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Estudar melhor para aprender melhor - Auto-regulação da aprendizagem e das estratégias de estudo na promoção do sucesso escolar

Nancy Barreto Moreira

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Es uda melho pa a ap ende melho – Au o- egulação da ap endizagem e das es a égias de es udo na p omoção do sucesso escola Nancy Ba e o Mo ei a Rela ó io subme ido à Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o pa a a ob enção do g au de Mes e no Ensino do Inglês 3.º Ciclo do Ensino Básico e Secundá io e Espanhol 3.º Ciclo do Ensino Básico e Secundá io, o ien ada pelo P o esso Dou o Paulo San os e co-o ien ada pela D a. Ma ía del Pila Nicolás Ma ínez. Po o, Se emb o de 2011     Uni e sidade do Po o Faculdade de Le as Es uda melho pa a ap ende melho -Au o- egulação da ap endizagem e das es a égias de es udo na p omoção do sucesso escola Nancy Ba e o Mo ei a Rela ó io subme ido à Faculdade de Le as da Uni e sidade do Po o pa a a ob enção do g au de Mes e no Ensino do Inglês 3.º Ciclo do Ensino Básico e Secundá io e Espanhol 3.º Ciclo do Ensino Básico e Secundá io, o ien ada pelo P o esso Dou o Paulo San os e co-o ien ada pela D a. Ma ía del Pila Nicolás Ma ínez. Po o, Se emb o de 2011  II  Ag adecimen os Aos meus o ien ado es, P o esso Dou o Paulo San os e D a. Ma ía del Pila Nicolás Ma ínez, po oda a compe ência, expe iências pa ilhadas e sabe es ansmi idos que me p opo ciona am o apoio necessá io à ealização des e abalho. A odos os pa icipan es, meus alunos, sem os quais não se ia possí el a ealização des e es udo, pelo seu ca inho e en usiasmo. A odas as minhas Amigas que, di ec a ou indi ec amen e, me mo i a am a segui em en e. A oda a minha amília, em especial às minhas ilhas, pela paciência, comp eensão e pelos empos li es que nem semp e pude pa ilha com elas. A odos o meu since o ag adecimen o!  III  Resumo Es e ela ó io é o passo inal da expe iência de es ágio pedagógico e cen a-se num p oblema que u ge esol e nas escolas po uguesas: ensina os alunos a ap ende a ap ende e a ap ende a es uda . Na p imei a pa e des a in e enção o am expos os, de o ma b e e, alguns con ibu os eó icos pa a a comp eensão des a p oblemá ica (es uda melho pa a ap ende melho ). Des acam-se, semp e que possí el, os aspec os especí icos da ap endizagem de línguas es angei as, em pa icula da Língua Es angei a II, Espanhol. Na segunda pa e desc e e-se uma in e enção desen ol ida em duas u mas do ensino egula numa escola pública po uguesa com o objec i o de p omoção da ap endizagem au o- egulada. Ten ou-se semp e associa o que oi expos o na pa e I ( eo ia) com a expe iência p á ica ela ada na pa e II. Na p á ica, p e endeu-se melho a a qualidade da ap endizagem de alguns alunos a a és da aplicação de um modelo de ap endizagem especí ico, o PLEA (Plani icação, Execução e A aliação), à ealização de uma a e a p á ica pa a desen ol e as qua o ac i idades comunica i as básicas na ap endizagem de línguas es angei as, em especial a ac i idade de p odução o al. No im, p ocedeu-se a análise dos esul ados da a aliação des a expe iência com base na opinião dos alunos in e enien es. Conclui-se que es uda melho pode á le a a op imiza a qualidade da ap endizagem e a melho a os esul ados escola es. Na conclusão p e endeu-se ealiza um balanço ge al da p oblemá ica do es udo e suge i alguns aspec os que podem p omo e o p ocesso de ensino-ap endizagem. Pala as-cha e: Pala as-cha e: es uda , ap ende , au o- egulação da ap endizagem, es a égias, au onomia, ensino do espanhol como língua es angei a. Resumen Es e in o me es el paso inal de la expe iencia de p ác ica pedagógica y se cen a en un p oblema que u ge esol e en las escuelas po uguesas: enseña a los alumnos a ap ende a ap ende y a ap ende a es udia . En la p ime a pa e de es a in e ención se p esen a on, de o ma b e e, algunos apo es eó icos pa a la comp ensión de es e p oblema (es udia mejo pa a ap ende mejo ). Resal an, siemp e que sea posible, los aspec os especí icos del ap endizaje de las lenguas ex anje as, en pa icula de la lengua ex anje a II, español. En la segunda pa e, se desc ibe la in e ención ealizada en una escuela po uguesa con dos g upos de alumnos de la enseñanza egula con el obje i o de p omo e el ap endizaje au o egulado. Se in en ó siemp e asocia lo que se p esen ó en la p ime a pa e ( eo ía) a la expe iencia  IV  p ác ica ela ada en la pa e II. En la p ác ica se p e endió mejo a la calidad del ap endizaje de algunos alumnos a a és de la aplicación de un modelo da ap endizaje especí ico, el PLEE (Plani icación, Ejecución y E aluación), a la ealización de una a ea p ác ica pa a desa olla las cua o ac i idades comunica i as básicas en el ap endizaje de lenguas ex anje as, en especial la ac i idad de p oducción o al. Al inal, se p ocedió al análisis de los esul ados de la e aluación de es a expe iencia basándose en la opinión de los alumnos in e inien es. Se concluyó que es udia mejo pod á lle a a op imiza la calidad del ap endizaje y a mejo a los esul ados escola es. En la conclusión se p e endió ealiza un balance gene al de la p oblemá ica del es udio y suge i algunos aspec os que pod án p omo e el p oceso de enseñanza-ap endizaje. Palab as cla e: es udia , ap ende , au o egulación del ap endizaje, es a egias, au onomía, enseñanza del español como lengua ex anje a.   1  Índice Índice ge al In odução 3 Pa e I: Fundamen ação eó ica 5 1. B e e con ex ualização his ó ica 6 2. A psicologia cogni i a 7 2.1 A cognição 8 2.2 A me acognição 8 3. A au o- egulação da ap endizagem 10 4. As es a égias de es udo: es a égias de ap endizagem e de comunicação 12 5. A au onomia da ap endizagem 17 6. In e enien es no p ocesso 20 Pa e II: Pa e empí ica 21 1. Mé odo 22 2. Ca ac e ização dos pa icipan es 25 3. P opos as de ac i idades pa a a sala de aula 26 3.1 Ta e a 26 3.2 Sessões 28 3.2.1 P imei a sessão 29 3.2.2 Segunda sessão 30 3.2.3 Te cei a sessão 31 3.2.4 Qua a sessão 31 3.2.5 Quin a sessão 32 3.2.6 Sex a sessão 32 4. A aliação ge al do p ocesso 33 Conclusão 35 Re e ências bibliog á icas 38 Índice de anexos 2 Índice de igu as 2 Índice de quad os 2  2  Índice de anexos Anexo 1 - G á ico de esul ados: ase da plani icação Anexo 2 - G á ico de esul ados: ase da execução Anexo 3 - G á ico de esul ados: ase da a aliação. Anexo 4 - G á ico de esul ados: an es e depois da aplicação do modelo. Anexo 5 - G á ico de esul ados: a aliação ge al Anexo 6 - Tabela PLEA ( eó ica) Anexo 7 - Tabela PLEA (pa a p eenche pelos alunos) Anexo 8 - Cade no do aluno Anexo 9 - Tabela de o ien ação pa a a ealização do abalho. Anexo 10 - Fichas de au o-a aliação do modelo PLEA Anexo 11 - Fichas de au o-a aliação do modelo PLEA (p eenchidas pelos alunos) Índice de igu as Figu a 1 – Modelo PLEA de ap endizagem au o- egulada. 23 Índice de quad os Quad o 1 – Es a égias ine en es à au o- egulação da ap endizagem 14 Quad o 2 – Tipologia das es a égias de comunicação. 15 Quad o 3 – Tipologia sob e as es a égias de ap endizagem de uma língua es angei a 16 Quad o 4 – Ca ac e ização do modelo PLEA. 24 Quad o 5 – Aplicação do modelo PLEA na sala de aula 29  3  In odução Na opinião do psicólogo Ped o Rosá io (2004, 11) «não ap endemos quando nos ensinam ou quando escu amos, mas sim quando adop amos, quando ec iamos esses signi icados. Ap ende é semp e um abalho de au o .» Ap ende é um ac o conscien e que depende da on ade e do es o ço de quem ap ende. Ac ualmen e, ensina os alunos «a ap ende é não só uma p emissa pa a um bom ensino mas uma exigência das sociedades mode nas, ma cadas po um g ande luxo in o macional e po uma ápida e olução ecnológica, onde a capacidade de oma decisões, de selecciona in o mação, de a o ganiza e de se c í ico ace à mesma é mais impo an e do que possui alguns conhecimen os es i os» (Mi anda, 2002, 110). Embo a a ac ual eo ganização cu icula do Ensino Básico acen ue o p ocesso de ap ende , odos sabemos que a escola ainda p i ilegia mais a ansmissão linea dos con eúdos em de imen o do p ocesso. Ap ende a ap ende é uma necessidade dos empos mode nos (no as ecnologias) e os jo ens, no ge al, mos am-se cu iosos e ap esen am-se mo i ados pa a alguns assun os como, po exemplo, o das ino ações ecnológicas, sendo que «mui os dos adolescen es que ap esen am acos esul ados escola es, ap endem a manipula essas no as unções com uma elocidade e des ezas inimaginá eis» (Rosá io, 2004, 12). Es a p edisposição posi i a de alguns jo ens, pelas no as ecnologias da in o mação, não se e i ica no seu papel de alunos na escola. Des a o ma, pode íamos a i ma que o p oblema da escola não é an o de compe ência mas de ape ência. Os alunos de em enca a o p ocesso de ensino-ap endizagem como uma cons ução indi idual em que «o e dadei o he ói é o que ence no seu dia-a-dia, não an o o que az coisas ex ao diná ias. Podemos e de emos guia a nossa ap endizagem e a nossa ida, con ola os nossos compo amen os» (Rosá io, 2004, 15). Tal ez um dos p incipais desa ios do p ocesso de ensino-ap endizagem cons i ua iden i ica as di e en es azões que le am os alunos a não que e es uda . Cada caso é um caso. O p o esso de e á en a descob i os mo i os de cada um e só depois agi . Den o do g upo dos alunos que se desin e essa da escola, es e abalho en a á esponde apenas à ques ão po que azão alguns alunos, mui as ezes esponsá eis e abalhado es, não conseguem bons esul ados como discen es.  10  cen al da psicologia da ap endizagem e mais pa icula men e da ap endizagem escola , pois espe a-se que os alunos se o nem capazes de aplica os conhecimen os ap endidos na escola às a e as da sua ida pessoal e p o issional» (Mi anda, 2002, 105). Na escola, a ans e ência implica u iliza os mesmos conhecimen os em domínios dis in os, po exemplo, ans e i os conhecimen os de Po uguês (análise e comp eensão de enunciados) pa a a Ma emá ica ou pa a a His ó ia. Cabe ao p o esso ensina os alunos a ans e i , já que «se o p o esso não apoia os alunos a in e p e a os enunciados dos p oblemas, mos ando-lhes mé odos de o aze , não pode espe a que os alunos o açam na u almen e. É ób io que alguns alunos acabam po o aze , mas não se pode espe a que es a compe ência se desen ol a po si» (Mi anda, 2002, 107). Assim, um bom ensino in luencia a ap endizagem dos alunos. Ensina os alunos a ap ende como se ap ende, ensina- os a es uda melho pa a ap ende melho , ensina-os como p es a mais a enção, como memo iza melho , como comp eende melho , como con ola a ansiedade, como mo i a -se, como oma decisões pa a esol e os desa ios, como agi pa a a ingi o sucesso. De udo o que oi e e ido, podemos associa o domínio do p ocesso de me acognição ( e noção do que acon ece quando ap endo algo) ao concei o de au o- egulação da ap endizagem e do con olo dos p ocessos cogni i os. Não bas a sabe o que conheço (con eúdos) e o que me pe mi e conhece (cognição); de o ambém e a noção cla a de como uncionam os p ocessos que me pe mi em conhece (me acognição). O domínio de odas es as e apas pode á aze com que o sujei o que ap ende decida como que ap ende (au o- egule a sua acção) e conduza o seu p óp io p ocesso de ap endizagem. Coloca o aluno como agen e e p o agonis a do p ocesso de ensino-ap endizagem pode á se sinónimo de p omo e a sua au onomia e a au o- egulação da sua ap endizagem. 3. A au o- egulação da ap endizagem A in es igação sob e a au o- egulação da ap endizagem su giu há mais de 20 anos pa a esponde a uma ques ão básica que já p eocupa a uma pa e dos p o esso es. A ques ão que se coloca a e a a de como o na os es udan es esponsá eis pelo seu p óp io p ocesso de ap endizagem. De aco do com o psicólogo Ba y Zimme man (1989, 22) ap ende «não é algo que acon ece aos alunos, é algo que oco e em consequência do compo amen o dos alunos». Foi seguindo es a linha de pensamen o que se o nou ão impo an e o concei o de  11  au o- egulação da ap endizagem, o qual o psicólogo Ped o Rosá io (2004, 77) de iniu como «o g au em que os alunos es ão me acogni i a, mo i acional e compo amen almen e ac i os na sua ap endizagem». De emos admi i que a au o- egulação da ap endizagem é um concei o mui o complexo e, po isso, o na-se di ícil de ini-lo de o ma simples e di ec a. A au o- egulação da ap endizagem não de e se enca ada como um p ocesso na u al que acon ece au oma icamen e. Tem que se abalhada in encionalmen e. Tal como a i ma Ped o Rosá io (2004), a au o- egulação da ap endizagem é um p ocesso ac i o, em que os es udan es es abelecem me as, moni o izando, egulando e con olando as suas cognições, mo i ações e compo amen os com a inalidade de alcança as me as es abelecidas. No p ocesso de au o- egulação, a escolha e o con olo são elemen os nuclea es e, po isso, a ap endizagem e o ensino de em se enca ados da pe spec i a dos alunos. Des e modo, é impo an e pa i des e pon o, assumindo que a o ma como os alunos lidam com o ap ende , molda as suas in enções e ab e caminho pa a as di e en es abo dagens à ap endizagem. Na educação, a au o- egulação da ap endizagem comp eende um conjun o de p ocessos e es a égias que se accionam aquando da ealização de uma a e a. Pa a es e im, os alunos «de em aze uma a aliação posi i a e ajus ada das suas compe ências (au o- e icácia), de em a ibui alo à ap endizagem a aos ac o es que a in luenciam (ins umen alidade), e de em an ecipa os esul ados das suas acções, expe ienciando sa is ação na alocação da suas ene gia e es o ço na ap endizagem» (Shunk & Zimme man, 1998, 225). Os alunos escolhem con ola a sua ap endizagem ao in és de se em con olados po ela. Des a o ma, podemos dis ingui um aluno au o- egulado pela sua au onomia. Os alunos au o- egulados sob essaem na sala de aula, uma ez que são pa icipa i os e não se limi am a abso e o que lhes é ansmi ido. Pa a além disso, elacionam as in o mações adqui idas com ou as que já possuem. No ge al, ca ac e izam-se po se em pessoas con ian es e mo i adas que gos am da escola. A p á ica pode á suge i que a qualidade do esul ado inal das ap endizagens dos alunos au o- egulados se e lec e de o ma posi i a nas suas classi icações escola es. No li o “Ensina a es uda , Ap ende a es uda ”, a p o esso a A manda Zenhas e e e que «c ia no aluno a necessidade, a on ade e o p aze de ap ende e de ac ua é essencial pa a o desen ol imen o de compe ências de es udo, is o que a e icácia de uma in e enção des e ipo es á o emen e a ec ada pelo g au de en ol imen o e pa icipação dos alunos» (2005, 22). Toda es a mo i ação in ínseca pode á le a o aluno à sua ealização escola (melho es  12  esul ados). Es e ac o pode á não se e i ica nos alunos que não con olam o p ocesso de ap endizagem ap esen ando um endimen o escola aco. Segundo A manda Zenhas e e e «quando os alunos ap esen am um endimen o escola pouco sa is a ó io, acumulam igualmen e discu sos e imagens pessoais menos a o á eis, associadas a uma baixa au o- es ima a sen imen os de incapacidade ace às a e as. O aluno que não ac edi a em si mesmo é pouco pe sis en e, pouco pa icipa i o, pouco au ónomo, em mais di iculdades escola es» (2005, 22). Des a o ma, cabe ao p o esso inclui , nas suas aulas, o ensino de es a égias ( o mas de agi ) adequadas, pa a que o discen e ap enda melho . 4. As es a égias de es udo: de ap endizagem e de comunicação Podem-se de ini es a égias de es udo como «compo amen os e pensamen os que o aluno em du an e a ap endizagem e que in luenciam o p ocesso de codi icação da in o mação.» (Weins ein & Maye , ci ado po Mi anda, 2002, 108) Assim, o objec i o de qualque es a égia de es udo de e se o «in luencia o es ado a ec i o e emocional do aluno ou o modo como es e selecciona, adqui e, o ganiza ou in eg a no os conhecimen os» (Weins ein & Maye , ci ado po Mi anda, 2002, 108). Cada aluno de e á encon a o meio ou a écnica adequados pa a esol e os desa ios que se lhe ap esen am nas di e sas disciplinas pa a a ingi os objec i os p opos os e cada discen e o a á de o ma di e en e, dependendo das suas ca ac e ís icas e condicionan es pessoais. De aco do com o Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas – Ap endizagem, ensino, a aliação, o e mo es a égia pode e á ias in e p e ações. Nes e abalho, e nes e con ex o em pa icula (a escola), in e essa-nos de ini o e mo es a égia como o ac o de (o aluno) «adop a uma linha conc e a de acção com a inalidade de maximiza a e icácia» (p.61) da sua ap endizagem. Assim, quan o melho o aluno domina as es a égias de es udo que lhe pe mi am con ola a ap endizagem de ou o idioma, po exemplo, mais mo i ado se sen i á pa a p og edi no seu conhecimen o e domínio do mesmo. Po ou as pala as e segundo o QECR3, as es a égias são «um meio ao qual o u ilizado da língua eco e pa a mobiliza e equilib a os seus ecu sos, ac i a des ezas e p ocedimen os com o im de sa is aze as exigências da comunicação e conc e iza com êxi o a a e a da  3 O Quad o Eu opeu Comum de Re e encia pa a as Línguas - Ap endizagem, ensino e a aliação (QECR) é um documen o cujo objec i o é p opo ciona uma base comum pa a a elabo ação de p og amas, o ien ações cu icula es, exames, manuais e ma e iais pa a o ensino uni o mizado de línguas na Eu opa.  13  o ma mais comple a ou mais económica possí el dependendo da sua inalidade conc e a» (p.60). Nes a ase, o na-se impo an e esponde a duas ou as ques ões: o que podemos aze pa a p omo e o p ocesso de ap endizagem au o- egulada? Quais podem se as es a égias mais adequadas pa a o na es e p ocesso e icaz e lúdico? Exis em es a égias uni e sais que qualque indi íduo pode á u iliza pa a con ola o seu p óp io p ocesso de ap endizagem. No en an o, não de emos esquece que es as es a égias es ão ao se iço dos gos os e p e e ências pessoais, dependendo da pe sonalidade e das i ências de cada um (expe iências p é ias, p o eniência cul u al, en e ou as). Na p á ica, comp o a-se que o sucesso na ap endizagem não em uma ecei a única, uma ez que ele acon ece em indi íduos de es ilos cogni i os mui o di e en es. Pa a Ki by (1994) uma es a égia é, essencialmen e, um mé odo u ilizado pa a alcança um objec i o ou abo da uma si uação. En endemos, assim, que as es a égias de es udo são um conjun o de acções men ais que um aluno ac i a, de o ma conscien e, pa a consegui e sucesso na sua ap endizagem. As es a égias de es udo di idem-se em dois ipos: as es a égias de ap endizagem e as es a égias de comunicação. Exis e alguma di iculdade em en ende o que as di e encia. Po um lado, as es a égias de ap endizagem agilizam o p ocesso cogni i o (ajudam a o ganiza oda a in o mação e o conhecimen o que o indi íduo que ap ende em pa a a ingi o seu objec i o); po ou o, as es a égias comunica i as compensam as di iculdades que su gem no deco e da comunicação, po enciando a dimensão comunica i a (mecanismos menos o mais que o sujei o ac i a pa a op imiza a comunicação: ges os, exp essão acial en e ou os). Po ou as pala as, as es a égias de ap endizagem o ien am-se pa a o p ocesso, enquan o as es a égias de comunicação di igem-se ao p odu o. No en an o, não se de em en ende as es a égias de comunicação apenas como uma o ma de compensa as ca ências ou a comunicação de icien e. As es a égias de comunicação es ão semp e p esen es no ac o comunica i o, não são apenas u ilizadas pelos indi íduos que ap endem línguas es angei as. Os alan es na i os ambém eco em com equência à sua u ilização pa a op imiza a comunicação (QECR, 74). Assim, concluímos que os dois ipos de es a égias não se e e em ao mesmo, mas sim que se complemen am.  14  Em elação às es a égias de ap endizagem, podemos, en ão, a i ma que a sua u ilização pa a a conc e ização dos objec i os, é um aspec o de ex ema impo ância na ealização de uma a e a. Dois au o es que se deb uça am sob e a classi icação de es a égias ine en es à au o- egulação da ap endizagem o am Rosá io (2006) e Zimme man (1986), as quais sin e izámos no Quad o 1. Quad o 1 – Es a égias ine en es à au o- egulação da ap endizagem (ci ado de Nunes, 2009, 13) 1. Es abelecimen o de objec i os de ap endizagem p oximais; 2. Rees u u ação do ambien e de ap endizagem, compa ibilizando-o com os objec i os; 3. P ocu a de ajuda social; 4. O ganização e ans o mação (e.g., melho a os ma e iais de ap endizagem); 5. P ocu a de in o mação; 6. Tomada de apon amen os; 7. Repe ição e memo ização; 8. Es abelecimen o de au o-consequências; 9. Re isão de dados ( elei u a de no as, ex os, li os); 10. Au o-a aliação (a aliações sob e a qualidade e os p og essos no abalho). Em elação às es a égias de comunicação, que es ão o ien adas pa a o p ocesso de comunicação, es as o am es udadas po Fae ch e Kaspe (1983, 89), que as de ini am como «planos conscien es es abelecidos po quem ap ende segundas línguas pa a esol e p oblemas na comunicação». Es e ipo de es a égias ( e Quad o 2) p e endem ajuda o alan e não na i o a in e agi com a língua es angei a. Além disso, complemen am o seu desempenho na aplicação das es a égias de ap endizagem, con ibuindo pa a a au onomia na ealização da a e a p opos a, ou seja, comunica em língua es angei a.  15  Quad o 2 – Tipologia das es a égias de comunicação4 Es a égias de edução Es a égias de ealização Fo mais Ní el oné ico- onológico; Ní el mo osin á ico; Ní el léxico semân ico. Funcional E i a o ema; Abandona a mensagem. Compensa ó ias Mudança de código; T ans e ência de L1 o L3; T adução li e al. De ecupe ação Espe a ; Apela à semelhança o mal; Associação po campos semân icos; U ilização de ou as línguas. Tendo em a enção que es a in es igação oi o ien ada pa a a ap endizagem de uma língua es angei a, o Espanhol, amos ago a cen a -nos nas es a égias que apon am di ec amen e pa a es e im. Como o explica Isabel Ga gallo (1999, 38), a ap idão pa a a ap endizagem de uma língua es angei a «se á maio na medida em que o aluno seja capaz de i a mais p o ei o das suas habilidades de descodi icação oné ica, de memó ia ou de indução de eg as g ama icais». O sucesso ou insucesso do aluno no p ocesso de ap endizagem pode á depende da u ilização mais ou menos co ec a das es a égias de es udo. Como já cla i icamos an e io men e, as es a égias de comunicação in luenciam o p odu o enquan o que as de ap endizagem in luenciam o p ocesso, ou seja, a língua que ap endemos. R. L. Ox o d (ci ado po Nicolás, 2011), c iou em 1990 uma ipologia sob e as es a égias de ap endizagem de uma língua es angei a ( e Quad o 3). Es as es a égias e lec em o conjun o de e apas que um alan e na i o ac i a pa a pô em p á ica a compe ência comunica i a.  4 Esquema simpli icado po Isabel Ga gallo (1983, 89)  16  Quad o 3 – Tipologia sob e as es a égias de ap endizagem de uma língua es angei a5 Es a égias di ec as Es a égias indi ec as De memó ia C ia associações men ais; Associa imagens e sons; Da epos as ísicas. Me acogni i as Delimi a o que amos ap ende ; O dena e planea o que se ai ap ende ; A alia a ap endizagem, analisando os p oblemas e p ocu ando soluções. Cogni i as P a ica os con eúdos comunica i os; Codi ica e descodi ica mensagens; Analisa e aciocina ; U iliza ecu sos pa a o ganiza a in o mação, de modo a pode u ilizá-la. A ec i as Reduzi a ansiedade; Anima -se; Con ola as emoções. Compensa ó ias Adi inha o sen ido da mensagem; Resol e p oblemas de comunicação. Sociais Pedi escla ecimen os, e i icações ou epe ições; In e agi com na i os e alan es não na i os; C ia empa ia com os ou os. Conhece os dois ipos de es a égias, po pa e do p o esso , pode-lhe pe mi i uma melho o ien ação do seu abalho com os alunos. Mencione-se, ainda, que é impo an e uma adequada escolha dos ma e iais pa a abalha as es a égias de ap endizagem com os discen es. A aplicação co ec a das es a égias de ap endizagem e de comunicação le am o  5 Re i ado da ob a Language Lea ning S a egies, 1990, Rowley, Newbu y House.  17  aluno a e au onomia de ap endizagem, mas es a au onomia não de e con undi -se com a ap endizagem au o-di igida, pois e e e-se ao p ocesso e não ao mé odo. Coloca-se, en ão, uma no a ques ão: o que en endemos po au onomia da ap endizagem? 5. Au onomia da ap endizagem A au onomia não é um mé odo, mas sim o esul ado da e lexão sob e a o ma como ap endemos e que amos ap o undando, à medida que a ançamos no p ocesso de ap endizagem. A au onomia não se ensina, adqui e-se. É u o do es o ço de en ende como se ap ende (au o- egulação da ap endizagem). P e ende-se que o aluno au ónomo cons ua signi icados consis en es e que consiga «ampli icá-los pa a um ní el supe io e mais ele an e cul u almen e» (Rosá io, 1997, 238). Segundo B une (ci ado po Rosá io, 1997, 240) o aluno é um «sujei o ac i o que na in e acção com o meio, não só cap a a in o mação que ecebe, mas elaciona-a, in eg a-a e con e e-lhe sen ido, ec iando-a. O p o esso , acili ado da ap endizagem, em que p omo e um ambien e que a o eça uma pos u a men al ac i a dos alunos pe mi indo-lhes cons ui signi icados ace ca dos con eúdos cul u ais». A inalidade úl ima é que «o aluno consiga ealiza ap endizagens signi ica i as po si p óp io (…) e que ap enda a ap ende » (Coll ci ado po Rosá io, 1997, 240). A ins ução de e á p eocupa -se em ansmi i o conhecimen o mas, em especial em p omo e a au onomia do aluno no p ocesso de ap endizagem pa a que es e ap enda po si p óp io. O capí ulo 5 do Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas – Ap endizagem, ensino e a aliação, no pon o das Compe ências do u ilizado ou aluno, e e e que os discen es, pa a ap ende , u ilizam as á ias expe iências desen ol idas ao longo da sua ida ( elacionam e ac escen am in o mação). Po ou o lado, a pa icipação em acon ecimen os comunica i os (incluindo, na u almen e os desenhados pa a omen a a ap endizagem de uma língua es angei a) em como esul ado um maio desen ol imen o das compe ências do aluno, a cu o e a longo p azo (mais au onomia). Como consequência, o domínio da au onomia az pa a o aluno a sensação de êxi o. Pa a o p o esso Ped o Rosá io (2004), a aplicação adequada das es a égias de ap endizagem «ap esen a ambém uma in luência di ec a na mo i ação, uma ez que os alunos que aplicam com e icácia as es a égias de au o- egulação se sen i ão mais compe en es na ealização das suas a e as e, p o a elmen e, inc emen a ão os seus ní eis de au o-e icácia» (Rosá io, 2004,  18  69). Todas es as sensações posi i as le am a que o aluno enca e o p ocesso de ensino- ap endizagem de o ma op imis a. No li o «Ap ende a es uda », o p o esso An ónio Es anquei o (2008, 9) a i ma que «a mo i ação é o p imei o seg edo do sucesso escola . É um acele ado da ap endizagem e um a ão do esquecimen o». Ac escen a, ainda, que «com a o ça da mo i ação, um aluno es uda mais e melho . Sem mo i ação, não há uques e icazes: ap ende-se pouco e esquece-se dep essa» (2008, 9). Assim sendo, a mo i ação pode á se en endida como um acele ado da ap endizagem que, po sua ez, es imula o empenho do aluno pelo abalho, aumen a a sua e icácia e con ibui, de o ma posi i a, pa a desen ol e a sua au onomia no p ocesso de ap endizagem. Um aluno que expe imen e a sensação de sucesso e de econhecimen o das suas capacidades pelos seus pa es ou supe io es di icilmen e desis i á de apos a no seu p ocesso, pois es e pode á p opo ciona -lhe algum p aze . Como consequência, o aluno pode á c ia ape ência pela ap endizagem e pela escola ao sen i -se alo izado. John Dewey (ci ado po Rosá io, 2004) de endia o in e esse que o aluno coloca no p ocesso como «o elemen o ne álgico na a qui ec u a do ap ende ». Os sabe es das di e en es disciplinas de e iam se ensinados numa elação p óxima com a ealidade, de modo a que os alunos consigam «ap ecia a ele ância e o alo das no as ap endizagens» na sua ida p á ica. A au onomia a que nos e e imos não é um mé odo. É uma qualidade que se adqui e sob e a p óp ia o ma de ap ende e que se ai desen ol endo ao longo do p ocesso de ensino- ap endizagem. A au onomia não é plausí el de se ensinada como, po exemplo, ensinamos um con eúdo g ama ical. A au onomia desen ol e-se segundo a expe iência pessoal de cada aluno e é o u o do es o ço de ap ende como ap ende . Assim se en a cons ui o bom aluno, ou seja, um aluno capaz, ca ac e izado po um bom ní el de esponsabilidade pessoal. Ou seja, um indi íduo que se ap esen a con ian e, segu o e pa icipa i o no p ocesso. Ou, po ou as pala as, um aluno au o do seu p óp io p ocesso de ap endizagem, um aluno au o- egulado e au ónomo que sabe iden i ica objec i os, delinea es a égias pa a os alcança e selecciona ma e iais e con eúdos pe inen es. Um aluno que elaciona os conhecimen os no os com os an e io es e que e ec ua ans e ências com sucesso. Um aluno que é capaz de econhece as aquezas do seu desempenho, p e endo ou as o mas de conc e ização. Um aluno que alo iza os pon os o es do seu abalho. E, inalmen e, um aluno mo i ado que se mos a lexí el pa a adap a as suas ca ac e ís icas pessoais aos desa ios que pode á e que en en a .Assim, nas úl imas décadas em-se de endido a ideia (au onomia da ap endizagem) de que o aluno au ónomo e á g adualmen e de esponsabiliza -se pelo seu p óp io p ocesso de ap endizagem e se su icien emen e au ónomo pa a con inua a p og edi no seu  19  conhecimen o pa a além do cu ículo es abelecido. Nos ní eis de e e ência pa a a ap endizagem do Espanhol, con emplados no Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as línguas – Ap endizagem, ensino e a aliação, o a amen o da au onomia cen a-se, em especial, no domínio dos ac o es a ec i os e cogni i os no desen ol imen o do p óp io p ocesso de ap endizagem. Todo es e p ocesso de ensino-ap endizagem é complexo. Há es udos como o de Mon e e de (2007) que a i mam que, em média, memo izamos apenas 10 po cen o do que lemos, 20 po cen o do que escu amos, 30 po cen o do que emos, 50 po cen o do que escu amos e emos, 70 po cen o do que discu imos com os ou os, 80 po cen o do que expe imen amos e 95 po cen o do que ensinamos a ou as pessoas. Assim, é na á ea das es a égias cogni i as e me acogni i as que se colocam os g andes p oblemas da ap endizagem e, consequen emen e, da capacidade de au o- egulação do p ocesso. O concei o de au onomia da ap endizagem encon a-se con emplado no Plano Cu icula do Ins i u o Ce an es que acompanha as di ec izes do Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas – Ap endizagem, ensino e a aliação. P e ende-se que o sujei o que ap ende de o ma au ónoma seja esponsá el pelo seu p óp io p ocesso de ap endizagem (seja au ónomo) e que a ance no seu conhecimen o da língua que ap ende pa a além do cu ículo. A au onomia implica con ola o conhecimen o da língua p op iamen e di a e ambém o con olo dos ac o es a ec i os. O incen i o ao desen ol imen o da au onomia encon a sen ido nas mudanças sociais das úl imas décadas, mais especi icamen e na necessidade de p epa a os jo ens pa a as exigências do mundo do abalho e de uma pa icipação mais ap o undada num mundo social c escen emen e mais complexo. Na escola, o docen e de e omen a o desen ol imen o da au onomia na sala de aula, no sen ido de ensina os alunos a domina o p ocesso de ensino- ap endizagem a a és da aplicação das es a égias mais adequadas pa a esse im. Em casa, essa unção pode á se assumida pelos pais, con ibuindo pa a abalha a au onomia dos seus educandos. O esul ado inal pode á se ainda melho se a escola e a comunidade uni em os es o ços. Mas, como pa icipam os ou os educado es na p omoção da ap endizagem au o- egulada?  26  socioeconómico de ní el médio/médio baixo sendo que, uma pa e subs ancial dos enca egados de educação es a a ep esen ada po adul os jo ens pouco escola izados. Fo am escolhidas u mas sem p oblemas disciplina es, uma ez que es es alunos ap esen am in e esses di e gen es dos escola es, e excluídos ambém os alunos com necessidades educa i as especiais po se em po ado es de de iciências cogni i as p o undas. Po ou as pala as, o am con emplados apenas alunos com capacidades cogni i as no mais, que gos am da escola e que se in e essam, de alguma o ma, pelo seu p ocesso de ap endizagem, mas que não endem o equi alen e às suas capacidades. 3. P opos a de ac i idades pa a a sala de aula 3.1. Ta e a Nes a in es igação p e endeu-se desen ol e uma a e a comunica i a, com o p opósi o de que os alunos ap endessem a comunica usando o espanhol e endo em con a os seus in e esses e necessidades. Segundo o Dicioná io de é minos Cla e de ELE «uma ac i idade comunica i a em um cla o objec i o p agmá ico: usa a língua pa a consegui algo». Nes e caso, o im p á ico da in e enção oi que os alunos ap esen assem um abalho pa a a u ma sob e um de e minado ema. Es e ipo de ac i idades são ca ac e ís icas dos modelos de En oque Comunica i o o dos modelos de En oque po a e as que, como já oi comen ado an e io men e, colocam o aluno no cen o do p ocesso de ensino-ap endizagem. O desa io p opos o nes e abalho consis iu em desen ol e uma a e a comunica i a em que os alunos i essem de ealiza ac i idades de língua, de ca ác e comunica i o, e ao mesmo empo pô em uncionamen o algumas es a égias de comunicação. O objec i o des a a e a e a o de desen ol e uma ac i idade de p odução o al em que «o u ilizado p oduz um ex o o al que é ecebido po um audi ó io de um ou mais ou in es» (pon o 4.4.4.1 do Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas - Ap endizagem, ensino, a aliação) P e endia-se ajuda os alunos a eina e desen ol e as qua o ac i idades comunica i as básicas na ap endizagem de uma língua es angei a, da seguin e o ma:  ac i idade comunica i a de comp eensão esc i a: lei u a e selecção de in o mação em di e sas on es sob e os emas escolhidos (in e ne , e is as, li os, e c.);  27   ac i idade comunica i a de p odução esc i a: omada de apon amen os e no as impo an es pa a o abalho, elabo ação de esumos da in o mação ecolhida;  ac i idade comunica i a de comp eensão o al: o ien ações e conselhos dados pela p o esso a e comp eensão da in o mação eiculada na ap esen ação dos abalhos dos colegas;  ac i idade comunica i a de p odução o al: exposição au ónoma dos abalhos po pa e dos alunos u ilizando com co ecção a língua espanhola. Pa a além des es objec i os, mais ocados na ap endizagem da língua, p e endia-se ambém que os alunos desen ol essem ou as capacidades no âmbi o do sabe /se e do sabe /es a , como, po exemplo, a capacidade de abalha em g upo/pa es; a capacidade de ul apassa a di e ença e acei a ou as opiniões ( ole ância); a capacidade de sabe pa ilha a e as e de ajuda os companhei os com mais di iculdades (solida iedade); a capacidade de desen ol imen o do aciocínio lógico na o ganização de ideias; a aplicação das no as ecnologias na sala de aula, a a és da ealização de um mini ilme ou Powe Poin de apoio à ap esen ação do abalho; a capacidade de sabe ala e de sabe es a em público, en e ou as. Os alunos o am con idados a escolhe , em pa es, uma Unidade Temá ica do P og ama de Língua Es angei a II, Espanhol, pa a ealiza um abalho de exposição o al em Espanhol na sala de aula. O ema escolhido pelos alunos do 8º. Ano oi: «De iaje/De Vacaciones» e os alunos de 9º. ano op a am pelo ema: «La Salud». Den o des as Unidades Temá icas, oi pedido aos pa es que escolhessem um sub ema. A escolha do sub ema oi ele an e uma ez que p ocu ou i ao encon o da cu iosidade dos alunos e de assun os menos conhecidos, com o in ui o de despe a a cu iosidade dos discen es an o na ealização da a e a como, pos e io men e, na ap esen ação do abalho aos colegas (mo i ação). Nes e sen ido, no 9.º ano o am escolhidos sub emas ão in e essan es como as Medicinas Al e na i as, as Plan as Medicinais, a Solidão na 3ª idade, as cinco doenças mais a as do mundo e no 8.º ano o am seleccionados os sub emas: De Vacaciones em Cu azao ou Visi ando Dubai. Po úl imo, oi pedido aos alunos que o ganizassem o abalho da seguin e manei a: inicia com uma ac i idade de mo i ação (uma adi inha, um poema, uma ase, uma o o pa a des enda …); de seguida a ap esen ação do abalho (ce ca de 10 minu os) e, inalmen e, uma ac i idade de ence amen o da ap esen ação (jogo, mini-ques ioná io…).  28  A cada g upo oi pedido um ní el de domínio da língua de aco do com o seu ano de escola idade (8º.ano – A2 e 9.ºano – B1) Sob e es e assun o, o Quad o Eu opeu Comum de Re e ência pa a as Línguas – Ap endizagem, ensino, a aliação (QECR) de ine no pon o 4.4.1, o ní el de desempenho ge al em língua es angei a que cada g upo de e alcança . Assim, p e ende-se que os alunos de ní el:  A2 (u ilizado elemen a ) sejam capazes de « aze uma desc ição simples ou uma ap esen ação de uma pessoa (luga ), das condições de ida ou de abalho, das ac i idades quo idianas, daquilo de que gos a ou não, e c., numa sé ie cu a de exp essões e de ases ligadas como numa lis a».  B1 (u ilizado independen e) sejam capazes de «man e azoa elmen e bem e com luência uma desc ição di ec a de um dos mui os assun os do seu in e esse, ap esen ando-a como uma sucessão linea de ques ões». A ealização des e abalho con a a pa a a no a inal do pe íodo. Es e ipo de ac i idade p e ende-se mais o ien ada pa a o signi icado e menos pa a a o ma, mais pa a a luidez (na u alidade) e um pouco menos pa a a co ecção. En ende-se es e ipo de a e a a « ia óp ima pa a o desen ol imen o do uso da língua» (Dicioná io Cla e de é minos ELE). 3.2. Sessões As sessões que a segui se desc e em p e endiam que os alunos desen ol essem, nes e espaço, uma a e a comunica i a ( e pon o 3.1) a a és de ac i idades de comunicação em língua es angei a II, Espanhol, e que de inissem as es a égias de comunicação adequadas a es e im. A in e enção p á ica oi di idida em seis sessões, com a du ação de 90 minu os cada (um bloco lec i o). As sessões obedece am, de o ma ge al, ao modelo PLEA da seguin e o ma:  29  Quad o 5 – Aplicação do modelo PLEA na sala de aula. MODELO SESSÕES OBJECTIVOS PL Plani icação 1 Toma consciência do p oblema; e lec i sob e o p oblema; Ap esen a uma o ma de in e enção (PLEA) 2 Explica a a e a Ap esen a de uma o ma de alhada o PLEA. Plani icação da Plani icação (de ini objec i os, es a égias, ma e ial, ag upamen o, a e as en e ou os) E Execução 3 Execução da Plani icação (desen ol e a plani icação) A aliação da Plani icação ( e lec i sob e o que co eu bem e menos bem e po quê) Plani icação da Execução ( aze o esumo, sublinha os ópicos, p epa a o ma e ial de apoio, ensaia ) 4 Execução da Execução (ap esen ação de abalhos) A aliação da Execução (ap eciação da ap esen ação ealizada – au o e he e o a aliação) 5 Execução da Execução (ap esen ação de abalhos) A aliação da Execução (ap eciação da ap esen ação ealizada – au o e he e o a aliação) A A aliação 6 Plani icação da A aliação Cons ui uma sé ie de pe gun as pa a a alia a aplicação do modelo) Execução da A aliação ( e lec i sob e odo o p ocesso) A aliação da A aliação (con i ma se a e lexão oi bem ei a) 3.2.1. P imei a sessão Es a sessão iniciou-se com uma sé ie de pe gun as aos alunos, pa a en a de ini , com alguma exac idão, o que signi ica a escola pa a eles, como en endem o seu papel de aluno e o que azem pa a ap ende . Foi-lhes pedido que de inissem o que en endiam po es uda , como cos uma am azê-lo e com que equência. Nes a p imei a abo dagem ao ema, p ocu ou-se sabe o que mo i a a ou desmo i a a es es jo ens em elação à escola. Es e assun o despe ou in e esse nos dois g upos de alunos e no seguimen o da con e sação oi-lhes pe gun ado quan os p o esso es ao longo de odo o seu pe cu so escola lhes inham indicado a e as, como, po exemplo, aze um abalho pa a ap esen a à u ma, e quan os p o esso es inham ajudado na elabo ação do mesmo abalho (plani icação, de inição de objec i os/es a égias, e c.). Os alunos e e i am que, nes as si uações, os docen es cos umam indica as linhas ge ais da a e a e con iam na capacidade e na c ia i idade dos alunos.  30  Ul apassada es a ase de e lexão inicial (que podemos chama de « omada de consciência»), oi p opos o que cada um dos discen es pensasse em odos os abalhos escola es que inham ei o a é esse momen o e que e e issem o que, na sua opinião, inha co ido bem e não ão bem. Os alunos, no ge al, consegui am aze uma co ec a ap eciação do que cos umam se os seus abalhos e admi i am e gas o pouco empo na sua p epa ação. A sessão inalizou com uma con e sa in o mal, du an e a qual se en ou aze pe cebe aos alunos que se pode ap ende a es uda . Re e iu-se que apesa de se um p ocesso algo abalhoso que exige on ade do aluno, a maio ia o podia aze e, dessa o ma, ob e melho es esul ados. Pa a e mina , expôs-se, em linhas ge ais, a essência do mé odo PLEA pa a que os alunos omassem con ac o com o modelo e as suas es a égias. 3.2.2. Segunda sessão Na sessão seguin e oi ap esen ado o abalho a ealiza pelos alunos. Foi-lhes explicado o ipo de abalho que inham que desen ol e , o objec i o ge al, a inalidade do abalho, o ipo de g upos, o empo de ap esen ação pe mi ido, os p azos de en ega/ap esen ação e as eg as ge ais. De seguida, oi p opos o que es es abalhos se desen ol essem, em pa e (de ido à escassez de empo), na sala de aula e sob a coo denação a en a do p o esso , aplicando o mé odo PLEA. Os discen es mos a am-se bas an e cu iosos e en usiasmados uma ez que, como já oi e e ido an e io men e, poucos p o esso es êm empo pa a pa icipa di ec amen e nes a a e a. Foi en egue uma icha eó ica (anexo 6) com as linhas o ien ado as do mé odo PLEA e oi explicado, em po meno , a aplicação do mé odo à a e a p opos a (como i iam abalha ). Foi ambém en egue aos alunos ou a icha semelhan e à p imei a (anexo 7), mas com espaço em b anco, pa a que os alunos izessem as ano ações que achassem necessá ias ao longo do p ocesso e ossem, des a o ma o ganizando oda a acção – mui os deles p e e i am aze es a a e a no p óp io cade no (anexo 8). Foi o necida uma e cei a cópia com indicações ge ais sob e os p ocedimen os mais co ec os a ealiza an es, du an e e depois da ap esen ação de um abalho des a na u eza (anexo 9) que ambém oi lida nes a sessão. Numa sala de aula em que se p ocu ou c ia um ambien e anquilo e algo in o mal, os alunos o am cons uindo a base do seu abalho: de ini am objec i os especí icos, pensa am em es a égias e ac i idades pa a desen ol e o ema, de ini am o ma e ial necessá io,  31  dis ibuí am a e as, ace a am ho á ios de abalho. A escassez de empo de aula le ou a que os alunos ossem o ien ados pa a con inua a ealiza o abalho em casa e oi-lhes pedido que ouxessem odo es e abalho na sessão seguin e, pe mi indo da con inuidade à sua o ien ação na cons ução do mesmo. 3.2.3. Te cei a sessão Os 90 minu os des a sessão o am dedicados à lei u a, e isão e o ien ação das a e as que os alunos inham desen ol ido em casa. Fo am i adas dú idas e dadas suges ões pa a a melho ia dos abalhos. Pa a es a sessão, oi p epa ado e execu ado um abalho modelo: a p o esso a colocou-se na posição de aluna e ap esen ou um abalho como se de um aluno se a asse. O objec i o e a que os alunos obse assem como se ap esen a um abalho, como se expõe ou se p e ende que seja expos o esse mesmo abalho, e no inal, os alunos inham a a e a de a alia o desempenho da p o esso a (que ambém se au o-a aliou). Es a expe iência e e aspec os mui o posi i os, uma ez que pe mi iu aos alunos iden i ica as alhas (ao ní el do posicionamen o ísico, exp essão o al, domínio dos con eúdos, e c.) que egula men e come em na ap esen ação de abalhos e econhece es a égias pa a as co igi e supe a . Os alunos eap ecia am, al e a am e e o mula am os seus abalhos. Como a e a pa a casa oi pedido aos alunos que izessem um guião esc i o ( esumo) da ap esen ação o al, pa a que a ensaiassem em casa. Uma ez mais, oi aconselhada a lei u a da icha de o ien ação pa a ap esen ação de abalhos o ais em sala. 3.2.4. Qua a sessão Iniciou-se com a ap esen ação dos abalhos agendados pa a es e dia. Após a ap esen ação de cada g upo oi ei a a au oa aliação o al de cada elemen o do mesmo em elação ao seu desempenho e em elação à ap esen ação em ge al. De seguida, os es an es alunos comen a am o almen e os aspec os posi i os e nega i os dos abalhos ap esen ados, azendo assim o que se designa po he e o-a aliação. Os alunos consegui am, no ge al, aze a aliações jus as do seu desempenho e c í icas cons u i as ao abalho dos colegas. Es e momen o oi um dos mais impo an es de odo o p ocesso po se o pon o de pa ida pa a a co ecção dos e os come idos, pa a a iden i icação dos pon os acos e pa a a possibilidade de  32  supe a as di iculdades. No im da sessão, o am lidos os esumos que al a am e e i adas as dú idas dos alunos dos g upos da quin a sessão. 3.2.5. Quin a sessão Es a sessão oi o almen e dedicada à ap esen ação dos es an es abalhos e o am ei as a espec i a au o-a aliação e he e o-a aliação. 3.2.6. Sex a sessão A sex a sessão oi dedicada à a aliação inal de odo o p ocesso de elabo ação do abalho u ilizando o mé odo PLEA. Nes a ase, os alunos expuse am as suas ideias e e lexões sob e es a expe iência, dando a sua opinião sob e os bene ícios ou des an agens de abalha de o ma mais o ganizada e me ódica. Po úl imo, oi dis ibuída a cada aluno uma icha de au o-a aliação (anexo 10), sendo cuidadosamen e lida pela docen e (uma ez que es a a esc i a em língua espanhola) e pelos alunos an es de se p eenchida. Só depois de explicado cada pa âme o de a aliação é que os alunos p eenche am o documen o. A icha de a aliação p e endia a alia po pa es odo o abalho desen ol ido ao longo das seis sessões. Nas ês p imei as abelas, a a aliação incidiu sob e cada uma das ases do p ocesso (Plani icação/ Execução e A aliação) e sob e as es a égias implemen adas pa a a ingi o objec i o p incipal: a ap esen ação do abalho. A qua a e quin a abela p e endiam sabe como os alunos se sen iam em elação às suas capacidades an es e depois de abalha com o mé odo PLEA. Finalmen e, a quin a abela, a aliou o es ado ge al dos alunos em elação ao que sen iam depois de comp o a que podem abalha de o ma me ódica, mo i ado a e e icaz pa a melho a em o seu desempenho escola . No inal da icha, os alunos egis a am em espaço p óp io os seus comen á ios pessoais sob e es a expe iência. Pa a e mina , se á ambém impo an e e e i que o p eenchimen o da icha de a aliação oi de ca ác e anónimo e con idencial e que oi pedido aos alunos que espondessem a odas as ques ões dando a sua opinião since a. Dos 33 alunos que pa icipa am na in es igação 31 p eenche am as ichas de a aliação.  33  4. A aliação ge al do p ocesso A ap eciação ge al do abalho p á ico desen ol ido pelos alunos, u ilizando o mé odo PLEA, oi sa is a ó ia. No ge al, oi uma expe iência posi i a pa a odos os in e enien es. Du an e odo o p ocesso, a maio ia dos alunos mos a am-se empenhados nas a e as que ealiza am e demons a am e gos ado de aplica o mé odo PLEA. Os alunos sen i am-se mais con ian es e segu os du an e e após es a expe iência. Mui os deles admi i am e em ap endido o ien ações no as e ú eis. No ge al, a maio ia admi iu que os abalhos inham melho ado em qualidade, que ao ní el do con eúdo, que na ap esen ação. No im das ap esen ações, os alunos admi i am sen i -se mo i ados pa a a ealização de ou os abalhos no u u o, o que oi acilmen e comp o ado a a és das espos as dadas na icha de au o- a aliação p eenchida na úl ima sessão. A icha de au o-a aliação p e endia esponde a um as o conjun o de ques ões analisadas de seguida. O p imei o pa âme o p e endia que os alunos a aliassem a ase da plani icação, endo a mesma ap esen ado esul ados posi i os. Assim, 69% dos alunos esponde am que o PLEA lhes pe mi iu ap ende a de ini os objec i os com maio acilidade e 67% conside ou se ago a capaz de de ini melho as es a égias e ac i idades pa a desen ol e um abalho ( e Anexo 1 – G á ico 1). No segundo pa âme o, dedicado à ase da execução, uma pa e impo an e dos alunos (73%) esponde am que o PLEA os inha ajudado a o ganiza melho as ideias/inicia i as a oma na ho a de ealiza em um abalho e apenas 6% admi iu que con inua a com di iculdades. Mais de me ade dos alunos (64%) a i mou ambém sen i -se mais con ian e pa a o ganiza e selecciona o ma e ial e 6% con inua a com di iculdades, endo os es an es (30%) man ido a mesma opinião do início ( e Anexo 2 – G á ico 2). Rela i amen e ao e cei o pa âme o, o da ase de a aliação, 73% diz-se capaz de iden i ica es a égias pa a melho a a sua ap endizagem com acilidade ou com mui a acilidade, endo 66% a i mado se capaz de se au o-a alia e somen e 3% econhece e di iculdade em au o-a alia -se ( e Anexo 3 – G á ico 3). A icha de a aliação pe mi iu ainda aze uma compa ação en e o que os alunos sen iam an es e depois da aplicação do PLEA. No campo ela i o à segu ança e con iança que os alunos sen iam pa a ealiza um abalho e i icou-se um aumen o de con iança, uma ez que, no início, 61% sen ia-se segu o e con ian e, subindo a pe cen agem pa a 86% no inal. O  34  mesmo e i icou-se no campo da o ganização das di e en es ases do abalho, subindo de 64% pa a 82% o núme o de alunos que se sen ia capaz de o ganiza melho as ases de elabo ação de um abalho ( e Anexo 4 – G á ico 4 e 5). Finalmen e, no que espei a à a aliação ge al, 76% dos alunos conside a que o que ap ende am os ai ajuda a e mais sucesso; 88% pensa que o mé odo em causa se á ú il pa a ou as si uações na sua ida p á ica; 67% aumen ou a sua au o-es ima; e 64% dos alunos sen i am-se alo izados pelos seus colegas ( e anexo 5 – G á ico 6). Des e modo, pela expe iência p á ica ealizada, podemos conclui que aplica as es a égias de es udo e se capaz de au o- egula o p ocesso de ap endizagem pode le a a ob e melho es esul ados. Concluímos, ambém, que odos os alunos (uns com mais di iculdade do que ou os) pode ão melho a a qualidade do seu es udo. Es a abo dagem p á ica mos ou, ainda, que o sucesso no desempenho de uma a e a pode p opo ciona mui a sa is ação ao aluno e, em consequência, aumen a a sua au o-es ima e a sua ape ência pelo p ocesso de ap endizagem.  35  Conclusão Nes e abalho p ocu ou-se abo da , embo a de o ma mui o sucin a de ido à dimensão do ela ó io e, p incipalmen e, à cu a du ação da in e enção, uma das p oblemá icas mais ele an es da educação: como equipa os alunos com compe ências (es a égias) pa a pensa e es uda melho e, des e modo, desen ol e a sua au onomia e o na -se indi íduos capazes (au o- egulados). Embo a seja umas das ques ões ulc ais da Educação, es e assun o não em me ecido des aque na p opo ção da sua impo ância. Os mo i os apon ados pa a es e ac o são mui o a iados. Os á ios in e enien es a i am esponsabilidades uns aos ou os e a escola ai azendo o que é possí el, cabendo aos docen es acei a o desa io de in e e es a endência e en a que os alunos en endam que se pode ap ende a ap ende e que es uda pode se uma ac i idade ú il e di e ida. Con udo, sendo es a uma p oblemá ica mui o complexa, imo-nos ob igados a aze opções e, de en e os alunos que não que em ap ende (po azões mui o di e en es), ocámo- nos naquele g upo de jo ens que, apesa de gos a em de ap ende , não apos am na sua ap endizagem com empenho, pois não sabem como azê-lo. A ideia base de que se pa iu pa a es e abalho oi a de que exis e, nas escolas, um g upo de alunos que apesa de abalha em e se es o ça em pa a ob e em bons esul ados não conseguem e sucesso nos seus es udos. O quo idiano des es alunos esume-se a enca a acassos, di íceis de acei a pois são o esul ado de abalho sem ecompensa. Des a o ma, começou po aze -se uma abo dagem eó ica ge al de odo o caminho a pe co e no p ocesso de ensino/ap endizagem, começando com uma b e e con ex ualização his ó ica das di e en es eo ias de ensino. Seguidamen e, en ámos elaciona os á ios concei os que su gem associados a um p ocesso de ap endizagem, que se p e ende au ónomo. Começámos po en a en ende o concei o de cognição (conhecimen o) e de me acognição (sabe como se ap ende). Em seguida, abo dámos o concei o de au o- egulação da ap endizagem e das es a égias de es udo que pe mi em alcança a au onomia do aluno (se capaz. de…). Po úl imo, o am apon ados alguns in e enien es no p ocesso e os seus possí eis con ibu os pa a melho a o ensino em Po ugal. Na pa e II, o io condu o da in es igação oi a en a i a de comp o a na p á ica aquilo que explicámos na eo ia a a és da aplicação de um dos mé odos de au o- egulação da ap endizagem mais conhecidos, o PLEA. Assim, após a iden i icação do luga onde se Anexo2 Análisisdelos esul adosdelas ichasdee aluación ellenadaspo losalumnos G á ico2–FASEDEEJECUCIÓN  6% 64% 24% 6% 0% 18% 73% 3% 6% 0% 15% 45% 39% 0% 0% 18% 61% 18% 3% 0% 9% 55% 33% 3% 0% 15% 48% 33% 3% 0% 30% 55% 15% 0% 0% 12% 55% 30% 3% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Conmucha acilidad Con acilidad Neu o Condi icul ad Conmuchadi icul ad O ganiza lasideas/inicia i as Selecciona yo ganiza elma e ial Adap a lasinicia i as/ideas/ma e iales Busca in o maciónenelsi ioco ec o Toma apun espe inen es Se c ea i oyo iginal Gua da lain o mación Tes a sue icaciaensayandolap esen ación Anexo3 Análisisdelos esul adosdelas ichasdee aluación ellenadaspo losalumnos G á ico3–FASEDEEVALUACIÓN  36% 30% 18% 9% 6% 33% 39% 18% 9% 0% 15% 58% 24% 3% 0% 9% 55% 33% 3% 0% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Conmucha acilidad Con acilidad Neu o Condi icul ad Conmuchadi icul ad Iden i ica loposi i o Iden i ica lonega i o iden i ica es a egiaspa amejo a Au oe alua me Anexo4 Análisisdelos esul adosdelas ichasdee aluación ellenadaspo losalumnos G á ico4–ANTESDELASSESIONES  G á ico5–DESPUÉSDELASSESIONES  0% 3% 33% 64% 0%0% 12% 18% 64% 6% 0% 6% 18% 70% 6%0% 6% 33% 52% 9% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Discue do To almen e Noes oy deacue do Nies oydeacue do nidiscue do Es oy deacue do Es oy comple amen e deacue do O ganiza lasdi e en es asesdeun abajo Desa olla lospo e apas Ob ene buenos esul ados Sen i sesegu oyconcon ianza 0% 0% 18% 64% 18% 0% 0% 24% 61% 15% 0% 0% 15% 64% 21% 0% 3% 30% 42% 24% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% Discue do To almen e Noes oy deacue do Nies oydeacue do nidiscue do Es oy deacue do Es oy comple amen e deacue do O ganiza mejo mis abajos Desa olla un abajopo e apas Ob ene mejo es esul ados Sen i memássegu oyconmáscon ianza Es oycomple amen e endesacue do Es oycomple amen e endesacue do Nies oydeacue doni endesacue do Nies oydeacue doni endesacue do Anexo5 Análisisdelos esul adosdelas ichasdee aluación ellenadaspo losalumnos G á ico6–EVALUACIÓNFINAL  0% 0% 24% 64% 12% 0% 0% 12% 70% 18% 3% 0% 30% 58% 9% 3% 3% 30% 55% 9% 0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% Discue do To almen e Noes oy deacue do Nies oydeacue do nidiscue do Es oy deacue do Es oy comple amen e deacue do Loap endidome aaayuda a ene máséxi oenmises udios Loap endidomese i áeno assi uacionesdela idap ác ica Loap endidomehacesen i más elizy alo ado C eoquemiscompañe oshanap eciadomi abajo Es oycomple amen e endesacue do Nies oydeacue doni endesacue do  Anexo6 TABLA PLEE (PLANIFICACIÓN/ EJECUCIÓN/ EVALUACIÓN) O ganización de las es a egias de ap endizaje según las ases del p oceso de au o egulación PLEE* Cu so: _________ Unidad Didác ica: ____________________ Plani icación  E aluación de la expe iencia an e io .  De inición de obje i os pa a la p esen e a ea y plani icación ( iempo de du ación de la p esen ación, es a egias, ac i idades ag upamien o, di isión de a eas, ma e ial…)  Es uc u a ambien al (mo i ación in ínseca, au oe icacia, condiciones de la clase y condiciones psicológicas de los pa icipan es)  Búsqueda de ayuda social (ayuda de los compañe os, p o eso es y o os adul os) Ejecución  O ganización y ans o mación (o ganiza las inicia i as, ideas, ma e iales y es a su e icacia)  Búsqueda de in o mación (ac i a los medios/ uen es disponibles pa a ob ene la in o mación necesa ia)  Toma de apun es ( egis a la in o mación que nos pa ezca más in e esan e/pe inen e/impo an e)  Repe ición y memo ización (es ue zo pa a in e io iza la in o mación ob enida) E aluación  Au oconsecuencias (imaginación o conce ación de ecompensas o “cas igos” pa a los éxi os o acasos escola es.  Re isión de odos los da os (au o e aluación del desempeño – lo que se debe man ene o cambia /modi ica ) *Siglaadap adadelao iginalenpo uguésPLEA(Plani icação/Execução/A aliação) Adap adode:Ped oSalesRosá io,(Des) en u asdoTESTAS–Es uda oes uda (Pa ap o eso es,PaiseEducado es)(pág.59y117)    Anexo7 TABLA PLEE (PLANIFICACIÓN/ EJECUCIÓN/ EVALUACIÓN) Alumnos: ______________________/_______________________Cu so: ______ Unidad Didác ica: ____________________ Plani icación E aluación de la expe iencia an e io : A co egi /mejo a :________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________________________________ De inición de obje i os y plani icación de la a ea:  iempo de du ación de la p esen ación: ______________________ echa de la p esen ación: _____/______/_____  es a egias: ____________________________________________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________  ac i idades ag upamien o: _______________________________  di isión de a eas: ____________________________________________________________________________________________________ __________________________________________________________________________________  ma e ial necesa io: ____________________________________________________________________________ Es uc u a ambien al:  mo i ación in ínseca/ au oe icacia: _________________________________________________________________  condiciones de la clase: ___________________________________________________________________________  condiciones psicológicas de los pa icipan es: ___________________________________________________________  Búsqueda de ayuda social (o os apoyos):  ayuda de los compañe os: ______________________________________________________________________  p o eso es: _______________________________________________________________________________  o os adul o: _______________________________________________________________________________ E j ecución O ganización y ans o mación:  Inicia i as: ______________________________________________________________________________________  Ideas: _________________________________________________________________________________________  Ma e iales: _____________________________________________________________________________________  P oba su e icacia: ________________________________________________________________________________ Búsqueda de in o mación  Medios: _______________________________________________________________________________________  Fuen es: ______________________________________________________________________________________ Toma de apun es  egis a la in o mación in e esan e/pe inen e/impo an e: ________________________________________________ Repe ición y memo ización  es ue zo pa a in e io iza la in o mación ob enida: _______________________________________________________ E aluación Au oconsecuencias  éxi os  acasos Re isión de odos los da os  Au oe aluación del desempeño: A man ene : ______________________________________________________________________________________  _______________________________________________________________________________________________ A e i a : ________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Adap adode:Ped oSalesRosá io,(Des) en u asdoTESTAS–Es uda oes uda (Pa ap o eso es,PaiseEducado es)(pág.59y117)  Anexo8 ORIENTACIONES Cómo hace la p esen ación o al pa a e aluación  1. An es 2. Du an e 3. Después  Sabe con exac i ud lo que se p e ende.  Recoge in o mación en uen es idedignas y a iadas (pe o no demasiada)  Elabo a un guión o ien ado con los ópicos esenciales y mos á selo al p o eso .  O ganiza ma e iales de apoyo adecuados: ex os, esquemas, medios audio isuales.  Realiza la in es igación (de ini el ema, euni in o mación, o ganiza /selecciona lo e dade amen e impo an e/pe inen e, hace un plan de edacción con in oducción/desa ollo y  Comenza haciendo una in oducción mo i ado a (una p egun a, una imagen, una ci a, un co o/ agmen o de ideo…)  Desa olla el ema en sus aspec os más signi ica i os e in e esan es de acue do con el guión an e io y a ando de lee lo menos posible.  U iliza un lenguaje cla o, sencillo pe o adecuado al ema e i ando ases hechas y la je ga/coloquialismos  Demos a con icción y segu idad: cue po ec o, cabeza e guida, ono de oz i me, i mo mode ado, pausas, ges os na u ales, con ac o isual i me.  Escucha con a ención la e aluación del p o eso y la opinión de los compañe os.  Re lexiona sob e los pun os ue es y los débiles de la p esen ación.  Decidi qué pun os mejo a pa a la p óxima p esen ación.  conclusión, elabo a la bibliog a ía.*  Realiza un ensayo gene al (en casa) pa a o ganiza el iempo y sen i las di icul ades que pueden su gi o pe ecciona los pun os menos ue es.  U iliza medios audio isuales pa a “colo ea ” la p esen ación y cap a la a ención del público me a (no como uco pa a esconde la insegu idad, la incompe encia y la al a de p epa ación)  Respe a el iempo p e is o, inalizando con una sín esis de lo esencial.  Mos a se disponible pa a esponde a las p egun as del público (caso no sepa la espues a o ece se pa a esponde en la p óxima clase) *Encasodeque engasqueen ega el abajo ambiénpo esc i oés edebe ásegui o asno masdep esen ación. OBSERVACIONES:  Re lexiona / oma conciencia de odo el p oceso pa a alcanza el éxi o escola y pe sonal.  Hace ans e encias pa a la ida.  Desa olla es a egias pa a habla en público.  Sen i au ocon ianza y segu idad. Adap adode:An ónioEs anquei o,Ap ende aes uda (pág.83‐90)