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Relatórios de Estágio realizado na Farmácia Hórus e no CHAA ─ Centro Hospitalar do Alto Ave

Ana Catarina Correia Lopes

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I Ana Ca a ina Co eia Lopes Fa mácia Hó us I Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e Fa mácia Hó us Maio de 2014 a Ou ub o de 2014 Ana Ca a ina Co eia Lopes O ien ado : D .(a) Cláudia A onso _____________________________________ Tu o FFUP: P o . Dou o (a) I ene Rebelo _______________________________________ No emb o de 2014 II Decla ação de In eg idade Eu, Ana Ca a iana Co eia Lopes, abaixo assinado, nº 200901222, aluno do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e ac uado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o. Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (ac o pelo qual um indi íduo, mesmo po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e bibliog á ica. Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de __________________ de ______ Assina u a: ______________________________________ III Ag adecimen os O pe íodo de es ágio ealizado na Fa mácia Hó us, ap esen ou-se como uma excelen e opo unidade de ap endizagem e en iquecimen o pessoal e p o issional, que comple a o meu ciclo de es udos no Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas. Hoje, econheço a impo ância ex ao diná ia do Fa macêu ico no con ex o comuni á io e de o es a opo unidade a di e sos in e enien es, pelo que ap esen o os meus since os ag adecimen os. Disc iminadamen e, começo po ag adece à Dou o a Alexand a Lello, po p opo ciona es a opo unidade de es ágio e pela amabilidade e ecep i idade demos ada em odas as al u as. De seguida, à Dou o a Cláudia A onso, mani es o a minha g a idão pelo apoio di e o e in a ia elmen e p esen e du an e es a u í e a jo nada, e po odos os conhecimen os que iabiliza am a cons ução de mais um deg au na minha o mação. Ap o ei o ainda pa a explana oda a minha conside ação an o pela Fa macêu ica quan o pela Di e o a écnica que a Dou o a Cláudia A onso demons ou se em odas as al u as. A oda a equipa da Fa mácia Hó us, nomeadamen e Dou o a Manuela Machado, Dou o Luís Soa es e Senho Manuel Fe nandes, o meu since o ag adecimen o po oda a a enção, dedicação e simpa ia que demons a am ao longo do meu es ágio. Finalmen e, aos P o esso es o ien ado es do es ágio pelo empenho e dedicação na conc e ização da úl ima e apa do nosso cu so. . IV Resumo Es e ela ó io de es ágio é o esul ado de 4 meses de es ágio na Fa mácia Hó us e de um es udo ealizado e implemen ado na mesma sob e “A In luência da Diabe es Melli us no desen ol imen o da Doença Pe iodon al” e “Doenças Ca dio ascula es: a o es de isco”. Na pa e I, ap esen a-se a discussão dos emas acima desc i os, jun amen e com a ap esen ação dos abalhos desen ol idos na Fa mácia, e em seguida, na pa e II, são des acadas odas as a i idades ealizadas na Fa mácia. V Índice Decla ação de In eg idade ..................................................................................... II Ag adecimen os .................................................................................................... III Resumo ................................................................................................................. IV Lis a de Ab e ia u as ........................................................................................... VIII Índice de igu as ..................................................................................................... X Índice de abelas .................................................................................................... X PARTE I1 Enquad amen o dos Casos Clínicos ...................................................................... 1 A. In luência da Diabe es Melli us no desen ol imen o da Doença Pe iodon al ............................................................................................................ 2 1. Epidemiologia da Diabe es Melli us .................................................................... 2 2. Fisiopa ologia da Diabe es Melli us .................................................................... 3 2.1. Diabe es Melli us ipo I ................................................................................. 4 2.1.1 Diabe es Melli us Au o-imune ................................................................. 4 2.1.2 Diabe es Melli us Idiopá ico .................................................................... 4 2.2. Diabe es Melli us ipo II ................................................................................ 4 2.3. Diabe es Melli us Ges acional ...................................................................... 5 2.4. Ou os ipos de Diabe es Melli us ................................................................ 5 3. Diabe es Melli us e complicações ...................................................................... 5 4. Doença Pe iodon al ............................................................................................ 6 4.1. Gengi i e ...................................................................................................... 8 4.2. Pe iodon i e .................................................................................................. 8 5. Relação en e a Diabe es Melli us e a Doença Pe iodon al................................ 9 5.1. In luência da Diabe es Melli us na Doença Pe iodon al ............................... 9 5.2. In luência da Doença Pe iodon al na Diabe es Melli us ............................. 10 6. Te apia Pe iodon al .......................................................................................... 11 7. A i idades ealizadas a ní el comuni á io no âmbi o do ema .......................... 12 B. Doenças Ca dio ascula es: Fa o es de Risco ............................................ 14 1. Epidemiologia das Doenças Ca dio ascula es ................................................ 14 2. Doenças ca dio ascula es ............................................................................... 15 VI 3. Fa o es de isco ca dio ascula ........................................................................ 16 3.1. Fa o es modi icá eis .................................................................................. 16 3.1.1. Dislipidemia ......................................................................................... 16 3.1.2. Hipe ensão A e ial ............................................................................. 16 3.1.3. Diabe es Melli us ................................................................................. 17 3.1.4. Tabaco ................................................................................................ 18 3.1.5. Obesidade ........................................................................................... 18 3.2. Fa o es não-modi icá eis ........................................................................... 19 3.2.1. Idade ................................................................................................... 19 3.2.1. Géne o ................................................................................................ 19 3.2.3. His ó ia Familia .................................................................................. 20 3.2.4. E nia .................................................................................................... 20 4. A i idades ealizadas a ní el comuni á io no âmbi o do ema .......................... 21 PARTE II 22 1- In odução ..................................................................................................... 22 2- O ganização do espaço ísico e uncional da a mácia ................................. 22 2.1. P op iedade e di eção ................................................................................ 22 2.2. Localização, ho á io de uncionamen o e espaço ex e io ......................... 22 2.3. Espaço in e io e equipamen o .................................................................. 23 2.4. Recu sos Humanos ................................................................................... 24 2.5. Sis ema in o má ico ................................................................................... 25 3. Ges ão de S ocks ............................................................................................. 25 3.1.Fo necedo es e c i é ios de aquisição ........................................................ 25 3.2. Ro ação de s ocks e pon o de encomenda ................................................ 26 4. Ap o isionamen o e encomendas .................................................................... 27 4.1. Realização de encomendas ....................................................................... 27 4.2. Receção e con e ência de encomendas .................................................... 27 4.3. Ma cação de p eços .................................................................................. 28 4.4. De oluções ................................................................................................ 29 4.5. A mazenamen o ........................................................................................ 29 4.6. Con agem ísica e in en á io ..................................................................... 30 VII 5. Classi icação e dispensa de medicamen os e ou os p odu os ........................ 30 5.1.Medicamen os sujei os a p esc ição médica ob iga ó ia............................. 30 5.1.1. P esc ição médica ............................................................................... 31 5.1.2. Validação da p esc ição médica ......................................................... 32 5.1.3. In e p e ação e a aliação a macêu ica ............................................... 32 5.1.4. Medicamen os gené icos e sis ema de p eços de e e ência .............. 34 5.1.5. Dispensa de medicamen os psico ópicos e es upe acien es ............. 34 5.1.6. Subs is emas de saúde e compa icipação de medicamen os ............ 35 5.1.7. P ocessamen o de ecei uá io e a u ação .......................................... 36 5.2. Medicamen os não sujei os a p esc ição ob iga ó ia ................................. 36 5.2.1. Dispensa de medicamen os não sujei os a ecei a médica ................. 37 5.2.2. Dispensa de ou os p odu os de saúde ............................................... 38 6. Medicamen os manipulados e p epa ações ex empo âneas ........................... 38 7. Ou os se iços p es ados na a mácia ............................................................ 39 8. Fo mações ....................................................................................................... 39 9. Conclusões ....................................................................................................... 40 Bibliog a ia............................................................................................................ 41 Anexos ................................................................................................................. 47 VIII Lis a de Ab e ia u as AIM Au o ização de In odução no Me cado AGEs P odu os Finais da Glicosilação A ançada ANF Associação Nacional de Fa mácias ARS Adminis ação Regional de Saúde AVC Aciden e Vascula Ce eb al CV Ca dio ascula CCF Cen o de Con e ência de Fa u as CT Coles e ol To al DAR Des a a ização e Alisamen o Radicula DC Doenças Co oná ias DCI Denominação Comum In e nacional DCV Doença Ca dio ascula DCVS Doenças Ca dio ascula es DL Dec e o de Lei DM Diabe es Melli us DP Doença Pe iodon al EAM En a e Agudo do Miocá dio FEFO Fi s Expi ed-Fi s Ou FIFO Fi s In-Fi s Ou GAD Desca boxilase do Ácido Glu âmico GH G upo Homogéneo HbA1C Hemoglobina glicosilada HC Hid a os de Ca bono HDL High Densi y Lipop o eins HLA An igénio Leucoci á io Humano HTA Hipe ensão IAA An ico pos an i-insulina IA An ico pos An i- i osina os a ase ICA An ico pos an i-células dos ilhéus IL In e leucina IMC Índice de massa co po al In a med Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde, IP IVA Impos o sob e o Valo Ac escen ado LDL Low Densi y Lipop o eins MG Medicamen os Gené icos 5 F equen emen e, es e ipo de DM pe manece mui os anos sem se diagnos icada pois, em ge al, a hipe glicemia não é su icien emen e ele ada pa a p o oca sin omas de diabe es. [19] DM ipo II es á associada com a idade a ançada, obesidade, his ó ia amilia de diabe es, his ó ia de diabe es ges acional, me abolismo da glicose comp ome ido, ina i idade ísica e aça / e nia. [18] 2.3. Diabe es Melli us Ges acional DM ges acional é de inida como qualque g au de in ole ância à glucose, com apa ecimen o ou p imei o econhecimen o du an e a g a idez. A de e io ação da ole ância à glucose oco e no malmen e du an e a g a idez, pa icula men e no e cei o imes e. A de inição aplica-se independen emen e do a amen o u ilizado se insulino e apia ou apenas a modi icação die é ica, e se o p oblema pe sis i ou não no pue pé io. [14] A diabe es ges acional no malmen e desapa ece após o pa o. No en an o, as mulhe es que so e am des a pa ologia êm um isco aumen ado de desen ol e diabe es ges acional em ges ações subsequen es e de desen ol e DM ipo II mais a de na ida. Os bebés nascidos de mães com DM ges acional ambém ap esen am maio isco de se em obesos e diabé icos ipo II, e podem ocasionalmen e, ap esen a algum g au de mac ossomia. [7] 2.4. Ou os ipos de Diabe es Melli us Ou os ipos de DM esul am de condições gené icas especí icas, ci u gia, medicamen os, in ecções, doenças panc eá icas, e ou as doenças. Tais ipos de diabe es são esponsá eis po 1% a 5% de odos os casos diagnos icados. [18] 3. Diabe es Melli us e complicações De aco do com a Ame ican Diabe es Associa ion, um pacien e com DM, em compa ação com um indi íduo saudá el, em uma espe ança média de ida de menos 7 anos, de ido às á ias complicações elacionadas com a doença. [12] Os a o es de isco pa a o desen ol imen o de complicações diabé icas êm sido ex ensi amen e es udados nas úl imas décadas, e es es es udos melho a am o 6 conhecimen o cien í ico a ual sob e os p ocessos isiopa ológicos subjacen es à doença. [20] A hipe glicemia c ónica p esen e na DM é esponsá el pelo desen ol imen o de uma sé ie de complicações em á ios ó gãos. Ap oximadamen e 40% das pessoas com DM êm a e complicações a dias, que equen emen e e oluem de o ma silenciosa. [21] A hipe glicemia es á associada a danos mic o ascula es e mac o ascula es [22], com dis unção e alência mul io gânica, e idenciando-se especialmen e na mic o ascula u a ocula , pe idon o, ins, ne os, co ação e asos sanguíneos.[14] Além disso, os indi íduos com DM possuem maio isco de desen ol e in ecções. De modo ge al, as complicações mac o ascula es de em-se à p esença de a e oscle ose, des acando-se a doença co oná ia (DC), doença ascula pe i é ica e doença ascula ce eb al. Já as complicações mic o ascula es apa ecem equen emen e na o ma de ne opa ia, neu opa ia (p edominan emen e senso ial pe i é ica) e e inopa ia. [23] Es as complicações êm po base a p esença de al e ações celula es, o mação de p odu os de glicosilação a ançada (AGEs), s ess oxida i o, al e ações do mecanismo lipop o eico, p esença de um es ado de hipoxia, en e ou os. [4] 4. Doença Pe iodon al A DP é a segunda maio causa de pa ologia den á ia (Figu a 1) em odo o mundo, ep esen ando um p oblema de saúde pública pa a odos os países.[24] As Doenças Pe iodon ais são al amen e p e alen es e es ima-se que a e am a é 90% da população mundial.[25] De aco do com um es udo publicado no Jou nal o Pe iodon ology, em 1999, pelo menos 35% dos adul os no e-ame icanos com idades en e 30 a 90 anos so em de pe iodon i e, co espondendo 21,8% à o ma le e e 12,6% à o ma mode ada ou g a e.[26] É de inida como uma doença localizada, que e olui con inuamen e com pe íodos de exace bação e de emissão, esul ando de uma espos a in lama ó ia e imunológica do hospedei o à p esença de bac é ias e dos seus me aboli os. [27] Assim sendo, as mani es ações clínicas da doença são dependen es das p op iedades ag esso as dos mic o ganismos e da capacidade do hospedei o em esis i à ag essão. Embo a o mais impo an e mecanismo de de esa esida na espos a in lama ó ia, a iações na capacidade p o ec o a do p ocesso in lama ó io e o po encial pa ogénico das bac é ias podem se a p incipal causa das di e enças encon adas na suscep ibilidade à Doença Pe iodon al. [27] 7 Figu a 1. Desenho esquemá ico do den e com o seu pe iodon o: gengi a (G), ligamen o pe iodon al (LP), cemen o adicula (CR) e osso al eola : osso al eola p op iamen e di o (OAPD) e p ocesso al eola (PA). (adap ado de [26]) A p esença de bac é ias e das suas oxinas es imulam neu ó ilos, ib oblas os, células epi eliais e monóci os. Os neu ó ilos libe am me alop o eínases (MPM) que le am à des uição do colagénio. As es an es células en ol idas p omo em a libe ação de p os aglandinas (Pg), especialmen e PgE2, que po sua ez induzem a libe ação de ci oquinas, en e as quais in e leucina 1 (Il1), in e leucina 6 (Il6) e ac o de nec ose umo al (TNF), que conduzem à eabso ção óssea a a és da es imulação dos os eoclas os.[27] Es a doença é p edominan e e ap esen a maio g a idade em indi íduos numa aixa e á ia mais en elhecida, com meno pode económico e baixo ní el de escola idade. Adicionalmen e, a dis ibuição da DP ambém di e e de aco do com a aça ou g upo é nico. [24] Pa a além da má higienização o al, os ou os a o es de isco impo an es pa a o desen ol imen o de doenças pe iodon ais são o abaco, a desnu ição, o consumo excessi o de álcool, o s ess, DM e ce as doenças sis émicas. A DP exibe á ios a o es de isco compo amen ais e ambien ais comuns a uma sé ie de doenças, pelo que, ao di ecciona a e apêu ica a es es é possí el ob e a sua p e enção e icaz. [24] Em e mos ge ais, pode-se di e encia a DP em duas mani es ações clínicas dis in as, dependendo da g a idade da mesma, Gengi i e e Pe iodon i e. 8 4.1. Gengi i e É a p imei a ase da DP e mani es a-se clinicamen e po uma in lamação da gengi a. Nes e es ádio as gengi as ap esen am-se com colo ação, ex u a e o ma al e ada, edema e mais iá eis (Figu a 2), con udo, a a-se de uma si uação e e sí el caso seja eliminada a causa esponsá el.[28] O desen ol imen o da Gengi i e de e-se ao desequilíb io en e as bac é ias o ais e as de esas do hospedei o, o que le a a al e ações ascula es e, consequen emen e, à in lamação supe icial da gengi a.[25] Apesa das al e ações pa ogénicas, o epi élio de união man ém-se ade en e ao den e, não ha endo pe da de inse ção. No en an o, es a si uação con ibui pa a a pe da do supo e dos den es, caso os ac o es e iológicos não sejam eliminados.[27] 4.2. Pe iodon i e A Pe iodon i e ad ém da p og essão da gengi i e c ónica e é uma in lamação do pe iodon o, esul an e da acumulação de placa bac e iana em p o undidade. Nes a mani es ação, dá-se a pe da da ixação do den e po des uição do ecido conjun i o e po eabso ção do osso al eola . Con a iamen e à an e io , a pe iodon i e é uma si uação i e e sí el. [27, 29] A con ínua p odução de oxinas pelas bac é ias desencadeia uma espos a in lama ó ia c ónica que le a a o mação de bolsas pe iodon ais que aumen am p og essi amen e a sua p o undidade (Figu a 2).[28] A a és das bolsas pe iodon ais, os mediado es p o-in lama ó ios p oduzidos localmen e alcançam a ci culação sis émica. Des e modo, pa a além dos e ei os locais, a pe iodon i e em implicações que a associam com á ias doenças sis émica. [30] 9 b) a) c) Figu a 2. Desenho de den e saudá el (a), com gengi i e (b) e pe iodon i e mode ada (c). (adap ado de [31]) 5. Relação en e a Diabe es Melli us e a Doença Pe iodon al A elação en e p ocessos sis émicos e pa ologias da ca idade o al es á con i mada po á ios es udos. [32] A associação en e a DM e as doenças in lama ó ias pe iodon ais em sido ex ensi amen e in es igada du an e os úl imos 50 anos.[33] A ualmen e, a DP é conside ada a sex a complicação da diabe es, jun amen e com e inopa ia, ne opa ia, neu opa ia, doença mac o ascula e má cica ização.[32] Foi es abelecida uma elação bidi eccional en e os dois p ocessos. A DM aumen a a p e alência, g a idade e p og essão da DP e es a úl ima, p ejudica o con olo glicémico. [6] No caso especí ico da DM ges acional, a in ole ância à glucose pode oco e como consequência das al e ações ho monais en ol idas nes e p ocesso. O aumen o da concen ação de es ogénios pode es a en ol ido na esis ência à insulina.[34] Po ou o lado, o aumen o de es ogénio e p oges e ona ca ac e ís ico da g a idez, es á associado a uma in lamação gengi al exace bada, com apa ecimen o/ag a amen o de gengi i es.[35] 5.1. In luência da Diabe es Melli us na Doença Pe iodon al A associação epidemiológica en e as duas doenças esul a de dois mecanismos di e en es: uma elação causal di e a e/ou a p esença de suscep ibilidade gené ica pa a cada uma das doenças. 10 Alguns au o es desc e e am uma possí el o igem comum das duas doenças. Tan o a DM, como a DP, ap esen am uma componen e he edi á ia, exibindo um g ande núme o de casos com um de e minado pad ão amilia . No en an o, nenhuma das duas es á associada com uma única mu ação gené ica, sendo conside adas doenças poligénicas.[36] Exis e uma associação en e a suscep ibilidade das duas doenças e um genó ipo HLA. A HLA é gene icamen e de e minada pelo c omossoma 6, e al e ações nes e c omossoma pa ecem p edispo o hospedei o a DM e DP, a pa i da al e ação da ap esen ação an igénica às células T, al e ando, po conseguin e, a espos a imuni á ia do pacien e. No en an o, são necessá ios mais es udos nes a á ea.[36] Po ou o lado, a p esença de in lamação c ónica e exace bada, como esponsá el pela elação en e a DM e DP, encon a-se bem documen ado. A elação causal di e a po meio da qual a DM es á associada à DP é deco en e da c escen e acumulação de AGEs. Os AGEs são os p odu os esul an es da glicosilação não enzimá ica e oxidação das p o eínas e dos lípidos que, pos e io men e, se acumulam no plasma e ecidos. Es es p odu os êm capacidade de se liga aos ece o es de memb ana das células (RAGEs) que es ão p esen es em á ios ipos de células, desencadeando uma espos a in lama ó ia sis émica. [37] A in e acção AGE-RAGE nas células endo eliais, monóci os e mac ó agos induzem a p odução e sec eção de mediado es in lama ó ios, ais como TNF-α, IL-1β, PG e enzimas especí icas como MPMs, aumen ando a pe meabilidade ascula do ecido gengi al e acele ando a des uição do ecido conjun i o e osso al eola .[38] . A pe iodon i e no pacien e diabé ico de i a, não só, da hipe glicemia que aumen a a suscep ibilidade a in ecções, mas, ambém, de um a aso na epa ação ecidula e da p óp ia dis unção sali a . [39] 5.2. In luência da Doença Pe iodon al na Diabe es Melli us Es udos p ospec i os demons a am que a DP pode aumen a o isco de dis ú bios no me abolismo da glicose e que a pe iodon opa ia em pacien es com DM es á associada a um mau con olo me abólico e maio isco de complicações.[6] O p incípio subjacen e a es a elação é a p esença no pe iodon o de ci oquinas p ó-in lama ó ias, bac é ias e seus me aboli os que são libe ados localmen e na gengi a e pos e io men e, en am na ci culação sis émica in luenciando ó gãos e ecidos à dis ância.[4] 11 Con udo, uma me a-analise ealizada po Khade demons ou que mesmo os indi íduos com bom con olo glicémico con inuam a e idencia uma si uação de DP, o que suge e que nalguns pacien es a DM induz al e ações me abólicas que ão causa uma diminuição na espos a do hospedei o à des uição do ecido e que es as al e ações não são apenas e e sí eis com o con olo glicémico.[4] A isiopa ologia da DM é no a elmen e semelhan e ao da DP. En ende-se que a ligação é con a-in ui i a, de ido ao a o de a DM se uma doença me abólica e a DP uma doença in eciosa. No en an o, a elação isiopa ológica des as duas doenças de e-se à capacidade de ambas induzi em uma espos a in lama ó ia, que seja a a és de AGEs ou da acumulação bac e iana, conduzindo à p odução de mediado es in lama ó ios.[38] 6. Te apia Pe iodon al A e apia pe iodon al em como p opósi o a edução do núme o de bac é ias pa ogénicas p esen es no pe iodon o a ec ado, bem como os ní eis de ci oquinas p ó- in lama ó ias. O a amen o pode se ealizado a a és da des a a ização e alisamen o adicula (DAR), en ol endo a emoção mecânica da placa bac e iana de modo a ees abelece e man e a saúde pe iodon al. Adicionalmen e, o uso de an ibio e apia su ge como adju an e no a amen o da DP.[30] As e aciclinas são no malmen e o g upo de an ibió ico de eleição uma ez que, diminuem a p odução de MPM. As MPM encon am- se ele adas em pacien es com DM e são esponsá eis pela deg adação do colagénio, en aquecendo o ecido conjun i o e po enciando a e acção gengi al. Alguns es udos êm con i mado a e icácia do uso de doxiciclina em combinação com a DAR na melho ia signi ica i a do con olo glicémico, a pa i da medição dos ní eis de hemoglobina glicosilada (HbA1c).[33] Po úl imo, a e apia da doença pe iodon al pode eque e uma abo dagem ci ú gica po ém, nos casos em que a DM não es eja con olada op a-se po um a amen o não-ci ú gico.[4] 12 7. A i idades ealizadas a ní el comuni á io no âmbi o do ema Após a iden i icação da DM e da DP como p oblemas impo an es nos u en es da a mácia onde es agiei, decidi planea uma in e enção comuni á ia e e i a a es e ní el. Dado que a Higiene O al de icien e é uma das causas majo da ins alação e ag a amen o da DP, e sendo que ela se ap esen a como um al o e apêu ico po encial, decidi que a minha in e enção comuni á ia passa ia pela di usão de in o mação ace ca de medidas simples pa a a sua co ec a manu enção. Nes e con ex o, elabo ei um pan le o in o ma i o amigo do u ilizado , onde explanei de o ma simples e concisa as o inas co ec as pa a uma boa higiene o al da den ição no mal, pa a u ilizado es de p ó ese den á ia e incluí ainda suges ões de cuidados da ca idade o al em doen es com DM. (Anexo 1) Após a dis ibuição do pan le o/di ulgação da in o mação nele con ida, e i iquei um aumen o da p ocu a a ní el da a mácia de esco a de den es especí icas pa a p ó eses emo í eis e pas ilhas de limpeza pa a p ó eses Uma ez que mui os u en es da a mácia es a am ins i ucionalizados, iden i iquei- os como um público de po encial in e esse pa a a adminis ação de uma pales a. Escolhi o Vene á el O dem Te cei a de São Domingos, pela sua localização de p oximidade com a a mácia, es abelecendo uma elação mu ualis a en e a acção bené ica da pales a que nos u en es, que nos seus cuidado es e a abe u a da a mácia ao público. A pales a oi de idamen e au o izada pela mesa adminis a i a do La (Anexo 2) e ap esen ada p e iamen e, em eunião, à Di ec o a Técnica da ins i uição. A pales a ealizou-se no dia 5 de No emb o às 10h. Du an e a exposição do ema oi u ilizada uma ap esen ação powe poin , que incluiu ídeos lúdicos e imagens ilus a i as sob e a higiene o al, no sen ido de acili a a ansmissão da mensagem p e endida. (Anexo 3) No inal da ap esen ação, o am dis ibuídos ki s de pas as den í icas e colu ó ios ap op iados à aixa e á ia, que o am gen ilmen e o necidos pela GUM, a quem p es o o de ido ag adecimen o. Du an e o pe íodo de es ágio, ealizei ainda um inqué i o que p e endia pe cebe o g au de conhecimen o da população ace ca da elação en e a DM e DP, que me pe mi iu iden i ica alhas na ins ução dos u en es, e da ma gem de e olução em e mos de acção médica. (Anexo 4) De modo a ga an i o uncionamen o no mal da a mácia, o inqué i o oi elabo ado com um núme o eduzido de pe gun as e com pe gun as de espos a ápida. Como consequência des es c i é ios, oco eu uma limi ação das in o mações ecolhidas e em ce as ocasiões sen i necessidade de um maio núme o de ques ões/ empo despendido 13 po inqué i o pa a que o u en e se sin a à on ade em o nece odas as in o mações ele an es e e dadei as. Sen i algumas di iculdades em elação à colabo ação do público, mas com os dados ob idos elabo ei es a ís icas que e a am a ealidade local. (Anexo 5) Resul ados do inqué i o: Numa amos a de 26 pessoas, 16 delas (62%) e am do sexo masculino, com idades comp eendendidas num in e alo de 50 aos 89 anos e 50% com IMC (Índice de Massa Co po al) comp eendido en e 25-29kg/m2, sendo que, se concluiu que a maio pa e dos inqui idos ap esen am excesso de peso. Dos 26 inqui idos, 24 (92%) exibia DM ipo II. Des es úl imos, 14 (58%) e e i am e mau con olo glicémico. Apesa de 16 pessoas (61%) indica em que o seu den is a em conhecimen o da sua condição de diabé ico, apenas 7 deles (27%) es á ale ado pa a o isco que a diabe es em na saúde o al. Rela i amen e à egula idade de la agem dos den es, as espos as a ia am desde a não la agem a é à la agem de ês ezes po dia, sendo que 42% espondeu que e ec ua o inas de higiene o al 2 ezes po dia. A maio ia (69%) apenas eco e ao den is a quando sen e algum p oblema den á io associado à do . Quan o aos sinais/ queixas o ais, e i iquei que a e acção gengi al (35%) e pe da de peças den á ias (26%) e am as queixas mais equen emen e mencionadas. A pa i dos dados ob idos, pude con i ma a esmagado a p e alência da DM ipo II na população inqui ida, o que coincide com os dados epidemiológicos ap esen ados na in odução. Pa a além disso, e i icou-se que 77% dos inqui idos ap esen a am excesso de peso/obesidade pelo que, é con i mado a g ande con ibuição des e pa âme o na incidência supe io da DM ipo II. Uma g ande maio ia da população desconhecia a elação DP / DM, dado que supo a a necessidade p emen e da in e enção dos p o issionais de saúde no que oca a di usão de in o mação a es e ní el. 14 Figu a 3. Taxa de mo alidade po DCV po 100000 habi an es, em Po ugal Con inen al (2007- 2011). (adap ado de [42]) B. Doenças Ca dio ascula es: Fa o es de Risco 1. Epidemiologia das Doenças Ca dio ascula es Ac ualmen e, a doença ca dio ascula é uma das p incipais causas de mo e e de mo bilidade na Eu opa e no Mundo. Em 2008,dos 57 milhões de óbi os mundiais, 17,3 milhões (30%) o am de ido a doenças ca dio ascula es (DCV). Dessas mo es, es ima- se que 7,3 milhões i e am a sua o igem em DC e 6,2 milhões de e am-se a aciden e ascula ce eb al (AVC). Es ima-se que em 2030, as DCV, mais p ecisamen e o en a e agudo do miocá dio (EAM) e o AVC, se ão esponsá eis pela mo e de 23,6 milhões de pessoas a ní el mundial. P ospec i amen e, as CVD con inua ão a su gi como a p incipal causa de mo e isolada.[40, 41] Cu iosamen e, nas úl imas duas décadas, e i icou-se um dec éscimo no núme o de mo es po DCV nos países desen ol idos no en an o, es e alo em aumen ando a um i mo es on ean e nos países subdesen ol idos de ido à indus ialização e à ine en e aquisição de um es ilo de ida idên ico ao dos países desen ol ido.[40] Em Po ugal, os dados o necidos ace ca des a p oblemá ica co obo am o acima e e ido. Assim sendo, apesa de as doenças do apa elho ci cula ó io con inua em a ep esen a a p incipal causa de mo e, e i icou-se uma no ó ia edução da axa de mo alidade po DCV (Figu a3).[42] As DCV a e am mui as pessoas na meia-idade, limi ando se e amen e o endimen o e economia dos indi íduos a e ados e suas amílias. Os cus os ine en es aos cuidados de saúde in luenciam nega i amen e o desen ol imen o das comunidades e condicionam p ima iamen e a ida dos doen es.[43] 21 4. A i idades ealizadas a ní el comuni á io no âmbi o do ema Após o econhecimen o dos p incipais a o es de isco CV p esen es nos u en es da a mácia onde es agiei, decidi planea jun amen e com os colabo ado es da a mácia uma in e enção comuni á ia e ec i a a es e ní el. No mês de Maio, mês do co ação, o ganizamos um Ras eio Ca dio ascula g a ui o na Fa mácia Hó us na semana de 12 a 16 de maio das 9h às 13h. No as eio o am a aliados á ios pa âme os, en e os quais a ensão a e ial, glicémia, peso, al u a e cálculo do IMC. Es es alo es o am egis ados numa icha de clien e de modo a incen i a o con olo des es pa âme os naquele es abelecimen o. (Anexo 6) Pa a além disso, dei aconselhamen o nu icional adap ado a cada doen e e alei de emas como, a impo ância da a i idade ísica. O objec i o oi explica de o ma simples e cla a o impac o de cada a o de isco p esen e no u en e e escla ece e en uais dú idas que su gissem, ais como, a ação e alo nu icional de ce os alimen os, como in e i quando en en ando p oblemas comuns do quo idiano, sob e udo dos idosos, como sejam obs ipação, di iculdade em do mi , e c. Na semana an e io à do as eio, oi a ixado na mon a da a mácia um ca az a publici a o e en o e pa a além disso, con ac ei os u en es a a és das ichas de clien e da Fa mácia. O as eio e e bas an e adesão, p incipalmen e po pa e dos clien es que habi ualmen e equen a am a a mácia, e odos os pa icipan es se mos a am in e essados po ecebe aconselhamen o/in o mação ace ca dos emas abo dados du an e a consul a. O as eio e e sucesso, uma ez que, alguns dos u en es con inua am a di igi -se a a mácia pe iodicamen e pa a a a aliação dos mesmos pa âme os. Des e modo, ao longo do meu es ágio i e opo unidade de acompanha-los e incen i a-los no con olo de ce os pa âme os bioquímicos e na adoção de medidas não a macológicas. Nes e as eio, não oi a aliado o ní el de coles e ol, de ido aos cus os associados à sua medição. No en an o, alguns u en es op a am pela sua medição. Assim conside o uma limi ação des a inicia i a uma ez que, a a-se de um pa âme o ulc al nes e âmbi o. 22 PARTE II - Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 1- In odução O culmina de oda a o mação é a expe iencia. O Es ágio Cu icula em Fa mácia Comuni á ia em uma impo ância undamen al na consolidação de odos os conhecimen os adqui idos ao longo do cu so, uncionando mui as ezes como o p imei o con ac o com o público. Nes e sen ido, de 1 de Maio a 30 de Julho de 2014 e de 1 de Ou ub o a 31 de Ou ub o de 2014 i e a opo unidade de ealiza o meu es ágio cu icula na Fa mácia Hó us, em Guima ães. 2- O ganização do espaço ísico e uncional da a mácia 2.1. P op iedade e di eção De aco do com o Dec e o de Lei (DL) n.º 307/2007, de 31 de agos o, “Podem se p op ie á ias de a mácias pessoas singula es ou sociedades come ciais”, al como sucede na Fa mácia Hó us, onde a p op iedade pe ence à D. Ma ia das Ne es e Ma ia Es ela Sousa. [59] Ainda de aco do com o ci ado DL, “A di eção écnica da a mácia é assegu ada, em pe manência, du an e o ho á io de abalho, po um a macêu ico di e o écnico”, sendo que o ca go compe e à D a. Cláudia A onso, esponsá el pela p omoção do uso acional do medicamen o, dos de e es de colabo ação e de a maco igilância, e lec indo o in e esse público que ca ac e iza a ac i idade de dispensa de medicamen os. [59] 2.2. Localização, ho á io de uncionamen o e espaço ex e io A Fa mácia Hó us, undada po Manuel Jesus de Sousa à mais de no en a anos, si a na P aça do Tou al, nº26. A sua localização p i ilegiada no Cen o His ó ico da cidade de Guima ães o na a a mácia mui o equisi ada não só pelos u en es da á ea mas ambém po u is as. O ho á io de uncionamen o da a mácia cump e o ho á io pad ão de uncionamen o das a mácias de o icina [60], sendo es e de segunda a sex a- ei a das 9h às 13h e das 14:30h às 19:30h e ao sábado da 9h às 13h. Nos dias de se iço, que ap esen am uma pe iocidade de 9 em 9 dias, a a mácia unciona desde a ho a de abe u a a é à ho a de ence amen o do dia seguin e. Nes es dias, a lei pe mi e a cob ança de no máximo 2,5 eu os ac escidos ao p eço de enda ao público (PVP), pela 23 dispensa de medicamen os não p esc i os em ecei a médica do p óp io dia ou do dia an e io . [61] O a endimen o no pe íodo noc u no é ei o a a és de um pos igo a im de ga an i maio segu ança. O espaço ex e io da a mácia Hó us cump e com as no mas das Boas P á icas Fa macêu icas pa a a Fa mácia Comuni á ia [62], uma ez que, em o seu nome bem isí el; encon a-se ins alada ao ní el da ua, acili ando a acessibilidade dos u en es; possui um gua da- en o na po a p incipal; es á iden i icada com uma c uz e de, icando iluminada du an e a noi e de se iço pe manen e; possui uma placa com o nome da a mácia e da di eção écnica; expõe in o mação sob e o ho á io de uncionamen o a ixada de o ma isí el na po a de en ada, assim como in o mação ela i a às a mácias em egime de se iço pe manen e/disponibilidade e espec i a localização e/ou con ac o; ap esen a uma achada cuidada e em boas condições de conse ação e uma mon a que é eno ada segundo um c i é io de sazonalidade, al como ilus a a Figu a 4 (Anexo 7). 2.3. Espaço in e io e equipamen o A a mácia Hó us é compos a po qua o pisos dis in os. O p imei o piso co esponde à á ea de a endimen o ao público, ep esen ado na Figu a 5 (Anexo 7), na qual se encon a um balção compos o po ês pos os equipados com o ma e ial necessá io ao a endimen o, uma balança au omá ica e uma mesa com duas cadei as com o p opósi o de medi a ensão a e ial aos u en es com mobilidade eduzida. A ás do balção de a endimen o encon am-se linea es com medicamen os de enda li e e o espaço que an ecede e ladeia o balção é cons i uído po linea es com p odu os de cosmé ica e pue icul u a. Os linea es ão al e nando de modo sazonal. É ainda no p imei o piso, na pa e in e io ao balcão e de ligação ao segundo piso, que se encon am a mazenados os di e sos medicamen os, dis ibuídos em es an es ixas e ga e as deslizan es, dispos os po o ma a macêu ica/ ia de adminis ação e, den o des as, po o dem al abé ica. Os es upe acien es e psico ópicos são a mazenados numa ga e a deslizan e especí ica e não iden i icada. Es as ga e as são ambém o local de a mazenamen o de ou os p odu os, como ma e ial de penso ou p odu os de uso e e iná io. Pa a além dos medicamen os e ma e ial a mazenado, es á disponí el um ele one, bem como odas as lis as de con ac os necessá ios e in o mações ú eis ao uncionamen o da a mácia. O segundo piso, co esponde a uma zona de a endimen o indi idual, ep esen ada na igu a 6 (anexo 7), em ambien e mais esgua dado onde são ambém e ec uadas de e minações bioquímicas e adminis ação de inje á eis. Ainda nes e piso, encon a-se uma zona secundá ia de a mazenamen o em es an es de medicamen os e ou os 24 p odu os, um igo í ico pa a a mazenamen o de medicamen os cuja conse ação se de e aze a empe a u a en e 2ºC e 8ºC, con en o de Valo Med e uma banca com la a ó io e algum ma e ial de labo a ó io pa a a p epa ação de manipulados de simples execução. Es a á ea unciona ao mesmo empo como local de euniões. A a mácia dispõe ambém de um a mazém anexo ao edi ício p incipal, cujo acesso é ei o a pa i do segundo piso do edi ício p incipal, que além de cons i ui um local de a mazenamen o que de medicamen os que de ou os p odu os e a igos, é ambém u ilizado pa a a p es ação de se iços associados à a mácia, como po exemplo consul as de audiologia. O e cei o piso, es á des inado à ges ão de encomenda, equipado com compu ado , imp esso a e a ins, bem como uma zona de esc i ó io des inado à ges ão adminis a i a da a mácia. O qua o piso, con empla uma zona de es iá ios, equipada com caci os e ins alações sani á ias bem como uma zona des inada a ou os se iços associados à a mácia ais como, consul as de nu ição e podologia. 2.4. Recu sos Humanos A Fa mácia Hó us cump e os desígnios do DL n.º307/2007, de 31 de Agos o, segundo o qual as a mácias êm que dispo de, pelo menos, um Di e o écnico e ou o a macêu ico. [59] Pos o is o, a a mácia Hó us possui o seguin e quad o (Tabela 1): Tabela 1 Esquema ep esen a i o da dis ibuição dos Recu sos Humanos da Fa mácia Hó us. A dinâmica des a equipa é cla amen e pe cep í el aos u en es, anspondo-se num ambien e saudá el, con ida i o e p o issional. Foi po isso sa is a ó io e mo i ado ap ende a lida com a ealidade da a mácia comuni á ia num con ex o que coliga compe ência, se enidade e esponsabilidade ine en es ao a o a macêu ico com um es ado de espi i o posi i o. Di e o a Técnica D .a Cláudia A onso Fa macêu icos Técnico de Diagnós ico e Te apêu ica D .a Manuela Machado S . Manuel Fe nandes D . Luís Soa es 25 2.5. Sis ema in o má ico O so wa e in o má ico u ilizado na a mácia Hó us é o Si a ma® 2000, uma aplicação dis ibuída pela associação nacional das a mácias (ANF). Es e p og ama ap esen a á ias uncionalidades, desde a ges ão de endas, op imização do a o de dispensa a macêu ica, ges ão dos s ocks e de encomendas, de oluções, con olo do p azo de alidade, ac u ação e emissão de lo es de ecei as, a é ao acesso à icha de clien es e ichas de p odu os. T abalhei com á ias uncionalidades do Si a ma® 2000, como a eceção de encomendas, ealização de endas, de oluções, en e ou as. Inicialmen e, o manuseamen o e a mais demo ado mas com o deco e do empo, pude aumen a a cele idade e e icácia com que u iliza a o sis ema. Após qua o meses de con ac o com o sis ema in o má ico, sen ia me comple amen e ap a a u iliza qualque uncionalidade. Du an e o meu es ágio, pude pe cebe a impo ância do sis ema in o má ico como supo e ao a o a macêu ico, uma ez que, o nece á ias in o mações ela i as aos medicamen os, ais como in e ações medicamen osas, possí eis e ei os secundá ios e posologia. 3. Ges ão de S ocks A ges ão é undamen al em qualque ac i idade come cial, p incipalmen e nos empos de g ande ins abilidade que se i em. A ges ão de s ocks ep esen a o conjun o de p ocedimen os que pe mi e de ini que p odu os encomenda , em que momen o e em que quan idade. A ges ão de s ocks es á ajus ada às necessidades de cada medicamen o, des e modo, é c iado um equilíb io que impede si uações de o u a de s ock ou excesso de s ock, que se aduz em pa alisação de capi al. 3.1.Fo necedo es e c i é ios de aquisição A a mácia Hó us az dia iamen e as encomendas com base em odos os p odu os necessá ios em al a (ge ados de aco do com s ock mínimo) e com os p odu os esgo ados. Pa a além disso, semp e que necessá io ealiza-se, pelo ele one ou sis ema in o má ico, encomendas ins an âneas. As encomendas de medicamen os e p odu os são ealizadas po duas ias dis in as: di ec amen e aos labo a ó ios ou aos a mazenis as. As encomendas di e as aos labo a ó ios são e e uadas a a és de no as de encomenda. Nes a modalidade são adqui idos maio es quan idades de p odu os, o que pode ge a algumas boni icações ou 26 descon os, sendo an ajoso em p odu os de al a o a i idade. No en an o, implicam um g ande in es imen o (maio empa e de capi al) e ele ado espaço disponí el pa a o a mazenamen o. Os labo a ó ios sujei os a es e ipo de encomendas são a K ka®, Gene is®, Mylan®, en e ou os. As encomendas aos a mazenis as pe mi em uma aquisição mais ápida, equen e e de meno es quan idades. Os p incipais o necedo es du an e a minha es adia o am a Alliance Heal hca e e o A. Sousa & C.ª,Lda. Du an e o meu es ágio, econheci a ele ância de abalha com di e en es a mazenis as, de modo a ga an i a sa is ação de odas as necessidades da a mácia. Es a ealidade de e-se ao ac o de um a mazenis a não possui odos os medicamen os/p odu os exis en es no me cado; des e modo, quando um p odu o encon a-se esgo ado num o necedo é possí el con a a /encomenda nou o. A ní el de comp as di e as a labo a ó ios, oi-me possí el con ac a com di e sos delegados de in o mação médica, sendo que a a mácia ealiza a comp as di e as a labo a ó ios como a Gene is®, Mylan®, K ka®, Al e ®, oLi e®. Pude comp eende a impo ância do abalho di e o com os labo a ó ios na subsis ência de uma a mácia, a a és das boni icações e descon os o e ecidos, p o idenciando ganhos supe io es aos das aquisições a g ossis as. 3.2. Ro ação de s ocks e pon o de encomenda Cada p odu o exis en e na a mácia possui uma icha de p odu o no sis ema in o má ico, que con ém á ias in o mações ace ca do mesmo, como po exemplo, o s ock mínimo e máximo. A de inição de ní eis mínimos e máximos de s ock é de ex ema impo ância, is o que, pe mi em ge i a necessidade de ealização de encomendas, e i ando a c iação de exceden es. Es es ní eis são ajus ados às lu uações do núme o de endas mensal e do espec i o his ó ico. Com os ní eis de s ock de inidos, o sis ema in o má ico de e a as endas dos p odu os e assim que se a inge o pon o de encomenda, ge ado quando o s ock desce a é ao ní el p é- ixado, au oma icamen e é ei a uma p opos a de encomenda. Ao longo do es ágio, pa icipei em algumas decisões sob e a al e ação de s ocks mínimos e máximos, p incipalmen e em si uações em que o s ock eal não es a a de aco do com o alo indicado no sis ema in o má ico, consequência de algum e o a ní el da eceção de encomendas ou na dispensação do medicamen o, sendo necessá io po di e sas ezes aumen a o s ock do p odu o. 27 4. Ap o isionamen o e encomendas 4.1. Realização de encomendas Após a ge ação de uma p opos a de encomenda pa a o a mazenis a p e e encial, p e iamen e de inido na icha do p odu o, inicia-se a análise cuidada da mesma po um colabo ado expe ien e da Fa mácia e pos o is o, a encomenda é en iada ia modem. As encomendas diá ias são ealizadas duas ezes po dia. Também é possí el ealiza pedidos de p odu os especí icos, como medicamen os que es ão esgo ados ou ese as de u en es, pelo ele one ou pelo Si a ma® 2000, pe mi indo e i ica a disponibilidade imedia a do p odu o no a mazenis a e da ga an ias ao u en e se es a á disponí el na a mácia no p óp io dia ou dia seguin e. No caso das encomendas di e as aos labo a ó ios, es as são ealizadas pe iodicamen e, icando o pedido egis ado numa no a de encomenda que é compa ada com a a u a co esponden e no momen o da eceção da encomenda. Du an e o meu pe íodo de es ágio i e a possibilidade de obse a a ealização de encomendas. Es a p á ica eque uma boa ges ão is o que, uma das ealidades do nosso país é o esgo amen o de ce os medicamen os, po isso é undamen al uma co e a ge ência dos p odu os. Realizei p opos as de encomendas, bem como encomendas ins an âneas po ia ele ónica e in o má ica, a im de sa is aze as necessidades imedia as dos u en es. 4.2. Receção e con e ência de encomendas A en ega das encomendas é ei a em con en o es ou caixas de ca ão iden i icadas. Cada encomenda é acompanhada po uma a u a em duplicado, onde cons a a iden i icação do o necedo e da a mácia a qual se des ina, a iden i icação dos p odu os, as quan idades pedidas/en iadas, p eço uni á io, PVP (exce o nos p odu os de enda li e), p eço o al da encomenda e axa de Impos o sob e o Valo Ac escen ado (IVA). As encomendas ei as di e amen e ao labo a ó io êem acompanhadas da guia de emessa, sendo que a a u a é pos e io men e en iada à a mácia. Quando as encomendas con êm psico ópicos, es upe acien es ou benzodiazepinas são acompanhadas de uma equisição. (Anexo 8). Os p odu os e molábeis são anspo ados em con en o es sepa ado, co ec amen e iden i icado e e ige ado. Pos e io men e, as encomendas são in oduzidas no sis ema in o má ico, con e indo-se a quan idade en egue, o es ado da embalagem, o p azo de alidade, o p eço de enda à a mácia e o PVP. Nos p odu os de enda li e, o PVP é calculado 28 endo em con a o IVA a que são sujei os e a ma gem de come cialização. Quando a encomenda inclui psico ópicos e/ou es upe acien es é de inido um código que iden i ica a sua en ada, sendo au oma icamen e a ibuída a iden i icação da a u a em ques ão. Após a in odução de odos os p odu os da encomenda, e i ica-se o alo de cus o inal que de e se igual ao indicado na a u a. Em seguida, é possí el en ia os p odu os em al a pa a uma p opos a de encomenda ou pa a ou o o necedo e, ainda, en ia uma lis a dos p odu os não ecebidos ao In a med. O p ocesso inaliza com a imp essão de um documen o que é anexado à a u a o iginal ub icada e a qui ado. Desde o início do es ágio con ac ei dia iamen e com a eceção e e i icação de encomendas, podendo amilia iza -me com os medicamen os e e a pe ceção de quais e am os mais endidos. Pe cebi a impo ância da eceção e dos cuidados du an e a sua con e ência pa a um o bom uncionamen o da a mácia. No decu so da eceção da encomenda, inha especial a enção aos p azos de alidade (al e ando nos casos de s ock a ní el ze o ou quando os p odu os ecebidos ap esen a am um p azo de alidade in e io aos que es a am já em s ock) e aos PVPs (al e ando nos casos em que não ha ia s ock com p eço an igo). Du an e o es ágio depa ei-me, com algumas i egula idades como po exemplo, a p esença de p odu os que não inham sido pedidos nem ac u ados. Nes es casos, con a a a po ia ele ónica os o necedo es de modo a egula iza a si uação. 4.3. Ma cação de p eços A ma cação de p eços dos medicamen os e p odu os de uma a mácia é ab angida po disposições legais. De aco do com o DL nº25/2011, de 16 de junho, é ob iga ó io a indicação do PVP na o ulagem dos medicamen os.[63] Pa a odos os p odu os sem PVP indicado na embalagem (p odu os ne ), incluindo alguns medicamen os não sujei os a ecei a médica (MNSRM) não compa icipados e ou os p odu os de saúde de enda li e, é da esponsabilidade da a mácia a de inição do PVP, sendo es e es abelecido con o me a ma gem de come cialização e o espe i o IVA (6% ou 23%). Du an e o meu es ágio assis i e colabo ei na ma cação de p eços ne , uma das e apas da eceção de encomendas. Cons a ei a ex ema impo ância des a e apa no uncionamen o da a mácia e o espi i o c í ico que es a exige pa a se bem-sucedida. Quan o aos p odu os com PVP indicado na embalagem, semp e que os p eços dos mesmos so iam al e ações, p ocedia à a ualização dos PVPs quando os s ocks es a am a ze o ou em caso de já não exis i em embalagens em s ock com o p eço an igo. 29 4.4. De oluções A de olução de medicamen os e ou os p odu os aos o necedo es pode oco e po á ias azões, en e elas: aspi ação ou ap oximação do p azo de alidade, embalagem dani icada, p odu o mal a u ado, p odu o não encomendado, engano do pedido po pa e da amácia ou e i ada do me cado pelo In a med ou pelo de en o da AIM. Nes es casos é emi ida uma no a de de olução (anexo 9), p ocesso execu ado no Si a ma 2000®, onde cons a os dados ela i os ao p odu o a de ol e , a azão pela qual se p ocede à de olução e ainda a iden i icação da a u a co esponden e. Ap o ada a de olução, é emi ida uma no a de de olução em iplicado, sendo cada uma ub icada e ca imbada. No p ocesso de en io da de olução, dois exempla es são en iados em conjun o com o p odu o pa a o o necedo e um é a qui ado na a mácia. Após a análise e caso acei e a de olução, o o necedo emi e uma no a de c édi o (anexo 10) ou subs i ui o p odu o de ol ido. Caso ejei e a de olução, o o necedo jus i ica a ep o ação e os p odu os são een iados e en am pa a as “queb as” da a mácia. No deco e do es ágio o am di e sas as si uações com que me depa ei que o igina am a de olução do p odu o ecebido. Ti e a opo unidade de con a a ele onicamen e os o necedo es a im de epo a as si uações e pude ambém emi i guias de de olução de modo a con enien e egula ização das si uações. 4.5. A mazenamen o Na a mácia Hó us, o a mazenamen o dos medicamen os e p odu os baseia-se no p incípio i s expi ed- i s ou (FEFO) pa a p odu os que exibam p azo de alidade ou o p incípio i s in- i s ou (FIFO), quando não possuam p azo de alidade. Des e modo, endo em con a es es dois p incípios, p ocede-se ao a mazenamen o co e o dos medicamen os e p odu os. No caso dos medicamen os que exigem condições especiais de a mazenamen o, nomeadamen e no que espei a à empe a u a, são colocados no igo í ico imedia amen e após a sua eceção. Os medicamen os psico ópicos e es upe acien es são colocados numa ga e a não iden i icada. Todos os es an es são a mazenados em local ap op iado com empe a u a in e io a 25ºC, humidade in e io a 60%, luminosidade e en ilação adequadas. No que espei a aos p odu os de enda li e, é equen e a sua exposição na zona en ol en e do balcão de a endimen o ao público po o ma a impulsiona a enda. 30 Ao longo do meu es ágio colabo ei dia iamen e no a mazenamen o dos p odu os ecebidos; Es a a e a ajudou-me, p incipalmen e numa e apa inicial, a ixa a localização dos medicamen os, a conhece as di e sas o mas a macêu icas que cada subs ância a i a ap esen a e a associa a Denominação Comum In e nacional (DCI) com o nome come cial. O conhecimen o dos p odu os que a a mácia dispõe e a sua localização possibili ou-me execu a um a endimen o ao público com maio cele idade e e icácia. Du an e o a mazenamen o dos medicamen os e p odu os espei ei os p incípios acima e e idos e pa a além disso, colabo ei mensalmen e no con olo dos p azos de alidade po amílias de medicamen os. 4.6. Con agem ísica e in en á io A oco ência de e os na eceção ou na dispensa de medicamen os aduz-se, em desace os de s ock, in e e indo com a ges ão dos s ocks da a mácia pelo que, a sua co eção a a és da ealização de in en á ios é impo an e. Tal pode se ei o a a és de uma con agem ísica manual ou com um disposi i o p óp io pa a o e ei o, que pe mi e a ualiza a in o mação no sis ema in o má ico com base na quan idade eal de p odu os. Es e p ocesso é usualmen e ealizado no inal de cada ano. No úl imo mês do meu es ágio pa icipei no in en á io da a mácia. E e uei a con agem ísica das ma cas Elgydium®, GUM®, Al i a® e In e apo hek®. A con agem ísica manual em compa ação com a con agem ei a com um disposi i o p óp io ap esen a como des an agem o empo despendido pa a sua ealização e como an agem o ac o de co igi odos os s ocks, mesmo daqueles p odu os cujo s ock es á posi i o e na ealidade é nulo. 5. Classi icação e dispensa de medicamen os e ou os p odu os 5.1.Medicamen os sujei os a p esc ição médica ob iga ó ia Segundo o a igo 114.º do DL nº176/2006, “es ão sujei os a ecei a médica os medicamen os que p eencham uma das seguin es condições: possam cons i ui um isco pa a a saúde do doen e, di ec a ou indi ec amen e, mesmo quando usados pa a o im a que se des inam, caso sejam u ilizados sem igilância médica; possam cons i ui um isco, di ec o ou indi ec o, pa a a saúde, quando sejam u ilizados com equência em quan idades conside á eis pa a ins di e en es daquele a que se des inam; Con enham subs âncias, ou p epa ações à base dessas subs âncias, cuja ac i idade ou eacções 37 5.2.1. Dispensa de medicamen os não sujei os a ecei a médica A dispensa de MNSRM pode oco e como esul ado de indicação a macêu ica ou au omedicação. O a macêu ico assume um papel de ele ada esponsabilidade, pois depende da sua in e enção a ga an ia que o u en e ecebe o medicamen o adequado à sua condição. Na indicação a macêu ica de um MNSRM, o a macêu ico inicialmen e de e ques iona o u en e ace ca de aspe os e po meno es essenciais (po exemplo medicação habi ual, e en uais ale gias/ in ole âncias), com um egis o de linguagem adequado à si uação pa a que o u en e se sin a à on ade em o nece odas as in o mações ele an es pa a a a uação do a macêu ico. Na dispensa de um MNSRM é da maio impo ância o o necimen o ao u ilizado , de o ma cla a, odas as indicações ela i as à posologia, equência e modo de adminis ação do medicamen o, empo de du ação do a amen o, assim como medidas não a macológicas, assegu ando a comp eensão de odas as indicações o necidas e p ocedimen os a cump i pelo u en e. De aco do com o Despacho nº 17690/2007, de 23 de Julho, a au omedicação é de inida como a “u ilização de MNSRM de o ma esponsá el, semp e que se des ine ao alí io e a amen o de queixas de saúde passagei as e sem g a idade, com a assis ência ou aconselhamen o opcional de um p o issional de saúde”, es abelecendo uma lis a de si uações passí eis de au omedicação.[73] A p á ica da au omedicação pode, oda ia, aca e a alguns p oblemas pa a os consumido es, que esul am, p incipalmen e, de uma inadequada u ilização dos medicamen os, que, na maio ia dos casos, esul a de in o mação inadequada e insu icien e e de uma cul u a a maco e apêu ica não su icien emen e consolidada.[74] Nes es casos, mesmo que o a amen o deco a po inicia i a do doen e, é impo an e que o a macêu ico a alie a necessidade e adequação do mesmo, ga an indo assim a segu ança do u en e. Du an e o meu es ágio, os momen os mais g a i ican es o am aqueles em que iz aconselhamen o a macêu ico, mesmo sendo os que exigi am mais es udo da minha pa e. Como o meu es ágio oi epa ido (3 meses+1 mês), pude obse a as di e enças sazonais que su gem no aconselhamen o dado que, um pe íodo oi no e ão e ou o no ou ono. Assim sendo, pude iden i ica e aconselha os u en es nes es dois con ex os. No pe íodo de e ão o aconselhamen o p es ado baseou-se em p odu os sola es, p odu os pa a emag ecimen o, c emes an i-es ias, eplen es, en e ou os; já no ou ono depa ei- me com p oblemas ais como, es ados g ipais, descon o o ocula , acne, queda de cabelo, en e ou os. 38 Em ce as si uações o meu aconselhamen o não e e sucesso po que os u en es já inham o p odu o escolhido com base em in o mação que ob inham a pa i da adio, ele isão, e c., ecusando-se a comp a ou o mesmo após explicação que o p odu o em causa não e a o mais indicado. 5.2.2. Dispensa de ou os p odu os de saúde A Fa mácia Hó us dispõe de uma as a gama de p odu os pa a dispensa aos seus u en es, desde p odu os cosmé icos e de mo a macêu icos (po exemplo, La Roche Posay®, Vichy®, A ène®), p odu os i o e apêu icos (po exemplo, Pu senide®,Agiolax®, Valdispe ®) disposi i os médicos (po exemplo, se ingas, meias de descanso, aldas), p odu os die é icos e pa a alimen ação especial (po exemplo, lei es sem lac ose, papas sem glú en, pu és de u as), suplemen os alimen a es (po exemplo, Memo an e®, Cen um®, Memo ix®) e p odu os de uso e e iná io em meno núme o. Es es p odu os êm um impo an e papel na sus en abilidade da a mácia apesa da compe i i idade sen ida pelos pos os de enda que não as a mácias. Du an e o decu so do es ágio, i e a opo unidade de lida com a maio pa e des es p odu os. A á ea da cosmé ica ep esen a um g ande desa io pa a mim, dado que, é cada ez mais solici ada no âmbi o das a mácias, sendo o e lexo de uma sociedade p eocupada com a sua imagem que p ocu a um aconselhamen o especializado; pa a além disso, é a minha á ea de eleição. O meu con a o com p odu os de pue icul u a, bem como com as ó mulas pa a lac an es oi es i o, endo ainda assim con a ado com alguns p odu os/ ó mulas, o que pe mi iu conhece a exis ência de di e en es p odu os especí icos pa a di e sas si uações. Du an e o meu es ágio não i e nenhuma solici ação de p odu os homeopá icos pelo que conside o uma á ea que pode ei ainda desen ol e mui o mais as minhas ap idões. 6. Medicamen os manipulados e p epa ações ex empo âneas De ine-se medicamen o manipulado como “qualque ó mula magis al ou p epa ado o icinal p epa ado e dispensado sob a esponsabilidade de um a macêu ico”.[75] Es es medicamen os es ão ao ab igo do DL n.º 95/2004, de 22 de ab il, e da Po a ia n.º 594/2004, de 2 de junho, que egulamen am as boas p á icas a obse a na p epa ação de medicamen os manipulados. Rela i amen e às p epa ações ex empo âneas, de ido à sua ins abilidade, es as são p epa adas no momen o da dispensa. 39 A Fa mácia Hó us, em empos oi mui o p ocu ada pa a a p odução de medicamen os manipulados, no en an o, a ualmen e a sua p odução é quase nula, sendo que a maio ia dos pedidos são encaminhados pa a a a mácia Se pa Pin o. Des e modo, não i e opo unidade de isualiza a ealização de manipulados. Quan o às p epa ações ex empo âneas, i e a opo unidade de econs ui os an ibió icos Clamoxly ®e Cla amox® e no a o de dispensa o neci a in o mação sob e a necessidade de agi a an es de usa e da conse ação em local esco ( igo i ico). 7. Ou os se iços p es ados na a mácia A a mácia Hó us disponibiliza aos seus u en es alguns se iços que p e endem p omo e a saúde e o bem-es a dos u en es, endo g ande pa e des es ei o pa e da o ina diá ia du an e o meu es ágio. Sendo eles os seguin es: a maco igilância, de e minação de pa âme os biológicos e bioquímica ( ais com: ensão a e ial, glicemia, coles e ol) adminis ação de acinas não incluídas no plano nacional de acinação, adminis ação de medicamen os (po exemplo, Lo enox®) e ecolha de medicamen os e adiog a ias. 8. Fo mações As o mações são uma excelen e opo unidade pa a expandi e ac ualiza conhecimen os. Pos o is o, a longo do meu es ágio i e opo unidade de assis i a algumas o mações, sendo elas: ”Fi o e apia mode na” da Dis i a®, “Cu so ge al da Biode ma” da Biode ma®, “Fo mação ge al da BABÉ” da BABÉ®, Ciclo de Con e ências “C oss Selling e Up Selling em si uações de Indicação Fa macêu ica”, da GlaxoSmi hKline®,”Nu icosmé ica, ma ca e seu po ólio” da Innéo ®, “A opia/co po La Roche-Posay; gama an i.manchas; Acne&E acla ” da La Roche-Posay®. 40 9. Conclusões As expe iências i enciadas nes es qua o meses de es ágio pe mi i am-me a alia a necessidade do sen ido de igo e esponsabilidade pa a o exe cício das unções associadas à p o issão que escolhi. O dia-a-dia de um a macêu ico não é apenas a dispensa de medicamen os mas sim um conjun o de in e enções que a ingem os u en es da comunidade. Todos os dias de es ágio na Fa mácia Hó us con ibuí am pa a a minha e olução quan o p o issional, dado o apoio cons an e dos colabo ado es e o dinamismo que ca ac e iza a a mácia. Assim, conside o-me p i ilegiada pela expe iência que i i e pela opo unidade de que bene iciei pa a con ex ualiza odas as aquisições eó icas já in e io izadas. 41 Bibliog a ia 1. Bha i P, Ka agi i S, Ni a H, Nagasawa T, Kobayashi H, Takeuchi Y, e al (2013). Pe iodon al ea men wi h opical an ibio ics imp o es glycemic con ol in associa ion wi h ele a ed se um adiponec in in pa ien s wi h ype 2 diabe es melli us. Obesi y Resea ch & Clinical P ac ice; 7:e129-e138. 2. Ag awal P, A o a S,Singh B, Manamalli A, Dolia P (2011).Associa ion o mac o ascula complica ions o ype 2 diabe es melli us wi h se um magnesium le els. Diabe es & Me abolic Synd ome: Clinical Resea ch & Re iews;5:41-44. 3. P eshaw PM (2008).Diabe es and pe iodon al disease.In e na ional Den al Jou na;58:S237-S243. 4. Co eia D, Alco o ado G, Masca enhas P (2010) In luência da Diabe es Melli us no Desen ol imen o da Doença Pe iodon al. Re is a Po uguesa de Es oma ologia, Medicina Den á ia e Ci u gia Maxilo acial;51:167-176. 5. 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O dem dos Fa macêu icos. 63. Minis é io da Saúde. Dec e o de Lei nº25/2011, de 16 de junho, in Diá io da República, 1º sé ie: nº115. 64. Minis é io da Saúde. Dec e o de lei nº176/2006 de 30 de agos o, in Diá io daRepública, 1º sé ie: nº167. 65. Minis é io da Saúde. Po a ia n.º 137-A/2012, de 11 de maio, in Diá io daRepública, 1º sé ie: nº92. 46 66. Minis é io da Saúde. Dec e o de lei nº11/2012 de 8 de maio, in Diá io daRepública, 1º sé ie: nº49. 67. Minis é io da Saúde. Dec e o-Lei n.º 270/2002, de 2 de Dezemb o in Diá io da República, 1º sé ie: nº278. 68. Minis é io da Saúde. Dec e o-Lei n.º 106-A/2010, de 1 de Ou ub o in Diá io da República, 1º sé ie: nº 192. 69. In a med: Medicamen os Compa icipados. Acessí el em.h p://www.in a med.p /po al/page/po al/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO _HUMANO/AVALIACAO_ECONOMICA_E_COMPARTICIPACAO/MEDICAMENT OS_USO_AMBULATORIO/MEDICAMENTOS_COMPARTICIPADOS. [acedido a 1 de No emb o de 2014]. 70. Minis é io da Saúde. Dec e o-Lei n.º 48-A/2010, de 13 de Maio, in Diá io da República, 1ºsé ie: nº192. 71. Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde: Manual de Relacionamen o das Fa mácias com o Cen o de Con e ência de Fa u as do SNS.Acessí el em: h p://www.cc .minsaude.p /po al/page/po al/es u u a/documen acaoPublica/Man ual%20de%20Relacionamen o%20de%20Fa m%C3%A1cias%20VF%201.13.pd . [acedido em 2 de No emb o de 2014]. 72. In a med: Medicamen os não sujei os a ecei a médica. Acessí el em: h p://www.in a med.p /po al/page/po al/INFARMED/MEDICAMENTOS_USO_H UMANO/PRESCRICAO_DISPENSA_E_UTILIZACAO/CLASSIFICACAO_QUANT O_A_DISPENSA. [acedido a 2 de No emb o de 2014]. 73. Minis é io da Saúde. Despacho nº 17690/2007, de 23 de Julho, in Diá io da República, 2º sé ie: nº154. 74. Minis é io da Saúde. Despacho n.º 2245/2003, de 16 de Janei o, in Diá io da República, 2º sé ie: nº 29. 75. In a med: Medicamen os manipulados. Acessí el em: h p://www.in a med.p /po al/page/po al/INFARMED/MONITORIZACAO_DO_ME RCADO/INSPECCAO/MEDICAMENTOS_MANIPULADOS.[ acedido em 3 de No emb o de 2014]. 53 54 Anexo 4. Inqué i o “In luência da Diabe es Melli us no Desen ol imen o da Doença Pe iodon al”. Sexo: Idade: Peso/Al u a: / Classi icação do ipo de Diabe es: Há quan o empo é Diabé ico? O seu ní el glicémico es á con olado? O seu Den is a em conhecimen o que é Diabé ico? Es á ale ado pa a o isco que a Diabe es em na sua saúde o al? Quan as ezes la a os den es po dia? Quan as ezes ai ao den is a po ano? Ap esen a alguma des as queixas a ní el da sua saúde o al: N S Inchaço das gengi as Pe da de peças den á ias Re ação gengi al Sang amen o das gengi as Sensibilidade ao calo /F io 55 16 10 Masculino Femenino GÉNERO 1 2 6 4 6 3 3 1 50-54 55-59 60-64 65-69 70-74 75-79 80-84 85-89 IDADE (anos) 0 6 13 5 2 0 Baixo peso (<18.5) Peso Ideal (18.5-24.9) Excesso de peso (25- 29.9) Obesidade, g au I (30- 34.9) Obesidade, g au II (35- 39.9) Obesidade, g au III (≥40) IMC (peso (kg)/al u a(m)2) Anexo 5. G á icos dos dados ob idos no inqué i o “In luência da Diabe es Melli us no Desen ol imen o da Doença Pe iodon al” 56 3 4 3 6 4 5 1 > 25anos 24-20 anos 19-15 anos 14-10 anos 9-5 anos 4-1 anos <1 ano Há quan o empo é Diabé ico? 10 16 Sim Não O seu Den is a em conhecimen o que é Diabé ico? 1 1 10 14 Sim Não O seu ní el glicémico es á con olado? DM ipo I DM ipo II 57 7 19 Sim Não Es á ale ado pa a o isco que a Diabe es em na sua saúde o al? 3 1 7 11 4 Não la o Quando me lemb o 1 ez po dia 2 ezes po dia 3 ezes po dia Quan as ezes la a os den es po dia? 4 18 3 1 Não ou Quando p oblemas 1 ez po ano 2 ezes po ano Quan as ezes ai ao den is a po ano? 58 8 22 16 7 9 Inchaço das Gengi as Pe da de peças den á ias e ação gengi al Sang amen o das Gengi as Sensibilidade ao calo / io Queixas a ní el da sua saúde o al 59 Anexo 6. Ficha de Clien e 60 Anexo 7. Imagens ela i as à Fa mácia Hó us Figu a 4. Espaço ex e io da Fa mácia Hó us. Figu a 5. Piso 1: á ea de a endimen o e a mazenamen o de medicamen os de ma ca e gené icos, espe i amen e. Figu a 6. Piso 2: Zona de a endimen o indi idualizado. 61 Anexo 8. Requisição de es upe acien es/psico ópicos 62 Anexo 9. No a de de olução III AGRADECIMENTOS O pe íodo de es ágio ealizado nos Se iços Fa macêu icos do CHAA, ap esen ou-se como uma excelen e opo unidade de ap endizagem e en iquecimen o pessoal e p o issional, que comple a o meu o ciclo de es udos no Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas. Hoje, econheço a impo ância ex ao diná ia do Fa macêu ico no con ex o hospi ala e de o es a opo unidade a di e sos in e enien es, pelo que ap esen o os meus since os ag adecimen os. Disc iminadamen e, começo po ag adece à Dou o a A iana A aújo, Di e o a dos Se iços Fa macêu icos do CHAA, po p opo ciona es a opo unidade de es ágio e po du an e odo o meu empo de pe manência, se e disponibilizado a p es a escla ecimen o de qualque dú ida. Ap o ei o ainda pa a explana oda a minha conside ação an o pela Fa macêu ica quan o pela Di e o a que a Dou o a A iana A aújo demons ou se em odas as al u as. De seguida, à Dou o a Cidália Lisboa, Dou o a So ia Ca mo e Dou o Nélson Gomes mani es o a minha g a idão, pelo apoio di e o e in a ia elmen e p esen e du an e es a u í e a jo nada, e po odos os conhecimen os que iabiliza am a cons ução de mais um deg au na minha o mação. O meu mui o ob igada po odo o es o ço e c édi o in es ido no meu es ágio. Finalmen e, a odos os es an es memb os colabo ado es da Fa mácia do CHAA, o meu since o ag adecimen o po oda a a enção, dedicação e simpa ia que demons a am ao longo do meu es ágio. IV ÍNDICE GERAL Decla ação de In eg idade .......................................................................................................... II Ag adecimen os ........................................................................................................................... III Lis a de Ab e ia u as ................................................................................................................ VI A i idades desen ol idas ao longo do es ágio……………………………………...…………VII 1.Cen o Hospi ala Al o A e (CHAA) ......................................................................................... 1 2.O ganização e Ges ão dos Se iços Fa macêu icos. .................................................................. 1 2.1.Espaço ísico e Ho á io de uncionamen o ............................................................... 1 2.2. Recu sos Humanos .................................................................................................. 2 2.3. Recu sos In o má icos ............................................................................................. 3 2.4. Comissão de Fa mácia e Te apêu ica ........................................................................ 3 2.5. Fo mulá io Hospi ala Nacional de Medicamen o ................................................ . 3 3. Seleção, Aquisição e A mazenamen o de P odu os Fa macêu icos .......................................... 4 3.1. Ges ão de exis ências ............................................................................................... 4 3.2. Sis emas e C i é ios de aquisição ............................................................................ 4 3.2.1 Concu so Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde ..................................... 4 3.2.2 Ajus es Di e os .................................................................................................. 5 3.2.3 Aquisição de medicamen os de Au o ização de U ilização Excecional .......... 5 3.2.4 Aquisição de Psico ópicos e Es upe acien es ..................................................... 5 3.2.5 Aquisição de Hemode i ados .............................................................................. 5 3.2.6 Aquisição de Medicamen os po Pedido de Emp és imo ................................... 5 3.3. Receção e con e ência de p odu os adqui idos.......................................................... 6 3.4. A mazenamen o dos P odu os/p azos de alidade ................................................... 6 3.4.1 A mazenamen o especial .................................................................................. 6 4. Sis emas de dis ibuição de medicamen os ............................................................................. 6 4.1. Dis ibuição Clássica/T adicional ............................................................................ 7 4.1.1 Reposição de s ock ni elados ........................................................................... 7 4.1.2 Reposição de s ock po oca de módulos ........................................................... 8 4.1.3 Dis ibuição Indi idualizada/Pe sonalizada ....................................................... 8 4.2. Sis ema de Dis ibuição Indi idual Diá ia em Dose Uni á ia ................................. 8 4.3. Dis ibuição de medicamen os a doen es em ambula ó io ...................................... ..9 4.4. Medicamen os sujei os a con olo especial ............................................................. 10 4.4.1Psico ópicos e Es upe acien es ............................................................... 10 4.4.2 Hemode i ados ....................................................................................... 11 V 4.4.3 Medicamen os ex a- o mulá io .............................................................. 12 4.4.4 An i-in eciosos ......................................................................................... 12 5. P odução e Con olo de Medicamen os ................................................................................. 13 5.1. P epa ação de Medicamen os Es é eis ................................................................... 13 5.1.1 P epa ação de ci o óxicos ......................................................................... 13 5.1.2 Mis u as pa a Nu ição Pa en é ica .......................................................... 15 5.2. P epa ação de manipulados (medicamen os não es é eis) ...................................... 17 5.3. Reembalagem e Ree ique agem ............................................................................. 17 6. In o mação sob e medicamen os e ou as ac i idades de a mácia clínica ............................ 18 6.1. Fa maco igilância .................................................................................................. 18 6.2. Pa icipação do Fa macêu ico em Ensaios Clínicos .............................................. 19 7. Conclusões .............................................................................................................................. 20 Bibliog a ia ................................................................................................................................. 21 Anexos ......................................................................................................................................................... A 1- Requisição à Fa mácia Ki Medicação Domiciliá ia ............................................................. A 2- Requisição à Fa mácia de An ibió icos ................................................................................. B 3- Recei a Médica ap esen ada no Ambula ó io ........................................................................ C 4- Te mo de Responsabilidade .................................................................................................. D 5- Exempla do Folhe o In o ma i o ......................................................................................... E 6- Pós e : Qual a impo ância da In e enção Fa macêu ica? ..................................................... F 7- Requisição de psico ópicos e es upe acien es ...................................................................... G 8- Folha de egis o de hemode i ados ....................................................................................... H 9- Pedidos ex a- o mulá ios ...................................................................................................... I 10- P o ocolo da Quimio e apia .................................................................................................... J 11- Folha de Regis o das p epa ações de quimio e apia/Receção dos “OK´s” ............................ K 12- Tabulei o com ma e ial necessá io à p epa ação de quimio e apia ....................................... L 13- Con olo/ Ga an ia de qualidade da P epa ação de quimio e apia ....................................... M 14- Folha de egis o de anspo e dos ci o óxicos ....................................................................... N 15- Pedido de con olo mic obiológico ....................................................................................... O 16- Quan idades necessá ias pa am a p epa ação de NP .............................................................. P 17- Con olo/ Ga an ia de qualidade da p epa ação de NP .......................................................... Q 18- Folha de egis o da p epa ação/ eceção de NP ..................................................................... R 19- Folha de egis o de anspo e de NP ...................................................................................... S 20- Regis o diá io das p essões da an ecâma a ............................................................................ T 21- Pós e : P odução de medicamen os es é eis ............................................................................ U VI LISTA DE ABREVIATURAS ACSS Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde AIM Au o ização de in odução no me cado AO Assis en e Ope acional AUE Au o ização de U ilização Excecional BPH Boas P á icas Hospi ala CCIH Comissão de Con olo da In eção Hospi ala CFL Câma a de Fluxo de A Lamina CHAA Cen o Hospi ala do Al o A e CNFT Comissão Nacional de Fa mácia e Te apêu ica DCI Denominação Comum In e nacional DIDDU Dis ibuição indi idual diá ia em dose uni á ia DMRA Dis ibuição de medicamen os em egime ambula ó io DTC Dis ibuição T adicional ou Clássica EC Ensaio Clínico FH Fá macia Hospi ala FHNM Fo mulá io Hospi ala Nacional de Medicamen os GHAF Ges ão Hospi ala de A mazém e Fa mácia HD Hospi al de dia In a med Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde, IP IVRS In e ac i e Voixe Response Sys em NP Nu ição Pa en é ica SC Se iço Clínico SF Se iços Fa macêu icos SFH Se iços Fa macêu icos Hospi ala es SNF Sis ema Nacional de Fa maco igilância TDT Técnico de Diagnós ico e Te apêu ica UCPC Unidade Cen alizada de P epa ação de Ci o óxicos UPMNP Unidade de P epa ação de Mis u as Nu i i as pa a Nu ição Pa en é ica URF Unidades Regionais de Fa maco igilância VII DM DMRA PME DM A i idades desen ol idas ao longo do es ágio Du an e o es ágio no CHAA i e opo unidade de con a a com as di e en es á eas que cons i uem os SF. Assim sendo, o meu es ágio oi di idido em qua o ases, endo cada uma du ação de 15 dias. Inicialmen e in eg ei os se iços da dis ibuição de medicamen os (DM), que englobam a dis ibuição adicional, dis ibuição indi idual diá ia em dose uni á ia, es upe acien es e hemode i ados. De seguida, ui pa a a dis ibuição de medicamen os em egime de Ambula ó io (DMRA), p epa ação de medicamen os es é eis (PME) e po úl imo, e o nei à DM, al como ep esen a a igu a 1. Ao longo des es dois meses, assis i/ ealizei di e sas a i idades, es ando es as de o ma sucin a desc i as na abela 1. Se emb o S T Q Q S S D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 Agos o S T Q Q S S D 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 Re e ências; Reposição de S ocks dos módulos; P epa ação de ki s de medicação pa a pedia ia e adul os; Reembalagem e een ique agem; Auxilio ao a endimen o; Elabo ação de olhe os in o ma i os pa a os medicamen os dispensados no ambula ó io; Elabo ação do pos e : “Qual a impo ância da in e enção a macêu ica?”; A endimen o e dispensa de medicamen os; Auxilio na p epa ação dos abulei os com medicação ci o óxica e p eenchimen o de ichas de con olo da p epa ação; Acompanhamen o de um p ema u o do se iço de neona ologia du an e ês dias; En ega da medicação ao se iço de oncologia e explicação básica das écnicas de adminis ação; Elabo ação do pos e : “P odução de Medicamen os es é eis”; P epa ação de ki s de medicação pa a ci u gia de ambula ó io ascula ; A iamen o de equisições de psico ópicos e es upe acien es; Validação de p esc ições; Análise indi idualizada do pe il a maco e apêu ico dos pacien es in e nados no se iço de o opedia; Visualização da p epa ação de uma bolsa pa en é ica; P epa ação da medicação ci o óxica diá ia; Tempo Figu a 1.O ganização empo al do es ágio Tempo Tabela 1.A i idades desen ol idas ao logo do es ágio no CHAA. 1 1. CENTRO HOSPITALAR DO ALTO AVE O Cen o Hospi ala do Al o A e, designado po CHAA es á localizado em Guima ães, eguesia de C eixomil. Ab ange os concelhos de Cabecei as de Bas o, Mondim de Bas o, Fa e, Guima ães e Vizela, dando apoio a um o al de 350 000 pessoas. O CHAA é cons i uído pela Unidade Hospi ala de Guima ães, Unidade Hospi ala de Fa e e Unidade de in e namen o de Cabecei as de Bas o. O Cen o Hospi ala é cons i uído po 11 pisos e nele abalham ce ca de 1700 p o issionais de saúde, dis ibuídos pelos á ios se iços que cons i uem a sua o e a clínica. O Cen o Hospi ala é di idido em 3 edi ícios, si uando-se a Fa mácia no piso 1 do edi ício p incipal. 2. ORGANIZAÇÃO E GESTÃO DOS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS 2.1. Espaço ísico e ho á io de uncionamen o Os Se iços Fa macêu icos (SF) de em, semp e que possí el, e uma localização es a égica no hospi al. Os SFH do CHAA si uam-se no piso 1 do edi ício cen al, pe mi indo o ácil acesso ex e no ( o necedo es) e in e no (pessoal do hospi al). Pa a além disso, a localização dos SF ambém obedece a ou os p essupos os implíci os no manual das BPH, nomeadamen e: Implan ação de odas as á eas, incluindo os a mazéns, no mesmo piso; O sec o de dis ibuição de medicamen os a doen es em ambula ó io localiza-se p óximo da ci culação no mal des e ipo de doen es; P oximidade com os sis emas de ci culação e ical. [1] Os SF do CHAA es ão ep esen ados na igu a 1. O ho á io de uncionamen o dos SF é de segunda- ei a a sex a- ei a en e as 9:00h e as 18:00h. Após es e ho á io, exis e um a macêu ico de p e enção pa a ga an i a p es ação de se iços a qualque eme gência. 2 Figu a 1. O ganização dos SF do CHAA. 2.2. Recu sos Humanos Os ecu sos humanos são a base essencial pa a dos SFH. Os SF são di igidos pela D .a A iana A aújo e o seu uncionamen o é assegu ado po uma equipa cons i uída po Fa macêu icos, Técnicos de Diagnos ico e Te apêu ica (TDT), Assis en es Ope acionais (AO) e Funcioná ios Adminis a i os (Tabela 1). O bom en endimen o e colabo ação en e os di e en es memb os da equipa são con ibu os undamen ais pa a a qualidade dos se iços p es ados aos doen es. 1. Gabine e Adminis a i o 12. Á ea de a mazenamen o de desin ec an es 2. Gabine e Di e o a Técnica 13. A mazém de p odu os in lamá eis e gases medicinais 3. Gabine e do Fa macêu ico-Adjun o 14. Gabine e Fa macêu ico 4. Ves iá ios 15. Á ea de DIDDU com KARDEX 5. Ins alações sani á ias emininas 16. Á ea de DIDDU manual 6. Ins alações sani á ias masculinas 17. Sala de euniões 7. A mazém de Psico ópicos, Es upe acien es, Benzodiazepinas e Hemode i ados 18. A mazém de p odu os de g ande olume 8. Labo a ó io 19. Á ea de p epa ação de es é eis 9. Reembalagem e Ree ique agem 19a.Cama a de p epa ação pa a nu ição pa en é ica 10. Gabine e Técnica Coo denado a 19b. Cama a de p epa ação de ci o óxicos 11. Á ea de Dis ibuição Clássica 20. Ambula ó io 3 Tabela 1. Esquema ep esen a i o da dis ibuição dos Recu sos Humanos dos SF * Unidade Hospi ala de Fa e 2.3. Recu sos In o má icos Os SF u ilizam como supo e in o má ico o p og ama Ges ão Hospi ala de A mazém e Fa mácia (GHAF). En e as á ias uncionalidades des a e amen a de apoio e idencia-se, a possibilidade de ges ão de encomendas, a mazenamen o, p esc ições e dis ibuição aos á ios SC. 2.4. Comissão de Fa mácia e Te apêu ica A Comissão de Fa mácia e Te apêu ica (CFT) é esponsá el pelo desen ol imen o, implemen ação e acompanhamen o da polí ica do medicamen o do CHAA, com o obje i o de assegu a a ga an ia de qualidade, e icácia e con olo de cus os. A Comissão é cons i uída no máximo po seis memb os (3 médicos e 3 a macêu icos) e é p esidida pelo di e o clínico do hospi al. [2] 2.5. Fo mulá io Hospi ala Nacional de Medicamen o O Fo mulá io Hospi ala Nacional de Medicamen o (FHNM) consis e numa lis a de medicamen os ap o ada pela CNFT, que unciona como ins umen o de apoio e o ien ação à p esc ição nos hospi ais do Se iço Nacional de Saúde. Di e o a dos SF D .a A iana A aújo Fa macêu icos TDT AO Adminis a i os D .a Au o a Leocá dio TDT Vi gínia F ei as (Técnica Coo denado a) Cidália A aújo Ca ina Mo ais D .a Cidália Pin o Lisboa TDT Ana Ca alho Edua do Luz José An ónio Bas os D . José Cos a TDT Célia To es Fe nando Sousa* D .a Ma ia Conceição Rebelo* TDT Nelson Ca doso Rui Pimen a D .a Má cia Sil a TDT Raquel Pe ei a D . Nelson Gomes TDT Ri a Biza o D .a Paula Ma ins TDT Sónia Mendes D .a So ia Fe ei a D .a So ia Jo dão 4 Es e o mulá io con ém odos os medicamen os necessá ios a uma e apêu ica ajus ada à gene alidade das pa ologias que su gem a ní el hospi ala . A u ilização de medicamen os não incluídos no FHNM depende da espe i a inclusão em adenda ao mesmo o mulá io, a ap o a pela CNFT. A p opos a, caso ob enha a conco dância da CFT do Hospi al, ou da Adminis ação Regional de Saúde, in e essada é subme ida à ap o ação da CNFT. As adendas, após ap o ação, são publici adas pela CNFT nos mesmos e mos em que é publici ado o Fo mulá io Nacional de Medicamen os. [3] 3. SELEÇÃO, AQUISIÇÃO E ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS FARMACÊUTICOS 3.1. Ges ão de exis ências A ges ão de exis ências es á ajus ada às necessidades de cada medicamen o exis en e no SFH, des e modo, é c iado um equilíb io que impede si uações de o u a de s ock ou excesso de s ock, que se aduz em pa alisação de capi al. Os p incipais obje i os do con olo de s ocks elacionam-se com a dispensa de p odu os aos SC quando solici ados, bem como eduzi os cus os de exis ências ao mínimo p a icá el. O GHAF ap esen a um papel impo an e pa a uma melho ges ão, uma ez que, o con olo da en ada/ saída dos p odu os é maio , po encializando a ges ão adminis a i a e inancei a. 3.2. Sis emas e c i é ios de aquisição T a a-se de um p ocesso com o p opósi o de adqui i os medicamen os adequados às necessidades a maco e apêu icas dos Doen es, a endendo aos c i é ios a macoeconómicos. A aquisição dos medicamen os, p odu os a macêu icos e disposi i os médicos, é da esponsabilidade do Di e o dos SF em a iculação com o se iço de ap o isionamen o. 3.2.1. Concu so Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde T a a-se de um concu so público, da esponsabilidade do Minis é io da Saúde, pa a os p odu os mais consumidos pelos Hospi ais a ní el nacional. As p opos as dos o necedo es in e essados são ap esen adas e subme idas a análise, sendo escolhido aquelas que ap esen am a melho elação cus o/bene ício. As p opos as selecionadas são colocadas no Ca álogo Público de Ap o isionamen o. Es e ca álogo ap esen a pa a cada p odu o odos os o necedo es ap o ados, e as condições que cada um o e ece e com base nes a in o mação, a Di e o a dos SF decide a que o necedo e e ua á a comp a. 5 3.2.2. Ajus es di e os P ocesso de comp a ealizado quando se p e ende adqui i um p odu o cuja necessidade não es a a p e is a, e po isso não encon a-se ab angido po um concu so de aquisição, ou pe an e si uações u gen es como, o u a de s ock de um medicamen o. 3.2.3. Aquisição de medicamen os de Au o ização de U ilização Excecional Em algumas ci cuns âncias, pode ão exis i medicamen os sem AIM, sendo necessá io p ocede à impo ação do p odu o. No en an o, essa comp a ca ece de au o ização po pa e do In a med. Pa a que a comp a seja au o izada é necessá io a Au o ização de U ilização Excecional (AUE), que ep esen a um pedido de au o ização de comp a em que á ios dados de em se p eenchidos. O p ocedimen o de aquisição de medicamen os que necessi em de AUE es á de inido na Delibe ação nº105/CA/2007 de 1 de Ma ço. 3.2.4. Aquisição de psico ópicos e es upe acien es A aquisição de psico ópicos e es upe acien es implica o p eenchimen o de uma equisição p óp ia jun amen e com a no a de encomenda. Após o de ido p eenchimen o e au en i icação da equisição pelo o necedo e Di e o a dos SF, o o iginal des e documen o pe manece com os SF e o duplicado com o o necedo . [4] 3.2.5. Aquisição de Hemode i ados A aquisição de p odu os de i ados do plasma humano é ob iga o iamen e ealizada ia ca álogo do Concu so Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde (ACSS). Es es p odu os são selecionados após consul a e análise das suas ca ac e ís icas e condições de aquisição, disponí eis no ca álogo online. 3.2.6. Aquisição de Medicamen os po Pedido de Emp és imo Em si uações pon uais, o a macêu ico esponsá el dos SF en a em con a o com SFH p óximos pa a aquisição de medicação em al a. Es a ci cuns ância pode se secundá ia a a asos de en ega de encomendas po pa e dos labo a ó ios, o aumen o do consumo de um de e minado medicamen o ou em casos de o u a de s ock po e os de ges ão. Du an e o meu es ágio, o CHAA p ocedeu à aquisição de um medicamen o ci o óxico, 5- luo u acilo, po pedido de emp és imo ao Hospi al de São João. A aquisição do medicamen e nes a modalidade oi secundá ia a um a aso de en ega da encomenda po pa e do labo a ó io aos SF do CHAA. 12  Nº lo e e labo a ó io de o igem;  Quan idade dispensada;  Nº de ce i icado de au o ização de u ilização de lo e do INFARMED. Todas as embalagens o necidas são e ique adas com o nome do Doen e e nº do p ocesso de o ma a ob e um maio con olo da adminis ação e a de olução dos p odu os não adminis ados. O esponsá el que ecebe o p odu o de e igualmen e assina a equisição e da a a mesma. Todos os p odu os que não o em u ilizados de em se de ol idos aos SF, de endo o En e mei o menciona na ia de se iço o núme o de embalagens que de ol e e a da a. O Fa macêu ico, po sua ez, de e egis a a eceção da de olução na ia a mácia, do núme o de embalagens ecebidas e do espe i o lo e, bem como, p ocede à sua e e ência no sis ema de ges ão in o má ico. 4.4.3. Medicamen os ex a o mulá io Quando o médico es á pe an e um quad o clínico que no seu en endimen o exige uma e apêu ica que não cons a no o mulá io in e no do CHAA, a sua p esc ição de e se acompanhado da jus i icação de ex a- o mulá io (Anexo 9). A jus i icação ap esen ada de e con e as seguin es in o mações: Iden i icação do doen e, cama, nº de p ocesso e se iço equisi an e; Diagnós ico; DCI, dose, o ma a macêu ica e posologia; Jus i icação pa a a necessidade do seu uso; Da a e assina u a do médico p esc i o ; Conco dância do Di e o de se iço e da CFT. 4.4.4. An i-in eciosos A ges ão desse a o e apêu ico é mais complexo do que o ulga en endimen o da maio pa e dos u ilizado es uma ez que o incump imen o das indicações do seu uso pode le a ao apa ecimen o de espécies mul i esis en es que esul am em doenças in eciosas, de exp essão clínica g a e, cuja solução impõe a amen o e supe isão hospi ala es. Se po um lado o hospi al é p ocu ado como cen o de ecu sos pa a si uações pa ológicas, a e dade é que es e espaço é igualmen e uma on e de múl iplas in eções que po encializa um maio núme o de esis ências aos an i-in eciosos. Es a cons a ação impõe a necessidade de cuidadosa ponde ação na escolha de agen es an imic obianos a se em u ilizados em con ex o hospi ala . Exis em an i-in eciosos de p esc ição li e, de p esc ição jus i icada e de es ição. A lexibilidade da escolha jus i ica que o CHAA enha selecionado a ce azolina como an imic obiano pa a a p o ilaxia mic obiana a se adminis ada po um pe íodo máximo de 24 ho as. [12] 13 5. PRODUÇÃO E CONTROLO DE MEDICAMENTOS Nem semp e a Indús ia Fa macêu ica consegue acompanha a indi idualização da e apêu ica, sendo necessá io, em casos especí icos de pa ologias / g upos e á ios, adap a a e apêu ica a macológica. Des e modo, a Fa mácia Hospi ala em necessidade de in eg a nos seus se iços uma á ea de p odução e con olo de medicamen os. A p epa ação e dispensa de medicamen os manipulados nos SF hospi ala es são eguladas pelo Dec e o-Lei nº 95/2004, de 22 de Ab il e pela Po a ia Nº 594/2004 de 2 de Junho, que ap o a as “Boas P á icas a Obse a na P epa ação de Medicamen os Manipulados em Fa mácia de O icina e Hospi ala ”. No CHAA, a á ea de p odução de medicamen os es á di idida em duas á eas: 1. Á ea de p odução de medicamen os es é eis: Unidade de p epa ação de medicamen os ci o óxicos e Unidade de p epa ação de mis u as pa a nu ição pa en é ica. 2. Á ea de p odução de medicamen os não-es é eis. 5.1. P epa ação de medicamen os es é eis 5.1.1. P epa ação de Ci o óxicos O canc o é uma das p incipais causas de mo e no mundo. Sendo assim, a quimio e apia desempenha um papel cada ez mais impo an e no a amen o de doenças neoplásicas, não ha endo no en an o uma cu a de ini i a. No CHAA são p epa ados dia iamen e um núme o conside á el de p epa ações de ci o óxicos. A e apia com ci o óxicos des ina-se a á ios ipos de neoplasias, sendo as mais equen es: o ca cinoma da mama, o á io, p ós a a, cólon- e al e gás ico. A p epa ação de medicamen os ci o óxicos é e e uada de o ma cen alizada numa Unidade de P epa ação de Medicamen os Ci o óxicos (UPMC) localizada nos se iços a macêu icos. Es a unidade é cons i uída po uma zona neg a, que consis e numa á ea de documen ação, a mazenamen o e á ea de apoio à p epa ação dos p o ocolos, an ecâme a onde o ope ado se equipa e az a higienização adequada, sala limpa de uso exclusi o pa a a p epa ação da e apêu ica oncológica onde exis e uma cama a de luxo lamina e ical classe II B. Exis e um ans e de ma e iais da sala neg a pa a a sala limpa. A p epa ação des a medicação é e e uada de aco do com a p esc ição médica e de o ma a ga an i a assepsia e a es abilidade do medicamen o, a segu ança do ope ado e de modo a e i a a con aminação ambien al. O médico p esc e e o a amen o oncológico ao doen e, de aco do com os p o ocolos de e apêu ica an ineoplásica (Anexo 10), ap o ados a ní el nacional, como po exemplo, FOLFIRI 14 (I ino ecano, Le o olina o de sódio e 5- Fluo ou acilo). Es a p esc ição co esponde a um ciclo de a amen o, no qual es á incluído, medicação pa a p é-quimio e apia (ex: ondanse on – e ei os secundá ios), á macos ci o óxicos e a medicação pós-quimio e apica (ex: dexame asona – e ei os secundá ios). De modo a simpli ica a p epa ação da medicação e e i a o despe dício de á maco, a adminis ação dos á macos é p og amada no dia an e io de modo a que, no mesmo dia, sejam assis idos doen es que açam o mesmo ciclo de a amen o. O p ocesso de p epa ação di ide-se em 3 pa es: Receção e dupla alidação das p esc ições ( a macêu ico); Manipulação das p epa ações (TDT ou a macêu ico); Pós- manipulação ( a macêu ico). A p esc ição é en iada ao SF com an ecedência. O Fa macêu ico ecebe as p esc ições e alida as mesmas. A alidação consis e na e i icação de dados como a posologia p esc i a pa a cada ci o óxico em unção da supe ície co po al do doen e e de e en uais eduções de doses explíci as na p esc ição, cálculo do olume de ci o óxico a usa pa a ob e a dose indicada, olume inal e i mo de pe usão. Con udo, a quan idade do á maco pode se em unção do peso ou en ão da clea ance hepá ica como acon ece com a ca bopla ina. Es es cálculos so em uma dupla alidação, ou seja, é ei a po dois Fa macêu icos di e en es, em momen os di e en es pa a ga an i que udo es á co e o. Após alidação, o Fa macêu ico debi a os consumos ao doen e e elabo a uma lis a de medicamen os necessá ios pa a as p epa ações do dia seguin e e imp ime os ó ulos iden i ica i os de cada p epa ação. O TDT des acado, com base na lis a c iada, coloca num abulei o odos os medicamen os necessá ios pa a as p epa ações. Além disso, p epa a-se igualmen e a p epa ação da medicação p é e pós-quimio e apia que cada doen e i á ealiza . [14] No dia do a amen o, o Fa macêu ico agua da que o En e mei o do Hospi al de Dia do Se iço de Oncologia dê o “OK” pa a p ocede à p epa ação de endo semp e egis a a ho a (Anexo 11). Es e “OK” é dado apenas quando os esul ados analí icos do doen e, es ão em condições pa a a ança com o a amen o, e desde modo, p ocede à p epa ação da medicação. Após con i mação, p epa a-se os abulei os com os medicamen os ci o óxicos (Anexo 12), eagen es e odo o ma e ial necessá io (se ingas,con en o ), sendo odo o ma e ial descon aminado com álcool a 70 %. O ma e ial é anspo ado pa a den o da cama a pelo ans e e a comunicação é ei a pelo in e comunicado (Anexo 13). É impo an e e e i que odas as p epa ações são indi idualizadas, e que após a sua p epa ação, o ope ado en ia pa a o ex e io da cama a, sendo ano ada a ho a de saída da p epa ação da cama a. Após a manipulação, o Fa macêu ico alida a p esc ição, inspecionando a co , p esença de p ecipi ado ou pa ículas es anhas, e con e indo os olumes. De seguida, a p epa ação é o ulada e selada num saco. Se as p epa ações o em o osenssensí eis, são colocadas em sacos p e os de idamen e selados (se possui na sua composição Le o olina o de sódio, 5-Fluo ou acilo, en e ou os). As p epa ações são en iadas em malas p óp ias, pa a o 15 se iço de Oncologia (Hospi al de Dia), po um AO, sendo egis ada a ho a de en io, jun amen e com a assina u a do AO que anspo a, e o En e mei o que ececiona a medicação (Anexo 14). O con olo mic obiológico da CFLV é ealizado quinzenalmen e (Anexo 15). Es e con olo consis e na u ilização de 4 placas de gelose po con ac o em pon os p e iamen e de inidos po um pe íodo de 10 segundos, an es e du an e a p epa ação. As placas são iden i icadas com da a e localização e en iadas pa a o labo a ó io de mic obiologia. [14] Ti emos opo unidade de pa icipa , du an e um dia, na p epa ação de medicação com subs âncias ci o óxicas, acompanhando odo o p ocedimen o desde a p epa ação p op iamen e di a a é a adminis ação ao doen e. 5.1.2. Mis u as pa a nu ição pa en é ica A nu ição consis e na inges ão, diges ão, abso ção e me abolização de nu ien es em quan idades e p opo ções ais, que pe mi em a no mal mo ologia e uncionamen o do o ganismo, e adequado desen ol imen o do mesmo. De modo a man e o me abolismo ou a co igi desequilíb ios nu icionais, cada indi íduo, saudá el ou doen e, em necessidades indi iduais em mac o e mic onu ien es. A Nu ição Pa en é ico (NP) es á indicada semp e que o pacien e es á impossibili ado de usa a ia en é ica. As o mulações pa a a NP ap esen am-se como p epa ações inje á eis, p on as ou de p epa ação ex empo ânea. A ualmen e, exis em no me cado uma g ande a iedade de bolsas pa a NP, no en an o, exis em casos especiais às quais não conseguem da espos a. A nu ição a i icial (NA) consis e assim no apo e de mac o (p o eínas, hid a os de ca bono e lípidos) e mic onu ien es (elec óli os, oligoelemen os e i aminas) quan i a i a e quali a i amen e, adequados a cada doen e. É conside ada uma e apêu ica segu a e e icaz desde que se obse em os seguin es equisi os: adequação do esquema nu i i o à si uação clínica do doen e; mono o ização clínica e labo a o ial; co eção dos apo es em unção da e olução clínica. Os se iços a macêu icos do CHAA dispõem de uma Unidade de P epa ação de Mis u as Nu i i as pa a Nu ição Pa en é ica (UPMNNP). A p epa ação de bolsas pa a NP des ina-se, essencialmen e, ao se iço de Neona ologia. Nes a unidade são ainda manipulados ou o ipo de p epa ações que exigem condições assép icas. Como acon ece com os ci o óxicos, o FH é esponsá el pela alidação da p esc ição médica da nu ição pa en é ica (Anexo 16). O FH de e assim: 16  Ve i ica e alida a p esc ição, dados do doen e e dados de cada componen e da mis u a (lo e, alidade);  Comp o a a concen ação inal da mis u a, es abilidade, incompa ibilidades, olume p esc i o, condições de adminis ação e du ação do a amen o;  P epa a as bolsas de adminis ação pa en é ica;  O ganiza os ichei os dos doen es;  Debi a os consumos aos se iços clínicos. No CHAA, as bolsas pa a NP são p epa adas numa sala assép ica com cama a de luxo lamina ho izon al (p e iamen e desin e ada) de modo a p o ege a p epa ação. A p epa ação pa a NP é p epa ada em duas ases: Fase hid ossolú el (p epa ada em bolsa e es ida com papel de alumínio de ido à o ossensibilidade das i aminas) e a Fase lipossolú el (p epa ada em se inga opaca). Ambas são e ique adas, onde cons am os seus cons i uin es e espe i as quan idades, iden i icação do se iço, do doen e e ope ado ; da a de p epa ação, alidade e indicação do p ocesso de conse ação. A p epa ação da ase hid ossolú el consis e na adição dos maio es olumes, glucose a 5% e 10% e solução de aminoácidos, seguindo-se a adição de elec óli os mono alen es, bi alen es, sendo o cálcio o úl imo cons i uin e a se adicionado. Nessa al u a, de e-se inspeciona a e en ual o mação de algum p ecipi ado. As i aminas hid ossolú eis dissol idas em água des ilada são as úl imas a se em adicionadas a es a solução, pois con e em co , impedindo a isualização de p ecipi ado, caso haja. Após a adição de cada componen e de e-se semp e homogeneiza a solução. Te minando a adição de odos os componen es hid ossolú eis, e an es de se echa , in e e-se a bolsa de o ma a e i a enómenos de loculação localizada. Po im, comp ime-se ligei amen e a bolsa pa a elimina odo o a e echa-se he me icamen e. Na segunda ase é p epa ada a solução lipossolú el em se inga opaca, pa a p o ege da luz. De seguida é acoplada ao sis ema de adminis ação pa en é ica. Depois de p epa ada a bolsa é o ulada, embalada e en iada ao SC em malas echadas, de idamen e iden i icadas, po um AO do SC. Chegando ao SC, o En e mei o esponsá el con e e as p epa ações e assina a ecepção, sendo de ol ida a mala à UCPN. [15] As bolsas de nu ição pa en é ica p epa adas de em se isen as de mic o ganismos, pela qual de em se omadas odas as medidas de assepsia pa a e i a qualque ipo de con aminação. Nes e sen ido, é ei o egula men e, a manu enção e con olos mic obiológicos da CFLH. Es a po sua ez é e i icada e con olada duas ezes po ano. Os SF dispõem de um con a o de manu enção, en e o hospi al e uma i ma idónea (Anexos 17,18, 19 e 20). Ti emos a opo unidade de assis i à p epa ação de uma bolsa pa en é ica assim como isi a o se iço de Neona ologia. Na nossa p imei a isi a a es e se iço, oi-nos lançado um desa io pela En e mei a Che e em acompanha mos o c escimen o e e olução do p ema u o pa a 17 o qual p epa amos a bolsa pa en é ica. Des e modo, assis imos de pe o a e olução do p ema u o ha endo assim maio coni ência e cuidados en e En e mei os, Médicos e Fa macêu icos, o que se aduz, a nosso e , num bene ício pa a odos. Realizamos ainda no âmbi o da p epa ação de medicamen os es é eis um pós e que e le e as pe cen agens de medicamen os es é eis p oduzidos nos CHAA nos úl imos seis meses e de aco do com cada se iço (Anexo 21). 5.2. P epa ação de manipulados (medicamen os não es é eis) Em de e minadas si uações há necessidade de c ia o mas a macêu icas adap adas a um doen e especí ico. Nos SF do CHAA são ambém c iadas p epa ações de medicamen os não es é eis as quais incluem c emes, soluções, pomadas, o mulações pediá icas e soluções o ais, ha endo uma á ea p óp ia pa a a sua manipulação. Es a á ea é cons i uída po uma zona de pesagens, uma banca de p epa ação e uma á ea de la agem do ma e ial. An es da p epa ação de qualque o ma a macêu ica, é ei a uma p é ia p epa ação do campo de abalho: limpeza do campo de abalho com álcool a 70°; eunião do ma e ial e ma é ias-p imas necessá ias; equipamen o do écnico: ba a, lu as, másca a, go o. [13] Exis e duas pas as nas quais são a qui adas odas as ichas de p epa ação dos manipulados mais equisi ados pelos se iços clínicos onde con ém a in o mação necessá ia ao p ocesso de ab ico e as ichas écnicas de odos os manipulados onde cons am o se iço equisi an e, o necedo do p odu o, nome come cial, núme o de lo e e alidade; ipo de manipulado, dose e quan idade p epa adas; assina u a do ope ado e da a de p epa ação. Du an e o nosso es ágio i emos opo unidade de p epa a alguns manipulados, nomeadamen e, colu ó ios de clo ohexidina (usados sob e udo em pacien e que ealizam quimio e apia). 5.3. Reembalagem e Ree ique agem A eembalagem co esponde ao acondicionamen o e iden i icação da dose uni á ia de um medicamen o pa a que es e seja in eg ado no ci cui o do medicamen o ela i amen e à p esc ição médica, a iamen o e pos e io adminis ação ao Doen e. A eembalagem e o ulagem de medicamen o unidose, de e se e e uada de manei a a assegu a a segu ança e qualidade do medicamen o. Os obje i os são: ga an i iden idade do medicamen o eembalado; p o ege medicamen os dos agen es ambien ais; assegu a que o medicamen o eembalado é u ilizado com segu ança, apidez e comodidade. Es e p ocesso implica que cada unidade con enha uma quan idade de medicamen o des inado a uma só oma, que pe mi a uma ácil iden i icação, que seja de abe u a ácil e segu a 18 e que p opo cione uma adequada p o ecção do con eúdo a agen es ambien ais. Es es medicamen os são cedidos na DIDDU e, em alguns casos no ambula ó io. Des e modo, semp e que é necessá io aciona , eembala ou ee ique a , elabo a-se um pedido, que em de se egis ado. Es e pedido é egis ado na icha de p odução, onde de e con e o nome do medicamen o, núme o de ab ico, da a de p epa ação, quan idade, nome come cial do medicamen o, o lo e de o igem, nome do labo a ó io, o lo e a ibuído e o p azo de alidade a ibuído (se so eu manipulação ou não es á na embalagem p imá ia (de o igem), o p azo a ibuído é no máximo de seis meses ou de 25% do empo emanescen e da embalagem o iginal; se não so eu manipulação o p azo de alidade é igual ao o iginal). Quando não é necessá io eembala a medicação, ealiza-se apenas a ee ique agem. Sendo assim, é necessá io egis a na icha de p odução, o nome do medicamen o, da a, núme o de ab ico, quan idade, lo e e p azo de alidade, de endo nas e ique as cons a o nome do medicamen o, p azo de alidade e o lo e. No im da eembalagem e da ee ique agem, é semp e anexado à icha de p odução um ó ulo e uma e ique a, pa a pos e io e i icação po pa e do FH. Só após es a alidação é que a medicação pode en a no amen e no ci cui o. 6. INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS E OUTRAS ATIVIDADES DE FARMÁCIA CLÍNICA 6.1. Fa maco igilância Segundo o In a med, a a maco igilância isa melho a a qualidade e segu ança dos medicamen os, em de esa do u en e e da Saúde Pública, a a és da de eção, a aliação e p e enção de eações ad e sas a medicamen os. A necessidade de cump i os a os sup a- e e idos le ou à sua ins i ucionalização o mando-se com esse objec i o o SNF (Sis ema Nacional de Fa maco igilância) em 1992; ege-se a ualmen e pelo Dec e o-Lei nº 242/2002, de 5 de No emb o sendo cons i uído pela Di eção de Ges ão do Risco de Medicamen os do In a med e po 4 Unidades Regionais de Fa maco igilância (URF). Apesa de se ealiza em ensaios clínicos e di e sos es udos an es da in odução do medicamen o no me cado, podem su gi eações ad e sas medicamen osas, endo odos os p o issionais de saúde, incluindo o FH, a ob igação, em caso de de eção, no i ica ao INFARMED. A p incipal e amen a de que dispõe é a no i icação espon ânea ealizada pelos p o issionais de saúde, de oda a suspei a de eação ad e sa causada po medicamen os ou ou os p oblemas elacionados com medicamen os, nomeadamen e des ios de qualidade, pe da de e icácia, abuso, in oxicação ou mesmo e os de adminis ação. [16] 19 6.2. Pa icipação do a macêu ico em ensaios clínicos A Lei nº 21/2014, (16/04), de ine ensaio clínico como “qualque in es igação conduzida no se humano, des inada a descob i ou e i ica os e ei os clínicos, a macológicos ou ou os e ei os a macodinâmicos de um ou mais medicamen os expe imen ais, ou iden i ica os e ei os indesejá eis de um ou mais medicamen os expe imen ais ou analisa a abso ção, a dis ibuição, me abolismo e eliminação de um ou mais medicamen os expe imen ais a im de apu a a espec i a segu ança ou e icácia”. Os ensaios clínicos (EC) podem ealiza -se em ases de di e en es ní eis. A especi icidade e obje i os de cada uma delas eque em ambien es pe ei amen e de inidos e em objec i os p óp ios. No CHAA, apenas se p ocessam os ensaios em ase III que se ca a e izam pelo núme o signi ica i o de elemen os da amos a do uni e so em es udo e se em do âmbi o mul icên ico. A esponsabilidade da sua ges ão es á a ca go de uma a macêu ica nomeada. Nos ensaios clínicos são unções a ibuídas:  Receção dos p odu os necessá ios ao es udo (incluindo placebo e medicação concomi an e). Es es de e ão es a de idamen e e ique ados e iden i icados de que se a a de “Medicamen os em EC”;  A mazenamen o e dispensa do medicamen o expe imen al (assegu a as condições óp imas de acondicionamen o). O a macêu ico p ocede a uma e isão da medicação exis en e;  P epa ação do medicamen o expe imen al (com in eg al cump imen o dos equisi os écnicos aplicá eis);  Dispensa do medicamen o expe imen al, p odu os in es igacionais e auxilia es de es udo (seguindo as no mas écnicas aplicá eis). Acompanhamen o da mono o ização do á maco em in es igação;  E e ua o egis o de odos os p ocedimen os p é-de inidos pa a o ensaio clínico, assegu ando-se da ansmissão e icaz ao pa icipan e da posologia, in e alo e modo de adminis ação do medicamen o, escla ecendo-o sob e p ecauções a espei a e quaisque dú idas. É impe a i o in o má-lo da necessidade de de ol e à a mácia o medicamen o não u ilizado e/ou as embalagens azias (de e se egis ada a da a da de olução nas embalagens ececionadas). Pos e io men e, o a macêu ico p ocede à con agem das unidades e egis a essa in o mação no o mulá io de con abilização. Po im, de ol e ao p omo o . [17] As a i idades de ence amen o dum EC são o ganizadas pelo moni o . Nos SF ica o dossie inal do es udo e é man ido num mínimo de 5 anos após conclusão do EC. 20 Nes e Hospi al, a ges ão de medicamen o expe imen al é assegu ada pelo IVRS (In e ac i e Voixe Response Sys em). Es e sis ema ele ónico com acesso 24 ho as pe mi e um empo ú il a eposição de s ocks. A mono o ização das necessidades es á a ca go da a macêu ica esponsá el, que pa a o e ei o, possui uma pala a-passe de acesso ao sis ema. Du an e o nosso es ágio, oi-nos possí el acompanha os ensaios clínicos que es a am a deco e no CHAA. Assim, encon am-se a se desen ol idos nes e hospi al 3 ensaios clínicos: 1. Ensaio pa a es a o á maco Rilo umab (AMG 102) + epi ubicina + cispla ina + capeci abina (ECX) pa a o a amen o de 1ª linha do adenoca cinoma gás ico em es ado a ançado (começo do ensaio a JULHO 2013); 2. Ensaio pa a es a o á maco Tecli e a 120 mg (cápsulas gas o esis en es) (s.a: uma a o de dime ilo) pa a o a amen o de Escle ose Múl ipla do ipo su o- emissão; 3. Ensaio pa a compa a o á maco LCZ696 com o Enalap il de o ma a a alia a mo alidade e mo bilidade em pacien es com Insu iciência Ca díaca. 7. CONCLUSÃO O culmina de oda a o mação é a expe iência p á ica. Es e b e e con a o com a Fa mácia Hospi ala pe mi iu-me pe cebe as p opo ções eais que o abalho do a macêu ico a ní el hospi ala pode oma que em e mos de ex ensão, que em e mos de exigência. O empo de es ágio no Cen o Hospi ala Al o A e e elou-se uma expe iência en iquecedo a pa a a minha o mação pessoal e p o issional, apesa do seu cu o pe íodo ace à quan idade de conhecimen os que é necessá io consolida e à eno me esponsabilidade dos p ocedimen os a desen ol e . 21 BIBLIOGRAFIA [1] Minis é io da Saúde: Manual da Fa mácia Hospi al. Acessí el em: h p://o po o.o g/upload/documen os/880325-manual-de-Fa m.-Hosp.pd . [acedido a 20 de Agos o]. [2] Minis é io da Saúde. Despacho nº1083/2004, de 1 de Dezemb o de 2003. Diá io da República, 2º Sé ie, nº14. [3] Minis é io da Saúde. Despacho nº13885/2004, de 25 de Junho de 2004. Diá io da República, 2º Sé ie, nº164. [4] Minis é io da Saúde. Po a ia nº981/98, de 8 Junho de 1998. Diá io da República, 2º Sé ie, nº216. [5] SERVIÇOS FARMACÊUTICOS DO CHAA, E.P.E. – Manual de P ocedimen os da Dis ibuição Clássica/T adicional. [6] SERVIÇOS FARMACÊUTICOS DO CHAA, E.P.E. – Manual de P ocedimen os sob e Aquisição, Con olo e Dis ibuição de Es upe acien es e Psico ópicos. [7] Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde: Boas P á icas na Á ea do Medicamen o Hospi ala . Acessí el em: www.acss.minsaude.p /P oje os/P ogdoMedicamen oHospi ala /P ojec o1/ abid/172/language/p -PT/De aul .aspx?PageCon en ID=25. [acedido a 7 de Se emb o de 2014] [8] SERVIÇOS FARMACÊUTICOS DO CHAA, E.P.E. – Manual de P ocedimen os Dis ibuição Diá ia em Dose Uni á ia. [9] Minis é io da Saúde: P og ama do Medicamen o Hospi al. Acessí el em: h p://www.acss.minsaude.p /Po als/0/P ojec os/P og ama_Medicamen o_Hospi ala /PMH_Li o_ e _41Documen oFinalSES.pd . [acedido a 8 de Se emb o]. [10] Minis é io da Saúde. Dec e o-lei nº 15/93, de 22 de Janei o. Diá io da República, 2º Sé ie, nº 251. [11] Minis é io da Saúde. Despacho conjun o nº 1051/2000, de 30 de Ou ub o. Diá io da República, 2º Sé ie, nº 251. [12] Po al da Saúde: An ibió icos. Acessí el em: www.po aldasaude.p /po al/con eudos/enciclopedia+da+saude/minis e iosaude/medicamen os/ an ibio ico+enciclopedia.h m. [acedido a 22 de Se emb o de 2014]. [13] Minis é io da Saúde. Po a ia n.º 594/2004, de 2 de Junho. Diá io da República, 1º Sé ie-B, nº129. [14] Manual de P epa ação de Ci os á icos dos Se iços Fa macêu icos do CHAA. [15] Manual de P epa ação de Mis u as pa a Nu ição Pa en é ica dos Se iços Fa macêu icos do CHAA. F Anexo 6. Pos e : Qual a impo ância da In e enção Fa macêu ica? Qual a impo ância da in e enção Fa macêu ica? A. Lopes, N. Gomes, A. Gomes e A. A aújo CHAA (Cen o Hospi ala do Al o A e) e FFUP (Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o) 1. In odução Éda esponsabilidade do Fa macêu ico p ocede a dispensa do medicamen o na dose e condições co e as. A dis ibuição de medicamen os em egime de ambula ó io (DMRA) é uma das á eas p imo diais dos Se iços Fa macêu icos, que compo a um peso de 60%da despesa o al em medicamen os do CHAA, com uma ep esen ação média diá ia de ce ca de 70 a endimen os ao público. A in e enção a macêu ica assume um papel undamen al na DMRA, endo em con a que no a o da dispensa, o a macêu ico o nece ao u en e não só o medicamen o mas ambém oda a in o mação ele an e e necessá ia pa a o seu uso e icaz e segu o, assegu ando a adesão à e apêu ica e iden i icando p oblemas elacionados com a u ilização dos medicamen os, a a és de p og amas de a maco igilância a i a implemen ados no se iço. 2. B e e análise dos esul ados da In e enção Fa macêu ica no Cen o Hospi al do Al o A e Homens 55% Mulhe es 45% Géne o 0246810 12 15-20 25-30 35-40 45-50 55-60 65-70 Pacien es Idades Idade dos Pacien es SIM 25% NÃO 75% Elemen os na amília com a mesma pa ologia 010 20 30 40 Espondili e alquilosan e Escle ose la e al amio ó ica HBV Pso íase Núme o de doen es Pa ologias dos doen es selecionados 020 40 60 80 100 Repo ei p oblemas ao médico P es ei aconselhamen o sob e a… Ensinei o uso co e o de… Ou as Núme o de in e enções Tipos de In e enção Fa macêu icas ealizadas 3. B e e análise dos esul ados de um inqué i o de sa is ação sob e o a endimen o no ambula ó io No sen ido de a alia a qualidade da dis ibuição de medicamen os em egime de ambula ó io elabo ou-se um ques ioná io ao qual, esponde am 35 u ilizado es da Fa mácia de Ambula ó io. Os esul ados ob idos o am: Suges ões dadas pelos inqui idos: •Maio apidez; •Adequa a quan idade o necida de modo a minimiza a quan idade de iagens necessá ias pa a ecolhe o medicamen o en e cada consul a médica; •Ala ga o ho á io; •C ia uma sala de espe a com is a em diminui a exposição do doen e; •Ten a semp e melho a . [1]Conselho Execu i o da Fa mácia Hospi ala . Manual de a mácia hospi ala ; Minis é io da Saúde; [2] –Cen o Hospi ala do Al o A em E.P.E –Fo mulá io In e no de Medicamen os; [3]- Se iços Fa macêu icos do CHAA, E.p.E –Manual de P ocedimen os da Unidade de Fa mácia de Ambula ó io. Re e ências 3% 0% 9% 48% 40% Tempo de a endimen o Mui o insa is ei o Insa is ei o Indi e en e Sa is ei o Mui o sa is ei o 0% 0% 9% 37% 54% Qualidade da in o mação p es ada Mui o insa is ei o Insa is ei o Indi e en e Sa is ei o Mui o sa is ei o 0% 0% 14% 46% 40% Conhecimen os sob e a doença Mui o insa is ei o Insa is ei o Indi e en e Sa is ei o Mui o sa is ei o Pa a o a o de in e enção a macêu ica o am selecionados 83 pacien es da a mácia de ambula ó io, po pa e do a macêu ico esponsá el. Es e núme o de doen es é ela i o ao pe íodo de 17 de Ma ço a é 17 de Se emb o de 2014. G Anexo 7. Requisição de Psico ópicos e Es upe acien es H Anexo 8. Folha de egis o de Hemode i ados I Anexo 9. . Pedidos ex a- o mulá ios J Anexo 10. P o ocolo da Quimio e apia K Anexo 11. Folha de egis o das P epa ações de Quimio e apia/Receção de “OK´s” L Anexo 12. Tabulei o com o ma e ial necessá io à p epa ação de quimio e apia M Anexo 13. Con olo/ Ga an ia de Qualidade da P epa ação de Quimio e apia N Anexo 14. Folha de Regis o do T anspo e de Ci o óxicos O Anexo 15. Pedido de Con olo Mic obiológico A