible di e ences be ween men and women ega ding hei wo k pe o mance in he home and which use s hey ca e o . Resul s show ha men ca e exclusi ely o use s o he same sex, and emale wo ke s suppo especially he emale use s. This is due o he ac ha use s ha e hese equi emen s, and hus he wo k is o ganized so as o ha e a leas one man a e e y u n. Ne e heless, he esul s also e ealed o he di e ences be ween wo ke s o his ac i i y. Regis e ed cons ain s show in luence on he choice o shi s, senio i y, labo ela ions and p o essional expe ience equi ed o he job. Wo ke s om di e en shi s a e no exposed o he same wo k condi ions, pa icula ly emphasizing di e ences in o al wo k ime, pace o wo k and asks pe o med. Wi h ega d o senio i y, younge wo ke s ha e g ea e di icul y in selec ing shi s and olde complain o a igue abo e all else. In e ms o labo ela ions, i can be said ha wo ke s eel ha some use s do no ea hem in he bes way, no showing app ecia ion o hei wo k. Wo ke s some imes e en claim ha because o he pace o wo k, hey do no ha e ime o lis en o wha he use s ha e o say. The highligh ed p o essional isks a e he exposu e o biological agen s and he highe incidence o musculoskele al inju ies, aking in o accoun he speci ic equi emen s o hei ac i i ies and he condi ions unde which hese a e p ac iced. The ela ionship be ween wo k and heal h became e iden he, since wo ke s epo ed su e ing om musculoskele al inju ies and also p oblems such as anxie y and i i abili y. The analysis o he age g oup size was a undamen al key o unde s anding he di e ences be ween wo ke s o di e en ages, since a e 35 yea s old mos indi iduals s a o become mo e suscep ible o heal h p oblems, which a e agg a a ed by wo k. I is impo an o highligh he di icul ies el by olde wo ke s in his ac i i y, which indica es he associa ed physical demands. Rega ding sugges ions o he imp o emen o wo king condi ions, household helpe s men ioned ha he exis ence o a nu se on he nigh shi would acili a e he assessmen o he need o a use o go o he hospi al, since wo ke s e ealed di icul y in assessing his need. Ano he p oposal conce ns he ad an ages o doing pe o ming some wo k ac i i ies collec i ely, in o de o educe he isk o musculoskele al inju ies. Keywo ds: nu sing home, household helpe s, gende , wo k and heal h, occupa ional haza ds. Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o VII ÍNDICE PARTE 1 ......................................................................................................................................... 1 1 INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 3 2 ESTADO DA ARTE ........................................................................................................... 7 3 OBJETIVOS, MATERIAIS E MÉTODOS ...................................................................... 17 3.1 Obje i os da disse ação ............................................................................................ 17 3.2 Ma e iais e mé odos .................................................................................................. 17 PARTE 2 ....................................................................................................................................... 21 4 RESULTADOS ................................................................................................................. 23 4.1 Ca ac e ização da San a Casa da Mise icó dia ......................................................... 23 4.2 Ca ac e ização dos ajudan es de la .......................................................................... 24 4.3 Resul ados da análise obse acional ......................................................................... 26 4.4 Resul ados análise obse acional e elações com esul ados do INSAT .................. 30 4.5 Resul ados ob idos a a és da aplicação do INSAT .................................................. 34 5 DISCUSSÃO ..................................................................................................................... 39 5.1 In luência da dimensão géne o no abalho ............................................................... 39 5.2 Cons angimen os pe cebidos ................................................................................... 40 5.3 Riscos p o issionais ................................................................................................... 42 5.4 Impac o do abalho na saúde dos ajudan es de la ................................................... 43 5.5 Dimensão g upo e á io no abalho ........................................................................... 44 5.6 Suges ões de melho ia ............................................................................................... 45 6 CONCLUSÕES E PERSPETIVAS FUTURAS ............................................................... 47 6.1 Conclusões ................................................................................................................ 47 6.2 Pe spe i as u u as ..................................................................................................... 48 7 Bibliog a ia ........................................................................................................................ 51 Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o PARTE 1 Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 3 1 INTRODUÇÃO O es udo desen ol ido nes a disse ação de mes ado em como oco de análise a a i idade eal de abalho dos “ajudan es de la ”, esponsá eis pelo apoio social a idosos em ins i uições, nes e caso, em la es de idosos. A dimensão géne o impõe-se, desde logo, na análise, sabendo que es a a i idade é adicionalmen e desempenhada po mulhe es. De ce o modo, co obo a-se a assunção de que homens e mulhe es es ão expos os a iscos p o issionais di e enciados e de que, consequen emen e, as ques ões da saúde no abalho con inuam a e ela uma desigualdade no que à dimensão géne o diz espei o (Cas elhano & Noguei a, 2011). Não obs an e, mais do que uma na u alização des e ipo de discu sos, impo a e e i amen e analisa as si uações de abalho conc e as e da isibilidade à especi icidade das ques ões que a pa i dessa análise eme gem. Ainda que a a i idade dos ajudan es de la seja ma cada po uma o e p esença eminina em de imen o da p esença masculina, exis em ins i uições de la es de idosos onde homens e mulhe es desempenham a mesma a i idade. Desconhece-se, ainda assim, se se encon am nas mesmas condições, se exis e uma di isão do abalho, e se es ão expos os a iscos ocupacionais di e enciados, endo como e e ência a dimensão géne o (Fe ei a, 2012). O deba e em o no da a i idade dos abalhado es ajudan es de la impõe-se, endo em con a o aumen o da população en elhecida, con ibuindo pa a que haja necessidades sociais que de e minam o desen ol imen o des a a i idade de abalho e a sua maio exp essão num u u o p óximo. Os dados o iciais do úl imo Censos 1 (2011) e ambém da PORDATA (2012) aduzem p ecisamen e es a ealidade: a população po uguesa em diminuído, mas o índice de en elhecimen o em egis ado um aumen o - em 2012 exis iam ce ca de 129,4 idosos po cada 100 jo ens, e i icando-se um aumen o ela i amen e a 2011 1 . Pa a 2050, a p e isão é pa a uma diminuição da população Po uguesa e pa a um aumen o do índice de en elhecimen o sendo que se pode a ingi um núme o de 243 idosos po cada 100 jo ens (Gabine e de Es a égia e Planeamen o, 2012). A espos a a es as necessidades sociais pode po encia o aumen o do núme o de ins i uições de apoio e de cuidados con inuados a idosos, e ao exe cício des a a i idade po um núme o c escen e de p o issionais. Essas ins i uições são designadas po la es de idosos ou la es da e cei a idade, que consis em em alojamen o cole i o, de u ilização empo á ia ou pe manen e, pa a idosos em si uação de maio isco de pe da de au onomia (Gabine e de Es a égia e Planeamen o, 2012). Po sua ez, os abalhado es que p es am ais cuidados a idosos podem se designados, em con o midade com a en idade pa onal a que se encon em inculados, de ajudan es de la ou ajudan es de ação di e a, sendo ambas as designações o malmen e acei es. Segundo a Po a ia n.º 67/2012 de 21 de ma ço, no a igo 12.º, “uma es u u a esidencial de e dispo de pessoal que assegu e a p es ação dos se iços 24 ho as po dia”, de endo dispo no mínimo de “um(a) ajudan e de ação di e a, po cada 8 esiden es” e de “um(a) ajudan e de ação di e a, po cada 20 esiden es com is a ao e o ço no pe íodo no u no”. Assim, segundo a legislação em igo , a p esença des es abalhado es é ob iga ó ia, podendo se de ambos os sexos. 1 Dados ob idos a a és do Sí io po da a.p [Acedido em Fe e ei o de 2014] h p://www.po da a.p /Po ugal/Indicado es+de+en elhecimen o+segundo+os+Censos-525 h p://www.po da a.p /Po ugal Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 4 In odução Ainda assim, e como oi já oi e e ido, es a a i idade é no malmen e desempenhada po mulhe es, sabendo ambém que exis em ques ões his ó icas e cul u ais que em mui o con ibuí am pa a que a esponsabilidade pela p es ação de cuidados osse conside ada in insecamen e eminina. E a a mulhe que assumia o papel de cuidado a dos ilhos, do ma ido, da casa, pelo que a a ibuição do papel de p es ação de cuidados a e cei os nem supunha um ques ionamen o das azões que na u aliza am a a ibuição des e ipo de a e as às mulhe es (Ca alho, 2012). Des e modo, p ocu ou-se, no âmbi o des a disse ação, analisa a a i idade dos ajudan es de la , examinando as a e as desempenhadas, os cons angimen os sen idos, a e en ual exis ência de di isão de abalho en e homens e mulhe es e as condições de abalho, bem como, as di e enças na exposição a iscos de abalho en e os indi íduos de sexo eminino e masculino. P e endeu-se ambém, iden i ica ou as ca ac e ís icas associadas à a i idade dos ajudan es de la , nomeadamen e as elações en e es es e a o ma como isso a e a o seu abalho. Em elação à dis ibuição sexual no abalho, e i ica-se uma p edominância do sexo eminino pa a de e minados abalhos e do sexo masculino pa a ou o ipo de a i idades. No en an o, ao longo do empo, em-se e i icado um ac éscimo de mulhe es a abalha em á eas conside adas, ou o a, masculinas. A ualmen e, ainda se e i icam desigualdades na p á ica labo al en e o sexo eminino e o masculino e que pa ecem não ad i das capacidades/ o mação especí ica pa a de e minado abalho mas sim, de ques ões cul u ais, o que se á abo dado adian e nes e es udo. Sob o pon o de is a da higiene e segu ança ocupacionais, es e es udo pode se mui o ú il pa a os écnicos de segu ança e higiene no abalho, uma ez que pode da a conhece ca ac e ís icas da a i idade de abalho, dos cole i os de abalho e das di iculdades e i icadas nes e con ex o. Os abalhado es são o pon o cen al da segu ança e higiene no abalho, sem eles não se ia necessá io a sua p o eção e são os p imei os que de em sal agua da a sua segu ança e a dos colegas de abalho. De em ambém ansmi i in o mações ace ca das condições de abalho que ponham em causa a segu ança e saúde. Os abalhado es são os melho es conhecedo es da sua a i idade de abalho e dos iscos exis en es nos seus locais de abalho e po isso podem con ibui pa a a ob enção de in o mação p i ilegiada po pa e dos écnicos de segu ança e higiene (Agência Eu opeia pa a a Segu ança e Saúde no T abalho, 2012). A a aliação de iscos de uma a i idade de abalho em de se pa icipada, ou seja, o emp egado ou o seu ep esen an e não de e a ua sozinho mas sim, p omo e a pa icipação dos abalhado es na a aliação e ambém in o ma os mesmos das conclusões ob idas e das medidas a oma (Agência Eu opeia pa a a Segu ança e Saúde no T abalho, 2007). Os emp egado es e che ias de em c ia condições pa a que o abalhado seja ou ido e en ol ido na omada de decisões ela i as à segu ança e saúde no abalho. Mui a das ezes, isso não acon ece, a mais- alia des e es udo es á na ealização de uma análise cen ada no pon o de is a do abalhado pa a aze chega aos emp egado es in o mações sob e os cons angimen os sen idos pelos abalhado es que só podem se a e idas a a és de um con ac o di e o com os mesmos, analisando o seu abalho em con ex o eal (Agência Eu opeia pa a a Segu ança e Saúde no T abalho, 2012). Impo a ealça que não há mui os es udos ealizados em Po ugal sob e cuidado es de idosos, no en an o exis e um es udo semelhan e a es e, mas com o p incipal obje i o de le an amen o de iscos exis en es, pa indo do p incípio que um de e minado isco em a mesma in luência em di e en es indi íduos num mesmo con ex o. Po ou o lado, es e es udo p e endeu ealiza uma análise obse acional das a e as desempenhadas pelos ajudan es de la , sendo essa análise in eg ada com o pon o de is a dos Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 5 abalhado es, de o ma a e em con a as ca ac e ís icas indi iduais na a aliação das condições de abalho. Des e modo, es e es udo p e ende analisa a a i idade de ajudan es de la , analisando o peso da dimensão géne o nessa a i idade de abalho, no la José Luiz D`And ade pe encen e à San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so. Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 7 2 ESTADO DA ARTE Es e capí ulo es á di idido em cinco pon os, no p imei o pon o ca ac e iza-se de o ma sumá ia as ins i uições de la es de idosos em Po ugal. No segundo pon o, ealiza-se uma ca ac e ização dos ajudan es de la em Po ugal, ambém se e e ua uma b e e análise das a e as desempenhadas po es es abalhado es e ainda se e e e um es udo ealizado sob e es es abalhado es. No e cei o pon o, ap esen a-se o enquad amen o legal, aplicá el a ins i uições e aos ajudan es de la que ealizam a i idade em la es de idosos. No qua o pon o, abo da -se á ios es udos já ealizados no âmbi o da dis ibuição dos abalhado es em unção da dimensão géne o e ap esen a-se as me odologias ado adas, bem como as p incipais conclusões desses es udos. No quin o pon o, expõe-se as elações en e saúde e abalho, onde se salien a o impac o que o abalho pode e pa a a saúde dos abalhado es, sendo isso um a o impo an e de es udo. 2.1 T abalho em la es de idosos Os la es de idosos são ins i uições a a és das quais se dá uma espos a social desen ol ida em alojamen o cole i o, de u ilização empo á ia ou pe manen e, pa a idosos em si uação de maio isco de pe da de au onomia. Os la es des inam-se a acolhe pessoas idosas (ou ou as pessoas cuja si uação ao ní el de saúde ísica ou men al jus i ique) que se encon am desinse idas do meio amilia ou social e como já oi e e ido que não ap esen em capacidade de au onomia na sa is ação das suas necessidades básicas e que êm li e e espon ânea on ade de se em colocadas numa ins i uição social (Bon im , Ga ido, Sa ai a, & Veiga, 1996; Ca alho, 2012). Os la es êm po base de e minados obje i os (Bon im , Ga ido, Sa ai a, & Veiga, 1996; Ca alho, 2012): • A ende e acolhe pessoas idosas cuja si uação social, amilia , económica e/ou de saúde, não pe mi a espos a al e na i a; • P opo ciona se iços adequados à sa is ação das necessidades dos esiden es (alimen ação, higiene, cuidados médicos e apoio psicossocial); • P opo ciona alojamen o empo á io como o ma de apoio à amília (doença de um dos elemen os, ins de semana, é ias e ou as); • P es a os apoios necessá ios às amílias dos idosos, no sen ido de p ese a e o alece os laços amilia es. • Fomen a a in e ge acionalidade, ou seja, o elacionamen o en e os u en es de á ias aixas e á ias; • P e eni o isolamen o social dos idosos, bem como assegu a a moni o ização do es ado psicológico e ísicos dos mesmos; • Fomen a sen imen os de segu ança, in e ação e au oes ima nos u en es. O núme o de la es de idosos no País em aumen ado mui o nos úl imos anos. Sabe-se que, a ualmen e, o núme o de la es de e á onda os 1800, ce ca de 1300 enquad ados no se o da economia social e ce ca de 500 e e en es ao se o luc a i o (Bon im , Ga ido, Sa ai a, & Veiga, 1996; Ca alho, 2012). Não se pode olha apenas pa a o núme o de la es, mas sim pa a o núme o de u en es que podem se colocados num la de idosos, a a és do núme o de camas exis en es. Segundo a Ca a Social de 2012, exis e em e mos de es u u as esidenciais pa a idosos (la de idosos e esidência), em Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 8 Es ado da a e Po ugal con inen al, a capacidade pa a da espos a a 79997 idosos (Gabine e de Es a égia e Planeamen o , 2012). Pa a se e a noção do quan o c esceu a ede de se iços e equipamen os no que oca à espos a social a pessoas idosas, de em-se não só engloba as es u u as esidenciais pa a idosos, mas ambém os cen os de dia, os se iços de apoio domiciliá io e os cen os de con í io. Des e modo, pode-se a e i que de 2000 a é 2012, as espos as sociais di igidas à população idosa aumen a am ce ca de 40%, o que signi ica um c escimen o global de 2000 no as espos as sociais a es a população (Gabine e de Es a égia e Planeamen o , 2012). Na igu a 1, ap esen a-se a e olução da capacidade das espos as pa a pessoas idosas, em Po ugal con inen al no pe íodo de 2000 a 2012. A a és da igu a 1, pode-se e i ica que a capacidade de espos as sociais aumen ou ao longo dos anos, endo a capacidade de espos a do Se iço de Apoio Domiciliá io aumen ado 98% e a capacidade de espos a a a és de Es u u a Residencial pa a Pessoas Idosas aumen ado ce ca de 43%, sendo os Cen os de Dia os que i e am um aumen o de capacidade mais disc e o. Já no que oca a Cen os de Con í io, a capacidade des a espos a social em diminuído, es ando a cai em desuso (Gabine e de Es a égia e Planeamen o , 2012). Segundo dados da Ca a Social de 2012, exis e uma boa elação o e a-p ocu a das espos as sociais ace à população idosa exis en e. Na maio pa e dos dis i os do país, exis e uma o e a que supe a a p ocu a. Con udo, nas á eas me opoli anas de Po o e Lisboa, isso já não acon ece, de ido ao ac o de nesses locais exis i um núme o ele ado de idosos, que ap esen am uma maio p ocu a em elação à o e a (Gabine e de Es a égia e Planeamen o , 2012). Pode-se en ão cons a a que, u u amen e, ce os equipamen os sociais, como as es u u as sociais pa a idosos, ap esen a ão um c escimen o ma cado, de ido ao aumen o do núme o de idosos com necessidades de ins i ucionalização. Is o ab e caminho pa a a a i idade de ajudan e de la , já que são es es que cuidam dos idosos, p es ando os cuidados básicos de higiene e alimen ação (Gabine e de Es a égia e Planeamen o , 2012). Figu a 1- E olução da capacidade das espos as sociais pa a pessoas idosas (Gabine e de Es a égia e Planeamen o, 2012). Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 9 2.2 Ajudan es de la Os ajudan es de la são écnicos que abalham di e amen e com os idosos, auxiliando-os na alimen ação, na higienização e na p es ação de cuidados básicos de saúde. T adicionalmen e, es es abalhado es são do sexo eminino e com poucas habili ações li e á ias, en ando na á ea po necessidade de emp ego e não endo, mui a das ezes, qualque o mação especí ica no abalho com idosos (Fe ei a, 2012). Es es abalhado es êm, equen emen e, o mação no seu local de abalho, de o ma a adqui i em de e minadas compe ências e conhecimen os que ão a o ece a qualidade do se iço p es ado ao idoso. Mui as ezes, nos sis emas de o mação, não exis e uma abo dagem ao s esse e à ca ga emocional a que es es abalhado es se encon am sujei os. Segundo Oswald, Gunlmann e Acke mann ci e em Ba bosa (2011) “a abo dagem de eabili ação, ocalizada na maximização das capacidades do idoso com demência e na in e ação idoso-cuidado é de e minan e pa a a p omoção e manu enção da mobilidade, da uncionalidade e da es imulação dos idosos e pa a a diminuição da sob eca ga ísica e psicológica dos cuidado es o mais” (Fe ei a, 2012; Gamei o, 2012). Segundo um es udo ealizado em 2012, em que se en e is a am e analisa am abalhado es de la designados como cuidado es de idosos, concluiu-se que mui os deles não inham um cu so, mas possuíam alguma expe iência pessoal na a e a de cuida de idosos, uma ez que já i e am a seu ca go a p es ação de cuidados a um amilia idoso. Es e es udo e elou que mui os desses abalhado es não inham pensado em abalha nes a á ea, mas a necessidade de ob e um emp ego oi o a o de e minan e. Mui os deles e e i am que oma am o gos o pela p o issão com o deco e do empo, ealçando a impo ância do abalho desempenhado (Fe ei a, 2012). No en an o, no es udo oi ambém e e ido que, nos p imei os empos, os abalhado es ap esen a am di iculdades na adap ação ao abalho, de ido ao ac o de não es a em habi uados a ealiza de e minadas a e as, como, po exemplo, as mudas de aldas a idosos. Em e mos ge ais e segundo a li e a u a, os ajudan es de la desempenham di e sas unções, nomeadamen e (Ca alho, 2012; Fe ei a, 2012; Gamei o, 2012): • P es a acompanhamen o diu no ou no u no aos idosos, guiando e auxiliando as deslocações, es imula a con e sação, e i icando os in e esses e mo i ações de cada idoso; • Pa icipa na ocupação dos empos li es; • P es a cuidados de higiene o al ou pa cial do idoso e colabo a na p es ação de cuidados de saúde; • Realiza a mudança de alda ao idoso quando necessá io; • Assegu a uma alimen ação egula do idoso; • Recolhe os u ensílios u ilizados na alimen ação do idoso; • Realiza higienização do espaço ísico; • Requisi a , epo e dis ibui o ma e ial de higiene, con o o e medicamen os; • T anspo a idosos po cadei a de odas, quando necessá io; • Acompanha o idoso ao hospi al ou ou o se iço de saúde semp e que se jus i ique; • P ocede à subs i uição da oupa da cama, das casas de banho e es uá io dos idosos, • P ocede ao acondicionamen o, a umação, dis ibuição, anspo e e con olo das oupas la adas e à ecolha de oupas sujas e sua en ega na la anda ia; • Realiza higienização o al do idoso; • Ajuda a es i e calça o idoso, semp e que se jus i ique. Ve i ica-se que as a e as mais ele an es são a higienização, a alimen ação e a mobilização do idoso. Con udo, ambém ealizam ou as pequenas a e as, que não es ão elacionadas di e amen e com o idoso, como, po exemplo, aze as camas e a uma / ealiza a higiene do Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 16 Es ado da a e in apa ológicos, aduzem-se não a as ezes de o ma disc e a, ainda que enham associado es ados de so imen o. Falamos, nomeadamen e, de p oblemas que se podem mani es a po do es nas a iculações, pe da de audição, p oblemas no sono, ansiedade, adiga, en e ou os, podendo da o igem a p oblemas de saúde mais p o undos, sendo indispensá el não os des alo iza , mas an es sabê-los ap eende pa a melho os p e eni (Ba os-Dua e, Cunha, & Lacomblez, 2007). Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 17 3 OBJETIVOS, MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 Obje i os da disse ação Es e es udo em po base a análise da a i idade de abalho de ajudan es de la que p es am cuidados básicos aos u en es de la es de idosos. Es e es udo oi ealizado num la de idosos (la José Luiz D`And ade), pe encen e à San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so. O p esen e es udo p e ende explo a a a i idade de abalho dos ajudan es de la , endo em con a a dimensão géne o. Pa a is o, são analisadas as ca a e ís icas do abalho, as condições em que es e oco e e, ainda, as exigências, cons angimen os e di iculdades dos abalhado es. Es e es udo inclui, ainda, a a aliação da a i idade dos ajudan es de la , a pa i da ó ica dos p óp ios abalhado es, pe mi indo ob e conclusões ace ca do abalho eal. Com is o, p e ende-se iden i ica pa icula idades, que possam le a à exis ência de di e enças en e os abalhado es, salien ando, no amen e, a a iá el géne o. Ten ou-se ambém, es uda o impac e das condições de abalho na saúde e bem-es a dos ajudan es de la , bem como, analisa as unções desempenhadas pelos abalhado es do sexo masculino e eminino, de o ma a a alia a exis ência de di e enças en e os dois géne os. Pa a além dis o, p e endeu-se analisa ques ões associadas às condições de abalho, no que oca à escolha dos u nos, ca ga de abalho e a e as ealizadas. T abalhado es que desempenham di e en es a e as, que ap esen am di e en es condições de emp ego e de abalho, es ão, o çosamen e, expos os a di e en es iscos ocupacionais. Is o eme e pa a a impo ância des e es udo, no âmbi o da segu ança e higiene no abalho, uma ez que só conhecendo a a i idade de abalho, pelo pon o de is a do abalhado , é possí el conhece as ca a e ís icas que os di e enciam. 3.2 Ma e iais e mé odos A me odologia ge al seguida nes e abalho passou po da a conhece o es udo e os seus obje i os e solici a au o ização pa a a ealização do mesmo na ins i uição San a Casa Mise icó dia de San o Ti so, a a és da ma cação de uma eunião que pe mi iu a exposição dos obje i os e do plano me odológico que se p e endia segui . Inicialmen e, ealizou-se um con ac o inicial com o la José Luiz D`And ade, de o ma a conhece as especi icidades da ins i uição e os ajudan es de la . Depois desse con ac o inicial, oi ealizada uma análise quali a i a, ou seja, uma análise obse acional da a i idade de abalho e dos cole i os de abalho. Es a análise obse acional consis iu na obse ação de abalhado es de cada um dos u nos (manhã, a de e noi e), de o ma a es uda como es es desempenham as a e as, as eações a de e minadas si uações que lhes são impos as, a o ma como se elacionam com os colegas e com os idosos, e ainda, e e ua o egis o de odas as e balizações p o e idas po esses abalhado es. A análise obse acional é uma mais- alia, uma ez que pe mi e ob e in o mação sob e o abalho eal, analisando as elações en e os abalhado es, as pos u as e a e as ealizadas, e ainda, ecolhe e balizações, que a a és de uma en e is a ou inqué i o não se ia possí el ob e . Pa a is o, p e ende-se es uda um conjun o de abalhado es que ep esen em odos os u nos de abalho, g upos e á ios e géne os. Des e modo, a e e-se que os esul ados não são inócuos, uma ez que dependem da escolha dos acon ecimen os que o obse ado assis e e da sua in e p e ação pa a esponde às ques ões a que se p opõe (Gué in, La ille, Daniellou, Du a ou g, & Ke guelen, 1991; Lepla , 2000). Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 18 Obje i os e me odologia As e balizações p o e idas pelos abalhado es são de ex ema impo ância, uma ez que a obse ação, po si só, não pe mi e ap eende o signi icado das a i udes ou ações ealizadas, ou seja, as obse ações são limi adas no empo e as e balizações ajudam a si ua es as empo almen e. As e balizações p o e idas pelos abalhado es são espon âneas, uma ez que deco em da análise obse acional ealizada (Gué in, La ille, Daniellou, Du a ou g, & Ke guelen, 1991; Lepla , 2000). Des e modo, a análise obse acional pe mi e ob e dados p i ilegiados ace ca da a i idade exe cida, uma ez que se p e ende obse a de o ma sis emá ica os abalhado es, e ambém egis a os seus compo amen os e e balizações no deco e da a i idade de abalho. Um ou o ins umen o de abalho u ilizado nes e es udo oi o INSAT, inqué i o saúde e abalho, elabo ado po Ba os-Dua e, Cunha e Lacomblez (2013), pa a de e mina as ca ac e ís icas das condições de abalho. Os au o es e e em que o obje i o des e inqué i o é “comp eende de que o ma os abalhado es a aliam as ca ac e ís icas e as condições do seu abalho, o seu es ado de saúde e que ipo de elações es abelece en e a saúde e o seu abalho” (Ba os-Dua e, Cunha, & Lacomblez, 2007). O INSAT oi solici ado às au o as, que concede am au o ização pa a a sua aplicação nes e es udo. Es e inqué i o de ém uma g ande a iabilidade de ques ões pa a a comp eensão do con ex o do abalho e cen a a sua p eocupação nos pequenos p oblemas de saúde. O au op eenchimen o le a a uma consciencialização das condições de abalho po pa e dos abalhado es. A análise in eg ada dos esul ados des e inqué i o sus en a-se no desen ol imen o de uma “es a ís ica abe a”, onde as in e p e ações de e ão se acompanhadas de uma e lexão cuidadosa, endo em con a a complexidade das elações saúde- abalho (Ba os-Dua e & Cunha, 2010). À medida que se aplicou o inqué i o, ecolhe am-se e balizações dos abalhado es, de o ma a sus en a os dados ob idos (Ba os-Dua e, Cunha, & Lacomblez, 2007). Es e inqué i o encon a-se di idido em se e pa es: o abalho, condições e ca ac e ís icas do abalho, condições de ida o a do abalho, o mação e abalho, saúde e abalho, a minha saúde e o meu abalho e a minha saúde e o meu bem-es a . A p imei a pa e é designada “o abalho”, onde se ap esen am ques ões associadas à si uação de abalho, ca ac e ização do ipo de a i idade, ipo de ínculo labo al e ho á io de abalho. A segunda pa e in i ulada de “condições e ca ac e ís icas do abalho”, e e e-se à análise da exposição dos abalhado es a de e minadas condições e encon a-se di idida em ês ca ego ias. A p imei a ca ego ia diz espei o ao ambien e e cons angimen os ísicos, nomeadamen e uído, ib ações, ambien es é micos, exposição a adiações, agen es biológicos e químicos, ca gas, pos u as, en e ou os. A segunda ca ego ia são cons angimen os o ganizacionais e elacionais, nomeadamen e empos de abalho, i mos, au onomia e ma gens de inicia i a, elações de abalho e con ac o com o público. Po im, a e cei a ca ego ia conside a as ca ac e ís icas do abalho, cons i uída po ap eciações sob e o abalho a ual (Ba os-Dua e, Cunha, & Lacomblez, 2007). A e cei a pa e é chamada de “condições de ida o a do abalho”, na qual o abalhado iden i ica o seu es ado ci il, o núme o de ilhos, se consegue concilia a ida de abalho com a ida o a de abalho e ainda, o g au de incómodo que isso lhe causa. Tem ainda de de e mina o empo gas o em deslocações pa a o abalho e o empo gas o em a e as domés icas. A qua a pa e é indicada como “ o mação e abalho”. Nes a pa e, pede-se ao abalhado pa a iden i ica se em es a u o de abalhado -es udan e e ques iona-se o mesmo quan o ao núme o de o mações nos úl imos 12 meses, ho as de o mação e azões pa a essa o mação. A quin a pa e é designada “saúde e abalho”, na qual se pede ao abalhado pa a indica se já e e algum aciden e de abalho e, em caso a i ma i o, se o aciden e le ou a alguma incapacidade e a qual co esponde na Tabela Nacional de Incapacidades. Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 19 O abalhado ambém em de indica se em alguma doença p o issional e, em caso a i ma i o, decla a se icou com alguma incapacidade econhecida e a qual co esponde na Tabela Nacional de Incapacidades. Nes a pa e do inqué i o, o abalhado de e ambém indica se al ou mais de ês dias ao abalho e, se sim, po que mo i os. No inal da quin a pa e, exis em ainda, ques ões associadas aos iscos p o issionais e equipamen os de p o eção indi idual e cole i a (Ba os-Dua e, Cunha, & Lacomblez, 2007). A sex a pa e é denominada “a minha saúde e o meu abalho”. Nes a pa e, o abalhado em de iden i ica quais os p oblemas de saúde que so e (do es de cabeça, do es de cos as, p oblemas de isão, pe u bações de oz, p oblemas de audição, p oblemas de pele, di iculdades espi a ó ias, do es muscula es e a iculações, do es de es omago, a izes, ansiedade ou i i abilidade, adiga gene alizada, desânimo gene alizado e sonolência ou insónias) e, no caso de esponde a i ma i amen e, de e iden i ica a o igem desse p oblema. Pa a além dis o, o abalhado indica se em alguma doença c ónica e, se sim, os medicamen os que consome equen emen e. Po im, o abalhado de e esponde à ques ão sob e como es á a sua saúde, escolhendo uma de cinco opções: mui o boa, boa, azoá el, má ou mui o má. Seguidamen e, indica se conside a que o seu abalho a e a posi i amen e, nega i amen e ou de o ma nenhuma a sua saúde. A sé ima pa e é nomeada de “a minha saúde e o meu bem-es a ”. Nes a pa e, aplica-se o Pe il de Saúde No ingham, nomeadamen e a e são po uguesa do Cen o de Es udos e In es igação em Saúde de 1997. Após a aplicação do inqué i o e ecolhidos os dados, p ocu a am-se a iá eis que ca ac e izassem os abalhado es, o seu abalho e a sua saúde e que pe mi issem di e encia os abalhado es, in es igando di e enças ao ní el da dimensão géne o. Pa a al, usou-se a e amen a de es a ís ica SPSS s a is ics 20. En e an o, elaciona am-se os dados ob idos da análise quali a i a e quan i a i a, de o ma a e i ica a exis ência de conco dância en e os esul ados e e o ça , assim, as conclusões do es udo. Con udo, ambém se i e am em con a os dados ob idos a pa i de cada análise isoladamen e, o que pe mi iu i a ilações impo an es dos mesmos. No inal, p e endeu-se ainda, es i ui os dados ob idos dos abalhado es, de o ma a se em alidados pelos mesmos, no sen ido de assegu a que aduzem a ealidade que e idenciam. Na igu a 2 ap esen a-se um c onog ama das a i idades ealizadas na cons ução da disse ação. Figu a 2 - C onog ama de a i idades ela i as à ealização da disse ação. Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 20 Obje i os e me odologia Legenda: Na p imei a linha empo al, encon a-se o pe íodo inicial onde se ealizou a pesquisa eó ica que se iu de base pa a a cons ução da disse ação; e minada essa ase de pesquisa ealizou-se a iden i icação de la es de idosos que se enquad a am no ema da disse ação; selecionou-se o la a conside a e p ocedeu-se aos con ac os pa a o maliza a análise no La da San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so, iniciando-se ambém o con ac o com os abalhado es; na segunda linha empo al indica-se o pe íodo de ealização das obse ações em con ex o eal, e da aplicação do INSAT, bem como de inse ção dos dados na ma iz SPSS e de a amen o es a ís ico dos dados, seguido do pe íodo de análise das elações en e os dados das obse ações e do INSAT e, po im, da es i uição e alidação dos dados. Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o PARTE 2 Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 23 4 RESULTADOS Nes e capí ulo, ap esen am-se os dados ob idos a a és do es udo ealizado na San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so. Es e es udo cen a-se na a i idade de abalho dos ajudan es de la do la José Luiz D`And ade. Des e modo, ap esen a-se, no p imei o pon o, o enquad amen o his ó ico e as ca ac e ís icas da ins i uição. No segundo pon o, ca ac e izam-se os ajudan es de la , expondo-se dados sob e a idade, sexo, an iguidade, dis ibuição pelos u nos de abalho, en e ou as in o mações. Nes a pa e, explica- se a o ma de seleção dos abalhado es en ol idos na análise obse acional e expõem-se as azões dessa escolha - o mesmo acon ece com os abalhado es en ol idos na aplicação do inqué i o INSAT. O e cei o pon o e e e-se à análise quali a i a, ou seja, os esul ados ob idos da análise obse acional, onde são expos as as ca ac e ís icas do abalho dos ajudan es de la e ainda, as a i idades desen ol idas pelos abalhado es ao longo de um dia de abalho. Pos e io men e é ei a uma desc ição e dis ibuição po ca ego ias das e balizações ob idas, ela ando-se alguns exemplos. Es a ca ego ização das e balizações ai de encon o aos dados ob idos a a és do INSAT, elacionando des e modo os dados ecolhidos a a és das duas abo dagens me odológicas. No qua o pon o, ap esen am-se os dados mais signi ica i os ob idos da análise quan i a i a, em que se u ilizou o INSAT. 4.1 Ca ac e ização da San a Casa da Mise icó dia A ins i uição nasceu a a és de um conjun o de ações le adas a cabo po á ios benemé i os de San o Ti so. Assim a 3 de Julho de 1885 e sob a o ma de uma I mandade, nasce a San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so. Es a i mandade se ia pa a ecupe a e elança a An iga Casa da Saúde. Em 30 de Agos o de 1885 oi cons i uída a p imei a mesa adminis a i a. 2 O benemé i o José Luiz D`And ade doou à Mise icó dia em 1894, as quin as de Fo a e de Den o do an igo Mos ei o de S. Ben o, na condição de se unda um Asilo Ag ícola, ha endo nesse asilo uma secção de elhos. 2 A I mandade e San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so o ien a a sua missão pa a a p omoção de espos as e inicia i as adequadas à p ossecução dos seus ins e às necessidades diagnos icadas na comunidade, con ibuindo pa a o desen ol imen o local e p o eção de g upos sociais mais ulne á eis. 2 É uma ins i uição cons i uída po uma Mesa Adminis a i a na qual desemboca a Di eção Ge al que se di ide em cinco se iços, a Di eção dos Se iços Adminis a i os, Di eção dos Se iços Sociais, Saúde, Se iços de Apoio e Cul u a. Na Di eção dos Se iços Sociais engloba-se a Ação Social, onde se encon a os á ios cen os de dia e la es de idosos da ins i uição, des acando-se o La José Luiz D`And ade. 3 O la José Luiz D`And ade sucedeu ao an igo asilo ins alado em 1906, pe mi indo o alojamen o cole i o e de ca á e pe manen e de ce ca de 83 u en es de ambos os sexos e com idades supe io es a 65 anos. O La unciona no local a ual desde 1984, des inando-se ecebe pessoas Dados ob idos a a és do Sí io mise icó dia-san o i so.o g [Acedido em Ma ço de 2014] 2 h p://www.mise ico dia-san o i so.o g/ins i uicao/his o ia/ 3 h p://www.mise ico dia-san o i so.o g/ins i uicao/o ganig ama/ Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 24 T a amen o e Análise de Dados que se encon em desp o egidas ou com incapacidade de ní el biopsicossocial. Es e La possui 23 ajudan es de la , sendo 20 do sexo eminino e 3 do sexo masculino. 4 4.2 Ca ac e ização dos ajudan es de la Nes a pa e do abalho, ealiza-se uma ca ac e ização dos ajudan es de la e indica-se o abalho p esc i o desses abalhado es. Segundo o egulamen o in e no e e en e ao la José Luiz D`And ade, os abalhado es ajudan es de la êm de: • P es a cuidados de higiene e con o o, bem como, apoia a i idades e eliminação dos u en es; • A uma e dis ibui oupas e obje os dos u en es; • Apoia a ealização de a i idades socio- ec ea i as; • Auxilia os u en es nas a i idades de ida diá ia em pe íodo diu no e no u no; • Acompanha os u en es ao ex e io , ealiza isi as ou comp as, no impedimen o das amilia es; • Apoia o co po clínico em a e as e cuidados básicos de saúde dos u en es; • P epa a e anspo a cadá e es; • Cump i o de inido no Sis ema de Ges ão e Qualidade (SGQ) e aplicá el à unção; • Con ibui a i amen e pa a a melho ia con ínua do Sis ema de Ges ão e Qualidade (SGQ), de modo a o imiza ecu sos e sa is aze clien es. Na abela 1, a que a segui se ap esen a, podem-se obse a as ca ac e ís icas dos ajudan es de la que abalham no la José Luiz D`And ade. Tabela 1 - Ca ac e ização dos ajudan es de la . Nº Ajudan es de la Sexo Média Idades (anos) Idade Max./Min. (anos) Des io Pad ão Idades (anos) Média An iguidade (anos) An iguidade Max./Min. (anos) Des io Pad ão An iguidade (anos) Masculino Feminino 23 3 20 44 63/22 12 16 30/2 11 De o ma pa icula e pa a que se enha uma melho pe ceção da dis ibuição das idades dos ajudan es de la , ap esen a-se na abela 2 a di isão dos abalhado es po g upos e á ios. Tabela 2 - Di isão dos ajudan es de la po g upos e á ios. G upos E á ios Núme o de Ajudan es de La Pe cen agem [20 – 35[ 6 26% [35 – 50[ 10 44% [50 – 65[ 7 30% Dados ob idos a a és do Sí io mise icó dia-san o i so.o g [Acedido em Ma ço de 2014] 4 h p://www.mise ico dia-san o i so.o g/accao_social/la _jla/ Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 25 A a és da abela 2, pode-se e i ica a dis ibuição dos in e e ês ajudan es de la pelos di e en es g upos e á ios, em que a maio pa e dos ajudan es de la ap esen am idades comp eendidas en e os [35-50[ anos de idade (44%). Dos es an es abalhado es, 26% si uam- se no g upo e á io [20-35[ e 30% no g upo dos [50-65[ anos de idade. Ainda no que oca à ca ac e ização dos ajudan es de la , é impo an e ambém e e i a sua dis ibuição pelos u nos de abalho. Es a dis ibuição é ap esen ada na abela 3. Tabela 3 - Dis ibuição dos ajudan es de la pelos u nos. Tu nos Núme o de Ajudan es de La Manhã (7h30min – 14h10min; 8h00min – 14h40min) 10 Ta de (14h20min – 21h20min;15h20min – 22h00min) 9 Noi e (22h – 7 h) 2 Ro a i os 2 Ve i ica-se que, no u no da manhã encon am-se dez ajudan es de la , no u no da a de abalham no e ajudan es de la e no u no da noi e es ão p esen es dois ajudan es. Em u nos o a i os, encon am-se dois ajudan es de la . Exis em ês ajudan es de la do sexo masculino, abalhando cada um deles num u no di e en e (manhã, a de e noi e). Exis em dois ho á ios no u no da manhã e no u no da a de, de o ma a es a p esen e semp e alguém a da apoio aos idosos aquando da mudança de u nos. Pa a além dis o, o u no da noi e ap esen a um núme o de ho as supe io ao dos es an es u nos. Inicialmen e, ealizou-se a análise obse acional, an es da aplicação do inqué i o, com o in ui o de es abelece uma elação de p oximidade com os ajudan es de la e ob e uma maio con iança po pa e des es, de o ma a expo em o seu pon o de is a ace ca do abalho. Des e modo, a análise obse acional p e endeu comp eende o abalho conc e o dos ajudan es de la , conhecendo assim, os seus cons angimen os e condições i idas. O la José Luiz D`And ade possui in e e ês ajudan es de la , sendo que se ealiza am as obse ações jun o de oi o ajudan es. Esses abalhado es o am selecionados a pa i das suas ca ac e ís icas, de inindo-se duas a iá eis a an iguidade e o sexo, selecionando-se abalhado es mais no os com meno an iguidade e abalhado es mais elhos com maio an iguidade. Pa a e uma ideia ge al da a i idade de abalho, ambém se ealizou a obse ação em odos os u nos. Na abela 4, ap esen a-se as ca ac e ís icas dos abalhado es en ol idos na análise obse acional. Tabela 4 - Ca ac e ização dos pa icipan es da análise obse acional. Nome Idade An iguidade Sexo Tu no T3 53 24 F Ta de T4 58 28 M Manhã T6 54 28 F Manhã T14 49 8 F Manhã T16 29 4 F Folgas/Ro a i o Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 32 T a amen o e Análise de Dados A a és da abela 7, pode-se e i ica algumas ques ões associadas à o ganização de abalho, como a exposição a si uações de ele a pesos o que pode ge a lesões nas cos as, sendo es e p oblema, um dos mais indicados pelos ajudan es de la nas espos as ao INSAT, a a és de do es nas cos as e es o ços in ensos. Pode-se a e i que os ajudan es de la es ão expos os a p oblemas de saúde, ac o que oi es a is icamen e co obo ado pelos dados do inqué i o no que oca à exposição a agen es biológicos. Exis e ambém cons angimen os empo ais associados ao acompanhamen o de u en es na ida u gen e ao hospi al, o que pode mui a das ezes ul apassa as ho as do u no, ac o que oi e e ido nos dados ob idos a a és da aplicação do inqué i o. Na abela 8, ap esen a-se algumas e balizações e dados do INSAT, associados a elações de abalhos a ançadas pelos ajudan es de la . Tabela 8 - Relações de abalho. Relações de abalho Análise Obse acional INSAT “ Não nos de emos apega demasiado aos idosos, emos de e uma elação, mas emos de nos sabe dis ancia , senão quando alguém alecia ninguém conseguia abalha ou p epa a o cadá e .” (T14, 49 anos, sexo eminino) “Há idosos que são complicados, que não gos am de nós e depois acusam de coisas que não izemos, ou se que em is o ou aquilo amos busca e depois já não que em” (T14, 49 anos, sexo eminino) Supo a as exigências, queixas ou eclamações dos u en es 82,6% (19 ajudan es de la ) Si uações de ensão nas elações com os u en es 69,6% (16 ajudan es de la ) É econhecido o que aço pelas che ias 87,0% (20 ajudan es de la ) É econhecido o que aço pelos colegas 87,0% (20 ajudan es de la ) “No a-se que a a de a equipa de abalho é mais aleg e al ez po se em mais no os e isso passa pa a os u en es.” (T14, 49 anos, sexo eminino) F equen e necessidade de ajuda dos colegas 69,6% (16 ajudan es de la ) F equen e e ajuda dos colegas quando é p eciso 73,9% (17 ajudan es de la ) A a és da abela 8, pode-se e i ica á ias e balizações p o e idas pelos abalhado es, há abalhado es que sen em que não êm a melho elação com alguns u en es e os abalhado es do u no da a de na ó ica de um abalhado , são mais aleg es o que acaba po passa pa a os u en es. O INSAT ambém pe mi iu ecolhe dados ace ca das elações de abalho, onde se salien a as si uações de ensão com u en es e as suas queixas supo adas pelos ajudan es de la e po ou o lado, es á o econhecimen o do abalho desen ol ido pelos ajudan es de la , uma ez que a maio ia dos abalhado es e e i am que o seu abalho é econhecido pelas che ias e pelos colegas. Ve i icou-se que os abalhado es necessi am um dos ou os na sua a i idade e que ge almen e se ajudam quando alguém solici a esse auxílio en e colegas de abalho. Na abela 9, ap esen a-se algumas e balizações e dados do INSAT, associadas p oblemas de saúde ( elação com o abalho) mani es ados pelos ajudan es de la . Tabela 9 - P oblemas de saúde ( elação com o abalho). P oblemas de saúde ( elação com o abalho) Análise Obse acional INSAT “Facilmen e apanha-se uma g ipe aqui, quando en ei es a a T abalha mesmo es ando doen e 47,8% (11 ajudan es de Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 33 P oblemas de saúde ( elação com o abalho) Análise Obse acional INSAT semp e eng ipado” (T21, 23 anos, sexo masculino) “Já abalhei com do es nas cos as.” (T4, 58 anos, masculino) la ) Exposição a agen es biológicos 87,0% (20 ajudan es de la ) Do es de cos as 87,0% (20 ajudan es de la ) Do es muscula es/a iculações 69,6 % (16 ajudan es de la ) Fadiga Gene alizada 34,8% (8 ajudan es de la ) “Eu enho uma hé nia discal e ando a aze a amen o, enho a coluna oda o a e cla o, es ou a aze a amen o. Posso e que deixa a a i idade” (T4, 58 anos, sexo masculino) “Ti e de pega numa idosa a pesa mais de 100 kg e depois i e uma lesão e ui pa a o hospi al” (T14,49 anos, sexo eminino) A a és da abela 9, pode-se e i ica que os ajudan es de la e e i am a exis ência de p oblemas nas cos as e de coluna associados a es o ços momen âneos, mas epe idos consecu i amen e ao ele a u en es. Es as e balizações ep esen am a maio ia dos p oblemas de saúde ela ados nas análises obse acionais. Po ou o lado os esul ados do inqué i o INSAT con i ma am que es es p oblemas de saúde são ans e sais a quase odos os ajudan es de la . O INSAT ambém pe mi iu ob e di e sos esul ados sob e ou os p oblemas de saúde que no en an o apenas se e i icam em alguns abalhado es. Também se con i ma que os abalhado es abalham mui as ezes sen indo do es. Na abela 10, ap esen a-se algumas e balizações associadas a suges ões pa a melho ias no abalho p opos as pelos ajudan es de la . Tabela 10 - Suges ões de melho ia no abalho. Suges ões de Melho ias Análise Obse acional INSAT “Um ou o caso impo an e é ambém nós e mos de decidi de noi e se le amos es e u en e pa a o hospi al ou não, é uma decisão mui o impo an e e somos nós sozinhos que emos de decidi . Um en e mei o e a mui o melho .” (T16, 29 anos, sexo eminino) Necessidade de ajuda de colegas 69,6% (16 ajudan es de la ) “Um u en e que en a pa a o la num dia, só no dia seguin e é que ai ao médico, en ão nós passamos uma noi e in ei a sem sabe se esse u en e em alguma doença ou algo que enhamos de e um cuidado especial com esse u en e, se i e mos que i com esse u en e pa a o hospi al não sabemos nada dele, isso é complicado po que podemos apanha doenças.” (T16, 29 anos, sexo eminino) Si uação Pe igosa – “alguma doença que não enhamos conhecimen o que o u en e possa e ” “O que muda a no abalho e a o ac o de abalha acompanhado, o que acili a a mui o a pega pessoas mui o pesadas. Con udo de ido à con enção de cus os não pode se ”. (T4, 58 anos, sexo masculino) A a és da abela 10, pode-se e i ica a impo ância do con ac o di e o com os abalhado es, uma ez que quem pensa os pos os de abalho não em a expe iência de abalho que os abalhado es de êm. Os ajudan es de la e idencia am a ques ão da decisão de le a ou não um u en e pa a o hospi al, que eque mui a esponsabilidade e po isso um en e mei o a empo Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 34 T a amen o e Análise de Dados in ei o ajuda ia nessas ques ões. Também e e iam a exposição a agen es biológicos e desconhecimen o sob e as doenças de um u en e que en a pa a o la , sem que seja is o po um médico, podendo c ia um a o de isco an o pa a u en es como pa a abalhado es. Uma ou a suges ão p ende-se com o abalho em equipa, em que os ajudan es de la abalha iam em conjun o, e i ando assim e de ele a e anspo a idosos sozinhos e diminuindo o isco de lesões músculo-esquelé icas. Es as suges ões o am ambém elas co obo adas pelos dados ob idos a pa i do INSAT, uma ez que um ajudan e de la ambém e e iu a ques ão associada à en ada de u en es no la sem conhecimen o do es ado de saúde desses u en es, is o oi e e ido po um ajudan e de la na ques ão “ou as si uações pe igosas”. Os dados do INSAT pe mi i am ambém de e mina que os ajudan es de la conside am necessi a equen emen e da ajuda de colegas. 4.5 Resul ados ob idos a a és da aplicação do INSAT Nes e pon o, ap esen a-se os dados ob idos a a és da aplicação do inqué i o INSAT aos ajudan es de la do la José Luiz D`And ade. Os dados ap esen ados o am selecionados de aco do com a sua impo ância. Assim apenas es ão ep esen ados dados com ele ância pa a o es udo, e que não o am ainda ap esen ados. Na abela 11 ap esen a-se um conjun o de si uações conside adas no inqué i o às quais mais de me ade dos ajudan es de la esponde am a i ma i amen e e cujas si uações são ele an es endo em con a as análises obse acionais. Tabela 11 – Si uações ele an es elacionadas com a pe ceção dos abalhado es sob e a sua a i idade de abalho. Si uação Sim Ges os epe i i os 65,2% (15 ajudan es de la ) Pos u as penosas 60,9% (15 ajudan es de la ) Exposição a ag essão e bal 52,2% (12 ajudan es de la ) Não exis ência de pe spe i as de e olução na ca ei a 47,8% (11 ajudan es de la ) Renume ação não pe mi e e um ní el de ida sa is a ó io 60,9% (14 ajudan es de la ) Di icilmen e consegui ão ealiza o abalho quando i e em 60/65 anos 82,6% (19 ajudan es de la ) A a és da abela 11, pode-se e i ica que o INSAT pe mi iu a e i quais os cons angimen os que mais p e alecem en e os ajudan es de la , e que não o am ão e idenciados na análise obse acional. Os ges os epe i i os ambém exis em na a i idade de abalho, o INSAT con i ma o que já se inha sido pe cecionado na análise obse acional, a quando da explici ação ela i a à ealização de di e sas higienizações po cu os pe íodos de empo. No caso de pos u as penosas e es o ços in ensos, es as si uações não o am obse adas em análises em con ex o eal, mas os p oblemas de saúde ad ém da necessidade de ado a em pos u as que p ejudicam a saúde, cujo ecu so ao INSAT con i mou a exis ência des e ipo de si uações. O INSAT pe mi iu a e i que, uma g ande pa e dos abalhado es, não êm pe spe i a de e olução da ca ei a. Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 35 No caso da enume ação dos abalhado es, os esul ados do inqué i o apon am pa a essa insa is ação global, que ambém é e e ida nas e balizações que acabam po jus i ica essa insa is ação endo em con a aos iscos a que ão expos os e à esponsabilidade das a i idades desen ol idas. A a és do inqué i o ambém oi possí el apu a que a maio pa e dos abalhado es acham que não se ão capazes de con inua nes a a i idade de abalho, quando a ingi em os 60/65 anos de idade, dado que é ambém isí el nas e balizações ob idas e no ac o de que os abalhado es com a idade mais a ançada e elam di e sos p oblemas de saúde elacionados com o abalho. Nas e balizações não oi possí el ob e dados ge ais sob e os p oblemas de saúde dos abalhado es, con udo uma pa e do inqué i o pe mi e ob e in o mação ace ca dos p oblemas de saúde dos abalhado es e pe mi e a e i quan o à elação desses p oblemas com o abalho. Na abela 12, ap esen am-se os p oblemas de saúde que mais decla a am os ajudan es de la . Tabela 12 - P oblemas de saúde que se mani es am nos ajudan es de la e sua elação com o abalho. P oblema de Saúde Nº de Ajudan es de la (Pe cen agem) Causado pelo T abalho (Pe cen agem) Ag a ado pelo T abalho (Pe cen agem) Nenhuma Relação com o T abalho (Pe cen agem) Do es de cos as 20 (87,0%) 13 (65,0%) 4 (20,0%) 3 (15,0%) Do es muscula es/a iculações 16 (69,6%) 11 (68,8%) 4 (25,0%) 1 (6,3%) Va izes 12 (52,2%) 5 (41,7%) 1 (8,3%) 6 (50,0%) Ansiedade ou i i abilidade 11 (47,8%) 7 (63,6%) 3 (27,3) 1 (9,1%) Do es no es ômago 8 (34,8%) 2 (25,0%) 2 (25,0%) 4(50,0%) Fadiga gene alizada 8 (34,8%) 4 (50,0%) 3 (37,5%) 1 (12,5%) A a és da abela 12, pode-se e i ica quais os p oblemas de saúde que mais a e am os ajudan es de la . As do es nas cos as a e am quase odos os ajudan es de la e a maio ia e e e que es á elacionado com o abalho, es e ac o em da azão às e balizações de alguns ajudan es de la que se queixam des e p oblema. Uma pa e mui o signi ica i a dos ajudan es de la e e iu a exis ência de p oblemas de do es muscula es e a iculações, conside ando na sua maio ia a elação com a a i idade de abalho. Ou os p oblemas de saúde ambém e e enciados po um núme o signi ica i o de ajudan es de la são as a izes e ansiedade e i i abilidade. No p imei o p oblema, apenas me ade dos abalhado es acham que exis e uma elação di e a com o abalho e no segundo p oblema quase odos os ajudan es de la e e em exis i elação com o abalho. Exis em ainda dois p oblemas de saúde com meno p e alência en e os ajudan es de la , como as do es no es ômago e adiga gene alizada. No caso do p imei o p oblema apenas dois abalhado es e e em que oi causado pelo abalho. Um ou o ac o que impo a conside a é que 65,2% dos ajudan es de la conside am que o abalho a e a a sua saúde, sob e udo de o ma nega i a. O que le a a a e i que os ajudan es de la conside am a a i idade de abalho desgas an e e que o igina a uma deg adação das condições ísicas dos abalhado es. Ainda no âmbi o da saúde dos abalhado es, uma pa e do inqué i o e e e-se ao pe il de saúde de No ingham, Ve são Po uguesa do Cen o de Es udos e In es igação em Saúde, de 1997. Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 36 T a amen o e Análise de Dados Nes e caso os abalhado es i e am de e e i se se e êm nas si uações indicadas e se o caso disso, assinala se essa si uação es á elacionada com o abalho. Na abela 13 ap esen a-se as ases do pe il de No ingham mais pe inen es. Tabela 13 - Respos as dos ajudan es de la ao pe il de saúde de No ingham. F ases Nº Ajudan es de La (Pe cen agem) Relacionado com o abalho (Pe cen agem) Não elacionado com o abalho (Pe cen agem) Sin o-me ne oso, enso 6 (26,1%) 6 (100,0%) - Tenho do es quando mudo de posição 7 (30,4%) 6 (85,7%) 1 (14,3%) Tenho do es quando es ou de pé 8 (34,8%) 8 (100%) - Di iculdade em es a de pé mui o empo 6 (26,1%) 6 (100,0%) - A a és da abela 13, pode-se e i ica que seis abalhado es sen em-se ne osos ou ensos e desses, odos conside am exis i elação di e a com o abalho. Ce ca de se e ajudan es de la e e i am que êm do es quando mudam de posição e que exis e uma elação di e a com o abalho. Nas si uações de e do es quando se es á de pé e di iculdades em es a de pé, odos os abalhado es que e e i am que se encon am nessa si uação, a i mam que os p oblemas es ão associados ao abalho. A a és dos esul ados ob idos pela aplicação do INSAT, é possí el in e i quan o a uma si uação impo an e associada à segu ança e higiene no abalho, que são os aciden es de abalho. O INSAT pe mi iu in e i que se e abalhado es já i e am aciden es de abalho, sendo que um deles oco eu num abalho an e io . Um dos abalhado es icou com incapacidade econhecida de 20% num dos b aços. Um ou o ajudan e de la e e iu que es á em a aliação pa a econhecimen o de incapacidade. O depa amen o de segu ança e higiene da San a Casa da Mise icó dia ambém o nece am alguns dados sob e aciden es de abalho, ealçando a exis ência de dois aciden es de abalho nos úl imos anos, elacionado com uma queda ao mesmo ní el e ou o de ido a es o ço excessi o. Es es dados pe mi em e o ça os esul ados ob idos pelo INSAT e pela análise obse acional no que oca aos p oblemas de saúde o iginados pela a i idade de abalho. A a és da ap esen ação dos dados ob idos a a és do INSAT, pode-se e i ica que exis e in o mações ele an es associadas à saúde dos abalhado es que não o am ob idas a a és das e balizações ecolhidas na análise obse acional. Po ou o lado, o inqué i o pe mi iu ob e in o mações sob e iscos da a i idade de abalho e ou as ca ac e ís icas que ão de encon o a alguns dados ob idos a a és das e balizações. Des e modo a análise obse acional e o INSAT complemen am-se no es udo da a i idade de ajudan e de la . Pode-se ambém dep eende que de ido aos dados ap esen ados, o INSAT não pe mi iu conclui quan o às di e enças na dimensão géne o dos ajudan es de la , o que oi jus i icado pelo ac o de que o núme o de ajudan es de la masculinos se bas an e in e io aos emininos, o que az com que a amos a não seja equilib ada, embo a seja ep esen a i a da ealidade nes e se o . De ido à exis ência da pe ceção de di e enças nas espos as dadas em unção da a iá el idade, es udou-se a dis ibuição dos dados ob idos em unção dos g upos e á ios ap esen ados na abela 2. Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 37 Assim a a és da e amen a de abalho SPSS, c uzou-se a iá eis ep esen a i as das ques ões ap esen adas no inqué i o com os g upos e á ios. Na abela 14, ap esen a-se os dados mais ele an es a pa i do c uzamen o de a iá eis. Tabela 14 - C uzamen o en e á ios ópicos ca ac e izado es dos abalhado es e o g upo e á io. Va iá eis G upo E á io 1 [20 – 35[ G upo E á io 2 [35- 50[ G upo E á io 3 [50 – 65[ Ges os epe i i os 1 (16,7%) 7 (70,0%) 7 (100%) Pos u as penosas 2 (33,3%) 6 (60,0%) 6 (85,7%) F equen e a necessidade de ajuda dos colegas 5 (83,3%) 6 (60,0%) 5 (71,4%) Do es nas cos as 5 (83,3%) 9 (90,0%) 6 (85,7%) Do es Muscula es/A iculações 1 (16,7%) 9 (90,0%) 6 (85,7%) T abalho onde não exis e pe spe i a de e olução na ca ei a 1 (16,7%) 6 (60,0%) 4 (57,1%) A a és da abela 14, pode-se e i ica que as a iá eis elacionam-se di e amen e com o g upo e á io, sendo ele an es pa a o es udo. No que oca a ges os epe i i os e i ica-se que odos os abalhados do e cei o g upo e á io e e em que o azem, e ambém quase odos do segundo g upo e á io, mas no p imei o g upo e á io só um abalhado e e iu isso. Em e mos de pos u as penosas pode-se e i ica que a maio ia dos abalhado es inse idos no segundo e e cei o g upo e á io indicam que a ealizam, enquan o no p imei o g upo a pe cen agem de abalhado es que o a i ma é mui o baixa. No que oca à necessidade equen e de ajuda dos colegas, pode-se e i ica que uma g ande pa e dos abalhado es de odos os g upos e á ios e e e essa necessidade pa a a ealização da a i idade de abalho, o que ai de encon o aos dados ob idos a a és da análise obse acional. No que oca a do es nas cos as, os esul ados indicam que es e é um p oblema que a e a de o ma iguali á ia odos os g upos e á ios. Já se inha e i icado que os ajudan es se queixam des e p oblema a a és da análise obse acional, con udo inqué i o eio con i ma a p e alência des e p oblema em quase odos os ajudan es de la . No caso das do es muscula es/a iculações, pode-se e i ica que de ac o os abalhado es do segundo e e cei o g upo e á io so em mui o com es e p oblema, ao in és dos abalhado es do p imei o g upo e á io em que o p oblema não se mani es a an o. No caso da pe spe i a de e olução na ca ei a, e i ica-se pela abela que a mais de me ade dos abalhado es com mais de 35 anos de idade, conside am que não exis e essa pe spe i a, al ez po que os ca gos que pode iam i a desempenha já se encon am ocupados po pessoas da mesma aixa e á ia. Po ém os mais no os ac edi am nessa e olução na ca ei a. Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 38 T a amen o e Análise de Dados Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 39 5 DISCUSSÃO Nes e es udo, ap esen ou-se uma análise quan i a i a (INSAT) e uma análise quali a i a (análise obse acional). A p imei a pe mi iu ob e dados es a ís icos sob e o abalho de odos os abalhado es e a segunda pe mi iu ob e in e ências no decu so da a i idade conc e a. Assim, nes e capí ulo ealiza-se a discussão dos esul ados ob idos, sendo es es apoiados pela bibliog a ia. Nos pon os seguin es, ap esen a-se a discussão dos dados ob idos, sendo que es ão di ididos po emas que e idencia am di e enças ou ca ac e ís icas impo an es pa a a comp eensão da a i idade de abalho dos ajudan es de la . 5.1 In luência da dimensão géne o no abalho A in luência da dimensão géne o na a i idade de abalho dos ajudan es de la não oi a e ida a a és do INSAT, uma ez que os esul ados ob idos não pe mi i am essas in e ências. Des e modo, apenas a análise obse acional pe mi iu ob e dados ela i os à di e ença en e abalhado es segundo a dimensão géne o. Nes a a i idade de abalho, os ajudan es de la masculinos encon am-se em meno núme o, e as jus i icações dadas p ende-se com salá ios menos a a i os e o abalho ao im de semana, como e e ido nes a e balização “há menos homens nes e amo, po que os salá ios são mais baixos e depois êm de abalha aos ins de semana” (T14, 49 anos, sexo eminino). Também alguns ajudan es de la do sexo eminino e e em que não gos am de abalha com homens, “não gos o de abalha com ajudan es de la homens, acho que não se em pa a nada, não em qualidade no abalho que azem” (T6, 54 anos, sexo eminino), o que se pode a e i que a in eg ação de homens na p o issão não é isen a de deba e. Po ém ambém exis em ajudan es de la , do sexo eminino, que acham que os homens são uma mais- alia pa a a a i idade, “os homens enchem pneus dos ca os, a anjam qualque coisa dos ca os, a anjam o ele ado a anjam a ele isão, são uma mais- alia” (T20, 22 anos, sexo eminino), o que eme e pa a uma alo ização dos abalhado es masculinos, e elando an agens na he e ogeneidade de abalhado es na p o issão. No malmen e os u en es do sexo eminino ecusam a se higienizados pelos ajudan es de la homens, con udo ambém há u en es homens, que não que em se higienizados po mulhe es, es e ac o oi isí el a pa i das obse ações, mas as e balizações ambém pe mi i am ob e dados que con e em isso, “há u en es homens que não que em uma mulhe a aze a higienização daí a impo ância dos homens ajudan es de la ” (T6, 54 anos, sexo eminino). Po ém os homens acei am melho se em a ados po abalhado es do sexo opos o que as mulhe es. Um ajudan e de la masculino e e iu “di icilmen e ealizo a higiene a mulhe es po que se ecusam, mas já o iz qua o ezes” (T21, 23 anos, sexo masculino,). Es e domínio das higienizações e banhos o na-se al ez a ba ei a mais isí el associada à dimensão géne o no abalho, em que os u en es acei am mais acilmen e se em a ados po mulhe es do que po homens, sendo que isso pa ece e o ça um aspe o cul u al que nos eme e pa a a igu a da mulhe como cuidado a. Uma ajudan e de la do ambém e e iu que “há u en es homens que não que em uma mulhe a aze a higienização daí a impo ância dos homens ajudan es de la ” (T6, 54 anos, sexo eminino), is o eme e pa a a ideia de que de ac o a exis ência de ajudan es de la masculinos se e pa a acompanha os u en es masculinos, o que é e o çado pela o ganização do abalho, pela dis ibuição dos ês homens, um po cada u no. A a e a de aze a ba ba aos u en es é ambém ma cadamen e masculina, uma ez que os u en es apenas que em que sejam os homens a aze a a e a, pois são os que êm ba ba e po se assumi que são os que êm capacidade pa a desempenha essa a e a com qualidade. Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 40 Discussão dos Resul ados Con udo as e balizações ambém pe mi i am a e i que ao ní el das a e as ealizadas e da o ma como são ealizadas, não exis e uma di e ença assinalá el, como e e iu um ajudan e de la , “a o ma como as a e as são ealizadas en e homens e mulhe es são mui o semelhan es” (T18, 23 anos, sexo eminino). Uma ou a e balização que eme e pa a uma an agem associada a e homens a abalha nes a a i idade oi, “os homens ajudan es de la são mui o impo an es pa a a ins i uição, uma ez que conseguem esol e si uações que nós mulhe es não conseguimos” (T20, 22 anos, sexo eminino), a ajudan e de la e e e-se a si uações como a anja o ele ado , enche pneus dos ca os de odas, sin oniza as ele isões en e ou as coisas, e o çando ambém o es e eó ipo de que às mulhe es cabem as a e as de p es ação de cuidados e aos homens os abalhos “ écnicos”. Alguns ajudan es de la e e i am es a expos os a assédio sexual, sendo odos eles do sexo eminino, es e ipo de assédio pode causa di e sos p oblemas aos abalhado es nomeadamen e aumen o do s esse, pe da de mo i ação, ansiedade, baixa au oes ima en e ou os. Os abalhado es demons a am que essas si uações podem se complicadas, o icou salien ado nes a e balização, “há u en es que se apaixonam po ajudan es de la e depois é di ícil abalha com essas pessoas que depois só que em aquela pessoa em especí ico” (T14, 49 anos, sexo eminino) [(O ganização In e nacional do T abalho, 2010)]. Um ac o que in e essa ealça é a ealização de abalhos ex a po ajudan es de la , em que no malmen e pa a aze noi es, os homens são mais solici ados po causa da segu ança, e nes e caso é mais no mal homens que e em abalhado es do sexo masculino, is o oi e e ido po um ajudan e de la , “em “pa - ime” há mui as pessoas que só que em homens a abalha po que dão uma maio sensação de segu ança du an e a noi e. Também há mais acilidade pa a que os homens sozinhos que e em homens a abalha ” (T14, 49 anos, sexo eminino). A a és dos dados ob idos pode-se a i ma que exis e di e enças no que oca à dimensão géne o nos ajudan es de la , e que os a o es que le am a que es a p o issão seja maio i a iamen e exe cida po mulhe es, e não po homens são os baixos salá ios, abalho aos ins de semana e a o es cul u ais e his ó icos associados à imagem eminina de cuidado a. Es es dados e elam a impo ância da ob enção de in o mações sob e o pon o de is a de homens e mulhe es ace ca dos p oblemas com que se con on am no abalho, e des a o ma e i a aze juízos de alo sob e si uações que pa ecem i iais (Agência Eu opeia pa a a Segu ança e a Saúde no T abalho, 2003). Exis em ealmen e algumas di e enças na a i idade dos ajudan es de la associadas à dimensão géne o, con udo não são necessa iamen e associadas à o ma como é desempenhada a a i idade de abalho, mas sim ao ní el da o ganização de abalho, à dis ibuição de a e as ou ao ní el das elações das elações en e u en es e abalhado es. Con udo é semp e necessá io e em con a que em qualque a i idade de abalho, an o homens como mulhe es es ão expos os a iscos di e en es, sendo impo an e oma is o em conside ação quando se ealiza a a aliação de isco (Eu opean Agency o Sa e y and Heal h a Wo k, 2009). 5.2 Cons angimen os pe cebidos No capí ulo an e io ap esen ou-se alguns esul ados ob idos a a és da análise obse acional, e e indo o dia-a-dia dos ajudan es de la no seu local de abalho. Conseguiu-se e i ica a exis ência de di e sos cons angimen os sen idos pelos abalhado es, como di e enças ao ní el do i mo de abalho em di e en es u nos, cons angimen os associados às elações de abalho, cons angimen os associados à an iguidade e expe iência p o issional. Na análise obse acional e i icou-se que exis em ho as mais c í icas sob o pon o de is a do i mo de abalho, nomeadamen e aquando das higienizações e banho dos u en es de manhã, higienizações ao dei a , assim e i ica-se a exis ência de di e enças na a i idade de abalho dos Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 41 ajudan es de la . Os ajudan es de la que abalham no u no da noi e êm uma a i idade de abalho que é mui o di e en e dos es an es colegas dos ou os u nos, não es ando expos os a i mos de abalho ão in ensos e ambém não ealizam a maio pa e das a e as desempenhadas pelos ajudan es de la dos ou os u nos. Is o pode se ap eendido a a és des a e balização, “o abalho de ajudan e de la de noi e é mui o di e en e, i mo mais len o se não se ize exa amen e nes a ho a pode-se aze na ho a seguin e. Não exis e como du an e o dia, u en es a pedi pa a aze mos is o ou aquilo” (T16, 29 anos, sexo eminino). Os abalhado es do u no no u no e e i am que sen em di iculdades em e as ho as de sono que se aconselha po do mi em de dia, o que pode ge a implicações ao ní el do cansaço ísico. Is o ambém pode es a mais elacionado com o ac o de abalha em mais ho as que os colegas nos ou os u nos. Os ajudan es de la des e u no ealizam ainda uma ou a a e a que consis e no posicionamen o dos u en es mais dependen es na cama, pa a que es es não du mam semp e na mesma posição, es a a e a é apenas ealizada pelos abalhado es des e u no. Apesa de não se uma a e a com um g au de exigência igual à de ele a ou mobiliza um u en e, o núme o de ezes que o êm de aze e o núme o de u en es, pode aze com que a a e a seja algo exigen e, uma ez que só abalham dois ajudan es de la nes e u no. Po ou o lado, quem ealiza abalho nos u nos da manhã e da a de, e e e que “es as a e as de higienização seguidas, o nam-se mui o epe i i as e mui o cansa i as” (T3, 53 anos, sexo eminino), o a is o dá a ideia de di e enciação dos abalhado es, nomeadamen e ao ní el dos iscos a que es ão expos os, endo em con a os u nos de abalho ( u nos ixos). Nou as e balizações pode essal a -se a ques ão da ansiedade/i i abilidade associada ao con ac o com os u en es que pode se isí el nes as duas e balizações “há idosos que são complicados, que não gos am de nós e depois acusam de coisas que não izemos ou se que em is o ou aquilo amos busca e depois já não que em” (T14, 49 anos sexo eminino) e “há u en es que nos a am mui o mal, que em is o ou aquilo apidamen e e depois já não que em, alguns êm mui o mau ei io” (T20, 22 anos, sexo eminino). Po ou o há u en es que econhecem a impo ância do abalho ealizado pelos ajudan es de la , como e e ido nes a e balização, “há u en es que comp eendem o nosso abalho e ag adecem” (T3,53 anos, sexo eminino). O empo disponí el pa a a ealização de uma a i idade a e a a o ma como os abalhado es se elacionam com os u en es. Os abalhado es acabam po admi i que não êm empo su icien e pa a ou i e se em mais a e uosos com os u en es, es e ac o oi a es ado po es a e balização, “às ezes que emos es abelece uma elação mais a e i a com os u en es, da um pouco de a enção ao que eles êm pa a nos dize , mas não emos empo” (T6, 54 anos, sexo eminino). No INSAT, a ques ão da elação com os u en es oi abo dada, con udo os ajudan es de la conside a am que isso susci a pouco incómodo, uma ez que conside am que e de ou i queixas dos u en es é uma ca ac e ís ica ine en e à sua p o issão. O INSAT ambém pe mi iu a e i alguns dados associados às elações no abalho, como o econhecimen o do abalho ealizado pelas che ias e pelos colegas, o que pe mi iu conclui que uma g ande pa e dos abalhado es sen e que o seu abalho é de ac o econhecido. Os cons angimen os associados à an iguidade e expe iência p o issional o am mais e idenciados na análise obse acional do que no INSAT. Os abalhado es com maio an iguidade podem escolhe os ho á ios que melho se adap em à sua ida pessoal, como oi e e ido nes a e balização “os mais an igos êm mais possibilidade de escolhe em os u nos de abalho, há pessoas da a de que que em passa pa a a manhã, mas só conseguem se sai alguém e cla o é po o dem de an iguidade” (T14, 49 anos, sexo eminino). O que demons a cla amen e uma dis inção en e os abalhado es com an iguidade di e en e, o que pode depois e implicações ao ní el do abalho. Po ou o lado, oi ambém isí el que os abalhado es mais an igos, se encon am mais cansados e com meno p edisposição pa a o con ac o com os u en es, o que é e i icado a a és Mes ado em Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais 48 Pe spe i as Fu u as sendo meno , na medida em que coincide com um pe íodo ma cado pela meno a i idade dos u en es, o que az com que es es ealizem um conjun o de a e as dis in as ela i amen e aos abalhado es dos ou os u nos, endo po a e a mais exigen e a ealização de posicionamen os. A análise dos abalhado es segundo a an iguidade, pe mi iu e ela o desgas e in ínseco a es a a i idade. Mas, ambém a di iculdade pe cebida pelos abalhado es mais ecen emen e admi idos associada ao ac o de não pode em pa icipa na escolha do seu u no de abalho. Além disso, a al a de econhecimen o des a a i idade, é pe spe i ada como uma jus i icação pa a o ac o de os abalhado es com mais an iguidade não pa ilha em as suas es a égias de abalho com os mais no os. É o medo de pe de o emp ego que con ibui al ez pa a o egis o des e ipo de e balizações. No que oca aos iscos p o issionais salien a-se a exposição dos abalhado es a agen es biológicos, de ido ao con ac o di e o com os u en es e a deslocações equen es a hospi ais. Mas, o impac o do abalho na saúde des es abalhado es chama a a enção pa a a exis ência de ou os iscos nes a a i idade. A maio ia dos abalhado es e e i am so e de do es nas cos as e de p oblemas ao ní el dos músculos e a iculações, o que endo em con a as a e as que são ealizadas se ia expec á el, uma ez que es a a i idade exige a ealização de g andes es o ços e i mos de abalho ele ados. Es e abalho e idenciou ainda o e ei o di e ido do abalho na saúde: po exemplo, cons a ou-se uma maio p e alência de do es lomba es e p oblemas muscula es/a icula es nos abalhado es de idade supe io a 35 anos, o que pode á le an a a ques ão da exis ência e impo ância da adequação da a i idade de abalho em unção dos abalhado es. Os abalhado es e e i am ambém a exis ência de p oblemas de saúde como a ansiedade/i i abilidade, es abelecendo-se a sua ligação di e a com as elações de abalho com os u en es, elações que po ezes cons i uem um a o de isco, menos isí el e angí el, na medida em que es es não dão o de ido alo aos abalhado es acabando po os a a de uma o ma menos co e a. Ao longo das di e en es e apas do es udo, os abalhado es o am le ados a e le i sob e as suas condições de abalho e des e modo enco ajados a ap esen a em p opos as de melho ia. Nes e sen ido, oi mani es ada a necessidade de exis ência de um en e mei o no u no da noi e, que pe mi i ia decidi , de o ma mais ap op iada, a ida de um u en e ao se iço hospi ala , em caso de necessidade, po ém, o cus o associado indica que não se á iá el pa a a ins i uição. Também e idencia am a necessidade de ealização do abalho em equipa, de o ma a diminui a sob eca ga de abalho e, assim, o isco de lesões músculo-esquelé icas. De o ma sumá ia, podemos dize que o es udo pe mi iu ab ange um leque de ques ões undamen ais ace ca da a i idade dos ajudan es de la , englobando e endo em con a, o pon o de is a dos p óp ios abalhado es. Com is o, oi possí el explo a a emá ica de segu ança e saúde no abalho e, a pa i do con a o di e o com os abalhado es, ob e dados impo an es que, a a és dos mé odos mais adicionais de a aliação de iscos, pode iam não se a e idos. 6.2 Pe spe i as Fu u as Es e es udo, desen ol ido no âmbi o do Mes ado de Engenha ia de Segu ança e Higiene Ocupacionais, pe mi iu ob e no os dados sob e o abalho dos ajudan es de la , que pe mi em uma a aliação de iscos complemen a às abo dagens adicionais. Is o o nou-se possí el g aças a uma maio ab angência de emas e, sob e udo, po pa i do pon o de is a dos p o agonis as da a i idade de abalho. A San a Casa da Mise icó dia de San o Ti so ica, des e modo, com um es udo cons uído a a és da ó ica dos seus abalhado es, e i icando, assim, os p oblemas com que dia iamen e Análise da A i idade dos Ajudan es de La e das suas Condições de T abalho numa Pe spe i a de Géne o Figuei edo, Ví o 49 são con on ados e, em unção dos dados ob idos, podendo assim aplica medidas que le em a uma melho ia nas condições de abalho dos seus abalhado es. O es udo pe mi iu, analisa a ques ão da dimensão géne o e a sua in luência no abalho, dando espos as ao po quê do núme o eduzido de homens nes e abalho. Sob o pon o de is a pessoal, es e abalho pe mi iu uma abe u a a no as o mas de análise, a a és de uma obse ação cuidada dos abalhado es, dando especial a enção aos seus pensamen os, a i udes e o ma de es a no abalho. Is o o na-se c ucial pa a comp eende as necessidades dos abalhado es e assim, a alia , de o ma mais ampla, a elação da sua saúde com o seu abalho. Des a o ma, es e ipo de análise pode á, no u u o, se uma expe iência a coloca em p á ica ao se iço da segu ança e higiene no abalho. Figuei edo,Ví o 51 7 BIBLIOGRAFIA Agência Eu opeia pa a a Segu ança e a Saúde no T abalho. (2003). In eg a a dimensão do géne o na a aliação dos iscos. Bélgica. Agência Eu opeia pa a a Segu ança e Saúde no T abalho . (2008). Lesões músculo-esquelé icas de o igem p o issional:Rela ó io sob e p e enção.Bélgica. Agência Eu opeia pa a a Segu ança e Saúde no T abalho. (2007). P e isão dos pe i os sob e os iscos psicossociais eme gen es.Bélgica. Agência Eu opeia pa a a Segu ança e Saúde no T abalho. (2012). Pa icipação dos T abalhado es na Segu ança e Saúde no T abalho. Se iço das Publicações da União Eu opeia. Al a enga, C., & Vianna, C. (2012). Relações sociais de gêne o e di isão sexual do abalho: desa ios pa a a comp eensão do uso empo no abalho docen e. Labo eal, 8, (1), 11-27 Ba os-Dua e, C. & Cunha, L. (2010). 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