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Processo de Fenton homogéneo para tratamento de efluentes vinícolas - Piloto industrial

Elson All-Hakine Nomane Rodrigues

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MESTRADO INTEGRADO EM ENGENHARIA DO AMBIENTE 2013/2014 P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Elson All-Hakine Nomane Rod igues Disse ação subme ida pa a ob enção do g au de MESTRE EM ENGENHARIA DO AMBIENTE – RAMO DE GESTÃO ___________________________________________________________ O ien ado académico: Ad ián M. T. Sil a (In es igado P incipal na Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o) Coo ien ado académico: M. Fe nando R. Pe ei a (P o esso Associado na Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o) ___________________________________________________________ O ien ado na emp esa: Sé gio Cas o Sil a (Founde & Execu i e Manage da Ad en ech – Ad anced En i onmen al Technologies) ou ub o de 2014 P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Edi ado po FACULDADE DE ENGENHARIA DA UNIVERSIDADE DO PORTO Rua D . Robe o F ias 4200-465 PORTO Po ugal Tel. +351-22-508 1400 Fax +351-22-508 1440 Co eio ele ónico: [email p o ec ed] Ende eço ele ónico: h p://www. e.up.p Rep oduções pa ciais des e documen o se ão au o izadas na condição que seja mencionado o Au o e ei a e e ência a Mes ado In eg ado em Engenha ia do Ambien e – 2013/14 – Faculdade de Engenha ia da Uni e sidade do Po o, Po o, Po ugal, 2014. As opiniões e in o mações incluídas nes e documen o ep esen am unicamen e o pon o de is a do espe i o Au o , não podendo o Edi o acei a qualque esponsabilidade legal ou ou a em elação a e os ou omissões que possam exis i . P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Ag adecimen os Ao Eng. Sé gio Sil a, a disponibilidade, o incen i o, a mo i ação du an e a ealização des a ese. Ag adeço ambém a disponibilidade na ins alação do pilo o indus ial, essencial pa a a ealização do abalho p á ico. Ao Dou o Ad ián Sil a, oda a disponibilidade e o ien ação à ealização des e abalho. Ao Eng. Nuno Sil a, oda a sua disponibilidade, cons an e incen i o, o ien ação, dedicação e ajuda no planeamen o da execução do abalho, sendo pa e undamen al pa a a minha ap endizagem. Ao Eng. Paulo Nunes, oda a sua disponibilidade po e p opo cionado as condições pa a a mon agem do pilo o indus ial. Ao P o esso Fe nando Pe ei a, di e o do cu so de MIEA, a comp eensão pois só assim oi possí el a ealização des a ese. Aos meus pais e i mã, pela cons an e mo i ação e po odo o amo e comp eensão demons ado ao longo da minha ida, po que sem eles nada dis o se ia possí el. À minha namo ada, Ma iana, po odo o apoio e mo i ação na elabo ação des e abalho mas p incipalmen e po se uma pa e undamen al na minha ida. Aos meus amigos, eles sabem quem são, pois o am e i ão con inua a se impo an es pa a mim ao longo da minha ida. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Resumo O obje i o da p esen e disse ação oi o es udo do e ei o de di e en es a o es que êm in luência na oxidação de e luen es inícolas a a és do P ocesso de Fen on Homogéneo. Es a ese oi elabo ada de o ma a a alia o po encial des e p ocesso, a uma escala pilo o, como p é- a amen o do e luen e de modo a complemen a uma Es ação de T a amen o de Águas Residuais Indus iais (ETARI) subdimensionada, ou como al e na i a supo a o dimensionamen o de uma ETARI pa a a amen o de e luen es com ele ados picos de caudal sazonal, es ando sob edimensionada exclusi amen e pa a esse e ei o. E e uou-se um es udo da deg adação do e luen e usando pe óxido de hid ogénio e sul a o é ico como ca alisado no P ocesso de Fen on, o qual pe mi iu uma boa sepa ação de lamas no anque ea o do pilo o indus ial. Fo am es udadas á ias a iá eis, en e as quais o pH, a quan idade de ca alisado e a concen ação de pe óxido de hid ogénio. Ve i icou-se que es as a iá eis êm in luência na e iciência da deg adação da ma é ia o gânica a a és análise da ca ência química de oxigénio (CQO), endo-se ob ido concen ações de CQO na o dem dos 700 mg O2/L pa a o e luen e a ado, alo es e abaixo do alo limi e de emissão (VLE) es ipulado pelo egulamen o municipal pa a desca ga em cole o municipal, sendo assim possí el a desca ga di e a do e luen e em cole o municipal. Fo am ainda ealizados es es de biodeg adabilidade a a és da de e minação da ca ência bioquímica de oxigénio (CBO5) suge indo que es e p ocesso é e icien e na ob enção de um e luen e passí el de se a ado pos e io men e a a és de um p ocesso biológico, de ido ao alo da azão CBO5/CQO (ap oximadamen e 0,5), sendo possí el a sua desca ga di e amen e num meio híd ico após esse a amen o. A azão Fe:H2O2 de 1:1 demons ou se a ideal na gene alidade dos es es e e uados e os esul ados ob idos indicam que o P ocesso de Fen on pode á se iá el pa a o a amen o de e luen es inícolas du an e a época de indimas. Pala as-cha e: Biodeg adabilidade; Ca ência Química de Oxigénio; E luen e Vinícola; Ca ência Bioquímica de Oxigénio; Fen on Homogéneo; Sul a o Fé ico; Pe óxido de Hid ogénio P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Abs ac The aim o his hesis was o s udy he e ec o ope a ing pa ame e s on he oxida ion o a wine y was e wa e h ough he Homogeneous Fen on P ocess. This disse a ion was de eloped o e alua e he po en ial o his p ocess a a pilo scale, namely as p e- ea men o a was e wa e o supplemen an unde sized indus ial was e wa e ea men plan (IWWTP) o as an al e na i e o design a new IWWTP o ea high low o e luen s du ing seasonal peaks, being o e sized solely o his pu pose. The e luen ea men was s udied using hyd ogen pe oxide and e ic sul a e as ca alys in he Fen on P ocess, which allowed a good sepa a ion o sludge in he indus ial pilo eac o . Se e al a iables, including pH, amoun o ca alys and hyd ogen pe oxide concen a ion we e s udied. I was ound ha hese a iables ha e in luence on he deg ada ion e iciency o he o ganic ma e , as assessed by he chemical oxygen demand (COD) de e mina ion, COD concen a ions a ound 700 mg O2/L, being ob ained o he ea ed e luen . This alue is below ha s ipula ed by he Po uguese legisla ion o di ec discha ge o e luen s in municipal collec o s. Biodeg adabili y es s we e also pe o med by de e mining he biochemical oxygen demand (CBO5), sugges ing ha his p ocess is e icien o ob ain an e luen ha can be u he ea ed by a biological p ocess since he CBO5/CQO a io is nea 0,5. The Fe:H2O2 a io o 1:1 p o ed o be op imal in mos o he es s pe o med, he ob ained esul s showing ha he Fen on P ocess could be easible o he ea men o wine y was e wa e s du ing he in age season. Keywo ds: Biodeg adabili y; Chemical Oxygen Demand; Wine y was e wa e ; Biochemical Oxygen Demand; Fen on P ocess; Fe ic Sul a e; Hyd ogen Pe oxide P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Índice 1. In odução .............................................................................................................................. 1 1.1 Enquad amen o His ó ico e Cul u al ................................................................................... 1 1.2 Enquad amen o Mundial ..................................................................................................... 3 1.3 Ca ac e ização do Sec o em Po ugal ............................................................................... 6 1.4 Ca ac e ização da zona ...................................................................................................... 8 2. P ocesso de ini icação e e luen es inícolas (EVs) ........................................................... 10 2.1 P ocesso de Vini icação .................................................................................................... 10 2.2 E luen es Vinícolas (EV’s) ................................................................................................. 12 2.2.1 Ca ac e ização dos EV’s ............................................................................................ 13 2.2.2 Impac es Ambien ais dos EV’s ................................................................................... 14 2.3 Legislação Po uguesa ...................................................................................................... 15 3. Sis emas de T a amen o de E luen es Vinícolas ................................................................ 17 3.1 Reação de Fen on Homogéneo ........................................................................................ 19 3.1.1 Aplicações .................................................................................................................. 21 3.1.2 Limi ações do a amen o de Fen on .......................................................................... 21 3.2 P ocesso de coagulação ................................................................................................... 22 4. Obje i os .............................................................................................................................. 23 5. Me odologia ......................................................................................................................... 24 6. Técnicas Analí icas.............................................................................................................. 27 6.1 CQO - Ca ência Química em Oxigénio ............................................................................. 27 6.2 CBO5 - Ca ência Bioquímica de Oxigénio ......................................................................... 27 6.3 pH ...................................................................................................................................... 28 6.4 Biodeg adabilidade do E luen e ........................................................................................ 28 6.5 SST – Sólidos Suspensos To ais ...................................................................................... 28 7. Resul ados e Discussão ...................................................................................................... 29 7.1 Ca ac e ização do E luen e B u o e das Amos as ........................................................... 29 7.2 Ensaios P elimina es ......................................................................................................... 30 7.3 In luência das di e en es a iá eis na coagulação e na eação de Fen on ...................... 31 7.3.1 In luência do pH na coagulação ................................................................................. 31 P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 7.3.2 In luência do Fe o na coagulação ............................................................................. 32 7.3.3 In luência do pe óxido de hid ogénio na eação de Fen on ....................................... 33 7.3.4 Biodeg adabilidade ..................................................................................................... 35 8. Conclusão ............................................................................................................................ 37 8.1 Suges ões de abalho u u o ............................................................................................ 37 9. Bibliog a ia ........................................................................................................................... 38 Anexos ......................................................................................................................................... 41 Anexo I – Fo og a ias do Pilo o Indus ial ............................................................................... 41 Anexo II – Amos as do e luen e b u o, sob enadan e (SBN) após adição de sul a o é ico e oxidado (Oxi) após 3 ho as de a amen o .............................................................................. 46 P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Lis a de abelas Tabela 1.1 - P odução de inho po egião i i inícola em Po ugal (em Mhl) (Ins i u o da Vinha e do Vinho, 2014) ............................................................................................................................. 6 Tabela 2.1 - P odu os poluen es das á ias ases do p ocesso de ini icação. ......................... 14 Tabela 2.2 - VLE de alguns pa âme os de desca ga de águas esiduais, de aco do com o Anexo XVIII do Dec e o-Lei 236/98 de 1 de Agos o. .............................................................................. 16 Tabela 2.3 - VLE máximos admissí eis pa a desca ga de e luen es em cole o municipal pa a o concelho de A mama . ................................................................................................................ 16 Tabela 3.1 - Tipos de a amen o de e luen es (Adap ado de Guillau e al., 2000; Pi a, 2005, Rocha d e al., 2000 e Viei a 2009). ........................................................................................... 17 Tabela 3.2 - T a amen o P imá io (Adap ado de: Mano, 2005; Ma ín e al., 2002, ci ado po Beni ez e al., 2000 e Melamane e al., 2007; Me cal & Eddy, 2003 e Viei a, 2009). ................ 18 Tabela 3.3 - T a amen o Secundá io (Adap ado de: Beni ez e al., 2000; Canle e al., 1998a e 1998b; Cha mo e al., 1997; Coe zee e al., 2004; Da onchio e al., 1998; Fumi e al., 1995; Me cal & Eddy, 2003; Mole a e al., 1992; Mon ei o, 1996; Naja pou e al., 2005; Pi a, 2005; Rod igues e al., 2006; Viei a, 2009; Wilde e e al., 2001). ....................................................... 18 Tabela 7.1 - Valo médio das p op iedades ísico-químicas do e luen e b u o em es udo. ........ 29 Tabela 7.2 - Valo es ob idos dos pa âme os analisados pa a os di e en es ensaios. .............. 30 P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial Lis a de igu as Figu a 1.1 - P incipais p odu o es mundiais de inho em 2009 (OIV, 2014). ............................... 4 Figu a 1.2 - P incipais consumido es mundiais de inho em 2009 (OIV, 2014). .......................... 4 Figu a 1.3 - P incipais impo ado es mundiais de inho em 2009 (OIV, 2014). ........................... 5 Figu a 1.4 - P incipais expo ado es mundiais de inho em 2009 (OIV, 2014). ........................... 5 Figu a 1.5 - P incipais países impo ado es de p odu os ínicos nacionais em 2009 (Ins i u o da Vinha e do Vinho, 2014). ............................................................................................................... 7 Figu a 1.6 - P incipais países impo ado es de p odu os ínicos nacionais em 2009 (em Eu os) (Ins i u o da Vinha e do Vinho, 2014). ........................................................................................... 7 Figu a 1.7 - Região Dema cada do Dou o (IVDP, 2014). ............................................................. 8 Figu a 5.1 - Diag ama do p ocesso de oxidação a ançada do e luen e em es udo (Adap ado de: WineBioAOP) .............................................................................................................................. 26 Figu a 7.1 - In luência do pH na emoção de CQO e SST. ........................................................ 31 Figu a 7.2 - E olução da CQO (mg O2/L) e pe cen agem emo ida pa a o es ágio de coagulação inicial pa a os di e en es e luen es. ............................................................................................. 32 Figu a 7.3 - Valo de SST (mg/L) an es e depois da adição de e o. ........................................ 33 Figu a 7.4 - Pe cen agem máxima da CQO emo ida em unção do empo (ho as) e da dosagem de H2O2 pa a os ês ensaios. ..................................................................................................... 34 Figu a 7.5 - Pe cen agem da CQO emo ida em unção da dosagem de H2O2 e da biodeg adabilidade pa a o empo de duas ho as de eação. ...................................................... 34 Figu a 7.6 - E olução da CQO (mg O2/L) ao longo do empo de eação pa a os ês ensaios. . 35 Figu a 7.7 - Resul ados ob idos pa a a CQO e Biodeg adabilidade dos ensaios ealizados. .... 36 P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 5 Na Figu a 1.3, pode-se e i ica que Po ugal ocupa a o décimo qua o luga no anking dos p incipais países impo ado es de inho a ní el mundial. Figu a 1.3 - P incipais impo ado es mundiais de inho em 2009 (OIV, 2014). Na Figu a 1.4 ap esen a-se o anking dos p incipais países expo ado es a ní el mundial, onde Po ugal ocupa a o nono luga . Figu a 1.4 - P incipais expo ado es mundiais de inho em 2009 (OIV, 2014). 14110 11859 9219 5897 4520 3668 3284 3061 2077 1952 1892 1807 1729 1606 1461 02000 4000 6000 8000 10000 12000 14000 16000 Alemanha Reino Unido EUA F ança Rússia Holanda Canadá Bélgica Dinama ca Suécia Suíça Japão China Po ugal I ália Unidade: Mhl 19519 14607 12556 6935 3983 3956 3557 2831 2309 963 722 696 684 667 545 05000 10000 15000 20000 25000 I ália Espanha F ança Chile EUA Á ica do Sul Alemanha A gen ina Po ugal Moldá ia Hung ia Áus ia Macedónia Uc ânia Reino Unido Unidade: Mhl P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 6 1.3 Ca ac e ização do Sec o em Po ugal Em 2009, Po ugal inha uma supe ície ag ícola u ilizá el de 3 668 145 ha (INE, 2014), dos quais ce ca de 243 000 ha (OIV, 2014) co espondiam à á ea de p odução de inha. Nesse mesmo ano, e segundo o Ins i u o da Vinha e do Vinho, o am p oduzidos ce ca de 5.688,56 Mhl de inho, dos quais 1.379,05 Mhl apenas na egião do Dou o. Na abela 1.1 ap esen a-se a p odução de inho po egião i i inícola onde se pode e i ica que ce ca de 40% da p odução se encon a na egião no e. Tabela 1.1 - P odução de inho po egião i i inícola em Po ugal (em Mhl) (Ins i u o da Vinha e do Vinho, 2014) Região Vi i inícola 2009 % Minho 784,028 14 T. Mon es 105,075 2 Dou o 1.379,051 24 Bei as 736,728 13 Bei a A lân ico 211,669 4 Te as do Dão 251,863 4 Te as da Bei a 194,365 3 Te as de Cis e 78,831 1 Tejo 518,989 9 Lisboa 932,736 16 P. Se úbal 337,139 6 Alen ejo 811,690 14 Alga e 23,698 0,4 Sub o al con inen e 5.629,135 99 Madei a 49,925 84 Aço es 9,500 16 Sub o al ilhas 59,426 1 To al Ge al 5.688,560 100 Em Po ugal, o sec o de expo ação de inho ep esen ou um olume de negócios anual (2009) de ce ca de 569 M€, que co esponde a 2.398 Mhl de inho expo ado (42% do o al de inho p oduzido). Na Figu a 1.5 e Figu a 1.6 ap esen am-se os p incipais países impo ado es de p odu os ínicos nacionais pa a o ano de 2009 em Mhl e em eu os, espe i amen e. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 7 Figu a 1.5 - P incipais países impo ado es de p odu os ínicos nacionais em 2009 (Ins i u o da Vinha e do Vinho, 2014). Figu a 1.6 - P incipais países impo ado es de p odu os ínicos nacionais em 2009 (em Eu os) (Ins i u o da Vinha e do Vinho, 2014). 459,1 184,0 144,7 105,8 84,4 61,7 58,4 57,9 53,2 52,0 44,2 38,9 34,9 31,9 25,9 0100 200 300 400 500 Angola F ança Alemanha Reino Unido EUA Suíça Moçambique Canadá Espanha B asil Suécia Cabo Ve de Guiné Bissau Bélgica Holanda Unidade: Mhl 59,6 19,7 19,5 18,2 17,1 15,8 14,3 14,1 10,4 7,4 6,8 4,8 4,7 4,2 3,8 010 20 30 40 50 60 70 Angola Reino Unido EUA F ança Alemanha Canadá Suíça B asil Suécia Espanha Bélgica No uega Luxembu go Holanda Macau Unidade: M€ P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 8 1.4 Ca ac e ização da zona Como o p oje o em ques ão si ua-se na egião do Dou o, é ele an e aze uma b e e in odução à egião em si. Já du an e a ocupação omana o cul i o da inha e a p odução de inho e am ei os nos ales do Al o Dou o. A his ó ia des a egião semp e oi ca ac e izada pela sua iolência e es o ço, que se oi amenizando e p og edindo, sendo hoje uma das mais belas paisagens do país, econhecida como Pa imónio Mundial pela UNESCO. Na Figu a 1.7 ilus a-se a egião, com um e oi único, que se di ide em ês sub- egiões: Baixo Co go, Cima Co go e Dou o Supe io , onde a p odução de inhos b ancos, in os e osés, espuman es, lico osos e agua den es ganham uma qualidade única, com ca ac e ís icas dis in as. A á ea o al des a egião é de 250 000 ha (IVDP, 2014), ocupando a inha uma á ea e e i a de 19% da á ea o al. A á ea de inha é mais exp essi a na egião do Baixo Co go, onde em uma axa de ocupação de 30%, es endendo-se desde Ba quei os na ma gem No e e Bo ô na ma gem Sul a é à con e gência dos ios Co go e Ribei o de Temilobos com o Dou o. Já o Cima Co go, com uma á ea de inha de ce ca de 22%, es ende-se a é ao Cachão da Valei a, sendo a á ea de inha cul i ada meno . O Dou o Supe io , po sua ez, em uma á ea de inha de 10%, es endendo-se a é à on ei a com Espanha. Figu a 1.7 - Região Dema cada do Dou o (IVDP, 2014). A maio pa e da Região Dema cada é compos a po solos xis osos, com inclusões g aní icas na sua en ol ência. Rela i amen e ao clima, es a egião so e g ande in luência das se as do Ma ão e de Mon emu o, que se em de ba ei a à passagem de en os húmidos de oes e. Po se si ua em ales p o undos, p o egidos po mon anhas, a egião bene icia de in e nos mui o ios e e ões mui o quen es e secos. Da o alidade de inho p oduzido nes a egião, ce ca de 50% des ina-se à p odução do “Vinho do Po o”, sendo o es an e des inado à p odução de inhos de mesa, denominados “Dou o”, que u ilizam a denominação de o igem con olada. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 9 O “Vinho do Po o” em ca ac e ís icas que o dis inguem dos es an es inhos nomeadamen e a in ensidade de a omas e a sua pe sis ência, aliada a um eo alcoólico ele ado (en e 18 a 22%), u o da junção de agua den e ínica du an e a e men ação. A adição da agua den e az com que a e men ação pa e, des e modo o inho p ese a a doçu a das u as. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 10 2. P ocesso de ini icação e e luen es inícolas (EVs) An igamen e a qualidade do inho e a di e enciada pelos aspe os enológicos e higiénicos das adegas mas de ido ao aumen o das p eocupações ambien ais o a amen o de e luen es ge ados na ini icação passou a se impo an e no p oje o das adegas (Mulle , 1998b e Jou jon e al., 2001). Es ima i as apon am pa a uma p odução nacional de e luen es inícolas com uma ca ga poluen e equipa ada à ge ada po 2 milhões de habi an es (Mo ais e Oli ei a, 1994). Pode-se compa a a ans o mação de u as em inho como um luxo de ma e iais (Pi a, 2005). Como al, se i e mos em a enção ao luxo de en ada (u as, água, p odu os enológicos e p odu os de limpeza e desin eção, en e ou os), deduzimos que os p odu os inais se ão o inho mas ambém o e luen e ge ado e os subp odu os esul an es da ini icação. Ci ados po Pi a, (2005), Ai oldi e al (2004) es imam que a p odução de esíduos seja ce ca de 1,3 a 1,5 kg (po cada li o de inho p oduzido), sendo 75% EVs, 24% de subp odu os de ini icação e 1% de esíduos sólidos. 2.1 P ocesso de Vini icação a) Receção das u as A eceção das u as é ei a em con en o es de g ande dimensão ou em caixas de 20-30 kg, sendo despejada no egão de eceção ou di e amen e no esmagado -desengaçado (Peynaud, 1981). Exis em di e sas manei as de aze chega a u a à adega, sendo semp e necessá ia pa icula a enção, de endo se e i ada a con aminação mic obiana que pode oco e de ido ao esmagamen o pa cial das u as e à exposição a empe a u a ele ada (Pi a, 2005). b) Esmagamen o / Desengace O esmagamen o é is o como a u u a da pelicula e a ex ação do mos o sem esmaga a g ainha, podendo se pa cial (pisa a pés) ou o al. Já o desengace consis e em e i a a pa e lenhosa (engaço) do cacho. Es a écnica é impo an e pois a o ece a diminuição do olume das massas, o aumen o do g au alcoólico e de acidez, a diminuição da axa de aninos, o aumen o da in ensidade de co , en e ou os, sendo já in oduzida dum modo ge al nas ecnologias de ini icação a g ande ou pequena escala. O engaço esul an e des e p ocesso é u ilizado como compos o no ab ico de co e i os o gânicos (Pi a, 2005). P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 11 c) Depu ação Após o esmagamen o e du an e a decan ação, é necessá io adiciona co e o es de pH e/ou acidez, desin e an es e/ou cla i ican es com a capacidade de o ma locos que sedimen am, a as ando as pa ículas esponsá eis pela u ação do inho. Des e modo consegue-se que o mesmo cla eie, podendo-se chama a es e mé odo como “colagem” dos inhos (Pi a, 2005) A adição de desin e an es ambém em o obje i o de a o ece a dissolução dos ácidos o gânicos p esen es no mos o e e a da o desen ol imen o de bac é ias (Viei a, 2010) d) Fe men ação alcoólica / Mace ação Quando o p ocesso de depu ação e mina, coloca-se o mos o (já desin e ado e co igido) em cubas de e men ação, sendo a adição de le edu as e/ou enzimas acul a i a. Seguidamen e inicia-se a e men ação, cuja du ação pode a ia (15 dias ou mais). O p ocesso de mace ação é apenas ei o nos inhos in os. É es e p ocesso que ai di e encia o inho in o do inho b anco, nomeadamen e nas suas ca ac e ís icas isuais, no seu palada e no seu odo (Pi a, 2005). e) 1ª T as ega / Decan ação / P ensagem Findada a e men ação segue-se a as ega pa a as cubas de decan ação. Es a decan ação ai o igina bo as que são cons i uídas po esíduos de u a, le edu as e bac é ias, podendo ep esen a a é ce ca de 20% do olume o al da cuba. Já a p ensagem é necessá ia pa a emo e o mos o esidual, exe cendo uma p essão sob e as u as esmagadas, o iginando assim o enxugamen o do bagaço. No inal o mos o esidual é en iado, jun amen e com as bo as, pa a uma cen al de ecupe ação de subp odu os do inho (Pi a, 2005). ) Fe men ação malolác ica Es e p ocesso oco e na maio ia das ezes depois da e men ação alcoólica, quando os inhos já “limpos” são anspo ados pa a as cubas de a mazenamen o. Como al são adicionadas bac é ias lá icas que ão ans o ma o ácido málico em ácido lá ico com o obje i o de limi a a acidez do inho, ans o mando uma pa e dele num ácido ca bónico olá il que pos e io men e e apo a-se. Es a e men ação ambém em a unção de “amacia ” os inhos (Papo de Vinho, 2012). P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 12 g) Cla i icação / Es abilização / Fil ação / Acabamen o A cla i icação oco e po colagem que signi ica adiciona ao inho um p odu o cla i ican e (p incipalmen e ben oni e, en e ou os) que em uma ca ga opos a ao elemen o que se á cla i icado. Quando adicionado, o cla i ican e coagula com as pa ículas esponsá eis pelos aninos, le ando ao aumen o do peso e deposição no undo da cuba. Se o eo em aninos do inho o baixa pode oco e uma sob e colagem, le ando à não- o mação de locos. Se al oco e , o inho é enga a ado com o p odu o adicionado, podendo locula na p óp ia ga a a se es i e sujei o a baixas empe a u as. Em seguida p ocede-se à es abilização, que oco e a baixas empe a u as, ajudando na limpidez. Es e p ocesso é esponsá el pela p ecipi ação de c is ais (sais a á icos de po ássio e cálcio) e a p ecipi ação de coloidais como as ma é ias co an es do inho. Subme e-se o inho a uma empe a u a baixa (na o dem dos 5 g aus nega i os) le ando à p ecipi ação ápida dos compos os. Imedia amen e após a es abilização oco e a il ação que não é nada mais que il a o inho pa a que es e possa chega ao consumido o mais “limpo” possí el, eliminando assim as pa ículas em suspensão as que se deposi a am no undo do anque (Papo de Vinho, 2012). A p odução de e luen es inícolas du an e es as ases inais é signi ica i a, u o da la agem dos equipamen os u ilizados nes es p ocessos, incluindo os p odu os il ados (Pi a, 2005). h) Enga a amen o Es a é a úl ima e apa do p ocesso de ini icação e que consis e em adiciona um olume exa o de inho numa ga a a, pos e io men e o ulada e echada com uma olha (Viei a, 2010). 2.2 E luen es Vinícolas (EV’s) Como e e ido an e io men e, es ima-se que 75% dos esíduos p oduzidos na p odução de inho sejam EV’s. Os EV’s em mui o se assemelham ao inho, pa icula men e à sua composição química. São cons i uídos po açúca es, álcool, es e es, ácidos o gânicos, compos os enólicos, le edu as, bac é ias e compos os biodeg adá eis (à exceção dos poli enóis) (Rod igues e al. 2004, Melamane e al. 2007), podendo se compos os po duas ases dis in as (Rocha d e Viaud, 2000; Jou jon e al., 2001 e Desenne e al., 2003): - Fase Solú el: al o índice de biodeg adabilidade (com exceção dos poli enóis), cons i uída po compos os o gânicos e mine ais indos da u a, do inho e dos p odu os usados na ini icação e na limpeza; - Fase Insolú el: baixo índice de biodeg adabilidade, compos a po pa ículas o gânicas e mine ais o iginá ias da u a, do inho e seus p odu os. Pode ão ainda se encon ados, nes a ase, es ígios de óleos e lub i ican es u ilizados na maquina ia. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 13 2.2.1 Ca ac e ização dos EV’s Nunca se chegou a um consenso quan o à ca ac e ização dos EV’s. Con udo, após a elabo ação de á ios es udos de ca ac e ização, a ní el mundial, oi possí el de ini alo es médios globais pa a a sua composição ísico química, u ilizando os seguin es pa âme os (Mulle e al., 1999): - Ca ência Química de Oxigénio (CQO) – Rep esen a a quan idade o al de ma é ia oxidá el p esen e no e luen e e co esponde à quan idade o al de oxigénio essencial pa a oxida a ma é ia o gânica e mine al p esen es no mesmo (Pi a, 2005). - Ca ência Bioquímica de Oxigénio (CBO5) – Rep esen a a quan idade o al de ma é ia biodeg adá el exis en e no e luen e e co esponde à quan idade de oxigénio que os mic o ganismos necessi am pa a oxida compos os ca bónicos biodeg adá eis p esen es no mesmo (Pi a, 2005). - Sólidos Suspensos (SST e SSV) – Rep esen am os cons i uin es não solú eis do e luen e, sendo e e idos como Sólidos Suspensos To ais (SST), que co espondem à o alidade das ações o gânica e ino gânica em suspensão e como Sólidos Suspensos Volá eis (SSV), que co espondem à ação o gânica em suspensão (Pi a, 2005). - pH – O pH de ine a acidez do meio. Em ge al os EV’s êm um pH ácido (Dua e e al., 2004a). - Tu bidez – Rep esen a o g au de opacidade à luz do EV, podendo se es imada isualmen e na adega ou a a és de apa elhos especí icos pa a al ( u bidíme os) (Pi a, 2005). - Azo o To al (N ) – O Azo o To al pode se es imado pelo Azo o de Kjeldahl, co espondendo ao eo em azo o o gânico e amoniacal p esen e nos e luen es. É ele an e conside a ambém os ni i os e ni a os quando se p e ende de e mina o N (Pi a, 2005). - Fós o o To al (P) – A alia o eo em ós o o o gânico e mine al dos EV’s (Pi a, 2005). Pa a além des es pa âme os, exis em ou os que possibili am uma melho a aliação do e luen e: ma é ia oxidá el, condu i idade, es es biológicos de oxicidade e a biodeg adabilidade (calculada a pa i da azão en e a CBO5 e a CQO). Nes e abalho apenas i emos ala da CQO, CBO5, SST, pH e biodeg adabilidade. Assim, e endo em con a es es pa âme os, os e luen es inícolas podem se ca ac e izados po um al o eo em ma é ia o gânica (CQO = 500 – 20 000 mg O2/L, CBO5 = 500 – 15 000 mg O2/L), se em ácidos (pH en e 3 e 5), icos em SST (100 – 15 000 mg SST/L) e ca en es em azo o e ós o o (Viei a, 2009). P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 14 Sazonalidade e Picos de Caudal Os EV’s ge ados du an e um ciclo anual ap esen am um ca á e sazonal (concen ando-se nos meses de Se emb o a Dezemb o) e g ande a iabilidade no empo de ido aos di e en es p ocessos de p odução (que a iam de adega pa a adega) e à a iabilidade da ma é ia-p ima. Algumas ope ações, como a indima, são ealizadas du an e um pe íodo mui o pa icula , consumindo ele ados olumes de água e o iginando e luen es mui o poluen es. Po ou o lado exis em ou as ope ações que se p olongam po alguns meses p oduzindo poucos e luen es, podendo a é exis i al u as do ano em que a p odução de e luen es é quase nula (Pi a, 2005). Mesmo du an e a época das indimas o caudal de EV’s a ia no empo, oco endo picos de caudal en e as 15 e as 19 ho as, sendo eduzidas nos es an es pe íodos (Cae ano e Be a dino, 1998 e Be a dino e al., 2001). Cons a a-se, de um modo ge al, que a maio ia da ca ga poluen e e do olume de EV’s (ce ca de 60%) é ge ado nas 5 semanas pos e io es ao início da indima (0,8-1,4 L EV’s po li o de inho p oduzido), sendo 40% do o al co esponden e à indima em si e o es an e às as egas (Rocha d e Viaud, 2000; Pi a, 2005). 2.2.2 Impac es Ambien ais dos EV’s Pa a se a alia os impac es ambien ais esul an es da ini icação é essencial iden i ica os esíduos sólidos e os e luen es p oduzidos ao longo de odo o sis ema de ab icação do inho. Em seguida, na abela 2.1, são exibidos os p odu os poluen es esul an es em cada ase do p ocesso de ini icação. Tabela 2.1 - P odu os poluen es das á ias ases do p ocesso de ini icação. Receção das u as: E luen e p o enien e da la agem de con en o es, caixas e egões de eceção. Esmagamen o/Desengace: E luen e p o enien e da la agem do chão da adega, das máquinas e das pe das de u as ou mos o; Resíduos sólidos como olhas e engaço. Decan ação/P ensagem: E luen e p o enien e da la agem dos anques, p é- la agem dos anques de es abilização, limpeza da p ensa e pe das de inho du an e a decan ação; Bo as cons i uídas po esíduos de u as, le edu as, bac é ias e subs âncias desconhecidas. Es abilização/Cla i icação: E luen e p o enien e da la agem dos anques, p é- la agem dos anques de a mazenamen o, limpeza dos il os, anspo e das bombas, la agem dos a mazéns e pe das de inho du an e a il ação; Resíduos sólidos como e as de il ação. Enga a amen o: E luen e p o enien e da la agem das cubas, das máquinas de enga a amen o e dos a mazéns. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 21 2 Fe2+ + H2O2 + 2 H+ → 2 Fe3+ + 2 H2O (8) Pa a oco e a decomposição do H2O2 é necessá io que o meio seja ácido (pH en e 3 e 6) pa a que a p odução de adicais hid oxilo seja a maio possí el. De aco do com á ios au o es, o alo de pH p óximo de 3 é aquele que é mais consensual (Dan as e al., 2005). Es e p ocesso pode se u ilizado como um p é- a amen o, diminuindo a oxicidade a mon an e de um p ocesso biológico con encional, quando es e úl imo não consegue a a o e luen e de ido ao ele ado ní el de ca ga o gânica e/ou baixa biodeg adabilidade (Cas o e al., 2001). 3.1.1 Aplicações O eagen e de Fen on é aplicado no a amen o de águas esiduais quando se que p oduzi os seguin es e ei os: - Diminuição da oxicidade; - Aumen o de biodeg adabilidade; - Diminuição da CBO, CQO e TOC; - Remoção de co e de odo . 3.1.2 Limi ações do a amen o de Fen on Como já oi e e enciado an e io men e, exis em á ias limi ações in ínsecas à u ilização do eagen e de Fen on como po exemplo a di ícil oxidação de alguns compos os o gânicos. A o mação de ou os compos os com po encial óxico e que podem comp ome e a aplicabilidade do a amen o ambém é ou a limi ação des e p ocesso. As lamas p oduzidas eque em a amen o ap op iado se se quise aze um ap o ei amen o das mesmas. Caso con á io se ão simplesmen e colocadas em a e os. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 22 3.2 P ocesso de coagulação A coagulação é o p ocesso onde pa ículas coloidais e sólidos suspensos mui o inos, p esen es no e luen e, são in e ligados pa a c ia aglome ados que podem se sepa ados po sedimen ação, loculação, il ação, cen i ugação ou ou os meios de sepa ação. Es e p ocesso é alcançado adicionando di e en es ipos de químicos (coagulan es) ao e luen e pa a p omo e uma deses abilização dos coloides esul ando numa aglome ação dos mesmos. Um dos bene ícios ine en es à coagulação é a adição de alguns coagulan es ao e luen e que não só p o oca uma coagulação como ambém esul a na p ecipi ação de alguns compos os solú eis, como os os a os, que podem es a p esen es no e luen e. Os e ei os no a amen o de e luen es são a aglome ação e e en ual emoção de coloides (p incipais esponsá eis pela u bidez do e luen e) e a p ecipi ação de algumas espécies químicas em solução. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 23 4. Obje i os O p incipal obje i o des a ese é desc e e e a alia um mé odo de a amen o de e luen es, ealizado a uma escala pilo o, numa quin a com p odução inícola, comp eendendo as seguin es e apas: Coagulação (adição de sul a o é ico ao e luen e e a sua homogeneização); Oxidação e Neu alização. Assim se á possí el eduzi os picos de ca ga poluen e dos e luen es p oduzidos du an e a época das indimas pa a alo es médios exis en es o a desse pe íodo. Es e es udo à escala pilo o ai se an ajoso pa a o a amen o desses e luen es na medida em que ai pe mi i um dimensionamen o ap op iado das Es ações de T a amen o de Águas Residuais (ETAR) de aco do com as necessidades exis en es o a da época das indimas, eduzindo assim os cus os ope acionais e de in es imen o, como ambém ai possibili a uma ápida a uação, de o ma simples, em ETAR’s exis en es que ap esen em de iciências ao ní el da e iciência do a amen o dos e luen es em ques ão. Pa a al é necessá io aze um es udo e analisa o p ocesso de a amen o a a és da a iação de de e minados a o es como a concen ação de H2O2 e o pH e ambém a a és da a iação do empo da eação após a adição de H2O2. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 24 5. Me odologia Fo og a ias do pilo o indus ial (Figu as AI.1 a AI.10) e das amos as de e luen e (Figu as AII.1 a AII.3) são ap esen adas espe i amen e nos Anexos I e II. Todo o p ocesso é con olado no quad o de con olo, sendo ei o de modo manual. 1. No quad o de con olo (Figu a AI.1) a i a-se a bomba hid áulica 1 (BH1), bombeando e luen e inícola eal p o enien e dos anques de a mazenamen o (Figu a AI.2) pa a o anque ea o (Figu as AI.3 e AI.8), com a denominação (TR), a é pe aze o olume desejado. 2. Aquando do enchimen o do TR é e i ada uma amos a de e luen e, denominada po “B u o” (Figu a AII.1), desligando-se a BH1 e echa-se o seu passado pa a e i a possí eis ugas de e luen e. 3. Seguidamen e p ossegue-se à adição de sul a o é ico a 35% a é ao pH desejado (3,5) con abilizando-se o empo de dosagem. Es a adição é ei a a a és de uma bomba pe is ál ica, denominada bomba doseado a 4 (BD4) (Figu as AI.4 e AI.9). Nes e momen o é ambém a i ado o agi ado do anque ea o (ATR) (Figu a AI.3), a elocidade cons an e, de modo a homogeneiza o e luen e. 4. No inal da adição de sul a o é ico, e es ando o pH a 3,5 e i a-se uma amos a do e luen e do TR, com a denominação “Coagulado”. Reco endo a um medido de pH e a um agi ado po á eis, ai-se adiciona hid óxido de sódio à amos a a é o pH a ingi o alo de 10,5 de modo a cessa a eação que oco e na mesma. Nes e momen o desliga- se ambém o ATR, po o ma a p omo e a decan ação das lamas o madas. 5. Após um empo de espe a de ap oximadamen e 30 minu os, ecolhe-se uma no a amos a do e luen e no TR, iden i icando-se es a amos a como “Sob enadan e” (Figu a AII.2). 6. Seguidamen e liga-se a bomba hid áulica 2 (BH2) pa a e i a 5% (em olume) de lamas o madas. Es a bomba ai bombea as lamas pa a um anque de lamas (TL) (Figu as AI.6 e AI.7), que se ão pos e io men e en iadas pa a uma cen í uga pa a se em desid a adas. 7. De seguida ol a-se a liga o ATR e liga-se a bomba doseado a 2 (BD2), bomba es a que ai bombea o pe óxido de hid ogénio pa a o TR. Nes a al u a é ambém con abilizado o empo de dosagem, que se á de aco do com a azão Fe:H2O2 es ipulada an ecipadamen e. 8. Após o empo de dosagem es ipulado desliga-se a BD2 e e i a-se uma amos a à qual e á o nome de “Oxidado 0 ho as”. Em seguida adiciona-se no amen e hid óxido de sódio pa a pa a a eação que oco e na amos a e i ada. Um exemplo da amos a após a amen o é ap esen ado na Figu a AII.3. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 25 9. Após 1, 2 e 3 ho as de eação se ão semp e e i adas no as amos as, que se ão iden i icadas po “Oxidado 1 ho a”, “Oxidado 2 ho as” e “Oxidado 3 ho as” (no inal de e i a cada amos a é ei a a adição de hid óxido de sódio pa a e mina a eação que deco e na mesma). 10. No inal das 3 ho as, liga-se a bomba doseado a 5 (BD5) pa a inicia a adição de Hid óxido de Sódio pa a aumen a o pH a é 10,5 de o ma a pa a a eação que oco e no TR. O ATR é ambém ligado de modo a acili a a homogeneização. Todo o e luen e a ado é, en ão, deixado a decan a no in e io da TR. 11. Finalizado o p ocesso de decan ação, liga-se a BH2 pa a e i a as lamas pa a o TL. Depois de e i adas, liga-se a bomba doseado a 3 (BD3) pa a bombea ácido sul ú ico de modo a neu aliza o sob enadan e emanescen e (pH en e 6,5 e 8,5). A ingido esse pH, liga-se a bomba hid áulica 3 (BH3) pa a bombea o sob enadan e pa a o anque biológico (SBR) (Figu a AI.5). P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 26 Em seguida encon a-se o layou do pilo o indus ial: Figu a 5.1 - Diag ama do p ocesso de oxidação a ançada do e luen e em es udo (Adap ado de: WineBioAOP) P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 27 6. Técnicas Analí icas 6.1 CQO - Ca ência Química em Oxigénio A de e minação des e pa âme o oi ealizada a a és de Closed Re lux Colo ime ic S anda d Me hod 5220D (G eenbe g e al., 1985), que eco e à diges ão de uma amos a em meio ácido du an e duas ho as na p esença de um oxidan e o e, o dic oma o de po ássio (K2C 2O7),e sul a o de me cú io como ca alisado . No deco e da eação, os compos os o gânicos são oxidados e o dic oma o de om ala anjado (C 2O7-) é eduzido a c oma o (C 3+) endo uma co e de, sendo analisado a a és da colo ime ia. A elação en e a abso ância do c oma o e a CQO é ob ida pela calib ação in e na do apa elho, que é egula men e e i icada com uma solução s anda d de hid ogeno lala o de po ássio. Como diges o oi usado o e mo ea o HANNA HI 839800 COD REACTOR e o o óme o HI 83224 pa a a análise de excesso de dic oma o. 6.2 CBO5 - Ca ência Bioquímica de Oxigénio Es e pa âme o oi de e minado pela di e ença da quan idade de oxigénio en e a ase de p epa ação e após o pe íodo de incubação. Foi p epa ada uma solução mine alizada, denominada “água de diluição” compos a po clo e o de e o, sul a o de magnésio e clo e o de cálcio. A es a “água” oi in oduzido a de o ma a oxigena o máximo possí el, po um pe íodo de 24 ho as. Seguidamen e p epa ou-se o inóculo, com o ganismos o iundos de e a de ja dim segundo o p ocedimen o desc i o no S anda d Me hods (G eenbe g e al., 1985). A cada balão de E lenmeye de 300 ml (V) oi in oduzido 0,3 ml de inóculo, a “água de diluição”, um de e minado olume de amos a (Vs), dependendo do seu alo de CQO, e mediu-se o oxigénio dissol ido inicial (ODi) a a és de um medido de OD HANNA HI 4421. De seguida pe ez-se o olume do balão de E lenmeye e echou-se pa a não ha e o mação de bolhas de a no in e io , sendo cada ensaio ealizado em duplicado. Após o pe íodo de incubação mediu-se o oxigénio dissol ido inal (OD ) e a a és da diluição ealizada de e minou-se a CBO5 eco endo à equação (6.1). Es a me odologia oi ambém aplicada com um asco sem amos a (B), de o ma a sabe o alo de O2 consumido do inóculo po espi ação endógena. 𝐶𝐵𝑂5=(𝑂𝐷𝑖−𝑂𝐷𝑓)−(𝑂𝐷𝑖−𝑂𝐷𝑓)𝐵 𝑉𝑠 𝑉 (6.1) P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 28 6.3 pH O pH oi de e minado a a és do mé odo po encióme o, usando um medido de pH HANNA HI 4532, p e iamen e calib ado com uma solução ampão de pH 4,0 e 7,0. 6.4 Biodeg adabilidade do E luen e A biodeg adabilidade de um e luen e é impo an e pa a se de ini , dimensiona ou con ola os p ocessos de a amen o, assim elacionando es e pa âme o com a CBO e com a CQO ob ém-se a biodeg adabilidade de um e luen e pela azão da CBO com a CQO: 𝐶𝐵𝑂5 𝐶𝑄𝑂 = 𝐵𝑖𝑜𝑑𝑒𝑔𝑟𝑎𝑑𝑎𝑙𝑖𝑏𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 Quando a biodeg adabilidade de um e luen e ende pa a ze o, signi ica que é di ícil o seu a amen o biológico, po ou o lado se o alo ende pa a 1 é um e luen e que pode se a ado biologicamen e (Esplugas e al.,2004). 6.5 SST – Sólidos Suspensos To ais Es e pa âme o oi analisado a a és de To al Suspended Solids D ied a 103-105 oC S anda d Me hod 2540D (G eenbe g e al., 1985). Os sólidos suspensos o ais p esen es na amos a o am de e minados pela il ação des a, usando il os de 0,45 µm cujas impu ezas o am e i adas il ando água des ilada. Pos e io men e os il os o am colocados na es u a a 105 oC (pa a e apo ação), seguindo-se um p ocesso de a e ecimen o no exsicado . Após es e p ocesso, os il os o am pesados e p ocedeu-se à il ação de 40 ml de cada amos a. De seguida o am sujei os no amen e à e apo ação em es u a a uma empe a u a de 105 oC e no exsicado pa a a e ece em sendo pesados a segui . A de e minação dos SST oi ealizada da di e ença en e o peso inal e inicial do il o. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 29 7. Resul ados e Discussão 7.1 Ca ac e ização do E luen e B u o e das Amos as O e luen e b u o usado p o eio da Quin a do Sol, si uada na Região Dema cada do Dou o, esul an e da combinação de e luen es de la agem de cubas, cujas p op iedades químicas e ísicas se ap esen am na abela 7.1. Tabela 7.1 - Valo médio das p op iedades ísico-químicas do e luen e b u o em es udo. CQO mg O2/L 2994 ± 209 CBO5 mg O2/L 917 ± 164 SST mg/L 150 ± 6 CBO5/CQO 0,31 ± 0,03 pH 4,48 ± 0,05 O e luen e em es udo ap esen a uma ca ga o gânica ele ada, com alo es de CQO de 2994 mg O2/L e uma biodeg adabilidade baixa (CBO5/CQO) = 0,31, sendo que um e luen e é conside ado biodeg adá el quando a azão an e io é supe io a 0,4 (Esplugas e al.,2004). Rela i amen e aos SST e i ica-se que o alo es á mui o acima do alo legislado, 60 mg/L (Dec e o-Lei 236/98 de 1 de Agos o). Fo am ealizados ês ensaios onde se ecolhe am e de ini am amos as de e luen e b u o (B u o) do sob enadan e (SBN) e do oxidado (Oxi) sendo a p imei a e e en e ao e luen e à en ada do anque ea o , sem qualque ipo de a amen o, a segunda alusi a à amos a do e luen e após adição de sul a o é ico e decan ação e a e cei a ela i a à amos a do e luen e após adição de pe óxido de hid ogénio e depois de 1 ho a, 2 ho as e 3 ho as de eação. No ensaio 1 a azão de Fe:H2O2 escolhida oi 1:1, no ensaio 2 oi escolhida a azão de 1:1,5 e pa a o ensaio 3 a azão escolhida oi de 1:0,5 (em empos de dosagem dos eagen es). Os esul ados ob idos apesen am-se na abela 7.2. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 30 Tabela 7.2 - Valo es ob idos dos pa âme os analisados pa a os di e en es ensaios. Amos a CQO (mg O2/L) CBO5 (mg O2/L) SST (mg/L) CBO5/CQO Ensaio 1 (Fe:H2O2 = 1:1) SBN E1 pH 3,5 2836 n.d. 80 n.d. Oxi E1 1H 732 n.d. n.d. n.d. Oxi E1 2H 670 248 n.d. 0,37 Oxi E1 3H n.d. n.d. n.d. n.d. Ensaio 2 (Fe:H2O2 = 1:1,5) SBN E2 pH 4 2473 n.d. 47,5 n.d. SBN E2 pH 3,5 2345 n.d. 32,5 n.d. Oxi E2 1H 731 n.d. n.d. n.d. Oxi E2 2H 670 295 n.d. 0,44 Oxi E2 3H 666 340 n.d. 0,51 Ensaio 3 (Fe:H2O2 = 1:0,5) SBN E3 pH 3,5 1818 n.d. 27,5 n.d. Oxi E3 1H 1109 n.d. n.d. n.d. Oxi E3 2H 1149 n.d. n.d. n.d. Oxi E3 3H 1182 686 n.d. 0,58 n.d. – não de inido 7.2 Ensaios P elimina es O e luen e inícola é ca ac e izado po um pico de caudal e concen ação mui o in e io es ao longo do ano, quando compa ados com o pe íodo de indima. Es e ac o implica que as Es ações de T a amen o de Águas Residuais Indus iais (ETARI) des inadas ao a amen o des e ipo de e luen es sejam dimensionadas pa a o pe íodo de pico de indima, icando assim sob edimensionadas pa a o es o do ano. A écnica ap esen ada nes a ese, isa acili a o dimensionamen o de u u as ETARI´s e pe mi e nas já exis en es, nes e caso subdimensionadas, co igi o p oblema da al a de e icácia de a amen o dos e luen es a a a . Como al, an es de se p ocede ao a anque des e pilo o, o am ealizados á ios ensaios em labo a ó io, simulando o mesmo p ocesso mas a uma escala mais pequena. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 37 8. Conclusão O p esen e abalho oi desen ol ido pa a con ibui pa a a a aliação do a amen o de um e luen e inícola a a és da eação de Fen on a uma escala pilo o, de o ma a de e mina as melho es condições de ope ação do mesmo. Pela análise dos esul ados ob idos conclui-se que a azão ideal e o:pe óxido de hid ogénio é de 1:1 pois é aquela que pe mi e um a amen o mais e icien e. Ob e e-se, nes e caso uma emoção da CQO na o dem dos 76% após 120 minu os de eação. Fez-se a ia as condições ope a ó ias, nomeadamen e a concen ação de pe óxido de hid ogénio e de e o no meio, que in luenciam di e amen e a e iciência do p ocesso es udado. Is o de e-se ao e ei o de “sca enge ” onde a p esença em excesso de qualque um des es dois eagen es o igina eações compe i i as especialmen e en e os adicais hid oxilo e as di e en es espécies de e o p esen es no e luen e. Es es adicais ão eagi ambém com o pe óxido de hid ogénio em excesso le ando à o mação de adicais hid ope óxido (menos ea i os de ido ao seu baixo po encial de oxidação) p o ocando uma diminuição na axa de emoção da CQO. Se po um lado a e iciência da eação aumen a com a diminuição do pH, a um pH ó imo en e 3 e 4, a pH mais ele ados oco e a decomposição do pe óxido de hid ogénio impossibili ando a o mação de adicais hid oxilo e p ejudicando o p ocesso de deg adação p e endido. A ealização des e abalho pe mi iu conclui que a eação de Fen on Homogéneo com uma azão de 1:1 e ela-se ideal na deg adação ápida de e luen es inícolas, podendo se desca egados di e amen e no cole o municipal sem necessi a de a amen o biológico. Se, po ou o lado, o obje i o inal o a a o e luen e pa a pos e io a amen o biológico, en ão a dosagem ideal deixa ia de se 1:1 e passa ia a se 1:0,5, pois é aquela que ap esen a o maio alo de biodeg adabilidade. 8.1 Suges ões de abalho u u o Com base nos esul ados ob idos nes e abalho, suge e-se pa a abalhos u u os:  T a amen o e espessamen o de lamas decan adas;  A aliação do a amen o biológico após o p ocesso químico;  A aliação de cus os;  O imização da concen ação de pe óxido de hid ogénio;  Adição de um no o ca alisado (Fe2+) pa a melho a a e iciência da emoção de lamas;  U ilização de um il o de a eias de o ma a melho a a depu ação do e luen e. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 38 9. Bibliog a ia ALMEIDA, E. (2008). “A aliação da Biodeg adabilidade Ae óbia de E luen es Vinícolas”. Uni e sidade de A ei o. Tese de Mes ado. BENITEZ, F. J., J. BELTRAN-HEREDIA, F. J. REAL, e J. L. 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P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 41 Anexos Anexo I – Fo og a ias do Pilo o Indus ial Anexo I.2 - Tanques de a mazenamen o. Anexo I.1 - Quad o de Con olo. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 42 Anexo I.3 - Tanque ea o Anexo I.4 - Bombas doseado as. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 43 Anexo I.5 - Tanque SBR. Anexo I.6 - Tanque de Lamas. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 44 Anexo I.7 - Agi ado do anque de lamas. Anexo I.8 - Agi ado do anque ea o . P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 45 Anexo I.9 - Con olado de pH e bombas doseado as. Anexo I.10 - Pilo o Indus ial. P ocesso de Fen on Homogéneo pa a T a amen o de E luen es Vinícolas – Pilo o Indus ial 46 Anexo II – Amos as do e luen e b u o, sob enadan e (SBN) após adição de sul a o é ico e oxidado (Oxi) após 3 ho as de a amen o Anexo II.1 - E luen e B u o.