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Relatórios de Estágio realizado na Farmácia São Roque da Lameira e no Hospital Garcia de Orta, Almada

Sara Magalhães da Silva Dias

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Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 I Fa mácia São Roque da Lamei a SARA MAGALHÃES DA SILVA DIAS Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 II Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas Rela ó io de Es ágio P o issionalizan e Fa mácia São Roque da Lamei a Ma ço a Julho de 2015 Sa a Magalhães da Sil a Dias O ien ado : D ª Alda Gonçal es _____________________________________ Tu o FFUP: P o . Dou o a Gló ia Quei oz _____________________________________ Se emb o de 2015 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 III Decla ação de In eg idade Eu, Sa a Magalhães da Sil a Dias, abaixo assinado, nº 201000066, aluno do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e a uado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o. Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (a o pelo qual um indi íduo, mesmo po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e bibliog á ica. Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de ________ de ______ Assina u a: ______________________________________ Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 IV AGRADECIMENTOS A minha passagem pela Fa mácia S. Roque da Lamei a não se ia a mesma sem a excelen e p es ação e o al ajuda de uma equipa unida, esponsá el e, acima de udo, apaixonada pelo abalho que desempenha. O acolhimen o que ecebi da pa e de odos os elemen os oi mui o especial. Finalizada mais uma e apa e já na ase inal do pe cu so académico, não posso deixa de ag adece a odos os que con ibuí am pa a o meu desen ol imen o . Em p imei o luga , deixo um since o ag adecimen o à D a. Alda Gonçal es, Di e o a Técnica e minha o ien ado a, pelo apoio incondicional, pelo incen i o ao desen ol imen o de abalho au ónomo sob o ien ação e pela con iança que deposi ou em mim desde o p imei o dia de es ágio. Numa al u a di ícil, sob a a ual conjun u a económica, não desis e da apos a na o mação de excelência de no os p o issionais de saúde, ecebendo de b aços abe os odos os que mos am in e esse em es agia na sua Fa mácia. Pelo exemplo que é, pelo ca inho demons ado e pelo escla ecimen o de odas as minhas dú idas, mui o ob igada. À D a. Filipa pela amizade, p eocupação e boa-disposição. Apesa do pouco empo, oi c ucial pa a a minha o al in eg ação e pa a o meu desen ol imen o. Ob igada po odos os momen os de descon ação. Ag adeço à D a. I ene, pela e nu a e dedicação demons ada desde o início. Sem nunca desis i , ensinou-me com igo odos os po meno es do abalho numa Fa mácia, ansmi indo odo o amo que em pela p o issão. Ob igada pelo g ande sen ido de esponsabilidade e pela ajuda de aplicação dos concei os eó icos ao a endimen o no balcão da Fa mácia. Foi um p aze di idi os dias consigo. Ob igada ao S . José po odos os ensinamen os passados e pela calma e ponde ação na espos a a odas as minhas dú idas. Ag adeço ambém ao S . Jaime pela o ma como me ecebeu e pela aleg ia com que enca a a os dias de abalho. Ob igada pelo excelen e p o issional que é e po e on ade de ensina , semp e com um so iso na ca a. Ag adeço ao D . Ped o, que me ensinou mui o sob e as endas c uzadas, semp e com espí i o c í ico que ão bem o ca a e iza. É um ó imo Fa macêu ico com o qual i e mui o p aze de abalha . Cada um de ós con ibuiu de o ma pa icula pa a a conc e ização do meu Es ágio Cu icula . Es ou g a a po udo o que con osco ap endi e deixo- os com um sen ido e p o undo sen imen o de econhecido ag adecimen o. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 V ABREVIATURAS ACSS - Cen o de Con e ência de Fa u as da Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde ANF- Associação Nacional de Fa mácias ARS - Adminis ação Regional de Saúde BPF – Boas P á icas Fa macêu icas pa a a Fa mácia Comuni á ia CGD - Caixa Ge al de Depósi os CNP - Código Nacional Po uguês DCI - Denominação Comum In e nacional DCV - Doenças Ca dio ascula es EO - Ouabaína Endógena FDEs - Fa o es Digi álicos Endógenos FEFO - Fi s Expi e, Fi s Ou FPC - Fundação Po uguesa de Ca diologia hCG - Ho mona gonado o ina co iónica humana HTA - Hipe ensão A e ial IC - Implan e Coclea INFARMED - Au o idade Nacional do Medicamen o e P odu os de Saúde I.P. IVA - Impos o sob e o Valo Ac escen ado MG - Medicamen o Gené ico mmHg - milíme os de me cú io MNSRM - Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica MSRM - Medicamen os Sujei os a Recei a Médica OMS - O ganização Mundial de Saúde PA - P essão A e ial PCHC - P odu os Cosmé icos e de Higiene Co po al PV - P azo de Validade PVF - P eço de Venda à Fa mácia PVP - P eço de Venda ao Público RAM - Reações Ad e sas a Medicamen os SAMS - Se iços de Assis ência Médico-Social SNC - Sis ema Ne oso Cen al SNP - Sis ema Ne oso Pe i é ico SNS - Se iço Nacional de Saúde Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 VI LISTA DE ANEXOS Anexo I: Quan idades diá ias ecomendadas de sal e sódio pela OMS. Anexo II: Visão ge al das ias p opos as pelas quais o sal e a sec eção endógena de ouabaína aumen am a a i idade simpá ica, aumen ando a a i idade dos ne os simpá icos pe i é icos e a cons ição a e ial na hipe ensão essencial. Anexo III: Ex e io e in e io do pan le o dis ibuído aos u en es da Fa mácia S.Roque da Lamei a. Anexo IV: Classi icação da pe da audi i a segundo Schuknech ’s. Anexo V: Ap esen ação em Powe poin ealizada aos u en es da Fa mácia. Anexo VI: Aspe o da página de Facebook da a mácia e algumas publicações e e uadas. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 VII ÍNDICE P eâmbulo AGRADECIMENTOS ...................................................................................................... IV ABREVIATURAS ............................................................................................................. V ÍNDICE ........................................................................................................................... VII PARTE 1: RELATÓRIO DE ESTÁGIO EM FARMÁCIA COMUNITÁRIA 1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 2 2. CARATERIZAÇÃO DA FARMÁCIA ............................................................................. 2 2.1 Localização e pe il dos u en es .............................................................................. 2 2.2 Espaço ísico ........................................................................................................... 3 2.3 Recu so Humanos ................................................................................................... 4 2.4 Fon es de In o mação.............................................................................................. 4 3. GESTÃO DE MEDICAMENTOS E PRODUTOS DE SAÚDE ....................................... 4 3.1 Sis ema In o má ico ................................................................................................. 4 3.2 Ges ão de "S ock" ................................................................................................... 5 3.3 Ap o isionamen o e encomendas ........................................................................... 5 3.3.1 Fo necedo es .................................................................................................... 6 3.3.2 Realização de encomendas .............................................................................. 6 3.3.4 Receção e Con e ência de Encomendas .......................................................... 6 3.3.5 Ma cação de p eços .................................................................................. 7 3.3.6 A mazenamen o................................................................................................ 7 3.3.7 Con olo dos p azos de alidade e De oluções ................................................ 8 4. DISPENSA DE MEDICAMENTOS ............................................................................... 9 4.1 Medicamen os Sujei os a Recei a Médica ............................................................... 9 4.1.1 P esc ição médica ...........................................................................................10 4.1.2 A aliação da p esc ição médica .......................................................................10 4.2 Medicamen os gené icos ........................................................................................11 4.3 Medicamen os Psico ópicos e Es upe acien es .....................................................11 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 VIII 4.4 P ocessamen o do Recei uá io e Fa u ação ...........................................................12 4.5 Recei a Ele ónica ..................................................................................................13 4.6 Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica .......................................................13 4.6.1 Au omedicação ................................................................................................14 4.6.2 Aconselhamen o Fa macêu ico .................................................................14 5. MEDICAMENTOS E PRODUTOS MANIPULADOS ....................................................14 6. OUTROS PRODUTOS EXISTENTES NA FARMÁCIA ...............................................15 6.1 P odu os de Cosmé ica e de De mo a mácia .........................................................15 6.2 P odu os i o e apêu icos ........................................................................................15 6.3 Suplemen os Alimen a es .......................................................................................16 6.4 P odu os Homeopá icos .........................................................................................16 6.5 Medicamen os de Uso Ve e iná io ..........................................................................16 7. OUTROS SERVIÇOS FARMACÊUTICOS PRESTADOS NA FARMÁCIA .................17 7.1 P essão A e ial ......................................................................................................17 7.2 Glicemia, pe il lipídico e ácido ú ico .......................................................................17 7.3 Tes e de G a idez ..................................................................................................17 7.4 Fa maco igilância ..................................................................................................18 7.5 VALORMED ...........................................................................................................18 8. CONSIDERAÇÕES FINAIS .........................................................................................18 PARTE 2: TRABALHOS DESENVOLVIDOS NO ÂMBITO DA ATIVIDADE FARMACÊUTICA 1. RELAÇÃO DO CONSUMO DE SAL COM A MANUTENÇÃO DA PRESSÃO ARTERIAL ......................................................................................................................20 1.1 In odução ..............................................................................................................20 1.2 Obje i os ................................................................................................................21 1.3 Fisiopa ologia da hipe ensão .................................................................................21 1.4 Consumo de sal e Hipe ensão A e ial ..................................................................23 1.5 Inges ão de sal em Po ugal ...................................................................................24 1.6 Es a égia pa a a edução do consumo de sal ........................................................25 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 IX 1.7 Al e na i as à u ilização de sal nos alimen os .........................................................26 1.7.1 U ilização de E as A omá icas ........................................................................26 1.7.2 P odu os disponí eis na Fa mácia ...................................................................29 1.8 Papel do Fa macêu ico ...........................................................................................30 1.9 Conclusão ..............................................................................................................30 2. PRESBIACUSIA - PERDA DE AUDIÇÃO COM A IDADE ..........................................32 2.1 In odução ..............................................................................................................32 2.2 Obje i os ................................................................................................................32 2.3 Ana omia e isiologia do sis ema audi i o ...............................................................33 2.4 Epidemiologia .........................................................................................................34 2.5 Fisiopa ologia .........................................................................................................34 2.6 Diagnós ico ............................................................................................................35 2.7 T a amen o .............................................................................................................35 2.8 Papel do Fa macêu ico ...........................................................................................36 2.9 Conclusão ..............................................................................................................37 3. ESTRATÉGIAS DE MARKETING APLICADAS À FARMÁCIA COMUNITÁRIA ........38 3.1 In odução ..............................................................................................................38 3.2 P incípios do Ma ke ing ..........................................................................................38 3.3 Me chandising ........................................................................................................38 3.4 C iação do Facebook da Fa mácia .........................................................................39 3.5 Conclusão ..............................................................................................................40 5. REFERÊNCIAS ...........................................................................................................41 6. ANEXOS .....................................................................................................................48 Anexo I. ........................................................................................................................48 Anexo II. .......................................................................................................................49 Anexo III .......................................................................................................................51 Anexo IV ......................................................................................................................52 Anexo V .......................................................................................................................53 Anexo VI ......................................................................................................................59 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 7 psico ópicos, caso es es enham sido encomendados. No caso da encomenda con e p odu os que necessi am de e ige ação, es e es ão acondicionados em con en o es e ige ados, sendo imedia amen e a mazenados. As a u as es ão iden i icadas po um núme o de a u a. Con ém ainda ou os dados, ais como o o necedo , a a mácia de des ino, os p odu os pedidos (nome come cial ou DCI, o ma a macêu ica, dosagem e núme o de unidades) e o espe i o Código Nacional Po uguês (CNP), bem como a quan idade pedida e en egue, o P eço de Venda à Fa mácia (PVF), o Impos o sob e o Valo Ac escen ado (IVA), o P eço de Venda ao Público (PVP) (se aplicá el) e o alo o al da encomenda. A eceção de encomendas é ealizada a a és do Si a ma 2000®, selecionando a encomenda a ecebe iden i icada pelo núme o ex e no. An es de con i ma a eceção da encomenda, é necessá io e i ica as quan idades, o PVF e PVP p esen es, assim como o PV insc i o nas embalagens e a ualizá-lo no sis ema in o má ico, no caso de es e se mais cu o que o encon ado na icha do p odu o ou no caso de não ha e nenhum a igo do p odu o em s ock. Caso seja de e ada alguma incon o midade, como po exemplo, p odu os a u ados e não en iados, p odu os com ma e ial de embalagem dani icada, p odu os com PV cu o ou expi ado, en e ou as si uações, o p odu o é ececionado e, pos e io men e, e e uada a espe i a de olução. O a mazenis a egis a a eclamação, emi e uma no a de c édi o e a a mácia az a de olução do p odu o. Caso p e enda, a Fa mácia pode á aze no amen e o pedido do p odu o. 3.3.5 Ma cação de p eços O Dec e o-Lei nº 176/2006 de 30 de Agos o es ipula que ‘’o egime de p eços dos medicamen os sujei os a ecei a médica e dos medicamen os não sujei os a ecei a médica compa icipados é ixado po dec e o-lei’’. [4] Além disso, o Dec e o-Lei n.º 25/2011 de 16 de Junho es abelece ‘’ob iga o iedade da indicação PVP na o ulagem dos medicamen os”. [5] Os MNSRM não compa icipados, p odu os de de mo a mácia e cosmé icos, p odu os die é icos, chegam à Fa mácia sem indicação do PVP na embalagem. É po isso necessá io que a Fa mácia ealize a ma cação do p eço dos mesmos, sendo es a a e a acili ada pelo Si a ma 2000. 3.3.6 A mazenamen o Após eceção de uma encomenda, p ocede-se ao espe i o a mazenamen o que de e se ei o de aco do com as ca ac e ís icas dos mesmos e com o espaço exis en e na a mácia. Na Fa mácia S. Roque da Lamei a os p odu os são a mazenados segundo a eg a ‘’Fi s expi e, i s ou ’’ (FEFO). Os medicamen os gené icos são a umados no a mazém, po o dem al abé ica de subs ância a i a, e den o da mesma, po o dem Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 8 al abé ica de labo a ó io. Os medicamen os de ma ca come cial são a umados nas ga e as po o dem al abé ica do nome come cial dos mesmos. De e e i que, na Fa mácia S. Roque da Lamei a, os p odu os são a mazenados po secções, de aco do com a o ma a macêu ica: comp imidos, ampolas bebí eis, pós pa a suspensões o ais, suposi ó ios, xa opes e soluções o ais, inje á eis, suposi ó ios e pomadas e géis.. Em cada um dos ês pos os de a endimen o exis em ga e as de apoio onde se a mazenam p odu os a macêu icos de al a o a i idade: Ben-U- on ®, Aspi ina G ®, G iponal, Imodium Rapid ®, en e ou os. A Fa mácia S. Roque da Lamei a dispõe de um igo í ico onde são a mazenados os p odu os que necessi am de e ige ação. Há um con olo da empe a u a do igo í ico, que são egis adas 2 ezes po dia, às 9h30 e às 17h30, pa a que, mensalmen e sejam cons uídos g á icos de con olo de empe a u a, que icam a qui ados na a mácia. Du an e o es ágio, após ececiona cada encomenda, a uma a os p odu os a macêu icos no espe i o luga . Is o oi uma ó ima a e a pa a a amilia ização com os nomes come ciais dos p odu os a macêu icos bem como pa a aze a e isão de algumas classes de p odu os a macêu icos. 3.3.7 Con olo dos p azos de alidade e De oluções Pa a uma co e a dispensa de p odu os a macêu icos é necessá io e i ica que es es se encon am den o do PV, de modo a ga an i a manu enção da es abilidade e segu ança do á maco. No momen o da eceção de encomendas, de e se ido em con a o p azo de alidade ap esen ado na embalagem do p odu o a macêu ico. Há duas si uações em que o PV de e se a ualizado no Si a ma 2000®: quando o s ock ísico e in o má ico são nulos ou quando se a a de um p odu o no o na a mácia. Os p odu os cujo PV es eja a expi a (nos 3 meses que se seguem) são de ol idos ao o necedo . A de olução de p odu os passa pela c iação de uma no a de de olução, onde cons a a iden i icação do(s) p odu o(s) de ol ido(s) e a espe i a quan idade, o mo i o da de olução, o nº de a u a e a iden i icação do o necedo a que se des ina. Es a no a de de olução é imp essa em iplicado, assinada e ca imbada, icando um exempla na a mácia, sendo dois en iados com os p odu os pa a o o necedo . Pe an e a eceção de uma de olução, o o necedo em causa pode emi i uma no a de c édi o no alo dos p odu os de ol idos, pode subs i ui os p odu os de ol idos po p odu os iguais ou po ou os com o mesmo alo ; ou ainda, pode não acei a a de olução, een iando-os, pa a a a mácia. No caso do o necedo não acei a a de olução do p odu o, p ocede-se à queb a dos p odu os e pos e io des uição. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 9 Du an e o es ágio, ealizei mensalmen e o con olo do PV dos p odu os exis en es na Fa mácia. Após imp essão da lis agem p opos a pelo Si a ma 2000 ®, e i iquei, indi idualmen e, o PV de cada p odu o indicado. No caso do PV expi a nos 3 meses seguin es, sepa a a os p odu os pa a, pos e io men e, se e e ua a espe i a de olução ao o necedo . 4. DISPENSA DE MEDICAMENTOS A dispensa de medicamen os consis e na cedência dos mesmos, median e ecei a médica, ou po indicação a macêu ica, ou ainda, po egime de au omedicação [1]. Em qualque dos casos, es a de e se semp e acompanhada de oda a in o mação necessá ia pa a a sua co e a u ilização, de o ma a que o u en e possa ealiza o a amen o da o ma mais segu a e e icaz possí el [2]. 4.1 Medicamen os Sujei os a Recei a Médica Quan o à dispensa, os medicamen os podem se di ididos em MSRM e MNSRM. Segundo o a igo 114.º do Dec e o-Lei n.º 176/2006 de 30 de agos o, es ão sujei os a ecei a médica os medicamen os que p eencham uma das seguin es condições [6]:  Possam cons i ui um isco pa a a saúde do doen e, di e o ou indi e o, mesmo quando usados pa a o im a que se des inam, caso sejam u ilizados sem igilância médica;  Possam cons i ui um isco, di e o ou indi e o, quando sejam u ilizados com equência em quan idades conside á eis pa a ins di e en es daquele a que se des inam;  Con enham subs âncias, ou p epa ações à base dessas subs âncias, cuja a i idade ou eações ad e sas seja indispensá el ap o unda ;  Des inem-se a se adminis ados po ia pa en é ica. São passí eis de ecei a médica eno á el os MSRM que se des inem a de e minadas doenças ou a a amen os p olongados e possam, no espei o pela segu ança da sua u ilização, se adqui idos mais de uma ez, sem necessidade de no a p esc ição médica. [6] Os medicamen os de ecei a médica especial p eenchem um dos seguin es equisi os [6]:  Con êm, em dose sujei a a ecei a médica, uma subs ância classi icada como es upe acien e ou psico ópico, nos e mos da legislação aplicá el;  Podem, em caso de u ilização ano mal, o igina iscos signi ica i os de abuso medicamen oso, c ia oxicodependência ou se usados pa a ins ilegais; Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 10  Con êm uma subs ância que, pela sua no idade ou p op iedades, se conside e, po p ecaução, que de a se incluída no pon o an e io . Os medicamen os de ecei a médica es i a englobam os medicamen os de uso exclusi o hospi ala ; medicamen os usados em pa ologias cujo diagnós ico é e e uado apenas em meio hospi ala ou em es abelecimen os di e enciados com meios de diagnós ico adequados; medicamen os usados no a amen o em ambula ó io, mas cuja u ilização possa causa e ei os ad e sos mui o g a es, necessi ando de igilância igo osa du an e o pe íodo de a amen o. 4.1.1 P esc ição médica A p esc ição de um medicamen o inclui ob iga o iamen e a DCI da subs ância a i a, a o ma a macêu ica, a dosagem, a ap esen ação e a posologia. Em cada ecei a podem se p esc i os a é 4 medicamen os dis in os e, no máximo, podem se p esc i as duas embalagens po medicamen o. No en an o, caso os medicamen os p esc i os se ap esen em sob a o ma de embalagem uni á ia, podem se p esc i as a é 4 embalagens do mesmo medicamen o [7], [8]. As ecei as são álidas pelo p azo de 30 dias a con a da da a da sua emissão, exce o nas si uações em que as ecei as podem se eno á eis, con endo a é ês ias, com o p azo de alidade de 6 meses pa a cada ia, con ando desde a da a de p esc ição. Apenas podem se p esc i os em ecei a eno á el, os medicamen os que se des inem a a amen os de longa du ação e os p odu os des inados ao au ocon olo da Diabe es Melli us [9]. A p esc ição de medicamen os con endo uma subs ância classi icada como es upe acien e e/ou psico ópico comp eendidas nas abelas I e II anexas ao Dec e o-Lei n.º 15/93, de 22 de janei o, ou qualque das subs âncias e e idas no n.º 1 do a igo 86.º do Dec e o Regulamen a n.º 61/94, de 12 de ou ub o, não pode cons a de uma ecei a onde sejam p esc i os ou os medicamen os. Es es medicamen os êm que se p esc i os nas ecei as ele ónicas iden i icadas com RE – ecei a especial [8], [9], [10]. 4.1.2 A aliação da p esc ição médica Pa a a alidação de uma ecei a, é necessá io e i ica a exis ência dos seguin es elemen os: núme o da ecei a; local de p esc ição; iden i icação do médico p esc i o ; nome e núme o de u en e ou de bene iciá io de subsis ema; en idade inancei a esponsá el; e e ência ao egime especial de compa icipação de medicamen os, se aplicá el; DCI da subs ância a i a; dosagem, o ma a macêu ica, dimensão da embalagem, núme o de embalagens; designação come cial do medicamen o, se aplicá el; iden i icação do despacho que es abelece o egime especial de Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 11 compa icipação de medicamen os, se aplicá el; da a de p esc ição e assina u a do p esc i o . [11] No momen o da dispensa, o a macêu ico de e pe cebe se o u en e já az a medicação e qual a ma ca que já es á habi uado a usa . Es a a aliação passa pela comunicação e icaz en e o u en e e o a macêu ico, o qual de e coloca ques ões pe inen es pa a ga an i que a oma dos medicamen os p esc i os não p ejudica ão a saúde do u en e. O Fa macêu ico de e escla ece odas as possí eis dú idas, u ilizando uma linguagem cla a e simples, adap ada ao ní el de comp eensão dos doen es. Após a alidação a maco e apêu ica, segue-se a enda dos medicamen os p esc i os. Mais uma ez, o Fa macêu ico ou o Técnico de Fa mácia, u ilizam o Si a ma 2000® pa a ealiza es a ope ação. Finalizada a enda no sis ema in o má ico, segue-se a imp essão do “Documen o pa a a u ação” no e so da ecei a. Des a o ma icam egis ados: os dados da a mácia; o o ganismo esponsá el pela compa icipação; a da a da enda; o nº de ecei a, de lo e e de sé ie; a iden i icação e o código de ba as dos medicamen os dispensados; e ainda o PVP, o p eço pago pelo u en e e o p eço que ica á a ca go da en idade esponsá el pela compa icipação. O Despacho n.º 4322/2013 de 25 de Ma ço eio implemen a um no o modelo de ecei as médicas. Nes e no o modelo, os medicamen os es ão p esc i os apenas pela DCI da subs ância a i a, a o ma a macêu ica, a dosagem, a ap esen ação e a posologia, com o obje i o de que os u en es enham acesso aos medicamen os mais ba a os [12]. 4.2 Medicamen os gené icos O Es a u o do Medicamen o de ine o medicamen o gené ico (MG) como “um medicamen o com a mesma composição quali a i a e quan i a i a em subs âncias a i as, a mesma o ma a macêu ica, e cuja bioequi alência com o medicamen o de e e ência haja sido demons ada po es udos de biodisponibilidade ap op iados” [6]. O Fa macêu ico de e, po an o, abalha a i amen e no sen ido da desmi i icação ge ada com os MG, explicando que ap esen am a mesma e icácia e segu ança dos medicamen os de e e ência, com a di e ença de ap esen a em um p eço mais apela i o. 4.3 Medicamen os Psico ópicos e Es upe acien es Os medicamen os psico ópicos e es upe acien es cons i uem um g upo de á macos que a uam a ní el do Sis ema Ne oso Cen al, usados no a amen o de á ias pa ologias, mas que, pelas suas ca a e ís icas, podem causa dependência g a e, an o ísica como psíquica [13]. Pa a comba e es e p oblema de Saúde Pública, es es medicamen os es ão sujei os a uma legislação especí ica e igo osa, de o ma a e i a o seu uso inde ido. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 12 Es e g upo de medicamen os chega à Fa mácia acompanhado do documen o "Requisição de Psico ópicos", em duplicado, no qual cons a, en e ou as in o mações, a iden i icação da a mácia, do o necedo , o(s) á maco(s) e quan idade equisi ada e a da a do pedido. O duplicado é ca imbado e assinado pela Di e o a Técnica ou ep esen an e, e en iado ao o necedo . O o iginal ica a qui ado na a mácia po um pe íodo mínimo de 3 anos. Todos os meses, a a mácia en ia ao INFARMED, a é ao oi a o dia do segundo mês a segui à dispensa, a lis agem de odas as ecei as a iadas da qual cons em os dados do adqui en e. Na a mácia icam a qui adas, du an e 3 anos, as cópias das ecei as com o ‘’Documen o de Psico ópicos’’, o denadas po da a de a iamen o 4.4 P ocessamen o do Recei uá io e Fa u ação Após imp essão do documen o de a u ação no e so da ecei a e assina u a do u en e, as ecei as e ão de se con e idas an es de se em en iadas pa a a u ação. Ao imp imi o documen o de a u ação, a ecei a ica iden i icada pelo núme o de ecei a, a ibuído sequencialmen e, o núme o de lo e e o núme o de sé ie. An es de se inicia a con e ência, as ecei as são ag upadas em lo es de 30 e sepa adas pelos di e en es o ganismos esponsá eis pela a u ação. Du an e a con e ência do ecei uá io e i ica-se: da a, ca imbo da Fa mácia e ub ica do P o issional que a iou a ecei a; Iden i icação do U en e e do Médico P esc i o ; assina u a do u en e e assina u a do médico P esc i o ; p azo de alidade (30 dias ou 6 meses); egime de compa icipação, despachos e po a ias; medicamen os p esc i os e medicamen os dispensados (dose, o ma a macêu ica, núme o de embalagens, núme o de unidades). No úl imo dia de cada mês, p ocede-se à emissão do Resumo dos Lo es (o iginal e 3 cópias), que con ém o esumo dos lo es de cada o ganismo esponsá el pela compa icipação. De seguida, emi e-se a Fa u a Mensal (o iginal e 3 cópias) co esponden e a cada o ganismo. A é ao quin o dia do mês seguin e, as ecei as compa icipadas pelo SNS de idamen e o ganizadas e acompanhadas dos espe i os Ve be es de Iden i icação do Lo e, Resumo dos Lo es (o iginal e 2 cópias) e Fa u a Mensal (o iginal e 2 cópias) são en iadas pa a o Cen o de Con e ência de Fa u as da Adminis ação Cen al do Sis ema de Saúde (ACSS), que a alia a con o midade das ecei as, e en ia-as pa a a Adminis ação Regional de Saúde (ARS). Do mesmo modo, as ecei as compa icipadas pelas es an es en idades são en iadas pa a a ANF que p ocede ao en io das ecei as pa a os espe i os o ganismos esponsá eis pela compa icipação. Mais a de, as en idades pagam às a mácias o mon an e co esponden e às compa icipações, exce o quando são de e adas i egula idades nas ecei as. Nes e caso, a ecei as são de ol idas à a mácia com a espe i a jus i icação. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 13 Ao longo do es ágio dediquei algum empo à con e ência e co eção de ecei as, uma a e a que conside o uma mais alia du an e o pe cu so numa Fa mácia Comuni á ia. Es a a i idade pe mi iu adqui i bas an es conhecimen os ela i amen e às ma cas come ciais exis en es, doses disponí eis no me cado e, ao mesmo, ao não conhece um de e minado p incípio a i o, e a opo unidade de pesquisa nas bases de dados disponí eis na Fa mácia in o mação ela i a ao medicamen o em causa. 4.5 Recei a Ele ónica A 8 de Junho de 2015, en ou em igo , na Fa mácia S. Roque da Lamei a, o sis ema ele ónico de p esc ição e a u ação de ecei as, uma inicia i a da Glin e das Fa mácias Po uguesas, pa ocinada pela Mylan. De ine-se como uma aplicação ino ado a, segu a e sus en á el, com a qual o médico p esc e e os medicamen os a a és do Ca ão de Cidadão. O obje i o é simpli icação an o pa a o médico no momen o da p esc ição, como pa a a Fa mácia, no momen o de dispensa do medicamen o e pos e io a u ação das ecei as. O en io po meio ele ónico dos dados da a u a e dos documen os de p es ação, simpli ica o p ocesso de ges ão documen al dos p es ado es e pe mi e ag upa em dois ipos de lo es a o alidade do ecei uá io: lo e 99 ( odas as ecei as, de odos os planos, que enham sido con e idas ele onicamen e no momen o de dispensa e sem e o) e lo e 98 ( oda as ecei as, de odos os planos, que sido con e idas ele onicamen e no momen o de dispensa e egis adas com e o). Pa a a u ilização des e sis ema de ecei uá io é necessá io e em con a os seguin es pon os: 1. O doen e em consigo a guia de a amen o: é nes e documen o que se encon a o Código de Acesso e o Código Di ei o de Opção; 2. A Fa mácia dispõe do disposi i o de lei u a do Ca ão do Cidadão: nes a ase inicial a ap esen ação do ca ão é ainda opcional. As ecei as são igualmen e ag upadas sequencialmen e em lo es de 30 unidades. No a o de con e ência dos documen os de a u ação apenas é necessá io con e i : o ca imbo da a mácia, da a e ub ica do ope ado e ub ica do médico p esc i o . Tudo o es o é e i icado ele onicamen e o nando, assim, a a i idade de con e ência de ecei uá io menos mo osa. 4.6 Medicamen os Não Sujei os a Recei a Médica Pa alelamen e aos MSRM, es ão disponí eis na Fa mácia S. Roque da Lamei a medicamen os que não ap esen am nenhuma das condições necessá ias pa a os MSRM, já desc i as, e como al, o u en e pode adqui i os MNSRM sem p esc ição médica, des inados a p oblemas meno es de saúde. Es es p odu os não são compa icipados pelas en idades de saúde sendo o seu p eço de inido pela a mácia. A dispensa des es Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 14 medicamen os pode se ealizada no âmbi o da au omedicação ou po aconselhamen o a macêu ico. 4.6.1 Au omedicação Numa si uação de au omedicação, o u en e di ige-se à Fa mácia com uma p opos a de e apêu ica pa a a esolução do seu p oblema de saúde. A au omedicação é um a o em que o doen e assume a esponsabilidade pela melho ia do seu es ado de saúde, a a és da oma de MNSRM. Con udo, al como em odas as demais si uações, o Fa macêu ico não de e assumi o papel de dispensado de medicamen os. Cabe ao Fa macêu ico ealiza odas as ques ões que conside e necessá ias pa a a comp eensão dos sin omas que incomodam o doen e e qual a pe sis ência dos mesmos. 4.6.2 Aconselhamen o Fa macêu ico Semelhan e ao que se passa no caso da au omedicação, ambém na dispensa de MNSRM po aconselhamen o a macêu ico, o Fa macêu ico ecolhe, jun o do u en e, odas as in o mações indispensá eis pa a a a aliação do p oblema em ques ão. No início do es ágio, passei algum empo em conjun o, no balcão de a endimen o, com um Fa macêu ico ou um Técnico de Fa mácia, com o obje i o de ou i , comp eende e ap ende as écnicas pa a ealiza um Aconselhamen o Fa macêu ico de excelência. Foi uma a i idade mui o ú il pa a, semanas depois, consegui aze um co e o aconselhamen o a macêu ico de o ma quase au ónoma. Es a unção é de ex ema impo ância pa a a saúde e bem-es a do u en e e exige mui a concen ação e, acima de udo, esponsabilidade e dedicação. 5. MEDICAMENTOS E PRODUTOS MANIPULADOS Os medicamen os manipulados são medicamen os p epa ados em a mácia de o icina ou nos se iços a macêu icos hospi ala es, pa a aze ace a si uações em que a indús ia a macêu ica não dispõe de p odu os especí icos. Na Fa mácia S. Roque da Lamei a, a p odução de p odu os manipulados é quase inexis en e sem exp essão signi ica i a no olume de abalho da Fa mácia. Na ecei a médica de um medicamen o manipulado de e cons a a composição quali a i a e quan i a i a do medicamen o, assim como a sigla “ .s.a.” ( aça segundo a a e) ou a designação “manipulado”. Ao longo do pe íodo de es ágio apenas i e a opo unidade de p epa a 2 pomadas de aselina com enxo e e 2 soluções de ácido acé ico pa a uso au icula . An es de inicia a p epa ação, o a macêu ico de e con i ma a segu ança do medicamen o quan o à dosagem da subs ância a i a e à possibilidade de incompa ibilidade e in e ações que ponham em causa a ação do medicamen o ou a Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 15 segu ança do doen e. Os medicamen os manipulados de em, inda a sua p epa ação, se de idamen e o ulados com o nome do doen e; nome do médico; composição do medicamen o manipulado p esc i o pelo médico; núme o do lo e a ibuído; condições de conse ação; ins uções especiais (po exemplo, “uso ex e no”); ia de adminis ação; posologia; iden i icação da a mácia e iden i icação da Di e o a Técnica. [14] Apesa de e icado com pouca expe iência na p odução de p odu os a macêu icos manipulados, oi essencial pa a adqui i conhecimen os sob e as eg as de segu ança necessá ias an es, du an e e após a p odução, a legislação que egula odos os p ocessos, o cálculo de PVP do p odu o (es abelecido pela Po a ia n.º 769/2004 de 1 de julho [15] ) e as ichas de p epa ação. 6. OUTROS PRODUTOS EXISTENTES NA FARMÁCIA A ualmen e, as a mácias dispõem de uma g ande a iedade de p odu os, pa a além dos MSRM e dos MNSRM. Na Fa mácia S. Roque da Lamei a, exis em ambém p odu os cosmé icos e de mo a macêu icos, p odu os i o e apêu icos, p odu os die é icos e pa a alimen ação especial, p odu os de pue icul u a, p odu os e medicamen os de uso e e iná io e disposi i os médicos. 6.1 P odu os de Cosmé ica e de De mo a mácia Os p odu os cosmé icos e de higiene co po al (PCHC) são “qualque subs ância ou p epa ação des inada a se pos a em con ac o com as di e sas pa es supe iciais do co po humano, designadamen e epide me, sis emas piloso e capila , unhas, lábios e ó gãos geni ais ex e nos, ou com os den es e as mucosas bucais, com a inalidade de, exclusi a ou p incipalmen e, os limpa , pe uma , modi ica o seu aspe o, p o ege , man e em bom es ado ou de co igi os odo es co po ais” [16]. São exemplos des es p odu os os champôs, sabões, desodo izan es e an i anspi an es, p o e o es sola es, pe umes, p odu os pa a ba bea , p odu os pa a maquilhagem, en e ou os. Na Fa mácia S. Roque da Lamei a es ão disponí eis á ias ma cas come ciais: Lie ac®, U iage®, Vichy®, Klo ane®, Roche-Posay®, A éne®, ISDIN®, Duc ay®, Euce in®, Biode ma®, en e ou as. 6.2 P odu os i o e apêu icos Es a classe de p odu os a macêu icos comp eende os medicamen os que enham exclusi amen e como p incípios a i os uma ou mais subs âncias de i adas de plan as, uma ou mais p epa ações à base de plan as ou uma associação des as. Na Fa mácia S. Roque da Lamei a exis em alguns p odu os i o e apêu icos indicados pa a si uações como o excesso de peso, p oblemas gas oin es inais, ansiedade, en e ou os. Es es Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 16 p odu os ap esen am-se sob á ias o mas; nomeadamen e comp imidos, cápsulas, e uma g ande maio ia em ex a os secos pa a chás ou in usões. Nes a á ea ap endi que a in e enção a macêu ica é mui o impo an e na dispensa des e g upo de p odu os a macêu icos, is o que os u en es enca am-nos como p odu os na u ais sem e ei os ad e sos nem in e ações medicamen osas, o que não co esponde à ealidade. 6.3 Suplemen os Alimen a es Es e g upo de p odu os é cada ez mais solici ado pelo u en es com o obje i o de sup i as necessidades alimen a es que não conseguem ob e a a és de um egime alimen a [17]. Mais uma ez, o Fa macêu ico de e ale a o u en e que, mesmo não sendo medicamen os, de e u iliza os suplemen os alimen a es com p udência. Na Fa mácia, os suplemen os alimen a es mais solici ados são, po exemplo, Sa geno ®, Cen um®, Selenim ACE®, Bioa i o®, Neu ozan®, en e ou os. 6.4 P odu os Homeopá icos Um p odu o homeopá ico de ine-se como sendo cons i uído po uma subs ância ex emamen e diluída icando na p epa ação apenas a “memó ia” dessa subs ância que, quando em doses mais ele adas, p o oca ia a doença que se des ina a a a . O p incípio em que se baseia a homeopa ia é "semelhan e cu a semelhan e" [5]. Na Fa mácia S.Roque da Lamei a exis em alguns medicamen os homeopá icos, p incipalmen e pa a o alí io de sin omas elacionados com cons ipações, ouquidão e es ados ansiosos. 6.5 Medicamen os de Uso Ve e iná io O Dec e o-Lei n.º 148/2008 de 29 de julho de ine medicamen o de uso e e iná io como “ oda a subs ância, ou associação de subs âncias, ap esen ada como possuindo p op iedades cu a i as ou p e en i as de doenças em animais ou dos seus sin omas, ou que possa se u ilizada ou adminis ada no animal com is a a es abelece um diagnós ico médico- e e iná io ou, exe cendo uma ação a macológica, imunológica ou me abólica, a es au a , co igi ou modi ica unções isiológicas” [18]. Du an e o es ágio em Fa mácia Comuni á ia, pude cons a a uma no ó ia p eocupação c escen e, dos u en es ela i amen e aos seus animais de companhia. Os p odu os mais solici ados na Fa mácia são os despa asi an es ex e nos pa a o ex e mínio de pulgas e ca aças. Ti e ambém a opo unidade de pa icipa numa o mação, da gama Pa a e ®, o que me pe mi iu adqui i bas an es conhecimen os ace ca dos á ios p odu os de uso e e iná io, que conside a a uma lacuna no meu conhecimen o. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 23 Sob o pon o de is a da g a idade, a HTA pode se di ida em á ios g aus como demons ado na abela 1 [28]. Tabela 1. Classi icação dos di e en es g aus de hipe ensão a e ial em adul os. Adap ado de [28]. Os a o es elacionados com a isiopa ologia da hipe ensão incluem: aumen o da a i idade do sis ema ne oso simpá ico, que pode se uma espos a à exposição a ele ados ní eis de s ess; excesso de p odução de subs âncias asocons i o as, exposição pela die a a ele ados alo es de sódio; inges ão inadequada de cálcio e po ássio; sec eção des egulada de enina e consequen e aumen o da p odução de angio ensina II e aldos e ona, de iciência em agen es asodila ado es como o óxido ní ico; de iciência na esis ência dos asos; Diabe es melli us; obesidade; al e ação nos ece o es ad ené gicos que in luenciam o i mo ca díaco e ainda al e ações no anspo e celula de iões [29]. 1.4 Consumo de sal e Hipe ensão A e ial O sódio é o p incipal mine al e o mais essencial na isiologia de odos os mamí e os. O sódio é um elemen o químico essencial pa a o equilíb io de líquidos no o ganismo, uma ez que con ola a hid a ação das células. Na abela do Anexo I, é possí el e i ica os alo es da dose diá ia ecomendada de sal e de sódio, que di e em de aco do com a aixa e á ia do indi íduo [30]. Semp e que há um aumen o da quan idade de sódio no co po, esse equilíb io de líquidos é pos o em isco, o que pode le a a uma si uação de hipe ensão a e ial. Apesa da conhecida elação en e a inges ão de al as quan idades de sal e o aumen o da PA, os mecanismos especí icos esponsá eis po es e e ei o ainda são des alo izados e, mui as ezes, igno ados. É uni e salmen e acei e que o sal e a consequen e e enção de água pelos ins é um a o majo na pa ogénese da hipe ensão induzida pelo sal. CATEGORIA P essão A e ial Sis ólica (PAS) P essão A e ial Dias ólica (PAD) Ó ima <120 e <80 No mal 120 - 129 e/ou 80 - 84 No mal al a 130 - 139 85 - 89 G au 1 (HTA ligei a) 140 ‐ 159 e / ou 90 ‐ 99 G au 2 (HTA mode ada) 160 ‐ 179 e / ou 100 ‐ 109 G au 3 (HTA g a e) ≥180 e / ou ≥110 Hipe ensão Sis ólica isolada ≥140 e <90 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 24 Quando a inges ão de sal aumen a, a o es que inibem a a i idade da Na+/K+ ATPase aumen am na ci culação sanguínea. Como os inibido es da a i idade da Na+/K+ ATPase são designados po glicosídeos digi álicos, nes e caso designam-se es es a o es po a o es digi álicos endógenos (FDEs). A ouabaína endógena (EO) é um exemplo de um FDEs. Apenas ecen emen e oi possí el elucida a casca a sódio-FDE-hipe ensão. A ualmen e sabe-se que há mui os FDEs na co en e sanguínea, mesmo em indi íduos que nunca inge i am glicosídeos digi álicos [31]. Segundo Blaus ein N. e al [32], o mecanismo pelo qual o sal in luencia os alo es de PA é a a és de p ocessos que acon ecem an o no Sis ema Ne oso Cen al (SNC) como no Sis ema Ne oso Pe i é ico (SNP) e que, jun os, a uam na unção da pa ede ascula . Em espos a a uma ele ada inges ão de sal, a EO é sec e ada que pelo cé eb o que pelas ad enais e a ua an o a ní el do SNC como pe i e icamen e pa a p omo e a ele ação da PA. No hipo álamo, o sódio a i a a ia que conduz ao aumen o da p odução de angio ensina II que po encia os e ei os exci a ó ios do sis ema ne oso simpá ico. Na pe i e ia, a EO, cujo alo plasmá ico é ele ado (po mecanismos não escla ecidos), a i a uma casca a mediada po p o eínas que egulam posi i amen e a exp essão de mecanismos de sinalização de espos as con á eis nos músculos lisos a e iais, mas egulam nega i amen e os mecanismo de sinalização de asodila ação nas células endo eliais [32]. O mecanismo desc i o pode se consul ado no Anexo II. Tan o a concen ação plasmá ica de EO como a de sódio co elacionam-se posi i amen e com a PA. A EO a ua an o no cé eb o (hipo álamo) aumen ando a a i idade do sis ema ne oso simpá ico e a sinalização a e ial que conduz à en ada de Ca2+ e asocons ição. 1.5 Inges ão de sal em Po ugal A axa de p e alência da HTA em Po ugal si ua-se nos 26,9%, sendo mais ele ada no sexo eminino (29,5%) do que no masculino (23,9%). Sabe-se que a ele ação c ónica da HTA é um a o de isco pa a o desen ol imen o de DCV como angina de pei o, en a e do miocá dio, a e oscle ose, en e ou as. Pa a a diminuição do isco de ele ação c ónica da PA ecomenda-se a edução da inges ão de sal, álcool e o aumen o do consumo de mine ais como o po ássio e magnésio. Vá ios es udos suge em que o consumo de sal acima dos alo es ecomendados con ibui pa a o desen ol imen o de HTA [33]. A OMS ecomenda um ní el de consumo de sal da população de menos de 5 g po pessoa po dia pa a a p e enção de DCV. Con udo, a inges ão de sal na maio ia dos países eu opeus o seu consumo es á mui o acima da quan idade suge ida pela OMS. Po ugal não é exceção: a quan idade de sal adicionada aos alimen os é quase o dob o Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 25 da ecomendada. É po isso u gen e limi a e eduzi p og essi amen e o consumo de sal. E o a macêu ico de e ado a es a égias de sensibilização da população, que seja a a és de ações de di ulgação, pan le os in o ma i os ou simplesmen e pela comunicação o al com o u en e após de eção de alo es de PA ele ados [34]. Figu a 2. Inges ão de sal em 2012 (compa ação com 2006 e com á ios países eu opeus) Re i ado de: [35]. O único mé odo alidado pa a de e minação do consumo diá io de sal baseia-se no doseamen o de sódio na u ina de 24 h com con olo de qualidade da colhei a a a és da c ea inú ia. Na igu a 3 encon a-se ep esen ada a exc eção u iná ia de sal ao longo 24 h, num es udo e e uado em 2012 compa a i amen e a 2006, que e elou uma inges ão média de 10,7 g/dia. Es es dados demons am uma signi ica i a diminuição ela i amen e a 2006 com alo es médios de consumo de 11,9 g/dia. [34] 1.6 Es a égia pa a a edução do consumo de sal Tal como desc i o an e io men e, é ealmen e necessá io a edução do consumo de sal na alimen ação da população em ge al. Nesse sen ido, são á ias as o ganizações que desen ol e am es a égias com o obje i o comum de limi a a inges ão de sal e ale a pa a os pe igos do seu consumo em excesso. A OMS, o Conselho da União Eu opeia e a Di eção Ge al de Saúde e do Consumido , desen ol e am abo dagens pa a uma in e enção sob e á ios o ganismos do sis ema alimen a , suge indo á ias opções pa a o limi e da inges ão de sal. A OMS es abeleceu uma me a de edução global no consumo de sal na die a, e pediu a odos os países pa a eduzi a inges ão média de sal na população adul a pa a alo es meno es ou iguais a 5 g/dia, com o obje i o de eduzi o consumo de sal em 30% a é 2025. Exis em ambém ecomendações pa a as c ianças com menos de 6 anos de idade pa a eduzi em a inges ão de sal pa a no máximo de 3 g/dia. Es a o ganização emi iu ecomendações com o obje i o de diminui o consumo de sal, baseando-se em 3 pila es undamen ais: [34] Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 26 1. Re o mulação da composição dos p odu os alimen a es. Es a é uma á ea que en ol e o abalho an o de p odu o es e dis ibuido es como de p es ado es de se iços. 2. Sensibilização e educação dos consumido es. Es e obje i o de e se a ingido a a és de campanhas endo po base mensagens cla as e simples que de em se es adas p e iamen e. Es a é uma a i idade que pode se desen ol ida pelos a macêu icos a a és da dis ibuição de olhe os in o ma i os e a a és da educação dos u en es pa a a lei u a dos ó ulos in o ma i os dos alimen os. 3. Mudanças na disponibilidade dos alimen os com eo es ele ados de sal e no ambien e que odeia o consumo. Em 2009, oi ambém implemen ado po lei a es ição de sal em p odu os alimen a es. A publicação da Lei n.º 75/2009, de 12 de Agos o, en a iza a impo ância da edução do eo de sal no pão, uma ez que di e sos es udos ealizados suge i am que o pão con ibui com eo es de sal ele ados pa a o o al inge ido pela população. Po ugal oi assim, o p imei o país ociden al a c ia uma lei pa a a limi ação da quan idade máxima de sal no pão (1,4 g de sal, po 100 g amas de p odu o inal ou 0,55 g de sódio) [34]. 1.7 Al e na i as à u ilização de sal nos alimen os É uni e salmen e conhecida a di iculdade e elu ância que exis e na população pa a aze al e ações no seu es ilo de ida, nomeadamen e na die a alimen a que p a icam desde que nasce am, que seja po ques ões económicas e/ou sociocul u ais que pela negação de abdica do p aze gus a i o. Com os u en es que chegam à Fa mácia o pa adigma é exa amen e o mesmo: u ilizam bas an e sal pa a cozinha os alimen os pa a man e ou in ensi ica o sabo dos mesmos. Con udo, de em se enume adas as as as al e na i as saudá eis que exis em à u ilização do sal comum que pe mi em man e os alimen os com sabo sem eicula o elemen o noci o do sal (o sódio). Tendo em con a os inúme os male ícios e doenças associadas ao consumo de sal em quan idades excessi as, odas as con ibuições que possam se dadas com is a ao comba e des e p oblema são alo izadas [35]. De seguida, se ão e e enciadas as al e na i as possí eis pa a que a população seja co e amen e in o mada. Es a in o mação oi inse ida num pan le o dis ibuído aos u en es da Fa mácia S.Roque da Lamei a du an e odo o mês de Maio (Mês do Co ação), que pode se consul ado no anexo III. 1.7.1 U ilização de E as A omá icas Conhecidas as suas p op iedades há mui os anos, as e as a omá icas são mui o u ilizadas em saladas, sopas, ma inadas, ca nes, peixes, chás, compo as, en e ou as p epa ações. A sua u ilização pode á in luencia a saúde, que pela edução da Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 27 quan idade de sal adicionada nos alimen os, que pelas ca ac e ís icas nu icionais que ap esen am. Apesa de, apa en emen e, se a a de um conhecimen o uni e salizado, es e é um ema que de e se e o çado dado que poucas são as pessoas que as conhecem bem e os p o issionais de saúde que as sabem aconselha co e amen e. Pela sua impo ância e iqueza nu icional, as e as a omá icas de em se la gamen e aconselhadas a oda a população, an o no mo ensa como hipe ensa, como subs i uin es do sal, sabendo que dão co , chei o e sabo aos alimen os. As e as a omá icas (ou e as-de-chei o) são plan as, ge almen e de pequenas dimensões que ap esen am di e sas u ilizações e p op iedades [36]. A u ilização de e as a omá icas pode ep esen a uma an agem dupla pa a a saúde do se humano [37]. 1. O uso de e as a omá icas em como consequência a meno necessidade de adiciona sal aos alimen os. 2. As e as a omá icas êm, pe si, p op iedades bené icas, como po exemplo: p e enção de doenças neu odegene a i as, canc o, diabe es e doenças ca dio ascula es. Pela a aliação da composição das e as a omá icas sabe-se que es as são icas em p o eínas, ib as, componen es olá eis (óleos essenciais), i aminas (A, C e complexo B), mine ais (cálcio, ós o o, sódio, po ássio e e o) e i oquímicos. Es es úl imos são subs âncias bioa i as p esen es nas plan as em pequenas quan idades, que a uam como an ioxidan es, bac e icidas, an i í icos, i oes e óis e indu o es ou inibido es de enzimas [38]. Foi demons ado em á ios es udos que os i oquímicos, p incipalmen e os compos os enólicos, são os p incipais esponsá eis pelas p op iedades a ibuídas às e as a omá icas, nomeadamen e na p e enção de pa ologias ca dio ascula es [39]. Algumas p op iedades das e as a omá icas podem se al e adas com o aquecimen o, po an o de em se adicionadas apenas no im da con eção dos alimen os. De uma o ma ge al, na cozinha as e as a omá icas são u ilizadas maio i a iamen e escas, podendo ambém se consumidas secas, embo a pe cam algumas p op iedades. Con udo, não se de em con undi e as a omá icas com as especia ias, que são em ge al u ilizadas secas e, mui as ezes, eduzidas a pó [39]. AIPO Um único caule des a e a é o su icien e pa a condimen a os alimen os uma ez que o seu óleo possui um a oma mui o o e que se mis u a quase ins an aneamen e com os alimen os. É uma on e de i aminas (B1, B2, C, E e ola os) e mine ais (po ássio, cálcio, sódio e ós o o) [40]. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 28 ALECRIM O alec im ap esen a um sabo doce e esco. Em e mos nu icionais, é uma excelen e on e de i aminas (B1, B2, E, C e ola os) e mine ais (po ássio, cálcio, sódio e ós o o). Na sua composição con em mui os compos os como o ca nasol, cineol, β- ca o eno e ácido ca eico. É mui o u ilizado pa a a oma iza a água de cozedu a de massas, ba a as e a oz [40]. ALHO Pelas suas essências o es, o alho é mui o u ilizado na comida o nando as e eições com um sabo mui o acen uado. Fo nece i aminas (B1, B3, C e ola os) e mine ais (po ássio, ós o o, magnésio e sódio). Pode se usado pa a empe a e ogados e assados [40]. CEBOLA A cebola ap esen a-se como mui o bom subs i u o do sal podendo se um excelen e subs i u o. Fo nece i aminas (B1, B3, C e ola os) e mine ais (po ássio, ós o o e cálcio) e con ém que ce ina na sua composição [40]. COENTROS Com um sabo bas an e ma cado, podem se u ilizadas odas as pa es da plan a: semen es, olhas, caules e a é a p óp ia aiz. Fo nece i aminas (A, C, B3 e E) e mine ais (po ássio, cálcio e ós o o). Usados em saladas, caldos de peixe, u os do ma , sopas, a oz e molhos [40]. FUNCHO Es a e a a omá ica pode c esce a é aos 2 m de al u a e possui uma aiz ca nuda g ossa e ligei amen e canelada. Em e mos nu icionais, quando esco, o nece i aminas (A e B3) e mine ais (cálcio, po ássio, magnésio e ós o o). Rela i amen e aos compos os i oquímicos con ém limoneno, que ce ina, β-ca o eno e ácido ca eico [40]. GENGIBRE Es e izoma ap esen a um sabo pican e e pode se usado an o em p a os salgados como em p a os doces e sob as mais di e sas ap esen ações ( esco, seco, em pó, em picles, c is alizado, em calda e em pas a congelada). Em e mos nu icionais, quando esco, o nece i aminas (A e B3) e mine ais (cálcio, po ássio e ós o o). Con ém zingebe eno, zingebe ona, inge ol e cu cumina [40]. HORTELÃ Es a plan a, econhecida pela sua co e de-escu a das olhas e pela iqueza em óleo essencial, em um chei o e escan e e sabo in enso. Fo nece i amina (A,C e ola os) e mine ais (cálcio, po ássio, ós o o e magnésio) [40]. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 29 MANJERICÃO As olhas e de-cla as do manje icão êm um chei o esco, o e e a den e. De e se adicionado aos p a os já p e iamen e p epa ados. Em e mos nu icionais, o nece i aminas (A, E, C e ola os) e mine ais (cálcio, po ássio, ós o o e magnésio) [40]. OREGÃOS Os o égãos, maio i a iamen e usados na o ma seca, ap esen am um sabo o e e a omá ico. Em e mos nu icionais, os o égãos o necem i aminas (A, B3, E e ola os) e mine ais (cálcio, po ássio, e o, ós o o e magnésio). Usados p incipalmen e em saladas de oma e esco, molhos, p a os com queijo e guisados [40]. SALSA Com olhas ipicamen e di ididas e a omá icas, a salsa con ém i aminas (A,E e C), mine ais (cálcio, magnésio e po ássio) e la onoides. De e se consumida c ua. Os i oquímicos p esen es são a lu eolina, a que ce ina e ácido ca eico [40]. 1.7.2 P odu os disponí eis na Fa mácia Pa a além do ecu so a p odu os na u ais como as e as a omá icas, a população dispõe ambém de al e na i as concebidas pela indús ia a macêu ica. Es es p odu os o am p oduzidos com a inalidade de se em subs i uin es saudá eis do sal comum, com p op iedades semelhan es e sem al e a o sabo dos alimen os. A. BONSALT Reduzi na quan idade de sal adicionado aos alimen os não signi ica o ná-los sem sabo , nesse sen ido, a Angelini desen ol eu o Bonsal , um pode oso p odu o pa a a manu enção da PA nos alo es de e e ência. Bonsal é um subs i u o do sal con encional com uma impo an e pa icula idade: con êm 0% de sódio, e é ei o à base de p odu os na u ais. Foi desen ol ido pa a pessoas com es ições alimen a es, como hipe ensos e pessoas com necessidade de uma die a sem sal. Compos o po po ássio, é adequado pa a c ianças, jo ens e adul os e de ido à ação ca diop o e o a des e mine al na edução do isco de desen ol imen o de DCV. Bonsal pode se u ilizado na cozinha, na con eção dos alimen os, ou à mesa, do mesmo modo que se usa o sal comum. U iliza- se como qualque ou o empe o, aplicando-se pequenas po ções di e amen e na comida [41]. B. SAL E VIDA SAL&VIDA é um sal 100% na u al que, sendo ecolhido num local único no mundo, o Pa que Na u al de Se Salines de Fo men e a, em na u almen e 5 ezes menos sódio do que o sal adicional e apenas 0,1% de po ássio. De ido à sua composição nu icional e o ma de u ilização com sp ay que pe mi e que se espalhe de Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 30 manei a uni o me nos alimen os, o SAL&VIDA pe mi e man e o sabo a sal a que an o nos habi uámos, sem p ejudica a saúde. Ao con á io de ou os subs i uin es do sal comum, o SAL&VIDA não con ém po ássio na sua composição. Es e mine al, apesa de essencial ao co e o uncionamen o do o ganismo humano, pode, em excesso, se esponsá el pelo desen ol imen o de p oblemas enais e ca díacos. Es e subs i u o do sal es á indicado pa a oda a população: c ianças, adul os, idosos, g á idas e lac an es, hipe ensos ou não. A sua u ilização na p epa ação de e eições é mui o simples: 3 a 6 pul e izações po dose indi idual, quan idade que pode e de e se ajus ada ao gos o de cada um. De e se adicionado p e e encialmen e di e amen e no p a o pe mi indo que cada pessoa empe e os alimen os a seu gos o. [42] 1.8 Papel do Fa macêu ico O a macêu ico comuni á io em um impo an e papel na p e enção do isco de desen ol imen o de DCV. Todos os dias, con ac a com u en es que ap esen am alo es de PA al e ados e mui os dos quais já diagnos icados como hipe ensos. Po an o, o a macêu ico de e pe cebe , a a és de ques ões simples e ápidas, os hábi os do u en e, e qual o egime alimen a ado ado. O a macêu ico em a missão de sensibiliza os u en es, an o no mo ensos como hipe ensos, pa a a necessidade de eduzi o eo de sal adicionado aos alimen os como es a égia pa a eduzi a incidência da DCV e complicações pos e io es. Pa a além da sensibilização, o a macêu ico de e aconselha o doen e a subs i ui o sal po e as a omá icas e/ou pelos subs i uin es do sal já e e idos e disponí eis na Fa mácia S.Roque da Lamei a. Um ou o a gumen o a a o da necessidade de es ingi a inges ão de sal é o conhecimen o de que uma inges ão de sal na o dem dos 12g/dia em como consequência imedia a a edução signi ica i a ou mesmo anulação do e ei o de alguns medicamen os an i-hipe enso es como os β-bloqueado es e os modulado es do sis ema enina- angio ensina, con ibuindo pa a o insucesso da e apêu ica no con olo da hipe ensão a e ial [40]. 1.9 Conclusão A ele ada incidência das DCV no mundo implica eno mes cus os pa a os sis emas de saúde em odo o mundo. Tal como e e ido pela OMS, a p essão a e ial es á en e os 10 maio es a o es de isco pa a a saúde, cons i uindo um a o de isco pa a as doenças ca dio ascula es e ce eb o ascula es. O ele ado consumo de sal é um a o de isco modi icá el pa a o desen ol imen o de DCV e de e, po isso, se es imulada a edução g adual da inges ão des e mine al pela população. O consumo de sal em aumen ado nas úl imas décadas, nomeadamen e a a és do aumen o da p odução e da disponibilidade de snacks icos em açúca e sal e do Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 31 aumen o de adição de sal aos alimen os. Des a o ma, é c ucial que o uso de e as a omá icas seja incen i ado e expe imen ado em di e sos con ex os educa i os, de o ma a aumen a a con iança e a p e e ência dos consumido es pela u ilização de e as a omá icas, em de imen o da adição abusi a de sal. A ealização do olhe o in o ma i o, a sua dis ibuição aos u en es com uma b e e explicação e a ealização do as eio ca dio ascula oi undamen al pa a ul apassa algumas ba ei as de in o mação e de compo amen os adqui idos, con ibuindo pa a uma ida mais saudá el e pa a uma p es ação de cuidados de saúde mais e icaz. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 32 2. PRESBIACUSIA - PERDA DE AUDIÇÃO COM A IDADE 2.1 In odução O en elhecimen o de ine-se como a pe da p og essi a e i e e sí el da capacidade de adap ação do o ganismo às condições do ambien e. É um conjun o de modi icações isiológicas que inclui al e ações na mo ologia, psicologia, uncionalidade e nos pa âme os bioquímicos, en ol endo uma complexidade de mecanismos. Ao longo as úl imas décadas, em-se e i icado, em Po ugal, uma in e são da pi âmide e á ia cons a ado pelo es ei amen o da base da pi âmide demog á ica e um ala gamen o do opo. Is o signi ica que a população jo em em Po ugal ep esen a uma baixa pe cen agem e a população idosa uma pe cen agem mais ele ada, com aumen o da espe ança média de ida [43]. Segundo o Ins i u o Nacional de Es a ís ica e de aco do com os Censos de 2011, exis em, em Po ugal quase 2 milhões de idosos o que signi ica que 19,1% da população em mais de 65 anos. Des e modo, as doenças c ónicas que a e am especi icamen e es e g upo e á io êm g ande ep esen a i idade em Po ugal, endo em con a o aumen o da espe ança média de ida, e como al não de em se negligenciadas [44]. A p esbiacusia de ine-se como a pe da da capacidade audi i a com a idade. Es a é uma deso dem complexa e mul i a o ial, ca a e izada po pe da bila e al e p og essi a da capacidade audi i a ao longo de á ios anos. Como a pe da se e ela p og essi a, g ande pa e da população ge iá ica pode não se ape cebe de que es á a pe de a audição. A e a ipicamen e a audição de sons de ele adas equências con udo, a sua ap esen ação clínica pode se a iá el. A p esbiacusia em um impac o emendo na qualidade de ida de milhões de idosos de odo o mundo. Se não de e ada e co e amen e diagnos icada, a p esbiacusia pode a e a a comunicação e con ibui , assim, pa a o isolamen o, dep essão e, num es ado mais a ançado, demência. Es es e ei os psicológicos são, no en an o, e e sí eis com a amen os de eabili ação [45]. 2.2 Obje i os Uma boa comunicação Fa macêu ico-U en e é de ex ema ele ância quando nos e e imos ao a endimen o no balcão de uma Fa mácia Comuni á ia. Mui as ezes, es e é o úl imo local a que o u en e se di ige an es de oma a sua medicação, que seja po necessidade de a adqui i , que seja pa a sabe a posologia, a indicação e apêu ica ou pa a escla ece a oco ência de possí eis e ei os secundá ios. São ambém bas an es os casos em que o u en e se di ige à Fa mácia pa a esol e p oblemas meno es de saúde. Pa a que a mensagem seja co e amen e passada e comp eendida é necessá io que o Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 39 não é is o, não é lemb ado e que não é pe cebido não é comp ado. Que is o dize que os p odu os de em se colocados de manei a adequada e enquad ados na pe spe i a ge al da a mácia pa a ep esen a uma e en ual enda [68]. As an agens do me chandising pa a a a mácia incluem: [68]  Aumen o das endas po impulso;  Re o ço da imagem da a mácia e da sua p omoção;  A ação da a enção do consumido ;  Aumen o do núme o de consumido es e sua idelização;  Ap esen ação do p odu o de o ma mais a aen e;  Aumen o da o a i idade dos p odu os; Du an e o es ágio, a eno ação pe iódica das mon as e a elabo ação de linea es e gôndolas co esponden es oi uma e amen a usada pa a a es imulação do público a comp a de e minados p odu os. Es a écnica, usada no pon o de enda, p opo ciona uma maio isibilidade dos p odu os com o obje i o inal de mo i a , acili a ou in luencia as decisões de comp a dos u en es. 3.4 C iação do Facebook da Fa mácia A ualmen e i emos na e a da comunicação e das edes sociais. As edes sociais, como é o caso do Facebook, desempenham um papel quase i al no dia-a-dia de g ande pa e população. Des a o ma, e po es a conscien e do impac o que e ia, p opus, du an e o pe íodo de es ágio na Fa mácia S.Roque da Lamei a, a c iação de uma página do Facebook, e amen a de ma ke ing que conside o undamen al pa a impulsiona uma emp esa. Es e é um pode oso mé odo pa a desen ol e um maio elacionamen o com os clien es e i a p o ei o disso pa a c ia melho ias. Os mo i os pa a a u ilização de um Facebook numa Fa mácia Comuni á ia são á ios: 1. Aumen a a p oximidade com o público e possibilidade de abo da o clien e a qualque ho a; 2. Possibilidade a di ulgação das campanhas e p omoções em igo aos u en es que não equen am a Fa mácia; 3. Conhecimen o das necessidades do público; 4. Disponibiliza in o mações de ca iz cien í ico pa a a p omoção da saúde e educação do doen e. É ambém impo an e sabe a o ma co e a pa a se aze publicações no Facebook de uma emp esa. Não se de em epe i mensagens nem aze publicações excessi as, is o que a publicidade em demasia pode aze com que uma pessoa deixe de segui a página de Facebook. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 40 Assim, du an e o es ágio em a mácia comuni á ia, iquei esponsá el po ealiza publicações egula es na página, pa a a man e a i a, pa a di ulga as p omoções em igo na a mácia e ansmi i in o mação cien í ica ele an e. Algumas publicações e e uadas podem se consul adas no anexo VI. Com a c iação da página do Facebook na Fa mácia S.Roque da Lamei a, concluo que a p oximidade e in imidade en e o público e a equipa da a mácia melho a am e a di ulgação dos se iços p es ados. A página de Facebook o e ece um conjun o de uncionalidades que, i ando o máximo pa ido delas, ajuda ão a expandi e solidi ica a base de clien es. 3.5 Conclusão As es a égias de ma ke ing êm um papel de e minan e no sucesso e manu enção de uma emp esa. No ambien e conco encial que se i e, a ualmen e, no se o da a mácia comuni á ia, o ma ke ing de e se u ilizado como uma e amen a auxilia de abalho pa a melho a o a endimen o aos u en es e não de e se con undido com publicidade de p odu os. Com o obje i o de melho a os luc os e en abilidade da Fa mácia, de e-se apos a em es a égias de ma ke ing e me chandising pa a aze ace às mudanças do se o a macêu ico. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 41 REFERÊNCIAS [1] Conselho Nacional de Qualidade. Boa P á icas Fa macêu icas pa a a a mácia comuni á ia (BPF). O dem dos Fa macêu icos. 2009. [2] San os HJ, Cunha IN, Coelho PV, C uz P, Bo elho R, Fa ia G, Ma ques C, (2009). “Boa P á icas Fa macêu icas pa a a a mácia comuni á ia”. Conselho Nacional de Qualidade, O dem dos Fa macêu icos, 3ª edição, 1-53. [3] Minis é io da Saúde (2007), Dec e o-Lei n.º 307/2007 de 31 de Agos o, “Regime Ju ídico das Fa mácias de O icina”. Diá io da República, 1ª sé ie, n.º 168. 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Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 59 Anexo VI - Aspe o da página de Facebook da a mácia e algumas publicações e e uadas. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Comuni á ia 2015 60 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 I SARA MAGALHÃES DA SILVA DIAS Hospi al Ga cia de O a, Almada Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 II Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas Se emb o de 2015 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 III Decla ação de In eg idade Eu, Sa a Magalhães da Sil a Dias, abaixo assinado, nº 201000066, aluno do Mes ado In eg ado em Ciências Fa macêu icas da Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, decla o e a uado com absolu a in eg idade na elabo ação des e documen o. Nesse sen ido, con i mo que NÃO inco i em plágio (a o pelo qual um indi íduo, mesmo po omissão, assume a au o ia de um de e minado abalho in elec ual ou pa es dele). Mais decla o que odas as ases que e i ei de abalhos an e io es pe encen es a ou os au o es o am e e enciadas ou edigidas com no as pala as, endo nes e caso colocado a ci ação da on e bibliog á ica. Faculdade de Fa mácia da Uni e sidade do Po o, ____ de _________ de ______ Assina u a: ______________________________________ Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 IV AGRADECIMENTOS O es ágio nos Se iços Fa macêu icos do Hospi al Ga cia de Ho a oi uma expe iência bas an e en iquecedo a, que me pe mi iu en a em con ac o com a ealidade a macêu ica no hospi al. Es a e apa oi sob e udo de adqui i conhecimen os e pô-los em p á ica com o con ibu o de á ias pessoas. Des a o ma, que o aze os de idos ag adecimen os. Em p imei o luga , ag adeço à P o esso a Dou o a I ene Jesus, pela disponibilidade e pelo p o issionalismo demons ado na al u a em que exp imi o meu in e esse de ealiza o es ágio nos Se iços Fa macêu icos de um Hospi al o a do G ande Po o. A cele idade de odo o p ocesso oi, sem dú ida, um g ande incen i o à minha decisão de me muda empo a iamen e pa a Lisboa de o ma a ealiza o meu sonho de desen ol e pa e do es ágio em Fa mácia Hospi ala . Um especial e sen ido ag adecimen o ao D . A mando Alcobia, Di e o dos Se iços Fa macêu icos do Hospi al Ga cia de Ho a, po odo o apoio dado ao longo des e es ágio. Ob igada pela comp eensão e po me e o ien ado nes a no a e apa da minha ida, da qual ecolho bons ensinamen os que ce amen e gua da ei na minha memó ia. Ob igada pela con iança que deposi ou em mim pa a a ap esen ação de um abalho nas 8ªs Jo nadas de Fa mácia Hospi ala . Po odo o conhecimen o ansmi ido, po odos os momen os de in eg ação p opo cionados e po oda a mo i ação diá ia pa a aze melho o mais since o ob igada. Ob igada a odos os Fa macêu icos Hospi ala es do Hospi al Ga cia de Ho a, pelo apoio, pelas c í icas cons u i as, pelo companhei ismo, pela oca de expe iências e pelos momen os de boa disposição. Todos desempenha am um papel c ucial na minha ap endizagem. Ob igada a odos os Técnicos de Diagnós ico e Te apêu ica, aos Assis en es Ope acionais e aos Adminis a i os dos Se iços Fa macêu icos pela disponibilidade e ajuda p es ada ao longo do es ágio. "Eles não sabem, nem sonham, que o sonho comanda a ida." An ónio Gedeão Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 4 - Balcão de a endimen o aos se iços - Co e dos es upe acien es, psico ópicos e hemode i ados - Labo a ó io da Fa maco ecnia - Sala de la agem e es e ilização - Sala de eembalagem - Zona de eceção de encomendas - A mazém - Câma a de p epa ação de bolsas pa a quimio e apia (ci o óxicos) - Câma a de p epa ação de bolsas pa a nu ição pa en é ica - Gabine e de Ensaios Clínicos - Sala de euniões (onde se localiza o Se iço de In o mação dos Medicamen os) 3.3 Recu sos Humanos O HGO dispõe de uma lo ação de 545 camas, dis ibuídas po á ias especialidades e se iços de e e ência que apoiam egula men e ou os hospi ais como a Pedia ia, Obs e ícia, Ci u gia Vascula , Ca diologia, Hema ologia, Endoc inologia, Medicina Nuclea , Reuma ologia, O opedia, Neu o adiologia, Ne ologia, en e ou os. Pa a da espos a às necessidades de odos es es se iços exis e uma comple a e p o issional equipa que cons i ui os Recu sos Humanos dos SF do HGO, EPE. Es a equipa encon a-se sob a di eção do D . A mando Alcobia que em a seu lado 12 Fa macêu icos Hospi ala es e 12 Técnicos de Diagnós ico e Te apêu ica (TDT), esponsá eis pela p epa ação diá ia dos ca os de medicação pa a os di e en es se iços do hospi al bem como da p epa ação de medicamen os manipulados. Também azem pa e da equipa 12 Assis en es Ope acionais (AO) que êm a seu ca go o anspo e e dis ibuição de medicação pelos di e en es se iços e, po úl imo, 1 Assis en e Adminis a i o (AA). De o ma a ga an i que odos os medicamen os solici ados são dispensados ao doen e, os SF do HGO, EPE, êm um ho á io de abalho adap ado às ci cuns âncias em que es ão inse idos: de segunda a sex a- ei a en e as 8h00 e as 20h00, e aos sábados, domingos e e iados en e as 9h00 e as 17h00. Pa a en en a si uações de u gência e ga an i um acesso ápido à medicação necessá ia o a des e ho á io, ica enca egue, dia iamen e, um Fa macêu ico de p e enção que assegu a a é às 24h, a disponibilização dessa medicação conside ada de u gência, se necessá io. Os Recu sos Humanos do HGO, EPE, p imam po uma saudá el elação en e odos os memb os da equipa. Is o anspa ece pa a o ex e io dos SF, onde se e i ica uma no á el elação de con iança e en eajuda en e os Fa macêu icos Hospi ala es, os Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 5 Médicos e os En e mei os dos di e en es se iços com os quais i e, mui as ezes, a opo unidade de con i e e, sob e udo, ap ende . 3.4 Sis ema In o má ico A in o ma ização de odas as a e as desen ol idas pelos SF é uma mais alia an o pa a o hospi al como pa a o doen e, em que ambos bene iciam de ido à mais ápida a iculação en e os di e en es se iços, os médicos, os en e mei os e os FH. O HGO, EPE implemen ou um sis ema in o má ico da Glin HS, o Sis ema de Ges ão In eg ada do Ci cui o do Medicamen o (SGICM). Es e sis ema em como p incipal obje i o a simpli icação e o imização de odo o abalho desen ol ido pelos SF. O SGICM pe mi e a ges ão de s ock, comp as, a mazenamen o, con olo de psico ópicos/es upe acien es/hemode i ados, p esc ição médica ele ónica, e i ica o his ó ico de p esc ição e dis ibuição de medicamen os pa a odo o hospi al e em ambula ó io. É ambém a a és do SGICM que o FH e e ua a alidação da p esc ição médica. Os SF do HGO,EPE, êm ambém acesso ao Sis ema de Apoio ao Médico (SAM), um p og ama que pe mi e acede ao p ocesso clínico do doen e, nomeadamen e ao ela ó io de u gência, à his ó ia amilia , às análises bioquímicas e mic obiológicas, à medicação em domiciliá io, en e ou as in o mações, que pe mi em ao FH aze um melho acompanhamen o do doen e, bem como alida co e amen e as p esc ições médicas. Es e p og ama é u ilizado an o pelos FH como pelos TDT, endo o FH acesso às p esc ições dos doen es em egime de ambula ó io, egime de in e namen o e Hospi al de Dia. 4. CIRCUITO DO MEDICAMENTO Nos SF do HGO,EPE, os p odu os a macêu icos e disposi i os médicos êm um pe cu so bem de inido desde a sua en ada nas ins alações a é à sua dispensa em ambula ó io ou nos á ios se iços do hospi al. Es e ci cui o é con olado po um FH em odas as e apas do p ocesso de o ma a ga an i a in eg idade do p odu o e a sua co e a u ilização e ges ão. A ges ão de medicamen os engloba á ias ases, começando na sua seleção, aquisição e a mazenamen o, passando pela dis ibuição e acabando na adminis ação do medicamen o ao doen e. É impo an e e e i que exis e um ci cui o especial pa a os es upe acien es e psico ópicos bem como pa a os hemode i ados (e i opoie inas, imunoglobulinas, e c). Es es p odu os a macêu icos obedecem a um con olo mais Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 6 igo oso: a sua aquisição é e e uada a a és de um imp esso p óp io, são a mazenados num co e e a dispensa é e e uada po um FH que p eenche, no momen o, o espe i o imp esso do Minis é io da Saúde. Quando chega aos SF, es e imp esso em de idamen e p eenchido pelo se iço eque en e com a iden i icação comple a do doen e, a jus i icação médica pa a a adminis ação do p odu o e ia de adminis ação. 4.1 Seleção e aquisição de medicamen os, disposi i os médicos e ou os p odu os a macêu icos O Despacho n.º 13885/2004 de 25 de Junho de e mina que, po eg a, “apenas de em se u ilizados a ní el hospi ala , no âmbi o do Se iço Nacional de Saúde, os medicamen os que cons em no FHNM”, com a essal a de que, a u ilização em cada hospi al de medicamen os não cons an es do FHNM (Fo mulá io Hospi ala Nacional de Medicamen os), depende da espe i a inclusão em adenda ao Fo mulá io, a ap o a nos e mos do Despacho n.º 1083/2004, de 17 de Janei o. [3],[4] É da esponsabilidade da Comissão de Fa mácia e Te apêu ica (CFT) a seleção de medicamen os a inclui na adenda ao FHNM, endo em con a as necessidades e apêu icas dos doen es, não con empladas no FHNM, a endendo a c i é ios á maco- económicos [5]: “A ap o ação da adenda depende ainda de p opos a consubs anciada, em ela ó io undamen ado, a elabo a pelo di e o do se iço hospi ala in e essado, no qual se demons a á o alo ac escen ado do medicamen o p opos o ace às demais al e na i as e apêu icas exis en es”. Nos SF do HGO,EPE, a ges ão dos medicamen os e ou os p odu os a macêu icos é e e uada in o ma icamen e com o ecu so ao sis ema in o má ico SGICM, o qual pe mi e a cons an e a ualização au omá ica de s ocks. A minuciosa ges ão de s ocks é essencial. T a ando-se de um hospi al, os medicamen os são encomendados em la ga escala de modo a sup i as necessidades de odos os se iços. A a aliação quase diá ia dos s ocks é essencial pa a a p e enção de e os de aquisição e alhas na medicação. O FH é esponsá el po ga an i aos doen es os medicamen os, p odu os a macêu icos e disposi i os médicos de melho qualidade e aos mais baixos p eços, sendo a sua aquisição e e uada pelos SF. No HGO, EPE, as necessidades diá ias de aquisição de p odu os a macêu icos são ano adas pelo TDT ou a aliadas pela lis agem semanal ob ida a a és do SGICM quando os p odu os a macêu icos se encon am abaixo do pon o de encomenda. As aquisições de medicamen os, disposi i os médicos e de ou os p odu os a macêu icos de em se e e uadas de aco do com os p ocedimen os desc i os no Dec e o-Lei nº 197/99 de 8 de Junho, Capí ulo III, Secção I [6]: Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 7 a) Concu so público – Es e ipo de concu so, p omo ido pelo Minis é io da Saúde a a és da Adminis ação Cen al de Sis emas de Saúde (ACSS), cons i ui a o ma de aquisição mais u ilizada a ualmen e, sendo esponsá el pela aquisição dos p odu os de maio consumo hospi ala a ní el nacional, pe encen es ao FHNM. A ACSS unciona assim como in e mediá io en e Hospi ais e o necedo es. b) Concu so limi ado po p é ia quali icação – Apenas os selecionados pela en idade adjudican e, na ase de candida u as, podem ap esen a p opos as. c) Concu so limi ado sem ap esen ação de candida u as – Apenas os con idados pela en idade adjudican e podem ap esen a p opos as. d) Po negociação, com ou sem publicação p é ia de anúncio. e) Com consul a p é ia – Nes e p ocesso de aquisição é ei a uma consul a de me cado, solici ando a cada labo a ó io os p eços e condições de o necimen o, que pe mi i ão ao Di e o dos SF seleciona o o necedo mais an ajoso. ) Ajus e di e o – que não implica a consul a a á ios o necedo es de bens ou se iços. Pa a além des es p ocedimen os, exis em ou os que são u ilizados em si uações pa icula es, como é o caso de: Comp a a uma Fa mácia de Venda ao Público – quando os labo a ó ios não o necem ou não êm o p odu o p e endido, a comp a é ei a a uma a mácia comuni á ia, com a qual o Hospi al em con a o de o necimen o. É o caso de alguns manipulados que o hospi al não em condições de p oduzi , medicamen os cujo p azo de alidade ou o a i idade não jus i ique a sua exis ência em s ock, p odu os pa a os quais os labo a ó ios exigem um olume mínimo de comp as que seja economicamen e ele ado pa a a possibilidade do hospi al, e ainda nos casos em que há u u a de s ocks a ní el dos labo a ó ios. Pedidos de Emp és imo – Os pedidos de emp és imo e e uam-se apenas em si uações de u gência, causadas pela u u a de s ock ou consumo ano mal e inespe ado de medicamen os de uso exclusi o hospi ala . Es es pedidos são ei os aos SF de ou os hospi ais, endo em con a a p oximidade e o ipo de medicamen o necessá io. No malmen e, es e pedido é ei o po con ac o ele ónico com os SF de á ios hospi ais, a é ob enção de espos a posi i a. Após eposição do s ock do medicamen o em al a az- se a de olução do emp és imo ao hospi al que o concedeu. 4.1.1 Medicamen os sem Au o ização de In odução no Me cado em Po ugal Alguns p odu os a macêu icos, apesa de a sua u ilidade clínica se encon a bem econhecida, ainda não o am al o de pedidos de Au o ização de In odução no Me cado (AIM). Nes e caso é necessá io um pedido de Au o ização de U ilização Especial (AUE). Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 8 Es as au o izações são eque idas pelo Di e o Clínico do Hospi al e ap o adas pela CFT. O Ins i u o Nacional da Fa mácia e do Medicamen o (INFARMED) pode au o iza a u ilização de medicamen os não possuido es de AIM em Po ugal, ao ab igo do a igo 60º do Dec e o-Lei n.º 272/95, de 23 de Ou ub o. [7] O pedido de p odu os a macêu icos sem AIM é ealizado em o mulá io especí ico, com oda a documen ação eque ida po lei, e onde cons e a jus i icação clínica pa a a sua u ilização. Após eceção da AUE, os SF êm condições pa a e e ua o pedido de comp a 4.1.2 Hemode i ados Po se em p odu os a macêu icos p epa ados à base de sangue ou plasma humano, o isco de ansmissão de doenças in eciosas po ans usão sanguínea é mui o ele ado. Fazem pa e des e g upo a albumina, as imunoglobulinas, os a o es de coagulação, odos eles sujei os a um igo oso con olo. A aquisição dos p odu os de i ados do plasma humano é egulada pelo Despacho do Minis é io da Saúde n.º 5/95 de 25 de Janei o, al e ado pelo Despacho n.º 14392/2001, de 19 de Junho. [8], [9] Pa a en a em no ci cui o do medicamen o, os hemode i ados são analisados pelo INFARMED que pos e io men e emi e os bole ins analí icos e ce i icados de ap o ação de cada lo e. Nos SF do HGO,EPE, é selecionado odos os meses um Fa macêu ico esponsá el pelo con olo da dispensa de odos os hemode i ados bem como pelo a qui o dos ce i icados de análise emi idos pelo INFARMED. 4.1.3 Psico ópicos e Es upe acien es Tal como os hemode i ados, ambém es e g upo de p odu os a macêu icos necessi a de uma a enção especial. A sua aquisição é ei a ao ab igo do a igo 18º do Dec e o Regulamen a nº 61/94 de 12 de Ou ub o. Jun amen e com a no a de encomenda, segue o Anexo VII - Requisição de subs âncias e suas p epa ações comp eendidas nas abelas I, II, III e IV com exceção da II-A, anexas ao DL n.º 15/93, de 22 de Janei o (com e i icação de 20 de Fe e ei o). Es as equisições, modelo nº1506 da Imp ensa Nacional da Casa da Moeda (INCM), cons i uídas po o iginal e duplicado, depois de p eenchidas, ca imbadas e assinadas pelo Di e o dos SF são en iadas ao labo a ó io. O o iginal ica com o labo a ó io e o duplicado, depois de de idamen e assinado, ica no a qui o dos SF du an e 5 anos. [10] 4.2 Receção e con e ência dos p odu os a macêu icos An es do a mazenamen o dos p odu os adqui idos, em luga a a e a de ececiona e con e i oda a encomenda. A encomenda, acompanhada da guia de emessa, é con e ida pelo TDT e AO que azem uma análise dos p odu os ececionados. Dessa análise az pa e a con e ência quan i a i a e quali a i a dos p odu os Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 9 ececionados, compa ação da guia de emessa com a no a de encomenda, assina u a da no a de en ega e en ega de um duplicado ao anspo ado , con e ência, egis o e a qui o da documen ação necessá ia (ex. ce i icados de análise de hemode i ados), egis o in o má ico da en ada do p odu o e e i icação do p azo de alidade Na eceção dos hemode i ados é ei a a con e ência dos bole ins de análise emi idos pelo INFARMED. A eceção dos es upe acien es/psico ópicos é ei a, ob iga o iamen e, po um FH que egis a o seu núme o mecanog á ico na no a de eceção. Um FH é esponsá el pela eceção, con e ência e a mazenamen o dos á macos em ase de ensaios clínicos. É ei a a con e ência quali a i a e quan i a i a bem como a análise da documen ação que acompanha os p odu os e das condições de anspo e a que o am sujei os. Toda a documen ação é a qui ada pelo FH nos SF. Es e a macêu ico é ambém esponsá el pela dis ibuição des es p odu os a macêu icos. 4.3 A mazenamen o dos medicamen os, disposi i os médicos e p odu os a macêu icos O FH é esponsá el po assegu a o a mazenamen o de odos os medicamen os, disposi i os médicos e p odu os a macêu icos que chegam aos SF do HGO,EPE, de aco do com as condições de empe a u a, humidade e luminosidade exigidas. É necessá io ga an i que a es abilidade e qualidade dos p odu os a macêu icos é man ida du an e o pe íodo de a mazenamen o. Assim, os p odu os são a mazenados de aco do com as suas exigências: [11] 1. P odu os que não necessi am de condições especiais: A mazenados à empe a u a ambien e (máximo 25ºC), num local seco (humidade ela i a in e io a 60%) e p o egidos da luz sola di e a. Es ão gua dados num compa imen o do a mazém, ag upados po o ma a macêu ica e po o dem al abé ica da denominação comum in e nacional (DCI), segundo as eg as FEFO e FIFO (“Fi s Expi ed, Fi s Ou ”, “Fi s In, Fi s Ou ”). 2. P odu os e ige ados ( acinas, alguns hemode i ados, medicamen os biológicos): A mazenados numa sala com empe a u a en e 2ºC e 8ºC. 3. P odu os in lamá eis: A mazenados em local p óp io e sepa ados dos es an es. 4. P odu os de g ande olume: A mazenados no a mazém de so os, que é um local amplo que pe mi e a ácil mo imen ação da empilhado a. 5. Es upe acien es, psico ópicos e hemode i ados: A mazenados no co e, ao qual apenas êm acesso os FH. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 10 4.4 Ges ão de S ocks e con olo de p azos de alidade Ou o se o ine en e ao ci cui o do medicamen o é a ges ão de s ocks a a és da análise das exis ências em a mazém e nos di e en es se iços clínicos do HGO,EPE. Nos SF, es a a e a é auxiliada pelo sis ema in o má ico SCGIM que pe mi e a a ualização imedia a de s ocks no momen o de eceção e dispensa de p odu os a macêu icos. Pe iodicamen e, é ainda ealizado um in en á io pa a con i ma e despis a e en uais e os. Du an e o es ágio nes a secção, e e uei algumas ezes con agens de p odu os a macêu icos no a mazém e nos di e en es se iços com o obje i o da co eção de s ocks. Não menos impo an e, é o con olo do p azo de alidade (PV) dos p odu os a macêu icos. O FH é esponsá el pela dispensa de medicamen os den o do p azo de alidade es abelecido pelo o necedo ou no caso de medicamen os eembalados em dose uni á ia com um p azo de alidade de 6 meses a pa i da da a de abe u a do blis e . Os medicamen os es ão a mazenados segundo a eg a FEFO - “ i s expi ed, i s ou ”, complemen ada com a e i icação do PV no a o da dispensa do p odu o. Todos os meses é ambém imp essa uma lis a de p odu os a macêu icos cujo PV e mina nos 3 meses seguin es. Nes a si uação, é ei a uma e isão ísica no a mazém e no caso de esses p odu os ainda se encon a em a mazenados, são de ol idos ao o necedo . Caso o o necedo acei e a de olução dos p odu os, é emi ida uma no a de c édi o. Po ou o lado, se o o necedo não acei a a de olução dos p odu os es es são inu ilizados e des uídos. [11] 5. SISTEMAS DE DISTRIBUIÇÃO A dis ibuição de medicamen os é uma a e a ulc al den o dos SF de um hospi al, que ga an e o uso acional, e icaz e segu o dos p odu os a macêu icos. O ci cui o do medicamen o inicia-se com a p esc ição médica, segue-se a in e p e ação e alidação pelo FH bem como a cedência de oda a in o mação necessá ia pa a a co e a u ilização do medicamen o, no a o de dispensa. Es a á ea dos SF em como p incipais obje i os: 1. Ga an i o cump imen o da p esc ição; 2. Diminui e os associados à dispensa e adminis ação do medicamen o; 3. Melho a a adesão e apêu ica; 4. Racionaliza a dis ibuição dos medicamen os, bem como os cus os associados à e apêu ica; 5. Diminui o empo de en e ma ia dedicado às a e as adminis a i as e à manipulação dos medicamen os. 6. Moni o ização da e apêu ica. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 11 Nos Se iços Fa macêu icos do HGO,EPE, é possí el dis ingui as seguin es á eas de dis ibuição de medicamen os: - Dis ibuição clássica - Dis ibuição indi idual diá ia em dose uni á ia (DIDDU) - Dis ibuição po eposição de ní eis (RN) - Ci cui o de dis ibuição de medicamen os sujei os a con olo especial - Dis ibuição em egime de ambula ó io. Tal como oi e e ido an e io men e, os es upe acien es, psico ópicos, hemode i ados e medicamen os em ase de ensaios clínicos ap esen am um ci cui o de dis ibuição di e en e e subme ido a um igo oso con olo. 5.1 Dis ibuição Clássica A dis ibuição clássica oi o p imei o ipo de dis ibuição a se u ilizado a ní el hospi ala . Es e é um mé odo mui o simples em que, p imei o, o se iço emi e pa a os SF a equisição da medicação, segue-se a p epa ação pelo TDT, o anspo e pa a o se iço e, po úl imo, a eceção e a mazenamen o pelo en e mei o. Con udo, apesa de simples, es e sis ema de dis ibuição não é o ideal, uma ez que não há in e enção nem alidação pelo FH, pode ha e despe dício de ecu sos ma e iais (medicamen os sem o ação, caducidade) e empa e de capi al em s ocks. Apesa de ú il, a dis ibuição clássica de medicamen os já se encon a em desuso no HGO,EPE. [12] 5.2 Dis ibuição Indi idual Diá ia em Dose Uni á ia A DIDDU oi in oduzida po imposição legal pelo despacho nº23, 2ª sé ie, em Diá io da República, a 28 de Janei o de 1992, como o ma de dis ibuição de medicamen os a doen es in e nados, com exceção dos Se iços de U gência (SU) e bloco ope a ó io. [13] Es e sis ema de dis ibuição ap esen a mais an agens, uma ez que se aduz num aumen o da segu ança do ci cui o do medicamen o, melho conhecimen o do pe il a maco e apêu ico do doen e, edução do isco de in e ações, acionalização da e apêu ica, dedicação de mais empo ao cuidados dos doen es, a ibuição mais co e a dos cus os e numa diminuição do despe dício. O FH desempenha nes a á ea um papel c ucial na seleção e dispensa do medicamen o ga an indo a segu ança e e icácia máxima. Os medicamen os indi iduais que são dis ibuídos po DIDDU êm que es a co e amen e iden i icados quan o à DCI da subs ância a i a, a dose, o lo e e o PV. O FH é esponsá el pela e i icação, po amos agem, des e aspe os bem como dos mesmos pon os no caso de medicamen os eembalados. Nos SF do HGO,EPE, os medicamen os são dis ibuídos pa a as 24h seguin es pois podem oco e al e ações no egime e apêu ico do doen e (en e as 19h do p óp io dia e as 19h do dia seguin e). Nes e p ocesso o FH desempenha as seguin e unções: Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 12 - Validação da p esc ição médica, com elabo ação do pe il a maco e apêu ico do doen e; - Elabo ação dos mapas de p epa ação e apêu ica; - Con e ência, po amos agem, dos medicamen os dispensados; - In o mação écnica aos p o issionais de saúde; - Moni o ização dos ní eis sé icos de á macos, nas si uações em que se jus i ique; - Apoio às p esc ições de nu ição pa en é ica; - Impu ação de consumos aos se iços clínicos; - Pa icipação na isi a clínica e consequen e pa icipação na seleção da e apêu ica mais acional pa a o doen e.[14] 5.2.1 P esc ição Ele ónica e Validação Tal como odos os sis emas de dis ibuição, a DIDDU inicia-se com a p esc ição ele ónica pelo médico esponsá el. Cada FH dos SF do HGO,EPE, em a seu ca go Se iços Clínicos pelos quais é esponsá el pela alidação a macológica e pelo acompanhamen o dos doen es desse se iço. A p esc ição ele ónica é emi ida no SGICM e em iden i icada pelo se iço, o médico p esc i o , o nome do doen e, odas as in o mações ela i amen e ao medicamen o p esc i o (dosagem, equência, du ação do a amen o, jus i icação da sua escolha). No momen o da alidação, o FH de e es a ale a pa a possí eis e os de posologia, ia de adminis ação, equência, eações ad e sas e in e ações medicamen osas. Nes e momen o, pode se necessá io que o FH aceda ao SAM de o ma a e i ica oda a his ó ia clínica e amilia do doen e, o diagnós ico, as análises bioquímicas e mic obiológicas e e uadas bem como os esul ados de exames complemen a es de diagnós ico. Des a o ma, o FH em odos os dados necessá ios pa a o co e o ajus e do plano a maco e apêu ico do doen e. O FH de e ambém a alia se se a a de um medicamen o de Dis ibuição T adicional. Se o esse o caso, de e assinala o i em “T adicional". Caso o medicamen o seja "Ex a Fo mulá io", o médico p esc i o em que p eenche a jus i icação clínica pa a que o FH possa adqui i o medicamen o. Con udo, é ambém da esponsabilidade do FH a análise de possí eis al e na i as que es ejam con empladas no Fo mulá io do HGO,EPE. Caso exis a al e na i as, os SF p eenchem um o mulá io onde indicam o(s) á maco(s) al e na i os e os cus o associado ao a amen o. No caso de não exis i nenhuma al e na i a, de e se comunicado o pedido à Di eção Clínica do HGO,EPE pa a a aliação e possí el ap o ação. Du an e a alidação do plano a macológico p esc i o pelo médico podem su gi dú idas ela i amen e a doses, posologias ou o mas a macêu icas. O FH en a de Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 13 imedia o em con ac o com o médico p esc i o pa a que, jun os, possam oma a decisão mais adequada ao doen e. Após odos os passos acima indicados, a p esc ição é alidada e o mapa de medicação indi idualizada é ge ado. Es es mapas são en egues aos TDT que p epa am os "ca os" pa a cada se iço. Es es ca os são compos os po á ias ga e as nume adas com os núme os dos p ocessos de cada doen e e os núme os das camas de cada se iço. Nos SF do HGO,EPE, a p epa ação dos "ca os" é ei a po um mé odo manual ou po um mé odo semi-au omá ico com o auxílio de KARDEX. Os ca os, já ca egados, são anspo ados pelos AO pa a os espe i os se iços. Pa a um maio igo e con olo des a ope ação, as ga e as indi idualizadas de cada doen e são con e idas po amos agem pe mi indo assim o despis e de e en uais e os. Os e os são ano ados pa a, pos e io men e, se em e i ados. Exis e ainda um sis ema de dis ibuição al e na i o nos casos de medicamen os u gen es que pode ão não e seguido nos "ca os" de dose uni á ia. Pa a isso, os SF do HGO,EPE, con enciona am a exis ência de qua o ho á ios diá ios (10h, 11h30, 14h, 15h30) de en egas pelos AO de pedidos espo ádicos e u gen es. O médico ou en e mei o esponsá el en a em con ac o ele ónico com os SF do hospi al com indicação do nome do doen e, o núme o da cama e o se iço clínico. Pos e io men e, o FH e i ica no SGICM se o medicamen o es á p esc i o, p epa a o medicamen o, assinala a saída do mesmo e coloca em local ap op iado pa a os AO o dis ibuí em ou pa a se le an ado po algum AO do se iço. 5.3 Dis ibuição po eposição de ní eis Es e sis ema de dis ibuição em po base a implemen ação pelos SF do HGO,EPE de um s ock ixo aco dado en e o En e mei o-Che e, o Di e o de Se iço e o Fa macêu ico esponsá el pelo se iço de aco do com suas as necessidades semanais. Os ní eis são de inidos de aco do com as pa ologias a adas, o consumo-médio e o in e alo en e eposições. Cabe ao FH a a e a de se desloca ao(s) espe i o se iço(s) e aze a con agem, com o auxílio de PDA (Pe sonal digi al assis an ) das exis ências na espe i a en e ma ia bem como, pe iodicamen e, e i ica os p azos de alidade dos p odu os a macêu icos aí a mazenados. Pos e io men e, os PDA são desca egados pelos TDT que se enca egam de en ia os p odu os em al a pa a os se iços. Du an e o pe íodo de es ágio ealizei á ias con agens auxiliadas pelo PDA nos di e en es se iços do Hospi al. 5.4 Ci cui o de dis ibuição de medicamen os sujei os a con olo especial Tal como oi e e ido an e io men e exis em medicamen os que, pelas suas ca ac e ís icas, necessi am de um modo de dis ibuição di e en e e que seja al o de um Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 20 que an ecede a Sala Limpa. Na an ecâma a, os ope ado es p ocedem à desin eção das mãos e à colocação do equipamen o p o e o . A Sala Limpa é uma zona de ambien e con olado, que possui um sis ema de a amen o de a com il o HEPA (High E iciency Pa icula e Ai ) e es ão colocadas Câma as de Fluxo de A Lamina Ve ical que pe mi em a p epa ação de ci os á icos. Es e sis ema c ia uma zona de p essão nega i a impedindo a saída de a pa a a zona semi-limpa. Anexada à Sala Mis e ium, exis e uma sala de apoio onde os FH ealizam a alidação das p esc ições médicas, calculam os olumes necessá ios pa a as p epa ações, emi em os ó ulos, con e em e egis am as p epa ações p oduzidas e p epa am os abulei os com odo o ma e ial necessá io. Nes a unidade de p epa ação, o FH é esponsá el pelas a i idades acima desc i as enquan o que o TDT ica esponsá el pelo manuseio das p epa ações. A alidação de p esc ição de medicamen os ci os á icos é semelhan e à alidação em DIDDU. Os ó ulos emi idos pelo FH êm indicação do se iço clínico equisi an e, a da a, o nome e núme o de p ocesso do doen e, o á maco, dose, olume, olume diluição, solução diluição, a es abilidade após p epa ação, o modo de adminis ação, o modo de conse ação, o empo de pe usão e débi o de adminis ação, o nome do FH esponsá el e do TDT que e e ua a p epa ação. Pa a o cálculo da dose, é u ilizado o so wa e in o má ico que a calcula com base no peso e na al u a do doen e. O FH que se encon a na sala de apoio p epa a os abulei os a en ia pa a den o da Sala Limpa pa a o TDT. Nos abulei os coloca-se o á maco, a solução de diluição, a se inga e sis ema ci o óxico acompanhados do ó ulo iden i ica i o. No momen o de p epa ação do abulei o, odo o ma e ial e p odu os a macêu icos u ilizados são egis ados pa a, pos e io men e, se impu ado ao se iço co esponden e. O abulei o comple o en a pa a a Sala Limpa a a és do ans e , de idamen e es e ilizado com álcool. Após a ope ação de econs i uição do á maco, o FH e i ica e alida e, se udo es i e con o me as especi icações, coloca na mala é mica pa a segui pa a o espe i o se iço. Pa a além da Unidade de Oncologia Médica, os ci os á icos são ambém equisi ados pa a o Se iço de U ologia (ex: mi omicina, epi ubicina, BCG); de Reuma ologia (ex: me o exa o, ciclo os amida, i uximab); In ecciologia (ex: cido o i , doxo ubicina); Neu ologia (ex: mi oxan ona); e Ginecologia (ex: me o exa o). Pa a simpli ica e o imiza odo o p ocesso de p epa ação de ci os á icos, os SF do HGO,EPE, con enciona am que pa a o Hospi al de Dia de Hema oncologia se elabo a uma lis agem dos doen es agendados pa a cada dia da semana com os seguin es dados: nome do doen e, núme o do p ocesso, ciclo de quimio e apia, assina u a do p o issional de saúde que alida a p epa ação, assina u a do p o issional de saúde que ecebe a p epa ação e ho a de en ega. No dia an e io , a en e mei a do Hospi al de Dia az um con ac o ele ónico pa a ansmi i quais os doen es que já con i ma am a sua p esença, Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 21 ou os que icam impedidos de aze o ciclo po a aliação médica, o que pe mi e aos SF i em p epa ando g ande pa e dos á macos, quando a es abilidade o pe mi e. Is o é uma o ma de e i a e en uais despe dícios caso o doen e não compa eça no dia do a amen o. Nes e se o , os FH e os TDT es ão expos os a á macos pa icula men e pe igosos, logo a o a i idade da equipa é bas an e impo an e. Mulhe es g á idas ou a amamen a , indi íduos alé gicos ou que enham sido subme idos a quimio e apia não de em manipula p odu os ci os á icos. [28] 6.3.2 Nu ição pa en é ica Nes a unidade, as unções do a macêu ico incluem a alidação das p esc ições, a sua p epa ação e dis ibuição pa a a Unidade de Cuidados In ensi os (UCI), Neona al e Se iço de Pedia ia. As bolsas de Nu ição pa en é ica são mis u as biná ias pa a adminis ação po sis ema em Y, p epa adas numa Sala Mis e ium em udo semelhan e à usada na p odução de ci os á icos. A solução A con ém aminoácidos, glucose, água, ele óli os, oligoelemen os e hepa ina, enquan o a solução B é compos a po lípidos, i aminas lipossolú eis e i aminas hid ossolú eis. Tal como as es an es p esc ições, a p esc ição de nu ição pa en é ica chega aos SF po ia in o má ica a a és do SGICM. Quando uma p esc ição chega aos SF do HGO,EPE, o FH esponsá el analisa cuidadosamen e oda a p esc ição. Pa a a alida , o FH em de calcula os apo es, po Kg/dia de aminoácidos, glucose, lípidos, ele óli os (Sódio, Po ássio, Cálcio, Magnésio, Clo o e Fós o o), i aminas hid ossolú eis e lipossolú eis, oligoelemen os e ainda os apo es híd ico e caló ico. De e e -se em a enção a concen ação da glucose no olume o al de NP e e i ica a elação azo o/calo ias não p o eicas (de e se maio = 150). A concen ação de cálcio e ós o o não de e ul apassa os alo es de 37mg e 60mg, espe i amen e, em 100ml de olume o al de NP. Em odas as p esc ições de e á p ocede -se à con i mação dos apo es an e io es que de em es a de aco do com os alo es es abelecidos nos p o ocolos de Neona ologia e Pedia ia do HGO, a endendo à idade e si uação clínica do doen e, o que pe mi e iden i ica qualque omissão e/ou al e ação signi ica i a no apo e diá io de nu ien es. Po úl imo, de e-se con i ma se a ia e elocidade de adminis ação es ão de aco do com o ipo de NP o mulada pa a o doen e. Se udo es i e con o me o desc i o, a p esc ição é alidada e o FH emi e duas e ique as com composição quan i a i a da solução A e B, o núme o sequencial de NP da a mácia, a da a de p epa ação e alidade da bolsa. Pa a cada doen e a ibui-se um nº de o dem de en ada e p eenche-se uma olha de egis o de dados do doen e em NP, que são depois a qui ados pe mi indo o con olo nos SF. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 22 Rela i amen e à p epa ação de bolsas de NP são á ios os cuidados a e . Em p imei o luga , colocam-se os mac onu ien es e, de seguida, os mic onu ien es, endo semp e o cuidado, não só de aze dupla e i icação de cada um dos nu ien es e da espe i a quan idade a adiciona à bolsa, mas ambém de espaça a adição de componen es que possam causa p ecipi ação. No inal ob êm-se duas bolsas di e en es, uma con endo os nu ien es hid ossolú eis e ou a os lipossolú eis. Ambas con ém um olume ligei amen e supe io ao p esc i o de o ma a compensa a e enção de olume na bolsa e ambém o olume necessá io pa a a pu ga de odo o sis ema de adminis ação. Des e modo, ga an e-se que o doen e ecebe as quan idades exa as que lhe o am p esc i as. Te minada a p epa ação, é colocado o ó ulo com a iden i icação do doen e (nome, p ocesso, da a de nascimen o, peso ao nasce , peso a ual), iden i icação do se iço, a da a de p esc ição, de p epa ação e de alidade, o núme o de con olo da a mácia, o nome do Fa macêu ico esponsá el pela alidação da p esc ição médica e do Fa macêu ico ou Técnico que p epa ou a NP e a composição quali a i a e quan i a i a (Volume o al a p epa a dos mac onu ien es, ele óli os e i aminas exp essos em milili os = Volume do apo e diá io+ Volume de pu ga - 40 ml pa a Sol.A e 10 ml pa a Sol.B). As bolsas es ão p on as pa a segui pa a o Hospi al de Dia do se iço equisi an e. As bolsas de NP pa a sábado, domingo e dias e iados são p epa adas no dia an e io endo em a enção que es as, uma ez que são p epa adas na éspe a do dia de adminis ação, se ão adi i adas só com i aminas lipossolú eis. Nos casos em que as bolsas con ém hepa ina, es a de e á se colocada na bolsa no dia da adminis ação, uma ez que a es abilidade des a mis u a é de apenas 24h, acompanhada de uma e ique a a lemb a a sua adição e espe i a dose. O con olo de qualidade das bolsas de NP p oduzidas é ambém da esponsabilidade do FH. Após a p epa ação de uma bolsa, o FH az uma a aliação isico- química da bolsa: p esença de c is ais em solução, p esença de a , co não ca ac e ís ica. Se udo es i e con o me, as soluções são libe adas, acompanhadas de uma con e ência inal de odo o acondicionamen o, com especial a enção à co espondência da solução A e da Solução B de cada p epa ação e e i icação da coneção de odos os disposi i os, ub icando em imp esso p óp io. Du an e o pe íodo de es ágio, ealizei a p epa ação de bolsas de NP com o auxílio do FH esponsá el e isi ei as ins alações do se iço de Neona ologia pa a e como p ocede à adminis ação das bolsas. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 23 7. FARMÁCIA CLÍNICA A a mácia clínica é um concei o ans o mado da a mácia hospi ala , na medida em que, de ab ican e e dispensado a de medicamen os, passa pa a uma in e enção a macêu ica cen alizada no doen e, com is a à p es ação de cuidados a macêu icos mais segu os e e icazes, e simul aneamen e, p omo endo o uso acional do medicamen o. 7.1 Ensaios Clínicos O uso de no os á macos aca e a, mui as ezes, alguns iscos du an e a sua u ilização, o nando-se necessá io a ealização de ensaios clínicos e p é-clínicos como equisi o essencial pa a a sua ap o ação pelas au o idades egulado as. A ealização de ensaios clínicos (EC) de medicamen os pa a uso humano é egulada pelo egime ju ídico es abelecido pela Lei nº 46/2004, de 19 de Agos o. [29] Segundo es a Lei, um ensaio clínico é qualque in es igação conduzida no se humano, des inada a descob i ou e i ica os e ei os clínicos, a macológicos, a macociné icos ou ainda a macodinâmicos de um ou mais medicamen os expe imen ais, de o ma a e i ica a sua segu ança ou e icácia. O Dec e o-Lei nº 46/2004, de 19 de Agos o es abeleceu ainda, de o ma a ha moniza os p ocedimen os dos EC, a ob iga o iedade da pa icipação dos SF no p ocesso de in es igação e desen ol imen o, le ando, assim, à c iação de uma Unidade de Ensaios Clínicos (UEC) nos SF do HGO,EPE. [30] No HGO,EPE, O FH exe ce um papel na In es igação Clínica em unções como:  A iculação com a Comissão de É ica do hospi al;  Con ola e ge i medicamen os em in es igação, ga an indo a sua qualidade;  Re e p o ocolos de in es igação e pa icipa em isi as de p é-início, início e de moni o ização;  Valida p esc ições médicas;  Dis ibui e moni o iza EC;  Regis a e comunica e ei os ad e sos obse ados à equipa in es igado a; Cabe ambém ao FH ealiza a eceção, conse ação, ges ão do s ock, dispensa/p epa ação, egis os, de oluções, con olo do in en á io do medicamen o expe imen al e a qui o de odas as in o mações, nomeadamen e a adesão à e apêu ica, endo em con a a medicação cedida ao doen e e de ol ida pelo mesmo, a posologia e a du ação do a amen o. O FH esponsá el pelos EC desempenha um papel mui o impo an e na á ea da ocul ação necessá ia pa a cada ensaio em pa icula . Em alguns EC, o FH é o único in e enien e no p ocesso a conhece em qual o b aço de a amen o o doen e se encon a (a i o ou con olo), sendo a sua a i idade de i al impo ância na Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 24 manu enção da ocul ação. Em alguns EC é o p óp io FH o esponsá el pela alea o ização dos doen es. Os EC, pelo seu ca á e , p ecisam de uma moni o ização con ínua, com egis os de odo o ci cui o, pa a que os esul ados não iquem comp ome idos. O ci cui o do medicamen o em ase de ensaio clínico encon a-se pe ei amen e de inido. Inicia-se com a eceção do EC com o egis o do lo e e núme o. O FH esponsá el con e e se o que ececionou co esponde ao EC, e i ica o p azo de alidade, lo es e condições de empe a u a e a mazenamen o. O medicamen o expe imen al se á dispensado, median e p eenchimen o da olha de cada EC, depois da p esc ição médica e sido alidada pelo FH. No momen o de dispensa da medicação es a é eencaminhada pa a o doen e, ha endo a necessidade de egis a o núme o que oi cedido bem como o lo e e os p azos de alidade. P ocede-se de igual modo em caso de de oluções ou encaminhamen o de medicação des inada a se des uída, icando udo egis ado no a qui o do ensaio. 7.2 In o mação de medicamen os Uma das unções mais impo an es do FH clínico elaciona-se com a cons an e oca de in o mação com a es an e equipa médica, nomeadamen e com os médicos ace ca de possí eis doses inadequadas, e ei os ad e sos g a es e in e ações medicamen osas aquando da alidação das suas p esc ições, e com os en e mei os sob e a co e a adminis ação dos medicamen os. Da c escen e complexidade e núme o de no os medicamen os, nasceu nos SF do HGO,EPE, um cen o de in o mação de medicamen os (CIM), que compila e analisa in o mação cien í ica sob e medicamen os e ansmi e a ou os p o issionais de saúde. A in o mação sob e medicamen os assume-se assim como uma a i idade a macêu ica de g ande des aque. T a a-se de um elemen o p eponde an e na omada de decisão e um a o decisi o pa a uma seleção co e a dos medicamen os, assim como pa a a sua u ilização acional. 7.3 Comissões Técnicas O Dec e o de Lei nº 3/88 de 22 de Janei o eio in oduzi al e ações na ges ão hospi ala , en e as quais a ob iga o iedade da c iação de comissões de apoio écnico designadas po “Comissões Técnicas” [31]. As Comissões Técnicas Hospi ala es são ó gãos consul i os indispensá eis pa a a implemen ação de no mas, eg as e p ocedimen os hospi ala es, com o obje i o de ob enção de uma melho ia nos cuidados de saúde p es ados bem como uma maio acionalização de cus os. Segundo o Dec e o-Lei nº 188/2003, de 20 de Agos o, os hospi ais êm que ap esen a ó gãos de apoio écnico, nomeadamen e a Comissão de É ica, de Humanização e Qualidade de Se iços, de In eção Hospi ala , e de Fa mácia e Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 25 Te apêu ica, sendo que, den o des as, o a macêu ico ma ca p esença ob iga ó ia na CFT e na Comissão de É ica, in eg ando ambém a Comissão de In eção Hospi ala como memb o consul i o [32] Tal como legislado, os SF do HGO,EPE, possuem Comissões Técnicas, nomeadamen e: comissão de qualidade e segu ança do doen e, de é ica, de con olo da in eção hospi ala , de a mácia e e apêu ica, coo denação oncológica, de higiene e segu ança no abalho, de ce i icação de in e upção da g a idez, no malização de p odu os e equipamen os, de hemode i ados, de en e magem e médica. [33] Os SF do CHTS in eg am ês das e e idas comissões écnicas: a Comissão de Fa mácia e Te apêu ica (CFT), na Comissão de É ica e na Comissão de Con olo da In eção Hospi ala (CCI). 7.3.1 Comissão de Fa mácia e Te apêu ica A CFT é uma comissão especializada, esponsá el pela de inição e moni o ização da polí ica do medicamen o no hospi al a uando undamen almen e: • No desen ol imen o e a ualização pe iódica do o mulá io; • Na elabo ação de p o ocolos de u ilização e p og amas de educação; • Na moni o ização da u ilização de medicamen os. A sua cons i uição, o seu uncionamen o e as suas compe ências, es ão egulamen adas pelo Despacho nº1083/2004, de 1 de Dezemb o de 2003. [4] Segundo es e despacho, a CFT é cons i uída po um máximo de 6 memb os do quad o hospi ala , co espondendo a 3 médicos e a 3 a macêu icos. Es a comissão é esponsá el pela publicação de adendas ao FHNM que in oduzem ou e i am medicamen os cons an es no FHNM. É ambém unção do FH analisa as u ilizações de á macos de jus i icação clínica ob iga ó ia e moni o iza a u ilização dos medicamen os . 7.3.2 Comissão de É ica A Comissão de É ica é um ó gão consul i o, mul idisciplina e independen e, que se ege pelas disposições cons an es do Dec e o-Lei nº 97/95 de 10 de Maio. [34] Os p incipais obje i os da Comissão de É ica são zela pela obse ância de pad ões de é ica no exe cício das ciências médicas, de o ma a p o ege e ga an i a dignidade e in eg idade humanas, e sal agua da o exe cício do consen imen o com base no espei o pela au onomia e on ade, p ocedendo à análise e e lexão sob e emas da p á ica biomédica que en ol am ques ões de é ica e emi indo pa ece es sob e os mesmos. Um exemplo das suas unções é a ap o ação e pe missão da ealização de ensaios clínicos. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 26 Pa e II T abalhos desen ol idos 1. Ri a oxabano: No a E a na Te apia An icoagulan e? 2. P oje o de Acessibilidade Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 27 CONTEXTUALIZAÇÃO Du an e os 2 meses de es ágio nos SF do HGO,EPE, oi-me solici ado que ealizasse um abalho de in es igação sob e um an icoagulan e eme gen e no me cado, o Ri a oxabano, azendo ambém uma compa ação com a e apia s anda d pa a a p e enção do T omboembolismo Venoso (TEV) e Embolia Pulmona (EP). O p incipal obje i o des e abalho oi a análise de um no o á maco que se e ela p omisso no campo da an icoagulação pa a uma possí el al e ação à e apia con encional com Enoxapa ina e An agonis as da Vi amina K. Pa a comple a o meu abalho, es i e ambém p esen e na Jo nadas de An icoagulação onde, pa a além do Ri a oxabano (Xa el o ®), o am discu idas as an agens e u ilizações e apêu icas de ou os An icoagulan es o ais como o Apixabano (Eliquis ®) e o Dabiga ano e exila o (P adaxa ®). Além disso, ealizei uma ap esen ação sob e o P oje o de Acessibilidade desen ol ido pelos SF do HGO,EPE. Es a ap esen ação ez pa e de uma comunicação o al nas 8ªs Jo nadas de Fa mácia Hospi ala da O dem dos Fa macêu icos, ealizadas nos dias 27 e 28 de Fe e ei o. Es e abalho oi incluído no painel "Fa mácia Clínica - da eo ia à p á ica: In e enções Fa macêu icas na in e ace com a comunidade" do qual i e o p aze de se o ado a. Nas p óximas páginas se á desc i o suma iamen e o con eúdo de cada um dos dois abalhos. O abalho comple o pode á se consul ado nos anexos. 1. RIVAROXABANO - NOVA ERA NA TERAPIA ANTICOAGULANTE? 1.1 T ombose Venosa P o unda As ci cuns âncias clínicas, nomeadamen e as ci u gias e os g andes auma ismos e as doenças, das quais se des acam as ombo ilias e as neoplasias, exe cem uma in luência p o unda no isco de omboembolismo. A ombose enosa p o unda (TVP) é uma mani es ação do omboembolismo enoso (TEV) e ca a e iza-se pela p esença de coágulos nos asos sanguíneos esponsá eis pelo e o no do sangue ao co ação. Na ausência de a amen o pode oco e agmen ação do coágulo, mig ação do mesmo pa a o pulmão e desen ol e -se uma embolia pulmona . O a amen o em como p incipais obje i os a p e enção do embolismo pulmona (EP), a edução da mo bilidade e a p e enção ou minimização do isco de desen ol imen o de sínd ome pós- ombó ico. A pa ogénese da ombose Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 28 en ol e 3 a o es cole i amen e conhecidos como a “ íade de Vi chow”, pos ulada há 150 anos. Esses a o es são a lesão da pa ede ascula , a es ase ci cula ó ia e a hipe coagulabilidade. A ualmen e, sabe-se que 15-20% de doen es subme idos a A oplas ia Anca e 30-40% de doen e subme idos a A oplas ia do Joelho desen ol em TEV subclínico e 2- 4% desses doen es êm pelo menos um episódio de TEV sin omá ico nos 3 meses seguin es à ci u gia. 1.2 Te apêu ica con encional A e apêu ica já ins i uída pa a a p e enção e a amen o do TEV comp eende os an agonis as da i amina K (como a a a ina), a Hepa ina de Baixo Peso Molecula e o Fondapa inux. Con udo, es a e apêu ica ap esen a á ias incon enien es como: a adminis ação in a enosa, eque em moni o ização labo a o ial, pode exis i isco de omboci openia e pode ambém se necessá io o ajus e da dose median e o peso co po al e a idade. Da exis ência des as des an agens su gi am os no os inibido es do a o de coagulação Xa, o Ri a oxabano e o Apixabano que se ap esen am com a p omessa de simpli icação da e apêu ica. 1.3 Mecanismo de ação e indicações e apêu icas do Ri a oxabano Ao a ua di e amen e no a o Xa da casca a de coagulação, o Ri a oxabano é esponsá el pelo p olongamen o da ase de iniciação de o mação da ombina e pela inibição do a o ecidula de ag egação plaque á ia po inibição da ge ação de ombina. Ve i ica-se que a modulação indi e a da ag egação plaque á ia pode in luencia a o a elmen e a p e enção e o a amen o da ombose a e ial. O Ri a oxabano es á especialmen e indicado nas seguin es si uações:  P e enção do AVC e Embolismo Sis émico em doen es adul os com FA Não-Val ula  T a amen os TVP e EP  P e enção da TVP eco en e  P e enção do TEV (pós A oplas ia ele i a da anca/joelho)  Sínd ome Co oná ia Aguda (P e enção secundá ia em doen es adul os com bioma cado es ca díacos ele ados) O Ri a oxabano é apidamen e abso ido (Concen ação máxima após 2-4h) e ap esen a uma biodisponibilidade o al ele ada (80-100%). 1.4 Re e e os e ei os an icoagulan es Pa a o a amen o com Enoxapa ina, exis e no me cado um an ído o, o sul a o de p o amina, caso seja necessá io e e e os e ei os em si uação de an icoagulação excessi a. Con udo, uma des an agem do Ri a oxabano é a inexis ência de um á maco Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 29 que possa e e e os seus e ei os. Po an o, pode oco e com maio equência isco aumen ado de hemo agia. Nes as si uações de e conside a -se: in e upção do a amen o, inicia comp essão mecânica, es abilização hemodinâmica e a ans usão de componen es sanguíneos. Em caso de sob edosagem, pode á se conside ado a u ilização de ca ão a i ado pa a eduzi a abso ção. A implemen ação de p o ilaxia do TEV de e e lec i o balanço en e isco de TEV e sus o isco de hemo agia. Assim, an es da sua p esc ição o doen e de e se a aliado quan o ao isco de TEV e Hemo ágico. 1.5 Ensaios Clínicos Du an e a ealização des e abalho, o ien ei a minha pesquisa essencialmen e pa a a á ea dos ensaios clínicos com compa ação en e a p e enção e a amen o com enoxapa ina e sus a p e enção e a amen o com Ri a oxabano. Os Ensaios Clínicos a aliados o am os RECORD 1-4 (REgula ion o Coagula ion in OR hopaedic Su ge y o P e en Deep Vein Th ombosis and Pulmona y Embolism). Es es são ensaio de ase III, com dupla ocul ação, N= 12729, ab angindo doen es de 39 países. O RECORD 1 e 2 são ela i os à a oplas ia da anca e o RECORD 3 e 4 à a oplas ia do joelho. Os qua o es udos compa am os dois á macos com os seguin es endpoin s: • E icácia: TEV (TVP + EP não a al, mo e po alguma causa) • Segu ança: Hemo agias majo O Ri a oxabano mos ou-se supe io nos 4 ensaios clínicos analisados, ap esen ando meno es axas TEV, meno es axas de e en os de omboembolismo enoso sin omá icos e o pe il de segu ança semelhan e à enoxapa ina. Quan o à incidência de hemo agias, es as o am ambém eduzidas e semelhan es quando compa ada com a enoxapa ina sub-cu ânea. Os esul ados dos ensaios clínicos podem se consul ados com maio de alhe nos anexos. No ensaio de EINSTEIN a aliou-se a sa is ação dos doen es em a amen o com Ri a oxabano quando compa ados com a Enoxapa ina. Os esul ados demons am o aumen o da sa is ação no g upo a ado com Ri a oxabano, o que pode á aze consequências na adesão e manu enção do a amen o. 1.6 Conclusão Apesa dos ecen es desen ol imen os na á ea da e apêu ica médica e de in e enção pa a a p e enção/ a amen o dos e en os omboembólicos, as axas de mo bilidade e mo alidade associadas às doenças ca dio ascula es pe manecem ele adas. Os an icoagulan es o ais são dos á macos mais adminis ados em odo o mundo, sendo os an agonis as da i amina L os an icoagulan es de escolha pa a a ombop o ilaxia a longo-p azo. Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 36 ANEXOS Anexo I: Ri a oxabano - No a E a na Te apia an icoagulan e? Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 37 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 38 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 39 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 40 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 41 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 42 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 43 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 44 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 45 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 52 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 53 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 54 Anexo II: P oje o de acessibilidade Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 55 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 56 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 57 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 58 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 59 Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 60 Anexo III: 8ªs Jo nadas de Fa mácia Hospi ala Rela ó io de Es ágio em Fa mácia Hospi ala 2015 61